RUÍDOS OCUPACIONAIS: SEUS EFEITOS E SUAS LEIS

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1 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA AUDIOLOGIA CLÍNICA RUÍDOS OCUPACIONAIS: SEUS EFEITOS E SUAS LEIS ELISABET DE AZEVEDO BARROS RIO DE JANEIRO 1998

2 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA AUDIOLOGIA CLÍNICA RUÍDOS OCUPACIONAIS OU NÃO, SEUS EFEITOS E SUAS LEIS Monografia de conclusão do curso de especialização em audiologia clínica. Orientadora: Mírian Goldenberg ELISABET DE AZEVEDO BARROS RIO DE JANEIRO 1998

3 RESUMO O objetivo deste trabalho é provar não só aos trabalhadores, mas a elite encarregada da supervisão nesta área, a necessidade de uma transformação de mentalidade, de uma modernização no que até o momento é visto pelas pessoas que dão pouca importância a esta perda que ocorre lentamente e nem sempre notada no devido tempo. É abrir as portas para a pesquisa que anule, que substitui esses ruídos danosos que maltratam tanto a audição da população em geral, por outros menos intensos, mais filtrados, que a pesquisa continue, sempre e cada vez mais, pois esta é uma área grande, com poucos pesquisadores, diante da devastação que atinge o ser humano e muitas vezes, sem o seu conhecimento. Estamos ainda engatinhando, temos muito o que aprender. Mostrarei suas novas leis, anexos, CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho) como ficam as obrigações do INSS, o que pode ainda ser feito, as controvérsias, as dúvidas, as opiniões tanto do empregador, quanto do empregado, demonstrando com isso a consciência cada vez maior ante o problema da perda auditiva induzida por ruído (PAIR).

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5 Dedico este trabalho a meu pai, que não se encontra mais entre nós, o qual sempre acreditou em mim; e que se sentiria muito envaidecido se aqui estivesse.

6 AGRADECIMENTOS Agradeço com alegria ao meu marido, aos meus filhos queridos e genro: André, Patrícia, José Daniel e a minha mãe, que me proporcionaram um ambiente tranqüilo, repleto de amor, apoio, compreensão, pelas horas que não pude estar junto, pesquisando este trabalho. Aos queridos amigos Feijão e Elka que me presentearam com uma impressora e foram incansáveis vindo me ajudar na impressão deste trabalho. A Mírian Goldengerg, por me nutrir com sua sabedoria e inteligência no processo desta monografia. E a todos os revisores, críticos e colegas de sala, que tanto me ensinaram, perguntando, dando sugestões e colocando novos valores e achados, colaborando muitas vezes, sem saber que estavam me ajudando, ou com trabalhos, experiências e dúvidas.

7 O meu muito, muito obrigado a todos. Creio que sou sempre Divinamente guiada, creio que encontrarei sempre á curva certa da estrada, creio que Deus sempre abrirá um caminho, onde não houver caminho, creio que sempre escutarei sua Voz, distinguirei no âmago do meu ser e sentirei Sua presença, independente da saúde dos meus cinco sentidos. Teruko Taniguchi

8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 01 RUÍDO OCUPACIONAL:SEUS EFEITOS E SUAS LEIS 03 HANDICAP 05 CARACTERÍSTICAS DA PAIR 11 COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO 13 AVALIAÇÃO DA DESVANTAGEM SOCIAL E FUNCIONAL 18 PESQUISA DA APLICAÇÃO DO SCREENING EM MEDIDAS PREVENTIVAS 36 CONCLUSÃO 46 CONSIDERAÇÕES FINAIS 51 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 53

9 INTRODUÇÃO A audição envolve um rico entrelaçamento de fatores que poderiam ou não, ser a causa das perdas de audição e estas são classificadas segundo à sua localização topográfica (condutivas, sensorioneurais, mistas, centrais e funcionais) ou conforme sua expressão clínica (hipoacusia, disacusia, surdez e anacusia). A avaliação da função auditiva pode ser feita através de vários testes que nos informam sobre a sua origem, localização, qualidade, evolução, prognóstico, entre outros. Escutar a fala e falar são os modos mais comuns da comunicação humana. Uma perda auditiva induzida por ruído obviamente causa graves problemas na comunicação auditivo-oral e é justamente pensando na solução destes problemas tento buscar soluções para efeitos devastadores sobre a perda da capacidade auditiva por ruídos e suas conseqüências. Através das leituras de diferentes autores, ficaram estas dúvidas: 1- pode-se pensar que o diagnóstico final de uma incapacidade auditiva causada pela PAIR não deva ser julgado apenas pelos valores de seus limiares audiométricos, suas conseqüências para 1

