Peixes do Rio Fruteiras (Bacia do Itapemirim): Na área de influência da PCH Fruteiras - EDP

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Peixes do Rio Fruteiras (Bacia do Itapemirim): Na área de influência da PCH Fruteiras - EDP"

Transcrição

1 Peixes do Rio Fruteiras (Bacia do Itapemirim): Na área de influência da PCH Fruteiras - EDP

2 Realização: ENERGEST - PCH Fruteiras Elaboração: Água Viva Coordenação do Projeto: Catálogo das Espécies de Peixes na área de Influência da PCH Fruteiras - Frederico Lopes Raposo Filho Coordenação Institucional: Armando Fonseca Redação: Frederico Belei de Almeida Wagner Martins Santana Sampaio Revisão: Adriana Maria da Silva Bruno da Silva Marques Isabela Destefani Jaqueliny Zocca Canuto Patrícia Giongo Diagramação: Ebert André Barbosa Rangel Este produto é parte integrante do Projeto Catálogo das Espécies de Peixes nas Áreas de Influência da PCH Fruteiras em atendimento à condicionante ambiental Nº 4 da Licença de Operação LO GCA/SAIA/nº185/2012/Classe I do Instituto Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos IEMA. Todos os direitos reservados à EDP Informações Gestão de Ativos Hídricos do Espírito Santo Telefone: (27)

3 Peixes do Rio Fruteiras (Bacia do Itapemirim): Na área de influência da PCH Fruteiras - EDP

4 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Belei, Frederico A.; Sampaio, Wagner M. S.; Fonseca, A.; Canuto, Jaqueliny Z. 72 p. Peixes do Rio Fruteiras (Bacia do rio Itapemirim): Na área de Influência da PCH Fruteiras - EDP. ISBN: Ictiologia Fruteiras, Rio (ES) Catálogo. 2. Peixes Identificação Fruteiras, Rio (ES) Catálogo. 3. Recursos Pesqueiros Aspectos Ambientais Catálogo. 4. Impacto Ambiental Catálogo. 5 PCH Fruteiras Aspectos Ambientais Cachoeiro do Itapemirim (ES) Catálogo. I Título. Título: Na área de influência da PCH Fruteiras. CDD: CDU: 597.2/.5(815.2)

5 Peixes do Rio Fruteiras (Bacia do Itapemirim): Na área de influência da PCH Fruteiras - EDP Água Viva Consultoria Ambiental Vitória / 2014

6

7 Apresentação Este catálogo tem por objetivo fornecer informações sobre a biologia e ecologia dos peixes presentes na área de influência da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Fruteiras, em atendimento à condicionante ambiental Nº4 da Licença de Operação LO GCA/SAIA/nº185/2012/Classe I do Instituto Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos IEMA. Além de servir como referência bibliográfica para técnicos e pesquisadores da área e consulta bibliográfica para futuras pesquisas desenvolvidas na bacia do rio Itapemirim, bem como auxiliar em atividades de educação ambiental para conservação dos recursos hídricos e da ictiofauna local.

8 Sumário Apresentação...07 Introdução...09 Área de Estudos e ambientes...10 Metodologia...11 Ictiofauna...13 ORDEM CHARACIFORMES...14 Família Curimatidae Cyphocharax gilbert (Quoy & Gaimard, 1824)...16 Família Anostomidae Leporinus cf. steindachneri Eigenmann, Família Chrenuchidae Characidium timbuiense Travassos, Família Characidae Astyanax bimaculatus (Linnaeus, 1758)...22 Astyanax scabripinnis (Jenys, 1842)...24 Astyanax taeniatus (Jenys, 1842)...26 Astyanax sp Oligosarcus acutirostris Menezes, Família Erythrinidae Hoplias malabaricus (Bloch, 1794)...32 ORDEM SILURIFORMES...33 Família Loricariidae Parotocinclus maculicauda (Steindachner, 1877)...35 Parotocinclus sp...37 Harttia carvalhoi (Miranda Ribeiro, 1939)...39 Loricariichthys castaneus (Castelnau, 1855)...41 Rhinolericaria sp. (Castelnau, 1855)...43 Delturus cf. carinotus (La Monte, 1933)...45 Hypostomus affinis (Steindachner, 1877)...47 Hypostomus aff. commersoni (Valenciennes, 1836)...49 Família Heptapteridae Pimelodella cf. hartii (Steindachner, 1877)...51 Rhamdia quelen (Quoy & Gaimard, 1824)...53 Clarias gariepinus (Burchell, 1822)...55 Família Ictaluridae Ictalurus punctatus (Rafinesque, 1818)...57 ORDEM CYPRINODONTIFORMES...58 Família Poeciliidae Poecila reticulata (Peters, 1859)...60 ORDEM PERCIFORMES...61 Família Cichlidae Crenicichla lacustris (Castelnau, 1855)...63 Geophagus brasiliensis (Quoy & Gaimard, 1824)...65 ORDEM GOBIIFORMES...66 Família Gobiidae Awaous tajasica (Lichtenstein, 1822)...68 Bibliografia...69 Agradecimentos...70

9 Introdução A ictiofauna das bacias costeiras do Leste do Brasil é extremamente rica. Somente no Estado do Espírito Santo, é estimada a existência de mais de 95 espécies de água doce, podendo chegar a mais de 120 se considerarmos espécies estuarinas ou marinhas de hábitos diádromos (Sarmento-Soares & Martins-Pinheiro, 2009). Essa grande diversidade está intimamente associada à sua formação geomorfológica, e por estar localizada em domínio de Mata Atlântica, fazendo com que essas bacias apresentem altos índices de endemismos e de espécies de vida restritas (Bizerril, 1994; Oyakawa et al., 2006; Langeani et al., 2009; Nogueira et al., 2010). Embora muitas espécies tenham sido descritas, ainda são poucos os dados consolidados sobre a ictiofauna das bacias costeiras. No que tange ao Estado do Espírito Santo, as bacias hidrográficas do sul do estado incorporam uma parcela significativa da ictiofauna do sistema costeiro do Leste. São descritas para essa região hidrográfica aproximadamente 79 espécies, pertencentes a 31 famílias e 11 ordens, sendo 17 estuarinas e marinhas. Dentre as bacias do Sul do estado, a bacia do Rio Itapemirim se destaca como uma das mais diversas, incorporando 56 espécies dessa região, sendo que 12 espécies são exclusivamente encontradas nessa bacia (Sarmento-Soares & Martins-Pinheiro, 2013). A bacia do rio Itapemirim abrange uma porção significativa do Estado do Espírito Santo, apresentando características semelhantes às das outras subbacias costeiras do Leste, porém com poucos estudos consolidados e em crescente processo de degradação ambiental. Nesse contexto, há uma importância eminente em completar estudos sobre a fauna de peixes, uma vez que as bacias hidrográficas brasileiras estão em crescente processo de simplificação por ações antrópicas que geram impactos imediatos e irreversíveis sobre a fauna de peixes. O desmatamento, assoreamento, poluição, construção de barragens e introdução de espécies alóctones e exóticas são exemplos desses impactos. Assim o presente catálogo tem o objetivo de apresentar a ictiofauna do rio Fruteiras, afluente do rio Itapemirim, nas áreas de influência da PCH Fruteiras localizada no município de Cachoeiro de Itapemirim, Estado do Espírito Santo. 09

10 Área de Estudos e seus Ambientes A PCH Fruteiras está localizada na microrregião do Pólo de Cachoeiro, cuja casa de força está localizada no município de Cachoeiro de Itapemirim e o reservatório no município de Vargem Alta, no Estado do Espírito Santo. O empreendimento encontra-se inserido na bacia hidrográfica do rio Itapemirim, e a geração de energia é proveniente do aproveitamento do potencial hidráulico do rio Fruteiras. A PCH Fruteiras foi inaugurada em 1912 e repotenciada em 2000, visando atender centros consumidores próximos. Nas áreas de influência da PCH é encontrado uma grande variedade de ambientes aquáticos que apresentam uma fauna de peixes característicos. E s s a va r i e d a d e d e h a b i t a t s é apresentada nas fotos a seguir. Casa de Força PCH Fruteiras. Rio Fruteiras. Rio Fruteiras. Cachoeira Alta - Montante da PCH Fruteiras. 10

11 Metodologia Foram realizadas oito campanhas de campo para o levantamento da ictiofauna, que aconteceram entre os meses de agosto de 2002 e agosto de Para entender a composição da ictiofauna é importante a utilização de diversos métodos de coleta com objetivo de obter resultados que reflitam a realidade do ambiente estudado e o estado de conservação da área (Uieda & Castro, 1999; Latini et al., 2004; Mendonça et al., 2005). Nesse sentido, utilizou-se métodos específicos para coleta em rios e riachos neotropicais. Foram utilizadas 10 redes de espera por 12 horas em cada região, sendo que as redes foram instaladas em distâncias padronizadas e em locais adequados buscando maior captura de peixes, o que totalizou 1,920 m²/h por local de amostragem. Também foi adotado o método aleatório com emprego de redes de arrasto, tarrafas e peneiras. As tarrafas foram operadas por 10 vezes (2.4 mm e 4 mm), a peneira (1 mm) e o arrastão (1.30 x 1.40 m, 2 mm mesh) operados por 30 vezes em cada localidade. As atividades de captura, coleta e transporte dos espécimes, necessárias à realização do catálogo, foi autorizada pela SEAMA- ES através da Licença de Operação nº 133/99 e acompanhada através do processo nº228/99 na Secretaria do Estado para Assunto do Meio Ambiente. 11

12 Redes de emalhar. Tarrafas. Arrasto. Utilização de Espinhéis. Peneiras. Peixes capturados na Peneira. 12

13 Ictiofauna A lista de espécies da ictiofauna capturada nas áreas de influência PCH Fruteiras, organizada segundo Reis et al., 2003 está abaixo discriminada. Classe Actinopterygii Ordem Characiformes Família Curimatidae Cyphocharax gilbert (Quoy & Gaimard, 1824) Família Anostomidae Leporinus cf. steindachneri Eigenmann,1907 Família Crenuchidae Characidium cf. timbuiense Travassos, 1946 Família Characidae Astyanax bimaculatus (Linnaeus, 1758) Astyanax scabripinnis (Jenys, 1842) Astyanax taeniatus (Jenyns, 1842) Astyanax sp. Oligosarcus acutirostris Menezes, 1987 Família Erythrinidae Hoplias malabaricus (Bloch, 1794) Ordem Siluriformes Família Loricariidae Parotocinclus maculicauda (Steindachner, 1877) Parotocinclus sp. Harttia cf. carvalhoi Miranda Ribeiro, 1939 Loricariichthys castaneus (Castelnau, 1855) Rhineloricaria sp. Ordem Siluriformes Família Loricariidae Delturus cf. carinotus (La Monte, 1933) Hypostomus affinis (Steindachner, 1877) Hypostomus aff. commersoni Valenciennes, 1836 Família Heptapteridae Pimelodella cf. hartii (Steindachner, 1877) Rhamdia quelen (Quoy & Gaimard, 1824) Família Clariidae Clarias gariepinus (Burchell, 1822) Família Ictaluridae Ictalurus punctatus (Rafinesque, 1818) Ordem Cyprinodontiformes Família Poeciliidae Poecila reticulata Peters, 1859 Ordem Perciformes Família Cichlidae Crenicichla lacustris (Castelnau, 1855) Geophagus brasiliensis (Quoy & Gaimard, 1824) Ordem Gobiiformes Família Gobiidae Awaous tajasica (Lichtenstein, 1822) 13

