CURSO: ENFERMAGEM DISCIPLINA: ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA 5º semestre Profª Luci Cristina P. Sudan

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1 1 CURSO: ENFERMAGEM DISCIPLINA: ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA 5º semestre Profª Luci Cristina P. Sudan AULA 1 - HISTÓRICO DO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF) Ministério da Saúde: formula o Programa de Agentes Comunitários enfocando a família como unidade de ação programática de saúde (PACS) redução de mortalidade infantil início da implementação do PSF no Brasil Portaria nº Programa de Saúde da Família: primeiras equipes de Saúde da Família incorporando e ampliando a atuação do ACS em áreas extremas Equipe de saúde bucal incorporada 2008 Portaria nº 154/ NASF Situação atual Existe em mais de municípios envolvidos no Brasil Cerca de equipes de PSF agentes comunitários de saúde Pode levar a 85% de resolutividade em nível local EQUIPE MÍNIMA: 1 MÉDICO 1 ENFERMEIRO 2 AUXILIARES DE ENFERMAGEM 4 A 6 AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE AMPLIADA: 1 DENTISTA 1 AUXILIAR DE CUIDADOS DENTÁRIOS 1 TÉCNICO DE HIGIENE DENTAL

2 2 NASF: farmacêutico, assistente social, nutricionista, educador físico, psicólogo e outros. No que difere do modelo tradicional? Os postos e os centros de saúde tradicionais adotam um modelo passivo de atenção As equipes de saúde da família identificam os problemas e necessidades das famílias e da comunidade Planejamento e organização do atendimento é feita pela equipe local. Expectativas... Diminuição do número de mortes de crianças por causas evitáveis; Acompanhamento pré-natal ; Melhora da qualidade de vida da população em geral; Melhora dos índices de vacinação; Hipertensos e diabéticos são diagnosticados, acompanhados e tratados; Pacientes com tuberculose e hanseníase são localizados e tratados; Maiores chances da efetivação do controle social; Quantas pessoas são atendidas pelo ESF? Recomenda-se que a ESF acompanhe entre 600 a 1000 famílias, não ultrapassando o limite máximo de pessoas. A proporção é definida pelo risco que a região representa para a saúde da comunidade e pela densidade demográfica ATRIBUIÇÕES COMUNS À TODOS OS PROFISSIONAIS: I - participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe, identificando grupos, famílias e indivíduos expostos a riscos, inclusive aqueles relativos ao trabalho, e da atualização contínua dessas informações, priorizando as situações a serem acompanhadas no planejamento local;

3 3 II - realizar o cuidado em saúde da população adscrita, prioritariamente no âmbito da unidade de saúde, no domicílio e nos demais espaços comunitários (escolas, associações, entre outros), quando necessário; III - realizar ações de atenção integral conforme a necessidade de saúde da população local, bem como as previstas nas prioridades e protocolos da gestão local; IV - garantir a integralidade da atenção por meio da realização de ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e curativas; e da garantia de atendimento da demanda espontânea, da realização das ações programáticas e de vigilância à saúde; V - realizar busca ativa e notificação de doenças e agravos de notificação compulsória e de outros agravos e situações de importância local; VI - realizar a escuta qualificada das necessidades dos usuários em todas as ações, proporcionando atendimento humanizado e viabilizando o estabelecimento do vínculo; VII - responsabilizar-se pela população adscrita, mantendo a coordenação do cuidado mesmo quando esta necessita de atenção em outros serviços do sistema de saúde; VIII - participar das atividades de planejamento e avaliação das ações da equipe, a partir da utilização dos dados disponíveis; IX - promover a mobilização e a participação da comunidade, buscando efetivar o controle social; X - identificar parceiros e recursos na comunidade que possam potencializar ações intersetoriais com a equipe, sob coordenação da SMS; XI - garantir a qualidade do registro das atividades nos sistemas nacionais de informação na Atenção Básica; XII - participar das atividades de educação permanente; e realizar outras ações e atividades a serem definidas de acordo com as prioridades locais (BRASIL, 2007). AULA 2 - Processo de trabalho na ESF A organização do trabalho de uma equipe facilita o princípio de integralidade, pois percebe o indivíduo na sua totalidade.

