Jornalismo e interesses de classe

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Jornalismo e interesses de classe"

Transcrição

1 1 1 / 1 Ponencia preparada para el Encuentro Internacional Civilización o Barbarie Desafíos del Mundo Contemporáneo. Serpa, Portugal, 23/25 de septiembre de 2004 Jornalismo e interesses de classe Fernando Correia Jornalista e professor universitário A importância crescente dos media na nossa sociedade obriga a repensar e aprofundar o conhecimento da sua condição de fenómenos sociais, na base da indissolúvel ligação dialéctica que os une, enquanto produtos e enquanto agentes, à sociedade em que se inserem. Vivemos num mundo em que, a nível internacional e dentro de cada país, as desigualdades aumentam em lugar de diminuir, em que o fosso entre os ricos e os pobres se acentua cada vez mais, em que é crescente a dependência dos países periféricos em relação aos mais desenvolvidos, em que a revolta e a resistência dos explorados emerge um pouco por todo o lado, seja a nível de classes tradicionalmente mais expostas à exploração, como os operários e os camponeses, seja a nível de camadas sociais intermédias cada vez mais próximas da proletarização, seja, finalmente, a nível de comunidades e povos submetidos a velhos e novos esquemas de exploração colonial, facilitada pela retórica e pela prática de uma globalização posta ao serviço dos grupos sociais dominantes. Esta realidade implica, desde logo, duas conclusões, ligadas entre si: a primeira é que a diferenciação e a luta de classes existem, ainda que não necessariamente expressas e concretizadas das mesmas formas que no passado; a segunda é a de que não é possível conceber que os media, nomeadamente os grandes órgãos de expansão nacional, se situem à margem destes pequenos e grandes embates sociais com que quotidianamente nos confrontamos. A sociedade capitalista de hoje é indiscutivelmente mais complexa do que era há 100, 50 ou mesmo 30 anos, mas as diferenciações e a conflitualidade social não só não desapareceram como se acentuaram e alargaram a novos sectores um dos quais, precisamente, é o da comunicação e da informação. Os media (jornais, revistas, estações de rádio e de tv, internet) não são exteriores a esta conflitualidade, não vivem isolados numa torre de marfim que os tornaria imunes às influências e solicitudes exteriores. As suas próprias regras de funcionamento (informar é sempre escolher) não lhes permitem abster-se de tomar posição sobre as grandes e pequenas questões sociais. Os media estão profunda e intimamente ligados às pessoas e à sociedade nos planos da informação, do conhecimento, do entretenimento e da ideologia: - da informação, na medida em que a selecção dos acontecimentos que são escolhidos para serem notícia, e posteriormente a elaboração,

2 2 hierarquização e apresentação dessas notícias são submetidas a determinados critérios (os chamados valores-notícia ) e não a outros; - do conhecimento, na medida em que para a maioria do público os media funcionam como o meio privilegiado ou mesmo único para a apreensão e a tomada de contacto com as realidades que ultrapassam a sua experiência quotidiana; - do entretenimento, na medida em que esta função dos media, tornada predominante nas programações televisivas e radiofónicas, na multiplicação das publicações especializadas e, cada vez mais, no próprio tratamento da informação atenua ou mesmo obscurece as funções formativa e informativa, ao mesmo tempo que preenche quase em exclusivo as horas de lazer de milhões de portugueses, em prejuízo de outras actividades; - da ideologia, na medida em que, enquanto transmissores de informação, conhecimento e entretenimento, os media, de forma directa ou indirecta, são, inevitavelmente, portadores de conteúdo ideológico, mesmo quando (ou principalmente quando) veementemente se afirmam alheios a quaisquer tipos de vinculações desse tipo. Vemos assim como, por diversificadas formas e caminhos, os media constroem uma determinada realidade, e é nessa realidade fabricada pelos media que as pessoas baseiam, em grande parte segundo processos estudados pelas teorias dos efeitos, e que não vamos aqui aprofundar as suas opiniões, atitudes e comportamentos. E quando falamos dos media, falamos de todos os media, sendo certo que, nos nossos dias, as televisões generalistas assumem um papel preponderante nesta função. É preciso desmistificar a ideia de que, por um lado, há uma informação de classe, como no caso da imprensa que explicitamente se afirma comprometida com os interesses dos explorados e dos excluídos, da classe operária e dos trabalhadores em geral, e, por outro lado, há outra informação, alheia aos interesses de classe, pretensamente objectiva, neutral, descomprometida. A verdade é que a grande diferença entre um e outro tipo de informação é que a primeira se apresenta perante o público afirmando claramente quais os seus objectivos e as causas que defende, e a segunda esconde as suas opções por detrás de um mais ou menos empolado discurso sobre a isenção, o distanciamento, a independência, etc. Em certo sentido, toda a informação é de classe, defende pontos de vista de classe, o que se compreende se tivermos em conta a natureza dos media enquanto fenómeno social, e a íntima e incontornável ligação entre as temáticas dos órgãos de informação e a vida humana nas suas várias dimensões.

3 3 Não é outra, aliás, a conclusão a que chegam os sociólogos da comunicação que, mesmo quando não utilizam uma análise de classe, reconhecem a decisiva contribuição dos media para a formação do consenso em torno dos valores sociais dominantes, o conformismo, a defesa do statu quo. 1 Para o mesmo resultado contribui a adopção, por parte dos jornalistas, de regras profissionais que sem que seja esse o objectivo acabam por implicitamente contribuir para a manutenção da actual hegemonia de classe. 2 O reconhecimento desta realidade, entretanto, não nos dispensa, antes nos obriga, a reflectir e perceber melhor os mecanismos e as estratégias que tornam operacional e eficaz o domínio de classe através dos media. A propriedade dos media Um factor essencial tem que ser considerado logo à partida, na medida em que se revela de significado decisivo para a compreensão do lugar social dos media e, em particular, para o tema que aqui tratamos: a questão da propriedade. Com efeito, o facto de praticamente todos ao grandes órgãos de informação, quer se trate da imprensa, da rádio, da televisão e do online, pertencerem a grandes grupos económicos, define uma realidade que decisivamente condiciona as funções sociais dos media e os 1 Cf. Fernando Correia, Os Jornalistas e as Notícias. A Autonomia Jornalística em Questão. Lisboa: Caminho, 2003 (4ª edição), pp Cf. John Soloski, O jornalismo e o profissionalismo: alguns constrangimentos no trabalho jornalístico, in Nelson Traquina (org.), Jornalismo: Questões, Teorias e Estórias, Lisboa, Veja, 1993.

4 4 próprios contornos do panorama mediático nacional. Sem entrarmos em pormenores, lembremos apenas que, com excepção dos que são propriedade do Estado e da Igreja Católica, mais de uma centena dos mais importantes órgãos nacionais estão nas mãos de cinco grandes grupos: PT Comunicções/Lusomundo, Impresa, Media Capital, Cofina e Impala. Um tão elevado grau de concentração da propriedade faz com que a informação, o conhecimento e o entretenimento mediáticos sejam dominados por um pequeno núcleo de pessoas e entidades representantes dos mais ricos entre os muito ricos. 3 Trata-se, portanto, de uma realidade de classe com óbvias e bem conhecidas consequências ao nível da expressão das várias correntes de opinião, e também pelos seus efeitos na lógica de funcionamento do sistema mediático em geral e do campo jornalístico em particular. Um reputado investigador como Denis McQuail, que está longe de se reivindicar do marxismo e não recorre a uma análise de classe, não tem dúvidas em afirmar, ainda que numa linguagem prudente, que editores e proprietários dos jornais pertencem a associações profissionais nacionais e internacionais cujas finalidades são proteger os interesses financeiros da indústria e que são, inevitavelmente, políticas. Seria improvável o conteúdo não ser por vezes influenciado em certos assuntos 4. 3 Cf. Elsa Costa e Silva, Os Donos da Notícia. Concentração dos Media em Portugal, Porto, Porto Editora, 2004 e Fernando Correia, Jornalismo e Sociedade, Lisboa, Edições Avante!, 2000, pp 50 e ss. 4 Denis McQuail, Teoria da Comunicação de Massas, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2003, p. 262.

