Financiamento da Inovação. Ação conjunta FINEP/CONSECTI MG agosto/09

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1 Financiamento da Inovação Ação conjunta FINEP/CONSECTI MG agosto/09

2 1º. Bloco Um histórico da formulação do conceito de inovação

3 Joseph Alois Schumpeter ( ) 1911 Teoria do Desenvolvimento Econômico 1939 Business Cycles 1942 Capitalismo, Socialismo e Democracia Versões eletrônicas dos 3 livros fazem parte dos anexos a esta apresentação

4 Teoria do Desenvolvimento Econômico (1911) Modelos econômicos baseados na noção do equilíbrio partiam do princípio de que as principais mudanças são causadas por elementos externos ao sistema (guerras, alterações políticas, etc.) Estes modelos se mostravam insuficientes quando a descontinuidade era provocada por fatores endógenos (aparecimento de novas mercadorias, novos usos para mercadorias existentes, novas maneiras de produzi-las ou comercializa-las). Fonte : PELAEZ e SZMRECSÁNYI (orgs.) Economia da Inovação Tecnológica, 2006 cap. 5 pp

5 Teoria do Desenvolvimento Econômico (1911) Fonte : SCHUMPETER Teoria do Desenvolvimento Econômico, 1911 cap. 2 pg. 76

6 Business Cycles (1939) O desenvolvimento de uma invenção e a realização de uma inovação constituem, econômica e sociologicamente, dois processos inteiramente diversos entre si, mesmo que tenham sido empreendidos por uma única e mesma pessoa. A inovação pode ser claramente percebida como um fator de mudança interno ao processo produtivo, porque leva a uma nova e diferente utilização dos fatores de produção nele disponíveis. Fonte : PELAEZ e SZMRECSÁNYI (orgs.) Economia da Inovação Tecnológica, 2006 cap. 5 pp

7 Business Cycles (1939) Capitalismo economia baseada na propriedade privada dos meios de produção, cujas inovações são levadas a cabo por meio de dinheiro emprestado, o qual, de um modo geral, embora não necessariamente, implica na criação de um sistema específico de crédito. Fonte : PELAEZ e SZMRECSÁNYI (orgs.) Economia da Inovação Tecnológica, 2006 cap. 5 pp. 122

8 Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942) Schumpeter desenvolve uma posição de reverência crítica à obra de Marx. Uma das importantes diferenças de ambos reside na separação schumpeteriana entre as figuras e as funções do empresário e do capitalista, reduzidos por Marx a um único e mesmo agente econômico. Fonte : PELAEZ e SZMRECSÁNYI (orgs.) Economia da Inovação Tecnológica, 2006 cap. 5 pp

9 Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942) Fonte : SCHUMPETER Capitalismo, Socialismo e Democracia, 1942 cap. 7 pg. 110

10 OCDE Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico Fundada em 1961 Grupo dos Ricos - 30 países ½ da riqueza mundial Proposta (dentre outras): Ser fonte confiável de estatísticas comparativas de dados econômicos e sociais

11 CHILE ESTÔNIA ISRAEL RÚSSIA ESLOVÊNIA BRASIL CHINA ÍNDIA INDONÉSIA ÁFRICA DO SUL

12 OCDE Instrumentos Manualização de procedimentos para permitir estatísticas comparadas Manual Frascati (1963) medição de atividade de C&T Manual de Oslo (1990) coleta e interpretação de dados de inovação Manual de Canberra (1995) recursos humanos em C&T

13 Manual de Oslo (um histórico revelador) NFID Nordic Fund for Industrial Development desenvolve uma pesquisa sobre atividades inovadoras nos 4 países nórdicos (Noruega, Suécia, Dinamarca e Finlândia) 1a. oficina - final de 1988 paper básico Conceptual framework for developing innovation indicators

14 Manual de Oslo (um histórico revelador) 2a. oficina o trabalho é apresentado à OCDE e apreciado pelo NESTI (National Experts on Science and Technology Indicators), que encomenda uma versão não restrita aos países nórdicos 1990 versão inicial 1991 discussões e aprimoramentos 1992 Manual de Oslo 1a. edição

15 Manual de Oslo (um histórico revelador) 1992 Manual de Oslo 1a. edição Inovação tecnológica de produto e processo (TPP) na indústria de transformação 1997 Manual de Oslo 2a. edição Expande o tratamento para o setor de serviços

16 Manual de Bogotá (um contraponto) 2001 OEA Organización de Estados Americanos RICYT Red Iberoamericana de Indicadores de Ciencia y Tecnología Adaptação do Manual de Oslo para pesquisas em países em desenvolvimento

