Quais são as formas que a escuta de crianças assume na Justiça?

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1 Entrevista com Eliana Olinda Alves (CRP 05/24612), conselheira presidente da Comissão de Psicologia e Justiça do CRP-RJ e psicóloga da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do Rio de Janeiro. Quais são as formas que a escuta de crianças assume na Justiça? Há a oitiva, que se dá no Ministério Público ou em audiências em que o juiz solicita que a criança opine sobre sua situação (dependendo de sua idade), e o próprio ECA prevê que a criança, depois dos 12 anos, expresse sua opinião, em especial nos casos de adoção. E existe outra escuta que é a das equipes técnicas, do Serviço Social e da Psicologia, que é uma escuta que foge desse padrão chamado oitiva que tem um caráter investigatório no sentido de fazer perguntas objetivas e diretas à criança sobre o assunto que a envolve e ela dar respostas fechadas e objetivas. No caso da Psicologia, não trabalhamos com esse referencial de fazer perguntas e obter respostas ao operador jurídico. A nossa escuta, até em função da nossa formação, é uma escuta clínica, aí já entra o viés da técnica e da ética, que têm um limite, pois é claro que nem tudo que for dito vai ser posto no papel ou no depoimento do psicólogo em presença do juiz na audiência, porque às vezes ele solicita, quer dizer, ele quer que façamos um recorte naquela escuta e diga apenas o que interessa ao processo. O que eu chamo de escuta clínica é uma escuta em que tentamos reproduzir um ambiente mais acolhedor possível para que a pessoa, seja ela criança ou não, se sinta acolhida e possa trazer, digamos assim, na perspectiva de seu inconsciente ou das emoções que estão lhe afetando, o que ela acha que pode trazer ali naquele espaço. Se a criança sente confiança no profissional que está ali, no rapport, na empatia que a criança tem de ter com o profissional, e se a criança está se sentindo acolhida, é provável que ela traga elementos de fatos da vida, algum afeto, que provavelmente ela não traria em uma situação de audiência ou de oitiva. E nesse sentido que nós, psicólogos, somos muito caros para a autoridade judiciária, nós temos uma importância imensa porque eles em certo sentido sabem que, nessa interação com a criança, algum aspecto dessa experiência de vida pode surgir, e eles cobram muito de nós essa objetividade. A oitiva seria o mesmo que inquirição? A oitiva, pode-se pensar, é um modelo próximo da inquirição: você faz perguntas objetivas sobre determinado fato e a suposta vítima que, no caso, é a pessoa que está sendo ouvida pelo Ministério Público que te dá respostas objetivas (aconteceu? não aconteceu? de que forma foi?). Mas a escuta realizada pelo psicólogo também pode resultar em prova para o processo? Na realidade, o laudo é uma prova, uma prova para o processo. É claro que para o Direito, como a escrita é muito subjetiva, ela tem um peso mais relativo para o caso ou para alguns operadores jurídicos. Isso vai depender muito do que eles querem ouvir: se eles pegam um laudo do profissional e não encontram aquilo que eles querem ouvir, eles chamam de laudo não conclusivo. Via de regra, esse laudo volta para o profissional, geralmente assistentes sociais ou psicólogos, (ainda tem muito dessa expectativa de que a Psicologia atenda e que o psicólogo consiga realizar uma prova documental a mais

2 objetiva e legitima possível), então é muito comum o laudo voltar por não ser conclusivo na percepção do operador jurídico. Isso lembra muito a demanda por verdade dos juízes aos psicólogos... Essa questão da produção da verdade no Sistema de Justiça é uma questão delicada. Por exemplo, para o operador jurídico promotor, procurador, advogado, juiz a verdade do fato é o que está sendo dito. Se uma criança fala: minha mãe me bateu, essa é a verdade objetiva. Quando eles recebem um documento de um psicólogo, resultado de um atendimento que foi feito com a família, não visando a saber quem bateu ou deixou de bater, mas com um processo de atendimento buscando compreender aquela dinâmica afetiva, relacional, e analisando junto à família como ela se percebe dentro dessa dinâmica, quer dizer, a dinâmica que favorece, digamos assim, determinado tipo de relação, não aceitam. Então, essa noção de verdade que tanto o operador de justiça almeja saber como até eles chamam de a verdade real dos fatos como se existisse uma verdade real