GERONET SERVICES Cursos Apostilas Manuais Tutoriais. Apostila INTERNET

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1 Apostila De INTERNET Nelson Geromel 1

2 INTERNET O que é Internet É um conjunto de redes de computadores interligadas pelo mundo inteiro, que têm em comum um conjunto de protocolos e serviços, de forma que os usuários a ela conectados podem usufruir de serviços de informação de alcance mundial. A Internet é uma rede pública de comunicação de dados, com controle descentralizado e que utiliza o conjunto de protocolos TCP/IP como base para a estrutura de comunicação e seus serviços de rede. Isto se deve ao fato de que a arquitetura TCP/IP fornece não somente os protocolos que habilitam a comunicação de dados entre redes, mas também define uma série de aplicações que contribuem para a eficiência e sucesso da arquitetura. Entre os serviços mais conhecidos da Internet estão o correioeletrônico (protocolos SMTP, POP3), a transferência de arquivos (FTP), o compartilhamento de arquivos (NFS), a emulação remota de terminal (Telnet), o acesso à informação hipermídia (HTTP), conhecido como WWW (World Wide Web). A Internet é dita ser um sistema aberto uma vez que todos os seus serviços básicos assim como as aplicações são definidas publicamente, podendo ser implementadas e utilizadas sem pagamento de royalties ou licenças para outras instituições. O conjunto de protocolos TCP/IP foi projetado especialmente para ser o protocolo utilizado na Internet. Sua característica principal é o suporte direto a comunicação entre redes de diversos tipos. Neste caso, a arquitetura TCP/IP é independente da infra-estrutura de rede física ou lógica empregada. De fato, qualquer tecnologia de rede pode ser empregada como meio de transporte dos protocolos TCP/IP, como será visto adiante. Alguns termos utilizados frequentemente, são explicados de forma resumida adiante: A Internet (nome próprio) é a denominação da rede mundial que interliga redes no mundo. É formada pela conexão complexa entre centenas de milhares de redes entre si. A Internet tem suas políticas controladas pelo IAB (Internet Architecture Board), um fórum patrocinado pela Internet Society, uma comunidade aberta formada por usuários, fabricantes, representantes governamentais e pesquisadores. Um internet é um termo usado para definir uma rede genérica formada pela interligação de redes utilizando o protocolo TCP/IP. 2

3 Uma intranet é a aplicação da tecnologia criada na Internet e do conjunto de protocolos de transporte e de aplicação TCP/IP em uma rede privada, interna a uma empresa. Numa intranet, não somente a infra-estrutura de comunicação é baseada em TCP/IP, mas também grande quantidade de informações e aplicações são disponibilizadas por meio dos sistemas Web (protocolo HTTP) e correio-eletrônico. Uma extranet, ou extended intranet é a extensão dos serviços da intranet de uma empresa para interligar e fornecer aplicações para outras empresas, como clientes, fornecedores, parceiros, etc Desta forma a extranet é a utilização de tecnologias como Web e correio-eletrônico para simplificar a comunicação e a troca de informações entre empresas. World Wide Web é a designação do conjunto de informações públicas disponibilizadas na Internet por meio do protocolo HTTP. É o somatório das informações que podem ser acessadas por um browser Web na Internet. As informações internas de uma empresa que são acessíveis via um browser Web são enquadradas no termo intranet. Evolução de TCP/IP e Internet Em 1966, o Departamento de Defesa do governo americano iniciou, através de sua agência DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) projetos para a interligação de computadores em centros militares e de pesquisa, com o objetivo de criar um sistema de comunicação e controle distribuído com fins militares. Esta iniciativa teve como um dos motivadores o surgimento de mini-computadores com grande poder de processamento, que poderiam ter seu emprego enriquecido com o acesso a uma grande rede de comunicação. Esta rede recebeu o nome de ARPANET. O principal objetivo teórico da ARPANET era formar uma arquitetura de rede sólida e robusta que pudesse sobreviver a uma perda substancial de equipamento e ainda operar com os computadores e enlaces de comunicação restantes. Para alcançar este objetivo, o sistema de comunicação deveria suportar diversos tipos de equipamentos distintos, ser dividido em diversos níveis de protocolos distintos para permitir a evolução independente de cada um deles e ser baseado em transferência de pacotes de informação. Durantet a década de 70 até 1983, a ARPANET era baseada em IMPs (Interface Message Processors), rodando diversos protocolos, sendo o principal o NCP (Network Control Protocol). O TCP/IP ainda estava sendo projetado e a Internet era formada por máquinas de grande porte e minicomputadores ligados aos IMPs. O roteamento fora dos IMPS não existia, impedindo a conexão de máquinas em rede local que surgiam. Ou seja, para se ligar à ARPANET era necessária a ligação direta a um IMP. Nesta época, os computadores com potencial para se ligar na rede eram de grande porte e em número reduzido. As diferenças de porte desta rede 3

