Fisiologia I CÓRTEX ADRENAL. Prof. Élio Waichert Júnior 1

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1 CÓRTEX ADRENAL Prof. Élio Waichert Júnior 1

2 Córtex adrenal Colesterol Hormônios corticosteróides Mineralocorticóides Glicocorticóides Hormônios androgênicos Afetam os eletrólitos (sódio, potássio) Afetam o metabolismo da glicose, protéico e lipídico Aldosterona Cortisol Hormônios sexuais Prof. Élio Waichert Júnior 2

3 Zona glomerulosa Fina camada e células Abaixo da cápsula 15% da glândula Secretam aldosterona Controlado por angiotensina II Enzima aldosterona sintase + Prof. Élio Waichert Júnior 3

4 Zona Fasciculada Camada mais larga 75% Secreta glicorticóides cortisol Homem corticosterona Outros mamíferos Androgênios e estrogênios A secreção é controlada pelo eixo hípotálamo hipófise Zona Reticular Camada mais profunda Secreta os androgênios adrenais Desidroepiandrosterona (DHEA) androstenediona Também regulado pelo eixo O mecanismo pelo qual o córtex adrenal secreta androgênios não é bem compreendido Prof. Élio Waichert Júnior 4

5 Prof. Élio Waichert Júnior 5

6 FUNÇÕES DOS MINERALOCORTICÓIDES Provoca intensa depleção renal de cloreto de sódio e hipercalemia MINERALOCORTICÓIDES Morte em 3 dias a 2 semanas Ou grande reposição de sal e mineralocorticóides sintéticos Redução do débito cardíaco Choque cardiogênico Prof. Élio Waichert Júnior 6

7 FUNÇÕES DOS GLICOCORTICÓIDES Não resistência a diferentes tipos de estresse Morte Efeitos sobre os carboidratos Estimula a gliconeogênese Formação de carboidratos a partir de proteínas e lipídeos Redução da utilização de glicose Diabetes adrenal Redução das proteínas celulares Ações do Cortisol Metabolismo Tecido muscular Tecido ósseo Tecido conjuntivo Sistema vascular Rins Sistema nervoso central Feto Resposta inflamatória e imune Prof. Élio Waichert Júnior 7

8 EFEITOS DO CORTISOL SOBRE OS LIPÍDEOS Síndrome de Cushing Excesso de Cortisol Apesar do efeito lipolítico do cortisol, pacientes com hipercortisolismo tendem a acumular gordura na face, no dorso e no abdômen, um efeito pouco compreendido Prof. Élio Waichert Júnior 8

9 Sobre o Tecido Ósseo e Conjuntivo Tecido Ósseo: Inibe a formação óssea: Inibe a síntese de colágeno Diminui a diferenciação de osteoblastos Diminui a síntese de calcitriol Aumenta a reabsorção óssea Tecido Conjuntivo: Inibe a proliferação de fibroblastos Inibe a síntese de colágeno: Cortisol em excesso: favorece o adelgaçamento da pele e das paredes dos capilares, que se rompem facilmente causando hemorragias intracutâneas Sistema Cardiovascular e Renal Efeitos sobre o sistema vascular: Permite a responsividade das arteríolas às catecolaminas e angiotensina II Reduz a produção de prostaglandinas (vasodilatadoras) Hipercostisolismo: favorece a hipertensão Hipocortisolismo: favorece a hipotensão Efeitos sobre a função renal: Aumenta a filtração glomerular Inibe a secreção de HAD, aumentando a excreção de água Em excesso, atua nos receptores MR para aldosterona, promovendo a retenção de Na+ e água, e excreção de K+ e H+ Prof. Élio Waichert Júnior 9