5 5 E é precisamente esta realidade de classe que nos permite afirmar que a questão da maior ou menor concentração da propriedade dos media é, em certo sentido, uma falsa questão. No que se refere à defesa do pluralismo ideológico e à diversidade de opiniões políticas, a existência de mais ou de menos grandes grupos não altera, no essencial, o fundo do problema. No caso português mas o mesmo raciocínio pode facilmente ser extrapolado para outros países ou a nível transnacional, as consequências da pertença dos principais media a três ou quatro grandes grupos não seriam muito diferentes se se tratasse, como aliás já aconteceu até há meia dúzia de anos, de uma dezena ou mais. Com efeito, o essencial não reside no maior ou menor número de grandes grupos, mas sim na natureza de classe da propriedade, isto é, no facto de os media de maior influência social estarem, praticamente todos, nas mãos de uma determinada classe social e, naturalmente, dependerem dos seus interesses. Relativamente a alguns aspectos, como a liberdade de emprego, a situação teria algumas diferenças, mas o mesmo não aconteceria quanto ao respeito pelas diferenças e igualdade de tratamento no plano político e ideológico. A abordagem da questão da concentração sem ter em conta esta perspectiva será sempre, inevitavelmente, redutora. A semelhança de agendas dos grandes media informativos, a convergência dos seus posicionamentos sempre que estão em causa os valores tidos como essenciais da chamada civilização ocidental (chapéu que serve para cobrir os interesses das classes dominantes), o consenso social que eles promovem em torno desses valores, mostram até que ponto o fundo da questão reside na natureza de classe da propriedade dos media. Neste contexto, o movimento de concentração releva da competição entre os vários representantes do grande capital e da luta pelo controlo dos mercados, no plano, portanto, dos objectivos comerciais, e não do interesse em defender o pluralismo ou proporcionar ao público uma melhor informação. Não nos podemos deixar iludir pela tentativa por vezes feita pelos donos ou porta-vozes dos grandes grupos no sentido de nos convencer de que a coexistência dentro deles de órgãos tão diferentes como, por exemplo, no caso

6 6 do grupo Balsemão, da Visão e da Caras, do Expresso e da Telenovelas, do Jornal de Letras e da Turbo, é demonstrativa da vontade de respeitar e satisfazer a diversidade dos diferentes tipos de público. É óbvio que estamos aqui e este é apenas um exemplo perante estratégias comerciais dirigidas para a conquista de nichos de mercado, definidas em função não da pluralidade de opiniões mas sim da variedade de interesses, de níveis culturais e de gostos em relação a temáticas ou formatos por parte dos potenciais leitores. Por exemplo, no caso dos dois semanários de informação citados, trata-se de proporcionar ao público a opção entre uma newsmagazine, com as suas características próprias de elaborar e editar a informação, e o tradicional broadsheet misturado com suplementos de formato mais pequeno. Não se trata, como é fácil reconhecer, de proporcionar dois pontos de vista política e ideologicamente diferentes mesmo admitindo que o Expresso está um bocado mais à direita e a Visão um bocado mais à esquerda... Esta visão sobre a questão da concentração não significa que se devam subestimar as iniciativas legislativas e também, desde logo, o cumprimento de leis que já existem visando a diminuição e a regulação da concentração em geral e em aspectos específicos, na medida em que, apesar de tudo, quanto mais proprietários emissores houver mais possibilidades existem de minorar pelo menos alguns efeitos negativos da concentração. Mas há que ter consciência que estamos perante una questão de sociedade, enraizada no sistema social, e cuja alteração radical será impossível sem a transformação profunda do próprio sistema, do qual os media são, hoje em dia, um dos principais elementos estruturantes. A constatação de uma fortíssima concentração da propriedade não pode, porém, arrastar-nos na análise para qualquer tipo de mecanicismo, nem empurrar-nos para interpretações de carácter determinista, com base nas quais, a partir do momento em que se estabelece o que é incontroverso a ligação entre a propriedade dos grandes media e o poder capitalista, tudo estaria explicado. Tal perspectiva conduziria, na prática, à paralisia da investigação e, em consequência, à capitulação perante os que procuram legitimar o sistema mediático vigente com o argumento de que os que a ele se opõem são incapazes de ultrapassar velhos esquematismos e, portanto, de o compreender. Não pode ser esquecida a existência de uma margem de autonomia dos media em relação ao sistema, ainda que se trate apenas de uma autonomia relativa. Como dizem Curran e Seaton, os media não apenas expressam os interesses das classes dominantes, têm uma função independente na ordenação do mundo. Os media não reflectem apenas a realidade social: cada vez mais ajudam a fazê-la 5. É esta a razão pela qual, mesmo que não haja dúvidas sobre a 5 James Curran e Jean Seaton, Imprensa, Rádio, Televisão. Poder sem Responsabilidade, Lisboa, Instituto Piaget, 2001, p.338.

7 7 importância dos media como instrumento da dominação capitalista, desde logo devido à natureza da sua propriedade, se torna, no entanto, indispensável aprofundar o estudo dos dispositivos que permitem a melhor compreensão das engrenagens desse domínio. Comecemos por proceder a algumas distinções, sem as quais fica gravemente prejudicada uma visão clara do funcionamento dos media e do jornalismo. Diversidade dos media A primeira distinção tem a ver com a diversidade dos media, que estão longe de ser uma realidade uniforme, existindo uma grande variedade de títulos, conteúdos, formatos, periodicidade, etc. Simplificando, podemos dizer que temos, por um lado, jornais apelidados de referência, com informação mais ampla, mais trabalhada e mais séria, assim como revistas generalistas ou especializadas, dirigidas às camadas dirigentes e às elites culturais (quadros superiores e intermédios, profissionais liberais, intelectuais, etc.); por outro lado, temos jornais ditos populares, com informação mais ligeira e superficial, tratamentos jornalísticos mais sensacionalistas, assim como revistas cor-de-rosa e de fait-divers, destinadas a um público popular, menos instruído e menos exigente. Estamos aqui perante uma imposição do mercado, ou seja, as grandes empresas do sector necessitam de uma variedade de media que lhes permita penetrar e obter lucros em grupos sociais e culturais diversificados. Mas estamos também, convergentemente, perante uma outra realidade: a transmissão de mensagens que, no essencial, veiculam opiniões e valores idênticos, mas que surgem adaptadas e procuram satisfazer interesses e níveis culturais diversos, garantindo assim a defesa da ideologia dominante, ainda que recorrendo a temáticas, abordagens e linguagens diferentes. Digamos assim: a página de economia do jornal de referência fala da bolsa, das fusões, dos lucros, dos projectos de expansão das grandes empresas; a revista cor de rosa publica as fotos das festas do jet-set, revela os amores das estrelas, mostra a casa, os jardins e a piscina do dirigente político ou do empresário. São duas faces da mesma moeda. Por detrás da aparente diversidade de títulos que enchem e fazem transbordar as bancas de jornais, esconde-se uma grande homogeneidade ideológica. Os temas, os protagonistas, as perspectivas, as opiniões, mesmo quando revelam algumas diferenças, por exemplo entre os chamados jornais de referência e a chamada imprensa popular, não anulam uma real subvalorização das raízes dos problemas sociais, uma real

8 8 identidade de opções de fundo, uma real limitação ao pluralismo nas suas várias vertentes. As programações televisivas são um bom exemplo de como, sucessivamente, vamos tendo cada vez mais do mesmo. Os media dominantes e os outros Uma outra distinção entre os media relaciona-se com a influência exercida em todo o campo mediático por aqueles a que poderemos chamar os media dominantes. Estamos a falar quer dos jornais chamados de referência, destinados às elites dirigentes, quer dos canais generalistas de tv (todos eles, excepto os do Estado, nas mãos dos grandes grupos económicos), que no seu conjunto chegam a milhões de pessoas, e que não só contribuem decisivamente, pelas formas acima referidas, para as opiniões, atitudes e comportamentos, mas também acabam por influenciar e arrastar consigo os outros media jornais, revistas, estações de rádio, jornais online. São os media dominantes, nomeadamente a TV, que, em grande parte, estabelecem a agenda, definindo os temas que depois os outros órgãos são obrigados a tratar, na tentativa de ir ao encontro dos gostos entretanto criados no vasto público televisivo e assim conseguir aumentar as audiências, isto é, a publicidade. Estabelecem os temas, mas também os ângulos e as formas de abordagem, assim se criando uma uniformidade informativa ditada pelos grandes media e pelos interesses que os comandam. Jornalistas e empresas jornalísticas A ausência de separação de águas entre as empresas, por um lado, e os jornalistas, por outro, está na origem de uma confusão frequente não só a nível das pessoas em geral como mesmo em certos sectores mais próximos do sistema mediático, incluindo no mundo académico: uma coisa é a empresa proprietária de um ou vários órgãos de informação, outra coisa são os jornalistas que nela trabalham. A empresa está organizada em função de um determinado objectivo, que é, naturalmente, a obtenção do lucro; os jornalistas trabalham numa outra perspectiva, que é a informação do público. Não de trata de planos necessariamente antagónicos, visto que nem a empresa pode dispensar a colaboração dos jornalistas nem estes estão de nenhum modo interessados em que a sua empresa não seja rentável. A questão surge quando os objectivos económicos se tornam de tal maneira obsessivos que tudo a eles fica subordinado, instalando-se um predomínio total desses objectivos sobre o normal desenvolvimento do trabalho informativo, com reflexos nos critérios jornalísticos, na autonomia

