A ação pública não-governamental em redes sócio-técnicas de governança urbana *

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A ação pública não-governamental em redes sócio-técnicas de governança urbana *"

Transcrição

1 CEISAL 2007 ESE 2 - La Acción Pública No Gubernamental en América Latina:su impacto político, social y económico A ação pública não-governamental em redes sócio-técnicas de governança urbana * Klaus Frey ** Introdução Conforme a percepção de Manuel Castells (1999) é possível caracterizar a sociedade contemporânea como sociedade em rede por ela ser progressivamente caracterizada pela predominância da forma organizacional da rede em todos os campos da vida social. As redes tornaram-se foco de atenção das mais variadas áreas de conhecimento, ao passo que as telecomunicações, sobretudo a internet, se tornaram poderosas ferramentas de comunicação, dando suporte tecnológico às emergentes redes sociais, ou redes sócio-técnicas. A sociedade civil, de acordo com Castells (2004, p.223), está sendo reconstruída em nível local e global em virtude da atuação das redes de ativistas, cujos debates e processos organizativos são crescentemente baseados no uso da internet. As organizações não-governamentais têm se transformado em agentes de crescente importância nos espaços de negociação de questões coletivas globais nos processos de governança global, integrando ou variando inovadoras formas de atuação, tanto para dentro quanto por fora das instituições, recorrendo crescentemente às novas tecnologias da informação e comunicação (TICs) como instrumento de organização, articulação e de divulgação de idéias e ações e de pressão política. De forma exemplar, destaca-se o movimento contra a globalização econômica cujas estratégias de ação são estritamente relacionadas com as potencialidades informacionais e comunicacionais das novas tecnologias. Nas palavras do ex-economista chefe do Banco Mundial: Estas tramas comunicativas são uma ferramenta eficaz para cobrar transparência, e é justamente isto que aqueles que protestam contra as conseqüências destrutivas da globalização esperam de organizações como o FMI e a OMC, não apenas em palavras, mas também em ações (Stiglitz, 2004, p.19). Entretanto, apesar deste reconhecido papel da sociedade civil nos processos de governança global, aumentam as vozes críticas à sua atuação em virtude dos problemas relacionados à legitimidade, accountability e às estruturas de poder que caracterizam a atuação das organizações não-governamentais nos fóruns internacionais (Edwards, 2001). Mesmo que seja possível atestar à grande parte das * O artigo está baseado em dois projetos de pesquisa: o projeto Governança urbana e redes sociais na sociedade da informação, financiado pelo CNPq, sob minha coordenação; e o projeto Redes técnosociais e a gestão democrática da cidade, com apoio do Fundo Regional para o Desenvolvimento da Internet para a América Latina e o Caribe (FRIDA/LACNIC); este projeto envolveu duas universidade do Brasil e universidades do México e da Colômbia. O projeto teve como coordenadora geral a Profa. Tamara Egler do IPPUR/UFRJ no Rio de Janeiro. No âmbito do subprojeto desenvolvido pela equipe do PPGTU/PUCPR e sob minha coordenação foram defendidas duas dissertações de mestrado com foco nas políticas de difusão social de TICs (Procopiuck, 2007) e de meio ambiente (Rosa, 2007), respectivamente, nas quais se baseiam os resultados aqui apresentados. Resultados de um outro subprojeto sobre a política de proteção social não foram contemplados neste trabalho (ver o relatório final: EGLER, 2006) ** Professor no Mestrado em Gestão Urbana na Pontifícia Universidade Católica do Paraná no Brasil e pesquisador do CNPq; atualmente realiza estágio pós-doutoral na Universidade Tecnológica de Berlin, no Instituto de Planejamento Urbano e Regional, FG Planejamento regional no contexto internacional, com bolsa da CAPES.

2 ONGs uma atuação legítima no sentido de elas atuarem de acordo com suas incumbências legais, de proporcionarem conhecimento e competências relevantes para os processos de negociação nos fóruns globais e, finalmente, de usufruírem reconhecimento por parte de outros órgãos legítimos envolvidos, as organizações nãogovernamentais carecem de uma legitimidade por falta de representatividade. Transnational civil society is far from democratic and few networks have democratic systems of governance and accountability (ibid, p.147). Isto é, apesar de seu papel importante enquanto essential layer of checks and balances to the international system (ibidem) não deve se ignorar um dos principais dilemas da sociedade civil global, a falta de conexão do movimento global com as comunidades locais. Diante deste dilema, este artigo pretende apresentar indícios para a expectativa de que através do uso mais intensivo das TICs, sobretudo da Internet, os atores locais, em primeiro lugar, acabam se organizando cada vez mais em redes, melhorando suas possibilidades de ação coletiva em processos de governança local e, em segundo lugar, acabam se relacionando progressivamente com seus pares em âmbito global, através do ciberespaço, contribuindo para a redução da distância entre as organizações globais e locais. A redução do déficit de legitimidade democrática poderia se dar, no entanto, de mão dupla: de um lado, aumentando a representatividade das organizações não-governamentais globais nas negociações internacionais em função de uma maior inserção nas comunidades locais (legitimidade através de representação); de outro, aumentando o grau de conhecimento e competência das organizações locais em função de uma maior proximidade às discussões e intercâmbios globais (legitimidade através de efetividade). É exatamente a falta de conhecimentos das condições locais por parte dos tomadores de decisão em fóruns globais que se costuma alegar como responsável pelo fato de muitos programas e planos se revelarem inadequados para resolver problemas nas localidades, ao passo que a estreiteza de visão, a exclusiva consideração dos problemas e interesses locais, impede os atores locais de contribuir para a solução de problemas de caráter global. As novas tecnologias se apresentam com potencial para intermediar entre as esferas local e global em benefício de soluções mais integradas. A reflexão apresentada neste trabalho está baseada numa pesquisa empírica sobre o papel de redes sócio-técnicas na gestão democrática local, considerando as particularidades em diferentes campos de políticas públicas. Ao enfatizar as diferentes estruturas das relações institucionais no âmbito do ciberespaço e os novos espaços simbólicos e de interação virtuais que se formam em torno de políticas públicas específicas, o objetivo deste trabalho é verificar a importância das redes sócio-técnicas em processos de governança urbana, além de demonstrar sua conexão com os espaços virtuais globais e as oportunidades de novas práticas de ação pública nãogovernamental integrando as atuações globais e locais. Parte-se do pressuposto de que existem diferenças significativas no que concerne a constelação de atores, ao grau de conflitividade do processo político, à intensidade da participação política e social em função das particularidades de cada campo da política (FREY, 2000). Dado este pressuposto foram analisadas, de um lado, a política de difusão social de TICs, um campo recente, ainda pouco consolidado, de políticas municipais e, de outro, a política ambiental, tradicionalmente impulsionada pelo movimento ambientalista e com forte presença de organizações não-governamentais. A seguir, apresentamos a concepção básica da policy websphere analysis elaborada em trabalhos anteriores (FREY e PROCOPIUCK, 2007; KAUCHAKJE et al, 2006), uma abordagem metodológica que, baseada na Análise de Redes Sociais e na hyperlink-analysis, permite trazer à tona as novas configurações relacionais no ciberespaço e contribuir para o aprimoramento da análise sobre a ação pública nãogovernamental em contextos de governança pública.

3 Policy Websphere Analysis Como alternativa metodológica para delineamento e mapeamento das relações entre sites da internet a abordagem chamada da websphere analysis, desenvolvida por Foot et al (. 2002), se apresenta como referencial conceitual para a análise e compreensão das estruturas relacionais estabelecidas no ciberespaço. Esta perspectiva possibilita a análise de relações entre produtores e usuários da rede mediadas e potencializadas por elementos estruturais característicos dos sites da internet, dos quais é possível inferir a existência de relações de ação informacional ou comunicativa. Assim, a internet deixa de ser vista como uma simples coleção de sites, mas como um conjunto interconectado de recursos digitais que se expandem por múltiplos sites, e são considerados relevantes, ou relacionados, a um objeto ou tema central. Nos casos em análise, os temas ou objetos centrais de mapeamento são representados pela rede de organizações envolvidas em políticas públicas específicas, ou de forma geral na gestão democrática das cidades. Park, Barnett e Nam (2002) tratam da análise dos hyperlinks como elementos simbólicos representantes das relações entre atores na internet. Nessa abordagem a Internet é vista como um sistema de hyperlinks que tem levado as organizações a utilizarem os sites como extensão e representativas de suas relações sociais, especificamente como meios de contato com outras organizações ou pessoas, em tese, de qualquer parte do mundo. Utilizando os hyperlinks, as organizações são capazes de disponibilizar mecanismos de comunicação e coordenação com potencial de fortalecer as relações entre elas, superando inclusive barreiras relacionadas à localização geográfica. Por meio dos hyperlinks elas podem se conectar formando conjuntos nos quais informações são intercambiadas, relações cooperativas mantidas, além de servirem de meio de comunicação para a realização de ações sociais conjuntas dentro de contextos e em torno de interesses ou projetos comuns. Além disso, estes mecanismos tecnológicos passam a se constituir em ferramentas para qualquer cidadão traçar suas rotas de navegação na internet em função de seus próprios interesses. Sob a perspectiva da abordagem de redes os sites passam a ser vistos como nós e os hyperlinks individuais como laços de comunicação. Nessas relações, os hyperlinks servem como símbolos representativos da escolha de relações organizacionais por afinidades, logo quanto maior o número de hyperlinks entre elementos de um conjunto de organizações, maior seria a proximidade entre elas. Park, Barnett e Nam afirmam que configurações de redes entre organizações expressam a qualidade e a confiança nas informações disponibilizadas, assim como o prestígio dos atores centrais em uma rede. Portanto, dentro de uma rede de política, a avaliação da credibilidade de um site central está diretamente correlacionada com o número e a origem dos hyperlinks que a ele se direcionam. Em síntese, os hyperlinks entre dois sites têm significativas potencialidades de serem representativos da cooperação interorganizacional e, em seu conjunto, podem representar sua estrutura social passível de ser captada pela abordagem de redes. (PARK, BARNETT e NAM,. 2002). Uma policy websphere, neste sentido, pode ser identificada como uma emergente esfera pública virtual, à medida que se constitui de um aberto espaço de comunicação e de troca informacional e argumentativa, capaz de dar suporte a processos políticos e ações coletivas, seja em benefício da mobilização social, seja em benefício da organização política. Do ponto de vista da operacionalização de pesquisas empíricas, o levantamento de uma policy websphere pode ser feito a partir de uma localidade específica, verificando sua projeção para o espaço global virtual, sendo este visto como uma fonte de informações e de parcerias que, em tese, podem auxiliar no

