FUNDAÇÃO PEDRO LEOPOLDO

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "FUNDAÇÃO PEDRO LEOPOLDO"

Transcrição

1 FUNDAÇÃO PEDRO LEOPOLDO Regina Rocha de Morais Gonçalves DATA ENVELOPMENT ANALYSIS (DEA) APLICAÇÕES NA ANÁLISE DE EFICIÊNCIA DA GESTÃO DE PORTFÓLIO DE PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS. Pedro Leopoldo 2012

2 Regina Rocha de Morais Gonçalves DATA ENVELOPMENT ANALYSIS (DEA) APLICAÇÕES NA ANÁLISE DE EFICIÊNCIA DA GESTÃO DE PORTFÓLIO DE PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS. Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado Profissional em Administração das Faculdades Integradas de Pedro Leopoldo, como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Administração. Área de concentração: Gestão da Inovação e Competitividade. Linha de Pesquisa: Competitividade e Marketing Orientador: Prof. Dr. José Edson Lara Co-Orientadora: Ana Lúcia Miranda Lopes Pedro Leopoldo 2012

3 GONÇALVES, Regina Rocha Morais G636d Data Envelopment Analysis (DEA): aplicações na análise de eficiência da gestão de portífólio de projetos de desenvolvimento de produtos. Pedro Leopoldo: FPL, p. Dissertação: Mestrado Profissional em Administração Orientador(a): Prof. Dr. José Edson Lara l. Data Envelopment Analysis (DEA). 2.BCC (Banker, Charnes, Cooper). 3. Gestão de Desenvolvimento de Produtos (GDP). 4. Integração Multifuncional. 5. Inovação. 6. Inovação. 7. Indústria Siderúrgica. 8. Eficiência Técnica. 9. Eficiência de Escala Ficha Catalográfica elaborada por Maria Luiza Diniz Ferreira CRB 6-

4 GRATIDÃO À Deus por tudo que tenho e possuo em felicidade, em comodidade, em conhecimentos e em triunfos. Especialmente ao Professor José Edson Lara por ter acreditado na minha capacidade e ter criado o desafio inovador de utilizarmos o método DEA aplicado à Gestão de Projetos. Á Professora Ana Lúcia por ter nos auxiliado com todos os conceitos que envolveram o método DEA necessários à pesquisa. Ao meu marido, Eugênio, pelo afeto, amor e compreensão e por não medir esforços para cuidar das nossas filhas, Fernanda e Helen. A elas a compreensão das minhas ausências e os incentivos em todos os momentos para que eu continuasse a luta. Aos meus pais pelo afeto, motivação e apoio incondicional presentes em todos os momentos da minha vida; Às minhas irmãs, Eunice e Rita, pelo companheirismo de todas as horas; A vida deve ser cuidada e enaltecida; devem-se cultivar todas as possibilidades que encerra e fazer delas um jardim, ainda que seja apenas para ter a ventura de recolher de quando em quando uma flor de cada planta, que a própria mão semeou, cultivou e aperfeiçoou. O conjunto de todas essas plantas serão as obras realizadas; as flores, as conseqüências úteis dessas obras. Mas a planta principal, a planta humana, na qual se concentram todos os movimentos da concepção interna, essa merece o maior dos cuidados e a maior atenção. E sendo necessário pensar cada dia no que se fez por ela, eu pergunto: Surgiu a inquietude promovida por essa interrogação? É indispensável que surja e, diante dela responder, senão com fatos, pelo menos com a intenção do pensamento decididamente dirigido para a consumação desses fatos, que haverão de coincidir sempre com o aperfeiçoamento das qualidades do ser. (Raumsol)

5 AGRADECIMENTOS Quero expressar o quanto sou grata a todos que contribuíram de forma direta ou indireta para que eu chegasse até aqui. Este trabalho é a culminação de muitos anos de cultivo de um propósito que nasceu com o nascimento da minha primeira filha, que é de tornar-me professora para contribuir para melhorar um pouco a humanidade com a formação de adolescentes e jovens. Foi uma longa caminhada, na qual cursei as disciplinas do mestrado em ciência da computação na USP em 1998 e Em 2002, devido a alguns problemas pessoais não consegui concluir a dissertação no prazo. Entre as escolhas que tive que fazer, optei por adiar a conclusão do mestrado, mas nunca esqueci a imagem Logosófica: Quando um incêndio ou qualquer adversidade detém o avanço, há que ter a flexibilidade para dar marcha ré e buscar outra via que leve ao destino com felicidade. Na busca deste novo destino se passaram alguns anos, e muitos participaram para que eu mantivesse firme o meu propósito. Nesta caminhada, tive a felicidade de conhecer o Professor e meu Orientador José Edson, hoje um grande amigo e conselheiro, que desde o inicio demonstrou grande interesse e confiança no meu trabalho. E a partir de fevereiro de 2010, quando cursei a disciplina Gestão Produto Tecnologia e Serviços começamos a desenvolver a minha dissertação. Serei eternamente grata a todos esses anos de estímulos, apoio e orientação que permitiram a conclusão desta original pesquisa. Agradeço especialmente ao Leonardo Turani que possibilitou a pesquisa na Indústria Siderúrgica, pelo tempo disponibilizado e todo o esforço para coletar as informações que permitiram a realização e aplicação desse trabalho. Ressalto a participação dos colaboradores Alan Viana e Kleiner Marra para nos auxiliar na consolidação dos dados. Foram fundamentais a solução das dúvidas e todo apoio recebido da Professora Ana Lúcia Miranda da UFMG, que sempre nos atendeu com atenção e dedicação, além de disponibilizar grande parte da Bibliografia referente ao método DEA, e

6 contribuir para que fosse possível a correta aplicação deste, neste trabalho de pesquisa. Aos colegas e amizades construídas ao longo do curso, obrigada pelo apoio no dia a dia, e pelas oportunidades de desenvolver trabalhos que contribuíram muito para ampliar o meu conhecimento técnico. Agradeço em especial à Rúbia Fraga, Ana Paula e Breno, que com o exemplo do esforço e contribuições aos meus trabalhos, sempre foram motivo de estímulos para que eu continuasse nos momentos difíceis. Merece um destaque também para o apoio recebido no desenvolvimento dos trabalhos para Alba, Alexsandra Silva, Caroline Finch, Denilson Mendes, Edna, Kelly Valeska, Glayson Ramos, Magda, Maria Angela Zanon, Maurício, Miria, Nívia, Nixon, Paulo Márcio, Rosário, Selmara, Tiago, e muitos outros. Agradeço de forma especial a todos os professores e colaboradores da Fundação Pedro Leopoldo que contribuíram para completar este trabalho. É importante recordar toda a disposição no atendimento administrativo da Jussara e da Cláudia. Destaco também, os professores Giroletti, Juliana Marreco, Tarcísio, Jorge Tadeu e o meu Orientador José Edson, que complementaram com as disciplinas técnicas o conhecimento necessário para preencher uma lacuna na minha formação de Engenheira, e que hoje com certeza não apenas contribuo tecnicamente para os projetos, como melhorei muito o controle e a gestão dos mesmos. É necessário ressaltar que o meu desenvolvimento da gestão de recursos humanos nas minhas atividades profissionais foi transformado após as disciplinas cursadas com as professoras Vera e Amyra, por isto devo um especial agradecimento para vocês. Não posso deixar de agradecer a Professora Eloísa que me auxiliou na compreensão e desenvolvimento das técnicas de escrita acadêmica e ainda renovou os meus propósitos de ser professora, como um caminho para termos um mundo melhor. Com certeza foram fatores determinantes para desenvolver e chegar à conclusão desta pesquisa os professores Jorge Tadeu e Celeste, que em conjunto com a turma

7 me orientaram com todos os detalhes de como é composta uma dissertação de mestrado. Durante os cursos de pesquisa em administração e seminário de dissertação, vale ressaltar as dicas de apresentação da Magda e Cida, as quais transformaram as minhas apresentações em todas as atividades que participo. Agradeço ao Professor Cheng que em 2008 aceitou a solicitação da minha matrícula nas disciplinas isoladas do curso de Engenharia de Produção da UFMG, Gestão da Inovação e Sistema de Desenvolvimento de Produtos, as quais me estimularam e novamente reacendeu a vontade de cursar o mestrado. E foram nestas oportunidades que iniciou a minha pesquisa em Gestão de Desenvolvimento de Novos Produtos. Foram muitas oportunidades de aprendizado e crescimento, inclusive para a minha família. Por isso devo um especial agradecimento ao meu marido Eugênio e as minhas filhas Fernanda e Helen, que sempre me incentivaram e estimularam em todos os momentos, principalmente nos momentos de grandes lutas frente às adversidades. Agradeço ainda, aos meus pais, Macário e Nice, que com o exemplo e dedicação, me incentivaram a chegar até aqui. Para vocês, que durante este período fizeram muitas atividades, que eu deveria cumprir, para que a minha ausência não fosse notada, dedico este trabalho que é uma parte da minha vida. E por fim, agradeço a Deus, que é quem permitiu que tudo fosse cumprido, e que eu tivesse a grata felicidade de poder contar e conviver com tantas pessoas especiais que ampliam minha vida a cada dia.