e o que não se encaixa nesse padrão, nesse modelo, seria supostamente irreal. E a verdade para a Psicologia ou para uma criança, digamos assim, não é essa verdade supostamente real; até porque, quando você está em uma situação que aconteça em que você narra, descreve aquele fato, ele vem com uma carga emocional muito intensa. Essa carga emocional pode afetar a memória, para mais ou para menos: ou você pode esquecer ou você pode dar um colorido ao fato, o que não quer dizer que você está mentindo para a Psicologia isso não é mentira porque trabalhamos a partir da perspectiva da intensidade dessa carga emocional ou como a pessoa estava naquele momento e como ela traz essa narrativa, que seria, digamos assim, um recorte do que a pessoa está dizendo. E esse recorte é recheado por essa intensidade e como ela sentiu aquela experiência. Como o ECA coloca essa questão da escuta de crianças e adolescentes na Justiça? A lei apenas prevê a escuta. A lei é um dispositivo, ela apenas produz espaço para que a escuta aconteça: está dito na lei que é possível a criança ser ouvida depois dos 12 anos. Como isso vai ser feito, acredito que não diz mais respeito à lei; cabe às pessoas que estão envolvidas naquele processo pensar formas e é nesse sentido que as formas de escutar a criança são as mais diversas. E acho que devam ser, até para marcar uma diferenciação: uma coisa é a criança ser ouvida pelo Ministério Público, prestar um depoimento a um promotor ou num momento de audiência e depois ser ouvida por um conselheiro tutelar, e outra coisa é ela ser ouvida em um atendimento e a partir de uma relação que se estabelece com um profissional psicólogo que está designado a atender no Sistema de Justiça sobre determinado caso. Então, essa escuta possui várias nuances. Em que consiste o Depoimento sem Dano? Qual é a sua opinião sobre ele? O DSD é assim chamado porque os profissionais que o idealizaram supostamente acreditam que o fato de a criança depor mais próxima do fato evitaria uma revitimização. A lógica é: a criança já passou por uma situação de violência, seja ela qual for, e o fato de ela ser ouvida na chamada Rede de Proteção e aí podemos pensar em vários dispositivos por onde a criança passará, como Conselho Tutelar, posto de saúde onde, escola, delegacia e Ministério Público, segundo alguns teóricos, seria uma segunda forma de violência à criança, pois produz revitimização.

3 O DSD, essa metodologia de depoimento, teria sido pensado para evitar que a criança faça essa via-crúcis na Rede de Proteção. Os argumentos dos que pensaram o DSD são: primeiro, que a criança, ao depor próxima ao fato, lembraria-se de tudo, não esqueceria nada; segundo, a revitimização; e terceiro, que talvez seja o mais importante para o operador jurídico, a questão da prova real, uma prova em tempo real, quase como se fosse a reedição da cena para convencer o operador jurídico. Na questão da revitimização, é claro que devemos pensar, visando à garantia da proteção da criança, maneiras de como ela possa ser ouvida sem que se produza uma nova violência com ela. Mas também não é a qualquer custo e a qualquer preço. Porque, no DSD, a criança é colocado em uma sala com o psicólogo ou assistente social, com o prompter ligado na sala de audiência, onde estão o juiz e o promotor e as partes do caso, e esses profissionais fazem perguntas para o psicólogo ou assistente social, que repassa a pergunta para a criança e ela, a partir daquela provocação, tenta lembrar dos fatos e vai narrando. Quando assistimos ao DSD, percebemos que, no afã de não revitimizar e com a perspectiva de que temos uma verdade real, há toda uma produção de violação de direitos, porque está sendo desconsiderada a própria situação de violência que envolve afetos. Então, a criança está praticamente sendo colocada numa situação de vítimatestemunha, em que a sua fala passa a ser, na realidade, a sentença do agressor. Então, é um lugar muito delicado. Se a criança passa a ser a que sentencia esse agressor, o operador jurídico, a partir dessa prova que é falada, encaminha uma sentença. Então, podemos imaginar: será que essa criança não está sendo revitimizada? Será que essa criança está sendo de fato protegida quando está sendo convocada para produzir essa prova? E é quase como uma prova contra si mesmo, porque é uma prova contra uma relação afetiva, porque os agressores, via de regra, são pessoas mais próximas, que conhecem a