A Merenda Escolar e seus aspectos PolÉticos, Sociais e Nutricionais

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1 Centro Federal de EducaÄÅo TecnolÇgica de SÅo Paulo Eliane de Oliveira Lima Teixeira A Merenda Escolar e seus aspectos PolÉticos, Sociais e Nutricionais SÅo Paulo 2008 Eliane de Oliveira Lima Teixeira I

2 A Merenda Escolar e seus aspectos PolÉticos, Sociais e Nutricionais Monografia apresentada no Curso de EspecializaÄÅo em EducaÄÅo Profissional TÇcnica de NÉvel MÇdio Integrada ao Ensino MÇdio na Modalidade EJA, como requisito para obtenäåo do tétulo de Especialista. BANCA EXAMINADORA ProfÑ.Ms.Maria PatrÉcia CÖndido Hetti Prof. Ms. Marco AntÜnio M. Grillo Prof orientadora Dra. Lourdes de Fátima Bezerra Carril SÅo Paulo 2008 II

3 DEDICATàRIA Dedico este trabalho: Ao Laerte, meu eterno mestre, companheiro, amigo e grande amor III

4 AGRADECIMENTOS Meus sinceros agradecimentos: A Deus que me colocou em contato com pessoas tåo especiais. Ao papai (in memorian), por ter me ensinado e me motivado para a leitura. Aos diretores, coordenadores e alunos da EducaÄÅo de Jovens e Adultos, que aceitaram participar desta pesquisa. A ProfÑ DrÑ Lourdes de FÖtima Bezerra Carril, agradeäo imensamente por ter aceitado ser minha orientadora. Ao Prof. Dr. Marcelo de Almeida Buriti, por ter me incentivado e auxiliado em toda a anölise quantitativa dos dados da pesquisa, ajuda que foi imprescindével para a realizaäåo deste. Aos professores do curso de especializaäåo que iluminaram passagens como afirmou o professor Ms. Marco Antonio M. Grillo em uma de suas maravilhosas aulas. Aos colegas de turma, pela solidariedade e pelo incentivo. Ao meus filhos, Dimitri e Inaà, pela compreensåo. Ao Laerte, por tudo. IV

5 RESUMO O presente estudo consistiu em verificar e analisar a Merenda Escolar tendo em vista o Programa Nacional de AlimentaÄÅo Escolar, considerando seus aspectos poléticos, sociais e nutricionais. Observamos que o fato dos Conselhos de AlimentaÄÅo Escolar, muitas vezes, nåo terem a proximidade adequada com a comunidade escolar, reforäa as caracterésticas da aäåo assistencialista. Contudo, a realizaäåo da polética de alimentaäåo como polética pâblica nåo pode ser tambçm definida exclusivamente como assistencialismo, pois as foräas sociais em movimento podem redefinir o caröter da polética, transformando-a em condiäåo necessöria para sua reproduäåo. A pesquisa revela que a maioria dos pesquisados entende a Merenda Escolar como uma PolÉtica pâblica de AlimentaÄÅo, mas ficou evidenciado que os pesquisados nåo tàm plena consciància do seu significado. Tal fato demonstra a ausància de uma articulaäåo consistente entre a sociedade e o Estado, que analisamos estar em consonäncia com o caröter contraditãrio do âltimo. Participaram da pesquisa 112 alunos da EducaÄÅo de Jovens e Adultos de duas Escolas Estaduais e Municipais em SÅo Paulo. Os pesquisados, com idade mçdia de 31 anos (å14,26), sendo 58,7% do sexo feminino, såo predominantemente solteiros, com renda mensal de atç 3 salörios-ménimos. Como critçrios metodolãgicos foram utilizadas, dialeticamente, as anölises quantitativa e qualitativa. Os resultados mostraram que os beneficiörios da Merenda Escolar a entendem como PolÉtica Pâblica e tàm grande interesse em tudo o que diz respeito ç merenda escolar, destacando-se os höbitos alimentares saudöveis. Conclui-se que Ç necessörio um trabalho com maior articulaäåo entre a comunidade escolar, os Conselhos de AlimentaÄÅo Escolar e organismos do governo. PALAVRAS-CHAVE PolÉtica Pâblica, AlimentaÄÅo Escolar, Assistencialismo, EJA V

