A porta paralela. 1 - Introdução. 2- Modelos de porta paralela

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1 A porta paralela 1 - Introdução A porta paralela é uma interface de comunicação desenvolvida pela IBM para funcionar nos primeiros computadores PC lançado em 1983, ela também é chamada de porta para impressora. Na verdade seu projeto original é ainda mais antigo e se deu em 1970 pela empresa Centronics sendo utilizada pela impressora Centronics model 101. Fig.1 IBM PC XT, considerado primeiro computador pessoal Apesar de muito antiga, foi utilizada até pouco tempo sendo substituída em partes pelos dispositivos USB. A importância do estudo desta porta de comunicação para o programador está no fato de que, muitos dispositivos modernos internamente seguem o padrão ou o mesmo conceito da porta paralela, assim sendo, a filosofia de programação acaba sendo a mesma utilizada para a porta paralela original. Além disso, ainda existem muitos dispositivos em uso e até em desenvolvimento que requerem este tipo de porta de comunicação. 2- Modelos de porta paralela As primeiras portas paralelas transmitiam dados em 8 bits no formato ASCII de forma unidirecional, porém com a evolução dos dispositivos a porta foi melhorada permitindo a transmissão de dados para impressoras no modo gráfico e pode ser usada como meio de transmissão para dispositivos de armazenamento, scanners e outros. Fig. 2 Dispositivo de armazenamento ZIP Drive e Scanner

2 2.1- Porta paralela no modo SPP Como citado acima, as primeiras portas somente transmitiam dados do computador para a impressora. Estas portas são denominadas porta SPP (stardart parallel port). Pode-se dizer que é o dispositivo de comunicação mais simples do computador. Como veremos mais adiante, um bit ativado na memória liga uma tensão na saída. Uma porta moderna pode ser configurada para funcionar no modo standart ou modos bidirecionais através da bios. Fig. 3 Configuração da porta através da BIOS Lembre-se que, neste modo a comunicação é feita no modo unidirecional ou seja, somente do computador para o dispositivo através dos pinos de dados Porta paralela no modo EPP e ECP Nestes dois modos a porta paralela se transforma em uma porta bidirecional permitindo a comunicação com dispositivos de armazenamento, scanners, câmeras e outros. A programação para este tipo de porta não é tão simples pois requer mudanças de configuração durante a leitura e a escrita. No modo EPP (Enhanced parallel port) chega a atingir uma taxa de 2MB/s e é necessário utilizar um cabo especial, o modo ECP (Enhanced capabilities port) funciona da mesma forma, a diferença é que neste modo a porta utiliza DMA ou seja utiliza um acesso direto á memória.

3 3- Conector utilizado e níveis de tensão O conector padrão da porta paralela é o DB25 fêmea. Os bits zero e um são definidos pelos seguintes níveis de tensão: Nível 0 1 Tensão 0 à 0,4V 3,1 à 5V Fig. 4 Porta paralela em uma placa mãe. Fig. 5 Definição dos pinos de uma porta paralela.

4 Na definição padrão, os pinos não são bidirecionais, ou seja, são pinos de entrada ou pinos de saída. Fig. 6 Ilustração dos pinos mostrando a direção dos dados. No lado das impressoras, o tipo de conector mais utilizado era o chamado conector centronics de 36 pinos ilustrado na figura abaixo: Fig. 7 - Conector Centronics 36 pinos.

5 4- Endereço da porta paralela Como vimos, existem o barramento de dados, o barramento de endereço e o barramento de controle. No barramento de endereço ocorre a definição do dispositivo que irá receber ou enviar dados. O programador deve antes de iniciar uma comunicação, ajustar corretamente o endereço do dispositivo que receberá os dados. Os endereços padrão da porta paralela são: Nome da porta Endereço em hexadecimal LPT1 378 LPT2 278 Para portas paralelas de conversores USB/Paralela, ou placas modernas encaixadas em slots, o endereço deve ser consultado. 5- Exemplo de utilização Apesar de ter sido desenvolvida para comunicação com impressoras, podemos utilizar a porta paralela para ligar e desligar circuitos, controlar motores, verificar o estado de um sensor entre outros. Como ilustração, podemos ver na figura abaixo uma sequencia de LEDs ativada pelos pinos da porta paralela. Podemos através da programação acender ou apagar qualquer um deles. Fig. 8 Ligação de LEDs na saída de dados de uma porta paralela. Da mesma forma que controlamos os LEDs (acender e apagar) podemos controlar um motor de passo, como mostra a figura abaixo. Fig. 9 Motor de passo sendo controlado pela porta paralela.

6 6- Software de controle Como exemplo, temos o seguinte programa: É importante lembrar que devemos verificar como é feito o ajuste da porta e o envio dos dados em cada linguagem e ambiente de programação. O exemplo de código acima é aceito pelos compiladores C e C++ da Borland. 7- Adaptadores modernos Atualmente podemos programar e controlar dispositivos externos utilizando adaptadores USB para porta paralela ou placas com portas paralelas encaixadas nos slots do PC. Quanto aos cabos USB para porta paralela, temos cabos com conector USB/DB25 e USB/Centronics. Fig. 10 Cabos adaptadores USB para DB25 e Centronics. Obviamente o conector DB25 é mais adequado para nossas aplicações. O adaptador com conector centronics é recomendado para ligação direta em impressoras. A placas com portas paralelas também são fabricadas e encontradas no mercado.

7 Fig. 11 Placa com porta paralela. Alguns projetos interessantes podem ser encontrados no site:

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