4 imaginada na época e o que se observa hoje é gigantesco. Um dos projetistas dos sistemas de comunicação da ARPANET, referindo-se ao tamanho de um byte para os identificadores das máquinas, afirmou que 256 máquinas é essencialmente infinito. No começo de 1980, a ARPANET foi dividida em ARPANET e MILNET, separando a porção acadêmica e militar. Nesta época, a ARPA decidiu adotar o Unix como sistema operacional prioritário para o suporte de seus projetos de pesquisa (dos quais a ARPANET era um deles), escolhendo a Universidade da Califórnia - Berkeley com centro de desenvolvimento. A ARPA incentivou a criação nativa do suporte de TCP/IP no Unix. O protocolo TCP/IP começou a ser projetado em 1977 com o objetivo de ser o único protocolo de comunicação da ARPANET. Em 1/1/1983, todas as máquinas da ARPANET passaram a utilizar o TCP/IP como protocolo de comunicação. Isto permitiu o crescimento ordenado da rede, eliminando as restrições dos protocolos anteriores. Em 1986, a NSF (Network Science Foundation) passou a operar o backbone (espinha dorsal) de comunicações com o nome de NSFNet e iniciou a formação de redes regionais interligando os institutos acadêmicos e de pesquisa. Desde 1983 começaram a surgir diversas redes paralelas nos Estados Unidos financiadas por órgãos de fomento a pesquisa como a CSNET (Computer Science Net), HEPNet (High Energy Physics Net), SPAN (Nasa Space Physics Network) e outras. Estas redes foram integradas ao NSFNet e adicionadas a redes de outros países, caracterizando o início de uso do termo Internet em Em 1993, foram criados os protocolos HTTP e o browser Mosaic, dando início ao World Wide Web (WWW). O World Wide Web foi o grande responsável pela crescimento exponencial da Internet, pois permitiu o acesso a informações com conteúdo rico em gráficos e imagens e de forma estruturada. O WWW foi também o grande motivador do uso comercial da Internet, permitindo às empresas disponibilizar informações e vender produtos via Internet. A NSFNet foi privatizada em 1995, e o backbone passou a ser distribuído e complexo, formado por múltiplas redes de prestadoras de serviços de telecomunicações como AT&T, MCI, Sprint e outros. Hoje a Internet não é mais formada por um único backbone central, mas por um conjunto de grandes provedores de acesso. Em 1995 foi permitido também o tráfego de informações comerciais na Internet. No Brasil, o acesso à Internet foi iniciado com a conexão de instituições acadêmicas como a Fapesp, USP, Unicamp, PUC-Rio, UFRJ e outras em Foram formados dois backbones regionais, a RedeRio e a ANSP (An Academic Network at São Paulo) interligando as principais instituições destes estados. Posteriormente foi criada a RNP (Rede Nacional de Pesquisa) com o objetivo de formar um backbone nacional de acesso à Internet e de estimular a formação de redes regionais como a Rede Minas, Rede Tchê e 4

5 outras. Em 1995, foi liberado o tráfego comercial, com a Embratel montando e operando o backbone comercial no Brasil. O fornecimento de serviços IP não foi considerado monopólio da Telebrás, permitindo o surgimento de provedores de acesso à Internet. Hoje o backbone da Internet no Brasil é formado por diversos backbones nacionais interligados entre si, como a RNP, a Embratel e de outras empresas como IBM, Unisys, GlobalOne e outros provedores. O Comitê Gestor da Internet Brasil é o responsável pela determinação de regras e políticas para a porção brasileira da Internet e a Fapesp é responsável pelo registro de nomes de domínio.br. Protocolos TCP/IP TCP/IP é um acrônimo para o termo Transmission Control Protocol/Internet Protocol Suite, ou seja é um conjunto de protocolos, onde dois dos mais importantes (o IP e o TCP) deram seus nomes à arquitetura. O protocolo IP, base da estrutura de comunicação da Internet é um protocolo baseado no paradigma de chaveamento de pacotes (packet-switching). Os protocolos TCP/IP podem ser utilizados sobre qualquer estriutura de rede, seja ela simples como uma ligação ponto-a-ponto ou uma rede de pacotes complexa. Como exemplo, pode-se empregar estruturas de rede como Ethernet, Token-Ring, FDDI, PPP, ATM, X.25, Frame-Relay, barramentos SCSI, enlaces de satélite, ligações telefônicas discadas e várias outras como meio de comunicação do protocolo TCP/IP. A arquitetura TCP/IP, assim como OSI realiza a divisão de funções do sistema de comunicação em estruturas de camadas. Em TCP/IP as camadas são: Aplicação Tranporte Inter-Rede Rede A figura 1 ilustra a divisão em camadas da arquitetura TCP/IP: Aplicação Transporte Inter-rede Rede Mensagens da aplicação Datagramas IP HDLC, X.25, PPP, SLIP, Ethernet, Token-Ring, FDDI, A T M, LLC, N D IS,... 5

6 Classificação na Internet Em função do objetivo da conexão à Internet, os usuários e instituições a ela relacionados podem ser classificados em: 1. Provedores de Serviço Internet (ISP) 2. Usuários Individuais São em geral pessoas físicas que se conectam à Internet com vários objetivos, desde utilizar recursos de correio eletrônico até o de divulgação de serviços pessoais; normalmente seu acesso é do tipo discado, entre seu computador pessoal e as instalações de um Provedor de Acesso 3. Usuários Institucionais São empresas que conectam parte ou toda a sua rede corporativa à Internet, com os objetivos de fornecer acesso à Internet para seus funcionários, utiliza a Internet como 'meio de comunicação' entre filiais e clientes, ou mesmo praticar comércio através da Internet. O seu acesso à Internet pode ser desde um do tipo discado de protocolo envolvendo apenas um único equipamento da empresa, até um do tipo dedicado conectando toda a sua rede corporativa à Internet, normalmente obtidos via um Provedor de Acesso. Nesse último caso é necessária a adoção de uma política de segurança pela empresa voltada ao controle de acesso à sua rede corporativa, que pode ser 'invadida' por qualquer usuário da Internet; essa política de segurança é acompanhada do uso de equipamentos e softwares orientados a controle do tráfego entre a rede corporativa e a Internet, conjunto esse conhecido como "Firewall'. Requisitos para acesso à Internet - Computador PC/AT do tipo 486 ou superior (recomendase investir no equipamento, pois, as páginas da Internet são geralmente carregadas com figuras, sons, imagens, enfim, é notório que quanto melhor o equipamento, melhor a performance no uso propriamente dito da Internet). - linha Telefônica (a performance do sistema melhora na possibilidade da linha ser do tipo CPA). 6

