Eduardo Maneira 1 Donovan Mazza Lessa 2

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Eduardo Maneira 1 Donovan Mazza Lessa 2"

Transcrição

1 1 INEXIGIBILIDADE DO IRRF SOBRE PAGAMENTOS EFETUADOS A EMPRESAS NO EXTERIOR PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. CONCEITO DE LUCRO NOS TRATADOS CONTRA DUPLA TRIBUTAÇÃO DO MODELO OCDE. 1. Introdução. Eduardo Maneira 1 Donovan Mazza Lessa 2 Com o intercâmbio cada vez maior entre empresas espalhadas pelo globo, a tributação dos negócios internacionais vem sendo objeto de intensos debates entre os Fiscos Nacionais e os contribuintes. De fato, as relações econômicas entre empresas estrangeiras envolvem sempre o ordenamento jurídico de dois ou mais países, que certamente disputarão os tributos decorrentes destas relações. Justamente para evitar este problema que poderia inviabilizar o comércio e a prestação de serviço entre empresas estrangeiras, há muito o direito internacional vem estabelecendo regras consensuais para evitar a bitributação. Tais regras, materializadas em Tratados ou Convenções, visam definir a competência de cada país para tributar os negócios envolvendo empresas estabelecidas em países diferentes. Neste contexto, os instrumentos mais utilizados são os Tratados contra a Dupla Tributação, assinados bilateralmente entre os países interessados. Para que haja uma certa padronização nestes acordos com vistas a possibilitar maior segurança jurídica a comunidade internacional desenvolveu perante a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) um modelo de Tratado, que é normalmente utilizado pelos países membros. O Brasil, por sua vez, adota o modelo OCDE nos tratados firmados com outros países, sendo certo que, eventualmente, algumas das normas contratuais podem ser modificadas de acordo com a vontade das partes. 1 Professor Adjunto de Direito Tributário da UFRJ. Mestre e Doutor em Direito Tributário. Presidente da ABRADT Diretor da ABDF. 2 Mestre em Direito Tributário pela Universidade Cândido Mendes. Advogado. Membro do Conselho de Contribuintes do Estado do Rio de Janeiro.

2 2 Diante deste cenário, a questão que se pretende discutir aqui é a seguinte: nos casos em que há Tratado contra a Dupla Tributação assinado pelo Brasil no modelo OCDE, qual o país competente para tributar os pagamentos efetuados por empresa brasileira em decorrência de serviços prestados (sem transferência de tecnologia) por empresas estrangeiras (sem estabelecimento no Brasil)? Note-se que a resposta é relevante, pois há muitos setores da economia brasileira, como a indústria de óleo e gás por exemplo, que demandam a contração de serviços especializados prestados por empresas de fora do país. Ocorre que, nesta matéria, há forte divergência entre o entendimento da Receita Federal e dos contribuintes. É que, para a RFB, o pagamento efetuado à empresa estrangeira pela prestação de serviço (sem transferência de tecnologia) deve ser tributado no Brasil, pelo Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), nos termos do art. 685 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 3.000/99). Em sentido oposto, os contribuintes entendem que, quando se tratar de pagamento feito à empresa sediada em país signatário de Tratado contra Dupla Tributação no modelo OCDE, a competência para exigir tributo sobre o pagamento dos serviços será do país de residência do prestador. E assim é porque, nos casos em que há Tratado contra Bitributação, a regra convencional (que fixa o critério da residência), que é específica, prevalece sobre a regra geral do art. 685 do RIR (que fixa o critério da fonte). 2. Da aplicação da Convenção para Evitar a Dupla Tributação em matéria de Imposto de Renda. É matéria central no Direito Tributário Internacional tratar e resolver situações em que mais de um país pretenda tributar o mesmo rendimento. Nesse contexto, dois são os critérios adotados para a tributação da renda: (a) a tributação da renda com base no critério da fonte (há incidência tributária se a fonte pagadora estiver localizada no território do País); e (b) a tributação da renda com base no critério da residência (independentemente da fonte pagadora a renda é tributada se o beneficiário residir no País).

3 3 O Brasil adota os dois métodos. Com efeito, desde a edição da Lei nº 9.249/95, foi instituído o princípio da renda mundial para os residentes (worldwide income taxation). Por sua vez, o critério da fonte encontra previsão no art. 685 do RIR/99. Como formas de mitigar os efeitos da dupla tributação daí decorrente (no país da fonte e no da residência), a legislação brasileira criou hipóteses de isenção (exemption method) e de concessão de crédito (credit method) caso comprovado que a renda já foi tributada no País de origem 3. Além destas hipóteses, o Brasil também assina convenções bilaterais que estabelecem regras de competência para prevenir a dupla tributação da renda 4. Como regra geral, a legislação tributária brasileira, por meio do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99), estabelece a incidência do imposto de renda na fonte nas hipóteses de pagamentos a beneficiários residentes no exterior. Veja-se: Art Os rendimentos, ganhos de capital e demais proventos pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos, por fonte situada no País, a pessoa física ou jurídica residente no exterior, estão sujeitos à incidência na fonte (Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 100, Lei nº 3.470, de 1958, art. 77, Lei nº 9.249, de 1995, art. 23, e Lei nº 9.779, de 1999, arts. 7º e 8º): (...) II - à alíquota de vinte e cinco por cento: a) os rendimentos do trabalho, com ou sem vínculo empregatício, e os da prestação de serviços; (...) Como já dito, o dispositivo estabelece como regra geral que caberá ao Estado da fonte pagadora a tributação do rendimento. Em outras palavras: para o Brasil, se não houver nenhuma norma especial a afastar a aplicação do art. 685 do RIR/99, a tributação dos pagamentos efetuados ao exterior será feita mediante IR retido na fonte. Contudo, esta regra geral estabelecida no art. 685 do RIR/99 deixará de ser aplicada nos casos em que houver Tratados e Convenções que disponham de forma diversa. Isto, aliás, decorre do próprio CTN, que em seu art. 3 Essas medidas podem ser tanto de forma unilateral (unilateral measures), quanto em convenções (double taxation conventions). 4 As convenções ora estabelecem regras de competência cumulativa (ambos os Estados podem tributar), e depois dão isenção ou crédito, ora estabelecem regras de competência exclusiva (como no caso em análise), que já bastam para prevenir a dupla imposição.

4 4 98 dispõe que os tratados ou convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha 5. E é justamente isto que ocorre nos casos de remessas de pagamentos efetuados para empresas situadas em países signatários de Tratados de Bitributação, pois, via de regra, estas Convenções, estabelecem a competência exclusiva do Estado de Residência para a tributação dos lucros das empresas. Veja-se o que prevê o art. 7º do modelo da Convenção: ARTIGO 7 Lucros das Empresas 1. Os lucros de uma empresa de um Estado Contratante só são tributáveis nesse Estado; a não ser que a empresa exerça sua atividade no outro Estado Contratante, por meio de um estabelecimento permanente ali situado. Se a empresa exerce suas atividades na forma indicada, seus lucros podem ser tributados no outro Estado, mas unicamente na medida em que forem atribuíveis àquele estabelecimento permanente. (grifamos) Em síntese, nas remessas envolvendo pagamentos enviados para empresas situadas em países signatários de Tratados (como a França ou a Holanda, por exemplo), a regra geral prevista no art. 685 do RIR/99 (tributação no país da fonte, ou seja, no Brasil) deixa de ser aplicável em razão da existência de regra especial prevista em Convenção, na qual se estabelece que a tributação será feita pelo Estado de Residência do beneficiário da receita. 5 A primazia dos tratados sobre a lei interna, de há muito enunciada pelo art. 98 do CTN, foi recentemente confirmada pelo STF no julgado a seguir: Direito Tributário. Recepção pela Constituição da República de 1988 do Acordo Geral de Tarifas e Comércio. Isenção de tributo estadual prevista em tratado internacional firmado pela República Federativa do Brasil. Artigo 151, inciso III, da Constituição da República. Artigo 98 do Código Tributário Nacional. Não caracterização de isenção heterônoma. Recurso extraordinário conhecido e provido. 1. A isenção de tributos estaduais prevista no Acordo Geral de Tarifas e Comércio para as mercadorias importadas dos países signatários quando o similar nacional tiver o mesmo benefício foi recepcionada pela Constituição da República de O artigo 98 do Código Tributário Nacional possui caráter nacional, com eficácia para a União, os Estados e os Municípios (voto do eminente Ministro Ilmar Galvão). 3. No direito internacional apenas a República Federativa do Brasil tem competência para firmar tratados (art. 52, 2º, da Constituição da República), dela não dispondo a União, os Estadosmembros ou os Municípios. O Presidente da República não subscreve tratados como Chefe de Governo, mas como Chefe de Estado, o que descaracteriza a existência de uma isenção heterônoma, vedada pelo art. 151, inc. III, da Constituição. 4. Recurso extraordinário conhecido e provido. (Pleno, Rel. para acórdão Min. CÁRMEM LÚCIA, DJe )

