)MÒMICO lí FISÈSCEIRO NORDESTE BRASILEIRO VISTO FORA SIDERÚRGICA JUNHO, 1961

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1 )MÒMICO lí FISÈSCEIRO o NORDESTE BRASILEIRO VISTO DE FORA SIDERÚRGICA 1960 JUNHO, 1961

2 j$xh Wm mm m m m Quem pensa em segurança,., pensa em FENEME FREIOS "WIESTINQHOUSE" COÜ CIRCUITOS INDEPENDENTES, IDI O! DIANTEIROS El ETRÂSEITOS Maior segurança no sistema de freios o uma destacada vantagem, do caminhão FNM. Os circuitos dianteiro e traseiro dos 1 reios "Westinghouse" pneumáticos são independentes. Por isso, se, eventualmente, "estourar'! um dos circuitos, o motorista pode prosseguir viagem até a oficina mais próxima, garantido pelo outro circuito. As sapatas dianteiras são semienvolventes e as traseiras totalmente envolventes. O freio de.estadonamento 6 de comando manual com sapatas semi-envolventes nos dois sentidos de lotaçao. Ha muitas razoes para v. preferir o caminhão FNlfH pelos seus detalhes mecânicos exclusivos, excelente acabamento e superior desempenho, o Fenemê ó o caminhão que re -Ive melhor o seu problema de transporte pesado. KPTvr^^,>ui...,._ j r~~t.. * T"1^^- U;,r - " " ] pt^iji I ^... + Esta válvula de proteção permito a freagerfi de um doe eixos, ainda que tenha havido uma ruptura na tubulaçuo de comando do freio do outro eixo. CHASSI NORMAL (COM REBOQUE) DISTÂNCIA ENTRE EIXOS : 4m Urn produto da FÁBRICA NACIONAL DE SVIOTORES S.A Brás i I!

3 PROPRIEDADE DA EDTTÔRA "O OBSERVADOR" S A JUNHC DE 1961 ÀNO XXVI N. 304 EXPEDIENTE SUMÁRIO ENDEREÇO: HIO Rua Araújó Pôrto Alegre, 30 (!." andai Caixa Postal 3.1H. Tolegráfieo "O Observador" Telefone: SAO PAlIIÍp: Rua 2' de Maio D 11 and Conj A Fone: 33-6 o I) i ret ora-g erál: M A R1NETTE BOÜÇAS E D I T O R í A I S (A missão de Produção Guanabara Economia e Política ri Plano da Sudene 3 Exportações Colabora dores: ANTÔNIO PAIM CLAUDIONOR DF, SOUZA LEMOS CLÒVIS PAIVA NEWTON CARLOS O M E H M O N T A LFG R E OSVALDO PERALVA RENÉ DUMONT V A L D EM A R C A V A LCANT1 VALENTIM F. BOUÇAS Assistente para Itelaçjoes Publicas : ARTRÍOS E REPORTAGENS \ A 204 e o Impôsto Inviável 3 i Valedl im F Bpuças) Documento Um Francês no Nordeste.. 6 t René D umont i Aço gje Volta Redonda Ultrapassa Barrei- ra do Milhão de Toneladas CSN.. 33 O 7 Raymundo de Carvalho Correspondente em Brasília : José Augusto Guerra Publicidade Comercial : Leber Propaganda Lida. RIO: Rua Álvaro Alvini. 18 S 0'8 TE'I Ramal 28. Calculo das Despesas Gerais e Lucres nas Empresas Industriais 48 A Prescrição no Campo da Divida Pública Brasileira 50 i Claiidmnor de Souza Lemos) ferrovias Reaparelhamento das Estradas de Berro 60 (Antônio Paim) > S PAULA): Rua Xavier de Toledo, andar - Conj A. ASSINATURAS: S E Ç õ E S Brasil : Uni ano Cri 600,00 Dois anos CrS 900,00 Três anos Cr$ 1.200,00 Ura ano via aérea Cr$ Exterior : Américas do Sul e (.'entrai CrS Por um ano Demais Países.. USS VENDA: Exemplif avulso Cr$ 80,00 Nota : Tôda importância deve ser remetida por CHEQUE BANCARIO, pagável no Rio de Janeiro] GB. em nome de EDITORA "O OBSERVADOR" S A. Os pedidos de exemplares atrasados devem vir acompanliados do respectivo valor, em cheque ou selos do correio. ( i As reclamações referentes ao não recebimento da revista expedida devem ser feitas à Redação nos prazos de 3 meses para os assinantes do Interior e 1 mês para os assinantes do Rio de Janeiro. ECONOMIA Nova Política do Café ( Omer Mont Alegre i POLÍTICA INTERNACIONAL Trujillo Morto, Trujil lo Pôs to 14 (Newton Carlos) TECNOLOGIA Serviço Especial Cibernética 20 EMPRESAS & HOMENS Ramais Antieconômicos 28 i Osvaldo Peraiva i AUTOMÓVEIS Ameaça de Crise iclóvis Paiva) LIVROS & IDÉIAS Publicações Oficiais 45 i Valdemar Cavalcanti > As opiniões expendidas em artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores. Composia e impressa em Editora REGIONAJL Limitada General Caldvvell, 283-A Fone

4 "'Ç'--\:: 1 #«y ; <*à jf-i & && '***+'**»'"M»I mtãjttsmm yf - * ' -m ÍBÊ^r'k mmrnm > mm mmm S S S8» :tr. v. NUNCA OS FATOS ECONOMICOS INFLUÍRAM TANTO NA VIDA DOS POVOS... Já não são apenas os homens de ne~ sobre os acontecimentos econômicos gócios e os especialistas que se preo- < financeiros cie todo o mundo, e aos cupam com as questões econômicas e djjmingos edita, juntamente com a financeiras. Até os homens mais sim- sua edição normal, irai caderno especial pies precjsam estar a par do que ocorre de ECONOMIA E E1N A N Ç A S, onde no BRASIL e no MUNDO. divulga comentários, informações e Diariamente o DIÁRIO DE NOTÍCIAS artigos assinados pelos mais abalizados publica informações precisas e corretas especialistas nacionais e estrangeiros. Faço do Díariop^Woticías o seu jornal

5 FUNDADOR \ ALENTIM F BOUCAS A 2G4 H O IMPOSTO INVISÍVEL VALENT1M F. BOUÇAS A medida mais discutida, íé agora. dentre as quc vêm sendo adofadas pelo Sr. Jânio Quadros na esfera economico-financeira, é Instrução 204, emitida pela Superintendência da Moeda e dia 14 ainda a do Credito, no de marco deste ano. Seu ponto mais sign i ficat iro consistiu na eleração de 100 para 200 cruzeiros do câmbio de custo em relação ao dólar, com c qual i ram favorecidas a;i importações! de triçjo. petróleo, papel de imprensa e equipanioitos para a industrialização da região nordestina. Daí (pie. em tôrno desse aspecto, se haja repartido a opinião nacional entre os adeptos fervorosos e os críticos mais acerbos da aludida 1nstrução. O própriò Presidente da Repúblictí, tratando do assunto na ocasião, iiao se recusou a reconhecer o lado de sacrifício (pie aquele ato enterrara. contribuindo para elerar o custo da rida. dificultando as importaenes de certos produtqà e a cq~i>'s'ião de numerário para o empreendimento de muitos negócios, e dèsse modo afetando todos os setores da economia nacional. A Nação, tódas as classes que a compõem adrer- 11 d o Sr. Jânio Quadros terirm de suportar, durante um ano ou mesmo dois, os Ônus dessa medida, jmira só a partir de então poderem iniciar a colheita de seus benefícios. São decorridos apoias três meses, e qualquer, tentativa de balanço de sua aplicação seria prematura. Entretanto, é possível desde logo notar a tendência em que ela se desenvol ve. E essa tendência é trancamentt' a a da recuperação financeira do País, corajosamente lançada com redist ribuição no tempo, de nossos pesados compromissos externos. Já os cálculos feitos no Ministério da Fazenda sôbre o aumento das arrecadacôes pela União, através do imposto único sobre lubrificantes, do câm- hi0 de custo vendido a terceiros e da receita alfandegária, além de outras tontes não consideradas então, indicavam cpie a receita pública federal seria acrescida de aproximadamente cem bilhões de cruzeiros. Cem bilhões, portanto, obtidos por meio de unia espécie de contribuição compulsória e não pelo meio mais fácil da emissão de papelmoeda', cem bilhões (pie virão revigorar o cruzeiro, reduzindo o déficit orçamentário, abrindo o caminho para o ambicionado equilíbrio e a estabilizaçáo das finanças públicas. Assim, todo o trabalho se dirige ás fundações que, em próximo futuro, darão a base para a confiança n t moeda. É tarefa duríssima, mas. sem nos darmos conta imediata, já vamos conseguindo o estancamento gradativo da inflação, esse imposto invisível, mas pesado, que afeta todo o organismo nacional. Porque a inflação, além da deterioração que representa para as reíações sociais, alimentandcf o infernal dos aumentos de salários "ciclo para compensar a elevação do custo da vida, que sobe ainda mais ao só anúncio dos aumentos salariais, impondo novos reajustamentos desacredita nosso país no exterior, retirando a confiança dos investidores estrangeiros desejosos de participarem na industrialização do Brasil, e dos próprios estabelecimentos internacionais ae crédito. Se (luisermos. pois, faicr um encontro de contas rigoroso, é necessário que coloquemos, em frente á coluna do débito, isto e, do.s* saci t- iíçios e dificuldades, a coluna do crédito e nessa coluna escriturarmos o valor do renascimento da confiança na estabilidade da moeda, o me- Uior antibiótico contra o vírus da injlação. Junho. 19til

