Serviço Social, Residência Multiprofissional e Pós-Graduação: A excelência na formação do Assistente Social

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2 Serviço Social, Residência Multiprofissional e Pós-Graduação: A excelência na formação do Assistente Social

3 Chanceler Dom Dadeus Grings Reitor Joaquim Clotet Vice-Reitor Evilázio Teixeira Conselho Editorial Ana Maria Lisboa de Mello Augusto Buchweitz Beatriz Regina Dorfman Bettina Steren dos Santos Clarice Beatriz de C. Sohngen Carlos Graeff Teixeira Elaine Turk Faria Érico João Hammes Gilberto Keller de Andrade Helenita Rosa Franco Ir. Armando Luiz Bortolini Jane Rita Caetano da Silveira Jorge Luis Nicolas Audy Presidente Lauro Kopper Filho Luciano Klöckner Nédio Antonio Seminotti Nuncia Maria S. de Constantino EDIPUCRS Jerônimo Carlos Santos Braga Diretor Jorge Campos da Costa Editor-Chefe

4 Maria Isabel Barros Bellini Thaísa teixeira Closs Organizadora Serviço Social, Residência Multiprofissional e Pós-Graduação: A excelência na formação do Assistente Social EDIPUCRS Porto Alegre, 2012

5 EDIPUCRS, 2012 CAPA Rodrigo Braga REVISÃO DE TEXTO Fernanda Lisbôa EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Andressa Rodrigues S491 Serviço social, residência multiprofissional e pós-graduação : a excelência na formação do assistente social [recurso eletrônico] / org. Maria Isabel Barros Bellini, Thaísa Teixeira Closs. Dados eletrônicos. Porto Alegre : EdiPUCRS, p. Sistema requerido: Adobe Acrobat Reader Modo de Acesso: <http://www.pucrs.br/edipucrs> ISBN (on-line) 1. Serviço Social Ensino. 2. Assistentes Sociais Formação Profissional. 3. Residência Multiprofissional em Saúde. 4. Pós-Graduação Ensino. I. Bellini, Maria Isabel Barros. II. Closs, Thaísa Teixeira. CDD 361 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, especialmente por sistemas gráficos, microfílmicos, fotográficos, reprográficos, fonográficos, videográficos. Vedada a memorização e/ou a recuperação total ou parcial, bem como a inclusão de qualquer parte desta obra em qualquer sistema de processamento de dados. Essas proibições aplicam-se também às características gráficas da obra e à sua editoração. A violação dos direitos autorais é punível como crime (art. 184 e parágrafos, do Código Penal), com pena de prisão e multa, conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas (arts. 101 a 110 da Lei 9.610, de , Lei dos Direitos Autorais).

6 Sumário APRESENTAÇÃO...7 INTRODUÇÃO...10 Maria Isabel Barros Bellini EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE...14 Marisa Camargo Maria Isabel Barros Bellini INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NAS RESIDÊNCIAS MULTIPROFISSIONAIS EM ATENÇÃO BÁSICA...34 Thaísa Teixeira Closs SERVIÇO SOCIAL E EDUCAÇÃO NA SAÚDE Tatiane Moreira de Vargas Maria Isabel Barros Bellini A FAMÍLIA COMO REDE DE APOIO AO DEPENDENTE QUÍMICO...79 Cláucia Ivete Schwerz Maria Isabel Barros Bellini FAMÍLIAS VULNERÁVEIS Simone da Fonseca Sanghi Maria Isabel Barros Bellini ASSISTÊNCIA EM SAÚDE MENTAL Vanessa Maria Panozzo Berenice Rojas Couto

7 VIVÊNCIAS DESENCADEADAS PELA REFORMA PSIQUIÁTRICA Maíra Giovenardi Maria Isabel Barros Bellini OS FILHOS DA AIDS Luciana Basile Silva Kelinês Gomes Maria Isabel Barros Bellini SOBRE AS AUTORAS...189

