Assunto: Alteração das condições gerais de Prestação de Serviços de Pagamentos.

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1 Assunto: Alteração das condições gerais de Prestação de Serviços de Pagamentos. Estimado Cliente, BANCO SANTANDER TOTTA S.A. Capital Social: C.R.C. Lisboa com o NIPC Sede Social: Rua do Ouro, n.º LISBOA Vimos por este meio comunicar as alterações regulamentares mais recentes, relativas à simplificação e transparência das transacções na Europa com vista à criação do mercado único Europeu de pagamentos, na sequência da entrada em vigor nos países membros da União Europeia, e por consequência em Portugal, de uma nova Directiva Comunitária transposta para o direito interno pelo Decreto Lei nº.317/2009 de 30 de Outubro, regulando o serviço de pagamentos, por força da qual foram alterados os termos e condições em que, até ao presente, o Banco lhe disponibilizava o serviço de pagamentos que ficará sujeito à disciplina constante do documento em anexo. As alterações mais salientes estão particularmente dependentes do tipo de produtos que utiliza e são as seguintes: A sua conta de depósitos á ordem quando utilizada no âmbito da prestação do serviço de pagamento, assume a natureza de conta de pagamentos; Os Clientes utilizadores de serviço de pagamentos, passam a receber, sem encargos adicionais, informações básicas sobre as operações de pagamento, antes e após a sua execução; Os Bancos passam a observar nas transferências internas e no espaço Europeu (27 Estados-Membros e Islândia, Noruega e Liechtenstein) sujeitas à aplicação da nova regulamentação, o seguinte: As transferências recebidas serão creditadas na sua conta no dia útil em que o Banco tenha recebido os fundos e com a mesma data valor; As transferências ordenadas terão como data valor data posterior ou igual à data do débito da sua conta, e terão em consideração a data pretendida para a sua execução e o momento da sua recepção. O período de reembolso de ordens de pagamento iniciadas pelo beneficiário ou através deste, irregularmente executadas em Débitos Directos, é prorrogado de 30 para 56 dias. Consequentemente, nas referidas circunstâncias haverá um mês adicional ao actual prazo, para que possa recuperar os pagamentos através da sua conta executados em Débitos Directos caso não concorde com o débito efectuado à sua conta; Passam a ficar definidos períodos máximos de execução de ordens de pagamento dentro do Espaço Europeu, como por exemplo acontecerá nas transferências em que montante transferido será creditado: (i) na conta do beneficiário no próprio dia, nas transferências efectuadas entre contas domiciliadas no mesmo Banco, ou (ii) na conta do Banco do beneficiário até ao final do primeiro dia útil seguinte ao da recepção da ordem de pagamento, no caso de transferências interbancárias; Como consequência da nova regulamentação é exigível ao Banco que celebre um acordo de pagamento com os seus clientes. As condições em anexo passaram assim a regulamentar a prestação de serviço de pagamentos a partir de 1 de Novembro de 2009 e serão aplicadas a todos os serviços de pagamento prestados pelo Banco Santander Totta S.A. a todos os seus clientes, sem prejuízo das condições especiais que contratualmente com eles ajuste para lhes permitir a satisfação de interesses específicos e relevantes. Caso não concorde com as condições de serviços de pagamentos poderá informar-nos, por escrito no prazo de 60 dias a contar da recepção desta carta, enviando a sua comunicação escrita para o seu Balcão. Não tendo recebido essa informação ou caso nos seja solicitada a prestação de quaisquer novos serviços ao abrigo das condições agora alteradas decorrido pelo menos um mês após recepção desta carta, assumiremos que concorda com as condições de serviços de pagamento constantes do documento em anexo. Teremos todo o gosto em lhe facultar mais informação sobre a nova legislação, caso o pretenda, para o que poderá contactar o seu Balcão ou, em alternativa, ligar SuperLinha Santander Sem outro assunto e permanecendo à sua disposição, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.