6 É certo que ainda não podemos falar dê:sm problema como se fóssé coisa do passado. Não há 1 para de, soluções' miraculosas. Mas não podemos tampouco deixar de apreciar com otimismo os fenômenos poaltivos que vão repontando nesse terreno. Olhemos para a oscilação na cotação do dólar, nas últimas semanas, e jei notamos uma estabilidade em nível firme na casa dos 250 cruzeiros, após haver atingido a 290 É apenas ium fato para exemplificar, mas e corresponde à emissão de uma apólice que assegurará, mais que quaki tier nutro ato. o advento de amplos benefício para o País e seus habüanxes. justiça aplicar aos habitantes do Rio esse brocardo, já que êles quase nunca tiveram ensejo de escolher seus governantes. Servindo de capital da República, ate há menos de um ano, com prefeitos nomeados pelo Chefe do Govêrno Federal, demissíveis ad nutum, os cariocas em verdade não mereciam alguns dos governos que tiveram e que deixaram agravar-se todos COMISSÃO DE PRODUÇÃO Em prosseguimento às medidas que vem adotando para aumentar a produção agropecuária, o Sr. Jânio Quadros acaba de empossar uma Comissão de Amparo à Produção Agropecuária (CAPA), constituída em alto nível, isto é, por dois ministros de Estado, o da Agricultura e o da Fazenda, mais o presidente do Banco do Brasil. Seu objetivo conforme salientou o Presidente no ato de empossamento, é promover o fomento c o aperfeiçoamento da produção pecuária e agrícola, coordenai1 a política de preços, fixar normas para o financiamento da produção, facilitar e incrementar a exportação de novos produtos, e fazer com que seja cumprida em todo o território nacional a legislação relacionada com a defesa do fomento dessa mesma produção agropecuária. Em suma, conseguir produção abundante para abastecer o merca do interno e, ao mesme tempo, através das exportações, adquirir as divisas necessárias ao desenvolvimento industrial do País. Poderemos, dêsse modo, ter um progresso econômico equilibrado, sem as distorções que têm caracterizado a industrialização, nos tempos atuais, tanto naquelas economias supercentralizadas dos países comunistas, como a URSS e a China Popular, quanto nas economias de livre emprèsa, como o Brasil. Tais medidas têm um alcance inclusive sccial, porque permitirão aos trabalhadores obterem, a preços acessíveis, os produtos de primeira necessidade, hoje caríssimos, em face do desamparo à produção de víveres. Nunca é demais lembr ar fatos tão recentes e tão clamoresos como as importações que ti- vemos de lazer, neste país ainda essência.imente agrícola, de fei jão e carne, quando temos condições excelentes não só para lançá-los com fartura no mercado interno, e, ainda, exportá-los em grandes quantidades. O mesmo fenômeno da monocultura, queé a praga de muitos pais e s d esto e o n t i n o n 1 e, p o d era o c o r - rer na indústria, e assim ocorre na Venezuela, por exemp'o. em que a. indústria petrolífera tem características de uma monoindústria, 1 onde os produtos agrícolas mais comuns são vendidos a preços absurdos. Esperamos, pois, que a CAPA se desineumba de sua tarefa, ( Lie é realmente de uma importáno ia extraordinária. GUANABARA Dentro de poucos dias, com a realizaç-ão da IV Reunião de Governadores, sob a presidência do Sr. Jânio Quadros, ficaremos sabendocjue futuro aguarda a população c carioca. se uma radical transformação no sentido de ternar novamente habitável esta cida e, o\.i se a perspectiva de agravament o dos problemas que hoje lhe mar tinham a vida cotidiana. A escassez de água. o acúmulo do lixo po r tôda parte, as explosões nes canos de esgotos apodrecidos, cujos d etritos entram em contato com a água, poluindo-a. 8 insuficiência dos telefones, sobrecarrogando as linhas e torturando os que precisam utilizar-se clesse meio de comunicação, c drama do tráfego e dos transportes urbanos, tudo isso e muita coisa mais representam o saldo negativo de sucessivas a d miais t rações. Diz-se que o povo tem os gover- merece, mas seria uma in- nes que os problemas da cidade a um ponto insuportável. É certo que ac' depende exclusivamente do auxílio federal ou mesmo do exterior a solução dos terríveis problemas do jovem Eslado, mas depende em boa parte. porcjiio a outra parte é incumbência d( atual govêrno. cujo eliete nao 3 de nomeação, mas de escolha do eleitojfidp. Dô'e. de sua administ ração, depende o ECONOMIA E A POLÍTICA resto. conlerència econômica interamericana. a realizar-se em Montevidéu. reveste-se de uma importaneia realmente histórica. Muitos choíes de Estado, por isso mesmo, deverão comparecer a el J inclus:- ve Kennedy e JQ. O sentido histórico clesse Éòtifcla- Vi nao será atirmado pelos seus resultadcs, sejam não, mas pela sua própria realizacão e bem sucedidos ou pelas motivações que vão levá-lo a prática. Em primeiro lugar, porquê nela se vai tratar da situação economica da America Latina de seu atraso e de sua ânsia de progresso, de seus explosivos problemas sociais e dos meios e métodos para resolvê-los. O exemplo de Cuba criou uma alternativa dramática neste Continente. Em segundo lugar, porque a econonjja transformou-se atualmente numa das frentes de batalha mais "guerra amplas e relevantes da fria" entre os dois mundos capitalistas e comunista. E' convicção dos sábios e dos dirigentes políticos que uma guerra nuclear seria a destruição mútua, e por isso só as guerras locais, geograficamente h- mitadas, ainda são admitidas. Dizia Clausewitz que as guerras eram a continuação da política por outros meios. Hoje são as batalhas econômicas continuação da política. que representam a 4 O OBSERVADOR

7 I mmm PLANO DA SUDENE O primeiro documento definindo as linhas básicas cia política de desenvolvimento do Nordeste, durante o período , já se encontra no Parlamento. Trata-se do Plano Diretor da SUDENE, que visa á criação da infra-estrutura econòmica da região, capaz de possibi- 1 iiar uma arrancada definitiva da situação de atraso, miséria e ignorância em que se acha mergulhada. Do total dos investimentos previstos, 30,6' f, correspondendo a rão dedicados ao setor rodoviário, mais de 23 bilhões de cruzeiros, si1- e para o setor da energia elétrica serão dedicados 37,4'.. que representam coneretamente mais de 28 bilhões. Outro setor que mereceu prioridade foi o da saúde pública e educação de base, que consumira a parcela de 12,5 bilhões de cruzeiros, na dotação, às pòjjulações do interior, de serviços de abastecimento de água, e na ampliação considerável de sua ròde escolar. A reestruturação da economia agrícola, que absorvera mais de o bilhões de cruzeiros, compreenderá têxtil, de muita significação na um plano de irrigação e de açudagèm. E em treinamento de pessoal, elaboração de projetos e estudos para reequipámento da indústria regiáo nordestina, destinou-se a ver^ba de 140 milhões de cruzeiros. Prevê ainda o Plano recursos destinados ao financiamento de uma rede regional de armazéns, estecagem, centros cte abastecimentos, bem como de estudos relativos ao levantamento geológico do Nor- Em resumo, o Plane é esse. No debate, suas talhas serão apontadas e corrigidas, mas e preciso que seja feito logo, êsse debate, e, unia vez encerrado, que se ponha mãos a obra para aplicar q Plano. O Nordeste tem pressa, não pode esperar mais. EXPORTAÇÕES Por determinação do Presidente da República, constituiu-se um Grupo de Trabalho para estudar a supressão dos entraves as exportações. Presidido pelo Sr. Rui Gomes do Almeida, descentralizou-se o Grupo em quatro subgrupos, com a incumbência, cada um dèles. do examinar um assunto: simplificacão das exigências burocráticas, redução dos tributos e gravamos, fomento as exportações em geral e medidas específicas de incentivo as exportações de minério e carnes. Até na ordem em que se colocou essa subdivisão, nota-se que há um cntrosamento entre os diterentes trabalhos dos subgrupos, porque um depende de outro. Mas nao há dúvida de que o subgrupo ineumbido da questão da carne e dos minérios tem um trabalho de interêsse mais imediato, de vez que nes-,ses dois produtos se encontram 'duas fontes abundantes de divisas, de que tanto necessita o Brasil para, em contrapartida, importar em maiores quantidades os equipamen tos e materiais exigidos pelo processo de industrialização em que se encontra. O minério do ferro, por exemplo, que possuímos em quantidades inesgotáveis, praticamente poderia pesar bastante no balanço de pagamentos, se se estivesse vendendo ao exterior aqueles dez milhões di toneladas anuais, com que sonhou o programa de metas do anterior govèrno da República. E quanto à carne, sabe-se que nosso país possui um dos quatro maiores rebanhos bovinos do mundo, e que é o único país cuja população humana é inferior, em numero, à populaçãp vacum. Cada uma dessas questões, porem, tem suas complexidades. Agora mesmo, em relação a carne, que se viu? A fim de não prejudicar o abastecimento interno, a Cacex havia autorizado a exportação de apenas 10 mil toneladas de carne proveniente de gado bovino abatido no Brasil Central, o de qualidacies pouco apreciadas pelos consumidores nacionais. A perspectiva de que èsse pequeno volume seria facilmente absorvido pelos consumidores europeus, não se concretizou: venderam-se apenas toneladas. Isso devida a fatores conjunturais, tais como preços, que baixavam no mercado internadonal, no mesmo momento em que subiam no mercado brasileiro; redução da taxa do dólar no mercado livre etc. Mas. per isso mesmo que os problemãs são complexos, ai estão os grupos de trabalho para estudá-los e para resolvê-los. Sao problemas que têm um caráter urgente e preferencial. ÍÉÉÉÍÍ * HBh is 11% I.4 ',s vi'»,*... íieéí&sê H BsrelflpHPI W&ntKm 1 1 A i i O s s a c o lu na de junho tem o sentido de uma carta. Está ela sendo mandada de Tlquio, onde paramos algum tempo para depois continuar ume. viagem em volta do inundo, (pie ainda nos levará a China Nacionalista. pomo convidada especial, a Hong Kong-, a Indonésia, ao Egito a Israel e ao LíbaÊo, ponto do Oriente Médio onde chegam os aviões brasileiros. Como em (piase temas as viagens. a nri.meira antes preocupação, do em harcpie. é um possí vel agravamento da situação internacional. Deixamc)s o Brasil com nma crise no Laus ameaçando tocar jogo em todo o sudeste asiático, para cujas nos dirigíamos. proximidades Mas, como em tôclas as viagens, mudam as perspectivas. aepois do embfflque. Encontramos um Oriente devotado ao trabalho e a tarefa de consolidar-se econòmicamente é com muito p<nica gente pensando em guerra. Pensemos, porém, na nossa revista. O nordeste brasileiro ganha notoriedade mundial por estar sendo apresentado como uma região onde podera surgir um novo Ficlel Castro. É acompanhando, mas mio endossando int eiramente esse processo, que publicamos o trabalho de um soeiólogo francês sòhre o nosso Nordeste. Aqui (ou aí) está tambem uma cias obrigações anuais (pie temos para com os nossos leitores: o resumo das atividades da Companhia Siderúrgica Nacional, que. em rompeu a barreira do milhão de toneladas cie aço. Junho,

