RELATÓRIO DE ESTÁGIO ACOMPANHAMENTO DA EXECUÇÃO DE VÁRIAS ETAPAS NOS CANTEIROS DE OBRAS DOS EDIFÍCIOS MONTPELLIER E MONTPARNASSE

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1 ACOMPANHAMENTO DA EXECUÇÃO DE VÁRIAS ETAPAS NOS CANTEIROS DE OBRAS DOS EDIFÍCIOS MONTPELLIER E MONTPARNASSE João Pessoa Novembro

2 ACOMPANHAMENTO DA EXECUÇÃO DE VÁRIAS ETAPAS NOS CANTEIROS DE OBRAS DOS EDIFÍCIOS MONTPELLIER E MONTPARNASSE Relatório apresentado à Coordenação de Estágios e à Coordenação do Curso Superior de Tecnologia em Construçlão de Edifícios do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, Campus João Pessoa, em cumprimento às exigências do referido curso. Orientador: Prof. Evandro Claudino de Queiroga João Pessoa 2012

3 ACOMPANHAMENTO DA EXECUÇÃO DE VÁRIAS ETAPAS NOS CANTEIROS DE OBRAS DOS EDIFÍCIOS MONTPELLIER E MONTPARNASSE Aprovado em: / / BANCA EXAMINADORA Prof. Evandro Claudino de Queiroga Orientador Prof. Ulisses Targino Bezerra Prof. Salustiano Miguel Souza Alves Profª. M.Sc. Maria de Fátima Duarte Lucena Coordenadora da CESUT - CCE Profª M.Sc. Roberta Paiva Cavalcante Coordenadora do Curso Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios

4 AGRADECIMENTOS Agradeço antes de tudo a Deus por toda a oportunidade e apoio. Agradeço a Dona Jorgina minha mãe querida que nunca deixou de acreditar em mim, mesmo quando tudo parecia perdido. Também coloco nesta lista meu irmão Robson que sempre se preocupou comigo, mesmo estando tão distante. A minha querida Rosally, que me tolerou todo esse tempo, me ajudando em muitas coisas importantes na minha vida, sem ela, também não iria conseguir. Aos meus grandes amigos de faculdade. Agradeço ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Paraíba, que no decorrer dos anos, me acolheu juntamente com grandes mestres no âmbito do curso. Agradecimento especial para meu filho Marknini Toscano Cordeiro, que foi minha grande motivação e inspiração para concluir cada tarefa atribuída a minha pessoa. Muito obrigado aqueles que diretamente e indiretamente me ajudaram a concluir mais essa missão. Que Deus abençõe a todos.

5 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVOS Objetivo geral Objetivos específicos METODOLOGIA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ESTÁGIO Descrição do canteiro de obras ATIVIDADES DESENVOLVIDAS QUANDO RECEBIMENTO DO MATERIAL Recebimento de materiais Aferição de areia Recebimento de cimento Aferição dos tijolos Acompanhamento de estoque de materiais ATIVIDADES RELACIONADAS A COMPRA DE MATERIAIS Levantamento de estoque de materiais Armazenamento dos materiais ATIVIDADES RELACIONADAS A PESSOAL Treinamento Ações relacionadas a terceirizados e folha de pagamento Ações relacionadas a cesta básica SEGURANÇA DE TRABALHO NO CANTEIRO DE OBRAS PROCESSO CONSTRUTIVO DAS OBRAS Materiais mais utilizados... 24

6 Areia Cimento Bloco cerâmico Aço Madeira ETAPAS DE EXECUÇÃO Vigas Preparação de argamassa EXECUÇÃO DE ALVENARIA Atividades de acompanhamento da execução de alvenaria Fechamento e acabamento de alvenaria das fachadas externas EXECUÇÃO DAS INSTALAÇÕES Instalações elétricas Instalações hidrossanitários Procedimentos de execução IMPERMEABILIZAÇÃO Drenagem REVESTIMENTO Revestimento cerâmico Utilização do Gesso Forro de gesso Revestimento de alvenaria com uso de gesso REUTILIZAÇÃO DE MATERIAIS PROCESSO DE PRODUÇÃO DE OBRA DE ARTE... 45

