PRINCÍPIO DA TIPICIDADE CONGLOBANTE E A VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL: INAPLICABILIDADE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PRINCÍPIO DA TIPICIDADE CONGLOBANTE E A VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL: INAPLICABILIDADE"

Transcrição

1 PRINCÍPIO DA TIPICIDADE CONGLOBANTE E A VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL: INAPLICABILIDADE Luís Alberto Safraider Procurador de Justiça Os i. Desembargadores da Segunda Turma do E. Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, por maioria de votos, vem entendendo que a violação de direito autoral especificamente a venda de CDs e DVDs não constitui o fato típico do art. 184, do Código Penal porque as condutas ali descritas são fomentadas pelo Estado, na medida em que autoriza o estabelecimento de shoppings populares onde a venda desses produtos é disseminada. Assim, como o ordenamento legal não pode ter contradições, havendo uma norma que fomenta determinada conduta, não pode haver outra que a puna. Daí que, aplicando-se a teoria da tipicidade conglobante, por eles defendida, está autorizada a venda de CDs, DVDs ou qualquer produto falsificado no território brasileiro. Não analisaremos a preferência teórica pela tipicidade conglobante, pela imputação objetiva ou qualquer outra teoria que pretenda reduzir o alcance dos tipos penais. O que nos interessa é demonstrar que a interpretação escolhida pelo E. Tribunal de Justiça não levou em consideração alguns aspectos da teoria por seus desembargadores defendida e por isso optou pela alternativa da exclusão típica, quando outra poderia ser a escolhida. Tão só a abrangência que se quis dar ao chamado princípio da tipicidade conglobante já revela a temeridade da decisão: no Brasil não se respeita a Lei de Direitos Autorais porque é o próprio Estado que fomenta as violações. Por isso, o Poder Judiciário autoriza a violação independentemente do Código Penal dizer que é crime, da Constituição garantir o direito à produção intelectual e do Brasil ter se comprometido internacionalmente a respeitar tais direitos. A alternativa escolhida pelos i. Desembargadores para interpretação do princípio da tipicidade conglobante poderia ser substituída pela alternativa a seguir exposta, que acredito traria outros resultados, sobretudo para a compreensão do ordenamento jurídico conglobado que o Brasil tem por obrigação respeitar.

2 O princípio da tipicidade conglobante foi criado por Eugenio Raul Zaffaroni 1 para resolver problemas na estrutura do tipo objetivo. O que outros autores chamam de critérios de imputação objetiva 2 e outros chamam de limitações ao tipo objetivo com outras bases, ele chamada de tipicidade conglobada. Para ele a consideração conglobada da norma que se deduz do tipo limita seu alcance em função das outras normas do universo ou da ordem normativa de que é parte, excluindo a lesividade quando: 1- Não haja afetação do bem jurídico ou esta não seja significativa (princípio da insignificância em outros autores); 2- A exteriorização da conduta do agente não demonstre objetivamente qual era seu dever jurídico naquela circunstância; 3- A exteriorização da conduta do agente não demonstre objetivamente qual era seu dever jurídico no modelo que o direito fomenta; 4- Não se trate de assunção de risco por parte do sujeito passivo; e 5- O resultado não excede o marco da realização de um risco não proibido 3. Zaffaroni explica isto da seguinte maneira: Em primeiro lugar 4 deve-se entender a função da estrutura do tipo objetivo doloso que é o que nos interessa. O tipo objetivo tem duas funções: 1- Uma função sistemática; e 2- Uma função conglobante. A função sistemática do tipo é a fixação primária do objeto da proibição, ou seja, numa análise preliminar se fixa o espaço problemático de discussão da tipicidade objetiva. Nesta análise busca-se descobrir as elementares objetivas do tipo e também as elementares objetivas da vontade do agente. A função conglobante, por sua vez, é de enriquecer a interpretação sistemática do tipo. Esse enriquecimento consiste em verificar a conflitividade do pragma 5, que 1 Utilizar-se-ão duas obras de Zaffaroni para a dissertação sobre aspectos relativos ao tipo objetivo doloso da tipicidade conglobante. São elas: Derecho Penal. Parte General. 2ª Ed. Buenos Aires: Ediar Sociedad Anônima Editora, Comercial, Industrial y Financiera, 2002, Cap. XIII e Cap. XIV; a outra obra será a versão brasileira publicada junto com José Henrique Pierangeli e chamada de Manual de Direito Penal Brasileiro. Parte Geral. 2ª Ed. São Paulo: RT, 1999, Título III. 2 Principalmente Claus Roxin e Gunther Jakobs, criticados por Zaffaroni. 3 Derecho Penal, p Derecho Penal, Cap. XIII, pp. 455/ Zaffaroni utiliza a palavra pragma tanto na versão argentina, quanto na versão brasileira dos livros aqui citados. Ele explica esse neologismo da seguinte maneira: uma ação exteriorizada tem efeitos infinitos que

3 implica tanto a verificação da lesividade, quanto a possibilidade de que o mesmo (pragma) seja imputado ao agente como próprio. Isto quer dizer que: 1- Não há conflito quando não há lesão; e 2- Não há conflito quando uma lesão não pode ser imputada a um agente como ação sua, já que se trataria de um acidente, não de um conflito. A lesividade é estabelecida considerando-se a norma que se deduz do tipo, cuja norma não pode ser isolada nele, mas conglobada com a ordem normativa em geral. A tipicidade conglobada, então, traz ao tipo mais critérios de imputação, ou seja, não basta a norma típica isolada: ela deve ser conglobada com todo ordenamento, principalmente o constitucional, que delimita critérios para a ação. O tipo sistemático indica tão somente a lesividade e critérios de imputação. Abre somente o espaço de discussão sobre se a conduta é típica ou não. Já o tipo conglobante reconsidera o alcance da norma deduzida do tipo sistemático, conglobando-a no universo de normas deduzidas de outros tipos e leis penais e nãopenais. Na conglobação da norma com o ordenamento jurídico não se pode ferir o princípio da coerência ou da não contradição entre normas, ou seja, uma norma não pode proibir o que outra permite. Se isto acontecer, deve-se decidir qual norma terá prevalência: a típica ou a permissiva. A função, portanto, da tipicidade conglobante é fornecer mais um critério de imputação. Esse critério, não há dúvida, é redutor do alcance do tipo sistemático. Este põe em exercício os elementos necessários para complementar a demanda de comprovação (a) da mutação física que opera no mundo pelo efeito de uma ação, (b) dos elementos particulares que exigem alguns tipos e (c) do nexo de causação. Com isto se verifica ou não a presença de um pragma típico. A anti-normatividade deste pragma é verificada de forma definitiva através de uma segunda investigação não são abrangíveis pelo conhecimento humano e muito menos pelo tipo penal sem um mínimo de racionalidade. Só alguns efeitos da ação, que modificam o mundo de forma lesiva, podem ser abarcados pela lei. Pragma, portanto, abarca a ação e sua obra, que gera um conflito que pode ser abarcado pelo tipo. É uma ação que reconfigura o mundo de certa maneira. É uma obra de um agente que se manifesta no mundo de modo conflitivo e que, só assim, pode ser captada pelos tipos. Ex. um pedestre não pode pedir reparação de danos ao autor de um livro porque foi atropelado quando atravessava uma rua lendo sua obra e, por isso, sem prestar atenção ao tráfego de veículos; não se exige a ejaculação no crime de estupro, etc. Para terminar: pragma típico são aqueles efeitos que interessam como obra de alguém. Mas prestemos atenção: os tipos não podem ignorar os contextos de ações, pois do contrário não podem definir seus pragmas. A determinação do efeito como obra é uma questão de imputação e, como tal, uma questão típica. A determinação do efeito que interessa e do contexto em que pode ser imputado como obra é um trabalho valorativo que unicamente pode cumprir-se com base em um pragma típico, ou seja, o tipo deve ter critérios valorativos de imputação.