7 - modem interno ou externo - ( trata-se de um dispositivo responsável pela conexão do computador (servidor) com um outro (terminal), através de uma linha telefônica. É imprescindível investir também na aquisição do modem, pois, a velocidade de conexão, além da taxa de ruído, estão diretamente ligados com a qualidade da linha e do modem. Recomenda-se modens com velocidades acima de bps., de preferência. - Internet Service Provider, ou seja, Provedor de Serviço Internet. São instituições que se conectam à Internet com o objetivo de fornecer serviços a ela relacionados. que em função do serviço podem ser classificados como: Provedores de Informação Internet São instituições que fornecem acesso à Internet para redes locais, através de Pontos de Presença; Provedores de Backbone Internet. São instituições que disponibilizam informação através da Internet. O seu acesso à Internet é também do tipo dedicado, em geral a um Provedor de Acesso. Provedores de Acesso Internet. São instituições que se conectam à Internet via um ou mais acessos dedicados e disponibilizam acesso a terceiros a partir de suas instalações. Ex. Universo On Line, STI, Mandic, etc... Browser Trata-se de programas, popularmente chamados de navegadores utilizados para disponibilizar as home-pages da WEB, como caraterística comum, trabalham com um tipo de linguagem denominada HTML. A Microsoft Corporation tem desenvolvido o software Internet Explorer para usuários do Windows 95. Seu maior concorrente, o Netscape Navigator da Netscape Corporation não fica atrás. A disputa pelo mercado entre as duas empresas, tem de certa forma, contribuído para o surgimento de novos recursos nos programas. Em janeiro de 97, tanto a Microsoft como a Netscape, anunciaram a chegada da quarta geração de navegadores. TCP/IP A Internet é a mais bem sucedida aplicação prática do conceito de Internet Working, que consiste em conectividade de redes de tecnologia distintas; essa conectividade foi conseguida pelo uso do conjunto de protocolos conhecido como TCP/IP Protocol Suite, ou simplesmente TCP/IP. O TCP/IP (nome derivados de seus protocolos principais, Transmission Control Protocol/Internet Protocol) executa essa conectividade a nível de rede, o que permite a comunicação entre aplicações em computadores de redes distintas sem a necessidade de conhecimento da topologia envolvida nesse processo. 7

8 Uma outra característica importante do TCP/IP é a flexibilidade de adaptação às tecnologias de redes existentes e futuras, possível porque o TCP/IP foi concebido de forma independente das tecnologias de redes. A conexão entre redes na Internet pode ser feita de forma transparente aos protocolos do TCP/IP, via repeters, hubs, bridges e switches, ou com a intervenção do protocolo IP; neste caso os equipamentos que executam a conexão baseiam-se nesse protocolo para o encaminhamento de informações através das redes envolvidas, e por isso são denominados como Roteadores IP. Adicionando procotoclo TCP/IP no Windows 95/98. Antes de iniciar os procedimentos abaixo, certifique-se de possuir o programa do Windows para instalação, pois, o mesmo será solicitado no final de instalação. 1. Abrir a janela meu Computador, em seguida Painel de Controle. 2. Clique no ícone rede ; 3. Clique no botão Adicionar...; 4. Escolhe o item protocolo em seguida clique em Adicionar... ; 5. Na lista de fabricantes escolha Microsoft e na caixa Protocolos de Rede escolha o protocolo TCP/IP em seguida clique no botão OK 6. O windows adicionará uma linha denominada TCP/IP -> Adaptador para rede dial up ; 7. Conclua clicando em OK. O Windows solicitará o disco de instalação, uma vez carregado os arquivos necessários, reinicialize o sistema. São serviços que permitem a troca de mensagens entre usuários através da Internet. São os serviços de maior alcance da Internet, pois permitem a troca de mensagens tanto com usuários de outras redes de serviços (CompuServe, América Online, BITNET, FidoNEt) como com usuários de redes corporativas não totalmente interligados à Internet. O funcionamento desses serviços tem como base um endereço conhecido como address ou endereço de correio eletrônico, cujo formato é ( ),onde user representa o identificador de uma caixa postal (um espaço em disco) para recebimento de mensagens, e host representa o nome do domínio do equipamento que pode localizar essa caixa postal; esse endereço pode estar associado a um usuário, a um grupo de usuários ou mesmo a um serviço a ser prestado usando o correio eletrônico como meio de transporte. Listas de Discussão ("Mailing Lists") Baseado na associação de um endereço de correio eletrônico a várias caixas postais (ou seja, uma lista de usuários), de forma que uma correspondência enviada a esse endereço é recebida em todas essas caixas postais; essa lista de discussão pode ser uma lista simples (sem controle sobre a correspondência e o cadastramento do usuários), moderada (com controle sobre a correspondência 8

