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1 PRODUÇÃO EM REGIME ESPECIAL (ENERGIAS RENOVÁVEIS, REÍSDUOS E COGERAÇÃO). PONTO DE SITUAÇÃO EM PORTUGAL CONTINENTAL 2003 Pedro Costa/José Afonso Nº: 19/2008 Publicação: 2003 Tema: Ambiente Estudos e Documentos de Trabalho Resumo de estudo elaborado em 2003 e inserido na Colectânea A Regulação da Energia em Portugal editada pela ERSE em Maio de As análises, opiniões e conclusões deste documento traduzem os pontos de vista dos autores, não veiculando necessariamente as posições da ERSE For favor envie toda a correspondência para: Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) Edifício Restelo Rua D. Cristóvão da Gama, Lisboa Tel: + (35) Fax: + (35) E.mail:

2 PRODUÇÃO EM REGIME ESPECIAL (ENERGIAS RENOVÁVEIS, RESÍDUOS E COGERAÇÃO) PONTO DE SITUAÇÃO EM PORTUGAL CONTINENTAL Pedro Costa José Afonso Este artigo é um resumo de um estudo elaborado em 2003

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4 PRODUÇÃO EM REGIME ESPECIAL PONTO DE SITUAÇÃO EM PORTUGAL CONTINENTAL Resumo A produção de energia eléctrica a partir de fontes de energia renováveis ou resíduos, bem como a cogeração, é designada por produção em regime especial. Este tipo de produção tem tido um desenvolvimento significativo nos últimos anos, prevendo-se que a evolução futura apresente um ritmo de crescimento ainda mais elevado, em especial para a energia eólica. No final de 2001, a produção em regime espacial contribuiu com cerca de 13,5% para o total da produção nacional de energia eléctrica. Este crescimento tem sido motivado pelos apoios que têm sido concedidos, em especial pelo contributo que este tipo de produção dá para a política de ambiente, com especial destaque para as alterações climáticas. A obrigação de compra a preço apoiado gera um sobrecusto para o sistema que é suportado por todos os consumidores. Este sobrecusto tem vindo a crescer motivado pelo aumento da produção e pelo aumento do próprio prémio concedido a este tipo de produção. Este é um dos motivos de preocupações futuras. Palavras chaves: Energias renováveis, cogeração, resíduos, sobrecusto, eólica, mini-hídrica 1. Introdução As energias renováveis foram das primeiras formas de energia a serem utilizadas, tendo a utilização massiva de combustíveis fósseis tido início somente após a revolução industrial. A cogeração, mais recente, veio permitir satisfazer a necessidade, no mesmo local, de duas formas de energia térmica e eléctrica. A procura de um destino para os diversos tipos de resíduos tem levado a que a valorização energética seja, hoje, uma das soluções mais comuns. A produção de energia eléctrica a partir de fontes de energia renováveis ou resíduos, bem como o cogeração, é designada por produção em regime especial (PRE). A produção de energia eléctrica tendo por base energias renováveis ou cogeração tem tido um desenvolvimento significativo nos anos mais recentes. Na verdade, estas formas de produção contribuem, na grande maioria das vezes, para as linhas fundamentais da política energética, tanto nacional como comunitária, nomeadamente na minimização do impacte ambiental e na melhoria na segurança de abastecimento. A recente Resolução do Conselho de Ministros sobre política energética (RCM 63/2003) veio confirmar estas linhas mestras da política energética. O contributo das energias renováveis e da cogeração para a política de ambiente é significativo. Em termos de sector energético, destacam-se dois desafios fundamentais: Cumprimento do Protocolo de Quioto, onde o sector oferta de energia é responsável por cerca de um terço das emissões de gases com efeito de estufa. Cumprimento dos novos tectos de emissão de substâncias acidificantes e os novos limites de emissão para as grandes instalações de combustão, sendo que a maioria deste tipo de instalações são centrais termoeléctricas. Tanto o Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC, 2003), como o Pro- 261

