Relatório de Atividades

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1 Relatório de Atividades 2007 LIGA SOLIDÁRIA Relatório de Atividades 2007 Sede: Rua Capote Valente, Pinheiros cep: São Paulo - SP tel. : (11) fax: (11)

2 Índice 02 Nossos Parceiros 04 Equipe 06 Apresentação 07 Princípios Organizacionais 08 Abrangência 10 Trabalho Desenvolvido 32 Sustentabilidade DIVULGAÇÃO 34 Gestão Financeira 38 Voluntariado 40 Conheça quem colabora com a Liga 44 Como Colaborar 46 Prêmios e Registros Oficiais 48 Contatos 50 Informações sobre parcerias e contribuições

3 Nossos Parceiros Fundação prada de assistência social 2 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

4 Equipe ORIENTADOR ESPIRITUAL Dom Odilo Scherer Arcebispo Metropolitano de São Paulo ASSISTENTE ECLESIÁSTICO Monsenhor Dario Benedito Bevilacqua DIRETORAS EXECUTIVA (Gestão ) Presidente Maria Luiza d Orey Espírito Santo 1ª Vice-Presidente Ana Carolina Monteiro de Barros Matarazzo 2ª Vice-Presidente Maria Stella Moura Abreu Barroso de Siqueira 3ª Vice Presidente Maria Rita Tostes da Costa Bueno Diretora Secretária Katalin Willy Diretora Financeira Rosalu Ferraz Fladt Queiroz Diretora Executiva Maria Dulce Müller Carioba Sigrist Maria Helena Rodrigues Netto Figueiredo CONSELHO EXECUTIVO José Eduardo Dias Soares Reynaldo Quartim Barbosa Figueiredo CONSELHO FISCAL Titulares: Carlos Antônio Rossi Rosa Fábio Whitaker Vidigal Rosiane Pecora Suplentes: Carlos Lopes Craide João da Cruz Vicente de Azevedo Luiz Otávio Reis de Magalhães DIRETORAS VOLUNTÁRIAS Antonina Vaz Guimarães Leme Elizabeth Wells Thompson Scalamadré Feliciana Toledo Carvalho Dias Giselda Maria Botelho Junqueira Nani Margot Joan Naegeli Prada Margot Leopoldo e Silva de Carvalho Maria Apparecida Monteiro da Silva Diniz Maria de Lourdes Lopes Dias Soares Maria de Lourdes Netto Velloso Maria Lúcia Madureira Padula Maria Luiza Guedes da Silva Carvalho Marina Assumpção Lassance Mônica Zender Etchenique EQUIPE TÉCNICA Superintendente Alvino de Souza e Silva Captação de Recursos Marcia Pastore Comunicação Alessandra Batista Financeiro Idio Fernandes Informática Gilmar Pereira da Silva Jurídico Hamilton Chacon Recursos Humanos Daniel Rocha Suprimentos Wilson Alencar Figueiredo Voluntariado Priscila Rodrigues Diretor Educandário Dom Duarte Mario Martini Coordenadora de Espiritualidade Lucy Maria Gregori de Lima Coordenadora Administrativa dos CEI s Centros de Educação Infantil Satiko Motoyama Narita Coordenadora Pedagógica dos CEI s Centros de Educação Infantil Nancy Coutinho Gestora dos Colégios Santa Amália Mirza Laranja 4 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

5 Apresentação Princípios Organizacionais Reflexão, Compreensão e Ação 2007 foi rico em reflexões, profundas compreensões e importantes ações. Constatamos, em primeiro lugar, que apesar de um trabalho importante com atendimento técnico e competente a pessoas diretamente, a Liga ainda era pouco percebida pelo seu trabalho social eficiente e profissional. Diante da imperiosa necessidade de ser melhor conhecida como entidade pluralista, que atende a diversos segmentos da sociedade, tomou a decisão de procurar o apoio de especialistas em comunicação para desenvolver a marca Liga Solidária, que de forma simples e direta representa o sentido amplo de sua atuação. E isto sem abrir mão da força de seu nome tradicional, que há 85 anos permanece como referência em trabalho social na cidade de São Paulo. A nova marca facilita também o acesso aos mais diversos setores onde atua, sejam as provedoras de recursos, regulares e potenciais, sejam nossos colaboradores voluntários ou não, seja o nosso público-alvo. Foram atualizados e profissionalizados os departamentos de voluntariado e de comunicação facilitando o entendimento exterior e interior do processo social da Liga. Considerando de suma importância o papel sóciopolítico do Terceiro Setor, nos envolvemos no Fórum de Educação Infantil (FEI) que defende, entre outros itens, período integral de 10 horas para as crianças dos CEI s garantindo uma jornada completa de trabalho para as mães. Buscando ampliar a organização interna dos CEI s - Centro de Educação Infantil, antes denominados creches, estamos em processo de implantação de uma unidade, paradoxalmente diversificada e não engessada, de métodos e pensamentos administrativos e pedagógicos. Estendemos a eles por meio do Programa Crescer, a mesma política nutricional já implantada em todos os programas da Liga. Como resultado da transferência da creche São Cesário, estamos inaugurando dois novos CEI s no Complexo Educacional Educandário Dom Duarte (EDD), localizado no Jardim Educandário, com o dobro de crianças, perfazendo assim um atendimento de 670 crianças no EDD e 920 no total da Liga. No final de 2007 deu-se a municipalização dos Abrigos e aumento do convênio o que viabilizou a continuação desse programa referencial, mas que corria o risco de acabar. Nos impressiona a demanda de crianças da comunidade para participarem do Programa Socioeducativo I.D.E.A.L que educa e alimenta crianças durante as 4 horas que não estão na escola, tirandoas da rua. Agora nos resta o desafio da viabilização desta necessidade. Crescendo com a crítica de um parceiro, o Programa Qualificação Profissional investiu este ano numa avaliação permanente de seu processo educacional e na empregabilidade de seus alunos dando um salto qualitativo ao seu trabalho. Fruto da imersão e aprendizado nos vários programas sociais realizados no EDD, surgiu a proposta de criação de um Fórum de Reflexão para discutir o potencial deste espaço. Serão convidados a participar, lideranças comunitárias, educadores do EDD e parceiros da sociedade civil e acadêmica. Contamos com o programa Religar, que se abre para a comunidade através da Ação Família, (1053 famílias), para nos ajudar na compreensão do nosso papel de educadores que se propõe a conscientizar estas pessoas de seu valor e de sua dignidade. Toda essas ações foram produto, sem dúvida, da compreensão, reflexão e ação, mas também de uma dedicação e generosidade de todos os envolvidos neste processo. Missão Contribuir com ações socioeducativas para conscientizar crianças, jovens e adultos de sua dignidade e de seu potencial transformador. Visão Procurar excelência nos trabalhos sociais desenvolvidos, pela eficácia e ética na gestão, pela qualidade e viabilidade econômica dos seus projetos, por meio de parcerias estratégicas. Otimizar o patrimônio, assegurando consistência com a demanda social. Compartilhar, em rede, conhecimento educacional. Valores Princípios Cristãos Ética Sustentabilidade Credibilidade Qualidade Responsabilidade 6 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

