Projeto: Brasília, 50 Anos

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1 CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS AUXILIARES DE NOSSA SENHORA DA PIEDADE Instituto São José Sobradinho - DF Projeto: Brasília, 50 Anos A comemoração dos 50 anos da capital do Brasil abre espaço para estudar os traços artísticos da cidade.

2 Tema: Brasília, 50 anos de linhas e dinamismo nas formas. Conteúdo: Arte - Fotografia - Diferentes tipos de linhas (curvas, retas, sinuosas, etc.) - Cores e texturas - Artistas contemporâneos inseridos na construção de Brasília como: Athos Bulcao e esculturas como: Os Candangos, a Justiça Cega, o Pregador (Pombal) e outros monumentos. História - Construção de Brasília. - Desenvolvimento urbano. - Desafios da urbanização. - Biografia de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa Matemática - Formas Geométricas - Perímetro - Área - Ângulos - Figuras Tridimensionais e bidimensionais Geografia - Urbanização, meio ambiente e ocupação desordenada, hidrografia, relevo, localização geográfica, clima, além dos aspectos sociais, que seriam as consequências de todas essas ações humanas no espaço geográfico, como por exemplo: desemprego, migração, aumento populacional... Abrangência Artes História Matemática Geografia Cronograma 3 bimestre Apresentação O Projeto Brasília, 50 anos de cunho social e artístico, procura integrar a Arte, à Matemática e outras disciplinas, aos valores sociais e culturais da nossa cidade, necessários para a formação de indivíduos do bem, cidadãos conscientes e críticos.

3 Este projeto tem a função de mobilizar os alunos para uma melhor compreensão das formas arquitetônicas da cidade e da realidade em que vivem, tornando-os assim, participantes ativos na sociedade. Justificativa Ela é uma cidade planejada, título que caracteriza poucos centros urbanos no Brasil (Palmas, Belo Horizonte, Goiânia, Londrina e Maringá) e no mundo (Washington, Filadélfia e Boston, nos Estados Unidos, Buenos Aires, na Argentina, Canberra, na Austrália, Alexandria, no Egito, e Nova Délhi, na Índia). Embora 2010 seja o ano de seu cinquentenário, Brasília é bem mais antiga simbolicamente. Em 1823, José Bonifácio de Andrade e Silva ( ), um dos articuladores da independência, propôs que a capital brasileira saísse do Rio de Janeiro e fosse para o interior, longe dos portos litorâneos. Quase 70 anos depois, foi instaurada uma comissão, composta de médicos, geólogos, astrônomos, botânicos e outros especialistas, para estudar a topografia e outras características da região do Planalto Central e apresentar um relatório ao governo sobre a ideia. Mas a cidade somente começou a ser de fato concretizada em 1955, quando o perímetro foi traçado para que, no ano seguinte, as obras tivessem início. Essas informações revelam que Brasília é mais do que a sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Ela oferece vários aspectos para abordar em aula, para ir além do que os livros didáticos tradicionalmente propõem estudar (por exemplo, o funcionamento das estruturas políticas e o que a construção da cidade representou para o país). Como as cidades são organizadas? De que maneira os cidadãos se relacionam e modificam o espaço do entorno? Como são os traços da construção de Brasília. Lucio Costa se inspirou nas formas geométricas. Essas são questões interessantes para debater com a garotada tendo nossa capital como pano de fundo. A dinâmica humana alterou a cidade planejada. Enquanto na maioria das cidades os bairros se desenvolvem ao redor e na vizinhança do centro, no Plano Piloto de Brasília, concebido pelo arquiteto Lucio Costa ( ), eles foram implantados distantes do coração da metrópole. O objetivo era permitir que trabalho, casa e espaços coletivos estivessem próximos uns dos outros e os bairros fossem independentes. "A ambição de Costa era muito maior do que criar uma localidade funcional. Ele desejava instituir um espaço capaz de oferecer os benefícios da modernidade a todos os cidadãos de maneira equitativa", afirma Aldo Paviani, professor titular da Universidade de Brasília (UnB), pesquisador associado do Núcleo de Estudos Urbanos e Regionais (Neur) e organizador de diversas obras sobre a capital. Costa propôs também que ela tivesse uma dimensão monumental, além de um grande número de superfícies arborizadas. Todas essas ideias são resultado da forte influência do suíço Charles Edouard Jeanneret-Gris ( ), dito Le Corbusier, que ao lado de Oscar Niemeyer é considerado um dos grandes arquitetos do século 20. TRABALHO ÁRDUO O canteiro de obras para construir a capital atraiu migrantes de todo o país em busca de emprego. Foto: Acervo/Arquivo público do Distrito Federal

