PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

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1 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PREFEITURA MUNICIPAL DE SOROCABA FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS E DA SAÚDE SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Setembro de 2013

2 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO Profa. Dra. Anna Maria Marques Cintra Reitora Prof. Dr. José Eduardo Martinez Vice-reitor Profa. Dra. Alexandra Fogli Serpa Geraldini Pró-reitora de Educação Continuada Prof. Dr. Godofredo Campos Borges Diretor da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde ProfDrª Izabel Cristina Ribeiro da Silva Saccomann Chefe do Departamento de Enfermagem PREFEITURA MUNICIPAL DE SOROCABA Prefeito ANTONIO CARLOS PANNUNZIO Secretário Municipal de Saúde ARMANDO MARTINHO BARDOU RAGGIO

3 CONSTRUÇÃO DO PROJETO DIEGO GARCIA DINIZ (PMS) IZABEL CRISTINA RIBEIRO DA SILVA SACCOMANN (PUCSP) GLEIDJANE MACIEL DELLA CRUZ (PMS) LILIANE GUIMARÃES PINHO (PMS) ALCIRENE H CABRAL (PUCSP)

4 Sumário Apresentação Identificação do Programa de Residência Multiprofissional Instituição Formadora Unidade Responsável/ Instituição Executora Nome do Programa Coordenador do Programa Telefones Institucional Formação Titulação Registro Profissional Link plataforma Lattes Preceptores/ Tutores/ Docentes do Programa Caracterização do Programa Projeto Pedagógico Justificativa OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos Diretrizes Pedagógicas Articulação com as Políticas Locorregionais Articulação com Políticas de Saúde Pactuação com Gestor Local de Saúde Parceria Núcleo Docente Assistencial Estruturante - NDAE Cenários de Prática Infraestrutura do Programa Estrutura e Funcionamento do Programa Critérios para admissão Seleção

5 Perfil de Egresso Metodologia de Avaliação Avaliação discente Avaliação do Projeto Pedagógico Critérios para desligamento do Programa Desenvolvimento das atividades programadas aos residentes Matriz Curricular Programa de Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência Eixo Transversal do Programa: Eixo Transversal da Área de Concentração: URGÊNCIA e EMERGÊNCIA Eixo Específico das Profissões Articulação com outros programas Semana Padrão Referências ANEXO1 - Legislação especifica: Residência Multiprofissional

6 APRESENTAÇÃO No cenário atual de mudanças no processo de trabalho em saúde, com a introdução de inovações tecnológicas e de novas formas de organização do trabalho, o desenvolvimento das práticas profissionais que considerem o contexto social e a concepção em saúde, tem se tornado fundamental como estratégias de reordenação setorial e institucional no Sistema Único de Saúde - SUS. Essas referências vêm inspiradas no paradigma da promoção da saúde, a qual aponta para a formulação de um conceito ampliado de saúde, transcendendo a dimensão setorial de serviços e, ainda, considerando o caráter multiprofissional e interdisciplinar dessa produção. Assim, a concepção dos profissionais de saúde tornou-se objeto de freqüentes reflexões, face à necessidade de recursos humanos capacitados para atender as necessidades do SUS. A formação do profissional, nas diversas ocupações da área da saúde, ainda está pautada no modelo biomédico, fragmentado e especializado, o que tem dificultado a compreensão dos determinantes e a intervenção sobre os condicionantes do processo saúde-doença da população. A fragmentação do conhecimento, que caracteriza a formação inicial na maior parte dos cursos, predispõe à mesma ocorrência na prática, o que cria obstáculos para a construção da integralidade da assistência.a mudança do paradigma assistencial está relacionada à formação e ao preparo dos profissionais para um agir eficaz, que não se limita à aquisição de conhecimentos, mas resulta da interação com o contexto social, buscando o desenvolvimento de competências estruturadas na ação. Com a intenção de construir um novo conhecimento, que tenha impacto na resolução de problemas de saúde da população, o trabalho em equipe, com vistas à interdisciplinaridade, tem sido foco de atenção na formação e qualificação dos trabalhadores em saúde, considerando a extrema importância da interação e da troca de conhecimentos, a 6

