OS FATOS QUE LEVARAM O INGLÊS AO DESTAQUE MUNDIAL E SEUS PAÍSES FALANTES

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1 OS FATOS QUE LEVARAM O INGLÊS AO DESTAQUE MUNDIAL E SEUS PAÍSES FALANTES Jefferson Lhamas dos Santos (G CLCA - UENP/CJ) Fernanda de Cássia Miranda (Orientadora CLCA - UENP/CJ) A língua Inglesa é, sem dúvida, o idioma mais usado nos encontros internacionais, políticos e econômicos. Sabendo-se disso, neste estudo, verificaremos o que ocorreu para que esse idioma se tornasse tão importante, a fim de não mais aprender somente a falar e escrever em Inglês, e sim conhecer sua História de alcance desse status mundial. Com isso, também saber quais países o receberam e o têm como Linguagem oficial. Baseamos no terceiro período da História dessa Língua, ou Modern English, o qual as mudanças mais importantes aconteceram, tanto dentro da própria língua, quanto para que o status de idioma oficial das relações internacionais fosse alcançado. Introdução Que a Língua Inglesa é de extrema importância atualmente, é fato. Basta atentar-se para perceber como esse idioma se faz importante nas questões profissionais e políticas a nível mundial. Principais eventos são realizados usando o Inglês como meio de comunicação. Entretanto, como a língua surgida na Grã-Bretanha chegou a esse nível mundial? Quais acontecimentos o fizeram ganhar esse status? O objetivo desse texto é entender quais fatos históricos levaram o idioma ao mundo, e o que ocorreu para que se tornasse esse meio de contato mundial. Veremos assim, quais países o tem como língua oficial. Para tanto, torna-se indispensável a passagem por momentos da história, relativos principalmente à Inglaterra e aos Estados Unidos da América. Ao final deste trabalho, se entenderá não só a respeito da língua, mas um pouco a respeito do contexto dos falantes do idioma. Primeiramente, se observará as três fases pelo qual essa língua passou, as quais representam significativa mudança em seus padrões. Como bem observa Burguess, o termo língua deveria significar o seguinte: um sistema de sons feito pelos órgãos vocais de um grupo particular de pessoas, possuindo significado para esse grupo de pessoas e existindo continuadamente durante um determinado período da história (BURGESS, 2005, p. 20). 935

2 Dessas três fases de mudanças, é na última fase que se verá os acontecimentos históricos que transformaram para o sucesso da Língua Inglesa. O início com os Celtas Segundo Alexander Meirelles da Silva, acredita-se que a Ilha Britânica teria sido habitada, através de ondas migratórias, pelos Celtas, da Gália, em 3000 a. C. Observa que é a partir de 55 a. C. que surge um interesse sobre a ilha por parte de Roma, então sob o comando de Júlio Cezar. Esse interesse se deu pelo fato da Bretanha ser grande produtora alimentícia, devido ao clima diferenciado do resto da Europa. Alexander ainda afirma que a saída dos romanos foi em 409 d.c., e é nessa época, segundo David Crystal, que os Celtas estavam sofrendo ataques por partes dos Escoceses e Pictos, e, tendo ajuda ignorada pelo cônsul romano, a solução era procurar ajuda além-mar. Os germânicos que vieram, pertenciam a três povos diferentes: Os jutos, os anglos, e os saxões. Destaca que os anglos, batizadores da Inglaterra, faziam referências ao nome do país como Englaland, ou terra dos anglos, originando mais tarde o nome England. Esses povos que chegaram lá com o objetivo de socorrer a um chamado dos Celtas, estavam, na verdade, com intenções econômicas na ilha. Old English, Middle English e Modern English Crystal diz que Há, surpreendentemente, muito pouca influência Celta ou talvez isso não seja tão surpreendente, dada a maneira em que as comunidades celtas foram destruídas ou empurradas para trás no que hoje conhecemos como Cornwall, no País de Gales, Cumbria, e as fronteiras da Escócia (CRYSTAL, p. 08, Tradução minha). Deixa claro também que poucas palavras foram emprestadas nessa época, e poucas sobreviveram ao Inglês Moderno (Crystal, 1994, pág. 08, tradução minha). Já com o Latim, percebe-se tamanha influência, vendo-se o Cristianismo sendo levado para a população da Irlanda. Ricardo Shütz sintetiza bem sobre isso, explicando que foi St. Patrick quem inicia essa missão cristã, e em 597, Santo Agostinho lidera missionários com o intuito da conversão dos anglo-saxões. Naturalmente, isso geraria boa influência no vocabulário da língua germânica. Também, no final do século VIII, Vikings, vindos da Escandinávia, atacaram a 936