6 Abrangência Abrigo Solidário IV Jd. Rosa Maria 20 crianças e jovens de 0 a 18 anos Abrigo Solidário V Pinheiros 20 crianças e jovens de 0 a 18 anos A Liga Solidária é uma organização social sem fins lucrativos, criada há 85 anos por D. Duar te Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo de São Paulo, e um grupo de senhoras católicas. CEI Casa da Infância do Menino Jesus Ipiranga 180 crianças de 4 a 6 anos CEI Santo Antônio Saúde 66 crianças de 4 meses a 3 anos CEI Primavera Inicialmente, este grupo tinha o objetivo de se dedicar aos problemas que diretamente interessavam à criança, à juventude e à mulher. CEI Primeiros Passos Jd. Educandário 200 crianças de 1 a 3 anos CEI São Cesário Tatuapé 94 crianças de 3 a 6 anos Programa Religar Jd. Educandário 180 crianças de 4 a 6 anos Jd. Educandário 1600 pessoas Adultos e suas famílias Programa Qualificação Profissional Atualmente, a Liga Solidária desenvolve programas sociais de educação e cidadania para crianças, jovens e adultos em situação de risco social. Jd. Educandário 150 jovens de 15 a 18 anos São pessoas beneficiadas diretamente e cerca de pessoas indiretamente. E.D.D. Programa Crescer Jd. Educandário 586 mil refeições servidas / ano De todo o atendimento social realizado pela Liga, 88% é desenvolvido no Complexo Educacional Educandário Dom Duarte (EDD), localizado no Jardim Educandário. Abrigo Solidário I, II e III Jd. Educandário 20 crianças e jovens de 0 a 18 anos (cada abrigo) Programa I.D.E.A.L. Jd. Educandário 370 crianças e jovens de 6 a 15 anos O Jardim Educandário é um dos 27 bairros do distrito Raposo Tavares, situado na periferia da zona oeste do município de São Paulo. O distrito Raposo Tavares tem habitantes, dos quais 15 mil estão distribuídos nas regiões de alta e muito alta vulnerabilidade (5, 6)1. A Liga desenvolve ações sociais em mais 4 bairros de São Paulo: Tatuapé, Saúde, Ipiranga e Pinheiros. 1 Conforme descrição do nível de vulnerabilidade medida pelo Índice Paulista de Vulnerabilidade Social da Fundação SEADE, Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

7 Trabalho Desenvolvido A Liga Solidária desenvolve um trabalho que nasce da crença de que a educação é, por excelência, o meio de construção e de expressão da verdadeira cidadania, com programas sociais de educação e cidadania para crianças, jovens e adultos em situação de risco social. Seu projeto educacional é voltado para a construção gradual do conhecimento e preparo para o trabalho, em sintonia com os Parâmetros Curriculares Nacionais, com os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Eixos de trabalho Abrigo a crianças e adolescentes órfãos ou em situação de risco social; Acompanhamento pós-desabrigamento; Atendimento em período integral, educação e alimentação para bebês e crianças; Educação continuada com suporte escolar; Formação profissional; Atendimento psicossocial; Fortalecimento do convívio social de famílias com alto grau de vulnerabilidade social; Programa de inclusão e melhoria de auto-estima para a Terceira Idade; Alfabetização de jovens e adultos; Prevenção à violência doméstica, abuso e exploração sexual contra a criança e o adolescente; Acompanhamento dos indicadores de saúde e informação sobre conceitos nutricionais básicos. Estrutura do Atendimento Social A Liga Solidária realiza atendimento social, em: 5 CEI s (Centros de Educação Infantil) 5 Abrigos 8 Programas Socioeducativos 10 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

8 CEI s - Centros de Educação Infantil Objetivo: O que é: Espaço de educação que oferece atendimento em período integral, com atividades que favorecem o desenvolvimento físico, emocional, intelectual e social das crianças, com 5 refeições supervisionadas por nutricionistas. Investe na parceria com as famílias das crianças e na formação continuada da equipe de funcionários. O atendimento diferenciado de 10 horas diárias permite a inserção das famílias das crianças no mercado de trabalho. Garantir às crianças experiências afetivas e estimulantes, geradoras do autoconhecimento, do ser, do conhecer, do conviver e do fazer, respeitando os Referenciais Curriculares Nacionais para a educação infantil. São cinco Centros de Educação Infantil em São Paulo: CEI Primeiros Passos e CEI Primavera, no Jardim Educandário CEI Santo Antonio, na Saúde CEI São Cesário, no Tatuapé CEI Casa da Infância do Menino Jesus, no Ipiranga Inovações: Encontros mensais técnico-pedagógicos para reflexão conjunta sobre as competências básicas dos envolvidos no processo educacional de 780 crianças respeitando demandas e necessidades de cada um dos grupos; Capacitação mensal dos gestores para o fortalecimento da proposta de atendimento às famílias; Participação como membro diretivo do F.E.I. Fórum de Educação Infantil um movimento articulado da sociedade civil na luta das políticas públicas. Como membro do F.E.I., participou de vários movimentos populares tais como: alterações de itens de portarias publicadas, por considerá-los inadequados ou impraticáveis, melhoria na qualidade e quantidade da distribuição dos alimentos nos CEI s. Realizações: Origem do Investimento Social 35% Contrapartida Liga 65% Convênio Público beneficiado: 720 crianças Faixa etária: de 4 meses a 6 anos Convênio: Secretaria Municipal de Educação Custo médio mensal: R$228,00 por criança Readequação dos convênios e melhoria da eficiência; Participação na palestra Educação e Inovação, com Bernardo Toro, no I Congresso Internacional de Inovação em Educação - São José dos Campos SP; Implantação do Projeto Nutrição Infantil pelo Programa Crescer, que levou os conceitos da educação nutricional para a promoção da alimentação saudável no espaço escolar, aos 5 Centros de Educação Infantil da Liga Solidária; Durante o ano foram realizados eventos envolvendo as crianças e suas famílias, cujo objetivo foi o fortalecimento da parceria escola-família. O maior evento foi a Festa Junina; Festa do Dia das Crianças, evento que reuniu as crianças dos 5 CEI s, dos Abrigos e do Programa I.D.E.A.L. no Teatro do Educandário, com apresentação de palhaços e muitas brincadeiras. Todas as crianças participaram de um almoço após o evento, e receberam saquinhos surpresa. 12 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