4 aprimoramento de ações coletivas locais; ou o levantamento pode se iniciar a partir do nível global, p.ex. um fórum como a plataforma da sociedade civil para a cúpula mundial da sociedade da informação, para verificar suas relações com as organizações em âmbito local, a penetração desta websphere global, ou esfera pública virtual, nas diferentes regiões do planeta ou de um país, etc. Sendo a relevância das redes sócio-técnicas para a governança das cidades o foco principal de nossa pesquisa, optou-se pela primeira estratégia metodológica. Face à necessidade de compreensão de um mundo organizacional crescentemente construído e articulado sob matrizes informacionais, torna-se também possível e necessário, com apoio da policy websphere analysis, explicitar os sentidos subjacentes aos universos simbólicos ou identidários emergentes acerca de redes de movimentos sociais ou de políticas públicas. No âmbito dos estudos sobre movimentos sociais a idéia da existência de universos simbólicos integradores de redes de atores é bastante forte: Redes de movimentos sociais são redes sociais complexas, que transcendem organizações empiricamente delimitadas, e que conectam, simbólica e solidaristicamente, sujeitos individuais e atores coletivos, cujas identidades vão se construindo num processo dialógico (SCHERER-WARREN, 2006, p.216). Tendências semelhantes podem ser observadas em redes de políticas públicas onde no decorrer do tempo se estabelecem entre seus integrantes relações de confiança e surgem opiniões e valores comuns (MILLER, 1994, p. 379). Assim, mas sem desconsiderar particularidades e potencialidades de ação individual, torna-se possível trazer à evidência estruturas e identidades de constelações de agentes inseridos em um complexo mundo sociopolítico apoiado por normas e valores com força de integração e de promoção de sentido, cunhados e propagados pelo próprio conjunto de atores. A explicitação de tal cenário de ação, de disseminação de valores e de influência simbólica, delineado pela websphere, torna possível, sob diferentes perspectivas políticas, sociais e ideológicas, identificar posições estruturais dos diferentes atores centrais ou periféricos e inferir as linhas táticas e estratégicas adotadas, ou com potenciais de utilização, por agentes sociopolíticos em complexas redes multipolarizadas. A policy websphere analysis passa, assim, a articular perspectivas políticas, sociológicas, tecnológicas e comunicacionais no ciberespaço com vistas a apreender e interpretar realidades sociopolíticas nessa esfera pública relacional ampliada em emergência (FREY e PROCOPIUCK, 2007). Em síntese, as informações que emergem de hyperlinks e de websites têm significativas potencialidades de simbolizar a existência de práticas públicas de cooperação e de competição às vezes de conflito entre agentes e, em seu conjunto, podem representar uma estrutura sociopolítica, sustentado por um universo simbólico construído coletivamente, passível de ser captada e identificada pela policy websphere analysis. Procedimentos metodológicos Com auxílio da metodologia da análise de redes sociais as pesquisas investigaram as estruturas de cooperação e articulação das redes sócio-técnicas na internet no que diz respeito ao seu potencial de apoiar processos de governança em Curitiba e, no caso da política de difusão social de TICs, também em Porto Alegre. Os dados foram obtidos nos sites de instituições identificadas como atuantes em cada uma das políticas. Levantamos os atores sociais das redes através da técnica Bola de Neve, identificando em cada um dos sites todos os hyperlinks e outras menções referentes a outras instituições classificando-nos como parcerias em projetos, parcerias temáticas e links de referência. As redes foram apresentadas graficamente e analisadas suas relações estruturais. Considerando o debate conceitual e metodológico exposto em trabalho

5 anterior (KAUCHAKJE et al. 2006), é relevante apontar os procedimentos gerais adotados para a coleta de dados, sistematização, descrição e análise interpretativa. Inicialmente, procurou-se identificar e interpretar as configurações da rede de agentes sociais na forma como estes se apresentam na Web. A reconstituição desta rede se dá pela identificação da arquitetura dos hyperlinks e das interconexões estabelecidas nos sites dos agentes sociais, bem como das articulações existentes entre agentes sociais, com base nas informações disponíveis nos sites. Num segundo momento, empreendeu-se a análise desta rede identificada à luz de aspectos históricos, culturais, econômicos e políticos ligados à atuação das redes. Os procedimentos metodológicos para a análise de redes sócio-técnicas baseadas na web adotados em nossas pesquisas foram os seguintes: a) Decisão inicial sobre instrumentos e formatos da coleta de dados A decisão sobre instrumentos e formatos da coleta de dados está intimamente ligada com o objeto de investigação, pois é a partir da reflexão sobre ele que o pesquisador decide sobre como iniciar o processo de identificação dos agentes sociais articulados que compõem a rede na Internet. A estratégia adotada era de identificar em função da política pública específica estudada um ou vários sites de grande relevância para a temática como Porta de Entrada para iniciar o processo de identificação e de levantamento dos agentes sociais. No caso da política de difusão social de TICs optou-se pelo Instituto Curitiba de Informática (ICI), sendo este responsável pelos projetos de inclusão digital na cidade, e no caso da política ambiental pelo Portal por se tratar de um portal rico em informações ambientais e com um banco de dados sobre organizações atuantes na área ambiental. b) Identificação de agentes sociais membros da rede A partir dos agentes sociais iniciais foram verificados os hyperlinks e outros registros descritivos para identificação dos membros da rede e, na seqüência, adotada a técnica Bola de Neve: para cada informação disponível abre-se o site do agente citado, e deste passa-se para outros, de forma a cobrir o elenco de relações/articulações possibilitadas pela aplicação da técnica. Aspecto fundamental da técnica bola de neve é a definição dos critérios de corte. Em ambos os estudos o primeiro critério de corte se refere à aderência dos atores ao objeto de estudo (política de difusão de TICs e política ambiental, respectivamente) e à abrangência geográfica predeterminada (Curitiba ou Curitiba / Porto Alegre). Devido ao grande número de atores foi necessário, no caso da política ambiental, restringir a análise ao terceiro nível do método bola de neve. c) Tipologia das inter-relações Com o estabelecimento de critérios de corte para a identificação e incorporação de agentes, procuramos abandonar a aleatoriedade de se listar toda e qualquer inter-relação que houvesse em um site e dele seguir o processo indefinidamente. Uma outra estratégia para ampliar as possibilidades analíticas na interpretação dos atores e de suas inter-relações consiste na definição de tipologias de inter-relações que permitam a geração de redes ou sub-redes com características específicas. A tipologia das inter-relações caracterizada em nossas pesquisas foi: Parceria temática: constituída pelos atores nucleares da política ou temática, que, por sua vez, expressam certa constância de propósitos declarados, tanto em termos de missão quanto de objetivos, em relação à política ou temática investigada.