5 5 Contudo, a Receita Federal do Brasil, apesar de reconhecer a existência e a validade dos tratados internacionais de Dupla Tributação, entende que os pagamentos de serviços realizados sem transferência de tecnologia não se enquadram no art. 7º da referida Convenção. É que o dispositivo da Convenção fixa a competência do Estado de residência para tributação do lucro das empresas. No entanto, a RFB, em manifestações oficiais, já se pronunciou no sentido de que os pagamentos efetuados em contratos de prestação de serviço sem transferência de tecnologia não podem ser considerados como lucro, de modo que a correta classificação seria a de outros rendimentos (classificação conforme art. 21 da Convenção Modelo OCDE), o que atrairia a competência do Brasil para a tributação. Em síntese, é questão fundamental examinar a natureza dos pagamentos, que pode ser: a) lucro das empresas (art. 7º da Convenção), o que atrairia a competência do Estado da Residência para a tributação do rendimento; ou b) outros rendimentos (art. 21 da Convenção), cuja competência para tributação seria do Estado da Fonte pagadora (Brasil). A resposta correta, conforme a melhor doutrina e jurisprudência, é a que enquadra os pagamentos como lucro das empresas, o que implica competência do Estado de residência do beneficiário para tributação do rendimento. 3. O equivocado entendimento da RFB. Qualificação como outros rendimentos. Suposta competência do Estado da Fonte. Para fins de fixação das competências, o Modelo de Convenção da OCDE apresenta uma classificação da natureza dos rendimentos ao longo dos arts. 6º ao 21. Seguindo este modelo, a RFB considera as remessas feitas por residentes para pagamento de serviços técnicos oriundos do exterior, sem transferência de tecnologia, como other incomes (outros rendimentos). Ou seja, para a RFB, o caso é de rendimentos não tratados de forma específica em qualquer dispositivo do tratado, os quais poderão na forma do art. 21 da Convenção - ser tributados também pelo país da fonte, in casu o Brasil.

6 6 Em outras palavras, classificado o rendimento como outras receitas, a tributação será no Brasil, por força da aplicação conjunta do art. 21 da Convenção c/c art. 685, II, do Decreto 3.000/1999 (RIR). Este entendimento está retratado no Ato Declaratório COSIT nº 1, de 5 de janeiro de 2000, que dispõe sobre o tratamento tributário a ser dispensado às remessas decorrentes de contratos de prestação de assistência técnica e serviços técnicos sem transferência de tecnologia: O COORDENADOR-GERAL SUBSTITUTO DO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 199, inciso IV, do Regimento Interno aprovado pela Portaria MF nº 227, de 3 de setembro de 1998, e tendo em vista o disposto nas Convenções celebradas pelo Brasil para Eliminar a Dupla Tributação da Renda e respectivas portarias regulando sua aplicação, no art. 98 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 e nos arts. 685, inciso II, alínea "a", e 997 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, declara, em caráter normativo, às Superintendências Regionais da Receita Federal, às Delegacias da Receita Federal de Julgamento e aos demais interessados que: I - As remessas decorrentes de contratos de prestação de assistência técnica e de serviços técnicos sem transferência de tecnologia sujeitam-se à tributação de acordo com o art. 685, inciso II, alínea "a", do Decreto nº 3.000, de II - Nas Convenções para Eliminar a Dupla Tributação da Renda das quais o Brasil é signatário, esses rendimentos classificam-se no artigo Rendimentos não Expressamente Mencionados, e, conseqüentemente, são tributados na forma do item I, o que se dará também na hipótese de a convenção não contemplar esse artigo. III - Para fins do disposto no item I deste ato, consideram-se contratos de prestação de assistência técnica e de serviços técnicos sem transferência de tecnologia aqueles não sujeitos à averbação ou registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI e Banco Central do Brasil. Da leitura acima, fica claro o entendimento da Receita Federal: (i) o Ato Declaratório é aplicável aos contratos de prestação de serviços técnicos sem transferência de tecnologia; (ii) são contratos dessa natureza aqueles que não demandam averbação junto ao INPI; (iii) os rendimentos decorrentes destes contratos são classificados como outros rendimentos ; e (iv) em razão dessa classificação, a tributação obedece ao disposto no art. 685 do RIR/99 (fonte pagadora).

7 7 4. Da correta qualificação do rendimento como Lucros das Empresas. Exegese do art. 7º das convenções contra a bitributação. Como já foi visto, o ponto central deste estudo está na correta classificação dos pagamentos de acordo com o Modelo de Tratado da OCDE. Inicialmente, deve-se reafirmar que, de acordo com o art. 7º da Convenção, os lucros das empresas serão tributados pelo Estado de Residência do beneficiário (salvo se houver estabelecimento da empresa no país da fonte). Veja-se outra vez: ARTIGO 7 Lucros das Empresas 1. Os lucros de uma empresa de um Estado Contratante só são tributáveis nesse Estado; a não ser que a empresa exerça sua atividade no outro Estado Contratante, por meio de um estabelecimento permanente ali situado. Se a empresa exerce suas atividades na forma indicada, seus lucros podem ser tributados no outro Estado, mas unicamente na medida em que forem atribuíveis àquele estabelecimento permanente. Em suma, em se tratando de lucros das empresas, o rendimento será sempre atribuível ao Estado da Residência, a menos que o rendimento possa ser imputado a um estabelecimento permanente localizado no Estado da Fonte 6, 7. 6 Sobre o conceito de estabelecimento permanente, veja-se o art. 5º da Convenção Modelo: Artigo 5º. Estabelecimento Permanente 1. Para os efeitos desta Convenção, a expressão estabelecimento permanente designa uma instalação fixa de negócios em que a empresa exerça toda ou parte de sua atividade. 2. A expressão estabelecimento permanente abrange especialmente: a) uma sede de direção; b uma sucursal; c) um escritório; d) uma fábrica; e) uma oficina; f) uma mina, um poço de petróleo ou gás, uma pedreira, ou qualquer outro local de extração de recursos naturais. 3. Um canteiro de edificação, uma construção, um projeto em montagem ou instalação, constituem um estabelecimento permanente apenas se tiverem duração superior a seis meses. 4. Não obstante o que dispõe este artigo nos parágrafos precedentes, a expressão estabelecimento permanente não compreende: a) a utilização de instalações unicamente para fins de armazenagem, exposição ou entrega de bens ou mercadorias pertencentes à empresa; b) a manutenção de um estoque de bens ou mercadorias pertencentes à empresa unicamente para fins de armazenagem, exposição ou entrega;