8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Estrutura para desenvolvimento da Estratégia Figura 2 - Tipologia de Projetos Figura 3 - Cálculo do Valor Comercial Esperado Figura 4 Modelo de avaliação de portfólio com diagrama de bolhas Figura 5 - Tipologia de Projetos Figura 6 Gestão Integrada de Projetos de Desenvolvimento de Produtos Figura 7 Tempo e Impacto da Atenção e Influência do Gerenciamento Figura 8 Modelo Operacional de Desenvolvimento de Produtos Figura 9 Modelo de Integração Marketing e P&D Figura 10 Modelo de Integração Multifuncional Figura 12 Modelo de Integração Multifuncional Figura 11- Modelo proposto por Kerzner (2006) Figura 13 Períodos de tempo das dimensões de sucesso Figura 14 Importância relativa das dimensões de sucesso em função de tempo.. 65 Figura 15 Importância relativa das dimensões de em função da incerteza Figura 16 Modelo NTCR Figura 17 DEA Fronteira de Eficiência Figura 18 - DEA Orientação Figura 19 - DEA considerando duas entradas Figura 20 - DEA considerando duas saídas Figura 21 - Classificação por retorno de escala e orientação Figura 22- Fronteira VRS Figura 23 - Eficiência Técnica e de Escala Figura 24 - Análise da Eficiência Técnica ao longo do ciclo de vida Figura 25 - Cronograma de reuniões realizadas com os gestores do portfólio Figura 26 - Fluxo simplificado de produção de aço Figura 27 Fluxo do processo de desenvolvimento de novos produtos da Siderúrgica Alfa Figura 28 Integração Funcional no PDP da Siderúrgica Alfa Figura 29 Modelo NTCR Programa Tubos Figura 30 Modelo NTCR Programa Estrutural (Projetos 4 e 5) Figura 31 Modelo NTCR Programa Naval e Estrutural (Projetos 1, 2 e 3) Figura 32 - Medição e cálculo da eficiência técnica

9 Figura 33 - Eficiência Técnica a cada etapa do ciclo de vida do projeto Figura 34 - Melhorar resultados alcançados com maior Eficiência Técnica

10 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Estrutura de Classificação das Dimensões e dos Tópicos Relativos à GDP Quadro 2 - Medidas de desempenho em função da Tipologia de Estratégias Quadro 3 Medidas de desempenho em função do posicionamento competitivo Quadro 4 Medidas específicas das dimensões de sucesso de projetos Quadro 5 - Fatores críticos de Sucesso de Projetos em GDP Quadro 6 - DEA com duas entradas Quadro 7- DEA com duas saídas Quadro 8 - Portfólio de Projetos de Desenvolvimento de Novos Produtos da Pesquisa Quadro 9 - Portfólio de Projetos de Desenvolvimento de Novos Produtos (DNP) Quadro 10 - Dados do Portfólio de Projetos de DNP Quadro 11 - Variáveis calculadas a partir das informações dos projetos Quadro 12 - Variáveis calculadas de inputs e outputs para execução no modelo DEA Quadro 13 Estratégia de Coleta de dados Quadro 14 - Execução do modelo BCC Quadro 15 - Execução do modelo BCC (DEA VRS) - FOLGAS Quadro 16 - Execução do modelo DEA CCR Quadro 17 - Eficiência de Escala do Portfólio de Projetos Quadro 18 - Índices de Melhorias Quadro 19 - Execução do modelo DEA BCC excluindo os projetos do programa tubos Quadro 20 - Execução do modelo DEA BCC excluindo os projetos do programa tubos Quadro 21- Estudo Transversal dos Programas de Projetos

11 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Variáveis de inputs e outputs propostas para execução no modelo DEA Tabela 2 - Características do processo de desenvolvimento de produtos na Siderúrgica Alfa Tabela 3 - Características das etapas do processo NDP na Siderúrgica Alfa

12 LISTA DE SIGLAS DEA Análise Envoltória de Dados Data Envelopment Analisys GDP Gestão de Desenvolvimento de Produtos PMI Project Management Institute PMBOK Guide to the Project Management Body of Knowledge ROE Retorno sobre Capital Próprio ROI Retorno sobre Investimento NTCR Novidade, Complexidade, Tecnologia e Ritmo VPL (Valor Presente Líquido)... 36

13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Problema de Pesquisa Objetivo Geral Objetivos Específicos Justificativa Organização do trabalho REFERENCIAL TEÓRICO Estratégia de Desenvolvimento de Novos Produtos Gestão de Portfólio de Desenvolvimento de Produtos Maximizar o valor do portfólio Alinhar o Portfólio à estratégia da empresa Balancear o portfólio Gestão de Desenvolvimento de Produtos Gestão de Projetos Gestão de Projetos de Desenvolvimento de Novos Produtos Organização do Projeto Mecanismos de Integração Avaliação de Desempenho de Projetos Desenvolvimento Novos Produtos Desempenho de Projetos Visão Multidimensional Sucesso do Projeto como um Conceito Dinâmico Tipos de Projetos e as Dimensões de Sucesso Proposta do Modelo NTCR para apoiar à Gestão de Projetos Fatores críticos de sucesso em GDP Eficiência... 74

14 2.7.1 A Eficiência como Medida de Desempenho em Projetos Data Envelopment Analysis (DEA) DEA - Orientação Modelos DEA Modelo CCR (Constant Return to Scale (CRS)) Modelo BCC (Variable Returns to Scale) Modelo BCC Orientado a Insumos (Entrada) Modelo BCC Orientado a Produtos (Saída) Folgas nas Entradas e Saídas Seleção de Variáveis Análise de Benchmark Rendimentos de Escala Marco Teórico da Pesquisa METODOLOGIA Caracterização da pesquisa Quanto aos seus fins Quanto aos meios Unidade de análise, população e amostra Unidade de observação Técnicas de coleta dados Coleta de dados Coleta de dados entrevista semiestruturada Coleta de dados Portfólio de Projetos Técnicas de Análise de Dados Portfólio de Projetos Estratégia de coleta e análise de dados CARACTERIZAÇÃO DA SIDERURGIA O Processo de Produção do Aço e Aspectos da Siderurgia

15 4.2 A Indústria Siderúrgica no Mundo A Indústria Siderúrgica Brasileira Caracterização da Siderúrgica Alfa O Processo de Gestão de Desenvolvimento de Novos Produtos da Siderúrgica Alfa APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA Aplicação da Data Envelopment Analysis (DEA) Execução do algoritmo DEA Definir escores de eficiência técnica Identificação dos Projetos Benchmarks Índices de Eficiência de Escala dos Projetos Identificação das melhores práticas de Gestão de Desenvolvimento de Novos Produtos aplicadas aos Projetos Benchmarks Análise dos Resultados da Pesquisa Estudo Transversal do Portfólio de Projetos CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS Limitações da Pesquisa Contribuição para o conhecimento acadêmico Contribuição para a Aplicabilidade da Eficiência nas Empresas Recomendações para Pesquisas Futuras REFERÊNCIAS APÊNDICES APÊNDICE A ROTEIRO DE ENTREVISTA