9 Abrigos Solidários O que é: Atendimento em regime residencial a crianças e jovens em situação de risco pessoal e/ ou social, cujos direitos básicos foram violados ou ameaçados. A Liga Solidária, atenta ao futuro dos jovens de 18 anos em situação de desabrigamento e sem vínculos familiares, desenvolve uma ação complementar ao abrigo, denominada Núcleo Solidário. Objetivos: Promover o restabelecimento dos vínculos familiares e a participação das crianças e dos adolescentes na vida da comunidade, por meio do acolhimento em ações pedagógicas; Priorizar a adoção na impossibilidade da volta à família; Acompanhar o processo de autonomia dos jovens após o desabrigamento. São 5 Abrigos Solidários: três localizados no Jardim Educandário, um no Jardim Rosa Maria e um em Pinheiros*. Origem do Investimento Social 34% Convênio 5% Instituto Camargo Corrêa 61% Contrapartida Liga O destino de 23 crianças e jovens desabrigados no ano de 2007 foi: 48% Voltaram para as famílias Público beneficiado: 100 crianças e jovens de ambos os sexos, em 5 abrigos Faixa etária: de 0 a 18 anos 4% Adoção Convênio: Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social Parceria Financeira: Instituto Camargo Corrêa Custo médio mensal: R$2.257,00 por criança/jovem abrigado Demanda: 60 crianças/adolescentes em lista de espera por ano 35% Programa Núcleo Solidário 13% Outros* *(Encaminhados a outras instituições, paradeiro ignorado, optou em morar sozinho ao completar 18 anos) *Em dezembro de 2007, a pedido da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, a Liga assumiu em caráter emergencial o gerenciamento do Abrigo Pinheiros, com 20 crianças e adolescentes, que em 2008 passa a fazer parte definitivamente da estrutura da Liga. Realizações: Estreitamento do relacionamento com as famílias: atendimento individualizado às famílias, em visitas domiciliares, culminando em grandes vitórias de aproximação de famílias e crianças abrigadas. Participação da equipe de profissionais do abrigo em seminários e palestras sobre a questão do abrigamento, com o objetivo de discutir estratégias e conceitos para a integração dos jovens na comunidade, refletir sobre práticas do atendimento em abrigos, capacitar os profissionais envolvidos e melhorar seu desempenho no trabalho: - I Seminário Pró-Convivência Familiar e Comunitária do Distrito Federal; - IV Conferência Regional e V Conferência Lúdica da Criança e do Adolescente do Butantã; - I Encontro Municipal de Abrigos de Crianças e Adolescentes promovido pelo CMDCA/SP; - Seminário sobre o Sistema Único da Assistência Social (SUAS); - Programa Abrigar do Instituto Camargo Corrêa; - Rede Nossas Crianças da Fundação Abrinq; - Encontros de Abrigos da Região Oeste; - Núcleo da Criança e Adolescente da PUC (NCA PUC/SP). Avaliação do trabalho realizado pelos educadores, com a observação da evolução de cada criança quanto ao rendimento escolar, relacionamento interpessoal e capacidade de transmitir emoções. Núcleos Solidários São a concretização do início da vida autônoma dos jovens, que estão em processo de desabrigamento. Em 2007, 8 jovens oriundos dos abrigos da Liga que criaram vínculos entre si constituíram 3 núcleos. Sob orientação dos profissionais da Liga cada jovem residente no núcleo passa a mobilizar-se em direção à sua autonomia, por meio de ações como: busca do próprio sustento; identificação de uma casa para ser alugada; estabelecimento de um contrato de aluguel com os devidos compromissos; estímulo para a organização de uma poupança individual; estabelecimento de acordo mútuo entre os participantes; gerenciamento dos contratos estabelecidos; administração da economia doméstica; fortalecimento de vínculos sociais na comunidade em que o Núcleo encontra-se localizado, dentre outros. 14 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