6 ABSTRACT The study consisted of verification and analysis of the School Alimentation, having in mind the National School Alimentation Program, and considering its political, social and nutritional aspects. We observed that the fact of the School Alimentation Council, many times, do not have the appropriate proximity with the school community, reinforces the characteristics of an assistance action. However, the accomplishment of politics of alimentation as public politics cannot also be exclusively defined as assistencialism, because the social forces in movement can redefine the nature of the politics, transforming it in a necessary condition for its reproduction. The research reveals that most of the interviewed people understand the School Alimentation as a public politics of alimentation, but it was evidenced that the interviewed people don't have total conscience of its meaning. Such fact demonstrates the absence of a consistent articulation between the society and the State that, we concluded, is in consonance with the contradictory nature of the last one. The interviewed people were 112 students of the Education for Youths and Adults of two State and Municipal Schools in SÅo Paulo. The interviewed people, with medium age 31 years old (å14,26) and being 58,7% of the feminine sex, are predominantly single, with monthly income of up to 3 minimum wage. The quantitative and qualitative analyses were used, dialectically, as methodological criteria. The results showed that the beneficiaries of the School Alimentation understand it as Public Politics and they have great interest in everything that concerns the school alimentation, standing out the healthy alimentary habits. We could conclude that is necessary an effort with larger articulation among the school community, the School Alimentation Council and the government's organisms. KEYWORDS Public politics, School Alimentation, Assistencialism, EJA VI

7 LISTA DE TABELAS 1. Estado civil do participante 2. Nâmero de filhos 3. Residància 4. Trabalho 5. Renda 6. Faz uso da merenda na escola 7. Para resposta nenhuma apresente outra situaäåo 8. Como entendem a Merenda Escolar (PolÉtica Pâblica ou Assistencialismo) 9. A merenda ajuda no aprendizado? 10. A merenda escolar influencia nos höbitos alimentares do aluno e da famélia (fez em casa preparaäées iguais as da Merenda Escolar?) 11. Interesse quanto ç educaäåo alimentar 12. Motivo pelo qual voltaram a estudar 13. Preferàncias Alimentares 14. O que Ç servido na Merenda Escolar VII

8 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABIN = AssociaÄÅo Brasileira da Indâstria de NutriÄÅo CAE = Conselho de AlimentaÄÅo Escolar CNA = ComissÅo Nacional de AlimentaÄÅo CNAE = Campanha Nacional de AlimentaÄÅo Escolar CNME = Campanha Nacional de Merenda Escolar CONSEA = Conselho Nacional de SeguranÄa Alimentar CPI = ComissÅo Parlamentar de InquÇrito DSE = Departamento de Suprimento Escolar ECA = Estatuto da CrianÄa e do Adolescente EEs = Entidades executoras EJA = EducaÄÅo de Jovens e Adultos FAE = FundaÄÅo de Assistància ao Estudante FAO = Food Agriculture Organization FGV = FundaÄÅo Getâlio Vargas FINSOCIAL = Fundo de Investimento Social FNDE = Fundo Nacional de Desenvolvimento da EducaÄÅo GA = Grupo de Alunos do Ensino Fundamental (MunicÉpio) GB = Grupo de alunos do Ensino MÇdio (Estado) IBGE = Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÉstica ICCN = Incentivo ao Combate çs Caràncias Nutricionais INAN = Instituto Nacional de AlimentaÄÅo e NutriÄÅo IPEA = Instituto de Pesquisa Econèmica Aplicada MST = Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra OMS = OrganizaÄÅo Mundial da Saâde ONU = OrganizaÄÅo das NaÄées Unidas PAA = Programa de AquisiÄÅo de Alimentos PAT = Programa de AlimentaÄÅo do Trabalhador PCA = Programa de ComplementaÄÅo Alimentar PCCN = Programa de Combate çs Caràncias Nutricionais PNAE = Programa Nacional de AlimentaÄÅo Escolar PNE = Plano Nacional de EducaÄÅo VIII