17 Manual de Oslo (um histórico revelador) 2005 Manual de Oslo 3a. edição Incorpora o Manual de Bogotá (anexo A) Adiciona a questão da inovação não tecnológica (inovação de negócio e inovação organizacional) FINEP patrocina em 2007 a tradução para o português. Versões eletrônicas dos manuais estão nos anexos a esta apresentação

18 1º. Bloco A extensão do conceito de inovação

19 Inovação Uma inovação é a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de negócio, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas. Manual de Oslo pg. 55 parag. 146 A interrupção de uma atividade não é uma inovação, mesmo que resulte em melhor desempenho para a empresa. Manual de Oslo pg. 67 parag. 198

20 Inovação X Invenção Descoberta Um aspecto geral de uma inovação é que ela deve ter sido implementada. Um produto novo ou melhorado é implementado quando introduzido no mercado. Novos processos, métodos de negócio e métodos organizacionais são implementados quando eles são efetivamente utilizados nas operações das empresas. Manual de Oslo pg. 56 parag. 150

21 Inovação Diferenciam-se quatro tipos de inovação: produto, processo, forma de negócio, e forma de organização. Manual de Oslo pg. 57 parag. 155 Outras formas de inovação : design, serviço, atendimento, logística, pós-venda Fonte : CORAL, OGLIARI e ABREU, Gestão Integrada da Inovação, 2008 cap. 4 pg. 78

22 Inovação As atividades inovadoras de uma empresa dependem em parte da variedade e da estrutura de suas interações com as fontes de informação, conhecimentos, tecnologias, práticas e recursos humanos e financeiros. Manual de Oslo pg. 87 parag. 252

23 Inovação Tipos de interações : -Fontes abertas de informação informações disponíveis que não exigem a compra da tecnologia nem interação obrigatória com a fonte -Aquisição de conhecimentos compra de conhecimento e tecnologia sem interação obrigatória com a fonte -Inovação cooperativa atividade conjunta com outras empresas ou instituições de C&T, podendo incluir aquisição de conhecimentos e tecnologias -Acesso a fontes de financiamento -Informação Comercial Manual de Oslo pg. 93 parag. 278 pg. 163

24 Inovação A inovação envolve várias atividades não incluídas nas atividades de P&D, tais como as fases finais de desenvolvimento para a pré-produção, produção e distribuição, (...), as atividades de suporte como o treinamento e a preparação de mercado para a inovação e a implementação de atividades para novos métodos de negócio ou novos métodos organizacionais (...). Manual de Oslo pg parag. 310

25 Inovação Fontes de financiamento : - recursos próprios - empresas relacionadas (associadas) - outras empresas não-financeiras - empresas financeiras - recursos públicos Manual de Oslo pg. 119 parag. 374

26 Inovação em países em desenvolvimento Aceita-se amplamente que os mecanismos de disseminação e as mudanças incrementais respondam pela maioria das inovações nos países em desenvolvimento, devido às características particulares da sociedade e da economia em muitos destes países, que influenciam os processos de inovação de várias formas. Manual de Oslo pg. 154 parag. 484

27 Inovação em países em desenvolvimento A informalidade não é um contexto favorável à inovação. A criatividade esporádica (...) não conduz à aplicação sistemática e assim tende a resultar em ações isoladas que não aumentam as capacitações nem ajudam a estabelecer uma trajetória de desenvolvimento baseada na inovação. Manual de Oslo pg. 155 parag. 489

28 Inovação em países em desenvolvimento A capacitação para a inovação mais significativa é o conhecimento acumulado pela empresa. As capacitações para a inovação, assim como as capacitações tecnológicas, são o resultado de processos de aprendizado que são conscientes e propositais, dispendiosos e demorados, não lineares, dependentes de trajetória e cumulativos. As capacitações para a inovação condicionam o desenho das estratégias para introduzir mudanças, melhoramentos ou inovações (estratégias de inovação). Manual de Oslo pg. 160 parags. 511 e 512

29 Inovação " # $%!

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32 Assim... Diferenciam-se duas naturezas de inovação: Inovação incremental: melhoria de algo já existente ou reconfiguração de uma tecnologia já existente para outros propósitos Inovação radical: algo cujas características, atributos ou uso difira significativamente, se comparado aos já existentes. Envolvem tecnologias radicalmente novas ou podem se basear na combinação de tecnologias existentes para novos usos.