10 Programa I.D.E.A.L. (I=Informação, D=Desenvolvimento, E=Educação, A=Artes, L=Lazer) Realizações: O que é: Complementação à educação formal para crianças e jovens, em períodos de 4 horas. O programa tem seu diferencial na capacitação continuada dos educadores de referência, que mantêm os projetos Qualidade de Vida e Cultura da Paz, por meio de leitura, escrita e brincadeiras, com todos os grupos atendidos. O educador de referência conhece as dificuldades e capacidades de cada criança, e transmite aos outros professores tais percepções, para que estes possam realizar atendimentos personalizados, a fim de contribuir com o fortalecimento da identidade da criança. Educadores ministram oficinas de culinária, capoeira, teatro, ballet, música, artes e informática. Objetivo: Promover o desenvolvimento das capacidades bioló gicas, psíquicas e sociais das crianças e jovens, por meio da educação, para a formação de indivíduos conscientes, responsáveis por suas escolhas, e capazes de modificar o meio em que vivem. Promoção do envolvimento das famílias na educação de seus filhos; Estímulo do desenvolvimento das habilidades e competências, legitimando atitudes positivas frente à aquisição do conhecimento; Acompanhamento aos estudos; Incentivo à conquista gradual da autonomia; Desenvolvimento de hábitos e atitudes para uma convivência social saudável das crianças e jovens, respeitando diferenças e incentivando a compartilhar diferentes modos de sentir, pensar e agir; Valorização do saber cultural da comunidade beneficiada, conhecimento de suas raízes, resgate da memória coletiva por meio de diferentes linguagens (teatro, dança, capoeira, artes plásticas); Valorização do meio ambiente, cuidando do planeta e conquistando qualidade de vida; Aquisição de hábitos saudáveis de higiene e de prevenção, em relação à saúde; Incentivo e organização de práticas esportivas; Garantia do espaço para brincar; Validação de encontros quinzenais com as famílias, no projeto de construção da participação dos responsáveis na educação dos filhos, por meio de técnicas de psicodrama, teatro, etc; Passeios realizados: MASP Concerto Sinfônico da Banda do Exército, VII Festa Nacional do Índio em Bertioga, Teatro Aliança Francesa, Instituto Unibanco, Parque Aquático Triângulo Azul, Museu da Marinha; Realização de diversas apresentações culturais durante o ano, como peças de teatro, ballet, coral, capoeira e pintura. Após os eventos realizados, crianças, jovens e educadores se reúnem para discutir sobre o evento e trocar experiências vivenciadas, como forma de avaliação. A partir destas avaliações as atividades são revistas e aprimoradas. Origem do Investimento Social 35% Convênio 62% Contrapartida Liga Público beneficiado: 370 crianças e jovens Faixa etária: de 6 a 15 anos Convênio: Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social Custo médio mensal: R$ 257,00 por criança/jovem Demanda: 1413 crianças/jovens em lista de espera 16 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

11 Programa Qualificação Profissional (Q.P.) O que é: Cursos profissionalizantes nas áreas de assistente administrativo, suporte técnico em informática, gastronomia e cabeleireiro. Todos os alunos participam de atividades complementares (informática, teatro, projeto de vida com ênfase nos temas transversais) que fortalecem o desenvolvimento integral de suas potencialidades. Origem do Investimento Social 49% Contrapartida Liga 14% Instituto Votorantim 30% Convênio 7% Fundação Prada Objetivos: Proporcionar capacitação técnica; Fortalecer o desenvolvimento integral de suas potencialidades; Contribuir com a empregabilidade e o desenvolvimento do espírito empreendedor dos alunos. 26% dos jovens que freqüentaram os cursos no Programa Q.P., em 2007, estão trabalhando Público beneficiado: 150 jovens Faixa etária: de 15 a 18 anos Convênio: Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social Parceria Financeira: Fundação Prada e Instituto Votorantim Custo médio mensal: R$382,00 por criança/jovem Demanda: 222 jovens em lista de espera Realizações: Novas parcerias estabelecidas com instituições e empresas a fim de viabilizar a empregabilidade dos jovens; Cada curso realizou, em média, duas visitas técnicas a feiras e eventos onde os alunos tiveram contato com a realidade do mercado de trabalho, como por exemplo, as visitas dos alunos do curso de Gastronomia à Feira da Boa Mesa e ao Mercado Municipal de São Paulo, e a ida dos alunos de Estética à Feira Cosmetic Cosmética; Para exercitar todo o conteúdo desenvolvido no curso, foram realizados eventos que possibilitaram aos alunos colocar a teoria estudada em prática: - II Feira do Trabalhador: Orientados e assessorados pelos educadores do programa, os jovens. organizaram oficinas abertas à comunidade, que envolveram alunos de todos os cursos, como auxílio na confecção de currículos, emissão de carteira de trabalho, preparo de doces e pratos rápidos, além de exposições; - III Mostra Gastronômica: Oportunidade para mostrar ao público o conhecimento adquirido durante o curso, com alimentos produzidos pelos alunos. Além de uma exposição realizada pelos jovens sobre a história da gastronomia, possibilitou aos alunos um trabalho de pesquisa intenso; - Dia da Beleza: Importante evento promovido em parceria com a ONG Escreve Beleza Brasil, que ofereceu serviços gratuitos de beleza à comunidade. O evento contou com a presença de 543 pessoas e foi realizado por profissionais de beleza, com auxílio de alunos do Q.P.; - III Desfile de Penteados: oportunidade de expor durante o ano; - I Workshop Empresa Júnior: evento realizado pelo Curso de Assistente Administrativo, onde os alunos apresentaram empresas fictícias, criadas para mostrar as idéias, a criatividade e o espírito empreendedor desenvolvidos pelos jovens durante as aulas; - II Concurso de Dramaturgia de Curta Duração, promovido pelo Núcleo de Artes Cênicas do Programa Qualificação Profissional com o objetivo de incentivar a literatura dramática, proporcionar oportunidade de desenvolvimento de aptidões e descobrir novos talentos; Estreitamento do relacionamento com pais e responsáveis dos jovens atendidos, o que melhorou o suporte familiar aos alunos; Série de sete palestras sobre o mercado de trabalho, que ofereceu aos jovens a oportunidade de entrar em contato com empresários e profissionais atuantes; Monitoramento efetivo dos ex-alunos, a fim de conhecer o percentual de empregabilidade dos jovens em anos anteriores; Participação em encontros mensais no Fórum da Criança e do Adolescente do Butantã FOCA; Participação na Rede de Educação do Butantã, promovida pelo Instituto Unibanco, para promover a aproximação da Liga com escolas de ensino médio onde os jovens atendidos estudam. 18 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