7 17.1 Escultura do Edifício Montpellier CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS... 49

8 LISTA DE FIGURAS FIGURA 01 - Armazenamento de areia FIGURA 02 - Armazenamento de cimento FIGURA 03 - Palestra com participação do sindicato FIGURA 04 - Palestra sobre direitos trabalhistas FIGURA 05 - Processo construtivo das fundações FIGURA 06 - Processo construtivo dos pilares FIGURA 07 - Estocagem de areia no Montparrnasse FIGURA 08 - Estocagem de cimento no Montparnasse FIGURA 09 - Estocagem de blocos cerâmicos no Montpellier FIGURA 10 - Local de estocagem e corte FIGURA 11 - Armazenamento de ferros por bitolas FIGURA 12 - Estocagem de madeira no Montpellier FIGURA 13 - Preparação de argamassa FIGURA 14 - Mistura e transporte da argamassa FIGURA 15 Execução de Alvenaria de elevação FIGURA 16 - Alvenaria para estocagem de materiais FIGURA 17 - Tubulações de água e ramificações FIGURA 18 - Válvula redutora de pressão FIGURA 20 Impermeabilização da piscina FIGURA 21 - Aplicação de Impermeabilizante FIGURA 22 - Aplicações da manta asfáltica FIGURA 23 - Aplicação da manta asfáltica com calor FIGURA 24 - Aplicação do estuque FIGURA 25 - Instalação inadequada de tubo drenante improvisado FIGURA 26 - Tubo drenante, bidim e brita FIGURA 27 - Tubo drenante FIGURA 28 - Aplicação do forro de gesso FIGURA 29 - Sobra de Material cerâmico FIGURA 30 - Material selecionado para trinchos FIGURA 31 - Escultura do Edifício Montparnasse FIGURA 32 - Emprego do vidro na escultura FIGURA 33 - Produção da obra de arte FIGURA 34 - Escultura do Edifício Montpellier

9 IDENTIFICAÇÃO Estagiário: Instituição: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba. Curso: Curso Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios. Nome: Ronaldo Cordeiro dos Santos Matrícula: Telefone: (83) Professor Orientador Nome: Prof. Evandro Claudino de Queiroga Empresa Razão Social: Mediterranné Construções e Incorporações Ltda. Atividade: Construção e incorporação de edifícios multi-familiares. Endereço: Av.: Almirante Barroso, Nº. 420 Centro. Canteiro de Obras Nome: Edifício Residencial Montpellier e Montparnasse Endereço: Rua Adolfo Loureiro Franca, Nº. 428 Cabo Branco e Rua Índio Arabutã Nº. 426 Engenheiro Supervisor Nome: Gustavo Castro do Amaral. Cargo: Engº Civil. Estágio Início: 20 de Abril de 2011 Término: 27 de Julho de Carga Horária: 400 horas.