10 a vida dos indivíduos podem variar muito de pessoa para pessoa e nem sempre há uma relação direta entre a PAIR e as incapacidades auditivas e handicaps conseqüentes. 2- foi visto os efeitos causados por diferentes fontes de ruído, tais como em fábricas, ruído do tráfego de automóveis, ruído em incubadoras, entretanto os ruídos do cotidiano podem causar incômodo às pessoas, tais como: os vizinhos que escutam música em volume intenso, vendedores ambulantes, cultos religiosos, animais, construções, eletrodomésticos, entre eles: liquidificador, enceradeira, aspirador de pó etc. A questão do ruído abrange uma série de fatores e deveria ser tema de novas pesquisas e discussão para uma constante e melhor solução, antes de acusarmos um determinado fator, como sendo o único responsável por esta perda auditiva detectada. 2

11 RUÍDO OCUPACIONAL (PAIR) : SEUS EFEITOS, E SUAS LEIS. A perda ocupacional ou perda auditiva induzida por ruído (PAIR) é um distúrbio auditivo que afeta muitos trabalhadores expostos a ambientes de trabalho ruidosos e pessoas na sua vida diária e diante disso, nós, fonoaudiólogos preocupados com a prevenção, buscamos soluções para amenizar o indivíduo com PAIR. O indivíduo portador desta lesão irreversível e insidiosa, muitas vezes não percebe de imediato quando sua comunicação é prejudicada. Contudo o seu portador adquire uma série de incapacidades auditivas ou distúrbio auditivo (perda ou anormalidade de estrutura ou função, podendo ser anatômico-fisiológica ou psicológica. Implica em dano, prejuízo, piora ou debilita a função auditiva, tanto no sentido orgânico como funcional WHO-1980) e handicap (pessoas cujas possibilidades de conservar suas atividades profissionais estão reduzidas, após insuficiência e diminuição de sua capacidade auditiva) que podem interferir em sua vida profissional, familiar e social. Essas incapacidades (referem-se à restrição ou impedimento, 3

12 resultante da perda auditiva, na habilidade ou performance considerada normal para aquele indivíduo WHO,1980) auditivas podem também prejudicar o trabalhador em relação a sua segurança e ascensão profissional, além dos riscos com acidentes de trabalho serem bem maiores (Magni, 1988). 4

13 O handicap O handicap é descrito como: resultante de uma perda ou incapacidade que limitam ou impedem o desempenho das funções normais do indivíduo, de acordo com o sexo, idade, fatores sociais e culturais. O handicap também pode estar envolvido com a interação e adaptação do indivíduo e seu meio-ambiente. Surge conforme as expectativas ou normas do universo individual resultante da perda auditiva e das incapacidades auditivas foi definido em 1980 pela Organização Mundial de Saúde (Stéphens e Hétu, 1991) como uma limitação ou impossibilidade de desempenhar o papel que é normal para o indivíduo (dependendo da idade, sexo e fatores sociais e culturais). Este handicap vem traduzir toda e qualquer desvantagem psicossocial, decorrente da perda auditiva que é compartilhada com a esposa e filhos. No ambiente familiar, onde o trabalhador apresenta uma relação estreita com a esposa e filhos, o handicap é fortemente percebido principalmente pela esposa que mantém um relacionamento mais íntimo, muitas vezes não compreendendo a natureza do problema 5

14 auditivo do marido, vivencia todas as conseqüências do mesmo, sem saber a causa do problema. O conhecimento das reais incapacidades auditivas dos trabalhadores portadores de PAIR e do handicap vivenciado por eles e por suas esposas poderá futuramente fornecer subsídios para a atuação do fonoaudiólogo em uma possível estruturação de um processo de reabilitação para estes indivíduos, já que ele é o profissional competente para desenvolver estratégias de comunicação que auxiliem estes trabalhadores e suas esposas. Os aspectos da Incapacidade Auditiva e Handicap na Pair, teve início por volta da década de 70, nos trabalhos de Atheerley, Noble (1970) e Noble (1978). A maioria desses estudos procurou medir o handicap em indivíduos com PAIR e correlacionar seus fatores aos limiares auditivos tonais. A partir desses trabalhos, muitos autores dedicaram-se ao estudo da incapacidade auditiva e ao handicap, por questionários e entrevistas, relacionando uma série de fatores da incapacidade auditiva e handicap em trabalhadores com PAIR. Hétu, Lalonde e Getty (1987), e Hétu, Getty (1991) relacionaram as seguintes dificuldades dentro dos aspectos da incapacidade auditiva, experienciados por seus pacientes com PAIR: quanto à incapacidade auditiva: 6

