Número: / Unidade Examinada: Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD

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1 Número: / Unidade Examinada: Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD

2 Relatório de Demandas Externas n / Sumário Executivo Este Relatório apresenta os resultados das ações de controle desenvolvidas pela Controladoria-Geral da União (CGU) na Universidade Federal da Grande Dourados, cujos trabalhos foram realizados entre 26/09/2013 e 28/11/2013. Foram analisados itens financiados com recursos repassados à Universidade pelo Ministério da Educação, com o objetivo de verificar a aplicação de recursos federais envolvendo o Programa Educação Superior Graduação, Pós-Graduação, Ensino, Pesquisa e Extensão. Esclarecemos que os executores dos recursos federais foram previamente informados sobre os fatos relatados, por meio do Ofício /2013/GAB/CGR-Regional/MS, de 28/11/2013. Principais Fatos Encontrados Ministério da Educação Programa: Educação Superior Graduação, Pós-Graduação, Ensino, Pesquisa e Extensão. Irregularidade pela utilização da modalidade de licitação denominada Pregão para licitar projeto técnico de engenharia, com possível prejuízo ao Erário. Irregularidade na utilização de Ata de registro de preço para a contratação de projeto técnico de engenharia. Irregularidades nas contratações conduzidas pelo HU/UFGD, com adesão ilegal à atas de registro de preços, bem como formalização de contratos sem a definição adequada do objeto a ser executado. Pagamento indevido pelo HU/UFGD de serviços não efetivamente prestados pela empresa contratada, no valor total de R$ ,89, sem a apresentação definitiva dos projetos técnicos de engenharia. Realização indevida de licitação para execução da obra, com projeto básico preliminar/deficiente, ocasionando a anulação do certame, após a contratação. Principais Recomendações Este Relatório é destinado aos órgãos e entidades da Administração Pública Federal, gestores centrais dos programas de execução descentralizada, para a adoção de providências quanto às situações evidenciadas, especialmente para a adoção de medidas preventivas e corretivas, visando à melhoria da execução dos Programas de Governo. Foram realizadas recomendações aos gestores federais no sentido de se abster de realizar a modalidade de licitação denominada Pregão, seja presencial ou eletrônico, para contratar serviços para elaboração de projetos de engenharia, por não se enquadrarem em bens e serviços comuns, condição indispensável para a realização de contratações nessa modalidade; Abster-se de registrar em ata de preços serviços para elaboração de projetos de engenharia, por serem objetos de

3 características únicas (singular); Somente aderir a atas de registro de preços quando exista projeto básico a ser contratado contendo o conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar o objeto e que o mesmo seja idêntico ao projeto básico do objeto da ata a ser aderida; Somente assinar contratos que contenham o objeto detalhado a ser contratado, com características mínimas que contemplem um conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar o objeto e as obrigações do contratado e da contratada; Abstenha-se de celebrar contratos com ausência de manifestação ou com posicionamento contrário da assessoria jurídica da Unidade, parecer esse específico para o contrato a ser assinado; Apurar a responsabilidade pelos atos praticados irregularmente, com quantificação do prejuízo efetivo ocasionado, exigindo seu ressarcimento ao Erário, caso este seja efetivado; Somente realizar licitação para obras quando exista projeto básico e executivo a ser contratado, contendo o conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar o objeto e ser possível estimar adequadamente o custo da obra.

4 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNO RELATÓRIO DE DEMANDAS EXTERNAS Número: /

5 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO 2. DAS SITUAÇÕES VERIFICADAS 2.1 MINISTERIO DA EDUCACAO Programa: Educação Superior - Graduação, Pós-Graduação, Ensino, Pesquisa e Extensão Ação: Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais 3. CONCLUSÃO

6 1. INTRODUÇÃO 1.1. Este Relatório apresenta os resultados de ação de controle desenvolvida em função de situações presumidamente irregulares ocorridas no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD, apontadas à Controladoria-Geral da União - CGU, que deram origem ao processo nº Sobre o assunto, encontra-se em andamento o Procedimento Administrativo Preparatório n / do Ministério Público Federal, em trâmite na Procuradoria da República no Município de Dourados no Mato Grosso do Sul O presente trabalho foi realizado no período de 26/09 a 28/11/2013. Foram analisados os itens financiados com recursos do Orçamento da Fundação Universidade da Grande Dourados alocados na Ação Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais do Programa Educação Superior - Graduação, Pós-Graduação, Ensino, Pesquisa e Extensão Inicialmente, as situações irregulares apresentadas à CGU e examinadas neste trabalho dizem respeito a seguinte situação: O Ministério Público Federal, por intermédio do Ofício nº 61/2013/MSMJ/PRM-DRS/MS/MPF, de 18/02/2013, solicitou que a Controladoria-Geral da União realizasse ação de controle para verificar ocorrência de irregularidades nos processos licitatórios / e nº / , realizados pela Fundação Universidade Federal da Grande Dourados, o primeiro para contratação para da elaboração de estudo técnico e de projeto para a construção do prédio do Instituto da Mulher e da Criança do Hospital Universitário e o segundo para a construção do empreendimento. A demanda, enviada em anexo ao ofício, aponta as seguintes situações, em síntese, presumidamente ilegais: (a) Utilização ilegal, pelo Instituto Federal de Farroupilha - IFF e pela Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD (Pregões 44/2009 e 24/2009, respectivamente), da modalidade de licitação denominada Pregão Eletrônico para o registro de preços de serviços para elaboração de projetos de engenharia, os quais foram utilizados, por meio de adesão as atas de registro de preços, pelo Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados HU/UFGD para contratar os serviços de elaboração de projetos para a construção do Instituto da Mulher e da Criança; (b) Adesão fora do prazo legal, pelo Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados HU/UFGD, as atas de registro de preços licitadas pelo Pregão Eletrônico nº 44/2009 do Instituto Federal Farroupilha IFF e Pregão Eletrônico nº 24/2009 da Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD. (c) O Hospital Universitário da UFGD realizou o pagamento do contrato referente a elaboração dos projeto da construção do Instituto da Mulher e da Criança sem que o recebimento do objeto tenha sido realizado adequadamente e dentro dos requisitos legais, levando a que a unidade recebesse projetos que continham erros que impossibilitavam a construção do prédio; e (d ) O Hospital Universitário da UFGD anulou o contrato realizado com a empresa que venceu o certame licitatório para a construção do Instituto da Mulher e da Criança de forma equivocada, o que está trazendo prejuízo para a empresa contratada e para a sociedade O demandante ainda afirmou que foram liberados recursos do Ministério da Saúde para o Hospital Universitário da UFGD construir o Instituto da Mulher e da Criança sem a aprovação prévia, pelo órgão que liberou os recursos, dos projetos, conforme determina a Instrução Normativa da Secretaria do Tesouro Nacional nº 01, de 15/01/1997. Essa afirmação do demandante foi ignorada, primeiro, em virtude da citada norma está revogada desde 30/05/2008, estando ainda válida somente para convênios assinados ainda em sua vigência; segundo, por se tratar de norma que rege as transferências de recursos da União para administrações estaduais, distrital, municipais ou entidades privadas sem fins lucrativos, o que difere completamente de liberação de recursos da União para entidade que faz parte do Próprio Orçamento da União, portanto, a citada norma não se

