de decolar É hora Lei Antifumo Novas oportunidades Entrevista: Fiesp analisa os desafios para a indústria no escoamento da produção

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1 Lei Antifumo O que muda para as empresas a partir da nova legislação pág. 30 N o 40 ano 11 NOVEmbro 2009 Novas oportunidades Atlas implanta programa de trainee para gerentes pág. 36 É hora de decolar Com base no reaquecimento da economia, transporte aéreo de cargas quer alçar voos maiores em Terminais passam por modernização para atender demanda pág. 07 Entrevista: Fiesp analisa os desafios para a indústria no escoamento da produção

2 Sumário Farol Fiesp analisa os desafios para indústria no escoamento da produção 07 Capa Raio X: transporte aéreo de cargas 10 Por dentro da Atlas Inauguração da filial de Sumaré 12 As melhores filiais em História Viva 16 Logística é isso 18 Caso de sucesso Red Bull: uma parceria que dá asas 20 Inovação Expediente 22 A Revista Mundo Atlas é uma publicação da Atlas Transportes & Logística. Todas as matérias desta edição poderão ser reproduzidas, desde que o processo seja autorizado pela redação e concedidos os créditos. Conselho Editorial: Antonio Aurelio Megale Diretor Operacional, Celia Maria Biagiotti Diretora Financeira, Maria Afonsina Megale Rezende dos Santos Diretora de Desenvolvimento Organizacional, TI e Administrativa, Lauro Felipe Megale Diretor de Planejamento & Marketing Coordenação Geral: Lauro Felipe Megale Diretor Planejamento & Marketing Coordenação Editorial: Trama Comunicação Diretora de Redação: Leila Gasparindo (MTb ) Editor: Adriano Zanni (MTb ) Reportagens: Adriano Zanni, Elaine Alves e Simone Bernardes Fotos: Marcos Fernandes Revisão: Gisele C. Batista Rego Projeto Gráfico: Dande Propaganda Direção de Criação: Angela Nogueira Direção de Arte: Bruno Oxe Diagramação: Marina Furlan Produção Gráfica: Dande Propaganda Para enviar dúvidas, críticas ou sugestões, escreva para Carga segura Barreiras fiscais no Brasil 24 Express 26 Atitude cidadã Semana do idoso movimenta o Lima 28 Doutores da Alegria completa 18 anos 29 Dança de salão na Associação Atlética 30 Vida saudável Mudança de hábitos depois da Lei Antifumo 32 GPS 34 Capital humano Sipat Programa de trainee para gerentes 38 Avaliação de desempenho 39 Retrovisor Atlas Transportes & Logística Rua Soldado Hamilton Silva Costa, 58 Parque Novo Mundo São Paulo (SP) - CEP: Telefone: (11) Home Page:

3 Editorial Cooperação: palavra de ordem Há pouco mais de um ano, convivíamos com as incertezas sobre os rumos desenvolvimentistas que o País adotaria diante da exposição a uma crise econômica sem precedentes, capaz de balançar as grandes potências mundiais. Hoje, certamente podemos afirmar que a tempestade passou. Olhamos para alto-mar e enxergamos horizontes com poucas nuvens. O que mais impressiona é que nós, brasileiros, fomos guindados ao posto de capitães do navio sob os olhares de toda uma tripulação atenta. Tudo porque nossa economia apresenta sinais concretos de recuperação e isso nos coloca em posição privilegiada juntamente com os outros integrantes do chamado Bric, o bloco das nações emergentes, também composto por Rússia, Índia e China. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro aumentou 1,9% no segundo trimestre de 2009, depois de ter recuado durante dois trimestres consecutivos: -3,4% (outubro-dezembro 2008) e -1% (janeiromarço 2009). A projeção é que recuperemos, em 2010, nossa velocidade média de crescimento anterior à crise, em torno de +4,5%. Quem fez a lição de casa nesses últimos 12 meses sem desacelerar o barco, mas com total responsabilidade, deve experimentar níveis de crescimento nos negócios para lá de satisfatórios. da filial de Campinas, inaugurada no último mês de setembro, é a prova de que, com planejamento e suor, torna-se viável a abertura de novos portos. É certo também que a crise poderá afetar algumas obras do PAC, o programa de aceleração do crescimento, principalmente quando falamos em implementação das malhas rodoferroviária e em todo segmento de logística atrelado ao escoamento de produção. Mas, ainda assim, é hora de arregaçar as mangas. Aproveitar o fato de que somos agora ouvidos nas rodas de discussões lideradas pelas principais economias para propormos a adoção de um sistema financeiro internacional mais sólido com vistas à redução dos desequilíbrios de desenvolvimento e à modernização da estrutura de cooperação internacional. Afinal, se estamos todos na mesma embarcação e representamos, neste momento, o meio de transporte mais oportuno rumo a um ancoradouro confiável, nada mais justo do que também manusearmos o leme. Que venham os bons ventos, pois, certamente, nós temos a bússola! Boa leitura! Francisco Martim Megale Presidente da Atlas Transportes e Logística Esta edição da Revista reflete um pouco essa filosofia. O espírito empreendedor que move a todos os nossos colaboradores e que nos faz, por exemplo, investir R$ 10 milhões na construção da nova sede 03