5 grama para os Tectos de Emissão Nacional (estudos de base) (PTEN, 2002), ambos em elaboração, consideram já o compromisso assumido pelo Governo português de, em 2010, 39% da energia eléctrica ter origem renovável, bem como o cumprimento do objectivo previsto na proposta de directiva para promoção da cogeração. O presente trabalho é uma actualização do documento Energias renováveis em Portugal, Produção em regime especial, finalizado em Dezembro de Desde então registaram-se diversos desenvolvimentos, tais como a aprovação do Programa E4 (ME, 2001), o Fórum das Energias Renováveis, a aprovação de nova legislação alterando a remuneração da energia entregue à rede, o início da elaboração de importantes instrumentos de política de ambiente e a recente aprovação de orientações para a política energética portuguesa (RCM 63/2003). Os principais objectivos do presente trabalho são: Analisar o papel da ERSE relativamente à produção em regime especial. Efectuar um ponto de situação sobre os aproveitamentos existentes, nomeadamente em termos de potência instalada e energia produzida em Portugal Continental. Não é ainda possível dispor de informação que permita elaborar um trabalho semelhante para as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Perspectivar evoluções futuras do sector da produção em regime especial. Analisar a evolução do sobrecusto associado à produção em regime especial e o seu reflexo nas tarifas de energia eléctrica. Perspectivar formas de apoio que melhorem a eficiência económica deste sector. 2. Produção em Regime Especial Neste capítulo explica-se o conceito de produção em regime especial tal como definido na legislação vigente, apresenta-se um breve historial do enquadramento legal desta actividade e descrevem-se as competências da ERSE neste domínio. 2.1 Integração da Produção em Regime Especial no Sistema Eléctrico Nacional A organização do Sistema Eléctrico Nacional (SEN) é apresentada na figura seguinte: Figura 1 - Organização do Sistema Eléctrico Nacional A legislação vigente considera produção em regime especial: A produção hídrica, com potência instalada inferior a 10 MW; A produção de energia eléctrica que utilize outras fontes de energia renovável (eólica, solar, biomassa, etc.); A produção de energia eléctrica com base em resíduos (urbanos, industriais, agrícolas). A produção de energia eléctrica em baixa tensão, com potência instalada limitada a 150 kw; A produção de energia eléctrica através de um processo de cogeração. Destaca-se, pela novidade, a produção em baixa tensão, cujo quadro legal foi estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 68/2002, de 25 de Março. 2.2 Breve Historial Em 1981, com a publicação do Decreto-Lei n.º 20/81, de 28 de Janeiro, passou a ser possível a venda à rede de excedentes de produção própria. No entanto, é reconhecido que foi em 1988, com a publicação do Decreto-Lei n.º 189/88, de 27 e Maio, que foi dado um forte impulso à produção independente, nomeadamente a instalações de cogeração e mini hídricas. Em 1995, ano em que foi estabelecido o qua- 262

6 PRODUÇÃO EM REGIME ESPECIAL PONTO DE SITUAÇÃO EM PORTUGAL CONTINENTAL dro legal que ainda hoje rege o sector, também a produção em regime especial conheceu evoluções significativas. A cogeração, com a publicação do Decreto-Lei n.º 186/95, de 27 de Julho, e a restante produção em regime especial, com a publicação do Decreto-Lei n.º 313/95, de 24 de Novembro, passaram a ter um tratamento distinto, nomeadamente ao nível da valorização da energia entregue à rede. Destacam se também as novas regras para definição de cogeração, nomeadamente em termos de definição da relação entre energia térmica e eléctrica e o limite de venda à rede. Com a publicação do Decreto-Lei n.º 168/99, de 18 de Maio, e do Decreto Lei n.º 538/99, de 13 de Dezembro, a produção em regime especial viu novamente o seu enquadramento legal alterado, sendo de destacar as alterações tarifárias, deixando o preço de venda ao SEP de estar dependente do preço de venda a clientes finais do SEP. No final de 2001 há a assinalar novas alterações ao regime legal, nomeadamente com a publicação do Decreto-Lei n.º 339-C/2001, de 29 de Dezembro, que determinou preços de venda ao SEP diferenciados por fonte de energia, criando incentivos reconhecidamente superiores aos vigentes até então. Também na cogeração, com a publicação do Decreto Lei n.º 313/2001, de 10 de Dezembro, foi estabelecido um quadro mais favorável para a promoção da cogeração. Um dos assuntos que tem sido apontado como barreira ao desenvolvimento da produção em regime especial prende-se com a ligação à rede. Neste âmbito, o Decreto Lei n.