Instruções de instalação e testes

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1 Instruções de instalação e testes Cablagem genérica

2 Índice Página 1 Prefácio 3 2 R&Mfreenet 4 3 Segurança 5 4 Segurança durante o manuseamento de cabos de fibra óptica 7 5 Controlo de qualidade durante a execução do projecto 9 6 Normas sobre cablagem genérica 10 7 Armazenamento do cabo de instalação 11 8 Raio de curvatura 12 9 Instalação do cabo Conceitos de CEM Distância entre os cabos de dados e de alimentação Preparação do cabo (ferramentas de remoção do revestimento) Terminação dos módulos RJ Manutenção da polaridade: montagem do conector duplex de fibra óptica Gestão de cabos Etiquetas e administração 30 Índice Página 17 Cabos de interconexões Notas sobre os testes no local Equipamento de teste adequado para as classes D/E/E A Configuração do equipamento de teste, adaptador de teste adequado às classes D/E/E A Testes de cablagem com ponto de consolidação Descrição da ligação de testes Restrições de comprimento para ligações de cablagem equilibrada fixa Comprimento curto permitido pela Cat. 6 A Atenuação do canal de fibra óptica Calibração da fibra óptica Medição com OTDR Problemas característicos dos sistemas de cablagem genérica Lista de verificação de problemas de medição Glossário Notas 62 2

3 1 Prefácio R&M é uma empresa suíça importante dedicada à produção e entrega de soluções de cablagem completas para redes de comunicação de alta qualidade. Desde a sua fundação em 1964, os especialistas da R&M ajudam os instaladores a realizar a sua exigente tarefa de modo económico e eficiente. A empresa dispõe de especialistas em cablagem e representantes a nível mundial. A base de uma infra-estrutura de comunicações moderna, económica e preparada para o futuro consiste em sistemas de cablagem estruturados que são independentes da aplicação. Existe uma grande procura por sistemas de infra-estrutura capazes de suportar todos os requisitos de comunicação actuais, assim como os previstos para os próximos cinco a dez anos. A infra-estrutura requer uma estrutura precisa, produtos de elevado desempenho e uma instalação livre de defeitos. Estas instruções destinam-se principalmente aos instaladores e planeadores certificados de R&M que concluíram a sua formação e, uma vez recebida a certificação da R&M, estão qualificados a planear, instalar e testar sistemas de cablagem R&Mfreenet. O presente manual proporciona aos instaladores e planeadores normas que devem seguir durante a instalação e realização de testes dos produtos R&Mfreenet, assim como as suas especificações, sendo também um documento de referência que inclui as recomendações adequadas. Os sistemas de cablagem genérica de cobre ou fibra óptica estão submetidos a grandes exigências e não é possível utilizar instaladores que não possuam os conhecimentos adequados. A alta velocidade de transmissão e requisitos abrangentes de flexibilidade impõe maiores exigências na infra-estrutura de comunicação. Os sistemas de cablagem estruturada são a base de uma infra-estrutura de rede adaptada ao futuro e garantem uma grande rentabilidade e flexibilidade, sendo também uma plataforma estável para futuros processos de transmissão. Estas instruções são parte integral do programa de garantia da R&Mfreenet. Destinam-se a aliviar, de certo modo, a grande complexidade dos testes de aceitação, simplificando a medição no local dos sistemas R&Mfreenet. Também ajudam os instaladores e planeadores a criar redes passivas que cumpram as normas, sejam fiáveis e ofereçam o melhor desempenho. Este documento foi elaborado com muito cuidado e inclui as últimas revisões técnicas disponíveis no momento da sua publicação. As futuras edições incluirão quaisquer alterações ou correcções aplicadas ao documento. É-nos reservado o direito de efectuar revisões técnicas em qualquer momento. Para se certificar de que possui a última versão, aceda a regularmente. 3

4 2 R&Mfreenet O sistema de cablagem R&Mfreenet disponibiliza aos planeadores e instaladores um universo de infinitas possibilidades com uma estrutura lógica e viável. Com os quatro sistemas de cobre e fibra de vidro podemos satisfazer todas e quaisquer exigências de cablagem dos nossos clientes - seja em escritórios, edifícios, fábricas, empresas, ambientes médicos ou centros de dados de elevado desempenho. Com base na capacidade necessária para a infra-estrutura de TI e telecomunicações, as condições ambientais e o nível de segurança pretendido, é configurada uma solução ideal a partir desses sistemas. O seu princípio modular e estrutura em conformidade com as normas, assim como a sua neutralidade relativamente a aplicações, garantem que todas as instalações poderão ser utilizadas de modo flexível e expandidas no futuro. Estas gamas de produtos são compatíveis e baseiam-se nas últimas normas internacionais relevantes, como ISO/IEC 11801, EN x e EIA/TIA 568C. Matriz Nome do sistema R&M Ligação permanente Canal Cat. 5e Classe D Classe D Cat. 6 Classe E Classe E Cat. 6 Real 10 Classe E Classe E A Cat. 6 A Classe E A Classe E A OM1/2 OM3 OM4 OF-100, OF-300 OF-500, OF-2000 OF-100, OF-300 OF-500, OF-2000 OS2 OF-100, OF-300 OF-500, OF-2000 OF-5000, OF OF-100, OF-300 OF-500, OF-2000 OF-5000, OF