criança, em especial em casos de abuso sexual. Ou seja, a criança está completamente envolvida afetivamente com a própria situação e, para ela, não é possível falar e ficar tudo bem; então pressupomos que existe uma violência simbólica nessa convocação a ela prestar esse depoimento. Assim, o argumento da revitimização já cai por terra, assim também como a questão da proteção - a criança presta depoimento, mas não é mais ouvida em lugar algum, não há acompanhamento (como ficou essa criança depois de ter falado?, que lugar é esse dessa criança depois que ela fala?). Enquanto ela não fala na família, ali está havendo uma dinâmica que cabe àquela situação - apesar de aviltante, não estou defendendo -, faz parte daquela dinâmica familiar. No momento em que ela fala, ela delata a família, ou seja, ela também assume uma posição diferenciada na família. Enfim, se na situação de vitimização ela não está sendo protegida, na situação de delação, também não. Não é que não vamos fazer nada; podemos pensar em muitas saídas, mas não podemos pensar em saídas a qualquer preço. Outra ilusão do DSD é essa prova em tempo real, mais próxima ao fato, como se a memória garantisse alguma coisa, quando não garante absolutamente nada. Aliás, às vezes, quanto mais próximo ao fato em uma situação traumática você depõe, mais você esquece elementos, justamente porque o trauma, em si, bloqueia a memória. É preciso que haja um tempo de elaboração daquela situação traumática para que aspectos importantes da experiência possam aparecer, e nós percebemos isso quando atendemos crianças. Às vezes, é no processo de atendimento, muitas vezes longo (para desespero do operador jurídico, que quer condenar e punir já), que começam a aparecer aspectos importantes daquela situação. É quando você começa, no lugar de profissional, a

4 entender como aquela criança se sentiu. Não há uma fórmula geral para todo mundo, cada criança vivencia uma situação de violência de um jeito. Há ainda as questões de sigilo profissional. O psicólogo não é colocado no lugar de psicólogo, mas de inquiridor, e é preciso estar muito claro que não fazemos inquirição, nós escutamos a criança de uma forma completamente diferente do operador jurídico. Recebemos no poder judiciário todo e qualquer tipo de demanda, porque o operador jurídico tem a expectativa de que a Psicologia possa dar conta de muita coisa, mas temos um limite ético e técnico do fazer, da prática. Esse tipo de escuta feita pelo psicólogo chega a ferir o Código de Ética? Fere, fere o Código de Ética. Talvez precisássemos fazer uma distinção. Primeiro, porque ele não está no lugar de psicólogo, está fazendo inquirição, o que é de uma outra área que não a da Psicologia. Ele está ali como investigador, e psicólogo não investiga nada. Então, acho que já tem um atravessamento na normativa, na regulamentação do fazer profissional. Há também a questão do sigilo: um operador de justiça pergunta para a menina de que forma ela foi abusada. Nos atendimentos com a criança ou com o adolescente, em que eles já estabeleceram uma relação de afeto com o profissional, em que eles sentem confiança, podem até trazer isso, só que isso não pode entrar no processo, no relatório. O psicólogo vai fazer uma interpretação desses dados, mas quando você pergunta diretamente à criança na audiência, você está ferindo em cheio o sigilo profissional e colocando a criança em exposição de sua afetividade, de sua emoção, expondo uma intimidade dela que poderia estar circunscrita a um momento mais pontual de atendimento. E a gravação do depoimento vai ser anexada aos autos em DVD como prova, podendo ser visto a qualquer momento. Esse depoimento gravado também eterniza o lugar de vítima e de agressor. Ou seja, produz dois territórios rígidos sem nenhuma porosidade. A aquela pessoa que, quando criança, tenha passado por uma situação de violência aviltante, e já é um adulto, tendo dado prosseguimento à sua vida, pode ver aquela cena retornar. Você falou sobre o projeto do DSD ter sido concebido para ouvir a criança logo após o fato ocorrido, mas temos visto essa metodologia usada também já no julgamento. Como está essa situação? Ainda está um pouco confuso porque a ideia seria ouvir a criança, realizar o DSD, no momento da denúncia. Acho que, primeiro, caberia toda uma reflexão sobre o que é a denúncia. Pensando na metodologia em si, ela teria que ser o mais próximo da denúncia. Digamos: a criança