MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA E DE COMPUTADORES

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1 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto DEEC > DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA E DE COMPUTADORES MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA E DE COMPUTADORES DISCIPLINA: CONCEPÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Trabalho elaborado por: Lúcio Santos Mário Sousa Pedro Landolt Porto, 9 de Julho de 2007

2 ÍNDICE PARTE 1. INTRODUÇÃO... 3 PARTE 1.1 DESCRIÇÃO DO PROJECTO... 3 PARTE 1.2. OBJECTIVOS... 3 PARTE 1.3 REGULAMENTOS E NORMAS A CUMPRIR... 4 PARTE 1.4 DESCRIÇÃO DE INSTALAÇÃO... 4 PARTE 2. CLASSIFICAÇÃO DE LOCAIS... 6 PARTE 3. DESCRIÇÃO DAS INSTALAÇÕES PARTE 3.1 ALIMENTAÇÃO EM ENERGIA PARTE 3.2 ESTRUTURA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA PARTE 3.3 CABOS DE ALIMENTAÇÃO PARTE 4. DESCRIÇÃO, CONSTITUIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DAS INSTALAÇÕES ELECTRICAS PARTE 4.1 POTÊNCIA A CONTRATAR PARTE 4.2 MATERIAIS E EQUIPAMENTOS A UTILIZAR NA INSTALAÇÃO PARTE 5. QUADROS ELÉTRICOS PARTE 5.1 QUADRO GERAL DE ENTRADA PARTE 5.2 QUADROS PARCIAIS PARTE 6 PROTECÇÕES DE PESSOAS E DAS INSTALAÇÕES PARTE 6.1 PROTECÇÃO DE PESSOAS CONTRA CONTACTOS DIRECTOS PARTE 6.2 PROTECÇÃO DE PESSOAS CONTRA CONTACTOS INDIRECTOS.. 17 PARTE 6.3 CIRCUITOS DE PROTECÇÃO E RESPECTIVOS ELÉCTRODOS DE TERRA PARTE ELÉCTRODOS DE TERRA PARTE CONDUTORES DE TERRA PARTE CONDUTORES DE PROTECÇÃO PARTE 6.4 VALORES DA RESISTÊNCIA DE TERRA PARTE 6.5 APARELHAGEM DE PROTECÇÃO PARTE INTERRUPTORES DE CORTE GERAL PARTE INTERRUPTORES DIFERENCIAIS PARTE DISJUNTORES PARTE 6.6 SINALIZADORES PARTE 6.7 BARRAMENTOS PARTE 6.8 BORNES DE TERRA PARTE 7. CANALIZAÇÕES PARTE 7.1 CANALIZAÇÕES ENTERRADAS PARTE 7.2 REDE DE TUBOS, CABOS E CONDUTORES PARTE 7.3 CALHAS TÉCNICAS E CAIXAS DE PAVIMENTO PARTE 7.4 CAIXAS PARTE 7.5 APARELHAGEM DE COMANDO PARTE 7.6 TOMADAS PARTE 8 ILUMINAÇÃO PARTE 8.1 ILUMINAÇÃO NORMAL PARTE 8.2 ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA E SINALIZAÇÃO PARTE 9 EQUIPAMENTOS PARTE 9.1 AVAC Centro de Formação Professional Página 1

3 PARTE 10 INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS ESPECIAIS PARTE 10.1 SISTEMA AUTOMÁTICO DE DETECÇÃO DE INCÊNDIOS PARTE 10.2 SISTEMA DE DETECÇÃO DE INTRUSÃO PARTE 11 REDE ESTRUTURADA DE TELECOMUNICAÇÕES (ITED) PARTE 12 PREVISÃO DA POTÊNCIA A CONTRATAR PARTE 13 DIMENSIONAMENTO DAS CANALIZAÇÕES PARTE 14 CONDIÇÕES PRELEMINARES PARTE 14.1 CORRENTE DE SERVIÇO PARTE 14.2 CORRENTE MÁXIMA ADMISSIVEL NA CANALIZAÇÃO PARTE 14.3 QUEDAS DE TENSÃO PARTE 14.4 PROTECÇÃO CONTRA SOBRETINTENSIDADES PARTE PROTECÇÃO CONTRA SOBRECARGAS PARTE PROTECÇÃO CONTRA CURTO CIRCUITOS PARTE 15 CONSIDERAÇÕES FINAIS Centro de Formação Professional Página 2

4 PARTE 1. INTRODUÇÃO A memória descritiva e justificativa que se apresenta no seguinte documento retrata o projecto de licenciamento e execução da instalação eléctrica em baixa tensão de um Centro de Formação Profissional, expondo e justificando todas as acções tomadas, sendo apresentadas esquematicamente todas as soluções concebidas nas plantas em anexo. Com este projecto, pretende-se garantir a melhor funcionalidade e segurança, de modo que todas as características dos equipamentos e materiais utilizados tenham como apoio, o resumo a índices numéricos e determinadas condições de serviço necessárias de modo a obter uma instalação eléctrica com um bom nível de exploração. Este edifício encontra-se classificado, segundo a sua utilização, como sendo um Estabelecimento Recebendo Público 1º grupo (acima de 200 pessoas) de Estabelecimento de Ensino, Cultura, Culto e Semelhantes, de acordo com o Regulamento de Segurança de Instalações de Energia Eléctrica (R.S.I.U.E.E. pág. 187). PARTE 1.1 DESCRIÇÃO DO PROJECTO O actual projecto é constituído por: Termo de responsabilidade Ficha de Identificação Ficha Electrotécnica Memória descritiva e justificativa Componentes desenhados PARTE 1.2. OBJECTIVOS Este projecto tem como objectivo principal, garantir uma rede de energia eléctrica capaz de a fornecer à totalidade dos aparelhos a serem instalados, para qualquer zona do edifício, em excelentes condições de qualidade/fiabilidade/segurança para utentes e bens, tendo sempre em conta a máxima eficiência energética possível. De modo a cumprir estes objectivos, as instalações devem: Permitir que a instalação possua capacidade para ser expandida, a médio/longo prazo, sem interferir no seu bom funcionamento Ser subdivididas convenientemente Garantir a utilização eficaz e segura de todos os aparelhos Constatarão assim neste documento, no âmbito dos objectivos atrás referidos, os equivalentes aspectos: Localização e alimentação dos quadros eléctricos e as suas interligações Centro de Formação Professional Página 3

5 Circuitos de iluminação normal e emergência Circuitos de tomadas e uso geral Sinalização de saída e emergência Protecção de pessoas contra contactos directos e indirectos (termos de serviço e protecção) Equipamentos Instalações eléctricas especiais: 1. Sistema Automático de detecção de incêndios (SADI) 2. Detecção de Intrusão (sistema de supervisão) Rede estruturada de Telecomunicações (ITED) PARTE 1.3 REGULAMENTOS E NORMAS A CUMPRIR No âmbito de regulamentação a cumprir, evidenciam-se: Regulamento de Segurança de Instalações Eléctricas Colectivas e Edifícios e Entradas (R.S.I.C.E.E.) Regulamento de Segurança contra Incêndios Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (R.T.I.E.B.T.). Normas e Especificações Nacionais e Europeias, da Comissão Electrotécnica Internacional (CEI) e do Comité de Normalização Electrotécnica (CENELEC) Legislação aplicável e possíveis recomendações do distribuidor local de energia eléctrica PARTE 1.4 DESCRIÇÃO DE INSTALAÇÃO O complexo em questão é um Centro de Formação Profissional, sendo o objectivo deste projecto, a sua instalação eléctrica. Trata-se de um complexo constituído por um edifício principal, uma portaria, uma zona polidesportiva e um anexo técnico. O edifício principal é constituído por um piso apenas, composto por átrios, corredores, sanitários, salas de informática, gabinetes, salas polivalentes, um auditório, salas de aula, arquivos, salas de reuniões, oficinas diversas, um bar, cozinha, refeitório, despensas e um pátio exterior. A zona polidesportiva é constituída por um campo desportivo com pista de atletismo, um campo de ténis e um ginásio, possuindo este balneários e ginásio. O anexo técnico contém uma área técnica de instalações mecânicas e área de apoio à cozinha. Finalmente, a portaria, é composta por um sanitário e pela portaria. Centro de Formação Professional Página 4

