55º Congresso Brasileiro de Genética Tendência da evolução cariotípica na família Heptapteridae (Telostei: Siluriformes)

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "55º Congresso Brasileiro de Genética Tendência da evolução cariotípica na família Heptapteridae (Telostei: Siluriformes)"

Transcrição

1 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Tendência da evolução cariotípica na família Heptapteridae (Telostei: Siluriformes) Borba, RS ; Parise-Maltempi, PP ; Alves, AL ¹Departamento de Biologia, Laboratório de Genética de Peixes, UNESP, Rio Claro, SP Palavras-chave: Evolução Cariotípica, Siluriformes, Heptapteridae, Cariótipo, Ag-NOR. Os Heptapteridae, uma das principais famílias da ictiofauna Neotropical, possuem cerca de 200 espécies distribuídas em 26 gêneros. Representada por peixes de pequeno porte, vulgarmente conhecidos como bagres, mandis ou mandizinhos. Estes peixes são caracterizados pela presença de uma longa nadadeira adiposa, três pares de barbilhões, corpo alongado e de coloração acinzentada e uniforme. Embora, recentemente elevada ao status de família, os Heptapteridae, apresentam dados citogenéticos disponíveis desde 972, no entanto, dos 26 gêneros pertencentes à família, apenas 7 possuem estudos citogenéticos, e das 200 espécies apenas 7 estão caracterizadas citogeneticamente. A ausência de estudos sobre evolução do cariótipo de Heptapteridae motivou a realização deste trabalho. Para tanto, foram analisadas citogeneticamente espécies dos gêneros mais representativos da família, sobretudo na bacia do Alto rio Paraná, Imparfinis, Pimelodella e Rhamdia, além de comparações com as demais espécies da família que possuem dados citogenéticos disponíveis. Foram caracterizados citogeneticamente de três espécies: Imparfinis cf. schubarti (6M e 7F) do Ribeirão Claro (Rio Claro, SP) e do Rio Passa Cinco (Ipeúna, SP); Pimelodella meeki (3M e 3F) do Ribeirão Claro (Rio Claro, SP) e Rhamdia quelen (2M e F) do Córrego Cantagalo (Itirapina, SP), ambos da bacia do rio Corumbataí (bacia do Tietê). Os resultados obtidos mostram que Imparfinis cf. schubarti apresentou o número diplóide 2n=58 (2M, SM, 6ST), as Regiões Organizadoras de Nucléolo (Ag-NOR) são simples na região intersticial do braço longo do 2º par (SM), não havendo variações entre as duas populações. Pimelodella meeki apresentou um número diplóide 2n=46 (3M, 8SM, 2ST), as Ag-NORs são simples na região subterminal do braço curto de um cromossomo SM. Rhamdia quelen apresentou número diplóide 2n = 58 (6M, 9SM, 4ST), as Ag-NORs são simples na região subterminal do braço longo do 2º par (SM), observou-se a presença de dois microcromossomos bs em um os indivíduos analisados. Na análise comparativa dos dados evidenciou-se que o número diplóide mais frequente na família Heptapteridae é o de 2n= 58, presente em 0 espécies, enquanto o número diplóide menos frequente é o de 2n= 42, presente apenas em Heptapterus hollandi. A predominância de ocorrência de cromossomos de dois braços (M, SM, ST), e a baixa variação do número diplóide (2n=58-2n=42) sugerem que eventos de fissão cêntrica foram menos importantes na história evolutiva do grupo, do que eventos de inversão cêntrica. A possível condição plesiomórfica do cariótipo de Heptapteridae seria composta por 2n=58 cromossomos dos tipos M e SM, Ag-NORs simples em posição subterminal, com tendência na manutenção deste número diplóide na maioria das espécies, enquanto, a redução deste 2n, se daria possivelmente através de eventos sucessivos de fusão cromossômica. A ocorrência de cromossomos B é um evento derivado, de origem possivelmente recente sem implicações filogenéticas. Apoio Financeiro: FAPESP (proc. n. 07/5864-0)

2 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Análise citogenética de duas espécies simpátricas do gênero Hypostomus (Siluriformes, Loricariidae), da Bacia do Rio Paranapanema Penteado, PR¹; Brandão, KO,2 ; Kavalco, KF ; Almeida-Toledo, LF 2 ; Pazza, R¹ Laboratório de Genética Ecológica e Evolutiva, Campus Rio Paranaíba Universidade Federal de Viçosa 2 Laboratório de Ictiogenética, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo USP Palavras-chave: evolução cariotípica, Hypostomus, heterocromatina constitutiva, FISH, Loricariidae A família Loricariidae, à qual pertencem os peixes popularmente conhecidos como cascudos, é a maior família da ordem Siluriformes e uma das maiores famílias de peixes neotropicais. Apesar disso, ainda são poucos os dados citogenéticos disponíveis para esse grupo. O gênero Hypostomus é um dos mais diversificados e um dos mais estudados, apresentando uma variação no número cromossômico de 2n = 54 para H. plecostomus até 2n = 80 para H. sp E. O presente trabalho teve como objetivo analisar populações das espécies simpátricas H. albopunctatus e Hypostomus sp, coletadas no município de Angatuba (SP), bacia do Rio Paranapanema. Foram empregadas técnicas de coloração convencional por Giemsa, detecção de heterocromatina constitutiva através de banda-c, bem como Hibridação Fluorescente in situ (FISH) com sonda do gene ribossômico 8S. H. albopunctatus apresentou 2n = 74 (8M, 2SM, 54ST/A) e a FISH evidenciou um par de cromossomos ST/A com marcações no braço curto. Adicionalmente, a heterocromatina constitutiva mostrou-se distribuída em pequenas regiões de 8 cromossomos ST/A. Por sua vez, Hypostomus sp foi caracterizado com 2n = 76 (8M, 20SM, 48ST/A) e apresentou grandes blocos heterocromáticos no braço maior de oito cromossomos ST/A e também pequenas marcações teloméricas em quatro cromossomos acrocêntricos. A FISH localizou a sequência gênica 8S na região telomérica de quatro cromossomos meta/ submetacêntricos. Além de apresentarem número diplóide diferente, as duas espécies contrastam em sua fórmula cariotípica, distribuição da heterocromatina constitutiva e localização do gene ribossômico 8S. A quantidade e a distribuição de heterocromatina constitutiva em ambas as populações se dá de maneira completamente distinta, tornando clara a importância da técnica de banda-c em estudos comparativos. Os dados obtidos contribuem para o entendimento da evolução cromossômica divergente no gênero, tanto ao nível macroestrutural quanto microestrutural e poderão fornecer subsídios para a compreensão de sua história natural. Apoio financeiro: CNPq/FAPESP/FAPEMIG 2

3 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Estudos citogenéticos de duas espécies alopátricas de Hypostomus (Siluriformes, Loricariidae) Desordi, R ; Brandão, KO,2 ; Kavalco, KF ; Almeida-Toledo, LF 2 ; Pazza, R¹ Laboratório de Genética Ecológica e Evolutiva, Campus Rio Paranaíba Universidade Federal de Viçosa 2 Laboratório de Ictiogenética, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo USP Palavras-chave: Hypostomus, evolução cariotípica, bandamento-c, Regiões Organizadoras de Nucléolo, Loricariidae. A família Loricariidae pertencente à ordem Siluriforme, possuiu cerca de 690 espécies, e está divida em seis subfamílias, sendo Hypostominae, a mais complexa, dividida em cinco tribos. O gênero Hypostomus é dominante nos rios brasileiros por apresentar uma grande adaptabilidade a mudanças ambientais. Com o objetivo de contribuir para um melhor entendimento das relações entre as espécies de Hypostomus, foram realizadas análises citogenéticas por meio da coloração convencional (Giemsa), impregnação por nitrato de prata e bandeamento-c em duas populações. As populações estudadas foram: Hypostomus sp. (São Miguel Arcanjo SP, bacia do rio Paranapanema) que apresentou número diplóide de 2n=72 (34M/SM, 38ST/A) e a espécie Hypostomus margaritifer (Terra Roxa SP, bacia do rio Pardo), apresentando um número diplóide de 2n=72 (32M/SM; 40ST/A). A heterocromatina constitutiva em Hypostomus sp. mostrou-se distribuída na região terminal do braço curto de um par M/SM pequeno, marcações terminais no braço longo de um par acrocêntrico e marcação intersticial grande no braço longo de um par de acrocêntricos. Para H. margaritifer o bandeamento C identificou um par de acrocêntrico com o braço menor quase completamente heterocromático e mais três pares de acrocêntrico com fortes marcações terminais. A impregnação por nitrato de prata evidenciou em Hypostumus sp. sítios de Regiões Organizadoras de Nucléolos (RONs) em pares de acrocêntricos, sendo um par no braço curto e um par no braço longo. Já H. margaritifer apresentou NOR intersticial, próximo ao centrômero do braço longo de um par de subtelocêntricos e marcação terminal no braço longo de um par de acrocêntricos. Diante de uma breve comparação dos dados obtidos neste trabalho, com outros trabalhos a respeito do gênero Hypostomus, verifica-se para o gênero a existência de uma variação de números diplóides de 2n=52 a 2n=80 cromossomos, ocorrendo a predominância de cromossomos dos tipos submetacêntricos e acrocêntricos. Apesar do mesmo número diplóide e da similaridade da estrutura macrocariotípica, o bandamento-c e a impregnação por nitrato de prata se mostraram excelentes marcadores para estas duas espécies. Apoio financeiro: CNPQ/FAPESP/FAPEMIG 3

4 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Análise citogenética de Squaliforma emarginata (Siluriformes, Loricariidae) do Rio Tocantins Correia, VCS ; Santos, LP ; Silva, SVS ; Dias, AHC ; Morelli, S. Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia. Palavras-chave: heterocromatina, NOR múltiplas, Hypostomus, cariótipo, citogenética evolutiva. A família Loricariidae, com cerca de 683 espécies, esta dividida em 6 subfamílias, apresentando uma ampla variedade de número e estrutura cromossômica, levando a diferentes fórmulas cariotípicas. Estima-se que aproximadamente 0% de espécies desta família já tenham sido estudadas citogeneticamente. Este grupo apresenta ampla variação no número diplóide que vai de 36 cromossomos em Rineloricaria latirostris a 96 cromossomos em Upsilous sp. Dentre esta família, a subfamília Hypostominae apresenta a maior quantidade de estudos citogenéticos, e para acrescentar estes dados, este trabalho teve como objetivo caracterizar o cariótipo de Squaliforma emarginata, que é reconhecida por alguns autores como Hypostomus emarginatus. O gênero Squaliforma é composto por 3 espécies e a classificação de Squaliforma emarginata é confirmada no Check list of the Freshwater Fishes of South and Central America de Os quatros exemplares foram coletados em Palmas-TO, no reservatório formado com o represamento das águas do rio Tocantins, com a implantação da Usina Hidrelétrica Luis Eduardo Magalhães. A obtenção de cromossomos mitóticos foi feita a partir das células de rim anterior. Realizou-se a coloração convencional por giemsa, bandeamento C para localização da heterocromatina constitutiva e as regiões organizadoras de nucléolos foram identificadas pela impregnação de nitrato de Prata. Os indivíduos analisados apresentaram número diplóide igual a 52 cromossomos, com cromossomos metacêntricos, submetacêntricos, subtelocênticos e número fundamental (NF) igual a 04. Observou-se Ag-NORs múltiplas, localizadas nos telômeros do braço longo de 5 cromossomos. O bandeamento C revelou bandas heterocromáticas dispersas na região terminal e intersticial de alguns cromossomos. As variações morfológicas e numéricas entre os Hypostomus são muito freqüentes, por isso a comparação entre as populações de Squaliforma e Hypostomus é de grande importância para a ampliação do conhecimento da citogenética evolutiva de peixes de água doce da região neotropical. Apoio financeiro: CNPq, FAPEMIG, CAPES, UFU. 4

