Protocolo de Gestão dos Centros de Referência da Assistência Social

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1 Protocolo de Gestão dos Centros de Referência da Assistência Social

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3 Prefeitura Municipal de Curitiba Fundação de Ação Social Diretoria de Proteção Social Básica PROTOCOLO DE GESTÃO CURITIBA 2012

4 DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO IPPUC - SETOR DE DOCUMENTAÇÃO Ângela M. Silvia Cherobim CRB9/601 F981 Fundação de Ação Social Protocolo de Gestão dos CRAS de Curitiba / Fundação de Ação Social; coord. de Érika Haruno Hayashida. Curitiba: FAS, p.; il. 1. Assistência Social - Política e Governo - Curitiba. 2. Serviço socioassistencial - Protocolo de Gestão - Curitiba. I. Hayashida, Érika Haruno. II. Título. CDD (20.ed.): 363.2

5 Prefeito Luciano Ducci FAS - Fundação de Ação Social Presidência Marry Salette Dal-Prá Ducci Superintendência Maria de Lourdes Corres Perez San Roman Diretoria de Proteção Social Básica Ana Luiza Suplicy Gonçalves Diretoria de Geração de Trabalho e Renda Deise Sueli De Pietro Caputo Diretoria de Planejamento Caroline Arns de Santa Cruz Arruda Diretoria de Proteção Social Especial Marcia Terezinha Steil Diretora de Informações e Gestão de Benefícios Denise Ferreira Netto Diretoria Administrativa Eva Mereci Kendrick Diretoria Financeira Amarildo Blasius

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7 APRESENTAÇÃO O documento apresentado traça procedimentos para os serviços e ações complementares desenvolvidos nos Centros de Referência de Assistência Social, norteando a ação profissional com flexibilidade para o aprimoramento de metodologias adequadas às singularidades de cada território, atualizando o Protocolo de Gestão dos CRAS elaborado em 2008, à luz da Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Hoje podemos afirmar que a equipe da Fundação de Ação de Social - FAS incorporou as diretrizes do Sistema Único de Assistência Social - SUAS, atuando sempre com foco na realidade do território e no atendimento personalizado a cada família a fim de superar as situações de vulnerabilidade social. Esta afirmação avaliza o orgulho que temos do profissionalismo com que são atendidas as famílias usuárias da política de assistência social em Curitiba. A rede de proteção social no município se constitui de 45 CRAS, 10 CREAS (Centros de Referência Especializados de Assistência Social), 03 Centros POP (Centros de Referência Especializados para a População de Rua), rede socioassistencial não governamental e demais serviços do Sistema Único de Assistência Social - SUAS. Na proteção social básica foram estabelecidos procedimentos comuns a todos os Centros de Referência da Assistência Social, os espaços físicos foram organizados, as equipes estruturadas e, a cada ano, foram promovidos encontros entre os profissionais dos CRAS para aprofundar o conhecimento técnico. Este documento é o resultado de um trabalho construído a muitas mãos. Participaram da elaboração do protocolo profissionais da Fundação de Ação Social, envolvidos com o processo de implantação do SUAS em Curitiba, comprometidos com a organização técnica na perspectiva da garantia de direitos socioassistenciais ao público desta política.

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9 AGRADECIMENTO A todos os profissionais que estão envolvidos com a consolidação de uma nova geração de políticas sociais, em especial na Proteção Social Básica. Estas pessoas que atuam com a coragem e a força de uma nova concepção que norteia novas práticas profissionais e desbravam, dia a dia, os desafios dos territórios, tendo em seu horizonte a utopia de um mundo onde políticas cidadãs efetivem a igualdade entre os povos.