9 por um moderador), ou fechada (com controle sobre o cadastramento de usuários). Serviços de Informação via Correio Eletrônico ("Mailing Information Services") fornecidos por programas que interagem com os usuários através de correspondência direcionada a um dado endereço de correio eletrônico, correspondência normalmente constituída por comandos e palavras chaves que orientam tais programas a transferir as informações solicitadas. Esses dois serviços normalmente são implementados por programas que trabalhem em colaboração com o MTA do sistema de correio eletrônico, sendo de utilização mais comuns os programas Majordomo e List rocessor. News O serviço Network News (ou UseNet News, ou News) é composto por informações agrupadas por categorias e programas responsável pelo seu intercâmbio, divulgação e acesso, semelhante ao que se denomina na prática como BBS - Bulletin Board System; originado a partir dos usuários de rede USENET (uma rede acadêmica de equipamentos com Sistema Operacional UNIX, conectados através de linhas discadas via UUCP), atualmente está amplamente difundido pela Internet. Os artigos referentes a um dado assunto são enviados a um dado endereço, a partir do qual são distribuídos para programas servidores espalhados pela Internet (News Servers), de acesso, público ou não, que trabalham em colaboração entre si (Newsfeed) os usuários pode ter acesso a esses artigos acessando a um desses servidores via um programa cliente (News Reader). O envio de artigos para um dado grupo (news posting) normalmente é feito da mesma forma com que se envia correspondência a uma lista de discussão de correio eletrônico, sendo que existem programas que executam a transferência de um artigo de lista de discussão para um newsgroup (mail-to-news gateways). WWW A World Wide Web é um conjunto de documentos espalhados pela Internet. Estes documentos apresentam uma característica em comum: são escritos em hipertexto, utilizando uma linguagem especial, chamada HTML. Para que façam sentido, os documentos devem ser visualizados através de um tipo de programa chamado Browser. Existem muitos Browsers de diversos fabricantes à disposição, distribuídos gratuitamente pela Internet. Através da WWW o usuário tem acesso a uma imensa quantidade de informações, espalhadas por toda a Internet, de forma prática e amigável. Hipertexto Hipertexto é uma forma especial de navegação dentro de um documento. Um documento normal (não hipertexto) somente permite que seu leitor navegue seqüencialmente, percorrendo seu conteúdo para a frente e para trás. Em um documento hipertexto o leitor pode, através de um clique do mouse em cima de elementos especiais (links) "saltar" para outra parte do texto. Um exemplo bastante difundido de hipertexto é o sistema de HELP (AJUDA) do Windows. 9

10 URL URL (Unifor Resorce Locator) Todos os recursos disponíveis na WWW têm um endereço único. Este endereço é sua URL (Uniform Resource Locator). Através de URLs torna-se possível acessar Home-Pages, arquivos disponíveis para FTP, aplicações que permitem a composição de mensagens de correio eletrônico, computadores remotos (Telnet), sistemas de menu Gopher, grupos da Usenet, bancos de dados Wais e arquivos locais. Ex.: Onde, Protocolo: Para uma página, usa-se No entanto, muitas vezes queremos acessar outros serviços a partir da WWW. Usamos então o protocolo correspondente: ftp:// para File Transfer Protocol (tranferência de arquivos); mail:// para ; gopher:// para GOPHER; news:// para acessar um grupo da Usenet através do protocolo NNTP; telnet://para nos conectarmos a um computador remoto; wais:// para bancos de dados indexados; file:// para arquivos locais. Nome do domínio.o nome do domínio onde o recurso está localizado. Muitas vezes o nome de um domínio fornece-nos informações interessantes. Sua sintaxe de forma geral é: UmOuMaisNomesSeparadosPorPontos.TipoDoDomínio.País - Quanto ao tipo do domínio, existem:.com Instituição comercial ou provedor de serviço.edu Instituição acadêmica.gov Instituição governamental.mil Instituição mil norte-americana.net Provedor de serviços em redes.org Organização sem fins lucrativos As siglas de países são compostos de duas letras. Páginas com a terminação ".br" estão localizadas em território brasileiro. Páginas que não possuem terminação indicando o país de origem estão situadas nos Estados Unidos. No Brasil, quando o tipo do domínio não é citado, a instituição é acadêmica. Ex.:ufrj.br, unicamp.br, etc. Home Page O termo Home-Page nem sempre é usado de forma clara e correta. Por ser amplamente empregado pela mídia leiga, tem várias interpretações. Usualmente, uma Home-Page é um conjunto de arquivos hipertexto apelidados de páginas, disponíveis na WWW, interligados entre si através de Links, e criadas com um objetivo determinado. Algumas vezes, o termo Home-Page também é utilizado para designar a primeira e principal página de um conjunto de documentos. 10

