ESTUDANTES E MÉDICOS FORMADOS EM CUBA PREPARAM A III CARAVANA DA SAÚDE EM SERGIPE

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1 N 5 / junho/julho - Cuba - Sergipe Médicos de ciência e consciência Informativo Eletrônico ESTUDANTES E MÉDICOS FORMADOS EM CUBA PREPARAM A III CARAVANA DA SAÚDE EM SERGIPE Palestra sobre Cuba em Estância/SE dia 17 de junho Pág. 4 Será que no Brasil não faltam médicos?! Pág. 5 Como prevenir a Hipertensão Arterial Pág. 7 O SUS que eu vivi Pág. 7 A indústria da saúde Pág. 6 Lula participa de reunião com brasileiros em Cuba Pág. 7

2 PRINCIPAL III EDIÇÃO DA CARAVANA DA SAÚDE EM SERGIPE A Associação sergipana dos estudantes de Medicina em Cuba em conjunto com a associação brasileira dos estudantes de medicina em Cuba iniciaram o processo de organização da a III Caravana da saúde no estado de Sergipe que será realizada no mês de agosto. O ato consiste na estadia dos estudantes, médicos e demais profissionais da saúde por uma semana na cidade que irá sediar a iniciativa, realizando palestras em escolas, postos de saúde e hospitais, visitando famílias e trocando experiências com os diversos profissionais da saúde. A Caravana da Saúde já está no seu III ano de atuação no Estado de Sergipe. No ano de 2009 foi realizada a primeira edição na cidade de Umbaúba por meio do convite do prefeito Anderson Farias. Um ano depois a Caravana retornou a Umbaúba para mais uma vez realizar a ação voluntária voltada para a saúde e comprovar os resultados das demandas que foram encaminhadas. Ainda em 2010, além de Umbaúba, os profissionais da saúde visitaram a cidade de Estância e distribuíram mais de preservativos nas ruas da cidade, conversaram com a comunidade local, demonstrando que o dever do médico é assistir à população superando todos os obstáculos. Na oportunidade também visitaram o Hospital Regional Amparo de Maria, logo depois de um almoço com o vereador Dominguinhos do PT, professor Miguel Viana e Dr. Carlos Magno, ex-diretor do Hospital de Urgências de Sergipe. Segundo Carla Rayane, coordenadora dessa iniciativa para o ano de 2011, a proposta é difundir ainda mais o trabalho e aumentar o raio de ação no Estado, para tanto contaremos com a presença de estudantes de enfermagem de distintas Faculdades do Estado, estudantes de medicina da Universidade Federal de Sergipe, além de médicos formados em Cuba que hoje atuam no Estado. Rayane enfatiza que: para a realização da Caravana os estudantes necessitam primeiramente do apoio do Estado com o objetivo de discutir melhorias para a saúde da população sergipana, já que Sergipe Carla Rayane, coordenadora da III Caravana da Saúde em SE ainda oferece resistência à atuação dos estudantes e médicos formados em Cuba. A estudante também destaca que o município que aderir a iniciativa apenas deve oferecer hospedagem, alimentação e transporte durante a semana de estadia da caravana. Nossa expectativa com este projeto é promover a importância da necessidade da medicina preventiva e humanitária como importante serviço de assistência à população. 2