8 APRESENTAÇÃO No processo de indução e apoio à institucionalização, fortalecimento e expansão das residências multiprofissionais em saúde, os gestores federais da saúde e da educação têm sido questionados com relação ao alto custo dessa formação, à dificuldade de considerar sua abrangência em contraponto ao seu real impacto sobre as ações e serviços de saúde e à escala necessária de qualificação de profissionais para atender às necessidades do Sistema Único de Saúde/SUS. Outro questionamento frequente diz respeito a que profissões devem compor a equipe multiprofissional no serviço e, portanto, também nos programas de formação na modalidade residência. É necessário financiar a formação de profissionais de saúde das diversas categorias em um programa de 60 horas semanais, em dedicação exclusiva por dois anos? Por outro lado ainda, como foram definidas as profissões consideradas da saúde? Há as que se manifestam como injustamente excluídas, como a especialidade da Física Médica, e há as que estão incluídas, mas se consideram como sendo profissões não apenas da área da saúde, como a Psicologia e a Educação Física. São questões complexas, a serem abordadas à luz da construção do também complexo princípio da integralidade da atenção à saúde que conforma o SUS. A presente publicação apresenta um conjunto de artigos escritos a partir da práxis e das reflexões de assistentes sociais, que, após vivenciar a experiência de cursar a residência multiprofissional em saúde, na atenção básica e na saúde mental, buscaram a continuidade da sua formação em nível de pós-graduação stricto sensu mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). A leitura dos artigos que compõem esta publicação nos transporta a um entendimento sobre a importância de investir na formação dos diversos profissionais que compõem a equipe de saúde com distintos papéis na conformação da rede de atenção à saúde, quando o desafio colocado é o de promover mudança do modelo de atenção e efetivar o preceito constitucional de que cabe ao SUS ordenar a formação de recursos humanos para a saúde. Ao considerar a inserção dos Assistentes Sociais e as experiências formativas pautadas na gestão e no planejamento da atenção básica,

9 Serviço Social, Residência Multiprofissional e Pós-Graduação é possível projetar seu papel na participação e sistematização de demandas da população e na construção de interfaces entre serviços das diferentes áreas, na perspectiva da ação intersetorial das políticas sociais. A democratização dos serviços e a organização do trabalho aberta às demandas da população, promovendo o encontro entre as necessidades de saúde e a oferta de serviços, são aspectos particularmente afeitos à atuação do Serviço Social. Ao tratar da Assistência em Saúde Mental, um dos trabalhos postula a questão sobre como o Estado se tem organizado para o enfrentamento da questão social, entendendo a saúde mental como expressão dessa relação. A análise do processo histórico mostra a evolução da Reforma Psiquiátrica, da rede de atenção integral à saúde mental e da mudança conceitual que resultou na criação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Ao mesmo tempo, há muitos desafios ainda a serem enfrentados para a real inclusão social de portadores de sofrimento psíquico no cotidiano da comunidade. Os objetos de estudo aqui selecionados apontam para a ampliação do campo de visão no que diz respeito à construção social do processo de saúde e doença, no âmbito individual e coletivo. O estudo sobre a família como rede de apoio ao dependente químico destaca a importância deste acolhimento e também o risco da sobrecarga para a família enquanto cuidadora. É impactante o relato da mãe de um dos dependentes participantes da pesquisa quando declara Hoje deixo ele voltar para casa, é meu filho. Antes, botava ele para correr e os laços que ele formou na rua foram mais fortes. O estudo sobre famílias vulneráveis, suas múltiplas configurações e formas de organização para enfrentar um cotidiano altamente adverso oferece pistas sobre a importância da abordagem necessária para que as políticas públicas sociais possam ser adequadamente endereçadas e beneficiar efetivamente a quem precisa delas. E o artigo Filhos da AIDS: contando histórias de vida traz depoimentos que se constituem em lição de vida e rica fonte de reflexão sobre como se organiza a rede de atenção, a importância de que ela seja usuário-centrada, e de que os profissionais de saúde estejam preparados para a atenção integral, para muito além dos saberes cognitivos, técnicos e práticos. O acolhimento e o vínculo de que o usuário do SUS precisa só se concretizarão se os profissionais de saúde puderem dispor em caráter abrangente, de uma formação ético- 8