4 Farol Brasil: um ano depois Mais distante do epicentro do terremoto financeiro que abalou as principais economias do mundo, Brasil começa a dar sinais concretos de recuperação. Em entrevista, Pedro Francisco Moreira, diretor do Departamento de Infraestrutura Logística da Fiesp, analisa as perspectivas da indústria para 2010 e fala sobre a necessidade de balanceamento da matriz de transportes brasileira Em setembro de 2008, anunciava-se a falência do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers. Era o estopim para acender um barril de pólvora cujos estilhaços provocados pela explosão poderiam ser encontrados em todas as principais economias do planeta. A crise econômico-financeira desencadeou em um efeito dominó sem precedentes nos mais variados setores produtivos: da construção civil, passando pela indústria automotiva, até o ramo alimentício, o que se notou foi o aumento da recessão, acentuado pela desaceleração do consumo. O Brasil como integrante do chamado Bric, o bloco dos países emergentes - também composto por Rússia, Índia e China - esteve um pouco mais distante, é verdade, do maremoto que se alastrou pelos portos mais importantes, antes tidos como seguros e inabaláveis. Em recente matéria, o jornal francês Le Monde até mesmo concordou com a metáfora utilizada pelo presidente Lula ao afirmar que a tal crise econômica tratava-se apenas de uma marolinha e não de um tsunami. Mas, um ano depois do estouro financeiro, qual o balanço que efetivamente pode ser feito? Será que os setores produtivos já absorveram o impacto da crise? E mais: o que esperar para 2010 quanto à retomada do ritmo de crescimento e os investimentos no setor de transportes? Em entrevista exclusiva, Pedro Francisco Moreira, diretor do Departamento de Infraestrutura Logística e um dos cabeças da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), fala com exclusividade sobre estes e outros temas. Chegamos ao terceiro quadrimestre de 2009 com a economia dando claros sinais de recuperação, não apenas em nível de Brasil, mas mundial. Como o senhor analisa o cenário econômico para o encerramento deste ano e início de 2010? Como ficará o setor industrial? A economia mundial começa a dar sinais de melhorias, e as expectativas são de retomada das atividades em todos os setores, mas com muita cautela, visto que a economia é dinâmica e ainda apresenta fragilidades na obtenção de créditos para novos investimentos e precisamos sempre estar revendo os planos para um ajuste fino, com exemplo, podemos citar a necessidade de investimentos em metrôs e aeroportos para a Copa de Se esses projetos não começarem a ser viabilizados agora, corremos o risco de não ter esses recursos em Sem dúvida, 2009 foi um ano de ajustes nas mais diversas áreas governamentais em decorrência da crise econômica. Enquanto representante do setor industrial, como o senhor analisa a atuação do governo no tocante 04