7 aplica ao caso Registramos que a análise efetuada limitou-se à identificação da veracidade da demanda referente à contratação da elaboração dos projetos do Instituto da Mulher e da Criança e da contratação de sua construção. No caso da contratação para a execução da obra do Instituto da Mulher e da Criança, as análises se resumiram ao processo, tendo em vista que as obras não foram iniciadas. Esclarecemos que os documentos analisados foram os disponibilizados em meio magnético pela unidade. A seguir apresentamos o detalhamento dos documentos analisados: - Processo Administrativo nº / Contratação de empresa para a elaboração de Projetos para a construção do prédio do Instituto da Mulher e da Criança dentro da área do HU/UFGD; - Projetos técnicos de engenharia elaborados para a construção do Instituto da Mulher e da Criança; - Processo Administrativo nº / Contratação de empresa de engenharia para executar a construção de Edifício destinado a abrigar o Instituto da Mulher e da Criança no Hospital Universitário da Universidade Federalda Grande Dourados; e - Processo Administrativo nº / Apuração de responsabilidade da Empresa Nobre Engenharia Ltda., Inscrita no CNPJ sob nº / Esclarecemos que os executores dos recursos federais foram previamente informados por meio do Ofício /2013/GAB/CGR-Regional/MS, de 28/11/2013, sobre os fatos relatados, tendo se manifestado em 30/12/2013, cabendo ao Ministério supervisor, nos casos pertinentes, adotar as providências corretivas visando à consecução das políticas públicas, bem como à apuração das responsabilidades Sendo assim, além das questões indicadas no item 1.4 deste relatório, foram apuradas as situações relacionadas e correlatas ao objeto desta ação de controle Os resultados pormenorizados dos trabalhos realizados, organizados por órgão superior e por programa/ação de governo, estão apresentados no item 2, onde estão relatadas as constatações relacionadas às situações contidas nas demandas apresentadas. 2. DAS SITUAÇÕES VERIFICADAS A seguir apresentamos as constatações relacionadas às situações que foram examinadas, agrupadas por Programa/Ação, e vinculadas aos respectivos órgãos superiores. 2.1 MINISTERIO DA EDUCACAO Programa: Educação Superior - Graduação, Pós-Graduação, Ensino, Pesquisa e Extensão Ação: Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais Objeto Examinado: Criar condições materiais e institucionais para que os Hospitais Universitários Federais HUFs possam desempenhar plenamente suas funções em relação às dimensões de ensino, pesquisa e extensão e à dimensão da assistência à saúde. Agente Executor Local: HOSPITAL UNIVERSITARIO (HU/UFGD)

8 Montante de Recursos Financeiros Aplicados: R$ ,39 Ordem de Serviço: Forma de Transferência: Não se Aplica Situação Verificada Utilização ilegal, pelo Instituto Federal de Farroupilha - IFF e pela Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD (Pregões 44/2009 e 24/2009, respectivamente), da modalidade de licitação denominada Pregão Eletrônico para o registro de preços de serviços para elaboração de projetos de engenharia, os quais foram utilizados, por meio de adesão as atas de registro de preços, pelo Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados HU/UFGD para contratar os serviços de elaboração de projetos para a construção do Instituto da Mulher e da Criança. CONSTATAÇÃO Irregularidade pela utilização da modalidade de licitação denominada Pregão para licitar projeto técnico de engenharia, com possível prejuízo ao Erário. a) Fato: Para analisarmos o fato apontado na demanda apresentada, primeiro é necessário delimitar exatamente a legislação que rege os pregões no âmbito da Administração Pública Federal. A modalidade denominada Pregão foi instituída apenas para a União com a edição da Medida Provisória nº 2.026, de 04/05/2000. Essa Medida Provisória foi reeditada várias vezes até ser convertida na Lei Federal nº , de 17/07/2002, a qual estendeu sua aplicabilidade para os Estados, Distrito Federal e aos Municípios, se tornando, portanto, uma norma geral. Durante as reedições da Medida Provisória nº 2.026/2000, portanto antes do advento da Lei Federal nº /2002, surgiu o Decreto Presidencial nº 3.555, de 08/08/2000, regulamentando o pregão com aplicabilidade restrita à União. No que concerne ao pregão eletrônico, foi instituído o Decreto Presidencial nº 3.697, de 21/12/2000, ainda restrita a esfera federal, que posteriormente foi revogado pelo Decreto Presidencial nº 5.450, de 31/05/2005, vigente atualmente. Portanto, no âmbito da Administração Pública Federal, a legislação de regência da modalidade de licitação denominada de Pregão é a seguinte: - Lei 8.666/1993 Normas Gerais de Licitação, com aplicabilidade à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios, aplicável subsidiariamente aos pregões; - Lei Federal nº / Normas Gerais referente a Modalidade de Licitação denominada Pregão, com aplicabilidade à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios; - Decreto Presidencial nº 3.555/2000 regulamentando o pregão no âmbito da Administração Pública Federal, norma válida somente no âmbito federal, tanto para pregão presencial, quanto para pregão eletrônico; e - Decreto Presidencial nº 5.450/ regulamentando o pregão, na forma eletrônica, para aquisição de bens e serviços comuns, norma válida somente no âmbito federal para o pregão eletrônico. Como o Decreto Presidencial nº 3.555/2000 foi publicado antes da Lei nº /2002, na vigência das medidas provisórias, nas contradições existentes entre essas duas normas, prevalecerá a Lei. Da análise aos diplomas elencados acima, já identificamos no Decreto Presidencial nº 3.555/2000 e no Decreto Presidencial nº 5.450/2005 a proibição de se utilizar a modalidade denominada Pregão