5 3 Segurança O instalador deve tomar todas as precauções de segurança necessárias, tais como utilizar vestuário e óculos de protecção e respeitar os sinais de advertência ou barreiras, de modo a garantir a sua protecção, a de terceiros e do equipamento. Deve sempre cumprir a legislação e normas nacionais sobre segurança aplicáveis. Além da responsabilidade legal, todo o pessoal é igualmente responsável pela sua saúde. A legislação aplicável atribui aos planeadores a responsabilidade pela segurança do projecto, enquanto se espera que o proprietário do edifício respeite as diversas normas relativas à segurança da intra-estrutura eléctrica do mesmo. Perigo por fibra óptica Mantenha as extremidades dos cabos de fibra óptica afastadas da pele e dos olhos. Os resíduos devem ser manuseados com cuidado e não devem ser recolhidos com mãos nuas, mas sim utilizando luvas especiais. Elimine os resíduos num recipiente adequado através de uma empresa autorizada. Certifique-se de que a quantidade de resíduos de cabos de fibra óptica é mínima. Os encerramentos que contenham pontos de terminação para cabos de fibra óptica devem estar etiquetados com os sinais de advertências adequados ou um texto claramente visível. Descrição geral das classes de laser Existem quatro classes de laser com base no seu nível de risco. Os fabricantes de laser devem etiquetar os seus produtos adequadamente. CLASS 1 LASER PRODUCT DO NOT DISASSEMBLE REFER SERVICE TO QUALIFIED PERSONNEL Laser de CLASSE 1 Sem riscos e é considerado seguro. Alguns exemplos são os leitores de CD/DVD e impressoras a laser. Tais lasers não são perigosos devido à sua baixa potência, permitindo a observação contínua, ou por terem sido projectados para evitar o acesso à radiação laser. Os lasers de classe 1 incluem os lasers que podem ser perigosos, mas encontram-se alojados numa caixa que previne qualquer exposição. CAUTION LASER RADIATION DO NOT STARE INTO BEAM < 1 MILLIWATT LASER DIODE CLASS 2 LASER PRODUCT Laser de CLASSE 2 Aumento dos níveis de risco. Estes lasers emitem um feixe de luz visível de 400 a 780 nanómetros (nm), com um limite de potência máxima de 1 miliwatt. Um exemplo seria um leitor de código de barras (mw). A observação momentânea não é perigosa, mas pode sê-lo caso se prolongue. É recomendada a utilização de óculos de protecção contra laser durante a observação momentânea, sendo indispensáveis em caso de observação prolongada. 5

6 DANGER LASER RADIATION AVOID DIRECT EYE EXPOSURE Laser de CLASSE 3A Aumento do risco. Se o laser for observado através de elementos ópticos colectores, pode provocar danos visuais permanentes. Se um laser não for de Classe 1 ou 2, com uma potência inferior a 0,5 miliwatts (mw), trata-se de um dispositivo de Classe 3. A utilização de óculos de protecção é obrigatória. < 5 MILLIWATT LASER DIODE CLASS IIIa LASER PRODUCT DANGER LASER RADIATION AVOID DIRECT EXPOSURE TO BEAM 50 MILLIWATT VANADATE CLASS IIIb LASER PRODUCT Laser de CLASSE 3B A exposição directa pode causar lesões visuais e dérmicas. A evasão natural não é suficiente para evitar danos na retina. A observação ao perto de reflexos difusos (com dispersão) também pode ser nociva. Se a potência permanente do laser for inferior a 0,5 watts, trata-se de um laser de Classe 3B. É necessário utilizar óculos de protecção adequados contra laser. DANGER LASER RADIATION AVOID EYE OR SKIN EXPOSURE TO DIRECT OR SCATTERED RADIATION 15 WATT ARGON/KRYPTON CLASS IV LASER PRODUCT Laser de CLASSE 4 Perigoso para os olhos e pele, tanto por exposição directa como difusa. Existe perigo de incêndio. É obrigatório utilizar óculos de protecção contra laser. NOTA DE ACTUALIZAÇÃO: Esta lista de elementos de hardware encontra-se em conformidade com as classes de laser definidas em IEC Na norma IEC-825-3, publicada a 1 de Janeiro de 2004, houve uma reorganização das classes de laser, nas classes 1, 1M, 2, 2M, 3R, 3B e