9 9 profissional, na disponibilidade de meios, nas relações laborais, etc. Os patrões dos media têm tendência para no seu discurso subestimar esta situação e, tal como acontece com patrões de outros sectores de actividade, gostam de referir-se à sua empresa ou ao seu grupo como uma entidade pretensamente unificada por uma identidade de objectivos e de interesses, como se no seu interior não existissem contradições de diverso tipo, desde as formas diferentes de encarar a fabricação do produto específico que é a informação, até aos antagonismos resultantes de situações profissionais e laborais diferenciadas. Criticam-se frequente os media em geral, como se não fosse necessário distinguir entre o que são as responsabilidades dos empresários e as responsabilidades dos jornalistas. A não consideração desta distinção leva frequentemente a juízos errados sobre o trabalho dos jornalistas, responsabilizando-os por desempenhos que, muitas vezes (outras não), são o resultado dos vários tipos de constrangimentos a que estão sujeitos na sua actividade quotidiana, e aos quais muito dificilmente podem escapar. Principalmente quando o que está em causa são, directa ou indirectamente, os interesses e os desejos de quem manda. Formas de controlo Nas distinções que acabamos de fazer perpassa a influência nos media e nos jornalistas de um modelo de sociedade atravessado por uma conflitualidade de classes a que nenhum sector social escapa. Estamos agora em melhores condições para perceber de que modo os media, nomeadamente os grandes media, se identificam com o poder económico dominante, principalmente o capital financeiro, e quais os mecanismos que tornam possível o seu papel de controlo social e a sua utilização como instrumento ao serviço do consenso social em torno da manutenção do sistema capitalista. Uma das formas de encarar este controlo é, conforme às vezes ouvimos dizer, identificando-o com o regime de censura prévia (ou de exame prévio, na terminologia da pseudo-liberalização marcelista) que existia no tempo do fascismo. Esta identificação é compreensível num país profundamente marcado por quase meio século de sujeição a um implacável regime censório, complementado pelas limitações às restantes liberdades e ao estrangulamento do ensino e da vida cultural em geral. Acontece que a situação actual é muito diferente e, neste sentido, seria absurdo falar de uma nova censura. A censura, se assim se lhe quiser chamar, existe, mas tem pouco a ver com a que existia no passado ainda que, por vezes, em algumas redacções, haja responsáveis editoriais cujo estilo de actuação faz lembrar a dos velhos coronéis do lápis azul O controlo do que hoje é publicado ou transmitido exerce-se de uma forma muito mais subtil e sofisticada, fundamentalmente através da implantação de um consenso implícito dentro da sala de redacção acerca daquilo que deve/pode ou não ser publicado. Em geral, não são necessárias ordens superiores para que os jornalistas, pelo menos os que têm mais anos de casa, saibam com bastante clareza a forma como devem abordar os

10 10 acontecimentos, a maneira de tratar este ou aquele tema, este ou aquele acontecimento, este ou aquele partido, esta ou aquela personalidade. Quanto aos temas em si, a elaboração da agenda, isto é, da marcação de serviços atribuidos a este ou aquele jornalista, processa desde logo uma triagem inicial, depois completada pelas opções finais dos responsáveis editoriais. Estas opções definem também os espaços e os tempos a atribuir aos materiais informativos, a sua hierarquização, etc. A organização da redacção e a estrutura dos noticiários Outro aspecto que deverá ser tido em conta diz respeito à organização das redacções e das próprias páginas dos jornais. Consideremos o exemplo da abordagem dos temas laborais. A sua visível subestimação nos noticiários não resulta apenas de uma escolha dos responsáveis editoriais. Ela enraíza-se mais fundo e adquire uma dimensão estrutural, na medida em que assenta na própria organização quer das salas de redacção quer das páginas do jornal ou das programações. E aqui estamos, indiscutivelmente, perante verdadeiras opções de classe que não deixam de o ser, mesmo quando não são assumidas ou mesmo consciencializadas por quem as toma ou nelas se enquadra. Os temas sociais em geral e os sindicais e laborais em particular, que dizem respeito a centenas de milhar de trabalhadores e suas famílias, não têm, em geral, uma editoria própria nem uma secção, rubrica ou programa autónomos, aparecendo dissolvidos nas páginas de sociedade, de política, de nacional, de economia ou mesmo de negócios, outras ainda nessa amalgama de difícil classificação que são os jornais televisivos. Na imprensa, na rádio e na tv não faltam, por vezes em páginas e suplementos especializados ou em horários de grande audiência, espaços para o jet-set e para os fait-divers, mas não se investe de igual maneira na abordagem das questões laborais. Nas páginas de opinião da imprensa ou nos tempos consagrados aos comentários radiofónicos ou televisivos, os especialistas em direito do trabalho ou os sindicalistas são, sistematicamente, ignorados. Existem páginas, suplementos ou programas dedicados aos temas económicos, mas onde os problemas dos trabalhadores e as opiniões dos sindicalistas não têm assento. Lugar privilegiado na selecção dos editores têm, sim, as informações da Bolsa, os planos de fusões, as notícias de compra e venda de empresas, as lutas pela liderança dos mercados, as entrevistas com os gestores em alta e com os (grandes) empresários, etc. Os sindicalistas e os sindicatos são, subliminarmente, associados

11 11 perante a opinião pública à existência de conflitos, à desestabilização social, para utilizar a terminologia dos governantes e dos patrões, já que a sua presença perante as câmaras ou o seu depoimento na imprensa só é, geralmente, solicitado quando da ocorrência de greves ou outras formas de luta. Os conflitos laborais fazem inevitavelmente noticia quando afectam muita gente, como no caso das greves nos transportes públicos, mas dando-se sempre e repetidamente a palavra aos utentes prejudicados, sem que, na maior parte dos casos, os grevistas tenham oportunidade para explicar devidamente as razões da sua atitude. As greves não são apresentadas enquanto resultantes de conflitos criados por políticas que privilegiam os interesses patronais, mas sim como reflexo de uma aparente ânsia de contestação por parte dos trabalhadores. Outras vezes os conflitos são notícia quando as formas de luta encontradas pelos trabalhadores encaixam nos critérios jornalísticos que dão primazia ao espectacular, ao insólito, ao emocional, etc. Ou seja, os critérios de noticiabilidade privilegiam não o significado social dos acontecimentos, mas o valor que eventualmente possam ter para a fixação da curiosidade das pessoas e o consequente aumento das audiências. Estamos aqui perante um caso paradigmático da notícia encarada enquanto mercadoria um produto que se fabrica tendo em conta estritos critérios de rentabilidade e não em função do seu valor social. É boa a notícia que vende bem, não o é a que vende mal. Os problemas sociais só têm lugar nos noticiários nos seus afloramentos pontuais, fáceis de fabricar e fáceis de entender, mercantilizáveis, e não na profundidade dos seus enraizamentos no sistema económico e político. E quando há textos ou programas que se empenham, mesmo que timidamente, neste tipo de abordagem, ficam remetidos para revistas marginais de baixas tiragens, canais temáticos ou programas especialmente dedicados a noctívagos Produção e edição da informação A importância da filosofia e da linguagem informativas não pode ser esquecida na análise dos mecanismos de uma informação de classe. Podemos considerar uma grande vitória do capitalismo, no plano da influência e do controlo ideológica através dos media, o ter conseguido e estar a conseguir que as formas de elaborar e editar a informação impostas pelas novas tecnologias arrastem consigo formas de encarar e pensar a realidade que vão de encontro aos seus interesses político-ideológicios, ou seja, aos seus interesses de classe. A rapidez e a brevidade das notícias, a sua sucessão em catadupa, a importância dada às transmissões em directo, sem possibilidade do comentário distanciado e crítico, a ausência de contextualização dos factos, tudo isto são formas jornalísticas a que hoje todos nos habituamos, mas que, mesmo que disso não tenhamos clara consciência, acabam por nos levar a ter da realidade uma visão, naturalmente, superficial, alheia às causas e às consequências,

12 12 uma visão fragmentada que transforma, perversamente, a aparente abundância de informação numa real subinformação, que nos empanturra de factos mas nos faz perder o fio das ideias. O caso da política, a forma como ela é tratada nos media de grande audiência, é um bom e significativo exemplo disto mesmo. Em síntese, digamos que a uma fragmentação, descontinuidade e superficialidade da informação correspondem, necessariamente, e não inocentemente, uma fragmentação, descontinuidade e superficialidade da apreensão do real e do conhecimento, com todas as consequências que tal situação tem para a consciência social. A situação dos jornalistas Uma palavra final sobre os jornalistas. Nada disto de que temos falado seria possível sem a intervenção decisiva de alguns jornalistas, que dão a cobertura técnica e profissional aos interesses de classe reflectidos nos media. As razões por que o fazem podem ser muito diversas: convicção, conveniência, interesse, pura e simples sobrevivência... Entretanto, é preciso ter em conta que os jornalistas não são um grupo profissional homogéneo 6, podendo distinguir-se pelo menos três grandes segmentos: - na base, uma ampla camada composta por estagiários, contratados a prazo e com outros vínculos precários, e jovens ainda com poucos anos de profissão; todos estes abrangem cerca de um terço do total dos jornalistas; 6 Cf. Fernando Correia, Os Jornalistas e a Notícias, pp

13 13 - depois um numeroso grupo intermédio, formado pelos jornalistas já com mais anos de profissão, e que compõem o grosso das redacções; - no cimo da hierarquia, um pequeno grupo a elite jornalística 7 em que se integram os directores, chefes de redacção e outros responsáveis editoriais, que decidem os temas, as formas de tratamento e a hierarquização da informação. Sobre o peso relativo, a força e o relacionamento interno destas camadas é significativo indicar a estrutura de vencimentos. São números do final da década de 90, mas desde então não tem havido alterações significativas em termos relativos: 48% dos jornalistas ganhavam menos de 200 c. mensais, 35% entre 200 e 350 c. e menos de meio por cento mais de 700 c. Esta distinção interior ao grupo profissional tem directamente a ver com aquela que fizemos entre a empresa e o jornalista, na medida em que a elite funciona precisamente como instância intermediadora entre os proprietários (ou os gestores que os representam) e os restantes jornalistas. Cabe-lhe a tarefa de dirigir e enquadrar o trabalho jornalístico, segundo, em princípio, as regras da profissão 8, mas tendo sempre em conta os desejos e as orientações, explícitas ou implícitas, de quem é o dono do órgão. O reconhecimento do papel desempenhado pela elite jornalística, enquanto correia de transmissão do poder proprietário, torna-se indispensável para compreender o funcionamento da sala de redacção, o comportamento dos jornalistas, nomeadamente no plano ético, o conteúdo dos materiais informativos e a edição final dos noticiários. Ligação estruturada O debate sobre os media e o jornalismo está destinado ao malogro se ficar fechado sobre si próprio e não for encarado no contexto mais amplo da sociedade, nos seus diversos aspectos económicos, políticos, sociais, culturais, etc. Uma sociedade, sublinhe-se, atravessada por conflitos, 7 Cf. Rémy Rieffel, L Élite des Journalistes, PUF, Paris, 1984 e Fernando Correia, Os Jornalistas e as Notícias, pp Cf. John Soloski, ob. cit.