4 (tipicidade conglobante), quando se verificará se esse pragma é conflitivo 6 e se a ação pode ser objetivamente imputada ao agente como própria deste. Portanto, tipicidade objetiva é a soma do tipo objetivo sistemático mais o tipo objetivo conglobante. A importância da tipicidade conglobante estaria em que certas condutas até então permitidas, como por exemplo, o exercício regular de direito e o cumprimento do dever legal, passam a ser atípicas, além do que a lesão insignificante de um bem jurídico, o acordo, o consentimento e a realização de ações fomentadas, passam a ser critérios de imputação do tipo. Em segundo lugar, e por fim, Zaffaroni 7 diz que a função conglobante do tipo deve ser estudada sob dois aspectos: 1) como lesividade ou afetação de um bem jurídico; e 2) como um fato pertencente a um agente. No que diz respeito ao primeiro aspecto, Zaffaroni analisa a lesividade descrevendo-a em quatro formas. Não há lesão nos seguintes casos: 1) afetação insignificante de um bem jurídico; 2) cumprimento de um dever legal; 3) acordo e o consentimento da vítima; e 4) realização de ações fomentadas pelo direito (exercício regular de um direito). Com relação ao segundo aspecto, ou seja, a imputação de um fato como pertencente ao autor, ele o analisa sob a ótica da autoria e da participação para afirmar ou não a tipicidade conglobante. Para nós interessa somente a análise da lesão de um bem jurídico como fator de atipicidade sob dois aspectos: a insignificância da lesão e a fomentação da conduta formalmente típica do réu pelo ordenamento brasileiro, porque em nenhum momento o Tribunal discutiu a teoria sob os outros aspectos acima mencionados. Quanto à lesividade, Zaffaroni explica que o tipo não tem só a função de estabelecer o pragma típico, mas também e principalmente a de excluir a tipicidade quando não se observa o conflito como qualidade do pragma. A necessidade de 6 Um conflito se caracteriza quando um bem jurídico é lesionado com certa gravidade e também quando o alcance da norma não está limitado por outras normas de igual ou superior hierarquia. 7 Derecho Penal, Cap. XIV, PP. 483/511.

5 verificar a conflitividade imposta pelo objetivo político ao construir o tipo importa em conglobar o tipo no ordenamento jurídico, ou seja, o conflito que surge com a ação típica implica na lesão que pode ser imputada a alguém. O magistrado deve estabelecer onde está o conflito: precisa comprovar a lesão de um bem jurídico, além da imputação. Resumindo, para estabelecer o conflito o juiz deve perguntar duas coisas: 1) Onde está a lesão? 2) A quem se pode imputar essa lesão? Se faltar o primeiro, o fato é um indiferente penal. Se faltar o segundo, o fato não passa de um acidente, porque não é produto da interação. A lesividade se comprova constatando o dano ou o perigo a um bem jurídico de forma significativa e também se a afetação do bem jurídico está proibida pela norma, o que não acontece quando outras normas diminuem ou limitam o alcance proibitivo da daquela deduzida do tipo. A imputação do pertencimento do fato se verifica a título de domínio do fato ou de participação. Para afirmar a tipicidade conglobante o juiz deve dizer qual norma a ação típica violou; se não há outra norma autorizadora da conduta; e como a ação lesionou o bem jurídico deduzido do tipo sistemático. Note-se que com relação à norma autorizadora, ela deve ser deduzida de todo o ordenamento jurídico, incluindo aqui as normas constitucionais e internacionais. Só assim se estabelece o alcance proibitivo da norma típica: o pragma conflitivo Do caso concreto O E. Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul decidiu que a ação de vender CDs e DVDs não foi típica porque a norma do art. 184, do Código Penal, se conglobada com o ordenamento jurídico, é nula porque é possível extrair que a ação do acusado é fomentada pelo Estado. Entenderam os i. Desembargadores que o Estado brasileiro, ao autorizar a construção de shoppings populares, mais conhecidos como Paraguaizinhos, estimula a violação de direitos autorais, pois o que se vende nesses locais são produtos oriundos de falsificação e de contrabando.

6 O E. Tribunal também tratou separadamente a tipicidade conglobante: não tratou o princípio da insignificância como critério de imputação, mas de forma apartada. Por isso não tratamos dele dentro da tipicidade conglobante, como seria o correto. Quanto a esta, dizem os i. julgadores que a ação não foi conflitiva, conglobante, antinormativa, como se queira, porque estimulada, fomentada pelo próprio Estado. Assim, estar-se-ia violando um princípio do ordenamento jurídico: o princípio da não-contradição entre normas. Em primeiro lugar, se o Estado brasileiro fomenta a violação de direito autoral é esta norma autorizadora que deve ser anulada, porque contrária ao ordenamento jurídico internacional do qual o Brasil participa, contrária à Constituição Federal, contrária à lei civil e penal do país. Em segundo lugar, há outra alternativa para a aplicação do princípio da tipicidade conglobada que não foi levada em consideração pelos i. julgadores: a atividade de violação de direito autoral jamais foi fomentada pelo Estado. Ao contrário, ela não é sequer tolerada, como é a venda de quinquilharias nos shoppings populares, pelos seguintes motivos: 1- Ao construir shoppings populares o Estado tentou organizar minimamente o comércio informal. O Estado fez isto colocando todos os ambulantes ou a maioria deles em um lugar só; passou a tolerar a venda sem recolhimento de imposto e sem autorização para certos importados, notadamente quinquilharias, e passou a fiscalizar a não comercialização de certos produtos que tem interesse em proteger, por exemplo, a venda de CDs e DVDs falsificados, a venda de bebidas alcoólicas, a venda de eletroeletrônicos, a venda de cigarros, etc.; 2- No Mato Grosso do Sul não existe qualquer lei autorizando a comercialização de CDs e/ou DVDs, mas sim o Decreto Municipal nº 8448, de 09 de maio de 2002, regulamentando a atividade no camelódromo local; 3- A Constituição da República protege o direito autoral no art. 5º, XXVII; 4- O direito internacional protege o direito autoral através da Organização Mundial do Comércio, cuja Rodada Uruguai de Negociações Comerciais Multilaterais do GATT foi ratificada pelo Brasil através do Decreto nº 1355/94; 5- A Lei 9.610/98 regula os direitos autorais no Brasil; e 6- O art. 184, do Código Penal criminaliza a conduta de violação de direito autoral. Note-se que este artigo foi recentemente modificado pela Lei