11 Tal conjunto de páginas também é usualmente chamado de site. Links Links são elementos especiais (palavras, frases, ícones, gráficos ou ainda um Mapa Sensitivo), que quando clicados com o mouse, remetem o leitor a outra parte do documento ou outro documento presente na Internet. MAPA SENSITIVO HTTP Quando seres humanos se comunicam, utilizam um idioma. Assim, podem ser expressas infinitas combinações de palavras, permitindo que idéias, conceitos e informações sejam passadas a diante. Para que duas pessoas possam se comunicar, em princípio, é necessário que falem e entendam o mesmo idioma. Para que dois computadores se comuniquem, é necessário que "falem" e "entendam" um mesmo protocolo. O protocolo utilizado pela WWW é o HyperText Transfer Protocol ou Protocolo de Transferência em Hipertexto, que na forma reduzida diz-se HTTP. CGI Common Gateway Interface. Programas ou Scripts em CGI permitem adicionar à uma página de WWW real capacidade de interagir com o usuário. A possibilidade de geração de páginas on-line e de procura em banco de dados são apenas duas de muitas possibilidades Gopher É um mecanismo de busca que cria um índice de palavras que atendem a sua pesquisa na Internet. No começo da rede funcionava no padrão caracter (sem figura), como o DOS. Depois que a rede ganhou a gráfica (World Wide Web), o mecanismo Gopher foi embutido pelos programadores em recursos mais amigáveis, como Alta Vista e o Yahoo, entres outros. JAVA Java é uma poderosa linguagem de Programação Orientada a Objetos criada pela SUN. A linguagem Java foi criada de forma a poder ser executada nas diversas plataformas de trabalho diferentes disponíveis. Diferente de outras linguagens de programação, o Java, quando interpretados por browsers, não tem permissão de gravar dados no disco rígido, sendo portanto uma linguagem "segura" (isto é, os programas escritos em Java podem ser executados sem riscos para as informações contidas no computador). JAVAScript É uma adaptação da Java, de forma a ser interpretada pelo Browser, sem necessidade de ser compilada pelo autor. A linguagem JavaScript é mais simples que a Java, permitindo que as pessoas com menos experiência em programação tenham a possibilidade de criar páginas interativas. 11

12 Applets Uma página da WWW pode fazer referência a um programa escrito em Java. Desta forma, o programa é transcrito junto com a página. Chama-se este programa de Applet. Plugins São módulos que podem ser conectados ao Netscape, de forma que este passe a reconhecer os mais diversos formatos de informação. Diversas empresas criaram Plugins, permitindo assim ao Netscape visualizar gráficos vetoriais, vídeos, som, planilhas, ambiental VRML, etc. CONHEÇA MAIS Embora o acesso à Internet exista há quase dez anos no Brasil, e o número de consumidores on-line aumente a cada ano, a grande maioria das empresas que operam com o sistema B2C (business to consumer) ainda não percebeu o quanto pode fazer a diferença possuir uma home page com conteúdo útil, gerando serviços diferenciados aos clientes e redução de custos operacionais, mesmo que a médio ou longo prazo. Casos de sucesso, competência e eficiência existem, mas ainda são raros, e geralmente restritos às grandes empresas e grupos corporativos. Há dez anos provavelmente fazia sentido se deslocar de casa e encarar fila para comprar ingressos antecipados para shows, eventos culturais ou exibições esportivas, ou passagens para meios de transporte, simplesmente porque não existia um meio que facilitasse este processo. Hoje em dia, empresas inteligentes perceberam que é possível facilitar esta operação, de modo que o cliente adquira os ingressos ou as passagens diretamente de seu computador, no conforto de sua residência ou local de trabalho. As companhias aéreas são excelentes exemplos de empresas inteligentes. Praticamente todas oferecem a possibilidade de reservar as passagens para uma data pré determinada, realizando o pagamento geralmente através de cartão de crédito, bastando apresentar o comprovante impresso da transação eletrônica no momento do embarque. Muitas, inclusive, oferecem preços inferiores para quem compra via Internet. Simples, rápido e eficiente. Em uma palavra: perfeito! Já as companhias rodoviárias ainda não acordaram para a era digital. Muitas parecem possuir home page apenas por possuir, por diversos motivos. Hospedam suas páginas em provedores gratuitos, como HPG, Kit.net ou Geocities (isso poderá ser facilmente comprovado através de pesquisa em qualquer site de busca, como o Google). Algumas dessas páginas parecem ter sido feitas "pelo filho do dono da empresa", tamanho o amadorismo. É javascript perguntando o nome do visitante, como se isso realmente fosse necessário; são imagens piscando, como 12

13 uma árvore de natal, uma belezinha. Conteúdo? Zero, ou quase isso, pois quase não faciltam a vida do visitante, e isso é válido para todas, mesmo para empresas que se preocuparam em registrar um domínio e contratar profissionais qualificados para a criação do site. Quando muito, apresentam um quadro com suas linhas e horários de partida. Possibilidade de adquirir a passagem pela web? Nem pensar! Para a Grande São Paulo existe um site, antigamente chamado Passagem Expressa, e hoje com o nome Passagem em Domicílio, que presta um excelente serviço para quem precisa de passagens rodoviárias antecipadas, e não gostaria de sair de casa ou do trabalho para obte-las, muitas vezes enfrentando problemas como filas, congestionamento, e etc. Basta acessa-lo, escolher a linha e a companhia desejada, permitindo inclusive selecionar a localização da poltrona no interior do veículo, e pronto. Em alguns dias, as passagens serão entregues no local combinado, e somente então será efetuado o pagamento, que é equivalente ao preço da passagem, mais uma pequena taxa de entrega. Este site também é um exemplo de inteligência empresarial, pois oferece um sistema simples, barato e eficiente. Mas será mesmo necessário? Por que as próprias companhias rodoviárias não oferecem esse serviço? Qual é a dificuldade de se equivalerem às companhias aéreas em praticidade e eficiência? Um caso similar é encontrado na venda de ingressos diversos. São raras as empresas que possuem um sistema próprio, capaz de baratear seus custos e facilitar a vida de seus clientes. Muitas, inclusive as grandes empresas do setor, como a Cinemark, oferecem a venda de ingressos baseadas em serviços intermediários. Nos sites ingresso.com.br e ingressofacil.com.br, é possível adquirir, antecipadamnte e por pequenas taxas adicionais, ingressos para futebol, cinema, teatro, eventos, parques e outros esportes. Novamente a observação e a pergunta: são serviços excelentes e inteligentes mas... serão mesmo necessários? Por que as empresas organizadoras dos eventos não oferecem esse serviço? Oferece-los não significa baratear custos e estreitar a relação com os clientes, oferecendo serviços diferenciados com competência e eficiência? Em breve, haverá a final da Copa Libertadores da América, disputada entre Santos e Boca Juniors. Mais uma vez, como em todos os anos anteriores, as filas nos locais de venda de ingresso serão monstruosas. Em 2000, por exemplo, quando a final foi Palmeiras X Boca Juniors, a fila começava na rua Turiassú, passava pela avenida Pompéia, e terminava na Avenida Francisco Matarazzo. Mais um pouco e dava a volta no quarteirão. São absurdos que poderiam ser evitados utilizando tecnologia que já existe, é relativamente barata, e gera redução de custos aos clubes a médio ou longo prazo. Não seria mais fácil ao palmeirense ou ao santista simplesmente digitar o endereço de seu clube, fornecer seu cartão de crédito para comprar o ingresso, e imprimi-lo? Bastaria validalo ao entrar no estádio, em uma catraca capaz de ler códigos de barra. 13