5 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Variabilidade genética de seis populações de Neoplecostomus (Teleostei: Loricariidae) coletadas nas Bacias do Rio Grande e do Rio Paranaíba Lucena, ALM ; Codognotto, FJ ; Zawadzki, CH 2,3 ; Renesto, E,3 Laboratório de Genética Animal Depto de Biologia Celular e Genética. 2 Depto de Biologia. 3 Nupélia Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura. Universidade Estadual de Maringá Palavras-chave: aloenzimas, variabilidade genética, sistemática, Neoplecostomus. Espécies podem ser morfologicamente muito similares, mas geneticamente bastante distintas. Assim a associação de informações morfológicas e genéticas tem adicionado dados importantes para a identificação de espécies ainda não descritas do gênero Neoplecostomus. O objetivo deste estudo foi analisar a variabilidade genética de Neoplecostomus de seis populações; sendo uma coletada no rio Taquari (GO) e cinco (Cachoeira, Carandaí, Tamborete, Espraiado, Sapucaí) coletadas em riachos da bacia do rio Grande do estado de Minas Gerais. Para isso utilizou-se a técnica de eletroforese de isoenzimas em gel horizontal de amido a 5%. As amostras de Neoplecostomus coletadas foram congeladas, armazenadas em nitrogênio liquido e posteriormente retirados fragmentos de tecidos (músculo branco) para a análise genética. Foram analisados seis sistemas enzimáticos: G3PDH, GPI, LDH, IDH, MDH e PGM. As amostras dos tecidos foram homogeneizadas e centrifugadas. O sobrenadante foi aplicado no gel e este foi submetido à eletroforese durante 6 horas a uma tensão elétrica de aproximadamente 20V. Após a corrida eletroforética, o gel foi cortado horizontalmente, incubado em soluções histoquímicas específicas para a revelação das bandas de atividade enzimática. A interpretação genética foi baseada na estrutura quaternária das enzimas e todas as estimativas estatísticas (heterozigosidade, identidade genética e distância genética de Nei) foram calculadas usando o programa Popgene.3. Foram identificados um total de 0 loci e 24 alelos. Os alelos Gpi-B(b), e Idh(b) foram exclusivos para população da região de Cachoeira e os alelos Gpi-A(e) e Gpi-A(a) para as populações das regiões de Taquari e a de Espraiado, respectivamente. As duas localidades de todas as populações analisadas apresentaram loci polimórficos e heterozigosidades esperadas maiores do que as observadas, indicando um excesso de homozigotos. Os valores de identidade genética foram próximos a 0,85 em três populações (taquari, tamborete e espraiado) podendo estas serem pertencentes à mesma espécie, enquanto as demais apresentaram valores 0,35< I < 0,85 que supõe-se que sejam espécies diferentes dentro de um mesmo gênero. A menor identidade genética I= 0, 44 foi encontrada entre a população de Tamborete e Cachoeira, enquanto que a maior I = 0,84 foi entre taquari cachoeira. A partir do índice de identidade genética foi obtido um dendrograma de UPGMA expressando as relações genéticas entre as espécies, na qual mostrou que as seis populações ficam agrupadas em 3 conjuntos, (Cachoeira+Taquari+Espraiado), (Sapucaí), e (Carandai+Tamborete). Portanto, concluiu-se que as seis populações de Neoplecostomus estudadas apresentam alta diferenciação genética entre elas indicando a existência de pelo menos três espécies distintas. Apoio: CNPq e Nupélia. 5

6 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Estudos citogenéticos em duas populações de Hypostomus regani (Siluriformes, Loricariidae) com a ocorrência de triploidia natural Viana, GL ; Brandão, KO,2 ; Kavalco, KF ; Almeida-Toledo, LF 2 ; Pazza, R¹; Laboratório de Genética Ecológica e Evolutiva, Campus Rio Paranaíba Universidade Federal de Viçosa 2 Laboratório de Ictiogenética, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo USP Palavras-chave: triploidia, bandamento-c, evolução cariotípica, Siluriformes, Loricariidae. Conhecidos popularmente como cascudos, os Loricariidae compreendem a segunda maior família de peixes em número de espécies. São peixes neotropicais de pequeno porte, não migratórios, de hábito alimentar iliófago, possuem habitats variados e facilidade de adaptação a mudanças ambientais. Neste grupo, são conhecidas mais de 600 espécies, agrupadas em cerca de 70 gêneros. O gênero de cascudos dominante nos rios brasileiros é o Hypostomus, que apresenta uma série de particularidades cromossômicas próprias, sendo de grande interesse para a citogenética de peixes, apesar de poucas espécies terem sido estudadas até o momento. O objetivo deste estudo foi caracterizar citogeneticamente duas população Hypostomus regani coletados na bacia do rio Pardo no município de Terra Roxa-PR e também no município de Angatuba-SP bacia do rio Paranapanema. Foram usadas as técnicas de coloração convencional com Giemsa e detecção de heterocromatina constitutiva através da banda-c. Ambas as populações apresentaram 2n=72 (8M+20SM+2ST+22A). Adicionalmente, na população de Terra Roxa foi encontrado um indivíduo triplóide (27M+30SM+8ST+33A). A heterocromatina constitutiva distribui-se em quase todos os cromossomos do complemento, em regiões teloméricas e pericentroméricas. O número diplóide e a distribuição da heterocromatina constitutiva observados é semelhante ao já descrito para a espécie em outras localidades. A ocorrência de casos de triploidia natural em peixes é restrito a poucos casos, principalmente em espécies da ordem Characiformes. Apoio financeiro: CNPq/FAPESP/FAPEMIG 6

7 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Localização das regiões organizadoras nucleolares em exemplares do bagre gigante piraíba Brachyplatystoma filamentosum (Siluriformes, Pimelodidae) do Rio Araguaia, GO Gonçalves, ALM¹; Senhorini, JA²; Bortolozi, J¹; Oliveira, C³; Foresti, F³; Porto-Foresti, F¹ Departamento de Biologia, Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista, , Laboratório de Genética de Peixes, Bauru, SP, Brasil; 2 Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Peixes Continentais, CEPTA/ ICMBIO, , Pirassununga, SP, Brasil. 3 Departamento de Morfologia, Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista, , Laboratório de Biologia e Genética de Peixes, Botucatu, SP, Brasil. Palavras-chave: Brachyplatystoma filamentosum; NOR; cromomicina; Pimelodidae; Siluriformes. Os genes que codificam o RNAr estão localizados em porções de fibras cromatínicas que, após sua compactação, irão constituir as constrições secundárias de cromossomos específicos. Essas regiões foram denominadas de organizadoras de nucléolos ou NORs. O número e a localização das NORs variam de espécie para espécie, fazendo com que a identificação destas regiões seja um importante marcador citogenético. O presente trabalho teve como objetivo identificar o número e a localização das NORs em exemplares de uma população da espécie Brachyplatystoma filamentosum (Siluriformes, Pimelodidae) oriunda do Rio Araguaia, estado de Goiás. Para isso, foram utilizadas as técnicas de impregnação pelo nitrato de Prata (AgNO 3 ) e coloração por cromomicina (CMA 3 ). Os indivíduos da espécie em estudo, que apresentam número diplóide 2n=56 cromossomos, sendo sua fórmula cariotípica 20m+20sm+6st+0a, apresentaram NORs simples e em posição terminal no braço curto de um par de cromossomos do tipo subtelocêntrico, característica revelada por ambas as técnicas, indicando através da cromomicina que as regiões organizadoras de nucléolos são ricas em pares de base CG. O número e a localização das NORs encontrados para a espécie em estudo são os mesmos encontrados comumente para a família Pimelodidae, demonstrando ser uma característica conservada para a família. Diante disso, esse primeiro relato dos estudos citogenéticos para a espécie Brachyplatystoma filamentosum são necessários para auxiliar em futuros trabalhos de conservação da mesma, por se tratar de uma espécie de grande porte que representa o topo da cadeia alimentar de muitos rios da Bacia Amazônica e da Bacia Araguaia-Tocantins, participando do equilíbrio ambiental como reguladora das populações de outras espécies, e que apresenta uma importância comercial por ser o maior bagre de água doce existente. Apoio financeiro: FAPESP, CNPq e CEPTA/ICMBio 7

8 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Evidência cromossômica da existência de espécies crípticas em Hypostomus affinis (Pisces: Loricariidae) Brandão, KO ; Kavalco, KF 2 ; e Almeida-Toledo, LF. Laboratório de Ictiogenética, Departamento de Genética e Biologia Evolutiva, Universidade de São Paulo USP, São Paulo, SP, Brasil. 2 Laboratório de Genética Ecológica e Evolutiva, Campus Rio Paranaíba, Universidade Federal de Viçosa UFV, Rio Paranaíba, MG, Brasil. Palavras-chave: Hypostomus, rearranjos cromossômicos, rdna 8S. Os recentes estudos citogenéticos em peixes neotropicais mostram a ocorrência de uma grande diversidade cariotípica, muitas vezes intra-populacional. Polimorfismos de heterocromatina e de RONs, presença de cromossomos supranumerários e a ocorrência de quase todos os tipos de sistemas sexuais conhecidos, são exemplos da grande variação encontrada. Essa variação é observada em especial no grupo dos Hypostomus, no qual estabelecer as relações entre as espécies apresenta dificuldades tanto taxonômicas como citogenéticomoleculares. Populações de uma espécie endêmica de Hypostomus da bacia do Rio Paraíba do Sul foram estudadas com o intuito de auxiliar na compreensão dessa enorme diversidade. Para tal, foram analisadas através de métodos citogenéticos clássicos e moleculares duas populações de H. affinis; sendo uma proveniente da região de Cunha/ SP onde foram coletados oito indivíduos (um macho e sete jovens); e outra da região do Rio São José/RJ, com seis indivíduos (uma fêmea e cinco jovens). Os exemplares de Cunha/SP apresentaram 2n=66 cromossomos, NF=04 e fórmula cariotípica 4M+4SM+0ST+28A, enquanto os espécimes de Rio São José/RJ apresentaram 2n=66, NF=02 e 6M+20SM+0ST+20A. A impregnação por nitrato de prata mostrou para ambas as populações um sistema múltiplo de RON. Nos indivíduos de Cunha/SP observaram-se marcações terminais em dois pares de cromossomos acrocêntricos grandes, no braço longo, confirmadas pela hibridação in situ com sonda de rdna 8S, que ainda revela mais dois sítios: marcações terminais em um cromossomo submetacêntrico e em um cromossomo subtelocêntrico, totalizando seis sítios. Para a população do Rio São José, a impregnação por nitrato de prata revelou a presença de cinco sítios terminais, quatro nos braços longos de dois pares de cromossomos acrocêntricos e uma no braço curto de um cromossomo subtelocêntrico. Porém a hibridação com sonda de rdna 8S confirmou apenas as marcações dos cromossomos acrocêntricos, não sendo visualizada a quinta marcação. O bandeamento C mostrou padrões semelhantes de bandeamento, com pouquíssimas marcações pericentroméricas e grandes e evidentes bandas terminais nos dois pares de cromossomos acrocêntricos condizentes com as RONs. A marcante diferença cariotípica observada, com os exemplares da região de Cunha/SP apresentando 28M/ SM + 38 ST/A e os indivíduos do Rio São José apresentando 36M/SM + 30ST/A cromossomos e a diferença no número de sítios de rdna 8S entre as populações, são características recorrentes no gênero, sendo possivelmente resultados de rearranjos cromossômicos não Robertsonianos, uma vez que o número diplóide é mantido, e no caso do DNA ribossomal, pode estar correlacionado com ação de transposons, como identificado em outros organismos. Com relação ao padrão semelhante de banda C, esse pode ocorrer devido à grande correspondência entre RONS e heterocromatina no genoma de Hypostomus. Os dados apresentados corroboram as hipóteses de evolução cariotípica postuladas para o grupo, indicando a importância de rearranjos como inversões nos processos especiativos em peixes. Apoio financeiro: Fapesp, CNPq e Fapemig 8

9 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Caracterização citogenética em Liposarcus anisitsi (Loricariidae, Hypostominae) do Córrego do Onça, afluente do Rio Taquari (Bacia do Alto Paraguai) no município de Coxim, MS Vieira, MMR ; Gindri, BS 2 ; Melo, EAM ; Ferreira, GEB ; Silva, JL ; Martins-Santos, IC. Núcleo de Estudo em Citogenética de Peixes, UEMS-Unidade Universitária de Coxim, MS. 2 Laboratório de Citogenética de Peixes, Departamento de Biologia Celular, UEM. Palavras-chave: Loricariidae, Hypostominae, Evolução, NOR, Banda C. A subfamília Hypostominae compreende peixes (cascudos) que apresentam ampla distribuição e diversidade biológica, sendo de grande importância ambiental, uma vez que atuam como pré-mineralizadores da matéria orgânica antes que essa reingresse na cadeia alimentar. Para o presente estudo foram analisados citogeneticamente doze exemplares de Liposarcus anisitsi, sendo oito machos e quatro fêmeas, todos coletados no córrego do Onça, um afluente do rio Taquari, município de Coxim, MS. A análise citogenética dos exemplares foi feita através da através da coloração usual por Giemsa, pelo bandamento NOR (para detecção das regiões organizadoreas nucleolares) e pela detecção da heterocromatina constitutiva (Bandamento C). A análise citogenetica revelou a presença de 2n=52 cromossomos, fórmula cariotípica 20m+8sm+8st+6a, e NF=98, não sendo observada diferenciação entre os sexos. Foi observado uma constrição secundária evidente intersticial no braço longo do par de número 3. A impregnação pelo nitrato de prata (Bandamento NOR) revelou marcação em pelo menos dois pares de cromossomos, caracterizando assim, NOR múltipla. Em um dos pares, o par número 3 a marcação foi coincidente com a constrição secundária mostrando também um polimorfismo de NOR nesse par. Houve ainda marcação total no braço curto de um dos cromossomos subtelocêntricos. A técnica de bandamento C revelou marcação coincidente com os pares marcados pela prata, inclusive evidenciando a constrição secundária como sendo NOR e Banda C positivas. Houve ainda marcações pericentroméricas na maioria dos pares de cromossomos. Estudos citogenéticos no referido gênero para região do pantanal são raros, senão inexistentes, sendo importante a continuação destes estudos em um bioma de importância indiscutível onde os peixes desempenham papel fundamental para o equilíbrio ecológico. 9

