ARQUITETURA E ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES.. Prof. Francisco Tesifom Munhoz 6 O HARD DISK - HD 3 7 SISTEMAS DE ARQUIVOS 8 9 DELEÇÃO 10

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1 FRANCISCO TESIFOM MUNHOZ 2006

2 Índice 6 O HARD DISK - HD COMO FUNCIONA UM DISCO RÍGIDO COMO OS DADOS SÃO GRAVADOS E LIDOS TECNOLOGIA DE GRAVAÇÃO PERPENDICULAR PARTICIONAMENTO FORMATAÇÃO SETOR DE BOOT 7 7 SISTEMAS DE ARQUIVOS A CAPACIDADE DE ARMAZENAMENTO O SISTEMA DE ARQUIVOS FAT DESPERDÍCIO SISTEMA DE ARQUIVO FAT HPFS E NTFS 10 8 FRAGMENTAÇÃO 10 9 DELEÇÃO OUTROS SISTEMAS DE ARQUIVOS TECNOLOGIA JOURNALING SISTEMAS DE ARQUIVOS LINUX EXT EXT REISERFS XFS VFAT SISTEMA DE ARQUIVOS WINFS - MICROSOFT BIBLIOGRAFIA 12 2

3 6 O Hard Disk - HD Disco rígido, disco duro, (popularmente também winchester) ou HD (do inglês Hard Disk) é a parte do computador onde são armazenadas as informações, ou seja, é a "memória que não apaga" propriamente dita (não confundir com "memória RAM"). Caracterizado como memória física, nãovolátil, que é aquela na qual as informações não são perdidas quando o computador é desligado. O disco rígido é um sistema lacrado contendo discos de metal recobertos por material magnético onde os dados são gravados através de cabeças, e revestido externamente por uma proteção metálica que é presa ao gabinete do computador por parafusos. É nele que normalmente gravamos dados (informações) e a partir dele lançamos e executamos nossos programas mais usados. Este sistema é necessário porque o conteúdo da memória RAM é apagado quando o computador é desligado. Desta forma, temos um meio de executar novamente programas e carregar arquivos contendo os dados da próxima vez em que o computador for ligado. O disco rígido é também chamado de memória de massa ou ainda de memória secundária. Nos sistemas operativos mais recentes, o disco rígido é também utilizado para expandir a memória RAM, através da gestão de memória virtual. Existem vários tipos de discos rigidos diferentes: IDE/ATA, SATA, SCSI, Fibre channel. Figura 6-1- Hard Disk IDE/ATA e a direita uma vista interna do dispositivo 6.1 Como funciona um disco rígido Dentro do disco rígido, os dados são gravados em discos magnéticos, chamados em inglês de platters. Estes discos internos são compostos de duas camadas. A primeira é chamada de substrato, e nada mais é do que um disco metálico, geralmente feito de ligas de alumínio. A fim de permitir o armazenamento de dados, este disco é recoberto por uma segunda camada, agora de material magnético. Os discos são montados em um eixo que por sua vez gira graças a um motor especial. Para ler e gravar dados no disco, usamos cabeças de leitura eletromagnéticas (heads em inglês) que são presas a um braço móvel (arm), o que permite o seu acesso a todo o disco. Um dispositivo especial, chamado de atuador, ou actuator em inglês, coordena o movimento das cabeças de leitura. Figura HD com 3 platters. A direita, detalhe do atuador e as cabeças magnéticas 6.2 Como os dados são gravados e lidos 3

