Arquitetura CORE Estrutura de Avaliação de Risco para Contrapartes Centrais

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1 Arquitetura CORE Estrutura de Avaliação de Risco para Contrapartes Centrais Diretoria Executiva das Clearings, Depositária e de Risco Diretoria de Administração de Risco Maio 2011 CLASSIFICAÇÃO DA INFORMAÇÃO: CONFIDENCIAL RESTRITA CONFIDENCIAL USO INTERNO X PÚBLICO 1

2 Agenda 1. MOTIVAÇÃO E OBJETIVOS DA ARQUITETURA CORE 2. EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE RISCO EM CONTRAPARTES CENTRAIS 3. MODELOS DE TERCEIRA GERAÇÃO AUMENTO DE EFICIÊNCIA COM REDUÇÃO DE RISCO 4. ARQUITETURA CORE DEFINIÇÃO DO MODELO GERAL DE RISCO 5. PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DA ARQUITETURA CORE 2

3 1. Motivação e Objetivos da Arquitetura CORE A Arquitetura CORE CORE (Closeout Risk Evaluation) - Nova arquitetura de sistemas de risco multiativos e multimercados de contraparte central (CCP) desenvolvida dentro do contexto do projeto de integração da infraestrutura de post-trade da BM&FBOVESPA; A arquitetura CORE representa de forma realista o problema de administração de riscos de uma CCP, que possui diferenças importantes com relação às atividades de administração de riscos de outros tipos de participantes do mercado financeiro (e.g. bancos, fundos de investimentos); Assim, pode-se obter ganhos de eficiência que são, por construção, robustos, e não resultado de hipótese ad hoc ou excessivamente otimistas. O AUMENTO DE EFICIÊNCIA COM ROBUSTEZ PROPICIADO PELA A ARQUITETURA CORE CONTRIBUI MARCADAMENTE PARA A REDUÇÃO DO RISCO SISTÊMICO 3

4 MOTIVADORES 1. Motivação e Objetivos da Arquitetura CORE Motivação do Projeto PREMISSA: AUMENTO DE EFICIÊNCIA E REDUÇÃO DE RISCO INTEGRAÇÃO DA INFRAESTRUTURA DE POST-TRADE DA BM&FBOVESPA EVOLUÇÃO DO MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS BRASILEIRO SITUAÇÃO ATUAL E MELHORIAS NECESSÁRIAS 4

5 1. Motivação e Objetivos da Arquitetura CORE Integração da Infraestrutura de Post-Trade da BM&FBOVESPA O projeto de integração da infraestrutura de post-trade coloca importantes oportunidades para reavaliação das estruturas de CSD, SSS e CCP da BM&FBOVESPA. PROJETO DE INTEGRAÇÃO DA INFRAESTRUTURA DE POST-TRADE Criação de novas estruturas de liquidação e compensação; Novos conceitos de infraestrutura de post-trade. 5

6 1. Motivação e Objetivos da Arquitetura CORE Evolução do Mercado Financeiro e de Capitais Brasileiro A rápida evolução do mercado financeiro e de capitais brasileiro coloca uma série de desafios para a função de CCP. Dentre estes desafios, destacam-se: COMPLEXIDADE DAS CARTEIRAS E DE COLATERAIS Aumento da sofisticação do mercado local com carteiras de crescente complexidade; Novos instrumentos financeiros como objeto de liquidação e/ou colateral elegível; Necessidade de aumento da eficiência na alocação de capital dos participantes. NOVOS PADRÕES DE NEGOCIAÇÃO Crescimento da base de investidores e de negócios; Aumento da base de participantes de alta frequência e diminuição do intervalo entre negócios. 6

7 1. Motivação e Objetivos da Arquitetura CORE Situação Atual e Melhorias Necessárias Os principais pontos a serem reavaliados podem ser agrupados em três categorias: ANÁLISE DE RISCO Fragmentação de metodologias; Baixo nível de compensação de riscos entre produtos diferentes; Pouca ou nenhuma comunicação com a carteira de colaterais. ESTRUTURA DE CLEARING Dificuldade de adaptação para novos modelos de clearing; Nível de automação de processos abaixo do ideal. ESTRUTURA COMPUTACIONAL Diversidade de plataformas de desenvolvimento e de provedores; Baixo nível de utilização de tecnologias de ponta para number crunching. 7