6 No nosso caso, só o edifício principal é que vai ser alvo de projecto, com a respectiva memória descritiva e justificativa. Centro de Formação Professional Página 5

7 PARTE 2. CLASSIFICAÇÃO DE LOCAIS Os quadros, canalizações e aparelhos a instalar nas instalações de utilização do edifício devem ser adequados às condições ambientes e de utilização do local. Os materiais a aplicar na execução da instalação devem obedecer às Directivas NP, CENELEC, CEI e abarcarem os respectivos certificados de conformidade. O índice de protecção dos equipamentos a instalar deve estar em conformidade com as características dos locais onde serão instalados. Existem dois códigos, IP e IK, que permitem caracterizar os índices de protecção. O código IP é composto por dois dígitos: o primeiro indica o grau de protecção contra presença de corpos sólidos estranhos; e o segundo indica o grau de protecção contra a presença de água. O código IK é composto por apenas dois dígitos que indicam o grau de protecção contra impactos. Quanto à sua utilização, segundo o R.T.I.E.B.T., este edifício é classificado como estabelecimento recebendo público, com locais afectos a serviços técnicos. Então, a classificação relativamente às zonas é a seguinte: Zona I: Sala de Reuniões/Grupo Sala de Estágio/Jogos Sala Polivalente (3) Sala de Formação Sala de Formação de Informática Gabinete Assistente Social Gabinete Médico/Enfermagem Gabinete Psicólogo Gabinete Secretariado Gabinete Direcção Gabinete de Reuniões Gabinete de Apoio Gabinete de Coordenação de Formação Gabinete Técnico de Formação Gabinete Integração profissional Gabinete Informática Gabinete Áudio Visual Oficina de Limpezas Oficina Administrativa Serviços Administrativos Centro de Formação Professional Página 6

8 Reuniões Direcção Recepção Portaria Zona II: Armazém de Embalagem Armazém de Limpeza Zona III: Carpintaria Oficina de Manutenção Oficina Áreas Formativas Teórica Jardinagem/Lav. Auto Zona IV: Arquivo Arquivo de Formação Reprografia Zona V: Auditório Zona VI: Cabine de Som Zona VII: Copa/Balcão e Bar Oficina de Restauração Refeitório Zona VIII: Copa Suja Cozinha Zona IX: Despensa Dia Despensa Geral Zona X: WC Zona XI: WC/Chuveiros Zona XII: Corredores Átrios Encontra-se em baixo, a tabela 1, com a classificação em relação às influências externas, segundo o R.T.B.I.E.B.T., que vão ter influência nos índices de protecção mínimos e canalizações. Centro de Formação Professional Página 7

9 Ambientes Zona I Zona II Zona III Zona IV Zona V Zona VI Zona VII Zona VIII Zona IX Zona X Zona XI Zona XII Temperatura AA ambiente Condições AB climatéricas Altitude AC Presença de água AD Presença de AE corpos sólidos estranhos Presença de AF substâncias corrosivas ou poluentes Impactos AG Vibrações AH Outras acções AJ mecânicas Presença de floras AK ou bolores Presença de fauna AL Influências AM electromagnéticas, electrostáticas ou ionizantes Radiações Solares AN Efeitos sísmicos AP Descargas AQ atmosféricas Movimentos do ar AR Vento AS Utilizações Competência das BA pessoas Resistência BB eléctrica do corpo humano Contacto das pessoas com o BC Centro de Formação Professional Página 8

10 potencial da terra Evacuação das pessoas em caso da emergência Natureza dos produtos tratados ou armazenados Construção dos Edifícios Materiais de construção Estrutura dos edifícios BD BE CA CB Tabela nº1- classificação dos locais em relação às influências externas Na tabela 2, abaixo, encontra-se a classificação em relação aos índices de protecção (IP e IK), segundo o R.T.B.I.E.B.T.. Zona I Zona II Zona III Zona IV Zona V Zona VI Zona VII Zona VIII Zona IX Zona X Zona XI Zona XII IP IK Tabela nº2 classificação em relação aos índices de protecção Centro de Formação Professional Página 9

11 PARTE 3. DESCRIÇÃO DAS INSTALAÇÕES O projecto das infra-estruturas eléctricas englobará as seguintes instalações: Alimentação e distribuição de energia Instalação de tomadas de usos gerais e tomadas trifásicas Alimentação de equipamentos Iluminação Telecomunicações Caminho de dados Iluminação de emergência Sinalização de emergência Infra-estruturas para a chamada de emergência Detecção automática de incêndios Detecção automática de intrusão Ventilação mecânica PARTE 3.1 ALIMENTAÇÃO EM ENERGIA A energia eléctrica será fornecida em baixa tensão (400/230V), à frequência nominal de 50 Hz a partir de um posto de transformação de 630 kva localizado junto ao campo de jogos, utilizando um cabo H1XV-A-R 3x mm 2 enterrados, capaz de garantir as necessidades eléctricas do complexo. Os aparelhos destinados à protecção da entrada contra sobrecargas, controle de potência, serão instalados (em sitio próprio), junto ao Quadro Geral de Entrada (Q.G.E.), bem como os aparelhos necessários à contagem de energia (sendo esta instalação da responsabilidade da entidade distribuidora). O complexo terá instalado o contador de energia eléctrica numa placa de material isolante, alojado em caixa de dimensão adequada. Esta será dotada de tampa totalmente transparente na face frontal, sendo a sua fixação à caixa devidamente selada, as faces laterais e posteriores serão de compósito de polyester reforçado com fibra de vidro. PARTE 3.2 ESTRUTURA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA A entrada é estabelecida a partir do Posto de Transformação, como referido anteriormente, a condutor do tipo H1XV-A-R 3x120+70mm2. Não é permitido fazer uniões nos condutores da entrada e nos condutores que alimentam as instalações de utilização. Centro de Formação Professional Página 10

12 A rede a construir destina-se a alimentar as seguintes cargas do edifício: Iluminação normal Iluminação de emergência e ambiente; Tomadas; Ventilação, ar condicionado e cortinas de ar quente; Exaustores; Secadores de mãos; Sistema de detecção de incêndios; Sistema de intrusão. De maneira a localizar correctamente os quadros (de acordo com o art. 417º do R.S.I.U.E.E.), é necessário ter em consideração: segurança, flexibilidade e eficiência de exploração, de forma a limitar os efeitos de eventuais perturbações e a facilitar a procura e reparação de avarias. Optou-se então, por uma alimentação individualizada aos quadros parciais de cada zona. O Quadro Geral de Entrada do complexo será instalado no átrio de entrada, como se pode observar no desenho nº0007 tendo em conta a configuração do edifício, a acessibilidade e as condições de segurança. Certas zonas, como corredores, recepção, e outros locais, não deverão ter acessível qualquer tipo de aparelhos de comando que possam ser accionados por parte dos utilizadores dessas zonas, bem como os respectivos quadros, que serão dotados de porta com chave, impedindo o acesso por parte dos utentes não autorizados. PARTE 3.3 CABOS DE ALIMENTAÇÃO Os cabos utilizados na alimentação dos quadros parciais a partir do Q.G.E. serão do tipo XV 3*35+16, conforme consta no desenho nº0013 de dimensionamento de cabos que se encontra. Centro de Formação Professional Página 11