14 Biologia e Ecologia dos Peixes da PCH Fruteiras Linha Lateral Nadadeira Dorsal Nadadeira Adiposa Escamas Boca Terminal Nadadeira Peitoral Nadadeira Pélvica Nadadeira Anal Ordem Characiformes Nadadeira Caudal A Ordem Characiformes é composta por peixes exclusivamente de água doce compõem o grupo mais diverso da América do Sul com mais de espécies descritas, abrangendo peixes de pequeno porte chegando a alguns centímetros quando adulto como os lambaris (Astyanax sp.), até espécies de grande porte atingindo 70 cm e dezenas de quilos como as curimbas (Prochilodus sp.). Os peixes da ordem Characiformes se caracterizam por possuir o corpo coberto por escamas e pela presença de nadadeiras dorsais, pélvicas e adiposas. Essa nadadeira dorsal apresenta raios moles, nunca se transformando em espinhos, e nadadeira anal geralmente curta com menos de 70 raios (Reis et al., 2003). 14

15

16 Família Curimatidae A Família apresenta cerca de 95 espécies de peixes de pequeno e médio porte com ampla distribuição na região neotropical. A principal característica desse grupo é ausência de dentes, estômago muscular (semelhante a moela) e por viverem agrupados próximos ao fundo (Vari, 2003). Os curimatídeos têm uma série de modificações da boca, nos arcos branquiais e trato digestivo, contribuindo para renovação dos nutrientes do ecossistema aquático. Cyphocharax gilbert (Quoy & Gaimard, 1824) Nome Popular: Saguiru, Branquinha Características Taxonômicas: Corpo fusiforme alongado, levemente comprimido lateralmente, boca terminal sem dentes. Coloração prateada com dorso mais escuro. Corpo coberto por escamas, ausência de listras ou manchas escuras distribuídas longitudinalmente. Linha lateral completa com 33 a 38 escamas perfuradas e 9 raios na nadadeira dorsal ramificadas. Tamanho Máximo: 12,6 cm. Distribuição: Drenagens costeiras do leste do Brasil da Bahia para o Rio de Janeiro e no leste de São Paulo. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-pelágico. Habitats: Vive em lagoas marginais e nos canais de rios. Alimentação: Iliófago, alimentando de detritos, algas e microvegetação. Reprodução: Apresenta longo período reprodutivo, estendendo-se de agosto à fevereiro, com maior atividade. Realiza pequenos deslocamentos no período reprodutivo, desova parcelada e de fecundação externa. Importância Comercial: Apresenta importância comercial e de subsistência para populações mais carentes. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Peso Máximo (Kg): Desconhecido. 16

17

18 Família Anostomidae A família Anostomidae, é conhecida popularmente como piaus, composta por aproximadamente 140 espécies restritas a América do Sul, América Central e presente em todas as bacias hidrográficas do Brasil (Garavello & Britski, 2003). São espécies de médio e grande porte podendo atingir 40 cm e alguns quilos. No geral apresentam grande importância comercial. Leporinus cf. steindachneri Eigenmann,1907 Nome Popular: Piau-vermelho Características Taxonômicas: Corpo fusiforme não muito alto e não comprimido, coberto por escamas. Apresentam 4 dentes grandes no pré-maxilar e dentário (maxilar sem dentes). Série de escamas na Linha Lateral. Boca pequena e terminal, nadadeira anal com menos de 10 raios ramificados; região ventral posterior às nadadeiras pélvicas não quilhada. Coloração prateada com manchas arredondadas na linha lateral e extremidades avermelhadas. Distribuição: Bacia do Rio Jequitinhonha. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-pelágico Habitats: Vive em lagoas marginais e nos canais de rios e riachos. Alimentação: Onívoro, com preferência herbívora. Alimentando de plantas, insetos, algas e detritos. Reprodução: Apresenta longo período reprodutivo, de Outubro e Fevereiro. Realiza grandes migrações no período reprodutivo, apresenta fecundação externa e sua desova é total. Importância Comercial: Apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 30 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. 18

19

20 Família Chrenuchidae A Família Crenuchidae é composta por peixes relativamente pequenos, menores que 10 cm. Os peixes dessa família são diagnosticados pela presença de orifícios emparelhados localizados nos ossos frontais, posterodorsalmente para as órbitas (Buckup, 2003). Characidium timbuiense Travassos, 1946 Nome Popular: Charutinho Características Taxonômicas: Cabeça cônica com forames diminutos, corpo alongado e coberto por escamas. Apresentam 4 dentes grandes no pré-maxilar e dentário (maxilar sem dentes). Série de escamas na Linha Lateral. Boca pequena e terminal, nadadeira anal com menos de 14 raios ramificados. Coloração caramelada com faixas escuras transversais e nadadeira transparente. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-pelágico. Habitats: Vive nos fundos dos canais de rios e riachos de águas rápidas. Alimentação: Onívoro, com preferência insetívora. Alimentando-se de plantas, insetos, algas e detritos. Reprodução: Desovas múltiplas, ocorrendo durante todo o ano e fecundação externa. Importância Comercial: Não apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 5,5 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Rios do Espírito Santo. 20

21

22 Família Characidae A família Characidae é a maior e mais complexa dentro dos Characiformes, apresentando mais de 100 gêneros como incertae sedis. Suas espécies apresentam uma morfologia e hábitos ecológicos muito variados, reflexo de uma grande variabilidade adaptativa. A família apresenta espécies de pequeno porte como os lambaris do gênero Astyanax até espécies de grande porte como os dourados Salminus sp. (Reis et al., 2003). Astyanax bimaculatus (Linnaeus, 1758) Nome Popular: Tambiú, Lambari-do-rabo-amarelo. Características Taxonômicas: Corpo alto e lateralmente comprimido, coloração cinza-claro. Caracteriza por uma mancha negra horizontalmente ovalada na região umeral, duas barras verticais marrons na região umeral, e uma mancha negra no pedúnculo caudal prorrogado até a extremidade dos raios da nadadeira caudal. Distribuição: Ampla distribuição na região neotropical. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-pelágico. Habitats: Rios, riachos e lagoas. Alimentação: Onívoro, alimentando-se zooplâncton, detritos, plantas, peixes e insetos. Reprodução: Reprodução durante o período chuvoso, desova do tipo parcelada e de fecundação externa. Importância Comercial: Apresenta importância comercial e de subsistência para populações mais carentes. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 15 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. 22

23

24 Família Characidae Astyanax scabripinnis (Jenys, 1842) Nome Popular: Lambari, Pratinha Características Taxonômicas: Corpo alongado e lateralmente comprimido, mais baixo e robusto na área próxima ao meio das nadadeiras peitorais, cabeça larga, focinho curto com perfil abrupto, corpo baixo (menor que 41% do comprimento padrão, geralmente entre 30 e 33%), número reduzido de raios ramificados na nadadeira anal (entre 13 e 21, geralmente 17 e 18 e raramente 22 ou 23), presença de uma ou duas manchas umerais e uma listra escura na porção lateral do corpo que se estende até a ponta dos raios medianos da nadadeira caudal. Alimentação: Onívoro, alimentando-se zooplâncton, detritos, plantas, peixes e insetos. Reprodução: Reprodução durante o período chuvoso, desova parcelada e de fecundação externa. Importância Comercial: Não apresenta importância comercial e de subsistência para populações mais carentes. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 15 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Ampla distribuição na região neotropical. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-pelágico. Habitats: Rios, riachos e lagoas. 24

25

26 Família Characidae Astyanax taeniatus (Jenys, 1842) Nome Popular: Lambari. Classificação Taxonômica: Corpo alongado e comprimido lateralmente. Nadadeira dorsal com 10 raios moles e um espinho. Nadadeira anal com 22 raios moles e um 3 espinhos. Mandíbula inferior com 14 ou mais dentes. Tamanho Máximo: 8,6 cm. Reprodução: Reprodução durante o período chuvoso, desova parcelada e de fecundação externa. Importância Comercial: Não apresenta importância comercial e de subsistência para populações mais carentes. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Ampla distribuição na região neotropical. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-pelágico. Habitats: Rios, riachos e lagoas. Alimentação: Onívoro, alimentando-se zooplâncton, detritos, plantas, peixes e insetos. 26

27

28 Família Characidae Astyanax sp. Classificação Taxonômica: Linha lateral completa, prémaxilar não protrátil, dentes com cúspides. Dentes do prémaxilar dispostos em duas séries, sendo a interna com cinco dentes. Escamas de tamanho normal, cobrindo apenas a base dos raios da nadadeira caudal. Importância Comercial: Não apresenta importância comercial e de subsistência para populações mais carentes. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 15 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Desconhecida. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-pelágico. Habitats: Rios, riachos e lagoas. Alimentação: Onívoro. Reprodução: Desova parcelada e de fecundação externa. 28

29

30 Família Characidae Oligosarcus acutirostris Menezes, 1987 Nome Popular: Lambari-bocarra, Bocarra, Peixecachorro. Classificação Taxonômica: Corpo alongado e comprimido lateralmente, coberto de pequenas escamas. Focinho longo e boca ampla dotada de dentes caninos e cônicos bem desenvolvidos, com maxilar longo portando 20 ou mais dentes cônicos. Presença de uma nadadeira dorsal e nadadeira adiposa. Mancha umeral escura verticalmente alongada e uma mancha preta alongada horizontalmente no centro do pedúnculo caudal. Nadadeira caudal de colorido avermelhado. Alimentação: Onívoro, de preferência carnívora (insetos e peixes). Reprodução: Reprodução durante o período chuvoso, desova parcelada e de fecundação externa. Importância Comercial: Apresenta importância comercial e de subsistência para populações mais carentes. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 16 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Bacias Costeiras do Leste. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-pelágico. Habitats: Rios, riachos e lagoas. 30

31

32 Família Erythrinidae Essa família reúne os peixes popularmente conhecidos como Traíras ou Lóbos. Os peixes dessa família são canívoros, predadores amplamente distribuídos pela América do Sul. São caracterizadas por terem corpo cilíndrico, nadadeira caudal arredondada e ausência de nadadeira adiposa. Apresentam vários dentes cônicos e caninos nas maxilas e pequenos dentes no palato (Oyakawa, 1998; 2003). Hoplias malabaricus (Bloch, 1794) Nome Popular: Traíra. Classificação Taxonômica: Corpo alongando e cilindriforme, coberto de escamas grandes e lateral do corpo com manchas escuras irregulares. Boca ampla com dentes caniniformes nas maxilas superior e inferior, língua áspera, provida de dentículos. Não possui nadadeira adiposa. Nadadeira caudal de margem arredondada, nadadeira anal de base curta. Linha lateral completa, com 39 a 43 escamas perfuradas. Peso Máximo (Kg): 3 à 4. Distribuição: América do Sul. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-pelágico. Habitats: Rios, riachos e lagoas. Alimentação: Carnívora de preferência piscívora. Reprodução: Reprodução parcelada entre julho e março e de fecundação externa. Importância Comercial: Apresenta importância comercial e de subsistência para populações mais carentes. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 40 cm. 32