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11 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...11 PREMISSAS...13 GESTÃO DE TERRITÓRIO...19 SERVIÇO DE PROTEÇÃO E ATENDIMENTO INTEGRAL À FAMÍLIA - PAIF...24 Atendimento às famílias...27 Atendimento Particularizado...28 Atendimento Coletivo...32 Acompanhamento às Famílias...34 Acompanhamento Particularizado...36 Acompanhamento Coletivo...39 SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS...42 Grupo de famílias com crianças de zero a seis anos...45 Grupo de crianças de seis a 15 anos...49 Grupo de adolescentes de 15 a 17 anos...52 Grupo de pessoas idosas...55 SERVIÇO DE PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA NO DOMICÍLIO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E IDOSAS...58 Mapeamento...61 Sensibilização / Vinculação...62 Diagnóstico...62 Operacionalização do PDU...63 Intervenção no domicílio...64 Articulação com a rede de proteção social local...66 Desvinculação...67 MONITORAMENTO DA REDE SOCIOASSISTENCIAL DE PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA...68 Mapeamento da rede local e socioassistencial...70 Articulação da rede...72 Monitoramento da Rede de Proteção Social Básica...73

12 AÇÕES PARA INTEGRAÇÃO AO MUNDO DO TRABALHO...76 Programa Vitrine Social...79 Programa Liceus de Ofícios...90 Programa Capacitação do Adolescente Aprendiz...91 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...93 ANEXOS...97

13 INTRODUÇÃO A promulgação da Política Nacional de Assistência Social em 2004 iniciou um processo de reordenamento nas ações de Assistência Social em todo o Brasil, visando à afirmação desta Política Pública como responsabilidade do Estado e direito do cidadão. O que dá vida e pode se caracterizar como a força da política de Assistência Social é a visão desta enquanto política pública de garantia de direitos. O desafio atual se apresenta na consolidação desta política enquanto sistema único, na busca de sua especificidade, na criação de novas metodologias de atendimento baseadas numa forma qualificada, na ação, na realização de seus programas, projetos e serviços. 11 A exigência, portanto, refere-se à construção de uma prática pensada, planejada, intencional que fuja de um ativismo que caracterizou, no passado, as ações sociais. Uma prática com significados, e para tal: É fundamental conquistar uma base conceitual no plano das idéias, que possa empolgar as ações concretas, implementar princípios éticos, políticos e programáticos, explicitando as visões de mundo, sociedade, inclusão social e cidadania, subjacentes às concepções da assistência social como política pública e de garantia de direitos. Brasil, 2008, p.15 Capacita SUAS vol2. Este Protocolo é resultado da Revisão do Protocolo de Gestão dos CRAS de Curitiba, editado em 2009, a partir da demanda tanto dos profissionais de área por atualização, quanto da edição por parte do Ministério de Desenvolvimento Social - MDS da Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais. A Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, normativa federal para organização dos Serviços de Proteção Social Básica nos CRAS e rede socioassistencial, estabelece diretrizes de estruturação e organização dos serviços em âmbito nacional, representando um avanço rumo ao rompimento com os princípios da benesse e do favor na oferta dos serviços e consolidando a Assistência Social como política pública de direito. A Tipificação não exclui, no entanto, a necessidade dos municípios e suas equipes de adequarem suas ações à realidade dos territórios e das famílias atendidas. Neste sentido, seguindo-se esse processo de normatização e profissionalização do atendimento, Curitiba iniciou a discussão para readequar os serviços socioassistenciais conforme as diretrizes da tipificação, porém de acordo com a realidade do município.

14 O presente Protocolo prevê a operacionalização dos três serviços socioassistenciais previstos na Tipificação no âmbito da proteção social básica - o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e o Serviço de Proteção Social Básica em Domicílio para Pessoas com Deficiência e Idosas. E incorpora as ações de Monitoramento da Rede Socioassistencial e Ações de Integração ao Mundo do Trabalho, que complementam o atendimento prestado nos CRAS. 12 A revisão do Protocolo de Gestão dos CRAS de Curitiba se deu por meio de um processo, iniciado em setembro de 2011 no V Encontro de CRAS de Curitiba, quando se começou a pensar os serviços operacionalizados nos CRAS à luz da Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Até junho de 2012 foi trabalhado em comissões menores, divididas por serviços, mas mantendo-se a representação dos núcleos regionais (entenda-se assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e coordenadores de CRAS, gerente de proteção social básica e supervisores de núcleo) e das diretorias de Proteção Social Básica, Geração de Trabalho e Renda e Planejamento. Quando aconteceu o VI Encontro de CRAS de Curitiba, com a apresentação dos resultados para cerca de 300 trabalhadores dos CRAS de Curitiba, a discussão sobre os serviços e sua operacionalidade foi aprofundada. Como resultado desse processo de caminhada coletiva apresentamos esta publicação, cientes do dinamismo que envolve nossas equipes, as famílias atendidas e território, e do desafio que isso representa para quem atua na Política de Assistência Social. Este protocolo visa registrar o essencial que deve ser garantido a todos que demandarem o serviço, compartilhando com as equipes a criatividade e a responsabilidade de vestir o essencial com as características e as demandas que o território, as famílias e a própria equipe identificarem. A proposta do documento é de clarificar conceitos, instrumentalizar o trabalho técnico e também estimular as equipes dos CRAS a ir além do que está escrito, na perspectiva de reinventar práticas profissionais, resignificando a cada dia o trabalho realizado com as famílias para, assim, resignificar também as questões vivenciadas pela população atendida.