4 Os discos magnéticos de um disco rígido são recobertos por uma camada magnética extremamente fina. Na verdade, quanto mais fina for a camada de gravação, maior será sua sensibilidade, e consequentemente maior será a densidade de gravação permitida por ela. Poderemos então armazenar mais dados num disco do mesmo tamanho, criando HDs de maior capacidade. Os primeiros discos rígidos, assim como os discos usados no início da década de 80, utilizavam a mesma tecnologia de mídia magnética utilizada em disquetes, chamada coated media, que além de permitir uma baixa densidade de gravação, não é muito durável. Os discos atuais já utilizam mídia laminada (plated media); uma mídia mais densa, de qualidade muito superior, que permite a enorme capacidade de armazenamento dos discos modernos. A cabeça de leitura e gravação de um disco rígido funciona como um eletroímã semelhante aos que estudamos nas aulas de ciências do primário, sendo composta de uma bobina de fios que envolvem um núcleo de ferro. A diferença é que num disco rígido, este eletroímã é extremamente pequeno e preciso, a ponto de ser capaz de gravar trilhas medindo menos de um centésimo de milímetro. Figura Detalhe de uma cabeça magnética Quando estão sendo gravados dados no disco, a cabeça utiliza seu campo magnético para organizar as moléculas de óxido de ferro da superfície de gravação, fazendo com que os pólos positivos das moléculas fiquem alinhados com o pólo negativo da cabeça e, consequentemente, com que os pólos negativos das moléculas fiquem alinhados com o pólo positivo da cabeça. Usamos neste caso a velha lei os opostos se atraem. Como a cabeça de leitura e gravação do HD é um eletroímã, sua polaridade pode ser alternada constantemente. Com o disco girando continuamente, variando a polaridade da cabeça de gravação, variamos também a direção dos pólos positivos e negativos das moléculas da superfície magnética. De acordo com a direção dos pólos, temos um bit 1 ou 0. Figura Formas de onda presentes numa leitura ou gravação dos bits Para gravar as seqüências de bits 1 e 0 que formam os dados, a polaridade da cabeça magnética é mudada alguns milhões de vezes por segundo, sempre seguindo ciclos bem determinados. Cada bit é formado no disco por uma seqüência de várias moléculas. Quanto maior for a densidade do disco, menos moléculas serão usadas para armazenar cada bit e teremos um sinal magnético mais fraco. Precisamos então de uma cabeça magnética mais precisa. 4

5 Quando é preciso ler os dados gravados, a cabeça de leitura capta o campo magnético gerado pelas moléculas alinhadas. A variação entre os sinais magnéticos positivos e negativos gera uma pequena corrente elétrica que caminha através dos fios da bobina. Quando o sinal chega na placa lógica do HD, ele é interpretado como uma seqüência de bits 1 e 0. Figura 6-5 -Leitura dos campos magnéticos Vendo desta maneira, o processo de armazenamento de dados em discos magnéticos parece ser simples, e realmente era nos primeiros discos rígidos (como o 305 RAMAC da IBM), que eram construídos de maneira praticamente artesanal. Apesar de nos discos modernos terem sido incorporados vários aperfeiçoamentos, o processo básico continua sendo o mesmo. 6.3 Tecnologia de gravação perpendicular Os discos rígidos convencionais armazenam os dados de forma longitudinal sobre o disco. Isto significa que os bits - as unidades magnéticas individuais - têm seus pólos norte e sul dispostos paralelamente ao disco. Embora os avanços na cobertura magnética continuem a permitir o aumento da densidade de armazenamento, os bits magnéticos repelem-se mutuamente devido ao alinhamento planar. Figura A esquerda gravação longitudinal e a direita gravação perpendicular Já a nova tecnologia de armazenamento perpendicular coloca os bits de forma perpendicular à cabeça de leitura. Isto reforça o acoplamento magnético entre os bits vizinhos, permitindo que os dados possam ser gravados mais próximos uns dos outros. Ao invés de interferirem uns com os outros, os bits vizinhos reforçam-se mutuamente e dão mais estabilidade magnética ao disco, que pode então reter mais informações em menor área. 5