7 10.695/2003, para aumentar a pena de quem ofende o bem jurídico protegido pela norma, além de criar outras figuras de derivação típica. Todo ordenamento jurídico é voltado para a proteção do bem jurídico propriedade intelectual, ao contrário do que pensam os i. Desembargadores. Só por isso o legislador penal construiu um tipo para punir quem não respeitasse a norma bem jurídico constitucional -. O bem jurídico não foi invenção do legislador penal, mas retirado da Constituição Federal, depois que ela prestigiou tratados internacionais dos quais o Brasil é parte. Portanto, há bem jurídico e conflitividade (o autor entrou em conflito com o que se espera da ordem normativa geral). A conflitividade da ação existe a despeito de muitas pessoas insistirem em vender CDs e DVDs pirateados, de muitas pessoas insistirem em vender cigarro falsificado e contrabandeado do Paraguai, de muitas pessoas insistirem em contrabandear e vender bebidas alcoólicas produzidas e falsificadas no Paraguai etc. O fato de uma norma ser incessantemente desobedecida não faz com que ela perca a vigência. Aliás, é justamente quando acontece isto que o direito penal é chamado a colaborar fomentando a obediência às leis sob pena de castigo princípio da intervenção mínima e da fragmentariedade -. Tanto isto é verdade que o tipo de comércio exercido pelo autor da ação deste procedimento e todos os outros que lidam com o comércio ilícito é clandestina. O Estado jamais poderia fomentar tais condutas porque dentre outras coisas: 1- Estaria fomentando o comércio ilícito, que poderia se alastrar para outros produtos cuja venda fosse lucrativa; 2- Não há clamor social, nem discussão estabelecida na sociedade (ONGs, mídia, centros de pesquisa, órgãos legislativos etc.) que possibilite pensar que se discute no Brasil acerca da legalidade ou das vantagens da falsificação e da violação de direito autoral; 3- O Brasil se obrigou perante a sociedade internacional a proteger direitos de propriedade intelectual; 4- Não há nenhum estado de necessidade que justifique a violação de um direito que se obrigou internacionalmente e pela Constituição Federal a proteger.

8 Concluindo, o princípio teórico da tipicidade conglobante foi mal aplicado pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul. Não se justifica retirar a vigência do art. 184, do Código Penal, sob a argumentação de que a ação de violação de direito autoral está permitida e fomentada pelo próprio Estado no território brasileiro.

OFENSIVIDADE PENAL E TIPICIDADE: uma perspectiva conglobada

OFENSIVIDADE PENAL E TIPICIDADE: uma perspectiva conglobada OFENSIVIDADE PENAL E TIPICIDADE: uma perspectiva conglobada Rafaela Santos Cardoso 1 Sumário: 1. Do objeto da tutela penal: nascedouro da norma. 2. Conglobância normativa. 3. Ofensidade penal e conglobância

Leia mais

PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1. TEORIA DA TIPICIDADE

PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1. TEORIA DA TIPICIDADE 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1.1 FUNÇÕES DO TIPO: a) Função garantidora : 1. TEORIA DA TIPICIDADE b) Função

Leia mais

FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES Fato típico é o primeiro substrato do crime (Giuseppe Bettiol italiano) conceito analítico (fato típico dentro da estrutura do crime). Qual o conceito material

Leia mais

Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. A tipicidade penal moderna. Nathália Escansetti Tavares

Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. A tipicidade penal moderna. Nathália Escansetti Tavares Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro A tipicidade penal moderna Nathália Escansetti Tavares Rio de Janeiro 2014 NATHÁLIA ESCANSETTI TAVARES A tipicidade penal moderna Artigo científico apresentado

Leia mais

A PRISÃO PREVENTIVA E AS SUAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ART. 313 DO CPP, CONFORME A LEI Nº 12.403, DE 2011.

A PRISÃO PREVENTIVA E AS SUAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ART. 313 DO CPP, CONFORME A LEI Nº 12.403, DE 2011. A PRISÃO PREVENTIVA E AS SUAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ART. 313 DO CPP, CONFORME A LEI Nº 12.403, DE 2011. Jorge Assaf Maluly Procurador de Justiça Pedro Henrique Demercian Procurador de Justiça em São Paulo.

Leia mais

Projeto de Lei do Senado Federal nº, de 2005

Projeto de Lei do Senado Federal nº, de 2005 1 Projeto de Lei do Senado Federal nº, de 2005 Acrescenta parágrafos ao art. 12 e um artigo 23-A à Lei nº 5.250, de 9 de fevereiro de 1967 ( Lei de Imprensa ), para disciplinar a divulgação de informações

Leia mais

AÇÃO CRIMINAL Nº 231-PE (89.05.03003-3) APTE: JUSTIÇA PÚBLICA APDO: ANCILON GOMES FILHO RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL ÉLIO SIQUEIRA (CONVOCADO)

AÇÃO CRIMINAL Nº 231-PE (89.05.03003-3) APTE: JUSTIÇA PÚBLICA APDO: ANCILON GOMES FILHO RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL ÉLIO SIQUEIRA (CONVOCADO) AÇÃO CRIMINAL Nº 231-PE (89.05.03003-3) APTE: JUSTIÇA PÚBLICA APDO: ANCILON GOMES FILHO RELATOR: DESEMBARGADOR FEDERAL ÉLIO SIQUEIRA (CONVOCADO) RELATÓRIO O EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR FEDERAL

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Page 1 of 7 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992. Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento

Leia mais

CONCURSO PÚBLICO PARA O PROVIMENTO DE VAGAS DE DELEGADO DE POLÍCIA DO ESTADO DO MARANHÃO PADRÃO DE RESPOSTAS DAS QUESTÕES DISCURSIVAS

CONCURSO PÚBLICO PARA O PROVIMENTO DE VAGAS DE DELEGADO DE POLÍCIA DO ESTADO DO MARANHÃO PADRÃO DE RESPOSTAS DAS QUESTÕES DISCURSIVAS CONCURSO PÚBLICO PARA O PROVIMENTO DE VAGAS DE DELEGADO DE POLÍCIA DO ESTADO DO MARANHÃO PADRÃO DE RESPOSTAS DAS QUESTÕES DISCURSIVAS DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL 1ª Questão (Tráfico de entorpecentes