15 PREMISSAS A Política Nacional de Assistência Social prevê a operacionalização das ações de assistência social na forma de um Sistema Único de Assistência Social - SUAS, descentralizado e participativo, com unidade de concepção e ação integrada entre os três entes federativos, sociedade civil organizada e demais políticas sociais e econômicas. O SUAS tem como principais eixos estruturantes de gestão a matricialidade sociofamiliar e a territorialização. Ambos caracterizam as inovações da política e deixam no passado o caldo cultural de visões preconceituosas baseadas num conceito higienista da sociedade, que marcou por longos anos o trabalho com famílias, mulheres, crianças, adolescentes e jovens, em especial os pobres. Este conceito equivocado também foi responsável por segregações territoriais, em voga por muitos anos, e pela desqualificação de regiões da cidade e de seus moradores. Desta forma, para além de se pensar as concepções de família e território, é necessário realizar as escolhas para os formatos de ação que a sociedade atual necessita e merece, ou seja, quais proteções necessitam e que métodos serão empreendidos para que se tenha o alcance desejado. Nos dias de hoje não há mais espaço para as chamadas regressões conservadoras na forma de pensar o mundo (concepções), nem na forma de agir no mundo (método), para os profissionais envolvidos com a política de assistência social. A concepção de desenvolvimento social instituída exige a profissionalização deste trabalho. Este desafio está posto para todos nós: profissionais da assistência social, das instituições públicas nas três esferas de governo e das organizações privadas de caráter público, que se propõem a promover a garantia de direitos. A tônica dessa construção é a presença do Estado na vida das famílias e do território. Uma presença que se materializa por meio da garantia das seguranças afiançadas, tanto materiais quanto de busca por processos de autonomização, que cumulativamente desenvolvem protagonismo social e político. (Couto, Yasbek e Raichelis, 2010). A prática profissional deve se adequar ao território em que se insere, e esta condição abre inúmeras possibilidades para os profissionais que atuam na assistência social. Esta prática, que deve ser sempre adequada às características do território e, portanto, sempre diversa, precisa preservar alguns elementos essenciais. Existem questões que devem ser garantidas à população que demandar o serviço. 13

16 Deste processo participativo de discussão do essencial, iniciado no V Encontro de CRAS em 2011, que continuou até o VI Encontro de CRAS em 2012 e culminou na edição deste protocolo, surgiram as premissas para o atendimento na área de proteção social básica. 14 As premissas para o trabalho nos CRAS surgiram da constatação que, muito mais do que estabelecer procedimentos, é preciso igualar entendimentos que embasarão a prática profissional. Os procedimentos descritos neste protocolo, quando postos em prática se combinam e se alternam na prática dos profissionais, de forma que as premissas são um denominador comum que os nivela, que dá a todas as ações uma mesma essência, uma mesma direção, algo que garante à população o atendimento na perspectiva do Sistema Único de Assistência Social. Em Curitiba, as premissas que fundamentam o trabalho social com as famílias são: Autonomia: Ninguém é autônomo primeiro para depois decidir. A Autonomia vai se constituindo na experiência de várias, inúmeras decisões que vão sendo tomadas. (...) Ninguém é sujeito da autonomia de ninguém. (...) A gente vai amadurecendo todo dia, ou não. A autonomia, enquanto amadurecimento do ser para si, é processo, é vir a ser. Não ocorre em data marcada. É neste sentido que uma pedagogia da autonomia tem de estar centrada em experiências estimuladoras da decisão e da responsabilidade, vale dizer, em experiências estimuladoras da liberdade. (Paulo Freire, A Pedagogia da Autonomia). A realização de experiências que estimulem escolhas conscientes para que as pessoas possam exercer gradativamente sua liberdade e a responsabilidade por suas decisões proporciona o desenvolvimento da autonomia, definida por Potyara como: Ser livre para agir como bem se entender, mas acima de tudo, ser capaz de eleger valores e crenças, valorá-los e sentir-se responsável por suas decisões e por seus atos. (Pereira,2008) A autonomia não é apenas o fim, mas o princípio que norteia as ações destinadas à população atendida. Em todos os momentos é necessário reforçar a escolha consciente dos caminhos a serem trilhados no desenvolvimento do projeto de vida, como forma de reflexão, reconhecimento (da condição de sujeito da sua história) e responsabilização de cada pessoa e família atendida nos CRAS. E essa escolha se estende inclusive quanto à adesão ou não às nossas ações.