8 Agenda 1. MOTIVAÇÃO E OBJETIVOS DA ARQUITETURA CORE 2. EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE RISCO EM CONTRAPARTES CENTRAIS 3. MODELOS DE TERCEIRA GERAÇÃO AUMENTO DE EFICIÊNCIA COM REDUÇÃO DE RISCO 4. ARQUITETURA CORE DEFINIÇÃO DO MODELO GERAL DE RISCO 5. PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DA ARQUITETURA CORE 8

9 2. Evolução dos Modelos de Risco O Problema da Administração de Risco em uma CCP Para que se possa avaliar o atual grau de maturidade e adequação dos sistemas de risco para contrapartes centrais desenvolvidos ao longo das últimas décadas, é importante, antes de tudo, ter um correto entendimento do problema de administração de risco de uma CCP. O PROBLEMA DA ADMINISTRAÇÃO DE RISCO DE UMA CONTRAPARTE CENTRAL, NA HIPÓTESE DE INADIMPLEMENTO DE UM PARTICIPANTE, CONSISTE EM TER OS RECURSOS E A LIQUIDEZ NECESSÁRIOS PARA REALIZAR O ENCERRAMENTO (CLOSEOUT) ORDENADO DO CONJUNTO DE POSIÇÕES DETIDAS PELO FALTOSO DENTRO DAS CONDIÇÕES DE MERCADO VIGENTES AO LONGO DE UM HORIZONTE DE TEMPO MÍNIMO (HOLDING PERIOD). 9

10 Razão Risco/Eficiência 2. Evolução dos Modelos de Risco As Três Gerações de Sistemas de Risco Primeira Geração Segunda Geração Terceira Geração Valor de Margem Fixa por contrato; Compensação entre posições opostas feitas de maneira ad hoc. Utilização de ferramentas de análise quantitativa; Conceito de risco de portfólio (MtM). Adequada representação do problema de risco para as CCPs; Conceito de risco de encerramento. DEFICIÊNCIAS DEFICIÊNCIAS DESAFIOS Pouco intuitivo; Dificuldade de tratamento de produtos complexos. Não considera adequadamente o risco incorrido pela CCP (risco de encerramento); Muito otimista ou pessimista, dependendo da situação. Modelo mais complexo; Requer melhor desempenho computacional. Até meados da década de 1980 De meados da década de 1980 até o momento Arquitetura CORE Evolução dos Sistemas de Risco de CCPs 10

11 2. Evolução dos Modelos de Risco As Principais Variantes dos Sistemas de Risco de 2ª Geração Excessivamente otimista. Ignora fricções importantes como diferenças de ciclo de liquidação, fluxo de caixa, perfil de liquidez etc. Excessivamente pessimista. Assume silos separados para as diferentes classes de ativos e/ou mercados. É MUITO IMPORTANTE TER EM MENTE QUE UMA ABORDAGEM EXCESSIVAMENTE PESSIMISTA NÃO NECESSARIAMENTE REDUZ O RISCO DO SISTEMA 11

12 Agenda 1. MOTIVAÇÃO E OBJETIVOS DA ARQUITETURA CORE 2. EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE RISCO EM CONTRAPARTES CENTRAIS 3. MODELOS DE TERCEIRA GERAÇÃO AUMENTO DE EFICIÊNCIA COM REDUÇÃO DE RISCO 4. ARQUITETURA CORE DEFINIÇÃO DO MODELO GERAL DE RISCO 5. PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DA ARQUITETURA CORE 12

13 3. Modelos de Risco de Terceira Geração A Necessidade de Desenvolvimento de Sistemas de 3ª Geração Na medida em que os portfólios liquidados com a interposição de uma CCP tornam-se mais heterogêneos (múltiplos ativos e múltiplos mercados), ficam mais evidentes os problemas derivados da utilização de sistemas de segunda geração. SISTEMAS DE RISCO DE SEGUNDA GERAÇÃO ABORDAGEM HIPÓTESE DE ENCERRAMENTO PROBLEMA RISCO PARA O SISTEMA Otimista Assume que toda a carteira será encerrada no mesmo instante, sem fricções, independentemente do ativo ou mercado considerado. Eventuais fricções e descasamentos podem resultar em perdas não previstas e, portanto, não colateralizadas. Contraparte central com estrutura de salvaguardas deficiente. Pessimista Assume cenários diametralmente opostos para instrumentos com estruturas iguais e/ou fatores de risco em comum mas que estejam em silos distintos. A proteção da carteira pode, ao invés de diminuir a necessidade de colaterais, aumentar a necessidade de liquidez do participante. Inadimplemento de participantes saudáveis em função da necessidade de supercolateralização. 13