6 Parceria em projeto: expressa a existência de uma cooperação mútua em programas, projetos, ações e iniciativas conjuntas ações coordenadas entre atores que estão sendo concretamente desenvolvidas nas cidades pesquisadas. Hyperlinks de referência: apresentam relações eventuais de atores periféricos com as instituições nucleares da política ou figuram como parceiros de redes temáticas diferentes daquela objeto da respectiva pesquisa. d) Levantamento de atributos e representação gráfica Para organizar as informações mais relevantes foi utilizada uma ficha de dados formatada para registrar determinados atributos dos agentes sociais. Os itens desta ficha dependem do objetivo da pesquisa, e são usados para identificar categorias e atributos de agentes sociais, permitindo aprofundar a análise das interrelações. Os dados organizados e sistematizados foram inseridos em um banco de dados em ACCESS, trabalhados pelo software UCINET e convertidos em gráficos por meio do programa NetDraw, que permite representar e visualizar a rede identificada, servindo de base para a análise. e) Análise Os movimentos de identificação, descrição e interpretação são indissociáveis. A análise exige o conhecimento dos recursos e método de análise de rede social (ARS) em si, e também supõe o conhecimento teórico do campo sócio-histórico no sentido de estruturas, processos e identidades no qual esta rede se situa e atua. Alguns resultados comparativos do estudo sobre redes sócio-técnicas de políticas públicas Uma apresentação ampla de todos os resultados alcançados referentes às diferentes políticas públicas que foram objeto dos diferentes subprojetos encontra-se nas dissertações de Procopiuck (2007) e Rosa (2007), e no relatório de pesquisa (EGLER, 2006; disponível em: Cabe neste momento apenas a apresentação, de forma seletiva, de alguns grafos gerados e de algumas reflexões preliminares ressaltando suas implicações para a ação pública nãogovernamental em processos de governança. Inicialmente, é importante ressaltar que houve uma necessidade de aplicação de procedimentos diferenciados para cada política pública em função de particularidades, por exemplo, em relação do tamanho da rede. O grande número de instituições encontradas foi um dos motivos de não incluir a cidade de Porto Alegre no caso da política ambiental. Portanto, não existe neste momento uma comparabilidade direta dos resultados alcançados, porém, indícios que, em nosso entender, permitem interpretações comparativas sobre as particularidades dos dois tipos de políticas públicas. Nesta perspectiva comparativa, podemos inicialmente constatar em todas as áreas de políticas públicas uma predominância clara do Terceiro Setor que bem mais recorre à internet para divulgar suas atividades, informar sobre projetos e parcerias em andamento. No caso das políticas de difusão social de TICs chama a atenção de que embora se tenha uma distribuição razoavelmente equilibrada entre terceiro setor (34 instituições) e os setores público (27) e privado (11), uma grande parte das instituições do terceiro setor foi criada por organizações provenientes dos setores privado ou público (Procopiuck, 2007, p.169). A forte presença de empresas privadas ou de organizações sociais criadas ou sustentadas pelo Estado ou por empresas privadas se deve, em nosso entender, aos interesses econômicos relativos à expansão do acesso à internet destas empresas, de um lado, e ao fato do poder público ter descoberto a

7 inclusão digital como uma nova área de atuação com potencial eleitoral significativo e ter reconhecido a necessidade de assumir a inclusão social como uma política pública de responsabilidade do Estado, de outro. Temos, portanto, em ambas as cidades Curitiba e Porto Alegre um número restrito de instituições envolvidas nas políticas de inclusão digital, porém, algumas empresas como a Brasil Telecom ou a Microsoft que se destacam nos seus esforços de patrocinar ou, como é o caso do Microsoft, disponibilizar seus produtos para o uso em projetos de inclusão digital. Trata-se de uma estratégia de alinhamento entre os objetivos da responsabilidade social e dos interesses econômicos mais diretos referentes à divulgação de seus produtos e à ampliação e garantia de futuros mercados. Entre as organizações do terceiro setor se sobressai o Comitê da Democratização da Informática - CDI como única organização não-governamental significativa proveniente de uma iniciativa da própria sociedade civil. Segundo o site da organização, o CDI estabelece parcerias com organizações filantrópicas, com empresas e com agências governamentais. Essas parcerias são vitais para a realização dos projetos e manutenção da equipe responsável pela definição, apoio e acompanhamento das atividades da Rede CDI e suas Escolas de Informática e Cidadania. O CDI oferece várias oportunidades para quem deseja se tornar nosso parceiro e apoiar a causa da inclusão digital. Nesta auto-apresentação do CDI se torna evidente seu interesse em buscar patrocínio privado para os projetos desenvolvidos. Uma análise mais qualitativa de suas parcerias em projetos demonstra um envolvimento quase exclusivo com empresas privadas ou com organizações sociais criadas pelo setor público, como é o caso do ICI, criado pela Prefeitura de Curitiba para executar os projetos do governo municipal na área da informática e inclusão digital. Ou seja, enquanto o CDI conseguiu estabelecer uma impressionante rede intra-institucional com 946 escolas criadas até 2004, em 35 CDI s regionais em mais que 140 cidades em 20 estados brasileiros, além dos 11 comitês fora do país, totalizando 146 escolas ao todo (Jacobi, 2004), os parceiros externos são primordialmente dos setores privado e público, apresentando uma limitada inserção na sociedade civil local ou global, entendida como uma rede de organizações que se constituiu a partir das lutas sociais de movimentos sociais. Já na área de meio ambiente a presença de empresas e do Estado é mais restrita. Dentre as 51 organizações integrantes da rede, há 12 (23,5%) pertencentes ao setor público, 12 (23,5%) ao setor privado e 27 (53%) são organizações nãogovernamentais do terceiro setor. Trata-se de redes que se formaram primordialmente a partir de iniciativas e de preocupações que emergiram localmente, no âmbito das comunidades e da sociedade civil, recebendo auxílio financeiro de órgãos provenientes do setor público, como o Fundo Nacional do Meio Ambiente, a Instituto Ambiental do Paraná, ou de fundações do setor privado como a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza. Algumas organizações sociais globais como The Nature Conservancy (TNC) se destacam dando suporte a vários projetos de organizações não-governamentais locais como a Sociedade Paranaense de Proteção à Vida Selvagem (SPVS) e a Mater Natura, ambas organizações envolvidas em projetos de proteção de recursos naturais e áreas de conservação. Em geral, percebe-se uma inserção muito intensa das organizações ambientais locais na esfera web global. Esta inserção das instituições locais na websphere temática global parece uma das características destas redes sóciotécnicas, dinamizadas pela base material das tramas de hyperlinks. Julgamos esta inserção de central importância para a capacidade dessas organizações de alavancar projetos integrados e interinstitucionais. Mas também ficou evidenciado o maior potencial das instituições locais de estabelecer parcerias com organizações no exterior em projetos relacionados à preservação dos recursos naturais ou dos grandes ecossistemas, ao passo que são poucas as organizações não-governamentais locais,

8 conduzindo projetos relacionados ao meio urbano, capazes de manter parcerias temáticas ou parcerias em projetos e ações com organismos internacionais. Sobre possíveis razões disso, podemos apenas especular; pode ter a ver com a preponderância do governo local em projetos urbanos, a falta de disposição por parte dos governos locais de apoiar projetos propostos por organizações nãogovernamentais, ou pela falta de atratividade de tais projetos para os organismos estrangeiros, sobretudo, diante das expectativas do público nestes países. Neste sentido, a distinção entre redes de parcerias em projetos, parcerias temáticas e redes de links se revelou uma classificação com grande potencial heurístico, por facilitar a compreensão das interdependências entre as diferentes estruturas relacionais. A rede de links, que, sobretudo no caso da temática ambiental (fig. 1), é caracterizada por uma imensa variedade e quantidade de instituições, representa uma websphere, uma trama de hyperlinks, ampla e caracterizada por laços mais fracos. Representa uma esfera virtual, composta por atores e instituições e interesses ou preocupações compartilhadas, sendo inicialmente uma base movediça e incerta, mas, ao mesmo tempo, repleta de oportunidades e contingências que permitem descobrir, assimilar e apanhar novos conhecimentos, idéias, potenciais parceiros, boas práticas e, com isso, possibilitando a emergência de sinergias inesperadas. Figura I. Rede de hyperlinks de meio ambiente (Fonte: Rosa, 2007)

9 Já no âmbito das redes temáticas os laços se tornam mais estreitos; os atores se conhecem, muitas vezes compartilham idéias, ideologias, valores e convicções, costumam trabalhar em favor dos mesmos objetivos, se encontram em espaço reais, em congressos, manifestações, encontros temáticos, fóruns de discussão; os atores saem do anonimato, formam alianças estratégicas, organizam em conjunto eventos e ações; trata-se de um caldeirão de atores, instituições, idéias, propostas, debates, do qual nascem estratégias, projetos e ações coletivas. A figura II demonstra, referente às parcerias temáticas na área de difusão social de TICs, este equilíbrio relativo da participação de organizações dos diferentes setores, embora com muito poucas organizações inclusive do terceiro setor com raízes históricas no tradicional campo movimentalista. No que concerne às parcerias temáticas, portanto, não existe, no caso da difusão social de TICs uma hierarquização significativa das relações interinstitucionais na Internet. Figura II. Rede de parcerias temáticas de difusão social de TICs (Fonte: Procopiuck, 2007)