13 PARTE 4. DESCRIÇÃO, CONSTITUIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DAS INSTALAÇÕES ELECTRICAS PARTE 4.1 POTÊNCIA A CONTRATAR A avaliação da potência estimada para uma instalação eléctrica torna-se um factor de enorme importância, principalmente pelo impacto que representa em economia de concepção e por consequência nos custos globais do estabelecimento. Foram usados como referência os equipamentos previstos para aplicação no complexo para a estimativa do valor da potência a contratar, bem como através de diversas indicações presentes nas regras técnicas definidas pela Direcção Geral de Energia (D.G.E.). De notar que o R.S.I.U.E.E. fornece algumas indicações relativamente a factores de simultaneidade (K s ) a serem utilizados. O regime de exploração dos equipamentos previstos a instalar será caracterizado por três coeficientes: Factor de Simultaneidade (fs ou K s para normas). Factor de utilização (fu ou K u para normas). Factor de evolução de cargas (fe ou K e para normas). O factor de simultaneidade caracteriza o regime de incerteza de funcionamento de uma determinada instalação, ou seja, traduz a relação entre o somatório das potências estipuladas de todos os equipamentos alimentados pelo mesmo circuito ou instalação. Nos circuitos de iluminação e especiais, consideramos fs=1. Para os circuitos de tomadas, consideramos 300 VA por tomada e aplicamos o correspondente factor de 0.9 simultaneidade dado por 0.1+, onde n corresponde ao número de tomadas por circuito. n Para o cálculo da potência do quadro, também se aplica um factor de simultaneidade, neste caso um factor de 0,8. No que diz respeito ao factor de utilização este qualifica a possibilidade de os equipamentos em funcionamento não se encontrarem constantemente em serviço à plena carga. À posteriori, desconhecemos o valor do factor de utilização dos equipamentos a instalar, atribuímos a este factor o valor 1. Quanto ao factor de evolução de cargas caracteriza a evolução temporal das mesmas para o tempo de vida útil esperado para a infra-estrutura eléctrica em causa. Também aqui consideraremos 1. Estamos agora em condições de calcular a potência instalada nos diferentes quadros parciais da instalação, através da seguinte expressão: Centro de Formação Professional Página 12

14 Todos os cálculos efectuados estão apresentados no desenho nº0013. Para referência prévia indicamos que a potência total obtida para a instalação foi de VA, obviamente como todos os outros valores este resulta de suposições que certamente incluem certos erros, erros estes que tentamos sempre minimizar e, por isso, apresentamos valores superiores ao esperado, para que não exista um sub dimensionamento da instalação obrigando a futuros melhoramentos. PARTE 4.2 MATERIAIS E EQUIPAMENTOS A UTILIZAR NA INSTALAÇÃO Como será de esperar todos os equipamentos e materiais a utilizar tem de respeitar as normas, e consequentemente as seguintes condições: Cumprir os diferentes artigos dos Regulamentos, Normas e Especificações Nacionais ou em caso de inexistência destas as da C.E.I.; Ser adequados à tensão, intensidade e tipo de corrente para os quais se prevê que sejam submetidos; Ser adequados ao tipo de local quanto ao ambiente, utilização e modo de instalação; Assim como todos os materiais metálicos a utilizar, incluindo acessórios, peças, parafusos e similares deverão possuir tratamento contra a corrosão. Também se terá de ter em atenção que qualquer fornecedor de equipamento e material deverá ser detentor de documentação relativa aos Certificados de Aprovação e Normas Portuguesas, ou na sua ausência, das Normas Estrangeiras reconhecidas pelas instituições portuguesas, e que definem as características dos equipamentos e materiais a instalar na obra. Temos ainda de ter em consideração a qualidade dos materiais e equipamentos a utilizar, que será definida por meio das características e marca ou tipo, sem esquecer que qualquer substituição de equipamento deverá ser por um equipamento de eficiências e características semelhantes. Todo o equipamento terá de ser sujeito ainda a aprovação por parte da fiscalização apropriada, do dono da obra e do projectista, procedendo-se só depois então a sua instalação. Centro de Formação Professional Página 13

15 PARTE 5. QUADROS ELÉTRICOS Os quadros eléctricos vão ser metálicos, serão aplicados de forma saliente e terão também de ser capazes de resistir a qualquer tipo de oscilações provocadas pelo manuseamento da aparelhagem que estará lá instalada. Temos também de tomar em atenção a protecção que deverá ser realizada através do posicionamento de anteparos na parte frontal do quadro (painel frontal de protecção, amovível por meio de parafusos, designado por espelho do quadro ). Todos os quadros que estejam acessíveis ao público deverão possuir um sistema de fecho de tal forma que o mesmo não possa aceder ou abrir o quadro, que deverá possuir também características de protecção não inferiores às definidas aquando da classificação dos locais. Caracteristicamente os quadros serão do tipo capsulado, construídos em chapa de aço quinado com espessura não inferior a 1,5mm 2 e com estrutura em perfilado, de modo a possuírem a necessária rigidez. A electrificação destes será por meio de barras de cobre ou fios condutores, com secções superiores às mínimas necessárias ou requeridas por normas. Internamente serão instalados condutores rígidos do tipo H07V, que respeitam o art. 144º do R.S.I.U.E.E.. Todos os circuitos terão de ser bem identificados através de porta etiquetas apropriados, assim como os condutores e os barramentos têm de ser identificados pelas cores convencionais. No que diz respeito às linhas de fuga e as distâncias no ar das partes nuas activas, no interior dos quadros, não deverão ser inferiores a 12mm (distâncias no ar) e 18mm (comprimento das linhas de fuga). Temos ainda de equipar os quadros com barramentos trifásicos, neutro e terra, em barras de cobre electrolítico pintadas com as cores regulamentares e com secção indicada nas peças desenhadas, dispostas verticalmente relativamente à secção. O barramento de cobre electrolítico duro deverá ser de secção rectangular com secções compreendidas entre 5x12mm a 5x32mm. Os suportes das barras deverão estar dimensionados para resistir a esforços electrodinâmicos de curto-circuito, estas barras devem ter uma secção de tal forma a que a densidade de corrente que as atravessa não seja superior a 2A/mm 2, considerando como base para o seu dimensionamento a intensidade de corrente nominal do interruptor geral do respectivo quadro, pois será o máximo, logo pior caso, valor de intensidade de corrente que aí circulará. Os quadros deverão ainda ser equipados com interruptores gerais omnipolares de corte brusco e com sinalizadores de fase com difusor e lâmpada de néon para 230V, nas cores verde, laranja e vermelha, protegidos por fusíveis de 2A. Deverá ser também assegurada a ligação à terra, entre o armário e a porta do quadro, por meio de trança de cobre adequada. Temos também todas as canalizações protegidas contra sobre intensidades através de disjuntores magneto térmicos unipolares ou tripolares (de corte omnipolar), conforme se tratem de canalizações monofásicas ou trifásicas, respectivamente, considerou-se também Centro de Formação Professional Página 14