º 312/2001, de 10 de Dezembro, veio definir o regime de gestão da capacidade de recepção das redes do SEP para os centros electroprodutores do Sistema Eléctrico Independente (SEI). O quadro legal da produção em baixa tensão surgiu com a publicação do Decreto-Lei n.º 68/2002, de 25 de Março. Deve-se destacar a Directiva 2001/77/CE, 27 de Setembro, relativa à produção de energia eléctrica com base em fontes de energia renovável, cuja transposição deverá ocorrer até 27 de Outubro de 2003, bem como a proposta de directiva relativa à cogeração (COM(2002)415final). 2.3 Competências da ERSE A definição da política energética em Portugal é da responsabilidade do Governo, nomeadamente através da Direcção Geral de Energia (DGE). Porém, no domínio da produção em regime especial, existem algumas responsabilidades partilhadas entre a DGE e a ERSE, que se analisarão nos próximos parágrafos. Os Estatutos da ERSE, publicados pelo Decreto-Lei n.º 97/2002, de 12 de Abril, estabelecem que a ERSE deve contribuir para a progressiva melhoria das condições técnicas, económicas e ambientais nos sectores regulados, estimulando, nomeadamente, a adopção de práticas que promovam a utilização eficiente da electricidade (...) e a existência de padrões adequados de (...) defesa do meio ambiente. Conforme já referido, uma das principais justificações para promover as fontes de energia renovável e a cogeração são, precisamente, as questões ambientais. O planeamento do sistema electroprodutor do SEP deve ter em conta o desenvolvimento da PRE, em especial em cenários de forte penetração, conforme previsto para os próximos anos. O Plano de Expansão do Sistema Electroprodutor do SEP é efectuado pela DGE, sob proposta da REN - Rede Eléctrica Nacional, S.A., e aprovado pelo Ministro da Economia, depois de ouvida a ERSE. O SEP é legalmente obrigado a adquirir a energia produzida pela PRE, pelo que as redes do SEP deverão ter capacidade para receber essa energia. A ERSE dá parecer sobre o Plano de Investimentos da REN, pelo que deve acompanhar a evolução da PRE e o seu impacte nas redes do SEP. A energia eléctrica vendida ao SEP pela PRE é remunerada de acordo com o estabelecido em diplomas específicos, da responsabilidade

7 do Governo. Desta relação comercial, não regulada pela ERSE, resulta um sobrecusto que se reflecte nas tarifas, cuja publicação é responsabilidade da ERSE. Para além de tudo o que foi referido, acresce a obrigação estatuária da ERSE 2 em colaborar com a Assembleia da República e com o Governo na formulação das políticas e dos diplomas respeitantes ao sector energético. 3. Evolução da Produção em Regime Especial Neste capítulo apresenta-se o actual estado de desenvolvimento da produção em regime especial, em particular no que se refere à potência instalada e à energia produzida. Na figura seguinte é possível analisar a evolução da potência instalada na PRE, com discriminação das diversas fontes/tecnologias, bem como o peso no total no SEN. Fonte: DGE Figura 3 - Evolução da produção PRE Para além dos comentários já efectuados sobre a evolução da potência instalada, nota-se algum abrandamento da produção da cogeração, possivelmente devido ao aumento do preço dos combustíveis e ao desfasamento com que os preços da electricidade são afectados, levando a que possa ser preferível o abastecimento através da rede do SEP do que produzir por cogeração. Existem diversas tecnologias de cogeração, que condicionam também o tipo de combustível utilizado. Nas figuras seguintes apresentase a distribuição da potência instalada e energia produzida por tipo de tecnologia, no ano de Fonte: DGE Figura 2 - Evolução da potência instalada na PRE Destaca-se o forte crescimento verificado no início da década de noventa, com especial destaque para a cogeração, bem como o crescimento também significativo que actualmente se verifica relativamente aos aproveitamentos eólicos. É também interessante verificar o papel que as alterações legislativas de 1999 parecem ter tido no incentivo ao desenvolvimento deste sector. A figura seguinte apresenta uma informação semelhante, mas em termos de produção de energia eléctrica 3. Fonte: CEEETA, 2002 Figura 4 - Tecnologias de cogeração (contributo em termos de potência) Fonte: CEEETA, 2002 Figura 5 - Tecnologias de cogeração (contributo em termos de energia) Art.º 3.º dos Estatutos da ERSE. 3 Para a cogeração, a produção inclui o autoconsumo e as entregas à rede.