33 Ordem Siluriformes Abertura Nasal Barbilhão Maxilar Acúleo Dorsal Nadadeira Dorsal Corpo Nu Nadadeira Adiposa Nadadeira Caudal Boca Subterminal Barbilhão Mental Nadadeira Peitoral Nadadeira Pélvica Nadadeira Anal É a segunda maior Ordem de peixes neotropicais de água doce. Caracteriza-se pela ausência de escamas, corpo nú, presença de couro ou placas ósseas. Ainda apresentam barbilhões mentoniânos. Frequentemente o primeiro raio da nadadeira dorsal e das peitorais constitui um acúleo. São conhecidos popularmente como peixes de couro, acaris e abotoados. Apresentam uma grande variedade morfológica e no geral suas espécies são de hábitos predominantemente noturnos. Este grupo apresenta peixes de grande porte atingindo mais de 1m e dezenas de quilos e concentram muitas espécies com importância comercial. 33

34

35 Família Loricariidae A família Loricariidae é a maior família de Siluriformes na região neotropical e são conhecidos popularmente como cascudos ou acarís. Atualmente 683 espécies são reconhecidas. Os Loricarideos são distribuídos ao longo da região neotropical. São peixes que vivem nos fundos dos rios raspando substrato para se alimentar. São reconhecidos pela boca na porção inferior e quase todo corpo coberto por placas ósseas (Reis et al., 2003). Parotocinclus maculicauda (Steindachner, 1877) Nome Popular: Cascudinho, Limpa-vidro. Classificação Taxonômica: São reconhecidos por uma combinação de caracteres, tais como pedúnculo caudal circular ou oval em secção transversal, seis raios ramificados na nadadeira peitoral e presença de fenestra caudal anterior ao encaixe entre os arcos hipurais 2 e 3. Esta espécie difere das outras espécies do gênero pela presença de placas na linha lateral, quatro barras transversais escuras no dorso, duas ao lado da nadadeira dorsal e duas além da nadadeira adiposa. Tamanho Máximo: 6 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Bacias costeiras do Leste. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Demersal. Habitats: Rios e riachos de águas claras e fluxos constantes. Alimentação: Detritívoro. Reprodução: Desova parcelada e de fecundação externa. Importância Comercial: Não apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). 35

36

37 Família Loricariidae Parotocinclus sp. Nome Popular: Cascudinho, Limpa-vidro. Classificação Taxonômica: São reconhecidos por uma combinação de caracteres, tais como pedúnculo caudal circular ou oval em secção transversal, seis raios ramificados na nadadeira peitoral e presença de fenestra caudal anterior ao encaixe entre os arcos hipurais 2 e 3. Reprodução: Desova Parcelada e de fecundação externa. Importância Comercial: Não apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 6 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Desconhecida. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Demersal. Habitats: Rios e riachos de águas claras e fluxos constantes. Alimentação: Detritívoro. 37

38

39 Família Loricariidae Harttia carvalhoi Miranda Ribeiro, 1939 Nome Popular: Cascudo-viola-da-pedra. Classificação Taxonômica: Reconhecido por um conjunto de características morfológicas como ausência de quilhas em placas laterais, focinho redondo, grandes placas em torno da abertura anal e redução abrupta do pedúnculo caudal. Difere das demais espécies do gênero por possuir de quatro a seis placas torácicas; machos sem odontódios hipertrofiados ao longo da margem da cabeça e no espinho da nadadeira peitoral. Alimentação: Detritívoro. Reprodução: desova parcelada e de fecundação externa. Importância Comercial: Não apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 7 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Bacias costeiras do Leste. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Demersal. Habitats: Rios e riachos de águas claras e fluxos constantes. 39

40

41 Família Loricariidae Loricariichthys castaneus (Castelnau, 1855) Nome Popular: Cascudo-viola. Classificação Taxonômica: Corpo achatado e alongado, coberto por placas ósseas com exceção da região da boca. Placas da região abdominal estendendo-se anteriormente até próximo a boca. Pedúnculo caudal deprimido e sem nadadeira adiposa. Corpo marrom claro a escuro com cinco bandas difusas escuras sobre o dorso. Região ventral do corpo mais clara. Alimentação: Detritívoro. Reprodução: Reprodução de setembro a abril, desova parcelada e de fecundação externa. Importância Comercial: Apresenta importância comercial e de subsistência para população local. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 20 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Bacias costeiras do Leste e Paraíba do Sul. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Demersal. Habitats: Rios e riachos de águas claras e fluxos constantes. 41

42

43 Família Loricariidae Rhinolericaria sp. (Castelnau, 1855) Nome Popular: Cascudo-viola. Classificação Taxonômica: Corpo achatado e alongado coberto por placas ósseas, com exceção da região ventral da cabeça e abdome. Pedúnculo caudal bastante deprimido e sem nadadeira adiposa. Coloração do corpo é castanho claro com bandas escuras sobre o dorso. Reprodução: Desova parcelada e de fecundação externa. Importância Comercial: Não apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 11 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Desconhecida. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Demersal. Habitats: Rios e riachos de águas claras e fluxos constantes. Alimentação: Detritívoro. 43

44

45 Família Loricariidae Delturus cf. carinotus (La Monte, 1933) Nome Popular: Cascudo-laje. Classificação Taxonômica: Corpo coberto por placas ósseas, comprimido dorso-ventralmente. Cume do dorso formado por placas impares preadiposas. Dentes quase simetricamente bífidos. Importância Comercial: Apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 23,5 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Rio Doce. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Demersal. Habitats: Rios e riachos de águas claras de fluxos constantes e leito rochoso. Alimentação: Detritívoro. Reprodução: Desova parcela e de fecundação externa. 45

46

47 Família Loricariidae Hypostomus affinis (Steindachner, 1877) Nome Popular: Cascudo-cari. Classificação Taxonômica: Corpo comprimido dorsoventralmente revestido com placas ósseas e coloração castanho-escuro. Importância Comercial: Apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 39,7 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Bacia do rio Paraíba do Sul. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Demersal. Habitats: Rios e riachos de águas claras de fluxos constantes e leito rochoso. Alimentação: Detritívoro. Reprodução: Desova parcela e de fecundação externa. 47

48

49 Família Loricariidae Hypostomus aff. commersoni Valenciennes, 1836 Nome Popular: Cascudo. Classificação Taxonômica: Corpo revestido de placas ósseas, com exceção da região bucal. Coloração de cor verde escuro com manchas pretas arredondadas. As placas ósseas laterais possuem uma quilha forte e áspera. Cabeça revestida por uma cutícula espessa. Possui boca inferior com dentes pequenos especializados para raspar a vegetação das pedras. O lábio inferior é redondo com numerosas papilas e duas projeções carnosas. Habitats: Rios e riachos de águas claras de fluxos constantes e leito rochoso. Alimentação: Detritívoro. Reprodução: Desova parcela e de fecundação externa. Importância Comercial: Apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 42,5 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Bacia do Paraná e Uruguai. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Demersal. 49

50

51 Família Heptapteridae A família Heptapteridae é um grupo monofilético e uma das famílias mais representativas dentre os Siluriformes, composta por 26 gêneros e mais de 200 espécies. Seus integrantes estão distribuídos nas Américas Central e do Sul. Caracterizam-se por apresentar o corpo desprovido de placas ou escamas, três pares de barbilhões, nadadeira adiposa bem desenvolvida, membrana branquial não unida ao istmo, dentre outras características. Os heptapterídeos são solitários ou formam pequenos grupos que vivem no fundo ou escondidos na vegetação marginal. Algumas espécies têm grande importância na pesca de subsistência e são conhecidas popularmente como jundiás (Bockmann and Guazzelli, 2003). Pimelodella cf. hartii (Steindachner, 1877) Nome Popular: Mandi. Classificação Taxonômica: Corpo sem escamas. Boca larga levemente inferior. Barbilhão maxilar longo ultrapassando a origem das nadadeiras pélvicas. Nadadeiras dorsal e peitoral com espinhos e nadadeira dorsal com a porção próxima ao corpo. Nadadeira adiposa longa e arredondada não se unindo a nadadeira caudal. Nadadeira caudal furcada com os lobos de igual tamanho. Corpo uniformemente castanho claro com o ventre claro. Uma faixa escura sobre a linha lateral estendendo-se por todo o corpo. Tamanho Máximo: 15 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Bacia do rio Paraíba do Sul. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Demersal. Habitats: Rios e riachos. Alimentação: Onívoro. Reprodução: Desova parcelada e de fecundação externa. Importância Comercial: Apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). 51

52

53 Família Heptapteridae Rhamdia quelen (Quoy & Gaimard, 1824) Nome Popular: Bagre. Classificação Taxonômica: Corpo sem escamas, boca larga com barbilhão maxilar não ultrapassando o meio da nadadeira adiposa. Ausência de dentes no palato, fontanela curta. Nadadeira adiposa longa iniciando atrás da dorsal. Corpo cinzento com o ventre claro. Reprodução: Realiza pequenas migrações, desova parcelada e de fecundação externa. Importância Comercial: Apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 47,4 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: América do Sul e Central. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-Pelágico. Habitats: Rios, riachos e lagoas. Alimentação: Onívoro de preferência carnívora. 53

54

55 Família Clariidae Distribuídos originalmente pela África, Síria, sul e oeste da Ásia. Nadadeira dorsal se estende por grande parte do comprimento do corpo. Nadadeira dorsal e anal alongadas com mais de 30 raios, e sem espinho. Nadadeira dorsal descontínua ou unida a nadadeira caudal que é arredondada. Nadadeira caudal arredondada. Apresenta 4 pares de barbilhões. Algumas espécies são capazes de viajar curtas distâncias em terra. Comumente introduzidos em outras parte do globo para fins de aquicultura. Clarias gariepinus (Burchell, 1822) Nome Popular: Bagre-africano. C l a s s i fi c a ç ã o T a x o n ô m i c a : C o r p o c o m p r i d o e serpenteforme. Nadadeira dorsal com raios, mole e sem presença de espinhos. Nadadeira anal mole e sem espinhos com raios. A cabeça é retangular com placas fortes na região dorsal, o focinho é amplamente arredondado, os olhos tem uma posição supero-lateral e são relativamente pequenos. Dentes na pré-maxila e mandíbula são pequenos, finos e dispostos em várias linhas. Barbilhões nasais entre 1/5 a 1/2 vezes em relação a cabeça de peixes maiores que 12 cm, e de 1/2 a 4/5 do comprimento da cabeça. Clarias gariepinus tem um número elevado de rastros branquiais longos, variando de 24 a 110, de acordo com o tamanho dos peixes. Estes rastros branquiais são longos. A linha lateral aparece como uma pequena linha, branca da extremidade posterior da cabeça para o meio da base da nadadeira caudal, as aberturas para os canais sensoriais secundários estão claramente marcados. Dois padrões de cores podem ser discernidos: o padrão de mármore no dorso e cinza claro no ventre, com extremidades avermelhadas. Tamanho Máximo: 170 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Continente Africano. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Subtropical/Bento-Pelágico. Habitats: Rios, riachos e lagoas. Alimentação: Onívoro de preferência carnívora. Reprodução: Apresenta plasticidade reprodutiva, o tipo de desova varia de acordo com as condições ambientais. Importância Comercial: Apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Espécie exótica, recomenda-se um programa de controle, erradicação e a proibição de novas introduções. 55