8 DOCmiENtO RENÊ DUMONT t ' ' f; '* V^.! ^ *- - ^OWf^ Wmm^SS^t W sbf W&^-' TffiHBffiHw. ^^HUBl ^^^BHI^HBBaMMiflUM^JVM»HK VI I UM FRANCÊS NO NORDESTE Do Recife a verdadeira metrópoie industrial nordestina, a grande estrada para o Oeste nos leva a Tapera (38 km), de onde seguimos rumo ao Norte. Pouco antes de Glória do Goitá a estrada passa pela fazenda JVel neza". Pertence ela a Antônio de Meio Guerra, que] na sexta-feira, viajou para o Recife, a fim de trazer do banco o montante dos pagamentos hebdomadários. Na varanda da casa-grande, o administrador, Severino Cristóvão, nos convida a tomar assente nas cadeiras de balanço. Todo o tempo que durou a nossa longa palestra, perma- neceu éle de pé, apesar de nossa insistência: não se atreveria a sentar diante "senhores". dos A fazenda se estende por cerca de 500 hectares de terra em declive mais ou menos acentuado, sendo que 150 são utilizados para plantação de cana-de-açúcar, e uma centena de hectares fica em ropouso, de reserva, por vinte meses. Um lote de 90 hectares de maijfj secundárias constitui uma reserva de longa duração. 30 hectares distribuídos ao redor da casa e adjacências servem de pasto permanente. 35 operários, homens, mulheres e crianças, são encarregados de cortar uma por uma, a enxada, as plantas adventícias que aí crescem. É a mesma técnica dos gramados de Oxford, que seria economicamente impraticável, se os salários fossem decentes. Nos pontos mais altos, a mata original conserva uma centena de hectares; - hectares de café, à sombra, são colhidos nos meses de junho e ju-!ho, pelas crianças, à razão de uma libra de grão por cada pé. Não estamos mais no domínio climatológico do café-arábica, mas a fazenda conserva a preocupação de autareia de seus ancestrais, os Montes do sul de Portugal. 6 O OBSERVADOR

9 Ao pé da casa-grande, outrora. encontrava-se a senzala, longa edificação sem janelas, com pesada porta trancada a cadeado, durante a noite, e onde eram alojados os escravos. Substituíram-na, na íazcnda por duas fileiras "Veneza". de habitações, sempre em declive, com separação para cada família. Saindo do curral, os bois são atrelados aos pares, a carros de rodas inteiriças. Êsses modelos do IUinho (ao norte de Portugal) não evoluíram desde a época da colonização. nesse País que sofre tanto a falta de artesãos. Com a carreta de quatro rodas, usada no Sul, os mesmos animais puxariam carga duplicada: quadruplicada se utilizassem eixo metálico e pneumáticos. Em vez disso, a carroça de madeira, pesando diretamente sobre o lombo da parelha; os varais curtos, demais; rodas não inteiramente redondas, acondicionadas com tiras de velhos pneumáticos, em suma, um instrumento bem medíocre. Desprêzo pelo trabalho do homem, porque, outrora, era escravo. Preocupação única: o lucro. Prosseguimos o nosso inventario: três tratores asseguram a maior parte dos transportes de c - nas e a lavra da torra. Como wi maioria dos campos do Brasil, não se vè o arado dc tração animal F. "Veneza" no entanto, a fazenda dispõe de 65 bois de carga. É o mesmo caso que se pode observar na Grécia: excesso de energia animal desperdiçada. 35 mulas são aproveitadas para levarem a cana até à estrada, é bem verdade; há, também, 8 cavalos de sela, 23 vacas... mas somente algumas são usadas para tração, e, assim mesmo, para o serviço pessoal dos "Não donos da fazenda. me venha ialar sobre porcos, que eu não quero nem ouvir falar", responde-nos wm. M* im MM

10 o administrador, um tanto brutalmente; mais adiante, compreenderemos porquê. Nc3 campos de cana, quando chega o fim de abril, é a época de os trabalhadores revolverem o solo a enxada, ferramenta que ainda domina tôda a agricultura] brasileira. Êsse trabalho é pago por tarefa, e, ao dar conta de 4,4 ares porção de terra que exige um dia inteiro cie trabalhe, o trabalhador recebe 30 cruzeiros. Êsse pai, com seus dois filhos, consegue perfazer o total de dois pagamentos por dia. Os filhos dizem-me que um tem 18 anos, e, o outro, 11, na verdade, parece hão terem mais que 14 e 8 anos. O raquitismo é evidente: não tomam leite desde provavelmente a época em que foram desmamados; e, porque a mãe tinha falta de proteínas, foram lesmamados com seis meses, ou seja. bem mais cedo que na África! Aproximo-me d ê 1 e s. O mais moço me aterroriza; o suor escorre por um rosto que a miséria fisiológica torna esquálido; não irá, evidentemente, à escola, porque, para comer se se pode chamar a isso, teve que "comer" trabalhar, como cs outros, antes de completar os dez anos. É insuportável contemplar tal miséria, e, mais insuportável ainda, é ver o olhar amedrontado de pobre bichinho mártir, que èle lançara ao administrador, que nos acompanha. Se meus amigos brasileiros acharem severos alguns de meus julgamentos, que pensem comigo, um pouco, nesse olhar. O emprego de adubos químicos, ainda excepcional em outros Estades dc Nordeste, é mais corrente nesse Pernambuco, onde a cana. tão antiga, prolongou o esgotamento. Também a colheita da região oscila, conforme as chuvas (1,30 m em média), entre e toneladas, ou seja, 57 toneladas por hectare; o dobro dos resultados que assinalamos em Lagoinha, nas Alagoas. O Barracão Açúcar? Não, álcool toneladas de cana são, com efeito, vendidas pela fazenda 'Venezgf (a CrS 400,00 a tonelada) a uma usina de açúcar próxima; mas toneladas são tratadas na destilaria da fazenda, que pode proouzir 600 litros de cachaça, por dia. A tonelada de cana rende 80 litros dessa aguardente (álcool a ^0 graus) ; no inverno, , foi ela vendida a CrS 8,00 o litro. CrS ,00 são apurados com a cana que se destina à produção de açúcar; CrS ,00 são garantidos pela cana transformada em aguardente: no total, uma recoita de perto de CrS ,00. Fazendo o confronto com o custo do adubo empregado (CrS ) e da m à o - d e - o b r a (cèrca de CrS ,00 a sexta parto da receita), mais os gastos com o material da usina, 1 cm os um lucro líquido considerável. Como é isso possível? Vejamos. A fazenda dispõe de 70 operários, utilizados seis dias por semana, em período de colheita (quando um contingente equivalente de homens aproveitados somente naquela temporada vem reforçar o efetivo) ; nos outros seis meses trabalham êles quatro dias por semana. Os salários desses homens variam de 20 a 35 cruzeiros por dia. E cada 10 cruzeiros já representam esforço tremendo. Sòmente os trabalhadores da destilaria ganham CrS 00,00. Na época da colheita, unidades do canas cortadas e amarradas em 100 feixes de 20 canas, cada um uma jornada normal de trabalho, proporcionam pagamento de CrS 30,00. Os garotos de dez anos ganham de CrS 6,00 a CrS 12,00 por dia, sem direito a refeição. Em Reeife, poderiam êles comer muito menos caro, que na França. Aqui, por ano, o que representa menos que 1', das receitas (1). eles estãç sob as ordens de administradoi. que recebe apenas CrS 700,00 por semana CrS... Recebe óle do proprietário o privi- "explorar" Végio de o armazém do lugar, o barracão, que, pelo que nos disseram, lhe dá renda de CrS por mês. Com isso é que êle consegue "in- elevar os seus grossos". Essa barraca miserável vende por mês 150 litros de pinga, pelo preço de 10 cruzeiros a garrafa de 2/3 de litro, 100' < mais que o de predução. Severino alega, "a porém, que usina voide o eitoqu.2 todo. c èle tem cjue comprar outra rei o produto a 10 cruzeiros o litro". E isse não é tudo. O açúcar, por exemplo, é vendido, aí, a CrS o quilo, quando o preço, saído da usina, é de CrS 8,00, o. no varejo, é de CrS Melhor ainda: o sijão-preto (CrS.00) e mais caro do que em Copacabana, a praia de luxo do Rio. Quanto á farinha, é vendida a CrS 14,00 o "litro". Eu peço para ver êsse litro", uma caixinha cúbica, de capacidade visivelmente inferior ao litro convencional, mesmo se a enchermos acima dos bordos. Lançado sobro uma balança, muito pouco sensível, diante dc uma dezena de trabalhadores com os olhos atentos na operação, cujo significado êles deviam perceber, o conteúdo désse "litro"...pesa um pouco mais que 550 gramas. O que eleva o preço da farinha de mandioca, alimento básico de todo o norte e nordeste do País, e quase que totalmente desprovido de proteínas, e contendo, amiúde. 15 a 30' < de celulose, ao preço de CrS 25,00 o quilo, ou soja. ao nível do salário diário do homem adulto para um trabalho "de nascer ao pôr do sol", como se diz em Portugal. Os escravos deviam ser mais bem alimentados, pois representavam capital, valor econômico. Doze Garotos e Um Cachorro É preciso a conjunção de baixo salário e da exploração mais desavergonha da, a jgpenda por cinco vezes o preço de custo, para ehegar a essa remuneração; a mais baixa assinalada em todos os nossos registros de 49 nficões através do mundo, com exceção do Uttar Pradesh (índia). Os mais baixos salários, no sul da China, descem a 2 kg de arroz descortiçado, alimento muito superior a farinha de mandioca. Acrescente-se que ee- Ias de reclusão, prisões, ainda existem em muitas plantações: mas os responsáveis pelos assassinatos por subalimentação não estão trancados lá dentro, sao eles com as chaves. que ficam José Laurindo da Siiva, cinqüenta e cinco anos. negro de aspecto enérgico-. inteligente o irabalhador, bem diferente do Lumpeuprolctariat apatico da fazenda "Veneza", cultiva bem ao lado desta um lote de 5 hectares pertenceute a uma grande propriedade. 11' Muitos administradores franceses réet-1 sobre as receitas, a tituio de bomtieacan. que se soma a seu salário. (2) Km União dos Palmará, o transpore, por três quilometros. em lombo cie cavalo, de imia carga de 120 kg, sai por CrS 15,00 ou seja. CrS 40,00 por tonelada-quiloiffétrica; mais caro que o transnorte humano em Sseu-Ti houan, na China. Expresso em quilos de arroz deseorlieado, o transporte chinês seria menos oneroso A tração em charrettes leves, com rodas dc pneumatieo. poderá, em distâncias curtas, lutai contra o caminhão, por mais tempo que o transporte no lombo d animal. XOTA FINAL: As conversões dé francos para cruzeiros, nesta tradução, foram tôdus feitas a razão de l francos 1 cruzeiro. 8 O OBSERVADOR