4 Porém, do papel à realidade, muita coisa mudou. É importante que os alunos compreendam que a cidade foi pensada para reunir, no máximo, 600 mil habitantes, mas a explosão demográfica já conturbava o traçado de Costa antes mesmo da inauguração. O grande número de migrantes, atraídos pela promessa de muitas ofertas de empregos e uma vida melhor, provocou um movimento de exclusão socioespacial, que acabou por marcar Brasília, tal como ocorre em outros espaços urbanos. "A migração intensa em 1958 exigiu que fosse criado o primeiro núcleo periférico, Taguatinga. Para lá foram transferidos milhares de trabalhadores que ocupavam as favelas próximas ao Núcleo Bandeirante, construído para abrigar os operários que construíram a capital. Com a chegada de mais migrantes, outras 28 regiões administrativas foram estabelecidas ao redor do centro", explica Paviani. Hoje, a despeito da modernização da cidade, esses núcleos revelam pobreza, carência da população em diversas áreas e falta de postos de trabalho. Os efeitos provocados por 2,5 milhões de pessoas que residem em Brasília atualmente também precisam ser enfocados em sala. Definitivamente, a cidade escapou do modelo de urbanismo inicial e o que se vê num passeio pelas ruas é a repetição de alguns dos problemas que afligem outras localidades: centro lotado, trânsito pesado etc. Pesquisando todos esses aspectos em fontes históricas e registros de fatos recentes, os estudantes vão entrar em contato com a dinâmica das cidades e relacionar esse processo com o histórico das ações humanas, do qual eles próprios fazem parte. Objetivos Gerais - Reconhecer os conceitos de classificação das cidades quanto à sua origem (espontâneas ou planejadas). - Refletir sobre a construção da capital. - Estudar o histórico dos problemas relativos à urbanização desde as primeiras cidades da Antiguidade até as contemporâneas. - Estabelecer um paralelo entre o projeto inicial de Brasília e a realidade do crescimento dos grandes centros urbanos no Brasil. - Estabelecer diferenças e semelhanças da construção com as formas utilizadas na arquitetura moderna e contemporânea. - Identificar formas geométricas. - Identificar os tipos de linhas existentes nas construções. - Identificar cores e texturas existentes nas construções. - Identificar traços de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa nas construções.

5 Definição dos objetivos (O que se quer trabalhar) - Interação dos alunos e o meio em que vive. - Valorização e identificação dos materiais utilizados para construção de Brasília. - Estimular o aluno à leitura de imagens, adquirindo através da expressão fotográfica. - Estimular a desinibição dos alunos. - Ampliar a percepção de mundo, resultante a linguagem visual. - Promover o trabalho em grupo; - Cultivar e valorizar as tomadas de decisões democráticas; - Promover o domínio de conceitos artísticos da fotografia; - Desenvolver atividades interativas que se apresentam tão úteis e eficientes quanto aquelas de sala de aula, caracterizando um processo educativo interdisciplinar; - Envolver todas as disciplinas, promovendo a explicitação do elo interdisciplinar como princípio pedagógico. - Estimular a vivência de experiências sensoriais e expressivas, levando-a a se reconhecer como um vasto campo de possibilidades na interação com o meio ambiente, urbanização, relevo, hidrografia além dos aspectos sociais, que seriam as consequências de todas essas ações humanas no espaço geográfico, como por exemplo: desemprego, migração, aumento populacional... - Visitação a monumentos artísticos e históricos de Brasília. - Identificação das formas geométricas existentes nas construções arquitetônicas de Brasília. Metodologias Cada professor será responsável em trabalhar os conteúdos ministrados em sua disciplina. Após o passeio faremos uma seleção e revelação das fotografias retiradas nos monumentos. Com as fotografias serão feitos desenhos pelos alunos identificando alguns elementos como: formas geométricas, perímetro, área, ângulos, figuras tridimensionais e bidimensionais.