6 Essa nova tecnologia, permite então um alto grau de miniaturização de discos, que passam a equipar toda gama de dispositivos que de alguma forma o requerem o armazenamento de dados, desde documentos a audio e vídeo. Figura 6-7 -Hard-Disk de 1.8". A direita PDA equipado com a nova tecnologia 6.4 Particionamento Particionar um disco significa dividi-lo em várias partes, este é um procedimento necessário para que o disco se torne funcional, sendo obrigatório a criação de no mínimo uma partição. Quando o disco é particionado, automaticamente gera-se uma tabela de partições, onde fica gravado o endereço e a característica da partição gerada, as partições possuem características individuais para cada tipo de sistema operacional. No sistema operacional Windows e MS-DOS são chamadas de fat16 ou fat32 o tipo de partição, em quanto que no Windows NT a partição pode ser do tipo NTFS e no linux esta é denominada EXT2, existem vários outros tipos de partição usadas por outros sistemas operacionais. Depois de gerar a partição torna-se necessário formatá-la, este procedimento é feito através de um comando específico do sistema operacional que será utilizado no disco, no caso do MS-DOS usamos o comando "Format" para dar forma a partição, possibilitando a instalação do sistema operacional em questão. A formatação é que define magneticamente a quantidade de trilhas e setores do disco, lembrando que em cada setor cabe apenas 512 bytes de informação. De qualquer forma, o usuário só poderá usar um Sistema Operacional por vez, que é escolhido durante a incialização da máquina e dominará a máquina até que o computador seja desligado ou reinicializado. A escolha é feita com ajuda de um programa instalado numa parte estratégica do disco e que é executado durante a inicialização da máquina, como o Lilo e o Grub. 6.5 Formatação Figura Linhas imaginárias que subdividem o disco em trilhas e setores Para que o sistema operacional seja capaz de gravar e ler dados no disco rígido, é preciso que antes sejam criadas estruturas que permitam gravar os dados de maneira organizada, para que eles possam ser encontrados mais tarde. Este processo é chamado de formatação. Existem dois tipos de formatação, chamados de formatação física e formatação lógica. A formatação física é feita apenas na fábrica ao final do processo de fabricação, e consiste em dividir o disco virgem em trilhas, setores e cilindros. Estas marcações funcionam como as faixas de uma estrada, permitindo à cabeça de leitura saber em que parte do disco está, e onde ela deve gravar dados. A formatação física é feita apenas uma vez, e não pode ser desfeita ou refeita através de software. Porém, para que este disco possa ser reconhecido e utilizado pelo sistema operacional, é necessária uma nova formatação, chamada de formatação lógica. Ao contrário da formatação física, a formatação lógica não altera a estrutura física do disco rígido, e 6

7 pode ser desfeita e refeita quantas vezes for preciso, através do comando FORMAT do DOS por exemplo. O processo de formatação, é quase automático, basta executar o programa formatador que é fornecido junto com o sistema operacional. Quando um disco é formatado, ele simplesmente é organizado do jeito do sistema operacional, preparado para receber dados. A esta organização damos o nome de sistema de arquivos. Um sistema de arquivos é um conjunto de estruturas lógicas e de rotinas que permitem ao sistema operacional controlar o acesso ao disco rígido. Diferentes sistemas operacionais usam diferentes sistemas de arquivos. Os sistemas de arquivos, mais usados atualmente são o FAT16, compatível com o DOS e todas as versões do Windows, e o FAT32, compatível apenas com o Windows 98, Windows 2000 e Windows 95 OSR/2 (uma versão debugada do Windows 95, com algumas melhorias, vendida pela Microsoft apenas em conjunto com computadores novos) e, finalmente, o NTFS, suportado pelo Windows 2000, Windows NT e Windows XP. Outros sistemas operacionais possuem seus próprios sistemas de arquivos; o Linux usa geralmente o EXT2 ou EXT3 enquanto o antigo OS/2 usa o HPFS. Quando o micro é ligado, o BIOS (um pequeno programa gravado em um chip na placa-mãe, que tem a função de dar a partida no micro ), tentará inicializar o sistema operacional. Independentemente de qual sistema de arquivos você esteja usando, o primeiro setor do disco rígido será reservado para armazenar informações sobre a localização do sistema operacional, que permitem ao BIOS achá-lo e iniciar seu carregamento. 6.6 Setor de boot No setor de boot é registrado qual sistema operacional está instalado, com qual sistema de arquivos o disco foi formatado e quais arquivos devem ser lidos para inicializar o micro. Um setor é a menor divisão física do disco, e possui sempre 512 bytes. Um cluster (também chamado de agrupamento) é a menor parte reconhecida pelo sistema operacional, e pode ser formado por vários setores. Um arquivo com um número de bytes maior que o tamanho do cluster, ao ser gravado no disco, é distribuído em vários clusters. Porém um cluster não pode pertencer a mais de um arquivo. Figura Organização de um disco em trilhas, setores e cilindros. Um único setor de 512 bytes pode parecer pouco, mas é suficiente para armazenar o registro de boot devido ao seu pequeno tamanho. Este setor especial também é conhecido como trilha MBR ou trilha zero. O MBR (Master Boot Record), que significa Registro de Inicialização Mestre, contém a tabela de partição do disco. O BIOS, interpreta essa tabela de partição e em seguida carrega um programa chamado bootstrap, que é o responsável pelo carregamento do Sistema Operacional. O MBR e a tabela de partição ocupam apenas um setor de uma trilha, o restante dos setores desta trilha não são ocupados, permanecendo vazios e inutilizáveis, servindo como área de proteção do MBR. É nesta mesma área que alguns vírus (vírus de boot) se alojam. Disquetes, Zip-disks e CD-ROMs não possuem MBR nem tabela de partição. Estes são exclusivos dos discos rígidos. 7