3 Inglaterra. Estes povos falavam o Old Norse, idioma ancestral do dinamarquês. Mais uma influência acrescida nesse período de Old English. Shütz ainda diz que comparado ao inglês moderno, é uma língua quase irreconhecível, tanto na pronúncia, quanto no vocabulário e na gramática. (Online) Já Anthony Burguess, diz que Era uma língua rica em consoantes, aficionada à aglomeração de consoantes, de maneira que a boca parecia executar um rápido ato de violência (BURGESS, 2005, p.25). A segunda época pelo qual passou o Inglês, foi o Middle English, ou Médio Inglês. Como descreve Crystal, O ano de 1066 marca o início de uma nova era Britânica social e lingüística, mas isso não é o limite identificável entre Velho e médio Inglês (CRYSTAL, 1994, p. 30, tradução minha). Apesar dessa data ser usada apenas como base, foi a Conquista da Inglaterra pelos Normandos na batalha de Hastings que trouxe alteração significante para a Língua inglesa. Como detalha Shütz, William, Duque da Normandia, trava uma guerra, ansioso pelo trono da Inglaterra. Em uma sangrenta batalha, no fim do dia, depois do Rei Harold e seus irmãos mortos, e um saldo de 1500 a 2000 guerreiros mortos, do lado romano, o mesmo William conquista um país de um milhão e meio de habitantes. Junto com o regime que se instalou depois dessa conquista, usou-se o dialeto denominado Norman French, sendo mais um a influenciar a língua da região. Os normandos, que comandavam todas as regiões da Inglaterra, tinham pouco conhecimento do Inglês. Então usou-se o Francês dentro da aristocracia na Inglaterra. Aqueles de origem anglo-saxônica que almejavam subir socialmente, tiveram de aprender o novo idioma em favor da classe dominante. Segundo Shütz, conforme os séculos relativos a esse período foram se passando, ocorrem batalhas entre normandos das Ilhas Britânicas e os do continente, surge um sentimento nacionalista, e no fim do século XV, percebe-se prevalecer o Inglês até mesmo na linguagem escrita, e assim surgia também, uma literatura nacional. O período relativo ao Modern English, ou Inglês Moderno, terá início a partir de Representou a padronização e unificação da língua. Shütz destaca o advento da imprensa, em 1475, e a criação de um sistema postal em 1516, como eventos que disseminaram o dialeto de Londres. O processo de padronização da língua inglesa iniciou em princípios do século 16 com o advento da litografia, e acabou fixando-se nas presentes formas ao longo do século 18, com a publicação dos dicionários de Samuel Johnson em 1755, Thomas Sheridan em 1780 e John Walker em Desde então, a ortografia do inglês mudou em apenas pequenos detalhes, enquanto que a sua pronúncia sofreu grandes transformações. O resultado disto é que hoje em dia temos um sistema ortográfico baseado na língua como ela era falada no século 18, sendo usado para representar a pronúncia da língua no século 20 (Ricardo Shütz apud D Eugenio, Online). 937