3 DEPOIMENTO FOTOGRÁFICO CARAVANA DA SAÚDE EM SERGIPE E 2010 Médicos de ciência e consciência 3

4 REPRESENTANTE DO INSTITUTO CUBANO DE AMIZADE VISITARÁ SERGIPE A contecerá no dia 17 d e junho as 19:00h na C âm ara d e V ereadores d a cidad e d e E stân cia/s E a palestra: C U B A A P Á T R IA S O C IA L IS T A E A S O LID A R IE D A D E IN T E R N A C IO N A L. A palestra m agistral será m inistrada pelo cubano Fábio S im eón que representa o Instituto C ubano de A m izade com os P ovos e que estará visitando a cidade de E stância a co nvite do C entro de E studos K arl M arx, C U T /S E, S IN T E S E e A S E M E C. P rotagonizaram o apoio para o ev ento, D r. H ildo n, P rofessor D udu, Ivonia Ferreira e o vereador D om inguinhos do P T. A lém do tem a central tam bém serão abordados tem as com o a revalidação dos diplom as de m edicina e a conjuntura Latina A m ericana. Fáb io S im eón tam bém participará da C onven ção N acio nal Fábio, a direita concedendo entrevista de S olidariedade a C uba que acontecerá no m ês de junho no estado de S ão P aulo. FATOS E FOTOS - RETROSPECTIVA 2009 E CUBA/SERGIPE Desde sua fundação em meados de 2009, a ASEMEC - Associação Sergipana dos Estudantes de Medicina em Cuba tem levantado a bandeira da solidariedade como marca principal de atuação. Ainda no ano de 2009, o Rogério, proprietário da empresa Pyaza Uniformes Esportivos localizada na cidade de Estância/SE, entregou dois uniformes profissionais para a equipe do Brasil da Escola Latino Americana de Medicina de Cuba, episódio que foi repetido em 2010 com a doação de mais um uniforme para os brasileiros da Faculdade de Medicina Dr. Salvador Allende. Como parte do intercambio entre Cuba e o Estado de Sergipe, no dia 12 de outubro de 2010 o médico cubano Dr. Andrés Pi Osória referencia mundial na cirurgia de crianças com câncer, visitou nosso Estado. O convite a Dr. Andrés foi uma iniciativa conjunta da ASEMEC e CUT/SE com o apoio do SINTESE e do Dr. Hildon Rodrigues, representante da ASEMEC, e do Professor Dudu, presidente da Central no estado. Já em Cuba e Escola Latino Americana de Medicina recebeu o reconhecimento cívico humanitário com a entrega de uma placa enviada pelo prefeito de Umbaúba, Anderson Farias. A placa encontra-se fixada na sede da Universidade. 4

5 SABIA QUE: Hoje existem em Cuba 706 brasileiros, entre eles 12 SERGIPANOS que estudam na Escola Latino Americana de Medicina. Mais de 60 se formarão em junho deste ano. Todos eles não pagam nada por seus 6 anos de estudos em Cuba, e ainda recebem gratuitamente do governo cubano alimentação, moradia, livros, assistência médica, psicológica e odontológica além de uma ajuda de custo mensal. Porém depois que se Faculdade Latino Americana de Medicina formam NÃO PODEM TRABALHAR NO BRASIL COMO MÉDICOS simplesmente porque em Cuba eles aprendem que a medicina não é um negócio e o paciente não é um cliente, raciocínio diferente de muitos médicos no Brasil que usam a medicina para construir riqueza$ esquecendo do compromisso social que assumiram quando decidiram ser médicos. Em 1994 o Programa de Saúde da Família (PSF) foi normatizado e adotado como política de intervenção assistencial pelo Ministério da Saúde do Brasil. Existiam experiências anteriores em alguns municípios como Niterói (RJ) e Itacarambi (MG), entre outros, porém a PRINCIPAL REFERÊNCIA FOI A EXPERIÊNCIA CUBANA. Em Cuba, a realização de palestras populares sobre prevenção de doenças, as visitas domiciliares por brigadas sanitárias, a incorporação dos sindicatos e associações no desenvolvimento de ações de saúde traduzem a diretriz da participação das massas desde a formulação até a execução do PSF. 5