12 Programa Religar Parceria com famílias e comunidade PROGRAMA RELIGAR PARCERIA COM FAMÍLIAS E COMUNIDADE Núcleo de Atendimento Comunitário Núcleo de Relações Sociais e Comunitárias Programa MOVA - Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos Grupo de Convivência de Idosos - Grupo Serenidade Núcleo de Formação e Capacitação Programa Ação Familiar - Viver em Comunidade Pólo de Prevenção à Violência Doméstica contra a Criança e o Adolescente O que é: Programa de fortalecimento das relações familiares e comunitárias, com atividades desenvolvidas e organizadas a partir das demandas sociais apresentadas pelas famílias que freqüentam o EDD e pela comunidade do distrito Raposo Tavares. Objetivos: Possibilitar que as famílias se beneficiem da educação como bem social, e exerçam sua cidadania de forma significativa, consciente e transformadora, com autonomia para acompanhar e estimular o desenvolvimento afetivo e cognitivo de seus filhos; Auxiliar no fortalecimento da auto-estima na estrutura familiar; Oferecer e contribuir com alternativas de geração de renda. O Religar é responsável por outros quatro programas específicos: Ação Família Viver em Comunidade MOVA Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos Grupo de Convivência de Idosos Grupo Serenidade Pólo de Prevenção à Violência Doméstica, Abuso e Exploração Sexual Contra a Criança e o Adolescente Além desses programas, realiza ações em três diferentes núcleos: Núcleo de Atendimento Comunitário: Em um Plantão Psicossocial, desenvolve atividades de orientação e encaminhamento nas áreas da saúde, educação, jurídica, benefícios sociais, entre outros serviços de necessidade da comunidade. Núcleo de Formação e Capacitação: Promove a ampliação do universo de conhecimento dos participantes e abrange diferentes ações: artesanato, arte-culinária, horta-escola, terapia comunitária, capacitação de equipes, informática, customização e costura. Núcleo de Relações Sociais e Comunitárias: Busca, por meio de eventos e jogos, palestras e encontros, estabelecer articulação, organização e integração comunitária. Realizações: participantes nas reuniões socioeducativas. As reuniões têm o objetivo de contribuir com a troca de experiências entre os presentes, reconhecimento de seus direitos e deveres, Origem do Investimento Social Público beneficiado: 1600 famílias Faixa etária: adultos Convênio: Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social Parceria Financeira: Instituto Camargo Corrêa Custo Médio Mensal: R$ 46,00 por adulto 20 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório % Contrapartida Liga 39% Convênio 15% Instituto Camargo Corrêa ampliação da convivência e estreitamento das relações familiares e comunitárias; participantes nas oficinas de artesanato, arte culinária, horta-escola, costura e informática.

13 Programa Ação Família Viver em Comunidade DIVULGAÇÃO O que é: Programa que promove o fortalecimento, a emancipação e a inclusão social de 1053 famílias em condições vulneráveis, da cidade de São Paulo. A Liga é uma das organizações sociais que gerenciam um dos Centros de Referência do Ação Família (CRAF s). Cada CRAF tem uma equipe composta por Assistente Social, Psicólogo e Agente de Proteção Social (APS). Objetivo: Fortalecer o convívio social e a participação comunitária na região, estimulando a economia solidária e promovendo fortalecimento e autonomia da família. As famílias integrantes do programa participam de cursos, palestras, oficinas e eventos para fortalecer suas potencialidades em três dimensões: Vida em família, Família na comunidade e Vida de direitos e deveres. As dimensões são abordadas a partir de exemplos do dia-a-dia e articuladas com os eixos de saúde, educação, trabalho, justiça, habitação, cultura, lazer e esportes. Além disso, a promoção de direitos e deveres e o empreendedorismo são valores transversais, que perpassam todas as dimensões do programa. No CRAF são realizados: atendimentos individuais; visitas domiciliares; reuniões socioeducativas; oficinas de capacitação em culinária, artesanato e informática; atividades de convivência e implantação de comissão local. Após um estudo apurado da área de atuação do CRAF, os Agentes de Proteção Social foram distribuídos em 4 áreas de atendimento. A sistematização na distribuição por tamanho da região, características dos agentes e relacionamento entre eles, foi determinante para oferecer às famílias atendimento personalizado e notável melhoria desse atendimento. Realizações: visitas domiciliares realizadas no ano pelos APS s, para identificar as necessidades da família e iniciar um processo de construção de vínculos com o programa; 33 visitas técnicas ao ano de especialistas das áreas de psicologia, assistência social, nutrição, entre outras, às famílias, identificadas pelos APS s, com necessidades de atenção especial e orientação qualificada; pessoas estiveram presentes nos eventos realizados, que têm como objetivo promover o encontro das famílias, além de fortalecer os vínculos familiares com a comunidade e com o programa; Foram realizadas quatro avaliações qualitativas realizadas junto às famílias, com resultado de 95% de satisfação em relação ao conteúdo trabalhado nas reuniões socioeducativas. Com o propósito de fortalecer os vínculos familiares com a comunidade e com o programa, e promover o encontro das famílias, em 2007 foram organizadas 4 importantes ações, nas quais estiveram presentes pessoas: - Festa de confraternização das famílias com oficinas para crianças, corte de cabelo, tran- ça, apresentação de dança de rua, capoeira, contadores de histórias e clown; - Festa do Circo proporcionou diversão para as crianças da comunidade Morada do Sol, região que não oferece muitas opções de lazer; - Passeio com algumas famílias ao Teatro Aliança Francesa, para assistir ao espetáculo De lá para cá. O evento foi uma oportunidade de oferecer acesso à cultura para as famílias do programa, já que a maioria dos presentes, assistiu a uma peça e esteve em um teatro pela primeira vez; - Construção de um painel elaborado pelas famílias sobre o tema: Como eu vejo o Programa Ação família. A construção do painel tinha como objetivo perceber como a família entende as ações realizadas no programa e como ela se enxerga neste universo. Por meio de seus relatos, foi possível perceber que as famílias compreendem gradativamente os objetivos do programa e as ações e benefícios e oferecidos. Para algumas famílias, as oficinas são percebidas como fonte de geração de renda, e para outras como um espaço de convivência. Todos demonstraram que se sentem bem em participar do programa, e valorizam a oportunidade de ampliar sua rede de amigos. 22 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório DIVULGAÇÃO