11 Paga, de aluguel, cruzeiros, aliás, dentro em breve, terá ju o pagar A má safra désie ano não lhe permitiu pòr-se em dia com o Peito acertai pagamento: as contas, o único que eu teria para render são os meus filhos". Sao "mais doze. o cachorro que come lauto quanto um desses ç/a rolos, e c como se eu tivesse treze". Quantas meninas e quantos rapa- "Eú ne?n 7es? perguntamos-lhe. sei. só contando eles". Dois garotos. de onze a quatorze anos, ajuciam-no nc trabalho Somente dois bons hectares são cultivados. Uni hectare do cana rendeu 44 toneladas, no primeií o ano. 34, no segundo. Não promete mais que 15 para a c úllima colheita. A média do 31 próxima toneladas para um meio seco, sobre solos não é desonrosa; "arruinados", testemunha os melhores cuidados e A um mínimo de estrumação. Maldição da Mandioca Mas tudo isso em vão? As produtorás de açúcar pagam mais caio aos que vendem a cana em gi andes e nao aceitam os peque quantidades; lios lotes. José Lauri nclè; da Silva resolveu então vender suas canas ao proprietário vias terras ( ue ele anencia. Èste paga prs ' por tonelada. e. naturalmi níe. vai revendé la por, pelo meias. ÇrS Snbre as 34 toneladas vendidas por Laurindo, neste inverno, esse lucro abusivo representou mais de C ís 6 000,00, o triplo do (pie lhe deve Laurindo, pelo aluguel. Um hectare de mandioca, nos pronunciados cftelives muito eioclidos. não daria quase nada nesse ano seco. Após haver renunciado a importar o trigo, os colonos poituguéses adotaram, no século X\ 1. esse tubarculo autóctone, planta rústica, que cresce ain la em solos nobres mas suscetível, assim, do determinar, de uma vez por todas, o esgotamento das terras que a cana já havia encetado. Largas /.< nas cia África, como o Baixo Dahome, conlucem muito bem essa "maldição da mandioca, solução comuda. arruina não somente Qiiè os solos, como também << saúde dos homens. Os nos eonlatos com a China, em Macau, bem portugueses, poderiam ter aprendido corn ela a "bênção do urro: submerso. Que mantém os solos férteis e os indi\ í- duos saudáveis, salvo quando já não esteja muito enfjpranquec] do. Mas teria sido nesse caso. precise, investii mais dinheiro e reduzir os lucros com a exportação! O Brasil da escravidão não podia raciocinar lesse modo; e. o de 1960, setenta e lois anos depois de uma abo'ição teórica, ainda não conseguiu 1 - zè-lo. Num ano favorável, Laurindo colhe o bastante para alimentar tòda a sua família, e ainda consemie vender cerca de trinta sacos de tarinha de 80 kg cacla saco. Num ano destavoravel. come 1958, nao colheu sequer o sulieiente para ter > que comer. No seu celeiro nao ncontramos reserva nenhuma de alimentos; CrS 0 000,00 em canadei açúcar. 0 a CrS em mandioca, sua receita bruta anua! em dinheiro nao deve ultrapassar a média de cruzeiros, pn duto de um ano de trabalho de três trabalhadores!... I?rés ares de batata-dece, aqui; 4 a 10 ares de feijão, mais adiantate. onde antes foi plantado milho, "ninharias" essas servem para o consumo da família. As duas cabras. que dariam, cada uma, uns cinqüenta litros de leite, em cem dias, soma-se um bode castrado, tão gordo que vai ser vendido poi CrS (H)O.OO. Um bezerro de dezoito meses, comprado por CrS 3 000,00. foi-lhe confiado "pela metade", por seu Se fòr revendido proprietário. por CrS 5 000,00, daqui a um ara, a diferencei sera rep.irticla entre os dois. Essa forma de usura corrente em volta do Mediterrâneo, nao desapareceu, inclusive, dos campos franceses. O bezerro dispõe de pequeiip onde a hectare de magro pasto, vegetaçao de gra míticas esparsas teste nunha benj o esgotamento dtí so o. () résto do teneno e uma capoeira improdutiva. Coiajoso, obstinado, Ba ur indo tenta um pouco de ca rnércio, c4ua.11- do a fazenda, num ano destavoravel, não assegura a subsistência da família; ífitrega èle, então. 10 sacas (50 kg) de farinha de m:mlioca ao caminhão, que cobra, par um transporte de 3b quilomeii os, CrS 40,00 por saca: CrS 22,00 a tonelada-quilometrc 1 reco exoibitante! Quem aluga um caminhao completo, para um de 100 percurso km, não paga mais que CrS 6.00 pela tonelada-quilometro; na Franca, apenas CrS 2,50 (2). Os que exploram o transporte fazem toituna ainda mais rapidamente que os agricultores. "bom Nüm negócio". Laurindo pode ganhar até CrS 400,00 por três dias de trabalho. Evidentemente, mais que os CrS a CrS que asseguraria o sal a rio diário dêsse rucíe trabalhador. Mas. pensando bem, muito mais? representa realmente É preciso, com efeito, acresceutar que jamais Laurindo conseguiu juntar os CrS ou CrS necessários a ccmpra e ao transporte dessas 10 sacas de iarinha de mandioca; Os fundos são, portanto, adiantados pelo seu proprietário. Juro: a metade do lucro. Sôbre CrS 400,00 de ganho. Laurindo. que foi quem teve todo o trabalho, só percebera CrS No tojjp!, apenas CrS de bomficação sobre o salário quotidiano. Exploração sórdida. Passando mais tempo na companhia de Laurindo, não tardaríamos, sem dúvida, a descobrir outras formas dessa exploração. Exploração sórdida, e, também, terras arruinadas. O de Laurindo está proprietário sabendo disso, perfeitamente, c lhe oferece 5 hectares por CrS , metade â vista, metade para ser paga em,d( ÉS anos. Laurindo, que, para isso, ainda não tem Cruzeiro, sente- sequer o primeiro "Se se tentado: o Uios.. Estará mesmo brincando? A miséria e filha da miséria; o filho de quatorze anos, por pro])riet/irio pudesse ao ineíios aceitar em paejumento dois ou três de meus fi- exempio, não conta tão bem quanto seu pai. Nessa lamília, cujo padrão e. no entanto, superior ao da media, nenhuma criança f retiüentou esc o- la. Desde a idade de sete anos. e mesmo, antes, não ficam êles a toa. colhem feijão ou vão apanhar lenha, ate chegar a época de pegai cm trabalhe. o que co- "pesado meeam a fazer, aos onze anos. Por um lado, a f( me: por outro lado, a regressão do nível cultural. Não se pode ver aí certa forma de ge.- nocídio? 110 dólares de ingressos anuais, por cabeça, no setor agrícola; 440 dólares para os não agrícolas (í A. O.) Mas. no Nordeste, é a média geral que mal atinge os 84 dólares, sen.do que, para os trabalhadores agrícolas do açúcar, êsses 84 dólares, na realidade, se reduzem a menos de 30. Enquanto isso, o de conde Matarazzo. proprietário 150 LabLcas. em 1947, triplicava o seu capital, e via-se na posse de 300 fabricas, em Junho. 1961