7 4 Segurança durante o manuseamento de cabos de fibra óptica Manuseamento de cabos Todos os cabos de fibra óptica podem ser danificados durante o manuseamento e instalação. Alguns dos parâmetros importantes aos quais se deve prestar especial atenção durante a instalação dos cabos são: Importante: Raio de curvatura do cabo: Os cabos de fibra óptica foram projectados com um raio de curvatura e resistência à tracção específicos. O cabo nunca deve exceder o seu raio de curvatura em qualquer ponto. Caso contrário, pode resultar em perdas de revestimento e/ou quebras no cabo. Normalmente, o raio de curvatura de um cabo é superior a 20D, em que D é o diâmetro do cabo. Importante: Tensão de tracção do cabo: Exceder o valor de tensão de tracção definido na ficha técnica ou especificações do cabo pode alterar as características do mesmo e da fibra. Precauções relativas ao laser O feixe de luz do laser utilizado nas comunicações ópticas é invisível e pode danificar gravemente os olhos. A observação directa não provoca qualquer dor e a íris do olho não fecha automaticamente como ocorre ao observar uma luz intensa. Isto pode causar danos graves na retina. Portanto: Nunca observe uma fibra que possua um laser acoplado. Se o olho for acidentalmente exposto ao feixe de luz do laser, procure assistência médica. Precauções durante o manuseamento de fibra óptica As extremidades dos cabos de fibra óptica que quebram durante a terminação e união podem ser perigosas. As extremidades são muito afiadas e podem penetrar facilmente a pele. Partem-se em todas as situações e são muito difíceis de encontrar e remover. Por vezes, é necessário utilizar pinça e uma lupa para as extrair. Qualquer atraso na remoção da fibra pode provocar uma infecção perigosa. Como tal: Manuseie as fibras com cuidado Evite que as extremidades das fibras que quebram se introduzam nos dedos. Não deposite os fragmentos de fibra no solo, onde podem pegar-se a tapetes ou sapatos e serem transportados para outro lugar, como, por exemplo, a sua casa. Elimine todos os fragmentos de forma adequada. Não coma, nem beba perto da área de instalação. Segurança dos materiais Os processos de ligação e terminação requerem diversos agentes de limpeza e adesivos químicos. Devem ser cumpridas as instruções de segurança definidas para as mesmas. Em caso de dúvida relativamente à utilização de qualquer um desses produtos, solicite ao fabricante uma ficha de dados de segurança de materiais (MSDS). Considere as seguintes instruções ao trabalhar com materiais: Trabalhe sempre em áreas bem ventiladas. Evite que os materiais entrem em contacto com a pele sempre que seja possível. Não utilize substâncias químicas que provoquem reacções alérgicas. Até mesmo o álcool isopropílico, utilizado como agente de limpeza, é inflamável e deve ser manuseado com cuidado. 7

8 Tratamento primário em caso de exposição ao isopropanol e ao hexano na limpeza das fibras Hexano Tipo de exposição Efeito Tratamento de emergência Inalação Irritação do trato Respire, repouso respiratório, tosse Ingestão Contacto com a pele Contacto com os olhos Náuseas, vómitos, dor de cabeça Irritação Irritação Não induzir o vómito. Procurar imediatamente assistência médica Secar a zona afectada e lavar com água e sabão Lavar os olhos com água abundante durante 15 minutos Efeito Irritação do trato respiratório superior Embriaguez e vómitos Inócuo para a pele Irritação Isopropanol Tratamento de emergência Mover a vítima para uma área de ar fresco, administrar respiração artificial se a respiração for irregular Dar água e leite à vítima e procurar assistência médica Secar a zona afectada e lavar com água e sabão Lavar os olhos com água abundante durante 15 minutos Prevenção de incêndios As uniões por fusão utilizam faíscas, pelo que se deve assegurar que não existem gases inflamáveis presentes no local onde se efectuar a união. As uniões não devem ser realizadas em bueiros onde se podem acumular gases. Os cabos são transportados para a superfície, num reboque de união, onde será realizado todo o trabalho. A temperatura do reboque é controlada e o seu interior é preservado perfeitamente limpo para garantir uma união correcta. É proibido fumar durante as operações com fibra óptica. As cinzas do cigarro podem contribuir para os problemas causados por pó na fibra, além do perigo de explosão colocado devido à presença de substâncias inflamáveis. Segurança durante a instalação em tubos Segurança em bueiros ou abóbadas subterrâneas: Pode haver a presença de gases ou explosivos em bueiros devido a fugas de tubos de gás ou líquidos. Antes de entrar num bueiro, verifique a atmosfera do interior com um dispositivo homologado para a detecção de gases inflamáveis ou tóxicos. Não utilize dispositivos que gerem faíscas ou chamas dentro do bueiro. Segurança durante o trabalho: Para minimizar o risco de acidente na zona de trabalho, siga as normas especificadas para a colocação de valas, barreiras para bueiros e sinais de advertência. Antes de estender o cabo directamente desde o ciclo em forma de oito, certifique-se de que não existe pessoal, nem equipamento no interior do ciclo do cabo. Caso contrário, pode causar lesões ou danificar o equipamento devido a emaranhamento. Certifique-se de que as ferramentas e equipamentos utilizados na instalação do cabo se encontram em bom estado. A corrosão do equipamento pode danificar os cabos ou provocar lesões. Caso existam linhas eléctricas que passem através dos bueiros ou abóbadas onde está a ser efectuada a instalação, evite os riscos associados à electricidade. 8