4 4 A complexidade do processo saúde-doença não permite uma visão disciplinar e fragmentada, exige olhar ampliado. A família tem em si uma complexidade de problemas, que só podem ser abordados na sua integralidade e resolvidos com a interação de diversos profissionais. Territorialização Entendendo a Família como foco de atenção... NÚCLEO FAMILIAR Compreensão da dinâmica do núcleo Compreendido além do ambiente em que vive Compreendido historicamente. MAS QUAL É O CONCEITO DE FAMÍLIA? Família, s. f. O pai, a mãe e os filhos; pessoas do mesmo sangue; descendência; linhagem; (...) comunidade formada por um homem e uma mulher, unidos por laço matrimonial, e pelos filhos nascidos desse casamento; unidade espiritual constituída das gerações descendentes de um mesmo tronco e, portanto, fundada na consangüinidade; comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram consangüíneos uns dos outros ou por descendentes de um tronco ancestral comum (filiação natural) e estranhos admitidos por adoção (...) (FERREIRA, 1993). Grupo que vive junto pela paixão de estar junto, onde uns entram e outros saem, num aprendizado constante de mudança e atualização da rede de afetos. É no seu seio que vivemos as nuances do amor intercaladas no aprendizado de unir-se e separar-se, mudando nossos jeitos de estar com as mesmas pessoas no decorrer de toda nossa vida (Castilho, 2003). Contemporaneamente em cada vida privada da família surge uma vida privada individual, cada um busca seu espaço nesse grupo. O enfraquecimento dos laços familiares que unem os membros da família tem produzido transformações no que se refere ao tipo de

5 5 sentimento estabelecido entre eles e também a forma que se organizam. Diversidade de configurações e flexibilização dos papéis sexuais a família sofre transformações. A família está se desintegrando ou evoluindo para uma nova forma??? FAMÍLIA MODERNA: CASAL E QUATRO FILHOS Realmente saímos deste paradigma??? As políticas públicas atuais também não refletem essa visão??? Assim... As Políticas públicas voltadas para a organização familiar evidenciam a persistência da crença de que a família é a célula mater da sociedade. Família como lugar de busca de condições materiais de vida, de pertencimento na sociedade e construção da identidade, o Estado aposta suas fichas para fazer dela uma aliada importante na luta por melhores níveis de saúde. Tipos de famílias família nuclear família extensiva família unitária família monoparental família reconstituída família instituição família homossexual famílias com constituição funcional Abordagem da família Abordagem: ato ou efeito de abordar Abordar: aproximar-se de; tratar de; chegar; encostar Histórico da família Tipo de família Recursos financeiros

6 6 Segurança Saúde Suporte emocional interno e externo Papéis familiares Cuidadores e provedores Quem toma as decisões Quem resolve os problemas Quem gerencia as questões de saúde Quem controla as informações Características básicas: identificação da estrutura da família e seu padrão de relação doenças que costumam ocorrer com repetição dos padrões de relacionamento conflitos que desembocam no processo de adoecer evidenciar a dinâmica familiar e as relações entre seus membros. AULA 3 - TRABALHO EM EQUIPE NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA - NASF BASES LEGAIS - Portaria /01/2008 Portaria 648/2006 Política Nacional de Atenção Básica - PNAB Portaria 687/2006 Política Nacional de Promoção à Saúde - PNPS Lei /2001 Saúde Mental no SUS Portaria 710/1999 Política Nacional de Alimentação e Nutrição - PNAN Lei 346/2006 Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional Portaria 204/2007 Regulamenta e Financiamento e Transferência de recursos Federais Portaria 74/2007 SIA / SCNES Portaria 399/2006 Pacto pela Saúde Portaria 699/2006 Pacto pela Vida e de Gestão