12 ECONOMIA \y OMER ita AJj JL v 1U MONTALEGRE ViY kxu 1 ^^^IHRs^^l^^^^BiMk^^^B^BBIiiiiiSiulL.^ii^Bua^^^^^lHKi - ~ I ft^mpriihtlhb^^^^^^^^^hplhfi^klmw <mi>^k^^ettkmi iim I'- A*/' ii^^^^bl''-?.- ^^^^B^i^l?'' T ^B*Jr M msm'//.: ^ny.^w.-._- ^Hnfttiiil i i ii- i d'1 "ihlffir i 11» :%: ~?^H HRS3P^^B^HL^& ^JBPP* ^wbmzp'- * a^he^hf.^bi^bibub? *. [ a ^H ^ Hft:i : pi I ^HHHH H^^K ' ; " ^M&ggs c%m$ I HHL,,la^^^BiBr^^^^KM^^MB - ^v :: : :Í5SÍ *"" j*^iúa&«?. '>*>"ík-< BBBHI^BM^M^ ^y^"^../ ^^BBB ',i 'V,;, : -, íu», ^iwl^bbsfell ~*i Tin r' l^fc^-: ^^awmbfcb^^lailli^^^, I, Mm^M r TBI^^^^^MHf 1 ntswhihby^i wttt IfU^BBffiHnM,^Êm 1 ^BflflflBBBBHBBHB^. : < <<*Mll^flB^8Hj^B^HH^^BW ^ IB W^i^^^BHllli^^Hj ^^^^^^BBHR^^^I Embaixador Leão de Moura assina, em Moscou, o acordo comercial Brasil-URSS. NOVA POLÍTICA DO CAFE O Brasil começa o ano caíeeiro de 1961/62, a l.j cie julho, com uma nova política, ajustada aos princípios da verdade cambial, proclamados através da Instrução n." 204. da SUMOC. O esquema íinanceiro, amparado na Instrução n. 205, também da SUMOC, deixa patente, de saída, que já não existe o confisco cambial: a receita em divisas, resultante da exportação, será liquidada à taxa livre, com uma única condicionante: essa liquidação somente poderá ser feita através da Carteira de Câmbio do Banco do Brasil, neutralizando-se, dessa forma, seus efeitos no jôgo da oferta e da procura. Mas, em compensação, c valor correspondente a USS 22.00, ou seu equivalente em outras moedas, por saca de café exportado, será recolhido â Caixa da Superintendência da Moeda e do Crédito, a título de Cota de Contribuição, para os fins previstos nos itens VII e VIII da Instrução n." 204, e cuja aplicação está discriminada na Resolução n.u 172, da Junta Administrativa do IBC. Essa cota está sujeita a ajustamentos, com base numa faixa de mínimo e máximo para as taxas do dólar no mercado cambial de taxa livre, visando a uniformizar a receita em cruzeiros, auferida pela exportação: ela subirá sé o dólar fôr acima de CrS 275,00, e baixará se ele vier a um nível inferior a CrS Ainda nos térmos da nova politica, o contingente de exportação se constituirá com "boa os cafés de descrição", financiados à razão de 80'r do valor. "sem Os cafés características de exportação" não contarão, praticamente, com qualquer defesa. Não há possibilidade os termos são taxativos de qualquer intervenção, por parte do Estado, anies de 1. de março do ano vindouro, pois sòrnentc a partir desta data será válido o compromisso de compra do café não exportado. Além de liquidar o confisco cambial, a nova política pretende restituir as operações de financiamento do Caie, pelo menos parcialmente, a iniciativa privada, com o que os bancos particulares, que interferirem nesta operação, desfiaitarão de níveis especiais de redesconto na Carteira própria do Banco do Brasil. As medidas aprovadas, no fundo, induzem ao alargamento da participação Jo comércio especializado no escoamento da saíra, reduzindo o poder de intervenção do IBC. No tocante a produção, o ponto mais importante é, sem dúvida, o desestímulo e, até mesmo, o desamparo dos cafés de tipos baixos. 10 O OBSERVADOR

13 ().-> órgãos técnicos cio IBC, que têm resistido a tôda idéia de limitação da produção, receiando seus eleitos futuros a médio e longo prazo, optaram por uma política de sacrifício e advertência, na expectativa de que já na próxima colheita sobrevenham os resultados do saneamento dos cafèzais e da seleçao lio produto feitos pelos proprios produtores. Esta orientação' fere fundo, no período de 1961/62, a economia de muitas áreas, notadamente nos Estados do Paraná e do Espírito Santo, c primeiro desde algum tempo o maior produtor de café, em termos absolutos. Comprometeu-se porém o 1BC a usar os recursos provenientes da Cota de Contribuição, para executar vasto de assistòncia e orientação técnica naquelas programa áreas mais sacrificadas. O sacrifício assim imposto deu margem a cerrada oposição de vários delegados de produtores, que, até o momento, discutem seus efeitos. /;s<,x 'EM \ />/ COMERCIO Em sua essência, c esquema acl - tado não é novo. Ê!e ja se iizeia presente no ano passado, quando da elaboração das normas de comei'cializaçao da colheita de /61, esposado sobretudo pelo Ministro Sérgio Augusto Prazao. atualmente presidente cio IBC. e. também, do Comitê Executixo do Acordo de Washington. Agora, a idéia encontrou c apoio de certos círculos do comércio, notadamente do Rio de Janeiro, liderados pelos Srs. Rui Gomes cie Almeida e Julio Avelar, vencendo, inclusive, a levada a Brasília, pela delegação de São Paulo, com o aval do Ciovernador Carvalho Pinto e de muitas associações de classe. Os paulistas, defendendo o confisco, eram de uma de partidários política transição, mais tlexível, recomondando,' para o tratamento cambial, o sistema da pauta única apoiado, em outras ocasiões, pelo Sr. José Maria Whitaker e da compra imediata dos cafés de exportacão para defesa dos preços em ci u- zciros, e, ainda, da absorção, pelo IBC, dos tipos inferiores D confronto entre os dois grupos, porém, emergiu a estrutura final, vestida de palavras e raciocínios do Sr. Otávio Gouveia de Bulhões, Diretor Executivo da SUMOC. A tarefa de fazer aprovar a nova política financeira foi sobremodo facilitada com as negociações realizadas em Brasília, enquanto a Junta Administrativa do IBC permanecia aqui no Rio de Janeiro, fazendo tertúlias para encher o tempo, I sem se dar conta cie que o deslocamento da cúpula de autarquia, para o Planalto, se constituía inclusive em tator de enfraquecimento. Na sexta-feira 12 de maio, as delegações regressaram ao Rio de Janeiro pára dar a conhecer o esquema financeiro já coberto por uma Instrução da SUMOC, no tocante às relações cambiais, trazendo ainda orientação definida para o Regulamèntjf dc Embarques, implilando em normas rígidas de controle. O Ministro Frazão esperava que tudo isso tivesse pleno e imecliato acolhimento, o que não accnteceu. A resistência durou toda a noite de sexta para sábado, sendo o esquema votado às 4 horas da m a- nhã do dia 13. Ainda aí persistiram alguns focos de oposição que reta r- ;daram a divulgação do Regulamento para o começo da semana seguinte. O Regulamento, nos pontos em que a maioria cedeu a oposição, sofreu vetos do Minist ri da Fazenda. Mas a aprovação não anulou a controvérsia, que continua até agora. e que somente cederá na medida em que os resultados imponham convicções. É cedo para que se relacionem flutuações do mercado a medidas que mal começam a ser executadas. É inegável, porém, que sem a intervenção do Govèrno como comprador, desde o primeiro dia do novo ano, para cs cafés de exportação, dificilmente os preços internos serão sustentados. A esta altura, fala-se, ja, na cie pratiea câmbio revelando o ciesajustamento entre as taxas de português, relistro e as condições do mercado mundial. Dl VIDAS A colheita, que se iniciara oficialmente a 1 de julho, foi estimada em 41) milhões de sacas, 36 milhões cias quais consideradas comercializáveis. Destas últimas, segundo os cálculos do IBC, 21,9 milhões serão de cafés de "boa descricão", isto é, de tipos que poderão ser exportados, enquanto que 14,1 milhões são estimadas como de cafés sem características de exportacão. Os meios entendidos, porem, aclmitem que, se submetidos a um processo de ca tação, os cafés considerados sem características cie exportação ter seus tipos poderão "boa melhorados, adquirindo descrição", e, com isso, estimam que o Junho. 19(51 contingente de cates expoi taxeis poderá subir a 28 milhões de sacas. Como o esquema financeiio está calcado nas estimativas do IBC. dentro das quais haverá, pela primeira vez, resultado financeiro na intervenção, o i pflacionamente dos cales exportáveis poderá absorver ou mesmo parcialmente anular esta de saldo. perspectiva Surge, porém, o da problema renda do Aclmite-se produtor. que a colheita de 1960/61. expirante, tenha sido de 29 milhões de sacas comercializáveis, ao pi eco médio de CrS 2 700,00 por saca, o que uma renda de 80 justifica global bilhões de cruzeiros. Na safra de 1961/62, de acordo com o R.egvilamento de Embarques e o esquema financeiro, a renda da lavoura cafeeira montará a CrS 114 bilhões, que, divididos pelos 40 milhões cia estimativa, darão, em média, CrS 2 800,00 por saca, ou seja, apenas CrS 100,00 mais que no período anteriogj. Mas, se ao em vez de 21,9 "boa milhões de sacas de descricão", surgirem 28 milhões, a receita da lavoura subirá a 130 bilhões, representando um preço médio cie CrS por saca. Dúvidas dessa natureza foram suscitadas sobretudo em São Paulo, onde a nova política pareceu confusa, e foi encarada com muita reserva. li