33 Assim... Inovações radicais tem o potencial de modificar a base competitiva em favor do inovador, com capacidade de ignorar eventuais barreiras de entrada colocadas. Entretanto, projetos dedicados à inovações radicais tendem a ser mais caros, mais imprevisíveis e mais arriscados, podendo levar mais tempo para atingir resultados tangíveis. Inovações incrementais são mais seguras, previsíveis, baratas e mais facilmente trazem retorno em um tempo razoável. Permitem a colocação de barreiras de entrada à concorrência e conferem diferencial competitivo dinâmico, mas são totalmente vulneráveis a inovações radicais.

34 Assim... Inovação TPP (tecnológica de produto e processo) A inovação tecnológica engloba produtos e processos tecnologicamente novos (radical) ou com substanciais melhorias tecnológicas (incremental). A inovação não-tecnológica refere-se a mudanças de mercado, serviço, design ou organização.

35 Dentro de uma estratégia empresarial, as atividades inovadoras não se limitam às atividades de inovação tecnológica.

36 Assim... É a introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social que resulte em novos produtos, processos ou serviços. (Lei /04) Inovação é a transformação de CONHECIMENTO em NOVOS produtos, processos ou serviços que efetivamente cheguem ao mercado. Inovação é a exploração, com sucesso, de novas idéias. Podemos afirmar que se está inovando sempre que se faz algo diferente de mais do mesmo.

37 Vídeo Dr. Eduardo Costa Diretor de Inovação

38 Fim do 1º. Bloco Conceito de Inovação

39 2º. Bloco Inovação e Estratégia competitiva

40 Receita para um período de crise : 1º. No curtíssimo prazo, fazer mais com menos 2º. No muito curto prazo, inovar e fazer diferente o que já é feito agora 3º. No curto prazo, inovar de forma radical e fazer outras coisas, que não são feitas hoje, de forma que talvez já façamos e de outras que nem imaginamos Silvio Meira blog dia a dia, bit a bit post de 01/04/09

41 Por que inovar? (oportunidades) Desejo de não competir somente no mercado de produtos commodities Busca de vantagem competitiva sustentável Busca de uma nova plataforma de crescimento para atingir objetivos de receita de longo prazo Desejo de aumento de market share Busca de nova missão e visão empresariais Busca de mercado externo Fonte : CORAL, OGLIARI e ABREU, Gestão Integrada da Inovação, 2008 cap. 2 pg. 15

42 Por que inovar? (ameaças) Mudanças nas necessidades e desejos dos clientes Mudanças nas condições dos parceiros e fornecedores Mudanças no estado-da-técnica (avanços tecnológicos) Produtos em fase final do ciclo de vida Mudanças no patamar de competitividade (concorrência) Fonte : CORAL, OGLIARI e ABREU, Gestão Integrada da Inovação, 2008 cap. 2 pg. 16

43 Como se forma uma empresa inovadora? Fonte : Instituto Inovação - Onde está a inovação no Brasil Versão eletrônica disponível nos anexos a esta apresentação

44 A estratégia tecnológica deriva da estratégia competitiva e a articulação entre as duas é muito importante. Paulo Tigre A estratégia tecnológica sem uma estratégia competitiva não faz sentido. A estratégia competitiva, quando acoplada de uma estratégia tecnológica, tende a ser mais sólida pois gera barreiras de entrada para a concorrência.

45 Estratégias Tecnológicas Coexistem numa mesma empresa, ou se sucedem dentro dela ao longo do tempo. Ofensiva Defensiva Imitativa Dependente Tradicional Oportunista (desenvolve) (aprimora ou adquire) (copia com custo menor) (depende do líder para inovar) (apenas incremental) (janela de oportunidade) Fonte : FREEMAN e SOETE, The Economics of Industrial Innovation, 1997 em TIGRE, Paulo, Gestão da Inovação cap. 9

46 As regras da improvisação no jazz I.A qualquer momento da apresentação, é preciso saber qual é o líder solista e onde se está na peça II.O solista deve escutar o trabalho dos demais membros da banda e construir a partir deste trabalho III.Conhecer as regras para saber como e quando romper com elas Fonte : SABATELLA A whole approach to jazz improvisation, 1992 em BROWN e EISENHARDT Estratégia competitiva no limiar do caos, 1998 pg. 48

47 As regras da improvisação no jazz IV.Experimentar enquanto grupo (mudando ou eliminando estruturas) e enquanto indivíduo (atenuando ou acentuando o instrumento) V.Esperar ocasionais saídas dos trilhos. Recuperar-se e seguir em frente VI.Não fazer o mesmo solo o tempo todo; praticar a aplicação de novos estilos e abordagens a peças conhecidas. Incorporar o inesperado é a essência do grande jazz. Fonte : SABATELLA A whole approach to jazz improvisation, 1992 em BROWN e EISENHARDT Estratégia competitiva no limiar do caos, 1998 pg. 48