14 Mesmo com o novo Estatuto do Torcedor, nossos dirigentes ainda têm muito o que aprender para oferecer aos torcedores serviços de qualidade. As páginas de Palmeiras e Santos, assim como praticamente todas as páginas dos clubes de futebol brasileiro, oferecem diversos recursos, como história, hino, mascote, escudo, entrevista com jogadores e exjogadores, notícias, quizzes, e muito mais... Algumas possuem até promoções exclusivas para os internautas. Mas não basta! Qual é a possibilidade de adquirir o ingresso sem sair de casa, e pelo mesmo valor que é vendido nos postos de venda tradicionais? Nenhuma! O jeito é se expremer nas filas ou contratar o serviço de intermediários, pagando a mais pelo conforto adicional. É quase o mesmo que ir ao estádio em cima da hora e comprar o ingresso de cambistas... Além do mais, sites intermediários possuem uma cota limitada de ingressos, e podem não ajudar muito. Na sexta feira, 27/06, cinco dias antes da grande final, o site ingressofacil.com.br já anunciava "Vendas no site encerradas. Favor dirigir-se às bilheterias do estádio". A Internet veio para facilitar mas, conforme demonstrado, muitas empresas ainda não acordaram para essa realidade. Ignoram poder oferecer serviços e facilidades adicionais a quem se dispõe a visitar seus sites. Grande será o dia em que descobrirem que as home pages podem não somente divulgar informações, mas também interagir de forma positiva com o visitante, poupando seu tempo e dinheiro, e fazendo finalmente valer a pena ser internauta. Escolhendo um nome para seu domínio Todos os dias milhares de domínios são registrados. Domínio é o nome que se dá ao nome que utilizamos para acessar os sites na Internet ( ex: neosite.com.br ). Através de pesquisas no site você poderá verificar se o domínio que você pretende utilizar já se encontra registrado ou se está livre para registro. Se estiver livre você poderá contratar um plano de hospedagem para seu site e atrelar o mesmo ao nome do domínio que você registrou. Normalmente a empresa que você contratará para hospedar seu site toma todas as providências para registrar o domínio em seu nome. Veja algumas dicas para escolher um bom nome de domínio. 1) Prefira os domínios com as extensões.com.br. Se você registrar um domínio.com procure também registrar o mesmo nome com a extensão.com.br. Isso evita o erro comum dos seus visitantes de digitar o.com.br como algo padrão. Se você possui apenas o.com certamente perderá muitas visitas devido a confusão entre estas extensões. 2) De preferência escolha um nome simples composto apenas de uma palavra. Se precisar juntar palavras evite utilizar mais de duas palavras. 14

15 Evite utilizar o sinal de " - " para separar uma palavra da outra, isso evita erros de digitação. Evite junções onde 2 vogais se unem, exemplo: aguaazul.com.br, arvoreeleita.com.br. 3) Evite utilizar nomes em inglês ou qualquer nome que tenha escrita e memorização difícil. Não utilize palavras que possam gerar dúvidas na hora da escrita. 4) Evite utilizar palavras que tenham ç ou ã. Não é possível registrar domínios com acentuação e por isso você terá que registrar sem a acentuação. O domínio soluções.com.br ficaria solucoes.com.br. O problema é que muitas pessoas vão tentar acessar o soluções com acentuação e não irão conseguir. 5) Um domínio pode ter no mínimo 2 letras e no máximo 26 letras. Um domínio não pode ser composto apenas de números. 6) No Brasil apenas empresas que possuem CNPJ ( antigo CGC) podem registrar domínios.com.br. Se você não tem uma empresa e deseja registrar um domínio.com.br pergunte a um amigo ou parente se pode registrar o domínio em nome da empresa dele. 7) Você só pode registrar um domínio se já existir na Internet pelo menos dois servidores de DNS que possam se responsabilizar pelo seu domínio. É devido a isso que você precisa dos serviços de uma empresa de hospedagem. Esta empresa irá configurar estes 2 servidores de DNS necessários para se efetuar o registro. 8) Para evitar problemas na justiça não registre nomes de marcas notórias de empresas conhecidas. Se o nome cocacola.com.br ainda não estivesse registrado pela própria Coca-Cola seria bom não registrar o mesmo para evitar problemas judiciais de uso indevido de marca registrada. 9) Se ao tentar registrar um domínio você verificou que o mesmo já se encontra registrado a melhor saída é pensar em outro nome. 10) Contrate uma empresa sólida e confiável para hospedar e registrar seu site. Existem diversos sites que oferecem estes serviços. Até pela qualidade do site é fácil identificar as melhores empresas. Registro de domínios no Brasil O Registro.Br é o único órgão responsável pelo registro dos domínios com terminação.br. O domínio é sempre de propriedade daquele que registra primeiro. Se você pensa em um nome, efetua a pesquisa dele no site 15