8 Estrutura do Master Boot Record Código de Start do SO Assinatura Master Partition Table 416 bytes 2 bytes 16 bytes 16 bytes 16 bytes 16 bytes 7 Sistemas de Arquivos Um sistema de arquivos é um conjunto de estruturas lógicas e de rotinas, que permitem ao sistema operacional controlar o acesso ao disco rígido. Diferentes sistemas operacionais usam diferentes sistemas de arquivos. Assim como os sistemas operacionais, os sistemas de arquivos estão em constante evolução na busca de um melhor desempenho. 7.1 A capacidade de armazenamento Na maioria das vezes, um disco é dividido em pequenas porções chamadas setores. Dentro de cada setor cabem 512 bytes de informação. Multiplicando-se o número total de setores de um disco por 512 bytes, teremos a sua capacidade de armazenamento, ou seja, se tomarmos como exemplo um disco rígido que possua a geometria 2448 cilindros, 16 cabeças e 63 setores por trilha, terá 2448 x 16 x 63 = setores. Multiplicando-se o número total de setores por 512 bytes, teremos sua capacidade total, no caso bytes. Importante notar que 1 KB não representa bytes, mas sim 1.024, assim como 1 MB não representa de bytes, mas sim Muita gente arredonda e acaba errando nas contas. Lembre-se: 1 KB = 210, 1 MB = 220 e 1 GB = 230. No exemplo dado, o disco rígido seria de 1,18 GB (basta dividir a capacidade que encontramos em bytes por 230 para encontrarmos o resultado em gigabytes) e não 1,26 GB como seria de se supor. 7.2 O sistema de arquivos FAT-16 O sistema de arquivos utilizado pelo MS-DOS chama-se FAT-16. Neste sistema existe uma Tabela de Alocação de Arquivos (File Allocation Table, FAT) que na verdade é um mapa de utilização do disco. A FAT mapeia a utilização do espaço do disco, ou seja, graças à ela o sistema operacional é capaz de saber onde exatamente no disco um determinado arquivo está armazenado. Existem várias posições na FAT, sendo que cada posição aponta a uma área do disco. Como cada posição na FAT-16 utiliza uma variável de 16 bits, podemos ter, no máximo, 2 16 = posições na FAT. Como em cada setor cabem apenas 512 bytes, concluímos que, teoricamente, poderíamos ter discos somente de até x 512 bytes = bytes ou 32 MB. Por este motivo, o sistema FAT-16 não trabalha com setores, mas sim com unidades de alocação chamadas clusters, que são conjuntos de setores. Em vez de cada posição da FAT apontar a um setor, cada posição aponta para um cluster, que é um conjunto de setores que poderá representar 1, 2, 4 ou mais setores do disco. Tamanho do Cluster Capacidade Máxima de Armazenamento 2 KB 128 MB 4 KB 256 MB 8 KB 512 MB 16 KB 1 GB 32 KB 2 GB 8