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Presidente da República editou o Decreto nº 5555, estabelecendo a obrigatoriedade, como exigência à obtenção do diploma de graduação em engenharia, de um elevado

Leia mais

TEORIAS DA CONDUTA DIREITO PENAL. Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco

TEORIAS DA CONDUTA DIREITO PENAL. Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco TEORIAS DA CONDUTA DIREITO PENAL Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco TEORIAS CAUSALISTA, CAUSAL, CLÁSSICA OU NATURALISTA (VON LISZT E BELING) - CONDUTA É UMA AÇÃO HUMANA VOLUNTÁRIA QUE PRODUZ

Leia mais

CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES Espécies de Conduta a) A conduta pode ser dolosa ou culposa. b) A conduta pode ser comissiva ou omissiva. O tema dolo e culpa estão ligados à

Leia mais

O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO

O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO José Afonso da Silva 1. A controvérsia 1. A condenação, pelo Supremo Tribunal Federal, na Ação Penal 470, de alguns deputados federais tem suscitado dúvidas relativamente

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO PENAL PARTE GERAL I. Princípios Penais Constitucionais... 003 II. Aplicação da Lei Penal... 005 III. Teoria Geral do Crime... 020 IV. Concurso de Crime... 027 V. Teoria do Tipo... 034 VI. Ilicitude...

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Registro: 2015.0000045214 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0011719-29.2012.8.26.0011, da Comarca de São Paulo, em que é apelante RUBENS ARAUJO DOS REIS, é apelado EDIFICIO

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Com fundamento na recente Lei n. 1.234, do Estado Y, que exclui as entidades de direito privado da Administração Pública do dever de licitar, o banco X (empresa pública

Leia mais

PARECER DA ASSESSORIA JURÍDICA Nº 01/2006

PARECER DA ASSESSORIA JURÍDICA Nº 01/2006 SILVA, LOCKS, PALANOWSKI & GOULART ADVOGADS ASSOCIADOS 1 Brasília-DF, 06 de abril de 2006. PARECER DA ASSESSORIA JURÍDICA Nº 01/2006 Assunto: Greve no Serviço Público e o estágio probatório. Senhores Diretores

Leia mais

REVISÃO 1.º SEMESTRE SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO CONCEITO DE TRIBUTO

REVISÃO 1.º SEMESTRE SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO CONCEITO DE TRIBUTO REVISÃO 1.º SEMESTRE SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO CONCEITO DE TRIBUTO A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1.988 ACABA POR NÃO CONCEITUAR O QUE SEJA TRIBUTO. ENTRETANTO, LEVA EM CONSIDERAÇÃO, IMPLICITAMENTE,

Leia mais

RESPONSABILIDADE TÉCNICA DO NUTRICIONISTA: QUESTÃO ÉTICA, LEGAL E CIVIL

RESPONSABILIDADE TÉCNICA DO NUTRICIONISTA: QUESTÃO ÉTICA, LEGAL E CIVIL RESPONSABILIDADE TÉCNICA DO NUTRICIONISTA: QUESTÃO ÉTICA, LEGAL E CIVIL LEGISLAÇÃO PERTINENTE AO EXERCÍCIO PROFISSIONAL; RESPONSABILIDADE ÉTICA; RESPONSABILIDADE TÉCNICA; REPONSABILIDADE CIVIL; RESPONSABILIDADE

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal )1( oãdróca atneme537454 ER 18/10/2005 SEGUNDA TURMA RELATORA RECORRENTE(S) : MIN. ELLEN GRACIE : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (RECURSO CRIMINAL Nº 3454) CONSTITUCIONAL. PROCESSSUAL PENAL. COMPETÊNCIA DA

Leia mais

LEI DE COMBATE À CORRUPÇÃO. Lei n.º 06/2004 de 17 de Junho

LEI DE COMBATE À CORRUPÇÃO. Lei n.º 06/2004 de 17 de Junho LEI DE COMBATE À CORRUPÇÃO Lei n.º 06/2004 de 17 de Junho Lei nº 06/2004 de 17 de Junho Havendo necessidade de introduzir mecanismos complementares de combate à corrupção, nos termos do n.º 1 do artigo

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA GABINETE DA DESEMBARGADORA MARIALVA HENRIQUES DALDEGAN BUENO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA GABINETE DA DESEMBARGADORA MARIALVA HENRIQUES DALDEGAN BUENO 2ª Câmara Criminal RÉU SOLTO Data de distribuição: 25.2.2011 Data de julgamento: Apelação Criminal n. 0064626-49.2008.8.22.0005 Origem : 0064626-49.2008.8.22.0005 Ji-Paraná/3ª Vara Criminal Apelante :

Leia mais

ARTIGO: TRATADOS INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS E

ARTIGO: TRATADOS INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS E ARTIGO: TRATADOS INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS E O ORDENAMENTO INTERNO Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: este artigo visa observar a relação existente entre os tratados internacionais sobre

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.453.802 - SP (2014/0109774-1) RELATORA : MINISTRA LAURITA VAZ AGRAVANTE : ROSEMEIRE CARFARO AGRAVADO : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA AGRAVO REGIMENTAL.

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA VÍTIMA NO PROCESSO PENAL DA PIRATARIA

A IMPORTÂNCIA DA VÍTIMA NO PROCESSO PENAL DA PIRATARIA A IMPORTÂNCIA DA VÍTIMA NO PROCESSO PENAL DA PIRATARIA Por Franklin Gomes fbg@franklingomes.com.br Nos últimos anos acompanhamos um notável crescimento na utilização da mídia pelas grandes empresas, no

Leia mais

Marcos Paulo de Souza Miranda Promotor de Justiça

Marcos Paulo de Souza Miranda Promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda Promotor de Justiça 225, 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas,

Leia mais

O ISS E A PESSOALIDADE DO TRABALHO DOS SÓCIOS NAS SOCIEDADES UNIPROFISSIONAIS

O ISS E A PESSOALIDADE DO TRABALHO DOS SÓCIOS NAS SOCIEDADES UNIPROFISSIONAIS O ISS E A PESSOALIDADE DO TRABALHO DOS SÓCIOS NAS SOCIEDADES UNIPROFISSIONAIS Flavio Castellano Alguns municípios introduziram discriminações no que se refere ao tratamento tributário das chamadas sociedades

Leia mais

Conselho da Justiça Federal

Conselho da Justiça Federal RESOLUÇÃO Nº 058, DE 25 DE MAIO DE 2009 Estabelece diretrizes para membros do Poder Judiciário e integrantes da Polícia Federal no que concerne ao tratamento de processos e procedimentos de investigação