10 10 1. INTRODUÇÃO A construção civil, principalmente no que diz respeito às edificações, tem crescido interruptamente no Estado da Paraíba, com isso o setor da construção civil em João Pessoa está vasto. Fato que possibilita o acompanhamento de tais trabalhos com facilidade, de maneira que podem ser mais estudados e pesquisados, contribuindo para melhorar a efetividade e qualidade da construção civil. O fato referente à qualidade na produção e execução das obras é uma característica que vem sendo cada vez mais almejado por construtoras e clientes, o que só reforça dados estatísticos de que a concorrência na Construção Civil está cada vez mais atrelada a esse fator. É esse intuito que norteia o presente trabalho, e para isso foi observado e relatado o acompanhamento das etapas do processo de construção de edifícios. Importante ressaltar a importância da segurança nesse decorrer dos tarefa executados na obra, onde se pode observar que o aumento de acidentes de trabalho vem crescendo paulatinamente. É preciso acentuar a fiscalização e repasse das informação para todos os envolvidos, diretamente ou indiretamente, na construção civil. Além da implantação de novos conhecimentos em relação à consciência do uso de EPI, é possível, também, aumentar a confiança daqueles que trabalham nas obras em condições de risco. Hoje em dia as construtoras buscam eficiência no seu processo de produção, tentando agilizar a entrega das obras, mantendo a competitividade, conseguindo com menor custo, mas sem deixar de considerar a qualidade, aumentar a produtividade. Por isso quanto melhor a compreensão em relação a tudo que se passa dentro da obra, melhor a adaptação e qualidade de obras futuras.

11 11 1 OBJETIVOS 1.1 OBJETIVO GERAL Acompanhar as atividades exercidas na execução de várias etapas dentro do canteiro de obras, fiscalizando e relatando o processo construtivo. 1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Descrever as atividades desenvolvidades durante o acompanhamento de execução das obras dos edifícios Montparnasse e Montpellier Citar as experiências práticas adquiridas na empresa e desenvolvidas em conjunto com os conhecimentos obtidos ao longo do curso superior de Tecnologia em Contrução de Edifícios.

12 12 2 METODOLOGIA Para elaboração deste relatório, tornou-se necessário delinear a pesquisa; partindo dos objetivos específicos e chegando às fontes: livros, artigos, em meio escrito ou digital e sites; das quais foram extraídas as informações necessárias à elaboração deste relatório de estágio supervisionado. A seguir, serão descritas as etapas das quais consiste esta metodologia: Etapa 1 Levantamento bibliográfico: nessa etapa foram extraídas informações específicas, referentes o uso de placas de gesso, a fim de obter o embasamento teórico para elaboração deste relatório. Etapa 2 Levantamento físico: esta etapa consiste na extração dos dados de fontes diretas, obtidos in loco. Nela foi realizado o acompanhamento das atividades executadas pelos operários da empresa MEDITERRANNÉ CONSTRUÇÕES E INCORPORAÇÕES LTDA, nas construções dos edifícios Montpellier e Montparnasse, bem como digitalização de imagens, cuja finalidade é auxiliar na elaboração do relatório. Etapa 3 Redação: realizados todos os procedimentos necessários à elaboração do presente relatório de estágio, foi formalizado mediante sua redação.

13 13 3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Na execução das obras faz-se necessário a observação A NR-18 tem sua existência jurídica assegurada, em nível de legislação ordinária, através do inciso I do artigo 200 da CLT. Ainda de acordo com o Art. 156 da CLT, compete especialmente às Superintendências Regionais do Trabalho, nos limites de sua jurisdição: I. Promover a fiscalização do cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho; II. Adotar as medidas que se tornem exigíveis, em virtude das disposições deste Capítulo, determinando as obras e reparos que, em qualquer local de trabalho, se façam necessárias. Segundo a Norma Regulamentadora NR18 que estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção. Consideram-se atividades da Indústria da Construção as constantes do Quadro I, Código da Atividade Específica, da NR 4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho e as atividades e serviços de demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de edifícios em geral, de qualquer número de pavimentos ou tipo de construção, inclusive manutenção de obras de urbanização e paisagismo. O Cimento, segundo a PINI abr/2009, é o principal material de construção, usado como aglomerante. O Cimento Portland é composto de clínquer e de adições que distinguem os diversos tipos existentes, conferindo diferentes propriedades mecânicas e químicas a cada um. O cimento é um material cerâmico que, em contato com a água, produz reação exotérmica de cristalização de produtos hidratados, ganhando assim resistência mecânica. O clínquer é o principal item na composição de cimentos portland, sendo a fonte de Silicato tricálcico (CaO) 3 SiO 2 e Silicato dicálcico (CaO) 2 SiO 2.