8 8 Os tratados, por sua vez, apresentam, entre outros, a seguinte classificação dos rendimentos, para fins de definição do Estado apto à tributação: 1. Lucros das Empresas (art. 7º); 2. "Royalties" (art. 12); 3. Outros Rendimentos (art. 21). Em primeiro lugar, deve ser ressaltado que, nos casos de serviços com transferência de tecnologia, a natureza do pagamento realizado em favor do prestador é de royalties. Veja-se a definição trazida pelo art. 12º da Convenção: ARTIGO 12 Royalties 1. Os "royalties" provenientes de um Estado Contratante e pagos a um residente no outro Estado Contratante podem ser tributados nesse outro Estado. 2. Todavia, esses "royalties" podem ser também tributados no Estado Contratante de que provêm, e nos termos da lei desse Estado; mas se a pessoa que os receber for o beneficiário efetivo dos "royalties", o imposto incidente não poderá exceder a: a) 25% (vinte e cinco por cento) do montante bruto dos "royalties" provenientes do uso ou do direito de usar marcas de indústria ou de comércio; b) 15% (quinze por cento) do montante bruto dos "royalties", nos demais casos. c) a manutenção de estoque de bens ou mercadorias pertencentes à empresa unicamente para fins de transformação por outra empresa; d) a manutenção de uma instalação fixa de negócios unicamente para fins de comprar bens ou mercadorias, ou obter informações para a empresa; e) a manutenção de uma instalação fixa de negócios unicamente para fins de levar a cabo qualquer outra atividade de caráter preparatório ou auxiliar para a empresa. (...). 7 A regra geral constante do art. 7º do Modelo OCDE é a de que o direito de tributar os lucros das empresas é objeto de atribuição exclusiva ao Estado de que tais empresas são residentes. O princípio do estabelecimento permanente surge, pois, como uma derrogação à referida regra geral, consagrando uma competência cumulativa do Estado da fonte; mas somente se no seu território se encontra instalado um estabelecimento permanente e unicamente na medida em que os lucros são imputáveis a esse estabelecimento. Significa isto que o Estado da fonte é excepcionalmente autorizado a tributar os resultados das atividades que se exercem no seu território com certa intensidade, corporizada na instalação de um estabelecimento estável, de tal sorte que as atividade meramente acidentais, ocasionais ou que não pressuponham uma base fixa escapam à sua competência tributária. (XAVIER, Alberto. Direito tributário internacional do Brasil. 7ª edição. Rio de Janeiro: Forense, 2010, 551).

9 9 3. O termo "royalties", empregado neste Artigo, designa pagamentos de qualquer natureza efetuados em contrapartida pelo uso ou pelo direito ao uso de direitos autorais sobre obra literária, artística ou científica (inclusive filmes cinematográficos, filmes ou fitas para transmissão de radio ou televisão); sobre qualquer patente, marca de indústria ou de comércio, desenho ou modelo, plano, fórmula ou processo secretos; ou pelo uso ou pelo direito ao uso de equipamento industrial, comercial ou científico; ou pela informação relativa à experiência industrial, comercial ou científica. Como se vê, no Tratado, os royalties (que pela definição do tratado decorrem de contratos onde há transferência de tecnologia) poderão ser tributados no país da fonte pagadora, nos termos estabelecidos no art. 12. Contudo, no caso em que há contratação de serviços técnicos sem a transferência de tecnologia, não há que se falar em royalties. E, afastada esta hipótese (de royalties), há apenas duas modalidades nas quais se poderia enquadrar o pagamento efetuado no bojo da prestação de serviço sem transferência de tecnologia: a) Lucros das Empresas (entendimento da doutrina) art. 7º; ou b) Outros Rendimentos (entendimento da RFB) art. 21. ALBERTO XAVIER, certamente a maior autoridade sobre a temática de Direito Tributário Internacional do Brasil, é categórico ao classificar os rendimentos em questão como lucros das empresas. É ver: As convenções contra a dupla tributação assinadas pelo Brasil (seguindo aliás a Convenção Modelo da OCDE) não assimilam a remuneração da prestação de serviços a rendimentos isolados, sujeitos à retenção na fonte à alíquota reduzida, como royalties ou outros rendimentos ; antes os consideram receitas brutas integrantes do conceito de lucro de empresa e, como tal, sujeitos à tributação exclusiva no país de domicílio da empresa, com a única exceção de serem atribuíveis a estabelecimento permanente localizado no país da fonte. Por isso, os Comentários da OCDE (na versão de 2002, art. 12, parágrafos 11.1 e 11.2) são claros ao considerar que as remunerações por prestação de serviços (por oposição às remunerações no quadro das convenções de know-how) recaem, não no âmbito do art. 12 que se refere a royalties mas no âmbito do art. 7º In the know-how contract, one of the parties agrees to impart to the other, so that he can use them for his own account, his special knowledge and experience which remain unrevealed to the public. It is recognised that the grantor is not required to play any part himself in

10 10 the application of the formulas granted to the licensee and that he does not guarantee the result thereof This type of contract thus differs from contracts for the provision of services, in which one of the parties undertakes to use the customary skills of his calling to execute work himself for the other party. Payments made under the latter contracts generally fall under Article 7. É importante sublinhar que o comentário referido de grande peso interpretativo considera que as remunerações por prestação de serviços não são qualificáveis como royalties, ao abrigo do art. 12, ou outros rendimentos ao abrigo do art. 21, mas sim como lucros de empresas, ao abrigo do art. 7º. Assim, a tributação compete, em princípio, ao país de residência do prestador de serviços, a não ser que este disponha, no país da fonte de pagamento, de um estabelecimento permanente. E isto porque fora destes casos só no país do domicílio, em face da contabilidade global da empresa, é possível determinar a eventual existência de lucro tributável, em face da comparação entre a totalidade das receitas, constituídas pelo preços das vendas de serviços, e os custos e despesas incorridos para a sua produção. 8 Deve ser lembrado que o lucro é conceito que envolve receitas e despesas. De fato, o lucro é o resultado do somatório das receitas auferidas em um determinado período, deduzidas dos custos e despesas necessárias à atividade. É o que dispõe o 1º do art. 187 da Lei das S/A, pelo qual se extrai que o lucro líquido é o resultado do exercício computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; e b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos. A receita operacional (recebida pela prestação de serviços ou venda de mercadorias), portanto, é parcela indissociável do lucro. Em outras palavras, o rendimento decorrente de serviços prestados compõe a receita bruta, que poderá se tornar lucro da empresa estrangeira 9. 8 XAVIER, Alberto. Direito Tributário internacional do Brasil. 7ª edição. Rio de Janeiro: Forense, 2010, Na verdade, uma coisa é renda que corresponde a uma remuneração de um fator de produção, outra coisa é pagamento de capital, que corresponde a uma transação que envolve troca de bens que integravam previamente o patrimônio das partes em presença. O produto da venda de bens não é renda, mas receita bruta operacional. A renda a haver resultará da diferença entre as receitas das vendas e os custos ou perdas necessários à produção dos bens vendidos, consistindo no lucro líquido tributável. Pode, pois, concluir-se que

11 11 Ademais, a tributação pelo Estado da Fonte em casos como o dos autos assemelhar-se-ia a uma tributação sobre o patrimônio, uma vez que o lucro efetivo, se existente, será apurado pela empresa em seu país de residência. Por fim, deve-se destacar que a classe dos outros rendimentos (na qual a RFB classifica pagamentos como o dos autos) deve ser de aplicação restrita, somente aos rendimentos não usuais, que efetivamente não possam ser enquadrados nas demais hipóteses previstas na Convenção (art. 6º ao art. 21). Como se verifica da redação do próprio art. 21 da Convenção Modelo, a qualificação como outros rendimentos é de caráter residual e assim deve ser a sua interpretação. ARTIGO 21 Outros Rendimentos Os rendimentos de um residente em um Estado Contratante, provenientes do outro Estado Contratante e não disciplinados nos Artigos precedentes desta Convenção, podem ser tributados nesse outro Estado. A definir o conceito de outros rendimentos, socorre-se outra vez a ALBERTO XAVIER 10 : Outros rendimentos abrangidos no art. 21 são rendimentos atípicos, inusuais ou de pequena expressão, que não justificam um tratamento convencional separado, à semelhança, do que é reservado aos lucros, dividendos, juros, royalties, rendimentos do trabalho dependente e independente, ganho de capital e outros. (...) Vejam-se os exemplos citados por Vogel, que observa ser o escopo do art. 21 muito estreito : (i) anuidades de previdência social; (ii) pagamentos de manutenção de parentes; (iii) indenizações que não sejam pela perda de rendimentos abrangidos; (iv) resgate de plano de os preços de venda de mercadorias e serviços constituem rendimentos de empresa ou rendimentos comerciais, que só devem ser tributados de forma sintética no país de domicílio do vendedor (salvo se este agir no outro país através de um estabelecimento permanente) e não de uma forma analítica ou isolada, por retenção na fonte, no país em que se localiza a fonte pagadora (XAVIER, Alberto. Direito Tributário internacional do Brasil. 7ª edição. Rio de Janeiro: Forense, 2010, 569.) 10 XAVIER, Alberto. Direito Tributário internacional do Brasil. 7ª edição. Rio de Janeiro: Forense, 2010, 569.