7 7 PROPOSTA DA ATENÇÃO BÁSICA Constitui-se como porta de entrada do Sistema de Saúde. Organizar o sistema de saúde tendo como eixo ordenador a atenção básica significa construir um modelo de atenção à saúde na perspectiva da atenção integral. OBJETIVOS DO NASF Ampliar a abrangência e o escopo das ações da Atenção Básica, bem como sua resolutividade, apoiando a inserção da estratégia de Saúde da Família na rede de serviços e o processo de territorialização e regionalização a partir da atenção básica (PORTARIA 154/2008). ÁREAS ESTRATÉGICAS DO NASF Práticas integrativas e complementares Atividades físicas / práticas corporais Reabilitação Alimentação e nutrição Assistência farmacêutica Serviço social Saúde mental Saúde da criança e do adolescente Saúde da mulher Saúde do idoso IMPORTANTE!!! O NASF não se constitui como porta de entrada do sistema. Responsabilização compartilhada entre equipe de Saúde da Família e NASF. O NASF deve instituir plena integralidade do cuidado físico e mental do usuário do SUS. São constituídas por equipes compostas por profissionais de diferentes áreas de conhecimento, que compartilham práticas em saúde nos

8 8 territórios sob responsabilidades das ESF, atuando no apoio às equipes e na Unidade onde está cadastrado. Devem instituir a integralidade do cuidado físico e mental aos usuários do SUS por intermédio da qualificação e complementaridade do trabalho das ESF. CATEGORIAS PROFISSIONAIS DE COMPÕEM O NASF Assistente social Educador físico Farmacêutico Fisioterapeuta Fonoaudiólogo Nutricionista Terapeuta ocupacional Psicólogo Médicos: Acupunturista, Ginecologista, Homeopata, Pediatra e Psiquiatra OPERACIONALIZAÇÃO DO NASF Devem funcionar no mesmo horário das ESF. Carga horária dos profissionais do NASF deve ser de no mínimo 40 horas semanais. Esta carga horária é considerada para repasse de recursos federais. I - Para os profissionais médicos podem ser registrados 2 profissionais que cumpram um mínimo de 20 vinte horas semanais cada um. II - Para as demais ocupações 40 horas semanais CREDENCIAMENTO, IMPLANTAÇÃO E EXPANSÃO DO NASF Devem estar vinculados à implantação / expansão da Atenção Básica / Saúde da Família na proporcionalidade definida anteriormente. Devem obedecer aos mecanismos de adesão e ao fluxo de credenciamento. Devem ter aprovação da CIB do Estado.

9 9 Definido pelo gestor. A partir de necessidades locais. Disponibilidade de profissionais além dos mesmos serem cadastrados em uma única unidade de saúde. AULA 4 - MODALIDADES DO NASF NASF 1 Composto por mínimo 5 profissionais de nível superior, com ocupações não coincidentes, vinculados a ESF no mínimo 8 equipes de saúde da família e máximo de 20 equipes. assistente social educador físico farmacêutico fisioterapeuta fonoaudiólogo médico generalista médico homeopata nutricionista médico psiquiatra acunputurista, médico pediatra terapeuta ocupacional PROFISSIONAIS NASF 2 no mínimo 3 profissionais de nível superior de ocupações não coincidentes, exceto médicos. educador físico farmacêutico PROFISSIONAIS

10 10 fisioterapeuta fonoaudiólogo nutricionista psicólogo terapeuta ocupacional Os municípios não podem implantar as 2 modalidades de forma concomitante. NASF 1 Os municípios com menor equipes poderão se unir para implantar um NASF. Art.5º... 1º - Excepcionalmente nos municípios com menos de habitantes dos Estados da Região Norte do país, cada NASF 1 poderá realizar suas atividades vinculado a no mínimo, 5 equipes de Saúde da Família. NASF 2 1º - o número máximo de NASF 2 aos quais o município pode fazer jus para ao recebimento de recursos financeiros específicos será de 1 NASF 2. 2 somente os municípios que tenham densidade populacional abaixo de 10 mil habitantes por quilômetro quadrado, de acordo com os dados da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, do ano base, poderão implantar o NASF 2. O NASF E AS SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE planejar as ações que serão realizadas pelos NASF. definir o plano de ação do NASF em conjunto com a ESF. selecionar, contratar e remunerar os profissionais do NASF. manter atualizado o cadastro dos profissionais do NASF. disponibilizar estrutura física adequada e garantir os recursos de custeio.