16 desnecessária a aplicação de disjuntores com corte de neutro. Todo o dimensionamento será apresentado no desenho nº 0013 nunca esquecendo os regulamentos. A saída e entrada das canalizações será feita com tubos com batentes e bucins com sede vedante e porca no caso de cabos à vista e as canalizações de entrada e saída deverão ser directamente ligadas aos aparelhos e ainda serão instalados ligadores, adequados, fixos em calha própria, de aperto por parafuso, na impossibilidade da ligação directa. Ainda tem de ser tomado em consideração que todas as peças e estruturas metálicas dos quadros terão as características adequadas para as suas funções, no cumprimento do código de protecção mínimo definido e terá de ser tratado contra corrosão, e, por isso, todas as peças deverão ser de material não oxidável ou facilmente corrosível. PARTE 5.1 QUADRO GERAL DE ENTRADA Todos os quadros, tanto o geral de entrada como os parciais, encontram-se projectados no desenho nº 0007, sendo o Quadro Geral de Entrada (Q.G.E.) e os parciais (QP1 a QP8). O quadro geral de entrada está localizado no átrio (ou foyer auditório), que é na entrada principal do centro de formação, e será encastrado na parede a uma altura adequada para o seu fácil acesso. Junto a este existirá um sistema de protecção e de contagem de energia de acordo com as indicações da entidade distribuidora de energia. Este quadro será do tipo múltiplo modulado PRISMA Plus G da MERLIN GERIN, sendo constituído por celas metálicas fechadas, interligadas entre si e constituídas tendo em atenção a norma CEI 439-1, assim como as características ditadas pelo código IP 54 segundo a NP 999. Vamos incluir cinco barramentos (as três fases, a terra e o neutro), todos em barra de cobre electrolítico, devidamente pintados nas cores regulamentares e com a secção indicada, dispostos verticalmente relativamente à secção e fixados sobre suportes normalizados de matéria isolante de alta resistência mecânica. A estrutura, invólucro, compartimentos e acessórios serão de estrutura modular, com as estruturas das celas constituídas por perfilados em chapa de aço macio de 3mm de espessura em forma de U e com perfuração regular de modo a garantir a sua modulação. Os diversos painéis e portas serão em chapa de aço electrozincada com 1,5mm de espessura, cor bege RAL 1019 com resistência à intempérie classe 2 segundo NF Todos os componentes metálicos serão protegidos contra a corrosão por pintura electrostática a pó epoxy + polyester polimerizado a quente após total Centro de Formação Professional Página 15

17 desengorduramento das superfícies. O quadro possuíra moldura suporte de espelhos e porta exterior que garanta IP 307 e elementos para saída de cabos ou montagem de barramentos. Todos os componentes em plástico serão auto extinguíveis, em particular, os suportes das peças metálicas sob tensão. A constituição e instalação do quadro deverão ter em consideração o disposto regulamentarmente, bem como as normas em vigor. A montagem dos componentes destes quadros permitem cumprir instalações conforme as normas IEC e EN , com as seguintes características eléctricas: Tensão estipulada de emprego 1000V Tensão estipulada de isolamento 1000V Corrente nominal máxima 630ª Corrente estipulada de crista admissível 53KA Corrente estipulada de curta duração admissível 25KA/1seg. Frequência 50/60Hz Quadro ensaiado segundo EN Sendo um foco de entrada de energia, obedecerá fundamentalmente à NP 1271 e será constituída pela diversa aparelhagem: Um interruptor omnipolar, do tipo multicelular de corrente nominal Aparelhos de protecção (disjuntores magneto térmicos) para protecção das saídas da corrente nominal Um ligador de massa, devidamente identificado, ao qual serão ligado os condutores de protecção dos quadros respectivos Barramento em cobre electrolítico. Este terá uma densidade mínima de corrente de 2A/mm 2 envernizado nas cores regulamentares. Aparelhos de protecção contra sobretensões Luzes sinalizadoras de fase, protegidas Reservas não equipadas Todos os armários ou quadros deverão ter mais de 20% de espaço livre, da aparelhagem que já possuem, para eventuais casos de ampliação da instalação. PARTE 5.2 QUADROS PARCIAIS Foram previstos quadros parciais distribuídos de forma a alimentar os diversos centros de carga, de forma a garantir uma melhor utilização e operacionalidade da rede, para uma melhor distribuição da potência e uniformidade dos circuitos. Estes quadros serão alimentados pela rede a partir do quadro geral e terão as mesmas características que os quadros anteriores. Centro de Formação Professional Página 16

18 PARTE 6 PROTECÇÕES DE PESSOAS E DAS INSTALAÇÕES PARTE 6.1 PROTECÇÃO DE PESSOAS CONTRA CONTACTOS DIRECTOS A protecção das pessoas contra contactos directos com peças em tensão, será feita através da colocação de anteparos, afastamento de partes activas, isolamento apropriado dessas mesmas partes, impedindo o acesso a quadros eléctricos nas zonas habituais de circulação dos utentes do edifício, através do cumprimento do regulamento de segurança do R.S.I.U.E.E.. De acordo com os regulamentos de segurança (R.S.I.U.E.E.), todas as partes activas da instalação irão ter protecção contra contactos directos, quer no que diz respeito aos níveis de isolamento dos condutores, quadros eléctricos, caixas e restante aparelhagem, bem como pela sua protecção mecânica. PARTE 6.2 PROTECÇÃO DE PESSOAS CONTRA CONTACTOS INDIRECTOS A protecção de pessoas contra contactos indirectos será efectuada conforme os termos indicas na alínea a) do nº 2 do art. 598º do R.S.I.U.E.E., que delibera a forma de protecção através da ligação directa das massas à terra e uso de um aparelho de corte associado. Nos termos referidos nos comentários do ponto 2 desse mesmo artigo, é-nos indicado que esse aparelho de corte deverá ser de corte automático por sensibilidade à corrente diferencial residual. Este procedimento acima referido, está de acordo com o art. 452º do R.S.I.U.E.E., ao definir que nos estabelecimentos recebendo público, a protecção das pessoas deverá ser efectuada pelo emprego de aparelhos de protecção sensíveis à corrente diferencial. Para esta instalação, o regime de neutro a utilizar será o regime TT: o neutro encontrase ligado à terra de serviço no posto de transformação e as massas metálicas susceptíveis de ficarem sob tensão são ligadas directamente à terra de protecção. Como tal, este sistema implica a existência de duas terras, a terra de serviço e a terra de protecção, e requer como exigências operacionais, o controlo frequente das condições de disparo dos aparelhos diferenciais e o controlo dos sistemas de terra da protecção das massas (art. 599º a 601º do R.S.I.U.E.E.), medindo o seu valor regularmente. Vai existir um circuito de terra de protecção único, o qual vai permitir a ligação das massas à terra de toda a instalação eléctrica de utilização. Deverá ser igualmente utilizado, para os casos necessários e para garantia de uma maior eficiência no âmbito da segurança das pessoas, o sistema de ligações equipotenciais de elementos estranhos à instalação eléctrica, das massas metálicas acessíveis a pessoas cujos pés assentem numa superfície condutora (instalações sanitárias, canalizações de agua ou gás, se estas forem do tipo metálico e acessíveis). Centro de Formação Professional Página 17