14 Pólo de Prevenção à Violência Doméstica contra a Criança e o Adolescente DIVULGAÇÃO A Liga, juntamente com a SMADS, capacita continuamente a equipe de APS s que está à frente do programa. A preparação desses profissionais é essencial para o atendimento de todas as das famílias, e para o engajamento destas no programa. O trabalho e o olhar atento de profissionais bem preparados é fundamental, já que algumas famílias necessitam além do atendimento de rotina, de um acompanhamento contínuo e diferenciado. Durante o atendimento periódico das famílias, surgiu a necessidade de criar atividades direcionadas às crianças das famílias beneficiadas, para que os pais pudessem usufruir as atividades propostas pelo programa. Para tanto, foi criado o atendimento indireto com foco em atividades lúdicas direcionadas às crianças que freqüentavam o programa junto com seus pais, ou por não terem com quem ficar, ou por encontrarem no programa uma forma de recreação e diversão. Para atender esta demanda que se apresentou, o atendimento a essas crianças foi incluído no processo de atendimento de suas famílias. Parcerias efetuadas em 2007: - UBS Unidade Básica de Saúde São Jorge - acompanha os atendimentos do programa e fornece orientações importantes para que a família possa usufruir os serviços prestados; - Tenda do Senhor; - Associação dos Moradores do Jardim São Jorge; - Núcleo Socioeducativo Uirapuru - cedem espaços para as reuniões quinzenais, o que favorece a participação das famílias participantes do programa devido a proximidade com o seu local de moradia e nos aproxima da comunidade. O que é: Programa de sensibilização e capacitação de educadores e de grupo de famílias na prevenção, reconhecimento, orientação, intervenção e enfrentamento do problema da violência doméstica, abuso e exploração sexual. Objetivo: Fortalecer as redes comunitárias para sustentar a mudança de atitude das crianças, jovens e suas famílias frente às situações de violência, por meio da multiplicação do conhecimento a respeito do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente. Realizações: Capacitação e sensibilização de 322 pessoas para o tema da violência em 12 encontros anuais, a fim de contribuir para a mudança de atitude das crianças, jovens e suas famílias frente às situações de violência; Acompanhamento e supervisão dos casos identificados; Atendimento sistemático aos 16 grupos de 23 crianças e jovens do Programa I.D.E.A.L., com atividades semanais monitoradas por um profissional habilitado; Trabalho em rede para continuidade e fortalecimento das parcerias de encaminhamento (Polícia Militar, Unidade Básica de Saúde), que possibilitam o atendimento adequado às crianças e adolescentes que estão enfrentando problemas de violência doméstica. 24 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

15 Programa MOVA Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos Grupo de Convivência de Idosos Grupo Serenidade O que é: Programa de alfabetização permanente que beneficia 49 pessoas da comunidade. Objetivo: Encorajar os alunos na busca da auto-superação, para que possam utilizar o domínio dos códigos da escrita, da leitura e dos números como instrumentos auxiliares para a transformação do meio em que vivem e restauração de sua dignidade. O que é: Programa de atendimento a pessoas a partir de 60 anos, com atividades de: ginástica, fisioterapia preventiva, artesanato, coral, dança, horta-escola comunitária, além de eventos diversos. Objetivo: Promover a inclusão dos idosos na sociedade, visando a melhoria da qualidade de vida em grupo e o envelhecimento saudável. Realizações: Realizações: O aumento da freqüência dos alunos, por meio do fortalecimento do vínculo professoraluno, permitiu um ambiente harmonioso, produtivo e com continuidade no processo de aprendizado; O olhar atento do professor permitiu o trabalho diferenciado segundo as particularidades encontradas em cada aluno, uma vez que o grupo é bastante heterogêneo; Melhoria da auto-estima de cada aluno, por meio de identificação das dificuldades, e encorajamento para a continuidade dos estudos; Facilidade de acesso à cultura com leitura de jornais, revistas, crônicas, letras de músicas, linguagem artística e musical, entre outros; Aulas de reforço para auxílio aos recém matriculados no curso e aulas de reforço específicas de Matemática, disciplina em que os alunos apresentaram maior dificuldade de aprendizado; Atividades diferenciadas como palestras, filmes, visita a museus, piquenique, entre outros, contribuem para a sociabilidade do aluno, a troca de experiências e funcionam como instrumento de aprendizado. Participação de uma representante dos idosos do Grupo Serenidade no GCMI - Grande Conselho Municipal do Idoso, como uma das 45 conselheiras eleitas. Esta conselheira tem o papel de informar os idosos sobre todas as novidades apresentadas pelo conselho, e levar idéias, sugestões, propostas e necessidades do grupo às reuniões do conselho; Participação do Grupo Serenidade no JORI Jogos Regionais dos Idosos nas modalidades de: vôlei adaptado, dança de salão, coreografia e jogos de mesa. O evento possibilitou uma grande participação, mobilização e integração dos idosos freqüentadores do programa e exigiu por parte de todos disciplina e flexibilidade para participar em horários alternativos, treinamentos, ensaios e confecção de figurinos; Inclusão da atividade de vôlei adaptado, a pedido dos idosos; Roda de conversa quinzenal, para a troca de experiências e a integração entre os idosos; Inclusão da atividade de teatro com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento cultura; Nas atividades propostas no programa foi observada a evolução dos idosos em disposição física, aumento do humor, diminuição da depressão, descoberta de habilidades e talentos, integração grupal, maior sociabilidade, enfim, motivação. 26 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

16 Programa Crescer Alimentação e Acompanhamento Nutricional O que é: Programa de acompanhamento dos indicadores de saúde dos freqüentadores do EDD e das crianças atendidas nos 5 Centros de Educação Infantil (CEI s), por meio de avaliação antropométrica, controle de pressão arterial e glicemia. Além disso, promove a informação e a conscientização da comunidade e dos educadores sobre os conceitos nutricionais básicos. Fornece refeições que têm os componentes básicos de uma dieta saudável e equilibrada. Realiza também visitas periódicas nas casas das crianças e jovens beneficiados pelo programa, controle de estoque e armazenamento, atendimento nutricional individualizado, elaboração do custo de alimentos perecíveis e não-perecíveis, orientação e cardápio de dietas especiais de acordo com a patologia apresentada (para anemia, desnutrição, obesidade, etc). Objetivo: Suprir a carência alimentar de crianças, jovens e adultos, prevenir o desenvolvimento de distúrbios alimentares do público beneficiado e contribuir para a aquisição de nova cultura de alimentação saudável. Realizações: cafés da manhã servidos por mês; almoços mensais; lanches; refeições servidas indiretamente (Porcionadas na cozinha central e elaboradas nos Abrigos Solidários I, II e III) Valorização e sensibilização da equipe, por meio de treinamentos, geraram maior motivação, comprometimento, interesse e prazer na realização da alimentação. Atendimento: 586 mil refeições servidas em 2007 Público alvo: pessoas atendidas pelos diversos programas socioeducativos do EDD e crianças de todos os CEI s. Parceria financeira: Fundação Prada Custo médio mensal: R$2,00 por refeição Origem do Investimento Social 20% Fundação Prada 80% Contrapartida Liga 28 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