10 política preparada para captar a complexidade da realidade em que a vida acontece, e onde a saúde e a doença se manifestam. Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, em parceria com a CAPES, têm promovido, como parte das múltiplas estratégias que integram a política de formação dos profissionais de saúde, apoio à criação de programas de pós-graduação em ensino na saúde, incluindo a articulação entre a residência médica e multiprofissional aos mestrados profissionais. A trajetória das pesquisadoras materializada nesta publicação nos remete ao acerto deste caminho. O conjunto das pesquisas, desenvolvidas em programa de pós-graduação stricto sensu, constitui-se em um precioso material de investigação e registro do que pode ser alcançado pela residência multiprofissional em saúde e, em especial, de visibilidade sobre a inserção do profissional Assistente Social na equipe multiprofissional de saúde. A iniciativa dialoga também com os objetivos estratégicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para a atual gestão, que envolve o fortalecimento das redes de atenção à saúde, a atenção básica como ordenadora da rede e a Saúde Mental (ou Atenção Psicossocial), como prioridade. A oportunidade de apresentar esta publicação é motivo de grande satisfação, por tantas razões, mas principalmente pelo aprendizado proporcionado e pela constatação de que o Brasil, em que pesem os desafios ainda postos, pode orgulhar-se da qualidade da educação superior que tem produzido, por contar com instituições de excelência, como a PUCRS, e do amplo movimento em curso, com o forte engajamento das universidades, dos gestores da saúde, da educação e dos serviços, de integração ensino-serviço-gestão-comunidade, que norteia a política nacional de gestão do trabalho e da educação na saúde. Ana Estela Haddad Diretora de Programa Secretária-Substituta de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde APRESENTAÇÃO 9

11 INTRODUÇÃO Maria Isabel Barros Bellini Esta publicação atende a vários interesses. Interesse dos órgãos representativos da categoria profissional dos assistentes sociais, das instituições de ensino superior e do Ministério da Saúde e da Educação quanto aos investimentos realizados para qualificação profissional na área, para valorização das práticas e cenários de prática na saúde e consolidação do SUS. Reitera-se que essa qualificação só é possível se amparada na parceria entre instituições governamentais e universidades impactando na forma como a política de saúde é ensinada nas universidades e conduzida pelos gestores e profissionais nos municípios e estados do Brasil. Nessa perspectiva, em 2004, o Ministério da Saúde reiterava, no documento sobre a Política de Educação e Desenvolvimento para o SUS: caminhos para a Educação Permanente em Saúde, a importância da criação e ampliação de programas de residência em saúde da família, residências integradas em saúde e a redistribuição ou ampliação das bolsas de residência entre as áreas, profissões e especialidades importantes para a implementação do SUS (BRASIL, 2004, p. 26). Antecipando essa necessidade, o Rio Grande do Sul, já na década de 1970 criou a residência multiprofissional no Centro de Saúde-Escola Murialdo e, na década de 1980, a residência em saúde mental que funciona junto ao Hospital Psiquiátrico São Pedro/RS, formação que atualmente é denominada Residência Integrada em Saúde/RIS/SES e está composta por quatro ênfases (Saúde Mental Coletiva, Atenção Básica, Dermatologia Sanitária e Pneumologia Sanitária). A experiência foi seguida pelo Grupo Hospitalar Conceição, PUCRS e Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) os quais criaram as suas residências multiprofissionais e atualmente esses programas oferecem, anualmente, um total de 159 vagas para o ingresso de diferentes profissionais de saúde (VARGAS, 2011, p. 91), do total dessas vagas estima-se que 22 são para Assistentes Sociais (VARGAS, 2011), configurando um percentual de aproximadamente 15%. A implementação da busca dessa modalidade de formação pelos assistentes sociais e a inserção do Serviço Social na residência

