DESMISTIFICANDO JARGÕES, PIADAS, PROVÉRBIOS E DITOS POPULARES SOBRE AS PESSOAS NEGRAS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DESMISTIFICANDO JARGÕES, PIADAS, PROVÉRBIOS E DITOS POPULARES SOBRE AS PESSOAS NEGRAS"

Transcrição

1 DESMISTIFICANDO JARGÕES, PIADAS, PROVÉRBIOS E DITOS POPULARES SOBRE AS PESSOAS NEGRAS AMARAL, Amilton da Silva. EMUG/NHN. Este relato é decorrente do Curso de Relações Raciais e Educação na Sociedade Brasileira, realizado de setembro de 2010 a março de 2011 pelo Núcleo de Estudos de Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação do Instituto de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, através da UAB Pólo de Juara. O resultado que apresento foi do Projeto desenvolvido como trabalho final do Curso, sob a orientação da Profa Ms Lori Hack de Jesus, com uma turma de 4º Ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Ulisses Guimarães em Novo Horizonte do Norte MT. Segundo Bandeira (2000), o Brasil é um país de pessoas preconceituosas e que têm, inclusive, o preconceito de ter preconceito. Como consequência disso, o desrespeito e a discriminação acontecem de forma camuflada, disfarçada, mascarada e são, estratégica e ideologicamente, negados. Muller (2010), afirma que a teoria do branqueamento é uma das estratégias usadas para construir a invisibilidade do negro, assim como o mito da democracia racial é uma ação explícita de negação do preconceito e da discriminação existentes no nosso país. Por isso, o objetivo principal desta intervenção foi propiciar uma reflexão sobre a construção do racismo e da discriminação contra as pessoas negras, desmistificando as estratégias usadas para a propagação dessas ideias na sociedade brasileira. A temática foi apresentada e os estudantes foram instigados a listar as frases e expressões que conheciam e que representavam atitudes de desrespeito e discriminação das pessoas negras. Os estudantes já haviam participado em anos anteriores de projetos sobre as questões raciais e demonstraram conhecimento sobre o tratamento desigual principalmente das pessoas de cor. No entanto, talvez pela baixa idade dos estudantes e pequena vivência da turma, a maioria das expressões representava o contexto atual de desrespeito generalizado, sem que, de fato, pudessem ser relacionadas à histórica estratégica de desrespeito afrodescendentes. Preto safado. Morena, negra fedida. Preta vagabunda. às pessoas

2 Negro sem vergonha. Negro ladrão. Por isso, foi sugerido que pesquisassem com os membros das respectivas famílias e/ou vizinhos. Dessa vez, o resultado foi mais significativo e atendeu melhor aos objetivos do projeto. Por que preto não erra? Porque errar é humano. Quando o serviço fica mal feito as pessoas falam que é serviço de preto. Negro só é bom para esportes e música. Negro parado é suspeito, correndo é ladrão e voando é urubu. Este é um preto de alma branca. A partir desta lista foi feita a indagação sobre a interpretação das frases e expressões. Todos compreenderam que se tratava de tratamento desrespeitoso e de discriminação; maneiras de fazer as pessoas negras sentirem-se menos capazes e inferiorizadas. Mas por que isso? Qual a intenção dessas piadas expressões e brincadeiras? Na vida real, há exemplos que contrapõe tais informações? As discussões permitiram o entendimento de que, às vezes, fazemos o que estamos acostumados ou o que a maioria faz sem refletir sobre os porquês, quais os resultados e consequências de tais atitudes. A maioria dos estudantes não percebia que as piadas e brincadeiras que envolvem pessoas negras, gordas, loiras, pobres, da roça, com necessidades especiais, idosas ou anãs eram maneiras desrespeitosas de tratar essas pessoas. Então, foi feito o questionamento: O que é uma brincadeira? Essas atitudes que desvalorizam as pessoas por uma ou outra diferença podem ser consideradas brincadeiras? De acordo com Ferreira (1999, p. 332), brincadeira é 1 - ato ou efeito de brincar; 2 - divertimento, sobretudo entre crianças; 3 - coisa que se faz irrefletidamente ou por ostentação e que pode causar prejuízo, aborrecimento; 4 - brinquedo, jogo, passatempo, entretenimento; 5 - gracejo. Indubitavelmente as piadas, jargões, provérbios e ditos populares sobre as pessoas negras não são brincadeiras. Todavia, esta constatação ainda não era suficiente para os objetivos do Projeto, pois ainda não se observava nos estudantes a compreensão dos porquês da discriminação das pessoas negras. No entanto, já percebiam a necessidade do respeito a todas e todos. Essa foi a frase principal, a conclusão construída nos debates. É importante e necessário que tenhamos respeito a As discussões sobre gênero também vieram à tona e o uso

3 foi ilustrativo. Ouvia-se, com frequência, em qualquer situação do estudo afirmarem que devemos ter respeito a Mesmo com o resultado expresso acima, o que consideramos suficiente para sinalizar melhoria nas relações sociais, a origem das piadas, jargões, provérbios e ditos populares, ainda eram desconhecidas. Então, fizemos uma viagem no tempo seguindo uma reta numerada até o período da escravidão. Refletimos sobre aquele contexto. As relações conflituosas, as lutas por igualdade, mas a condição explícita de inferioridade do negro, apesar da expressiva participação em cargos e funções importantes. A referência era ser escravo. Podia ser ex-escravo, podia ser alforriado, podia ter qualquer outra denominação, mas a escravidão o inferiorizava. Com a libertação dos escravos, a Lei dava o direito à igualdade. Agora era outra a realidade. Entretanto, não era essa a interpretação da elite brasileira, conforme Muller (2010, p. 5 e 6): [...] as lutas de resistência, o movimento abolicionista, a produção artística e intelectual de um sem número de africanos e seus descendentes foram obscurecidas, como que varridas dos livros de histórias. Em seu lugar, são colocadas na imprensa, na literatura, nas faculdades e em todos os espaços de divulgação existentes nos anos de 1900, uma propaganda insidiosa contra a população negra. Vivemos até hoje as consequências dessa falsa publicidade sobre as pessoas negras. Todavia, a escola que teve participação na divulgação dessas ideias negativas pode, por contradição, desfazer o equívoco e provar aos leitores que, no início do século XX, haviam pessoas negras ocupando espaços profissionais de prestígio (Muller, 2010, p. 6). Esta reflexão serviu para que os alunos compreendessem que, geralmente, divulgam-se informações com a intenção de prejudicar grupos e pessoas, ainda que isso não seja explicitado. Compreenderam que brincadeiras, piadas, jargões, provérbios e ditos populares estão a serviço do desrespeito, da desigualdade e da discriminação, seja de negros, indígenas, mulheres, idosos, gordos ou magros. Compreenderam que o respeito a é a atitude capaz de desmistificar a ideologia classista e de discriminação. No caso do negro não é discriminação de minorias, pois a população negra é a maior do Brasil se comparado a outros grupos. A finalização do projeto foi a verificação de imagens e nomes de pessoas negras do passado e do presente nos sites disponibilizados pelo Movimento Negro ou mesmo nos sites de pesquisa livre, de onde copiaram algumas expressões que carregam preconceitos. Em seguida, foi desenvolvida com os alunos a produção de um texto coletivo, conforme segue abaixo.