14 3. Modelos de Risco de Terceira Geração A Arquitetura CORE Modelo de 3ª Geração Na arquitetura CORE o problema de risco de uma contraparte central, isto é, o risco de encerramento (closeout) de uma carteira de ativos e contratos, é modelado de forma consistente, evitando-se os problemas identificados nos modelos de segunda geração. Leva em conta importantes fricções durante o processo de encerramento da carteira, como diferentes ciclos de liquidação, fluxos de caixa, perfis de liquidez etc. Considera carteiras protegidas, sendo consistente na aplicação de cenários para diferentes instrumentos com características e/ou fatores de riscos em comum. 14

15 3. Modelos de Risco de Terceira Geração A Arquitetura CORE Perdas Permanentes e Perdas Transientes Por considerar, de forma unificada, os riscos de mercado e de liquidez associados ao processo de encerramento (closeout) de uma carteira, a arquitetura CORE determina duas métricas de risco, ao invés de uma única métrica definida pelos modelos tradicionais (e.g. VaR, valor em estresse etc.). PERDAS PERMANENTES (RP) Perdas definitivas (i.e. cristalizadas ) associadas ao processo de encerramento da carteira; Fundamentalmente associadas ao risco de mercado do processo de encerramento. PERDAS TRANSIENTES (RT) Perdas temporárias (i.e. necessidade de liquidez) associadas ao processo de encerramento da carteira; Fundamentalmente associadas ao risco de liquidez do processo de encerramento. RP RT RP+RT 15

16 Agenda 1. MOTIVAÇÃO E OBJETIVOS DA ARQUITETURA CORE 2. EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE RISCO EM CONTRAPARTES CENTRAIS 3. MODELOS DE TERCEIRA GERAÇÃO AUMENTO DE EFICIÊNCIA COM REDUÇÃO DE RISCO 4. ARQUITETURA CORE DEFINIÇÃO DO MODELO GERAL DE RISCO 5. PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DA ARQUITETURA CORE 16

17 4. Arquitetura CORE Funcionamento da Arquitetura CORE Estratégia de encerramento de uma carteira de ativos e contratos de forma eficiente e respeitando as diversas restrições de mercado. Estimação das perdas potenciais ao longo do processo de encerramento da carteira. Avaliação do risco da carteira, identificando perdas potenciais permanentes e perdas potenciais transientes. 17

18 4. Arquitetura CORE Exemplo de Funcionamento da Arquitetura CORE CARTEIRA ESTRATÉGIA DE ENCERRAMENTO 18

19 4. Arquitetura CORE Exemplo de Funcionamento da Arquitetura CORE MATRIZ DE PERDAS E GANHOS PERDAS PERMANENTES: $867,50 PERDAS TRANSIENTES: $1.290,00 DETERMINAÇÃO DAS PERDAS 19

20 4. Arquitetura CORE Exemplo de Funcionamento da Arquitetura CORE A diferenciação entre perdas permanentes e perdas transientes pode ser melhor entendida de forma gráfica, analisando-se a potencial configuração dos fluxos de caixa relativos ao processo de encerramento. 20

21 4. Arquitetura CORE Comparação de Resultados HP 2 DIAS $800,00 2G OTIMISTA HP 7 DIAS $975,00 HP 15 DIAS $1.225,00 2G PESSIMISTA (SILOS) $15.665,00 COM MECANISMO DE LIQUIDEZ $867,50 3G CORE SEM MECANISMO DE LIQUIDEZ $2.157,50 21

22 Agenda 1. MOTIVAÇÃO E OBJETIVOS DA ARQUITETURA CORE 2. EVOLUÇÃO DOS MODELOS DE RISCO EM CONTRAPARTES CENTRAIS 3. MODELOS DE TERCEIRA GERAÇÃO AUMENTO DE EFICIÊNCIA COM REDUÇÃO DE RISCO 4. ARQUITETURA CORE DEFINIÇÃO DO MODELO GERAL DE RISCO 5. PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DA ARQUITETURA CORE 22

23 5. Principais Benefícios da Arquitetura CORE Resumo dos Principais Benefícios Decorrentes da Arquitetura CORE i. Clareza e consistência na determinação dos riscos de uma CCP; ii. Medidas de risco aderentes aos default procedures definidos pela contraparte central; iii. iv. Maior consistência com os procedimentos de backtesting; Compensação robusta de riscos em carteiras diversificadas; v. Colaterais podem ser tratados como ativos da carteira de encerramento; vi. vii. Determinação eficiente das eventuais necessidades de liquidez durante o processo de encerramento de carteiras; Flexibilidade para incorporação de novos dispositivos de contenção de riscos, serviços, ativos e mercados. 23

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