14 14 Estes compostos trazem acentuada característica de ligante hidráulico e estão diretamente relacionados com a resistência mecânica do material após a hidratação. A produção do clínquer é o núcleo do processo de fabricação de cimento, sendo a etapa mais complexa e crítica em termos de qualidade e custo. As matéria-primas primas são abundantemente encontradas em jazidas de diversas partes do planeta, sendo de 80% a 95% de calcário, 5% a 20% de argila e pequenas quantidades de minério de ferro. As adições também são ou não utilizadas em função de suas distribuições geográficas. O bloco cerâmico é originalmente fabricado com argila, de cor avermelhada, podendo ser maciço ou furado segundo PINI Atualmente, por motivos ecológicos, está se voltando a atenção para o adobe e bloco de terra comprimida, por não precisarem de cozimento e poderem ser feitas no local. Segundo a norma ABNT - Norma NBR : 2010, Dimensionamento de Estruturas de Aço constituídas por perfis formados a frio. O aço é uma liga metálica formada essencialmente por ferro e carbono, com percentagens deste último variando entre 0,008 e 2,11%. Distingue-se do ferro fundido, que também é uma liga de ferro e carbono, mas com teor de carbono entre 2,11% e 6,67%. A diferença fundamental entre ambos é que o aço, pela sua ductibilidade, é facilmente deformável por forja, laminação e extrusão, enquanto que uma peça em ferro fundido é fabricada pelo processo de fundição ou usinagem. De acordo com a Revista da madeira. Nº 77 Novembro A madeira é um material produzido a partir do tecido formado pelas plantas lenhosas com funções de sustentação mecânica. Sendo um material naturalmente resistente e relativamente leve, é frequentemente utilizado para fins estruturais e de sustentação de construções. É um material orgânico, sólido, de composição complexa, onde predominam as fibras de celulose e hemicelulose unidas por lenhina.

15 15 4 ESTÁGIO O estágio foi realizado no período de 20 de Abril de 2011 a 27 de julho de 2011 (três meses) no canteiro de obras dos Edifícios Residencial multi-familiares Montparnasse e Montpellier, situados a Rua Adolfo Loureiro Franca, Nº. 428 Cabo Branco e Índio Arabutan 426, da construtora Mediterranné Construções e Incorporações Ltda. onde foram desenvolvidas atividades relacionadas a gerenciamento, levantamento de quantitativos e supervisão de serviços. 4.1 DESCRIÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS O canteiro de obras era totalmente demarcado para atividades construtivas, munido de escritório, refeitório, banheiro, almoxarifado, cozinha, instalações sanitárias e vestiários. Quando ao alojamento de funcionários dava-se em outro local uma vez que a maioria os funcionários não era da cidade de João Pessoa.

16 16 DO MATERIAL 5 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS QUANDO RECEBIMENTO Entre tantas atividades, acompanhadas nas obras em questão, estão relacionadas algumas dessas ações com detalhes de execução e processo produtivo. Como primeira atividade realizou em primeiro lugar uma sondagem de todo o local verificando tudo que acontecia naquela obra. Então pude realmente acompanhar sua ação de produção e execução de projetos. Obra que já se encontrava em fase de acabamento, foi visto várias etapas citadas e comentadas em sala de aula que ainda eu não tinha sido compreendido por completo. Foi possível observar outros conceitos além do já vistos no instituto, e novas tecnologias aplicadas na obra, tanto em relação à própria construção como também na segurança de quem a executa. 5.1 RECEBIMENTO DE MATERIAIS No início tinha como tarefa o recebimento de materiais, os procedimentos seguiam o seguinte processo: Aferição de areia: Ao chegar o caminhão contendo areia era feito o procedimento de aferição da metragem cúbica. Medindo se a altura em três pontos da caçamba e tirando-se a média. Multiplicava-se o resultado dessa média com a metragem da caçamba (largura e comprimento). Logo depois era feito a conferência da nota fiscal ou recibo se o fornecedor fosse já cadastrado pela empresa Recebimento de cimento: Após todo o processo de verificação da nota fiscal, a descarga do cimento era feita por funcionários da própria fábrica de cimento. O produto vinha de fábrica contado e embalado em forma de packs de dez unidades (cada saco 50 kg), onde eram desacoplados e descarregados, seguindo os procedimentos de armazenagem e empilhamento.