17 Diversidade: É a alteridade, ou seja, corresponde àquelas qualidades humanas que são diferentes das nossas e estranhas aos grupos aos quais pertencemos, mas que, ainda assim estão presentes em outros indivíduos ou grupos. (Montagner,2010) A diversidade diz respeito aos diferentes valores, crenças, identidades, cultura e sentimento de pertença das famílias. Considerar a diversidade é ampliar a visão para as diferentes possibilidades de ser, sem necessariamente enquadrá-las em padrões valorativos, como melhor ou pior, por exemplo. Quando inserimos esta diretriz metodológica/princípio norteador, reconhecemos o direito do outro de ser, pensar e valorar diferentemente de nós, instituindo o respeito a ele e à sua história. 15 Para respeitar a diversidade é preciso fortalecer a cultura do diálogo, combatendo todas as formas de violência, preconceito, discriminação e estigmatização, negando posturas prescritivas, adaptativas e modeladoras no trabalho social com as famílias. Equidade: a noção de igualdade só se completa se compartida à noção de eqüidade. Não basta um padrão universal se este não comportar o direito à diferença. Não se trata mais de um padrão homogêneo, mas de um padrão equânime (Sposati, 1999, p.128). (...) Ou seja, fazendo uma distribuição desigual para pessoas e grupos sociais desiguais (mais para quem tem menos) atingiríamos (hipoteticamente) uma situação de igualdade, em que todos teriam acesso às mesmas coisas, fossem elas bens e serviços ou oportunidades. (Escorel, 2009) O princípio da equidade visa garantir inclusive o da igualdade. Uma vez inserido numa sociedade desigual, composta por pessoas diferentes, atuar igualmente reproduz desigualdades. Assim, a equidade assume a configuração de um critério de justiça, equiparando e adequando o atendimento às necessidades apresentadas por cada um. Quando se fala em territorialização do atendimento, falamos também em equidade: ao adequar diretrizes definidas pelo Sistema Único de Assistência Social de acordo com as demandas apresentadas pelas famílias num determinado território, é possível equalizar a proteção social básica no município.