56

57 Família Ictaluridae Família distribuída naturalmente na América do Norte, Sul do Canadá e Guatemala. Facilmente identificados por apresentarem na cabeça oito barbilhões: 2 nasal, 2 maxilar superior e 4 no inferior. Possui um espinho na borda anterior da nadadeira dorsal e nadadeiras peitorais. Apresentam normalmente 6 raios dorsais. Não há dentes no palato. Comumente introduzidos em outras partes do globo para fins de aquicultura. Ictalurus punctatus (Rafinesque, 1818) Nome Popular: Bagre-americano. Classificação Taxonômica: Coloração da parte superior cinza ou preto e inferior branca, com manchas escuras espalhadas por todo corpo. Olhos grandes em relação à cabeça, longos barbilhões ao redor da boca e a cauda profundamente bifurcada. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Subtropical/Bento-Pelágico. Habitats: Rios, riachos e lagoas. Alimentação: Onívoro de preferência carnívora. Reprodução: Apresenta plasticidade reprodutiva, o tipo de desova varia de acordo com as condições ambientais. Importância Comercial: Apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Espécie exótica, recomendase um programa de controle, erradicação e a proibição de novas introduções. Tamanho Máximo: 132 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: América do Norte. 57

58 Ordem Cyprinodontiformes Nadadeira Dorsal Cabeça Deprimida Nadadeira Peitoral Boca Superior Nadadeira Caudal Nadadeira Pélvica Nadadeira Anal A Ordem Cyprinodontiformes possui mais de espécies distribuídas em dez Famílias, ocorrendo na Ásia, África, Europa e Américas. Os peixes dessa ordem possuem pequeno porte e são encontrados em água doce e estuários, com alguns de seus representantes apresentando características bem peculiares, como a viviparidade nas espécies de barrigudinhos ou o ciclo de vida sazonal dos peixes-anuais. 58

59 Macho Fêmea

60 Família Poeciliidae A família Poeciliidae engloba aproximadamente 220 espécies com ampla distribuição nos continentes Africano e Americano. Caracterizam-se por apresentar corpo comprimido lateralmente, cabeça quase inteiramente coberta por escamas, boca voltada para cima e linha lateral ausente ou vestigial. Apresentam fertilização interna e dimorfismo sexual, os machos sendo menores que as fêmeas e com sua nadadeira anal transformada em gonopódio (Lucinda, 2003). Poecila reticulata (Peters, 1859) Nome Popular: Barrigudinho. Classificação Taxonômica: Corpo com ou sem manchas, nunca com linhas escuras, paralelas e verticais na lateral do corpo, sendo que nesta não apresenta as manchas. Poecilia reticulata apresenta dimorfismo sexual bastante evidente quanto ao colorido, sendo que os machos possuem duas manchas negras na lateral do corpo e as fêmeas apresentam o corpo sem manchas. Distribuição: Bacia Amazônica. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-Pelágico. Habitats: Rios, riachos e lagoas. Alimentação: Onívoro, alimenta-se de zooplâncton, pequenos insetos e detritos. Importância Comercial: Apresenta importância comercial para aquariofilia. Reprodução: São vivíparos, situação que permite relativa independência das variações ambientais. Estado de Conservação: Espécie alóctone, espécie indicadora de ambiente degradado, recomenda-se a eliminação. Tamanho Máximo: 3,5 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. 60

61 Ordem Perciformes Linha Lateral Ramo Anterior Nadadeira Dorsal Abertura Nasal Boca Terminal Nadadeira Peitoral Nadadeira Pélvica Nadadeira Anal Nadadeira Caudal Linha Lateral Ramo Posterior A Ordem Perciformes representa o maior grupo de peixes do mundo, com mais de espécies distribuídas em água doce e marinha. Ocorrem em todas as bacias da América do Sul. As principais características do grupo são a presença de espinhos nas nadadeiras dorsal e anal; um espinho e cinco ou menos raios na nadadeira pélvica; ausência de nadadeira adiposa; presença de 17 ou menos raios principais na nadadeira caudal; e presença de quatro arcos branquiais. 61

62

63 Família Cichlidae Os ciclídeos são o grupo mais ricos em espécies de peixes de água doce em todo o mundo, e um dos maiores entre os vertebrados, com pelo menos espécies (kullander, 2003). Na América do Sul somam cerca de 300 espécies. A maioria apresenta comportamento territorialista e cuidado parental. Possuem 3 ou mais espinhos duros na nadadeira anal, linha lateral interrompida, formando dois ramos. Crenicichla lacustris (Castelnau, 1855) Nome Popular: Jacundá. Classificação Taxonômica: Corpo alongado, estreito e cilindriforme. Os machos são avermelhados com pintas escuras diminutas distribuídas por todo corpo. As fêmeas a p r e s e n t a m c o l o ra ç ã o c i n z a e f a i x a e s c u ra longitudinalmente pelo corpo. Possui escamas na linha lateral e raios moles na nadadeira dorsal. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-Pelágico. Habitats: Rios, riachos e lagoas. Alimentação: Onívoro, pequenos insetos, peixes e detritos. Reprodução: Desova parcela e fecundação externa, apresenta rituais de acasalamento e cuidado parental. Importância Comercial: Não apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 29 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: Paraíba do Sul e Bacias Costeiras do Leste. 63

64

65 Família Cichlidae Geophagus brasiliensis (Quoy & Gaimard, 1824) Nome Popular: Acará. Classificação Taxonômica: Corpo alto e deprimido lateralmente. Escames grandes cobrindo o corpo e apresentam coloração azulada. As nadadeiras apresentam tons amarelados. Uma mácula enegrecida quase sempre presente no meio do corpo, bem como uma pequena faixa escura na região gular da cabeça passando pelo olho. Reprodução: Desova parcela e fecundação externa, apresenta rituais de acasalamento e cuidado parental. Importância Comercial: Não apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 28 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: América do Sul. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-Pelágico. Habitats: Rios, riachos e lagoas. Alimentação: Onívoro, pequenos insetos e detritos. 65

66 Ordem Gobiiformes Nadadeira Peitoral Nadadeira Dorsal Nadadeira Caudal Nadadeira Pélvicas Fusionadas Nadadeira Anal A ordem Gobiiformes contêm oito famílias e em torno de espécies. Na sua maioria são encontrados em águas rasas marinhas, porém com vários representantes em águas estuarinas ou mesmo completamente adaptados a vida em água doce. A família mais rica em número de espécies é a Gobiidae. 66

67

68 Família Gobiidae Essa família é a mais rica em número de espécies. São peixes de pequeno e médio porte, conhecidos como peixes sapos. Caracterizados morfologicamente pela posição relativamente dorsal de seus olhos, por possuírem escamas ctenóides e por apresentarem as nadadeiras ventrais unidas entre si formando um dico ou ventosa, logo abaixo das nadadeiras peitorais (Kullander,2003b). Awaous tajasica (Lichtenstein, 1822) Nome Popular: Peixe-folha. Classificação Taxonômica: Olhos em posição dorsal, possuem escamas ctenóides e apresentam as nadadeiras ventrais unidas entre si formando um disco ou ventosa, logo abaixo das nadadeiras peitorais. Habitats: Encontrado em lagos, lagoas, rios e riachos. Ocorre em água salobra em riachos intermitentes sazonalmente. Alimentação: Onívoro, pequenos insetos e detritos. Reprodução: São anfídromos, quando adultos migram para água doce onde se reproduzem. Apresentam cuidado parental e desova parcela. Importância Comercial: Não apresenta importância comercial. Estado de Conservação: Não consta nas listas de espécies ameaçadas (IBAMA, IEMA, IUCN). Tamanho Máximo: 16 cm. Peso Máximo (Kg): Desconhecido. Distribuição: América do Sul. Ambiente / Clima / Variação Vertical: Água doce/ Tropical/Bento-Pelágico. 68

69 Bibliografia Buckup PA Crenuchidae (South American darters). p In: Reis RE (Org.), Kullander SO (Org.),Ferraris Jr CJ (Org.). Check list of the freshwater fishes of South and Central America. 1. ed. Porto Alegre: Edipucrs. 1:729p. Langeani F, Buckup PA, Malabarba LR, Pydaniel LHR, Lucena CAS, Rosa RS, Zuanon JAS, Lucena ZMS, Britto MR, Oyakawa OT, Gomes-Filho G Peixes de Água Doce; p In: Rocha RM, Boeger WAP. Estado da Arte e perspectivas para a Zoologia no Brasil. Curitiba, PR. Nogueira C, Buckup PA, Menezes NA, Oyakawa OT, Kasecker TP, Ramos- Neto MB, Silva JMC Restricted-Range Fishes and Conservation of Brazilian Freshwaters. Plos-One 5(6):1-10. Oyakama OT, Akama A, Mautari KC, Nolasco JC Peixes de riachos da Mata Atlântica. Ed. Neotrópica, São Paulo. Reis RE (Org.), Kullander SO (Org.), Ferraris Jr CJ (Org.) Check list of the freshwater fishes of South and Central America. 1. ed. Porto Alegre: Edipucrs. 1: 729p. Sarmento-Soares LM, Martins-Pinheiro RF Contribuição ao conhecimento das bacias hidrográficas do Espírito. Nossos riachos, 40p. Sarmento-Soares LM, Martins-Pinheiro RF Rios e peixes do Espírito Santo: Estado atual do conhecimento da ictiofauna de água doce. Boletim da Sociedade Brasileira de Ictiologia 95:5-6. Sarmento-Soares LM, Martins-Pinheiro RF A fauna de peixes nas Bacias Sul do Espírito Santo, Brasil. Sitientibus. Série Ciências Biológicas 13:2-66. Kullander, 2003a. Family Cichlidae. In: Reis RE (Org.), Kullander SO (Org.), Ferraris Jr CJ (Org.). Check list of the freshwater fishes of South and Central America. 1. ed. Porto Alegre: Edipucrs. 1:729p. Kullander SO. 2003b. Family Gobiidae. In: Reis RE (Org.), Kullander SO (Org.), Ferraris Jr CJ (Org.). Check list of the freshwater fishes of South and Central America. 1. ed. Porto Alegre: Edipucrs. 1:729p. Vari RP Family Curimatidae. In: Reis RE (Org.), Kullander SO (Org.), Ferraris Jr CJ (Org.). Check list of the freshwater fishes of South and Central America. 1. ed. Porto Alegre: Edipucrs. 1:729p. Lucinda, PHF. Family Poeciliidae. In: Reis RE (Org.), Kullander SO (Org.), Ferraris Jr CJ (Org.). Check list of the freshwater fishes of South and Central America. 1. ed. Porto Alegre: Edipucrs. 1:729p. Uieda VS, Castro RMC Coleta e fixação de peixes de riachos. pp In: Caramaschi EP, Mazzoni R, Peres-Neto PR. (Eds.). Ecologia de Peixes de Riachos, Série Oecologia Brasiliensis.V. 6. PPGE-UFRJ, Rio de Janeiro, Brasil. Mendonça FP, Magnusson WE, Zuanon J Relationships Between Habitat Characteristics and Fish Assemblages in Small Streams of Central Amazonia. Copeia 4: Latini AO, Lima- Júnior D P, Giacomini H C, Latini R O, Resende DC, Espírito- Santo HMV, Barros DF, Pereira TL Alien fishes in Rio Doce lakes: range, new occurrences and conservation of native community. Lundiana 5(2):

70 Agradecimentos 1 Instituto de Pesquisa em Fauna Neotropical - IPEFAN por ter esclarecido algumas dúvidas e cedido fotos dos peixes, das técnicas de coletas e das áreas de estudo. 2 A Água Viva, EDP e Frederico Raposo pelas correções sugeridas. 3 Willian Lopes Silva por ter cedido algumas fotos de peixes. 70