17 Aferição dos bloco cerâmico: Era verificado durante a descarga do, contando-se os Pellets de 200 tijolos, que era descarregado por estivadores da empresa que entregava o material. Normalmente era feito o pedido de sete mil tijolos. Quando do recebimento dos materiais era feita conferência do nome do fornecedor, o produto a receber, a quantidade do mesmo e a metragem (areia, brita e madeira), o endereço de entrega e o nome da empresa. Era importante, também, carimbar a nota sempre que possível. 5.2 ACOMPANHAMENTO DE ESTOQUE DE MATERIAIS O acompanhamento do estoque dos materiais de saída rápida como areia, brita e outros eram feito visualmente onde o funcionário responsável pelo processamento desses materiais sempre alertava quando o estoque estava no seu limite, além do próprio mestre de obra sempre conferindo com a produção programada para o dia. Não havia até então um controle técnico de controle desse estoque. Acompanhei todo esse processo e opinei em algumas questões em relação à melhoria do setor, sugeri a compra de computadores e rádios transmissores para a obra, onde a ideia foi aceita logo foram comprados todos os equipamentos solicitados.

18 18 6 ATIVIDADES RELACIONADAS À COMPRA DE MATERIAIS Em alguns casos para a realização da compra de materiais necessários para a execução do edifício fazia se uma FMF (ficha de verificação de fornecedores-fmf), onde os fornecedores eram avaliados em relação à qualidade do serviço de atendimento, disponibilidade de estoque, menor preço, rapidez na entrega dos materiais e cumprimento do prazo de entrega. Após avaliação desta ficha, era emitido o pedido de compra pelo escritório principal. Em outros casos o conhecimento era suficiente para interferir em todo planejamento de compras, muitas vezes devido o engenheiro responsável, não aprovar a qualidade do material. 6.1 LEVANTAMENTO DE ESTOQUE DE MATERIAIS Em relação ao levantamento de materiais para as compras dos insumos utilizados para a execução das edificações Montparnasse e Montpellier se davam após os levantamentos de quantitativos,conforme modelo do anexo 1 muitos desses materiais eram idênticos ao utilizados em edificações anteriores, sendo aproveitados na obra atual. Ainda no decorrer desse estágio foram acompanhados os seguintes levantamentos: Instalação Elétrica (Montpelier); Instalação hidráulica (Montpelier); Área de piso externa (Montpelier e Montparnasse); Quantitativos de Louças (Montpelier e Montparnasse); Quantitativos de forras, portas, fechaduras e dobradiças (Montpelier e Montparnasse); Levantamento de área verde (Montpelier); Levantamentos de vidros (Montpelier e Montparnasse).

19 ARMAZENAMENTO DOS MATERIAIS Na maioria das vezes a maior parte dos materiais era armazenada no almoxarifado. Os que não seguiam o mesmo destino como: ferragem, madeiras, tijolos, brita e areia eram dispostos em locais seguros e livres de intempéries (com exceção de uma parte da ferragem). Porém os locais de armazenamentos desses materiais de saída rápida eram armazenados em baias com fácil acessibilidade facilitando toda a trabalhabilidade do setor. No canteiro de obras do Montpellier era realizado seleção de ferros devido sua bitola e comprimento, importante lembrar que esse armazenamento era feito com total proteção contra as intempéries e umidade para que o aço não entrasse em estado de corrosão. As Figuras 01 e 02, a seguir apresentadas, demonstram a forma como a areia e o cimento eram estocados. Figura. 01 Armazenamento de areia Figura. 02 Armazenamento de cimento Conforme as figuras apresentadas acima, o estoque de material de consumo rápido era feito perto da betoneira para que a trabalho fosse mais ágil e eficiente, a empresa ganhava tempo na execução das etapas que dependiam dessa ação.