4 Essa grande diferença na pronúncia, foi a chamada The Great Vowel Shift, acentuada mudança que ocorreu sobretudo nos séculos XV e XVI. Segundo Shütz, Praticamente todos os sons vogais, inclusive ditongos, sofreram alterações e algumas consoantes deixaram de ser pronunciadas (Online). A colonização Britânica: Ocupação na América O historiador Antônio Pedro, observa que A região Norte da América ficou esquecida pelos europeus durante todo o século XVI (PEDRO, 1997, p. 125). Sintetiza que é a partir do século XVII que efetivamente se tem uma decisão por parte dos ingleses de se apossar do local. Para isso, criaram duas companhias: a Companhia de Londres, na região Sul, e a Companhia de Plymouth, na região Norte. As colônias pertencentes ao Norte e ao centro, eram ocupadas por pessoas perseguidas política e religiosamente, dedicando-se às atividades manufatureiras, comerciais e a pesca. Esta última atividade formava comércio com as ilhas do Caribe, que forneciam o melado do açúcar, transformada em rum pela colônia inglesa, e trocada por escravos nas colônias do Sul. Isso formaria, ainda segundo Pedro, o conhecido comércio triangular. Com relação às mesmas colônias do Sul, trabalhavam com vista no mercado externo, produzindo arroz, tabaco e índigo. Crystal diz que o primeiro passo significativo no progresso do Inglês para seu status como língua do mundo teve lugar nas últimas décadas do século XVI (CRYSTAL, 1994, p. 92, tradução minha). Fala também que o aumento do número de falantes foi cinqüenta vezes maior, cerca de 250 milhões, a maioria americanos, à época da transição entre o Reinado de Elizabeth I e Elizabeth II. Ainda destaca que os negros trazidos para escravidão, no já mencionado comércio triangular, fez surgir formas de comunicação entre eles, posteriormente utilizadas no Sul. Entre uma dessas formas, destaca-se o Inglês Crioulo. Antônio Pedro comenta que a França foi perdendo gradativamente seus territórios na América e na Ásia, à medida que crescia o poderio Inglês (PEDRO, 1997, p.116). Encontra-se mais detalhes do fato, quando Crystal diz que conflitos entre ingleses e franceses ocorreram na região do Canadá, que terminaram com a Guerra da Rainha Anne, entre 1702 e 1703, e a Guerra Francesa e Índia, entre 1754 e Para ele, um outro fato importante foi a declaração de Independência Americana, em 1776, que ocasionou a ocupação 938

5 do Canadá, mais a oeste, até chegar à região de Upper Canada. Ressalta que o Inglês falado hoje neste país, é semelhante ao resto falado na América do Norte. A colonização Britânica: Ocupação da África Com relação à África, David Crystal afirma que na parte Ocidental, o Inglês teve seu primeiro contato em fins do século XV. Mas seria no final do século XIX que a língua Inglesa se espalharia por toda a Costa Oeste, carregado com o aumento do comércio e outras atividades. Em 1960, os países Kenya, Tanzânia, Uganda, Malawi e Zâmbia, e mais tarde Zimbábue, se tornaram independentes com língua oficial sendo o Inglês. Já na África Oriental, conforme diz Crystal, o idioma seria um pouco diferente, onde o modelo Britânico foi introduzido nas escolas, ao passo que outras variedades de sotaques acabariam surgindo, influenciadas pelo Africâner e as línguas bantu. Na região Sul africana, há uma complexidade, segundo Crystal, com relação ao uso do Inglês. A ocupação da região, que só se deu em 1795, com políticas de povoamento e o desenvolvimento do ouro e do diamante, ocasionou variedades de sotaques entre os próprios grupos de colonos. Os negros, que haviam aprendido nas escolas de missões, entre outros, foram influenciados por idiomas locais. Crystal também destaca que há uma divergência entre as questões sociais e políticas, e pessoas buscando identidades nacionais, contrariando a oposição. A colonização Britânica: Ocupação da Ásia Na região sul desse continente, o contato da Grâ-Bretanha se deu a partir de 1600, segundo Crystal, com a fundação da British East India Company. Essa empresa cresceu consideravelmente, até ser abolida em 1858, depois de uma indisciplina financeira interna, e um motim indiano. Crystal ressalta que até a independência da Índia, em 1947, instituiu-se um sistema educacional Inglês, aumentando o idioma gradativamente, nesse subcontinente. Na região Sudeste asiática, o que Crystal diz é que a influência Britânica se deu a partir do trabalho de Stamford Raffles, que posteriormente fundou Cingapura. Hong Kong, foi cedida em 1842, através do tratado de Nanquim, e Kowloon adicionada em O restante da colônia, era alugada pela China. Os Estados Unidos 939