15 percepção ambiental-sons de alarme, sons domésticos, dificuldade de compreender fala em grandes salas (igrejas, festas), alto volume da televisão e rádio; problemas de comunicação, em grupos, lugares ruidosos, no carro, ônibus, telefone e qualquer situação desfavorável para o ouvinte. Quanto ao handicap: esforços e fadiga - atenção e concentração excessivas durante a conversação e dificuldade para compreender leitura oral; stress e ansiedade-irritação e aborrecimento causados pelo zumbido, irritação e intolerância a lugares ruidosos, intolerância em interações sociais, cansaço pelos efeitos do trabalho em local ruidoso e aborrecimento pela consciência da deterioração da audição; dificuldades nas relações: familiares confusões pelas dificuldades de comunicação, confusões pelo alto volume da televisão, impaciência para atividades ruidosas e impaciência com relação à reação das pessoas pela sua dificuldade auditiva; isolamento, recusa a encontros, grupos de conversação, festas, deixando de freqüentar esses lugares; 7

16 auto-imagem negativa, incômodo por não compreender as pessoas, por estas terem de repetir freqüentemente a mensagem, com o indivíduo sentindo-se surdo, velho ou incapaz. Os valores de referência para avaliação das lesões auditivas, quanto a critério de notificação e indenização, segundo Santos 1997é o seguinte: são bem controversos para fins de diagnóstico, medidas providenciarias e preventivas. Os critérios da AA (Americana Acedam of Ophthalmology and Otolaningology), sugeria o uso da média das freqüências de 500,1000 e 2000 Hz, considerando dentro da normalidade alterações até 25 db,outros têm sido utilizados, entre eles o de Rossi que incorporaram a frequência de 3000Hz. Atualmente verifica-se que incluem progressivamente as freqüências agudas 3,4 e 6 KHz na avaliação. Considerando a perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR), como um distúrbio auditivo que acomete grande parte da população de trabalhadores expostos a ruído intenso, estudos para melhor conceituála e compreendê-la têm sido conduzidos por fonoaudiólogos. Seria necessário, entretanto, que esses estudos não estivessem restritos apenas ao caráter orgânico do distúrbio, pois a PAIR, como qualquer outra doença da audição, acarreta abrangentes e sérias conseqüências para a vida dos indivíduos. As manifestações da PAIR são ainda pouco 8

17 conhecidas e, além disso, é grande a dificuldade dos profissionais da área para avaliar esse tipo de prejuízo. No Brasil, excetuando-se a anamnese clínica, não existia nenhum procedimento padronizado para avaliação de tais manifestações da PAIR., antes desta lei atual. Algumas manifestações, a partir da perda auditiva, foram denominadas de incapacidade auditiva e handicap. As definições de distúrbio auditivo e incapacidade auditiva referem-se aos termos traduzidos do inglês impairment e disability, respectivamente. O termo handicap foi mantido sem tradução do inglês para o português, como sugerido em Stephens; Hétu (1991) e conforme utilizado por profissionais da área. Estas questões vêm sendo discutidas há vários anos em outros países, entretanto, no Brasil, este estudo é recente, não apenas para o trabalhador com PAIR, mas dentro da audiologia como um todo. Considerando-se o pouco conhecimento destes aspectos na PAIR e a dificuldade encontrada pelos profissionais da área a respeito de alguma forma de avaliação dessas manifestações, foi de grande importância a elaboração de um instrumento de fácil acesso e aplicabilidade na clínica diária, que possa avaliar as manifestações de incapacidade auditiva e do handicap nos pacientes com PAIR. Além disso, o conhecimento exato das manifestações na PAIR muito poderia auxiliar em situações 9