6 A INDÚSTRIA DA SAÚDE por Hermann Hoffman* A MÁFIA MÉDICA Sendo o m édico, aquele que é plenam ente habilitado a exercer a ciência de evitar ou curar as doenças sem m altratar seus pacientes, a M edicina, podem os defini - lá com o conjunto ordenado de conhecim entos adquiridos que preserva a saúde em todas suas esferas gerando qualidade de vida. M édico e a M edicina form am um a coesão inquebrantável e é im possível decom por essa união quando se m aneja na prática o term o Saúde Pública. Involucrado o M édico, M edicina e todas suas ram as no seio da m áquina pública adm inistrativa de governo, fom entando a saúde, eficiência física e m ental, m ediante esforços organizados da com unidade são elem entos que conceituam a Saúde Pública, porém dentro da sociedade subordinada ao espírito m ercantil, o que era ciência prom otora de qualidade de vida coletiva tom a novos rum os pela determ inação de lim ites protocolados na form alidade e etiqueta im posta pela m aquinaria pública, que nem sem pre opera dentro de cada sociedade no real m om ento e sentido das m udanças necessárias. A s evidências textuais legitim am que por diversos períodos históricos a coerência com as idéias políticas suplantaram a prom oção da Saúde Pública de diversas sociedades que dependiam do M édico com o agente individual para o coletivo. O resultado é o panoram a da Saúde Pública atual, fruto de um processo de desgaste gradual de m uitos profissionais da saúde que assim ilam valores acadêm icos m ercenários voltados para o oposto à saúde coletiva, e que dissim ulam a cura de seus pacientes quando estão incorporados no setor da estatal. Por dentro da sociedade, profissionais assim são m odelos em série do falido sistem a m ercantilista de saúde citado a princípio que converte o paciente em um cliente e a M edicina em com ércio. A s exigências econôm icas da Indústria da Saúde tem um a repercussão direta na sociedade, porém ataca agressivam ente os estratos m ais baixos, por isso não é difícil analisar que a Saúde Pública já não é m ais o estado dos indivíduos cujas funções orgânicas, físicas e m entais se encontram em situações norm ais, Saúde Pública é apenas um vago conceito do que foi pensado m ais ainda não é, e pouco a pouco foi se convertendo em doença pública que da sua agudez conseqüente dos períodos históricos m ais difíceis que diversos países passaram, com o repressões políticas, perseguições e torturas daqueles que sonhavam um m undo m ais hum ano e saudável, refletiu diretam ente na m anutenção da saúde, tornou-se crônica. A Máfia Médica é o título do livro que custou à doutora canadense Ghislaine Lanctot a sua expulsão do colégio de médicos e a retirada da sua licença para exercer medicina. O livro é uma denúncia publicada, mais completa, integral, explícita e clara do papel que forma, a nível mundial, o complot formado pelo Sistema Sanitário e pela Indústria Farmacêutica. Ela retrata a errónea concepção da saúde e da doença que tem a sociedade ocidental moderna, fomentada pela máfia médica que monopoliza a saúde pública criando o mais lucrativo dos negócios. 6 * O autor é estanciano. Acadêmico do 4 ano da Faculdade Latino Americana de Medicina e dirigente Núcleo Internacional do PT em Cuba Contato:

7 Lula e José Dirceu se reunem com brasileiros em Cuba N o d ia 0 1 d e ju n h o ac o n teceu u m en co n tro c o m o e x -p resid e n te L u la, o ex -m in istro d a C asa C iv il e as rep resen taçõ es d o s b rasileiro s q u e v iv em e m C u b a n o s seto res e stu d an til, e m p resa rial e relig io so. O en co n tro fo i o rg an izad o p ela E m b aix ad a d o B rasil e m C u b a, p o r m eio d o E x m o. S r. E m b aix a d o r Jo sé F elício. O s co n v id ad o s in tera g iram c o m o ex -p resid e n te L u la e co m Jo sé D irceu, fizeram p erg u n tas e su g estõ es. U m d o s p rin c ip ais p o n to s fo i a rev a lid ação d o s d ip lo m as d e M e d icin a n o B rasil. L u la d isse q u e o s o b stácu lo s p ara e ste p ro cesso d ev e m acab ar p o rq u e a co n stitu içã o d o ser h u m an o e m C u b a, n o B rasil o u e m q u alq u er p arte d o m u n d o é a m esm a. O q u e se a p ren d e e m C u b a serv e p ara salv ar v id as tan to n o B rasil q u an to e m C u b a, já q u e a m ãe clin ica é a m e sm a p ara to d o s. L u la ain d a falo u so b re o G o v ern o D ilm a e d isse q u e d ep o is d e d ar ex e m p lo co m o ad m in istrar o B rasil d an d o ên fase às p o líticas so ciais está d an d o ex e m p lo co m o ser e x -p resid en te e seg u ir n a lu ta co n stan te. 14ª Conferência Nacional de Saúde O s p rep ara tiv o s p ara etap a n acio n al d a 1 4 ª C o n ferên cia N acio n al d e S aú d e (C N S ), q u e aco n tecerá d e 3 0 d e n o v e m b ro a 0 4 d e d eze m b ro d este an o, n ão p ara m. A s etap as m u n icip ais e estad u ais estão aco n tec en d o n o B rasil in teiro. E sp era-se m u ito d e ste ev en to, q u e é o m ais im p o rtan te so b re S a ú d e n o p aís. S ó p ara d ar a d im en sã o d a fo rça q u e tem u m a C o n ferên cia d e S aú d e, v ale ressaltar q u e h o je as p rin cip ais p o líticas p ú b licas d e saú d e e m v ig o r fo ram fo m en tad as e co n stru íd as a p artir d e d eb ates e d iscu ssõ e s e m C o n ferên cias co m o as q u e estão aco n tece n d o p aís afo ra. D aí é im p o rtan te a p a rticip açã o d e to d o s. 7