6 exerceram influência sobre as Filipinas, de acordo com Crystal, depois da Guerra Espanhola Americana de 1818, e mesmo com a Independência filipina, em 1946, o Inglês americano continua forte no país. A colonização Britânica: Ocupação da Oceania A Austrália foi visitada por James Cook em 1770, conforme afirma David Crystal. Em 20 anos, construiu-se uma colônia penal em Sydney, onde cerca de presos foram levados para lá. Naturalmente, a influência na língua ocorreu a partir das Ilhas Britânicas. Já na Nova Zelândia, Crystal observa que foi a partir da década de 1790 que começou o estabelecimento dos colonos. Cristãos fizeram trabalhos missionários, e houve rápido aumento de imigrantes europeus a partir de Um poder aumentado Ricardo Schutz destaca que a Revolução Industrial alavancou o poder da Inglaterra no mundo. Antônio Pedro, que a política interna inglesa estava calcada no crescimento do poder sobre as colônias e proteger os seus interesses industriais. Dessa forma, a Inglaterra detinha um controle quase absoluto sobre o comércio praticado entre a Europa e suas regiões coloniais (PEDRO, 1997, P.165). Encontra-se então, um dos fatores que determinaram o caminho que o Inglês tomaria no mundo. O fim de um império A Grã-Bretanha, tendo conseguido construir um vasto império e um poder, posteriormente alavancado com a Revolução Industrial, começou a perder força no século XX. Como menciona Eric Hobsbawm, em 1914 tinha-se autorizado autonomia interna às colônias de assentamento branco massivo, preocupando-se agora com problemas internos da ilha. Em 1905, Egito e Índia já possuiam movimentos nacionalistas. A colônia indiana era de extrema importância para o imperialismo britânico, o qual estaria incerto sem a mesma. Apesar da tentativa de se reafirmar, a Grã-Bretanha, bem como a França, obtiveram apenas fracasso, e em fins da década de 1950, estava claro que os colonialismos sobreviventes nessa época teriam de ser liquidados. Hobsbawn alerta ainda que a Primeira Guerra Mundial foi o primeiro dos acontecimentos que inviabilizaram a hegemonia imperial. 940

7 Uma poderosa nação americana Sobre a independência dos Estados Unidos, Frances Whitney afirma que foi em 1763 que houve início a separação decisiva entre Inglaterra e América. Acrescenta que as colônias haviam crescido muito econômica e culturalmente, e assim, recebendo a ajuda modesta da França, que visava humilhação inglesa, sem porém, interferir diretamente na guerra, depois de uma série de batalhas, tropas de Washington e Rochambeau fecharam caminho contra Cornwallis. Este, se rendendo, fez com que o primeiro-ministro, lord North, renunciasse na Inglaterra, e o rei organizasse a conclusão de paz na base da Independência americana. Whitney conta ainda que essa liberdade significou não só a liberdade dos estrangeiros, mas também o desenvolvimento de uma sociedade com políticas criadas no local. Hobsbawm destaca que as guerras mundiais, ocorridas no século XX, serviram de benefício para a economia dos Estados Unidos, o qual era o principal arsenal de seus aliados, e expansionava cada vez mais sua produção diante do mundo. Apesar da Grande Depressão, crise que assolou o mundo, com exceção da nação americana, pouco foi irrompida a sua ascenção econômica após a Segunda Guerra Mundial. No período relativo à chamada Guerra-Fria, após o fim da Segunda Guerra Mundial, o poder americano evidenciaria-se ainda mais. Segundo Hobsbawn, surgem dois tipos de regimes econômicos: o Socialismo, representado pela União Soviética, e o Capitalismo, embalado pelos Estados Unidos. Duas nações que a qualquer momento poderiam travar uma guerra nuclear. No entanto, Hobsbawm alerta que o próprio poder soviético era consciente do maior poder mundial americano. Vale ressaltar que Os EUA exerciam controle e predominância sobre o resto do mundo capitalista, além do hemisfério norte e oceanos, assumindo o que restava da velha hegemonia imperial das antigas potências coloniais... (HOBSBAWM, 1997, p. 224). Importante destacar que a Revolução Cultural, segundo Hobsbawm, foi o tempo em que houve uma grande mudança nos comportamentos sociais, sobretudo entre os jovens, que estavam se tornando cada vez mais independentes. Seus estilos de vida alteraram os padrões que existiam com seus antecessores. O blue jeans e o rock se tornaram referência para os jovens de então. Letras de rock em inglês muitas vezes nem eram traduzidas. Isso 941