2 VI. SERVIÇOS DE PAGAMENTO Âmbito da prestação de serviço de pagamento VI.1. O Cliente, actuando como ordenador ou beneficiário ou em ambas as qualidades, pode solicitar ao Banco a prestação de serviços de pagamento nomeadamente, a execução de operações de pagamento de depósito, de transferência ou de levantamento de fundos da sua conta de depósitos à ordem que, para estes efeitos, assume a natureza de conta de pagamento. O Banco pode, porém, recusar o pedido quando o bem ou serviço a pagar, pelas suas características, entidade beneficiária ou outra qualquer razão, não se integre em nenhum dos tipos abrangidos pelo serviço disponibilizado à generalidade dos Clientes. VI.2. Salvo se diversamente estabelecido noutras condições ou na Lei o disposto nas Cláusulas subordinadas à epigrafe VI. Serviço de Pagamentos é apenas aplicável quando o prestador de serviço de pagamentos do ordenante ou do beneficiário, conforme aplicável, esteja situado em Portugal ou noutro Estado Membro da Comunidade Europeia ou quando o Banco seja o prestador de serviços único e os serviços de pagamento sejam realizados em Euro ou na moeda de um Estado Membro não pertencente à Zona Euro. A execução das operações de pagamento, individuais e sucessivas, a utilização da conta de pagamento para esse fim e, bem assim, os direitos e deveres do Cliente e do Banco, no âmbito da prestação de serviços de pagamento, são regulados pelas condições seguintes, as quais serão aplicáveis a tudo o que não for contrariado por contratos específicos entre ambos celebrados. VI. 3. As ordens serão necessariamente dadas por quem tenha poderes de movimentação da conta de depósitos à ordem. VI.4. Os pagamentos ordenados serão feitos por contrapartida do débito dos valores correspondentes na conta de depósitos à ordem do Cliente. VI.5. O Banco não é obrigado a proceder a qualquer pagamento quando a conta de depósitos à ordem do Cliente não se encontrar suficientemente provisionada para o efeito, com fundos de que ele possa livremente dispor. VI.6. Sem embargo, se o Banco proceder ao pagamento a descoberto, é aplicável o disposto nas cláusulas Il.27, II.28, II.33 a Il.36. VI.7. Por cada operação de pagamento a Terceiros, o Cliente pagará a respectiva comissão e suportará os demais custos que se acharem fixados no Preçário em vigor no Banco para a generalidade das operações desse tipo, o qual está disponível em todos os Balcões. VI.8. O Cliente pode, ainda, autorizar o débito em conta, mediante consentimento expresso transmitido ao Banco, pelo qual permite ao credor ou a um seu representante débitos directos, de montante fixo, variável ou até um determinado valor e/ou data previamente definidos, na conta de depósitos à ordem. VI.9. São serviços de pagamento prestados pelo Banco: (i) os que permitem ao Cliente depositar ou levantar numerário duma conta de pagamento bem como todas as operações necessárias para a gestão dessa conta; (ii) a execução das operações de pagamento a seguir discriminadas, incluindo a transferência de fundos depositados na conta de pagamentos ou em igual conta de outra instituição de crédito, ou, no âmbito das quais os fundos sejam cobertos por uma linha de crédito concedida ao Cliente: a) débitos directos, nomeadamente de carácter pontual; b) através de cartão de pagamento ou de dispositivo semelhante; c) transferências bancárias, incluindo ordens de domiciliação; (iii) a emissão ou aquisição de instrumentos de pagamento e o envio de fundos; (iv) a execução de operações de pagamento em que o consentimento do Cliente para a execução da operação de pagamento é comunicado através de quaisquer dispositivos de telecomunicações, digitais ou informáticos, e o pagamento é efectuado ao operador da rede ou sistema de telecomunicações ou informático, agindo exclusivamente como intermediário entre o utilizador do serviço de pagamento e o fornecedor de bens e serviços. VI.10. Em cumprimento do nº.5 do Artigo 4º do Aviso nº.10/2005 do Banco de Portugal, o Banco informa o Cliente que é seu dever conferir, através de procedimentos electrónicos, os elementos que compõem as autorizações de débito em conta que concedeu, bem como, que constitui presunção de desmaterialização das autorizações de débito, o facto de haverem sido processadas pelo menos três instruções de débito no intervalo temporal mínimo de três anos entre a primeira e a última, sem que se tenha verificado qualquer incidente no circuito de cobrança. Recebimento e prazo de execução de operações de pagamento VI.11 