10 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Caracterização citogenética de Pterygoplichthys etentaculatus (Loricariidae) do Rio Pandeiros-MG Barros, LC; Santos, U; Vieira, BG; Dergam, JA. Departamento de Biologia Animal, Universidade Federal de Viçosa, Laboratório de Sistemática Molecular Beagle. Viçosa-MG, CEP , Brasil; Palavras-chave: Pterygoplichthys etentaculatus, rio Pandeiros, citogenética. São apresentados estudos preliminares de uma espécie de cascudo endêmica da bacia do rio São Francisco. Os estudos foram feitos em 2 espécimes coletados na localidade-tipo da espécie, o rio Pandeiros. Estudos citogenéticos de populações podem ser informativos em relação a processos de estabilidade e de diferenciação cromossômica entre populações. Os loricarídeos são um dos grupos mais diversificados de peixes neotropicais e apresentam amplos padrões de distribuição geográfica e de diversificação ecológica. As restrições características dos ambientes aquáticos de água doce facilitam a fixação de rearranjos cromossômicos e por esse motivo, os peixes de água doce são bons modelos para estudos evolutivos e biogeográficos. Dados relevantes para a compreensão da evolução cariotípica da família Loricariidae são ainda escassos. Na literatura, os dados citogenéticos demonstram uma variação no número diplóide de 64 a 80 cromossomos, sugerindo a necessidade de estudos que permitam a elaboração de hipóteses sobre os fatores que permitiram esta alta diversidade cariotípica. P. etentaculatus, possui habito bentônico e é encontrado em ambientes lênticos. A metodologia utilizada seguiu protocolos para obtenção de cromossomos metafásicos de Bertollo et al. (978) e regiões organizadoras de nucléolo (NORs) segundo Howell e Black (980). A classificação cromossômica em metacêntrico (m), submetacêntrico (sm) e subtelocêntricos (st) foi realizada segundo Levan et al. (964). As medidas cromossômicas para obtenção da fórmula cariotípica foram realizadas em software Image Pro-Plus. Foram avaliadas metáfases de dois espécimes, os quais apresentaram 2n = 52 cromossomos em 42 (98,66%) das metáfases avaliadas. A fórmula cariotípica encontrada foi de 3 m, 0 sm e 3 st. As regiões organizadoras de nucléolo ativas na ultima interfase celular foram registradas em um par de cromossomos metacêntricos. Estudos envolvendo maior número de indivíduos e outras técnicas citogenéticas estão sendo realizadas visando a melhor caracterização citogenética desta espécie no rio Pandeiros. Os dados gerados poderão ser utilizados para posteriores estudos de comparação citogenética interpopulacional na bacia do São Francisco. Apoio Financeiro: CNPq e IEF. 0

11 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Diversidade genética de Cichla nos reservatórios de Capivara, Taquaruçu e Rosana no Rio Paranapanema Briñez, B; Júlio, HF; Prioli, SMAP; Bignotto, TS; Gomes, VN; Mota, TR; Prioli, AJ. Departamento de Biología Celular e Genética - Núcleo de Pesquisa em Limnologia, Ictiologia e Aqüicultura (Nupelia) - Universidade Estadual de Maringá. Palavras-chave: diversidade genética, C.monoculus, D-loop, Tucunaré, introdução de espécies. A introdução de espécies invasoras é a segunda maior causa de extinção de espécies, tanto de animais como de vegetais, sendo suplantada apenas pelas alterações de habitat, como a construção de grandes barragens e o desmatamento. As espécies do gênero Cichla (tucunarés) têm ocorrência restrita à região Neotropical e são os representantes da família Cichlidae que alcançam maior porte, tendo importância econômica considerável na região Amazônica, tanto na pesca comercial como esportiva. As espécies de tucunaré, principalmente devido às suas características esportivas, de peixe lutador e que ataca tanto iscas vivas quanto artificiais, foram introduzidas em inúmeras bacias hidrográficas da América do Sul e mesmo em outras regiões do planeta. Revisão recente mostrou que as espécies do gênero Cichla introduzidas nos reservatórios das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, são duas espécies novas, descritas como Cichla kelberi (tucunaré amarelo) e Cichla piquiti (tucunaré azul), identificadas erroneamente como C. monoculus e C. ocellaris. Com o objetivo de identificar as populações de Cichla presentes no Rio Paranapanema, foram sequênciadas um total de 302 pares de bases (pb) da região controle D-loop obtidas de cinquenta e cinco individuos de Cichla em três reservatórios do Rio Paranapanema (Capivara, Taquaruçu e Rosana). As sequências foram comparadas no GenBank confirmando que os haplótipos presentes são de C. monoculus. Foram identificadas 3 mutações, diversidade haplotípica de 0,556 e diversidade nucleotídica de 0,0867. Três haplótipos foram encontrados nos reservatórios, dos quais, o primeiro foi encontrado em todos os locais de coleta (Rosana, Capivara e Taquaruçu). O segundo haplótipo foi encontrado nos reservatórios de Capivara e Taquaruçu, tem como diferença uma deleção e ocorre com frequência de 2,4%. O terceiro haplótipo foi encontrado em Taquaruçu, Capivara e Rosana. Sua frequência foi de 3%. A inferência fenética (neighbor-joining) com 55 taxons resultou em uma árvore com três grandes clados. Dentro de cada um dos três clados, observou-se baixa variação genética, demostrando que C. monoculus está presente em todos os reservatórios do rio Paranapanema uma vez que revisões recentes afirmam que apenas C. kelberi e C. piquiti se encontram nos nos reservatórios das regiões Sul. O dendograma e as análises das populações revelaram fortes evidências de que Cichla monoculus foi introduzida no reservatório de Capivara, e se dispersou para os reservatórios localizados a jusante (Taquaruçu e Rosana) Além disso, a ocorrência dos mesmos haplótipos nos três reservatórios, sugerem a ocorrência de uma única introdução. Apoio Financeiro: NUPELIA, CAPES e CNPq.

12 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Caracterização citogenética de Cichlasoma sanctifranciscensis (Perciformes, Cichlidae) em Bacias Hidrográficas da Bahia Ferreira-Santos, M ; Figueiredo, PS ; Migues, VH ; Ferreira, JL, Affonso, PRAM ; Carneiro, PLS LAGOA Laboratório de Genética de Organismos Aquáticos - Departamento de Ciências Biológicas - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Jequié BA. Palavras-chave: Cariótipo, RON, peixes, Rio de Contas, Rio Itapicuru, ciclídeo. Estudos citogenéticos em ciclídeos do estado da Bahia têm sido concentrados em populações de Geophagus brasiliensis, espécie de peixe dominante nas bacias hidrográficas da região. No presente trabalho, são fornecidos dados citogenéticos inéditos na espécie Cichlasoma sanctifranciscensis (Perciformes, Cichlidae) a partir de coloração convencional com Giemsa, impregnação por nitrato de prata (Ag-RON) e bandamento C. Os exemplares foram coletados no Rio Itapicuru (Bacia do Rio Itapicuru) e em dois pontos na bacia do Rio de Contas (calha principal e Rio Criciúma), em Caldas do Jorro e Jequié, BA, respectivamente. Vale ressaltar que essa é a primeira ocorrência registrada dessa espécie além da bacia do São Francisco. Todos os exemplares apresentaram 48 cromossomos, sem diferenças entre os sexos ou localidades, com fórmula cariotípica de 2sm+36st/a. O maior par cromossômico é do tipo subtelocêntrico, como tipicamente descrito para espécies dessa subfamília. Um único par de RONs ativas foi detectado, com marcações nos braços curtos de um dos maiores pares st. Usualmente, os homólogos portadores de RONs apresentaram acentuado heteromorfismo de tamanho das marcações. A heterocromatina nas populações analisadas está distribuída pelas regiões centroméricas de todos os cromossomos. Os dados apresentados corroboram o papel das inversões pericêntricas na evolução cariotípica dos ciclídeos neotropicais, associadas ao conservadorismo numérico (2n=48) e presença de sítios ribossomais simples. A grande similaridade cariotípica entre as populações indica a íntima história evolutiva entre as bacias hidrográficas da região, a despeito das diferenças climáticas e de relevo entre elas atualmente. Apoio Financeiro: FAPESB, UESB. 2

13 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Diferenciação cariotípica em população de Australoheros facetus (Perciformes: Cichlidae) do reservatório Soledade, Bacia do Rio Paraopeba Silva, APA ; Belei, FA ; Scoss, LM 2 ; Dergam, JA Laboratório de Sistemática Molecular Beagle, Departamento de Biologia Animal, Universidade Federal de Viçosa; 2 Instituto Terra Brasilis. Rua Rio Grande do Norte, 560, sala 405, Funcionários, Belo Horizonte, CEP Palavras-chave: Serra de Ouro Branco, Evolução cariotípica, Ciclídeos, Isolamento geográfico, Citogenética de peixes. Os ciclídeos compreendem uma família rica em espécies com elevada taxa de especiação e que apresentam alto grau de especialização. Atualmente, 25% do total de espécies de ciclídeos possuem dados cariotípicos. Existe um consenso de que o cariótipo ancestral dos ciclídeos seria de 2n=48 cromossomos acrocêntricos; portanto, diferenças no número diplóide e morfologia cromossômica podem representar apomorfias relevantes para a compreensão das relações filogenéticas entre táxons desta família. No Brasil, os ciclídeos representam 6% da ictiofauna de água doce. Sua distribuição é ampla, ocorrendo do norte ao Rio Grande do Sul. A Serra de Ouro Branco, complexo do espinhaço é o divisor de águas entre as bacias hidrográficas do rio Doce e São Francisco. O reservatório Soledade é um lago artificial formado na década de 60 e pertencente à bacia do São Francisco. O isolamento geográfico de populações, mesmo resultando de ações antrópicas, é um fator que pode favorecer diferenciações morfológicas, fisiológicas, moleculares e citogenéticas nas populações envolvidas. Uma espécie encontrada no reservatório Soledade é o acará-camaleão, Australoheros facetus (Jenyns, 842). O presente trabalho caracterizou o cariótipo desta população. Os acarás coletados foram submetidos às técnicas de obtenção de cromossomos mitóticos metafásicos segundo Bertollo et al. (978) e analisados segundo Levan et al. (964). E a analise foi feita com auxílio do software de imagem, Photoshop CS2. Os cariótipos da população estudada apresentaram 2n=48 com cromossomos submetacêntricos (4m-sm+34st-t; NF96) e ausência de cromossomos sexuais. O aumento do número de braços nos cromossomo pode ser o resultado de inversões pericêntricas indicando que rearranjos cromossômicos estiveram presentes durante a história evolutiva do grupo. Estudos de A. facetus em outras bacias mostram que embora o cariótipo se mantém estável (2N= 48), o número fundamental (NF) varia entre as bacias do alto Paraná e a bacia do rio Ribeira. Estudos futuros permitirão determinar se o cariótipo observado no reservatório de Soledade é o característico da bacia do São Francisco. A possível tendência evolutiva de aumento do NF também é observada nas subfamílias: Cichlinae, Astronotinae, Geophaginae e Cichlasomatinae.A ausência de cromossomos sexuais já foi indicada em estudos realizados em populações desta espécie na bacia do Paraná. Apoio financeiro: Gerdau Açominas S.A, Instituto Terra Brasilis e Inbio - Empresa Jr. de Biologia. 3