6 Recursos a serem utilizados Máquinas fotográficas Desenvolvimento do projeto. - Visitar pontos turísticos e monumentos históricos de Brasília. - Cada professor ficará responsável em trabalhar os conteúdos da melhor maneira possível em sala de aula. - Fotografar todos os monumentos visitados. - Confeccionar molduras para as fotografias. - Arrumar o espaço para a exposição fotográfica sobre Brasília. - Coquetel de abertura para a (Vernissage) Avaliação Os professores responsáveis avaliarão o processo e a culminância, através de uma planilha com alguns pontos avaliativos que serão discutidos entre os professores. Tente participar, discutir, analisar, propor, CONSTRUIR!! Professores Ensino Fundamental II - Instituto São José

7 Segue em anexo a programação da empresa Bicho da Terra. BRASÍLIA Projeto: Capital de sonhos e Arte Em 1956, Juscelino Kubitscheck fez sua primeira viagem ao Planalto Central iniciando a concretização do grande sonho da construção de Brasília. Porém, é importante saber que a história da cidade começou muito antes, ainda no século XVIII. Em 1750, o cartógrafo Francisco Tosi mapeou e indicou a área do estado de Goiás para sediar a nova capital. Hoje, Brasília oferece vários locais onde se pode conhecer mais sobre a sua história, mistérios e curiosidades. OBJETIVO Promover a participação crítica de cada um, por meio do aprendizado da história da cidade e de sua cultura, buscando despertar o espírito de cidadania e o amor pela cidade de Brasília PONTOS FUNDAMENTAIS CATETINHO - Foi o primeiro projeto de Niemeyer no DF e a primeira residência oficial. Foi construído em 10 dias para abrigar o então Presidente da República Juscelino Kubitscheck. Guarda até hoje o mobiliário e os objetos de trabalho da época. CONGRESSO NACIONAL - Funcionamento do local onde os representantes políticos do nosso país trabalham. (Conforme disponibilidade). PRAÇA DOS TRÊS PODERES O espaço exibe o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto. A Praça abriga também o Espaço Lúcio Costa com gigantesca maquete de Brasília, o Panteão da Pátria, o Mastro da Bandeira Nacional, esculturas como: Os Candangos, a Justiça Cega, o Pregador (Pombal) e outros monumentos. PONTE JK - A ponte cumprirá, além de sua função viária, uma função estética destacada, seja por incorporar uma Obra de Arte Especial, seja por refletir as características plásticas representativas de Brasília. PANTEÃO DA LIBERDADE O Panteão sugere a forma de uma pomba, em seu interior encontrase um painel histórico de João Câmara retratando a Inconfidência Mineira e um belíssimo painel de Athos Bulcão. PALÁCIO DO ITAMARATY Itamaraty é o órgão responsável pelas relações exteriores do Brasil. O palácio guarda inúmeras e belíssimas obras de arte de importantes artistas brasileiros. MEMORIAL JK Monumento que guarda objetos que contam a história da vida do idealizador da nossa cidade. Lá, encontramos fotos, objetos pessoais e até a biblioteca particular do expresidente da República. TORRE DE TV É a décima torre de aço, em altura, do mundo. Abriga o Museu de Gemas e uma feira de artesanato popular Feira Hippie ou Feira da Torre. Oferece uma belíssima vista do Plano Piloto. ATIVIDADE COM DURAÇÃO DE 01 DIA

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