7 partir de princípios éticos e respeito nas relações entre trabalhadores e usuários dos serviços. Entretanto, para que essa interdisciplinaridade seja efetiva, é imprescindível que haja disponibilidade dos profissionais para adotar posturas flexíveis, solidárias e democráticas. Deste modo, o processo atual de formação deve ser articulado com o mundo do trabalho, rompendo a separação existente entre teoria e práticae estimulando os profissionais a desenvolver um olhar críticoreflexivo que possibilite transformação dos métodos, tendo em vista a resolubilidade e a qualidade dos serviços prestados à comunidade. Nessa perspectiva, é desejável que os profissionais de saúde tenham um perfil generalista e problematizador e que sejam preparados para trabalhar em equipe multiprofissional, atuando de acordo com os princípios e diretrizes do SUS. Isso se faz necessário para que ocorra a integralidade da atenção e o enfrentamento efetivo de todos os aspectos relacionados à saúde e vivenciados na prática laborativa. Em dezembro de 1997, no relatório final do Seminário sobre Residência em Saúde da Família, foi apresentada a proposta de criação da Residência Multiprofissional em Saúde, voltada para formação de um novo perfil profissional para integrar futuras equipes de saúde. O modelo de Residência Multiprofissional a ser criado contemplaria as especificidades de cada profissão, assim como uma área comum, abordando a promoção da saúde, a integralidade da atenção e o acolhimento. Desde 2002, o Ministério da Saúde tem financiado Programas de Residência Multiprofissional em Saúde, na modalidade de pósgraduação senso lato, cujo objetivo principal, é qualificar os profissionais da saúde, para atuarem em sistemas e serviços públicos, a partir da inserção dos mesmos em serviços de saúde de diferentes níveis de complexidade - Gestão e Políticas de Saúde, Atenção Básica em Saúde da Família, Atenção em Rede Hospitalar onde possam 7

8 realizar práticas que integrem ensino-pesquisa-extensão-assistênciagestão alinhadas aos princípios do Sistema Único de Saúde. A atual política do Ministério da Saúde, de valorização do SUS, como ordenador da formação de recursos humanos em saúde, de acordo com o Art. 200 da Constituição Federal, levou, em 2005, a instituição da Residência Multiprofissional em Saúde (RMS), por meio da Portaria Interministerial MEC/MS n que tr az em seu bojo o objetivo de integração entre as instituições de ensino e os serviços de saúde, caracterizada por ações que visam à mudança das práticas de formação e atenção, do processo de trabalho e da construção do conhecimento, a partir das necessidades dos serviços. A portaria GM/MS nº. 2048/20021 em seu regulamento técnico estabelece a Política Nacional de Atendimento as Urgências e Emergências e define o serviço de Atendimento Pré-Hospitalar, Hospitalar e os Profissionais Oriundos e não da área da Saúde: considera-se como assistência na área de urgência, o atendimento que procura atender precocemente à vítima, após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza clínica, cirúrgica, traumática, inclusive as psiquiátricas), que possa levar ao sofrimento, seqüelas ou mesmo à morte, sendo necessário, portanto, prestar-lhe atendimento e/ou transporte adequado a um serviço de saúde devidamente hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde-SUS. O serviço de atendimento pré-hospitalar deve ser entendido como uma atribuição da área da Saúde, sendo vinculado a uma Central de Regulação, com equipe fixa e frota de veículos compatíveis com as necessidades de saúde da população de um município ou uma região, podendo, portanto, extrapolar os limites municipais. Esta região de cobertura deve ser previamente definida, considerando-se aspectos demográficos, populacionais, territoriais, indicadores de saúde, oferta de serviços e fluxos habitualmente utilizados pela clientela. O serviço 1 Ministério da Saúde Politica Nacional de Atendimento as Urgências e Emergências. Brasília DF ª edição ampliada 8