20 20 7 ATIVIDADES RELACIONADAS À PESSOAL 8.1 TREINAMENTO Tanto o canteiro de obras do residencial Montpellier como o canteiro de obras do Montparnasse, era munido de um relógio de ponto digital. Cada funcionário possuía um cartão com seus dados e função. Esse cartão era registrado antes do inicio das atividades e no término do trabalho, havendo alguma observação era feita anotações no cartão quando necessárias. Observei que nesses canteiros de obras do estágio, a maioria dos funcionários era de outros municípios, segundo o responsável da obra Dr. Gustavo do Amaral. É política da empresa, trabalhar com operários oriundos de outras localidades, visto a baixa quantidade de faltas. Nas figuras 03 e 04, apresentou-se um momento de reuniões da empresa com os funcionários visando repassar informações acerca da obra, bem como direitos trabalhistas. Figura. 03 Palestra com participação do sindicato Figura. 04 Palestra sobre direitos trabalhistas

21 21 PAGAMENTO 7.2 AÇÕES RELACIONADAS A TERCEIRIZADOS E FOLHA DE Na etapa de acabamento da edificação encontram-se muitos terceirizados na obra, onde se apura vários problemas em questão de pessoal e horários de trabalhos, isso sem contar que tudo deve ser extremamente fiscalizado, Acompanhei, também, todo o processo seletivo de admissão e demissão de funcionários, onde pude participar da elaboração de folha de pagamento e frequência dos mesmos. Observei a dificuldade em encontrar bons profissionais devido à demanda de obras na cidade, nem operários de baixo grau de instrução desde de operários qualificados isso acontece quase em todos os seguimentos da construção civil. A folha de pagamento dos funcionários era feita individualmente para cada obra. No caso Montparnasse e Montpellier tratavam-se de uma planilha simples desenvolvida no Excel (ANEXO 04) com o nome dos funcionários, função e valor da quinzena, pois o salário era pago através de quinzenas. Era acrescentada nessas quinzenas a produção de cada funcionário. Alguns dos serventes que não tinha produção, porém serventes polivalentes recebiam uma pequena gratificação no intuito de incentivar os novatos. 7.3 AÇÕES RELACIONADAS À CESTA BÁSICA Os pedidos e recebimentos de cesta básica para os funcionários de ambos os canteiros eram feitos individualmente, seguindo a convenção coletiva uma lista de beneficiários. Essa cesta continha: três quilos de feijão, três quilos de arroz, dois quilos de macarrão, um quilo de farinha, dois pacotes de café, dois litros de óleo, um pacote de fubá e um quilo de açúcar. Alguns dos funcionários cediam a metade da cesta para o refeitório aqueles que almoçavam em suas residências levava a cesta integralmente.