4 Os estudantes puderam ver que, ao contrário do que divulgam a mídia e os meios de comunicação de massa, os negros estão e sempre estiveram contribuindo com a construção da cultura brasileira, diferente do que está registrado na maioria dos livros didáticos. Com a produção do texto e a cópia do significado de algumas expressões preconceituosas perceberam que piadas, provérbios e brincadeiras são meios de propagar o preconceito e a discriminação. A origem da discriminação No tempo da escravidão as pessoas negras eram consideradas inferiores. Com a libertação dos escravos todos teriam os mesmos direitos. É o que diz a Lei. Para continuar com os privilégios as pessoas da elite dominante inventaram as piadas, os ditos populares e os provérbios. Tudo isso para manter os negros em desigualdade. No Brasil, o preconceito existe e é transmitido por meio de brincadeiras e de piadas. Muitas pessoas nem percebem o que fazem. Há desrespeito com os negros, gordos, loiras, pobres, anões, velhos e muito mais. Como podemos mudar isso? (Texto Coletivo: Professor e Alunos do 4º ano) Palavras que carregam preconceitos mercado negro: comércio ilegal caixa-preta: falta de transparência lista negra: relação de coisas ou pessoas consideradas prejudiciais magia negra: bruxaria peste negra: doença que assolou a Europa na Idade Média ovelha negra: pessoa que se destaca pelo mau procedimento Com este projeto foi possível entender que a Escola é um espaço privilegiado para a desconstrução do racismo, já que também fora um instrumento usado para a construção dele. Para isso é importante que se conheça a verdadeira história brasileira e africana e que tenhamos como meta o respeito a todos

5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BANDEIRA, Maria de Lourdes. Antropologia: cultura e sociedade no Brasil. Cuiabá, EdUFMT, p.il FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da Língua Portuguesa. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, FILHO, Pio Penna. Introdução à História da África. Cuiabá, UAB/EdUFMT, p. il MÜLLER, Maria Lúcia Rodrigues. Pensamento social brasileiro e a construção do racismo. Cuiabá, UAB/EdUFMT, p. il PRETI, Oreste. A aventura de ser estudante: um guia metodológico. Os caminhos da pesquisa II. 2ª ed. rev. Cuiabá, EdUFMT, p. il SECCHI, Darci e GONÇALVES, Vanda. Tópicos especiais sobre a diferença. Cuiabá, UAB/EdUFMT, SILVA FILHO, José Barbosa da. Apontamentos sobre a História do negro no Brasil. Cuiabá, EdUFMT, p. il

OFICINAS CULTURAIS E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA: PET (Re) CONECTANDO E PREVESTI.

OFICINAS CULTURAIS E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA: PET (Re) CONECTANDO E PREVESTI. OFICINAS CULTURAIS E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA: PET (Re) CONECTANDO E PREVESTI. Sabrina Silveira Silva Universidade Federal de Uberlândia\FACIP sabrinasilveiramgsasa@hotmail.com Luciane Ribeiro Dias

Leia mais

Profa. Dra. Ana Maria Klein UNESP/São José do Rio Preto anaklein@ibilce.unesp.br

Profa. Dra. Ana Maria Klein UNESP/São José do Rio Preto anaklein@ibilce.unesp.br Profa. Dra. Ana Maria Klein UNESP/São José do Rio Preto anaklein@ibilce.unesp.br 3º Seminário de Proteção Escolar / Secretaria da Educação 20 e 21 de agosto de 2014 / Serra Negra 1 Diferenças culturais

Leia mais

UNIDADE 10 PARA UMA EDUCAÇAO ANTIRRACISTA

UNIDADE 10 PARA UMA EDUCAÇAO ANTIRRACISTA UNIDADE 10 PARA UMA EDUCAÇAO ANTIRRACISTA Módulo 1 - Aspectos gerais da educação e das relações étnico-raciais Unidade 10 - Para uma educação antirracista Objetivos: Analisar o conceito de multiculturalismo;

Leia mais

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE 19 EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE Alexandre do Nascimento - FAETEC - RJ Resumo No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação,

Leia mais

Escola e a promoção da igualdade étnico-racial: estratégias e possibilidades UNIDADE 4

Escola e a promoção da igualdade étnico-racial: estratégias e possibilidades UNIDADE 4 Escola e a promoção da igualdade étnico-racial: estratégias e possibilidades As formas de racismo e a questão racial: NAZISMO APARTHEID FACISMO Questão racial: ligada às nossas representações e os nossos

Leia mais

O ENSINO DA HISTÓRIA E A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS. Palavras chaves: Ensino da História. Relações étnico-raciais. Formação acadêmica.

O ENSINO DA HISTÓRIA E A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS. Palavras chaves: Ensino da História. Relações étnico-raciais. Formação acadêmica. O ENSINO DA HISTÓRIA E A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS Nilvaci Leite de Magalhães Moreira¹ Resumo: Mesmo após 12 anos da promulgação da Lei nº 10.639/03, a História e cultura afrobrasileira ainda

Leia mais

Relações Étnico-raciais no Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Ementa da Disciplina. Teleaula 1. Conceitos Básicos.

Relações Étnico-raciais no Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Ementa da Disciplina. Teleaula 1. Conceitos Básicos. Relações Étnico-raciais no Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana Teleaula 1 Profa. Dra. Marcilene Garcia de Souza Grupo Uninter Ementa da Disciplina Contextos e conceitos históricos sobre

Leia mais

RACISMO NA ESCOLA: O LIVRO DIDÁTICO EM DISCUSSÃO

RACISMO NA ESCOLA: O LIVRO DIDÁTICO EM DISCUSSÃO RACISMO NA ESCOLA: O LIVRO DIDÁTICO EM DISCUSSÃO Adriana Rosicléia Ferreira CASTRO Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/ UERN - CAMEAM Pós-graduanda em Psicopedagogia

Leia mais

AS BONECAS ABAYOMI E AS NOVAS SENSIBILIDADES HISTÓRICAS: POSSIBILIDADES PARA UMA EDUCAÇÃO ANTI-RACISTA

AS BONECAS ABAYOMI E AS NOVAS SENSIBILIDADES HISTÓRICAS: POSSIBILIDADES PARA UMA EDUCAÇÃO ANTI-RACISTA AS BONECAS ABAYOMI E AS NOVAS SENSIBILIDADES HISTÓRICAS: POSSIBILIDADES PARA UMA EDUCAÇÃO ANTI-RACISTA RESUMO: Profa. Ma. Fernanda Laura Costa (fernandalaura.costa@unifan.edu.br) Patrícia de Sousa Santos

Leia mais

RACISMO NO BRASIL: O mito da democracia racial FALANDO DE HISTÓRIA: SER PEÇA, SER COISA

RACISMO NO BRASIL: O mito da democracia racial FALANDO DE HISTÓRIA: SER PEÇA, SER COISA RACISMO NO BRASIL: O mito da democracia racial FALANDO DE HISTÓRIA: SER PEÇA, SER COISA Por Neila Cristina N. Ramos Embora vivamos num país em que se tente transmitir uma imagem de igualdade e harmonia