10 No terceiro nível das parcerias em projetos, se cristalizam as alianças, materializando-se em projetos comuns ou ações coletivas. Na figura III, referente à política de difusão social de TICs, importantes transformações podem ser observadas. Os laços frágeis tornam-se mais fortes, estreitados pelos compromissos assumidos, os comprometimentos com as metas negociadas e acordados, condicionados por orçamentos, diretrizes e controles permanentes; ganham relevância os atores empresariais e sobretudo estatais (as prefeituras e suas respectivas órgãos operacionais criados para esta temática a PROCEMPA na cidade de Porto Alegre e o ICI em Curitiba) como parceiras, proporcionando recursos e incentivos e, ao mesmo tempo, impondo regras, estruturas, controles; a pluralidade e aleatoriedade que caracterizam as esferas globais da web diminuem; as redes se tornam menores; aumenta o grau de hierarquização; a organização coordenadora de projeto, tendo responsabilidade pela operacionalização do projeto e pelo alcance dos resultados prometidos, dita as regras e os procedimentos, acompanha e controla o desempenho; os demais parceiros se agrupam em torno da instituição coordenadora do projeto como revela o grafo referente às redes de projetos na difusão de TICs (fig.iii). Figura III. Rede de parcerias em projetos e ações de difusão social de TICs (Fonte: Procopiuck, 2007)

11 Em uma perspectiva habermasiana é possível dizer que a racionalidade comunicativa, dominante no mundo da vida e nas redes da sociedade civil, cede espaço à racionalidade instrumental na medida em que o sistema o Estado e o mercado se tornam parceiros nos projetos sociais; ou colocada de forma mais otimista: as instituições da sociedade civil, ao se inserir em projetos de desenvolvimento social, injetam uma boa porção de racionalidade comunicativa no processo de desenvolvimento social, tradicionalmente dominado pela ação instrumental do Estado ou do mercado. Em relação à ação pública não-governamental mediada por tecnologias interativas, uma questão norteadora mencionado na introdução foi verificar até que ponto estes dispositivos tecnológicos contribuem para uma maior aproximação entre o global e o local, reduzindo o déficit de legitimidade das organizações internacionais nos processos de governança global e fortalecendo a ação no local pelo suporte dado pela esfera de web global. Por um lado, pela dificuldade técnica e de visualização, de outro, pelo interesse na dimensão territorial, excluímos nas figuras IV e V as informações relativas às organizações, focando apenas nas relações entre cidades referentes às esferas web nas áreas de difusão social de TICs (fig. IV) e de meio ambiente (fig. V). Para a elaboração das redes foram tomados como referencial os dados levantados nos websites quanto ao atributo localização da sede da instituição, revelando, portanto, as relações entre as cidades em que estão sediados os atores envolvidos direta e indiretamente com as políticas de difusão social de TICs e de meio ambiente, respectivamente.

12 Na figura IV estão apresentadas as 58 cidades em que são sediadas as instituições que surgiram na rede de difusão social de TICs estudada (PROCOPIUCK, 2007, p. 138). O diâmetro de todos os círculos é proporcional ao número de enlaces que partem ou apontam para determinada cidade. A espessura dos enlaces é proporcional ao número de hyperlinks que partem ou são recebidos entre pares de cidades em que estão sediadas as organizações que mantêm relações diretas ou indiretas com a rede de difusão social de TICs em Porto Alegre e Curitiba. Os enlaces destacados em vermelho indicam que há reciprocidade entre as cidades. Em termos práticos, segundo Procopiuck (ibidem), as relações mapeadas expressam a intensidade e a amplitude comunicativa, viabilizada por hyperlinks existentes entre as cidades que se constituem em centros nodais na rede em função das sedes das organizações nelas localizadas. Percebe-se que, além das cidades de Porto Alegre e Curitiba, das quais se originou a pesquisa e onde foi iniciado o método de bola de neve, predominam algumas poucas cidades como Brasília, basicamente em função dos órgãos publicos federais com sede na capital, e São Paulo e Rio de Janeiro onde estão localizadas as principais empresas de telecomunicação. Podemos constatar que esta sub-rede composta pelas cidades de Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, de certa forma, representa o backbone da rede sócio-técnica de difusão social de TICs, ao qual as demais cidades nacionais e internacionais, distribuídas relativamente equilibrada, são ligadas. Chama também a atenção que a reciprocidade existe quase exclusivamente entre estas cidades nucleares da rede.

13 Figura IV. Rede de cidades abrangidas pela websphere difusão social de TICs (Fonte: Procopiuck, 2007) 58 cidades Passando para a análise da rede de cidades abrangidas pela websphere de meio ambiente (fig. V), sobressai inicialmente o maior número de 228 cidades participantes desta rede de cidades, e isto apesar de neste caso termos representada a websphere que se abre apenas a partir da cidade de Curitiba; ou seja, a websphere ambiental abrange apenas instituições com relações diretas ou indiretas existentes com organizações com sede em Curitiba e relacionadas a problemas ambientais urbanas da cidade, bem como os hyperlinks que delas partem para outras instituições ambientais. Também nota-se basicamente o mesmo conjunto limitado de cidades nucleares Curitiba, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro que representam as localidades de suporte externo à rede virtual de governança ambiental de Curitiba. É evidente a posição central da cidade de Brasília, sendo nesta cidade localizados os principais ministérios e órgãos federais de fomento à questão ambiental, bem como de São Paulo e Rio de Janeiro com um grande número de organizações não-governamentais de maior destaque no cenário nacional. Mas também já aparecem entre os primeiros lugares Washington e Nova York, o que demonstra a importância das agências de fomento e de cooperação internacionais, sobretudo norte-americanas, para o financiamento de projetos ambientais em países em desenvolvimento (ROSA, 2007, p.131).

14 Figura V. Rede de cidades abrangidas pela websphere de meio ambiente (Fonte: Rosa, 2007) 221 cidades Sendo parte do objetivo principal desta pesquisa de verificar de que forma as TIC s possam subsidiar as novas formas de cooperação e interação em rede locais e também globais, são demonstradas na figura VI as relações existentes dos 51 atores nucleares da política ambiental com organizações internacionais. No grafo, a cor turquesa representa as organizações internacionais. Nesta rede fica evidente o destaque dos órgãos públicos estaduais Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) entre as instituições de Curitiba que demonstram uma forte vinculação com organizações internacionais. Por outro lado, é possível constatar que a Prefeitura Municipal de Curitiba não recorre à Internet para tornar pública as suas relações com organismos internacionais na área ambiental ou que até não existem tais relações, possibilidade pouco provável, considerando que a o governo municipal de Curitiba, em Março 2006, organizou duas importantes conferências das Nações Unidas, a 3ª Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP3), e a 8ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP8). Ou seja, existem órgãos públicos que descobriram a internet como meio de informacão e comunicação, enquanto outros correspondem a becas sem saída para cidadãos interessados em conhecer a wephsphere ambiental. Mas também vale frisar a presença significativa do terceiro setor na composição desta rede, revelando a crescente importância das instituições internacionais para o financiamento e o apoio a projetos com envolvimento do terceiro setor, ou, como outra interpretação possível, a exigência por parte de muitos órgãos de fomento internacionais de insistir na presença de organizações não-

15 governamentais em projetos de desenvolvimento, tendo como objetivo principal garantir um melhor controle social. Figura VI. Rede de cidades abrangidas pela websphere de meio ambiente (Fonte: Rosa, 2007) 255 Organismos Internacionais Considerações finais A partir da pesquisa realizada, alguns apontamentos podem ser feitos que, muito mais do que resultados definitivos, deveriam ser entendidos como indícios levantados capazes de instigar novos questionamentos que, por sua vez, tornam imprescindível um aprofundamento das pesquisas, sobretudo junto às instituições envolvidas. Os hyperlinks, a internet e as tecnologias da informação e comunicação, de forma geral, proporcionam suporte às redes sociais e às parcerias que surgem na governança pública. Eles podem ser vistos como a base material das esferas web setoriais que abrangem temas ou políticas específicas e constituem um universo simbólico que no processo de sua consolidação vem se fortalecendo, influenciando nas estratégias e alianças políticas. A policy websphere analysis permite uma compreensão melhor destes novos arranjos interinstitucionais e do papel das TICs no processo de articulação e cooperação sócio-políticas. A abordagem traz subsídios para se (re)pensar as práticas de ação e de organização de diferentes atores ou grupos de atores, por exemplo, das organizações da sociedade civil, e explicitar as diferenças que dependem do contexto e das particularidades de cada campo da