10 Sistema Nervoso Central e Desenvolvimento Fetal Sobre o sistema nervoso central Reduz o sono REM Aumenta a vigília Reduz a memória Reduz a capacidade de detectar o gosto salgado Diminui a acuidade sensorial Efeitos sobre o desenvolvimento fetal: Importante para a maturação fetal do sistema nervoso, retina, pele, trato gastrointestinal e pulmões Regulação da Secreção Prof. Élio Waichert Júnior 10

11 O CORTISOL É IMPORTANTE NA RESISTÊNCIA AO ESTRESSE E À INFLAMAÇÃO Prof. Élio Waichert Júnior 11

12 EFEITOS ANTIINFLAMATÓRIOS Estabiliza as membranas dos lisossomos Reduz a permeabilidade capilar Reduz migração de leucócitos Suprime o sistema imune Atenua a febre - Picos ocorrem 2 horas antes do despertar (4 a 6 h da manhã) representa 50% do cortisol liberado durante todo o dia - perda da consciência ou constante exposição a luz e escuro tb afeta o ritmo Prof. Élio Waichert Júnior 12

13 AUTOMEDICAÇÃO Porque??? E que cuidados devemos ter??? Prof. Élio Waichert Júnior 13

14 ANDROGÊNIOS ADRENAIS Desidroepiandrosterona Progesterona e estrogênios Continuamente secretado Minúsculas quantidades Efeito fraco em humanos Doença de Addison ANORMALIDADES Incapacidade de produção de hormônios Deficiência de mineralocirticóides Deficiência de Glicocorticóides Pigmentação por melanina Síndrome de Cushing Morte em poucas semanas Síndrome adrenogenital SISTEMA ENDÓCRINO: MEDULA SUPRA RENAL Elio Waichert Júnior Prof. Élio Waichert Júnior 14

15 ANATOMIA No homem, estão localizadas em posição retroperitonial Apresentam íntimo contato com o pólo superior dos rins Sua porção endócrina se divide em 2 partes: Córtex Hormônios corticoesteróides Medula - Catecolaminas Prof. Élio Waichert Júnior 15

16 Não são encontradas fibras nervosas na região cortical supra renal A medula supra-renal é a fonte do hormônio catecolamínico circulante Epinefrina ~ 80% Porém secreta pequenas quantidades de noraepinefrina Noraepinefrina ~ 20% Prof. Élio Waichert Júnior 16

17 Tais compostos exercem efeitos diversificados sobre o metabolismo bem como sobre os diferentes sistemas do corpo A medula supra-renal representa, essencialmente um gânglio simpático aumentado, no entanto seus corpos celulares não tem axônios Logo descarregam catecolaminas diretamente na corrente sanguínea Por isso são reconhecidas como células endócrinas e não como nervosas Sistema Nervoso Simpático GÂNGLIO AUTONÔMICO Fibra pré-ganglionar ACh NA NA Fibra pós-ganglionar ACh MEDULA ESPINHAL Medula Adrenal Noraepinefrina Epinefrina Prof. Élio Waichert Júnior 17

18 O tecido da medula supra-renal no adulto pesa cerca de 1 g Na qual é constituída de células cromafins (afinidade ao cromo) Células Cromafins 1.http://www.lmp.ualberta.ca/resources/pathoimages/Images-M/000p0485 A medula supra renal é ativada em associação com o sistema nervoso simpático Algumas ações da noraepinefrina são reproduzidas e ampliadas pela epinefrina Que chega a áreas semelhantes através da corrente sangüínea Apresenta também capacidade de modular os efeitos da noraepinefrina Por exemplo, durante uma hipoglicemia, a medula supra-renal é ativada seletivamente Sem a intervenção do sistema nervoso simpático Prof. Élio Waichert Júnior 18

19 Regulação da secreção da medula Supra-Renal Reação de luta ou fuga Percepção ou antecipação de perigo (ansiedade) Traumatismo Dor Hipovolemia Hipotensão Atividade simpática Hipóxia Extremos de temperatura Exercício intenso Hipoglicemia Reação de Luta e Fuga Do Cérebro - Hipotálamo - descem impulsos nervosos pelo Tronco Encefálico e Medula ativando os neurônios simpáticos da coluna lateral de onde os impulsos nervosos ganham diversos órgãos. Transformação do glicogênio em glicose Aumento de fluxo sanguíneo muscular Aumento do ritmo cardíaco Palidez Broncodilatação Midríase Prof. Élio Waichert Júnior 19