14 14 contradições e lutas de interesses com inevitáveis reflexos nos media. Revela-se estéril, por exemplo, analisar a actuação dos jornalistas se esquecermos não só as condições concretas da produção da informação e os constrangimentos que sobre eles pesam, internos à própria profissão, mas também esse outro tipo de condicionalismos originados no facto de os media, enquanto empresas produtoras de um bem cultural, não constituírem uma entidade autónoma, isenta das influências vindas do contexto social. Sem esquecer, entretanto, que os media estão longe de ser elementos meramente passivos ou reflectores, na medida em que eles próprios agem sobre a sociedade e nela produzem poderosos efeitos. Mas o que parece importante sublinhar é que esta ligação entre o jornalismo e a sociedade não se reduz, digamos, a uma troca de influências, na medida em que assume um carácter mais profundo, de natureza estrutural, com as naturais consequências que uma tal situação acarreta. A caracterização como estrutural desta ligação assenta, como vimos, no tipo de propriedade dos media de maior influência, mas há outros elos da cadeia que não podem ser esquecidos, e cuja natureza de classe é bem clara. Refiram-se, por um lado, as fontes mais poderosas (não há jornalismo noticioso sem fontes de informação), aquelas a que Stuart Hall chama definidores primários : os media não se limitam a criar notícias nem a transmitir automaticamente a ideologia dominante; na verdade, eles transmitem essa ideologia na medida em que estão sujeitos a uma agenda definida pelo poder económico e político que, através da sua ligação estrutural com os media, funciona como primeiro definidor dos temas e dos enquadramentos e transforma os media em definidores secundários. 9 Refira-se, por outro lado, a publicidade, cujo poder na sobrevivência económica dos media é conhecida, sendo-o menos, no entanto, a sua influência nos conteúdos: A influência normal (da publicidade nos media) estende-se à adequação dos padrões de conteúdos mediáticos aos padrões de consumo de audiências pré-definidas. O desenho, a distribuição, o planeamento e a agenda dos media reflectem com frequência os interesses dos anunciantes. 10 No seu labor quotidiano, há uma maioria de jornalistas (que podem não ser os mais mediáticos) seriamente e sinceramente empenhados numa prática profissional o mais isenta e rigorosa possível, procurando seguir, independentemente das suas convicções políticas e ideológicas, as regras do Código Deontológico, os princípios da responsabilidade social e os ditames da sua consciência cívica. Mas o que acontece é que as rígidas imposições que estruturam a ligação do campo mediático à sociedade, nomeadamente no que se refere aos objectivos e critérios que presidem à organização e funcionamento das empresas em geral e das salas de redacção em particular, anulam quaisquer 9 Cf. Stuart Hall e outros, A produção social das notícias, in Nelson Traquina, ob. cit. 10 Denis McQuail, ob. cit., p 263.

15 15 veleidades de subversão do sistema implantado. As preocupações éticas, os assomos de consciência e as tentações de rebeldia acabam por ter de ceder perante a força da ligação estruturada entre os poderes mediáticos e os poderes económicos e políticos dominantes na sociedade. O que, evidentemente, não impede, antes exige, que se encontrem e concretizem formas de resistência e de luta sindical, política, geral, sectorial, etc. que permitam, a curto prazo, minorar situações gravosas, e a médio e longo prazo, criar condições para alterar radicalmente a actual situação. Sublinhe-se que não estou a falar apenas dos jornalistas: os problemas da comunicação social são transversais à sociedade, e são suficientemente graves e importantes para serem deixados apenas aos profissionais do sector Espero que estes tópicos aqui sumariamente abordados tenham mostrado até que ponto as concepções e os interesses de classe impregnam a comunicação social, e transparecem em aspectos que muitas vezes passam despercebidos ao grande público. E também até que ponto uma análise de classe continua, ao contrário do que alguns pretendem fazer crer, a ser indispensável não só para a compreensão do mundo que nos rodeia mas também, acima de tudo, para a sua transformação.

Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia

Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia Mário Pinto Reestruturação sindical: tópicos para uma questão prévia 1. O funcionamento da organização sindical portuguesa é muito frequentemente qualificado de deficiente. Excluindo afirmações de circunstância,

Leia mais

Estrela Serrano JORNALISMO POLÍTICO EM PORTUGAL

Estrela Serrano JORNALISMO POLÍTICO EM PORTUGAL A/484566 Estrela Serrano JORNALISMO POLÍTICO EM PORTUGAL A cobertura de eleições presidenciais na imprensa e na televisão (1976-2001) Edições Colibri Instituto Politécnico de Lisboa ÍNDICE Introdução 23

Leia mais

LEITURA DA ENTREVISTA 2. E Boa tarde. Desde já quero agradecer-lhe a sua disponibilidade para colaborar neste

LEITURA DA ENTREVISTA 2. E Boa tarde. Desde já quero agradecer-lhe a sua disponibilidade para colaborar neste LEITURA DA ENTREVISTA 2 E Boa tarde. Desde já quero agradecer-lhe a sua disponibilidade para colaborar neste trabalho que estou a desenvolver. Como lhe foi explicado inicialmente, esta entrevista está

Leia mais

A Educação Artística na Escola do Século XXI

A Educação Artística na Escola do Século XXI A Educação Artística na Escola do Século XXI Teresa André teresa.andre@sapo.pt Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular Caldas da Rainha, 1 de Junho de 2009 1. A pós-modernidade provocou

Leia mais

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO A partir de meados do século xx a actividade de planeamento passou a estar intimamente relacionada com o modelo racional. Uma das propostas que distinguia este do anterior paradigma era a integração

Leia mais

JORNALISTAS E PÚBLICO: NOVAS FUNÇÕES NO AMBIENTE ONLINE

JORNALISTAS E PÚBLICO: NOVAS FUNÇÕES NO AMBIENTE ONLINE JORNALISTAS E PÚBLICO: NOVAS FUNÇÕES NO AMBIENTE ONLINE Elizabete Barbosa Índice Antes de mais, julgo ser importante distinguir informação e jornalismo, dois conceitos que, não raras vezes, são confundidos.

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL EM PORTUGAL REALIDADE OU FICÇÃO?

RESPONSABILIDADE SOCIAL EM PORTUGAL REALIDADE OU FICÇÃO? RESPONSABILIDADE SOCIAL EM PORTUGAL REALIDADE OU FICÇÃO? O mundo sindical tem tido várias reacções a este conceito, nem sempre favoráveis, sendo certo que deve haver consciência de que uma certa medida

Leia mais

2.2. GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS

2.2. GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS - DOCUMENTO 15 Extractos dos Referentes Externos e Internos que suportam o Referencial 2.2. GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS REFERENTES EXTERNOS LEGISLAÇÃO Lei nº 31/2002 de 20 de Dezembro CAPÍTULO I Sistema

Leia mais

Organização e Gestão de Cooperativas ESAPL / IPVC

Organização e Gestão de Cooperativas ESAPL / IPVC Organização e Gestão de Cooperativas ESAPL / IPVC As Cooperativas são empresas. Por isso devem ser geridas com recurso ao uso de técnicas de gestão empresarial em uso noutros tipos de empresas. Há que

Leia mais

CONSTRUIR A DEMOCRACIA DO FUTURO. Carlos Braga

CONSTRUIR A DEMOCRACIA DO FUTURO. Carlos Braga CONSTRUIR A DEMOCRACIA DO FUTURO Carlos Braga Em DEFESA DA DEMOCRACIA e do nosso FUTURO: A defesa e permanente construção da Democracia passa por uma atitude cívica activa de participação, de procura da

Leia mais

A participação da sociedade civil e o estímulo ao exercício da cidadania: Uma análise do programa Sociedade Civil 1