9 PNLCC = Programa Nacional do Leite para CrianÄas Carentes PRODEA = Programa de Desenvolvimento da EducaÄÅo Ambiental PRONAF = Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar PSA = Programa de SuplementaÄÅo Alimentar SALTE = Saâde, AlimentaÄÅo, Transporte e Energia SAPS = ServiÄo de AlimentaÄÅo e Previdància Social SFCI = Secretaria Federal de controle Interno SISVAN = Sistema de Vigiläncia Alimentar e Nutricional STAN = ServiÄo TÇcnico de AlimentaÄÅo Nacional TCU = Tribunal de Contas da UniÅo UNICEF =Fundo das NaÄées Unidas para a Infäncia USAID = United States Agency for International Development IX

10 SUMâRIO APRESENTAêëO... XI INTRODUêëO... 1 CAPíTULO 1 PolÉticas Pâblicas e Assistencialismo... 6 CAPíTULO 2 Breve Histãrico da AlimentaÄÅo Escolar no Brasil A polética de AlimentaÄÅo durante os governos populistas O Governo de Getâlio Vargas e JosuÇ de Castro A polética de AlimentaÄÅo durante o governo de Gaspar Dutra A polética de AlimentaÄÅo durante o governo democrötico de Getâlio Vargas A polética de AlimentaÄÅo durante os governos de JoÅo CafÇ Filho, de Juscelino Kubitschek, de Jänio Quadros e de JoÅo Goulart A prötica populista e as poléticas sociais: uma anölise dialçtica A polética de AlimentaÄÅo durante o regime militar A polética de AlimentaÄÅo durante a Nova Repâblica ( ) O governo Collor ( ) e de Itamar Franco( ) O governo de Fernando Henrique Cardoso ( ) O Governo de Luiz InÖcio Lula da Silva (a partir de 2002) ConsideraÄées Finais sobre a polética de alimentaäåo a partir dos governos populistas atç o governo Lula 34 CAPíTULO 3 A Merenda Escola na visåo dos alunos da EJA A estrutura organizacional da merenda escolar na rede estadual e municipal A pesquisa: MÇtodo, Material e Participantes Resultados e DiscussÅo 43 AnÖlise das Tabelas 57 CONSIDERAêîES FINAIS REFERïNCIAS ANEXOS QuestionÖrio Termo de Consentimento Livre e Esclarecido... X

11 APRESENTAäãO HÖ vinte e seis anos, estudando a ciància da NutriÄÅo, com experiància na Örea de EducaÄÅo Alimentar, junto aos Grupos de Gestantes Adolescentes, Hipertensos e Grupos de 3Ñ idade, surgiu o interesse de pensar a alimentaäåo escolar, o que se tornou possével nesse momento como monografia do Lato Sensu (EspecializaÄÅo em EducaÄÅo Profissional TÇcnica de nével mçdio integrada ao ensino mçdio na modalidade EJA). Considerando que a fome jö foi causa de guerra e de epidemias que atingiram o mundo e que atç nos dias atuais se evidenciam as conseqñàncias sociais, econèmicas e fésicas da difécil acessibilidade aos alimentos, principalmente nas camadas de menor poder aquisitivo, a autora acredita ser de interesse pessoal, social e polético, verificar o que estö sendo realizado em nével de educaäåo para jovens e adultos no que se refere ç alimentaäåo escolar. Existem diversas formas de se abordar a alimentaäåo na escola e uma delas Ç por meio da merenda escolar, que foi introduzida no Brasil na dçcada de 50, como polética educacional para o universo da aprendizagem, com a finalidade de reduzir o fracasso escolar (evasåo e repetància) e, conseqñentemente, melhorar o rendimento escolar, ou de melhorar a saâde e os höbitos alimentares da populaäåo escolar extensiva a seus familiares. Considera-se importante identificar onde, quando, o que, como e com quem se come, para melhor definir o papel da merenda escolar. Os cursos de graduaäåo em nutriäåo eståo formando profissionais cada vez mais preparados para atuarem nos setores da EducaÄÅo e as escolas ainda nåo contam com a colaboraäåo direta deste profissional, motivo pelo qual, torna-se relevante uma verificaäåo de como se realiza na prötica a operacionalizaäåo centralizada do Programa Nacional de AlimentaÄÅo Escolar (PNAE), tambçm conhecido com o nome de Programa de Merenda Escolar. EstÖ ligado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da EducaÄÅo (FNDE) que o gerencia e fornece assistància financeira, normatiza, coordena, acompanha, monitora, fiscaliza e avalia a execuäåo do Programa. Os recursos provàm do Tesouro Nacional e eståo assegurados no OrÄamento da UniÅo, atravçs do MinistÇrio da EducaÄÅo e Cultura. O Programa Nacional de AlimentaÄÅo Escolar nasceu com a ConstituiÄÅo Federal de 1988, que colocou a educaäåo como dever do Estado (UniÅo, Estados e MunicÉpios) em seu artigo 208, inciso IV atendimento em creche e prç-escola çs XI