9 para contratar todo e qualquer obra e serviço de engenharia, conforme as reproduções a seguir: Art. 5º A licitação na modalidade de pregão não se aplica às contratações de obras e serviços de engenharia, bem como às locações imobiliárias e alienações em geral, que serão regidas pela legislação geral da Administração. Decreto Presidencial nº 3.555/2000 (grifo nosso) Art. 6º A licitação na modalidade de pregão, na forma eletrônica, não se aplica às contratações de obras de engenharia, bem como às locações imobiliárias e alienações em geral. Decreto Presidencial nº 5.450/2005 (grifo nosso) Analisando os dois artigos, identificamos que o Decreto nº 5.450/2005, que regula os Pregões Eletrônicos, suprimiu a palavra serviços, podendo dar a entender que toda e qualquer contratação de serviço de engenharia seria permitida para os Pregões Eletrônicos, muito embora o Decreto Presidencial nº 3.555/2000, que regula os Pregões de forma geral, tê-los proibido, pois o primeiro normativo é específico para a realização de pregão eletrônico e o segundo não, prevalecendo, assim, o Decreto nº 5.450/2005 pelo Princípio da Especialização da norma. No entanto, não é apenas esses artigos os que regulam o que pode e o que não pode ser contratado por intermédio dos pregões eletrônicos. Vários outros artigos e aspectos devem ser considerados, levando em consideração, inclusive, a Lei Federal 8.666/93 (Lei de Licitações e Contratos). Na Lei Federal 8.666/93 existem cinco modalidades de licitação, sendo duas (Concurso e Leilão) específicas e três (Concorrência, Tomada de Preços e Convite) comuns, pois se destinam à contratação de obras, bens e serviços, comuns ou não. O que diferencia qual a modalidade comum de licitação a ser escolhida é o valor estimado da contratação. Por isso, se fossemos contratar os serviços de elaboração de projetos de engenharia ou os serviços de reprografia, conforme o valor estimado, a modalidade de licitação seria exatamente a mesma. Ora, esse fato foi um equívoco da Lei 8.666/93, como poderia se subordinar compras e serviços de complexidade tão diferentes ao mesmo rito processual? Dificilmente algum órgão conseguiria contratar com sobrepreço serviços de reprografia, pois bastaria realizar pesquisa de mercado em qualquer loja que oferte esses serviços, para definição dos limites mínimos e máximos a serem aceitos. Do mesmo modo, a prestação de serviços de pouca complexidade possibilita a definição exata, pelo licitante, do custo da prestação do serviço e do preço a ser proposto e, desse modo, o rito processual exigido pela Lei 8.666/93 demonstra-se excessivamente rígido para esses casos. De outra forma, os serviços de elaboração de projetos de engenharia apresentam-se em posição contrária, são complexos, cada projeto é único, e seus aspectos variam enormemente - não basta realizar uma cotação de projeto por metro quadrado de área construída (método utilizado nos Pregão nº 44/2009 do Instituto Federal de Farroupilha e Pregão nº 24/2009 da Universidade Federal da Grande Dourados) para se definir o preço. O entendimento desse fato é fundamental para se entender que o pregão foi instituído para corrigir essa deficiência da fase externa da Lei Federal 8.666/93 e representou um avanço considerável nas contratações públicas. Esse avanço se concretizou desburocratizando a fase externa da licitação na modalidade Pregão, diminuindo as exigências de publicação dos avisos dos editais, prazo significativamente menor entre a divulgação do edital e a abertura do certame, implantando um sistema de lances, invertendo as fases da habilitação e das propostas (lances no pregão), dentre outras mudanças. Portanto, cada item alterado na fase externa da licitação pela Lei nº /2002 tem sua importância e não refere-se a mera formalidade ou, a correção de equívocos da Lei 8.666/93, pois como exemplo, o motivo da alteração da inversão das etapas de habilitação e propostas é bem exemplificativo dessa afirmação. Na Lei Federal 8.666/93, no art. 43, está previsto que primeiro é realizada a análise das condições pessoais dos licitantes (habilitação) e somente depois são avaliadas as propostas dos habilitados. Neste caso, o motivo de se iniciar a análise pela habilitação é simples e, como o objeto a ser licitado é complexo, seria imprudente comparar preços que foram elaborados por pessoas que não se sabe ter qualificação para tal. E mais, com a inversão promovida pela Lei do Pregão, seria temerário que se permitisse que objetos complexos fossem licitados por essa modalidade com lances para as propostas de preços, o que acarretariam vários problemas,