16 RESUMO No cenário atual dos negócios na indústria, a capacidade de inovação e de gestão de desenvolvimento de produtos é um fator determinante da sobrevivência das organizações. Pesquisadores e praticantes desta área têm proporcionado contribuições significativas de sistemas e processos de gerenciamentos integrados, criando e validando modelos, como forma de contribuir com as empresas no propósito de atender às necessidades dos seus clientes de forma eficiente e eficaz. Frente a este cenário, essa dissertação aplicou o modelo Data Envelopment Analysis (DEA) em uma indústria Siderúrgica como estrutura para analisar a eficiência da gestão de projetos de determinado portfólio de desenvolvimento de novos produtos. A DEA se baseia em modelos matemáticos não paramétricos atendendo às demandas de aplicação prática sem perder o rigor da análise científica. O estudo utilizou um portfólio composto por 12 projetos para medir a eficiência técnica. Os escores de eficiência técnica indicaram qual ou quais são os projetos benchmarks, comprovando a potencialidade do uso do método DEA para a gestão de projetos e / ou portfólio. Em relação aos aspectos metodológicos tratase de um estudo de caso com abordagem qualitativa e quantitativa. Foram utilizados roteiros de entrevistas semiestruturadas para fins de coleta de dados. Para efeito de análises, foram aplicadas as técnicas de Data Envelopment Analysis (DEA), a análise de conteúdo e o modelo NTCR (Novidade, Tecnologia, Complexidade e Ritmo). Pode-se concluir que a adoção de metodologias voltadas à gestão da eficiência de projetos é ferramenta indispensável para a competitividade da organização, motivação dos colaboradores, melhoria dos processos de gestão e redução do tempo de entrega de produtos. Os principais resultados obtidos foram a identificação dos projetos benchmarks do conjunto de projetos analisado, os quais obtiveram eficiência técnica máxima. Foram constatados que 80% dos projetos do portfólio analisado apresentaram ineficiência técnica e de escala. - Palavras-Chaves: Data Envelopment Analysis (DEA), BCC (Banker, Charnes, Cooper), Gestão de Desenvolvimento de Produtos (GDP), Integração Multifuncional, Inovação, Indústria Siderúrgica, Eficiência Técnica, Eficiência de Escala.

17 ABSTRACT In the current scenario of business in the industry stands out the capacity for innovation management and product development as a determinant of survival of organizations. Researchers and practitioners in this area have provided significant contributions of management systems and integrated processes, creating and validating models, as a contribution to the companies in order to meet the needs of their customers efficiently and effectively. Facing this scenario, this dissertation applied the Data Envelopment Analysis (DEA) model in a Steel industry like framework for analyzing the efficiency of project management of a particular portfolio of new product development. The DEA is based on non-parametric mathematical models to meet the demands of practical application without losing the rigor of scientific analysis. The study used a portfolio of 12 projects to measure the technical and scale efficiency. The technical efficiency scores indicated the benchmark projects demonstrating the potential use of DEA method for project management or portfolio management. Regarding methodological aspects, it is a case study with qualitative and quantitative approach. Scripts were used for semi-structured interviews for data collection. For purposes of analysis, were applied the techniques of Data Envelopment Analysis (DEA), content analysis and model NTCR (News, Technology, Complexity and Rhythm). It can be concluded that the adoption of methodologies aimed at efficiency projects management is an essential tool for competitiveness of the organization, motivating employees, improving management processes and reducing time for product delivery. The main results were the identification of benchmark projects, which had maximum technical efficiency and the indication that 80% of projects in the portfolio analysis showed technical and scale inefficiency. -Key-Words: Data Envelopment Analysis (DEA), innovation, product development management, multifunctional integration, steel industry, technical efficiency, scale efficiency.

18 18 1 INTRODUÇÃO A capacidade das empresas introduzirem novos produtos no mercado assume a cada dia maior relevância para a sua sobrevivência. O exercício da inovação em produtos dos diferentes setores da economia exige que o processo de desenvolvimento de produtos possa oferecer ciclos de vida desses mais curtos, para clientes mais exigentes e com a competitividade cada vez mais apertada. Esse cenário exige que as empresas suportem as necessidades do desenvolvimento de produtos através de integração dos processos de trabalho, para atender as exigentes soluções de alta complexidade, que englobam as mudanças constantes de prioridades dos clientes, o avanço da tecnologia, a agilidade das mudanças de cenários, o dinamismo da legislação, dentre outros fatores. Para se manterem competitivas, as empresas estão elaborando suas estratégias baseadas na inovação. Schumpeter (1949) apresenta a inovação como impulso fundamental para a permanência e expansão das organizações no mercado, apontando-a como o principal motor do desenvolvimento capitalista e fonte de lucro empresarial. A inovação pode se manifestar no novo desenho do produto, no novo processo de produção, na nova abordagem de marketing ou nos novos métodos de trabalho ou treinamentos. Reafirmando essa posição, segundo Hitt; Ireland e Hoskisson (2008, p. 370), Peter Drucker afirmou que no século XXI: Nenhuma empresa poderá manter uma posição de liderança de longo prazo em uma categoria a não ser que mantenha um processo contínuo de desenvolvimento de produtos inovadores que atendam às exigências dos clientes. Isto significa que a inovação deverá passar a ser parte de praticamente todas as atividades da empresa, conforme (TIDD, BESSANT e PAVITT, 2008). Segundo Skarzynski e Gibson (2008) à medida que a competitividade aumenta, a inovação de produtos ganha atenção tanto nos âmbitos empresariais quanto nos meios acadêmicos. O constante avanço tecnológico impõe o aperfeiçoamento

19 19 contínuo dos produtos atuais e o desenvolvimento de novos, para atender às necessidades dos clientes de forma mais eficiente e eficaz. A situação apresentada cria uma interdependência entre as áreas da organização, pois requerem informações e cooperação entre os agentes dos diversos departamentos funcionais, como Marketing, Desenvolvimento de Produtos, Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), Produção e Qualidade, além de uma constante interação com o cliente, com o objetivo de obter a convergência para os objetivos estratégicos da empresa. Neste sentido, Clark e Wheelwright (1993) ressaltam que a integração multifuncional é fundamental para uma performance diferenciada no processo de desenvolvimento de um produto, quando se consideram as dimensões financeira, mercadológica e técnica. Frente a esse complexo processo é necessário diagnosticar e analisar o comportamento dos envolvidos de toda a organização ao longo deste. Corroborando com Clark e Wheelwright (1993), Hitt; Ireland e Hoskisson (2008) recomendam como uma das principais alternativas para desenvolver novos produtos a utilização de equipes multifuncionais, as quais facilitam os esforços para integrar atividades associadas a diferentes funções organizacionais, como projeto, pesquisa e desenvolvimento, produção, qualidade e marketing. A integração dessas equipes envolve a coordenação e a aplicação do conhecimento e das habilidades de diferentes áreas funcionais, de forma que este processo possa contribuir para maximizar a inovação. No Brasil, no meio acadêmico, estudos e pesquisas relacionadas ao processo de gestão de desenvolvimento de produtos engloba alguns setores da economia, entre outros podem ser destacados o siderúrgico e o automotivo. Talvez, esta questão venha se destacando, porque embora 46% dos recursos das empresas sejam direcionados a projetos de criação de novos produtos, apenas um de cada quatro desses, é concluído, e aproximadamente um terço de todos os novos produtos lançados falha, (COOPER, 2000). Balachandra e Friar (1999) ressaltam ainda que, muitas empresas que obtiveram o sucesso com apenas um produto, quando tentaram entrar em novos mercados ou tecnologias fracassaram.