12 crianäas de zero a seis anos de idade e inciso VII atendimento ao educando no ensino fundamental, atravçs de programas suplementares de material didötico-escolar, transporte, alimentaäåo e assistància ç saâde. NÅo hö pretensåo de, no desenvolvimento desta, dar uma abrangància nacional ao tema, mas de pelo menos definir um perfil do aluno da EJA, nas escolas objeto da pesquisa, verificando qual a relaäåo dos alunos com a merenda escolar e assim dar um passo inicial para que este assunto seja melhor explorado junto a EducaÄÅo de Jovens e Adultos. Institucionalmente, poderö ser uma contribuiäåo para futuros estudos no sentido de ampliar e aprimorar o Programa. Do ponto de vista cientéfico, a nutriäåo dos seres humanos Ç relevante para a manutenäåo da saâde e para o bem estar psico-social e a merenda escolar Ç um meio de discutir e de introduzir höbitos alimentares saudöveis ç populaäåo, alçm de ampliar o papel pedagãgico da escola. Os altos Éndices de fome e desnutriäåo, eståo relacionados com os fenèmenos da globalizaäåo econèmica. O problema da fome nåo estö isolado das questées de saâde, como: a obesidade, as doenäas crènico-degenerativas, as alergias, o cäncer, a degradaäåo do meio-ambiente e a agressåo aos animais, uma vez que o consumo alimentar, visto como nutriäåo pâblica, estö ligado a cidadania e se relaciona com a natureza. O direito humano ç alimentaäåo sã se concretiza realmente, quando proporciona o desenvolvimento pleno e saudövel de cada cidadåo ( Castro, 2006). XII

13 INTRODUäãO Castro (2006), fez um estudo detalhado sobre a fome no Brasil, referindo-se ç fome como um fenèmeno limitado çs Öreas de extrema misçria, e tambçm ç fome oculta, que seria aquela qualitativa, onde o indivéduo alimenta-se diariamente, porçm nåo obtçm atravçs da alimentaäåo os nutrientes necessörios para manutenäåo da saâde e para propiciar crescimento e desenvolvimento adequados ç espçcie humana. Por outro lado Foucault (2000, p. 17) afirma: Pensamos que o corpo tem apenas as leis de sua fisiologia, e que ele escapa ç histãria. Novo erro: ele Ç formado por uma sçrie de regimes que o constroem; ele Ç destroäado por ritmos de trabalho, repouso e festa; ele Ç intoxicado por venenos, alimentos ou valores, höbitos alimentares e leis morais, simultaneamente; ele cria resistàncias. A partir de tais pensamentos, nåo se pode entender a alimentaäåo apenas no seu aspecto fisiolãgico, mas perpassada tambçm por elementos sãcio-culturais. A alimentaäåo estö presente nas reuniées de trabalho, cientéficas ou familiares. Durante a merenda escolar, misturam-se höbitos, paladares, alimentos e comportamentos diferenciados. Aparecem gostos, sentimentos, preocupaäées e prazeres relacionados aos höbitos alimentares. Tendo em vista que a alimentaäåo Ç marcada tambçm pelo elemento sãciocultural e que a educaäåo visa formar o sujeito para a convivància social, em tese, a merenda escolar tem um caröter pedagãgico. De acordo com Ceccim (1995, p. 63), a alimentaäåo escolar Ç um espaäo coletivo de prazer, nutriäåo e aproximaäåo de construäåo cultural e convivencial. Todavia, admitindo-se que a pedagogia possa ser instrumento que colabora para a autonomia dos sujeitos e ç inclusåo social, a possével permanància do caröter assistencialista do programa de merenda escolar nåo permite que se atinjam esses objetivos. Sabe-se que na sua origem, este programa era assistencialista. Foi implementado no Brasil em 1954, com verbas da UNICEF (ãrgåo da ONU) e era oferecido somente aos pobres e desnutridos. Entende-se que este programa foi inserido numa sociedade que, historicamente, criou contradiäées sociais e econèmicas gritantes. 1