9 deve contar com a retaguarda da rede de serviços de saúde, devidamente regulada, disponibilizada conforme critérios de hierarquização e regionalização formalmente pactuados entre os gestores do sistema loco-regional. Equipe Profissional Os serviços de atendimento pré-hospitalar devem contar com equipe de profissionais oriundos da área da Saúde e não oriundos da área da Saúde. Considerando-se que as urgências não se constituem em especialidade médica ou de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção dada à área ainda é bastante insuficiente, entende-se que os profissionais que venham a atuar nos Serviços de Atendimento Pré-Hospitalar devam ser habilitados pelos Núcleos de Educação em Urgências, cuja criação é indicada pelo presente Regulamento e cumpram o conteúdo curricular mínimo nele proposto. A presente portaria estabelece o perfil profissional desejado para cada profissional oriundo ou não da área da saúde. Qualificação profissional para o Atendimento as Urgências e Emergências Pré-Hospitalar (APH) A qualificação profissional necessária para atuação dos profissionais no sistema de APH é tratada neste regulamento no capitulo VII, onde são apresentados as justificativas e os formatos de cursos a serem ministrados para cada categoria profissional que atuar no sistema de urgência e emergência, bem como, no Sistema Único de Saúde integrado ao sistema de atenção à saúde. Justifica-se a necessidade de capacitação, habilitação e educação continuada dos trabalhadores do setor, por ser observado ainda a fragmentação e o baixo aproveitamento do processo educativo tradicional e a insuficiência dos conteúdos curriculares dos aparelhos formadores na qualificação de profissionais para as urgências, 9

10 principalmente, em seu componente pré-hospitalar. Também se constata a grande proliferação de cursos de iniciativa privada de capacitação de recursos humanos para a área, com grande diversidade de programas, conteúdos e cargas horárias, sem a adequada integração à realidade e às diretrizes do Sistema Único de Saúde SUS. Assim, considerando o ainda importante grau de desprofissionalização, falta de formação e educação continuada dos trabalhadores das urgências, resultando em comprometimento da qualidade na assistência e na gestão do setor; A necessidade de criar estruturas capazes de problematizar a realidade dos serviços e estabelecer o nexo entre trabalho e educação, de forma a resgatar o processo de capacitação e educação continuada para o desenvolvimento dos serviços e geração de impacto em saúde dentro de cada nível de atenção; A necessidade de estabelecimento de currículos mínimos de capacitação e habilitação para o atendimento às urgências, face aos inúmeros conteúdos programáticos e cargas horárias existentes no País e que não garantem a qualidade do aprendizado; O grande número de trabalhadores já atuando no setor e a necessidade de garantir-lhes habilitação formal, obrigatória e com renovação periódica para o exercício profissional e a intervenção nas urgências e, Ainda, considerando a escassez de docentes capazes de desenvolver um enfoque efetivamente problematizador na educação e a necessidade de capacitar instrutores e multiplicadores com certificação e capacitação pedagógica para atender à demanda existente é que este Regulamento Técnico propõe aos gestores do SUS a criação, organização e implantação de Núcleos de Educação em Urgências NEU. 10

11 Os Núcleos de Educação em Urgências devem se organizar como espaços de saber interinstitucional de formação, capacitação, habilitação e educação continuada de recursos humanos para as urgências, sob a administração de um conselho diretivo, coordenado pelo gestor público do SUS, tendo como integrantes as secretarias estaduais e municipais de saúde, hospitais e serviços de referência na área de urgência, escolas de bombeiros e polícias, instituições de ensino superior, de formação e capacitação de pessoal na área da Saúde, escolas técnicas e outros setores que prestam socorro à população, de caráter público ou privado, de abrangência municipal, regional ou estadual. 1 - IDENTIFICAÇÃO DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL 1.1.Instituição Formadora: Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo campus Sorocaba 1.2.Unidade Responsável/ Instituição Executora: Secretaria Municipal de Saúde Prefeitura de Sorocaba SP 1.3. Nome do Programa: Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência. 1.4 Coordenador do Programa: Alcirene Helaehil Cabral 11