A participação da sociedade civil e o estímulo ao exercício da cidadania: Uma análise do programa Sociedade Civil 1 A participação da sociedade civil e o estímulo ao exercício da cidadania: Uma análise do programa Sociedade Civil 1 Profa. Doutora Gabriela Borges Investigadora Ciccom Universidade do Algarve - FCT Introdução

Leia mais

DIGITALMAISTV DIGITALMAISTV

DIGITALMAISTV DIGITALMAISTV DIGITALMAISTV A DIGITALMAISTV é um canal de televisão online que procura divulgar a região do Algarve no país e no mundo através da Internet, apostando na diversidade de conteúdos e numa vasta oferta de

Leia mais

Conferência O Serviço Público de Comunicação Social. Assembleia da República. 20 de Dezembro de 2011

Conferência O Serviço Público de Comunicação Social. Assembleia da República. 20 de Dezembro de 2011 Conferência O Serviço Público de Comunicação Social Assembleia da República 20 de Dezembro de 2011 Painel Serviço Público de Comunicação Social e Democracia Alfredo Maia Sindicato dos Jornalistas As primeiras

Leia mais

As Leis da Sociedade de Informação Responsabilidade dos Internet Service Provider

As Leis da Sociedade de Informação Responsabilidade dos Internet Service Provider Leis Portuguesas na Sociedade da Informação 5, 6 e 7 de Dezembro de 2005 Ordem dos Advogados As Leis da Sociedade de Informação Responsabilidade dos Internet Service Provider Dr. Hugo Lança Silva Organização

Leia mais

PROJECTO DE RELATÓRIO

PROJECTO DE RELATÓRIO PARLAMENTO EUROPEU 2004 2009 Comissão da Cultura e da Educação 2007/2253(INI) 7.3.2008 PROJECTO DE RELATÓRIO sobre a concentração e o pluralismo dos meios de comunicação social na União Europeia (2007/2253(INI))

Leia mais

Trabalho Elaborado por: Paulo Borges N.º 21391 Vítor Miguel N.º 25932 Ariel Assunção N.º 25972 João Mapisse N.º 31332 Vera Dinis N.

Trabalho Elaborado por: Paulo Borges N.º 21391 Vítor Miguel N.º 25932 Ariel Assunção N.º 25972 João Mapisse N.º 31332 Vera Dinis N. Trabalho Elaborado por: Paulo Borges N.º 21391 Vítor Miguel N.º 25932 Ariel Assunção N.º 25972 João Mapisse N.º 31332 Vera Dinis N.º 32603 INTRODUÇÃO Na área do controlo de gestão chamamos atenção para

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA 1º CICLO DE ESTUDOS LICENCIATURA

FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA 1º CICLO DE ESTUDOS LICENCIATURA FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA 1º CICLO DE ESTUDOS LICENCIATURA I. OBJECTIVOS O objectivo deste ciclo de estudos é garantir aos estudantes uma sólida formação jurídica de base. Tendo

Leia mais

Definição estrutural operacional de Salamon e Anhheir (1996)

Definição estrutural operacional de Salamon e Anhheir (1996) José Alberto Reis Definição estrutural operacional de Salamon e Anhheir (1996) 1) têm um relativo nível de organização; 2) são privadas, i.e. separadas do governo; 3) não distribuem lucros; 4) são auto

Leia mais

SOBRE GESTÃO * A Definição de Gestão

SOBRE GESTÃO * A Definição de Gestão SOBRE GESTÃO * A Definição de Gestão Chegar a acordo sobre definições de qualquer tipo pode ser uma tarefa de pôr os cabelos em pé, e um desperdício de tempo. Normalmente requer compromissos por parte

Leia mais

Dossier de Apresentação

Dossier de Apresentação www.impactus.org Dossier de Apresentação II Conferência Anual Revista Im))pactus Comunicar a Gestão através dos Relatórios de Contas e de Sustentabilidade Apresentação do estudo O que valorizam os media

Leia mais

MANUAL FORMAÇÃO PME GESTÃO ESTRATÉGICA

MANUAL FORMAÇÃO PME GESTÃO ESTRATÉGICA MANUAL FORMAÇÃO PME GESTÃO ESTRATÉGICA 1/21 ANÁLISE DA ENVOLVENTE EXTERNA À EMPRESA... 3 1. Análise do Meio Envolvente... 3 2. Análise da Evolução do Mercado... 7 3. Análise da Realidade Concorrencial...

Leia mais

Grupo Pestana. suporta crescimento da área de venda directa no CRM. O Cliente

Grupo Pestana. suporta crescimento da área de venda directa no CRM. O Cliente Grupo Pestana suporta crescimento da área de venda directa no CRM. O trabalho de consolidação de informação permitiu desde logo abrir novas possibilidades de segmentação, com base num melhor conhecimento

Leia mais

PARECER N.º 1O/CITE/91. Assunto: Anúncios de Emprego e outras formas de publicidade - Discriminação em função do sexo

PARECER N.º 1O/CITE/91. Assunto: Anúncios de Emprego e outras formas de publicidade - Discriminação em função do sexo PARECER N.º 1O/CITE/91 Assunto: Anúncios de Emprego e outras formas de publicidade - Discriminação em função do sexo I - Justificação - A discriminação no acesso ao emprego está ainda patente nos anúncios

Leia mais

5572 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 201 30 de Agosto de 2001

5572 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 201 30 de Agosto de 2001 5572 DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N. o 201 30 de Agosto de 2001 2 No âmbito do disposto no número anterior, o professor: a) Reflecte sobre as suas práticas, apoiando-se na experiência, na investigação

Leia mais

Código de Ética. 1. Apresentação

Código de Ética. 1. Apresentação Código de Ética 1. Apresentação A Missão, a Visão, os Princípios Gerais, os Valores e as Normas de Conduta constantes do Código de Ética integram a Cultura da Lusa, a qual deve presidir à conduta profissional

Leia mais

empresas), embora também esta sujeita a interrogações e dúvidas, porque as vantagens nem sempre são sistemáticas e garantidas com base em condições

empresas), embora também esta sujeita a interrogações e dúvidas, porque as vantagens nem sempre são sistemáticas e garantidas com base em condições Prefácio Dezoito anos passados da primeira obra do autor sobre a temática, e olhando o percurso a esta distância, não deixamos de nos surpreender pela evolução realizada no mundo empresarial e na sociedade.

Leia mais

Consulta Pública. Directiva sobre Publicidade em Publicações Periódicas. Parecer da CPMCS

Consulta Pública. Directiva sobre Publicidade em Publicações Periódicas. Parecer da CPMCS Consulta Pública Directiva sobre Publicidade em Publicações Periódicas Parecer da CPMCS A emissão de uma Directiva sobre Publicidade em Publicações Periódicas, numa altura em que o investimento publicitário

Leia mais

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Como já vimos, a proposta pedagógica é uma articuladora de intenções educativas onde se definem as competências, os conteúdos, os recursos

Leia mais

RICARDO JORGE PINTO: «O jornalista vai perder o monopólio da informação»

RICARDO JORGE PINTO: «O jornalista vai perder o monopólio da informação» RICARDO JORGE PINTO: «O jornalista vai perder o monopólio da informação» José Lapa 3º Ano do Curso de Comunicação Social Ricardo Jorge Pinto, Director do Expresso para a região norte, veio à ESEV proferir

Leia mais

Colóquio Indicadores de pluralismo no sector dos media Palácio Foz Lisboa 29 de Setembro de 2010

Colóquio Indicadores de pluralismo no sector dos media Palácio Foz Lisboa 29 de Setembro de 2010 Colóquio Indicadores de pluralismo no sector dos media Palácio Foz Lisboa 29 de Setembro de 2010 Indicadores de pluralismo Perspectiva da sociedade civil Ponto de vista da indústria Com os desenvolvimentos

Leia mais

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI Nº 37/XI-1ª PROÍBE A APLICAÇÃO DE TAXAS, COMISSÕES, CUSTOS, ENCARGOS OU DESPESAS ÀS OPERAÇÕES DE MULTIBANCO ATRAVÉS DE CARTÕES DE DÉBITO Preâmbulo

Leia mais

Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT

Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT Cerimónia de lançamento do contrato de colaboração entre o Estado Português e o Massachusetts Institute of Technology, MIT Centro Cultural de Belém, Lisboa, 11 de Outubro de 2006 Intervenção do Secretário

Leia mais

De acordo com os objectivos previamente definidos para esta investigação, apresentamos de seguida as respectivas conclusões:

De acordo com os objectivos previamente definidos para esta investigação, apresentamos de seguida as respectivas conclusões: 7.1 Conclusões De acordo com os objectivos previamente definidos para esta investigação, apresentamos de seguida as respectivas conclusões: 1 - Descrever os instrumentos/modelos de gestão e marketing estratégicos

Leia mais

As Crianças, a Guerra e os Meios de Comunicação

As Crianças, a Guerra e os Meios de Comunicação As Crianças, a Guerra e os Meios de Comunicação Sara Pereira Instituto de Estudos da Criança Universidade do Minho Maio de 2003 No mundo de hoje, pais, professores e outros agentes educativos enfrentam

Leia mais

A ERC como garante da independência dos órgãos de comunicação social perante os poderes 1