18 Interdisciplinaridade: Segundo Japiassu (1976), a característica central da interdisciplinaridade consiste no fato de que ela incorpora os resultados de várias disciplinas. Distingue-se pela intensidade das trocas entre os especialistas e pelo grau de integração real das disciplinas, no interior de um projeto específico de pesquisa ou de ensino (...). 16 São muitos os desafios para atingir a interdisciplinaridade, dentre eles destacamos: assumir um paradigma teórico-metodológico que admita contradições, ambigüidades, conviver com incertezas; construir uma perspectiva crítica, reflexiva; construir uma visão de realidade que transcenda os limites disciplinares sem perder a especificidade; conceber o conhecimento científico enquanto representação do real; estabelecer relação entre conteúdo do ensino e realidade social escolar; desinstalar-nos de nossas posições acadêmicas tradicionais, das situações adquiridas e a abrir-nos para perspectivas e caminhos novos. (Mafalda Nesi Francischett, 2005) A interdisciplinaridade é uma realidade (vide as equipes compostas por assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, educadores sociais e administrativos e demais profissionais que atuam nos CRAS) e sua necessidade uma constatação, reiterada por praticamente todas as legislações recentes. Ela deve se compor de uma atuação conjunta visando responder a uma questão central: a partir da realidade em que se insere, quais conhecimentos e saberes específicos são necessários para responder às demandas identificadas. Este posicionamento se diferencia daquele onde a atuação profissional se delimita a partir das definições dispostas nas descrições de cargos e profissões. A atuação profissional deve se pautar pela combinação de três fatores principais: o respeito às atribuições privativas de cada profissional, os princípios éticos que regem a profissão e a instituição em que se inserem e a capacidade profissional de criar e recriar a sua prática, tendo em vista as potencialidades e vulnerabilidades a serem trabalhadas com as famílias atendidas. Participação: A participação é uma forma para a população exercer direitos, assumir responsabilidades e, principalmente, um exercício de protagonismo. A participação social está relacionada com a influência e a participação da população nos espaços e nas organizações da comunidade e da sociedade, de modo a interferir, de acordo com

19 suas demandas e expectativas, na vida pública, consolidando as esferas públicas democráticas. (...) Neste sentido, a participação social pode se transformar em ampliação das possibilidades de acesso das famílias usuárias do PAIF ao processo de desenvolvimento dos seus territórios e em fortalecimento dos mecanismos democráticos da sociedade, ao mesmo tempo em que empodera e emancipa as famílias. (Orientações Técnicas sobre PAIF. MDS.2012). A participação da população está prevista e instituída na forma de conselhos e conferências de direitos e de assistência social, todavia, ainda é preciso avançar. A participação é fundamental no trabalho realizado com famílias, devendo estar sempre presente nos CRAS, como princípio de organização dos serviços. A legitimação do trabalho desenvolvido no CRAS passa pelo reconhecimento, por parte da população atendida, de adequação do serviço prestado à demanda identificada no território, ou seja, a população tem que se reconhecer e reconhecer suas demandas no trabalho desenvolvido pelo CRAS. 17 O estímulo à participação anda de mãos dadas com a qualificação para tanto. Ressalta-se que a qualificação não precede a participação: é um processo continuado, dialético e dialógico. Assim como a autonomia, participar é condição para qualificar esta participação, de forma que ampliar os espaços de participação e oferecer meios para qualificá-la continuadamente é condição para que se efetive esta diretriz metodológica/ princípio norteador. Intersetorialidade: A intersetorialidade se materializa por meio da criação de espaços de comunicação, do aumento da capacidade de negociação e da disponibilidade de se trabalhar com conflitos. A promoção da articulação intersetorial no território de abrangência do CRAS é uma ação coletiva, compartilhada e integrada a objetivos e possibilidades de outras áreas, tendo por escopo garantir a integralidade do atendimento aos segmentos sociais em situação de vulnerabilidade e risco social (O CRAS que temos e o CRAS que queremos. MDS, 2010) Pensar a integralidade do atendimento significa também pensar a integração como possibilidade de fechar lacunas, suprir deficiências dos serviços e programas que deixam a descoberto demandas complexas, muitas vezes limítrofes, para as quais ainda não há atendimento previsto na organização atual dos serviços. Estas respostas precisam ser construídas a partir do diálogo, da análise das demandas e das possibilidades de atendimento de cada política. Todavia, essas possibilidades de atendimento não devem ser vistas como limitadoras da atuação profissional e sim como pontos de partida para a criação e estabelecimento de novos acordos, fluxos e procedimentos conjuntos.