19 Os prováveis contactos, serão eliminados automaticamente através da utilização de dispositivos de corte dos circuitos, sensíveis à existência de defeitos de isolamento. Estes aparelhos são usados geralmente para a protecção de pessoas, e em alguns casos, na protecção contra incêndios de origem eléctrica em qualquer regime de neutro. Os aparelhos de protecção contra sobre intensidades, podem assegurar simultaneamente a protecção de pessoas contra contactos indirectos, desde que as situações de defeito fomentem correntes de defeito passíveis de fazer operar o corte nos tempos requeridos pela curva de segurança definida pela publicação CEI No entanto, esta metodologia não é eficaz, uma vez que a maioria dos defeitos de isolamento não permite gera tais correntes. No caso particular do sistema TT, a corrente de defeito não é suficiente para garantir as anteriores condições, pelo que estes aparelhos não podem ser usados para o defeito em questão, e consequentemente, a necessidade do uso generalizado de aparelhos sensíveis a defeitos de isolamento que conduzem ao estabelecimento de correntes de fuga para a terra, sensíveis à corrente diferencial residual interruptores diferenciais. PARTE 6.3 CIRCUITOS DE PROTECÇÃO E RESPECTIVOS ELÉCTRODOS DE TERRA Devido à importância da segurança de pessoas e bens, recomenda-se uma escolha atenta dos eléctrodos e na execução das terras. Os circuitos de protecção deverão ter continuidade eléctrica e mecânica assegurada e deverão ser identificáveis ao longo de todo o percurso. O sistema de terra apresenta uma estrutura radial arborescente, acompanhando o desenvolvimento das instalações, sendo constituído: Eléctrodo ou sistema de eléctrodos de terra Condutores de terra Condutores de protecção O sistema de terras de protecção das massas deve obedecer aos requisitos: deverão ser únicos e distribuídos tão uniformemente quanto possível a instalação será apenas dotada de um sistema de terra de protecção serem equipotenciais e serem interligados. PARTE ELÉCTRODOS DE TERRA Como eléctrodo de terra, vamos utilizar um anel de terra colocado no perímetro das fundações do edifício. Este tipo de eléctrodo é normalmente realizado em cabo de cobre nu com uma secção mínima de 25mm 2, ou em fita de aço galvanizado, com uma secção mínima de 100mm 2, montados em vala. Centro de Formação Professional Página 18

20 No caso da instalação com fita utilizam-se espaçadores cada 2 ou 3m, para fixação e orientação da fita com a maior secção ao alto, protegendo-a de seguida com cerca de 5 cm de betão pobre. A profundidade mínima de instalação deverá ser de 80cm. Por outro lado é recomendado anel de terra esteja a cerca de 1m das fundações do edifício. A figura seguinte representa a realização de um anel de terra, na qual: 1. vala com uma profundidade mínima de 80cm 2. condutor de terra 3. canalizações de água 4. canalizações de alimentação 5. canalizações de gás 6. barra de ligação equipotencial 7. condutores de protecção 8. condutores de equipotencialidade 9. condutores de terra A ligação do anel de terra à estrutura metálica do ferro do betão das fundações, da forma representada na figura seguinte, pode melhorar bastante a resistência de terra deste tipo de eléctrodo. Este sistema oferece uma óptima garantia de uma baixa resistência de terra, e principalmente realiza uma boa equipotencialidade entre a estrutura do pavimento do edifico. Centro de Formação Professional Página 19

21 Os pilares metálicos interligados por estruturas metálicas e enterrados a uma certa profundidade no solo podem ser utilizados como eléctrodos de terra. A resistência de terra de um eléctrodo de terra deste tipo pode ser calculada aproximadamente pela seguinte expressão: Em que, no nosso caso: R = resistência do eléctrodo de terra em Ω. R = 2 ρ L Ρ = resistividade do terreno em Ω.m, igual a 500 Ω.m L = o comprimento da vala ocupada pelo condutor em m, igual a 312m. O que no nosso caso equivale a uma resistividade de 3,20Ω. O conjunto de pilares interligados e repartidos pelo perímetro de um edifício, apresenta uma resistência da mesma ordem de grandeza que a do anel constituído por condutores nus estabelecidos no fundo das fundações. O eventual envolvimento dos pilares com betão não impede a utilização destes como eléctrodos de terra, nem modifica sensivelmente o valor da sua resistência como eléctrodo. Os eléctrodos de terra serão dotados de ligadores destinados a receber o condutor de protecção e ligados ao eléctrodo por meio de soldadura forte aluminotérmica e/ou fixados por rebitagem ou então por meio de aperto mecânico e com dispositivo de segurança contra desaperto acidental. A ligação do eléctrodo de terra ao ligador amovível será feita em cabo de cobre de 50 mm 2 enfiado em tubo PVC Ø 25mm/6kgf. A ligação do quadro geral ao ligador amovível será igualmente em cabo de cobre de 50 mm 2 enfiado em tubo VD 32mm de diâmetro. Este Centro de Formação Professional Página 20

22 circuito será dotado de ligador amovível, colocado no exterior e acessível somente a pessoas qualificadas para o efeito, e que se destina a medir a resistência de terra. Este circuito deverá ser implantado nas condições regulamentares de maneira a obterse um valor de resistência inferior a 20 Ω. PARTE CONDUTORES DE TERRA Os condutores de terra que estabelecem a ligação entre o eléctrodo de terra do edifício e o ligador amovível de terra, devem ser constituídos por um cabo de aço galvanizado de secção não inferior a 50 mm 2, protegido contra a corrosão. A ligação deverá ser realizada de forma a evitar desapertos acidentais. Sempre que necessário, esta ligação será desfeita por instrumento adequado, para proceder à medição da resistência do eléctrodo de terra. Esta ligação amovível de terra deverá estar localizada no quadro geral de entrada. A remoção do ligador amovível, para medição da resistência de terra do eléctrodo, só poderá ser feita depois de desligado o aparelho de corte geral da instalação. Todas as massas da instalação deverão ser ligadas à terra, nomeadamente estruturas metálicas das vigas, pilares e fundações, canalizações metálicas enterradas ou embebidas, antenas de radiotelecomunicações ou de televisão/satélite, bem como o sistema de protecção contra descargas atmosféricas. Como é utilizado para eléctrodo de terra da instalação um anel de terra, a ligação à terra de antenas e sistemas de protecção contra descargas atmosféricas terá de ser feita a uma terra distinta. PARTE CONDUTORES DE PROTECÇÃO Destinam-se a ligar electricamente algumas das seguintes partes: massas, elementos condutores, terminal principal de terra, eléctrodo de terra, ponto de alimentação ligado à terra ou a um ponto de neutro artificial. Ao condutor principal de protecção, são ligados os condutores de protecção das massas, os condutores de terra e, fortuitamente, os condutores de ligações equipotenciais. O estabelecimento do condutor de protecção principal é feito entre todos os quadros e o quadro a montante, estes são estabelecidos juntamente com os condutores activos (fase e neutro), não sendo inferiores às indicadas no art. 615º do R.S.I.U.E.E. Os condutores de protecção deverão ser do mesmo tipo e material dos condutores activos da canalização a que dizem respeito e devem fazer parte integrante da mesma. Os condutores de protecção deverão ter continuidade eléctrica e mecânica perfeitamente asseguradas ao longo o seu percurso, não sendo permitido intercalar partes metálicas em série no seu circuito. Centro de Formação Professional Página 21