Leia mais

PROFESSORA: GISELE GELMI. LOCAL: SÍTIO BANDEIRANTES

PROFESSORA: GISELE GELMI. LOCAL: SÍTIO BANDEIRANTES EMEF ANTÔNIO ANDRADE GUIMARÃES PROJETO CONSCIÊNCIA NEGRA: EDUCAÇÃO NÃO TEM COR. PROFESSORA: GISELE GELMI. LOCAL: SÍTIO BANDEIRANTES Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando

Leia mais

RESUMO. As relações raciais e o preconceito no contexto escolar -

RESUMO. As relações raciais e o preconceito no contexto escolar - As relações raciais e o preconceito no contexto escolar -. Autora: Irany Aparecida Ferreira da C. Barboza - Professora da Rede Municipal e Estadual de Araputanga-MT Email: iranyferreira25@hotmail.com RESUMO

Leia mais

Relações Étnico-raciais no Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Relações Raciais no Brasil. Teleaula 2. Para Refletir!

Relações Étnico-raciais no Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Relações Raciais no Brasil. Teleaula 2. Para Refletir! Relações Étnico-raciais no Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana Teleaula 2 Profa. Dra. Marcilene Garcia de Souza Relações Raciais no Brasil Características históricas para compreender

Leia mais

Sumário. Introdução 9

Sumário. Introdução 9 Sumário Introdução 9 1. A desigualdade racial brasileira 15 Os números da desigualdade 17 Existe racismo no Brasil? 21 A manifestação do preconceito no Brasil 23 A relação racial no espaço público e privado

Leia mais

RELAÇÕES RACIAIS NA EJA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

RELAÇÕES RACIAIS NA EJA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS RELAÇÕES RACIAIS NA EJA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS KABEYA, Renata Barros Abelha (Professora de Sociologia da UNEMAT Barra do Bugres, Mestranda do PPGE da UFMT, Rua 42, nº 191 E, Jd Europa, Tangará da

Leia mais

Audiência Pública. Questões socioeconômicas e territorialidade. Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal Seminário

Audiência Pública. Questões socioeconômicas e territorialidade. Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal Seminário Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal Seminário Diversidade nas escolas: preconceito e inclusão Audiência Pública Questões socioeconômicas e territorialidade Timothy D. Ireland UNESCO

Leia mais

O PRECONCEITO RACIAL PERCEBIDO/ NÃO PERCEBIDO, PELAS PROFESSORAS, NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL Aline Oliveira Ramos PPGEd/UESB

O PRECONCEITO RACIAL PERCEBIDO/ NÃO PERCEBIDO, PELAS PROFESSORAS, NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL Aline Oliveira Ramos PPGEd/UESB O PRECONCEITO RACIAL PERCEBIDO/ NÃO PERCEBIDO, PELAS PROFESSORAS, NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL Aline Oliveira Ramos PPGEd/UESB Introdução Este trabalho se insere nas discussões atuais sobre relação étnico-cultural

Leia mais

A invasão do funk: embates entre racismo e conhecimento na sala de aula

A invasão do funk: embates entre racismo e conhecimento na sala de aula CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS VANESSA COUTO SILVA A invasão do funk: embates entre racismo e conhecimento na sala de aula SÃO PAULO 2012 Introdução Este trabalho buscará uma problematização

Leia mais

O SISTEMA DE COTAS PARA INGRESSO NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICA BRASILEIRA

O SISTEMA DE COTAS PARA INGRESSO NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICA BRASILEIRA O SISTEMA DE COTAS PARA INGRESSO NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICA BRASILEIRA Andrea Palmerston Muniz 1 Jones Ferreira Matos 2 Lília Mara Sousa Ribeiro 3 Marciene Batista Soares 4 RESUMO: O presente

Leia mais

XIX Encontro Regional de História da ANPUH São Paulo

XIX Encontro Regional de História da ANPUH São Paulo XIX Encontro Regional de História da ANPUH São Paulo Autor: Profa Dra Sandra Leila de Paula Título do Trabalho: Análise Sociológica de Desenhos Infantis: uma nova perspectiva de análise para grupos de

Leia mais

POR UMA PEDAGOGIA DA IGUALDADE: POR QUE SUPERAR O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO RACIAL NO COTIDIANO ESCOLAR?

POR UMA PEDAGOGIA DA IGUALDADE: POR QUE SUPERAR O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO RACIAL NO COTIDIANO ESCOLAR? 1 POR UMA PEDAGOGIA DA IGUALDADE: POR QUE SUPERAR O PRECONCEITO E A DISCRIMINAÇÃO RACIAL NO COTIDIANO ESCOLAR? TENÓRIO, Aleir Ferraz GASPARIN, João Luiz INTRODUÇÃO Um desafio que se apresenta a todos os

Leia mais

A EDUCAÇÃO QUILOMBOLA

A EDUCAÇÃO QUILOMBOLA A EDUCAÇÃO QUILOMBOLA Moura (2001) nos traz um desafio preocupante, não só a partir do debate sobre a melhoria estrutural das escolas em comunidades quilombola, da qualificação continuada dos professores,

Leia mais

EDUCAÇÃO ALGÉBRICA, DIÁLOGOS E APRENDIZAGEM: UM RELATO DO TRABALHO COM UMA PROPOSTA DIDÁTICA 1

EDUCAÇÃO ALGÉBRICA, DIÁLOGOS E APRENDIZAGEM: UM RELATO DO TRABALHO COM UMA PROPOSTA DIDÁTICA 1 EDUCAÇÃO ALGÉBRICA, DIÁLOGOS E APRENDIZAGEM: UM RELATO DO TRABALHO COM UMA PROPOSTA DIDÁTICA 1 Claudemir Monteiro Lima Secretária de Educação do Estado de São Paulo claudemirmonteiro@terra.com.br João

Leia mais

Estigmatização dos indivíduos. A construção no imaginário social brasileiro sobre as favelas e seus habitantes.

Estigmatização dos indivíduos. A construção no imaginário social brasileiro sobre as favelas e seus habitantes. Estigmatização dos indivíduos A construção no imaginário social brasileiro sobre as favelas e seus habitantes. Questões geoespaciais (onde se mora). Questões étnicas (afrodescendente ou branco) Classe

Leia mais

UM ESTUDO ANALÍTICO DA CONDIÇÃO SOCIAL DO NEGRO NO BRASIL

UM ESTUDO ANALÍTICO DA CONDIÇÃO SOCIAL DO NEGRO NO BRASIL UM ESTUDO ANALÍTICO DA CONDIÇÃO SOCIAL DO NEGRO NO BRASIL Anelita Maluf Caetano Silva Historicamente, a discriminação e exploração do negro no Brasil mostram-se claramente aos olhos de toda a sociedade.