14 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Análise citogenética em Apareiodon itapicuruensis (Characiformes, Parodontidae) da Bacia do Rio Itapicuru, Bahia, Brasil Costa, MS ; Migues, VH ; Almeida, JS 2 ; Carneiro, PLS ; Affonso, PRAM LAGOA Laboratório de Genética de Organismos Aquáticos - Departamento de Ciências Biológicas - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Jequié BA. 2 Departamento de Biologia Geral, Universidade Estadual de Londrina, Londrina-PA. Palavras-chave: Parodontidae, Peixes, Cromossomos, Bacias do Leste, Apareiodon. O gênero Apareiodon mostra uma ampla distribuição por quase toda a América do Sul, exceto do lado ocidental da Cordilheira dos Andes. São peixes de pequeno porte, adaptados a ambientes de corredeiras de rios e pequenos riachos. Este trabalho tem como objetivo caracterizar citogeneticamente a espécie Apareiodon itapicuruensis associada á área da bacia hidrográfica do rio Itapicurú, a qual encontra-se inserida região norte da Bahia destacandose em seu limite oeste os municípios de Jacobina, Campo Formoso e Jaguarari. Foram coletados 8 exemplares, todas fêmeas, na calha principal do rio Itapicuru, município de Caldas do Jorro, BA. Após estimulação mitótica com suspensão de levedura, os cromossomos mitóticos foram obtidos através da técnica de preparação in vivo, utilizando tecido renal, e visualizados através das técnicas de coloração convencional com Giemsa, bandamento C e impregnação por nitrato de prata (Ag-RON). Todos os espécimes apresentaram número diplóide modal de 54 cromossomos, com cariótipo constituído por cromossomos metacêntricos e submetacêntricos (NF= 08). As regiões organizadoras de nucléolos (RONs) estão situadas no braço longo de um grande par de cromossomos submetacêntricos. Por bandamento C, foram detectados blocos heterocromáticos nas regiões centroméricas de todos os cromossomos e marcações conspícuas na porção terminal dos braços longos do par submetacêntrico portador de RONs. Os resultados citogenéticos obtidos até o momento não indicam a presença de cromossomos sexuais. Porém, indivíduos do sexo masculino precisam ser analisados em estudos complementares a fim de confirmar tal observação. Os dados do presente trabalho permitem ampliar a caracterização citogenética da ictiofauna com ocorrência no estado da Bahia, ainda pouco conhecida. Apoio Financeiro: FAPESB, UESB. 4

15 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Citogenética aplicada para diferenciação de populações em Synbranchus marmoratus (Teleostei, Synbranchidae) Utsunomia, R; Paiva, LRS; Pansonato-Alves, JC; Pazian, MF; Oliveira, C; Foresti, F Universidade Estadual Paulista - campus de Botucatu Palavras-chave: Synbranchidae, citogenética, complexo de espécies, banda C, FISH. A família Synbranchidae é relativamente pequena dentro da ordem Synbrachiformes, sendo composta pelos gêneros Synbranchus, Ophisternon e Monopterus. O gênero Synbranchus compreende os animais conhecidos como muçum ou cobra d água e apresentam grande distribuição na América do Sul. Estudos citogenéticos anteriores evidenciaram a existência de uma interessante organização cariotípica na espécie Synbranchus marmoratus, com a ocorrência de uma variação do número diplóide de 2n=42, 44 e 46 cromossomos. No presente trabalho, duas populações de Synbranchus marmoratus foram analisadas com a aplicação de técnicas citogenéticas clássicas (Giemsa, NOR e Bandamento-C) e moleculares (FISH). Foram analisados oito exemplares capturados na região de Igaraçu do Tietê SP, bacia do rio Tietê e quatro exemplares provenientes do rio Pardo, município de Botucatu SP, bacia do rio Paranapanema. Ambas apresentaram cariótipo com 2n= 42 cromossomos (4 m + 6 sm + 8 st + 24 a). As RONs foram identificadas em apenas um par cromossômico nas duas populações e localizadas em posição terminal no quarto par nos exemplares do Pardo e em posição terminal no nono par cromossômico nos indivíduos de Igaraçu. O bandamento C evidenciou que a heterocromatina constitutiva está presente nas regiões centroméricas em todos os cromossomos dos indivíduos analisados nas duas populações, sendo ainda observada a presença de blocos heterocromáticos em posição intersticial e terminal em sete pares cromossômicos para os exemplares de Igaraçu, enquanto que para população do Pardo, foram observados em apenas três pares cromossômicos. A hibridação fluorescente in situ (FISH) com a sonda de DNAr 5S identificou regiões de homologia presentes apenas no braço longo do par acrocêntrico para os exemplares de Igaraçu. Embora ambas as populações apresentem uma estrutura cariotípica semelhante, os padrões de distribuição da heterocromatina constitutiva e a localização das RONs em diferentes cromossomos no cariótipo dão indicações da existência de diferentes processos de diversificação cariotípica nestas populações, determinando modificações estruturais internas nos cariótipos e possibilitando a atuação dos agentes de especiação neste grupo. Apoio financeiro: CNPq, FAPESP, CAPES. 5

16 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Análise citogenética da população de Leporinus fasciatus (pisces anostomidae) do Rio Araguari na região de Uberlândia, MG Vieira, nr¹; Morelli, S¹ ¹ Laboratório de Citogenética - Instituto de Genética e Bioquímica - Universidade Federal de Uberlândia Palavras-chave: peixes, rio Araguari, citogenética, cromossomos, NORs e metáfases A bacia hidrográfica do Rio Araguari localiza-se na mesorregião do Triângulo/Alto Paranaíba, a oeste do Estado de Minas Gerais. O rio Araguari possui 475 km de extensão, é uma sub-bacia do rio Paranaíba que juntamente com o rio Grande forma a bacia do rio Paraná. Devido a grande área que é ocupada pela bacia do Paraná e a grande variabilidade de ambientes geograficamente isolados, a análise citogenética da ictiofauna é uma ferramenta importante para estudos evolutivos neste grupo de espécies. Os peixes constituem mais do que a metade do total de 54,7 vertebrados vivos, cerca de 5000 espécies desse total, pertencem à ictiofauna de água doce da América do Sul. As ordens Characiformes e Siluriformes representam a maioria da diversidade da ictiofauna neotropical. A família Anostomidae pertence à ordem Characiformes, com aproximadamente 2 gêneros e no mínimo 37 espécies. Nos Anostomídeos, o gênero Leporinus é formado por cerca de 60 espécies. A espécie Leporinus fasciatus é onívora, apresenta migrações reprodutivas, com desova uma vez por ano, além de ser bastante apreciada na alimentação. Ainda que o gênero Leporinus seja um grupo muito diverso e abundante, os trabalhos citogenéticos realizados com essa espécie ainda são escassos. O presente estudo teve como objetivo contribuir para o enriquecimento das informações sobre a citogenética da população Leporinus fasciatus da bacia do rio Araguari. A estrutura total macroscópica do cariótipo de Anostomidae constitui-se em 2n=54 pares de cromossomos metacêntricos ou submetacêntricos. Todavia, apesar da grande estabilidade cariotípica da família Anostomidae, já foram descritas em várias espécies de Leporinus, variações em padrões de heterocromatina, na localização de NORs e em tipos de cromossomos sexuais. A análise dos espécimes coletados revelou, através da técnica para a obtenção de cromossomos mitóticos, com coloração Giemsa convencional, 2n=54 pares de cromossomos meta e submetacêntricos para machos e fêmeas. As metáfases observadas em microscopia óptica apresentaram constrições secundárias nos braços maiores de um par de cromossomos submetacêntricos, essas constrições estão diretamente relacionadas com a produção de RNA ribossomais, também sendo chamadas de regiões organizadoras do nucléolo (NORs). Tais regiões foram evidenciadas pela técnica de impregnação com nitrato de prata (Ag-NORs), foi encontrado um padrão simples de NOR, com marcações intersticiais em um par de cromossomos submetacêntricos. Em outra espécie estudada da mesma região e gênero, Leporinus friderici, foi observado um padrão cariotípico semelhante, mas que diverge quanto às NORs neste caso localizadas no primeiro par de cromossomos metacêntricos variando entre posição telomérica e intersticial. Sendo assim, notase a importância da análise citogenética em Leporinus fasciatus, pois se trata de uma ferramenta para entender a filogenia nos Anostomídeos, uma vez que estudos citogenéticos em populações de peixes contribuem muito para a elucidação dos processos evolutivos das espécies neotropicais. Apoio financeiro: FAPEMIG e UFU. 6

17 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Análise citogenética em populações de Characidium Schubarti (Characiformes, Crenuchidae) da Bacia do Rio Paranapanema Oliveira, KC ; Garcia, C ; Buckup, PA 2 ; Almeida-Toledo, LF Instituto de Biociências, Departamento de Genética e Biologia Evolutiva, Universidade de São Paulo. 2 Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Palavras-chave: Characidium, citogenética, variabilidade cariotípica, espécie críptica. Peixes da família Crenuchidae são pouco estudados do ponto de vista citogenético, sendo que apenas algumas espécies do gênero Characidium têm seu cariótipo conhecido. Essa falta de estudos provavelmente se deve à dificuldade de coleta destes peixes que raramente excedem 0 cm de comprimento, e freqüentemente habitam cabeceiras de pequenos riachos de montanha, formando populações pequenas e isoladas. Os estudos citogenéticos já realizados no gênero Characidium mostram um número diplóide constante de 2n = 50, sendo a sua estrutura cariotípica bastante variável. Essas variações são relativas às formulas cromossômicas, à presença de sistema de cromossomos sexuais, ao número e posição das regiões organizadoras de nucléolo (RONs), aos blocos de heterocromatina constitutiva, e à presença de cromossomos supranumerários. O objetivo do presente trabalho é analisar a diversidade citogenética de indivíduos provenientes de três localidades de ocorrência da espécie Characidium schubarti, duas situadas na margem esquerda e outra na margem direita do Rio Paranapanema, por meio de técnicas citogenéticas clássicas e moleculares, a fim de entender as variações citogenéticas entre populações dessa espécie. Os resultados obtidos evidenciaram, para as três populações analisadas, número diplóide de 2n=50 com fórmula cariotípica de 34M+6SM, com a presença de RONs simples terminais no braço longo de um par de cromossomos metacêntricos, e a presença de blocos de heterocromatina constitutiva apenas na região pericentromérica da maioria dos cromossomos do complemento. Além disto, a técnica de FISH com sonda de DNAr 5S mostrou apenas um par de cromossomos submetacêntricos marcados pericentromericamente nas três populações. Entretanto, a presença de RONs múltiplas confirmada pela técnica de FISH com sonda de DNAr 8S foi detectada apenas na população da margem direita do rio Paranapanema, e a presença de sistema de cromossomos sexuais heteromórficos do tipo ZZ/ZW foi detectada apenas nas populações da margem esquerda do rio. Esses resultados revelam uma alta variabilidade cariotípica entre populações de C. schubarti, separando as populações com base na sua localidade relativa à calha do rio principal. Como já foi descrito na literatura um caso de espécies crípticas formadas por diferentes populações atribuídas a C. gomesi, é possível que as populações agora estudadas também formem um grupo de espécies crípticas. Esta heterogeneidade citogenética é consistente com o fato de que é característico do gênero formar populações pequenas e isoladas em cabeceiras de pequenos riachos. Auxílio financeiro: Capes, FAPESP e CNPq. 7

18 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Análise citogenética em espécies simpátricas de Gymnotus: (Pisces, Gymnotiformes) Scacchetti, PC ; Pansonato-Alves, JC ; Paiva, LRS ; Sene, VF ; Utsunomia, R ; Almeida-Toledo, LF 2 ; Oliveira, C ; Foresti, F Laboratório de Biologia e Genética de Peixes - Instituto de Biociências de Botucatu - UNESP 2 Laboratório de Genética de Peixes Instituto de Biociências USP Palavras-chave: Gymnotiformes, espécies simpátricas, RONs, heterocromatina, rearranjos cromossômicos. Os peixes pertencentes à ordem Gymnotiformes, popularmente conhecidos como tuviras, constituem um grupo amplamente distribuído na região Neotropical estando agrupados em 5 famílias: Gymnotidae, Rhamphichthyidae, Hypopomidae, Sternopygidae e Aptenorotidae. Na família Gymnotidae, o gênero Gymnotus apresenta alta diversidade cariotípica, desde 2n=54 cromossomos em G. carapo e G. inaequilabiatus até 2n=40 cromossomos em G. sylvius. O objetivo do presente trabalho foi analisar citogeneticamente os exemplares de G.sylvius e G.inaequilabiatus coletados em simpatria na cachoeira Véu de Noiva, rio Pardo, bacia do rio Paranapanema, Botucatu SP. As análises cromossômicas realizadas envolveram coloração convencional por Giemsa, identificação das regiões heterocromáticas por bandamento C e localização das regiões organizadoras de nucléolos (RONs) por nitrato de prata. As duas espécies analisadas apresentaram número cromossômico e morfologia cromossômica distintas. Enquanto Gymnotus sylvius apresentou 2n= 40 cromossomos (22m+0sm+8st), Gymnotus inaequilabiatus apresentou 2n= 54 cromossomos (42m+0sm+2a). Além da acentuada diferença no número diplóide, estas espécies também possuem pares cromossômicos exclusivos, sendo observados pares subtelocêntricos somente em G. sylvius, enquanto G. inaequilabiatus possui exclusivamente um par de cromossomos acrocêntricos. O bandamento C revelou que as duas espécies possuem regiões heterocromáticas em posição centromérica e intersticial dos cromossomos. As RONs foram observadas em posição final do braço curto do par 7 em G. sylvius e em posição intersticial nos braços longos do par de G. inaequilabiatus. Em ambas as espécies, nos pares cromossômicos portadores de sítios ribossomais ativos, também foram observados blocos heterocromáticos. A existência de diferenças no número e na morfologia dos cromossomos, no posicionamento das RONs e nos padrões de distribuição da heterocromatina constitutiva, sugere a ocorrência de rearranjos estruturais e numéricos para a diferenciação entre estas espécies. Estes resultados demonstram a utilização da citogenética na análise da macro e microestrutura cariotípica, possibilitando o entendimento dos mecanismos evolutivos no processo de diversificação e especiação de peixes, tendo como modelo a ocorrência de espécies do mesmo gênero em simpatria. Apoio financeiro: CAPES, CNPq, FAPESP. 8