14 Para compreender essas contradiäées no contexto da educaäåo e da merenda escolar, a dialçtica marxista oferece suporte teãrico e metodolãgico importante para se pensar a realidade. Para a dialçtica marxista, o concreto, o real, somente Ç conhecido pelas mediaäées. O conhecimento do objeto em uma perspectiva dialçtica supera o imediato caracterizando-se pelo mediato. Como nos lembra Kosik (1976) o concreto, o real, Ç séntese de vörias determinaäées. Ou seja, a séntese revela o todo. NÅo hö o concreto sem um ponto de chegada que Ç a totalidade. DeterminaÄées såo partes, fraäées que se relacionam e se condicionam em um processo histãrico e que possibilitam a construäåo do todo. Processo este sempre marcado pelas relaäées sociais. De acordo com Carril (2006, p.25): [...] nenhum processo social pode ser analisado separadamente, uma vez que traduz o sentido das relaäées sociais. ChauÉ (1989, p.19) tambçm afirma: [...] o real nåo Ç um dado sensével nem um dado intelectual, mas Ç um processo, um movimento temporal de constituiäåo dos seres e de suas significaäées, e esse processo depende fundamentalmente do modo como os homens se relacionam entre si e com a natureza. Essas relaäées entre os homens e deles com a natureza constituem as relaäées sociais como algo produzido pelos prãprios homens, ainda que estes nåo tenham consciància de serem seus ânicos autores. Pensando essa pesquisa na perspectiva da dialçtica marxista segundo Kosik (1976), busca-se analisar que uma pesquisa que tenha como foco a merenda escolar nåo pode ser desvinculada de um todo constituédo nas e pelas relaäées sociais. NÅo Ç possével entender o real desconectado de uma prötica social, da atividade social humana. A polética governamental sobre a merenda escolar, a sua gànese e como se deu no processo histãrico perpassado por antagonismos de classe, Ç um elemento essencial na busca do todo. Como tambçm såo essenciais para este propãsito a prötica concreta dos indivéduos e os sentidos, as significaäées ou ressignificaäées que os indivéduos dåo para ela. Acompanhando a evoluäåo histãrica do Programa, evidenciou-se que, atualmente, pelo menos nos documentos, ele deixou de ser assistencialista. Com base na ConstituiÄÅo de 1988, a AlimentaÄÅo Escolar passou a ser direito constitucional e o PNAE se constituiu como instrumento para garanti-lo. 2

15 Importante ressaltar que, a Lei de Diretrizes e Bases da EducaÄÅo (LDB) de 1996, contempla a Merenda Escolar nas suas entrelinhas (TÉtulo III, Art. 4ó, item VII): oferta de educaäåo escolar regular para jovens e adultos, com caracterésticas e modalidades adequadas çs suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condiäées de acesso e permanància na escola. Este direito tambçm Ç reforäado pelo Estatuto da CrianÄa e do Adolescente ECA 1 e pelo Plano Nacional de EducaÄÅo PNE 2. SÅo objetivos do PNAE: Propiciar a aprendizagem e aumentar o rendimento escolar Formar höbitos alimentares saudöveis Promover o crescimento e o desenvolvimento das crianäas Oferecer refeiäåo saudövel que cubra no ménimo 15% das necessidades nutricionais de acordo com a faixa etöria durante o peréodo de permanància do aluno na escola. Ainda segundo o FNDE, såo princépios e diretrizes do PNAE: Estimular o exercécio do controle social, atravçs da participaäåo popular. Gerar empregos e renda, respeitando os höbitos regionais e a vocaäåo agrécola Oferecer alimentaäåo de boa qualidade a todos os escolares garantindo no ménimo 15% das necessidades nutricionais. Ou seja, a alimentaäåo escolar Ç vista hoje como um direito do cidadåo. Se a prötica assistencialista se caracteriza pela manipulaäåo, pela tentativa de gerar dependància e controle polético, a exigància de controle social do programa quer significar a ruptura com o assistencialismo. O PNAE, atravçs de seus documentos, se afirma como uma polética pâblica que pode ser definida como a forma de efetivar direitos atravçs de uma intervenäåo na realidade social. Ele cria os Conselhos de AlimentaÄÅo Escolar com o objetivo da participaäåo social e na lei aponta para o controle nas måos da sociedade. Nos seus objetivos fica explécito tambçm o caröter pedagãgico do programa quando se propée criar höbitos alimentares. Buscou-se inspiraäåo na prötica dos paéses 1 Lei nò 8069 / Lei nò /2001 3