71

72 Realização Execução

17) Serrasalmus marginatus Valenciennes, 1847

17) Serrasalmus marginatus Valenciennes, 1847 Ordem Characiformes - S. marginatus 135 17) Serrasalmus marginatus Valenciennes, 1847 Nomes comuns: Palometa, piranha, pirambeba, sachicanga e catirina. Distribuição geográfica: Bacias do Prata e Amazônica

Leia mais

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot de Souza RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ RELATÓRIO TÉCNICO Nº 44 2012 COORDENAÇÃO

Leia mais

As Cabeceiras de um Rio que ainda não Morreu

As Cabeceiras de um Rio que ainda não Morreu As Cabeceiras de um Rio que ainda não Morreu Considerado morto dentro dos limites da cidade de São Paulo, o rio Tietê abriga a menos de 80 km do centro da capital espécies de peixes não descritas pela

Leia mais

ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DA ICTIOFAUNA DO MÉDIO RIO CASCA, BACIA DO (ALTO) RIO DOCE, MINAS GERAIS, BRASIL

ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DA ICTIOFAUNA DO MÉDIO RIO CASCA, BACIA DO (ALTO) RIO DOCE, MINAS GERAIS, BRASIL ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DA ICTIOFAUNA DO MÉDIO RIO CASCA, BACIA DO (ALTO) RIO DOCE, MINAS GERAIS, BRASIL Siqueira, R.C.; Oliveira Júnior, P.R.; Silveira, V.C; Melo, R S.; Teixeira, T.M.; Guedes, E.A; Sousa,

Leia mais

Ovos e larvas de peixes de água doce... 32) Hoplias sp.

Ovos e larvas de peixes de água doce... 32) Hoplias sp. 208 Ovos e larvas de peixes de água doce... 32) Hoplias sp. Nome comum: Trairão. Distribuição geográfica: Bacia do alto rio Paraná (Oyakawa, 1990). Auto-ecologia: A primeira maturação sexual ocorre com

Leia mais

Peixes de riachos e novas Unidades de Conservação no sul da Bahia

Peixes de riachos e novas Unidades de Conservação no sul da Bahia Peies de riachos e novas Unidades de Conservação no sul da Bahia MAURICIO CETRA 1, LUISA MARIA SARMENTO-SOARES 2 & RONALDO FERNANDO MARTINS-PINHEIRO 2 1 UFSCar - Universidade Federal de São Carlos, Ciências

Leia mais

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot de Souza RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ RELATÓRIO TÉCNICO Nº 45 2013 COORDENAÇÃO

Leia mais

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GIA 27 14 a 17 Outubro de 2007 Rio de Janeiro - RJ GRUPO XI GRUPO DE ESTUDO DE IMPACTOS AMBIENTAIS GIA ESTUDO ICTIOFAUNÍSTICO PARA

Leia mais

Revista Agrogeoambiental - v.7, n.1 - Março 2015

Revista Agrogeoambiental - v.7, n.1 - Março 2015 COMPOSIÇÃO E ESTRUTURA DA COMUNIDADE DE PEIES DE UM AFLUENTE DO RIO TIETÊ, BACIA DO ALTO RIO PARANÁ 1 Jane Piton Serra Fabio de Faria e Souza Campos 3 André Luis da Silva Castro 2 Resumo A América do Sul

Leia mais

A fauna de peixes dos Rios dos Portos Seguros, extremo sul da Bahia, Brasil

A fauna de peixes dos Rios dos Portos Seguros, extremo sul da Bahia, Brasil BOL. MUS. BIOL. MELLO LEITÃO (N. SÉR.) 24:119-142. DEZEMBRO DE 2008 119 A fauna de peixes dos Rios dos Portos Seguros, extremo sul da Bahia, Brasil Luisa M. Sarmento-Soares 1,2*, Rosana Mazzoni 1 & Ronaldo

Leia mais

Licenciamento Ambiental para o Projeto de Duplicação Rodovia BR 163/MS

Licenciamento Ambiental para o Projeto de Duplicação Rodovia BR 163/MS Foto 01: Estação de coleta P01 localizada no rio Iguatemi no eixo Foto 02: Estação de coleta P01 localizada no rio Iguatemi no eixo Foto 03: Estação de coleta P02 localizada no rio Itaquiraí no eixo Foto

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DA ICTIOFAUNA E AVALIAÇÃO DOS ATRIBUTOS AMBIENTAIS DE DUAS SUB-BACIAS DO BAIXO SOROCABA, SP.

CARACTERIZAÇÃO DA ICTIOFAUNA E AVALIAÇÃO DOS ATRIBUTOS AMBIENTAIS DE DUAS SUB-BACIAS DO BAIXO SOROCABA, SP. CARACTERIZAÇÃO DA ICTIOFAUNA E AVALIAÇÃO DOS ATRIBUTOS AMBIENTAIS DE DUAS SUB-BACIAS DO BAIXO SOROCABA, SP. Cruz, B. B. 1 ; Teshima, F. A. 1 ; Cetra, M. 1 ¹ Universidade federal de São Carlos, Campus Sorocaba.

Leia mais

INVENTário da Ictiofauna do rio Santa catarina, bacia do Rio são francisco) no município de vazante, minas gerais

INVENTário da Ictiofauna do rio Santa catarina, bacia do Rio são francisco) no município de vazante, minas gerais ISSN 2236-3866 DOI: 10.7902/ecb.v4i1.53 Acesso livre em www.simposiodabiodiversidade.com.br/ecb 14 INVENTário da Ictiofauna do rio Santa catarina, bacia do Rio são francisco) no município de vazante, minas

Leia mais

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot de Souza RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ RELATÓRIO TÉCNICO Nº 42 2012 COORDENAÇÃO

Leia mais

RIOS E PEIXES DO ESPÍRITO SANTO. Estado atual do conhecimento da ictiofauna de água doce no estado PINHEIRO 2

RIOS E PEIXES DO ESPÍRITO SANTO. Estado atual do conhecimento da ictiofauna de água doce no estado PINHEIRO 2 RIOS E PEIXES DO ESPÍRITO SANTO Estado atual do conhecimento da ictiofauna de água doce no estado LUISA MARIA SARMENTO-SOARES 1,2 & RONALDO FERNANDO MARTINS- PINHEIRO 2 1 UERJ. Laboratório de Ecologia

Leia mais

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 26, de 2 de SETEMBRO de 2009 O PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS

Leia mais

Peixes migradores do rio Uruguai: Monitoramento, ações de manejo e conservação

Peixes migradores do rio Uruguai: Monitoramento, ações de manejo e conservação Peixes migradores do rio Uruguai: Monitoramento, ações de manejo e conservação Prof. Evoy Zaniboni Filho, Dr. Departamento de Aqüicultura / CCA Universidade Federal de Santa Catarina Florianópolis, SC,

Leia mais

ANÁLISE CITOGENÉTICA DE PYGOCENTRUS NATTERI

ANÁLISE CITOGENÉTICA DE PYGOCENTRUS NATTERI ANÁLISE CITOGENÉTICA DE PYGOCENTRUS NATTERI EM ÁREA DE TRANSIÇÃO CERRADO-FLORESTA AMAZÔNICA (MICRO BACIA DO ARAGUAIA-BANANAL). Wagner Martins Santana Sampaio 1, Patrícia Giongo 1, Anderson Fernandes 1,

Leia mais

ESTUDO TAXONÔMICO DAS ESPÉCIES DE PEIXES DE ÁGUA DOCE DA BACIA DO RIO POJUCA, BAHIA, BRASIL. Fábio Costa Nunes

ESTUDO TAXONÔMICO DAS ESPÉCIES DE PEIXES DE ÁGUA DOCE DA BACIA DO RIO POJUCA, BAHIA, BRASIL. Fábio Costa Nunes UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA INSTITUTO DE BIOLOGIA ESTUDO TAXONÔMICO DAS ESPÉCIES DE PEIXES DE ÁGUA DOCE DA BACIA DO RIO POJUCA, BAHIA, BRASIL Fábio Costa Nunes Salvador, BA 2012 UNIVERSIDADE FEDERAL

Leia mais

Checklist Preliminar da Fauna de Peixes da Ordem Characiformes da Bacia do Rio São Mateus, Brasil

Checklist Preliminar da Fauna de Peixes da Ordem Characiformes da Bacia do Rio São Mateus, Brasil III SIMPÓSIO SOBRE A BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA. 2014 329 Checklist Preliminar da Fauna de Peixes da Ordem Characiformes da Bacia do Rio São Mateus, Brasil I. M. Mazzini 1, 2* ; L. F. Duboc 1, 3

Leia mais

A fauna de peixes na bacia do Rio Itanhém, leste de Minas Gerais e extremo Sul da Bahia

A fauna de peixes na bacia do Rio Itanhém, leste de Minas Gerais e extremo Sul da Bahia A fauna de peixes na bacia do Rio Itanhém, leste de Minas Gerais e extremo Sul da Bahia LUISA MARIA SARMENTOSOARES 1, ROSANA MAZZONI 2 & RONALDO FERNANDO MARTINSPINHEIRO 1 1 Museu de Biologia Prof. Mello

Leia mais

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Fédération Cynologique Internationale GRUPO 2 Padrão FCI 186 11/08/2000 Padrão Oficial da Raça AFFENPINSCHER CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Filiada à Fédération

Leia mais

A fauna de peixes na bacia do rio dos Frades e microbacias vizinhas, extremo sul da Bahia, Brasil

A fauna de peixes na bacia do rio dos Frades e microbacias vizinhas, extremo sul da Bahia, Brasil Bol. Mus. Biol. Mello Leitão (N. Sér.) 26:25-46. Dezembro de 2009 25 A fauna de peixes na bacia do rio dos Frades e microbacias vizinhas, extremo sul da Bahia, Brasil Luisa M. Sarmento-Soares 1* & Ronaldo

Leia mais

Variação Morfológica em Populações de Nematocharax cf. Venustus (Characiformes, Characidae) em Bacias Costeiras da Bahia: Dados Preliminares

Variação Morfológica em Populações de Nematocharax cf. Venustus (Characiformes, Characidae) em Bacias Costeiras da Bahia: Dados Preliminares III SIMPÓSIO SOBRE A BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA. 2014 339 Variação Morfológica em Populações de Nematocharax cf. Venustus (Characiformes, Characidae) em Bacias Costeiras da Bahia: Dados Preliminares

Leia mais

Chave para gêneros do baixo rio Iguaçu, com categorias superiores

Chave para gêneros do baixo rio Iguaçu, com categorias superiores Chave para gêneros do baixo rio Iguaçu, com categorias superiores Gilmar Baumgartner Carla Simone Pavanelli Dirceu Baumgartner Alessandro Gasparetto Bifi Tiago Debona Vitor André Frana SciELO Books / SciELO

Leia mais

Glossário. Gilmar Baumgartner Carla Simone Pavanelli Dirceu Baumgartner Alessandro Gasparetto Bifi Tiago Debona Vitor André Frana

Glossário. Gilmar Baumgartner Carla Simone Pavanelli Dirceu Baumgartner Alessandro Gasparetto Bifi Tiago Debona Vitor André Frana Gilmar Baumgartner Carla Simone Pavanelli Dirceu Baumgartner Alessandro Gasparetto Bifi Tiago Debona Vitor André Frana SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros BAUMGARTNER, G., et al. Peixes do baixo