Considera-se que uma ordem de pagamento foi recebida pelo Banco, no momento em que uma ordem de pagamento transmitida pelo ordenante ou indirectamente pelo beneficiário ou através deste, contendo todos os elementos convencionados entre o Banco e o Cliente e que permitam a sua regular execução, é recebida pelo Banco, sem prejuízo do disposto na condição VI.13. VI.12. As ordens de pagamento recebidas presencialmente pelo Banco após as 14 horas ou após outra hora que o Banco venha a indicar ao Cliente, consideram-se como tendo sido recebidas pelo Banco no dia útil seguinte. VI.13. Na ausência de convenção em contrário entre o Banco e o Cliente, a ordem de pagamento do Cliente não se tem por recebida pelo Banco em data anterior àquela em que o Cliente ordenante coloque fundos à disposição do Banco para permitir o seu cumprimento ou, caso essa data não seja um dia útil, no dia útil seguinte. VI.14. O Banco pode recusar a execução de ordem de pagamento autorizada que não cumpra qualquer dos requisitos convencionados com o Cliente para o seu cumprimento, independentemente de ter sido emitida pelo ordenante ou pelo beneficiário, caso em que, salvo disposição em contrário, o Banco notificará o Ciente das razões inerentes à recusa e o procedimento a seguir para rectificar os eventuais erros que tenham originado a recusa. VI.15. O Banco procederá ao crédito da conta do Banco do beneficiário até ao final do primeiro dia útil seguinte àquele em que receber a ordem de pagamento do Cliente. V.16. É de três dias úteis o prazo fixado na condição anterior, tratando-se de operações transfronteiriças realizadas até 01 de Janeiro de VI.17. Acresce um dia útil ao prazo fixado nas condições VI.15. e VI.16. no caso de operações de pagamento emitidas em suporte de papel. VI.18. Nas transferências internas entre contas domiciliadas no Banco, este creditará na conta do beneficiário as quantias em dinheiro no próprio dia em que receber a ordem de pagamento, com a data valor e a data da disponibilização do momento do crédito

3 V.19. Independentemente da moeda utilizada na operação de pagamento em beneficio do Cliente, a data valor atribuída na conta de pagamento do Cliente será, no máximo, o dia útil em que o montante da operação seja creditado na conta do Banco. VI.20 O montante da operação de pagamento ficará à disposição do Cliente beneficiário, imediatamente após o Banco ter conhecimento de haver sido creditado na sua conta o respectivo montante. VI.21. A data valor do débito na conta do Cliente ordenante não será anterior ao momento em que o montante da operação de pagamento é debitado na referida conta. Consentimento e Revogação de operações de pagamento VI.22. Ao subscrever, emitir, autorizar ou solicitar previamente à sua execução a realização de operações de pagamento na forma convencionada com o Banco para cada uma delas, o Cliente e o Banco concordam que, pela prática desses actos, o Cliente está igualmente a consentir ao Banco, pela mesma forma, a execução da respectiva operação. VI.23. A introdução do PIN ou a assinatura do original comprovativo da transacção constitui a confirmação da transacção através de instrumento de pagamento e o consentimento para a execução da operação de pagamento até ao limite convencionado entre o Cliente e o Banco no contrato de utilização do respectivo instrumento de pagamento. VI.24. O Cliente pode, em qualquer momento e através de comunicação escrita, retirar o seu consentimento para a execução de uma operação de pagamento, desde que ela seja recebida pelo Banco antes da ordem de pagamento se ter tornado irrevogável nos termos das condições seguintes. O Cliente pode retirar o seu consentimento a um conjunto de operações, caso em que o consentimento se considera retirado a qualquer operação de pagamento subsequente. VI.25. O Cliente pode revogar uma ordem de pagamento antes da sua recepção pelo Banco sem prejuízo do disposto nas condições seguintes. VI.26. Tratando-se de operação de pagamento iniciada pelo Beneficiário ou através deste, o Cliente ordenante só pode revogar a ordem de pagamento antes de ter comunicado ao beneficiário essa ordem ou o seu consentimento à execução da operação de pagamento. VI.27. Tratando-se de débito directo, o Cliente ordenante pode revogar a ordem de pagamento até ao final do dia útil anterior ao dia acordado para o débito de fundos. VI.28. O Cliente pode revogar uma ordem de pagamento até ao final do dia útil anterior à data convencionada na condição VI.7. VI.29. Decorridos