5 Farol à implementação da infraestrutura rodoviária e de nossa malha de transportes? Apesar da crise econômica, o governo manteve suas atribuições de expandir as concessões no setor rodoviário. A grande maioria das nossas rodovias encontra-se em condições precárias e necessita de investimentos para sua recuperação. Nesse sentido, as concessionárias estão fazendo sua parte e, em alguns momentos, até mais daquilo que constava nos editais de concessões. Quanto ao PAC, além das dificuldades decorrentes de gestão interna deficiente, ainda sofre com as intempéries dos órgãos ambientais e do sistema judiciário, que, volta e meia, proporcionam atrasos e demoras na implementação de um projeto. Qual o grande calcanhar de aquiles para o segmento industrial no que diz respeito ao escoamento da produção? As indústrias e empresas brasileiras ainda enfrentam um grande desafio, que é a redistribuição e o melhor balanceamento da matriz de transportes brasileira. Boa parte do fluxo de carga do mercado de logística está centrada no transporte rodoviário. Apesar de suas adversidades como estradas ruins, fragmentação do setor, frota obsoleta e excessiva ocorrência de roubo de carga, ainda continuam sendo o principal modo de transporte e esse paradigma precisa ser modificado com a inserção e ampliação de outros modos de transportes. São Paulo conta com uma das mais amplas e modernas malhas de transporte do País. Ainda assim, muitos empresários reclamam das inúmeras barreiras fiscais e da falta de incentivos em termos de políticas públicas, as quais poderiam contribuir com o aumento da produtividade por tabela. Como o senhor enxerga esse posicionamento? Ele é legítimo? São Paulo apresenta uma malha rodoviária moderna e que atende os principais corredores de escoamento, mas 90% da produção são movimentados por esse modo de transporte, e esse é o grande desafio para o governo paulista, modificar a matriz de transportes do estado com a inserção maior dos modais ferroviário, hidroviário, dutoviário e aéreo. Essa multimodalidade é que permitirá às empresas brasileiras uma redução no custo logístico e uma maior competitividade a seus produtos. Quais seriam as soluções mais viáveis para tornar o sistema de escoamento da produção industrial mais adequado às necessidades de nosso empresariado? Creio que a multimodalidade é um procedimento 05

6 Farol irreversível nas empresas; os operadores logísticos buscam cada vez mais apresentar a seus clientes as alternativas de novos modos de transportes e estão investindo em ativos para atender a essa demanda, independentemente da situação do mercado internacional. Essa multimodalidade aliada a terminais logísticos com eficiência em sua coordenação de fluxos e nas transferências rápidas de mercadorias reduz o custo logístico e otimiza o escoamento das cargas. Apostar nas ferrovias, a exemplo do que fazem países desenvolvidos, é uma solução economicamente viável para o Brasil? Ou esse é um antigo clichê para o qual não cabe mais nenhum tipo de discussão? Para um país com dimensões continentais como o nosso, deve-se, sim, investir na ferrovia, assim como na cabotagem e no transporte fluvial. Esses são os modais que permitem o escoamento de carga em médias e longas distâncias com baixo custo. Essa construção de uma inteligência logística é que permitirá aos nossos produtos competir em igualdade no mercado internacional. aceno político de boa vontade em se realizar um planejamento de longo prazo, de estado e não de governo e as condições regulatórias que garantam um ambiente favorável ao investidor, nenhum projeto sairá do papel. De que forma a Fiesp tem colaborado para a implementação do setor de transportes e logística no estado de São Paulo? Sem uma infraestrutura adequada, a expansão econômica não se sustenta por longo tempo e continuaremos a correr os riscos de novos apagões em todos os segmentos. Por isso, estamos não somente acompanhando atentamente o desenrolar das ações em curso, como principalmente cobrando dos governos estadual e federal, maior agilidade e definições para implementação dos projetos e execução de obras. A Fiesp tem contribuído diretamente na estruturação de propostas que equacionem os gargalos existentes e pensado em um futuro com perspectivas de prover o desenvolvimento sustentável e crescimento econômico. As parcerias público-privadas são viáveis quando o assunto é otimização da cadeia de transportes? Como isso poderia ser alavancado em nosso país? Precisamos investir em obras de infraestrutura de transportes tais como, ampliação da malha ferroviária e fluvial, rede de dutos, recuperação e manutenção das rodovias, nos acessos terrestres e marítimos aos portos e revitalização da Marinha mercante. Estas são apenas algumas das soluções que por meio das PPPs poderiam ser viabilizadas e trariam enormes benefícios à logística brasileira. Mas infraestrutura se faz basicamente com planejamento e funding e não havendo este 06

7 Capa Pronto para decolar Apesar de responder apenas por 5% do volume de transporte de cargas em todo o Brasil, setor aéreo quer alçar voos maiores. Aumento da demanda impulsiona novos investimentos na infraestrutura dos terminais de carga AAssim como diversos setores da economia, o transporte aéreo de cargas também sofreu as consequências da crise financeira, o que gerou retração no movimento de importações, exportações e carga nacional. Segundo dados da Infraero, os Terminais de Logística de Carga (Tecas) distribuídos pelo País 34 no total registraram, em média, quedas superiores a 30% na movimen- tação. Em alguns casos pontuais, esse decréscimo superou 50%. No entanto, a retomada do crescimento industrial no segundo semestre de 2009 e as notícias positivas do cenário macroeconômico fazem que os especialistas se mostrem otimistas com relação ao desempenho do setor para o próximo ano. 07