17 Projeto Nutrição Infantil O Projeto Nutrição Infantil foi criado para implantar a educação nutricional, nos 5 Centros de Educação Infantil da Liga Solidária, estendendo assim, o atendimento já realizado nos programas socioeducativos. A educação nutricional consiste na promoção da alimentação saudável no espaço escolar, com ações de estímulo, apoio e proteção à adoção de hábitos alimentares saudáveis. O projeto tem o objetivo de prevenir o desenvolvimento de distúrbios alimentares das 720 crianças atendidas nos 5 CEI s da Liga, assegurando-lhes quantidade necessária e qualidade da alimentação, por meio da educação nutricional e da formação continuada e valorização das equipes envolvidas. Após pesquisa realizada antes da implantação do projeto foi identificado um total de 20% das crianças com problemas de sobrepeso/obesidade, 7% com desnutrição atual e 6% com desnutrição pregressa. A partir desse diagnostico, o cardápio foi reestruturado para atender as necessidades individuais destas crianças, além de oferecer, se necessário, suplementos alimentares nos casos de desnutrição. Para a realização do projeto, o envolvimento da equipe de profissionais administrativos e de cozinha de todos os CEI s, com a equipe de nutrição dos programas socioeducativos foi fundamental. Atividades realizadas: Visitas técnicas aos 5 CEI s, feitas por uma equipe de estagiárias de Nutrição, com supervisão semanal da equipe de Nutrição da Liga; Avaliação antropométrica nas 718 crianças atendidas nos 5 CEI s, que forneceu dados para a análise do crescimento dos indivíduos, e de problemas nutricionais como desnutrição e sobrepeso / obesidade; Apresentação do estado nutricional das crianças para a coordenação de cada CEI; zinhas dos CEI s para higiene e manipulação de alimentos, e desenvolvimento de manual de procedimentos técnicos e materiais de apoio; Trabalho de conscientização com os pais das crianças para estender os conceitos da educação nutricional para suas casas; Capacitação dos profissionais dos CEI s envolvidos no projeto, para identificação dos principais distúrbios alimentares na infância; Elaboração de cardápio balanceado, dentro do planejamento de custos e compras; Treinamento da equipe de produção das co- Realização de cursos de capacitação com material didático, oferecidos pelo Projeto Nutrir da Nestlé, aos coordenadores do Programa Cres cer e equipe da cozinha. Duração de dois dias, com aula prática e teórica para atualização, integração de equipe, multiplicação de conhecimento e introdução do conceito de alegria na alimentação. 30 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

18 Sustentabilidade Em 2007, a Liga Solidária caminhou a passos largos para melhorar a sua estabilidade econômica e intensificar o impacto social nos programas em que atua. As principais decisões estratégicas foram colocadas em prática pela diretoria da organização, em concordância com os seus conselhos: consultivo, financeiro e imobiliário, com a aprovação do conselho fiscal e da assembléia geral. O primeiro fato relevante a destacar foi a desmobilização de parte do patrimônio da Liga para a constituição de um fundo de investimento exclusivo, que visa a melhoria do retorno financeiro sobre o patrimônio. O resultado líquido desta aplicação vai complementar a entrada de recursos de longo prazo para o atendimento social. Criou-se também o Comitê da Terceira Idade, para tratar das questões ligadas aos Residenciais para Terceira Idade, importante braço provedor de recursos da Liga. Para viabilizar seu trabalho social, a Liga Solidária conta com diferentes frentes de captação de recursos: Convênios com o poder público Estadual e Municipal; Parcerias com empresas privadas; Doações de pessoas físicas e jurídicas; Eventos; Campanhas; Outro fato foi o início do programa de administração dos recursos humanos por competências, que dará uma grande contribuição no desenvolvimento e valorização dos colaboradores da organização. Como parte dessa realização, a Liga investiu R$110 mil em bolsas de estudos para seus funcionários. As novas parcerias consolidadas com empresas privadas e outras organizações da sociedade civil, também contribuíram para que a Liga pudesse expandir o atendimento social na comunidade do distrito Raposo Tavares. Dessa forma, acreditamos que a prática constante e efetiva dos nossos valores em todas as ações que desenvolvemos, é um diferencial estratégico para atingirmos a sustentabilidade. Alvino de Souza e Silva Superintendente Unidades Provedoras. As unidades provedoras constituem uma estrutura interna geradora de receitas próprias. O superávit obtido nestas unidades, por meio da prestação de serviços a terceiros, é integralmente aplicado nas ações sociais da Liga Solidária. Em 2007, as unidades provedoras geraram 19% das receitas das unidades de atendimento social, e 40% foram provenientes de convênios com o poder público Estadual e Municipal. Os 41% restantes foram obtidos por meio de doações, projetos em parceria com empresas da iniciativa privada, receitas financeiras, aluguéis, eventos e campanhas. São seis as unidades provedoras: Lar Sant Ana Residencial para idosos independentes, com atividades físicas e culturais; Recanto Monte Alegre Residencial para idosos dependentes, com assistência médica geriátrica e enfermagem 24 horas; Colégio Santa Amália 1 - Ensino Infantil, Fundamental e Médio, Colégio Santa Amália 2 - Ensino Infantil Bilíngüe (Inglês) e Ensino Fundamental, Plaza 50 Apartamentos para locação e Residência Capote Valente - Flat Residência. 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 45% Receitas Próprias * Bazares, campanhas e eventos 2002 Origens dos Recursos % Receitas Aluguéis 16% Receitas Financeiras 3% Receitas Outros* 19% Receitas Provedoras 4% Parcerias Privadas 10% Donativos e Contribuições 40% Convênios Governamentais Sustentabilidade (% de recursos próprios no investimento social) Aplicação dos Recursos % CEI s 25% Abrigos Solidários % Qualificação Profissional 12% Programa Crescer 13% Programa I.D.E.A.L 10% Programa Religar 32 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