16 e verifica que ninguém o registrou, então você está apto para registra-lo. O Registro.Br disponibiliza diversas extensões de nomes que servem para classificar o tipo de site que utiliza o domínio. Um endereço.com.br representa sites comerciais em geral, o domínio ind.br representa as industrias e assim por diante. O Registro.Br chama estas extensões de DPN's ou "domínios de primeiro nível". Estes são divididos em 3 grupos: 1) DPN's de Instituições 2) DPN's de Profissionais Liberais 3) DPN's de Pessoas Físicas - DPN's de Instituições São destinados a empresas. Somente empresas que possuam CNPJ (CGC) podem registrar este tipo de domínio. Isso significa que o domínio deste tipo sempre será de uma empresa e nunca de uma pessoa física. Mas você não precisa ter uma empresa própria para registrar um domínio, é possível registrar o domínio utilizando os dados da empresa de um parente ou amigo próximo. De qualquer forma, legalmente, a propriedade do domínio sempre será da empresa do seu parente ou amigo e não sua. Até a publicação deste artigo as DPN's de Instituições disponíveis eram: - DPNs para Instituições (Somente para pessoas jurídicas) AGR.BR Empresas agrícolas, fazendas AM.BR Empresas de radiodifusão sonora ART.BR Artes: música, pintura, folclore EDU.BR Entidades de ensino superior COM.BR Comércio em geral ESP.BR Esporte em geral FAR.BR Farmácias e drogarias FM.BR Empresas de radiodifusão sonora G12.BR Entidades de ensino de primeiro e segundo grau GOV.BR Entidades do governo federal IMB.BR Imobiliárias IND.BR Industrias INF.BR Meios de informação (rádios, jornais, bibliotecas, etc..) MIL.BR Forças Armadas Brasileiras NET.BR Detentores de autorização para serviços de telecomunicação. ORG.BR Entidades não governamentais sem fins lucrativos PSI.BR Provedores de serviço Internet REC.BR Atividades de entretenimento, diversão, jogos, etc... SRV.BR Empresas prestadoras de serviços TMP.BR Eventos temporários, como feiras e exposições TUR.BR Entidades da área de turismo 16

17 TV.BR Empresas de radiodifusão de sons e imagens ETC.BR Entidades que não se enquadram nas outras categorias É importante frisar que, em alguns tipos de DPN's, o Registro.Br exige o envio de documentação que comprove a atividade da empresa antes de liberar o registro. Este envio é feito pelos correios. Os domínios de primeiro nível que exigem esta documentação são: EDU.BR - só pode ser registrado por instituições de ensino superior. GOV.BR - só pode ser registrado por órgãos do governo. NET.BR - só pode ser registrado por empresas de telecomunicações. ORG.BR - só pode ser registrado por uma organização sem fins lucrativos. Os demais domínios podem ser registrados por qualquer empresa. Cada empresa pode registrar quantos domínios desejar. Empresas do tipo.org.br não podem registrar outros domínios que não sejam do tipo.org.br. Você também não pode registrar o mesmo nome em diversos DPN's. Por exemplo, se sua empresa registra o domínio lojas.com.br não pode registrar lojas.ind.br ou qualquer outro domínio lojas.***.br. Isso só será possível usando um outro número de CNPJ, ou seja, registrando o domínio em nome de outra empresa. - DPN's de Profissionais Liberais Este tipo de domínio é destinado a profissionais liberais. O registro fica atrelado ao CPF do proprietário e só é permitido registrar 10 DOMÍNIOS por CPF. Os DPN's disponíveis até a data em que este manual foi escrito são: - DPNs para Profissionais Liberais (Somente para pessoas físicas) ADM.BR Administradores ADV.BR Advogados ARQ.BR Arquitetos ATO.BR Atores BIO.BR Biólogos BMD.BR Biomédicos CIM.BR Corretores CNG.BR Cenógrafos CNT.BR Contadores ECN.BR Economistas ENG.BR Engenheiros ETI.BR Especialista em Tecnologia da Informação FND.BR Fonoaudiólogos FOT.BR Fotógrafos FST.BR Fisioterapeutas 17