9 7.3 Desperdício O tamanho do cluster é definido automaticamente pelo sistema operacional quando o disco é formatado, seguindo a tabela. Um disco rígido de 630 MB utilizará clusters de 16 KB, enquanto um de 1, 7 GB utilizará clusters de 32 KB. Como a menor unidade a ser acessada pelo sistema operacional será o cluster, isto significa que os arquivos deverão ter, obrigatoriamente, tamanhos múltiplos do tamanho do cluster. Isto significa que um arquivo de 100 KB em um disco rígido que utilize clusters de 8 KB obrigatoriamente ocupará 13 clusters, ou 104 KB, pois este é o valor mais próximo de 100 KB que conseguimos chegar utilizando clusters de 8 KB. Neste caso, 4 KB serão desperdiçados. Quanto maior o tamanho do cluster, maior o desperdício. Se o mesmo arquivo de 100 KB for armazenado em um disco rígido que utilize clusters de 16 KB, ele obrigatoriamente utilizará 7 clusters, ou 112 KB. E, para o caso de um disco rígido com clusters de 32 KB, este mesmo arquivo ocupará 4 clusters, ou 128 KB. O desperdício em disco é um dos maiores problemas do sistema FAT, característica que chamamos de slack space. Quando maior o tamanho do cluster, mais espaço em disco é desperdiçado. Figura Localização dos clusters no disco Na Figura 0-1, dez clusters (0 a 9) contém 3 arquivos. Um dos arquivos ocupa os clusters 2, 3, 6, e 8. Um segundo arquivo ocupa os clusters 4 e 5, e um terceiro arquivo ocupa o cluster 7. O número do cluster inicial é o endereço do primeiro cluster usado pelo arquivo. Cada cluster contém um ponteiro que indica o próximo cluster do arquivo, ou um indicador de fim de arquivo (0xFFFF), ou seja, este último apenas indica se tratar de fim de arquivo. 7.4 Sistema de Arquivo FAT-32 Sabemos então, que o grande vilão do sistema FAT-16 é o desperdício em disco. Há, contudo, outro grande problema: o sistema FAT-16 não reconhece diretamente discos maiores que 2 GB. Para que discos com mais de 2 GB possam ser utilizados, devemos particioná-los, ou seja, dividi-los logicamente em outros menores que 2 GB. No caso de um disco rígido de 2,5 GB devemos obrigatoriamente dividi-lo em dois, podendo esta divisão ser, por exemplo, uma unidade de 2 GB e outra de cerca de 500 MB. Junto com a última revisão do Windows 95 (chamado Windows 95 OSR2), a Microsoft lançou um novo sistema de arquivos, denominado FAT-32. Este sistema estará presente também no novo sistema operacional da Microsoft, o Windows 98 Com o sistema FAT-32 o tamanho dos clusters é sensivelmente menor, o que faz com que haja bem menos desperdício. Este sistema permite, também, que discos rígidos de até 2 terabytes (1 TB = 2^40 bytes) sejam reconhecidos e acessados diretamente, sem a necessidade de particionamento. Tamanho do Cluster Capacidade Máxima de Armazenamento 512 bytes 256 MB 4 KB 8 GB 8 KB 16 GB 16 KB 32 GB 32 KB 2 TB 9