20 20 Este contexto traz como solução para a indústria a Gestão de Desenvolvimento de Produtos (GDP). Entretanto, conforme Rozenfeld et al. (2006) é constatado que o sucesso da organização no desenvolvimento de novos produtos não é garantido pela genialidade ou criatividade dos profissionais de P&D, ou pelo número de recursos alocados aos projetos, além das habilidades técnicas, dependem das práticas e dos modelos de gestão adotados. Assim como Rozenfeld et al. (2006), Kerzner (2006) propôs que para desenvolver quaisquer novos projetos pode-se constatar que o sucesso não depende somente da aplicação de boas técnicas de desenvolvimento de produtos, disponibilidade financeira e formação de uma equipe com recursos humanos altamente capacitados. Além destes, é fundamental ter uma gestão eficaz, de modo a integrar os elementos e as variáveis envolvidas no projeto, ressaltando a importância dos processos de Gestão de Projetos, Gestão da Qualidade, Gestão de Mudanças, Gestão de Riscos e Engenharia Simultânea. Embora muitos estudos tenham sido publicados nos últimos anos, entre outros podem ser considerados, Pinto e Slevin (1988), Clark e Wheelwright (1993), Toledo et. Al. (2006), Rozenfeld et al. (2006), Shenhar e Dvir (2010). No Brasil, ainda, existem poucas publicações que apontam as causas para o sucesso e ou o fracasso dos projetos, e nenhum acordo de entendimento foi alcançado até o momento. Shenhar et al. (2001) descreveram a abordagem utilizada pela maioria dos autores que assumem que os projetos são semelhantes, e exceto o controle de custo e prazo, os demais indicadores são subjetivos. Eles propuseram uma nova abordagem que contempla os estudos e pesquisas realizados pela autora em sua experiência profissional. Shenhar e Dvir (2010) identificaram as seguintes dimensões de sucesso dos projetos: Eficiência do Projeto (cumprimento de prazos, orçamentos, resultados e outras eficiências), Impacto no cliente (cumprir com os requisitos, conformidade às especificações técnicas, benefícios para o cliente, extensão de uso, satisfação e lealdade do cliente e reconhecimento da marca); Impacto na Equipe (satisfação da

21 21 equipe, moral da equipe, desenvolvimento de habilidades, crescimento dos membros da equipe, retenção dos membros da equipe, baixo stresse); Sucesso Comercial e Direto (vendas, lucros, market share, ROI, ROE, fluxo de caixa, qualidade do serviço, tempo do ciclo, medidas organizacionais, aprovação regulatória); e Preparação para o futuro ( criação de novo mercado, criação de nova linha de produto, desenvolvimento de nova tecnologia, desenvolvimento de nova competência central, nova capacidade organizacional). Esta pesquisa aplicou o modelo Data Envelopment Analysis (DEA) para avaliar o desempenho de projetos, em fase de conclusão, utilizando essencialmente medidas de eficiência técnica. A abordagem conceitual da Data Envelopment Analysis (DEA) ou Teoria da Fronteira, baseia-se em modelos matemáticos não paramétricos, ou seja, este não utiliza inferências estatísticas, ou medidas de tendência central, testes de coeficientes ou formalizações de análises de regressão. A DEA permite medir a eficiência sem quaisquer suposições sobre a forma funcional da função de produção ou os pesos para entradas e saídas. A metodologia DEA é utilizada onde a presença de múltiplas entradas e saídas torna a comparação difícil, (ZHU AND COOK, 2008). O conceito de eficiência técnica de uma unidade produtiva é medida através da comparação entre os valores observados e os valores possíveis de seus produtos (saídas) e recursos (insumos/ entradas). Esta comparação pode ser feita, em linhas gerais, pela razão entre a produção observada e a produção potencial máxima alcançável, dados os recursos disponíveis; ou pela razão entre a quantidade mínima necessária de recursos e a quantidade efetivamente empregada, dada a quantidade de produtos gerados. Combinações dessas razões podem igualmente prover informações importantes, conforme (CHARNES ET. AL.,1997). Essa definição aplicada ao contexto de gerenciamento de projetos permite avaliar o projeto com uma proposição que está além do controle tradicional de custo e prazo, (ROZENES, 2004). As variáveis foram definidas e correlacionadas para medição da eficiência técnica através do método Data Envelopment Analysis (DEA), considerando cada projeto

22 22 como uma unidade de análise em um determinado portfólio de desenvolvimento de produtos de uma indústria siderúrgica. Cada projeto foi desenvolvido em um ambiente organizacional integrado, com a aplicação de um conjunto de recursos. O cálculo da eficiência técnica de cada projeto permitiu identificar os projetos benchmarks a fim de definir quais são as ineficiências técnica e de escala do portfólio estudado, permitindo analisar quais os fatores críticos ou melhores práticas utilizadas que determinam o sucesso dos projetos benchmarks. A análise de eficiência de projetos tem importância tanto para fins estratégicos (comparação entre portfólios de produtos de linhas ou clientes diferentes), quanto para o planejamento (avaliação dos resultados do uso de diferentes combinações de fatores) e para a tomada de decisão (como melhorar o desempenho atual, por meio da análise da distância entre projetos concluídos recentemente ou em andamento e potencial, ou seja, definir onde é necessário investir técnicas para melhorar a gestão do projeto). Segundo Zhu e Cook (2008), o uso da Data Envelopment Analysis DEA - tem se destacado como um potente modelo de referência e se mostrado bastante atrativo em diversos setores de aplicação, tais como, educacional, militar, hospitalar, dentre outros. Devido a sua capacidade e flexibilidade para medir a eficiência relativa de unidades produtivas tem-se apresentado como uma alternativa de alto valor agregado para auxiliar gestores no apoio à decisão. Esse pode indicar as fontes de ineficiência e os projetos que podem servir de referência às práticas adotadas.

Pesquisa realizada com os participantes do 12º Seminário Nacional de Gestão de Projetos. Apresentação

Pesquisa realizada com os participantes do 12º Seminário Nacional de Gestão de Projetos. Apresentação Pesquisa realizada com os participantes do de Apresentação O perfil do profissional de Projetos Pesquisa realizada durante o 12 Seminário Nacional de, ocorrido em 2009, traça um importante perfil do profissional

Leia mais

Teoria e Prática. Totalmente de acordo com a 4 a Edição/2009. Rosaldo de Jesus Nocêra, PMP, PMI-SP, MCTS. do PMBOK do PMI. Acompanha o livro:

Teoria e Prática. Totalmente de acordo com a 4 a Edição/2009. Rosaldo de Jesus Nocêra, PMP, PMI-SP, MCTS. do PMBOK do PMI. Acompanha o livro: Gerenciamento de Projetos Teoria e Prática Totalmente de acordo com a 4 a Edição/2009 do PMBOK do PMI Acompanha o livro: l CD com mais de 70 formulários exemplos indicados pelo PMI e outros desenvolvidos

Leia mais

Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2

Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2 Visão Geral sobre Gestão de Projetos e Iniciação de Projetos Aula 2 Miriam Regina Xavier de Barros, PMP mxbarros@uol.com.br Agenda Bibliografia e Avaliação 1. Visão Geral sobre o PMI e o PMBOK 2. Introdução

Leia mais

Balanced Scorecard BSC. O que não é medido não é gerenciado. Medir é importante? Também não se pode medir o que não se descreve.

Balanced Scorecard BSC. O que não é medido não é gerenciado. Medir é importante? Também não se pode medir o que não se descreve. Balanced Scorecard BSC 1 2 A metodologia (Mapas Estratégicos e Balanced Scorecard BSC) foi criada por professores de Harvard no início da década de 90, e é amplamente difundida e aplicada com sucesso em

Leia mais

Gestão de Portfólio de Projetos

Gestão de Portfólio de Projetos Dez/2010 Gestão de de Projetos Prof. Américo Pinto FGV, IBMEC-RJ, PUC-RJ, COPPEAD Email: contato@americopinto.com.br Twitter: @americopinto Linkedin: Americo Pinto Website: www.americopinto.com.br Por

Leia mais

Mensuração do Desempenho do Gerenciamento de Portfólio de Projetos: Proposta de Modelo Conceitual

Mensuração do Desempenho do Gerenciamento de Portfólio de Projetos: Proposta de Modelo Conceitual Pedro Bruno Barros de Souza Mensuração do Desempenho do Gerenciamento de Portfólio de Projetos: Proposta de Modelo Conceitual Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação

Leia mais

Gerenciamento de Projetos

Gerenciamento de Projetos Gerenciamento de Projetos PMI, PMP e PMBOK PMI (Project Management Institute) Estabelecido em 1969 e sediado na Filadélfia, Pensilvânia EUA, o PMI é a principal associação mundial, sem fins lucrativos,

Leia mais

Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro. Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014

Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro. Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014 Gestão da Inovação no Contexto Brasileiro Hugo Tadeu e Hérica Righi 2014 INTRODUÇÃO Sobre o Relatório O relatório anual é uma avaliação do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC sobre as práticas