8 Capa Devemos registrar 3% de crescimento em 2009, apesar da desaceleração, em função da dinâmica do mercado interno, que vem sendo impulsionado com a desoneração da produção, elevando a oferta de crédito e a redução do custo do capital, afirma Fernando Nicácio, diretor comercial da Infraero. Ele calcula que, no segundo semestre, alguns terminais já voltem a apresentar crescimento acima de 30%. De acordo com Cristiano Cecato, consultor e especialista na área de logística, o custo elevado do transporte aéreo ainda é um dos principais fatores que impedem o crescimento do setor. O valor do transporte para mercadorias simples é, em média, 50% mais caro. Para encomendas urgentes, esse valor pode ser até 70% maior, completa. Dentre as características que mais atraem as empresas na contratação de serviços de transporte aéreo estão a rapidez e a segurança. Empreendimentos que precisam transportar insumos e produtos acabados de alto valor agregado, como eletrônicos, fármacos e da área de biotecnologia, acabam arcando com os custos, comenta o especialista. Ainda segundo Nicácio, outra vantagem dessa modalidade de transporte é permitir o grande giro na cadeia de produção por conta da rápida disponibilidade do insumo ou do produto destinado ao comércio. O capital investido não fica parado e obtém-se grande ganho de escala, fator que compensa o maior custo, complementa. Lição de casa Dois acontecimentos de grande repercussão mundial prometem alavancar os investimentos e o desenvolvimento do setor de transporte aéreo no Brasil nos próximos anos: a Copa do Mundo, em 2014, 08

9 Capa e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em Para atender à demanda que os eventos irão gerar, a Infraero afirma que pretende investir R$ 76 milhões, dos quais R$ 41 milhões serão destinados ao segmento de logística de cargas. Dentre os principais investimentos, destacam-se a construção do novo Teca voltado à exportação do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), a ampliação dos Tecas I e II de Manaus (AM), a construção do novo Teca de Cargas Nacionais do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), a implementação de novo complexo frigorífico no aeroporto do Galeão, entre outros. O consultor Cristiano Cecato afirma que o Brasil deve aproveitar esse momento para investir pesado em infraestrutura. No entanto, é importante que o governo saiba direcionar as verbas para fazer que mudanças aconteçam de fato. O País precisa estabelecer um Plano Diretor de Desenvolvimento Aeroportuário que preveja o crescimento do volume de cargas e do número de pessoas transportadas. O Brasil é carente quando o assunto é planejamento em longo prazo nesse sentido. Precisamos gerar mudanças que garantam a eficiência do setor por um período igual ou superior a 30 anos, pontua. Para que isso aconteça, os investimentos devem ir além de simples reformas. Expansão da malha não significa repaginar os aeroportos. É preciso redimensionar a capacidade de receber pessoas e mercadorias, dispara Cecato. Futuro promissor As boas perspectivas do setor também têm estimulado os investimentos da Atlas Transportes e Logística com relação ao oferecimento de uma cadeia de serviços mais ampliada a seus clientes. Nesse sentido, 2010 promete ser um ano promissor, afirma Lauro Megale Neto, diretor comercial da empresa. O principal investimento será feito na aquisição de veículos de pequeno porte. Eles são capazes de estabelecer o link com os principais terminais aeroviários de cargas. Com as demandas futuras, também pretendemos aprimorar nossas estruturas e recursos humanos, destaca Megale Neto. Ainda segundo o diretor comercial, a Atlas possui um diferencial logístico no que diz respeito à prestação de serviços nessa área. Com a capilaridade das nossas filiais, promovemos o acompanhamento dos produtos desde a origem até o seu destino final. Isso faz a diferença, completa. Raio X Mais de 95% das operações de logística aérea são realizadas pelos Terminais de Logística de Carga (Tecas) da Infraero. Em 2008, o saldo das operações seguiu a tendência atual da economia nacional e observou uma redução de 1,98%, nas exportações na comparação com ano anterior (2007). A queda foi de 283 mil toneladas para 278 mil toneladas. Já as importações cresceram 10,07%, passando de 405 mil toneladas para 446 mil toneladas, e a movimentação de cargas dentro do território nacional avançou 3,35%. Transporte aéreo de cargas Região Total de cargas transportadas (Kg) Centro-Leste Nordeste Norte Sul