18 práticas, no tratamento do indivíduo dentro da indústria, assim como para fins de indenizações. As deduções de alterações decorrentes de idade (presbiacusia) e da exposição ao meio ambiente habitual de vida (socioacusia) dos valores encontrados nos testes de audiometria tonal, para fins de cálculo da alteração do limiar, não estão mais sendo usadas com regularidade, como antes; estão em desuso, ou são levadas apenas para indivíduos com idade mais avançada, acima de 55 anos. Com a Norma Regulamentadora 7 (NR-7) e o atual critério previdênciário reinterado na regulamentação dos benefícios da Previdência de , considera apenas as freqüências 500, 1000 e 2000 Hz, em resumo: não foi concedido para surdez profissional induzida por ruído. A manutenção do mesmo critério para avaliar indenizações mantido no novo regulamento de Benefícios da Previdência, sugere que o Ministério elaborou-a sem cuidado, isso, na época de sua elaboração. O trabalho de Salomon e Parving (1985) considera a correlação entre dados audiológicos e questionários de auto-avaliação; os autores propõem o uso de todos esses procedimentos para cálculo de indenizações e procedimentos de ordem legal. Nesta mesma linha, ou seja, utilizando procedimentos de avaliação para concessão de indenizações, por meio de dados audiológicos e aspectos referentes à incapacidade auditiva e handicap, encontramos o 10

19 trabalho de Albera; Beatrice; Romana (1993). A posição dos autores é a de que o estudo das manifestações de incapacidade auditiva e do handicap devem fazer parte da avaliação para concessão de benefícios aos trabalhadores. Sugerem, os autores, um modelo experimental a partir do diagnóstico orgânico da PAIR e a avaliação da presença de incapacidade e handicap para indicação de benefícios. (Silva-1998). Características da PAIR Segundo Diário Oficial de 19/08/98, as características da PAIR, de acordo com o Comitê de Ruído e Conservação da Audição da American College Of Occupational Médicine, e segundo o Comitê Nacional de Ruído e Conservação Auditiva, são: ser sempre neurossensorial, por comprometer as células do órgão de Córti; ser quase sempre bilateral (ouvidos direito e esquerdo com perdas similares) e, uma vez instalada, irreversível; muito raramente provocar perdas profundas não ultrapassando geralmente os 40 db(na) nas altas; a perda tem seu início, e predomina, nas freqüências de 6.000, e/ou Hz progredindo lentamente às freqüências 8.000, 2.000, 1.000, 500 e 250 Hz para atingir 11

20 seu nível máximo, nas freqüências mais altas, nos primeiros 10 a 15 anos de exposição estável a níveis elevados de pressão sonora; por atingir a cóclea, o trabalhador portador de PAIR pode desenvolver intolerância a sons mais intensos (recrutamento), perda da capacidade de reconhecer palavras, zumbidos, que somando-se ao déficit auditivo propriamente dito prejudicarão o processo de comunicação; cessada a exposição ao nível elevado de pressão sonora, não há progressão da PAIR. Exposições pregressas não tornam o ouvido mais sensível e exposições futuras, ao contrário, a progressão da perda se dá mais lentamente à medida que aumentam os limiares auditivos; os seguintes fatores influenciam nas perdas, características físicas do agente causal (tipo, espectro, nível de pressão sonora), tempo e dose de exposição e susceptibilidade individual. 12

21 Comunicação de acidente do trabalho Vejamos agora a Emissão de CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho) por perda auditiva, atual. Este é um procedimento que, sob vários aspectos, está causando apreensão para médicos e empresas e até mesmo originando um certo mal-estar entre ambos. Pela NR-7 (Diretrizes e Parâmetros Mínimos para Controle da Audição dos Trabalhadores Expostos a Níveis de Pressão Sonora Elevados) 4.8-(a) cabe aos médicos a obrigação de indicar os casos que necessitam receber a comunicação e eles sabem que se não cumprirem com estas normas estão sujeitos a diversas penalidades. Às empresas não interessa a emissão, entre outros motivos porque na realidade 13