20 Quando se fala em intersetorialidade é preciso considerar a responsabilidade do órgão gestor para criar condições para que a articulação intersetorial ocorra inclusive em âmbito local, e também a responsabilidade das equipes do CRAS - em especial o coordenador - no estabelecimento de relações horizontalizadas, de parceria e diálogo, a fim de evitar paralelismos, propiciar a complementaridade e convergência das ações e identificar demandas para outras modalidades de atendimentos, que devem ser remetidas às demais instâncias de gestão municipal. 18

21 GESTÃO DE TERRITORIO O território não é apenas o conjunto dos sistemas naturais e de sistemas de coisas sobrepostas. O território tem que ser entendido como o território usado, não o território em si. O território usado é o chão mais a identidade. A identidade é o sentimento de pertencer àquilo que nos pertence. O território é o fundamento do trabalho, o lugar da residência, das trocas materiais e espirituais e do exercício da vida. (Santos, 2002, p.10) 19 A política de assistência social tem como fio condutor de sua gestão a centralidade na família e a gestão descentralizada e territorializada. Segundo a NOB/SUAS 2005 (p.16) o território cumpre o papel de orientação na perspectiva do alcance de universalidade de cobertura entre indivíduos e famílias sob situações de risco e vulnerabilidade social. Couto, Yasbek e Raichelis (2010) apontam para o potencial inovador da dimensão territorial na assistência social, o qual incorpora uma noção que ultrapassa a questão geográfica, ampliando para a concepção de espaço vivido, habitado, que se constrói e se reconstrói pela interação das pessoas e que em última instância representa a síntese das relações sociais (Couto, P.51) O território é compreendido como o terreno onde se manifestam as questões sociais - o lugar em que as pessoas vivem, trabalham e se relacionam -, um espaço que interage com as mudanças na medida da ação humana (ações da própria comunidade, ações do setor privado e do setor público), composto por relações objetivas e subjetivas das famílias, onde incidem vulnerabilidades e que também contém as potencialidades para superação gradativa de situações que envolvem a coletividade. Os CRAS em Curitiba estão localizados em áreas prioritárias, buscando a capilaridade, a universalização dos serviços, situando-se o mais próximo possível das pessoas, famílias e comunidades que necessitam da assistência social, oportunizando seu acesso a este direito. No entanto, a gestão deste território transcende à demarcação geográfica. A definição de localização do CRAS é o início de um processo mais amplo. Uma vez instalado no território, o CRAS passa a ocupar um lugar neste território, um lugar dinâmico, influenciando e sendo influenciado pela dinâmica e as demandas deste território.

22 Desta forma, as necessidades e potencialidades do território devem ser a base sobre a qual se desencadeiam as ações realizadas no CRAS. Assim, pode-se compreender a gestão de território como o CRAS e a rede socioassistencial realizando o que o território precisa que seja feito dentro da competência da assistência social e em interação com as demais políticas setoriais. 20 A gestão de território garante a efetividade das ações desenvolvidas, pois apesar de ser um sistema único de assistência social, a operacionalização destas ações deve ser adequada às situações encontradas no território, pautada na lógica do direito. Esta função essencial do CRAS materializa e retroalimenta a vigilância social, possibilitando aplicar o princípio de prevenção e proteção proativa nas ações de assistência social. Diagnóstico O diagnóstico territorial irá determinar a atuação dos serviços, o público a ser priorizado, as metodologias de trabalho. Os objetivos e metas devem estar adequados às necessidades detectadas naquele local. Existem diversos indicadores disponíveis para diferentes escalas. No Brasil há institutos reconhecidos na produção de informações, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES - Paraná), Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC - Curitiba). Ainda existem índices e outras fontes como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) e o Cadastro Único de Programas Sociais (Cadúnico) que são produtores de informações oficiais as quais podem subsidiar os diagnósticos de CRAS. Por outro lado, há informações que apenas se processam na relação com o território. Nos serviços, projetos e ações da assistência social, incluir o território e se incluir no território significa levar em conta o espaço onde as pessoas se relacionam, como elas vivem, como influenciam e são influenciadas pelo local, quem são, quantas são, de onde vêm, a diversidade de culturas e formações, como veem esse espaço e, sobretudo, quais as seguranças ou proteções necessárias com as quais podem contar para a superação gradativa das vulnerabilidades, numa perspectiva da presença do Estado. Um Estado ativo, presente, que tenha condições de gerir com maior destreza a partir de novos arranjos, procedimentos integrados, negociações intersetoriais capazes de dinamizar e coordenar esforços coletivos em torno da formação da cidadania e da melhoria das condições de vida. Esse olhar, pode definir as prioridades do trabalho do CRAS ou guiar as ações existentes como um pano de fundo para que estas possam ter significado para as pessoas