10 principalmente a ocorrência de preços com valores completamente inadequados para o serviço. Ora, o afirmado é lógico: a Lei Federal 8.666/93 exige que o preço seja, necessariamente, condicionado pela capacidade técnica do licitante, isto é, só é possível aceitar o preço se antes este demonstrar sua capacidade técnica de viabilizar o objeto e garantir o benefício desejado. Há uma relação direta entre preço e capacidade técnica do sujeito para a prestação do serviço/fornecimento do produto, assim, quanto mais complexo o objeto, maior será a necessidade da demonstração e qualificação técnica do licitante. Em razão disso, é certo supor que quanto maior a capacidade (qualificação técnica) da licitante e a complexidade do serviço a ser contratado, mais elevado será seu preço. Logo, ao se escolher primeiro o preço, para depois apurar a capacidade técnica, estamos criando um problema sério de competição entre sujeitos de qualidades completamente diferentes, pois só iremos verificar a qualidade depois de muitos lances. E mais, se considerarmos que o prazo entre a publicação do aviso do edital e a realização dos lances foi diminuído significativamente, dando menos tempo para a elaboração das propostas, o fato se agrava ainda mais, pois se trata de objeto complexo, levando a majoração dos preços ofertados para que o licitante tenha certeza do lucro a ser auferido, em virtude da falta de tempo de análise do edital e elaboração das propostas e documentos de habilitação. Inclusive, essa falta de tempo para elaboração das propostas de preços afasta licitantes idôneos para a licitação. A dificuldade das empresas formarem seus preços em tempo hábil, e, portanto, apresentarem suas propostas comerciais, tem implicações tanto na fase de licitação quanto na fase de gestão dos contratos decorrentes, o que resulta em ilegítima restrição à competitividade do certame e frustração do princípio da livre concorrência. A questão de afastar empresas idôneas se dá, pois, em situações desse tipo, somente se interessam em participar do certame empresas que, valendo-se de conhecimento prévio do comportamento omisso ou condescendente da administração pública em relação à fiscalização do contrato, apresentam suas propostas na expectativa de que as condições imprecisas da execução do serviço frente ao preço cotado sejam interpretadas em seu benefício. Dessa forma, tanto nas licitações na modalidade "Pregão" com objetos complexos e exaustivamente detalhados no edital, quanto nas licitações para registro de preços em ata com objetos complexos com precariedade de detalhamento, com o intuito de padronizar serviços diferentes ao mesmo denominador comum, a licitação realiza uma verdadeira seleção ao contrário, selecionando as propostas mais caras, ofertadas pelos piores pretendentes. Toda essa curta explanação é importante para se entender que as alterações para a fase externa da licitação na modalidade denominada Pregão só são válidas para os casos especificados na legislação que rege a matéria e, não se trata de revogar a Lei Federal 8.666/93. No entanto, o que está acontecendo de fato é uma distorção da licitação na modalidade Pregão, dando-se azo para licitações ilegais, nas quais objetos de extrema complexidade e que demandariam acurado exame técnico, como é o caso concreto analisado, se transformam em bens comuns, apenas para obter enquadramento da licitação na modalidade denominada Pregão e, com isso, escapar de uma série de ritos legais obrigatórios. Então, como relatado, nota-se na legislação especificada que a realização de licitação na modalidade denominada Pregão é direcionada às aquisições de bens e serviços comuns, conforme reprodução a seguir da Lei Federal nº /2002: Art. 1º Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão, que será regida por esta Lei. Parágrafo único. Consideram-se bens e serviços comuns, para os fins e efeitos deste artigo, aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado. (grifo nosso) Assim, a interpretação é fácil e singela, não restando dúvidas: a licitação na modalidade pregão destina-se à contratação de bens e serviços padronizados pelo mercado (especificações usuais no mercado), nos quais as especificações necessárias são precisamente definidas no edital (cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital). Partindo-se do relatado acima, verificamos que, ao contrário, as especificações constantes dos

11 termos de referências dos Pregões nº 44/2009 do IFF e 24/2009 da UFGD analisados não possuem especificações claras e precisas do objeto a ser contratado, tampouco tratam-se de bens e serviços comuns (especificações usuais no mercado), como demonstramos abaixo: 1) Pregão nº 44/ Instituto Federal Farroupilha 2. DO OBJETO DA LICITAÇÃO 2.1. A presente licitação tem por objeto o REGISTRO DE PREÇOS PARA A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA DE ENGENHARIA E/OU ESCRITÓRIO DE ENGENHARIA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS NA ÁREA DE PROJETOS E/OU EXECUTIVOS E REFORMAS NOS PRÉDIO DO INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA, ENGLOBANDO TODAS AS SUAS UNIDADES, BEM COMO A FISCALIZAÇÃO DAS MESMAS, conforme descrição e condições detalhadas do objeto, constantes no Termo de Referência, em anexo ao presente Edital, que faz parte deste Edital, como aqui estivesse transcrita As quantidades constantes no termo de Referência serão fornecidas pela Licitante Vencedora, relativas a cada item, ATRAVÉS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PARCIAIS, DE ACORDO COM AS NECESSIDADES DO INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA (IFF), mediante a assinatura de contrato(s), de acordo com o disposto neste Edital e condições expressas na proposta. OBSERVAÇÃO 1: OS PROJETOS DE REFORMA SERÃO PAGOS 40% (QUARENTA POR CENTO) DO VALOR COTADO. OBSERVAÇÃO 2: A LICITANTE VENCEDORA DEVERÁ TER REPRESENTANTE SUBESTABELECIDO NO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA/RS. Pregão nº 44/2009 do IFF. A seguir apresentamos a reprodução do termo de referência anexo ao edital do Pregão nº 44/2009 do Instituto Federal Farroupilha: Termo de Referência do Edital do Pregão Eletrônico nº 44/2009 do IFF (folha 22 do Processo nº / do HU/UFGD).

12 Figura 1 Termo de Referência do Edital 44/2009 do IFF (folha 22 do Processo nº / do HU/UFGD)

13 Figura 2 2) Pregão nº 24/ Universidade Federal da Grande Dourados: SEÇÃO I DO OBJETO 1. A presente licitação, do tipo menor preço por item, tem como objeto o registro de preços para a contratação de SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE ENGENHARIA E ARQUITETURA, conforme as especificações técnicas e de quantidades descritas no Anexo I Termo de Referência Em caso de discordância existente entre as especificações deste objeto descritas no Comprasnet e as especificações constantes deste Edital, prevalecerão as últimas. Pregão nº 24/2009 da UFGD. A seguir apresentamos a reprodução da primeira página do termo de referência anexo ao edital do Pregão nº 24/2009 da Universidade Federal da Grande Dourados: 1º página do Termo de Referência do Edital do Pregão Eletrônico nº 24/2009 do UFGD.