12 12 pensão; (v) prêmios artísticos e acadêmicos; (vi) lucros de novos instrumentos financeiros, como derivativos, caso não estejam abrangidos nos art.s 7º e 11; (vii) prêmios de jogo e loteria. Para finalizar, vale destacar que a matéria foi recentemente debatida pelo STJ, sendo a conclusão nos exatos termos do que foi aqui defendido. Veja-se: TRIBUTÁRIO. CONVENÇÕES INTERNACIONAIS CONTRA A BITRIBUTAÇÃO. BRASIL-ALEMANHA E BRASIL-CANADÁ. ARTS. VII E XXI. RENDIMENTOS AUFERIDOS POR EMPRESAS ESTRANGEIRAS PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À EMPRESA BRASILEIRA. RETENSÃO DA FAZENDA NACIONAL DE TRIBUTAR, NA FONTE, A REMESSA DE RENDIMENTOS. CONCEITO DE "LUCRO DA EMPRESA ESTRANGEIRA" NO ART. VII DAS DUAS CONVENÇÕES. EQUIVALÊNCIA A "LUCRO OPERACIONAL". PREVALÊNCIA DAS CONVENÇÕES SOBRE O ART. 7º DA LEI 9.779/99. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. ART. 98 DO CTN. CORRETA INTERPRETAÇÃO. 1. A autora, ora recorrida, contratou empresas estrangeiras para a prestação de serviços a serem realizados no exterior sem transferência de tecnologia. Em face do que dispõe o art. VII das Convenções Brasil- Alemanha e Brasil-Canadá, segundo o qual "os lucros de uma empresa de um Estado Contratante só são tributáveis nesse Estado, a não ser que a empresa exerça sua atividade em outro Estado Contratante por meio de um estabelecimento permanente aí situado", deixou de recolher o imposto de renda na fonte. 2. Em razão do não recolhimento, foi autuada pela Receita Federal à consideração de que a renda enviada ao exterior como contraprestação por serviços prestados não se enquadra no conceito de "lucro da empresa estrangeira", previsto no art. VII das duas Convenções, pois o lucro perfectibiliza-se, apenas, ao fim do exercício financeiro, após as adições e deduções determinadas pela legislação de regência. Assim, concluiu que a renda deveria ser tributada no Brasil - o que impunha à tomadora dos serviços a sua retenção na fonte -, já que se trataria de rendimento não expressamente mencionado nas duas Convenções, nos termos do art. XXI, verbis: "Os rendimentos de um residente de um Estado Contratante provenientes do outro Estado Contratante e não tratados nos artigos precedentes da presente Convenção são tributáveis nesse outro Estado". 3. Segundo os arts. VII e XXI das Convenções contra a Bitributação celebrados entre Brasil-Alemanha e Brasil-Canadá, os rendimentos não expressamente mencionados na Convenção serão tributáveis no Estado de onde se originam. Já os expressamente mencionados, dentre eles o "lucro da empresa estrangeira", serão tributáveis no Estado de destino, onde domiciliado aquele que recebe a renda.

13 4. O termo "lucro da empresa estrangeira", contido no art. VII das duas Convenções, não se limita ao "lucro real", do contrário, não haveria materialidade possível sobre a qual incidir o dispositivo, porque todo e qualquer pagamento ou remuneração remetido ao estrangeiro está - e estará sempre - sujeito a adições e subtrações ao longo do exercício financeiro. 5. A tributação do rendimento somente no Estado de destino permite que lá sejam realizados os ajustes necessários à apuração do lucro efetivamente tributável. Caso se admita a retenção antecipada e portanto, definitiva - do tributo na fonte pagadora, como pretende a Fazenda Nacional, serão inviáveis os referidos ajustes, afastando-se a possibilidade de compensação se apurado lucro real negativo no final do exercício financeiro. 6. Portanto, "lucro da empresa estrangeira" deve ser interpretado não como "lucro real", mas como "lucro operacional", previsto nos arts. 6º, 11 e 12 do Decreto-lei n.º 1.598/77 como "o resultado das atividades, principais ou acessórias, que constituam objeto da pessoa jurídica", ai incluído, obviamente, o rendimento pago como contrapartida de serviços prestados. 7. A antinomia supostamente existente entre a norma da convenção e o direito tributário interno resolve-se pela regra da especialidade, ainda que a normatização interna seja posterior à internacional. 8. O art. 98 do CTN deve ser interpretado à luz do princípio lex specialis derrogat generalis, não havendo, propriamente, revogação ou derrogação da norma interna pelo regramento internacional, mas apenas suspensão de eficácia que atinge, tão só, as situações envolvendo os sujeitos e os elementos de estraneidade descritos na norma da convenção. 9. A norma interna perde a sua aplicabilidade naquele caso especifico, mas não perde a sua existência ou validade em relação ao sistema normativo interno. Ocorre uma "revogação funcional", na expressão cunhada por HELENO TORRES, o que torna as normas internas relativamente inaplicáveis àquelas situações previstas no tratado internacional, envolvendo determinadas pessoas, situações e relações jurídicas específicas, mas não acarreta a revogação, stricto sensu, da norma para as demais situações jurídicas a envolver elementos não relacionadas aos Estados contratantes. 10. No caso, o art. VII das Convenções Brasil-Alemanha e Brasil- Canadá deve prevalecer sobre a regra inserta no art. 7º da Lei 9.779/99, já que a norma internacional é especial e se aplica, exclusivamente, para evitar a bitributação entre o Brasil e os dois outros países signatários. Às demais relações jurídicas não abarcadas pelas Convenções, aplica-se, integralmente e sem ressalvas, a norma interna, que determina a tributação pela fonte pagadora a ser realizada no Brasil. 11. Recurso Especial não provido. (REsp /RS, Rel. Castro Meira, Segunda Turma, DJ 01/06/12). 13

14 Em síntese, está claro que os pagamentos efetuados por empresa brasileira em decorrência da prestação de serviços sem transferência de tecnologia não podem ser considerados, em nenhuma hipótese, outros rendimentos (art. 21) para fins de tributação nos moldes dos Tratados Modelo OCDE. Tais rendimentos, repita-se, devem ser considerados como Lucros das Empresas (art. 7º), e, por isto, a tributação deverá ser feita exclusivamente no país sede do beneficiário. 14

A Tributação Internacional no Contencioso Administrativo e Judicial. Julgados recentes relevantes

A Tributação Internacional no Contencioso Administrativo e Judicial. Julgados recentes relevantes A Tributação Internacional no Contencioso Administrativo e Judicial Julgados recentes relevantes Luiz Gustavo A. S. Bichara AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 2.588/DF Lucros de Coligada ou Controlada

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 136 - Data 2 de junho de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF CONSÓRCIO HISPANO-BRASILEIRO.