14 REMANESCENTES Enquanto isso, o IBC clá curso à disposição em que se encontra o Governo de rever remanesceutes acumulados, tendo em pf vista proceder ao saneamento, eliminanao o lixo e o expurgo, além de prol ceder à qualificação dos tipos. As providências, neste sentido, têm várias e boas razões de ser. A primeira delas é a necessidade que tem o Governo de conhecei-, exalamente, a quanto montam os rémanescentes passíveis de comercialização, e seu estado. Como é sabido, as compras eram feitas sem maiores cuidados e da forma mais aleatória. A segunda ó o priblema da armazenagem. Os remanescentes acumulados superavam, de muito, as possibilidades de um armazenamento conveniente, implicandc, ainda, no custo íinanceiro da retenção de cafés impróprios para o consumo. Cada saca de cate armazenada custa, aproximadamente, CiS 5,00 por mês, e os estoques, com o fim da safra 1960/61; deveriam se aproximai je 45 milhões de sacas. Pesava sobre eles a ameaça das grandes sobras de /62, tudo indicando que, se não fôsse tomada qualquer providência em tempo oportuno, subiriam den- Iro de um ano a 60 milhões. A operação limpeza está sendo realizada apressadamente, e ó possíve! que o balanço a ser efetuado erig 30 de junho acuse um volume em torno de 3Í milhões de sacas, deixando claro que foram inutili- /adas mais de 10 milhões. Enquanto isso, estão sendo renovados os estudos para a ampliação da indústria de solúvel e de outros emprêges industriais para o café, especiai mente na produção de óleo e na extração de cafeína. COMÉRCIO COM A ARGENTINA Uma missão econômica argentilia veio ao Rio de Janeiro para conversações com as autoridades brasileiras, tendo em vista encontrar a melhor solução para a liquiclaçãc de cleficit, da ordem de 61 milhões de dólares, que temos nas contas comerciais com aquele mercado do Prata. Após duas semanas e meia de trabalho, as conversações foram encerradas, e o comunicado conjunto distribuído, conquanto ofereça algumas concliisões, deixa supor que nem tudo correu a contento. Do que foi anunciado em térmes concretos, resta, apenas, como mais importante, a decisão de extinguir o ajuste de pagamentos em vigor há muitos anos. Por isto, a partir de 1.' de setembro vindouro, o comercio entre Brasil e Argentina se fárá mediante cobertura em moedas conversíveis. Liquida-se, portanto, o convênio em clearinçj, que durante largo tempo foi considerado como o meio mais próprio para estimu lar as trocas ent re os dois países. IVIas, tendo em vista os interésses criados, serão mantidas as preferêneias e outras jvantagens praticadas clausula de nação mais favorecida, até que, através da Zona de Livre Comercio, seja possível definir novos termos pára o intercâmbio. E sabido, desde muito tempo, que o economico vem sendo o campo de entendimento mais difícil entrè Brasília e Buenos Aires. As coisas agravaram jse quando o Governo argentino voltou à realidade cambial, restitulndo certas yantsígens de que gozavam produtos brasileiros, como o café, ao nível comum de suas trocas com Outtres mercados. O deslocamento progressivo das compras de trigo. Brasil, do mercado Je!o platino para o norte-americano, por motivos que se dividem igualmente entre Brasil e Argentina, ampliou bastante a area de dificuldades. Recentemente, com as facilidades obtidas pele, Brasil em negociações financeiras nos Estados Unidos e na Europa, depois de ter a Argentina aceito o esquema draconiano que lhe toi proposto pelo Fuindo Monetário Internacional, essas di- foram consolidadas. Jiculdades Hoje, os argentinos consomem caí és aíricanos, que lhe custam muito menos que os nossos; os brasileiros censomem trigo americano, que é pago em cruzeiros, e a longo prazo. Sem que se tenha piocurado encontrar novos campos de interêsse. o comércio entre os dois principais mercados da América do Sul esta na dependência do animo que lhe possa ser injetado pela Zona de Livre ^Comercio. E, ainda aí, f eyeremos ter em cont i que ha uma séria batalha a travar, que é a da negociação das listas nacionais. NÚMEROS EAEAM Nos últimos quatro anos 1957 a 1960 as exportações brasileiras para a Argentina baixaram de 103,2 milhões de dólares, no primeiro, para 56,4 milhões, no último ano. Enquanto isso, nossas importações oriundas do Prata se mantiveram em níveis bem mais satisfatógiosj acusando mesmo certo crescimento em 1960, se pósto éste anc em rei ação com De 89,8 milhões de dólares, em chegamos a importar 104,5 milhões, em 1959, baixando a 94,9 milhões, em Por conseguinte, não foi o Brasil que diminuiu o ritmo das compras. Sem dispor de números relativos ao valor dos negócios, por produto, em 1960, podemos, porem, mostrar a raiz da deterioração das trocas já nos três anos anteriores. O Brasil aumentou suas aquisições de trigo, senão cm volume, pelo menos em valor, pois foram de 62.3 milhões de dólares, em 1957, a 89,1 milhões, em É verdade que as impor- 12 O OBSERVADOR "TV

15 tações de frutas diminuíram dois lerçes. baixando de 14,8 milhões para 5,4 milhões, e as dos produtos menores sofreram quedas ou ficaram estabilizadas. As compras argentinas, no Brasil, sofreram, porém, muito mais. As de pinho baixaram de 43,1 milhões, em 1957, para 18,5 milhões, em 1959: as de café, caíram de 33,7 milhões no primeiro, para 9,8 milhões, no último dos três anos. e as de frutas baixaram de 13,4 milhões para 3,9 milhões. Quedas semelhantes pcorreram no cacau e no mate. e em produtos de menor importância. A política econômica de Governo áfgentiiip pós- Perón, de modo geral, não só estabeleceu restrições, como criou novas condições cambiais que puseram o I Brasil fora de seu alcance, abrindo r mercado à competição numa escala para que não estávamos preparados. O resultado foi que. nos dois últimos anos, acumulamos cleficiàs que certamente deveremos cobr ir com moedas conversíveis. fntegração ECOXÒMICA As autoridades brasileiras fizeram, nos dois últimos anos. esforços consecutivos para incrementar as vendas na medida necessária a absorver o saldo negativo. Conhecidas as deficiências do mercado piatino, lançou-se o movimento para vender equipamento ferroviário, que a Argentina pagaria em cleàring mas apereceram outros fornecedores propondo prazos médios e longo o as propostas brasileiras foram por água abaixo; não tínhamos, como ainda não temos, um organismo dedicado ao fmaneiamento da e>:- portação. Confrontadas as duas economias, chega-se a conclusão de que, em tempos normais, o Brasil depende mais da Argentina trigo. que a Argentina, do Brasil. Tal como o Brasil, a Argentina; se tem pouco o que vender, e clientes que pagam em moedas conversíveis, prefere estes aos que ela sabe C iie somente pagariam numa moeda fraca, de saldos bloqueados. São múltiplas as fontes onde ela pode ir buscar o que normalmente compra no Brasil. Todos estes aspectos revelam que o processo de integração economica dos dois países, se não e impossível, pele menos e muito difícil. E problemático, inclusive, que contemos com a possibilidade de um bom mercado, ali, para produtos industriais, uma vez que os argentinos vêm desenvolvendo um parque de condições semelhantes ao nosso, com vantagens em alguns setores. A de produção petróleo, por exemplo, acusa ínciices expressivos, registrando o aumento de 43,o <. em 1960, se tomado em relação a 1959, e este aumente permitiu a economia, em seu balanço comei ciai, de 50 milhões de dólares. No ano passado, a importação de óleo cru e derivades sofreu redução de 38 <. A produção siderúrgica, no momento, e baixa, mont mdo, aincla, a 300 mil toneladas anuais. De seu pai que automobilístico saíram, em 1960, 131 mil unidades, com 40'' do valor nacionalizados. O panorama da produção de energia elétrica ó clesalentador. Em compensaçao, porém, a situação financeira vem acusando sensível melhora, destacando-se o aumento das reservas em ouro o divisas, a faueda de ritmo da alta do custo da vida, a estabilização cia moeda, a maior afluência de capitais estrangeiros, e o grande estímulo ao mercado de valores mobiliários. i Nós ajudaremos V. S. na instalação da sua indústria concedendo- lhe licenças de proteção de documentação c fabricação, patentes, ainda prestando-lhe assistência técnica é científica. II Míl Aussenhandelsgesellschaft m. b. H. Berlim W 8, Taubensirasse, 4 6 REPUBLICA DEMOCRÁTICA ALEMÃ \i.sit, a, as FEIliAS I N TE RN ACIONAIS de LEAP7JCI c/uc se realizam anualmente em Março c Setembro > Junho