Leia mais

Pesquisa realizada com os participantes do 16º Seminário Nacional de Gestão de Projetos APRESENTAÇÃO

Pesquisa realizada com os participantes do 16º Seminário Nacional de Gestão de Projetos APRESENTAÇÃO Pesquisa realizada com os participantes do de APRESENTAÇÃO O perfil do profissional de projetos Pesquisa realizada durante o 16 Seminário Nacional de, ocorrido em Belo Horizonte em Junho de, apresenta

Leia mais

3. Processos, o que é isto? Encontramos vários conceitos de processos, conforme observarmos abaixo:

3. Processos, o que é isto? Encontramos vários conceitos de processos, conforme observarmos abaixo: Perguntas e respostas sobre gestão por processos 1. Gestão por processos, por que usar? Num mundo globalizado com mercado extremamente competitivo, onde o cliente se encontra cada vez mais exigente e conhecedor

Leia mais

FINANÇAS EM PROJETOS DE TI

FINANÇAS EM PROJETOS DE TI FINANÇAS EM PROJETOS DE TI 2012 Material 1 Prof. Luiz Carlos Valeretto Jr. 1 E-mail valeretto@yahoo.com.br Objetivo Objetivos desta disciplina são: reconhecer as bases da administração financeira das empresas,

Leia mais

Seminário Telecentros Brasil

Seminário Telecentros Brasil Seminário Telecentros Brasil Inclusão Digital e Sustentabilidade A Capacitação dos Operadores de Telecentros Brasília, 14 de maio de 2009 TELECENTROS DE INFORMAÇÃO E NEGÓCIOS COMO VEÍCULO DE EDUCAÇÃO CORPORATIVA

Leia mais

RETORNO EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA DEVE SER MENSURADO

RETORNO EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA DEVE SER MENSURADO RETORNO EM EDUCAÇÃO CORPORATIVA DEVE SER MENSURADO Apesar de as empresas brasileiras estarem despertando para o valor das ações de educação corporativa em prol dos seus negócios, muitos gestores ainda

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

Oficina de Gestão de Portifólio

Oficina de Gestão de Portifólio Oficina de Gestão de Portifólio Alinhando ESTRATÉGIAS com PROJETOS através da GESTÃO DE PORTFÓLIO Gestão de portfólio de projetos pode ser definida como a arte e a ciência de aplicar um conjunto de conhecimentos,

Leia mais

CONCORRÊNCIA AA Nº 05/2009 BNDES ANEXO X PROJETO BÁSICO: DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TI

CONCORRÊNCIA AA Nº 05/2009 BNDES ANEXO X PROJETO BÁSICO: DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TI CONCORRÊNCIA AA Nº 05/2009 BNDES ANEXO X PROJETO BÁSICO: DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TI 1. PI06 TI 1.1. Processos a serem Atendidos pelos APLICATIVOS DESENVOLVIDOS Os seguintes processos do MACROPROCESSO

Leia mais

METODOLOGIA HSM Centrada nos participantes com professores com experiência executiva, materiais especialmente desenvolvidos e infraestrutura tecnológica privilegiada. O conteúdo exclusivo dos especialistas

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

Gerenciamento de Projetos

Gerenciamento de Projetos Gerenciamento de Projetos (ref. capítulos 1 a 3 PMBOK) TC045 Gerenciamento de Projetos Sergio Scheer - scheer@ufpr.br O que é Gerenciamento de Projetos? Aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas

Leia mais

Conceituar projetos e a gerência de projetos. Conhecer a importância e os benefícios do gerenciamento de projetos Conhecer o PMI, o PMBOK, os grupos

Conceituar projetos e a gerência de projetos. Conhecer a importância e os benefícios do gerenciamento de projetos Conhecer o PMI, o PMBOK, os grupos Gestão de Projetos Empresariais Objetivos: Conceituar projetos e a gerência de projetos. Conhecer a importância e os benefícios do gerenciamento de projetos Conhecer o PMI, o PMBOK, os grupos de processos

Leia mais

ESTÁGIO DE NIVELAMENTO DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS MACROPROCESSO DE GESTÃO DO PORTFÓLIO

ESTÁGIO DE NIVELAMENTO DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS MACROPROCESSO DE GESTÃO DO PORTFÓLIO ESTÁGIO DE NIVELAMENTO DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS MACROPROCESSO DE GESTÃO DO PORTFÓLIO 05.11.2015 SUMÁRIO INTRODUÇÃO DEFINIÇÃO DE PORTFÓLIO CENÁRIO NEGATIVO DOS PORTFÓLIOS NAS ORGANIZAÇÕES GOVERNANÇA

Leia mais

GUIA PMBOK PARA GERENCIAMENTO DE PROJETOS

GUIA PMBOK PARA GERENCIAMENTO DE PROJETOS ISSN 1984-9354 GUIA PMBOK PARA GERENCIAMENTO DE PROJETOS Emerson Augusto Priamo Moraes (UFF) Resumo Os projetos fazem parte do cotidiano de diversas organizações, públicas e privadas, dos mais diversos

Leia mais

ISO 9001 Relatórios. A importância do risco em gestao da qualidade. Abordando a mudança. ISO Revisions. ISO Revisions

ISO 9001 Relatórios. A importância do risco em gestao da qualidade. Abordando a mudança. ISO Revisions. ISO Revisions ISO 9001 Relatórios A importância do risco em gestao da qualidade Abordando a mudança BSI Group BSI/UK/532/SC/1114/en/BLD Contexto e resumo da revisão da ISO 9001:2015 Como uma Norma internacional, a ISO

Leia mais

GERENCIAMENTO DE PROCESSOS DE NEGÓCIO. Professor: Rômulo César romulodandrade@gmail.com www.romulocesar.com.br

GERENCIAMENTO DE PROCESSOS DE NEGÓCIO. Professor: Rômulo César romulodandrade@gmail.com www.romulocesar.com.br GERENCIAMENTO DE PROCESSOS DE NEGÓCIO Professor: Rômulo César romulodandrade@gmail.com www.romulocesar.com.br Guia de Estudo Vamos utilizar para a nossa disciplina de Modelagem de Processos com BPM o guia

Leia mais

Fatores Críticos de Sucesso em GP

Fatores Críticos de Sucesso em GP Fatores Críticos de Sucesso em GP Paulo Ferrucio, PMP pferrucio@hotmail.com A necessidade das organizações de maior eficiência e velocidade para atender as necessidades do mercado faz com que os projetos

Leia mais

TREINAMENTOS MAGAZINE 3 WORKSHOP INTERNACIONAL DE LIDERANÇA 5 GERENCIAMENTO DE RISCOS EM PROJETOS 7 INTRODUÇÃO AO GERENCIAMENTO DE PROJETOS

TREINAMENTOS MAGAZINE 3 WORKSHOP INTERNACIONAL DE LIDERANÇA 5 GERENCIAMENTO DE RISCOS EM PROJETOS 7 INTRODUÇÃO AO GERENCIAMENTO DE PROJETOS TREINAMENTOS MAGAZINE 3 WORKSHOP INTERNACIONAL DE LIDERANÇA Líderes eficazes devem encontrar maneiras de melhorar o nível de engajamento, compromisso e apoio das pessoas, especialmente durante os períodos

Leia mais

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS GESTÃO POR COMPETÊNCIAS STM ANALISTA/2010 ( C ) Conforme legislação específica aplicada à administração pública federal, gestão por competência e gestão da capacitação são equivalentes. Lei 5.707/2006

Leia mais

GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO

GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO GESTÃO DE PROJETOS PARA A INOVAÇÃO Indicadores e Diagnóstico para a Inovação Primeiro passo para implantar um sistema de gestão nas empresas é fazer um diagnóstico da organização; Diagnóstico mapa n-dimensional

Leia mais

Pessoas e Negócios em Evolução

Pessoas e Negócios em Evolução Empresa: Atuamos desde 2001 nos diversos segmentos de Gestão de Pessoas, desenvolvendo serviços diferenciados para empresas privadas, associações e cooperativas. Prestamos serviços em mais de 40 cidades

Leia mais

GERENCIAMENTO DE PORTFÓLIO

GERENCIAMENTO DE PORTFÓLIO PMI PULSO DA PROFISSÃO RELATÓRIO DETALHADO GERENCIAMENTO DE PORTFÓLIO Destaques do Estudo As organizações mais bem-sucedidas serão aquelas que encontrarão formas de se diferenciar. As organizações estão

Leia mais

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação O Valor da TI Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação 2010 Bridge Consulting

Leia mais

Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina IEL/SC

Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina IEL/SC Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina IEL/SC Uma estrutura de apoio à Inovação Eliza Coral, Dr. Eng., PMP Outubro, 2010 Diretrizes Organizacionais Missão Contribuir para o desenvolvimento sustentável

Leia mais

4. PMBOK - Project Management Body Of Knowledge

4. PMBOK - Project Management Body Of Knowledge 58 4. PMBOK - Project Management Body Of Knowledge No Brasil, as metodologias mais difundidas são, além do QL, o método Zopp, o Marco Lógico do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Mapp da

Leia mais

04/02/2009. Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores. Disciplina: Gestão de Projetos de TI. Prof.: Fernando Hadad Zaidan. Unidade 1.