14 Como pode ser verificado, ambas as unidades utilizam a unidade de medida metro quadrado (m²), sem qualquer outra especificação necessária a elaboração do projeto de engenharia a ser elaborado. Ressalta-se que a utilização desta unidade de medida (m²) fragiliza toda a contratação, pois esta é apenas uma dimensão da área a ser construída e, do mesmo modo, a definição do tipo de projeto (arquitetônico, hidrosanitário, estrutural, etc) é outra característica do objeto que também não detalha o que seria realizado. Além disso, essas duas pequenas especificações (unidade de medida e tipo de projeto) não definiram características e especificações básicas necessárias para a elaboração o projeto técnico, condições estas que deveriam constar objetivamente no edital. Como exemplo, para a elaboração do projeto técnico de engenharia, não há especificações básicas que impactam no resultado final, tais como: - condições do terreno; - possibilidade de construção em um nível ou, em vários níveis; - quais as finalidades dos projetos: hospital, salas de aula, etc; - categoria das redes estruturadas a serem instaladas; - a necessidade de elaboração e fornecimento de memorial descritivo de obra e relatório de especificações técnicas de materiais básicos, de acabamento e de serviços, incluindo quantitativos; - a necessidade de relatório de especificações de materiais de acabamento por ambiente; - a necessidade de se fazer ou não o paisagismo; - a necessidade de se fazer projeto para ser aprovado no corpo de bombeiros; - etc. Em sequência, ao analisarmos o Pregão nº 44/2009 do Instituto Federal de Farroupilha e o Pregão nº 24/2009 da Universidade Federal da Grande Dourados para verificarmos a legalidade da contratação realizada, identificamos que, nos dois pregões eletrônicos realizados, a licitação se destinava a registrar a melhor oferta para a realização de projeto de engenharia, tendo como critério de julgamento o melhor preço em relação a unidade de medida metro quadrado, de acordo com cada tipo de projeto a ser executado. No entanto, como extensamente relatado acima, as especificações definidas no termo de referência (unidade de medida e tipo de projeto) não definiram características básicas necessárias para a elaboração o projeto técnico, condições estas que deveriam constar objetivamente no edital, para a adequada formação do preço a ser ofertado pelos licitantes. Ademais, cumpre-nos registrar que esta fragilidade na elaboração do termo de referência ocasiona a majoração dos preços a serem ofertados, pois, pela ausência de especificações e das dificuldades dos projetos a serem elaborados, as licitantes, costumeiramente, majoram todos os preços ofertados, para resguardar-se de eventuais projetos com extrema dificuldade a ser executado. Neste caso, com a indevida padronização dos projetos a serem contratados, a Administração admite que o custo para a elaboração de um projeto de engenharia de uma quadra poliesportiva se equipara ao custo da execução de um projeto de engenharia de uma ponte em arco/estaiada, que, notadamente, requer maior grau de complexidade na sua execução. Assim, isto ocasiona a majoração dos preços ofertados, para que as licitantes, no lugar da Administração, englobem qualquer possibilidade de elaboração de projetos, ou seja, valores sempre superfaturados em relação ao que de fato poderia ser praticado. Dessa forma, não resta dúvida quanto a ilegalidade da contratação realizada, para a elaboração de projeto técnico de engenharia, utilizando-se da modalidade de licitação denominada Pregão. Por fim, como consequência da irregularidade relatada, temos que, na contratação realizada pelo

15 HU/UFGD, resultante da adesão às atas de registro de preços resultantes dos pregões eletrônicos nº 44/2009 do IFF e nº 24/2009 da UFGD, da empresa Nobre Engenharia Ltda. para a elaboração de todos os projetos de engenharia para a construção do Instituto da Mulher e da Criança (Processo do HU/UFGD nº / ), na execução da obra, a mesma necessitou ser cancelada, em decorrência das fragilidades e inconsistências constantes dos projetos de engenharia elaborados e utilizados na licitação (Concorrência do HU/UFGD nº 01/2010). No Processo nº / (folha 21), consta que o signatário do Edital do Pregão Eletrônico nº 44/2009 do IFF foi o Pregoeiro (CPF *** **), apesar da cópia do edital não estar assinada. O signatário do Edital do Pregão Eletrônico nº 24/2009 da UFGD (Processo nº / ) foi o Pregoeiro (CPF *** **). No Termo de Referência do Edital do Pregão nº 24/2009 da UFGD (Anexo I) ainda consta como aprovado o mesmo pela Pró-reitora de Administração e Planeamento (CPF *** **) e pela Engenheira Civil (CPF *** **), apesar de não estar assinado pelas mesmas. Concluímos que serviços de elaboração de projetos de engenharia não podem ser licitados utilizando-se a modalidade de licitação denominada Pregão por não serem serviços comuns definidos na Lei /2002. Com isso, os Pregões Eletrônicos nº 44/2009, do Instituto Federal de Farroupilha, e nº 24/2009, da Universidade Federal da Grande Dourados, são irregulares e possivelmente antieconômicos por terem licitado serviços para elaboração de projetos de engenharia para registrar em ata de Registro de Preços utilizando a modalidade de licitação denominada Pregão, o que acarretou em elaboração de projetos inadequados pela empresa contratada pelo Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados com base em preços registrados nesses pregões. b) Manifestação da Unidade Examinada: No dia 30/12/2013, deu entrada no protocolo da Controladoria-Regional da União no Estado de Mato Grosso do Sul, documento sem número e sem data, assinado pelo Diretor-Geral do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, com a seguinte manifestação: A constatação n. 001 indica a irregularidade na utilização da modalidade de licitação denominada pregão para licitação de projeto técnico de engenharia, causando prejuízo ao Erário. Preliminarmente, é importante ressaltar que o HU/UFGD aderiu à ata de registro de preço do Pregão n. 44/2009 promovido pelo Instituto Federal Farroupilha (IFF). Desse modo, entende-se que a escolha da modalidade de licitação e os questionamentos quanto a sua legalidade devem ser justificados pela Instituição licitante. Há, entretanto, algumas considerações a fazer. A partir da constatação, compreende-se que dois pontos devem grifar a manifestação, a saber: a) a irregularidade da licitação de projeto técnico de engenharia através de pregão não é pacífica; b) a escolha e utilização do pregão na carona para contratação de estudo e elaboração dos projetos para construção do IMC não acarretou prejuízo ao Erário. Prossigamos. 1.Contratação de serviços de engenharia ATRAVÉS DE PREGÃO A discussão sobre a contratação de serviços de engenharia através de pregão continua sendo tema polêmico mesmo após mais de 10 (dez) anos de edição da Lei /02. A propósito, Jorge Ulisses Jacoby Fernandes se pronunciou sobre o assunto dizendo que: A contratação de obras e serviços de engenharia por pregão geram ainda nos tempos de hoje