Leia mais

EVENTOS COMO FORMA DE MEMÓRIA

EVENTOS COMO FORMA DE MEMÓRIA 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( x ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA EVENTOS COMO FORMA DE MEMÓRIA Apresentador 1 Merylin Ricieli

Leia mais

coleção Conversas #15 - NOVEMBRO 2014 - eg o. m r e é r q Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #15 - NOVEMBRO 2014 - eg o. m r e é r q Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. o coleção Conversas #15 - NOVEMBRO 2014 - Sou d advoga Será a que e é nã p o r consigo e q u e sou n m pr eg r eg o a?. Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A Coleção

Leia mais

Especial Consciência Negra - Nosso racismo é um crime perfeito

Especial Consciência Negra - Nosso racismo é um crime perfeito Especial Consciência Negra - Nosso racismo é um crime perfeito O antropólogo Kabengele Munanga fala à Revista Fórum, em fevereiro de 2012, sobre o mito da democracia racial brasileira, a polêmica com Demétrio

Leia mais

Apontamentos das obras LeYa em relação ao Currículo de Referência da Rede Estadual de Educação de GOIÁs. História Oficina de História

Apontamentos das obras LeYa em relação ao Currículo de Referência da Rede Estadual de Educação de GOIÁs. História Oficina de História Apontamentos das obras LeYa em relação ao Currículo de Referência da Rede Estadual de Educação de GOIÁs História Oficina de História 2 Caro professor, Este guia foi desenvolvido para ser uma ferramenta

Leia mais

T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto

T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto O fato de um livro sobre o racismo ter sido organizado por um lingüista revela um ramo fecundo

Leia mais

ENSINO DE LIBRAS PARA ALUNOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA POR MEIO DE UMA AÇÃO EXTENSIONISTA

ENSINO DE LIBRAS PARA ALUNOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA POR MEIO DE UMA AÇÃO EXTENSIONISTA ENSINO DE LIBRAS PARA ALUNOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA POR MEIO DE UMA AÇÃO EXTENSIONISTA Merlânia Lino da Silva (1); Ana Cristina Silva Daxenberger (2) (1) Universidade Federal da Paraíba (CCA), merlaniaareiapb@gmail.com

Leia mais

O IDOSO EM QUESTÃO: ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MOSTRAM SUA VISÃO SOBRE O QUE É SER IDOSO NA ATUALIDADE

O IDOSO EM QUESTÃO: ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MOSTRAM SUA VISÃO SOBRE O QUE É SER IDOSO NA ATUALIDADE ISSN: 1981-3031 O IDOSO EM QUESTÃO: ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MOSTRAM SUA VISÃO SOBRE O QUE É SER IDOSO NA ATUALIDADE Eva Pauliana da Silva Gomes 1. Givanildo da Silva 2. Resumo O presente

Leia mais

Formação Profissional de Professores/as em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico Raciais

Formação Profissional de Professores/as em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico Raciais Formação Profissional de Professores/as em Gênero, Sexualidade, Orientação Sexual e Relações Étnico Raciais O que é o GDE É um curso de Aperfeiçoamento, na modalidade a distância, com carga horária de

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: Lei 10.639/2003. Diversidade Etnicorracial. Práticas Pedagógicas.

PALAVRAS-CHAVE: Lei 10.639/2003. Diversidade Etnicorracial. Práticas Pedagógicas. REVELANDO SENTIDOS E DESPERTANDO PERTENÇAS: O PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/03 EM UMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DE CAMPINA GRANDE-PB Acacia Silva Alcantara Graduanda Pedagogia UEPB/PROPESQ/PIBIC-Af

Leia mais

LITERATURA AFRICANA: EM BUSCA DE CAMINHOS PARA A DESCONSTRUÇÃO DO RACISMO

LITERATURA AFRICANA: EM BUSCA DE CAMINHOS PARA A DESCONSTRUÇÃO DO RACISMO 1 LITERATURA AFRICANA: EM BUSCA DE CAMINHOS PARA A DESCONSTRUÇÃO DO RACISMO Vanuza Oliveira do Carmo (UFS) 1- INTRODUÇÃO Presenciamos atualmente muitas discussões acerca da Lei 10.639 aprovada em janeiro

Leia mais

transmitindo o conhecimento científico, e, assim, possibilitando a mudança na forma de vida de todos os que do conhecimento se apropriassem.

transmitindo o conhecimento científico, e, assim, possibilitando a mudança na forma de vida de todos os que do conhecimento se apropriassem. RESENHA Artigo: ARROYO, M. G. Balanço da EJA: o que mudou nos modos de vida dos jovens adultos populares? Revej@ - Revista de Educação de Jovens e Adultos, V. I; 2007. Estamos diante de um texto que problematiza

Leia mais

EIXO VI Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade

EIXO VI Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade EIXO VI Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade 251 No contexto de um Sistema Nacional Articulado de Educação e no campo das políticas educacionais, as questões que envolvem

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS, EDUCAÇÃO E A IMIGRAÇÃO EUROPÉIA

POLÍTICAS PÚBLICAS, EDUCAÇÃO E A IMIGRAÇÃO EUROPÉIA POLÍTICAS PÚBLICAS, EDUCAÇÃO E A IMIGRAÇÃO EUROPÉIA Mario De Souza Martins 1 Introdução Trabalhamos nesse artigo, com a falta de políticas públicas, desde o início do processo imigratório, até os dias

Leia mais

PROGRAMA DE BOLSA INSTITUCIONAL DE ENSINO E APRENDIZAGEM LICENCIATURAS DO TURNO NOTURNO - PIB LIC (2013.1)

PROGRAMA DE BOLSA INSTITUCIONAL DE ENSINO E APRENDIZAGEM LICENCIATURAS DO TURNO NOTURNO - PIB LIC (2013.1) PROGRAMA DE BOLSA INSTITUCIONAL DE ENSINO E APRENDIZAGEM LICENCIATURAS DO TURNO NOTURNO - PIB LIC (2013.1) TÍTULO DO PROJETO Literatura Afro-Brasileira como Debate para as Relações Étnico-Raciais na Escola

Leia mais

PIBID UFPR EDUCAÇÃO FÍSICA GÊNERO E SEXUALIDADE MATERIAL DIDÁTICO DE APOIO VAMOS FALAR SOBRE... PRECONCEITO DE GÊNERO!