9 5 Controlo de qualidade durante a execução do projecto Processo Objectivo Parte responsável Planificação O sistema de cablagem genérica deve estar cuidadosamente concebido para cumprir as normas vigentes aplicáveis. Utilize componentes homologados, seleccionados ou adequados. A infra-estrutura do edifício deve estar concebida de como a que o sistema de cablagem genérica possa ser instalado em conformidade com as normas vigentes aplicáveis. O planeador deve assegurar-se de que tal, preparando uma especificação da cablagem que será aceite pelo arquitecto, utilizador final ou instalador. Certifique-se de que dispõe de todas as ferramentas necessárias. Certifique-se de que foram estabelecidas todas as precauções de segurança e que o pessoal recebeu formação. Planeador/arquitecto, cliente final Produção de componentes Instalação Aceitação Funcionamento Os materiais utilizados devem ser utilizados em conformidade com as normas definidas pelo planeador. Os componentes utilizados devem cumprir as normas internacional e local. Os componentes devem ser adquiridos, armazenados, entregues e instalados conforme as instruções de funcionamento. Os componentes devem ser inspeccionados na entrega. Os cabos de instalação devem ser de categoria igual ou superior à do hardware de ligação. A instalação deve ser realizada em conformidade com a norma EN (todos os sufixos). Certifique-se de que tubo para cabo possui a protecção adequada para evitar danos externos. Inspeccione a infra-estrutura do edifício antes da instalação para verificar, por exemplo, se as rotas do cabo são suficientemente amplas, a distância entre os cabos de dados e de alimentação e se os tubos verticais são suficientemente grandes Verifique as etiquetas. Inspeccione com frequência a instalação do cabo para se certificar de que o trabalho está a ser realizado correctamente (raios de curvatura correctos, cabos de instalação sem torções, medições periódicas, etc.). Localize, elimine ou solucione os obstáculos mais importantes para a colocação dos cabos de instalação. Forneça o pessoal adequado (em competência e número) para as dimensões do projecto. Forneça todas as ferramentas necessárias. Realize testes periódicos durante a instalação e antes da conclusão do projecto de acordo com os prazos acordados com o utilizador final. Realize testes em conformidade com as instruções do fornecedor do sistema, o fabricante do equipamento de teste e os procedimentos do planeador. Certifique-se de que o equipamento de teste é adequado e funciona correctamente. Certifique-se de que a capacidade do sistema é utilizada eficazmente. Utilize a cablagem em conformidade com as especificações. Certifique-se de que o plano de manutenção inclui procedimentos de reparação. Fabricante de componentes Instalador O documento "Solicitação de certificação" inclui uma lista de verificação de controlo de qualidade. Instalador, empresa de testes Operador do edifício 9

10 6 Normas sobre cablagem genérica Cablagem equilibrada A seguir são enumerada as normas vigentes no âmbito da cablagem e do seu estado. Em caso de dúvida ou contradição, a R&M utiliza ISO/IEC como norma de referência. Pode encontrar a edição válida actualmente no Anexo 1 do Capítulo 3 Programa de Garantia. Norma Descrição Estado ISO/IEC Ed. 2.1 (2008) Tecnologias de informação - Cablagem genérica para locais Ratificada de clientes (classes E A, F A ) ISO/IEC 11801, alterada 2 ( ) Ligação permanente E A /F A, Ratificada ISO/IEC Ed. 2.1 (2010/04) Tecnologias de informação- Sistemas de cablagem Ratificada genérica para centros de dados EN , 3.ª Ed. ( ) Tecnologias de informação - Sistemas de cablagem genérica - Ratificada Parte 1: Requisitos gerais componente Cat. 6A e 7 A, OM4, FO-canal classe OF-100 EN (2007) Tecnologias de informação - Sistemas de cablagem genérica - Ratificada Parte 2: escritórios EN /A1 ( ) OF-100, OS2, OM4, Cat 6 A, Cat 7 A, Classe E A, Classe F A Ratificada EN ( ) Tecnologias de informação - Sistemas de cablagem genérica - Ratificada Parte 5: centros de dados EN /A1 ( ) Ligação permanente E A / F A, Cat. 6 A /7 A Ratificada OM 4, OS 2, OF-100, TIA-568-C.2 (2010) Normas sobre componentes e cablagem de Ratificada telecomunicações de par entrançada equilibrada TIA-568-C-3 (2008) Norma sobre componentes de cablagem de fibra óptica Ratificada TIA-942 Norma sobre infra-estruturas de telecomunicações para centros de dados Ratificada As normas indicadas anteriormente podem ser solicitadas online no seguinte site Web: Diferenças entre classes e categorias nas normas actuais ISO/IEC edição 2.1 e EN (2011) TIA-568-C.2 (2010) Classe D (100 MHz) Categoria 5e Classe E (250 MHz) Categoria 6 Classe E A (500 MHz) Categoria 6A não equivalente à Classe E A!! Classe F (600 MHz) Não incluída Classe F A (1000 MHz) Não incluída Cablagem de fibra óptica Os canais de fibra óptica dividem-se em classes de comprimentos diferentes: OF-100 m, OF-300 m, OF-500 m, OF-2000 m. As possibilidades de aplicação correspondentes são especificadas em ISO/IEC Ed. 2, alteração 2, Anexo F. Supõe-se que todos os canais de uma instalação incluem fibras com a mesma especificação. 10

11 Atenuação do cabo de fibra óptica São especificados seis tipos. OM1, OM2, OM3, OM4, OS1 e OS2. Atenuação da fibra óptica em cabo (máxima) (db/km) OM1, OM2, OM3 e OM4 multimodal OS1 monomodo OS2 monomodo Comprimento de onda 850 nm 1300 nm 1310 nm 1550 nm 1310 nm nm Atenuação 3,5 1,5 1,0 1,0 0,4 0,4 0,4 Largura de banda modal máxima (MHz x km) Largura de banda em lançamento saturada Largura de banda modal efectiva Comprimento de onda 850 nm 1300 nm 850 nm Categoria Diâmetro nominal do núcleo (μm) OM1 50 ou 62, Não especificada OM2 50 ou 62, Não especificada OM m OM Armazenamento do cabo de instalação Se o cabo de instalação (de cobre ou fibra) não for utilizado imediatamente após a entrega, deverá ser armazenado num lugar adequado. O cabo deve ser armazenado num lugar seco, onde não seja sujeito a danos mecânicos, nem a condições ambientais prejudiciais. Se possível, o material armazenado deve ser conservado na sua embalagem original até ao momento da instalação. A estrutura relativamente livre do cabo (em geral, algo habitual em todos os cabos de dados simétricos) pode provocar um ligeiro efeito capilar que pode atrair humidade para o interior do mesmo. Se entrar água deste modo, os valores de impedância do cabo alteram, o que deteriora as características da transmissão eléctrica do mesmo. A entrada de humidade reduz a eficácia do isolamento do condutor e aumenta o risco de corrosão das peças metálicas. Além disso, se a temperatura for abaixo dos zero graus, a presença de água no interior do cabo pode causar a quebra da cobertura do mesmo. Por este motivo devem ser protegidas as extremidades do cabo. Os cabos de fibra óptica devem ser protegidos com tubos termorretrácteis. Se, durante o inverno, os cabos de dados forem entregues em bobinas de cabos que têm estado expostos a temperaturas inferiores a zero durante um período de tempo prolongado, esses devem aclimatar num ambiente mais quente antes de serem desenrolados e instalados. Lembre-se de que a inspecção aquando a entrega é o primeiro passo do processo de controlo de qualidade. A inspecção deve incluir: número de cabos, verificação do número de referência, registo dos identificadores de monitorização de qualidade dos cabos (lote e data de produção) e, possivelmente, a verificação do funcionamento, criando uma ligação de amostra que será testada em conformidade com as normas. Lembre-se que, antes de qualquer teste, deve aguardar dois ou três dias para aliviar a tensão que a operação provocou no cabo. 11