falou com a professora, que aciona a direção da escola, que aciona o conselho tutelar. Esse seria o momento de fazer o DSD. Quem escuta pensa: nossa que legal, agora a criança não vai ter que fazer aquela via-crúcis toda. Também não achamos isso bom, questionamos todo o circuito. Mas há uma questão delicada: dependendo da idade da criança, de que forma aconteceu etc., ela pode estar com uma carga emocional (o pai ou o padrasto bateu, por exemplo). Ela pode dizer que foi agredida e quem escuta teatraliza a situação. E essa teatralidade, esse espetáculo, só vai crescendo. Quando a criança fala em uma situação de escuta psicológica, ela traz isso de forma mais contextualizada, e ali podemos analisar e interpretar o que está sendo ouvido junto com ela, até para dar uma dimensão a isso. Se o depoimento se pretende mais próximo à denúncia, mais dano ele vai ter. Pode ser que a criança diga, se arrependa e

5 não tenha como rever aquilo. E não é porque o psicólogo ouviu que não temos mecanismos para apresentar a situação ao juiz. Podemos, sim, apresentá-la, e até apontar sobre o constrangimento, a delicadeza por que passa aquela criança, por isso ela está se arrependendo. E o operador jurídico tem meios de produzir provas sem enredar a criança. De um jeito ou de outro, esse tipo de metodologia produz violência contra a criança, não a protege. Quais são as alternativas para não revitimizar a criança? Não sei dizer concretamente. O que está colocado para nós, e que é um terreno complicado de se pisar, é que não temos um Sistema de Garantias de Proteção à Infância e à Juventude como uma rede que funcione efetivamente. Então, já tem um furo gigantesco nessa rede. E por inúmeras razões. Quando funciona, é muito pontualmente, quando deveria ser interligado. Vamos pensar na denúncia: ela chega ao conselho tutelar e, muito antes de chegar à vara de infância, deveria existir uma equipe - o Sistema olhar para si mesmo e pensar: nessa escuta, estamos todos nós; o que podemos produzir?. Hoje, o que acontece é: a maioria dos psicólogos que atende essas crianças, mesmo na área de saúde, nos postos de saúde, clínica ou mesmo conselho tutelar, ouve fazendo oitiva. Se o profissional se coloca nessa posição, a criança acaba dando respostas objetivas, ou não dando respostas, e o profissional infere que aquela situação é de violência e acaba virando processo na vara de infância. Então, seria o caso de haver uma equipe que, de fato, pudesse ouvir essa criança. E, quando falo em ouvir, significa de fato atender a essa criança e à família. Então, o conselho tutelar deveria, no momento da denúncia, fazer um atendimento com a família para entender como está se dando essa história, e que isso fosse já encaminhado, em se tratando de um caso real, direto à vara da infância. Se a infância tivesse de fato uma prioridade dentro do Sistema de Garantias, que é para ela, as crianças não precisariam percorrer essa via sacra nem haveria necessidade invenções de metodologias malucas. Haveria uma equipe de profissionais que pudesse atender essas crianças no momento em que a denúncia aparecesse, para entender o que está acontecendo e atender aí, tem um tempo, que nem sempre é o que o operador jurídico quer. A importância do DSD para o operador jurídico é porque facilita a ela punir. O operador jurídico geralmente tem sede de punição, de mandar prender, porque isso passa à população a ideia de que a justiça está sendo feita, quando, na verdade, sabemos que a justiça não é feito só porque alguém foi preso. A justiça seria feita se todos tivessem condições iguais de habitação, acesso à saúde e à educação etc., se todo esse acesso às políticas públicas básicas fosse garantido. Prender alguém é recorrência de um sistema de leis que opera a partir de alguns interesses não é a toa que a prisão emerge junto com o capitalismo. A prisão é destinada à população pobre, à população dita produtora de abandono e violência isso é histórico e se repete hoje com uma sofisticação interessantíssima. Quando pensamos que a metodologia do DSD é cara ao operador jurídico é porque ela vai prender alguém e por isso eles pensam na verdade real, porque quando a criança fala, não há mais dúvida, não interessa se o que ela está dizendo corresponde ou não à realidade, o que ela falou vai possibilitar ao juiz prender alguém, com menos culpa ou mais autoridade. O que é o Sistema de Garantias de Direitos da Criança e do Adolescente?