8 PRODUÇÃO EM REGIME ESPECIAL PONTO DE SITUAÇÃO EM PORTUGAL CONTINENTAL Destaca-se o peso maioritário da turbina de contra-pressão e dos motores diesel. A introdução do gás natural permitiu o desenvolvimento, nos últimos anos, de instalações de cogeração a gás natural. As primeiras instalações para aproveitamento da energia eólica em Portugal foram construídas nas Regiões Autónomas, tendo o primeiro parque no Continente surgido somente em 1992, em Sines, constituído por 12 aerogeradores de 150 kw cada (CEEETA, 2002). Na figura seguinte apresenta-se a localização dos parques eólicos em exploração. Um dos factores que tem limitado o desenvolvimento da produção em regime especial é a capacidade de recepção das redes do SEP, em especial da Rede Nacional de Transporte. Tal sucede porque se verificam algumas concentrações espaciais de produtores em regime especial (em determinadas subestações), em zonas em que a produção excede o consumo local. Nas figuras seguintes apresentam-se as entregas da produção em regime especial agrupadas por subestação da rede nacional de transporte (RNT), distinguindo as diversas fontes/tecnologias. A análise da evolução deve ter em atenção a introdução de novas subestações na RNT (ex. nova subestação de Lavos). Por outro lado, a classificação da produção em regime especial também foi alterada, sendo que até ao ano 2000 a cogeração inclui alguns produtores térmicos que não são cogeradores. Da análise da figura 7, verifica-se, como seria de esperar, uma concentração de instalações de produção por cogeração em áreas industriais. Figura 6 - Localização de parques eólicos Figura 7 - Entregas à rede da cogeração agrupada por subestação da RNT Figura 8 - Entregas à rede da produção eólica agrupada por subestação da RNT

9 A análise da figura 8 evidencia uma dispersão territorial menor do que na cogeração. Durante cerca de dois anos foram dinamizados diversos de grupos de trabalho temáticos sobre as diferentes fontes de energia renovável, constituídos por representantes dos produtores, fornecedores de equipamento, universidades, administração local e central. Esta iniciativa Fórum das Energias Renováveis permitiu discutir e conhecer melhor o estado das energias renováveis em Portugal, perspectivando também medidas que permitirão um melhor aproveitamento destas fontes. Uma das informações que resultou do Fórum das Energias Renováveis foi o levantamento do potencial existente para cada fonte de energia renovável. No quadro seguinte apresenta-se este potencial para a produção de energia eléctrica tendo por base fontes de energia renovável, num horizonte até 2010, no Continente. QUADRO 1 Figura 9 - Entregas à rede da produção mini-hídrica agrupada por subestação da RNT Da análise da figura 9 verifica-se uma forte concentração da produção mini hídrica no Norte do país, com entregas mais significativas nas subestações de Vila Chã, Valdigem e Riba D Ave. 4. Perspectivas Futuras O sector da produção em regime especial encontra-se em forte evolução, em especial o aproveitamento de fontes de energia renovável, com grande destaque para a energia eólica. Neste capítulo pretende-se perspectivar a evolução do sector nos próximos anos, em termos de potência instalada e energia produzida. 4.1 Potencial Existente Determinar o potencial de aproveitamento de uma fonte de energia tem por base um conjunto de hipóteses, nomeadamente os custos de exploração e a transposição de algumas barreiras à sua exploração. Potencial para as energias renováveis exequível até 2010 (Continente) Num trabalho elaborado pelo Centro de Estudos em Economia da Energia dos Transportes e do Ambiente (CEEETA, 2001) verifica-se que existe mercado em Portugal para a aplicação de tecnologias de micro-geração 4. No entanto, o número de projectos a desenvolver dependerá significativamente do preço do gás natural. O estudo avança com um cenário para 2006 em que prevê que existam 272 instalações de micro-geração a funcionar. No quadro seguinte apresentam-se custos unitários médios para investimento em tecnologias para a produção em regime especial O estudo define micro-geração como a geração descentralizada-localizada de energia (produção combinada de electricidade e calor) por via de micro-turbinas, motores Sterling, pequenos motores de combustão interna ou sistemas híbridos (...), interligados em baixa tensão. 5 Deve alertar-se para que as fontes de informação não são as mesmas do que a utilizada para a identificação do potencial.