12 Correcto: Cabos de cobre armazenados num lugar seco. Incorrecto: Cabos de cobre armazenados ao ar livre. 8 Raio de curvatura Requisitos gerais O raio de curvatura é definido como um múltiplo do diâmetro externo do cabo nas fichas de dados dos fabricantes do cabo. (Consulte o extracto de uma ficha de dados de um cabo de transmissão da dados abaixo). Existem dois raios de curvatura mínimos relevantes: um para a colocação do cabo durante a instalação e outro para o cabo em questão após instalado (sem carga mecânica). Intervalo de temperaturas Características do cabo de cobre Raios Durante a utilização ( C) 20 a + 75 Raio de curvatura mínimo durante a instalação 8 x D Instalação ( C) 0 a + 50 Raio de curvatura mínimo (instalado) 4 x D PVC IEC Resistência à tracção do cabo de cobre LSZH IEC 61034, IEC , IEC LSFRZH IEC , IEC , IEC Resistência máxima à tracção durante a instalação (N) 100 com 10 kg Resistência máxima à tracção durante a instalação Real10 (N) 80 com 8 kg Carga incendiária Resistência máxima à tracção (instalado) Sem tensão PVC (MJ/km) 276 Consulte a ficha de dados do fabricante do cabo LSZH (MJ/km) 639 LSFRZH (MJ/km) 550 Características do cabo de fibra óptica Raios Raio de curvatura mínimo durante a instalação Raio de curvatura mínimo (instalado) Consulte a ficha de dados do fabricante do cabo Resistência à tracção do cabo de fibra óptica Consulte a ficha de dados do fabricante do cabo Resistência máxima à tracção (instalado) Depende da estrutura do cabo Depende da estrutura do cabo Sem tensão 12

13 Os cabos de instalação de cobre R&Mfreenet possuem os seguintes raios de curvatura: Raios de curvatura mínimos Norma geral para o raio de curvatura mínimo Tipo de cabo: Categoria Instalação Instalado Categoria Instalação Instalado U/UTP Cat. 5e 42 mm 25 mm Cat mm 25 mm U/UTP Cat mm 50 mm Cat. 6/6 A 60 mm 50 mm Real10 U/UTP Cat mm 60 mm Cat. 7/7 A 70 mm 50 mm F/UTP Cat. 5e 50 mm 50 mm Real10 U/UTP 70 mm 60 mm SF/UTP Cat. 5e 52 mm 50 mm Real10 U/FTP Cat. 6 A 60 mm 50 mm Real10 F/FTP Cat. 6 A 60 mm 50 mm Real10 S/FTP Cat. 6 A 60 mm 50 mm Real10 S/FTP Cat mm 50 mm Real10 S/FTP Cat. 7 A 60 mm 50 mm Se os raios de curvatura forem demasiado reduzidos, especialmente durante a instalação do cabo, podem alterar a estrutura mecânica dos pares entrançados do interior do cabo, o que afecta negativamente as suas características de transmissão (principalmente NEXT, FEXT e RL). Se os raios de curvatura da fibra forem demasiado reduzidos durante a instalação e também nos tubos do cabo e caixas de distribuição, podem surgir fissuras microscópicas. Isto tem como resultado uma maior atenuação, além de reduzir drasticamente a vida da fibra. O raio de curvatura deve ser verificado constantemente ao colocar um cabo de instalação. Deve ser evitada uma colocação pouco profissional como, por exemplo, sobre os contornos dos tubos, a utilização de guias de cabos estreitos e a torção do cabo aquando da sua remoção. Os pontos críticos devem ser tratados, portanto, com o máximo cuidado. Recomendamos a verificação aleatória dos raios de curvatura permitidos nos sistemas de cablagem genérica depois da instalação. Caso o raio dos cabos colocados for excessivamente reduzido, o cabo de instalação esteja submetido a tensões ou tendo sido danificado por terceiros, deverá ser recusada a aceitação e será necessário substituir o cabo. A utilização de procedimentos de instalação inadequados como deformações, raios de curvatura incorrectos, tensões nos cabos ou torções que provoquem danos nos cabos, será considerada como sendo responsabilidade do instalador. 13