23 que habitam o lugar, numa perspectiva de que o CRAS passa a integrar esse território, influenciar suas características, ao mesmo tempo em que é influenciado constante e conscientemente. O diagnóstico é também cumulativo, na medida em que se apropria dos diversos diagnósticos produzidos por outras políticas que se encontram no mesmo território, em especial a saúde, educação e segurança que têm sistemas de vigilância e já operam com base em dados territoriais. Busca Ativa A busca ativa pressupõe o diagnóstico e é por ele viabilizada, no sentido de propiciar ao CRAS exercer sua função preventiva e proativa. Conforme disposto no documento Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social - CRAS (p. 29), a busca ativa refere-se à: 21 (...) procura intencional, realizada pela equipe de referência do CRAS, das ocorrências que influenciam o modo de vida da população em determinado território. Tem como objetivo identificar as situações de vulnerabilidade e risco social, ampliar o conhecimento e a compreensão da realidade social, para além dos estudos e estatísticas. Contribui para o conhecimento da dinâmica do cotidiano das populações (a realidade vivida pela família, sua cultura e valores, as relações que estabelece no território e fora dele); os apoios e recursos existentes, seus vínculos sociais. (MDS, 2009) O documento Orientações Técnicas sobre o PAIF, vol. 1, amplia o conceito de busca ativa superando a realização de visita domiciliar ao inserir outras estratégias como divulgação dos serviços ofertados nos CRAS de diversas formas: envio de correspondências às famílias, divulgação em locais públicos, ou através de outras unidades e políticas públicas. Podem ser utilizadas as listagens de beneficiários de programas de transferência de renda ou programas sociais federais e do município. Articulação com a Rede Socioassistencial A gestão do território implica o referenciamento dos demais serviços de proteção social básica, existentes no território do CRAS, uma vez que são complementares ao trabalho com famílias. O referenciamento, por sua vez, se dá através: do estabelecimento de fluxos de usuários e informações entre o CRAS e a rede socioassistencial do território, pela Secretaria Municipal ou do DF; se há reuniões periódicas do coordenador do CRAS com coordenadores das demais unidades de proteção básica; inserção

24 de pessoas que mais necessitam nos serviços de proteção básica, a partir do trabalho social com famílias; acompanhamento, pelos técnicos de nível superior, por meio de contatos com os orientadores sociais, da freqüência aos serviços, com identificação de vulnerabilidades e riscos; bem como realização regular e planejada de busca ativa. (MDS, 2010) Ao referenciar os serviços de proteção social básica, executados pela rede socioassistencial, o CRAS garante que as ações realizadas pela rede cumpram o previsto no Sistema Único de Assistência Social efetivando e garantindo sua organização como política pública de direito, coibindo práticas que possam se afastar dessa diretriz. 22 Referenciar serviços implica também em monitorar e avaliar sua execução, a fim de obter informações que subsidiem tomadas de decisão sobre os serviços e ações conduzidas pelo órgão gestor. Isso permite que ocorram, quando necessário e com embasamento, interferências nas estratégias e ações em execução. Esta ação será mais detalhada na descrição da ação Monitoramento da Rede Socioassistencial de Proteção Social Básica Articulação Intersetorial Além do referenciamento dos demais serviços de proteção social básica ao CRAS, a gestão do território prevê a articulação intersetorial com os demais serviços operacionalizados no território, por considerar que a proteção integral se compõe de um conjunto de garantias e atendimentos que extrapola a esfera da assistência social. A articulação intersetorial é uma ação coletiva, que se materializa por meio da criação de espaços de comunicação, do aumento da capacidade de negociação e da disponibilidade em se trabalhar com conflitos (MDS, 2010) Sabe-se que a articulação intersetorial não é um acontecimento natural, cuja adesão é imediata por parte das outras políticas setoriais. É um processo de construção, deve ser coletivo, compartilhado na esfera local, com respaldo dos gestores municipais para criar condições que assegurem esta articulação, pactuando compromissos para a integralidade do atendimento. A articulação em rede compõe a gestão do território e também se difunde aos demais serviços executados no CRAS, complementando-os como condição para a integralidade do atendimento.

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