22 22 8 SEGURANÇA DE TRABALHO NO CANTEIRO DE OBRAS Segundo estatísticas da Previdência Social e Ministério do trabalho, os índices de acidentes vem crescendo assim como o fluxo da construção civil, com intenção de preservar a empresa nesse sentido, resolveu-se tomar atitude mais rígidas visando reduzir os acidentes de trabalho. Eram feitas atividades para a conscientização dos operários da empresa que era extremamente necessário o uso de equipamentos de segurança como: capacete, luva de couro, óculos, máscara, protetores auriculares e principalmente, cinto de segurança. O que, segundo a norma da NR, EPI são equipamentos essenciais e obrigatórios no canteiro de obras. Objetivando conscientizar os operários eram realizados palestras, algumas vezes com a presença do sindicato dos trabalhadores da Construção Civil. Observei que a atitude da empresa era de grande importância devido o benefício de deixar o empregado informado e o benefício de não haver acidentes no canteiro de obras. A preocupação em relação aos EPI começava do portão pra dentro da obra, proprietários e visitantes eram obrigados a usar os capacetes que ficam disponíveis no portão de entrada, sendo expressamente proibida a circulação pela obra sem as devidas precauções o que reduziu em 100% o índice de acidentes por falta de equipamentos de proteção. Os funcionários que eram vistos sem o uso de qualquer equipamento desses, recebiam um aviso primeiramente verbal. Na Segunda vez uma notificação, e caso se persistissem no erro pela terceira vez, era demitido por justa causa. Vistorias diárias eram feitas para assegurar que todo o ambiente do canteiro estava seguro para exercer atividades de caráter construtivo. Inclusive nessa questão a própria presença do estagiário já fazia muita diferença entre os funcionários que não queriam aborrecimentos por parte da empresa.

23 23 9 PROCESSO CONSTRUTIVO DAS OBRAS O processo construtivo do Edifício Residencial Montpellier encontravase em fase ainda que inicial no momento do estágio. O processo de demolição, nivelamento, estudo do solo, dados topográficos, realização das estacas tipo FRANKI e escavação das fundações já haviam sido feitas. O processo, naquele momento, era de concretagem dos pilares referente ao pavimento térreo. Já no edifício Montparnasse que era quase que na mesma Rua do Montpellier, esse se encontrava na fase de acabamento e ajustes de projeto. Nessa acompanhei a produção da escada de acesso aos portadores de necessidades especiais, na área da piscina onde a mesma não se encontrava no projeto inicial, tendo que ser feito o ajuste e adequação da mesma. A figura 05 demonstra o processo construtivo da fundação. Figura. 05 Processo construtivo das fundações Figura. 06 Processo construtivo dos pilares Para cada edifício eram utilizados os mesmos métodos construtivos, também eram anotados todos os problemas que houvesse naquela obra no intuito de não deixar acontecer nas próximas. Nesse caso o processo construtivo dessas obras serviu para melhorar o tipo de serviço prestado e a qualidade na execução das etapas construtivas. A figura 06, demonstrada acima, registra o processo construtivo dos pilares. Nessa etapa a empresa se preocupava com todos os detalhes do projeto e principalmente com a segurança e integridade dos trabalhadores.

24 MATERIAIS DE CONSTRUÇÕESMAIS UTILIZADOS É grande a opção de materiais empregados nos diversos tipos de obras da construção civil, dentre eles destacam-se cimento, areia, bloco cerâmico, aço madeira e etc AREIA Segundo a PINI abr/2009. O material de origem mineral finamente dividido em grânulos, composto basicamente de dióxido de silício, com 0,063 a 2 mm. Forma-se à superfície da Terra pela fragmentação das rochas por erosão, por ação do vento ou da água. É utilizada nas obras de engenharia civil em aterros, execução de argamassas e concretos e também no fabrico de vidro. O tamanho de seus grãos tem importância nas características dos materiais que a utilizam como componente. Após aferição a areia era descarregada pelo caminhão em um local selecionado no canteiro de obras, o pedido da mesma era feito sempre que a baia estava pela metade, no caso era feito o pedido de dois caminhões de areia, contendo 28m 3. A figura 07 demonstra a armazenamento e peneiração da areia no edifício Montparnasse. Figura. 07 Estocagem de areia no Montparrnasse