12 Telefones Institucional: (15) Formação: Enfermeira Titulação: Mestre Registro Profissional: COREN: Link plataforma Lattes:http://lattes.cnpq.br/ A função da coordenação do Programa de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde deverá ser exercida por profissional com titulação mínima de mestre e com experiência profissional de, no mínimo, 03 (três) anos nas áreas de formação, atenção ou gestão em saúde. O Coordenador de Programa tem como responsabilidade: I - fazer cumprir as deliberações da COREMU; II - garantir a implementação do programa; III - coordenar o processo de auto-avaliação do programa; IV - coordenar o processo de análise, atualização e aprovação das alterações do projeto pedagógico junto à COREMU; V - constituir e promover a qualificação do corpo de docentes, tutores e preceptores, submetendo-os à aprovação pela COREMU; VI - mediar as negociações interinstitucionais para viabilização de ações conjuntas de gestão, ensino, educação, pesquisa e extensão; VII - promover a articulação do programa com outros programas de residência em saúde da instituição, incluindo a médica, e com os cursos de graduação e pósgraduação; VIII - fomentar a participação dos residentes, tutores e preceptores no desenvolvimento de ações e de projetos interinstitucionais em toda a extensão da rede de atenção e gestão do SUS; 12

13 IX - promover a articulação com as Políticas Nacionais de Educação e da Saúde e com a Política de Educação Permanente em Saúde do seu estado por meio da Comissão de Integração Ensino-Serviço - CIES; X - responsabilizar-se pela documentação do programa e atualização de dados junto às instâncias institucionais locais de desenvolvimento do programa e à CNRMS Preceptores/ Tutores/ Docentes do Programa O Tutor com titulação mínima de Mestre é profissional da carreira docente ou não, que detém o maior grau de experiência em uma determinada área de conhecimento, tendo como função a atividade de orientação acadêmica de preceptores e residentes. Cabe ao tutor, conforme a Resolução CNRMS nº 2, de 13 de abril de 2012: Implementar estratégias pedagógicas que integrem saberes e práticas, promovendo a articulação ensino-serviço, de modo a proporcionar a aquisição das competências previstas no projeto Pedagógico dos Programas, realizando encontros periódicos com preceptores e residentes com frequência mínima semanal, contemplando todas as áreas envolvidas no programa; Organizar, em conjunto com os preceptores, reuniões periódicas para implementação e avaliação do Projeto Pedagógico; Participar do planejamento e implementação das atividades de educação permanente em saúde para os preceptores; Planejar e implementar, junto aos preceptores, equipe de saúde, docentes e residentes, ações voltadas à qualificação dos serviços e desenvolvimento de novas tecnologias para atenção e gestão em saúde; Articular a integração dos preceptores e residentes com os respectivos pares de outros programas, bem como com estudantes dos diferentes níveis de formação profissional na saúde; Participar do processo de avaliação dos residentes; Participar da avaliação do Projeto Pedagógico do programa, contribuindo para o seu aprimoramento; 13

14 Orientar e avaliar dos trabalhos de conclusão do programa de residência. O Preceptor com titulação mínima de especialista é o profissional com formação mínima de especialista, cuja função caracteriza-se por supervisão direta das atividades práticas realizadas pelos residentes nos serviços de saúde onde se desenvolve o programa, sendo, necessariamente, da mesma área profissional do residente sob sua supervisão, estando presente no cenário de prática. São competências do preceptor, segundo a da Resolução CNRMS nº 2, de 13 de abril de 2012: Exercer a função de orientador de referência para o(s) residente(s) no desempenho das atividades práticas vivenciadas no cotidiano da atenção e gestão em saúde; Orientar e acompanhar, com suporte do(s) tutor (es) o desenvolvimento do plano de atividades teórico-práticas e práticas do residente, devendo observar as diretrizes do Projeto Pedagógico; Elaborar, com suporte do(s) tutor (es) e demais preceptores da área de concentração, as escalas de plantões e de férias, acompanhando sua execução; Facilitar a integração do(s) residente(s) com a equipe de saúde, usuários (indivíduos, família e grupos), residentes de outros programas, bem como com estudantes dos diferentes níveis de formação profissional na saúde que atuam no campo de prática; Participar, junto com o(s) residente(s) e demais profissionais envolvidos no programa, das atividades de pesquisa e dos projetos de intervenção voltados à produção de conhecimento e de tecnologias que integrem ensino e serviço para qualificação do SUS; Identificar dificuldades e problemas de qualificação do(s) residente(s) relacionadas ao desenvolvimento de atividades práticas de modo a proporcionar a aquisição das competências previstas no Projeto Pedagógico do programa, encaminhando-as ao(s) tutor (es) quando se fizer necessário; 14