Leia mais

Fábia Luna. Anselmo d Fonsseca SUMÁRIO EXECUTIVO DO PLANO DE AÇÃO NACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DOS SIRÊNIOS

Fábia Luna. Anselmo d Fonsseca SUMÁRIO EXECUTIVO DO PLANO DE AÇÃO NACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DOS SIRÊNIOS Fábia Luna Anselmo d Fonsseca SUMÁRIO EXECUTIVO DO PLANO DE AÇÃO NACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DOS SIRÊNIOS Fósseis de Sirênios são conhecidos desde o Período Eoceno, há 20-30 milhões de anos, tendo atingido

Leia mais

ICTIOFAUNA DO BAIXO RIO MANHUAÇU (BACIA DO MÉDIO RIO DOCE) ICHTHYOFAUNA OF THE LOWER MANHUAÇU RIVER (MIDDLE DOCE RIVER BASIN)

ICTIOFAUNA DO BAIXO RIO MANHUAÇU (BACIA DO MÉDIO RIO DOCE) ICHTHYOFAUNA OF THE LOWER MANHUAÇU RIVER (MIDDLE DOCE RIVER BASIN) ISSN 2236-3866 DOI: 10.7902/ecb.v4i1.63 Acesso livre em www.simposiodabiodiversidade.com.br/ecb 32 ICTIOFAUNA DO BAIXO RIO MANHUAÇU (BACIA DO MÉDIO RIO DOCE) ICHTHYOFAUNA OF THE LOWER MANHUAÇU RIVER (MIDDLE

Leia mais

Aula 4.4 - Os conquistadores do ambiente terrestre

Aula 4.4 - Os conquistadores do ambiente terrestre Aula 4.4 - Os conquistadores do ambiente terrestre Além do vegetais outros organismos habitavam o ambiente terrestre Organismos de corpo mole como moluscos e anelídeos Organismos com cutícula redução da

Leia mais

Levantamento e caracterização das populações de Macacos Guariba (Alouatta sp.) ocorrentes no município de Bambuí-MG

Levantamento e caracterização das populações de Macacos Guariba (Alouatta sp.) ocorrentes no município de Bambuí-MG Levantamento e caracterização das populações de Macacos Guariba (Alouatta sp.) ocorrentes no município de Bambuí-MG ¹Eriks T. VARGAS; ²Jéssyka M. PARREIRA; 2Leandro A. MORAES; ³Éverton B. SILVA; ³Tamires

Leia mais

CLASSIFICAÇÃO DOS AMBIENTES MARINHOS

CLASSIFICAÇÃO DOS AMBIENTES MARINHOS CLASSIFICAÇÃO DOS AMBIENTES MARINHOS Introdução Os oceanos ocupam cerca de 71% da superfície da Terra As partes mais profundas atingem quase 11000 metros Profundidade média dos oceanos é 3800 m. Volume

Leia mais

ESTRUTURA POULACIONAL DE H. ancistroides (Ihering, 1911) EM RIACHOS URBANOS NO MUNICIPIO DE TOLEDO, PARANA

ESTRUTURA POULACIONAL DE H. ancistroides (Ihering, 1911) EM RIACHOS URBANOS NO MUNICIPIO DE TOLEDO, PARANA ESTRUTURA POULACIONAL DE H. ancistroides (Ihering, 1911) EM RIACHOS URBANOS NO MUNICIPIO DE TOLEDO, PARANA 1* Thales Serrano Silva, 2 Tiago Debona, 3 Vinicius Valiente do Santos, 4 Ricardo Soni, 5 Éder

Leia mais

Allocytus verrucosus (OREOSOMATIDAE) NO RIO DE JANEIRO (ATLÂNTICO SUL OCIDENTAL)

Allocytus verrucosus (OREOSOMATIDAE) NO RIO DE JANEIRO (ATLÂNTICO SUL OCIDENTAL) Allocytus verrucosus (OREOSOMATIDAE) NO RIO DE JANEIRO (ATLÂNTICO SUL OCIDENTAL) Lopes, P.R.D. (1) ; Oliveira-Silva, J.T. (1) ; Kieronski, D.B. (1) ; Matos, F.J.P. (2) andarilho40@gmail.com (1) Universidade

Leia mais

Fish, Barra Bonita River, upper Paraná River basin, state of Paraná, Brazil.

Fish, Barra Bonita River, upper Paraná River basin, state of Paraná, Brazil. Fish, Barra Bonita River, upper Paraná River basin, state of Paraná, Brazil. Álvaro Maier 1 Cláudio Henrique Zawadzki 2 Weferson Júnio da Graça 2 Alessandro Gasparetto Bifi 2 1 Universidade Estadual do

Leia mais

Biodiversidade em Minas Gerais

Biodiversidade em Minas Gerais Biodiversidade em Minas Gerais SEGUNDA EDIÇÃO ORGANIZADORES Gláucia Moreira Drummond Cássio Soares Martins Angelo Barbosa Monteiro Machado Fabiane Almeida Sebaio Yasmine Antonini Fundação Biodiversitas

Leia mais

TARTARUGAS MARINHAS: PROJETO TAMAR

TARTARUGAS MARINHAS: PROJETO TAMAR TARTARUGAS MARINHAS: PROJETO TAMAR Dados: Projeto TAMAR compilados por Cecília Baptistotte* As Tartarugas Marinhas são répteis que surgiram há 150 milhões de anos, resistindo a drásticas mudanças na Terra,

Leia mais

Nesta edição: O ecossistema do manguezal com sua fauna e sua flora características, curiosidades e ainda passatempos divertidos!!!

Nesta edição: O ecossistema do manguezal com sua fauna e sua flora características, curiosidades e ainda passatempos divertidos!!! anguezal Nesta edição: O ecossistema do manguezal com sua fauna e sua flora características, curiosidades e ainda passatempos divertidos!!! EDITORIAL Pelas páginas desta revista, você encontrará muitos

Leia mais

COMPOSIÇÃO ICTIOFAUNÍSTICA DO RIO DAS CINZAS BACIA DO RIO PARANAPANEMA, SÃO PAULO, BRASIL

COMPOSIÇÃO ICTIOFAUNÍSTICA DO RIO DAS CINZAS BACIA DO RIO PARANAPANEMA, SÃO PAULO, BRASIL COMPOSIÇÃO ICTIOFAUNÍSTICA DO RIO DAS CINZAS BACIA DO RIO PARANAPANEMA, SÃO PAULO, BRASIL Tiago Debona 1, Evelini Arsego 1, Vinicius Valiente dos Santos 1, Daniele Zaneratto Damasceno 2, Norberto Castro

Leia mais

Reservatórios periurbanos da RMBH. -É possível compatibilizar serviços ecológicos com o desenvolvimento urbano? Gustavo Soares Xavier

Reservatórios periurbanos da RMBH. -É possível compatibilizar serviços ecológicos com o desenvolvimento urbano? Gustavo Soares Xavier Reservatórios periurbanos da RMBH -É possível compatibilizar serviços ecológicos com o desenvolvimento urbano? Gustavo Soares Xavier O que é um reservatório: Um reservatório é uma construção formada pelo

Leia mais

A ictiofauna do Parque Nacional da Serra do Cipó (Minas Gerais, Brasil) e áreas adjacentes

A ictiofauna do Parque Nacional da Serra do Cipó (Minas Gerais, Brasil) e áreas adjacentes Lundiana 6(supplement):77-87, 2005 2005 Instituto de Ciências Biológicas - UFMG ISSN 1676-6180 A ictiofauna do Parque Nacional da Serra do Cipó (Minas Gerais, Brasil) e áreas adjacentes Fábio Vieira 1,

Leia mais

GUIA FOTOGRÁFICO E ASPECTOS DA BIOLOGIA DOS PRINCIPAIS PEIXES DE ÁGUA DOCE DO PARQUE NACIONAL DA LAGOA DO PEIXE, RS

GUIA FOTOGRÁFICO E ASPECTOS DA BIOLOGIA DOS PRINCIPAIS PEIXES DE ÁGUA DOCE DO PARQUE NACIONAL DA LAGOA DO PEIXE, RS GUIA FOTOGRÁFICO E ASPECTOS DA BIOLOGIA DOS PRINCIPAIS PEIXES DE ÁGUA DOCE DO PARQUE NACIONAL DA LAGOA DO PEIXE, RS Fabiano CORRÊA 1, Marlucy Coelho CLAUDINO 2, Alexandre Miranda GARCIA 3 Laboratório de

Leia mais

PEIXES COMERCIAIS DE MANAUS

PEIXES COMERCIAIS DE MANAUS CHARACIFORMES CHARACIFORMES ACESTRORHYNCHIDAE DENTE-DE-CÃO 26 FAMÍLIA ACESTRORHYNCHIDAE Os membros dessa família alcançam de 15 a 35cm de comprimento padrão e apresentam corpo alongado, ligeiramente comprimido;

Leia mais

ZOOLOGIA DE VERTEBRADOS

ZOOLOGIA DE VERTEBRADOS ZOOLOGIA DE VERTEBRADOS CURSO: Ciências Biológicas 3º Ano 2º semestre 9ª Aula Anfíbios: diversidade e características (Ministrante: Profa. Dra. Virginia S. Uieda) Professores Responsáveis: Virgínia Sanches

Leia mais

BACIA DO RIO TRAMANDAÍ

BACIA DO RIO TRAMANDAÍ Guia de identificação dos peixes da bacia do rio Tramandaí GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DOS PEIXES DA BACIA DO RIO TRAMANDAÍ Luiz Roberto Malabarba Pedro Carvalho Neto Vinicius de Araújo Bertaco Tiago Pinto Carvalho

Leia mais

fibras musculares ou miócitos

fibras musculares ou miócitos Os tecidos musculares são de origem mesodérmica e relacionam-se com a locomoção e outros movimentos do corpo, como a contração dos órgãos do tubo digestório, do coração e das artérias. As células dos tecidos

Leia mais

Peixes e crustaceos Nativos da PVSuL

Peixes e crustaceos Nativos da PVSuL Peixes e crustaceos Nativos da PVSuL Alguns, encobertos pela água. Outros, ativos à noite. A maioria, raramente vista. Os peixes e crustáceos presentes no PV-Sul representam dois grupos de animais presentes

Leia mais

GUIA de Identificação das Espécies de PEIXES da Bacia do Rio das Pedras

GUIA de Identificação das Espécies de PEIXES da Bacia do Rio das Pedras GUIA de Identificação das Espécies de PEIXES da Bacia do Rio das Pedras Município de Rio Claro, RJ Paulo Andreas Buckup Marcelo Ribeiro de Britto Rosana Souza-Lima João Coimbra Pascoli Leandro Villa-Verde

Leia mais

RELATÓRIO DO MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA DAS PCHS BOM JESUS DO GALHO E SUMIDOURO

RELATÓRIO DO MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA DAS PCHS BOM JESUS DO GALHO E SUMIDOURO RELATÓRIO DO MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA DAS PCHS BOM JESUS DO GALHO E SUMIDOURO CEMIG GERAÇÃO E TRANSMISSÃO S.A. RELATÓRIO FINAL: 2010/2011 DATA DA COLETA: 03 de agosto/2010 e 25 de janeiro/2011 DATA