10 PRODUÇÃO EM REGIME ESPECIAL PONTO DE SITUAÇÃO EM PORTUGAL CONTINENTAL QUADRO Metas para 2010 O último Plano de Expansão do Sistema Electroprodutor do SEP foi aprovado em 1999, antes de assumidos os ambiciosos objectivos estabelecidos no Programa E4. Da versão 2001 do Plano de Expansão são conhecidos os cenários estudados, embora não se possam considerar definitivos. Na figura seguinte apresenta-se a previsão para a potência instalada para as diversas fontes/tecnologias da PRE considerada nos cenários para o Plano de Expansão Figura 11 - Produção prevista para PRE Muito recentemente foi publicada a Resolução do Conselho de Ministros n.º 63/2003 que aprova as orientações da política energética portuguesa, onde são apresentadas metas indicativas para a produção a partir de fontes de energia renovável. Na figura seguinte apresentam-se estas metas para 2010, assinalandose desde já que não coincidem totalmente com os valores anteriormente apresentados relativos aos estudos efectuados para a versão 2001 do Plano de Expansão do Sistema Electroprodutor do SEP, destacando-se o aumento verificado na energia eólica e nos aproveitamentos fotovoltaicos. Na figura seguinte apresentamse igualmente os valores verificados em Figura 10 - Potência instalada prevista para PRE Na figura seguinte apresenta-se a produção prevista para a PRE até Figura 12 - Metas indicativas para a PRE renovável e resíduos, para 2010, consideradas na Resolução do Conselho de Ministros n.º 63/2003 Da análise da informação apresentada destaca-se o forte crescimento previsto para a energia eólica, que entre 2002 e 2010 multi-

11 plica por cerca de quinze a potência instalada. É também interessante registar o desenvolvimento da biomassa/biogás e a expectativa de desenvolvimento de novas tecnologias, como sejam o aproveitamento fotovoltaico e das ondas. 4.3 Contributo para a política nacional para as alterações climáticas A versão do PNAC em reformulação (PNAC, 2003) considera que em 2010 será cumprido o objectivo de 39% para a produção de energia eléctrica com base em fontes de energia renovável, sendo uma medida considerada no cenário de referência 6 dos estudos efectuados. O contributo desta medida para a redução de emissões de gases com efeito de estufa será, em 2010, o seguinte: Cenário baixo 7 3,5 Tg CO 2 eq Cenário alto 7 2,9 Tg CO 2 eq Tendo em consideração o total de redução de emissões que resulta do conjunto de medidas incluídas no cenário de referência, pode concluir-se que o cumprimento da meta dos 39% corresponde a pouco mais de metade do esforço total exigido. O cumprimento do objectivo apontado pela Comissão Europeia para a cogeração (18%) corresponde a uma redução, em 2010, de cerca de 8 : Cenário baixo 0,3 Tg CO 2 eq Cenário alto 0,2 Tg CO 2 eq Esta redução corresponde a cerca de 2,5% do total de reduções conseguidas com as medidas adicionais previstas no PNAC (2003). 5. Apoio dado à Produção em Regime Especial A contribuição para as políticas energética e ambiental da produção em regime especial tem levado a que existam diversos apoios a este tipo de produção. No essencial, podem agrupar-se em dois tipos de apoio: Apoio ao investimento: através de subsídios a fundo perdido ou empréstimos bonificados. A grande maioria dos apoios são enquadrados em programas europeus, recordando se os seguintes: Altener, Valoren, Thermie e Programa Energia. Actualmente está em vigor o Programa Operacional da Economia. Garantia de compra e preço de venda: através da garantia de compra da energia produzida a um preço superior ao de mercado. Seguidamente é efectuada uma análise dos apoios associados à garantia de compra e preço de venda. Os apoios ao investimento encontram-se fora do âmbito deste trabalho. 5.1 Garantia de compra O enquadramento legal da produção em regime especial estabelece a obrigação de compra pelo SEP de toda a energia produzida. Relativamente à cogeração, destaca-se ainda: A possibilidade de vender ao SEP toda a produção, incluindo a que se destina a autoconsumo, conforme estabelecido no Decreto- Lei n.º 313/2001, de 10 de Dezembro, e na Portaria n.º 399/2002. Possibilidade de vender energia a filiais, fazendo uso das redes do SEP. 5.2 Preço de venda ao SEP O preço de venda ao SEP da produção em regime especial é estabelecido pelo Governo, através da Direcção Geral de Energia. Os preços actualmente em vigor têm por base uma lógica de custos evitados, procurando quantificar-se os custos evitados em termos de potência (investimento em novas instalações), energia (custos de combustível) e ambiente (valorizando-se as emissões de CO 2 evitadas). Deste modo, os preços dependem da: Hora de entrega da energia. Forma do diagrama de produção de energia eléctrica. Fonte de energia primária utilizada. Relativamente à cogeração, encontram-se estabelecidos quatro tarifários para os seguintes tipos de instalação: Instalações cuja potência de ligação seja inferior ou igual a 10 MW e que não utilizem como combustível fuelóleo ou resíduos. Instalações com potência de ligação supe O PNAC define como cenário business as usual o que resultaria de uma projecção da situação actual, tendo por base os cenário macro-económicos utilizados. O cenário de referência corresponde a admitir que as medidas já em vigor obtém a sua eficácia ambiental máxima. É conseguida uma redução superior com a aplicação das medidas adicionais. O comércio de emissões permitirá o restante esforço, com vista ao cumprimento dos compromissos de Portugal (+27%).