PIBID UFPR EDUCAÇÃO FÍSICA GÊNERO E SEXUALIDADE MATERIAL DIDÁTICO DE APOIO VAMOS FALAR SOBRE... PRECONCEITO DE GÊNERO! PIBID UFPR EDUCAÇÃO FÍSICA GÊNERO E SEXUALIDADE MATERIAL DIDÁTICO DE APOIO VAMOS FALAR SOBRE... PRECONCEITO DE GÊNERO! FERNANDA ZARA NICOLAS MOREIRA ?? VOCÊ SABIA?? Que existe um preconceito em relação

Leia mais

ESCOLA PROFESSOR AMÁLIO PINHEIRO ENSINO FUNDAMENTAL PROJETO EQUIPE MULTIDISCIPLINAR CULTURA AFRO-DESCENDENTES

ESCOLA PROFESSOR AMÁLIO PINHEIRO ENSINO FUNDAMENTAL PROJETO EQUIPE MULTIDISCIPLINAR CULTURA AFRO-DESCENDENTES ESCOLA PROFESSOR AMÁLIO PINHEIRO ENSINO FUNDAMENTAL PROJETO EQUIPE MULTIDISCIPLINAR CULTURA AFRO-DESCENDENTES JUSTIFICATIVA Este projeto tem como objetivo maior: Criar mecanismos para efetivar a implementação

Leia mais

PIBID 2015 GÊNERO E SEXUALIDADE

PIBID 2015 GÊNERO E SEXUALIDADE PIBID 2015 GÊNERO E SEXUALIDADE Autores/: Murilo Silva, Allison Martinelli, Cahuane Correa, Renan Macedo de Meira Professora supervisora: Thayana Ribeiro da Cruz Coordenadora: Maria Regina Ferreira da

Leia mais

MÓDULO 5 O SENSO COMUM

MÓDULO 5 O SENSO COMUM MÓDULO 5 O SENSO COMUM Uma das principais metas de alguém que quer escrever boas redações é fugir do senso comum. Basicamente, o senso comum é um julgamento feito com base em ideias simples, ingênuas e,

Leia mais

COLÉGIO ESTADUAL DE CRISTALÂNDIA

COLÉGIO ESTADUAL DE CRISTALÂNDIA COLÉGIO ESTADUAL DE CRISTALÂNDIA PROJETO BATUQUE Porque ninguém nasce racista Coordenadora: Profª. Elizabeth Aires Leite Gestora: Marizélia Alves dos Reis Cristalândia TO. SÍNTESE O Projeto Batuque que

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES

A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES Alexandre do Nascimento Sem a pretensão de responder questões que devem ser debatidas pelo coletivo, este texto pretende instigar

Leia mais

TUDO O QUE APRENDEMOS É BOM

TUDO O QUE APRENDEMOS É BOM VERDADEIRO? FALSO? TUDO O QUE APRENDEMOS É BOM VERDADEIRO? FALSO? A EDUCAÇÃO PODE ME PREJUDICAR VERDADEIRO? FALSO? APRENDO SEMPRE DE FORMA CONSCIENTE ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM Podemos concordar que aprendemos

Leia mais

Fundamentos do Direito a Educação Profa. Janete Flor de Maio Fonseca

Fundamentos do Direito a Educação Profa. Janete Flor de Maio Fonseca Fundamentos do Direito a Educação Profa. Janete Flor de Maio Fonseca Grupo de Pesquisa TÉCHNE Educação e Mediação Tecnológica Linha: Educação e Mídias o Como a gestão democrática da escola pode contribuir

Leia mais

ESCOLA COMO ESPAÇO DE GARANTIA DE RESPEITO ÀS DIFERENÇAS

ESCOLA COMO ESPAÇO DE GARANTIA DE RESPEITO ÀS DIFERENÇAS ESCOLA COMO ESPAÇO DE GARANTIA DE RESPEITO ÀS DIFERENÇAS Verlani Catarina da Silva 1 ; Thales Valença Ferreira Castro 2 A escola como um espaço tão múltiplo de ideias, classes sociais e diversidades culturais

Leia mais

Racismo no Futebol. Juliana Garcia (UFRJ) pesquisadores da História e das Ciências Sociais que analisam a manifestação social e

Racismo no Futebol. Juliana Garcia (UFRJ) pesquisadores da História e das Ciências Sociais que analisam a manifestação social e Racismo no Futebol Juliana (UFRJ) SILVA, Carlos Alberto; VOTRE, Sebastião: Racismo no Futebol. Rio de Janeiro: HP Comunicação Editora, 2006. A relação entre futebol e sociedade é um tema amplamente discutido

Leia mais

A Lei n. 10.639 na sala de aula

A Lei n. 10.639 na sala de aula Programa 1 A Lei n. 10.639 na sala de aula Mônica Lima 1 ENFRENTANDO OS DESAFIOS: A HISTÓRIA DA ÁFRICA E DOS AFRICANOS NO BRASIL NA NOSSA SALA DE AULA* No dia 9 de janeiro de 2003 foi aprovada a Lei n.

Leia mais

Proposta da ANDIFES para a Universidade do Século XXI

Proposta da ANDIFES para a Universidade do Século XXI Proposta da ANDIFES para a Universidade do Século XXI 1 Com muita honra e responsabilidade, falo uma vez mais em nome da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior

Leia mais

248 249 250 251 252 253 Anexo B Textos dos alunos sobre a relação mídia sociedade 254 255 A importância da mídia para sociedade Por Aline da Silva Santos Antigamente, não tinha muitos meios de comunicação.

Leia mais

Públicos da desigualdade social na EJA: ações educativas, para o reconhecimento e a valorização dos sujeitos

Públicos da desigualdade social na EJA: ações educativas, para o reconhecimento e a valorização dos sujeitos Públicos da desigualdade social na EJA: ações educativas, para o reconhecimento e a valorização dos sujeitos (Ana Rosaura Moraes Springer) 1 ; (Jaqueline Rosa da Cunha) 2 ; (Thaís Guma Pagel) 3 O presente

Leia mais

INCLUSÃO E EXCLUSÃO DA POPULAÇÃO NEGRA: OS DIREITOS ACORDADOS NO CONTRATO SOCIAL

INCLUSÃO E EXCLUSÃO DA POPULAÇÃO NEGRA: OS DIREITOS ACORDADOS NO CONTRATO SOCIAL INCLUSÃO E EXCLUSÃO DA POPULAÇÃO NEGRA: OS DIREITOS ACORDADOS NO CONTRATO SOCIAL RESUMO Solange Freitas dos SANTOS 1 Contextuaremos nesse resumo a importância do tratamento igualitário acordado no Contrato

Leia mais

O Filme Matrix, Segundo a Teoria Marxista

O Filme Matrix, Segundo a Teoria Marxista O Filme Matrix, Segundo a Teoria Marxista Fabíola dos Santos Cerqueira O homem tem de viver em dois mundos que se contradizem (...) O espirito afirma o seu direito e a sua dignidade perante a anarquia

Leia mais

GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA: COMO VERIFICAR O IMPACTO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORE/AS?

GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA: COMO VERIFICAR O IMPACTO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORE/AS? GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA: COMO VERIFICAR O IMPACTO DA FORMAÇÃO DE PROFESSORE/AS? Keila Deslandes Introdução: Preconceito e discriminação, em ambiente escolar Preconceito e discriminação são termos

Leia mais

Origens, Causas, Formas e Manifestações Contemporâneas de Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata

Origens, Causas, Formas e Manifestações Contemporâneas de Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata Origens, Causas, Formas e Manifestações Contemporâneas de Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata Reconhecemos que a escravidão e o tráfico de escravos, incluindo o tráfico transatlântico

Leia mais

A EDUCAÇÃO ESCOLAR: UMA POSSIBILIDADE REAL DE COMBATE AO PRECONCEITO DE IDENTIDADE DE GÊNERO

A EDUCAÇÃO ESCOLAR: UMA POSSIBILIDADE REAL DE COMBATE AO PRECONCEITO DE IDENTIDADE DE GÊNERO A EDUCAÇÃO ESCOLAR: UMA POSSIBILIDADE REAL DE COMBATE AO PRECONCEITO DE IDENTIDADE DE GÊNERO Luciana do Carmo Ferreira UFMS lu_dcf@hotmail.com Drª. Inara Barbosa Leão UFMS inarableao@hotmail.com Lívia

Leia mais

UM AYÊ NAGÔ, UM EDUCAR PARA A IGUALDADE RACIAL.