Leia mais

PROPOSTA DE LEI N.º 151/IX APROVA O REGIME DA RESPONSABILIDADE PENAL DAS PESSOAS COLECTIVAS. Exposição de motivos

PROPOSTA DE LEI N.º 151/IX APROVA O REGIME DA RESPONSABILIDADE PENAL DAS PESSOAS COLECTIVAS. Exposição de motivos PROPOSTA DE LEI N.º 151/IX APROVA O REGIME DA RESPONSABILIDADE PENAL DAS PESSOAS COLECTIVAS Exposição de motivos Vários instrumentos de direito convencional comunitário, assim como diversas decisões-quadro

Leia mais

CONCURSO PÚBLICO PREFEITURA MUNICIPAL DE JAGUARIAÍVA

CONCURSO PÚBLICO PREFEITURA MUNICIPAL DE JAGUARIAÍVA CADERNO DE PROVA ADVOGADO N.º DE INSCRIÇÃO DO(A) CANDIDATO(A) Domingo, 1 de fevereiro de 2015. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 ANTES DE INICIAR A PROVA, LEIA AS INSTRUÇÕES

Leia mais

POR UNANIMIDADE 06 (seis) meses

POR UNANIMIDADE 06 (seis) meses ACLARAÇÃO DO LAUDO ARBITRAL DO TRIBUNAL ARBITRAL AD HOC DO MERCOSUL CONSTITUÍDO PARA DECIDIR A CONTROVÉRSIA ENTRE A REPÚBLICA DO PARAGUAI E A REPÚBLICA ORIENTAL DO URUGUAI SOBRE A APLICAÇÃO DO IMESI (IMPOSTO

Leia mais

CÂMARA DOS DEPUTADOS

CÂMARA DOS DEPUTADOS CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº, DE 2004 (Da Comissão de Legislação Participativa) SUG nº 84/2004 Regulamenta o art. 14 da Constituição Federal, em matéria de plebiscito, referendo e iniciativa

Leia mais

Empresas podem usar detector de mentiras, decide Justiça. Quarta, 21 de setembro de 2005, 14h44 Fonte: INVERTIA notícias portal terra

Empresas podem usar detector de mentiras, decide Justiça. Quarta, 21 de setembro de 2005, 14h44 Fonte: INVERTIA notícias portal terra Empresas podem usar detector de mentiras, decide Justiça. Quarta, 21 de setembro de 2005, 14h44 Fonte: INVERTIA notícias portal terra Décio Guimarães Júnior Acadêmico do 6ºperíodo do curso de graduação

Leia mais

DA RESPOSABILIDADE CIVIL DO ESTADO (PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS)

DA RESPOSABILIDADE CIVIL DO ESTADO (PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS) DA RESPOSABILIDADE CIVIL DO ESTADO (PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS) Toda lesão de direito deve ser reparada. A lesão pode decorrer de ato ou omissão de uma pessoa física ou jurídica. Quando o autor da lesão

Leia mais

MEDIDAS ASSECURATÓRIAS

MEDIDAS ASSECURATÓRIAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS Graciel Marques Tarão Assessor do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás 1. Introdução Inicialmente é preciso contextualizar o tema na Legislação Processual Penal. Dessa forma, o

Leia mais

PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1. CONDUTA. 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt

PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1. CONDUTA. 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1.1 TEORIAS DA CONDUTA 1. CONDUTA 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt Imperava no Brasil até a

Leia mais

PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7:

PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7: 1 PROCESSO PENAL PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7: 1. CONCURSO DE CRIMES 1.1 DISTINÇÃO: * CONCURSO

Leia mais

LEI COMPLEMENTAR N. 13, DE 8 DE DEZEMBRO DE 1987

LEI COMPLEMENTAR N. 13, DE 8 DE DEZEMBRO DE 1987 LEI COMPLEMENTAR N. 13, DE 8 DE DEZEMBRO DE 1987 Dá nova redação aos artigos que menciona, entre outras providências, da Lei Complementar n. 3, de 12 de janeiro de 1981, que dispõe sobre a Organização

Leia mais

Sobre os Direitos e Deveres Individuais e Coletivos definidos na Constituição Federal, é correto afirmar:

Sobre os Direitos e Deveres Individuais e Coletivos definidos na Constituição Federal, é correto afirmar: DIREITO CONSTITUCIONAL É fundamento da República Federativa do Brasil, disposto de forma expressa na Constituição Federal, (A) a cooperação entre governantes. (B) o pluralismo político. (C) a erradicação

Leia mais

PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL

PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL 1 PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL Prof.Dr.Luís Augusto Sanzo Brodt ( O autor é advogado criminalista, professor adjunto do departamento de Ciências Jurídicas da Fundação Universidade Federal

Leia mais

Capítulo I Das Organizações Sociais. Seção I Da Qualificação

Capítulo I Das Organizações Sociais. Seção I Da Qualificação Lei n.º 9.637, de 15 de maio de 1998 Dispõe sobre a qualificação de entidades como organizações sociais, a criação do Programa Nacional de Publicização, a extinção dos órgãos e entidades que menciona e

Leia mais

TEXTO FINAL DOS PROJECTOS DE LEI N.ºS 486/X e 509/X ALTERAÇÕES AO REGIME JURÍDICO DO DIVÓRCIO. Artigo 1.º Alteração ao Código Civil

TEXTO FINAL DOS PROJECTOS DE LEI N.ºS 486/X e 509/X ALTERAÇÕES AO REGIME JURÍDICO DO DIVÓRCIO. Artigo 1.º Alteração ao Código Civil TEXTO FINAL DOS PROJECTOS DE LEI N.ºS 486/X e 509/X ALTERAÇÕES AO REGIME JURÍDICO DO DIVÓRCIO Artigo 1.º Alteração ao Código Civil Os artigos 1585.º, 1676.º, 1773.º, 1774.º, 1775.º, 1776.º, 1778.º, 1778.º-A,1779.º,

Leia mais

Lei nº. 109/91 de 17 de Agosto Lei da criminalidade informática

Lei nº. 109/91 de 17 de Agosto Lei da criminalidade informática Lei nº. 109/91 de 17 de Agosto Lei da criminalidade informática A Assembleia da República decreta, nos termos dos artigos 164º, alínea d), 168º, nº 1, alínea c), e 169º, nº. 3, da Constituição, o seguinte:

Leia mais

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica VIOLAÇÃO DO SIGILO FISCAL SANÇÕES DISCIPLINARES MP 507/2010. Jorge Cézar Moreira Lanna Advogado

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica VIOLAÇÃO DO SIGILO FISCAL SANÇÕES DISCIPLINARES MP 507/2010. Jorge Cézar Moreira Lanna Advogado TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica VIOLAÇÃO DO SIGILO FISCAL SANÇÕES DISCIPLINARES MP 507/2010 Jorge Cézar Moreira Lanna Advogado Ironicamente, o Governo que sempre desdenhou o direito do contribuinte