22 estão assumindo uma confissão de culpa pela doença do empregado, mesmo sabendo que muitas vezes elas (a culpa e a doença) são procedentes. A idéia de que a CAT protege a empresa ou a desobriga de responsabilidades não resiste a uma análise do que é a função seguradora do INSS. O INSS tem seus próprios critérios para fornecer ou não auxílio acidentário para perdas auditivas. Esses critérios consideram médias de limiares audiométricos em 0.5, 1.0, 2.0 e 3.0 KHZ. Como alterações auditivas ocupacionais caracterizam-se por afetar de uma forma bastante significativa as altas freqüências (3.0, 4.0 e 6.0 KHZ) e pouco ou quase nada as baixas, observa-se que os critérios do INSS não avaliam perdas ocupacionais. Isso significa que 99.2% das possíveis perdas que pudessem ser encaminhadas ao INSS para estabelecimento de nexo causal retornariam com uma informação desse tipo: existe nexo causal entre a perda e a exposição ao ruído, mas o segurado não receberá qualquer auxílio porque sua perda não se enquadra nos critérios. A maioria dos raros casos em que o segurado receberá o auxílio, corresponderão a perdas não ocupacionais, cujo nexo causal não foi bem estabelecido (Kwitko -1998).- Em qualquer situação a empresa que emitiu uma CAT está às voltas com um problema maior do que antes: o médico, que não tem responsabilidade pela perda e muito menos pelo nexo causal 14

23 estabelecido, cumpriu com suas obrigações; o empregado teve reconhecido o nexo causal entre sua patologia e o agente nocivo (mas nem por isso na maioria das vezes recebeu qualquer auxílio pecuniário); à empresa restou a óbvia responsabilidade de assumir toda culpa pela doença comunicada, quer esteja o empregado recebendo auxílio ou não. Neste momento da história isso ainda não está causando grande comoção na empresa porque o pior ainda está por vir. Não diante da recusa do INSS em fornecer o auxílio acidentário, mas pelo fato de ter reconhecido o nexo causal, muitos empregados estão ingressando com ações indenizatórias contra a seguradora oficial exigindo os seus direitos(bernardi ). As ações acidentárias são embasadas pela Súmula 44, que diz textualmente (essa seria outra cláusula importante): A definição, em ato regulamentar, de grau mínimo de desacusia, não exclui, por si só, a concessão do benefício previdenciário. Essa súmula confunde o sinal disacusia com a doença, ignora outros agentes causais e nem mesmo considera a idade, pois o que poderá ser perda auditiva para um indivíduo de 30 anos poderá ser audição normal para outro de 60 anos. Ao equacionar a questão desta forma é o perfeito retrato da simplificação: existe perda auditiva e exposição ao ruído ocupacional? Então existe nexo causal e direito a 15

24 concessão de benefícios. Conforme os ensinamentos, num artigo do Dr. José Luiz Dias Campos, mestre em ciências jurídicas,1998 como a ação é contra o INSS as empresas não se envolvem e estando o órgão participando de tantas ações, assoberbado de trabalho, a defesa geralmente é deficiente e o empregado ganha a causa. Conforme este jurista, muitas vezes o empregado está trabalhando na empresa enquanto move a ação contra o INSS e tem ganho de causa por incapacidade para o trabalho. Depois disso a ação civil contra a empresa é quase inevitável. Isso significa que a empresa não deve emitir CAT por perdas auditivas. Isso sugere consistentemente que a empresa necessita com urgência repensar três procedimentos: 1-Somente emitir CATS que tiverem passado por uma análise interna que estabeleça o nexo causal. A sigla CAT como já foi dito, significa comunicação de acidente do trabalho e acidente do trabalho para o INSS é a mesma coisa que doença ocupacional. Conseqüêntemente não tem sentido, emitir um documento para perdas auditivas que não sejam ocupacionais, para as que são compatíveis com a idade ou para as que já estavam presentes por ocasião da admissão. Para isso, é preciso adotar a seguinte sistemática: Nunca emitir CAT baseado em audiometria de screening, útil apenas para estabelecer o público-alvo para análise de emissão da 16

25 CAT. (análise de emissão da CAT não é a mesma coisa que emissão da CAT). Dada a importância do assunto, é preciso documentar a audição do empregado ao menos através da audiometria tonal aérea e óssea, discriminação vocal, SRT e imitânciometria. 2-Estabelecer o público-alvo para análise de provável emissão da CAT, atendendo tanto as exigências da NR-7 como do INSS: Segundo a NR-7 são indivíduos com ocorrência ou agravamento da perda auditiva, segundo o INSS os que se enquadram nos seus critérios matemáticos. Analisar as comprovadas perdas auditivas considerando as nosoacusias, as sociacusias, as presbiacusias e a real exposição ao ruído ocupacional. Também são importantes outras variáveis como idade, sexo, raça, tempo de trabalho, tabagismo e índice de massa corporal. Quantificar a importância de cada agente causal para que nos casos em que a CAT for emitida a empresa seja responsável apenas pelo que causou. Por exemplo, num indivíduo com 50 anos de idade e uma perda auditiva neuro-sensorial bilateral assimétrica, avaliar em termos percentuais para cada ouvido a importância do ruído ocupacional, da presbiacusia e de outras causas (ruído não ocupacional?) 17