10 7.5 HPFS e NTFS A solução para o problema de desperdício em disco é a utilização de um outro sistema de arquivos que não o FAT. O sistema operacional OS/2, por exemplo, possui um excelente sistema de arquivos denominado HPFS (High Performance File System). O sistema operacional Windows NT também possui o seu próprio (e também excelente) sistema de arquivos, denominado NTFS (New Technology File System). No caso do OS/2 e do Windows NT, na hora de sua instalação o usuário pode optar em utilizar o sistema FAT-16 ou então o HPFS/NTFS. A vantagem destes sistemas de arquivo é que não há desperdício em disco, pois não há clusters: a menor unidade de alocação é o próprio setor de 512 bytes. A desvantagem óbvia destes sistemas de arquivos: só podem ser utilizados em conjunto com os seus sistemas operacionais. No NTFS, a FAT e o diretório raiz são substituídos pela MFT (Master File Table), que armazena as localizações de todos os arquivos e diretórios. Cada entrada de arquivo ou diretório, no MFT, possui 2KBytes, nos quais são armazenados o nome do arquivo e seus atributos. Sobra, então, uma pequena área de dados, geralmente de 1500 bytes, que é usada para guardar o início do arquivo. Caso o arquivo seja muito pequeno, ele poderá ser armazenado diretamente na entrada no MFT. Caso contrário, serão armazenados apenas os números dos clusters que ele ocupa. No NTFS, os atributos do arquivo vão muito além dos atributos vistos no sistema FAT. Eles incluem: nome; versão; nome MS-DOS (o nome simplificado com 8 caracteres e extensão); permissões do arquivo; auditoria. Os atributos permissões e auditoria são específicos para trabalho em rede. Nesse tipo de trabalho, é necessário controlar o acesso de usuários a cada arquivo. 8 Fragmentação A fragmentação ocorre quando o sistema operacional não consegue armazenar determinado arquivo de uma vez só, gravando-o em diferentes regiões do disco. Esse evento é muito comum no sistema operacional Windows, mas acontece também em outras plataformas, só que em uma escala menor Ler e gravar dados em um disco rígido que esteja muito fragmentado acaba se tornando um processo muito demorado, já que as cabeças de leituras terão de se mover mais a procura dos segmentos (clusters) que compõe o arquivo; e o processo de leitura e escrita em disco é milhões de vezes mais lenta que o mesmo processo em CPU. Para aumentar o desempenho nos processos de leitura e escrita de dados, é necessário utilizar alguma ferramenta de desfragmentação. A desfragmentação consiste de unir fragmentos de dados, de modo a otimizar o tempo de leitura e escrita e o espeço livre em disco, posicionando os clusters sequencialmente. Uma ferramenta de desfragmentação atua movendo os arquivos dentro do espaço livre disponível, de modo a desfazer a fragmentação. Devido a isso, essa ferramenta não pode ser utilizada em discos que não tenham espaço livre. Ao mover os dados de maneira física, a localização lógica dos arquivos não é alterada, sendo definida pela localização interna na estrutura do diretório. 9 Deleção Ao apagarmos um arquivo do disco rígido, ele não é removido fisicamente da midia, isto é, os setores que o arquivo usa no disco não são alterados. Para ganhar velocidade, o sistema operacional simplesmente remove o nome do arquivo do diretório e marcando os setores anteriormente usados pelo arquivo como disponíveis para uso. Portanto, os setores não são zerados. Com isso, usando utilitários de recuperação de dados é possível recuperar esses arquivos que foram apagados. Para realmente apagar um arquivo do disco de forma que seja impossível a sua recuperação, é necessário 10