16 desenvolvidos. Nestes, a merenda escolar estö articulada com as atividades pedagãgicas da escola. Segundo Collares e MoysÇs (1989, p. 83) [...] Nos paéses desenvolvidos a merenda Ç um programa incorporado çs atividades pedagãgicas da escola, facilitando e propiciando a vivància de relaäées sociais, cooperaäåo, lazer, mâsicas e ainda, aprendizagem de nutriäåo, biologia, agricultura, etc. A dialçtica marxista nos ensinou que a teoria nåo pode estar desvinculada de uma prötica social. NÅo basta saber ou conhecer. ô necessörio que os cidadåos, principalmente os mais carentes, possam ler criticamente e de forma coletiva a prötica social na qual vivem. Se o oferecimento da merenda escolar, proposta pelo PNAE, deve ser vista tambçm como uma aäåo educacional Ç importante saber, citando Wachowicz (1991, p. 42) que:... se a pedagogia Ç uma teoria, a educaäåo Ç uma aäåo Por isto pergunta-se: desenvolveu-se uma prötica social? O programa tem, na prötica social, caröter educacional? EstÖ contribuindo para a criaäåo de höbitos alimentares? Construiu-se uma comunidade e prötica polética de direitos? A exigància legal dos Conselhos de AlimentaÄÅo garante o controle por parte da sociedade? A descentralizaäåo prevista no programa atravçs da parceria com os Estados e MunicÉpios garantem o controle do programa pela sociedade? Os cidadåos eståo lendo criticamente e de forma coletiva sua prötica social no que tange ç alimentaäåo? Seria uma forma de controle social (contenäåo social)? A pesquisa tem como objetivos: verificar e analisar a merenda escolar tendo em vista o Programa Nacional de AlimentaÄÅo Escolar, considerando seus aspectos poléticos, sociais e nutricionais; traäar um perfil sãcio-econèmico dos alunos da EJA, verificar com os alunos, professores e coordenaäåo se a merenda escolar da forma como estö sendo oferecida tem caröter assistencialista ou se Ç uma polética pâblica; conhecer as preferàncias alimentares dos alunos da EJA e diagnosticar a ressignificaäåo da merenda escolar pelo aluno da EJA Este trabalho se divide em tràs capétulos: O primeiro com o tétulo de PolÉticas Pâblicas e Assistencialismo tem o objetivo de mostrar como os estudiosos do assunto definem cada termo. O segundo, com o tétulo de 4

17 Breve Histãrico da AlimentaÄÅo Escolar no Brasil, tem o objetivo de situar a alimentaäåo no contexto histãrico, resgatando algumas contradiäées que a envolvem e o terceiro capétulo, intitulado A Merenda Escolar na VisÅo dos Alunos da EJA, tem como objetivo apresentar os resultados da pesquisa de campo com as respectivas anölises. 5