Leia mais

Gestão e Legislação Ambiental

Gestão e Legislação Ambiental UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS CENTRO DE TECNOLOGIA Mestrado em Recursos Hídricos H e Saneamento Disciplina: Gestão e Legislação Ambiental Professora: Selêude Wanderley da NóbregaN Legislação Ambiental

Leia mais

Recomendação Conjunta

Recomendação Conjunta Recomendação Conjunta OFÍCIO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO E SOCIAL O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por intermédio dos Procuradores da República signatários, no uso de suas atribuições legais e constitucionais,

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal HABEAS CORPUS 115.126 SÃO PAULO RELATORA IMPTE.(S) : MIN. ROSA WEBER :ZHEN HAIFANG :WU LIZHEN :ZHOU XINYOU :LIU PEIHUA :WANDERLEY RODRIGUES BALDI :DELEGADO DE POLÍCIA FEDERAL QUE ATUA JUNTO AO AEROPORTO

Leia mais

Legislação brasileira sobre meio ambiente - tópicos Fabricio Gomes Gonçalves

Legislação brasileira sobre meio ambiente - tópicos Fabricio Gomes Gonçalves Legislação brasileira sobre meio ambiente - tópicos Fabricio Gomes Gonçalves Contextualizando... Adaptação do produtor rural sem condições novos critérios de uso da terra impostos aleatoriamente sem alicerces

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR É possível um finalismo corrigido? Saymon Mamede Várias teorias sobre o fato típico e a conduta surgiram no Direito Penal, desde o final do século XIX até hodiernamente. A pretensão deste artigo é expor

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO MACHADO CORDEIRO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO MACHADO CORDEIRO ACR 12760 AL (0007902-40.2007.4.05.8000) APTE : JOSEVAL REIS LIMA REPTE : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO APDO : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ORIGEM : JUÍZO FEDERAL DA 4ª VARA AL (SENTENCIANTE: DR. SÉRGIO DE

Leia mais

SUSPENSÃO DO PROCESSO NO DIREITO PENAL TRIBUTÁRIO PORTUGUÊS

SUSPENSÃO DO PROCESSO NO DIREITO PENAL TRIBUTÁRIO PORTUGUÊS SUSPENSÃO DO PROCESSO NO DIREITO PENAL TRIBUTÁRIO PORTUGUÊS No Processo Penal Português está plasmado o princípio da suficiência daquele, o qual, nos termos do disposto no artigo 7.º, n.º 1, CPP, prevê

Leia mais

MATERIAL DE AULA LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996.

MATERIAL DE AULA LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996. MATERIAL DE AULA I) Ementa da aula Interceptação Telefônica. II) Legislação correlata LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça HABEAS CORPUS Nº 197.783 - SP (2011/0034092-9) RELATORA : MINISTRA MARILZA MAYNARD (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/SE) IMPETRANTE : FABIANA JULIA OLIVEIRA RESENDE - DEFENSORA PÚBLICA IMPETRADO : TRIBUNAL

Leia mais

REGIÃO ADMINISTRATIVA ESPECIAL DE MACAU. Regulamento Administrativo nº 24/2003

REGIÃO ADMINISTRATIVA ESPECIAL DE MACAU. Regulamento Administrativo nº 24/2003 1 REGIÃO ADMINISTRATIVA ESPECIAL DE MACAU Regulamento Administrativo nº 24/2003 Condições da Apólice Uniforme do Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil das Embarcações de Recreio O Chefe do Executivo,

Leia mais

a) Órgãos Superiores Conselho de governo, servindo para assessorar ao Presidente da República sobre assuntos que tratam do Meio Ambiente.

a) Órgãos Superiores Conselho de governo, servindo para assessorar ao Presidente da República sobre assuntos que tratam do Meio Ambiente. OAB MODULAR I - REPETIÇÃO Disciplina: Direito Ambiental Prof. : Juliana Lettière Data: 12/08/2009 Aula nº 01 TEMAS TRATADOS EM AULA ESPÉCIES DE MEIO AMBIENTE São quatro: - Meio ambiente natural/físico,

Leia mais

INCONSTITUCIONALIDADES DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL - AÇÕES DO MP -

INCONSTITUCIONALIDADES DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL - AÇÕES DO MP - INCONSTITUCIONALIDADES DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL - AÇÕES DO MP - XIII CONGRESSO BRASILEIRO DO MP DE MEIO AMBIENTE VITÓRIA/ES 19/04/2013 SANDRA CUREAU ADIS AJUIZADAS EM FACE DA LEI 12.651/2012 I. ADI nº

Leia mais

Registros de Programas de Computador

Registros de Programas de Computador Curso de Capacitação de Gestores de Tecnologia em Propriedade Intelectual Registros de Programas de Computador Maria Alice Camargo Calliari Coordenadora Geral de Outros Registros Diretoria de Transferência

Leia mais

A Hermenêutica do Artigo 50, 13, Inciso III, do ECA, Frente à Equidade e aos Princípios Constitucionais da Proteção Integral e da Prioridade Absoluta

A Hermenêutica do Artigo 50, 13, Inciso III, do ECA, Frente à Equidade e aos Princípios Constitucionais da Proteção Integral e da Prioridade Absoluta 238 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 11 Curso de Constitucional - Normatividade Jurídica A Hermenêutica do Artigo 50, 13, Inciso III, do ECA, Frente à Equidade e aos Princípios Constitucionais da Proteção

Leia mais

1. Poder Judiciário - Manual. 2. Organização Judiciária. I. Título.

1. Poder Judiciário - Manual. 2. Organização Judiciária. I. Título. Tribunal de Justiça Estado de Mato Grosso do Sul 2011 3 Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul 2011 Parque dos Poderes - Bloco 13 CEP 79031-902 - Campo Grande - MS Telefone: (67) 3314-1300

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 2ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 2ª ª- DIREITO PENAL III LEGISLAÇÃO ESPECIAL 2ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 DIREITO PENAL TEORIA DO CRIME 2 Teoria do crime INFRAÇÃO PENAL; Critério bipartido; Art. 1 da LICP Crime é infração penal

Leia mais

O CONSELHO DO MERCADO COMUM DECIDE:

O CONSELHO DO MERCADO COMUM DECIDE: MERCOSUL/CMC/DEC. N 8/95 PROTOCOLO DE HARMONIZAÇÃO DE NORMAS SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL NO MERCOSUL, EM MATÉRIA DE MARCAS, INDICAÇÕES DE PROCEDÊNCIA E DENOMINAÇÕES DE ORIGEM. TENDO EM VISTA: O Artigo

Leia mais

RESUMO ÁREA DO ARTIGO: DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL

RESUMO ÁREA DO ARTIGO: DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL decisão. 1 Esse direito/dever é ainda mais importante nas ações de investigação de RESUMO ÁREA DO ARTIGO: DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL Este artigo traz a discussão sobre a relativização da coisa julgada