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 125 - Data 28 de maio de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte IRRF REMESSA AO EXTERIOR. ASSINATURA

Leia mais

A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte: Completa a transposição da Diretiva n.º 2003/49/CE, do Conselho, de 3 de junho de 2003, relativa a um regime fiscal comum aplicável aos pagamentos de juros e royalties efetuados entre sociedades associadas

Leia mais

Instrução Normativa SRF nº 588, de 21 de dezembro de 2005

Instrução Normativa SRF nº 588, de 21 de dezembro de 2005 Instrução Normativa SRF nº 588, de 21 de dezembro de 2005 DOU de 26.12.2005 Dispõe sobre a tributação dos planos de benefício de caráter previdenciário, Fapi e seguros de vida com cláusula de cobertura

Leia mais

Expatriados. Como lidar com os aspectos fiscais. Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil (CCIJB) Elisabeth Lewandowski Libertuci

Expatriados. Como lidar com os aspectos fiscais. Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil (CCIJB) Elisabeth Lewandowski Libertuci Expatriados Como lidar com os aspectos fiscais Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil (CCIJB) Elisabeth Lewandowski Libertuci 1 Residência Fiscal 2 Caracterização de Residência Fiscal Art. 2

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 4 - Data 6 de janeiro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA - IRPF PESSOA FÍSICA. RESIDENTE

Leia mais

TRIBUTÁRIO EM FOCO #edição 6

TRIBUTÁRIO EM FOCO #edição 6 TRIBUTÁRIO EM FOCO #edição 6 Maio de 2012 NOVIDADE NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA "GUERRA DOS PORTOS" - ICMS NAS IMPORTAÇÕES - RESOLUÇÃO DO SENADO Nº 13, DE 26 DE ABRIL DE 2012 DECISÕES JUDICIAIS PARTICIPAÇÃO

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos MEDIDA PROVISÓRIA Nº 206, DE 6 DE AGOSTO 2004. Altera a tributação do mercado financeiro e de capitais, institui o Regime Tributário

Leia mais

ASSOCIADO SÓCIO DE SERVIÇO 20.05.2011

ASSOCIADO SÓCIO DE SERVIÇO 20.05.2011 IMPOSTO DE RENDA e INSS: ASSOCIADO SÓCIO DE SERVIÇO IMPOSTO SOBRE SERVIÇO ISS José Henrique Longo 20.05.2011 IMPOSTO DE RENDA e INSS: ASSOCIADO SÓCIO DE SERVIÇO Associado Regulamento do Estatuto da OAB

Leia mais

Legislação MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

Legislação MINISTÉRIO DAS FINANÇAS Diploma Decreto-Lei n.º 34/2005 17/02 Estado: Vigente Legislação Resumo: Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 2003/49/CE, do Conselho, de 3 de Junho, relativa a um regime fiscal comum

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação 0 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 110 - Cosit Data 7 de maio de 2015 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO OPERAÇÕES DE FECHAMENTO DE CÂMBIO.

Leia mais

CÓPIA. Coordenação Geral de Tributação. Relatório. Solução de Consulta Interna nº 18 Cosit Data 8 de agosto de 2013 Origem

CÓPIA. Coordenação Geral de Tributação. Relatório. Solução de Consulta Interna nº 18 Cosit Data 8 de agosto de 2013 Origem Fl. 18 Fls. 1 Coordenação Geral de Tributação Solução de Consulta Interna nº 18 Data 8 de agosto de 2013 Origem COORDENAÇÃO GERAL DE PROGRAMAÇÃO E ESTUDOS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA

Leia mais

SOARES & FALCE ADVOGADOS

SOARES & FALCE ADVOGADOS SOARES & FALCE ADVOGADOS ASPECTOS LEGAIS DA CAPTAÇÃO DE RECURSOS VIA BAZARES E VENDA DE PRODUTOS NAS ORGANIZAÇÕES Michael Soares 03/2014 BAZAR BENEFICENTE E VENDA DE PRODUTOS NAS ORGANIZAÇÕES Quais os

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 3ª RF

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 3ª RF MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 3ª RF Solução de Consulta Interna nº: 7 SRRF03/Disit Data: 06 de outubro de 2011

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 213 - Data 14 de julho de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF REMESSA AO EXTERIOR. FINS

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Valor Mínimo para Retenção do IRRF e a Cumulatividade

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Valor Mínimo para Retenção do IRRF e a Cumulatividade 07/08/2015 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 7 4. Conclusão... 10 5. Informações Complementares... 11 6. Referências... 12

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 497 SRF, DE 24/01/2005 (DO-U, DE 09/02/2005)

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 497 SRF, DE 24/01/2005 (DO-U, DE 09/02/2005) INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 497 SRF, DE 24/01/2005 (DO-U, DE 09/02/2005) Dispõe sobre plano de benefício de caráter previdenciário, Fapi e seguro de vida com cláusula de cobertura por sobrevivência e dá outras

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Retenções na fonte IRRF e CSRF geradas na DIRF

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Retenções na fonte IRRF e CSRF geradas na DIRF Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Retenções na fonte IRRF e CSRF geradas na DIRF 27/11/2014 Título do documento Sumário 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da

Leia mais

TRIBUTAÇÃO DE RECEITAS FINANCEIRAS PELO PIS/COFINS DECRETO 8.426/20015

TRIBUTAÇÃO DE RECEITAS FINANCEIRAS PELO PIS/COFINS DECRETO 8.426/20015 TRIBUTAÇÃO DE RECEITAS FINANCEIRAS PELO PIS/COFINS DECRETO 8.426/20015 Pela importância da matéria, tomamos a liberdade de lhe enviar o presente boletim extraordinário (maio de 2015). 1. INTRODUÇÃO O STJ

Leia mais

http://www.receita.fazenda.gov.br/prepararimpressao/imprimepagina.asp

http://www.receita.fazenda.gov.br/prepararimpressao/imprimepagina.asp Page 1 of 7 Instrução Normativa SRF nº 213, de 7 de outubro de 2002 DOU de 8.10.2002 Dispõe sobre a tributação de lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior pelas pessoas jurídicas domiciliadas

Leia mais

Tratamento fiscal dos royalties em operações nacionais e internacionais. Giancarlo Chamma Matarazzo

Tratamento fiscal dos royalties em operações nacionais e internacionais. Giancarlo Chamma Matarazzo Tratamento fiscal dos royalties em operações nacionais e internacionais Giancarlo Chamma Matarazzo Regras Gerais de Royalties para o Descrição Celebração de contrato entre uma no a qual concede a uma no

Leia mais

DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS

DA CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP E COFINS O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, LEI Nº 9.718, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1998. Altera a Legislação Tributária Federal. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Esta Lei aplica-se

Leia mais

Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte. 1) O Órgão Público está obrigado à entrega da DIRF?

Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte. 1) O Órgão Público está obrigado à entrega da DIRF? Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte 1) O Órgão Público está obrigado à entrega da DIRF? Sim. A legislação da DIRF, Instrução Normativa n 1.406, de 23 de outubro de 2013, coloca como pessoa jurídica

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 290 - Data 14 de outubro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF AUXÍLIO-CRECHE. IMPOSTO

Leia mais

PARECER/PGFN/CAT Nº 1851 /2013

PARECER/PGFN/CAT Nº 1851 /2013 PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Registro nº. 6803/2013 PARECER/PGFN/CAT Nº 1851 /2013 Parecer público. Retenção de tributos federais sobre o montante a ser pago pelo fornecimento de energia elétrica.

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Dedução de dependentes da base de cálculo do IRRF - Federal

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Dedução de dependentes da base de cálculo do IRRF - Federal Dedução de dependentes da base de cálculo do IRRF - Federal 03/02/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Legislação... 4 4. Conclusão...

Leia mais

A questão das controladas indiretas e a delimitação do alcance dos tratados. Aaplicaçãodostratados: Artigo 7 x Artigo 10

A questão das controladas indiretas e a delimitação do alcance dos tratados. Aaplicaçãodostratados: Artigo 7 x Artigo 10 LUCROS AUFERIDOS NO EXTERIOR E A JURISPRUDÊNCIA DO CARF A QUESTÃO DOS TRATADOS PRINCIPAIS CONTROVÉRSIAS A questão das controladas indiretas e a delimitação do alcance dos tratados Aaplicaçãodostratados:

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação SRRF - 8ª REGIÃO FISCAL

Coordenação-Geral de Tributação SRRF - 8ª REGIÃO FISCAL Fl. 29 Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta Interna nº 8 - Data 12 de junho de 2015 Origem SRRF - 8ª REGIÃO FISCAL ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS Adicional constitucional

Leia mais

IRPF Imposto de Renda da. Nathália Ceia Março 2011

IRPF Imposto de Renda da. Nathália Ceia Março 2011 IRPF Imposto de Renda da Pessoa Física Nathália Ceia Março 2011 Programa Aula 1 1. Princípios Gerais 2. Fato Gerador 3. Características 4. Contribuinte e Responsável Programa Aula 2 5. Alíquotas e Formas

Leia mais

II - Fontes do Direito Tributário

II - Fontes do Direito Tributário II - Fontes do Direito Tributário 1 Fontes do Direito Tributário 1 Conceito 2 - Classificação 3 - Fontes formais 3.1 - principais 3.2 complementares 4 Doutrina e jurisprudência 2 1 - Conceito As fontes

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fl. 12 Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta Interna nº 20 - Data 25 de agosto de 2014 Origem COORDENAÇÃO-GERAL DE ADMINISTRAÇÃO ADUANEIRA (COANA) ASSUNTO: NORMAS DE ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

Artigos incluídos ou alterados pela Proposta:

Artigos incluídos ou alterados pela Proposta: ESTUDO PRELIMINAR SOBRE A PROPOSTA DE REFORMA TRIBUTÁRIA ENVIADA AO CONGRESSO EM FEVEREIRO DE 2008 (SE REFERE AOS TÓPICOS DE INTERESSE DOS MUNICÍPIOS) Artigos incluídos ou alterados pela Proposta: Adv.