15 Participar da elaboração de relatórios periódicos desenvolvidos pelo(s) residente(s) sob sua supervisão; Proceder, em conjunto com tutores, a formalização do processo avaliativo do residente, com periodicidade máxima bimestral; Participar da avaliação da implementação do Projeto Pedagógico do programa, contribuindo para o seu aprimoramento; Orientar e avaliar dos trabalhos de conclusão do programa de residência. O Docente é o profissional que participa do desenvolvimento das atividades teóricas e tecno-práticas previstas no Projeto Pedagógico do curso. Conforme resolução nº2/2012 da CNRMS compete ao docente: Articular junto ao tutor mecanismos de estímulo para a participação de preceptores e residentes nas atividades de pesquisa e nos projetos de intervenção; Apoiar a coordenação dos programas na elaboração e execução de projetos de educação permanente em saúde para a equipe de preceptores da instituição executora; Orientar e avaliar os trabalhos de conclusão do programa, conforme as regras estabelecidas no Regimento Interno da COREMU. Os docentes poderão ter vínculo com PUC-SP ou Instituição parceira. Os docentes da área profissional de Farmácia, inexistente na PUCSP serão captados na Universidade de Sorocaba (UNISO) e participarão como docentes externos, por meio de carta-convite, dos conteúdos teóricos referentes aos eixos específicos das profissões. A área de Odontologia, inexistente na PUCSP e na UNISO, contará com docentes, profissionais com titulação mínima de especialista, que atuam na instituição executora. 15

16 2. CARACTERIZAÇÃO DO PROGRAMA 2.1. Área de Concentração: Urgência e Emergência 2.2- Período de Realização: Março/2014 a Março/ Carga Horária Total (da Área de Concentração): 5760 (cinco mil, setecentos e sessenta) horas Carga Horária Teórica: 1152 (mil cento e cinquenta e duas) horas Carga Horária Prática: 4608 (quatro mil seiscentos e oito) horas 2.4- Modalidade do Curso: Tempo Integral com dedicação exclusiva. A carga horária semanal será de (60) sessenta horas Número de Vagas Anuais: (06) Enfermagem; (04) Odontologia; (04) Psicologia; (04) Farmácia; (04) Serviço Social 3. PROJETO PEDAGÓGICO A Instituição de Ensino Superior, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), representada pelo Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas e da saúde (FCMS) é a responsável pela organização desse Projeto Pedagógico. 3.1.Justificativa Compreendendo que a noção sobre o trabalho na saúde é norteadora das decisões políticas e técnicas envolvendo todos os componentes da formação profissional, a proposição de uma Residência Multiprofissional em Saúde cumpre o intuito de articular o mundo do trabalho e da educação, criando mais um espaço de consolidação de saberes e práticas, bem como de responder à Política Nacional de Educação Permanente. Ressalta-se que a criação do Programa de Especialização na modalidade de Residência em Saúde, 16