12 multiprofissional é motivo de atenção pela Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social/ABEPSS entidade civil, de natureza político-científica de âmbito nacional, de direito privado, sem fins lucrativos que propõe e coordena a política de formação profissional na área de Serviço Social articulando a graduação com a pós-graduação e que tem como preocupação o fortalecimento de uma concepção de formação profissional integradora. Por essa razão, a modalidade de formação da residência multiprofissional tem sido digna do olhar atento dos órgãos representativos da categoria profissional dos assistentes sociais e já foi entendida como uma formação especializada e focada apenas na realidade de saúde, portanto, limitada e/ou depositária do temor quanto à diluição das competências e atribuições de cada profissional. Essas preocupações estão presentes no documento intitulado Parâmetros para Atuação dos Assistentes Sociais na Área da Saúde, de março/2009, o qual preconiza, no item Ações de Assessoria, Qualificação e Formação Profissional, a participação na formação profissional através da criação de campo de estágio, supervisão de estagiários, bem como a criação e/ou participação nos programas de residência multiprofissional e/ou uniprofissional (p. 34), reiterando que essas atividades devem ser articuladas com as unidades de formação acadêmicas. O mesmo documento discrimina as ações a serem desenvolvidas e entre elas que o Assistente Social deve participar ativamente dos programas de residência, desenvolvendo ações de preceptoria, coordenação, assessoria ou tutoria, contribuindo para qualificação profissional da equipe de saúde e dos assistentes sociais, em particular (p. 35). Quanto ao trabalho em equipe destaca-se que a interdisciplinaridade é colocada como o princípio fundamental na modalidade de formação em residência que tem no trabalho coletivo o seu compromisso. A produção aqui disponibilizada apresenta artigos elaborados a partir de dissertações e teses de assistentes sociais que, após realizarem formação em residência multiprofissional, levaram suas discussões e suas experiências em saúde para maior adensamento na formação em nível de mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da PUCRS. O objetivo é publicizar e compartilhar o resultado de pesquisas em nível de mestrado e doutorado que abordam experiências oriundas de programas de residência multiprofissional em INTRODUÇÃO 11

13 Serviço Social, Residência Multiprofissional e Pós-Graduação saúde socializando a riqueza das possibilidades de investigação que essa convergência de área proporciona. A primeira parte é dedicada à relação do Serviço Social com a formação em nível de residência multiprofissional, são três artigos que abordam o exercício profissional do assistente social, a inserção do assistente social na residência e a relação do Serviço Social e da Educação na Saúde. Problematiza-se a contribuição deste profissional tanto para a manutenção de um modelo de saúde superado como para a construção de um modelo em consonância com a Reforma Sanitária e para consolidação do SUS. A segunda parte apresenta cinco artigos sendo três sobre experiências em saúde mental problematizando as conquistas da reforma psiquiátrica, o tratamento domiciliar de dependentes químicos e a atenção em saúde mental. Sem dúvida, são exercícios que adentram os resistentes muros dos hospitais psiquiátricos e seus saberes instituídos para, assim, começar a quebrar as correntes e abrir as portas para um novo modelo de atenção à saúde mental (GIOVENARDI, 2010, p. 115). Os muros a serem vencidos não são apenas dos hospitais psiquiátricos, mas também de práticas profissionais superadas, preconceituosas, e discursos que se amparam em um projeto de sociedade que não considera as conquistas da Reforma Sanitária. Os outros dois artigos abordam a dramaticidade das vidas de famílias em situação de vulnerabilidade e seus acordos de sobrevivência e a experiência de adolescentes que vivem e convivem com a AIDS desde o primeiro minuto de suas vidas, ou mesmo antes de nascer. São discussões e experiências riquíssimas todas amparadas e sustentadas por um mesmo horizonte: o compromisso com o Projeto Ético Político profissional do assistente social. São relatos plenos de possibilidades, não são planos e nem projetos, são antes de tudo realidades e têm como objetivo socializar experiências de formação na residência multiprofissional adensadas no mestrado ou doutorado, portanto, inquestionáveis quanto ao rigor com que foram elaborados. Espera-se contribuir para a consolidação e ampliação da inserção do assistente social na modalidade de formação em residência multiprofissional com seguimento em nível de pós-graduação stricto sensu, qualificando cada vez mais a formação profissional. 12