16 dúvidas e incertezas no administrador público. [...]. Atualmente, essa norma [Lei n /2002] admitiu o uso do pregão apenas para bens e serviço, podendo inferir que é vedada a contratação de obras por meio de pregão. Já a contratação de serviços de engenharia dependerá, justamente, da interpretação do conceito que a Lei pretendeu com a expressão serviço comum, (grifo nosso). Em igual sentido já se posicionou o Tribunal de Contas da União no Acórdão n. 3144/2012- Plenário, TC /2009-7, rei. Min. Ana Arraes, , senão vejamos: [...]. O Tribunal, então, ao acolher proposta da relatora, decidiu: a) dar provimento parcial ao recurso interposto pelo Dnit e tomar insubsistente o subitem do acórdão 1.936/2011-Plenário; b) dar ciência à Autarquia de que, quando da contratação de serviços comuns, aí incluídos os relativos à conservação rodoviária que possam ser objetivamente definidos em edital, a utilização do pregão é obrigatória. Em razão do entendimento sufragado, o C. Tribunal chegou a editar a súmula n. 257, cujo enunciado veicula preceito fundamental para o caso em testilha: O uso do pregão nas contratações de serviços comuns de engenharia encontra amparo na Lei n /2002 (grifo nosso). Na seara judicial, igualmente, o Tribunal Regional da Primeira Região, ao analisar o recurso interposto pela Advocacia-Geral da União (Procuradoria- Regional Federal) em face de decisão proferida pelo Juízo Federal da 3 a Vara/DF nos autos de Agravo de Instrumento n /DF, concedeu a antecipação dos efeitos da tutela (efeito ativo) para o fim de autorizar licitação de serviços de engenharia através de pregão. Observe-se: [...]. Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de antecipação de tutela recursal, interposto pelo DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA- ESTRUTURA DE TRANSPORTES - DNIT contra decisão em que o MM. Juiz Federal Substituto da 3 a Vara/DF deferiu liminar para DETERMINAR a suspensão da tramitação do Pregão Eletrônico n 323/2012-DNIT, até o julgamento final do presente mandamus, ou, se já concluído, para determinar ao impetrado que se abstenha de adjudicar o objeto do pregão ao vencedor e de celebrar o respectivo contrato. Caso o contrato já tenha sido assinado, determino a suspensão da execução até ulterior determinação deste Juízo. Fundamentou que não é cabível a utilização do pregão para contratação de serviços de engenharia, pois demandam conhecimentos técnicos, sob pena de violação expressa ao texto legal. O agravante argumenta, essencialmente, que o Tribunal de Contas da União SUMULOU entendimento acerca da possibilidade da realização de pregão para serviços comuns de engenharia, o que, por si só, nos permite afirmar que EXISTEM SIM, serviços de engenharia que podem ser considerados comuns, a critério dos estudos realizados pela Administração. Por diversas vezes já manifestei o entendimento de que bens e serviços e comuns é um conceito indeterminado. Na doutrina de Celso Antônio Bandeira de Mello, qualquer determinação conceitual, como, no caso, do que são bens e serviços comuns para efeito do pregão, há uma zona de certeza positiva, uma zona de certeza negativa e uma zona intermediária ou de penumbra, devendo o Poder Judiciário respeitar o entendimento da Administração situado na zona cinzenta (Discricionariedade e Controle Jurisdicional. São Paulo: Malheiros, 1993, p. 23 e 24). Não é desarrazoada a tese de que bens e serviços comuns para efeito de admitir a modalidade de pregão é um conceito utilizado pela lei em oposição a bens e serviços singulares, raros, de grande sofisticação, o que não é o caso. O Tribunal de Contas da União aponta para esse rumo de entendimento, tanto que editou a Súmula 257: O uso do pregão nas contratações de serviços comuns de engenharia encontra amparo na Lei n /2001. Pelo exposto, defíro o pedido de antecipação de tutela recursal. (grifo nosso).