17 busca responder a política governamental, bem como possibilitar um movimento institucional de transformação, de mudança, pautado no pressuposto da aprendizagem significativa, com reflexão cotidiana da prática, principalmente da prática multiprofissional. A especialização pela Residência Multiprofissional em Saúde constitui-se numa das etapas de aperfeiçoamento profissional, fixando os alunos por um período de dois anos na instituição, no sentido de que possam ampliar os conhecimentos teóricos, aplicando-os à prática, possibilitando a verdadeira práxis na profissão. Pela incorporação da perspectiva interdisciplinar, essa especialização pretende construir a partir de uma prática diferenciada, novas possibilidades do profissional vivenciar a atuação nos serviços de saúde, considerando uma visão mais integradora e articulada dos usuários do SUS e de suas necessidades de saúde. Supre, assim, a necessidade dos profissionais em relação ao seu aprimoramento técnico-científico, bem como da própria sociedade, que busca uma assistência cada vez mais qualificada e necessita de profissionais aptos a responder tal demanda em todas as esferas de atenção. A definição pela realização do curso na área de atenção à saúde em urgências e emergências está alicerçada na necessidade de capacitação técnica de profissionais de saúde para atuação nestas áreas, considerando as realidades locorregionais. Nesta perspectiva é que a proposta desta Residência abarca a gestão e atenção à saúde, em especial a atenção à saúde em urgências e emergências, incluindo conhecimentos da clínica e da cirurgia, da epidemiologia, tendo como cerne a dimensão cuidativa e a integralidade da atenção em saúde. Destaca-se que para o atendimento das diretrizes do Programa, serão utilizadas metodologias ativas, pautadas na problematização da realidade, na articulação teoria e prática, buscando uma práxis reflexiva e crítica. Para viabilizar esta proposta, há que se pensar na Educação Permanente de Preceptores e Tutores e neste sentido o conjunto dos profissionais envolvidos na residência, preceptores e 17

18 supervisores estarão em processo contínuo de capacitação para atuar junto aos residentes. Neste processo prevê-se a realização de seminários conjuntos abordando temas comuns as diversas profissões, Políticas de Saúde voltadas para a atenção em média e alta complexidade, Políticas de Saúde específicas da atenção básica e outras que tenham interface com o curso. As áreas específicas também deverão promover seminários e outras atividades para a capacitação específica. Nestas capacitações estarão incluídos estudos ou aprofundamentos do debate para realização de trabalhos multidisciplinares, que como sabemos é um desafio na formação, com vistas superar o modelo biomédico centrado no atendimento individual OBJETIVOS Objetivo Geral Capacitar profissionais da área da saúde do ponto de vista ético, político e técnico-científico, por meio da educação em serviço, para atuarem em equipe multiprofissional na atenção de urgência e emergência assegurando os princípios do SUS e o atendimento das reais necessidades de saúde da população Objetivos Específicos a) Atuar em equipes multiprofissionais nas especialidades de urgência e emergência, através de programa de treinamento em serviço na perspectiva de um trabalho interdisciplinar. b) Aprimorar a qualidade da assistência prestada aos usuários do SUS, através da atuação conjunta dos residentes, professores, preceptores e profissionais das diversas áreas. 18

19 c) Capacitar os residentes para atuar nas especialidades de urgência e emergência e desenvolver competências técnicas de intervenção relacionadas à assistência, à gerência, à educação e a pesquisa na área da saúde, a fim de atender as metas da integralidade e resolutividade da atenção em saúde. d) Fortalecer as relações entre profissionais e pós-graduação de forma a socializar o conhecimento e ampliar a teoria e prática, possibilitando a práxis na profissão Diretrizes Pedagógicas As diretrizes pedagógicas que norteiam a formação profissional da Residência Multiprofissional em Urgência e Emergência contemplam uma visão crítica-educativa voltada para a revitalização das práticas de saúde para além dos eventos biológicos e patológicos pela inserção do conceito emancipatório das necessidades de saúde no processo de trabalho da Atenção Básica ao atendimento de Urgência e Emergência contemplando saberes da clínica ampliada e da saúde coletiva. Tais diretrizes estão baseadas no ensino centrado no sujeito da aprendizagem, na construção do conhecimento de forma proativa, na busca de novas formas de pensar e intervir na realidade, na construção do conhecimento individual e coletivo, na integração entre teoria e prática que instrumentalize para a intervenção competente e na integração multiprofissional que garanta a articulação técnica de saberes. A proposta de especialização, na modalidade de residência multiprofissional em saúde, reafirma o entendimento de que a formação dos profissionais de saúde deve ser percebida no contexto de uma política mais ampla de ensino, considerando-se o processo de mudanças sociais, nas quais se situa o conhecimento e a informação. Compreendendo que o trabalho em saúde é norteador das decisões políticas e técnicas envolvendo todos os componentes da formação profissional, a proposição de uma Residência Integrada Multiprofissional em Saúde cumpre o intuito de articular o mundo do 19