14 PARTE I SABERES CONSTRUÍDOS X SABERES INSTITUÍDOS: A formação profissional em movimento

15 EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE Marisa Camargo Maria Isabel Barros Bellini Entre o ideal e o real na atenção primária em saúde O interesse pela temática do exercício profissional do assistente social na atenção primária em saúde teve sua gênese no processo de formação em Atenção Básica em Saúde Coletiva através do Programa de Residência Integrada em Saúde (RIS), ofertado anualmente pela Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (ESP) na capital do estado, Porto Alegre. Essa formação em nível de pós-graduação lato sensu com ênfase na díade ensino-serviço possibilitou a inserção em equipes multidisciplinares de unidades básicas e, em menor proporção, de unidades secundárias do Sistema Único de Saúde (SUS), compostas por categorias profissionais de saúde de nível superior e técnico, na condição de residente de Serviço Social, no período de 2005 a Um conjunto de contradições que perpassavam a realidade vivenciada nas unidades de saúde campo do ensino em serviço da RIS pertencentes ao Centro de Saúde-Escola Murialdo (CSEM), instituição pioneira na criação da Residência em Medicina Comunitária no Brasil, suscitou, a priori, o interesse pela temática do processo de trabalho do qual os assistentes sociais eram partícipes no âmbito das equipes multidisciplinares de saúde. Era preliminar, dentre as contradições evidenciadas, o hiato entre o atendimento considerado ideal às necessidades sociais de saúde e o atendimento real ofertado nas unidades do SUS. Por um lado, integrava-se um processo de trabalho multidisciplinar em que, apesar das dificuldades institucionais de toda ordem para a efetivação da RIS, essa modalidade de ensino em serviço apresentava-se como potente estratégia de formação de recursos humanos qualificados para atuar no SUS com base em uma proposta de caráter educativo e político de ensino em serviço, com vistas à atenção integral, de caráter interdisciplinar, ao privilégio da articulação intersetorial e fortalecimento

16 dos princípios da atenção primária em saúde. Por outro lado, a realidade do SUS não garantia a absorção dos profissionais assistentes sociais no espaço sócio-ocupacional da atenção básica, principal campo de inserção dos residentes em Atenção Básica em Saúde Coletiva. Sob essa lógica, ainda que o assistente social egresso da RIS se constituísse em recurso humano qualificado para atuar no SUS, sua inclusão em equipes de atenção básica dependeria do interesse dos gestores municipais. Paradoxalmente, percebia-se a existência de um aspecto nuclear entre a saúde coletiva e o exercício profissional do assistente social, o que se convencionou denominar de convergência entre o objeto de atenção da saúde coletiva e o objeto de trabalho do assistente social (CAMARGO, 2009). A saúde coletiva, entendida como o conjunto de práticas em nível econômico, político, ideológico e técnico, toma como objeto as necessidades sociais de saúde (PAIM, ALMEIDA FILHO, 1998), o que se aproxima de maneira estrita com a forma sob a qual as expressões da questão social, objeto de trabalho do assistente social, emergem no âmbito da saúde. As necessidades de saúde são decorrentes das formas como os grupos se inserem na reprodução social (CAMPOS, SOARES, 2003), o que demanda compreender a saúde a partir de uma concepção ampliada e situá-la para além do espaço da produção social. O contexto vivenciado apontava para o insuficiente volume de informações acessadas acerca das particularidades do trabalho do assistente social, na busca por constituir respostas às necessidades sociais de saúde às quais aquele nível de atenção se voltava. A inquietude profissional em relação à explicitação dessas particularidades, tendo em vista ratificarem a coerência e necessidade de inserção do assistente social nas equipes de atenção básica do SUS, foi canalizada para o curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social (PPGSS) da Faculdade de Serviço Social (FSS), da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), cujo ingresso ocorreu no ano de A imersão na revisão teórica da temática e o estabelecimento de um esquema metodológico das questões norteadoras e dos respectivos objetivos permitiram importantes interpretações sobre o processo de EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL... 15