19 Gestão Financeira Per capita X Convênio (R$) No ano de 2007, a Liga Solidária continuou a viver seu grande desafio: ajustar seus objetivos sociais aos novos tempos, melhorando a eficácia de sua ação social, adaptando sua atuação às novas técnicas pedagógicas, buscando eficiência na administração e nas formas de obtenção de recursos junto aos governos, empresas, pessoas, bem como procurando otimizar o retorno de suas próprias Unidades Provedoras e agora, com uma nova visão, também do seu patrimônio imobilizado. E tudo isso mantendo seu compromisso original de contribuir efetivamente para a construção de uma sociedade mais justa, por meio do acolhimento e dedicação. Merecem referência as reformas das instalações e atualização técnica-operacional do atendimento de idosos, tanto no Lar Sant Ana, como no Recanto Monte Alegre e Plaza 50. Como também, a atualização pedagógica e funcional no Colégio Santa Amália I, no bairro da Saúde, que já adaptado aos conceitos modernos de cursos de Ensino Fundamental e Médio, tem competido com sucesso na demanda escolar da região, mantendo as linhas básicas de formação pessoal e espiritual. Por outro lado, cabe destacar o novo enfoque adotado pela Liga para otimizar a rentabilidade do seu patrimônio, praticamente todo imobilizado, mas com algumas unidades sub utilizadas do ponto de vista social. Este novo enfoque levou à decisão, ratificada em Assembléia Geral, de aproveitar o momento favorável do mercado e transformar parte do patrimônio imobiliário, representada pelo imóvel da Rua Cantagalo, no Tatuapé, em patrimônio financeiro, com a venda desse terreno e transferência das ações sociais e pedagógicas que eram desenvolvidas nesse imóvel, para outros locais, com grande ampliação e enorme vantagem operacional (C.E.I. São Cesário para o Complexo Educacional Educandário Dom Duarte, e o Colégio Santa Amália II para novo local no Tatuapé). A venda permitiu monetizar cerca de 20% dos bens imobilizados da Liga, criando um ativo financeiro relevante e uma fonte permanente de rendimento que, expurgado da inflação, passou a constituir receita operacional da organização. E, a exemplo de outras instituições, inclusive internacionais, que zelam pela manutenção de seus patrimônios, a Liga está constituindo com o ativo financeiro obtido na operação, um Fundo administrado por especialistas e custodiado em instituições financeiras de 1ª linha, com normas rígidas de gestão e segurança, de forma a preservar o valor real do patrimônio inicial e atender a função de nova unidade provedora, proporcionando rendimento permanente para suas ações sociais. Cabe ressaltar ainda o sucesso obtido em processo administrativo junto à Prefeitura Municipal de São Paulo, que finalmente reconheceu a imunidade tributária da Liga, fato que solucionou todas as pendências de IPTU, algumas muito antigas, que constituíam contingências de elevado valor. Portanto, no ano de 2007, as ações sociais da Liga continuaram com tendência crescente em todos os seus campos de atuação. Os desafios de atualização técnica, pedagógica, administrativa e de equilíbrio financeiro foram enfrentados com decisão e dinamismo, já tendo apresentado resultados visíveis no ano findo, tanto do ponto de vista qualitativo como quantitativo. Mas são desafios permanentes que a Liga continuará enfrentando com amor e dedicação, buscando a eficiência, na sua missão de contribuir de forma solidária com a sociedade de São Paulo. Alguns gráficos de desempenho econômico financeiro do exercício estão adiante explicitados, informando os aspectos que consideramos mais relevantes. Estaremos sempre à disposição de nossos (as) associados (as) para quaisquer outras informações. CONSELHO EXECUTIVO Folha de Pagamento em Relação às Receitas (%) 90% 80% 70% 60% % 50% 40% 30% % 10% Abrigos Solidários Qualificação Profissional Despesas Receitas CEI s (683 Colaboradores) Programa I.D.E.A.L. Programa Religar Programa Crescer Custo Real Convênio Contrapartida Liga Receita X Despesas (em milhares de R$) Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

20 Gestão Financeira Liga das Senhoras Católicas de São Paulo Demonstrações do Superávit ou Déficit Exercícios Findos em 31 de dezembro Em reais Receitas das atividades Receita das provedoras % Convênios público % Convênios privados % Notas explicativas Variação Aumento de ocupação nos residenciais - Renegociado aumento dos valores per capita - Efetivação de novas propostas de convênios com empresas Despesas com gratuidades-unidades de Atendimento Social Despesas de pessoal ( ) ( ) 26% Despesas operacionais ( ) ( ) 24% Despesas administrativas ( ) ( ) 34% Serviços de terceiros ( ) ( ) 3% Depreciação ( ) ( ) 1% - Aumento do atendimento social e readequação de quadro - Aumento do custo de alimentação, manutenção e serviços públicos - Despesas financeiras e divulgação da marca Liga Solidária Doações e contribuições % - Redução de doações de pessoas jurídicas ( ) ( ) 23% Receitas financeiras % - Receita obtida com aplicação do recurso da venda de imóvel Despesas totais Liga ( ) ( ) 13% Outras receitas operacionais % - Aumento nas receitas com eventos Superávit (Déficit) do exercício ( ) 366% Total receita operacional % Resultado Não Operacional Resultado líquido da venda de ativo imobilizado Receitas totais Liga % Despesas das atividades-unidades Provedoras Despesas de pessoal ( ) ( ) 14% - Aumento de quadro devido a aumento na taxa de ocupação. Despesas operacionais ( ) ( ) 9% - Aumento de taxa de ocupação Despesas administrativas ( ) ( ) -15% - Desconto de mensalidades em 2007 passou a reduzir a receita Serviços de terceiros ( ) ( ) 5% Depreciação ( ) ( ) -14% - Venda de imóvel em 2007 ( ) ( ) 9% 36 Liga Solidária - Relatório 2007 Liga Solidária - Relatório

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