20 trabalho e da educação, criando mais um espaço de consolidação de saberes e práticas, bem como de responder à Política Nacional de Educação Permanente. Ressalta-se que possibilita um movimento institucional de transformação, de mudança, pautado no pressuposto da aprendizagem significativa, com reflexão cotidiana da prática, principalmente da prática multiprofissional. A especialização pela Residência Multiprofissional em Saúde constitui-se numa das etapas de aperfeiçoamento profissional, fixando os alunos por um período de dois anos na instituição, no sentido de que possam ampliar os conhecimentos teóricos, aplicando-os à prática, possibilitando a verdadeira práxis na profissão. Pela incorporação da perspectiva interdisciplinar, essa especialização pretende construir a partir de uma prática diferenciada, novas possibilidades do profissional vivenciar a atuação nos serviços de saúde, considerando uma visão mais integradora e articulada dos usuários do SUS e de suas necessidades de saúde. Supre, assim, a demanda dos profissionais em relação ao seu aprimoramento técnico-científico, bem como da própria sociedade, que busca uma assistência cada vez mais qualificada e necessita de profissionais aptos a responder tal demanda em todas as esferas de atenção. A definição pela realização do curso de Residência Multiprofissional na área de Urgência e Emergência é alicerçada na necessidade de capacitação técnica de profissionais para atuação nessa proposta, haja vista a adoção desse modelo como prioritário para a organização da atenção básica em saúde no Brasil. Tal prática enfatiza a multidisciplinaridade, alicerçada na compreensão que a atenção à saúde não se efetiva a partir da prática profissional isolada. Mas impõe uma aprendizagem multiprofissional, na perspectiva de construção da interdisciplinaridade, ou seja, os educandos neste processo estarão sendo preparados para compreender e atuar em uma realidade complexa, considerando os saberes e fazeres das diversas profissões envolvidas, com vistas a melhorar a resolubilidade da atenção à saúde. 20

21 Neste sentido, algumas referências essenciais podem ser apontadas, tais como: o foco central dirigido à realidade local com ênfase nas necessidades de saúde das pessoas e das populações, por meio do processo de trabalho multiprofissional e interdisciplinar; a adoção de metodologias ativas de ensino-aprendizagem considerando como espaços privilegiados para o desenvolvimento deste processo os seminários de estudos interdisciplinares, os encontros de saberes, os momentos de integração, a supervisão local e acadêmica e a educação em serviço; e a adoção de metodologias inovadoras de avaliação que tenham como foco a integralidade e que facilitem a avaliação da interação entre os alunos profissionais e os diversos cenários de práticas na perspectiva da interação constante, tanto por meio da problematização dos espaços, quanto da transformação dos mesmos. Destaca-se que para viabilizar esta proposta, a educação permanente de Preceptores e Tutores ocorrerá preliminarmente e concomitantemente. O conjunto dos profissionais envolvidos na residência, preceptores e supervisores estarão em processo contínuo de capacitação para atuar junto aos residentes. Neste processo, prevêse a realização de seminários conjuntos abordando temas comuns às diversas profissões e outras que tenham interface com o curso além das demandas específicas Articulação com as Políticas Locorregionais A cidade de Sorocaba, município do interior paulista, localizado a 96 km da capital São Paulo, tem se destacado no cenário nacional atual, como uma das cidades mais promissoras em relação ao desenvolvimento socioeconômico. Em virtude da sua localização estratégica, da implantação de políticas públicas que melhoraram a qualidade de vida dos sorocabanos e dos incentivos governamentais na economia brasileira, Sorocaba, nos últimos anos, recebeu muitos investimentos. Hoje, Sorocaba, registra uma diversificação econômica raramente vista em outros municípios brasileiros. É a quinta cidade em 21

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