17 Serviço Social, Residência Multiprofissional e Pós-Graduação ensino em serviço da RIS e, consequentemente, das configurações do processo de trabalho em que participa o assistente social na atenção básica em saúde, constituindo-se em tema de pesquisa. A partir de uma pesquisa qualitativa, com caráter exploratório e descritivo, que fundamentou a dissertação de Mestrado em Serviço Social, defendida no ano de 2009, desvendaram-se as configurações do processo de trabalho em que participa o assistente social na saúde coletiva, no espaço sócio-ocupacional da atenção básica do SUS, tendo como lócus o município de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul (RS). 11 Cabe registrar que, ainda no processo de seleção dos participantes da pesquisa assistentes sociais que trabalharam em unidades de atenção básica do SUS durante o ano de 2007, não foram localizados profissionais na ESF, tampouco as informações sobre a inserção destes nas unidades de atenção básica estavam corretas e atualizadas. A grande maioria dos profissionais constantes como trabalhadores de unidades básicas de saúde a partir dos subsídios oficiais da Coordenadoria Geral de Atenção Básica à Saúde/CGRABS, órgão da Secretaria Municipal de Saúde/SMS, era na realidade proveniente de unidades de outros níveis de atenção no âmbito do SUS. Em virtude disso, dos 75 assistentes sociais identificados inicialmente, somente 12, isto é, 16% realmente trabalharam em unidades de atenção básica do SUS. Destes, dois recusaram-se a participar da pesquisa; um não obteve aval do coordenador da unidade de saúde para participar, sob a alegação de evitar prejuízos ao atendimento dos usuários do Serviço Social; e um foi excluído por trabalhar na gestão de uma unidade de média complexidade (CAMARGO, 2009). Em relação aos resultados encontrados, destaca-se que o tempo de inserção dos assistentes sociais nas unidades básicas de saúde apresentou variação de seis a 26 anos. No que diz respeito à qualidade dos serviços prestados, essa característica foi considerada positiva, à medida que o vínculo entre profissional e usuário contribui na qualificação da atenção em saúde e do modelo de atenção. Do ponto de vista das condições de trabalho e inserção do assistente social em 1 Dissertação de Mestrado em Serviço Social apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Serviço Social (PPGSS) da Faculdade de Serviço Social (FSS), da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), desenvolvida com o auxílio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) através da concessão de bolsa integral, defendida no ano de 2009, aprovada com voto de louvor e orientada pela Profa. Dra. Ana Lúcia Suárez Maciel. 16

18 unidades de atenção básica do SUS, essa mesma característica associase à transferência de profissionais a unidades de atenção secundária, a não realização de concursos públicos ou outras formas de contratação profissional pelas últimas gestões municipais e, ao crescente desmonte desse espaço sócio-ocupacional (CAMARGO, 2009). A redução do contingente profissional inserido em unidades básicas do SUS na realidade estudada, remonta à década de 90 do século XX, contexto de adesão do Estado aos pressupostos neoliberais enquanto proposta teórica inspiradora das políticas econômicas e sociais. Permeada por políticas de minimização do Estado interventor no campo social, amplia-se a adoção do Programa Saúde da Família (PSF) e da atenção básica como estratégias de organização do primeiro nível de atenção no âmbito do SUS, em um contexto de intensificação da focalização e da privatização da saúde, distanciandose progressivamente dos cuidados primários à população, privilegiados na Declaração de Alma-Ata. Em meio à polissemia de concepções adotadas nos diferentes países para referenciar o primeiro nível de atenção em saúde das populações, nos anos iniciais da primeira década do século XXI, as principais agências mundiais de saúde mobilizaram as Américas em prol da renovação da atenção primária em saúde. Em face das recentes mudanças desencadeadas em direção à renovação do nível primário de atenção à saúde, em nível continental, com repercussões locais para a saúde pública, bem como a necessidade de dar continuidade ao estudo empreendido no Mestrado em Serviço Social, o presente ensaio é produto das primeiras aproximações teóricas com as categorias temáticas orientadoras da proposta de pesquisa da tese de doutoramento em Serviço Social pelo PPGSS da FSS, da PUCRS. Nesse ínterim, apresentam-se os resultados da revisão do estado da arte sobre o tema de pesquisa: exercício profissional do assistente social na atenção primária em saúde, realizada em duas importantes fontes de informações secundárias que armazenam produções teóricas em Serviço Social. Essa proposta tem como objetivo identificar o direcionamento dado às produções da área sobre o exercício profissional do assistente social na renovação da atenção primária em saúde. Ampliar a leitura da realidade de trabalho do assistente social pressupõe enriquecer EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL... 17