UM AYÊ NAGÔ, UM EDUCAR PARA A IGUALDADE RACIAL. TÍTULO: UM AYÊ NAGÔ, UM EDUCAR PARA A IGUALDADE RACIAL. JUSTIFICATIVA: O projeto: O Ayê Nagô, um Educar Para a Igualdade Racial, foi motivado pela constatação realizada a partir de debates mediados em

Leia mais

ACOLHENDO A DIVERSIDADE

ACOLHENDO A DIVERSIDADE ACOLHENDO A DIVERSIDADE Rosa Ivana Martins. PMF ivanamros@yahoo.com.br Ventura Ana Lúcia. PMF ananjonegro@yahoo.com.br SILVA Scheila Martins. PMF scheila_helena@hotmail.com Costa Kamilla. PMF kamilla.floripa@hotmail.com

Leia mais

RELAÇÕES RACIAIS E EDUCAÇÃO: VOZES DO SILÊNCIO

RELAÇÕES RACIAIS E EDUCAÇÃO: VOZES DO SILÊNCIO RELAÇÕES RACIAIS E EDUCAÇÃO: VOZES DO SILÊNCIO GONÇALVES, Vanda Lucia Sa 1 e MULLER, Maria Lucia Rodrigues 2 Palavras chaves: educação, relações raciais, professores Introdução Este texto traz parte dos

Leia mais

Palestra de abertura do Seminário Cultura e Paz : violência, política e representação nas Américas

Palestra de abertura do Seminário Cultura e Paz : violência, política e representação nas Américas Jorge Werthein UNESCO do Brasil E-mail werthein@unesco.org..br Palestra de abertura do Seminário Cultura e Paz : violência, política e representação nas Américas Austin, 23 de março de 2003 É com prazer

Leia mais

Preconceito juízo pré-concebido atitude discriminatória

Preconceito juízo pré-concebido atitude discriminatória PRECONCEITO RACIAL O QUE É PRECONCEITO? Preconceito é um juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória, perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento. O preconceito

Leia mais

Projeto Ética, Cidadania e Política

Projeto Ética, Cidadania e Política Projeto Ética, Cidadania e Política Colégio Estadual Joaquim Gomes Crespo São Francisco de Itabapoana Rio de Janeiro Maria Suzana De Stefano Menin Juliana Aparecida Matias Zechi Relatora do projeto: Professora

Leia mais

O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA NUMA PERSPECTIVA VIRTUAL COLABORATIVA COM TECNOLOGIAS INTERATIVAS

O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA NUMA PERSPECTIVA VIRTUAL COLABORATIVA COM TECNOLOGIAS INTERATIVAS O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA NUMA PERSPECTIVA VIRTUAL COLABORATIVA COM TECNOLOGIAS INTERATIVAS Sonia Augusta de Moraes 1 Inajara Kaoana Weiss 2 Introdução Uma das grandes tarefas

Leia mais

REVISTA DA UFG - Tema MELHOR IDADE Órgão de divulgação da Universidade Federal de Goiás - Ano V, No. 2, dezembro de 2003

REVISTA DA UFG - Tema MELHOR IDADE Órgão de divulgação da Universidade Federal de Goiás - Ano V, No. 2, dezembro de 2003 REVISTA DA UFG - Tema MELHOR IDADE Órgão de divulgação da Universidade Federal de Goiás - Ano V, No. 2, dezembro de 2003 RODRIGUES, M. C. - As novas imagens do idoso veiculadas pela mídia: transformando

Leia mais

Coleção Cadernos Afro-Paraibanos APRESENTAÇÃO

Coleção Cadernos Afro-Paraibanos APRESENTAÇÃO Coleção Cadernos Afro-Paraibanos APRESENTAÇÃO O racismo é um fenômeno das relações sociais do Brasil. No estado da Paraíba, onde mais de 60% da população é negra, não encontramos essa mesma proporcionalidade

Leia mais

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação 1 1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação O objetivo principal de Introdução Filosofia é despertar no aluno a percepção que a análise, reflexão

Leia mais

AÇÃO PROPOSTA PELO PARTIDO DEMOCRATAS ENCAMPANHANDO A TESE DE MESTRADO DA DRA. ROBERTA KAUFFMAN PROCURADORA DO DF E MESTRE PELA UNB.

AÇÃO PROPOSTA PELO PARTIDO DEMOCRATAS ENCAMPANHANDO A TESE DE MESTRADO DA DRA. ROBERTA KAUFFMAN PROCURADORA DO DF E MESTRE PELA UNB. ADPF 186 AÇÃO PROPOSTA PELO PARTIDO DEMOCRATAS ENCAMPANHANDO A TESE DE MESTRADO DA DRA. ROBERTA KAUFFMAN PROCURADORA DO DF E MESTRE PELA UNB. O QUÊ PEDEM OS DEMOCRATAS A ação movida pelo Democratas impugna

Leia mais

AS RELAÇÕES INTERÉTNICAS NO COTIDIANO ESCOLAR

AS RELAÇÕES INTERÉTNICAS NO COTIDIANO ESCOLAR AS RELAÇÕES INTERÉTNICAS NO COTIDIANO ESCOLAR Ivonildes da Silva Fonseca Marcelina Gonzaga de Luna Waldeci Ferreira Chagas Departamento de Ciências Sociais - DSN Centro Universitário de João Pessoa UNIPÊ

Leia mais

Pronunciamento em defesa das políticas de ações afirmativas no Brasil. Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados,

Pronunciamento em defesa das políticas de ações afirmativas no Brasil. Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, Pronunciamento em defesa das políticas de ações afirmativas no Brasil Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, Conhecemos as desigualdades raciais no Brasil, que estão inequivocamente

Leia mais

NOTAS SOBRE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL NO BRASIL (Um clássico da Sociologia da Educação entre nós)

NOTAS SOBRE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL NO BRASIL (Um clássico da Sociologia da Educação entre nós) NOTAS SOBRE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL NO BRASIL (Um clássico da Sociologia da Educação entre nós) Zaia Brandão 1 Conheço Luiz Antonio Cunha desde a década de 1960, quando fomos contemporâneos no

Leia mais

Palavras chaves: Educação Infantil, Educação das Relações Raciais, Práticas Antirracistas 1. INTRODUÇÃO

Palavras chaves: Educação Infantil, Educação das Relações Raciais, Práticas Antirracistas 1. INTRODUÇÃO Identidade racial na educação infantil: o que pensam as professoras acerca da educação das relações raciais e da construção de uma autoimagem positiva da criança negra? Adja Motta de Oliveira 1 Fabiana