16 política. No caso do ambientalismo, por exemplo, trata-se de um movimento altamente interconectado com fortes ligações locais, nacionais e planetárias que fazem parte da sua auto-compreensão, da sua identidade enquanto movimento inspirado na idéia da teia da vida como princípio norteador. O movimento ambientalista, portanto, é o principal fator impulsionador da websphere ambiental, ao passo que os órgãos ambientais da administração pública com algumas exceções louváveis se mostram ainda relutantes em relação à publicização de suas parcerias e ao uso da tecnologia como meio de comunicação em processos de governança. Já no caso da difusão social de TICs, um campo de preocupação mais recente do poder local, nota-se uma atuação decisiva da iniciativa privada, onde se misturam, por parte das empresas, interesses econômicos claros com objetivos relacionados ao conceito de responsabilidade social. É importante ressaltar que em função da metodologia adotada, apoiada exclusivamente em pesquisas pela internet, é para se supor que no caso de muitas políticas públicas deve haver significativas limitações e dificuldades de conseguir captar todo conjunto de instituições envolvidas como atores na rede de políticas ou de governança. Este problema, no entanto, não deve ocorrer na política de difusão social de TICs, uma vez que faz parte dos padrões e da cultura de ação destas redes de políticas o uso intensivo das tecnologias. Supõese, portanto, que diante da metodologia adotada dificilmente devem escapar organizações relevantes da política de difusão social de TICs. Diante deste quadro chama a atenção a pouca presença de organizações não-governamentais oriundas de iniciativas do campo movimentalista. Embora o CDI, com apoio maciço da iniciativa privada e de alguns órgãos públicos, tenha conseguido montar um projeto inovador e exemplar, sobressai a não existência de numa rede de ativistas da inclusão digital, dificultando alianças estratégicas em favor da inclusão digital no âmbito do próprio campo movimentalista. Entendemos que, desta maneira, a policy websphere analysis demonstra um interessante potencial para identificação e interpretação de padrões diferenciados de relacionamentos e de universos simbólicos distintos que revelam diferentes formas de co-evolução das organizações não-governamentais e das tecnologias interativas (BACH e STARK, 2004) e diferentes possibilidades de ações públicas nãogovernamentais de promover uma maior integração entre as esferas local e global. No caso da rede de políticas de difusão social de TICs, e a exemplo do CDI, parece existir um campo fértil para empreendedores sociais que sabem aproveitar os interesses econômicos de empresas privadas dispostas a investir em boas idéias capazes de trazer benefícios econômicos para as empresas; porém, por não poder se apoiar em uma rede mais ampla de movimentos e diante da dependência destes interesses econômicos, existem graves riscos referentes a sustentabilidade de tais projetos. Parece que no Brasil a grande parte dos ativistas da inclusão digital encontra-se nos governos locais e menos no âmbito da sociedade civil organizada. Com exceção da experiência do CDI predominam em geral projetos conduzidos pelo Estado, nos diferentes níveis governamentais, contando com recursos privados e com organizações não-governamentais para a operacionalização dos projetos com o objetivo principal de redução de gastos (Negrello Filho, 2007). Em contraposição, nota-se no campo da política ambiental, um campo movimentalista fortemente diversificado que representa uma importante rede de suporte à política ambiental do qual surgem sinergias, possibilidades de cooperação, que se manifestam em uma websphere menos hierarquizada, mais plural e mais diversificada. Portanto, grande parte dos projetos é conduzida pelas organizações da sociedade civil, financiada pelo poder público, enquanto a iniciativa privada tem um papel limitado como parceiro ou patrocinador de projetos ambientais.

17 Contudo, a importância dos hyperlinks enquanto meio de articulação e coordenação social se manifesta na criação das webspheres temáticas e nas redes sócio-técnicas que imprimem à governança uma nova dimensão de caráter virtual com inusitadas possibilidades de conectividade e acessibilidade, ensejando a abertura de novos mundos e novas oportunidades o espaço globalizado das redes interconectadas e das preocupações partilhadas antes inalcançáveis para os distintos atores da gestão urbana tradicional. Procuramos demonstrar neste trabalho algumas possibilidades interpretativas promissoras, apoiadas na policy websphere analysis e na análise de redes sociais, tendo, entretanto, clareza da necessidade de futuros aprofundamentos para ampliar o conhecimento sobre os novos padrões e dinâmicas de governança e a atuação dos movimentos sociais neste contexto e sob a influência de uma emergente esfera pública virtual. Referências Bibliográficas

18 ..

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL Eixos Temáticos, Diretrizes e Ações Documento final do II Encontro Nacional de Educação Patrimonial (Ouro Preto - MG, 17 a 21 de julho

Leia mais

Redes sociais no Terceiro Setor

Redes sociais no Terceiro Setor Redes sociais no Terceiro Setor Prof. Reginaldo Braga Lucas 2º semestre de 2010 Constituição de redes organizacionais Transformações organizacionais Desenvolvimento das organizações articuladas em redes

Leia mais

Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar

Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar março de 2012 Introdução Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar na gestão pública. A criação

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Instrumento para a gestão da informação em Saúde

Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Instrumento para a gestão da informação em Saúde Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Instrumento para a gestão da informação em Saúde Objetivo: Apresentar o Modelo da BVS: conceitos, evolução, governabilidade, estágios e indicadores. Conteúdo desta aula

Leia mais

BRASIL ARTE CONTEMPORÂNEA. Programa Setorial Integrado de Promoção às Exportações da Arte Contemporânea Brasileira.

BRASIL ARTE CONTEMPORÂNEA. Programa Setorial Integrado de Promoção às Exportações da Arte Contemporânea Brasileira. 1 PROJETO SETORIAL INTEGRADO BRASIL ARTE CONTEMPORÂNEA Programa Setorial Integrado de Promoção às Exportações da Arte Contemporânea Brasileira. 2 Introdução O Ministério da Cultura, sugeriu a Fundação

Leia mais

Projeto Empreendedores Cívicos

Projeto Empreendedores Cívicos Projeto Empreendedores Cívicos I. Conceito Empreendedores Cívicos são agentes de inovação social que fomentam e promovem transformações positivas em benefício da coletividade rumo a um Brasil Sustentável.

Leia mais

ABCE REVITALIZADA PLANEJAMENTO 2011-2015

ABCE REVITALIZADA PLANEJAMENTO 2011-2015 ABCE REVITALIZADA PLANEJAMENTO 2011-2015 1 Destaques do levantamento de referências de associações internacionais Além dos membros associados, cujos interesses são defendidos pelas associações, há outras

Leia mais

Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Sistema de Gestão Estratégica. Documento de Referência

Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Sistema de Gestão Estratégica. Documento de Referência Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial Sistema de Gestão Estratégica Brasília - 2010 SUMÁRIO I. APRESENTAÇÃO 3 II. OBJETIVOS DO SGE 4 III. MARCO DO SGE 4 IV. ATORES

Leia mais

DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS. (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012)

DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS. (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012) DIRETRIZES DO FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/NÓS PODEMOS (aprovada em 2010 e 1ª revisão em agosto de 2012) Artigo 1º O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós

Leia mais

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais PRINCÍPIOs 1. A inclusão digital deve proporcionar o exercício da cidadania, abrindo possibilidades de promoção cultural,

Leia mais

I. De uma maneira geral, do que trata a sua pesquisa? Qual é a área temática?

I. De uma maneira geral, do que trata a sua pesquisa? Qual é a área temática? 1 SITES GOVERNAMENTAIS ENQUANTO MECANISMOS DE INFORMAÇÃO, TRANSPARÊNCIA E PARTICIPAÇÃO: TEORIA, INSTITUIÇÕES E ATORES Joscimar Souza Silva 1 Mestrando Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Resumo:

Leia mais

ANEXO I A Estratégia de TIC do Poder Judiciário

ANEXO I A Estratégia de TIC do Poder Judiciário RESOLUÇÃO Nº 99, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2009 Dispõe sobre o Planejamento Estratégico de TIC no âmbito do Poder Judiciário e dá outras providências. ANEXO I A Estratégia de TIC do Poder Judiciário Planejamento

Leia mais

SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA OBSERVATÓRIO SÓCIO-AMBIENTAL

SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA OBSERVATÓRIO SÓCIO-AMBIENTAL SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA OBSERVATÓRIO SÓCIO-AMBIENTAL FICHA DE APRESENTAÇÃO SISTEMA INTERATIVO DE MONITORAÇÃO E PARTICIPAÇÃO PARA O APOIO À IMPLEMENTAÇÃO DA PLATAFORMA DE C O O P E R A Ç Ã O A M B I

Leia mais

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento)

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Nos dois últimos anos, vimos construindo as bases de um crescimento sustentável e socialmente benéfico para a grande maioria dos brasileiros.

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO PROGRAMAÇÃO DO EVENTO Dia 08/08 // 09h00 12h00 PLENÁRIA Nova economia: includente, verde e responsável Nesta plenária faremos uma ampla abordagem dos temas que serão discutidos ao longo de toda a conferência.

Leia mais

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS ENCONTRO DE GRUPOS REGIONAIS DE ARTICULAÇÃO- ABRIGOS - SÃO PAULO O QUE É UMA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL? sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições,

Leia mais

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições I. Informações preliminares sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ( Rio+20 ) De 28 de maio

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local 1 Por: Evandro Prestes Guerreiro 1 A questão da Responsabilidade Social se tornou o ponto de partida para o estabelecimento

Leia mais

PLANO DE TRABALHO Rede Nacional de Jovens Líderes

PLANO DE TRABALHO Rede Nacional de Jovens Líderes PLANO DE TRABALHO Rede Nacional de Jovens Líderes PLANO DE TRABALHO Rede Nacional de Jovens Líderes pág. 1 PLANO DE TRABALHO Rede Nacional de Jovens Líderes MISSÃO Somos uma rede nacional escoteira de

Leia mais

PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS

PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS 2014 1 Índice 1. Contexto... 3 2. O Programa Cidades Sustentáveis (PCS)... 3 3. Iniciativas para 2014... 5 4. Recursos Financeiros... 9 5. Contrapartidas... 9 2 1. Contexto

Leia mais

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso Considerando que a informação arquivística, produzida, recebida, utilizada e conservada em sistemas informatizados,

Leia mais

Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas

Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas Elaborada pela Diretoria de Extensão e pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação 1 1 Esta minuta será apreciada pelo Colegiado de Ensino, Pesquisa

Leia mais

Plano Estratégico do Programa de Mestrado em Direito da UniBrasil PLANO ESTRATÉGICO 2010 2015

Plano Estratégico do Programa de Mestrado em Direito da UniBrasil PLANO ESTRATÉGICO 2010 2015 PLANO ESTRATÉGICO 2010 2015 MAPA ESTRATÉGICO DO PROGRAMA DE MESTRADO EM DIREITO DA UNIBRASIL MISSÃO Promover, desenvolver e publicar pesquisas de qualidade, com sólida base jurídica e contextualização

Leia mais

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal I- Introdução Mestrados Profissionais em Segurança Pública Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal Este documento relata as apresentações, debates e conclusões

Leia mais

Visa, como objetivo final, a promoção do desenvolvimento sustentável da região.