04/02/2009. Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores. Disciplina: Gestão de Projetos de TI. Prof.: Fernando Hadad Zaidan. Unidade 1. Faculdade INED Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores Disciplina: Gestão de Projetos de TI Prof.: Fernando Hadad Zaidan 1 Unidade 1.1 2 Introdução ao Gerenciamento de Projetos 3 1 Leitura

Leia mais

Gerenciamento de Projetos

Gerenciamento de Projetos Gerenciamento de Projetos Grupo de Consultores em Governança de TI do SISP 20/02/2013 1 Agenda 1. PMI e MGP/SISP 2. Conceitos Básicos - Operações e Projetos - Gerenciamento de Projetos - Escritório de

Leia mais

GERÊNCIA DE INTEGRAÇÃO DO PROJETO

GERÊNCIA DE INTEGRAÇÃO DO PROJETO GERÊNCIA DE INTEGRAÇÃO DO PROJETO Estevanir Sausen¹, Patricia Mozzaquatro² ¹Acadêmico do Curso de Ciência da Computação ²Professor(a) do Curso de Ciência da Computação Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ)

Leia mais

Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ

Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ Um jeito Diferente, Inovador e Prático de fazer Educação Corporativa Ementa do MBA Executivo em Gestão Empresarial com ênfase em Locação de Equipamento Turma: SINDILEQ Objetivo: Auxiliar o desenvolvimento

Leia mais

APRESENTAÇÃO DA PRÁTICA GESTÃO DE PORTFÓLIOS DE PROJETOS. RELATOR Ana Cristina Wollmann Zornig Jayme

APRESENTAÇÃO DA PRÁTICA GESTÃO DE PORTFÓLIOS DE PROJETOS. RELATOR Ana Cristina Wollmann Zornig Jayme APRESENTAÇÃO DA PRÁTICA GESTÃO DE PORTFÓLIOS DE PROJETOS RELATOR Ana Cristina Wollmann Zornig Jayme RESPONSÁVEIS Ana Cristina Wollmann Zornig Jayme - 3350-8628 - ajayme@pmc.curitiba.pr.gov.br - SEPLAN

Leia mais

FIGURA 1: Capacidade de processos e maturidade Fonte: McCormack et al., 2003, 47p. Maturidade SCM Foco SCM. Inter-organizacional. Alta.

FIGURA 1: Capacidade de processos e maturidade Fonte: McCormack et al., 2003, 47p. Maturidade SCM Foco SCM. Inter-organizacional. Alta. Pesquisa IMAM/CEPEAD descreve os níveis de maturidade dos logísticos de empresas associadas Marcos Paulo Valadares de Oliveira e Dr. Marcelo Bronzo Ladeira O Grupo IMAM, em conjunto com o Centro de Pós-Graduação

Leia mais

Controle ou Acompanhamento Estratégico

Controle ou Acompanhamento Estratégico 1 Universidade Paulista UNIP ICSC Instituto de Ciências Sociais e Comunicação Cursos de Administração Apostila 9 Controle ou Acompanhamento Estratégico A implementação bem sucedida da estratégia requer

Leia mais

O que é Benchmarking?

O que é Benchmarking? BENCHMARKING Sumário Introdução Conhecer os tipos de benchmarking Aprender os princípios do bechmarking Formar a equipe Implementar as ações Coletar os benefícios Exemplos Introdução O que é Benchmarking?

Leia mais

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI)

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) APARECIDA DE GOIÂNIA 2014 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Áreas de processo por

Leia mais

MASTER IN PROJECT MANAGEMENT

MASTER IN PROJECT MANAGEMENT MASTER IN PROJECT MANAGEMENT PROJETOS E COMUNICAÇÃO PROF. RICARDO SCHWACH MBA, PMP, COBIT, ITIL Atividade 1 Que modelos em gestão de projetos estão sendo adotados como referência nas organizações? Como

Leia mais

Programa de Excelência em Atendimento aos Clientes

Programa de Excelência em Atendimento aos Clientes Programa de Excelência em Atendimento aos Clientes PROPOSTA TÉCNICA COMERCIAL Versão 2.0 Setembro de 2014 Agosto de 2008 Índice ÍNDICE...2 1. CONTEXTO...3 2. VISÃO, ESCOPO E ATIVIDADES DESTE PROJETO...5

Leia mais

Project and Portfolio Management [PPM] Sustainable value creation.

Project and Portfolio Management [PPM] Sustainable value creation. Project and Portfolio Management [PPM] Sustainable value creation. O SoftExpert PPM Suite é a solução mais robusta, funcional e fácil para priorizar, planejar, gerenciar e executar projetos, portfólios

Leia mais

Revista 05.qxd 1/19/2007 11:35 AM Page 129

Revista 05.qxd 1/19/2007 11:35 AM Page 129 Revista 05.qxd 1/19/2007 11:35 AM Page 129 Tecnologias de informação no gerenciamento do processo de inovação Divulgação Prof. Dr. Ruy Quadros Bacharel em Administração pela EAESP/GV, mestre pela Unicamp

Leia mais

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Adm.Walter Lerner 1.Gestão,Competência e Liderança 1.1.Competências de Gestão Competências Humanas e Empresariais são Essenciais Todas as pessoas estão, indistintamente,

Leia mais

Implementação de estratégias

Implementação de estratégias Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Etapa 4 Etapa 5 Disciplina Gestão Estratégica e Serviços 7º Período Administração 2013/2 Implementação de estratégias Agenda: Implementação de Estratégias Visão Corporativa sobre

Leia mais

Página 1 de 19 Data 04/03/2014 Hora 09:11:49 Modelo Cerne 1.1 Sensibilização e Prospecção Envolve a manutenção de um processo sistematizado e contínuo para a sensibilização da comunidade quanto ao empreendedorismo

Leia mais

Processos de gerenciamento de projetos em um projeto

Processos de gerenciamento de projetos em um projeto Processos de gerenciamento de projetos em um projeto O gerenciamento de projetos é a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto a fim de cumprir seus requisitos.

Leia mais

ORGANIZATI ONAL AGILITY

ORGANIZATI ONAL AGILITY PMI PULSO DA PROFISSÃO RELATÓRIO DETALHADO A VANTAGEM COMPETITIVA DO GERENCIAMENTO EFICAZ DE TALENTOS ORGANIZATI ONAL ORGANIZATI ONAL AGILITY AGILITY MARÇO DE 2013 Estudo Detalhado Pulse of the Profession

Leia mais

Processos Gerenciais

Processos Gerenciais UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA Projeto Integrado Multidisciplinar III e IV Processos Gerenciais Manual de orientações - PIM Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais. 1.