19 o tratamento teórico do exercício profissional considerado em suas múltiplas determinações e mediações, o que implica caminhar para uma abordagem na óptica de totalidade da mesma, ampliando o foco de análise para o trabalho em seu processo de realização no mercado de trabalho, em condições e relações sociais determinadas (IAMAMOTO, 2008, p. 258). O exercício profissional extrapola o foco centrado no trabalho do assistente social, visto que esse se restringe a um dos elementos do exercício profissional. Saúde no Século XXI: Renovação da Atenção Primária em Saúde Serviço Social, Residência Multiprofissional e Pós-Graduação Por ocasião da Conferência Internacional de Alma-Ata, realizada no ano de 1978, sob a promoção da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), os cuidados primários de saúde foram considerados foco principal do sistema de saúde dos países, e parte integrante do desenvolvimento global comunitário. Por sua vez, a Atenção Primária em Saúde (APS) foi definida como a principal estratégia para a expansão das coberturas dos serviços para toda a população e diminuição das taxas de morbidade e mortalidade. No conteúdo da Declaração de Alma-Ata, produto desse processo, consta a preocupação com a promoção da saúde de todos os povos do mundo, destacando-se a participação comunitária como um dos princípios fundamentais dos cuidados primários de saúde (OMS, 1978). Nesse contexto, a saúde foi considerada um direito humano fundamental e alcançar o seu mais alto nível tornou-se a mais importante meta social mundial atrelando-se a sua efetivação, para além do setor saúde, à ação coletiva de setores sociais e econômicos. Para tanto, aprovaram-se inúmeras resoluções, dentre as quais, que a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e o UNICEF seguissem apoiando estratégias nacionais de cuidados básicos de saúde, cujas recomendações foram aprovadas na Assembleia Mundial de Saúde no ano seguinte, 1979, e acatadas pelo governo brasileiro, fazendo referência à relação entre saúde e desenvolvimento (NUNES, 1994; CAMARGO, 2009). Na década de 90 do século XX, o Banco Mundial assinalou a necessidade de os países das Américas lutarem contra a pobreza e investir em saúde, influenciando na criação de um pacote de serviços de atenção primária. Em reunião para dirigentes mundiais, promovida 18

20 pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano 2000, chefes de Estado e de governo de diversos países, dentre os quais o Brasil, aprovaram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), quais sejam: 1) erradicar a extrema pobreza e a fome; 2) alcançar o ensino básico universal; 3) promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; 4) reduzir a mortalidade infantil; 5) melhorar a saúde materna; 6) combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças; 7) garantir a sustentabilidade ambiental; 8) desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento (ONU, 2000). Durante a primeira década do século XXI pode-se constatar um crescente interesse em renovar a APS, em nível mundial. Em 2004, a OPAS e a OMS convocaram os estados membros a adotarem uma série de recomendações em prol do fortalecimento da atenção primária. Criou-se então um Grupo de Trabalho sobre APS, responsável pela revisão de literatura dos países e elaboração de diversos documentos que foram apresentados e discutidos em fóruns virtuais e em sessões plenárias em reunião na Costa Rica (OPAS/OMS, 2005). No ano seguinte, em 2005, um documento provisório foi enviado aos países, com sugestões para conduzir o processo nacional de consulta sobre a APS, bem como de diretrizes específicas para a análise. O produto desse processo foi o lançamento do documento de posicionamento da OPAS e da OMS, denominado Renovação da Atenção Primária em Saúde/APS nas Américas (OPAS/OMS, 2005). Dentre os motivos para adotar uma abordagem renovada da APS, são destacados no documento supracitado: o surgimento de novos desafios epidemiológicos; a necessidade de corrigir os pontos fracos e as inconsistências presentes em algumas das abordagens amplamente divergentes da APS; o desenvolvimento de novas ferramentas e o conhecimento de melhores práticas que a APS pode capitalizar de forma a serem mais eficazes. Além disso, há um crescente reconhecimento de que a APS é uma ferramenta para fortalecer a capacidade da sociedade de reduzir as iniquidades na área da saúde (OPAS/OMS, 2005). Nessa perspectiva, a abordagem renovada da APS é vista como condição essencial para alcançar os compromissos da Declaração do Milênio, abordando os determinantes sociais e alcançando o nível mais EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL... 19

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