6 Esse Sistema de Garantias é pensado essencialmente depois do ECA, depois da década de Seria toda essa rede de conselhos, o CEDCA, o Codanda, os conselhos municipais, o próprio conselho tutelar. Temos o Sistema de Garantias da Assistência Social, que envolve todas as políticas, e o Sistema de Proteção. Estou separando didaticamente, mas não dá para separá-los. Esse Sistema garantiria proteção e direitos à criança: à vida, moradia, lazer, esporte, saúde, direito de ser e estar no mundo. Os conselhos estão aí para promover essas políticas públicas, e provocar o poder público na denúncia quando faltam políticas públicas a essas crianças. Por exemplo, é papel do conselho tutelar denunciar ao MP quando um determinado bairro não tem creche da prefeitura - ele está na militância pela garantia de um direito. O que acontece? O Conselho Tutelar faz um deslocamento dessa função: em vez de atuar garantindo o direito dessa criança, ele tem atuado muito mais como a polícia das famílias. Não só o CT, o Sistema de Garantias como um todo, mas acho que o CT personaliza isso. Ele acaba achando que protege quando acolhe todo tipo de denúncia que chega a ele, e, sem nenhuma análise crítica, já encaminha aquilo ao Ministério Público com vistas a abrir um processo na vara de infância. Ou seja, ele não está atuando no Sistema de Garantias. Acontece muito de mães que são faxineiras e as patroas não deixam levar os filhos pequenos. Nos dias que ela faz faxina, deixa o mais velho em casa cuidando das crianças, ou seja, ele não vai à escola para que ela possa trabalhar. Se algum vizinho denunciar aquela mãe, ela pode responder processo por negligencia e abandono e ser incriminada na vara de infância. O próprio funcionamento desse Sistema de Garantias tem sido de judicialização das famílias pobres. Tem atuado muito mais nessa frente do que garantindo que naquele bairro tenha escola municipal, que tenha creche, postos de saúde etc. Já vi um processo de um menino de 13 anos que não ia à escola. Quando chamei a mãe para a entrevista, me causou um impacto, porque ela não sabia por que estava ali. Ela me dizia: eu não sei ler, não sei escrever, e não consigo entender o que a senhora está me dizendo. E há um travamento, porque é o Poder Judiciário. As pessoas pensam: o Poder Judiciário é para quem mata alguém, e eu não matei nem roubei. Eu descobri que toda a família era analfabeta, da zona rural. Se toda a família é analfabeta, quem pode punir aquele menino por não gostar de escola? Eu não estou dizendo que ele não tinha que frequentar escola. Estou falando de uma sensibilidade na escuta, de um acolhimento mais sensível dessas questões que nos chegam e são tão diferentes do meu modo de pensar a educação das crianças. É claro que meus filhos são educados de um jeito. Mas quando eu estou nesse lugar em que recebo outros tipos de experiência, como profissional, tenho que estar sensibilizada para entender que aquilo é diferente dos meus modelos. O problema é que atuamos muito a partir de modelos nossos pré-estabelecidos e de um modelo cultural, do que é normal, do que é patológico, do que é funcional, do que está na norma ou fora dela. E, num certo sentido, todo o Sistema de Garantias acaba produzindo categorias de anormais : pais anormais, pais negligentes, pais violentos, que, na verdade, não correspondem à realidade. Uma coisa que deve ser deixada clara é que a maioria dos processos que atendemos em varas de infância é de falsas denúncias de abuso sexual. É um outro enredamento em que cai o DSD. Às vezes, a criança traz que o pai ou mãe mexeu com ela mas, normalmente, a criança não fala, é o adulto que traz. Tem sido muito comum, a partir de pesquisas americanas, os pesquisadores produzirem o que eles chamam de sintoma os

7 sintomas que uma criança abusada sexualmente apresenta. Isso produz uma paranoia coletiva. Se a criança está deprimida, tem o chamado déficit de atenção, é hiperativa etc., é porque ela foi abusada. As pessoas têm se prendido muito nesses critérios de pesquisas norte-americanas. Então, às vezes, a criança pode estar em uma situação em que aparente uma depressão na escola. A professora avisa a direção, que já chama o conselho tutelar. Às vezes, a situação de violência é produzida nessas próprias denúncias, nessas formas de ver essa criança, que pode estar passando de fato por uma situação difícil, mas não necessariamente de violência. Quando chega o processo, quando começamos de fato a fazer essa escuta mais sensível das crianças e da família, atestamos que não era violência, mas uma outra situação. A população também se apropria de alguns dispositivos. Hoje em dia, todo mundo sabe que, se denunciar alguém na vara de infância, aquilo vai ter um efeito na vida da pessoa e ela vai ser punida. Tem sido muito comum, nas varas de família, em casos de separação, um dos cônjuges levantar a suspeita de que o filho ou filha está sendo abusado pelo outro. E, dependendo da situação, a criança pode de fato acabar assumindo que está sendo abusada por aquele pai.

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