19 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Karyotypic variability in killifishes Orestias (Teleostei: Cyprinodontidae): C-band patterns and quantification of nuclear DNA content in three Chilean endemic species Araya, C ; Valenzuela, F ; Lam, N ; Mendez, MA 2 & Iturra, P. Programa de Genética Humana. ICBM. Facultad de Medicina Universidad de Chile Laboratorio de Genética y Evolución. INTA. Universidad de Chile Keywords: Killifish, C-banding, karyotype variability The genus Orestias at present contains 44 species, grouped in 4 complexes, cuvieri, mullieri, gilsoni and agassizii. Its distribution range extends from Lago Laska in Peru (9ºS) to the Salar de Ascotán in the north of Chile (22ºS). Six species belonging to the agassizzii group have been described for the Chilean Altiplano. Cytogenetic studies have shown diploid chromosome number variation in these species ranging from 2n=48 to 2n=55. The karyotypes present a high number of telocentric and subtelocentric chromosomes, and also microchromosomes (mc) in some of these species. This set of chromosomes defines a karyotype formula for each species. The species of Orestias studied in this work are: O. ascotanensis, which presents the most southern distribution of the genus (Region of Antofagasta,22ºS), O. piacotensis and O. chungarensis both living in isolated lacustrine systems in the river basin of the Lauca River (Region of Parinacota,8ºS). Diploid number of these species range to 2n= 48 in O.ascotanensis (2m+4sm+4st+38t), 2n= 52 in O. piacotesis (2m+2sm+2st+34t+2mc) and 2n= 55 in O. chungarensis (2m+2sm+20st+24t+5mc). We described the karyotype distribution of the constitutive heterochromatin (HC) detected by fluorescent C-banding technique using propidium iodide, and the HC base composition studied by means of the CMA3 fluorescent banding. The results showed two distribution patterns of the HC, which allows distinguishing between Orestias species from the northern distribution, and O. ascotanensis. C-positive heterochromatin was C-G rich in all three studied species. The quantification of the nuclear DNA content using optical densitometry showed significant differences between O. ascotanensis and others Orestias species from the northern distribution. Our results suggest ) the existence of two chromosomal lineages of Orestias in the South Altiplano and 2) the HC seems to play a relevant role in the karyotype diversification in these species. FONDECYT grant ; Proyecto Domeyko, Universidad de Chile. 9

20 Resumos do 30 de agosto a 02 de setembro de 2009 Descrição cariotípica da população de Hoplias malabaricus (Teleostei Erythrinidae) do Córrego do Lage, Uberlândia-MG Dias, AHC ; Correia, VCS 2 ; Santos, LP 2 ; Silva, SVS ;Morelli, S 2 Instituto de Biologia, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia-MG. 2 Laboratório de Citogenética - Instituto de Genética e Bioquímica, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia-MG. Palavras-chave: Hoplias, citogenética, cromossomo, NOR, traíra. A família Erythrinidae (Osteichthyes, Characiformes) compreende três gêneros: Erythrinus, Hoplerythrinus e Hoplias. O gênero Hoplias é o que apresenta maior destruição geográfica, ocorrendo nas principais bacias hidrográficas do Brasil e da América do Sul. A espécie Hoplias malabaricus é conhecida popularmente como traíra, está adaptada a ambientes lênticos (água parada) caracterizando-a como tolerante a baixas concentrações de oxigênio dissolvido na água, além disso, é considerada uma espécie carnívora de estratégia emboscadora. Esta espécie apresenta um grande potencial para a piscicultura, visto que a carne tem boa aceitação pelo mercado consumidor, além de ser uma espécie rústica de pouca exigência no manejo. Os estudos citogenéticos fornecem uma importante contribuição para o conhecimento evolutivo da espécie e informações necessárias para o desenvolvimento da piscicultura. Os espécimes já estudados de H. malabaricus apresentam divergências em relação ao número diplóide, que varia de 2n=39 a 2n=42, e a presença ou ausência em algumas populações de cromossomos sexuais. Diante destas informações, e dos poucos trabalhos realizados na região do Triângulo mineiro, o presente estudo tem como objetivo caracterizar citogeneticamente esta população. Foram coletados espécimes no córrego Lage que é um afluente da margem esquerda do rio Araguari. A análise citogenética foi realizada a partir dos rins anterior e posterior, os espécimes caracterizam-se por apresentar um numero cromossômico de 2n = 40 para fêmeas e 2n=39 para macho sendo este número cromossômico também descrito em outras populações. O número fundamental encontrado foi de 80 para fêmea e 78 para macho. As observações das Regiões Organizadoras de Núcleos (NORs) foram realizadas através da técnica da impregnação de nitrato de Prata (AgNO3), os animais analisados demonstram um sistema de NORs múltiplas na região telomérica. O presente trabalho confirma os dados descritos na literatura, que a morfologia cromossômica e a presença de NORs múltiplas são conservadas em Hoplias malabaricus, apesar da variação existente no número diplóide e do sistema cromossômico de determinação sexual. Apoio financeiro: UFU e FAPEMIG. 20

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot de Souza RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ RELATÓRIO TÉCNICO Nº 44 2012 COORDENAÇÃO

Leia mais

As Cabeceiras de um Rio que ainda não Morreu

As Cabeceiras de um Rio que ainda não Morreu As Cabeceiras de um Rio que ainda não Morreu Considerado morto dentro dos limites da cidade de São Paulo, o rio Tietê abriga a menos de 80 km do centro da capital espécies de peixes não descritas pela

Leia mais

ANÁLISE CITOGENÉTICA DE PYGOCENTRUS NATTERI

ANÁLISE CITOGENÉTICA DE PYGOCENTRUS NATTERI ANÁLISE CITOGENÉTICA DE PYGOCENTRUS NATTERI EM ÁREA DE TRANSIÇÃO CERRADO-FLORESTA AMAZÔNICA (MICRO BACIA DO ARAGUAIA-BANANAL). Wagner Martins Santana Sampaio 1, Patrícia Giongo 1, Anderson Fernandes 1,

Leia mais

Origem da variação. Conceitos importantes. Diversidade Genética. Variação genética

Origem da variação. Conceitos importantes. Diversidade Genética. Variação genética Variação genética Origem da variação Professor Fabrício R Santos fsantos@icb.ufmg.br Departamento de Biologia Geral, UFMG 2012 Variação fenotípica hereditária Variação fenotípica causada pelo ambiente

Leia mais

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot de Souza RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ RELATÓRIO TÉCNICO Nº 45 2013 COORDENAÇÃO

Leia mais

As transformações do relevo e as bacias hidrográficas.

As transformações do relevo e as bacias hidrográficas. As transformações do relevo e as bacias hidrográficas. Conteúdos do 3º bimestre para o 1º Ano do Ensino Médio na disciplina de Geografia, de acordo com o currículo mínimo estabelecido pela SEEDUC / RJ

Leia mais

Termos para Indexação: Tetragonisca fiebrigi, Frieseomelitta trichocerata, rdna, nucléolo

Termos para Indexação: Tetragonisca fiebrigi, Frieseomelitta trichocerata, rdna, nucléolo BANDA AgNOR COMO MARCADOR CITOLÓGICO E INDICADOR DA ATIVIDADE SINTÉTICA DE CÉLULAS PARA DUAS ESPÉCIES DE ABELHAS SEM-FERRÃO (HYMENOPTERA: APIDAE: MELIPONINA) Anderson Fernandes, Adriane Barth e Wagner

Leia mais

Conservação da Ictiofauna na Bacia do Rio São Francisco

Conservação da Ictiofauna na Bacia do Rio São Francisco Conservação da Ictiofauna na Bacia do Rio São Francisco Carlos Bernardo Mascarenhas Alves Projeto Manuelzão - UFMG Roteiro da apresentação Aspectos gerais Plano Diretor de Recursos Hídricos Ictiofauna

Leia mais

Biodiversidade em Minas Gerais

Biodiversidade em Minas Gerais Biodiversidade em Minas Gerais SEGUNDA EDIÇÃO ORGANIZADORES Gláucia Moreira Drummond Cássio Soares Martins Angelo Barbosa Monteiro Machado Fabiane Almeida Sebaio Yasmine Antonini Fundação Biodiversitas

Leia mais

Ancestralidade Materna polimorfismos matrilínea DNA Mitocondrial (mtdna).

Ancestralidade Materna polimorfismos matrilínea DNA Mitocondrial (mtdna). Ancestralidade Materna A atual população dos países latino-americanos foi gerada por um complexo processo de mistura genética entre ameríndios, europeus e africanos. As porcentagens relativas destas três

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA IBAMA N 194, DE 2 DE OUTUBRO DE 2008. O PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS IBAMA, no uso das suas atribuições legais previstas no

Leia mais

Introdução à Filogenética para Professores de Biologia

Introdução à Filogenética para Professores de Biologia Introdução à Filogenética para Professores de Biologia A filogenética ajuda a organizar a grande biodiversidade de forma a evidenciar a Evolução. Vamos entender como isso funciona? www.botanicaonline.com.br

Leia mais

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA PARA O DESENVOLVIMENTO Centro de Hidráulica e Hidrologia Prof. Parigot de Souza RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DA ICTIOFAUNA NA ÁREA DA UHE MAUÁ RELATÓRIO TÉCNICO Nº 42 2012 COORDENAÇÃO

Leia mais

ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DA ICTIOFAUNA DO MÉDIO RIO CASCA, BACIA DO (ALTO) RIO DOCE, MINAS GERAIS, BRASIL

ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DA ICTIOFAUNA DO MÉDIO RIO CASCA, BACIA DO (ALTO) RIO DOCE, MINAS GERAIS, BRASIL ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DA ICTIOFAUNA DO MÉDIO RIO CASCA, BACIA DO (ALTO) RIO DOCE, MINAS GERAIS, BRASIL Siqueira, R.C.; Oliveira Júnior, P.R.; Silveira, V.C; Melo, R S.; Teixeira, T.M.; Guedes, E.A; Sousa,

Leia mais

A origem, evolução e diversidade da fauna da Mata Atlântica. André Victor Lucci Freitas Departamento de Biologia Animal Unicamp

A origem, evolução e diversidade da fauna da Mata Atlântica. André Victor Lucci Freitas Departamento de Biologia Animal Unicamp A origem, evolução e diversidade da fauna da Mata Atlântica André Victor Lucci Freitas Departamento de Biologia Animal Unicamp Distribuição da Mata Atlântica Aparentemente, uma faixa homogênea de florestas

Leia mais

O Estado da Biodiversidade Brasileira: Genes, Espécies e Biomas

O Estado da Biodiversidade Brasileira: Genes, Espécies e Biomas O Estado da Biodiversidade Brasileira: Genes, Espécies e Biomas Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada IPEA Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais DIRUR Eixo Temático: Sustentabilidade

Leia mais

Universidade Estadual de Londrina (Reconhecida pelo Decreto Federal n. 69.324 de 07/10/71)

Universidade Estadual de Londrina (Reconhecida pelo Decreto Federal n. 69.324 de 07/10/71) DELIBERAÇÃO Câmara de Pós-Graduação Nº 32/2012 Reestrutura o Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular, em nível de Mestrado e Doutorado. CONSIDERANDO a solicitação da Comissão Coordenadora

Leia mais

Carlos Figueiredo Cristiano Fernandes Fábio Pinheiro Curso Profissional de Técnico de Manutenção Industrial/Electromecânica 12ºAno