17 Assim, sem maiores delongas, de pronto é possível verificar que a constatação n. 001 é deveras frágil porque se lastreia em entendimento adotado no âmbito da CGU, mas, que é divergente na doutrina e destoa da interpretação dada à questão pelo TCU. Logo, a opção pura e simples pela contratação do serviço de engenharia, mais precisamente para elaboração de projetos para construção do IMC não caracteriza irregularidade porque já se demonstrou que o entendimento adotado pela CGU no relatório é isolado da doutrina atual, das jurisprudências (TCU e Poder Judiciário) e súmula do TCU. Menos discutível, pelo disposto no art. 6 o do Decreto 5450/05, é a contratação de obras de engenharia. 2. Contratação de serviços de engenharia ATRAVÉS DE PREGÃO E AUSÊNCIA DE PREJUÍZO AO ERÁRIO Superada a tese de que a contratação de serviços de engenharia através de pregão é ilegal, resta-nos discutir a inexistência de dano ao Erário. Ao partir da premissa de que a contratação de serviços de engenharia através de pregão afronta a legislação, o informativo conclui que os preços dos projetos foram majorados tendo havido prejuízo ao Erário. Tais prejuízos, entretanto, não foram discriminados nem quantificados pelo informativo. Assim, com o devido respeito que o informativo produzido pela CGU merece, não passa de mera conjectura a hipótese de superfaturamento dos preços contratados, assim como a ocorrência de prejuízo ao Erário. Ao julgar casos que envolvem prática de atos de improbidade administrativa por dano ao Erário, a jurisprudência já sedimentada dos Pretórios trilha o entendimento de que a prova do prejuízo é indispensável. Vejamos: ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. LEI N /1992. ART. 10. NÃO CARACTERIZAÇÃO DE EFETIVO PREJUÍZO AO ERÁRIO. AUSÊNCIA DE FATO TÍPICO. RECURSO IMPROVIDO. - O STJ entende que, para a configuração dos atos de improbidade administrativa, previstos no art. 10 da Lei n /1992, exige-se a presença do efetivo dano ao erário (critério objetivo) e, ao menos, culpa (elemento subjetivo). - Não caracterizado o efetivo prejuízo ao erário, ausente o próprio fato típico. Recurso conhecido e improvido. (REsp /MG, Rei. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 14/08/2012, DJe 23/08/2012) ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. IMPUTAÇÃO DE ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. IMPUTAÇÃO CALCADA NO ART. 10 DA LEI 8.429/92. INDISPENSÁVEL A COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PREJUÍZO AO ERÁRIO. PRECEDENTES STJ. TRIBUNAL A QUO QUE AFIRMOU AUSENTE A PROVA DA OCORRÊNCIA DE DANO AO ERÁRIO OU DE MÁ-FÉ DOS RECORRIDOS. REQUISITOS DA TIPICIDADE ÍMPROBA NÃO DEMONSTRADOS. RECURSO ESPECIAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.

18 1. Este colendo Superior Tribunal de Justiça já decidiu, reiteradamente. que nos atos de improbidade administrativa descritos no art. 10 da Lei 8.429/92, é indispensável a demonstração de efetivo dano ao erário. Precedentes: REsp /MG, Rei. Min. CESAR ASFOR ROCHA, DJe ; REsp , Rei. Min. BENEDITO GONÇALVES, DJe In casu, o voto condutor do acórdão recorrido consignou não haver prova da ocorrência de dano ao erário ou de má-fé dos recorridos; assim, não restou demonstrado o preenchimento dos requisitos da tipicidade ímproba. 3. Parecer do MPF pelo não conhecimento do Recurso Especial. 4. Recurso Especial do MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS ao qual se nega provimento. (STJ - REsp: MG 2010/ , Relator: Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Data de Julgamento: 20/08/2013, TI - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 30/08/2013) PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ART. 10 DA LEI N /92. NÃO RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS PATRONAIS. SANEAMENTO DAS CONTAS PÚBLICAS. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO AO ERÁRIO. AUSÊNCIA DE SUBSUNÇÃO DO ATO REPUTADO ÍMPROBO AO TIPO PREVISTO INDIGITADO DISPOSITIVO. 1. A configuração dos atos de improbidade administrativa previstos no art. 10 da Lei de Improbidade Administrativa (atos de Improbidade Administrativa que causam prejuízo ao erário), à luz da atual jurisprudência do STJ, exige a presença do efetivo dano ao erário (critério objetivo) e, ao menos, culpa. Precedentes: AgRg no Ag /RJ, Relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 13/4/2012; EREsp /SP, Relator Ministro Teori Albino Zvascki, Primeira Seção, DJe 27/09/2010; e AgRg no AREsp /SP, Relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe 15/2/2012. [...]. 5. Recurso especial provido. (REsp /SP, Rei. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 17/05/2012, DJe 23/05/2012) (Grifo nosso). ADMINISTRATIVO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INEXISTÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE DANO AO ERÁRIO. INEXISTÊNCIA DO ELEMENTO SUBJETIVO. IRREGULARIDADES QUE NÃO TÊM QUALIFICATIVO DA IMPROBIDADE. 1. A inicial da ação de improbidade imputou ao requerido, ex-prefeito, a prática de irregularidades na gestão dos recursos públicos federais advindos do Programa de Apoio a Alimentação Escolar na Educação Básica - PNAE, em razão da aquisição de gêneros alimentícios para a merenda escolar com dispensa indevida de processo licitatório, afrontando o art. 10, VIII, da Lei 8.429/ Os fatos, a despeito de comprovados, pois efetivamente, e por várias circunstâncias, inclusive a rescisão do contrato pela primeira vencedora, foram adquiridos produtos alimentícios de empresas que não haviam sido vencedoras na licitação, não trouxeram danos demonstrados ao erário, pois todos os produtos foram entregues. As atipicidades administrativas não assumem o qualificativo de ato de improbidade, que pressupõe má-fé e desonestidade do agente no trato da coisa pública, inocorrentes na espécie. 3. É imprescindível o elemento subjetivo do agente para a configuração da conduta ímproba, admitindo-se a modalidade culposa somente nas hipóteses de atos que acarretem lesão ao erário (art idem).