10 Por dentro da Atlas Interior de São Paulo consolida sua vocação Homenagens e presenças de autoridades marcam a inauguração da nova filial de Sumaré, considerada polo regional estratégico 10

11 AAo som de música popular brasileira de excelente qualidade, autoridades públicas, clientes, colaboradores e demais convidados foram recepcionados, no dia 19 de setembro, para a cerimônia de inauguração do novo prédio do Centro de Distribuição (CD) de Sumaré, no interior de São Paulo. Por dentro da Atlas Durante a solenidade, que reuniu cerca de 350 pessoas no armazém da nova filial, Francisco Martin Megale, presidente da Atlas, relembrou momentos históricos da empresa e da própria unidade, considerada uma das mais estratégicas entre as 44 filiais da Atlas. O sucesso foi construído com muito trabalho, seriedade e ética na condução dos negócios. Megale também destacou o perfil empreendedor da empresa, responsável pela geração de mais de 4 mil empregos diretos e indiretos. O gerente da filial, Gilmar Luiz Cidral, foi homenageado pelos 26 anos de dedicação à Atlas, 18 deles vinculados à unidade. A construção do novo prédio não é o fim de uma meta, mas o começo de um grande desafio que teremos pela frente, frisou. Outro momento ímpar da cerimônia foi a homenagem prestada a José Lauro Megale, falecido em janeiro de 2009, filho do fundador da empresa e que, durante anos, se dedicou à expansão dos negócios. Emocionados, familiares realizaram o descerramento da placa alusiva à inauguração da nova filial cujo prédio recebeu o nome de José Lauro. O prefeito de Sumaré, José Antônio Bacchim, também prestigiou o evento e destacou a importância do empreendimento para a cidade. Este é um momento histórico para a Atlas e para o município. Estamos na rota do desenvolvimento sustentável e vamos crescer juntos certamente. O empreendimento recebeu investimentos de R$ 10 milhões. A nova infraestrutura, mais moderna e sustentável, irá aumentar em 40% a capacidade de movimentação de cargas da unidade, passando a ser a maior da empresa, atrás somente da matriz localizada em São Paulo (SP). 11

12 Por dentro da Atlas As melhores em 2008 Elas foram as cinco filiais com melhor desempenho comercial no ano passado. Por trás da premiação que receberam, existe um planejamento de vendas contínuo e estruturado, com foco na busca e fidelização de clientes, por meio de uma equipe de colaboradores motivada O premio é um mecanismo de incentivo importante para toda a equipe, já que existe um reconhecimento do mérito alcançado quando se compara a performance da filial em relação às demais do Brasil, causando um sentimento de missão cumprida e de orgulho pessoal dentro de cada um Marcelo G. da Rosa gerente da filial de Goiânia (GO) Campinas (SP), Imperatriz (MA), João Pessoa (PB), Cascavel (PR) e Goiânia (GO) são cidades separadas geograficamente por centenas de quilômetros, mas unidas por resultados que as colocaram entre as filiais da Atlas com o melhor desempenho comercial no ano de O resultado foi conquistado com base em cinco critérios: o cumprimento de metas, o número de clientes que compõem a carteira de cada filial, a rentabilidade nas operações, o aproveitamento dos veículos de transferência e o crescimento do desempenho da filial em relação ao ano anterior (2007), tendo como condição básica o cumprimento da meta anual. Esse fator tem caráter eliminatório. De nada adianta mostrar outros bons indicativos se as metas não foram alcançadas, explica Cleantho Camargo e Silva, gerente comercial de filiais. Segundo Antônio G. dos Santos Júnior, também gerente comercial de filiais da Atlas, os parâmetros são rediscutidos a cada ano de 12