A ERC como garante da independência dos órgãos de comunicação social perante os poderes 1 A ERC como garante da independência dos órgãos de comunicação social perante os poderes 1 Estrela Serrano Nota prévia Agradeço ao presidente da ERC, professor doutor Azeredo Lopes, o convite que me fez

Leia mais

Ateoria que Nelson Goodman tece sobre a metáfora distancia-se da maioria

Ateoria que Nelson Goodman tece sobre a metáfora distancia-se da maioria Uma abordagem da metáfora em Nelson Goodman Manuel Bogalheiro Universidade da Beira Interior, Portugal Ateoria que Nelson Goodman tece sobre a metáfora distancia-se da maioria das concepções tradicionais

Leia mais

Cursos de Licenciatura

Cursos de Licenciatura DLLM Cursos de Licenciatura 2009-2010 1 Cursos de Licenciatura 2009/2010 1º Ciclo Bolonha DLLM Departamento de Línguas e Literaturas Modernas 2 Cursos de Licenciatura 2009-2010 DLLM DLLM Cursos de Licenciatura

Leia mais

Os Recursos Humanos na Distribuição

Os Recursos Humanos na Distribuição Os Recursos Humanos na Distribuição Tudo assenta nas pessoas. Também o sangue vital da Distribuição assenta nas pessoas, empregados ou consumidores, na medida em que uns vendem os produtos e os outros

Leia mais

formação financiamento

formação financiamento INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA AEP - ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE PORTUGAL, JOSÉ ANTÓNIO BARROS, NA CONFERÊNCIA «EMPREENDEDORISMO UMA SOLUÇÃO PARA A CRISE», A VISÃO DO EMPREENDEDORISMO EM PORTUGAL, NO CENTRO

Leia mais

Curso Geral de Gestão. Pós Graduação

Curso Geral de Gestão. Pós Graduação Curso Geral de Gestão Pós Graduação Curso Geral de Gestão Pós Graduação Participamos num processo acelerado de transformações sociais, políticas e tecnológicas que alteram radicalmente o contexto e as

Leia mais

financeiras que actuam em diferentes áreas de negócio, bem como por empresas instrumentais para o funcionamento e apoio à actividade do Grupo.

financeiras que actuam em diferentes áreas de negócio, bem como por empresas instrumentais para o funcionamento e apoio à actividade do Grupo. Código de Conduta Preâmbulo O Crédito Agrícola Mútuo é uma das instituições mais antigas da sociedade portuguesa, com génese nos Celeiros Comuns e nas Misericórdias. Ao longo da sua história, o Crédito

Leia mais

AGENDA 21 LOCAL CONDEIXA-A-NOVA

AGENDA 21 LOCAL CONDEIXA-A-NOVA AGENDA 21 LOCAL CONDEIXA-A-NOVA PLANO DE COMUNICAÇÃO E DIVULGAÇÃO Deliverable 4 Fase 2 Novembro 2008 1 P á g i n a Índice 1. Objectivos... 3 2. Públicos-alvo... 4 3. Estratégia de Comunicação... 5 3.1

Leia mais

CÓDIGO DE ÉTICA GALP ENERGIA

CÓDIGO DE ÉTICA GALP ENERGIA CÓDIGO DE ÉTICA GALP ENERGIA 1. Introdução A materialização da Missão, Visão e Valores de uma Empresa traduz-se na actuação quotidiana dos seus colaboradores, de acordo com práticas éticas consensuais

Leia mais

Amares Anos 60 Festas de S. António Foto Kim Amares Amares na actualidade Arquivo BE ESA

Amares Anos 60 Festas de S. António Foto Kim Amares Amares na actualidade Arquivo BE ESA Amares Anos 60 Festas de S. António Foto Kim Amares Amares na actualidade Arquivo BE ESA Meio século pode ser um tempo relativamente curto em termos históricos, mas é um tempo suficiente para provocar

Leia mais

SUCESSÃO EM EMPRESAS FAMILIARES

SUCESSÃO EM EMPRESAS FAMILIARES DOSSIER SUCESSÃO EM EMPRESAS FAMILIARES 23 DOSSIER SUCESSÃO EM EMPRESAS FAMILIARES PROMOÇÃO DO DEBATE SOBRE ASSUNTO ESTÁ ENTRE AS MEDIDAS ESTRATÉGICAS DA NERLEI Em Portugal, estima-se que entre 70 a 80

Leia mais

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Guiomar Namo de Mello

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Guiomar Namo de Mello TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Como já vimos, a proposta pedagógica é uma articuladora de intenções educativas onde se definem as competências, os conteúdos, os recursos

Leia mais

Assunto: Consulta Pública nº1/2010. Exmos. Senhores,

Assunto: Consulta Pública nº1/2010. Exmos. Senhores, Assunto: Consulta Pública nº1/2010 Exmos. Senhores, Fundada em 13 de Outubro de 1994 por diversas empresas de Rádio e Televisão e Associações de Imprensa e de Rádio, a Confederação Portuguesa dos Meios

Leia mais

Eduardo Branco, presidente da APAN. É preciso. regressar. ao consumo. Pág. 30

Eduardo Branco, presidente da APAN. É preciso. regressar. ao consumo. Pág. 30 Eduardo Branco, presidente da APAN É preciso regressar ao consumo Pág. 30 Fátima de Sousa jornalista fs@briefing.pt "A quadratura do círculo é sermos mais eficientes, ou seja, conseguirmos fazer mais com

Leia mais

Eficiência e qualidade: mitos e contradições

Eficiência e qualidade: mitos e contradições 1 Eficiência e qualidade: mitos e contradições Colóquio-debate Eficiência e Justiça em Cuidados de Saúde Academia das Ciências, Lisboa, 25 de Maio de 1999 Pedro Pita Barros * 1. Introdução O tema de discussão

Leia mais

Dinâmicas de transformação das relações laborais em Portugal, DGERT, Colecção Estudos * Autora - Prof.ª Doutora Conceição Cerdeira

Dinâmicas de transformação das relações laborais em Portugal, DGERT, Colecção Estudos * Autora - Prof.ª Doutora Conceição Cerdeira Dinâmicas de transformação das relações laborais em Portugal, DGERT, Colecção Estudos * Autora - Prof.ª Doutora Conceição Cerdeira Este Livro corresponde à publicação da Dissertação de Doutoramento da

Leia mais

No entanto, antes de ser financeira, a crise tem uma natureza económica.

No entanto, antes de ser financeira, a crise tem uma natureza económica. INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA AEP - ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE PORTUGAL, JOSÉ ANTÓNIO BARROS, NA CONFERÊNCIA «O QUE FAZER POR PORTUGAL? MEDIDAS PARA ULTRAPASSAR A CRISE», SOB O TEMA «AS PESSOAS E AS EMPRESAS

Leia mais

POVOS INDÍGENAS E A MÍDIA ESCRITA SUL-MATO-GROSSENSE. Renata Guerreiro Barbosa¹; Beatriz dos Santos Landa²

POVOS INDÍGENAS E A MÍDIA ESCRITA SUL-MATO-GROSSENSE. Renata Guerreiro Barbosa¹; Beatriz dos Santos Landa² POVOS INDÍGENAS E A MÍDIA ESCRITA SUL-MATO-GROSSENSE Renata Guerreiro Barbosa¹; Beatriz dos Santos Landa² 1. 2. Bolsista UEMS, Acadêmica do Curso de Enfermagem da UEMS Professora do Curso de Ciências Biológicas

Leia mais

Os ritos de iniciação: Identidades femininas e masculinas e estruturas de poder

Os ritos de iniciação: Identidades femininas e masculinas e estruturas de poder Os ritos de iniciação: Identidades femininas e masculinas e estruturas de poder Por Conceição Osório Este texto foi apresentado num encontro que teve lugar em Maputo, em 2015, com parceiros da CAFOD (agência

Leia mais

A Ética e Deontologia jornalística e eleições. É sempre com renovada emoção que chego a Benguela.