14 9 Instalação do cabo Cablagem equilibrada Os cabos de instalação simétricos só devem ser instalados uma vez. É extremamente importante instalar os cabos com cuidado para obter os valores especificados nas normas. Na estrutura dos cabos de dados actuais, as margens são tão reduzidas que a deterioração do seu desempenho devido a uma instalação inadequada pode provocar falhas durante os testes de aceitação. Por este motivo, deverão ser estritamente respeitados os seguintes requisitos ao instalar um cabo. As forças de tracção permitidas para cada cabo de instalação podem ser encontradas nas fichas de dados e devem manter-se. (Consulte o extracto seguinte). Força de tracção máxima Força de tracção máxima durante a instalação Força de tracção máxima (instalado) 100 N com 10 kg Nenhuma Ao utilizar ferramentas especiais não é possível exceder determinada força de tracção. Tais ferramentas garantem sempre a qualidade do cabo de par entrançado. Resistência à tracção do cabo de fibra óptica Consulte a ficha de dados do fabricante do cabo Resistência máxima à tracção (instalado) Sem tracção Utilize fusíveis mecânicos ou outra protecção equivalente quando coloca cabos de fibra óptica para se certificar de que não é excedida a carga de tracção máxima estabelecida pelo fabricante do cabo. Para prevenir a entrada de água ou outros contaminantes durante a instalação, o cabo óptico deve permanecer sempre vedado. Exceder as forças de tracção do cabo pode provocar tensão na fibra, o que pode aumentar a atenuação e ser irreversível. Devem ser utilizados cabos para o interior e exterior conforme as especificações. Exceder as forças de tracção do cabo especificadas, especialmente devido a raios de curvatura demasiado reduzidos (resultado principal de exceder tais forças) pode alterar negativamente as propriedades do cabo. 14

15 Deve ser utilizada a gravidade para colocar cabos de instalação em tubos verticais ou ascendentes. Em vez de fazer com que os cabos ascendam o tubo, fá-la-os descer. Isto evita submetê-los a forças de tracção desnecessárias. (Consulte a figura 2 na página 16). Isto, contudo, por vezes, não é possível, nem prático. Se for necessário colocar os cabos no sentido ascendente, deverá haver pessoal de instalação qualificado disponível para colocar os cabos em todos os pisos. Os cabos devem ser fixos quando são instalados em canalizações. Utilize velcro e evite as braçadeiras. Fixe o cabo após a sua colocação na posição final e nunca dobre o grupo de cabos após apertar as faixas. Certifique-se de que as braçadeiras do cabos não estão demasiado apertadas. Deve ser possível rodá-los ligeiramente e o invólucro do cabo deve conservar a sua forma original. Se as braçadeiras do cabos forem apertadas excessivamente, surgirão pontos de pressão que deterioram as propriedades de transmissão eléctrica dos cabos de dados. Em instalações verticais é recomendável instalar dispositivos de alívio de pressão a cada 600 mm, no mínimo. Evite formar grupos de cabos ou limite o número de cabos agrupados para reduzir a probabilidade de diafonia externa e tensão nos cabos ao movê-los ou dobrá-los, além de se certificar se não exceder o raio de curvatura especificado. Quando coloca cabos em canalizações abaixo do solo, procure não comprimir os cabos para evitar que danifiquem, o que é muito provável nestas situações. Tal tende a ocorrer ao colocar as placas de piso e provoca danos irreparáveis nos cabos de instalação. Evite enrolar o cabo solto, pois pode causar reflexões com perda de retorno, originando falhas durante o teste de aceitação Procure não estender por completo (desenrolar excessivamente) o cabo antes de o colocar, de modo a evitar que sofra danos por parte de terceiros. Lembre-se de que os cabos simétricos foram desenvolvidos para aplicações no interior, pois devem estar sempre protegidos. Os cabos sem protecção podem ser danificados. Não devem ser desenrolados sobre as flanges da bobina. (Existe risco de torcer os cabos, alterando acusadamente a geometria dos pares simétricos). Deve ser utilizado um puxador para retirar o cabo. Nota: Aperte todos os condutores à ferramenta de colocação e fixe-os com fita isoladora. Caso detecte humidade ou água ao colocar os cabos, deverá determinar e eliminar a origem da mesma. Se o cabo tiver sido colocado sobre água durante a instalação, deve ser cortado um mínimo 0,5 m do mesmo a partir da extremidade húmida. Nos cabos de fibra óptica, deixe um mínimo de 6 m de folga para poder efectuar a terminação ou ligação no local. Se os tubos ou cabos estiverem cheios de água ou terra, limpe-os com ar para evitar danos. 15