Leia mais

Retenção de Impostos e Contribuições

Retenção de Impostos e Contribuições Retenção de Impostos e Contribuições COMO A FONTE PAGADORA DEVE DESCONTAR: IR PIS/PASEP COFINS CSLL ISS INSS Resumo do conteúdo: IR Fonte Assalariados / Pro Labore IR Fonte Terceiros e Não Assalariados

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos IRRF de Locador Residente no Exterior

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos IRRF de Locador Residente no Exterior IRRF de 23/07/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 5 3.1 Incidência do Imposto de Renda Sobre Locação de Imóveis... 5 3.2

Leia mais

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS CONSULTA PÚBLICA RFB Nº 01 /2015. Brasília, 03 de março de 2015. Assunto: Melhoria no ambiente de negócios com a alteração da Instrução Normativa SRF nº 1.291, de 19 de setembro de 2012, que dispõe sobre

Leia mais

Matéria elaborada com base na legislação vigente em: 14.08.2012.

Matéria elaborada com base na legislação vigente em: 14.08.2012. PIS E COFINS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Matéria elaborada com base na legislação vigente em: 14.08.2012. Sumário: 1 ENTIDADES FINANCEIRAS 2 - DA ALÍQUOTA 3 - DA BASE DE CÁLCULO 3.1 Receitas Incorridas

Leia mais

Imunidade O PIS e a Cofins não incidem sobre as receitas decorrentes de exportação (CF, art. 149, 2º, I).

Imunidade O PIS e a Cofins não incidem sobre as receitas decorrentes de exportação (CF, art. 149, 2º, I). Comentários à nova legislação do P IS/ Cofins Ricardo J. Ferreira w w w.editoraferreira.com.br O PIS e a Cofins talvez tenham sido os tributos que mais sofreram modificações legislativas nos últimos 5

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Coordenação-Geral de Tributação Solução de Divergência nº 26 - Cosit Data 31 de outubro de 2013 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF FATO GERADOR. MOMENTO

Leia mais

DOING BUSINESS IN BRAZIL. 19 DE JUNHO Lisboa. RFF & Associados Preto Advogados

DOING BUSINESS IN BRAZIL. 19 DE JUNHO Lisboa. RFF & Associados Preto Advogados DOING BUSINESS IN BRAZIL 19 DE JUNHO Lisboa RFF & Associados Preto Advogados Raquel Elita Alves Preto - Graduada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), com especialização

Leia mais

João Francisco Bianco jfb@marizsiqueira.com.br 05.06.2013

João Francisco Bianco jfb@marizsiqueira.com.br 05.06.2013 João Francisco Bianco jfb@marizsiqueira.com.br 05.06.2013 Importação de Serviço Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 89 - Data 24 de março de 2015 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ ADMINISTRADOR EMPREGADO.

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos PIS COFINS Regime de Caixa Vendas Inadimplidas

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos PIS COFINS Regime de Caixa Vendas Inadimplidas PIS COFINS Regime de Caixa Vendas Inadimplidas 12/11/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 5 4. Conclusão... 7 5. Referências...

Leia mais

Recentes precedentes jurisprudenciais em matéria de tributação internacional. Luís Eduardo Schoueri

Recentes precedentes jurisprudenciais em matéria de tributação internacional. Luís Eduardo Schoueri Recentes precedentes jurisprudenciais em matéria de tributação internacional Luís Eduardo Schoueri Preços de transferência Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Acórdão nº 2.208/10, julgado em 19 de

Leia mais

Elaborado e apresentado por:

Elaborado e apresentado por: A CONSTRUÇÃO CIVIL E AS REGRAS INTERNACIONAIS DE CONTABILIDADE - ALTERAÇÕES CONTÁBEIS E TRIBUTÁRIAS: LEIS 11.638/2007, 11.941/2009 e 12.973/2014 UMA VISÃO CONTÁBIL E TRIBUTÁRIA Elaborado e apresentado

Leia mais

Decretos Federais nº 8.426/2015 e 8.451/2015

Decretos Federais nº 8.426/2015 e 8.451/2015 www.pwc.com Decretos Federais nº 8.426/2015 e 8.451/2015 PIS e COFINS sobre receitas financeiras Maio, 2015 Avaliação de Investimento & Incorporação, fusão, cisão Breve histórico da tributação pelo PIS

Leia mais

http://www.merchant.com.br

http://www.merchant.com.br DOU de 29.10.2004 Dispõe sobre a retenção de tributos e contribuições nos pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas de direito privado a outras pessoas jurídicas pela prestação de serviços. O SECRETÁRIO

Leia mais

Instrução Normativa RFB nº 1.397, de 16 de setembro de 2013

Instrução Normativa RFB nº 1.397, de 16 de setembro de 2013 Instrução Normativa RFB nº 1.397, de 16 de setembro de 2013 DOU de 17.9.2013 Dispõe sobre o Regime Tributário de Transição (RTT) instituído pelo art. 15 da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009. O SECRETÁRIO

Leia mais

Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDEs)

Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDEs) Curso de Atualização de Direito Tributário 2010 Módulo II 21 de agosto de 2010 Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDEs) Ricardo Maitto ricardomaitto@gmail.com Visão geral Base Constitucional

Leia mais

Confira os critérios para retenção do Imposto de Renda sobre aluguéis e royalties

Confira os critérios para retenção do Imposto de Renda sobre aluguéis e royalties ALUGUÉIS Retenção do Imposto Confira os critérios para retenção do Imposto de Renda sobre aluguéis e royalties A legislação tributária prevê que constituem rendimento bruto sujeito ao Imposto de Renda

Leia mais

ENTIDADE DE EDUCAÇÃO SEM FINALIDADE LUCRATIVA ISENÇÃO DA COFINS SOBRE RECEITAS PRÓPRIAS E RECOLHIMENTO

ENTIDADE DE EDUCAÇÃO SEM FINALIDADE LUCRATIVA ISENÇÃO DA COFINS SOBRE RECEITAS PRÓPRIAS E RECOLHIMENTO ENTIDADE DE EDUCAÇÃO SEM FINALIDADE LUCRATIVA ISENÇÃO DA COFINS SOBRE RECEITAS PRÓPRIAS E RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO DO PIS/PASEP MEDIANTE ALÍQUOTA DE 1% (UM POR CENTO) INCIDENTE SOBRE A FOLHA DE SALÁRIO

Leia mais

IMPOSTO SOBRE A RENDA

IMPOSTO SOBRE A RENDA IMPOSTO SOBRE A RENDA CAIO AUGUSTO TAKANO MESTRANDO EM DIREITO ECONÔMICO, FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO USP ESPECIALISTA EM DIREITO TRIBUTÁRIO IBET PROFESSOR-ASSISTENTE DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DO IBDT TRIBUTAÇÃO

Leia mais

REPARTIÇÃO DE RECEITA TRIBUTÁRIA

REPARTIÇÃO DE RECEITA TRIBUTÁRIA A forma de Estado adotada pela Constituição Federal é a Federação, e esta só estará legitimada se cada ente da Federação gozar de autonomia administrativa e fiscal. A CF estabelece percentuais a serem

Leia mais

ANO XXII - 2011-4ª SEMANA DE DEZEMBRO DE 2011 BOLETIM INFORMARE Nº 52/2011 IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE

ANO XXII - 2011-4ª SEMANA DE DEZEMBRO DE 2011 BOLETIM INFORMARE Nº 52/2011 IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE ANO XXII - 2011-4ª SEMANA DE DEZEMBRO DE 2011 BOLETIM INFORMARE Nº 52/2011 IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA REMUNERAÇÃO INDIRETA - TRATAMENTO TRIBUTÁRIO Introdução - Cômputo na Remuneração do Beneficiário

Leia mais

RETENÇÃO DE TRIBUTOS NOS PAGAMENTOS EFETUADOS A FORNECEDORES DE BENS E PRESTADORES DE SERVIÇOS

RETENÇÃO DE TRIBUTOS NOS PAGAMENTOS EFETUADOS A FORNECEDORES DE BENS E PRESTADORES DE SERVIÇOS RETENÇÃO DE TRIBUTOS NOS PAGAMENTOS EFETUADOS A FORNECEDORES DE BENS E PRESTADORES DE SERVIÇOS Autoria: Adriane Terebinto Di Bacco Advogada COFINS, CSLL e PIS/PASEP A retenção das contribuições federais

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA PREFEITURA MUNICIPAL DE MACEIÓ SECRETARIA MUNICIPAL DE FINANÇAS DIRETORIA DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DESPACHO DESPACHO ISSQN-WEB ASSUNTO: SERVIÇOS PRESTADOS POR COOPERATIVAS EM: 10 de fevereiro de 2014

Leia mais

1) Explique o conceito de tributo. Art. 3º do CTN, prestação em dinheiro, obrigação ex lege, baseada em fatos lícitos.

1) Explique o conceito de tributo. Art. 3º do CTN, prestação em dinheiro, obrigação ex lege, baseada em fatos lícitos. Chave de Correção Direito Tributário Professor: Alexandre Costa 1) Explique o conceito de tributo. Art. 3º do CTN, prestação em dinheiro, obrigação ex lege, baseada em fatos lícitos. 2) Diferencie imposto

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI N o 8.668, DE 25 DE JUNHO DE 1993. Dispõe sobre a constituição e o regime tributário dos Fundos de Investimento Imobiliário e dá

Leia mais

Borges, Beildeck e Medina Advogados

Borges, Beildeck e Medina Advogados Nota sobre incidências federais e municipais no pagamento de contratos internacionais de Propriedade Industrial 1) Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF... 1 a) Prestação de serviços (assistência técnica)...

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 0 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 138 - Data 2 de junho de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF Assunto: Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico CIDE. BANCOS DE DADOS.

Leia mais

Soluções de Consulta TAX

Soluções de Consulta TAX SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 174 de 04 de Dezembro de 2012 ASSUNTO: Contribuições Sociais Previdenciárias EMENTA: CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A RECEITA BRUTA (ART. 8º DA LEI Nº 12.546, DE 2011). BASE DE

Leia mais

Desejando concluir uma Convenção destinada a evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos sobre a renda;

Desejando concluir uma Convenção destinada a evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos sobre a renda; Convenção entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Italiana destinada a evitar a dupla tributação e prevenir a evasão fiscal em matéria de impostos sobre a renda. O Governo

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 949, DE 16 DE JUNHO DE 2009 (DOU DE 17.06.09)

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 949, DE 16 DE JUNHO DE 2009 (DOU DE 17.06.09) INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 949, DE 16 DE JUNHO DE 2009 (DOU DE 17.06.09) Regulamenta o Regime Tributário de Transição (RTT), institui o Controle Fiscal Contábil de Transição (FCONT) e dá outras providências.

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 0 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 247 - Data 12 de setembro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO DE INTERVENÇÃO NO DOMÍNIO ECONÔMICO - CIDE MONTAGEM

Leia mais

Perguntas Frequentes - Tributação

Perguntas Frequentes - Tributação 1. Tributação do Ganho de Capital Perguntas Frequentes - Tributação 1.1 - Como é feita a tributação dos ganhos obtidos com a alienação de ações? A tributação é feita em bases mensais, ou seja: o ganho

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos IRRF de Transportador Autônomo

Parecer Consultoria Tributária Segmentos IRRF de Transportador Autônomo Parecer Consultoria Tributária Segmentos IRRF de 10/02/2015 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 4 3.1 Incidência do IRRF para

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 188 - Data 27 de junho de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PREVIDENCIÁRIAS AVISO PRÉVIO INDENIZADO. BASE

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Breves considerações tributárias quanto a atividade de empresário (antiga firma individual) na atividade de representação comercial Juliano César Borges de Vito* Um dos fatores preponderantes

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 242 - Data 12 de setembro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário ISENÇÃO. ANALOGIA INAPLICABILIDADE.

Leia mais

DECRETO Nº 76.975, DE 2 DE JANEIRO DE 1976.

DECRETO Nº 76.975, DE 2 DE JANEIRO DE 1976. DECRETO Nº 76.975, DE 2 DE JANEIRO DE 1976. Promulga a Convenção destinada a Evitar a Dupla Tributação e Prevenir a Evasão Fiscal em Matéria de Impostos sobre a Renda Brasil-Espanha Promulgação. O PRESIDENTE

Leia mais

Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª RF

Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª RF Fls. 1 Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª RF Solução de Consulta Interna nº 1 Data 15 de junho de 2012 Origem DIFIS/SRRF01 (e processo nº 10166.725012/2012 53) Assunto: Contribuições

Leia mais

CEAD Seminário: A Lei nº 12.973/14 e a Tributação de Lucros Auferidos no Exterior

CEAD Seminário: A Lei nº 12.973/14 e a Tributação de Lucros Auferidos no Exterior CEAD Seminário: A Lei nº 12.973/14 e a Tributação de Lucros Auferidos no Exterior Crédito do Imposto Pago no Exterior 06 de Março de 2015 Contextualização Controladas (Art. 77) Equiparadas a controladas

Leia mais

Lei 12.973/14. Painel : Adoção Inicial, Transição e Distribuição de Resultados. Giancarlo Chamma Matarazzo

Lei 12.973/14. Painel : Adoção Inicial, Transição e Distribuição de Resultados. Giancarlo Chamma Matarazzo Lei 12.973/14 Painel : Adoção Inicial, Transição e Distribuição de Resultados Giancarlo Chamma Matarazzo 1 JCP e Dividendos 2 I. JCP e Dividendos Histórico - Convergência contábil para IFRS + neutralidade

Leia mais

Analisaremos o tributo criado pela Lei 10.168/00 a fim de descobrir se realmente se trata de uma contribuição de intervenção no domínio econômico.

Analisaremos o tributo criado pela Lei 10.168/00 a fim de descobrir se realmente se trata de uma contribuição de intervenção no domínio econômico. &RQWULEXLomRGH,QWHUYHQomRQR'RPtQLR(FRQ{PLFR XPDDQiOLVHGD/HLQž /XFLDQD7ULQGDGH)RJDoD &DUOD'XPRQW2OLYHLUD A Lei 10.168/2000 criou uma contribuição de intervenção no domínio econômico para financiar o Programa

Leia mais

Em complemento às normas

Em complemento às normas A Nova Sistemática de Tributação dos Planos de Previdência Privada Luca Priolli Salvoni e Mário Shingaki Consultores Tributários do Levy & Salomão Advogados Em complemento às normas editadas no final do

Leia mais

Título: Tributação nos Planos de Participação nos Lucros e Resultados, Stock Option, Hiring Bônus, Retainer Fee OSWALDO OTHON DE PONTES SARAIVA FILHO

Título: Tributação nos Planos de Participação nos Lucros e Resultados, Stock Option, Hiring Bônus, Retainer Fee OSWALDO OTHON DE PONTES SARAIVA FILHO Título: Tributação nos Planos de Participação nos Lucros e Resultados, Stock Option, Hiring Bônus, Retainer Fee OSWALDO OTHON DE PONTES SARAIVA FILHO A Regra é a incidência do IR e das contribuições para

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Incidência do IRRF sobre Multas por Rescisão de Contrato

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Incidência do IRRF sobre Multas por Rescisão de Contrato Incidência do IRRF sobre Multas por Rescisão de Contrato 05/08/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 4 3.1 Incidência do

Leia mais

O Gerente de Tributos Mobiliários da Secretaria Municipal Adjunta de Arrecadações, no uso de suas atribuições legais e regulamentares,

O Gerente de Tributos Mobiliários da Secretaria Municipal Adjunta de Arrecadações, no uso de suas atribuições legais e regulamentares, Instrução de Serviço GETM nº 004, de 16 de outubro de 2012. Disciplina a concessão de regime especial para o cumprimento de obrigações tributárias pelos consórcios de empresas inscritos no Cadastro Nacional

Leia mais

Sumário. I - O tráfego internacional de telecomunicações; II Da União Internacional das Telecomunicações UIT;

Sumário. I - O tráfego internacional de telecomunicações; II Da União Internacional das Telecomunicações UIT; A tributação das telecomunicações: A alteração do Tratado de Melbourne e suas implicações na tributação internacional de Telecom Incidência de IRRF e CideRoyalties nas operações de interconexão Sumário

Leia mais

Professor Alex Sandro.