Carlos Figueiredo Cristiano Fernandes Fábio Pinheiro Curso Profissional de Técnico de Manutenção Industrial/Electromecânica 12ºAno Carlos Figueiredo Cristiano Fernandes Fábio Pinheiro Curso Profissional de Técnico de Manutenção Industrial/Electromecânica 12ºAno A Biodiversidade desta região é única e uma das mais ricas do mundo. Estima-se

Leia mais

ANÁLISE DA QUALIDADE DA ÁGUA DO RIO HERCÍLIO EM IBIRAMA/SC

ANÁLISE DA QUALIDADE DA ÁGUA DO RIO HERCÍLIO EM IBIRAMA/SC ANÁLISE DA QUALIDADE DA ÁGUA DO RIO HERCÍLIO EM IBIRAMA/SC Autores: Matheus José da SILVA 1, Elisa Lotici HENNIG 2, Ida Maria de OLIVEIRA 3, Gabriel M. R. GONINO 4 Identificação autores: 1: aluno do curso

Leia mais

Ensino Fundamental II

Ensino Fundamental II Ensino Fundamental II Valor da prova: 2.0 Nota: Data: / /2015 Professora: Angela Disciplina: Geografia Nome: n o : Ano: 9º 3º bimestre Trabalho de Recuperação de Geografia Orientações: - Leia atentamente

Leia mais

7.012 Conjunto de Problemas 5

7.012 Conjunto de Problemas 5 Nome Seção 7.012 Conjunto de Problemas 5 Pergunta 1 Enquanto estudava um problema de infertilidade, você tentou isolar um gene hipotético de coelho que seria responsável pela prolífica reprodução desses

Leia mais

Anais do Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto - GEONORDESTE 2014 Aracaju, Brasil, 18-21 novembro 2014

Anais do Simpósio Regional de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto - GEONORDESTE 2014 Aracaju, Brasil, 18-21 novembro 2014 O USO DO GEOPROCESSAMENTO COMO APOIO AO DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO CÓRREGO BOM RETIRO, JAÚ SP Fábio César Martins 1, Rafael Aleixo Braga 2, José Carlos Toledo Veniziani Junior 3 1 Tecnólogo

Leia mais

Cíntia Graciele da Silva 1 Simone Santos de Oliveira 2 Universidade Estadual de Mato Grosso Tangará da Serra MT, junho 2009

Cíntia Graciele da Silva 1 Simone Santos de Oliveira 2 Universidade Estadual de Mato Grosso Tangará da Serra MT, junho 2009 LEVANTAMENTO DA ARTROPODOFAUNA DE UM FRAGMENTO DE MATA E DE UMA PASTAGEM, LOCALIZADOS PRÓXIMO AO CAMPUS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO, TANGARÁ DA SERRA MT Cíntia Graciele da Silva 1 Simone Santos

Leia mais

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO. Quadro 11 - Exatidão dos mapeamentos de uso do solo

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO. Quadro 11 - Exatidão dos mapeamentos de uso do solo 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1. Mudanças ocorridas no uso do solo No Quadro 11 são apresentadas as exatidões dos mapas temáticos gerados a partir do processamento digital das imagens do sensor Landsat 5

Leia mais

Caatinga: exclusivamente brasileira

Caatinga: exclusivamente brasileira Caatinga: exclusivamente brasileira Ministério do Meio Ambiente Secretaria de Biodiversidade e Florestas Departamento de Conservação da Biodiversidade Parque Nacional da Serra da Capivara - PI Caatinga:

Leia mais

GESTÃO INTEGRADA DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS - PRINCIPAIS DIRETRIZES E DESAFIOS. Flávio Terra Barth 1

GESTÃO INTEGRADA DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS - PRINCIPAIS DIRETRIZES E DESAFIOS. Flávio Terra Barth 1 GESTÃO INTEGRADA DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS - PRINCIPAIS DIRETRIZES E DESAFIOS Flávio Terra Barth 1 Resumo - A Lei Federal 9.433, de 8 de janeiro de 1997 sobre a Política e o Sistema Nacional de Recursos

Leia mais

GEOMORFOLOGIA E ANÁLISE DA REDE DE DRENAGEM DA FOLHA ALHANDRA, TABULEIROS LITORÂNEOS DOS ESTADOS DA PARAÍBA E PERNAMBUCO

GEOMORFOLOGIA E ANÁLISE DA REDE DE DRENAGEM DA FOLHA ALHANDRA, TABULEIROS LITORÂNEOS DOS ESTADOS DA PARAÍBA E PERNAMBUCO GEOMORFOLOGIA E ANÁLISE DA REDE DE DRENAGEM DA FOLHA ALHANDRA, TABULEIROS LITORÂNEOS DOS ESTADOS DA PARAÍBA E PERNAMBUCO Gilvonete Maria Araujo de Freitas 1 ; Max Furrier 1 gilvonetefreitas@bol.com.br

Leia mais

Genética de Populações

Genética de Populações MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS FACULDADE DE AGRONOMIA ELISEU MACIEL DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA MELHORAMENTO ANIMAL Genética de Populações COMO SE CONSEGUE ATINGIR OS OBJETIVOS DO

Leia mais

Levantamento e caracterização das populações de Macacos Guariba (Alouatta sp.) ocorrentes no município de Bambuí-MG

Levantamento e caracterização das populações de Macacos Guariba (Alouatta sp.) ocorrentes no município de Bambuí-MG Levantamento e caracterização das populações de Macacos Guariba (Alouatta sp.) ocorrentes no município de Bambuí-MG ¹Eriks T. VARGAS; ²Jéssyka M. PARREIRA; 2Leandro A. MORAES; ³Éverton B. SILVA; ³Tamires

Leia mais

ESTUDO DE IMPACTOS AMBIENTAIS EM TRECHOS DO ARROIO CANDÓI, LARANJEIRAS DO SUL, REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ

ESTUDO DE IMPACTOS AMBIENTAIS EM TRECHOS DO ARROIO CANDÓI, LARANJEIRAS DO SUL, REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ ESTUDO DE IMPACTOS AMBIENTAIS EM TRECHOS DO ARROIO CANDÓI, LARANJEIRAS DO SUL, REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO PARANÁ Aline da Silva Rodrigues de Oliveira Graduanda em Geografia Licenciatura e Bolsista Voluntária

Leia mais

CAPÍTULO 4 GEOLOGIA ESTRUTURAL DA ÁREA

CAPÍTULO 4 GEOLOGIA ESTRUTURAL DA ÁREA 47 CAPÍTULO 4 GEOLOGIA ESTRUTURAL DA ÁREA Este capítulo se refere ao estudo das estruturas geológicas rúpteis e do resultado de sua atuação na compartimentação morfoestrutural da área. Para tanto, são

Leia mais

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense Biomas Brasileiros 1. Bioma Floresta Amazônica 2. Bioma Caatinga 3. Bioma Cerrado 4. Bioma Mata Atlântica 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense 6. Bioma Pampas BIOMAS BRASILEIROS BIOMA FLORESTA AMAZÔNICA

Leia mais

Questão 25. Questão 26 Questão 27. alternativa D. alternativa A

Questão 25. Questão 26 Questão 27. alternativa D. alternativa A Questão 25 De modo geral, os espaços geográficos cujo clima é influenciado pela maritimidade apresentam a) menor amplitude térmica anual. b) chuvas escassas e mal distribuídas durante o ano. c) maior amplitude

Leia mais

PRIMEIROS ANOS. GEOGRAFIA CONTEÚDO P2 2º TRI Água: superficiais, oceânicas e usos. Profº André Tomasini

PRIMEIROS ANOS. GEOGRAFIA CONTEÚDO P2 2º TRI Água: superficiais, oceânicas e usos. Profº André Tomasini PRIMEIROS ANOS GEOGRAFIA CONTEÚDO P2 2º TRI Água: superficiais, oceânicas e usos. Profº André Tomasini ÁGUAS CONTINENTAIS Os oceanos e mares cobrem 2/3 da superfície do planeta. Águas Oceânicas : Abrange

Leia mais

COMPOSIÇÃO ICTIOFAUNÍSTICA DO RIO DAS CINZAS BACIA DO RIO PARANAPANEMA, SÃO PAULO, BRASIL

COMPOSIÇÃO ICTIOFAUNÍSTICA DO RIO DAS CINZAS BACIA DO RIO PARANAPANEMA, SÃO PAULO, BRASIL COMPOSIÇÃO ICTIOFAUNÍSTICA DO RIO DAS CINZAS BACIA DO RIO PARANAPANEMA, SÃO PAULO, BRASIL Tiago Debona 1, Evelini Arsego 1, Vinicius Valiente dos Santos 1, Daniele Zaneratto Damasceno 2, Norberto Castro

Leia mais

3. do Sul-Sudeste. Sudeste.

3. do Sul-Sudeste. Sudeste. A Hidrografia Brasileira HIDROGRAFIA O Brasil apresenta hidrografia bastante diversificada e rica. Para se ter uma idéia, a Bacia Amazônica, que é a maior do mundo, tem 7.050.000 km, enquanto a do Congo,

Leia mais

Licenciamento Ambiental para o Projeto de Duplicação Rodovia BR 163/MS

Licenciamento Ambiental para o Projeto de Duplicação Rodovia BR 163/MS Foto 01: Estação de coleta P01 localizada no rio Iguatemi no eixo Foto 02: Estação de coleta P01 localizada no rio Iguatemi no eixo Foto 03: Estação de coleta P02 localizada no rio Itaquiraí no eixo Foto

Leia mais

PlanetaBio Resolução de Vestibulares FUVEST 2010 1ª fase www.planetabio.com

PlanetaBio Resolução de Vestibulares FUVEST 2010 1ª fase www.planetabio.com 1- O Índice de Massa Corporal (IMC) é o número obtido pela divisão da massa de um indivíduo adulto, em quilogramas, pelo quadrado da altura, medida em metros. É uma referência adotada pela Organização

Leia mais

DIFERENÇAS TÉRMICAS OCASIONADAS PELA ALTERAÇÃO DA PAISAGEM NATURAL EM UMA CIDADE DE PORTE MÉDIO - JUIZ DE FORA, MG.

DIFERENÇAS TÉRMICAS OCASIONADAS PELA ALTERAÇÃO DA PAISAGEM NATURAL EM UMA CIDADE DE PORTE MÉDIO - JUIZ DE FORA, MG. DIFERENÇAS TÉRMICAS OCASIONADAS PELA ALTERAÇÃO DA PAISAGEM NATURAL EM UMA CIDADE DE PORTE MÉDIO - JUIZ DE FORA, MG. Resumo Cristina Silva de Oliveira¹ (UFJF³, chrisoliveira.jf@gmail.com) Daiane Evangelista

Leia mais

A DEMANDA POR SAÚDE PÚBLICA EM GOIÁS

A DEMANDA POR SAÚDE PÚBLICA EM GOIÁS Título: A DEMANDA POR SAÚDE PÚBLICA EM GOIÁS Projeto de pesquisa: ANÁLISE REGIONAL DA OFERTA E DA DEMANDA POR SERVIÇOS DE SAÚDE NOS MUNICÍPIOS GOIANOS: GESTÃO E EFICIÊNCIA 35434 Autores: Sandro Eduardo

Leia mais

PERFIL DOS RADIOLOGISTAS NO BRASIL: análise dos dados INTRODUÇÃO

PERFIL DOS RADIOLOGISTAS NO BRASIL: análise dos dados INTRODUÇÃO 1 PERFIL DOS RADIOLOGISTAS NO BRASIL: análise dos dados INTRODUÇÃO O Brasil conta hoje, com 254.886 médicos em atividade profissional (CFM, 2003). O contingente de radiologistas é da ordem de 5388, o que

Leia mais

Monitoramento do comportamento territorialista e reprodutivo de capivaras: evitando eventos de superpopulações

Monitoramento do comportamento territorialista e reprodutivo de capivaras: evitando eventos de superpopulações Monitoramento do comportamento territorialista e reprodutivo de capivaras: evitando eventos de superpopulações Tiago Garcia PEREIRA 1 ; Eriks Tobias VARGAS 2 Cássia Maria Silva Noronha 2 Sylmara Silva

Leia mais

ANÁLISE CITOGENÉTICA EM DUAS ESPÉCIES DO GÊNERO Astyanax DE DIFERENTES BACIAS HIDROGRÁFICAS: LOCALIZAÇÃO DOS GENES RIBOSSÔMICOS 18S E 5S

ANÁLISE CITOGENÉTICA EM DUAS ESPÉCIES DO GÊNERO Astyanax DE DIFERENTES BACIAS HIDROGRÁFICAS: LOCALIZAÇÃO DOS GENES RIBOSSÔMICOS 18S E 5S ROSILEY BERTON PACHECO ANÁLISE CITOGENÉTICA EM DUAS ESPÉCIES DO GÊNERO Astyanax DE DIFERENTES BACIAS HIDROGRÁFICAS: LOCALIZAÇÃO DOS GENES RIBOSSÔMICOS 18S E 5S Tese apresentada ao Programa de Pós Graduação,