os prazos convencionados nas condições VI.24., VI.25., VI.26 e VI.28, a revogação da ordem de pagamento só pode ser revogada se tal tiver sido acordada entre o Cliente e o Banco. V.30. A revogação de ordens de pagamento prevista nas condições VI.26. e VI.28 para além do acordo entre o Cliente e o Banco, só poderá ser efectuada mediante o acordo do beneficiário. Instrumentos de pagamento VI.31. O Cliente obriga-se a utilizar os instrumentos de pagamento que lhe sejam disponibilizados pelo Banco de acordo com as condições que lhe sejam aplicáveis no âmbito destas condições gerais e, bem assim, de acordo com as demais condições que regem a sua emissão e utilização. VI.32. O Cliente obriga-se a comunicar sem atrasos ao Banco ou a entidade que este tenha designado, a perda, roubo, apropriação abusiva ou qualquer utilização não autorizada, logo que delas tenha conhecimento e, bem assim, a tomar todas as medidas razoáveis, em especial ao receber o instrumento de pagamento, para preservar a segurança e eficácia dos dispositivos de segurança personalizados recebidos do Banco. VI.33. O Banco reserva-se o direito de bloquear um instrumento de pagamento por motivos objectivamente fundamentados, que se relacionem com: (i) a segurança do instrumento de pagamento; (ii) a suspeita de utilização não autorizada ou fraudulenta do instrumento de pagamento; (iii) o aumento significativo do risco do Cliente ordenante não poder cumprir as suas responsabilidades, nos casos de instrumento de pagamento com uma linha de crédito associada. O Banco comunicará por escrito ao Cliente o bloqueio do instrumento de pagamento e respectiva justificação, se possível antes do efectuar ou, o mais tardar imediatamente após o bloqueio, salvo se tal informação não puder ser prestada por razões de segurança ou for proibida por lei. O instrumento de pagamento será desbloqueado ou substituído por outro, logo que tenham cessado os motivos que tenham determinado o bloqueio. VI.34. No caso de execução de operação de pagamento não autorizada resultante de perda, roubo ou apropriação abusiva de instrumento de pagamento com quebra da confidencialidade dos dispositivos de segurança personalizados imputável ao Cliente ordenante, O Cliente suportará as perdas relativas a essas operações dentro do limite do saldo disponível ou da linha de crédito associada à conta ou ao instrumento de pagamento, até ao máximo de 150 Euro. VI.35. Não será aplicável o limite de 150 Euro à responsabilidade do Cliente, caso em que responderá pela totalidade das perdas resultantes de operação de pagamento não autorizada, caso esta seja devida a actuação fraudulenta ou ao incumprimento deliberado do Cliente de alguma das suas obrigações de utilizar o instrumento de pagamento de acordo com as condições que regem a sua emissão e utilização e das obrigações de comunicar sem atrasos injustificados ao Banco ou a entidade que este tenha designado, logo que tenha conhecimento, a perda, roubo, apropriação abusiva ou qualquer autorização não autorizada do instrumento de pagamento. Em caso de actuação fraudulenta o Cliente suportará todas as perdas e consequências financeiras resultantes da utilização do instrumento financeiro perdido, roubado ou abusivamente apropriado, após ter procedido à comunicação destes factos. VI.36. Em caso de negligência grave do Ciente, este é responsável pelas perdas resultantes de operações de pagamento não autorizadas até ao limite da linha de crédito associada à conta ou ao instrumento de pagamento, ainda que superiores a 150 Euro, dependendo da natureza dos dispositivos de segurança personalizados do instrumento de pagamento e das circunstâncias da sua perda, roubo ou apropriação abusiva. Direito de rectificação VI.37. Caso o Cliente tenha tomado conhecimento de uma operação de pagamento não autorizada ou incorrectamente executada susceptível de originar uma reclamação, poderá obter a rectificação por parte do Banco desde que lho comunique sem atraso injustificado e dentro do prazo de treze meses a contar da data do débito. VI.38. O Banco não é responsável pela não execução ou pela execução deficiente da operação de pagamento executada em conformidade com o beneficiário especificado no identificador único fornecido pelo Cliente ordenante. Informações sobre a execução de ordens e condições VI.39. As informações respeitantes a operação de pagamento individual serão prestadas ao Cliente ordenante após o débito da sua conta, uma vez por mês em papel ou noutro suporte duradouro.