20 Ações das Catecolaminas Ações intracelulares: Exercem efeitos sobre um grupo de receptores da membrana plasmática que são: α α 1 β β 1 β 2 α 2 β 3 A potência relativa das catecolaminas varia de acordo com o receptor A exacerbação de estímulos em receptores pode causar uma Down Regulation A simpatectomia por exemplo, causa uma Up Regulation Uso crônico de β - bloqueadores Retirada do medicamento de forma gradual Uso de agonistas β adrenérgicos por asmáticos cronicamente causa um Down Regulation dos receptores Prof. Élio Waichert Júnior 20

21 Efeitos sobre o Metabolismo As duas catecolaminas elevam a produção de glicose Estimulam a glicogenólise no fígado A resposta da epinefrina da medula supra renal a hipoglicemia é desnecessária Glucagon Mas na ausência de glucagon, a epinefrina torna-se essencial Durante o Exercício Físico promovem: Utilização de reservas musculares de glicogênio pela estimulação da fosforilase Reutilização hepática do lactato para gliconeogênese Utilização de ácidos graxos livres como combustíveis A epinefrina também eleva o metabolismo basal ~ 7 a 15% Acelera a termogênese sem causar calafrios Logo, a epinefrina representa parte importante na resposta ao frio Prof. Élio Waichert Júnior 21

22 No Sistema Cardiovascular Freqüência cardíaca Força contrátil Constrição arteriolar Leito renal Esplâncnico Cutâneo Pressão sistólica aumenta, enquanto que a diastólica não se altera muito, ou cai No exercício físico, tais modificações são importantes para manter o fluxo muscular, cardíaco e cerebral Katzung, 1995 Prof. Élio Waichert Júnior 22

23 As respostas cardiovasculares as catecolaminas podem beneficiar, a curto prazo: Traumatismo Falência circulatória Hipóxia No entanto, a secreção prolongada trás efeitos deletérios Fluxo sanguíneo diminuído nos rins Fluxo sanguíneo diminuído no leito esplâncnico Menor oxigenação e menor produção de lactato Efeitos sobre outros Sistemas Inibição da atividade motora gástrica Inibição genitourinária Relaxamento dos Bronquíolos Midríase Modulam a liberação de ADH (receptores β) Maior liberação de renina (receptores β) Influxo de potássio para dentro da cél. Muscular,prevenindo a hipercalemia (receptores β 2 ) Aumentam a síntese de hormônios tireóideos Prof. Élio Waichert Júnior 23

24 Secreções Patológicas de Catecolaminas Feocromocitoma Neoplasias raras de células cromafins, que sintetizam catecolaminas Episódios clínicos dramáticos devido explosões da liberação de catecolaminas Estresse, mudança rápida na postura Cefaléia, dor torácica e sensação de morte súbita Elevação da PA que pode chegar a 250/150 mmhg O diagnóstico é estabelecido pela identificação do altos níveis plasmáticos de catecolaminas em repouso O tratamento consiste na retirada do tumor da medula supra renal O tratamento sintomático consiste no uso de antagonistas α e β adrenérgicos Prof. Élio Waichert Júnior 24

25 Robbins, 2000 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Fisiologia, Margarida de Melo Aires, 2ª ed.; Tratado de Fisiologia Médica, Guyton e Hall, 10ª ed.; Fisiologia, Berne e Levy, 4ª ed.; Farmacologia Básica e Clínica, Katzung, 6ª ed.; Patologia estrutura e funcional, Robbins, 6ª ed. Prof. Élio Waichert Júnior 25

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