16 Se os cabos forem colocados sobre qualquer canto onde se dobrem ou bifurquem, certifique-se de que respeita o raio de curvatura mínimo especificado para cada tipo de cabo. Caso seja necessário colocar os cabos em cabos, certifique-se de que o invólucro exterior do cabo não será danificada por abrasão ou tracção. Verifique se o peso total dos cabos instalados não danifica os cabos de instalação colocados no fundo. É recomendada a utilização de guias e polias (consulte a figura 1) para proteger os cabos colocados, assim como a colocação manual com a ajuda de outro instalador ou a instalação parcial, passo a passo. Figura 1 Figura 2 A seguinte lista enumera as características de uma instalação correcta e profissional: Não se trata de uma lista exaustiva. Deve haver um número suficiente de pessoal qualificado disponível no local para colocar os cabos de instalação. Antes de colocar os cabos, devem ser limados os contornos e aberturas dos tubos para evitar danificar o invólucro dos cabos quando estes forem estendidos e fixos. Deve ser utilizados condutos ou tubos para que o cabo atravesse as paredes. Lembre-se de que norma requer que esses espaços sejam apenas preenchidos em 40%. Durante a instalação do cabo, o raio de curvatura não deve ser inferior ao especificado pelo fabricante do mesmo. Tal também se aplica ao cabo após a sua instalação. Para evitar danificar acidentalmente os cabos, estes deve ser estendidos directamente desde as bobinas até às suas rotas, evitando estendê-los ao longo do solo por vários metros. Devem ser fornecidas as ferramentas adequadas para desenrolar o cabo, colocá-lo e estendê-lo, assim como polias para os cantos, tendo o pessoal sido formado nesse sentido. Deve ser evitado todo o sinal de tensão ou torção no isolamento do cabo ou dos condutores (causada, por exemplo, por um aperto incorrecto ou pelo peso de cabos de instalação cruzados). O raio da canalização deve ser seleccionado para que seja respeitado o raio de curvatura mínimo ao mudar de direcção. Os tubos ou canalizações metálicas devem estar correctamente ligados e aterrados. 16

17 Não devem ser formados grupos de cabos (especialmente U-UTP). Se tal não for possível, nem prático, limite o número de cabos agrupados. Não podem ser utilizadas pistolas de braçadeiras, nem ferramentas semelhantes para fixar vários tipos de cabos, nem para fixar braçadeiras que aliviem a tensão do módulo de ligação. Não deve ser exercida qualquer pressão sobre os cabos devido a um aperto inadequado resultante da utilização de dispositivos de instalação rápida de cabos ou braçadeiras. O princípio básico é que a geometria do invólucro do cabo não deve ser alterada. As canalizações para cabos (em pisos falsos, tubos em paredes, etc.) devem ser encerradas após a conclusão do trabalho para evitar a entrada de sujidade ou danos causados por terceiros. Deve evitar-se pisar os cabos. Os pontos de pressão deterioram as propriedades de transmissão eléctrica dos cabos de instalação. Os cabos de dados são vulneráveis a fontes directas de calor: não devem ser utilizados aquecedores, nem queimadores de gás na instalação de tubos retrácteis perto dos cabos de dados. Se forem utilizadas substâncias químicas para facilitar a colocação do cabo, é necessário garantir que são compatíveis com o material do revestimento do cabo. Isto também é aplicável para qualquer substância química (principalmente pulverizadores) utilizada para outros tipos de cabos e que possam entrar acidentalmente em contacto com os cabos de dados. Posição de desenrolamento correcta Posição de desenrolamento incorrecta Para reduzir a força de tracção exercida no cabo de instalação durante o desenrolamento, é aconselhável auxiliar o processo rodando a bobina. Sempre que possível, a bobina deve ser desenrolada manualmente. 17

18 10 Conceitos de CEM O conceito de ligação à terra forma a base para um conceito de compatibilidade electromagnética (CEM) e segurança completo e deve influenciar na selecção do sistema de cablagem (blindado/não blindado). É necessário inspeccionar cuidadosamente o edifício onde vai ser realizada a instalação da cablagem de modo a determinar as ligações equipotenciais existentes. Devem ser cumprida a norma local relativa à ligação à terra. A figura 1 apresenta diferentes configurações de sistemas de ligação à terra. Ligação à terra do tipo árvore convencional Ligação à terra do tipo malha para todo o piso Ligação à terra do tipo estrela Ligação à terra em ponto de estrela Ponto de ligação à terra Figura 1: Ligação à terra do tipo árvore/estrela Ligação à terra do tipo malha Ligação à terra local do tipo malha O sector das telecomunicações tem utilizado tradicionalmente a configuração em árvore ou estrela. Neste tipo de sistema os diversos condutores de terra ligam-se num ponto de ligação à terra central (Figura 1). Este método previne, em grande parte, a formação de ciclos de terra e reduz a geração de ruído de baixa frequência. Actualmente, são quase sempre utilizadas as configurações de ligação à terra do tipo malha, inclusive em sistemas de transmissão de dados de alta frequência. Para este tipo de ligação à terra, o edifício deve contar com o maior número possível de pontos de ligação adequados (Figura 2). Nesta configuração é importante ligar todos os objectos metálicos do edifício ao sistema de ligação à terra, utilizando componentes de interligação adequados. Tais elementos de interligação devem possuir a maior superfície condutora possível para que possam conduzir correntes de alta frequência (como correias de ligação à terra, barramentos metálicos, ligações entre barramentos, etc.). Nos edifícios em que não seja possível criar uma malha de ligação à terra contínua, a situação pode ser melhorada através da criação de células. Este tipo de ligação à terra local do tipo malha pode formar-se utilizando canalizações de cabos metálicas, pisos falsos ou condutores de cobre em paralelo. Ponto de ligação à terra Figura 2: Ligação à terra em malha Se forem utilizados pisos falsos sem guias de apoio, os suportes dos painéis devem interligar-se formando uma malha para obter os melhores resultados. Se houver uma ligação cruzada entre metais diferentes, deve ter-se em conta a possível deterioração dos pontos de contacto devido à corrosão electroquímica. Os metais interligados devem ser seleccionados de modo a que os seus potenciais electroquímicos sejam semelhantes ou que o ponto de contacto esteja devidamente protegido contra influências ambientais (isto é, humidade). Nos sistemas de cablagem genérica, o ecrã do distribuidor do solo deve ser ligado ao sistema de ligação à terra. Se estiver disponível uma boa ligação à terra em malha num determinado piso, a tomada também pode ser ligada à terra. 18