4 VI.40. As informações respeitantes a operação de pagamento individual serão prestadas ao Cliente beneficiário, uma vez por mês em papel ou noutro suporte duradouro. VI.41. Por solicitação expressa do Cliente, o Banco prestará gratuitamente em suporte de papel as informações a operação de pagamento individual, uma vez por mês. VI.42. Incumbe ao Banco o dever de fornecer ao Cliente a prova de que a operação de pagamento foi autenticada, devidamente registada e contabilizada e que não foi afectada por avaria técnica ou qualquer outra deficiência, caso o Cliente negue ter autorizado uma operação de pagamento executada ou alegue que a operação não foi correctamente executada. VI.43. O Cliente tem direito a receber a seu pedido e a todo o tempo, cópia destas condições bem como as informações précontratuais do serviço de pagamentos, em suporte de papel ou em qualquer outro suporte duradouro. Reembolso de operações de pagamento VI.44. O Cliente tem direito a ser reembolsado pelo Banco, pelo montante integral de operação de pagamento executada que tenha sido iniciada pelo beneficiário ou através deste que já tenha sido executada verificadas as condições seguintes: (i) a autorização não especificar o montante exacto da operação de pagamento no momento em que a autorização de pagamento foi concedida; e, (ii) o montante da operação de pagamento exceder o montante que o Cliente poderia razoavelmente esperar com base no seu perfil de despesas anteriores nas circunstâncias específicas do caso. VI.45. Ainda que verificadas as condições referidas nas alíneas (i) e (ii) da condição anterior, o Cliente não terá direito a ser reembolsado por operações a cuja execução tenha dado o seu consentimento ou que o Banco ou o beneficiário tenham prestado ou disponibilizado ao Cliente ordenante informações sobre a futura operação de pagamento pela forma acordada, pelo menos quatro semanas antes da data de execução. VI.46. O direito do Cliente de solicitar o reembolso de operação iniciada pelo beneficiário ou através deste, cessa no termo do prazo de oito semanas a contar da data em que os fundos tenham sido debitados. VI.47. No prazo de dez dias úteis a contar da recepção do pedido de reembolso pelo Cliente de operação iniciada pelo beneficiário ou através deste, o Banco reembolsará o montante integral da operação ou apresentará justificação para a recusa, caso em que indicara os organismos para os quais o Cliente poderá remeter a questão se não se conformar com a justificação apresentada. VI.48. Sem prejuízo do disposto nas condições VI.37., o Banco reembolsará imediatamente o Cliente do montante de operação não autorizada e, se for caso disso, reporá a conta de pagamento debitada na situação em que estaria se a operação de pagamento não autorizada não tivesse sido executada. VI.49. È da responsabilidade do Banco a correcta execução de ordem de pagamento emitida pelo Cliente com todos os elementos necessários a permitir a sua completa e regular execução, sem prejuízo do direito do Cliente a proceder a rectificações ou da correcção do identificador único fornecido pelo Cliente ou dos direitos do Banco em caso de força maior. Caso a responsabilidade caiba ao Banco este reembolsará o Cliente ordenante do montante da operação de pagamento não executada ou incorrectamente executada e demais encargos, repondo, se for caso disso, a conta de pagamento debitada na situação em que estaria se não tivesse ocorrido a execução incorrecta da operação de pagamento. VI.50. Caso uma ordem de pagamento seja emitida pelo Cliente beneficiário ou através deste, cabe ao Banco a responsabilidade perante o Cliente beneficiário pela transmissão correcta da ordem de pagamento ao Banco do ordenante, sem prejuízo do direito do Cliente a proceder a rectificações ou da correcção do identificador único fornecido pelo Cliente ou dos direitos do Banco em caso de força maior. Caso a responsabilidade caiba ao Banco este garantirá que o montante da operação fique à disposição do Cliente beneficiário imediatamente após ter sido creditada a conta do Banco. Encargos VI.51. Como contrapartida da prestação do serviço de pagamentos tem o Banco o direito a receber do Cliente as comissões e encargos fixados em Preçário, disponível e afixado nos Balcões ou nos canais alternativos de que o Cliente possa servir-se para emitir as suas ordens ou iniciar as operações de pagamento. VI.52. Às comissões e demais encargos devidos acrescem os impostos previstos na lei. VI.53. O Banco pode cobrar ao Cliente as comissões ou encargos fixados no Preçário pela: (i) notificação de recusa justificada de execução de ordem de pagamento e dos motivos