Visa, como objetivo final, a promoção do desenvolvimento sustentável da região. Agenda 21 Comperj Iniciativa voluntária de relacionamento da Petrobras para contribuir para que o investimento na região retorne para a população, fomentando a formação de capital social e participação

Leia mais

A Metáfora da Rede na Construção de Sistemas Dinâmicos e Competitivos Emmanuel Paiva de Andrade Universidade Federal Fluminense Escola de Engenharia

A Metáfora da Rede na Construção de Sistemas Dinâmicos e Competitivos Emmanuel Paiva de Andrade Universidade Federal Fluminense Escola de Engenharia IV Seminário Rio-Metrologia Rio de Janeiro, 20 de abril de 2006 A Metáfora da Rede na Construção de Sistemas Dinâmicos e Competitivos Emmanuel Paiva de Andrade Universidade Federal Fluminense Escola de

Leia mais

CARTA DO PARANÁ DE GOVERNANÇA METROPOLITANA

CARTA DO PARANÁ DE GOVERNANÇA METROPOLITANA CARTA DO PARANÁ DE GOVERNANÇA METROPOLITANA Em 22 e 23 de outubro de 2015, organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano SEDU, por meio da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba COMEC,

Leia mais

Plano Plurianual 2012-2015

Plano Plurianual 2012-2015 12. Paraná Inovador PROGRAMA: 12 Órgão Responsável: Contextualização: Paraná Inovador Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - SETI As ações em Ciência, Tecnologia e Inovação visam

Leia mais

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção 02 Estratégia Nacional de

Leia mais

DOCUMENTO DE REFERÊNCIA. Zig Koch

DOCUMENTO DE REFERÊNCIA. Zig Koch DOCUMENTO DE REFERÊNCIA Zig Koch O Programa E-CONS, Empreendedores da Conservação, é uma iniciativa idealizada pela SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental e implementada em

Leia mais

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A indissociabilidade entre ensino/produção/difusão do conhecimento

Leia mais

Política de Software e Serviços

Política de Software e Serviços Política de Software e Serviços Encontro de Qualidade e Produtividade em Software - Brasília Dezembro / 2003 Ministério da Ciência e Tecnologia Secretaria de Política de Informática e Tecnologia Antenor

Leia mais

A Construção de Categorias e Indicadores para Avaliação Institucional de Cursos, Projetos e Atividades de Extensão Universitária

A Construção de Categorias e Indicadores para Avaliação Institucional de Cursos, Projetos e Atividades de Extensão Universitária Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária Belo Horizonte 12 a 15 de setembro de 2004 A Construção de Categorias e Indicadores para Avaliação Institucional de Cursos, Projetos e Atividades

Leia mais

Gestão e Sustentabilidade das Organizações da Sociedade Civil. Alfredo dos Santos Junior Instituto GESC

Gestão e Sustentabilidade das Organizações da Sociedade Civil. Alfredo dos Santos Junior Instituto GESC Gestão e Sustentabilidade das Organizações da Sociedade Civil Alfredo dos Santos Junior Instituto GESC QUEM SOMOS? INSTITUTO GESC - IGESC Fundação da AMBA, pelos alunos do primeiro curso de MBA. Serviços

Leia mais

CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS. Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br

CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS. Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br CAPTAÇÃO DE RECURSOS ATRAVÉS DE PROJETOS SOCIAIS Luis Stephanou Fundação Luterana de Diaconia fld@fld.com.br Apresentação preparada para: I Congresso de Captação de Recursos e Sustentabilidade. Promovido

Leia mais

Programa 2063 - Promoção dos Direitos de Pessoas com Deficiência

Programa 2063 - Promoção dos Direitos de Pessoas com Deficiência Programa Momento do Programa: Momento LOA+Créditos Tipo de Programa: Temático Macrodesafio Fortalecer a cidadania Eixo Direitos da Cidadania e Movimentos Sociais R$ 50.000.000 Notas de usuário para Programa

Leia mais

SOMOS TOD@S UFRB. Síntese da Proposta de Trabalho

SOMOS TOD@S UFRB. Síntese da Proposta de Trabalho SOMOS TOD@S UFRB Síntese da Proposta de Trabalho Chapa SOMOS TOD@S UFRB Reitor: Silvio Soglia Vice-Reitora: Georgina Gonçalves "Aquele que quer aprender a voar um dia precisa primeiro aprender a ficar

Leia mais

PROJETO BRA/04/029. Seleciona CONSULTOR na modalidade PRODUTO* MAPEAMENTO DE

PROJETO BRA/04/029. Seleciona CONSULTOR na modalidade PRODUTO* MAPEAMENTO DE PROJETO BRA/04/029 Seleciona CONSULTOR na modalidade PRODUTO* MAPEAMENTO DE Os currículos deverão ser encaminhados para o endereço eletrônico seguranca.cidada@mj.gov.br até o dia 20 de dezembro de 2015.

Leia mais

Parâmetros para avaliação de mestrado profissional*

Parâmetros para avaliação de mestrado profissional* Parâmetros para avaliação de mestrado profissional* 1. Natureza do mestrado profissional A pós-graduação brasileira é constituída, atualmente, por dois eixos claramente distintos: o eixo acadêmico, representado

Leia mais

Cooperação científica e técnica e o mecanismo de intermediação de informações

Cooperação científica e técnica e o mecanismo de intermediação de informações Página 144 VIII/11. Cooperação científica e técnica e o mecanismo de intermediação de informações A Conferência das Partes, Informando-se sobre o relatório do Secretário Executivo sobre as atividades do

Leia mais

8. Excelência no Ensino Superior

8. Excelência no Ensino Superior 8. Excelência no Ensino Superior PROGRAMA: 08 Órgão Responsável: Contextualização: Excelência no Ensino Superior Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - SETI O Programa busca,

Leia mais

Escola de Políticas Públicas

Escola de Políticas Públicas Escola de Políticas Públicas Política pública na prática A construção de políticas públicas tem desafios em todas as suas etapas. Para resolver essas situações do dia a dia, é necessário ter conhecimentos

Leia mais

Desafios e Perspectivas para o Orçamento Participativo

Desafios e Perspectivas para o Orçamento Participativo Desafios e Perspectivas para o Orçamento Participativo A Experiência de Belo Horizonte Claudinéia Ferreira Jacinto Secretaria Municipal Adjunta de Planejamento, Orçamento e Informação Prefeitura de Belo

Leia mais

PLANO DE TRABALHO Rede Nacional de Jovens Líderes

PLANO DE TRABALHO Rede Nacional de Jovens Líderes PLANO DE TRABALHO Rede Nacional de Jovens Líderes pág. 1 VISÃO GERAL Objetivo 1 - No âmbito da seção escoteira, apoiar a correta aplicação do método escoteiro, em especial as práticas democráticas previstas

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD 4.6.8 01 VAGA

TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD 4.6.8 01 VAGA INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD 4.6.8 01 VAGA 1 IDENTIFICAÇÃO DA CONSULTORIA Contratação de consultoria pessoa física para serviços de preparação

Leia mais

com parceiros na produção de informações e conhecimento, compartilhamento de trabalhos com vistas a alavancar os resultados e abolir duplicidades.

com parceiros na produção de informações e conhecimento, compartilhamento de trabalhos com vistas a alavancar os resultados e abolir duplicidades. TERMO DE REFERÊNCIA 1. OBJETO Contratação de consultoria especializada para desenvolvimento dos serviços técnicos necessários à elaboração da metodologia para a estruturação da Rede de Parceiros para o

Leia mais

Proposta de Programa- Quadro de Ciência, Tecnologia e Inovação 2014-2018. L RECyT, 8.11.13

Proposta de Programa- Quadro de Ciência, Tecnologia e Inovação 2014-2018. L RECyT, 8.11.13 Proposta de Programa- Quadro de Ciência, Tecnologia e Inovação 2014-2018 L RECyT, 8.11.13 Delineamento do Programa - Quadro Fundamentação Geral Programa público, plurianual, voltado para o fortalecimento