Leia mais

IMPACTOS DAS DISTORÇÕES DO ICMS NOS ESTADOS E DISTRITO FEDERAL

IMPACTOS DAS DISTORÇÕES DO ICMS NOS ESTADOS E DISTRITO FEDERAL IMPACTOS DAS DISTORÇÕES DO ICMS NOS ESTADOS E DISTRITO FEDERAL Brasília, Novembro/ 2013 Unidade de Políticas Públicas NOTA TÉCNICA IMPACTOS DAS DISTORÇOES DO ICMS NOS ESTADOS E DISTRITO FEDERAL Este estudo

Leia mais

MACROFAUNA EDÁFICA DO SOLO E LÍQUENS COMO INDICADORES DE DEGRADAÇÃO EM REMANESCENTES FLORESTAIS URBANOS

MACROFAUNA EDÁFICA DO SOLO E LÍQUENS COMO INDICADORES DE DEGRADAÇÃO EM REMANESCENTES FLORESTAIS URBANOS MACROFAUNA EDÁFICA DO SOLO E LÍQUENS COMO INDICADORES DE DEGRADAÇÃO EM REMANESCENTES FLORESTAIS URBANOS Gabriela Fernandes Zangirolami Faculdade de Engenharia Ambiental CEATEC gabifz@terra.com.br Resumo:

Leia mais

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 CAP. 02 O território brasileiro e suas regiões.( 7º ano) *Brasil é dividido em 26 estados e um Distrito Federal (DF), organizados em regiões. * As divisões

Leia mais

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE A PRECIPITAÇÃO REGISTRADA NOS PLUVIÔMETROS VILLE DE PARIS E MODELO DNAEE. Alice Silva de Castilho 1

ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE A PRECIPITAÇÃO REGISTRADA NOS PLUVIÔMETROS VILLE DE PARIS E MODELO DNAEE. Alice Silva de Castilho 1 ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE A PRECIPITAÇÃO REGISTRADA NOS PLUVIÔMETROS VILLE DE PARIS E MODELO DNAEE Alice Silva de Castilho 1 RESUMO - Este artigo apresenta uma análise comparativa entre os totais mensais

Leia mais

Prof. Franco Augusto

Prof. Franco Augusto Prof. Franco Augusto A bacia hidrográfica é usualmente definida como a área na qual ocorre a captação de água (drenagem) para um rio principal e seus afluentes devido às suas características geográficas

Leia mais

DEPRESSÃO POR ENDOGAMIA EM DOENÇAS FOLIARES DA MANDIOCA (Manihot esculenta Crantz)

DEPRESSÃO POR ENDOGAMIA EM DOENÇAS FOLIARES DA MANDIOCA (Manihot esculenta Crantz) DEPRESSÃO POR ENDOGAMIA EM DOENÇAS FOLIARES DA MANDIOCA (Manihot esculenta Crantz) Eder Jorge de Oliveira 1, Saulo Alves Santos de Oliveira 1, Vanderlei da Silva Santos 1, Juan Paulo Xavier de Freitas

Leia mais

Biomas Brasileiros. www.tiberiogeo.com.br A Geografia Levada a Sério

Biomas Brasileiros. www.tiberiogeo.com.br A Geografia Levada a Sério Biomas Brasileiros FLORESTA AMAZÔNICA Solos com limitações quanto à fertilidade natural. Características Localiza-se: Região Norte; parte do norte do Mato Grosso e Goiás; e parte oeste do Maranhão; O maior

Leia mais

GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL

GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO SUL 1. Posição e situação geográfica. O Rio Grande do Sul é o estado mais meridional do Brasil, localiza-se no extremo sul do país. Tem um território de 282.062 km 2, ou seja,

Leia mais

DESMATAMENTO DA MATA CILIAR DO RIO SANTO ESTEVÃO EM WANDERLÂNDIA-TO

DESMATAMENTO DA MATA CILIAR DO RIO SANTO ESTEVÃO EM WANDERLÂNDIA-TO DESMATAMENTO DA MATA CILIAR DO RIO SANTO ESTEVÃO EM WANDERLÂNDIA-TO Trabalho de pesquisa em andamento Sidinei Esteves de Oliveira de Jesus Universidade Federal do Tocantins pissarra1@yahoo.com.br INTRODUÇÃO

Leia mais

Compartimentação geomorfológica da folha SF-23-V-A

Compartimentação geomorfológica da folha SF-23-V-A Compartimentação geomorfológica da folha SF-23-V-A Marina Silva Araújo Universidade Federal de Uberlândia marinas.araujo@hotmail.com Vinícius Borges Moreira Universidade Federal de Uberlândia vinicius_sammet@hotmail.com

Leia mais

RESPOSTAS REPRODUTIVAS DE OVELHAS SUBMETIDAS A PROTOCOLOS DE INDUÇÃO DE ESTRO DE CURTA E LONGA DURAÇÃO

RESPOSTAS REPRODUTIVAS DE OVELHAS SUBMETIDAS A PROTOCOLOS DE INDUÇÃO DE ESTRO DE CURTA E LONGA DURAÇÃO RESPOSTAS REPRODUTIVAS DE OVELHAS SUBMETIDAS A PROTOCOLOS DE INDUÇÃO DE ESTRO DE CURTA E LONGA DURAÇÃO Josilaine Aparecida da Costa Lima 1 ; Aya Sasa 2 1 Acadêmica do curso de Zootecnia da UEMS, Unidade

Leia mais

Variabilidade genética. Variabilidade Genética. Variação genética e Evolução. Conceitos importantes

Variabilidade genética. Variabilidade Genética. Variação genética e Evolução. Conceitos importantes Variabilidade genética Conceitos importantes Variação genética: variantes alélicos originados por mutação e/ou recombinação Diversidade ou variabilidade genética: medida da quantidade de variabilidade

Leia mais

Observação de Células Eucarióticas e Microrganismos Eucariontes

Observação de Células Eucarióticas e Microrganismos Eucariontes Observação de Células Eucarióticas e Microrganismos Eucariontes DOCENTE José Amado DISCENTE Henrique Dias Ourique, 25 de fevereiro de 2015 No âmbito de Biologia e Geologia Agrupamento de Escolas de Ourique

Leia mais

MÓDULO III AULA 2: CONTROLE DA EXPRESSÃO GÊNICA EM EUCARIOTOS

MÓDULO III AULA 2: CONTROLE DA EXPRESSÃO GÊNICA EM EUCARIOTOS BIOLOGIA MOLECULAR BÁSICA MÓDULO III Olá! Chegamos ao último módulo do curso! Antes do início das aulas, gostaria de ressaltar que este módulo está repleto de dicas de animações. Dê uma olhada nas animações

Leia mais

BASES MACROMOLECULARES DA CONSTITUIÇÃO CELULAR

BASES MACROMOLECULARES DA CONSTITUIÇÃO CELULAR BASES MACROMOLECULARES DA CONSTITUIÇÃO CELULAR As moléculas que constituem as células são formadas pelos mesmos átomos encontrados nos seres inanimados. Todavia, na origem e evolução das células, alguns

Leia mais

Os impactos ambientais de maior incidência no país

Os impactos ambientais de maior incidência no país Os impactos ambientais de maior incidência no país Segundo a Pesquisa de Informações Básicas Municipais Perfil dos Municípios Brasileiros/MUNIC 2008, realizada regularmente pelo Instituto Brasileiro de

Leia mais

Seminário de Genética BG - 380 Principal Resumo Professores Componentes Bibliografia Links

Seminário de Genética BG - 380 Principal Resumo Professores Componentes Bibliografia Links Seminário de Genética BG - 380 Principal Resumo Professores Componentes Bibliografia Links Darwin Voltar Filogenia anatômica e fisiológica Filogênia Molecular A teoria da evolução de Darwin gerou o conceito

Leia mais

REPRESENTATIVIDADE DO BIOMA CAATINGA NAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DO ESTADO DO PIAUÍ

REPRESENTATIVIDADE DO BIOMA CAATINGA NAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DO ESTADO DO PIAUÍ Porto Alegre/RS 23 a 26/11/2015 REPRESENTATIVIDADE DO BIOMA CAATINGA NAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DO ESTADO DO PIAUÍ Verônica Maria Pinheiro Pimentel (*), Jéssica Camilla da Silva Vieira de Araújo, Nadya

Leia mais

Antigas doutrinas da Índia, da Babilônia e do Egito ensinavam que rãs, cobras e crocodilos eram gerados pelo lodo dos rios.

Antigas doutrinas da Índia, da Babilônia e do Egito ensinavam que rãs, cobras e crocodilos eram gerados pelo lodo dos rios. 1 2 Antigas doutrinas da Índia, da Babilônia e do Egito ensinavam que rãs, cobras e crocodilos eram gerados pelo lodo dos rios. Esses seres, que apareciam inexplicavelmente no lodo, eram encarados como

Leia mais

01. (FUVEST) Dentre os vários aspectos que justificam a diversidade biológica da Mata Atlântica, encontram-se:

01. (FUVEST) Dentre os vários aspectos que justificam a diversidade biológica da Mata Atlântica, encontram-se: 01. (FUVEST) Dentre os vários aspectos que justificam a diversidade biológica da Mata Atlântica, encontram-se: I. Concentração nas baixas latitudes, associadas a elevadas precipitações. II. Distribuição

Leia mais

Domínios Florestais do Mundo e do Brasil

Domínios Florestais do Mundo e do Brasil Domínios Florestais do Mundo e do Brasil Formações Florestais: Coníferas, Florestas Temperadas, Florestas Equatoriais e Florestas Tropicais. Formações Herbáceas e Arbustivas: Tundra, Pradarias Savanas,

Leia mais

V-019 - ESTUDO TEMPORAL DA QUALIDADE DA ÁGUA DO RIO GUAMÁ. BELÉM-PA.

V-019 - ESTUDO TEMPORAL DA QUALIDADE DA ÁGUA DO RIO GUAMÁ. BELÉM-PA. V-019 - ESTUDO TEMPORAL DA QUALIDADE DA ÁGUA DO RIO GUAMÁ. BELÉM-PA. Vera Nobre Braz (1) Química Industrial. Mestre em Geoquímica pelo Centro de Geociências da UFPA. Coordenadora do Curso de Ciências Ambientais

Leia mais

PROVA DE BIOLOGIA II CÉLULAS-TRONCO PODERÃO SER ALTERNATIVA PARA TRATAMENTO DE DOENÇAS AUTOIMUNES

PROVA DE BIOLOGIA II CÉLULAS-TRONCO PODERÃO SER ALTERNATIVA PARA TRATAMENTO DE DOENÇAS AUTOIMUNES 24 PROVA DE BIOLOGIA II Q U E S T Ã O 4 0 CÉLULAS-TRONCO PODERÃO SER ALTERNATIVA PARA TRATAMENTO DE DOENÇAS AUTOIMUNES As doenças autoimunes afetam de 3% a 5% da população mundial. Causadas por uma disfunção

Leia mais

Acervo Educacional de Ciências Naturais (AECIN) Logo Missão Objetivos - -

Acervo Educacional de Ciências Naturais (AECIN) Logo Missão Objetivos - - Acervo Educacional de Ciências Naturais (AECIN) Logo Para logo do AECIN foi escolhida a imagem de um Nautilus. Os nautilóides (Nautilidae) são cefalópodes marinhos arcaicos, muito abundantes no Período

Leia mais

Atividade 11 - Exercícios sobre Relevo Brasileiro Cap. 03 7º ano. Atenção: Pesquise PREFERENCIALMENTE em seu Livro e complemente a pesquisa em sites.