26 Avaliação da desvantagem social e funcional Avaliar a desvantagem social e a funcional, que não são a mesma coisa. A estimativa da desvantagem e/ou incapacidade não é fornecida apenas pelos resultados audiométricos. Por isso, é preciso caracterizar adequadamente o que é perda auditiva, desvantagem e incapacidade. Pode-se adotar os critérios e métodos de quantificação da AAO-HNS (American Academy of Otolaryngology-Head and Neck 18

27 Sugery) que assim define esse três níveis: Perda auditiva = é a função fora dos limites da normalidade. Desvantagem = é uma dificuldade causada por uma perda suficiente para afetar a eficiência do indivíduo nas atividades diárias (sociais e/ou laborais) Incapacidade = uma real ou presumida inabilidade para manter salário integral. Emitir conclusões claras e concisas quanto à emissão ou não da CAT, justificando a decisão e também aproveitando os achados para sugerir outras condutas, tais como rever as condições coletivas e/ou individuais da proteção auditiva se ocorreram agravamentos num certo período, aprofundar pesquisas em eventuais socioacusias no caso de perdas auditivas unilaterais ou assimétricas, ou ainda rever os reais níveis de exposição ao ruído (através da audiodosimetria) se ocorreram agravamentos incompatíveis com o tempo e a intensidade dos níveis de ruído informados. Realizar uma auditoria dos procedimentos médico-legais: se a empresa não tem ainda uma auditoria da efetiva adequação dos procedimentos médico-legais hoje realizados, seria prudente que pensasse nessa possibilidade. Essa auditoria, tarefa executada por um auditor externo, poderá integrar todos os dados que estão em poder dos diversos profissionais das áreas de segurança, administrativa e 19

28 jurídica para originar eficientes check-list que atendam às necessidades gerais. Dessa forma será possível contar e fornecer quando necessário, de forma rápida e completa, todas informações relevantes a respeito dos cuidados referentes à saúde e segurança de cada empregado. É de interesse da empresa investir nesta área com os testes, os EPIs, (equipamento de proteção individual) dispondo de profissionais competentes, mas existe convicção de que tudo que necessita ser feito está sendo bem feito e, principalmente documentado. A auditoria legal mostrará como melhor organizar uma sólida defesa e a auditoria médica como saber se os procedimentos adotados são satisfatórios. Algumas perguntas terão que ser respondidas como por exemplo: Será que os testes audiométricos estão sendo adequadamente realizados ou somente sendo realizados? A cabina oferece boa atenuação ou somente tem um visual bonito? O audiômetro está calibrado? Os testes mantém coerência entre um ano e outro ou mostram resultados discrepantes que mais servem para comprovar perdas auditivas muitas vezes inexistentes? A audiometria dos empregados está sendo analisada através de métodos epidemiológicos ou apenas os testes são realizados e é utilizado o método do acho : acho que está tudo bem ou acho que está havendo piora em alguns casos. A tendência da audição dos empregados é de estabilidade, o que 20

29 sugere medidas de segurança adequadas ou há uma tendência de agravamento, donde se conclui que algo está deixando a desejar. Ao mesmo tempo, a empresa necessita acompanhar como terceira interessada as ações acidentárias movidas contra o INSS para certificar-se de que a defesa será bem feita.( a maioria das vezes, conforme o médico otorrinolaringologista Dr. Airton Kwitko, iniciam-se as causas legais contra as empresas começam a partir daí.) 3- Implantar um bom Programa de Conservação Auditiva (PCA). A atividade de análise das perdas auditivas para eventual emissão da CAT é um trabalho de bombeiro para evitar que a casa queime imediatamente, já que as brasas permanecem. Apenas o PCA realmente evita o incêndio. É preciso que providências sejam tomadas sob pena da empresa ficar apenas analisando perdas. A análise sistematizada de cada caso para eventual emissão ou não da CAT e a auditoria médico-legal já foram adotadas por diversas empresas do país e observamos imediatamente os excelentes resultados. Em relação a emissão da CAT há um perfeito controle da situação, por um lado porque a empresa tem certeza de que está emitindo documentos para os casos realmente com doença ocupacional e ainda assim, muitas vezes, tendo sua responsabilidade minimizada pela concomitância de outros agentes causais (sendo o 21