23 PARTE 6.4 VALORES DA RESISTÊNCIA DE TERRA Quando a instalação for alimentada por uma rede de distribuição em baixa tensão e for protegida, na sua origem, por um disjuntor de entrada que inclua função diferencial, a resistência global de terra à qual estão ligadas as massas da instalação deve ser inferior a 100Ω, a instalação eléctrica deve ser protegida por meio de dispositivos diferenciais de valor de corrente estipulada adequada ao valor da resistência de terra efectiva, tendo em conta as eventuais variações sazonais, segundo o R.T.I.E.B.T.(Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão). O emprego de dispositivos diferenciais, de corrente diferencial estipulada não superior a 30mA, é reconhecido como medida de protecção complementar em caso de falha de outras medidas de protecção contra os contactos directos ou em caso de imprudência dos utilizadores. A corrente de sensibilidade mínima dos relés diferenciais ou disjuntores = 1A, logo 25V/1A=25Ω. Que é o valor mínimo que a nossa resistência de terra deve ter. Como a resistividade de terra pode variar sazonalmente, por precaução reduzimos este valor para a sua metade. O valor do eléctrodo de terra é 3,2Ω, valor este mais do que suficientemente para garantir as condições de segurança da instalação. PARTE 6.5 APARELHAGEM DE PROTECÇÃO PARTE INTERRUPTORES DE CORTE GERAL Os aparelhos de manobra são apropriados a uma instalação embebida e para a intensidade de corrente de 10A a 250V. São constituídos por interruptores, comutadores de lustre e comutadores de escada. Os espelhos de protecção são de material isolante. A altura de montagem deve ser à mesma altura dos puxadores das portas: 1,10m do pavimento. Outros aparelhos de comando utilizados serão os interruptores modulares instalados nos quadros eléctricos. Estes destinam-se a comandar a iluminação dos locais comuns ou de acesso do público. Os interruptores de comando devem ficar montados em fila distinta da dos disjuntores, de modo a não serem confundidos com aqueles, e deverão estar inequivocamente identificados nas suas funções. O interruptor de corte geral será omnipolar (3 fases mais neutro), da MERLIN GERIN, classe 1, permitindo abertura e fecho em carga de um circuito. A sua intensidade nominal é de 630A, e foi propositadamente sobredimensionado para que este tipo de equipamento possa suportar, sem aquecimento exagerado, a corrente prevista para a instalação. Estes interruptores são dimensionados para suportarem a intensidade máxima admissível da canalização respectiva. Centro de Formação Professional Página 22

24 Os circuitos de iluminação de corredores e zonas comuns estão ligados nos quadros através de interruptores horários. PARTE INTERRUPTORES DIFERENCIAIS Os interruptores diferenciais serão tetrapolares, da MERLIN GERIN, classe AC, com as intensidades nominais indicadas no desenho nº13, dimensionadas para suportarem a intensidade máxima admissível da canalização respectiva e equipados com relé sensível a correntes de defeito de alta ou baixa sensibilidade. Os interruptores diferenciais instantâneos estarão protegidos contra disparos intempestivos devido a sobretensões passageiras e terão resistência às correntes de curto-circuito. PARTE DISJUNTORES Os disjuntores têm por função proteger as canalizações e, por isso, devem ser escolhidos de acordo com o condutor a proteger. Os valores a utilizar nos disjuntores estão especificados no desenho nº13. Os disjuntores utilizados apresentam uma construção modular, e respeita as normas NF EN e IEC Nos quadros gerais e nos quadros parciais utilizamos disjuntores equipados com relés térmicos e electromagnéticos e também interruptores diferenciais. O interruptor diferencial tem como função principal proteger as pessoas ou bens contra defeitos à terra: Evitar choques eléctricos (protecção de pessoas); Evitar incêndios (protecção de bens). O dispositivo diferencial não substitui um disjuntor, pois não protege contra sobrecargas e curto-circuitos. Para este tipo de protecções devem-se utilizar os disjuntores em associação. Visto que o valor do eléctrodo de terra é bastante baixo, optou-se por utilizar dispositivos diferenciais com o valor de corrente residual de 300mA, atendendo a que existem muitos equipamentos informáticos e outras máquinas que com perdas consideráveis. Decidiu-se utilizar dispositivos diferenciais do tipo A, visto que estes dispositivos são capazes de detectar defeitos de componente alternada e de componente contínua, sendo já capazes de proteger satisfatoriamente os aparelhos instalados. Os disjuntores serão unipolares (circuitos de iluminação e tomadas de uso geral, equipamentos monofásicos) e tripolares (equipamentos trifásicos), da MERLIN GERIN, classe C60N, curva C, com um poder de corte dependente do quadro onde serão instalados e com a intensidade nominal no desenho nº É necessário garantir a selectividade das protecções, Centro de Formação Professional Página 23

25 devido ao facto de existirem dispositivos de protecção contra sobreintensidades em diferentes níveis da estrutura de distribuição. A selectividade entre dispositivos de protecção em cascata (selectividade vertical) exige a coordenação a nível amperimétrico (a corrente de não funcionamento do dispositivo a montante deverá ser superior à corrente de funcionamento do dispositivo a jusante), ou cronométrico (o tempo total de funcionamento do dispositivo a jusante deverá ser inferior à temporização dos dispositivos a montante). Existe selectividade total entre dois dispositivos e protecção quando, para qualquer corrente de defeito inferior ou igual ao poder de corte do dispositivo a jusante, só este intervém na abertura do curto-circuito. PARTE 6.6 SINALIZADORES Os sinalizadores serão da MERLIN GERIN, classe V, fornecido com difusor e lâmpada néon de 230V, nas cores convencionais e serão protegidos por corta-circuitos fusíveis de intensidade nominal de 2A. PARTE 6.7 BARRAMENTOS Os barramentos serão de barra de cobre, apoiadas em isoladores, dimensionados no mínimo para a intensidade nominal dos aparelhos de corte geral, ou parcial de cada um dos quadros. PARTE 6.8 BORNES DE TERRA Todos os quadros possuirão barramento de terra onde conectarão todos os condutores de protecção. Centro de Formação Professional Página 24

26 PARTE 7. CANALIZAÇÕES PARTE 7.1 CANALIZAÇÕES ENTERRADAS A canalização de alimentação normal e de alimentação de emergência do quadro geral de entrada do edifício, derivam do Quadro Geral de Baixa Tensão do Posto de Transformação e é constituído pelo cabo H1XV-A-R 3x mm 2. São canalizações a ser estabelecidas de forma enterrada, numa mesma vala, com profundidade mínima de 0,7 metros. PARTE 7.2 REDE DE TUBOS, CABOS E CONDUTORES A rede de distribuição de energia eléctrica do edifício tem início no quadro geral e termina nas entradas dos quadros eléctricos parciais. Esta rede foi criada para suportar as canalizações actuais e possíveis ampliações futuras, e que permitam flexibilidade de exploração. Sempre que seja permitido, esta rede será realizada, em caminhos de cabos devidamente dimensionados. Estes serão em montagem suspensa ao tecto, sendo possível o seu acesso em todo o seu percurso. A ligação entre quadros será feita por cima do tecto falso das respectivas áreas, onde os condutores circulam dentro do caminho de dados, sendo que pode ser considerado um troço principal nos corredores e as respectivas derivações para os vários quadros. Os cabos utilizados, terão características não inferiores às dos classificados no R.T.I.E.B.T.. Para isso utiliza-se o cabo do tipo H07V-R. As tubagens, devem respeitar as seguintes indicações: Todas as tubagens serão não metálicas, a não ser que atravessem pilares ou vigas, o que não é o caso. Deverá ser evitado traçados oblíquos, devendo, estabelecer-se troços horizontais ou verticais a partir dos aparelhos intercalados nas canalizações Nas zonas onde não existe caminhos de cabos, os mesmos deverão ser enfiados em tubos do tipo VD, da marca Legrand. As curvas deverão ter raios adequados aos respectivos diâmetros e deverão ser instaladas caixas de derivação e de passagem de modo a permitir a introdução dos condutores. O raio de curvatura dos tubos não será inferior a seis vezes o diâmetro exterior ou a maior dimensão da secção transversal do tubo. O diâmetro a aplicar irá variar de acordo com a secção dos condutores de acordo com o ponto das R.T.I.E.B.T. Nas tubagens de comprimento elevado ou onde existam mudanças de direcção acentuada, deverão ser instaladas caixas de passagem, com as dimensões de Centro de Formação Professional Página 25