11 zerar os setores ocupados anteriormente. Isso é feito através de outra categoria de programas utilitários que apresentam esa função específica. Vale lembrar que no processo de escrita no disco, os clusters marcados como disponíveis serão reutilizados, e assim sendo, os dados que lá ainda existiam fisicamente passam a ser sobreescritos, excluindo-se a possibilidade de recuperação. Portanto a recuperação de dados apresenta melhores chances de sucesso, quando não ocorreu nenhuma, ou muito poucas, operações de escrita no disco rígido. 10 Outros Sistemas de Arquivos Tecnologia Journaling Outros sistemas operacionais, como o Linux, por exemplo, suportam um sem número de sistemas de arquivos, que são descritos logo a seguir. Atualmente, uma importante característica dos atuais sistemas de arquivos é o "journaling". Sistemas de arquivos que possuem essa característica são preferidos em detrimento aos que não possuem. sistemas de arquivos com a tecnologia "Journaling", possuem a capacidade de acompanhar as mudanças que serão feitas no sistema de arquivos (por exemplo, gravações/atualizações de dados) antes que realmente sejam feitas. Essas informações que o Journaling captura são então armazenadas em uma parte separada do sistema de arquivos, denominada "Journal" (mas também conhecida por "registros de log"). Quando as informações são armazenadas no Journal, o sistema de arquivos aplica as mudanças registradas nele e então, remove as informações do Journal. Os registros de log são escritos antes que as mudanças efetivamente ocorram no sistema de arquivos e esses registros somente são eliminados quando as mudanças são feitas. Assim, se o computador é indevidamente desligado, o processo de montagem no próximo startup verificará se há mudanças gravadas no Journal "marcadas" como não feitas. Se houver, tais mudanças são então aplicadas ao sistema de arquivos. Isso faz com que os riscos de perda de dados sejam reduzidos drasticamente 10.1 Sistemas de Arquivos Linux Ext2 O sistema de arquivos ext2 é conhecido como "Second Extended FileSystem". Foi desenvolvido para ser mais "eficiente" que o sistema de arquivos "Minix", seu antecessor. O Minix era muito utilizado nas primeiras versões do Linux, e foi utilizado por muitos anos. O sistema de arquivos ext2 não possui journaling e foi substituído pelo ext Ext3 O sistema de arquivos ext3 é uma versão do ext2 com suporte a journaling. Portanto, o ext3 tem as mesmas características do ext2, mas com suporte journaling. Essa característica foi uma evolução e tornou o ext3 um sistema de arquivos muito estável e robusto. Como no ext3 só foi adicionado o suporte a journaling, podemos converter um sistema de arquivos ext2 para ext3, adicionado suporte a journaling, e também podemos converter um sistema de arquivos ext3 para ext2, removendo o suporte a journaling ReiserFS O sistema de arquivos ReiserFS foi criado recentemente. Mas atualmente quase todas as distribuições Linux o suportam. Sua performance é muito boa, principalmente para um número muito grande de arquivos pequenos. ReiserFS também possui suporte a journaling XFS 11

12 O sistema de arquivos XFS também possui suporte a journaling. Foi desenvolvido originalmente pela Silicon Graphics e posteriormente disponibilizado o código fonte. O XFS é considerado um dos melhores sistemas de arquivos para banco de dados, pois é muito rápido na gravação. XFS utiliza muitos recursos de cache com memória RAM, e para utilizar XFS é recomendado utilizar sistemas que possuem redundância de energia VFAT O sistema de arquivos VFAT é também conhecido como FAT32 (M$ Windows). O sistema de arquivos VFAT não possui suporte a journaling. É utilizado normalmente para transferir dados entre sistemas M$ Windows e o Linux instalados no mesmo disco, pois pode ser lido e escrito por ambos os sistemas operacionais. O sistema de arquivos VFAT está longe de ser um sistema de arquivos utilizado para Sistemas Linux, exceto para compartilhamento/compatibilidade entre o M$ Windows e Linux. Se você utilizar VFAT no Linux, esteja certo de perder alguns atributos, tais como: permissão de execução, links simbólicos, entre outras coisas. Ambos os sistemas de arquivos ext3 e ReiserFS são maduros o bastante para serem utilizados como padrão no Linux. Esses dois são os mais utilizados pelas distribuições Linux Sistema de arquivos WinFS - Microsoft O WinFS (Windows Future Storage) é baseado em uma tecnologia do Yukon, (codinome da próxima versão do banco de dados Microsoft SQL Server ) e deverá substituir os sistemas de arquivo NTFS e FAT32, usados nas versões atuais do Windows. Esse sistema vai usar tecnologia derivada da Internet para que seja possível procurar e catalogar qualquer tipo de arquivo com apenas um sistema, o que deve acabar com a necessidade de usar um sistema diferente para cada aplicação. Informações de um catálogo de endereços de , por exemplo, poderão ser acessados de diversos programas, em vez de apenas o software de correio eletrônico. Os diretórios e pastas serão substituídos com metadados em formato XML permitindo aos usuários encontrar documentos relacionados a tópicos e projetos específicos com maior facilidade. 11 Bibliografia em 11/08/2006; 15:40 Abel Alves - em 03/11/ em 03/11/2006 em 02/11/2006 em 02/11/

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