13 Sem o comprometimento de todos nada se consegue. Esse resultado não é fruto somente da conquista de novos clientes, mas sim de toda a sequência de trabalho no dia a dia, do atendimento administrativo de qualidade e do suporte operacional desde a recepção de descargas até o momento da entrega final. Isso sem nos esquecermos dos colegas de outras filiais, embarcadoras e distribuidoras. Portanto, a vitória é de todos João Paulo Sant Anna Lima gerente da filial de Imperatriz (MA) modo a proporcionar maior igualdade de condições aos competidores. Anteriormente, os critérios eram focados apenas no volume de vendas. Hoje, levamos em consideração também outros critérios da área comercial. As entregas dos prêmios às filiais vencedoras ocorreram entre os meses de maio e junho. Os gerentes comerciais visitaram cada uma das unidades onde participaram de um café da manhã especial com todos os colaboradores e realizaram a entrega de placas comemorativas. Em uma data posterior, a Atlas ofereceu almoços de confraternização em cada filial para os funcionários e seus familiares. Sinergia e comprometimento Para Gilmar Luiz Cidral, gerente da filial de Campinas, primeira colocada no ranking de 2008, o prêmio é algo extremamente motivador com parâmetros modernos de avaliação e que contemplam características culturais e estruturais de cada unidade. Este resultado somente pode ser atingido com envolvimento de toda a equipe, sabendo que cada cliente conquistado é de todos. O diferencial nesta premiação é a valorização de todas as etapas nos processos comercial, administrativo e operacional, afirma. O gerente, que conta com cerca de 250 colaboradores, ganhou também um pacote turístico para Gilmar Luiz Cidral (à direita na foto), gerente de Campinas, recebe placa comemorativa pela conquista do primeiro lugar no ranking de filiais em

14 Por dentro da Atlas Cascavel (PR) ir com a esposa para a Costa do Sauípe, no litoral da Bahia, com todas as despesas pagas. Combustível extra para tentar repetir a dose no próximo ano. Ronildo Silva, gerente da unidade de Cascavel, acredita que o foco na conquista de grandes contas, bem como a motivação de todos os funcionários foram as molas propulsoras para o alcance do excelente resultado. Todos vestiram a camisa. Com a construção da nova filial, esperamos um incremento de, no mínimo, 25% em relação ao faturamento de 2008, ou seja, a crise não nos afetou, ressalta Silva, cuja filial estava novamente entre as cinco melhores até o final do terceiro trimestre de João Pessoa (PB) Capacidade de inovar O espírito empreendedor também é apontado como característica marcante das filiais que obtiveram os melhores desempenhos. A participação de todos na busca por novas ideias e soluções é apenas um dos aspectos que trabalhamos no dia a dia. O ponto-chave do prêmio é o reconhecimento de um trabalho benfeito. Isso se reflete diretamente na qualidade dos profissionais que formam a equipe. Cada integrante se sente mais forte para encarar os desafios, acredita Marcelo C. Perez, gerente da filial de João Pessoa. A unidade conta com 37 funcionários e movimenta cerca de 850 toneladas por mês em seu centro de distribuição. Ganhar um prêmio como esse é excelente. Repetir é uma glória e vamos em busca disso, garante. 14

15 História viva Doce despedida Recém-aposentada, auxiliar de contabilidade lembra com saudosismo os 35 anos de dedicação à Atlas e deixa saudades entre os colegas de trabalho Sempre encontrei a felicidade nas pequenas coisas e ofereço o que há de melhor em mim naquilo que me proponho a fazer. Sem dúvida, a simplicidade e o carisma foram dois dos principais fatores que abriram portas a esta jovem senhora, de 53 anos. Cleunice Fernandes Rodrigo é auxiliar de contabilidade da Atlas e depois de 35 anos de dedicação à empresa decidiu se aposentar. Enfim, vai poder curtir agora o tempo livre ao lado do marido, com quem acabou de casar no dia 16 de outubro. A ex-colaboradora conta que, desde que entrou na empresa, em 1974, o acolhimento dos colegas e o aprendizado sempre fizeram parte da rotina. As novidades nos processos de trabalho e os constantes desafios eram o meu combustível. Nos meus aniversários festejados na empresa, ganhava muitos presentes. Às vezes, tinha que chamar um táxi para carregar tudo. Isso só denota o carinho dos amigos que estou deixando, diz. Cleunice passou por quase todos os departamentos ligados à área de contabilidade, como o setor de relação de conhecimentos, departamento de controle, balancete, análise e qualificação, imposto de renda e escrita fiscal de todas as filiais. Quando lhe perguntam qual é o segredo para permanecer tanto tempo em uma mesma organização, ela não tem dúvidas. Nunca me senti uma funcionária, mas sim parte de uma família. A entrada no pedido de aposentadoria aconteceu em 2004 devido a problemas de saúde. Recuperada, decidiu esticar um pouquinho sua permanência entre os colegas de trabalho, ainda que com o benefício em mãos. Algo me dizia que não estava na hora de parar. Havia contribuições que pretendia deixar, conta. Mas, em 2008, a vida de Cleunice certamente tomaria rumos até então inesperados. Em uma viagem para Roma, na Itália, ela conheceu Bruno Casarani, 69 anos. Ambos encontravam-se na mesma excursão. O amor à primeira vista teve início em solo italiano e veio desembarcar no Brasil. Um ano depois, Cleunice aceitou o pedido de casamento e agora vai dedicar-se por completo à tão almejada vida de casada. Além de cuidar do maridão, das atividades na igreja como ministra de eucaristia e do desenvolvimento de projetos ligados a teatro, ela pretende arrumar um tempinho para curtir uma outra paixão: a jardinagem. Fiz cursos de paisagismo e decoração. Adoro trabalhar diversos arranjos. Mesmo aposentada, vou continuar exercitando minha cabeça com outras responsabilidades e hobbies. É uma nova fase, repleta de outros desafios. Novos horizontes 15