12 PRODUÇÃO EM REGIME ESPECIAL PONTO DE SITUAÇÃO EM PORTUGAL CONTINENTAL rior a 10 MW e que não utilizem como combustível fuelóleo ou resíduos. Instalações que, numa base anual, utilizem numa proporção superior a 50% resíduos como fonte de energia. Instalações cujo combustível utilizado seja fuelóleo. No que respeita à produção com base em fontes de energia renovável ou resíduos, o Decreto-Lei n.º 339-C/2002, de 29 de Dezembro, estabeleceu preços de venda distintos consoante a fonte de energia, tecnologia e funcionamento verificado. O factor que distingue as diversas situações (Z) toma os seguintes valores: Aproveitamentos eólicos: de 29 de Dezembro. O preço de venda da cogeração encontra-se indexado ao preço do petróleo, mais propriamente ao Arabian Light, com um desfasamento temporal. Esta relação pode ser apreciada na figura seguinte, onde se representa a evolução do preço médio de venda da cogeração ao SEP e do preço do preço médio anual do Arabian Light, encontrando-se os valores normalizados pelo valor de Figura 13 - Preço médio de venda da PRE ao SEP (preços constantes 2002) Centrais mini-hídricas 1,20 Centrais de energia das ondas (até um total nacional de 20 MW) 6,35 Centrais fotovoltaicas de potência instalada igual ou inferior a 5 kw (até um total nacional de 50 MW) 12 Centrais fotovoltaicas de potência instalada superior a 5 kw (até um total nacional de 50 MW) 6,55 Restantes instalações - 1 Apresentam-se seguidamente, os preços médios 9 verificados para as várias fontes/ tecnologias. Da análise da figura 13 realça-se: O aumento continuado do preço médio desde 1999, após a publicação de nova legislação para a PRE. O significativo aumento do preço médio da energia eólica, verificado de 2001 para 2002, resultado da revisão do preço de venda operada pelo Decreto Lei n.º 339 C/2001, Figura 14 - Preço médio de venda da cogeração e preço do petróleo 5.3 Incorporação do custo da PRE nas tarifas Conforme já referido, das aquisições do SEP à produção em regime especial resulta um sobrecusto para este sistema, dado que o custo de aquisição é superior ao seu custo médio de produção. O Regulamento Tarifário estabelece que o sobrecusto corresponde à diferença entre o custo de aquisição à PRE e os custos em que o SEP incorreria para produção daquela energia 10. O custo em que o SEP incorreria tem sido calculado por aplicação do valor médio da Tarifa de Energia e Potência e da Tarifa de Uso da Rede de Transporte 11. Este cálculo é feito de modo 7 Cenários macro-económicos utilizados em PNAC (2003) que foram desenvolvidos por CISEP (2001) para a REN Rede Eléctrica Nacional e para o GEPE Gabinete de Estudos e Prospectiva Económica do Ministério da Economia. 8 Excluiu-se o contributo das instalações abrangidas pelo comércio europeu de emissões. 9 Preço médio calculado como o quociente entre o valor pago ao conjunto de produtores de determinada categoria e a energia vendida ao SEP pelos mesmos produtores.