Leia mais

PROJETO CIDADÃO EM REDE: DE CONSUMIDOR A PRODUTOR DE INFORMAÇÃO SOBRE O TERRITÓRIO PLANO DE TRABALHO

PROJETO CIDADÃO EM REDE: DE CONSUMIDOR A PRODUTOR DE INFORMAÇÃO SOBRE O TERRITÓRIO PLANO DE TRABALHO PROJETO CIDADÃO EM REDE: DE CONSUMIDOR A PRODUTOR DE INFORMAÇÃO SOBRE O TERRITÓRIO PLANO DE TRABALHO CONVÊNIO DE COOPERAÇÃO TECNOLÓGICA PRODEB-UFBA PRODEB/DSS Diretoria de Sistemas e Serviços UFBA/LCAD

Leia mais

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim - ES PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Introdução O Programa Municipal de Educação Ambiental estabelece diretrizes, objetivos, potenciais participantes, linhas

Leia mais

RELATÓRIO DA OFICINA DE PAÍSES FEDERATIVOS E DA AMÉRICA DO NORTE. (Apresentado pelo Brasil)

RELATÓRIO DA OFICINA DE PAÍSES FEDERATIVOS E DA AMÉRICA DO NORTE. (Apresentado pelo Brasil) TERCEIRA REUNIÃO DE MINISTROS E AUTORIDADES DE OEA/Ser.K/XXXVII.3 ALTO NÍVEL RESPONSÁVEIS PELAS POLÍTICAS DE REDMU-III/INF. 4/05 DESCENTRALIZAÇÃO, GOVERNO LOCAL E PARTICIPAÇÃO 28 outubro 2005 DO CIDADÃO

Leia mais

DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/ NÓS PODEMOS

DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/ NÓS PODEMOS 1 DIRETRIZES DE FUNCIONAMENTO DO MOVIMENTO NACIONAL PELA CIDADANIA E SOLIDARIEDADE/ NÓS PODEMOS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES E OBJETIVO DO MOVIMENTO 2 Artigo 1º O Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade/Nós

Leia mais

Por que Projetos Sociais?

Por que Projetos Sociais? PROJETOS SOCIAIS Por que Projetos Sociais? Projetos são resultado de uma nova relação entre Estado e Sociedade Civil; Mudanças no que se relaciona à implantação de políticas sociais; Projetos se constroem

Leia mais

Iniciativas para o Fortalecimento da Ação Fiscal dos Municípios em Tributação Imobiliária

Iniciativas para o Fortalecimento da Ação Fiscal dos Municípios em Tributação Imobiliária SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE TRIBUTAÇÃO IMOBILIÁRIA Iniciativas para o Fortalecimento da Ação Fiscal dos Municípios em Tributação Imobiliária Salvador, 21 e 22 de novembro de 2007 SESSÃO III Inovação,

Leia mais

Faça parte da nossa história! Plano de Patrocínio 2º semestre 2014

Faça parte da nossa história! Plano de Patrocínio 2º semestre 2014 Faça parte da nossa história! Plano de Patrocínio 2º semestre 2014 Sobre a FNQ História Criada em 1991, por um grupo de representantes dos setores público e privado, a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ)

Leia mais

AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE DE MOSAICOS DE ÁREAS PROTEGIDAS NO BRASIL

AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE DE MOSAICOS DE ÁREAS PROTEGIDAS NO BRASIL AVALIAÇÃO DE EFETIVIDADE DE MOSAICOS DE ÁREAS PROTEGIDAS NO BRASIL 2.º CURSO SOBRE GESTÃO E MOSAICOS DE ÁREAS PROTEGIDAS DANIELE GIDSICKI FLONA DE IPANEMA, 16 DE AGOSTO DE 2012 Fotos: Daniele Gidsicki

Leia mais

Acesso aberto e repositórios institucionais: repensando a comunicação e a gestão da informação científica

Acesso aberto e repositórios institucionais: repensando a comunicação e a gestão da informação científica Acesso aberto e repositórios institucionais: repensando a comunicação e a gestão da informação científica Fernando César Lima Leite fernandodfc@gmail.com 1. A comunicação científica e sua importância Qualquer

Leia mais

Gestão de Processos Estratégicos

Gestão de Processos Estratégicos Gestão de Processos Estratégicos Fevereiro/2014 DEFINIÇÕES Rede de Desenvolvimento Integrado Arranjos que estimulam e proporcionam um comportamento (em rede) cooperativo entre agentes governamentais e

Leia mais

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão 1 V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Painel: Desenvolvimento Institucional Mudanças na Cultura de Gestão Roteiro: 1. Perfil das organizações do PAD. 2. Desenvolvimento Institucional:

Leia mais

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 2004 Ano Base 2001_2002_2003 SOCIOLOGIA CAPES Período de Avaliação: 2001-2002-2003 Área de Avaliação: SOCIOLOGIA

Leia mais

Política Nacional de Participação Social

Política Nacional de Participação Social Política Nacional de Participação Social Apresentação Esta cartilha é uma iniciativa da Secretaria-Geral da Presidência da República para difundir os conceitos e diretrizes da participação social estabelecidos

Leia mais

Incentivar a inovação em processos funcionais. Aprimorar a gestão de pessoas de TIC

Incentivar a inovação em processos funcionais. Aprimorar a gestão de pessoas de TIC Incentivar a inovação em processos funcionais Aprendizagem e conhecimento Adotar práticas de gestão participativa para garantir maior envolvimento e adoção de soluções de TI e processos funcionais. Promover

Leia mais

GESTÃO, SINERGIA E ATUAÇÃO EM REDE. Prof. Peter Bent Hansen PPGAd / PUCRS

GESTÃO, SINERGIA E ATUAÇÃO EM REDE. Prof. Peter Bent Hansen PPGAd / PUCRS GESTÃO, SINERGIA E ATUAÇÃO EM REDE Prof. Peter Bent Hansen PPGAd / PUCRS Agenda da Conferência O que são redes? O que são redes interorganizacionais? Breve histórico das redes interorganizacionais Tipos

Leia mais

PROGRAMA DE PATROCÍNIO DA COSERN

PROGRAMA DE PATROCÍNIO DA COSERN PROGRAMA DE PATROCÍNIO DA COSERN Resumo das diretrizes e critérios da COSERN/ Grupo Neoenergia para patrocínios a projetos socioculturais e ambientais. Guia Básico do Proponente 1 Índice Introdução 2 1.

Leia mais

POLÍTICA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

POLÍTICA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA POLÍTICA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA Brasília, 25 de novembro de 2009 1 POLÍTICA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO,

Leia mais

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 901491 - EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução da teoria organizacional

Leia mais

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR

O PAPEL DO GESTOR COMO MULTIPLICADOR Programa de Capacitação PAPEL D GESTR CM MULTIPLICADR Brasília 12 de maio de 2011 Graciela Hopstein ghopstein@yahoo.com.br Qual o conceito de multiplicador? Quais são as idéias associadas a esse conceito?

Leia mais

Florianópolis SC - maio 2012. Categoria: C. Setor Educacional: 3. Classificação das Áreas de Pesquisa em EaD Macro: A / Meso: L / Micro: N

Florianópolis SC - maio 2012. Categoria: C. Setor Educacional: 3. Classificação das Áreas de Pesquisa em EaD Macro: A / Meso: L / Micro: N LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UM ESPAÇO DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E AMPLIAÇÃO DE CONHECIMENTOS REFERENTES À INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Florianópolis SC - maio 2012 Categoria: C Setor

Leia mais

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PROPOSTA DE AÇÃO Criar um fórum permanente onde representantes dos vários segmentos do poder público e da sociedade civil atuem juntos em busca de uma educação

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

TERMO DE REFERENCIA. Programa Pernambuco: Trabalho e Empreendedorismo da Mulher

TERMO DE REFERENCIA. Programa Pernambuco: Trabalho e Empreendedorismo da Mulher TERMO DE REFERENCIA Programa Pernambuco: Trabalho e Empreendedorismo da Mulher Supervisão Geral No âmbito do Programa Pernambuco: Trabalho e Empreendedorismo da Mulher, conveniado com a Secretaria Especial

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS PARA O COMBATE AO DESMATAMENTO

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS PARA O COMBATE AO DESMATAMENTO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA EXECUTIVA DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS PARA O COMBATE AO DESMATAMENTO Resposta ao Observatório do Clima sobre suas considerações ao Sumário de informações sobre como

Leia mais

Política do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica

Política do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica Política do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica INTRODUÇÃO O Grupo Telefônica, consciente de seu importante papel na construção de sociedades mais justas e igualitárias, possui um Programa de

Leia mais

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA Quando focalizamos o termo a distância, a característica da não presencialidade dos sujeitos, num mesmo espaço físico e ao mesmo tempo, coloca se como um

Leia mais

Prof. Fabiano Geremia

Prof. Fabiano Geremia PLANEJAMENTO ESTRÁTEGICO PARA ARRANJOS PRODUTIVOS CURSO INTERMEDIÁRIO PARA FORMULADORES DE POLÍTICAS Prof. Fabiano Geremia Planejamento Estratégico ementa da disciplina Planejamento estratégico e seus

Leia mais

RELATO DO PROJETO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO. GT 06 Formação de professores de Matemática: práticas, saberes e desenvolvimento profissional