Leia mais

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI Planejamento do Gerenciamento das Comunicações (10) e das Partes Interessadas (13) PLANEJAMENTO 2 PLANEJAMENTO Sem 1 Sem 2 Sem 3 Sem 4 Sem 5 ABRIL

Leia mais

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Uma evolução nos sistemas de controle gerencial e de planejamento estratégico Francisco Galiza Roteiro Básico 1 SUMÁRIO:

Leia mais

Aula Nº 9 Gerenciamento de Recursos Humanos em projetos

Aula Nº 9 Gerenciamento de Recursos Humanos em projetos Aula Nº 9 Gerenciamento de Recursos Humanos em projetos Objetivos da Aula: Os objetivos desta aula visam tratar da identificação bem como do estabelecimento de uma estrutura organizacional apropriada ao

Leia mais

Lean Seis Sigma e Benchmarking

Lean Seis Sigma e Benchmarking Lean Seis Sigma e Benchmarking Por David Vicentin e José Goldfreind O Benchmarking elimina o trabalho de adivinhação observando os processos por trás dos indicadores que conduzem às melhores práticas.

Leia mais

Processo de Negociação. Quem somos. Nossos Serviços. Clientes e Parceiros

Processo de Negociação. Quem somos. Nossos Serviços. Clientes e Parceiros Quem somos Nossos Serviços Processo de Negociação Clientes e Parceiros O NOSSO NEGÓCIO É AJUDAR EMPRESAS A RESOLVEREM PROBLEMAS DE GESTÃO Consultoria empresarial a menor custo Aumento da qualidade e da

Leia mais

Empresas descobrem a importância da educação no trabalho e abrem as portas para pedagogos

Empresas descobrem a importância da educação no trabalho e abrem as portas para pedagogos Empresas descobrem a importância da educação no trabalho e abrem as portas para pedagogos Já passou a época em que o pedagogo ocupava-se somente da educação infantil. A pedagogia hoje dispõe de uma vasta

Leia mais

COMPETÊNCIAS FUNCIONAIS QUALIDADE

COMPETÊNCIAS FUNCIONAIS QUALIDADE COMPETÊNCIAS FUNCIONAIS QUALIDADE DESCRIÇÕES DOS NÍVEIS APRENDIZ SABER Aprende para adquirir conhecimento básico. É capaz de pôr este conhecimento em prática sob circunstâncias normais, buscando assistência

Leia mais

3 Gerenciamento de Projetos

3 Gerenciamento de Projetos 34 3 Gerenciamento de Projetos Neste capítulo, será abordado o tema de gerenciamento de projetos, iniciando na seção 3.1 um estudo de bibliografia sobre a definição do tema e a origem deste estudo. Na

Leia mais

Metodologia de Gerenciamento de Projetos da Justiça Federal

Metodologia de Gerenciamento de Projetos da Justiça Federal Metodologia de Gerenciamento de Projetos da Justiça Federal Histórico de Revisões Data Versão Descrição 30/04/2010 1.0 Versão Inicial 2 Sumário 1. Introdução... 5 2. Público-alvo... 5 3. Conceitos básicos...

Leia mais

Unidade II GESTÃO DO CONHECIMENTO. Profa. Leonor Cordeiro Brandão

Unidade II GESTÃO DO CONHECIMENTO. Profa. Leonor Cordeiro Brandão Unidade II GESTÃO DO CONHECIMENTO Profa. Leonor Cordeiro Brandão Relembrando Vimos alguns conceitos importantes: O que são dados; O que é informação; Quando uma informação se transforma em conhecimento;

Leia mais

ISO Revisions. ISO Revisions. Revisões ISO. Qual é a diferença entre uma abordagem de procedimentos e de processo? Abordando a mudança

ISO Revisions. ISO Revisions. Revisões ISO. Qual é a diferença entre uma abordagem de procedimentos e de processo? Abordando a mudança Revisões ISO ISO Revisions Qual é a diferença entre uma abordagem de procedimentos e de processo? Abordando a mudança Processos vs procedimentos: o que isto significa? O conceito da gestão de processo

Leia mais

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Justificativa: As transformações ocorridas nos últimos anos têm obrigado as organizações a se modificarem constantemente e de forma

Leia mais

Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos

Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos Gerenciamento de Riscos do Projeto Eventos Adversos 11. Gerenciamento de riscos do projeto PMBOK 2000 PMBOK 2004 11.1 Planejamento de gerenciamento de riscos 11.1 Planejamento de gerenciamento de riscos

Leia mais

Ementários. Disciplina: Gestão Estratégica

Ementários. Disciplina: Gestão Estratégica Ementários Disciplina: Gestão Estratégica Ementa: Os níveis e tipos de estratégias e sua formulação. O planejamento estratégico e a competitividade empresarial. Métodos de análise estratégica do ambiente

Leia mais

www.dehterakm.com beatriz@dehtearkm.com

www.dehterakm.com beatriz@dehtearkm.com www.dehterakm.com beatriz@dehtearkm.com Quem somos? A BEATRIZ DEHTEAR KM apresenta a seus clientes uma proposta totalmente inovadora para implementar a Gestão do Conhecimento Organizacional. Nosso objetivo

Leia mais

União Metropolitana de Educação e Cultura. Interdisciplinar I Módulo CSTs: RH, Logística e GESCOM

União Metropolitana de Educação e Cultura. Interdisciplinar I Módulo CSTs: RH, Logística e GESCOM União Metropolitana de Educação e Cultura Interdisciplinar I Módulo CSTs: RH, Logística e GESCOM Lauro de Freitas - BAHIA 2013 2 JUSTIFICATIVA A principal justificativa para o desenvolvimento e implementação

Leia mais

ESCOLA PAULISTA DE NEGOCIOS DISCIPLINA: ESTRATÉGIA E PLANEJAMENTO CORPORATIVO PROFESSOR: CLAUDEMIR DUCA VASCONCELOS ALUNOS: BRUNO ROSA VIVIANE DINIZ

ESCOLA PAULISTA DE NEGOCIOS DISCIPLINA: ESTRATÉGIA E PLANEJAMENTO CORPORATIVO PROFESSOR: CLAUDEMIR DUCA VASCONCELOS ALUNOS: BRUNO ROSA VIVIANE DINIZ ESCOLA PAULISTA DE NEGOCIOS DISCIPLINA: ESTRATÉGIA E PLANEJAMENTO CORPORATIVO PROFESSOR: CLAUDEMIR DUCA VASCONCELOS ALUNOS: BRUNO ROSA VIVIANE DINIZ INTRODUÇÃO Estratégia é hoje uma das palavras mais utilizadas

Leia mais

Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os

Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os melhores resultados. 2 ÍNDICE SOBRE O SIENGE INTRODUÇÃO 01

Leia mais

Gerenciamento de Projetos. Prática essencial para gerar negócios sustentáveis

Gerenciamento de Projetos. Prática essencial para gerar negócios sustentáveis MBA em Gestão de Projetos Gerenciamento de Projetos Prática essencial para gerar negócios sustentáveis Prof: Ângelo Braga, PMP, MBA angelo.braga@fgv.br eu@angelobraga.com.br 2/154 Contatos Prof. Ângelo

Leia mais

Título: Pensando estrategicamente em inovação tecnológica de impacto social Categoria: Projeto Externo Temática: Segundo Setor

Título: Pensando estrategicamente em inovação tecnológica de impacto social Categoria: Projeto Externo Temática: Segundo Setor Título: Pensando estrategicamente em inovação tecnológica de impacto social Categoria: Projeto Externo Temática: Segundo Setor Resumo: A finalidade desse documento é apresentar o projeto de planejamento

Leia mais

2. Gerenciamento de projetos

2. Gerenciamento de projetos 2. Gerenciamento de projetos Este capítulo contém conceitos e definições gerais sobre gerenciamento de projetos, assim como as principais características e funções relevantes reconhecidas como úteis em

Leia mais

GERENCIAMENTO DE PROJETOS EM UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA: VISÃO TRADICIONAL X NEGÓCIOS BASEADOS EM PROJETOS

GERENCIAMENTO DE PROJETOS EM UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA: VISÃO TRADICIONAL X NEGÓCIOS BASEADOS EM PROJETOS GERENCIAMENTO DE PROJETOS EM UM ESCRITÓRIO DE ARQUITETURA: VISÃO TRADICIONAL X NEGÓCIOS BASEADOS EM PROJETOS Ana Carolina Freitas Teixeira¹ RESUMO O gerenciamento de projetos continua crescendo e cada

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão de Projetos

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão de Projetos Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão de Projetos Apresentação O programa de Pós-graduação Lato Sensu em Gestão de Projetos tem por fornecer conhecimento teórico instrumental que