18 CAPåTULO 1 PolÉticas pçblicas e assistencialismo Quando o assunto Ç o Programa de merenda escolar, inevitavelmente vem ç baila o questionamento sobre o caröter da aäåo que a norteia. O governo, algumas organizaäées sociais e alguns estudiosos entendem que pelo fato de ser uma polética pâblica tem um caröter emancipatãrio, de inclusåo, de garantidora de direitos, diferenciando-se do assistencialismo. Dallaruvera (2007) 3, nos oferece um exemplo desta visåo: PolÉtica pâblica nåo Ç assistencialismo. Queremos a universalizaäåo do acesso aos serviäos socioassistenciais com qualidade. A polética de assistància social nåo pode ser fragmentada, nem isolada. O assistencialismo, por sua vez, remete a um tipo de polética desenvolvida em determinado peréodo da histãria da formaäåo social brasileira num Brasil rural e num contexto de poléticas que impulsionavam a industrializaäåo-urbanizaäåo e que tem continuidade atç os tempos de hoje. Caracteriza determinadas aäées e programas que foram por muito tempo praticadas no Brasil para dar assistància çs pessoas que vivem em situaäåo de carància com o objetivo de tornö-las dependentes e controladas politicamente. Segundo Rolim (2002) 4 : O assistencialismo, ao praticar a atenäåo çs populaäées desfavorecidas, oferece a prãpria atenäåo como uma "ajuda", vale dizer: insinua, em uma relaäåo pâblica, os parämetros de retribuiäåo de favor que caracterizam as relaäées na esfera privada. ô pelo valor da "gratidåo" que os assistidos se vinculam ao titular das aäées de caröter assistencialista. O que se perde aqui Ç a noäåo elementar de que tais populaäées possuem o direito ao amparo e que, portanto, toda iniciativa pâblica, voltada ao tema da assistància caracteriza dever do Estado. O que se vislumbra, pelo assistencialismo, Ç a possibilidade dos assistidos "retribuérem" eleitoralmente a atenäåo recebida; por 3 DisponÉvel no site 4 DisponÉvel no site 6

19 isso, os assistidos devem ser submissos e dependentes, nåo devem se organizar de forma autènoma e, muito menos, expressar demandas poléticas como se sujeitos fossem. O assistencialismo Ç, por isso mesmo, uma prötica de dominaäåo. Se vitorioso, ele produz objetos dãceis e manipulöveis. Mas, a trajetãria da realizaäåo das poléticas pâblicas no Brasil revela que estas podem ter caröter assistencialista e de controle social. Segundo Brito (2004) 5 : HÖ um intenso debate em torno de posiäées controversas, destacandose por um lado os defensores do seu caröter emancipatãrio, apontando as suas possibilidades de dar respostas aos problemas centrais da realidade, e por outro lado os que enfatizam o seu caröter paliativo e de controle social. Esta segunda linha de argumentaäåo encontra grande respaldo na trajetãria de realizaäåo das poléticas pâblicas no Brasil, especialmente no Nordeste, devido ç forma como as elites locais controlaram o Estado e, portanto, as suas poléticas, destacandose a apropriaäåo privada de bens e serviäos pâblicos, pelos pequenos grupos controladores de poder e de riquezas, portanto os recursos pâblicos quase sempre tem sido utilizados como instrumentos de controle social e polético, com forte dosagem de clientelismo e de assistencialismo por um lado, e por outro, de desprezo e perseguiäåo para com os grupos nåo subordinados. A segunda linha de argumento dö consistància ç tese de que as poléticas pâblicas podem ter caröter assistencialista. Portanto, os discursos que propéem uma contraposiäåo radical e definitiva entre polética pâblica e assistencialismo såo relativizados pelo processo histãrico, no qual a sociedade se dinamiza, reivindicando poléticas, que mesmo sendo circunstanciais, tragam condiäées para o avanäo das poléticas sociais. Brito (2004) dö uma resposta a esta queståo situando-a em outro patamar: Com o avanäo das lutas e movimentos sociais, da participaäåo cidadå, e especialmente da intervenäåo popular nas poléticas pâblicas, colado ao processo de redemocratizaäåo do paés, percebe-se importantes mudanäas em torno de pröticas e sémbolos da polética, criando-se 5 DisponÉvel no Site 7