13 agregado para o total da produção em regime especial, conforme apresentado esquematicamente na figura seguinte. Figura 17 - Pagamento aos PRE 5.4 Análise do Sobrecusto Figura 15 - Definição do sobrecusto de aquisição à PRE O Regulamento Tarifário estabelece que este sobrecusto é incluído nos custos da actividade de gestão global do sistema. Nesta actividade encontram-se diversos custos que são repartidos por todos os clientes, nomeadamente custos com gestão e regulação do sistema. Os custos desta actividade são recuperados através da tarifa de uso global do sistema, tarifa que é paga por todos os clientes ligados às redes do SEP 12, ou seja, clientes do SEP e clientes não vinculados. Na figura seguinte representam-se as diversas actividades, as respectivas tarifas e clientes a quem as tarifas são facturadas 13, destacandose a actividade de gestão global do sistema. Figura 16 - Actividades, tarifas e clientes A figura seguinte pretende sintetizar os fluxos físicos e financeiros associados às entregas da PRE às redes do SEP. O sobrecusto tem vindo a aumentar devido a duas razões: aumento das tarifas, cujo reflexo é visível no sobrecusto unitário médio; aumento das vendas da produção em regime especial ao SEP. Na figura seguinte é possível observar a evolução do sobrecusto total e do sobrecusto unitário médio 14. Figura 18 - Evolução do sobrecusto total e do sobrecusto unitário médio Como consequência do aumento do valor do sobrecusto, tem-se verificado um aumento do seu peso no total de custos da actividade de uso global do sistema, conforme se pode observar na figura seguinte. Em 2003 foram também incluídos nos custos da actividade de uso global do sistema os custos de convergência com as Regiões Autónomas. No entanto, de modo a garantir a coerência da série temporal, optouse por excluir estes custos da análise. O peso do sobrecusto tem também vindo a aumentar no total de proveitos que resultam da aplicação das tarifas de venda a clientes finais, conforme se verifica na figura seguinte Regulamento Tarifário, art.º 73.º 11 Quando se estabelecem as tarifas, no cálculo do sobrecusto são utilizados os valores médios do ano anterior e os valores previstos para as quantidades produzidas para o ano seguinte. 12 Tarifa é facturada em função da energia consumida ( /kwh).

14 PRODUÇÃO EM REGIME ESPECIAL PONTO DE SITUAÇÃO EM PORTUGAL CONTINENTAL Figura 19 - Peso do sobrecusto na actividade de gestão global do sistema Figura 20 - Peso do sobrecusto no total de proveitos da venda a clientes finais 5.5 Certificados Verdes Torna-se desejável que sejam analisadas outras formas de incentivo à produção em regime especial que, sem colocar em causa o seu desejável crescimento, promovam o seu desenvolvimento salvaguardando a eficiência económica dos projectos e um adequado nível de concorrência, nomeadamente, na selecção dos projectos. O CEER Conselho Europeu de Reguladores de Energia criou um grupo de trabalho sobre ambiente e fiscalidade que se tem dedicado à análise dos diversos mecanismos de apoio às fontes de energia renovável. Os estudos desenvolvidos permitem concluir que são essencialmente dois os esquemas de apoio existentes na Europa: Obrigação de compra associado a um preço pré-estabelecido (feed-in tariff ). Mercado de certificados verdes (normalmente associado ao cumprimento de um objectivo mínimo de produção renovável). O esquema de concurso existente em Inglaterra, que vigorou até ao primeiro trimestre de 2002 (NFFO non fossil fuel obligation), foi substituído por certificados verdes (Renewable obligation). O CEER concluiu que com o crescimento deste tipo de produção o sobrecusto associado aumentará significativamente, tendo manifestado especial interesse pelo esquema dos certificados verdes, uma vez que permite melhorar a eficiência económica do sistema, criando um mercado entre os produtores renováveis. O mecanismo de certificados verdes cria um mercado específico para as mais valias fornecidas pela PRE, nomeadamente a valia ambiental. O produto energia eléctrica pode assim ser vendido no mercado da electricidade e as restantes valias em mercados próprios. Neste tipo de mercados não existem problemas de congestionamento de redes, sendo assim possível estabelecer um mercado mais amplo, nomeadamente ao nível europeu 15. A Directiva das energias renováveis obriga a que exista um esquema de certificação para a energia, que garanta a sua origem. O mercado de certificados é, na verdade, um mercado destas garantias. Tem tido alguma projecção na Europa o esquema de certificação proposto pelo RECS Renewable Energy Certificate Systems 16. Esta organização promove também uma metodologia de comercialização dos respectivos certificados. Aguarda-se para breve a publicação da Directiva relativa ao comércio europeu de licenças de emissões de CO 2, no âmbito do Protocolo de Quioto. É frequente serem feitas referências a futuras relações entre este mercado e o mercado de certificados verdes. No entanto, alertase para que este é um tema que necessita de ser analisado em maior detalhe. 