Atividade 11 - Exercícios sobre Relevo Brasileiro Cap. 03 7º ano. Atenção: Pesquise PREFERENCIALMENTE em seu Livro e complemente a pesquisa em sites. Atividade 11 - Exercícios sobre Relevo Brasileiro Cap. 03 7º ano Atenção: Pesquise PREFERENCIALMENTE em seu Livro e complemente a pesquisa em sites. 1. Comparação entre as Classificações do Relevo Brasileiro

Leia mais

PlanetaBio Resolução de Vestibulares VUNESP 2007 questões escritas www.planetabio.com

PlanetaBio Resolução de Vestibulares VUNESP 2007 questões escritas www.planetabio.com 1- O que divide os especialistas não é mais se o aquecimento global se abaterá sobre a natureza daqui a vinte ou trinta anos, mas como se pode escapar da armadilha que criamos para nós mesmos nesta esfera

Leia mais

ESTUDO LOGÍSTICO SOBRE A CAPACIDADE DE ESTOCAGEM DE SOJE EM QUATRO MICRORREGIÕES NO ESTADO DO PARANÁ

ESTUDO LOGÍSTICO SOBRE A CAPACIDADE DE ESTOCAGEM DE SOJE EM QUATRO MICRORREGIÕES NO ESTADO DO PARANÁ XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Maturidade e desafios da Engenharia de Produção: competitividade das empresas, condições de trabalho, meio ambiente. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de outubro

Leia mais

ESTRUTURA POULACIONAL DE H. ancistroides (Ihering, 1911) EM RIACHOS URBANOS NO MUNICIPIO DE TOLEDO, PARANA

ESTRUTURA POULACIONAL DE H. ancistroides (Ihering, 1911) EM RIACHOS URBANOS NO MUNICIPIO DE TOLEDO, PARANA ESTRUTURA POULACIONAL DE H. ancistroides (Ihering, 1911) EM RIACHOS URBANOS NO MUNICIPIO DE TOLEDO, PARANA 1* Thales Serrano Silva, 2 Tiago Debona, 3 Vinicius Valiente do Santos, 4 Ricardo Soni, 5 Éder

Leia mais

A palavra transporte vem do latim trans (de um lado a outro) e portare (carregar). Transporte é o movimento de pessoas ou coisas de um lugar para

A palavra transporte vem do latim trans (de um lado a outro) e portare (carregar). Transporte é o movimento de pessoas ou coisas de um lugar para A palavra transporte vem do latim trans (de um lado a outro) e portare (carregar). Transporte é o movimento de pessoas ou coisas de um lugar para outro. Os transportes podem se distinguir pela possessão:

Leia mais

Peixes migradores do rio Uruguai: Monitoramento, ações de manejo e conservação

Peixes migradores do rio Uruguai: Monitoramento, ações de manejo e conservação Peixes migradores do rio Uruguai: Monitoramento, ações de manejo e conservação Prof. Evoy Zaniboni Filho, Dr. Departamento de Aqüicultura / CCA Universidade Federal de Santa Catarina Florianópolis, SC,

Leia mais

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GIA 27 14 a 17 Outubro de 2007 Rio de Janeiro - RJ GRUPO XI GRUPO DE ESTUDO DE IMPACTOS AMBIENTAIS GIA ESTUDO ICTIOFAUNÍSTICO PARA

Leia mais

Inclusão de bagaço de cana de açúcar na alimentação de cabras lactantes: desempenho produtivo

Inclusão de bagaço de cana de açúcar na alimentação de cabras lactantes: desempenho produtivo Inclusão de bagaço de cana de açúcar na alimentação de cabras lactantes: desempenho produtivo José Maria de OLIVEIRA Júnior 1 ; Gian Nascimento 2 ; Rafael Mendonça de Carvalho ² ; Wanderson Bahia Paulineli²;

Leia mais

O que é célula?/tecidos

O que é célula?/tecidos Conteúdo adaptado para alunos com Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) Unidade 1, capítulo 1 páginas: 8 a 25 O que é célula?/tecidos As atividades aqui propostas têm o intuito de facilitar o acompanhamento

Leia mais

Aglomerações Industriais Especializadas no Brasil

Aglomerações Industriais Especializadas no Brasil Projeto de Pesquisa Arranjos e Sistemas Produtivos Locais e as Novas Políticas de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico Aglomerações Industriais Especializadas no Brasil João Saboia (Instituto de Economia

Leia mais

Introdução. Porto Alegre Bacia do Arroio Areia

Introdução. Porto Alegre Bacia do Arroio Areia Manejo integrado de bacias urbanas e planos diretores de drenagem urbana: Porto Alegre e Caxias do Sul - RS - Brasil Adolfo O. N. Villanueva, Ruth Tassi e Daniel G. Allasia Instituto de Pesquisas Hidráulicas

Leia mais

BIOFÍSICA DAS RADIAÇÕES IONIZANTES

BIOFÍSICA DAS RADIAÇÕES IONIZANTES BIOFÍSICA DAS RADIAÇÕES IONIZANTES DANOS RADIOINDUZIDOS NA MOLÉCULA DE DNA Por ser responsável pela codificação da estrutura molecular de todas as enzimas da células, o DNA passa a ser a molécula chave

Leia mais

Q U E S T Ã O 4 0 Q U E S T Ã O 4 1 PROVA DE BIOLOGIA II

Q U E S T Ã O 4 0 Q U E S T Ã O 4 1 PROVA DE BIOLOGIA II 23 PROVA DE BIOLOGIA II Q U E S T Ã O 4 0 Cientistas americanos conseguiram modificar geneticamente bichos-da-seda para fazê-los produzir teia de aranha, um material conhecido por sua resistência e elasticidade,

Leia mais

segundo período da Era Paleozóica teve uma duração de 65 milhões de anos, iniciando-se

segundo período da Era Paleozóica teve uma duração de 65 milhões de anos, iniciando-se 1. Ordoviciano segundo período da Era Paleozóica teve uma duração de 65 milhões de anos, iniciando-se há 500 milhões de anos e terminando há cerca de 435 milhões de anos. 1.1. Origem do nome Designado

Leia mais

Analise este mapa topográfico, em que está representada uma paisagem serrana de Minas Gerais:

Analise este mapa topográfico, em que está representada uma paisagem serrana de Minas Gerais: QUESTÃO 01 2 Analise este mapa topográfico, em que está representada uma paisagem serrana de Minas Gerais: Um grupo de turistas, hospedado na pousada localizada nesse mapa, realizou uma caminhada ecológica

Leia mais

Programa de Capacitação em Taxonomia (MCT/CNPq/CAPES)

Programa de Capacitação em Taxonomia (MCT/CNPq/CAPES) Programa de Capacitação em Taxonomia (MCT/CNPq/CAPES) Contatos no CNPq: Helena Luna (Coordenadora Geral do Programa de Pesquisa em Ciências da Terra e Meio Ambiente) Carlos Carvalho Contatos no MCT: Ione

Leia mais

ÁREA PARA ASSUNTOS FISCAIS E DE EMPREGO - AFE nº 45 julho 2002 POUPANÇA PÚBLICA VALE EM AÇÃO : PERFIL DOS COMPRADORES COM RECURSOS DO FGTS

ÁREA PARA ASSUNTOS FISCAIS E DE EMPREGO - AFE nº 45 julho 2002 POUPANÇA PÚBLICA VALE EM AÇÃO : PERFIL DOS COMPRADORES COM RECURSOS DO FGTS INFORME-SE ÁREA PARA ASSUNTOS FISCAIS E DE EMPREGO - AFE nº 45 julho 2002 POUPANÇA PÚBLICA VALE EM AÇÃO : PERFIL DOS COMPRADORES COM RECURSOS DO FGTS Em março de 2002, os trabalhadores puderam usar, pela

Leia mais

Questão 25 Questão 26

Questão 25 Questão 26 Questão 25 Questão 26 A Antártida apresenta um quadro natural com características marcantes: o inverno é longo, com seis meses sem luz solar e médias térmicas ao redor de 60ºC negativos; no verão, o albedo

Leia mais

Os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais

Os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais Os pontos cardeais, colaterais e subcolaterais Dois trópicos e dois círculos Polares Tipos de Escalas Gráfica Numérica 1 : 100.000 Principais projeções cartográficas Cilíndrica Cônica Azimutal ou Plana

Leia mais

PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR BIOLOGIA APRESENTAÇÃO

PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR BIOLOGIA APRESENTAÇÃO PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR BIOLOGIA APRESENTAÇÃO A Biologia tem como objeto de estudo o fenômeno Vida, contribuindo para formar sujeitos críticos e atuantes, por meios dos conteúdos que ampliem seu

Leia mais

CIÊNCIAS BIOLÓGICAS. Fonte: O Estado de S.Paulo, 10/12/ 97.

CIÊNCIAS BIOLÓGICAS. Fonte: O Estado de S.Paulo, 10/12/ 97. CIÊNCIAS BIOLÓGICAS 13. Ao chegar ao Pará (Belém), encontrei a cidade, antes alegre e saudável, desolada por duas epidemias: a febre amarela e a varíola. O governo tomou todas as precauções sanitárias

Leia mais

Estudo da Delimitação por MDE de Ottobacias de Cursos de Água da Sub-Bacia 63 Visando o Cálculo de Perímetro e Área de Drenagem

Estudo da Delimitação por MDE de Ottobacias de Cursos de Água da Sub-Bacia 63 Visando o Cálculo de Perímetro e Área de Drenagem Estudo da Delimitação por MDE de Ottobacias de Cursos de Água da Sub-Bacia 63 Visando o Cálculo de Perímetro e Área de Drenagem RESUMO FRANCISCO F. N. MARCUZZO SGB / CPRM Ministério de Minas e Energia

Leia mais

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 26, de 2 de SETEMBRO de 2009 O PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS

Leia mais

A especiação: o surgimento de novas espécies

A especiação: o surgimento de novas espécies Disciplina: Ciências Série: 2ª série EM - 1º TRIM Professora: Ivone Azevedo da Fonseca Assunto: Formação das Espécies A ESPECIAÇÃO A especiação: o surgimento de novas espécies Especiação é o nome dado

Leia mais

ULTI RESUMOS GEOGRAFIA ULTIRESUMOS.COM.BR

ULTI RESUMOS GEOGRAFIA ULTIRESUMOS.COM.BR ULTI RESUMOS GEOGRAFIA ULTIRESUMOS.COM.BR Resumo Geografia prova trimestral 1ª Etapa Climas do Brasil: Ao longo dos anos foram elaborados dois mapas para os climas existentes no Brasil. - Um feito por

Leia mais

O que é biodiversidade?

O que é biodiversidade? O que é biodiversidade? A diversidade se expressa nos mais diversos níveis de organização biológica. É a soma de toda a variabilidade biológica desde os genes até os ecossistemas Por que nos preocuparamos

Leia mais

Situação das capacidades no manejo dos recursos genéticos animais

Situação das capacidades no manejo dos recursos genéticos animais PARTE 3 Situação das capacidades no manejo dos recursos genéticos animais Os países em desenvolvimento precisam fortalecer as capacidades institucional e técnica. É necessário melhorar a formação profissional

Leia mais

A Mineração Industrial em Goiás

A Mineração Industrial em Goiás A Mineração Industrial em Goiás Luciano Ferreira da Silva 1 Resumo: A extração mineral constitui atividade de relevante importância para a economia do estado de Goiás, ocupando posição de destaque no cenário

Leia mais

EM BUSCA DA SUSTENTABILIDADE: UM PLANO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL COM ÊNFASE EM MICRO BACIAS HIDROGRÁFICAS.

EM BUSCA DA SUSTENTABILIDADE: UM PLANO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL COM ÊNFASE EM MICRO BACIAS HIDROGRÁFICAS. EM BUSCA DA SUSTENTABILIDADE: UM PLANO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL COM ÊNFASE EM MICRO BACIAS HIDROGRÁFICAS. Laila da Silva Vieira Graduanda em Geografia - Bolsista de IC FAPEMIG, Faculdade Católica de Uberlândia

Leia mais

ÍNDICE. 7 - Conclusão... 1/3. 2818-00-EIA-RL-0001-00 Janeiro de 2015 Rev. nº 00. LT 500 KV ESTREITO FERNÃO DIAS Estudo de Impacto Ambiental - EIA 1/1

ÍNDICE. 7 - Conclusão... 1/3. 2818-00-EIA-RL-0001-00 Janeiro de 2015 Rev. nº 00. LT 500 KV ESTREITO FERNÃO DIAS Estudo de Impacto Ambiental - EIA 1/1 2818-00-EIA-RL-0001-00 LT 500 KV ESTREITO FERNÃO DIAS ÍNDICE 7 - Conclusão... 1/3 Índice 1/1 2818-00-EIA-RL-0001-00 LT 500 KV ESTREITO FERNÃO DIAS 7 - CONCLUSÃO A implantação da LT 500 kv Estreito Fernão

Leia mais

Nº 07 / 13 TEMA: As Crianças em Goiás

Nº 07 / 13 TEMA: As Crianças em Goiás TEMA: As Crianças em Goiás O dia das crianças foi instituído em 1924 pelo então presidente Arthur Bernardes, mas a data passou várias anos desprezada e apenas ganhou notoriedade na década de 1960. Infelizmente

Leia mais

Evolução da Terra. Geografia Prof. Cristiano Amorim

Evolução da Terra. Geografia Prof. Cristiano Amorim Evolução da Terra Geografia Prof. Cristiano Amorim Estrutura interna da Terra A estrutura interna da Terra é composta de: Litosfera (50 a 60 km de espessura). Manto (4.600 km de espessura). Núcleo (1.700

Leia mais