Leia mais

BRASIL Entrevista con el Sr. General Ex Raymundo De Cerqueira Filho Ministro Presidente del Tribunal Superior Militar Brasil

BRASIL Entrevista con el Sr. General Ex Raymundo De Cerqueira Filho Ministro Presidente del Tribunal Superior Militar Brasil DIALOGANDO SOBRE JUSTICIA MILITAR BRASIL Entrevista con el Sr. General Ex Raymundo De Cerqueira Filho Ministro Presidente del Tribunal Superior Militar Brasil 1. De acordo com as leis de seu País, qual

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

POLÍTICA DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE POLÍTICA DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL PODER LEGISLATIVO

DIREITO CONSTITUCIONAL PODER LEGISLATIVO DIREITO CONSTITUCIONAL PODER LEGISLATIVO Atualizado em 03/11/2015 PODER LEGISLATIVO No plano federal temos o Congresso Nacional composto por duas casas (Câmara dos Deputados e Senado Federal). No âmbito

Leia mais

CONTINUAÇÃO - RECURSOS NO PROCESSO PENAL, Recurso no Sentido Estrito

CONTINUAÇÃO - RECURSOS NO PROCESSO PENAL, Recurso no Sentido Estrito CONTINUAÇÃO - RECURSOS NO PROCESSO PENAL, Recurso no Sentido Estrito Efeito suspensivo O RESE, como regra, não tem efeito suspensivo. Terá, apenas, quando a lei prever. O art. 584 do CPP 1 prevê 05 hipóteses

Leia mais

Impetrante: Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva - SINAENCO S E N T E N Ç A

Impetrante: Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva - SINAENCO S E N T E N Ç A CLASSE Nº 2200 MANDADO DE SEGURANÇA INDIVIDUAL Impetrante: Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva - SINAENCO Impetrado: Pregoeira das Centrais Elétricas de Rondônia CERON

Leia mais

LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

LEGISLAÇÃO BRASILEIRA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART 225 - Todos tem o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder

Leia mais

O ÔNUS DA PROVA E O SISTEMA ACUSATÓRIO NO DIREITO PROCESSUAL PENAL BRASILEIRO

O ÔNUS DA PROVA E O SISTEMA ACUSATÓRIO NO DIREITO PROCESSUAL PENAL BRASILEIRO O ÔNUS DA PROVA E O SISTEMA ACUSATÓRIO NO DIREITO PROCESSUAL PENAL BRASILEIRO Prof. Claudiney Alessandro Gonçalves Professor do Curso de Direito da Faculdade de Educação, Administração e Tecnologia de

Leia mais

Atualização Sobre Legislação a Respeito de Testagem de Álcool e Outras Drogas

Atualização Sobre Legislação a Respeito de Testagem de Álcool e Outras Drogas Atualização Sobre Legislação a Respeito de Testagem de Álcool e Outras Drogas Marcos Legais LEI Nº 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006. Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas Art. 18.

Leia mais

Miguel Ângelo Salles Manente

Miguel Ângelo Salles Manente A Responsabilização Objetiva Administrativa de Pessoas Jurídicas pela Prática de Atos contra a Administração Pública, Nacional ou Estrangeira (Lei nº 12.846, de 1º de agosto de 2013) Miguel Ângelo Salles

Leia mais

Decreto do Governo n.º 1/85 Convenção n.º 155, relativa à segurança, à saúde dos trabalhadores e ao ambiente de trabalho

Decreto do Governo n.º 1/85 Convenção n.º 155, relativa à segurança, à saúde dos trabalhadores e ao ambiente de trabalho Decreto do Governo n.º 1/85 Convenção n.º 155, relativa à segurança, à saúde dos trabalhadores e ao ambiente de trabalho O Governo, cumprido o disposto nos artigos 4.º e seguintes da Lei n.º 16/79, de

Leia mais

ESTADO DO PIAUÍ CÂMARA MUNICIPAL DE TERESINA GABINETE DA VEREADORA ROSÁRIO BEZERRA PT

ESTADO DO PIAUÍ CÂMARA MUNICIPAL DE TERESINA GABINETE DA VEREADORA ROSÁRIO BEZERRA PT PROJETO DE LEI Nº DE 16 DE MARÇO DE 2010 Proíbe o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, e dá outras providências. O PREFEITO

Leia mais

PORTARIA Nº 910, DE 7 DE ABRIL DE 2015.

PORTARIA Nº 910, DE 7 DE ABRIL DE 2015. PORTARIA Nº 910, DE 7 DE ABRIL DE 2015. Define os procedimentos para apuração da responsabilidade administrativa e para celebração do acordo de leniência de que trata a Lei nº 12.846, de 1º de agosto de

Leia mais

Desrespeito judicialmente autorizado Decreto que regulamenta o SAC não deve ser cumprido por todos

Desrespeito judicialmente autorizado Decreto que regulamenta o SAC não deve ser cumprido por todos * por Bruno Barata Magalhães (advogado) Desrespeito judicialmente autorizado Decreto que regulamenta o SAC não deve ser cumprido por todos Em 1º de agosto de 2008, foi publicado no Diário Oficial da União

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2012

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2012 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2012 Altera a Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, para prever o crime de tráfico e consumo de drogas ilícitas, e dá outras providências. O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Leia mais

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO PROJETO DE LEI N o 2.587, DE 2007 Altera as Leis nº s 6.938, de 31 de agosto de 1981, e 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Autora: Deputada Thelma

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO SUMÁRIO

POLÍTICA DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO SUMÁRIO POLÍTICA DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO SUMÁRIO I - Aspectos Gerais... 2 II - Proteção da Informação... 2 III - Responsabilidades... 3 IV - Informações Confidenciais... 3 V - Informações Privilegiadas... 4

Leia mais

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa Evandro Dias Joaquim* José Roberto Martins Segalla** 1 INTRODUÇÃO A interceptação de conversas telefônicas

Leia mais

Orientações sobre o tratamento de dados dos documentos de identificação dos titulares de cartão de pagamento por parte das firmas comerciais

Orientações sobre o tratamento de dados dos documentos de identificação dos titulares de cartão de pagamento por parte das firmas comerciais Orientações sobre o tratamento de dados dos documentos de identificação dos titulares de cartão de pagamento por parte das firmas comerciais Muitas firmas comerciais de Macau solicitam o fornecimento de

Leia mais

Leia a sentença de primeiro grau

Leia a sentença de primeiro grau Leia a sentença de primeiro grau Vistos. JOSÉ OTÁVIO GUARNIERI propôs ação de indenização cumulada com obrigação de fazer e não fazer em face de FOX FILM DO BRASIL LTDA, trazendo documentos. O autor é

Leia mais

PARECER Nº 250/2015. Sob esse tema o art. 60 da Consolidação das Leis do Trabalho - Decreto Lei 5452/4, assim dispõe:

PARECER Nº 250/2015. Sob esse tema o art. 60 da Consolidação das Leis do Trabalho - Decreto Lei 5452/4, assim dispõe: PARECER Nº 250/2015 ANÁLISE DA PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO (MTE) Nº 702, DE 28/05/2015, PUBLICADA NO DOU DO DIA 29, QUE ESTABELECE REQUISITOS PARA A PRORROGAÇÃO DE JORNADA EM ATIVIDADE

Leia mais

CONTRATO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PARA A ATIVIDADE DO XADREZ NAS ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR 1 CEB ANO LETIVO 2012-2013

CONTRATO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PARA A ATIVIDADE DO XADREZ NAS ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR 1 CEB ANO LETIVO 2012-2013 CONTRATO PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PARA A ATIVIDADE DO XADREZ NAS ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR 1 CEB ANO LETIVO 2012-2013 Agrupamento de Escolas de Aveiro, pessoa coletiva de direito público,

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL. VEÍCULO SOB A GUARDA DO EMPREGADOR EM SEU ESTACIONAMENTO.

RESPONSABILIDADE CIVIL. VEÍCULO SOB A GUARDA DO EMPREGADOR EM SEU ESTACIONAMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. VEÍCULO SOB A GUARDA DO EMPREGADOR EM SEU ESTACIONAMENTO. Primeiramente, vale ressaltar, que muito tem se discutido acerca da responsabilidade civil de quem mantém estacionamento

Leia mais

A APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA INSIGNIFICÂNCIA E DA ADEQUAÇÃO SOCIAL NO CRIME DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS

A APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA INSIGNIFICÂNCIA E DA ADEQUAÇÃO SOCIAL NO CRIME DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS A APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA INSIGNIFICÂNCIA E DA ADEQUAÇÃO SOCIAL NO CRIME DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS RESUMO HATSCHEBACH, Isabela Antonia 1 FEISTLER, Ricardo 2 O presente artigo tem por objetivo

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg na CARTA ROGATÓRIA Nº 3.198 - US (2008/0069036-9) RELATÓRIO MINISTRO HUMBERTO GOMES DE BARROS: Agravo interno contra exequatur concedido pelo eminente Ministro Marco Aurélio do STF. Em suma, a decisão

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS Acórdão: 19.435/10/3ª Rito: Sumário PTA/AI: 01.000161996-32 Impugnação: 40.010125998-67 Impugnante: Jose Alberto Pinheiro ME IE: 342117799.00-45 Proc. S. Passivo: Rafael Amparo de Oliveira/Outro(s) Origem:

Leia mais

TRATADOS INTERNACIONAIS E SUA INCORPORAÇÃO NO ORDENAMENTO JURÍDICO 1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E TRATADOS INTERNACIONAIS

TRATADOS INTERNACIONAIS E SUA INCORPORAÇÃO NO ORDENAMENTO JURÍDICO 1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E TRATADOS INTERNACIONAIS Autora: Idinéia Perez Bonafina Escrito em maio/2015 TRATADOS INTERNACIONAIS E SUA INCORPORAÇÃO NO ORDENAMENTO JURÍDICO 1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E TRATADOS INTERNACIONAIS Nas relações internacionais do

Leia mais

Direito Constitucional Dra. Vânia Hack de Ameida

Direito Constitucional Dra. Vânia Hack de Ameida 1 Controle da Constitucionalidade 1. Sobre o sistema brasileiro de controle de constitucionalidade, é correto afirmar que: a) compete a qualquer juiz ou tribunal, no primeiro caso desde que inexista pronunciamento

Leia mais

O Licenciamento Ambiental Municipal

O Licenciamento Ambiental Municipal O licenciamento ambiental é um dos instrumentos da política nacional do meio ambiente, sendo definido como o procedimento administrativo utilizado pelo órgão ambiental competente para licenciar a localização,

Leia mais

CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA

CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA justifiquem, concretamente, como e quando vieram à sua posse ou não demonstrem satisfatoriamente a sua origem lícita, são punidos com pena de prisão até três anos e multa até 360 dias. 2 O disposto no

Leia mais

PROJETO DE LEI. I - zelar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização do jornalista;

PROJETO DE LEI. I - zelar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização do jornalista; PROJETO DE LEI Cria o Conselho Federal de Jornalismo e os Conselhos Regionais de Jornalismo, e dá outras providências. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1 o Ficam criados o Conselho Federal de Jornalismo

Leia mais

O Porte Ilegal de Munição e a Teoria do Delito

O Porte Ilegal de Munição e a Teoria do Delito O Porte Ilegal de Munição e a Teoria do Delito Leandro Gornicki Nunes Seguindo a tendência inútil da política criminal brasileira 1 e contrariando os princípios constitucionais que orientam a moderna teoria

Leia mais

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL PROJETO DE LEI Nº 2.014, DE 2003

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL PROJETO DE LEI Nº 2.014, DE 2003 COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL PROJETO DE LEI Nº 2.014, DE 2003 (Apenso o Projeto de Lei Nº 1.837, de 2003) Altera os Decretos-Leis nº 1.001 e 1.002, de 21 de outubro de 1969, para

Leia mais

TERMO DE ACORDO OS DIRETÓRIOS DE PARTIDOS POLÍTICOS ATUANTES NA 3ª ZONA ELEITORAL, SEDIADOS NOS MUNICÍPIOS DE ROSÁRIO OESTE, JANGADA e NOBRES/MT,

TERMO DE ACORDO OS DIRETÓRIOS DE PARTIDOS POLÍTICOS ATUANTES NA 3ª ZONA ELEITORAL, SEDIADOS NOS MUNICÍPIOS DE ROSÁRIO OESTE, JANGADA e NOBRES/MT, TERMO DE ACORDO OS DIRETÓRIOS DE PARTIDOS POLÍTICOS ATUANTES NA 3ª ZONA ELEITORAL, SEDIADOS NOS MUNICÍPIOS DE ROSÁRIO OESTE, JANGADA e NOBRES/MT, pessoas jurídicas de direito privado ao final identificadas,

Leia mais

Lei Ordinária Nº 5.519 de 13/12/2005 DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Lei Ordinária Nº 5.519 de 13/12/2005 DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Lei Ordinária Nº 5.519 de 13/12/2005 Dispõe sobre a qualificação de entidades como organizações sociais, e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DO PIAUÍ, FAÇO saber que o Poder Legislativo decreta

Leia mais

desafia, não te transforma Semestre 2015.2

desafia, não te transforma Semestre 2015.2 O que não te 1 desafia, não te transforma Semestre 2015.2 1 Nossos encontros www.admvital.com 2 2 Nossos encontros www.admvital.com 3 AULÃO 3 4 Materiais da aula www.admvital.com/aulas 4 5 Critérios AV

Leia mais