11 11 realizar avaliação de cada NASF. assegurar o cumprimento da cargas horária dos profissionais do NASF Termo de compromisso dos profissionais. O NASF E AS SECRETARIAS ESTADUAIS DE SAÚDE Se for necessário, estimular a criação de consórcios intermunicipais para implantação de NASF 1 entre os municípios. Assessorar, acompanhar e monitor o desenvolvimento das ações do NASF. Realizar avaliação e/ assessorar sua realização. Acompanhar a organização da prática e do funcionamento do NASF. IMPLANTAÇÃO DO NASF E VALOR DO INCENTIVO NASF 1 incentivo a cada mês de ,00 repassado diretamente do FNS aos Fundos Municipais de Saúde e ao Fundo de Saúde do Distrito Federal. O incentivo para custeio do NASF é de igual valor mensal, por NASF implantado. NASF 2 incentivo a cada mês de 6.000,00 repassados diretamente do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde. O incentivo para custeio dos NASF é de igual valor mensal, por NASF implantado. Os procedimentos dos profissionais deverão ser registrados no SIA/SUS. CRITÉRIOS PARA IMPLANTAÇÃO DO NASF O município deverá apresentar projeto conforme Portaria n. 154, de 24 de janeiro de Juntamente com o Projeto, o município deverá encaminhar ofício do prefeito dirigido ao Secretário do Estado da Saúde solicitando adesão, com os seguintes documentos: 1. Cópia da Ata do Conselho Municipal de Saúde aprovando a implantação do NASF. 2. Termo de compromisso dos profissionais.

12 12 DESAFIOS PARA OS PROFISSIONAIS DO NASF A realidade que estes profissionais encontram no NASF difere em muito da realidade encontrada na prática clínica, seja privada ou em ambulatório público. Existe a necessidade de apropriação de novas técnicas de trabalho junto às ESF e também junto à comunidade. DESAFIOS PARA O NASF BRASILEIRO Inserção de temas relacionados à Saúde Pública e Atenção Primária à Saúde de forma incisiva na graduação. Estímulo à cursos de Especialização ou Residência na área da Saúde da Família. Capacitação dos profissionais que já fazem parte dos NASF para atuação adequada que atenda às necessidades da população. REFERÊNCIAS ANDRADE, S. M.; SOARES, D. A.; CORDONI JUNIOR, L. (org). Bases da Saúde Coletiva. Londrina: Ed. UEL/ABRASCO, BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da Família: uma estratégia para a reorientação do Modelo Assistencial. Brasília, Ministério da Saúde. Portaria N DE Dispõe sobre a Norma Operacional Básica do SUS 01/96. Brasília, Ministério da Saúde. Saúde da Família: uma estratégia para a reorientação do modelo assistencial. Brasília, Ministério da Saúde. Programa de Saúde da Família. Saúde dentro de Casa. Brasília: Fundação Nacional de Saúde, Ministério da Saúde. Manual para organização da Atenção Básica. 2. ed. Brasília, Ministério da Saúde. Avaliação e implantação e Funcionamento do Programa de Saúde da Família. Brasília: Coordenação da Atenção Básica, Secretaria de Assistência à Saúde, Ministério da Saúde. Portaria n. 95 de 26 de janeiro de Dispõe sobre a NOAS Norma Operacional da Assistência à Saúde. Brasília, Ministério da Saúde. Portaria n. 648 de 28 de março de Dispõe a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e

13 13 normas para a organização da Atenção Básica para o Programa de Saúde da Família e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde. Diário Oficial da União, 2006, 29 mar. Site: Acesse: para manuais e guias editados pelo Ministério da Saúde.

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