Leia mais

5 PROGRAMA POLÍTICAS DA COR NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: PRINCIPAIS AVANÇOS

5 PROGRAMA POLÍTICAS DA COR NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: PRINCIPAIS AVANÇOS 5 PROGRAMA POLÍTICAS DA COR NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA: PRINCIPAIS AVANÇOS Perseguindo os objetivos propostos para a realização da pesquisa que dá corpo a esta dissertação, neste capítulo visamos apresentar

Leia mais

BRINCANDO E APRENDENDO COM O POVO KALAPALO: A VIVÊNCIA DA CULTURA CORPORAL INDÍGENA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

BRINCANDO E APRENDENDO COM O POVO KALAPALO: A VIVÊNCIA DA CULTURA CORPORAL INDÍGENA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR BRINCANDO E APRENDENDO COM O POVO KALAPALO: A VIVÊNCIA DA CULTURA CORPORAL INDÍGENA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR CORRÊA *, Denise Aparecida SPQMH/NEFEF/UFSCar - PUC/SP depiucorrea@ig.com.br Resumo A proposta

Leia mais

Fotografia e Escola. Marcelo Valle 1

Fotografia e Escola. Marcelo Valle 1 Fotografia e Escola Marcelo Valle 1 Desde 1839, ano do registro da invenção da fotografia na França, quase tudo vem sendo fotografado, não há atualmente quase nenhuma atividade humana que não passe, direta

Leia mais

UNIDADE 3. O racismo à brasileira: o mito da democracia racial e o arco-íris brasileiro

UNIDADE 3. O racismo à brasileira: o mito da democracia racial e o arco-íris brasileiro O racismo à brasileira: o mito da democracia racial e o arco-íris brasileiro A ideologia do branqueamento: Início do século XX: formulação de uma nova ideologia do branqueamento no Brasil (SCHWARCZ, 2013,

Leia mais

APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ORAL DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONCEPÇÕES DE PAIS E PROFESSORES

APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ORAL DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONCEPÇÕES DE PAIS E PROFESSORES APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ORAL DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN NA EDUCAÇÃO INFANTIL: CONCEPÇÕES DE PAIS E PROFESSORES Resumo Gabriela Jeanine Fressato 1 - Universidade Positivo Mariana Gomes de Sá Amaral

Leia mais

DIVERSIDADE CULTURAL, UM DESAFIO CONSTANTE DE CIDADANIA E CONSCIÊNCIA NO AMBIENTE ESCOLAR: APOIO TEÓRICO-PRÁTICO

DIVERSIDADE CULTURAL, UM DESAFIO CONSTANTE DE CIDADANIA E CONSCIÊNCIA NO AMBIENTE ESCOLAR: APOIO TEÓRICO-PRÁTICO DIVERSIDADE CULTURAL, UM DESAFIO CONSTANTE DE CIDADANIA E CONSCIÊNCIA NO AMBIENTE ESCOLAR: APOIO TEÓRICO-PRÁTICO Jessé Gonçalves Cutrim 1 RESUMO: Trata-se de um ensaio propositivo sobre Diversidade Cultural

Leia mais

MOTIVAÇÃO: EM BUSCA DO CONHECIMENTO

MOTIVAÇÃO: EM BUSCA DO CONHECIMENTO MOTIVAÇÃO: EM BUSCA DO CONHECIMENTO Geenes Alves da Silva 1 Resumo: Este artigo tem por objetivo apontar meios e/ou formas de estar incentivando o aluno na busca do aprendizado, fazendo com que ele se

Leia mais

TRÁFICO DE PESSOAS. Ana Paula BREDA 1 Monique Barbosa MATHIUZZI 2 Poliana de Jesus PRADO 3 Tiago Grazziotti da SILVA 4 Vinicius Manara SILVA 5

TRÁFICO DE PESSOAS. Ana Paula BREDA 1 Monique Barbosa MATHIUZZI 2 Poliana de Jesus PRADO 3 Tiago Grazziotti da SILVA 4 Vinicius Manara SILVA 5 TRÁFICO DE PESSOAS Ana Paula BREDA 1 Monique Barbosa MATHIUZZI 2 Poliana de Jesus PRADO 3 Tiago Grazziotti da SILVA 4 Vinicius Manara SILVA 5 RESUMO: O presente artigo tem como objetivo apresentar o tráfico

Leia mais

EDUCAÇÃO E DOMINAÇÃO EM KARL MARX

EDUCAÇÃO E DOMINAÇÃO EM KARL MARX EDUCAÇÃO E DOMINAÇÃO EM KARL MARX Maria Catarina Ananias de Araujo Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Email: mariacatarinaan@gmail.com Prof.Dr. Valmir Pereira Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)

Leia mais

O CASO SUZANE VON RICHTHOFEN: UMA ANÁLISE ANTROPOLÓGICA DO DISCURSO DA DEFESA

O CASO SUZANE VON RICHTHOFEN: UMA ANÁLISE ANTROPOLÓGICA DO DISCURSO DA DEFESA O CASO SUZANE VON RICHTHOFEN: UMA ANÁLISE ANTROPOLÓGICA DO DISCURSO DA DEFESA INTRODUÇÃO Serivaldo C. Araujo Este trabalho tem o objetivo de relacionar o conteúdo estudado na disciplina de Antropologia

Leia mais

COR NO ENSINO SUPERIOR: PERFIL DE ALUNOS DOS CURSOS DE HISTÓRIA, ECONOMIA E DIREITO DA UFMT.

COR NO ENSINO SUPERIOR: PERFIL DE ALUNOS DOS CURSOS DE HISTÓRIA, ECONOMIA E DIREITO DA UFMT. COR NO ENSINO SUPERIOR: PERFIL DE ALUNOS DOS CURSOS DE HISTÓRIA, ECONOMIA E DIREITO DA UFMT. SANTOS, Cássia Fabiane dos - UFMT 1 GT: Afro-brasileiros e Educação / n.21 Agência Financiadora: Não contou

Leia mais

8 Conclusões, recomendações e desdobramentos

8 Conclusões, recomendações e desdobramentos 8 Conclusões, recomendações e desdobramentos 136 8 Conclusões, recomendações e desdobramentos 8.1. Introdução Finalmente inicia-se a etapa conclusiva deste trabalho. Com base nos resultados da pesquisa

Leia mais

O envelhecimento populacional brasileiro e a abordagem da mídia em relação a pessoa idosa Moreira, Thais dos Santos*

O envelhecimento populacional brasileiro e a abordagem da mídia em relação a pessoa idosa Moreira, Thais dos Santos* O envelhecimento populacional brasileiro e a abordagem da mídia em relação a pessoa idosa Moreira, Thais dos Santos* Resumo: Este presente artigo tem por finalidade demonstrar de forma sucinta no cenário

Leia mais

O CONTO AFRICANO NA SALA DE AULA: PROPOSTA EDUCATIVA DOS SABERES AFRICANOS E LITERÁRIOS NA SALA DE AULA

O CONTO AFRICANO NA SALA DE AULA: PROPOSTA EDUCATIVA DOS SABERES AFRICANOS E LITERÁRIOS NA SALA DE AULA O CONTO AFRICANO NA SALA DE AULA: PROPOSTA EDUCATIVA DOS SABERES AFRICANOS E LITERÁRIOS NA SALA DE AULA INTRODUÇÃO Rafael Nóbrega Araújo, graduando em História (UEPB) 1 e-mail: rafaelnobreg@hotmail.com