Leia mais

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA. Fédération Cynologique Internationale GRUPO 5. Padrão FCI 195 09/06/1999. Padrão Ofi cial da Raça

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA. Fédération Cynologique Internationale GRUPO 5. Padrão FCI 195 09/06/1999. Padrão Ofi cial da Raça CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Fédération Cynologique Internationale GRUPO 5 Padrão FCI 195 09/06/1999 Padrão Ofi cial da Raça VOLPINO ITALIANO CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Filiada à Fédération

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA IBAMA N 194, DE 2 DE OUTUBRO DE 2008. O PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS IBAMA, no uso das suas atribuições legais previstas no

Leia mais

A fauna de peixes dos Rios dos Portos Seguros, extremo sul da Bahia, Brasil

A fauna de peixes dos Rios dos Portos Seguros, extremo sul da Bahia, Brasil BOL. MUS. BIOL. MELLO LEITÃO (N. SÉR.) 24:119-142. DEZEMBRO DE 2008 119 A fauna de peixes dos Rios dos Portos Seguros, extremo sul da Bahia, Brasil Luisa M. Sarmento-Soares 1,2*, Rosana Mazzoni 1 & Ronaldo

Leia mais

Levantamento da ictiofauna da Floresta Nacional de Canela, na região superior da bacia hidrográfica do Rio Caí, Rio Grande do Sul, Brasil

Levantamento da ictiofauna da Floresta Nacional de Canela, na região superior da bacia hidrográfica do Rio Caí, Rio Grande do Sul, Brasil Levantamento da ictiofauna da Floresta Nacional de Canela, na região superior da bacia hidrográfica do Rio Caí, Rio Grande do Sul, Brasil Biota Neotrop. 2009, 9(2): 221-226. On line version of this paper

Leia mais

ESPÉCIES PROTEGIDAS Olá!! Venho para vos falar das espécies protegidas...

ESPÉCIES PROTEGIDAS Olá!! Venho para vos falar das espécies protegidas... ESPÉCIES PROTEGIDAS Olá!! Venho para vos falar das espécies protegidas... www.geota.pt geota.sec@netcabo.pt O que são as espécies protegidas Espécies cujo número de indivíduo é muito reduzido estando em

Leia mais

PIRACEMA. Contra a corrente

PIRACEMA. Contra a corrente PIRACEMA A piracema é um fenômeno que ocorre com diversas espécies de peixes ao redor do mundo. A palavra vem do tupi e significa subida do peixe. A piracema é o período em que os peixes sobem para a cabeceira

Leia mais

GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL

GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL 1. Posição e situação geográfica. O Rio Grande do Sul é o estado mais meridional do Brasil, localiza-se no extremo sul do país. Tem um território de 282.062 km 2, ou seja,

Leia mais

Sugestões de atividades para avaliação. Ciências 7 o ano Unidade 8

Sugestões de atividades para avaliação. Ciências 7 o ano Unidade 8 Sugestões de atividades para avaliação Ciências 7 o ano Unidade 8 5 Nome: Data: UniDaDE 8 1 Com relação às suas características gerais, podemos dizer que os vertebrados possuem exclusivamente: I. patas.

Leia mais

PEIXES COMERCIAIS DE MANAUS

PEIXES COMERCIAIS DE MANAUS SILURIFORMES SILURIFORMES AUCHENIPTERIDAE MANDI-PERUANO 74 FAMÍLIA AUCHENIPTERIDAE: Cangati, mandi-peruano, mandubé. Os membros dessa família apresentam corpo nu, coberto apenas por pele; região dorsal

Leia mais

Evolução da Terra. Geografia Prof. Cristiano Amorim

Evolução da Terra. Geografia Prof. Cristiano Amorim Evolução da Terra Geografia Prof. Cristiano Amorim Estrutura interna da Terra A estrutura interna da Terra é composta de: Litosfera (50 a 60 km de espessura). Manto (4.600 km de espessura). Núcleo (1.700

Leia mais

Jornal Oficial da União Europeia 30.4.2004

Jornal Oficial da União Europeia 30.4.2004 L 150/12 PT Jornal Oficial da União Europeia 30.4.2004 REGULAMENTO (CE) N.º 812/2004 DO CONSELHO de 26.4.2004 que estabelece medidas relativas às capturas acidentais de cetáceos no exercício das actividades

Leia mais

RAÇAS DE CAPRINOS. Profa. Alda Monteiro - 2013

RAÇAS DE CAPRINOS. Profa. Alda Monteiro - 2013 RAÇAS DE CAPRINOS Profa. Alda Monteiro - 2013 As raças de cabras estão reunidas em 3 troncos distintos, sendo aceitas as subdivisões que se seguem: Tronco europeu: raças do sub-tronco europeu alpino, com

Leia mais

Conservação da Ictiofauna na Bacia do Rio São Francisco

Conservação da Ictiofauna na Bacia do Rio São Francisco Conservação da Ictiofauna na Bacia do Rio São Francisco Carlos Bernardo Mascarenhas Alves Projeto Manuelzão - UFMG Roteiro da apresentação Aspectos gerais Plano Diretor de Recursos Hídricos Ictiofauna

Leia mais

A ictiofauna de cabeceiras do rio Tietê, São Paulo, Brasil

A ictiofauna de cabeceiras do rio Tietê, São Paulo, Brasil Biota Neotrop., vol. 11, no. 3 A ictiofauna de cabeceiras do rio Tietê, São Paulo, Brasil Alexandre Pires Marceniuk 1,3, Alexandre Wagner da Silva Hilsdorf 1 & Francisco Langeani 2 1 Laboratório de Genética

Leia mais

Carlos Figueiredo Cristiano Fernandes Fábio Pinheiro Curso Profissional de Técnico de Manutenção Industrial/Electromecânica 12ºAno

Carlos Figueiredo Cristiano Fernandes Fábio Pinheiro Curso Profissional de Técnico de Manutenção Industrial/Electromecânica 12ºAno Carlos Figueiredo Cristiano Fernandes Fábio Pinheiro Curso Profissional de Técnico de Manutenção Industrial/Electromecânica 12ºAno A Biodiversidade desta região é única e uma das mais ricas do mundo. Estima-se

Leia mais

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot de Souza RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ RELATÓRIO TÉCNICO Nº 39 2012 COORDENAÇÃO

Leia mais

peixes do quadrilátero ferrífero

peixes do quadrilátero ferrífero peixes do quadrilátero ferrífero guia de identificação fábio vieira joão p. C. gomes bruno p. maia Luiz G. M. Silva peixes do quadrilátero ferrífero guia de identificação fábio vieira joão p. C. gomes

Leia mais

BIOLOGIA BIOMAS BRASILEIROS

BIOLOGIA BIOMAS BRASILEIROS BIOLOGIA BIOMAS BRASILEIROS Caatinga Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia e Norte de Minas. Forte presença de arbustos com galhos retorcidos e com raízes

Leia mais

04) Astyanax altiparanae Garutti & Britski, 2000

04) Astyanax altiparanae Garutti & Britski, 2000 Ordem Characiformes - A. altiparanae 75 04) Astyanax altiparanae Garutti & Britski, 2000 Nomes comuns: Lambari, lambari-do-rabo-amarelo e tambiú. Distribuição geográfica: Bacia do alto rio Paraná (Garutti;

Leia mais

Projeto de Ciências. Arara- Azul

Projeto de Ciências. Arara- Azul GRUPO 1 Projeto de Ciências Arara- Azul Arara- Azul Local onde vive: Buri+zais, matas ciliares e cerrado adjacente. Caracterís>cas: As araras têm um bico forte, língua carnosa e cauda longa com forma de

Leia mais

LABRADOR RETRIEVER. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Fédération Cynologique Internationale. GRUPO 8 Padrão FCI N o 122 12/01/2011

LABRADOR RETRIEVER. CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Fédération Cynologique Internationale. GRUPO 8 Padrão FCI N o 122 12/01/2011 CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Fédération Cynologique Internationale GRUPO 8 Padrão FCI N o 122 12/01/2011 Padrão Oficial da Raça LABRADOR RETRIEVER M.Davidson, illustr. NKU Picture Library Esta

Leia mais

Dieta alemã para peixes de todas as nacionalidades.

Dieta alemã para peixes de todas as nacionalidades. Dieta alemã para peixes de todas as nacionalidades. Seus peixes podem ter uma alimentação de primeiro mundo. Divididas entre as linhas especial e premium, as rações oferecem alto valor nutricional para

Leia mais

RELATÓRIO DE RESGATE DE ICTIOFAUNA DURANTE A PARADA PROGRAMADA DE MÁQUINAS (UG-01) - UHE SÃO JOSÉ - Empresa Executora:

RELATÓRIO DE RESGATE DE ICTIOFAUNA DURANTE A PARADA PROGRAMADA DE MÁQUINAS (UG-01) - UHE SÃO JOSÉ - Empresa Executora: RELATÓRIO DE RESGATE DE ICTIOFAUNA DURANTE A PARADA PROGRAMADA DE MÁQUINAS (UG-01) - UHE SÃO JOSÉ - Empresa Executora: Novembro de 2013. 1. INTRODUÇÃO Nos dias 25, 26 e 27 de novembro de 2013 foi realizado

Leia mais

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DE PROPÁGULOS DA RIZOPHORA MANGLE EM DOIS TRATAMENTOS

TÍTULO: AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DE PROPÁGULOS DA RIZOPHORA MANGLE EM DOIS TRATAMENTOS TÍTULO: AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DE PROPÁGULOS DA RIZOPHORA MANGLE EM DOIS TRATAMENTOS CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: ECOLOGIA INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA AUTOR(ES):

Leia mais

Projeto de apoio à revitalização do Rio dos Cochos, Januária MG.

Projeto de apoio à revitalização do Rio dos Cochos, Januária MG. Estudo da Fauna de Peixes do Rio dos Cochos e da Relação com a Comunidade em seu Entorno. Deborah Mattos Guimarães Apgaua¹; Paulo dos Santos Pompeu²; Áureo Eduardo Magalhães Ribeiro³ ¹Estudante de graduação

Leia mais

RELATÓRIO DE ATIVIDADES - BOLSISTA DE PÓS-DOUTORADO SÊNIOR CNPq- PRIMEIRO ANO

RELATÓRIO DE ATIVIDADES - BOLSISTA DE PÓS-DOUTORADO SÊNIOR CNPq- PRIMEIRO ANO RELATÓRIO DE ATIVIDADES - BOLSISTA DE PÓS-DOUTORADO SÊNIOR CNPq- PRIMEIRO ANO DIVERSIDADE, ENDEMISMO E ANÁLISE BIOGEOGRÁFICA DE SILURIFORMES EM SISTEMAS HÍDRICOS POUCO EXPLORADOS NO EXTREMO SUL DA BAHIA

Leia mais

GRANDE AZUL DA GASCONHA GRAND BLEU DE GASCOGNE

GRANDE AZUL DA GASCONHA GRAND BLEU DE GASCOGNE CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Fédération Cynologique Internationale GRUPO 6 Padrão FCI 22 18/02/1997 Padrão Ofi cial da Raça GRANDE AZUL DA GASCONHA GRAND BLEU DE GASCOGNE CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA

Leia mais

GRUPO 2 Padrão FCI N o 50 06/11/1996

GRUPO 2 Padrão FCI N o 50 06/11/1996 CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Fédération Cynologique Internationale GRUPO 2 Padrão FCI N o 50 06/11/1996 Padrão Oficial da Raça T E R R A (NEWFOUNDLAND) N O V A 2 CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA

Leia mais

A Ictiofauna do Rio Santa Maria do Rio Doce. Guilherme P. Fadini 1*

A Ictiofauna do Rio Santa Maria do Rio Doce. Guilherme P. Fadini 1* III SIMPÓSIO SOBRE A BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA. 2014 379 A Ictiofauna do Rio Santa Maria do Rio Doce. Guilherme P. Fadini 1* 1 Museu de Biologia Mello Leitão. Av. José Ruschi, Nº 4, Santa Teresa-ES.