13 Sobre este tema podem encontrar-se informações mais detalhadas na publicação da ERSE Caracterização do Sector Eléctrico Portugal continental, 2001, bem como nos documentos explicativos que a ERSE publica com o estabelecimento das tarifas (disponíveis em 14 Calculado como o quociente entre o sobrecusto total e a energia vendida pela produção em regime especial ao SEP. 15 Esta hipótese assenta no pressuposto de que estas mais valias não têm um carácter local, o que em termos ambientais só é verdade para o CO

15 Conclusão O sector das energias renováveis e da cogeração tem tido um dinamismo crescente nos últimos anos, estando previsto um forte crescimento da produção em regime especial nos próximos anos. A energia eólica é aquela que deverá observar um crescimento mais acentuado. Perante este cenário de forte crescimento, surgem novos desafios. Em termos técnicos e de gestão do sistema é necessário encarar esta nova realidade, em que parte significativa da produção não será despachável e apresenta variações significativas de produção, dependente das condições atmosféricas. Por outro lado, com a também crescente liberalização do mercado, torna-se necessário encontrar mecanismos que permitam que este tipo de produção possa ter uma participação no mercado, nomeadamente através de novos mecanismos de incentivo, que permitam a promoção da eficiência económica no lado da oferta da produção em regime especial. Estes desafios são hoje colocados ao nível ibérico, no âmbito do Mercado Ibérico da Electricidade. Ainda são apontadas, em especial pelos produtores, algumas barreiras ao desenvolvimento deste sector, não só ao nível da capacidade de recepção das redes, mas em especial barreiras administrativas, nomeadamente o tempo necessário para a aprovação dos projectos (envolvendo normalmente autorização ou licenciamento da parte eléctrica, por parte das autoridades locais e, muito frequentemente, das autoridades ambientais). Concluindo, a produção em regime especial, com especial destaque para as fontes de energia renovável, tem ganho relevância em termos de política de ambiente, nomeadamente para cumprimento dos estimulantes desafios que se colocam actualmente. Embora este possa ser um contributo significativo, deve ser acompanhado de outras políticas, com especial destaque para as políticas de utilização racional de energia. 7. Referências CEEETA (2001), Estudo do Mercado Potencial para a Aplicação das Tecnologias de Micro- Cogeração em Portugal, Centro de Estudos em Economia da Energia dos Transportes e do Ambiente, Dezembro de 2001 CEEETA (2002), Energia Portugal 2001, Centro de Estudos em Economia da Energia dos Transportes e do Ambiente, Direcção Geral de Energia e Ministério da Economia, Janeiro de 2002 Forum (2002), Uma Contribuição para os Objectivos de Política Energética e Ambiental, Fo rum Energias Renováveis em Portugal, editores: Helder Gonçalves, António Joyce e Luís Silva, CEEETA/ADENE, Dezembro 2002 ME (2001), Programa E4 Eficiência Energética e Energias Renováveis, Ministério da Economia, Setembro de 2001 ME (2003), Política Energética Síntese, Ministério da Economia PNAC (2003), Medidas Adicionais Visando o Cumprimento do Protocolo de Quioto (Docu mento de Trabalho) Síntese cenários e esforços de redução, Instituto do Ambiente, Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da FCT/UNL, Centro de Estudos em Economia da Energia dos Transportes e do Ambiente, Fevereiro de 2003 PTEN (2002), Programa para os Tectos de Emissão Nacional Estudos de base, Instituto do Ambiente, Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da FCT/UNL, Centro de Estudos em Economia da Energia dos Transportes e do Ambiente, Dezembro de 2002 RCM 63/2003 (2003), Resolução do Conselho de Ministros n.º 63/2003, publicada no Diário da República n.º 98, Série I-B, de 28 de Abril de 2003 REN (1999), Caracterização da Rede Nacional de Transporte em 31 de Dezembro de 1998, Rede Eléctrica Nacional, S.A., 1999 REN (2000), Caracterização da Rede Nacional de Transporte em 31 de Dezembro de 1999, Rede Eléctrica Nacional, S.A., 2000 REN (2001), Caracterização da Rede Nacional de Transporte em 31 de Dezembro de 2000, Rede Eléctrica Nacional, S.A., 2001 REN (2002), Caracterização da Rede Nacional de Transporte em 31 de Dezembro de 2001, Rede Eléctrica Nacional, S.A., 2002 REN (2003), Caracterização da Rede Nacional de Transporte em 31 de Dezembro de 2002, Rede Eléctrica Nacional, S.A., 2003

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