25 CIMENTO Os sacos de cimento a serem utilizados eram empilhados em um quarto com paredes de alvenaria e telhas cerâmicas sem contato com o piso ou paredes em pilhas de 10 unidades. A Figura 08 demonstra o armazenamento de cimento de forma inadequada, porque era com pilhas de doze, segundo o responsável da obra esse material sairia de maneira rápida e não teria problemas com esse tipo de armazenamento. Figura. 08 Estocagem de cimento no Montparnasse BLOCO CERÂMICO Nessa obra foi utilizado um produto cerâmico, avermelhado, e amplamente usado na construção civil, seja em empreendimentos populares ou de alto padrão, também considerado um dos principais materiais construtivos, assim como a alvenaria de tijolos é uma das técnicas mais difundidas na construção popular. Após aferição os tijolos eram descarregados e armazenados nos pavimentos da edificação. Às vezes esses blocos cerâmicos eram distribuídos próximos aos pilares onde possui uma maior resistência a carga. Mas na maioria dos casos o armazenamento era feito no subsolo.

26 26 A figura 09 demonstra um armazenamento de cimento no canteiro de obras do Edifício Montepellier. Figura. 09 Estocagem de tijolos no Montpellier AÇO O aço era armazenado separadamente por bitolas em locais secos com sua maioria protegida das intempéries. Nos dois canteiros de obras eram armazenados sempre no subsolo. Na Figura 10 e 11, podemos ter uma ideia da estocagem e armazenamento da ferragem a ser empregada na obra. Figura. 10 Local de estocagem e corte Figura. 11 Armazenamento de ferros por bitolas

27 MADEIRA A madeira era armazenada de forma organizada por tamanhos e espessura nos dois canteiros de obra, Edifício, Montepellier e Montparnasse. Assim como o caso do aço citado no ítem , era estocada em local protegido das intempéries e umidades, e esse tipo de material por mais resistentes que seja dura mais nas edificações quando bem armazenado e estocado, foi o que observei durante o período de estágio. A Figura 12 demonstra de maneira simples a organização do armazenamento de todo o madeiramento relacionado à obra. Na escolha da qualidade desse material era importante se considerar o tempo de duração, na empresa todos esses materiais eram reaproveitados e as sobras que não servia, eram doadas para proprietários de panificadoras para queima como lenha, onde para a empresa era interessante doar porque o interessado responsabilizava em transportar as sobras de madeiras.. Figura. 12 Estocagem de madeira no Montpellier

28 28 10 ETAPAS DE EXECUÇÃO 10.1 VIGAS No Edifício Montepellier foi possível acompanhar algumas etapas de fabricação de vigas. A viga é geralmente usada no sistema laje-viga-pilar para transferir os esforços verticais recebidos da laje para o pilar ou para transmitir uma carga concentrada, caso sirva de apoio a um pilar. As vigas, feitas em concreto armado, são dimensionadas de forma que apenas a sua ferragem longitudinal resista aos esforços de tração, não sendo levado em conta a resistência a tração do concreto, por este ser muito baixa. As vigas de concreto armado recebem uma ferragem secundária distribuida transversalmente ao logo da viga denominada estribos. Possuem a finalidade de levar até os apoios as forças cisalhantes. Segundo Neto As vigas de concreto que são fundidas juntamente com a laje, o seu dimensionamento a compressão pode levar em conta parte laje junto a viga, ajudando a diminuir a quantidade de ferragem para resistir aos esforços de compressão. Para a confecção das armaduras das vigas foi usado Aço CA 50 60, com bitolas de 5 mm, 6.3mm, 8mm, 10mm, 12.5mm, 16mm, 20mm e 25mm. A confecção procedia da seguinte forma: Primeiro eram conferidos os aços e bitolas a serem utilizados de acordo com o projeto de armação de vigas, esse previamente elaborado pelo Engenheiro calculista estrutural. Em seguida fazia-se um rascunho desta ferragem para facilitar a compreensão dos armadores na hora da sua confecção. As fôrmas das vigas eram montadas entre os pilares (seguindo a planta de fôrma de cada pavimento) apoiadas por escoras metálicas e de madeira, assim tornado possível o encaixe da armadura. Colocam-se espaçadores CT 25 no fundo e S 25 nas laterais para evitar o contato entre o ferro e a fôrma.

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