Leia mais

GRUPO 6 Padrão FCI N o 22 18/02/1997

GRUPO 6 Padrão FCI N o 22 18/02/1997 CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Fédération Cynologique Internationale GRUPO 6 Padrão FCI N o 22 18/02/1997 Padrão Oficial da Raça GRANDE AZUL DA GASCONHA (GRAND BLEU DE GASCOGNE) CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA

Leia mais

Rios e Peixes da Cabeceira a Foz. Luisa Maria Sarmento-Soares 1,2

Rios e Peixes da Cabeceira a Foz. Luisa Maria Sarmento-Soares 1,2 III SIMPÓSIO SOBRE A BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA 2014 13 Rios e Peixes da Cabeceira a Foz Luisa Maria Sarmento-Soares 1,2 1 Museu de Biologia Prof. Mello Leitão/ Projeto BIOdiversES (www.nossosriachos.net),

Leia mais

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA. Fédération Cynologique Internationale. GRUPO 3 Padrão FCI N o 3 11/05/2005. Padrão Oficial da Raça TERRIER

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA. Fédération Cynologique Internationale. GRUPO 3 Padrão FCI N o 3 11/05/2005. Padrão Oficial da Raça TERRIER CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Fédération Cynologique Internationale GRUPO 3 Padrão FCI N o 3 11/05/2005 Padrão Oficial da Raça KERRY BLUE TERRIER 2 CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Filiada à

Leia mais

Ecologia II: Ecossistemas fluviais. Manuela Abelho 2012

Ecologia II: Ecossistemas fluviais. Manuela Abelho 2012 Ecologia II: Ecossistemas fluviais Manuela Abelho 2012 8.1 Princípios básicos 8. RECUPERAÇÃO ECOLÓGICA 2 A e a recuperação de rios A consideração dos valores ambientais oferecidos pelos rios não impede

Leia mais

EXERCÍCIOS DE REVISÃO - CAP. 04-7ºS ANOS

EXERCÍCIOS DE REVISÃO - CAP. 04-7ºS ANOS EXERCÍCIOS DE REVISÃO - CAP. 04-7ºS ANOS LEIA AS INFORMAÇÕES, CONSULTE O LIVRO PARA ADQUIRIR MAIS CONHECIMENTO E RESPONDA OS EXERCÍCIOS EM SEU CADERNO. 1- Quente e frio: um país de extremos O Brasil é

Leia mais

DESCRIÇÃO DO PESCADO NA BAIXADA MARANHENSE São Bento/MA

DESCRIÇÃO DO PESCADO NA BAIXADA MARANHENSE São Bento/MA DESCRIÇÃO DO PESCADO NA BAIXADA MARANHENSE São Bento/MA Resumo: Diego Carvalho Viana¹ Amilton Cesar dos Santos² Rennan Lopes Olio³ Luís Miguel Lobo 4 Carlos Eduardo Malavasi Bruno 5 Douglas de Jesus Soares

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 146, DE 11 DE JANEIRO DE 2007

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 146, DE 11 DE JANEIRO DE 2007 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 146, DE 11 DE JANEIRO DE 2007 O PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁ- VEIS - IBAMA, no uso das atribuições legais previstas no art.

Leia mais

Ecologia BB.. 0 4 0 4 Pa P isa s ge g ns s n at a ura r is s e bio i d o iv i e v rs r i s d i ad a e e (P ( a P r a t r e t I ). ) Pá P g. á g.

Ecologia BB.. 0 4 0 4 Pa P isa s ge g ns s n at a ura r is s e bio i d o iv i e v rs r i s d i ad a e e (P ( a P r a t r e t I ). ) Pá P g. á g. Ecologia BB. 04 Paisagens naturais e biodiversidade (Parte I). Pág. 61 Estrutura da Terra Atmosfera camada gasosa Hidrosfera massa líquida (rios,lagos, oceanos) Biosfera porção do planeta onde se desenvolvem

Leia mais

GOVERNO DE MATO GROSSO Fundação Estadual do Meio Ambiente FEMA-MT

GOVERNO DE MATO GROSSO Fundação Estadual do Meio Ambiente FEMA-MT Atividade Conjunta Fundação Estadual do Meio Ambiente FEMA-MT e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBAMA-MT de: Monitoramento da Atividade Reprodutiva dos Peixes Migradores

Leia mais

Lima, F.C.T. & Caires, R.A.

Lima, F.C.T. & Caires, R.A. Peixes da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, bacias dos rios Tocantins e São Francisco, com observações sobre as implicações biogeográficas das águas emendadas dos rios Sapão e Galheiros Biota

Leia mais

FLORESTA AMAZÔNICA F 5 M A 2

FLORESTA AMAZÔNICA F 5 M A 2 FLORESTA AMAZÔNICA F 5 M A 2 Editora F-5MA2 Rua Floriano Peixoto Santos, 55 Morumbi CEP 05658-080 São Paulo - SP Tel.: (11) 3749 3250 Apresentação A população crescendo, florestas sumindo, calor aumentando,

Leia mais

ESTUDOS ICTIOLÓGICOS E PESQUEIROS EM ÁGUAS INTERIORES DO RIO GRANDE DO NORTE

ESTUDOS ICTIOLÓGICOS E PESQUEIROS EM ÁGUAS INTERIORES DO RIO GRANDE DO NORTE ESTUDOS ICTIOLÓGICOS E PESQUEIROS EM ÁGUAS INTERIORES DO RIO GRANDE DO NORTE Dr. Rodrigo Silva da Costa (rdgcosta@ufersa.edu.br) Dr. José Luís Costa Novaes (novaes@ufersa.edu.br) Universidade Federal Rural

Leia mais

Revista Brasileira de Ciências Agrárias ISSN: 1981-1160 editorgeral@agraria.pro.br Universidade Federal Rural de Pernambuco Brasil

Revista Brasileira de Ciências Agrárias ISSN: 1981-1160 editorgeral@agraria.pro.br Universidade Federal Rural de Pernambuco Brasil Revista Brasileira de Ciências Agrárias ISSN: 1981-1160 editorgeral@agraria.pro.br Universidade Federal Rural de Pernambuco Brasil Silva Filho, Edgar G. da; Silva Santana, Fábio M. da; Severi, William

Leia mais

RÉPTEIS DE CABO VERDE

RÉPTEIS DE CABO VERDE RÉPTEIS DE CABO VERDE Nas ilhas de Cabo Verde ocorre um conjunto notável de espécies endémicas de Répteis com origem no continente africano. Há alguns milhares de anos, elementos da fauna africana terão

Leia mais

Construção de um banco de dados da Ecorregião Xingu-Tapajós: organismos aquáticos, ênfase em ictiologia.

Construção de um banco de dados da Ecorregião Xingu-Tapajós: organismos aquáticos, ênfase em ictiologia. Construção de um banco de dados da Ecorregião Xingu-Tapajós: organismos aquáticos, ênfase em ictiologia. Rodrigo Braga da Rocha Villa Verde Bolsista de Iniciação Científica História, Universidade Federal

Leia mais

16) Piaractus mesopotamicus (Holmberg, 1887)

16) Piaractus mesopotamicus (Holmberg, 1887) 130 Ovos e larvas de peixes de água doce... 16) Piaractus mesopotamicus (Holmberg, 1887) Nomes comuns : Pacu e pacu-caranha. Distribuição geográfica: Bacia do rio da Prata (Romagosa; Paiva; Godinho; Storfer,

Leia mais

Diário Oficial n 2.605 43, Ano XX - Estado do Tocantins, quinta-feira, 6 de março de 2008. INSTRUÇÃO NORMATIVA No 002, 04 de março de 2008.

Diário Oficial n 2.605 43, Ano XX - Estado do Tocantins, quinta-feira, 6 de março de 2008. INSTRUÇÃO NORMATIVA No 002, 04 de março de 2008. Diário Oficial n 2.605 43, Ano XX - Estado do Tocantins, quinta-feira, 6 de março de 2008. INSTRUÇÃO NORMATIVA No 002, 04 de março de 2008. Dispõe sobre parâmetros de caracterização e uniformização dos

Leia mais

Vivendo na Terra. Como era a Terra e quais os grupos animais viventes no momento evolutivo em que se deu a transição para o ambiente terrestre?

Vivendo na Terra. Como era a Terra e quais os grupos animais viventes no momento evolutivo em que se deu a transição para o ambiente terrestre? Vivendo na Terra Como era a Terra e quais os grupos animais viventes no momento evolutivo em que se deu a transição para o ambiente terrestre? Transição para o ambiente terrestre Peixes com características

Leia mais

Ecossistemas marinhos/

Ecossistemas marinhos/ Ecossistemas marinhos/ PERCURSO PELA DESCOBERTA DA DIVERSIDADE DOS PEIXES Raquel Gaspar Associação Viver a Ciência rgaspar@viveraciencia.org Cláudia Faria Instituto de Educação, Universidade de Lisboa

Leia mais

IV SEMINÁRIO NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA EM CUNICULTURA. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. UNESP Botucatu Campus Lageado

IV SEMINÁRIO NACIONAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA EM CUNICULTURA. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. UNESP Botucatu Campus Lageado Cuidados e conforto para coelhos de companhia Maísa Melo Heker* *Zootecnista e Mestrando Programa de Pós Graduação em Zootecnia FCAV- UNESP Campus Jaboticabal. Introdução Atualmente todas as raças de coelhos

Leia mais

ESTUDO DE IMPACTOS AMBIENTAIS EM TRECHOS DO ARROIO CANDÓI, LARANJEIRAS DO SUL, REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ

ESTUDO DE IMPACTOS AMBIENTAIS EM TRECHOS DO ARROIO CANDÓI, LARANJEIRAS DO SUL, REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ ESTUDO DE IMPACTOS AMBIENTAIS EM TRECHOS DO ARROIO CANDÓI, LARANJEIRAS DO SUL, REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ Aline da Silva Rodrigues de Oliveira Graduanda em Geografia Licenciatura e Bolsista Voluntária

Leia mais

O Estado da Biodiversidade Brasileira: Genes, Espécies e Biomas

O Estado da Biodiversidade Brasileira: Genes, Espécies e Biomas O Estado da Biodiversidade Brasileira: Genes, Espécies e Biomas Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada IPEA Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais DIRUR Eixo Temático: Sustentabilidade

Leia mais

À boleia: o dispositivo para peixes transporta também enguias, que crescem e se alimentam em água doce e migram para o mar para se reproduzirem.

À boleia: o dispositivo para peixes transporta também enguias, que crescem e se alimentam em água doce e migram para o mar para se reproduzirem. Peixe pode passar 1 Peixe pode passar A barragem de Pedrógão, construída no rio Guadiana, no concelho de Vidigueira, Beja, integra o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva geridos pela EDIA - Empresa

Leia mais