16 *' *0$$....- T-. p..- i - mijir-figminj IT? nrr"i riirtxt""-t^wtfttrfftratl intri "T' ^' v '/>-. r-?*^ pp.» '^M^'r-pM? >% > -' ";;/v?'' ~{^ ' *., v-?-i *.. H -VT f!p^p^^pjb:. :y70:if';:-."? T: tx&yib 77.. ^wm^msk^^km J g ^s^ivi:;. : -- - ;^ll^^#^4gid»-: -«* flsqessi? ' ;^!^^^^WPl<f»:<'..'-:.. ;^MtMBMMg fci g MBte, : Ww/ :WttnBm&1. <4> Saw && ' & Jp ^^B^:&v ' ' 'ffforemyg a'av/^ >... i^^hrjyhi *pp*!zl^fl^hvl^^^u^vsp^hp* >PY Mi»111 r >-'^%^?w»-v,' ' >BB^1&«I^Sj^^^BL ik' %S^.^S%L. m, " ^B rp^^hpvk l B i BWBfe ~,- BBBi flbbbpsbuiinbbbbbbpibbbhmbbbbb^bhbbbp1 ^BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBHI Funerais do Ditador assassinado. voijtica isri:n\.\cto\\l NEWTON CARLOS TRUJILLO MORTO, TRUJILLO POSTO 14 - Ti ' "> '% O OBSERVADOR

17 "Isto náo é um país, é um ciomínio feudal. Trujillo é o senhor da terra e dos bens, com direito de vida e morte sôbre todos os habitantes". Assim definiu a Repúbliea Dominicana o jornalista William Krehm, no "Demoera- livro cias e tiranias do Caribe". E foi êste capítulo que se abriu para povo dominicano, há 31 anos. Já enterrado c ditador, que capítulo estará sendo aberto agora? Em 1927, o então tenente-coronel e chefe de polícia, Rafael Leònidas Trujillo, fêz seus homens desfilarem diante do presidente Horácio V asquez. Impressionado com a disciplina e o garbl o da tropa, Vasquez promoveu Trujillo a generalde-brigada, nomeando-o comandantc do recém-nascido exército dominicano. Pouco depois, o presidente era deposto, vítima de uma conspiração e Trujillo, da passividade de que mandou suas tropas permanecerem ncl quartéis. Traindo, iniciou Trujilo sua ascensão ao poder. Deposto Vasquez, subiu Estrella "homem Urena, com um forte" ao lado: o general Rafael Leònidas Trujillo. Em 1930, o próprio "elegeu-se" Trujillo presidente, conseguindo um número de votos maior do que o total de eleitores inseritos. Iniciou-se, então, o que depois viria a tador como ser batizada pelo di- "A era de Trujillo": durante 31 anos, a primeira terra das Américas, tocada por Colombo. sede da mais antiga Universidade do continente, foi encharcada de sangue e corrompida até a degradação de quase todo um povo. Calculam-se em mais de vinte mil, as vítimas da ditadura trujillista. No seu livro "Sangue nas ruas" ("Bloe.1 in lhe Streets"), Hichs relacionou 137 assassinatos convenientemente apurados, pratiçados pelos Trujillos. Outro livro importante, para uma idéia aproximada do que foi o trujillismo, é era de Trujillc", "A escrito pelo professor basco Jesus Gallindez. Diz éle: regime político "O da República Dominicana é uma ditadura, ou melhor, uma tirania pessoal. Seus métodos são o assassínio dentro e fora do país. Tem, como características específicas: adotar aparências constitucionais inteiramente desprezadas na prática diária. A própria Constituicão é modificada sempre que o tirano deseja para qualquer fim que tinha previsto. De comum com os regimes ditatoriais da América Latina, tem a supressão- das liberdades públicas, apoiando-se, para isto, numa casta pretoriana". Além de um bem equipado exército, montou Trujillo eficiente e numerosa polícia, cuja ferocidade era conhecida pelo nome "Seguridad". Ujm ano antes de ser assassinado, disse ao jornalista inglês, René MacCll: Nosso país dispõe da melhor organização militar das Antilhas. Mas Trujillo utilizava igualmente outras armas. "cartilha Numa cívica", que escreveu para ser decorada pelos estudantes dominicanes, lé-se o seguinte: "O Presidente trabalha incessantemente pela felicidade de seu povo. Éle mantém a paz, sustenta as escolas, faz as estradas, protege t trabablho, ajuda à agricultura, ampara a indústria, conserva e melhora os portos, mantém os hospitais, favorece o estudo e organiza o exército, para garantia cie cada hornem ordeiro. Se por sua casa paspar um homem que pretenda alterar a ordem, prenda-o: a alteração da ordem é o pior dos males. Um criminoso mata um homem ou rouba uma iasai O revolucionário mata a todos que pede, e apropriase de tudo o que encontra. É o pior inimigo". Fol ouvindo isto, ou coisas do gênero, que se geração dominicana. formou tòda uma Em junho de 1959, um grupo contrário ao ditador levantou-se em Santiago cie les Caballeros, nas montanhas ao norte da ilha, a 160 quilômetros de Ciudacl Trujilfo, capital cio país. Na mesma época, utilizando lanchas que Trujillo acusou terem saído de Cuba, gfrug pos de refugiados desembarcaram na ilha, senclo dizimados. Mas uma estabilidade de três decênios parecia, finalmente, ameaçada. O fenòmeno era favorecido por violenta ( nda de corrupção, como se a ditadura e seus gozadores estivessem em fim de festa. Escreveu, na época, o "New York Times": "Três grandes fatores estão minando o regime de Trujillo: oposi cão ás práticas ditatoriais, repugnância ao peculato, e apoio crescente do clero aos adversários do regime. A oposição dentro do país ainda não se sente suficientemente organizada, mas ela cresce contin uamente". A entrada da Igreja dominicana no campo contrário a alento novo á Trujillo deu luta. Chegava ela à oposição com excelentes antececientes: os ditadores Peron (Argentina), Rojas Pinilla (Colòmbia) e Perez Jimenez (Venezuela) haviam começado a cair quando a Igreja ficou contra êles. Em janeiro cie 60, uma Pastoral pedindo "respeito às liberdades públicas" foi lida em todas as igrejas dominicanas. Já era luta em campo aberto. Crescia, assim, a oposição interna. Ao pequeno grupo de esquerda, que fôra sempre o instrumento mais ativo da resistência clandestina, juntaram-se muitos católicos. Das mãos cie uma esquerda reduzida, agrupada no Movimento Popular Dominicano', passou a iniciativa da oposição a grupos da pequena burguesia, integrados principalmente por advogados, médicos e estudantes. Como legenda, adotou o conjunto da resistência "18 o de julho", dia (1959) da invasão fracassada. O ditador, com um desgaste de trinta anos de insónia forçada, velando dia e noite pela própria cabeça, teria de cochilar um dia. Cochilou, finalmente, mas não se sabe o cochilo. que resultará dêsse Em fins de 1960, estivemos na República Dominicana em missão jornalística. Trujillo e sua ilha estavam sob a pressão do sistema interamericano, devido á comprovada participação do ditador num atentado contra a vida do presidente Betancourt, da Venezuela. Uma das reportagens que escrevemos dizia o seguinte: "Deixamos o aeroporto Trujillo. O táxi passou ao largo da Base Aérea Presidente Trujillo, tomou a Avenida Rafael Trujillo Filho, cruzou toda o Destacamento Militar Generalíssimo Rafael Trujillo e ganhou Ciudad Trujillo. No Hotel Paz fomos saudados "Fe- com lices com Trujillo". À noite, um giro pela imponente Feira da Paz: "Trujillo es mi norte", trazia gravado na pedra um de seus maiores edifícios. Num dos stcinds, transformado em cabaré, um show de merengue termina com o grito animador: Viva Trujillo! Morto o como chefe do ditador, sobe ao poder, estado-maior conjunto, o general Rafael Trujillo Filho, que é general desde os nove anos de idade. Junho, 19G1 15