30 mais comum a presbiacusia), por outro, porque os documentos emitidos não mais se sujeitam à análises apressadas através do INSS, recebendo nexos causais muitas vezes equivocados. Nos casos em que não há indicação de emissão da CAT a análise e o subsequente parecer constitui-se num respaldo para o médico coordenador e para a empresa, pois existe uma justificativa técnica esclarecendo o porquê da não-emissão, eximindo a ambos da responsabilidade. Também é importante documentação para o futuro, caso haja alguma ação (acidentária ou civil). Interessante como empresas tão cuidadosas com a qualidade de seus produtos, com sua publicidade e imagem, com os investimentos que realiza em equipamentos e na qualificação de mãode-obra especializada, de tudo avaliando em detalhes os custos e benefícios, ignora essas ações contra a indústria adotando uma política de avestruz, enfiando a cabeça na areia para não ver o perigo. Os psicólogos organizacionais têm uma explicação para isso? (Airton Kwitko). Existem, muitas dúvidas e controvérsias, omissões, que deverão ser solucionadas para o crescimento integral não só dos trabalhadores, mas de todos os setores que afetem a saúde auditiva. Só assim atingiremos uma meta para o bem estar comum da população geral. 22

31 Pesquisa da aplicação do Screening em 1986 Vejamos agora, um trabalho, realizado em 1986, sobre a aplicação do Screening audiométrico (atualmente em desuso), numa 23

32 indústria têxtil da cidade de São Paulo, visando um programa de conservação auditiva por: Capuzzo; Carvalho; Domingueti; Fernandes Foganholo; Godoy; Pacheco, onde esse método foi aplicado em alguns de seus funcionários (50), dos quais 39 falharam no procedimento e foram encaminhados para posterior avaliação audiológica. Os autores concluíram que tanto o nível de ruído, quanto o tempo de exposição a ele são fatores determinantes no estabelecimento de perdas auditivas ocupacionais, enfatizando a importância do uso de equipamento de proteção individual para evitá-la. Nesta pesquisa foi observado que a preocupação com os efeitos que os ruídos produzem na audição já era tema de trabalho entre os antigos. Com alguns documentos encontram-se relatos de pessoas com aversão ao ruído, entre os gregos,produzido pelo martelo. Já os siberianos, em 600 ac., afastavam dos limites de sua cidade o ruído produzido pelo trabalho com metais. O advento da Revolução Industrial, em 1789, trouxe ao mundo a mecanização e o conseqüente aumento do nível de ruído gerado pelas máquinas. Se por um lado isto proporcionou maior comodidade ao homem, por outro interferiu sobremaneira no equilíbrio e no funcionamento do seu organismo, principalmente no que diz respeito à função auditiva. O termo ruído expressa uma sensação auditiva desagradável, e perturbadora, tanto pela inesperabilidade, quanto pela 24

33 inoportunidade. O ruído se caracteriza pela aperiodicidade, ou seja, é uma mistura de freqüências que não possuem uma relação harmônica entre si. O reconhecimento dos riscos do ruído industrial para a audição baseia-se em pesquisas que visam identificar os fatores de exposição que levam a perdas auditivas temporárias ou permanentes. Como fatores principais, os autores classificaram: 1. a intensidade acima de 85 db; 2. faixa de freqüência A Hz; 3. tempo de exposição; 4. suscepetibilidade individual: idade, condições piscofisiológicas; 5. tipo de ruído: contínuo ou intermitente e inesperado. Esse reconhecimento levou a necessidade de criar e implementar programas de conservação auditiva em indústrias, nos países desenvolvidos. Apesar da legislação vigente em nosso país determinar normas de segurança que prevêm, entre outros aspectos, a realização de exames otológicos-audiológicos em industriários, observa-se que, na prática, ela não é rigorosamente aplicada. Desta maneira, foram propostos programas de screening audiométrico em indivíduos, visando a conscientização de empregados e empregadores sobre a importância da preservação da audição tanto 25

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