Professor Alex Sandro. 1 (OAB 2009-3 CESPE Q. 58) Considere que João e Marcos tenham deliberado pela constituição de sociedade limitada, com atuação no segmento de transporte de cargas e passageiros na América do Sul. Nessa

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 0 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 54 - Data 20 de fevereiro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO INDÚSTRIA DE CONFECÇÕES COM

Leia mais

INFORMATIVO MENSAL. Apresentamos a seguir as principais alterações ocorridas na legislação tributária no mês de maio de 2011.

INFORMATIVO MENSAL. Apresentamos a seguir as principais alterações ocorridas na legislação tributária no mês de maio de 2011. INFORMATIVO MENSAL Apresentamos a seguir as principais alterações ocorridas na legislação tributária no mês de maio de 2011. I FEDERAL IPI - NOVAS DISPOSIÇÕES SOBRE A SUSPENSÃO DO IMPOSTO NA EXPORTAÇÃO

Leia mais

Cadeia tributária nacional Exemplo prático. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua

Cadeia tributária nacional Exemplo prático. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua Cadeia tributária nacional Exemplo prático Autor: Ader Fernando Alves de Pádua RESUMO O presente artigo demonstra de forma clara e objetiva as varias fases da cadeia tributária nacional, criando um exemplo

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SRRF10 DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SRRF10 DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SRRF10 DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO Solução de Consulta Interna nº: 001 SRRF10/Disit Data: 26 de março de 2012 Origem: DRF Novo Hamburgo/Seort ASSUNTO:

Leia mais

O JUDICIÁRIO E A CARGA TRIBUTÁRIA NO SETOR ELÉTRICO ISABEL LUSTOSA

O JUDICIÁRIO E A CARGA TRIBUTÁRIA NO SETOR ELÉTRICO ISABEL LUSTOSA O JUDICIÁRIO E A CARGA TRIBUTÁRIA NO SETOR ELÉTRICO ISABEL LUSTOSA Agosto de 2007 Tópicos da Apresentação Questões tributárias já decididas pelo Judiciário Questões tributárias pendentes de apreciação

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 21.034/13/3ª Rito: Ordinário PTA/AI: 01.000167250-91 Impugnação: 40.

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 21.034/13/3ª Rito: Ordinário PTA/AI: 01.000167250-91 Impugnação: 40. Acórdão: 21.034/13/3ª Rito: Ordinário PTA/AI: 01.000167250-91 Impugnação: 40.010129224-39 Impugnante: Proc. S. Passivo: Origem: EMENTA Autotrac Comércio e Telecomunicações S/A IE: 001574558.00-20 Marcelo

Leia mais

Em revisão 23/04/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.838 SÃO PAULO VOTO

Em revisão 23/04/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.838 SÃO PAULO VOTO 23/04/2014 PLENÁRIO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 595.838 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso preenche os requisitos gerais de admissibilidade, estando apto para o conhecimento.

Leia mais

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE VIGILÂNCIA, LIMPEZA, CONSERVAÇÃO E LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA PROCEDIMENTO

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE VIGILÂNCIA, LIMPEZA, CONSERVAÇÃO E LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA PROCEDIMENTO PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE VIGILÂNCIA, LIMPEZA, CONSERVAÇÃO E LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA PROCEDIMENTO SUMÁRIO: 1. Serviços Prestados por Pessoas Jurídicas 1.1. Incidência 1.2. Serviços de Limpeza e Conservação

Leia mais

Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o

Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o art.195, CF, comentando os seus principais parágrafos, para fins de concurso público! Alberto Alves www.editoraferreira.com.br 1º As

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 19 - Data 25 de fevereiro de 2015 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF PRECATÓRIO. CESSÃO

Leia mais

Dispõe sobre o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF).

Dispõe sobre o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF). Instrução Normativa RFB nº 907, de 9 de janeiro de 2009 DOU de 13.1.2009 Dispõe sobre o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF). A SECRETÁRIA

Leia mais

Lei nº 11.053. Dispõe sobre a tributação dos planos de benefícios de caráter previdenciário e dá outras providências.

Lei nº 11.053. Dispõe sobre a tributação dos planos de benefícios de caráter previdenciário e dá outras providências. Lei nº 11.053 Dispõe sobre a tributação dos planos de benefícios de caráter previdenciário e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono

Leia mais

Valor adicionado do ICMS Kiyoshi Harada*

Valor adicionado do ICMS Kiyoshi Harada* Valor adicionado do ICMS Kiyoshi Harada* Continua a insegurança jurídica quanto ao critério correto para atribuição de valor adicionado do ICMS decorrente da comercialização de energia elétrica produzida,

Leia mais

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social 1.4.7.3. Contribuições do art.195 CF Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social (previdência, saúde e assistência social), espécies de contribuições sociais, como

Leia mais

Tributação em bases universais: pessoas jurídicas

Tributação em bases universais: pessoas jurídicas Tributação em bases universais: pessoas jurídicas A MP 627, na linha adotada pelo STF na ADI 2.588, previu a tributação automática no Brasil somente dos lucros auferidos no exterior por controladas ou

Leia mais

RECEITAS E SUBVENÇÕES

RECEITAS E SUBVENÇÕES III CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO TRIBUTÁRIO ATUAL IBDT/AJUFE/FDUSP-DEF RECEITAS E SUBVENÇÕES CONCEITOS ANTES E DEPOIS DA LEI 12973 RICARDO MARIZ DE OLIVEIRA RECEITAS E INGRESSOS NEM TODO INGRESSO É

Leia mais

SIEEESP - SEMINÁRIO JURIDICO EDUCACIONAL. Tributação das Instituições de Ensino Particulares Perspectivas e Medidas. Wagner Eduardo Bigardi 27/05/2014

SIEEESP - SEMINÁRIO JURIDICO EDUCACIONAL. Tributação das Instituições de Ensino Particulares Perspectivas e Medidas. Wagner Eduardo Bigardi 27/05/2014 SIEEESP - SEMINÁRIO JURIDICO EDUCACIONAL Tributação das Instituições de Ensino Particulares Perspectivas e Medidas Wagner Eduardo Bigardi 27/05/2014 Sistema Tributário Nacional Conjunto de regras jurídicas

Leia mais

Art. 2º Fica suspenso o pagamento da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita bruta da venda, no mercado interno, de:

Art. 2º Fica suspenso o pagamento da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a receita bruta da venda, no mercado interno, de: Nº 240, quarta-feira, 16 de dezembro de 2009 1 ISSN 1677-7042 87 SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 977, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2009 Dispõe sobre a suspensão da exigibilidade

Leia mais

Controvérsias sobre o fato gerador do IPI

Controvérsias sobre o fato gerador do IPI Controvérsias sobre o fato gerador do IPI Kiyoshi Harada* Não há unanimidade na doutrina e na jurisprudência quanto ao fato gerador do IPI. Muitos doutrinadores sustentam que o produto industrializado

Leia mais

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 ASPECTOS HISTÓRICOS Em passado remoto, o Estado de São Paulo tentou instituir a cobrança do ICMS na importação de mercadorias e o fez por decreto.

Leia mais