18 J --,< -^L - \ \ ' i; '.-'VAv'»UiP^9h^^^^R«H^mB9H SKn 'ivfr-^ M..,««Mt... X~'^SKllUjtb: Sdl^BHaESM^gt^Bi ^Hf^^Kv.» -V-' >. r-'^ '' "l^>,\,- \ ^v %jl^- < HfJH \ ' > >^t j sv^tv-x-. jx^ <**.»* «>*»v' *> ' " 'X &jfr tt ;.' A'JSfc WsmÊMÈM l*%a\\}4í: <v.vvv i: > < ív. >í '^ e -' -4 *f? ^^^^^^TWjWp^l 'i'w' l' ' T. > *, ^f.ill?lilst BHa^^ \ # ^P>»! -4t'^A....» *>>* w gj j* * ISt:r:ffSP* ' ' Jj9 ^ ii1hm jflmlli s ' ' " ^ : "JSgSC ' - * -^*«r \,' 5 *zr.y*~.zt: UKSII*'- : -- MM S Éf '** ' ''.. Os ingleses continuam protestando pacificamente contra o estabelecimento de uma base de submarinos atômicos norte-americanos na Escócia. Na foto, um manifestante dirige um pequeno caíque contra o "Patrick Henry", submarino atómico equipado com íoguetes Polaris, que podem ser disparados submersos. O filósclo Bertrand Russel, líder do movimento, anunciou uma manifestação nacional para setembro. I l! ; I] w*' ' ' If - BULGÁRIA Embora fracassada, a rebelião foi executado sob a acusação de ti- Fracassado o modelo soviético, na Bulgária parece vir em apoio à toísmo. Segundo as autorida- transferiram-se os comunistas búl- II Pi i.[} >!. R{ II Irfj ill pa rlr If i \. tese agora encampada por Kennedy, de que as contradições no mundo comunista se aprofundam perigosamente. Encampando a tese, citou o Unidos o Presidente dos Estados exemplo da pequena Albânia, que se desloca da influência soviética para a chinesa, principalmente porque Kruschev parece recusar-se a levar às últimas conseqüências a luta contra o revisionismo dos iuguslavos, cujo regime é uma ameaça permanente á atual liderança comunista da Albânia. Soviéticos, chineses e êstes vizinhos dos iuguslavos, búlgaros como dos albaneses, estão outra vez juntos no caso da Bulgária, o que vai compondo o trio mais representaiivo das contradições do mundo coj munista. A grande Federação Balcânica, reunindo a Bulgária à Iugoslávia, é um velho sonho dos revclucionários búlgaros. Em 1955, cinqüenta oficiais do Exército búlgaro foram encarcerados, por reclamarem uma aliança mais estreita com os iugoslavos. O caso mais grave data de 1949: Traicho Kostoz, então vice-primeiro-ministro, des comunistas, Ivostoz conspirava para juntar a Bulgária e a Iugoslávia numa Federação Eslava Meridional. A partir do assassinato de Kostoz, caiu sobre a Bulgária a mão de ferre do stalinismo, representado, no poder, pelo Primeiro-Ministro Chervenkov. A denúncia dos crimes do stalinismo, feita por Kruschev, terminaria com a carreira de Chervenkov. Em Kostoz foi solenemente reabilitadc, sendo de novo chamado ao poder seus antigos companheiros. Mas a desestalinização seria coisa efêmera, na Bulgária. Um ano dopois, em 1957, os kostozistas eram de novo expulsos do poder e outra vez enchiam-se os campos de concentração de revisionistas, amigos dos iugoslavos. Habitada em sua maior parte por pequenos proprietários e lavradores irremediavelmente individualistas, vem sendo a Bulgária um problema insclúvel para seus líderes comunistas. Êstes são acusados de tentar impor ao país esquemas econômicos totalmente importados, não levando em consideraçãc características nacionais garos para a rigidez chinesa (comunas populares etc.), cujo slogan. "um salto à frente", também copiaram. Gomo era esperado-, o grande salto búlgaro, na realidade um salto chinês nos Bálcãs, não foi muito longe. As ambiciosas cifras econômicas, previstas para 1960, já eram um fracasso em 1959 fracasso admitido oficialmente pelo líder comunista búlgaro Shivkov. As dificuldades econômicas continuaranj agravando-se, tendo o próprio Kruséhev, em algumas opo - tunidades, condenado o estilo chinês imposto ã Bulgária. As agruras econômicas e o velho sonho de uma cooperação mais estreita com a Iugoslávia, que desenvolve um comunismo balcânico, animaram a fracassada rebelião de agora. É possível que Kruschev, já receosc de que o exemplo iugoslavo frutifique, enrijeça em relação a Tito. Para o mal ou para o bem, as contradições do comunismo terminarão por tocar nas relações entre a União Soviética e a Iugoslávia. 16 O OBSERVADOR

19 Corpo de Paz ÂiÈÈMêfi. WÈMãt ímm mâêêêmtrn r^sis IBLlSS*!* Voluntários do "Corpo de Par" dos Estados Unidos deverão trabalhar em países estrangeiros no combate à malária e neutros projetos de saúde pública. Na íoto ao lado. tomada na Guatemala, vêse um técnico norteamericano discutindo questões de higiene com trabalhadores locais. Técnico norte-americano discutindo problemas de trigo com um camponês de Burma, É um tipo de trabalho que aguarda os voluntários do "Corpo de Paz". M,.., 1,. X ' ' /' yh

20 Milhares de cidadãos norte-americanc-s estão se canditando para integrar as equipes do Corpo de Paz, instituição criada recentemente pelo Presidente Kennedy para suplementar a atuação das repartições incumbidas de executar cs programas de assistência técnica e econômica dos Estados Unidos no exterior. Um membro do Corpc de Paz, na concepção do Presidente norte-americano, deverá possuir qualificações que o habilitem a assimilar perfeitamente o sistema de vida de outros povos a adaptar-se às condições locais de trabalhe, de modo que pessa transmitir-lhes, em atmosfera de cordialidade, os seus conhecimentos técnicos. Atualmente o Corpo de Paz está preparando de 500 a voluntários para enviá-los a dez nações que solicitaram a sua cooperação. Os voluntários não terão remuneração, mas receberão uma ajuda de custo que lhes permitirá levar um padrão de vida semelhante ao das categorias profissionais junto ás quais forem destacados para trabalhar. Assim, por exemplo, um! professor dc' Corpo de Paz recebe-' rá recursos para manter um nível' de vida igual ao dos professores do país para onde êle fór enviado. Embora os voluntários devam sei' profissionais qualificados e treinadcs, não desempenharão funções de conselheiros ou consultores. Ao contrário, deverão trabalhar como qualquer operário e prestar serviços, seja em hospitais, em colégios, no campo, ou outro qualquer setor de atividades. Os voluntários do Corpo de Paz permanecerão no exterior pe'o prazo de um a três anos. Ja estai em funcionamento nos Estados Unidos cursos especiais para o ensino de línguas, com a duração d" dois a seis meses, dependendo do tipo de trabalho para o qual for destacado cada voluntário. Após sua chegada no país para onde fór designado, o voluntário receberá treinamento adicional, de modo que, no momento em que entrar em atividade, possa comunicar-se perfeitamente com os seus colegas estrangeiros. Os voluntários só irão a países que solicitarem o seu concurso. Simultàneamente com a atuação dos seus voluntários, o Corpo de Paz pretende incrementar o trabllho de certas organizações privadas norte-americanas como a "American "CARE" Friendsf a a "American Fiel d Service", de sorte que possam elas estender os seus projetos ao exterior, desde que êsses projetos se enquadrem nos objetivos da Organização. Pretende igualmente lançar novos programas de sentido educativo e cultural através das universidades e colégies norte-americanos, tendo em vista executar alguns dêles no estrangeiro; suplementar os órgãos de ajuda técnica e econômica do Governo norte-americano, colocando à sua disposição ^auxiliares de técnicos" e mão-de-obra qualfjicada; e, finalmente, lançar projetos autônomos que pelo seu volume, complexidade, originalidade e urgência, não poderão ser administrados por outras entidades. A reação do povo norte-americano ao lançamento do Corpo de Paz foi entusiástica. Até a metade ge abril (o programa foi lançado a! de março) haviam chegado à sede da instituição, em Washington, mais de 25 mil cartas, pedindo informações e solicitando formulários de inscrição. Grande número de operários especializados, muitos,com longa experiência profissio- nal, se apresentou para trabalhar -no estrangeiro, de modo que o Corpo de Paz está têcnicamente aparelhado para satisfazer aos requisitos das nações em fase de desenvolvimento. Dirigido por R. Sargent Shriver um homem de negócios de Chicago e cunhado do Presidente Kennedy, o Corpo de Paz é uma valiosa experiência no plano da cooperação internacional. O objetivo dos voluntários é duplo: aprender e ensinar. Assim, terão êles oportunidade de adquirir melhores conhecimentes sobre os problemas de outras nações e de suprirem suas urgentes necessidades de mào-deobra especializada. Foi perguntado ao Presidente Kennedy, durante sua entrevista coletiva do dia 2 de junho, em Paris: o senhor estivesse no "Se lugar do Sr. Khrushehev, que pensaria da posição política do Sr. Jfennedy?" Damos a seguir o texto da resposta do Presidente: "Creio que se eu estivesse no lugar do Sr. Khrusehev é porque eu seria o Sr. Khrushehev e teria vivido a sua vida, e observaria o Ocidente, e constataria a existência de muitas notícias de divergência. Veria onde os líderes ocidentais não estariam em acordo sobre tôdas as questões. Eu veria cs pontos nos quais destacados correspendentes norte-americanos têm pontos de vista diferentes sobre as iniciativas que os Estados Unidos deveriam adotar. Eu veria o Sr. Kennedy sob ataque por parte dc? muitos de seus concidadãos, bem como daqueles que vivem do outro lado do oceano. Olharia 1 para meu próprio país, onde tudo na superfície é sereno, onde ninguém critica ou faz oposição, e onde todos estão unidos para me apoiar. E, naturalmente, eu tiraria a conclu.são de que a estava do meu lado. maré da História Contudo, se eu fosse o Sr. Khruschev e tivesse passado algum tempo no Ocidente, teria um ponto de vista algo diferente sôbre :i maré da História. Leria aquêles destacados porta-vozes que profetizaram o colapso iminente da Europa, em 1947 e Leria aquéles que julgaram impossível nó; nos associarmos mais estreitamente, e também reconheceria que a discordância e a controvérsia trazem um tipo de vitalidade e também protegem a liberdade individual. E consideraria que possívelmente poderíamos melhorar a sociedade russa! Não concordo bàsicamente com uma das suposições»» que muitos comunistas apresentam, e esta é a de que, a julgar pe- os acontecimentos dos últimos 15 anos, a maré esteja determinada e lhes seja favorável. Não se pode apreciar as relações entre os países de trás da cortina» de-ferro. Por exemplo, as estranhíssimas relações entre Albânia o China, ou entre Iugoslávia. Albânia e Rússia, ou entre todos os demais países do bloco, para ver se, dado tempo e sendo permitido aos comunistas alcançarem êxito, não haveria inevitavelmente as mesmas rivalidades que ora já sabemos evidentes. A dificuldade está precisamente no fato de que César e Pompéia, r Marco Antônio e Otávio, e os outros, só caíram quando alcançaram òjito. Nós não nos podemos permitir o luxo de deixar que alcancem o tipo de êxito que finalmente provará estarem errados, em um tipo de mundo no qual êles serão as testemunhas. Temos de manter a nossa posição. Assim sendo, confio em que o Sr. Khrushehev não se deixe iludir por aquêles sinais da democracia que nós compreendemos o êle não. 13 O OBSERVADOR

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