27 acordo com os tubos instalados para permitirem uma fácil introdução dos condutores ou cabos A ligação dos tubos entre si será feita por uniões de plástico apropriadas devidamente unidas por cola do celulósico Os tubos serão fixos ao tecto por braçadeiras de plástico Nas baixadas aos aparelhos de manobra e tomadas, os cabos também deverão ser introduzidos em tubo do tipo VD Em caso de canalizações embebidas no pavimento, o tubo será do tipo ERE Todos os tubos utilizados na instalação deverão ter as seguintes indicações: Norma de fabricante ou marca de fabrico Indicação de norma NFC Identificação do produto e diâmetro Data de fabricação: mês/ano Cada tubo deve conter apenas os condutores pertencentes a um mesmo circuito, de forma a evitar avarias de causas mútuas, facilitando a pesquisa, detecção e identificação de avarias. No caso dos condutores tenham que ficar juntos de circuitos independentes, ambos têm de ser isolados, no mínimo para maior tensão aplicada nessa conduta. A secção S c, em mm 2, necessária para um caminho de cabos pode ser calculada através da expressão: 100+ R S C = K s 100 em que K é um coeficiente de enchimento e s é a secção recta total requerida pelos cabos e R é a percentagem da possibilidade de ampliação: K=1,4 para cabos de potência de BT K=1,2 para cabos de manobra ou de sinalização A secção recta total requerida pelos cabos é o somatório da secção recta exterior de cabo. A carga, em kg/m, prevista sobre o caminho de cabos por metro é dada por: 100+ R q = p 100 em que R é a percentagem da possibilidade de ampliação e p é o peso dos cabos, por metro. Teremos dois tipos de caminhos de cabos, fortes e fracas. Correntes Fortes: Iluminação normal Sinalização de Saídas Distribuição de energia Tomadas de usos gerais Equipamentos eléctricos Centro de Formação Professional Página 26

28 Correntes fracas: Telecomunicações (I.T.E.D.) Sistema de detecção de intrusão Sistema de detecção de incêndio (S.A.D.I.) As canalizações de energia e comunicações serão realizadas em caminhos de cabos independentes. As ligações de alimentação entre o Quadro Geral e os restantes cabos será efectuada por cabos com um nível de isolamento de tensões superior ao realmente necessário, de modo a garantir um isolamento classe II, e assim garantir a protecção contra contactos indirectos. A tabela com as características dos cabos está no desenho nº Os condutores que constituem as canalizações deverão ser revestidos de isolamento nas cores convencionais, definidas no art. 180º do R.S.I.U.E.E., de modo a facilitar a identificação. Fase: preto-preto-castanho ou castanho-castanho-preto Neutro: azul claro Condutor de protecção: verde/amarelo As secções mínimas dos condutores a utilizar nunca serão inferiores às seguintes: 1,5 mm 2 para circuitos de iluminação 2,5 mm 2 para a interligação de tomadas 4 mm 2 para alguns equipamentos de maior potência 6 mm 2 para a interligação de quadros PARTE 7.3 CALHAS TÉCNICAS E CAIXAS DE PAVIMENTO A instalação de calhas técnicas de rodapé será prevista em oficinas, gabinetes e salas de reuniões. Nestes locais, indicados nos desenhos, a passagem de condutores para as tomadas de usos gerais, de telefones e de rede será feita no interior das calhas. As mesmas serão da marca Legrand série DLP. Nos locais com numero reduzido de cabos (salas e gabinetes), a calha tem as dimensões de 100x50mm (CTR). Em locais com maior número de cabos (corredores e reprografia), utilizar-se-á um caminho de cabos de 300x60mm relativo às correntes fortes e 200x35mm para as fracas. Serviços administrativos, auditório, carpintaria e oficina de manutenção foi prevista a instalação de caixas de pavimento de modo a melhorar a aproximação das tomadas tanto para usos gerais como de telefones e rede de aparelhos a ligar. Segundo o ponto das R.T.I.E.B.T., as tomadas instaladas no pavimento deverão ter, no mínimo IP24 e IK07. As caixas de chão utilizadas serão da Legrand, cumprindo os códigos IP e IK especificados e estão de acordo com a norma NF C Centro de Formação Professional Página 27

29 PARTE 7.4 CAIXAS A colocação das caixas de derivação e passagem deverá ser a mais conveniente possível em relação ao percurso dos circuitos e ao seu acesso para as ligações, devendo respeitar a estética da arquitectura. Na instalação da aparelhagem de manobra, serão utilizadas caixas de aparelhagem, não sendo permitido, em caso algum, a instalação de caixas fundas funcionando como caixas de derivação. Todas as tampas das caixas de derivação deverão ser etiquetadas. Segundo o R.T.I.E.B.T., estas etiquetas serão em trafolite e deverão conter as informações referentes à rede, quadro, o circuito a que pertence e a sua utilização. As caixas de passagem e derivação dos vários circuitos de iluminação, força motriz, sinalização, etc., deverão ser agrupadas em caixa com tampa única, colocada a meio das soleiras da portas, janelas e do vãos. Dento de cada dependência, as caixas situam-se à mesma altura. Quando as caixas se destinam a permitir derivação para alimentação de um ponto luz colocado em tecto falso, deverão ser colocadas na perpendicular, baixada a partir do ponto luz a estabelecer. Nas caixas de derivação ou de aparelhagem, o dispositivo de aperto não deverá apertar mais de quatro condutores, para secções nominais iguais ou inferiores a 4mm, ou dois condutores de secções nominais ou contíguas na escala das secções normalizadas superiores a 4mm. Em cada caixa não será permitido deixar aberturas além das utilizadas pelos tubos. Não será permitido, em caso algum, deixar caixas com acesso ao seu interior sem uso o uso de ferramentas. Dimensões: Caixa de aplique 40mm de diâmetro Caixas de aparelhagem 60mm de diâmetro Caixas de derivação e de passagem 80x80x40mm Caixas de derivação e de passagem 120x80x40mm As caixas a utilizar e respectivos acessórios serão da série Batik e Plexo (caixas de derivação) da Legrand, auto extinguíveis a 850ºC. As caixas a utilizar nas instalações embebidas serão de plástico (IP55, IK07), referência da Legrand. PARTE 7.5 APARELHAGEM DE COMANDO Nas instalações embebidas, a aparelhagem de comando a utilizar em locais de utilização normal (salas, gabinetes, etc.), será em baquelite, do tipo basculante, com o espelho em baquelite, da série Galea Life da Legrand. Quando dois ou mais aparelhos Centro de Formação Professional Página 28