18 GGF.BR Geógrafos JOR.BR Jornalistas LEL.BR Leiloeiros MAT.BR Matemáticos e Estatísticos MED.BR Médicos MUS.BR Músicos NOT.BR Notários NTR.BR Nutricionistas ODO.BR Dentistas PPG.BR Publicitários e profissionais da área de propaganda e marketing PRO.BR Professores PSC.BR Psicólogos QSL.BR Rádio amadores SLG.BR Sociólogos TRD.BR Tradutores VET.BR Veterinários ZLG.BR Zoólogos - DPN's de Pessoa Física Destinado a pessoas físicas, só existe um DPN para este tipo de domínio que é o nom.br. Cada pessoa que detenha um CPF pode registrar um domínio que sempre será formado pelo nome principal e um dos sobrenomes, com um ponto separando os dois nomes. Vamos a um exemplo: o José Pedro quer registrar o seu domínio pessoa física, então a única opção que ele possui é registrar o endereço jose.pedro.nom.br. Saiba o que é domínio, ip, dns e qual a relação entre eles Para se manter contato com qualquer pessoa do mundo via telefone basta saber o número. Combinando o DDD e o DDI não existem 2 números de telefone iguais em todo planeta. Da mesma forma que isso ocorre na rede telefônica ocorre também na Internet. Cada máquina da Internet possui um número único que a identifica em toda rede mundial de computadores. Este número é chamado de IP. Quando você acessa o seu provedor de Internet sua máquina recebe um número IP que fica com você até o momento da desconexão. Mas o que isso tem haver com os domínios e endereços de Internet? Tem tudo haver. Se não fosse a utilização de domínios teríamos que acessar os sites na Internet através dos números das máquinas que os hospedam. Quer testar? 18

19 Acesse o endereço: e você verá que é o mesmo que acessar o Um domínio é nada mais do que uma forma encontrada para facilitar o acesso das pessoas na Internet onde podemos dar nomes a números que não possuem muitos significados. Na Internet existem órgãos que funcionam como "cartórios" onde é possível registrar um nome de domínio e utilizar o mesmo para acessar um site na Internet. No Brasil o órgão responsável por isto é a FAPESP em seu endereço: Qualquer pessoa ou empresa pode ter um domínio na Internet. O nome é sempre do primeiro que registra. Para se registrar um domínio é necessário informar para a FAPESP o nome de dois servidores de DNS. Estes servidores são máquinas que serão responsáveis por informar qual é o número IP da máquina onde fica o site correspondente ao domínio registrado. É por isso que você precisa contratar uma empresa de HOSPEDAGEM DE SITES para poder registrar seu domínio na Internet. Estas empresas fornecem servidores de DNS preparados para responder em nome do seu domínio. É simples entender como funciona isso. De forma simplificada podemos dizer que quando você acessa o endereço o seu navegador lança uma pergunta na imensidão da internet: "quem é o responsável pelos domínios uol.com.br?". Existem 13 máquinas espalhadas pelo planeta que são responsáveis por responder esta primeira pergunta. Como se trata de um domínio com final.br uma destas máquinas informa para o seu navegador que esta pergunta deve ser feita para a FAPESP pois ela é a responsável por todos os domínios.br do mundo. Quando a pergunta é feita, a FAPESP responde que o responsável por dizer o número IP do site é o servidor de DNS eliot.uol.com.br do ip Finalmente a máquina eliot vai responder para seu navegador que o número IP do site da UOL é A partir deste momento você começará a acessar a página. É claro que tudo isso ocorre em menos de 1 segundo e você nem percebe o trabalho que deu para saber qual é o número IP do domínio acessado. É por isso que para registrar um domínio é necessário contratar a empresa de hosting. O servidor de DNS da empresa de hosting estará configurado para responder qual é o número IP da máquina onde se localiza o seu site. 19

20 Sites de busca especializados Se a Internet é a maior rede de informações do mundo ela também é o lugar mais difícil de localizar informações do planeta. É graças aos sites de busca que milhões de pessoas localizam o que procuram na internet todos os dias. Sabemos que os sites de busca não são tão eficientes. O tempo que se perde procurando alguma coisa nestes sites é enorme. A coisa complica ainda mais em sites de busca como o Altavista que cataloga de forma automática os sites da Internet. Nestes sites a quantidade de links retornados que não tem nada haver com o que você procura é grande. Muitas vezes nos sentimos como verdadeiros garimpeiros em busca do que queremos. Em sites de busca em forma de catálogo como o Yahoo e o Cadê temos a facilidade da navegação por diversas categorias e subcategorias de sites. Estas buscas funcionam como um catálogo, organizando os sites por assunto, facilitando nossa vida. O problema está no fato de que a Internet a cada dia recebe um volume enorme de novas páginas e sites. Se atualmente o maior problema do internauta é localizar o que deseja, no futuro este problema será maior ainda diante do crescimento da rede. Por isso que a tendência no momento é o desenvolvimento de sites de busca especializados. Estes sites abordam a fundo uma área específica de interesse. Visite o site do CADÊ e veja que existem 16 categorias principais. É possível desenvolver sites de busca especializados cobrindo a fundo apenas uma destas categorias. Cada categoria dessa possui uma subcategoria. É possível desenvolver sites de busca que abordem uma destas subcategorias. Reuni para vocês algumas vantagens do site de busca especializado no ponto de vista do usuário e do empreendedor que monta este site de busca. Vantagens para o Visitante: 1) Utilizando uma busca especializada o visitante tem maior quantidade de links sobre um determinado assunto com suas diversas ramificações. 2) Por serem sites de busca com número menor de registro fica mais simples para o proprietário do site manter a qualidade de seus dados verificando se os links estão funcionando, se o site está na subcategoria correta ou se a descrição está de acordo com o conteúdo real do site. 3) Sites de busca especializados estão mais próximos do seu público porque na maioria das vezes são administrados por pessoas que entendem sobre o assunto coberto pelo site. 4) Sites de busca especializados agrega a sua busca informações, artigos, serviços, comércio eletrônico, dicas e outros conteúdos que 20

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