A Ética e Deontologia jornalística e eleições. É sempre com renovada emoção que chego a Benguela. A Ética e Deontologia jornalística e eleições Por: Joaquim Paulo É sempre com renovada emoção que chego a Benguela. E esta emoção se redobra quando é para conversar com velhos amigos e colegas de profissão,

Leia mais

Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Odivelas

Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Odivelas Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Odivelas Sessão Solene Comemorativa da Implantação da República 05.10.2010 A Revolução Republicana de 1910 Ao assinalarmos cem anos sobre a Revolução Republicana

Leia mais

Auditoria Geral do Mercado de Valores Mobiliários

Auditoria Geral do Mercado de Valores Mobiliários RELATÓRIO FINAL DA CONSULTA PÚBLICA DA AGMVM SOBRE A PROPOSTA DE REFORMA DO CÓDIGO DE MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS 1. Introdução No presente documento procede-se à análise das respostas recebidas no

Leia mais

CAPÍTULO 3 A ANATOMIA DA ECONOMIA DE MERCADO. Introdução

CAPÍTULO 3 A ANATOMIA DA ECONOMIA DE MERCADO. Introdução CAPÍTULO 3 A ANATOMIA DA ECONOMIA DE MERCADO Introdução Em aulas anteriores discutimos três conceitos fundamentais na Ciência Económica: escassez, escolha e custo de oportunidade. O fenómeno da escassez

Leia mais

MOÇÃO Solidariedade com os trabalhadores da Gestnave/Ereta

MOÇÃO Solidariedade com os trabalhadores da Gestnave/Ereta Deliberações de 1 de Fevereiro de 2008 1 de Fevereiro de 2008 Auditoria externa das Contas Aprovada a contratação da Sociedade de Revisores Oficiais de Contas Sebastião & Santos, para prestação de serviços

Leia mais

A mediação intercultural e a construção de diálogos entre diferentes: notas soltas para reflexão

A mediação intercultural e a construção de diálogos entre diferentes: notas soltas para reflexão A mediação intercultural e a construção de diálogos entre diferentes: notas soltas para reflexão (Comentário ao Painel: Mediação Intercultural) Maria José Casa-Nova Instituto de Educação, Universidade

Leia mais

A Importância dos Recursos Humanos (Gestão de

A Importância dos Recursos Humanos (Gestão de A Importância dos Recursos Humanos (Gestão de Pessoas) na Gestão Empresarial Marketing Interno Licenciatura de Comunicação Empresarial 3º Ano Docente: Dr. Jorge Remondes / Discente: Ana Teresa Cardoso

Leia mais

Resumo. GT Produção Laboratorial Impresso Jornal cultural 2ª Opinião Márcia Eliane Rosa Professora de Jornalismo, doutoranda na ECA/USP

Resumo. GT Produção Laboratorial Impresso Jornal cultural 2ª Opinião Márcia Eliane Rosa Professora de Jornalismo, doutoranda na ECA/USP GT Produção Laboratorial Impresso Jornal cultural 2ª Opinião Márcia Eliane Rosa Professora de Jornalismo, doutoranda na ECA/USP Resumo O 2ª Opinião - Espaço cultural é um jornal-laboratório que vem sendo

Leia mais

Colóquio Dinâmicas actuais da pobreza e da exclusão social. Conceptualizações, políticas e intervenções

Colóquio Dinâmicas actuais da pobreza e da exclusão social. Conceptualizações, políticas e intervenções Colóquio Dinâmicas actuais da pobreza e da exclusão social. Conceptualizações, políticas e intervenções Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 25 de Novembro de 2010 Associação Portuguesa de Sociologia

Leia mais

Constituição da República Disposições relevantes em matéria de Comunicação Social

Constituição da República Disposições relevantes em matéria de Comunicação Social Constituição da República Disposições relevantes em matéria de Comunicação Social Artigo 25 o (Direito à integridade pessoal) 1. A integridade moral e física das pessoas é inviolável. 2. Ninguém pode ser

Leia mais

Centro de Arqueologia de Almada Normas de Colaboração

Centro de Arqueologia de Almada Normas de Colaboração 1. Propriedade, Edição e Âmbito é uma publicação periódica do Centro de Arqueologia de Almada, proprietário e editor do título desde 1982. Tem por âmbito a promoção da cultura científica nas áreas da Arqueologia,

Leia mais

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I 1 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I Administração é a maneira de governar organizações ou parte delas. É o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos

Leia mais

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005.

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. Cooperação empresarial, uma estratégia para o sucesso Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. É reconhecida a fraca predisposição

Leia mais

Propaganda ideológica. Baseado no livro: O que é Propaganda Ideológica de Nelson Jahr Garcia

Propaganda ideológica. Baseado no livro: O que é Propaganda Ideológica de Nelson Jahr Garcia Propaganda ideológica Baseado no livro: O que é Propaganda Ideológica de Nelson Jahr Garcia Propagandas: comerciais e eleitorais Estão em todo parte: televisão, rádio, cartazes; veículos; objetos... As

Leia mais

Relação Escola Família - Comunidade

Relação Escola Família - Comunidade Relação Escola Família - Comunidade Profª Manuela Matos (*) Cabe-me abordar o tema relação escola - família comunidade. Tentarei, para o efeito, mobilizar a minha experiência profissional (como educadora

Leia mais

José António Rousseau, professor de Marketing e Distribuição. Que balanço faz destes 19 anos da moderna distribuição em Portugal?

José António Rousseau, professor de Marketing e Distribuição. Que balanço faz destes 19 anos da moderna distribuição em Portugal? José António Rousseau, professor de Marketing e Distribuição Que balanço faz destes 19 anos da moderna distribuição em Portugal? A realidade comercial que podemos designar por Distribuição Moderna começou

Leia mais

Código de Ética. Grupo TAP

Código de Ética. Grupo TAP Código de Ética do Grupo TAP ÍNDICE Objectivos e Valores Fundamentais... 2 I. Âmbito... 3 II. Valores Gerais... 3 1. Responsabilidade. 3 2. Independência.. 3 3. Conflitos de Interesses.. 3 4. Desenvolvimento

Leia mais

b) vantagens e desvantagens para o usuário que acessa Internet grátis comparadas aos serviços oferecidos pelos provedores pagos.

b) vantagens e desvantagens para o usuário que acessa Internet grátis comparadas aos serviços oferecidos pelos provedores pagos. Questão nº 1 I. Seleção de dados relevantes para o assunto em pauta, comparação, hierarquização. Devem aparecer nos textos: a) a Internet grátis desafia os provedores estabelecidos. Ressaltar as posições

Leia mais

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 310 ÍNDICE

Manual do Revisor Oficial de Contas. Directriz de Revisão/Auditoria 310 ÍNDICE Directriz de Revisão/Auditoria 310 CONHECIMENTO DO NEGÓCIO Outubro de 1999 ÍNDICE Parágrafos Introdução 1-7 Obtenção do Conhecimento 8-13 Uso do Conhecimento 14-18 Apêndice Matérias a Considerar no Conhecimento

Leia mais

Responsabilidade Social Empresarial

Responsabilidade Social Empresarial Relações Públicas e Comunicação Empresarial Disciplina: Comunicação Corporativa 6ºSemestre Responsabilidade Social Empresarial Docente: Tiago Ramos Discente: Vanessa Gomes Rolim nº5682 Lisboa, 26 de Abril

Leia mais

Escola, cidadania e educação de valores democráticos

Escola, cidadania e educação de valores democráticos Escola, cidadania e educação de valores democráticos Carlos Alberto Gomes 1 A educação cívica numa democracia assenta em valores primários que se prendem com um código de honra, dignidade e verdade, que

Leia mais

Anexo VI (A que se refere o artigo 2.º) LISTA DE COMPETÊNCIAS DIRIGENTES INTERMÉDIOS

Anexo VI (A que se refere o artigo 2.º) LISTA DE COMPETÊNCIAS DIRIGENTES INTERMÉDIOS Anexo VI (A que se refere o artigo 2.º) LISTA DE COMPETÊNCIAS DIRIGENTES INTERMÉDIOS N.º ORIENTAÇÃO PARA RESULTADOS: Capacidade para se focalizar na concretização dos objectivos do serviço e garantir que

Leia mais

ENCONTRO Juventude e Igualdade entre Mulheres e Homens

ENCONTRO Juventude e Igualdade entre Mulheres e Homens ENCONTRO Juventude e Igualdade entre Mulheres e Homens RESOLUÇÃO LUTAR CONTRA AS DISCRIMINAÇÕES CONSTRUIR A IGUALDADE Marinha Grande 15 de Maio de 2015 RESOLUÇÃO Lutar contra as discriminações Construir

Leia mais

Código de Conduta. INAPA INVESTIMENTOS, PARTICIPAÇÕES E GESTÃO, S.A. (Sociedade Aberta) Sede: Rua Castilho, n.º 44 3.º andar, 1250-071 Lisboa

Código de Conduta. INAPA INVESTIMENTOS, PARTICIPAÇÕES E GESTÃO, S.A. (Sociedade Aberta) Sede: Rua Castilho, n.º 44 3.º andar, 1250-071 Lisboa Código de Conduta INAPA INVESTIMENTOS, PARTICIPAÇÕES E GESTÃO, S.A. (Sociedade Aberta) Sede: Rua Castilho, n.º 44 3.º andar, 1250-071 Lisboa Capital social: 150 000 000 Número único de pessoa colectiva

Leia mais

Jornalismo Alternativo e a Internet: Uma Possibilidade Cidadã para a Notícia

Jornalismo Alternativo e a Internet: Uma Possibilidade Cidadã para a Notícia Jornalismo Alternativo e a Internet: Uma Possibilidade Cidadã para a Notícia GARRIDO, Bibiana 1 MAGNONI, Antônio Francisco 2 Universidade Estadual Paulista, Bauru, SP RESUMO Neste breve relato de experiência

Leia mais

A MATEMÁTICA FINANCEIRA COMO AUXÍLIO À REFLEXÃO SOBRE A COMPRA DE BENS DE CONSUMO

A MATEMÁTICA FINANCEIRA COMO AUXÍLIO À REFLEXÃO SOBRE A COMPRA DE BENS DE CONSUMO A MATEMÁTICA FINANCEIRA COMO AUXÍLIO À REFLEXÃO SOBRE A COMPRA DE BENS DE CONSUMO GT 02 Educação Matemática no Ensino Médio e Ensino Superior Janete Jacinta Carrer Soppelsa UCS - jsopelsa@gmail.com Raquel