8 refletia a esmagadora hegemonia cultural dos EUA na cultura popular e nos estilos de vida... (HOSBAWM, 1997, pág. 320). Inglês como idioma do mundo Crystal afirma que são principalmente esses os fatores que levaram o Inglês ao status mundial: A Colonização Inglesa e o poder econômico americano. Segundo ele, o Inglês é o idioma internacional do tráfego aéreo, representando também extrema importância no transporte marítimo internacional, policiamento e serviços de emergência. Os Estados Unidos, são fonte de negócios e comércios internacionais, e as empresas do ramo turístico e publicitário são bastante dependentes do Inglês. A maioria das informações científicas, tecnológicas e acadêmicas no mundo é expresso em Inglês, e mais de 80 por cento de todas as informações armazenadas em sistemas de recuperação eletrônica está em Inglês (CRYSTAL, 1994, p. 106, tradução minha). Países Falantes Crystal faz uma divisão dos países em relação ao uso da Língua Inglesa. Os países que utilizam o Inglês como língua primária são: Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Esses países representam o núcleo de seu círculo que esquematiza essa divisão. A primeira zona periférica, inclui países onde a língua desempenha um papel importante, como segundo idioma. A última zona periférica, diz respeito aos países que o idioma é ensinado como língua estrangeira. Além dos países já citados, a lista de Crystal, dos principais locais, inclui: Samoa Americana, Antígua e Barbuda, Bahamas, Blangladesh, Barbados, Belize, Bermuda, Bhutan, Botswana, Ilhas Britânicas Virgens, Brunei, Camarões, Ilhas Cayman, Cingapura, Ilhas Cook, Dominica, Fiji, Gâmbia, Gana, Gibraltar, Grenada, Guam, Guiana, Hong Kong, Jamaica, Kenya, Kiribalti, Lesoto, Libéria, Malawi, Malásia, República de Malta, Ilhas Marianas do Norte, Ilhas Marshall, Ilhas Maurício, Ilhas do Reino Unido, Micronésia, Montserrat, Namíbia, Nauru, Nepal, Nigéria, Paquistão, República de Palau, Papua Nova Guiné, Filipinas, Porto Rico, São Cristóvão, Santa Lúcia, São Vicente e Grenadinas, Seicheles, Serra Leoa, Ilhas Salomão, África do Sul, Sri Lanka, Suriname, Suazilândia, Tanzânia, Reino de Tonga, Trinidad e Tobago, Tuvalu, Uganda, Estados Unidos 942

9 das Ilhas Virgens, Vanuatu, Samoa Ocidental, Zâmbia e Zimbábue. Segundo ele, junto com outras dependências, são aproximadamente bilhões de falantes. Considerações finais Observa-se a ligação íntima do Inglês nos diais atuais, atentando-se, por exemplo, simplesmente ao uso da internet, dos video-games, assistindo filmes, ouvindo as músicas mais tocadas nas rádios, principalmente às destinadas ao público jovem, e tantas outras atividades do cotidiano de muitos países não falantes da língua Inglesa. Entende-se agora que tal fato não poderia ser coisa do acaso, e que todas as explicações se encontram no percurso que a língua tomou na história. Assim como tantos outros idiomas foram levados às diversas partes do planeta, a Grã-Bretanha fez o Inglês pairar nas colônia, das quais, hoje, a maioria são países independentes. Mas não foi só isso o vetor responsável pelo sucesso da língua. O fato de ser idioma do mundo, deve-se, principalmente, à existência de uma nação americana que representa grande poder mundial, combinado com as tecnologias cada vez mais avançadas, que aproximam a comunicação internacional, por intermédio do Inglês. Referências BURGESS, Anthony. A Literatura Inglesa. Tradução: Duda Machado. São Paulo, 2. ed. Ática, CRYSTAL, David. The Cambridge Encyclopedia of the English Language, Disponível em: Acesso em: 13 de julho de HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: Tradução: Marcos Santarrita. Revisão técnica: Maria Célia Paoli. São Paulo, 2. ed. Companhia das Letras, PEDRO, Antônio. História da Civilização Ocidental: geral e do Brasil, integrada. São Paulo, FTD, SHÜTZ, Ricardo. História da Língua Inglesa. English Made in Brazil. Disponível em: Acesso em: 28 de março de SILVA, Alexander Meireles da. Literatura Inglesa para Brasileiros. Rio de Janeiro, 2. ed. Ciência Moderna, WHITNEY, Frances. A História dos Estados Unidos da América. Tradução: Jacy Monteiro. Rio de Janeiro, Distribuidora Record,

10 Para citar este artigo: SANTOS, Jefferson Lhamas dos. Os fatos que levaram o inglês ao destaque mundial e seus países falantes. In: VII SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA SÓLETRAS - Estudos Linguísticos e Literários Anais... UENP Universidade Estadual do Norte do Paraná Centro de Letras, Comunicação e Artes. Jacarezinho, ISSN p

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