19 11 Distância entre os cabos de dados e de alimentação Requisito general Mantenha a distância mínima entre os cabos de alimentação indicada na seguinte tabela. A tabela apresenta a distância mínima (A) entre os cabos de dados e de alimentação (conforme a norma EN : Agosto de 2009) que deve ser mantida para garantir que o efeito da emissão de ruído electromagnético seja mínimo. Notas: (1) As condições locais podem obrigar a aplicar uma distância superior à indicada. (2) Deve ser mantida uma distância mínima de 130 mm entre os cabos de dados e as lâmpadas de néon, incandescentes ou de descarga (tais como as lâmpadas de vapor de mercúrio). (3) É recomendado o cumprimento das distâncias de separação mínimas anteriores. Caso contrário, existe o risco de produzir um acoplamento de ruído EMI que não será detectado durante os testes. (4) Nas situações em que seja difícil manter os valores pretendidos (devido, por exemplo, a sistemas de paredes de separação modulares), os cabos de dados podem ser colocados mais perto das linhas de alimentação das tomadas de corrente, sempre que se cumpram as seguintes condições: (a) São permitidas guias de cabos paralelas até 5 m de comprimento, se for possível garantir uma distância de 25 mm através da utilização de separadores ou outros meios apropriados. Se necessário, a distância superior a um comprimento de 150 mm pode ser inferior a 25 mm sempre que os cabos não entrem em contacto. (b) São permitidas guias de cabos paralelas até 9 m de comprimento, se for possível garantir uma distância de 50 mm. A distância superior a um comprimento de 300 mm pode ser inferior a 50 mm sempre que os cabos não entrem em contacto. (c) Se for necessário colocar vários cabos num espaço especialmente lotado, tente, no mínimo, dispor os cabos de modo a que o cabo de dados não fique directamente ao lado dos cabos de alimentação em todo o comprimento. (5) Os quadros eléctricos e os armários de distribuição de cabos de dados devem localizar-se em salas diferentes, sempre que possível. A distância entre os armários de distribuição e os painéis eléctricos nunca deve ser inferior a 1 m. Distância relativamente às fontes de emissão de ruído Normalmente, as fontes de campos electromagnéticos normais não colocam um problema para os cabos blindados. Como medida de precaução, instale os cabos (excepto os cabos de fibra óptica) o mais afastado possível de tais fontes de emissão de ruído, a uma metro de distância, no mínimo. O acoplamento de ruído também pode ocorrer se os cabos de dados forem colocados perto de fontes de alta frequência, como dispositivos de transmissão (antenas, linhas de transmissão, transmissores e outros dispositivos emissores, instalações de radares, determinados equipamentos industriais, como aquecedores de indução de alta frequência, soldadores de alta frequência, verificadores de isolamento, motores eléctricos potentes ou elevadores). A distância relativamente às estruturas e equipamentos do edifício deve cumprir a norma nacional e local. Efeito sobre as medições de aceitação As tensões parasitárias podem interferir com os resultados dos testes no local, alterando-as ou falsificando os testes dos sistemas de cabos de dados. Certifique-se de que não são produzidas estas influências externas. Se o equipamento de teste advertir da presença de tensões parasitárias, tente eliminá-las desligando as possíveis fontes de ruído (UPS, dispositivos electrónicos em série, etc.). Estas tensões interferentes também terão um efeito negativo observável no funcionamento livre de erros da rede. Devido à sua imunidade CEM, não é necessário colocar os cabos de fibra óptica em tubos separados ou divididos por separadores. 19

20 Separação e segregação de cabos Os requisitos mínimos de separação entre os cabos de TI e os cabos de alimentação eléctrica podem ser calculados de acordo com a norma EN : 2009 do seguinte modo: A = S x P A: segregação entre os cabos de dados e de alimentação S: separação mínima; consulte a tabela 5 P: factor da cablagem de alimentação; consulte a tabela 6. Normas para STP e UTP Tabela 4 - Classificação dos cabos para tecnologias de informação de acordo com a norma EN Cabo para tecnologias de informação Blindado Não blindado Coaxial/Twinaxial Atenuação do acoplamento entre 30 Mhz e 100 Mhz TCL entre 30 e 100 MHz Atenuação da blindagem entre 30 e 100 MHz db Categoria db Categoria db Classificação de segregação >= 80 a 7, 7 E >= 70-10xlg(f) >= 85 d d >= 50 b 5, 6, 6 E >= 60-10xlg(f) >= 55 c >= 40 >= 50-10xlg(f) c 5, 6, 6 E >= 40 b < 40 <50-10xlg(f) < 40 a a Os cabos de acordo com a norma EN (EN , Categoria 7) correspondem à classificação de segregação d. b Os cabos em conformidade com a norma EN (EN , Categoria 5) e EN (EN , Categoria 6) correspondem à classificação de segregação c. Estes cabos podem oferecer um desempenho da classificação de segregação d sempre que sejam cumpridos os requisitos relevantes à atenuação do acoplamento. c Os cabos em conformidade com a norma EN (EN , Categoria 5) e EN (EN , Categoria 6) correspondem à classificação de segregação b. Estes cabos podem oferecer o desempenho das classificações de segregação c ou d sempre que também sejam cumpridos os requisitos TCL relevantes. d Os cabos em conformidade com a norma EN (EN , Categoria BCT-C) correspondem à classificação d.tabela 5 Separação mínima S de acordo com a norma EN

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