Leia mais

Fernando Correia. Principais atividades e funções atuais

Fernando Correia. Principais atividades e funções atuais 1 Fernando Correia Fernando António Pinheiro Correia nasceu em Coimbra em 1942. Jornalista. Docente universitário, com o grau de Professor Associado Convidado. Investigador em Sociologia, História e Socioeconomia

Leia mais

José Epifânio da Franca (entrevista)

José Epifânio da Franca (entrevista) (entrevista) Podemos alargar a questão até ao ensino secundário Eu diria: até à chegada à universidade. No fundo, em que os jovens já são maiores, têm 18 anos, estarão em condições de entrar de uma maneira,

Leia mais

Lei nº 59/V/98 ESTATUTO DO JORNALISTA CAPITULO I DISPOSIÇÕES GERAIS. Artigo 1º (Objecto)

Lei nº 59/V/98 ESTATUTO DO JORNALISTA CAPITULO I DISPOSIÇÕES GERAIS. Artigo 1º (Objecto) Lei nº 59/V/98 ESTATUTO DO JORNALISTA CAPITULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 1º (Objecto) O presente estatuto regula o exercício da actividade de jornalista e equiparados, definindo a condição profissional,

Leia mais

CONSULTA PÚBLICA CRIAÇÃO DA AGÊNCIA EUROPEIA DE DIREITOS FUNDAMENTAIS. Contributo da Equipa do Centro de Recursos Anti-Discriminação

CONSULTA PÚBLICA CRIAÇÃO DA AGÊNCIA EUROPEIA DE DIREITOS FUNDAMENTAIS. Contributo da Equipa do Centro de Recursos Anti-Discriminação CONSULTA PÚBLICA CRIAÇÃO DA AGÊNCIA EUROPEIA DE DIREITOS FUNDAMENTAIS Contributo da Equipa do Centro de Recursos Anti-Discriminação 17 de Dezembro de 2004 Preâmbulo Sobre o lugar de onde se perspectiva

Leia mais

Encontros do Observatório 2014 Pobreza Infantil

Encontros do Observatório 2014 Pobreza Infantil º Uma iniciativa: Com apoio: 1 Encontros do Observatório, 23 Maio 2014 1. Contextualização O Observatório de Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa definiu como prioridade temática para 2014 a, problema

Leia mais

Prova Escrita de Geografia A

Prova Escrita de Geografia A Exame Nacional do Ensino Secundário Decreto-Lei n.º 74/004, de 6 de Março Prova Escrita de Geografia A 0.º e.º Anos de Escolaridade Prova 79/.ª Fase 0 Páginas Duração da Prova: 0 minutos. Tolerância: 30

Leia mais

Apresentação da FAMA

Apresentação da FAMA Pós-Graduação Lato Sensu CURSO DE ESPECIIALIIZAÇÃO 444 horras/aulla 1 Apresentação da FAMA A FAMA nasceu como conseqüência do espírito inovador e criador que há mais de 5 anos aflorou numa família de empreendedores

Leia mais

Os desafios do sector alimentar

Os desafios do sector alimentar Os desafios do sector alimentar Nuno von Amann de Campos, Presidente da ACMedia Dos vários estudos organizados pela ACMedia no âmbito do programa «Educar para os Media» a prioridade continua a ser dada

Leia mais

ÍNDICE. B. Marcello Caetano e Imprensa: relações de proximidade

ÍNDICE. B. Marcello Caetano e Imprensa: relações de proximidade ÍNDICE Índice de quadros Índice de figuras Agradecimentos Resumo/Abstract Introdução A. Encruzilhadas do Marcelismo B. Marcello Caetano e Imprensa: relações de proximidade C. Eleições de 1969: esperanças

Leia mais

DIÁLOGO SOCIAL EUROPEU: PROJECTO DE ORIENTAÇÕES MULTISSECTORIAIS PARA O COMBATE DA VIOLÊNCIA E ASSÉDIO DE TERCEIROS RELACIONADOS COM O TRABALHO

DIÁLOGO SOCIAL EUROPEU: PROJECTO DE ORIENTAÇÕES MULTISSECTORIAIS PARA O COMBATE DA VIOLÊNCIA E ASSÉDIO DE TERCEIROS RELACIONADOS COM O TRABALHO DIÁLOGO SOCIAL EUROPEU: PROJECTO DE ORIENTAÇÕES MULTISSECTORIAIS PARA O COMBATE DA VIOLÊNCIA E ASSÉDIO DE TERCEIROS RELACIONADOS COM O TRABALHO EPSU, UNI Europa, ETUCE, HOSPEEM, CEMR, EFEE, EuroCommerce,

Leia mais

SOCIUS Working Papers

SOCIUS Working Papers SOCIUS Working Papers Comunicação apresentada na Conferência O Assédio Moral no Local de Trabalho: emergência de uma nova realidade (29 e 30 de Novembro de 2007) António Garcia Pereira O ASSÉDIO MORAL

Leia mais

ESTUDOS DE. Audiências Media Monitoring Mercado ANGOLA

ESTUDOS DE. Audiências Media Monitoring Mercado ANGOLA ESTUDOS DE Audiências Media Monitoring Mercado ANGOLA A EMPRESA O Grupo Marktest tem consolidado ao longo dos últimos 26 anos uma forte posição nas áreas dos Estudos de Mercado, da informação e na área

Leia mais

Ano letivo de 2012-2013. Curso de 2º ciclo em Comunicação e Jornalismo. Diretor Prof. Doutor Carlos Camponez

Ano letivo de 2012-2013. Curso de 2º ciclo em Comunicação e Jornalismo. Diretor Prof. Doutor Carlos Camponez Ano letivo de 2012-2013 Curso de 2º ciclo em Comunicação e Jornalismo Diretor Prof. Doutor Carlos Camponez Objetivos e estrutura curricular / Caracterização do ciclo de estudos O 2.º Ciclo procura responder

Leia mais

Os Empresários, as Empresas e a Inclusão Social. João Oliveira Rendeiro Presidente da Associação EIS Empresários pela Inclusão Social

Os Empresários, as Empresas e a Inclusão Social. João Oliveira Rendeiro Presidente da Associação EIS Empresários pela Inclusão Social Os Empresários, as Empresas e a Inclusão Social João Oliveira Rendeiro Presidente da Associação EIS Empresários pela Inclusão Social Conferência "Compromisso Cívico para a Inclusão" Santarém, 14 de Abril

Leia mais

Carta de Princípios de Coimbra

Carta de Princípios de Coimbra Carta de Princípios de Coimbra Ficou concluído em Novembro de 2008, durante o Congresso Nacional de Oncologia, um processo que se iniciou em Abril de 2006, numa reunião promovida em Coimbra sob o impulso

Leia mais

Televisão Interactiva

Televisão Interactiva Televisão Interactiva Impacto e procura de um novo perfil de utilizador Enquadramento teórico OBJECTO DO TRABALHO Estudar um novo meio de comunicação, resultante da convergência dos media Abordar a TVDI

Leia mais

AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS E DE PROJECTOS PEDAGÓGICOS

AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS E DE PROJECTOS PEDAGÓGICOS AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS E DE PROJECTOS PEDAGÓGICOS Prof. Domingos Fernandes/Portugal* A avaliação é uma prática social cuja presença é cada vez mais indispensável para caracterizar, compreender, divulgar

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA Na defesa dos valores de integridade, da transparência, da auto-regulação e da prestação de contas, entre outros, a Fundação Casa da Música,

Leia mais

PRODUÇÃO IMOBILIÁRIA E PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: UMA INTERPRETAÇÃO A PARTIR DA IMPRENSA ESPECIALIZADA

PRODUÇÃO IMOBILIÁRIA E PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: UMA INTERPRETAÇÃO A PARTIR DA IMPRENSA ESPECIALIZADA Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 492 PRODUÇÃO IMOBILIÁRIA E PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: UMA INTERPRETAÇÃO A PARTIR DA IMPRENSA

Leia mais

S I A T (SISTEMA DE INQUÉRITOS DA AUTORIDADE TRIBUTÁRIA E ADUANEIRA) AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DOS UTILIZADORES 2011 (canal internet)

S I A T (SISTEMA DE INQUÉRITOS DA AUTORIDADE TRIBUTÁRIA E ADUANEIRA) AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DOS UTILIZADORES 2011 (canal internet) S I A T (SISTEMA DE INQUÉRITOS DA AUTORIDADE TRIBUTÁRIA E ADUANEIRA) AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DOS UTILIZADORES (canal internet) Março 2012 Índice 1 ENQUADRAMENTO...5 2 INTRODUÇÃO... 6 3 IDENTIFICAÇÃO E

Leia mais

POR UM SINDICATO MAIS FORTE NAS ESCOLAS E COM OS PROFESSORES

POR UM SINDICATO MAIS FORTE NAS ESCOLAS E COM OS PROFESSORES Sobre a MOÇÃO B POR UM SINDICATO MAIS FORTE NAS ESCOLAS E COM OS PROFESSORES Rosa Vaz* Ao longo dos últimos anos temos vindo a sentir os efeitos perversos de políticas governativas de direita que optam

Leia mais