inerentes à mesma e o procedimento a seguir para rectificar eventuais erros factuais que tenha conduzido a essa recusa (ii) revogação de uma ordem de pagamento por acordo entre o Cliente e o Banco; (iii) esforços desenvolvido pelo Banco na recuperação de fundos envolvidos em operação de pagamento efectuada com identificador único incorrectamente fornecido pelo Cliente. VI.54. O Banco pode, a todo o tempo alterar unilateralmente o preçário, nos mesmos termos em que pode alterar as condições do contrato de prestação de serviço de pagamento constantes da condição VI.57. VI.55. A prestação de informações adicionais ou mais frequentes e a transmissão por vias de comunicação diferentes das especificadas nestas condições, a pedido do Cliente ficam sujeitas ao pagamento dos encargos e comissões fixadas em preçários, disponíveis e afixadas nos Balcões. VI.56. O Banco pode deduzir os seus próprios encargos do montante objecto de transferência antes de o creditar ao Cliente, nas ordens de transferência de que este seja beneficiário. Alterações do Contrato e Denúncia VI.57. Quaisquer alterações ao contrato de serviço de pagamentos serão propostas pelo Banco ao Cliente com uma antecedência mínima de dois meses relativamente à data em que entrarão em vigor e consideram-se aceites pelo Cliente se este não notificar o Banco de que as não aceita antes da data proposta para a sua entrada em vigor. Caso o Cliente não pretenda aceitar a proposta do Banco de alterações do contrato de prestação de serviços de pagamento, poderá proceder à sua denúncia, imediatamente e sem encargos, desde que o faça antes da data proposta para a aplicação das alterações. VI.58. O Banco goza do direito de alterar as taxas de juro acordadas com o Cliente nos contratos específicos relativos a instrumentos de pagamento e as taxas de câmbio de referência, procedendo à sua aplicação e cálculo imediata, de forma neutra e sem pré aviso, comunicando posteriormente ao Cliente tais alterações através do extracto de conta. Como base de cálculo das operações cambiais, será utilizada uma taxa de câmbio de referência acrescida de margem. Disponibilizada pelo Banco em todos os seus Balcões, definida com base no câmbio de mercado (spot) da Reuters e do fixing do BCE do dia da realização da operação cambial e aplicada em função da hora da sua efectivação. Para a realização de operações cambiais de contravalor inferior a ,00 poderá o Banco utilizar a última taxa de câmbio de referência conhecida do dia anterior VI.59. O Cliente pode denunciar o contrato de prestação de serviço de pagamentos, em qualquer momento, desde que o faça com uma antecedência não inferior a um mês relativamente à data em que a denúncia produzirá efeitos, suportando os

5 encargos que ao tempo sejam aplicáveis de acordo com a lei e se encontrem afixados no Preçário do Banco disponível em todos os seus Balcões. VI.60. O Banco pode denunciar o contrato de prestação de serviços de pagamento, em qualquer momento, desde que o faça com uma antecedência não inferior a dois meses, sem prejuízo de poder proceder à denúncia dos contratos de operações de pagamento celebrados com prazo certo no seu âmbito, com antecedência temporal diferente que tenha convencionado com o Cliente. VI.61. Os encargos facturados pela prestação de serviço de pagamento são devidos pelo Cliente na parte proporcional ao período decorrido até à data da cessação do contrato. Caso tais encargos tenham sido pagos antecipadamente, serão restituídos ao Cliente na parte proporcional ao período de tempo ainda não decorrido. VI.62 Sem prejuízo do acesso aos meios judiciais competentes, o Cliente goza do direito de aceder a meios extrajudiciais de reparação de litígios emergentes da prestação de serviços de pagamento de valor igual ou inferior à alçada dos tribunais de 1ª. instância. Cláusula compromissória - Os litígios emergentes da prestação de serviços de pagamento de valor igual ou inferior à alçada dos tribunais de 1ª. instância, serão cometidos à decisão de árbitro único designado pelo Centro de Arbitragem da Universidade Católica Portuguesa com sede nas instalações da Universidade Católica Portuguesa - Palma de Cima em Lisboa ou, no que respeita à resolução extrajudicial de litígios transfronteiras, pelo Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Lisboa com sede na Rua dos Douradores nº.108, 2º e 3º em Lisboa, consoante aquele a que recorra o Cliente. O local de funcionamento do tribunal arbitral, o processo de arbitragem e a remuneração dos árbitros encontra-se sujeita ao regulamento emanado pelos referidos Centros de Arbitragem.

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