Leia mais

TITULO: CONSTRUINDO A IGUALDADE ÉTNICA E DE GÊNERO NA ADOLESCÊNCIA. Sandra Cristina de Souza, Patrícia Fanali Monaro, Adriana Pinheiro Barbosa

TITULO: CONSTRUINDO A IGUALDADE ÉTNICA E DE GÊNERO NA ADOLESCÊNCIA. Sandra Cristina de Souza, Patrícia Fanali Monaro, Adriana Pinheiro Barbosa TITULO: CONSTRUINDO A IGUALDADE ÉTNICA E DE GÊNERO NA ADOLESCÊNCIA EIXO: 4 AUTORES: Sandra Cristina de Souza, Patrícia Fanali Monaro, Adriana Pinheiro Barbosa REFERENCIA INSTITUCIONAL: UNIVERSIDADE ESTADUAL

Leia mais

Corpos em Debate: possibilidades e diálogos com a diversidade étnico racial na escola.

Corpos em Debate: possibilidades e diálogos com a diversidade étnico racial na escola. Corpos em Debate: possibilidades e diálogos com a diversidade étnico racial na escola. Juliana Alves Sorrilha Monteiro 1 - UFRJ Isabele Ferreira Santos 2 - UFRJ Drª. Simone Freitas Chaves 3 UFRJ Eixo temático:

Leia mais

JUSTICA AMBIENTAL: CONCEITO, ORIGEM E CONSIDERAÇÕES

JUSTICA AMBIENTAL: CONCEITO, ORIGEM E CONSIDERAÇÕES JUSTICA AMBIENTAL: CONCEITO, ORIGEM E CONSIDERAÇÕES Thays Machado 1 - Mestranda IE/UFMT m_tai2003@yahoo.om.br O escopo deste trabalho é apresentar parcialmente a pesquisa que está sendo desenvolvida na

Leia mais

Brasil, suas contradições

Brasil, suas contradições Brasil, suas contradições O que é Violência? Violência Qualidade de violento; ato violento; ato de violentar Violentar Exercer violência; forçar; coagir; violar; estuprar Violento Que se exerce com força;

Leia mais

História/15 8º ano Turma: 1º trimestre Nome: Data: / /

História/15 8º ano Turma: 1º trimestre Nome: Data: / / História/15 8º ano Turma: 1º trimestre Nome: Data: / / 8ºhist301r ROTEIRO DE ESTUDO RECUPERAÇÃO 2015 8º ano do Ensino Fundamental II HISTÓRIA 1º TRIMESTRE 1. Conteúdos Objetivo 1: Africanos no Brasil (Cap.

Leia mais

ADOÇÃO DE CRIANÇAS NEGRAS inclusão ou exclusão?

ADOÇÃO DE CRIANÇAS NEGRAS inclusão ou exclusão? NCA/PUCSP ADOÇÃO DE CRIANÇAS NEGRAS inclusão ou exclusão? Ana Maria da Silveira Adoção de crianças negras_.p65 3 Sem dúvida, o homem é o seu corpo, a sua consciência, a sua sociabilidade, o que inclui

Leia mais

SAÚDE, SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO ESCOLAR: CONCEPÇÕES DE PAIS DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO

SAÚDE, SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO ESCOLAR: CONCEPÇÕES DE PAIS DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO SAÚDE, SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO ESCOLAR: CONCEPÇÕES DE PAIS DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO Edenilse Batista Lima i (SEED/SE) João Rogério de Menezes ii RESUMO Uma medida promissora para a promoção da saúde do

Leia mais

A PEDAGOGIA COMO CULTURA, A CULTURA COMO PEDAGOGIA. Gisela Cavalcanti João Maciel

A PEDAGOGIA COMO CULTURA, A CULTURA COMO PEDAGOGIA. Gisela Cavalcanti João Maciel A PEDAGOGIA COMO CULTURA, A CULTURA COMO PEDAGOGIA Gisela Cavalcanti João Maciel UMA TEORIA PÓS-COLONIALISTA DO CURRÍCULO O objetivo dessa teoria é analisar as relações de poder entre as nações que compõem

Leia mais

Profª. Maria Ivone Grilo Martinimariaivone@superig.com.br

Profª. Maria Ivone Grilo Martinimariaivone@superig.com.br Educação Inclusiva Direito à Diversidade O Ensino comum na perspectiva inclusiva: currículo, ensino, aprendizage m, conheciment o Educação Inclusiva Direito à Diversidade Profª. Maria Ivone Grilo Martinimariaivone@superig.com.br

Leia mais

PROMOÇÃO DE IGUALDADE RACIAL NA ESCOLA: VELHO DESAFIO, NOVAS PROPOSTAS

PROMOÇÃO DE IGUALDADE RACIAL NA ESCOLA: VELHO DESAFIO, NOVAS PROPOSTAS PROMOÇÃO DE IGUALDADE RACIAL NA ESCOLA: VELHO DESAFIO, NOVAS PROPOSTAS FLÁVIA RODRIGUES LIMA DA ROCHA FERNANDA NUNES MORAIS LOPES Este trabalho é fruto de um projeto de extensão da Universidade Federal

Leia mais

O RESSIGNIFICAR DA PRÁTICA DOCENTE: O PIBID E A CULTURA AFRO-BRASILEIRA (QUILOMBO E DANÇA)

O RESSIGNIFICAR DA PRÁTICA DOCENTE: O PIBID E A CULTURA AFRO-BRASILEIRA (QUILOMBO E DANÇA) O RESSIGNIFICAR DA PRÁTICA DOCENTE: O PIBID E A CULTURA AFRO-BRASILEIRA (QUILOMBO E DANÇA) Énelim Tathiany Zarpellon 1 Pibid - Capes - UNICENTRO Juliane Kelly Wendrechoski 2 Pibid - Capes - UNICENTRO Orientador:

Leia mais

A MATEMÁTICA NO CIRCO: UMA PROPOSTA DE ESTÁGIO EM MATEMÁTICA PARA LICENCIANDOS

A MATEMÁTICA NO CIRCO: UMA PROPOSTA DE ESTÁGIO EM MATEMÁTICA PARA LICENCIANDOS A MATEMÁTICA NO CIRCO: UMA PROPOSTA DE ESTÁGIO EM MATEMÁTICA PARA LICENCIANDOS Vinícius Silveira de Camargo Instituto Militar de Engenharia Universidade Federal de Goiás viniciuskmargo@hotmail.com Ana

Leia mais

O negro em Londrina: da presença pioneira negada à fragilidade das ações afirmativas na UEL

O negro em Londrina: da presença pioneira negada à fragilidade das ações afirmativas na UEL O negro em Londrina: da presença pioneira negada à fragilidade das ações afirmativas na UEL Maria Nilza da Silva * Há algum tempo venho pensando em escrever sobre o negro em Londrina. A idéia surgiu da

Leia mais