RELATO DO PROJETO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO. GT 06 Formação de professores de Matemática: práticas, saberes e desenvolvimento profissional RELATO DO PROJETO OBSERVATÓRIO DA EDUCAÇÃO GT 06 Formação de professores de Matemática: práticas, saberes e desenvolvimento profissional Maria Madalena Dullius, madalena@univates.br Daniela Cristina Schossler,

Leia mais

Melhor Prática vencedora: Monitoramento (Capital) Observatório do Turismo da Cidade de São Paulo

Melhor Prática vencedora: Monitoramento (Capital) Observatório do Turismo da Cidade de São Paulo 1 Melhor Prática vencedora: Monitoramento (Capital) Observatório do Turismo da Cidade de São Paulo DESTINO: São Paulo/SP INSTITUIÇÃO PROMOTORA: São Paulo Turismo S/A RESPONSÁVEL: Tasso Gadzanis Luiz Sales

Leia mais

49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL

49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE 49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL Washington, D.C., EUA, 28 de setembro a 2 de outubro de 2009 CD49.R10 (Port.) ORIGINAL:

Leia mais

NOTA TÉCNICA 44 2013 A POLÍTICA NACIONAL DE INFORMAÇÃO E INFORMÁTICA EM SAÚDE E SEU PLANO OPERATIVO

NOTA TÉCNICA 44 2013 A POLÍTICA NACIONAL DE INFORMAÇÃO E INFORMÁTICA EM SAÚDE E SEU PLANO OPERATIVO NOTA TÉCNICA 44 2013 A POLÍTICA NACIONAL DE INFORMAÇÃO E INFORMÁTICA EM SAÚDE E SEU PLANO OPERATIVO Brasília, 28 de outubro de 2013 A POLÍTICA NACIONAL DE INFORMAÇÃO E INFORMÁTICA EM SAÚDE E SEU PLANO

Leia mais

Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental

Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental GOVERNO DO ESTADO DE SÃO APULO SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DIRETRIZES PEDAGÓGICAS O que se espera

Leia mais

AVALIAÇÃO E EDUCAÇÃO PERMANENTE DE SAÚDE

AVALIAÇÃO E EDUCAÇÃO PERMANENTE DE SAÚDE MOVE 2015 AVALIAÇÃO E EDUCAÇÃO PERMANENTE DE SAÚDE II CONGRESSO TODOS JUNTOS CONTRA O CANCER MOVE 2015 PRINCIPAIS MENSAGENS 01 AVALIAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA GARANTIR A QUALIFICAÇÃO DOS PROCESSOS DE EDUCAÇÃO

Leia mais

O IDEC é uma organização não governamental de defesa do consumidor e sua missão e visão são:

O IDEC é uma organização não governamental de defesa do consumidor e sua missão e visão são: 24/2010 1. Identificação do Contratante Nº termo de referência: TdR nº 24/2010 Plano de aquisições: Linha 173 Título: consultor para desenvolvimento e venda de produtos e serviços Convênio: ATN/ME-10541-BR

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Evolução de Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução

Leia mais

Auditoria no Terceiro Setor

Auditoria no Terceiro Setor Auditoria no Terceiro Setor Percepções e Resultados da Pesquisa 2006 AUDIT 1 Introdução O Terceiro Setor vem em crescente processo de evolução porém, nos últimos anos, um das principais missões das entidades

Leia mais

REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional

REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS Projeto de Lei nº 8.035, de 2010 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional O PNE é formado por: 10 diretrizes; 20 metas com estratégias

Leia mais

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ BIREME - OPAS - OMS CENTRO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA CICT PROJETO BVS DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS BRASIL

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ BIREME - OPAS - OMS CENTRO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA CICT PROJETO BVS DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS BRASIL FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ - OPAS - OMS CENTRO DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA CICT PROJETO BVS DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS BRASIL Rio de Janeiro 2002 Doenças Infecciosas e Parasitárias na BVS

Leia mais

Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio

Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio Empresas Familiares aprimoramento da governança corporativa para o sucesso do negócio Nome Desarrollo de Sistemas de Gobierno y Gestión en Empresas de Propiedad Familiar en el Perú Objetivo Contribuir

Leia mais

PARANÁ ---------------------------- GOVERNO DO ESTADO PROGRAMA FORMAÇÃO DE GESTORES PARA O TERCEIRO SETOR

PARANÁ ---------------------------- GOVERNO DO ESTADO PROGRAMA FORMAÇÃO DE GESTORES PARA O TERCEIRO SETOR PARANÁ ---------------------------- GOVERNO DO ESTADO PROGRAMA FORMAÇÃO DE GESTORES PARA O TERCEIRO SETOR CURITIBA Maio 2012 1 PROGRAMA TÍTULO: Formação de Gestores para o Terceiro Setor. JUSTIFICATIVA:

Leia mais

I SEMINÁRIO POLÍTICAS PÚBLICAS E AÇÕES AFIRMATIVAS Universidade Federal de Santa Maria Observatório de Ações Afirmativas 20 a 21 de outubro de 2015

I SEMINÁRIO POLÍTICAS PÚBLICAS E AÇÕES AFIRMATIVAS Universidade Federal de Santa Maria Observatório de Ações Afirmativas 20 a 21 de outubro de 2015 I SEMINÁRIO POLÍTICAS PÚBLICAS E AÇÕES AFIRMATIVAS Universidade Federal de Santa Maria Observatório de Ações Afirmativas 20 a 21 de outubro de 2015 A GESTÃO ESCOLAR E O POTENCIAL DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO

Leia mais

mudanças qualitativas radicais na vida econômica, social e política das nações.

mudanças qualitativas radicais na vida econômica, social e política das nações. PRONUNCIAMENTO DO MINISTRO EDUARDO CAMPOS NA SOLENIDADE DE INSTALAÇÃO DA III ASSEMBLÉIA GERAL DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE PARLAMENTARES PARA A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (IPAIT), NA CÂMARA DOS DEPUTADOS,

Leia mais

CONNECT AMERICAS: REDE SOCIAL EMPRESARIAL

CONNECT AMERICAS: REDE SOCIAL EMPRESARIAL CONNECT AMERICAS: REDE SOCIAL EMPRESARIAL DAS AMÉRICAS Washington D. C - março 2014 NOME CLASSIFICAÇÃO CATEGORIA TEMA PALAVRAS-CHAVE REDE SOCIAL EMPRESARIAL : CONNECT AMERICAS PRÁTICA INTERNACIONALIZAÇÃO

Leia mais

Documento referencial: uma contribuição para o debate

Documento referencial: uma contribuição para o debate Documento referencial: uma contribuição para o debate desenvolvimento integração sustentável participação fronteiriça cidadã 1. Propósito do documento O presente documento busca estabelecer as bases para

Leia mais

(Publicada no D.O.U em 30/07/2009)

(Publicada no D.O.U em 30/07/2009) MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS RESOLUÇÃO N o 98, DE 26 DE MARÇO DE 2009 (Publicada no D.O.U em 30/07/2009) Estabelece princípios, fundamentos e diretrizes para a educação,

Leia mais

Os atores e as redes: construindo espaços para inovação

Os atores e as redes: construindo espaços para inovação Os atores e as redes: construindo espaços para inovação Flávia Charão Marques WORKSHOP SOBRE PROCESSOS DE AVALIAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE EM AGROECOSSISTEMAS FAMILIARES Pelotas, 31 de agosto de 2011 Av.

Leia mais

1 APRESENTAÇÃO. Página 3 de 16

1 APRESENTAÇÃO. Página 3 de 16 Sumário 1 APRESENTAÇÃO... 3 2 OBJETIVOS... 4 3 PÚBLICO-ALVO DA GESTÃO ESTRATÉGICA... 4 4 INFORMAÇÕES SOBRE O MODELO DE GESTÃO ESTRATÉGICA DO TCE/RN... 5 4.1 DIRECIONADORES ESTRATÉGICOS... 5 4.2 OBJETIVOS

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Orientações para a elaboração do projeto escolar

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Orientações para a elaboração do projeto escolar MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA Coordenação-Geral de Ensino Médio Orientações para a elaboração do projeto escolar Questões norteadoras: Quais as etapas necessárias à

Leia mais

Apresentação Plano de Integridade Institucional da Controladoria-Geral da União (PII)

Apresentação Plano de Integridade Institucional da Controladoria-Geral da União (PII) PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO Secretaria-Executiva Diretoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional Plano de Integridade Institucional (PII) 2012-2015 Apresentação Como

Leia mais

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações CIDADES DIGITAIS CONSTRUINDO UM ECOSSISTEMA DE COOPERAÇÃO E INOVAÇÃO Cidades Digitais Princípios

Leia mais

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER

Leia mais

LANÇAMENTO PROGRAMA DE GOVERNANÇA DE ESTATAIS. Discurso do Presidente Leonardo Pereira em 02/04/2015

LANÇAMENTO PROGRAMA DE GOVERNANÇA DE ESTATAIS. Discurso do Presidente Leonardo Pereira em 02/04/2015 LANÇAMENTO PROGRAMA DE GOVERNANÇA DE ESTATAIS Discurso do Presidente Leonardo Pereira em 02/04/2015 Antes de começar, ressalto apenas que as opiniões que estarei expressando aqui hoje refletem a minha

Leia mais