Leia mais

Gerenciamento de Processos de Negócio

Gerenciamento de Processos de Negócio Gestão por Processos By Alan Lopes +55 22-99202-0433 alopes.campos@mail.com http://prof-alan-lopes.weebly.com Gerenciamento de Processos de Negócio - Conceitos e fundamentos - Modelagem de processo - Análise

Leia mais

CMMI Conceitos básicos. CMMI Representações contínua e por estágios. Professor Gledson Pompeu (gledson.pompeu@gmail.com)

CMMI Conceitos básicos. CMMI Representações contínua e por estágios. Professor Gledson Pompeu (gledson.pompeu@gmail.com) CMMI Conceitos básicos 113 CMMI integra as disciplinas de engenharia de sistemas e de engenharia de software em um único framework de melhoria de processos. 114 No tocante às disciplinas de engenharia

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD 4.6.8 01 VAGA

TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD 4.6.8 01 VAGA INSTITUTO INTERAMERICANO DE COOPERAÇÃO PARA A AGRICULTURA TERMO DE REFERÊNCIA (TR) GAUD 4.6.8 01 VAGA 1 IDENTIFICAÇÃO DA CONSULTORIA Contratação de consultoria pessoa física para serviços de preparação

Leia mais

O Gerenciamento Organizacional de Projetos (GOP) pode ser descrito como uma estrutura de execução da estratégia coorporativa, com objetivo de

O Gerenciamento Organizacional de Projetos (GOP) pode ser descrito como uma estrutura de execução da estratégia coorporativa, com objetivo de Aula 02 1 2 O Gerenciamento Organizacional de Projetos (GOP) pode ser descrito como uma estrutura de execução da estratégia coorporativa, com objetivo de alcançar melhor desempenho, melhores resultados

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da

Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação Departamento de Ciência da Informação e Documentação Disciplina: Planejamento e Gestão

Leia mais

Gerenciamento de Projetos Modulo II Ciclo de Vida e Organização do Projeto

Gerenciamento de Projetos Modulo II Ciclo de Vida e Organização do Projeto Gerenciamento de Projetos Modulo II Ciclo de Vida e Organização do Projeto Prof. Walter Cunha falecomigo@waltercunha.com http://waltercunha.com PMBoK Organização do Projeto Os projetos e o gerenciamento

Leia mais

ITIL V3 GUIA DE MELHORES PRÁTICAS EM GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS

ITIL V3 GUIA DE MELHORES PRÁTICAS EM GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS ITIL V3 GUIA DE MELHORES PRÁTICAS EM GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO ITIL V3 1.1. Introdução ao gerenciamento de serviços. Devemos ressaltar que nos últimos anos, muitos profissionais da

Leia mais

GERENCIAMENTO DE PROJETOS

GERENCIAMENTO DE PROJETOS GERENCIAMENTO DE PROJETOS O que é um Projeto? Regra Início e fim definidos Destinado a atingir um produto ou serviço único Escopo definido Características Sequência clara e lógica de eventos Elaboração

Leia mais

Gerenciamento de projetos. cynaracarvalho@yahoo.com.br

Gerenciamento de projetos. cynaracarvalho@yahoo.com.br Gerenciamento de projetos cynaracarvalho@yahoo.com.br Projeto 3URMHWR é um empreendimento não repetitivo, caracterizado por uma seqüência clara e lógica de eventos, com início, meio e fim, que se destina

Leia mais

Política de Gestão de Riscos

Política de Gestão de Riscos Política de Gestão de Riscos 1 OBJETIVO Fornecer as diretrizes para a Gestão de Riscos da Fibria, assim como conceituar, detalhar e documentar as atividades a ela relacionadas. 2 ABRANGÊNCIA Abrange todas

Leia mais

O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS

O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS Nadia Al-Bdywoui (nadia_alb@hotmail.com) Cássia Ribeiro Sola (cassiaribs@yahoo.com.br) Resumo: Com a constante

Leia mais

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUIZ PAULO RONCHI FREITAS

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUIZ PAULO RONCHI FREITAS 0 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE UNESC CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUIZ PAULO RONCHI FREITAS AS FUNÇÕES DA CONTROLADORIA E O PERFIL DO CONTROLLER NAS EMPRESAS INTEGRANTES DOS PRINCIPAIS

Leia mais

Estratégia Empresarial. Prof. Felipe Kovags

Estratégia Empresarial. Prof. Felipe Kovags Estratégia Empresarial Prof. Felipe Kovags Conteúdo programático Planejamento: definição, origem, espírito, princípios e tipos empresariais Planejamento estratégico por negócio Formulação de estratégia:

Leia mais

Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI. Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br

Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI. Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br Agenda Conceitos de Governança de TI Fatores motivadores das mudanças Evolução da Gestão de TI Ciclo da Governança

Leia mais

1. INTRODUÇÃO... 3 2. AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS... 3. 2.1. Objetivos... 3. 2.2. Escopo... 4 3. VALORAÇÃO DE TECNOLOGIAS... 5. 3.1. Objetivo...

1. INTRODUÇÃO... 3 2. AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS... 3. 2.1. Objetivos... 3. 2.2. Escopo... 4 3. VALORAÇÃO DE TECNOLOGIAS... 5. 3.1. Objetivo... 1 ÍNDICE ANALÍTICO 1. INTRODUÇÃO... 3 2. AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS... 3 2.1. Objetivos... 3 2.2. Escopo... 4 3. VALORAÇÃO DE TECNOLOGIAS... 5 3.1. Objetivo... 5 3.1.1. Negociação para comercialização e

Leia mais

Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Curso de Arquivologia Profa. Lillian Alvares

Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Curso de Arquivologia Profa. Lillian Alvares Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Curso de Arquivologia Profa. Lillian Alvares O Project Management Institute é uma entidade sem fins lucrativos voltada ao Gerenciamento de Projetos.

Leia mais

2.3. ORGANIZAÇÕES E GESTÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

2.3. ORGANIZAÇÕES E GESTÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 2.3. ORGANIZAÇÕES E GESTÃO DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO As Empresas e os Sistemas Problemas locais - impacto no sistema total. Empresas como subsistemas de um sistema maior. Uma empresa excede a soma de

Leia mais

CobiT 5. Como avaliar a maturidade dos processos de acordo com o novo modelo? Conhecimento em Tecnologia da Informação

CobiT 5. Como avaliar a maturidade dos processos de acordo com o novo modelo? Conhecimento em Tecnologia da Informação Conhecimento em Tecnologia da Informação CobiT 5 Como avaliar a maturidade dos processos de acordo com o novo modelo? 2013 Bridge Consulting All rights reserved Apresentação Sabemos que a Tecnologia da

Leia mais

7.1 Introdução. Monitoramento e Avaliação 427

7.1 Introdução. Monitoramento e Avaliação 427 7.1 Introdução O processo de monitoramento e avaliação constitui um instrumento para assegurar a interação entre o planejamento e a execução, possibilitando a correção de desvios e a retroalimentação permanente

Leia mais

Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia

Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia Processo de EO Procedimentos que são, ou podem ser, usados para formular as estratégias de operações que a empresa deveria adotar (SLACK,

Leia mais

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software [...] O que é a Qualidade? A qualidade é uma característica intrínseca e multifacetada de um produto (BASILI, et al, 1991; TAUSWORTHE, 1995).

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

PROCESSOS PODEROSOS DE NEGÓCIO. ideiaconsultoria.com.br 43 3322 2110 comercial@ideiaconsultoria.com.br

PROCESSOS PODEROSOS DE NEGÓCIO. ideiaconsultoria.com.br 43 3322 2110 comercial@ideiaconsultoria.com.br PROCESSOS PODEROSOS DE NEGÓCIO ideiaconsultoria.com.br 43 3322 2110 comercial@ideiaconsultoria.com.br POR QUE ESCREVEMOS ESTE E-BOOK? Nosso objetivo com este e-book é mostrar como a Gestão de Processos

Leia mais

ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO 9000. As Normas da família ISO 9000

ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO 9000. As Normas da família ISO 9000 ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário Gestão da Qualidade 2005 1 As Normas da família ISO 9000 ISO 9000 descreve os fundamentos de sistemas de gestão da qualidade e especifica

Leia mais