19 Não houve comprovação de lesão ao patrimônio público, nem de que as verbas do PNAE tiveram utilização que atentasse contra a moralidade ou que propiciasse enriquecimento ilícito do ex-gestor. 4. Provimento da apelação. (TRF-1 - AC: MG , Relator: DESEMBARGADOR FEDERAL OLINDO MENEZES, Data de Julgamento: 25/06/2013, QUARTA TURMA, Data de Publicação: e-djfl p.420 de 09/07/2013). Caso prevaleça a constatação n. 001 o ato praticado pelo HU/UFGD, nem de longe configura improbidade administrativa. Aliás: ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. OS AGENTES POLÍTICOS PODEM SER PROCESSADOS POR SEUS ATOS PELA LEI 8.429/92. ENTENDIMENTO FIRMADO PELA CORTE ESPECIAL/STJ (RCL 2.790/SC, REL. MIN. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJE ). RESSALVADO PONTO DE VISTA DO RELATOR. ATO DE IMPROPBIDADE ADMINISTRATIVA. AUSÊNCIA DE PROCEDIMENTO PRÉVIO PARA A APROVAÇÃO DO TERMO DE DISPENSA DE LICITAÇÃO. ART 10, VIII DA LEI 8.429/92. INDISPENSABILIDADE DE COMPROVAÇÃO DO EFETIVO PREJUÍZO AO ERÁRIO E DO DOLO DO AGENTE. PREVISÃO DE RESPONSABILIZAÇÃO DO SERVIDOR POR CONDUTA CULPOSA. IRRAZOABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. [...]. 1. As Turmas que compõem a Primeira Seção desta Corte já firmaram a orientação de que a configuração dos atos de improbidade administrativa previstos no art. 10 da Lei de Improbidade Administrativa exige a presença do efetivo dano ao erário. [...]. 5. Não se deve admitir que a conduta culposa renda ensejo à responsabilização do Agente por improbidade administrativa; com efeito, a negligência, a imprudência ou a imperícia, embora possam ser consideradas condutas irregulares e, portanto, passíveis de sanção, não são suficientes para ensejar a punição por improbidade administrativa. O elemento culpabilidade, no interior do ato de improbidade, se apurará sempre a título de dolo, embora o art. 10 da Lei 8.429/92 aluda efetivamente à sua ocorrência de forma culposa; parece certo que tal alusão tendeu apenas a fechar por completo a sancionabilidade das ações ímprobas dos agentes públicos, mas se mostra mesmo impossível, qualquer das condutas descritas nesse item normativo, na qual não esteja presente o dolo. [...]. 8. Agravo Regimental desprovido. (STJ - AgRg no REsp: SP 2010/ , Relator: Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Data de Julgamento: 15/12/2011, TI - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 09/02/2012) (Grifo nosso). Ainda que se admitam falhas na contratação de serviços de engenharia através de pregão empreendida pelo HU/UFGD, estas, se ocorreram, foram com a intenção de agilizar a construção do IMC e, por conseguinte, atender aos interesses da Coletividade. As condutas noticiadas na constatação n. 001 não tem força suficiente para transgredir princípios constitucionais da Administração Pública, sobretudo da moralidade, porque o gestor do HU/UFGD não agiu com desonestidade, nem favoreceu a empresa contratante.

20 c) Análise do Controle Interno: A partir do explanado, cumpre-nos registrar que o escopo deste apontamento restringiu-se a verificar a legalidade da contratação de serviços de elaboração de projetos executivos de engenharia utilizando como modalidade de licitação o Pregão Eletrônico. Isto devido a realização, pelo Instituto Federal de Farroupilha - IFF e pela Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD (Pregões 44/2009 e 24/2009, respectivamente), da modalidade de licitação denominada Pregão Eletrônico para o registro de preços de serviços para elaboração de projetos de engenharia, os quais foram utilizados, por meio de adesão as atas de registro de preços, pelo Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados HU/UFGD para contratar os serviços de elaboração de projetos para a construção do Instituto da Mulher e da Criança. Do resultado da análise, conclui-se pela utilização indevida da contratação por meio de Pregão de projetos técnicos de engenharia pelas entidades contratantes (Instituto Federal de Farroupilha e Universidade Federal da Grande Dourados), com consequente ilegalidade na adesão à Ata de Registro de Preços por parte do HU/UFGD. Ao tomar conhecimento da ilegalidade apontada, o HU/UFGD manifestou-se contrariamente a argumentação utilizada pela equipe de auditoria, alegando, em síntese, os seguintes argumentos: 1- Tanto Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, doutrinador, quanto o Tribunal de Contas da União, por meio do Acordão nº 3.144/2012-Plenário (TC /2009-7) e da Súmula nº 257, afirmam que é possível utilizar a modalidade de licitação denominada Pregão para contratar serviços de engenharia, desde que esses serviços sejam comuns, nos termos da Lei /2002 (serviços que possam ser objetivamente definidos em edital); 2- Apresentou uma decisão liminar de um agravo de instrumento contra uma decisão liminar de um mandado de segurança, a qual afirma que existem serviços de engenharia que podem ser considerados serviços comuns e que existe uma zona de incerteza onde não se sabe se o serviço é comum ou não, devendo o Poder Judiciário respeitar o entendimento da Administração situado na zona cinzenta ; 3- Afirma que a constatação é frágil porque destoa da doutrina e jurisprudência em geral, sendo esse entendimento somente adotado dentro da Controladoria-Geral da União; 4- Afirma que o Relatório declara que os preços dos projetos foram majorados, tendo havido prejuízo ao erário e que tais prejuízos não foram discriminados nem quantificados no relatório, citando que em julgamentos de casos de Improbidade Administrativa por Dano ao Erário, a jurisprudência dos Tribunais afirma que a prova do prejuízo é indispensável; 5- Afirma ainda que caso a Constatação nº 001 seja mantida no Relatório final, o ato praticado pelo HU/UFGD nem de longe configura impropriedade administrativa; e 6- Que mesmo havendo falhas na contratação, essas falhas não têm força para transgredir princípios constitucionais, pois o gestor não agiu com desonestidade nem favoreceu a empresa contratada. Ao analisar em detalhes todas as alegações do Diretor-geral do HU/UFGD, verificamos que as mesmas não serviram para negar a conclusão da equipe de auditoria, conforme explicamos a seguir, por argumento: 1- Em nenhum momento a equipe de auditoria afirmou que não existem serviços de engenharia que pudessem ser enquadrados como serviços comuns. O afirmado foi que os serviços de elaboração de projetos de engenharia não podem ser licitados utilizando-se a modalidade de licitação denominada Pregão por não serem serviços comuns definidos na Lei /2002, ou seja, a equipe de auditoria afirmou que apenas os serviços técnicos de elaboração de projetos técnicos de engenharia não são serviços comuns, devido as especificidades inerentes a cada projeto a ser desenvolvido. Em

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