8 Hipertensão Arterial como previnir?! Por Thiago * H ip e rte n s ã o a rte ria l é u m a d o e n ç a c a ra c te riz a d a q u a n d o a p re s s ã o a rte ria l e s tá s u p e rio r a m m H g p o r 8 5 m m H g. A m a io ria d a s p e s s o a s d e s c o n h e ç e q u e s ã o p o rta d o ra s d e p re s s ã o a lta, e m u ito s q u e s a b e m n ã o te m a c e s s o a o tra ta m e n to a d e q u a d o. P o r s e r g e ra lm e n te d is c re ta n o s e u s s in to m a s m u ita s v e z e s é id e n tific a d a p o r u m a m e d id a d e ro tin a o u c a u s a l d a p re s s ã o a rte ria l, o q u e re fo rç a a im p o rtâ n c ia d e a v a lia r c o m fre q u ë n c ia a p re s s ã o. O tra ta m e n to fa rm a c o ló g ic o é im p o rta n te, p o ré m o tra ta m e n to n ã o fa rm a c o ló g ic o é s u fic ie n te n o s c a s o s d e p ré h ip e rte n s ã o, e q u a n d o a d o ta d o d e fo rm a d e te rm in a d a, re d u z c o n s id e ra v e lm e n te o s n ív e is d e p re s s ã o. O s e g re d o é fa z e r to d a s a s m e d id a s p ro p o s ta s s e re m e n c a ra d a s c o m o g a n h o s e a v a n ç o s e n ã o c o m o p riv a ç õ e s e s a c rifíc io s. N o s p a c ie n te s c o m s o b re p e s o e o b e s o s é im p o rta n te a re d u ç ã o d e p e s o c o m a re e d u c a ç ã o a lim e n ta r, c o m o a u m e n to d o c o n s u m o d e fru ta s, v e rd u ra s e le g u m e s e re d u z in d o o c o n s u m o d e g o rd u ra s. O s m é d ic o s re c o m e n d a m d im in u ir a o m á x im o o u so c u lin á rio d e s a l ( o id e a l é n ã o u s a r n e n h u m ). P a ra r d e fu m a r im e d ia ta m e n te e p a ra r d e b e b e r, o u p e lo m e n o s re d u z ir a in g e s tã o d e á lc o o l d iá ria s ã o m e d id a s e x tre m a d a m e n te im p o rta n te s, a lé m d e e s ta b e le c e r u m p ro g ra m a re g u la r d e a tiv id a d e fís ic a s e m p re d is c u tin d o c o m o m é d ic o o s p la n o s d e a tiv id a d e s fís ic a s, c o n s id e ra n d o a to le râ n c ia, d is p o n ib ilid a d e, p re fe rê n c ia s e re c u rs o s q u e d is p o ê c a d a p a c ie n te. A s s im te re m o s u m a v id a m a is s a u d á v e l! O SUS QUE EU VIVI Nesta edição do Informativo da ASEMEC recomendamos a leitura do livro, O SUS que eu vivi, do médico sanitarista e Mestre em ciência política Dr. Francisco de Assis Machado. Dr. Francisco de foi o protagonista principal na implantação do Projeto Montes Claros/MG, já de esteve na coordenação do Programa de Interiorização das Ações de Saúde e Saneamento. Em 1985, assumiu a presidência do Centro Brasileiro de Estudos em Saúde e a coordenação das AIS/INAMPS, além de ser professor assistente da Faculdade de Medicina/UFMG No livro Dr. Francisco, mais conhecido como Chicão, de uma maneira singular e com fidelidade impressionante e emocionante narra diversos momentos históricos sobre a gestão pública no campo da Saúde, sobretudo por ser partícipe dela e da construção do SUS no Brasil. O livro está disponível para download no site do CEBES. O Informativo ASEMEC é um boletim eletrônico da Associação Sergipana dos Estudantes de Medicina em Cuba, tem a finalidade de informar, preservar e defender os interesses dos estudantes sergipanos do curso de Medicina em Cuba como também defender os interesses do povo cubano e da América Latina em território brasileiro. Muito zelo e técnica foram empregados nesta edição, no entanto podem ocorrer erros de digitação ou dúvidas conceituais. Em qualquer das hipóteses, assim como no caso de críticas, elogios ou sugestões de temas solicitamos solicitamos encaminhar um para: É permitida a reprodução dos textos desse informativo. Edição e diagramação: Hermann Hoffman. Revisão: Carla Rayane e Flávia Dantas

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