30 formarem um conjunto, deverá ser montado um único espelho, também em baquelite que os suporte. Os aparelhos fixos utilizados não poderão ter uma intensidade nominal inferior a 10A/250V, sendo o seu índice de protecção idêntico ao anteriormente indicado para os quadros. Toda a aparelhagem de corrente alternada deverá ser própria para as tensões mínimas de 230V/400V e frequência de 50 Hz. A localização de aparelhagem de comando, dependerá sempre do sentido de abertura das portas, devendo ser colocada a 1,2m do pavimento. Nos locais onde as exigências mecânicas são rigorosas (oficinas, cozinha, copa suja, etc.), os aparelhos de comando a instalar nestas zonas, serão salientes e estanques, do tipo Plexo 55s Branco (IP55, IK08) da Legrand. PARTE 7.6 TOMADAS Todas as tomadas monofásicas deverão ser dotadas de terminal terra e serão 2P+T, schucko, de alvéolos protegidos, da série Mosaic DLP (para utilizar nas calhas) da Legrand. As restantes serão 2P+T, do tipo schucko, de alvéolos protegidos, da série Galea Life da Legrand. Nas casas de banho são usados transformador de isolamento de 300VA da Legrand. O seu número é o considerado necessário e está indicado no desenho nº 0005, para cada local, de modo a evitar utilizações abusivas de um mesmo circuito e com a preocupação de permitir uma distância entre elas que facilite a sua utilização nas operações de limpeza e na utilização de vários receptores de utilização comuns em ambiente académico (computadores, projectores). Nas oficinas e no auditório, são utilizadas tomadas de pavimento, de forma a aumentar o número de pontos de ligação. Por regra, cada circuito de tomadas de usos gerais não terá mais de oito pontos de utilização. Locais como WC s, cozinha, copa suja (locais temporariamente húmidos), serão alimentados por circuitos próprios e serão protegidos contra contactos directos e indirectos, através da instalação de disjuntores diferenciais de elevada sensibilidade. As tomadas de uso geral estabelecidas nas dependências que não sejam WC s deverão ser instaladas a cerca de 30cm do pavimento. Na montagem embebida, todas as tomadas de uso geral são para a intensidade de 16A, 250V, com ligação por aperto mecânico e fixação por parafusos de latão cromado. As tomadas monofásicas dos WC s, serão previstas para uma intensidade nominal de 16A, 250V, instaladas a uma altura de 1,2m do pavimento e com protecção mecânica. Estas tomadas, bem como as dos corredores, serão embutidas. As tomadas trifásicas a estabelecer nos locais indicados no desenho nº 0005, serão da série Plexo da Legrand (IP44, IK09), apropriadas para fixação à parede. A sua intensidade Centro de Formação Professional Página 29

31 nominal será de 32A, 400V. Por construção, este tipo de tomadas trifásicas apresenta característica de resistência a curto-circuitos até 10KA, o que se adapta às características dos locais para onde se prevê a sua instalação. Vão ser preparadas a instalação para a alimentação de equipamentos especiais: Forno misto Grelhador Placa eléctrica Banho Maria Placa de indução Balcão frigorifico Maquina lavar loiça Grupo múltiplo Máquina café 4 grupos Estufa Microondas Equipamento frio Secadores de mão Central do Sistema de Detecção de intrusão Central do Sistema Automático de Detecção de incêndios UPS A UPS a utilizar será da série 1600EP de 18kVA da Toshiba, ou equivalente. Este valor assegura os valores mínimos necessários, incluindo o sistema automático de detecção de incêndios, controlo de detecção de intrusão e uma parte dos serviços administrativos. baterias substituíveis transformador de isolamento display LCD digital ampla janela de tensões de entrada ampla janela de frequência de entrada correcção do factor de potência Centro de Formação Professional Página 30

32 PARTE 8 ILUMINAÇÃO PARTE 8.1 ILUMINAÇÃO NORMAL A iluminação da instalação de utilização tem por objectivo, assegurar condições de conforto e de segurança aos utilizadores, quer sejam alunos ou funcionários em causa. Assim, o cálculo luminotécnico referente a este projecto, teve como valores de referência das grandezas luminotécnicas adequadas ao tipo de utilização de cada espaço, procurando melhor relação entre qualidade de iluminação e uma boa economia de energia, procurando a maior eficiência energética possível. Em tectos falsos, optamos por colocar luminárias embutidas, e em tectos normais, luminárias salientes. As luminárias foram escolhidas de acordo com as características arquitectónicas de cada espaço. As superfícies ópticas das armaduras serão em alumínio, com elevado coeficiente de reflexão. As luminárias serão equipadas com balastros electrónicos, em vez dos convencionais uma vez que tais dispositivos oferecem o conjunto seguinte de vantagens: Poupança de 20% a 30% de energia em comparação com os balastros convencionais Ausência de cintilação durante o funcionamento devido à alta frequência de operação ( ± 30khz) o que leva a um aumento do conforto visual Desliga automaticamente as lâmpadas em caso de anomalias Religação automáticas das lâmpadas após correcção de anomalias função stanby Baixo campo magnético Alto factor de potência (cos ϕ > 0.95), dispensando assim o condensador de correcção Vida útil da lâmpada aumenta aproximadamente 50% Baixa temperatura de funcionamento Fluxo constante independentemente da tensão de alimentação Índice de eficácia energética IEE > A3 A seguir apresenta-se o diagrama de electrificação dos balastros: Centro de Formação Professional Página 31

33 A utilização de balastros electrónicos nas luminárias, é mais dispendioso no acto de aquisição, mas é amortizado a curto prazo (2 a 3 anos) devido à poupança referente ao seu menor consumo de energia, como também aumenta o tempo entre manutenções. Poderíamos ter projectado um sistema EIB, domótica, para melhor gestão da iluminação e facilidade de utilização, mas como se trata de um centro de formação profissional, pequeno complexo de ensino, apenas contém um auditório, chegámos à conclusão que não seria a melhor opção, pois trata-se um investimento caro e convém ser muito bem ponderado. Como uma instituição de ensino contrata sempre contínuos e outro tipo de funcionários como guarda nocturnos, estes acabam por realizar o trabalho que o sistema iria fazer. O projecto foi elaborado com a ajuda do software de cálculo WinElux, da E.E.E., sendo as luminárias utilizadas todas pertencentes ao catálogo de produtos da E.E.E., excepto sinalização de saídas de emergência, e luminárias energia solar para exterior. Esta aplicação utiliza o método ponto a ponto e pode ser aplicada em áreas regulares interiores. Para as várias zonas de utilização, a iluminância estimada através de várias tabelas foi: 500 lux salas polivalentes, gabinetes, serviços administrativos, salas de formação informática, mediateca, salas estágio/jogos 300 lux recepção, oficina de restauração, copa suja, cozinha, arquivo, arquivo de formação, oficina áreas formativas teórica jardinagem/carpintaria, salas de reunião, auditório 250 lux oficinas administrativas, oficinas limpeza 200 lux despensa geral, despensa dia, depósito lixo, copa/balcão, refeitório 150 lux sala pessoal, WC s, corredores, salas de espera, área de espera, armazém de limpeza, armazém embalagem, átrio/foyer auditório, bar 25 lux pátrio interior Sendo assim, as armaduras serão equipadas com lâmpadas fluorescentes, com balastro electrónico, de IP adequado ao local onde serão instaladas. No caso dos pátio interiores, optamos por utilizar uns candeeiros exteriores alimentados através de painel fotovoltaico, sem necessidade de cabos e fornecimento de energia por parte de algum quadro eléctrico. Tratando-se de um local público, foi considerada a iluminação normal, bem como a iluminação de emergência e segurança. Abaixo, encontra-se um cálculo luminotécnico de uma divisão (Oficina de Manutenção) a título de exemplo: Centro de Formação Professional Página 32

34 Em primeiro lugar, tendo em conta a utilização do local, indicámos o nível de iluminância, o factor de manutenção escolhido é de 0,7 (medianamente limpo), no programa é 1/0,7. Consultámos o catalogo E.E.E. e escolhemos uma luminária. Considera-se uma altura de 2,5m com uma altura do plano de trabalho de 0,85m. Quanto aos índices de reflexão: Para janelas, 0,1 (janelas de cima a baixo) ou 0,3 (janelas normais) Parede 0,5 Tecto 0,7 Plano de trabalho 0,1 Centro de Formação Professional Página 33

35 Neste caso, optámos por uma luminária saliente, estanque MHPP (2x36W). De seguida, seleccionámos cálculo automático, especificando a iluminância que pretendemos, cruzando os dados que já temos e o programa encarrega-se de distribuir as luminárias pela divisão e calcular automaticamente várias grandezas. Centro de Formação Professional Página 34

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