16 Logística é isso Rumo ao crescimento sustentado Empresa líder na fabricação de impressoras e aparelhos multifuncionais investe na terceirização da armazenagem e distribuição de seus produtos. Após seis meses de operações, Indicadores-chave de Desempenho apontam quase 100% de eficácia Desde abril, a Atlas realiza operação de logística integrada para a subsidiária brasileira da Oki Data, líder na indústria de impressoras matriciais, aparelhos de fax e multifuncionais. A subsidiária representa cerca de 12% do volume global de vendas da empresa e registrou, no ano passado, faturamento de R$ 80 milhões, com previsão de crescimento para R$ 90 milhões em A operação tem como foco a armazenagem e o transporte outbound, que se caracteriza pela consolidação dos produtos em um único armazém para, a partir daí, ser realizada a distribuição em todo o Brasil. Além disso, outros serviços de alto valor são agregados ao projeto, como a avaliação dos produtos oriundos da logística reversa (o que inclui a triagem e o endereçamento), a nacionalização dos produtos, a etiquetagem e a embalagem, os testes funcionais e, por fim, a adequação dos equipamentos. Segundo André de Almeida Prado, diretor da Divisão Logística da Atlas, essa operação tem uma série de particularidades interessantes. Para alcançar a excelência no serviço, contamos com uma equipe altamente capacitada nos processos específicos do projeto logístico desenvolvido para a Oki. Além de uma mão de obra flexível para atender os picos de demanda e as ações especiais. Também montamos uma estrutura de distribuição ágil aqui em São Paulo, detalha. A parceria teve início porque a Oki Data precisava melhorar seu desempenho no atendimento aos clientes e integrar suas necessidades logísticas de armazenagem e distribuição para sustentar seu crescimento de mercado. O trabalho começou com o mapeamento das atividades e a criação de processos mais ágeis e eficientes. Nessa fase, foram avaliadas quais as melhores soluções em tecnologia da informação e transporte. Na região da Grande São Paulo, sistematicamente, são roteirizadas as entregas a fim de diminuir o tempo e elevar o nível de serviço. Já na distribuição para o Brasil, é usada a estrutura de frota de transporte fracionado com custo competitivo e lead-time. A média dos Indicadores-chave de Desempenho para a formação do pedido dentro do prazo e a acuracidade de estoque são, respectivamente, de 98,73% e 99,70%, ou seja, estamos muito próximos de atingir um serviço sem falhas, ressalta Prado. De acordo com Orlando Juliotti, diretor financeiro e de logística da Oki Data, a empresa em apenas seis meses, já conseguiu atingir 80% de seu obje- 16

17 Logística é isso tivo. Após a contratação da Atlas, conquistamos mais confiança, segurança e credibilidade no serviço prestado, complementa Juliotti. Oki Data na América Latina A Oki Data atende às necessidades de impressão de organizações de pequeno, médio e grande portes das Américas do Norte, Central e do Sul. No continente sul-americano, a empresa iniciou suas operações há 32 anos quando vendeu sua primeira impressora para o Chile. Ao longo do tempo, continuou a expandir sua presença na região. Hoje, vende e oferece suporte a mais de 18 países na América Latina por meio de uma rede de 25 distribuidores, mais de 300 centros de assistência técnica e 500 revendedores. A empresa realiza transações comerciais para o México e Brasil desde 1987 e 1990, respectivamente. A Oki estabeleceu recentemente duas subsidiárias nesses países. Em 1997, a Oki Data do México e a Oki Data do Brasil, localizada em São Paulo, foram incorporadas a Oki Americas Inc. Após a adoção da estratégia de negócio, a participação de mercado da empresa cresceu consideravelmente. Além das subsidiárias mexicana e brasileira, a Oki possui escritórios no Chile, Argentina, Colômbia e Venezuela. 17