20 mecanismos para impedir ou pelo menos inibir o controle privado dos bens pâblicos. Portanto o caröter das poléticas pâblicas pode ser concebido em novo patamar, como disputa de interesses e projetos para a sociedade, ou seja, a concepäåo de emancipatãria ou paliativa, nåo deve ser definitiva, ou garantida a priori, mas deve ser percebida em movimento, dependendo das foräas sociais presentes na aäåo polética, deste modo, tanto as poléticas emergenciais, quanto as estruturadoras, podem ter um caröter paliativo e conservador, ou emancipatãrio e transformador. O seu caröter nåo estö dado somente na definiäåo da polética, mas principalmente no mçtodo para sua execuäåo. ô importante destacar que, segundo o autor citado, as poléticas pâblicas devem ser percebidas em seu movimento, em um contexto de luta das foräas sociais por hegemonia. Nada Ç definitivo e dado a priori. E como bem evidencia o texto acima, o mçtodo para a sua execuäåo Ç determinante para o seu caröter. Ou seja, Ç a pröxis que comanda: uniåo da teoria com a prötica. Ter esta percepäåo Ç ter uma forma dialçtica de analisar a realidade. O Instituto Polis, ONG dedicada ao estudo e formulaäåo de poléticas pâblicas municipais e estratçgias de desenvolvimento local, tem este entendimento, de caröter dialçtico, sobre poléticas pâblicas. Segundo o Boletim deste Instituto, Repente, nò 26, dez. 2006, PolÉtica Pâblica Ç a forma de efetivar direitos, intervindo na realidade social. Ela Ç o principal instrumento utilizado para coordenar programas e aäées pâblicos. Ela deve ainda ser resultado de um compromisso pâblico entre o Estado e a sociedade, com o objetivo de modificar uma situaäåo em uma Örea especéfica, promovendo a igualdade. Se nåo houver poléticas concretas para a efetivaäåo e garantia dos direitos, eles ficam apenas no plano das intenäées e nåo se efetivam. Em outras palavras, a polética pâblica tem que se traduzir em plano de aäées composto por programas e projetos com articulaäåo entre a sociedade civil e o governo, dependendo muito das foräas sociais em movimento.. A atenäåo çs contradiäées da realidade social e polética deve ser permanente pois as poléticas pâblicas podem contribuir para uma melhor distribuiäåo da renda, 8

21 melhorando a qualidade de vida da populaäåo, como tambçm podem privilegiar setores dominantes da sociedade, aumentando a desigualdade social e contribuindo para uma maior concentraäåo da renda, tendo em vista o papel contraditãrio do Estado numa sociedade capitalista. Sabe-se que as poléticas pâblicas no Brasil, a partir dos anos 90 do sçculo XX, influenciadas pela ideologia neoliberal, nåo beneficiaram a todos. ReforÄaram a desigualdade e a exclusåo social. Afinal o neoliberalismo Ç uma prötica polético-econèmica caracterizada pela idçia do Estado MÉnimo, significando uma intervenäåo estatal ménima na atividade econèmica. Esta deve ter como reguladores o mercado e suas leis. Dentro deste contexto, o Estado se exime de sua responsabilidade para a efetivaäåo das poléticas pâblicas diretas, estabelecendo apenas leis de incentivo fiscal e investimentos diretos em empreendimentos privados, com a idçia de que a foräa econèmica destes, por si sã, gerarö distribuiäåo de renda e diminuirö a desigualdade social. Por isso, Ç imprescindével a participaäåo da sociedade civil principalmente dos segmentos que expressam os anseios populares. Devem ter acesso a todas as informaäées sobre os processos. Sem mobilizaäåo popular nåo se efetiva nenhuma polética pâblica. Esta participaäåo foi garantida de forma legal atravçs da ConstituiÄÅo de 1988, resultado dos embates entre os representantes das classes populares e os representantes das classes dominantes. Apesar das tentativas por parte dos representantes das classes dominantes em manter o status quo da desigualdade social, os movimentos populares estavam suficientemente organizados para garantirem a sua participaäåo e conseguir uma constituiäåo direcionada para uma maior justiäa social. A garantia da participaäåo popular possibilitou uma ampla mobilizaäåo com 122 movimentos populares enviando emendas ç AssemblÇia Nacional Constituinte, assinadas por mais de 12 milhées de eleitores. Oitenta e tràs emendas foram defendidas pelos deputados federais, o que ressalta a peculiaridade do processo constituinte brasileiro se comparado com a elaboraäåo de constituiäées anteriores. Esta mobilizaäåo garantiu na ConstituiÄÅo de 88 a participaäåo da sociedade civil na elaboraäåo e geståo das poléticas pâblicas principalmente por meio dos conselhos municipais, estaduais e nacionais. No caso da polética pâblica de alimentaäåo, existem, atualmente, os Conselhos de AlimentaÄÅo Escolar. 9

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