18 Uma parceria que dá asas Líder no segmento de bebidas energéticas, Red Bull quer ampliar ainda mais seu market share por meio de estratégias de distribuição diferenciadas Há dez anos, a Red Bull iniciava suas operações no País. A aposta no novo mercado consumidor tinha como base uma nova categoria de bebidas, já muito difundida na Europa e nos Estados Unidos, cuja estampa parecia ter tudo a ver com o jeito de ser do brasileiro: dinâmico, autoirônico, festivo e com a mente aberta para as inovações. Parceira comercial da filial da Atlas em Joinville (SC), a Red Bull só tem motivos para comemorar. De acordo com a última pesquisa Nielsen, de dezembro de 2008, detém 65,2% de market share. A empresa possui 100% de conhecimento estimulado em seu público-alvo e a liderança absoluta do segmento de energéticos. Com o passar do tempo, os energéticos caíram em definitivo no gosto dos consumidores e a empresa viu a necessidade de ampliar sua capilaridade para outras regiões, englobando os estados do Norte, Nordeste e também Centro-Oeste. Segundo levantamentos, a população brasileira consome anualmente cerca de 150 milhões de latas de energéticos, o que gera cifras anuais impressionantes: quase R$ 1 bilhão de faturamento. E detalhe: este é um mercado ainda em ascensão. 150 milhões é a quantidade de latas de energético consumidas anualmente pelos brasileiros 18

19 Caso de sucesso Segundo Sérgio Milizzkievies, gerente da filial catarinense, a distribuição dos produtos é feita para todo o País, exceto para os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, e corresponde a uma movimentação mensal de 1,6 mil toneladas de bebidas. A escolha da Red Bull pelos serviços oferecidos pela Atlas foi motivada pela existência de filiais da empresa em todos os estados, o que ajuda a manter a integridade e a confiabilidade das informações sobre as entregas aos clientes da fabricante de energéticos. O sucesso de Red Bull no Brasil é resultado também de uma inovadora estratégia de marketing, sustentada por ações diferenciadas que aproximam o público de experiências completamente novas. Nós não levamos apenas o produto para o consumidor. Nós o trazemos para junto dele também, afirma Dietrich Mateschitz, criador da Red Bull. Loja virtual impulsiona faturamento A Intelbras, líder no segmento de telecomunicações, segurança eletrônica e informática, aumentou consideravelmente seu faturamento com a criação, em dezembro do ano passado, de sua Loja Virtual. O e- commerce com foco em telecomunicações (centrais PABX, fax, GPS, Head Set, radiocomunicadores e telefones) e informática (adaptadores, desktops, modem, módulos conversores, monitores, notebooks, placas de rede, roteadores e switches) já conta com mais de 1 milhão de acessos no Brasil e em mais de 40 países. Para 2010, a expectativa é de dobrar o faturamento em relação a 2009 somente com as vendas on-line. Para garantir o incremento dos negócios, a empresa agora aposta na comercialização de seus produtos para os chamados parceiros corporativos, que obterão descontos e condições de pagamento facilitadas por meio de acordo operacional exclusivo do canal e sem quaisquer ônus. A Intelbras é parceria comercial da Atlas no segmento de transporte de mercadorias para todo território nacional. A filial de São José (SC), na grande Florianópolis, onde se encontra a sede da fabricante, é quem gerencia as operações logísticas. 19

20 Quanto mais enxuto, melhor! Difundido pelo Sistema Toyota de Produção, o lean manufacturing está sendo aplicado pela Atlas na prestação de serviços na área de logística. Mas o que ele traz de tão inovador? Os estudos sobre a aplicação do conceito lean em serviços iniciaram-se em 1998 e apropriaramse dos preceitos do Sistema Toyota de Produção também conhecidos por lean manufacturing (em português, manufatura enxuta ). O conceito pode ser entendido como o conjunto de técnicas e métodos utilizados pela indústria para melhorar a qualidade dos produtos e eliminar todo o desperdício, compreendido nesse contexto como aqueles fatores que não agregam valor algum, segundo a visão do cliente. De forma simplificada, o objetivo é produzir cada vez mais com cada vez menos. Redução dos esforços humanos, do tempo empregado na tarefa, do consumo de matéria-prima e de recursos financeiros são exemplos de parâmetros básicos. Mas como se dá a aplicação do lean manufacturing especificamente para o setor de transportes e logística? Segundo André de Almeida Prado, diretor da Divisão Logística da Atlas, o conceito é inovador no 20

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