48 As regras da competição empresarial (em tempos caóticos) I.A vantagem é temporária II.A estratégia é diversa, emergente e complexa III.A reinvenção é a meta IV.Viva no presente V.Estique o passado VI.Alcance o futuro Fonte : BROWN e EISENHARDT Estratégia competitiva no limiar do caos, 1998 cap. 9

49 As regras da competição empresarial (em tempos caóticos) VII.Mudança baseada no controle do tempo VIII.Cultive a estratégia IX.Faça a estratégia a partir do nível do setor X.Realinhave os setores aos mercados e articule o todo Fonte : BROWN e EISENHARDT Estratégia competitiva no limiar do caos, 1998 cap. 9

50 Fim do 2º. Bloco Inovação e Estratégia Empresarial

51 3º. Bloco Sistemas de Inovação

52 Modelo Ofertista Linear 1945 Science : the endless frontier Vannevar Bush estabelece as bases da política de C&T norte-americana no pós-guerra. Inovação nasce na pesquisa básica e chega ao mercado. Fácil de entender e explicar, fundamentou a construção das primeiras famílias de indicadores de C&T. Por que este modelo fez tanto sucesso entre os primeiros acadêmicos a pensar sobre inovação? Fonte : VIOTTI Fundamento e Evolução dos Indicadores de C,,T&I, 2003 pg. 55

53 Modelo Ofertista Linear Pesquisa Básica Pesquisa Aplicada Desenvolvimento Experimental Produção Comercialização Fonte : VIOTTI Fundamento e Evolução dos Indicadores de C,,T&I, 2003 pg. 55

54 Modelo de Elo de Cadeia 1986 An Overview of innovation Kline e Rosenberg concebem a inovação como o resultado da interação entre oportunidades de mercado e a base de conhecimentos e capacitações da firma, além de suas redes de relação com as instituições de pesquisa. A pesquisa é uma atividade do processo de inovação e não mais uma pré-condição a ela. Fonte : VIOTTI Fundamento e Evolução dos Indicadores de C,,T&I, 2003 pg. 59

55 Modelo de Elo de Cadeia Pesquisa Estoque de conhecimentos científicos, tecnológicos e de mercado Mercado existente ou potencial Concepção de projeto básico Projeto detalhado e testes Reprojeto e produção Distribuição e comercialização Fonte : VIOTTI Fundamento e Evolução dos Indicadores de C,,T&I, 2003 pg. 58

56 Modelo Sistêmico A abordagem de sistemas nacionais de inovação (final dos anos 80 e anos 90) introduz a perspectiva de que a análise dos processos de produção, difusão e uso de C,T&I deva considerar a influência simultânea de fatores organizacionais, institucionais e econômicos. Surge do esforço teórico de explicar por que alguns países apresentam desenvolvimento tecnológico superior a outros (o fenômeno japonês). Fonte : VIOTTI Fundamento e Evolução dos Indicadores de C,,T&I, 2003 pg. 50

57 Modelo Sistêmico Sistema educacional Contexto macroeconômico e regulatório Empresas Condições de mercado Sistema Tecnológico Sistema Científico Instituições de apoio Sistema local de inovação Sistema nacional de inovação Fonte : VIOTTI Fundamento e Evolução dos Indicadores de C,,T&I, 2003 pg. 51

58 Modelo Aberto Henry Chesbrough, 2006 Open Innovation : A new paradigm for understanding industrial innovation Versão eletrônica do livro faz parte dos anexos a esta apresentação O modelo sistêmico ganha porosidade para as inovações desenvolvidas em conjunto com fornecedores e clientes, além de considerar as inovações surgidas a partir do desenvolvimento de outras inovações.

59 Modelo Aberto

60 Modelo Aberto

61 Sistemas de Inovação Importante considerar que há 30 anos os modelos coincidem em colocar a empresa como o locus da inovação. Se inovação implica em chegar ao mercado e como quem se relaciona com o mercado é a empresa, esta colocação faz todo o sentido. Agentes científicos se ocupam dos aspectos não triviais das demandas. Agentes tecnológicos realizam a difusão e a capacitação. Governos regulam, financiam e estimulam esta dinâmica.

62 Fim do 3º. Bloco Sistemas de Inovação

63 4º. Bloco Gestão da Inovação e Captação de Recursos

64 Por que gerenciar inovação? Pelo mesmo motivo pelo qual se gerenciam outros ativos (caixa, estoque, RH, etc) Redução de incertezas nas decisões sobre inovar (ou não) e como fazê-lo Minimização dos recursos investidos (tempo, gente, R$) Maximização do retorno (R$) Melhor estratégia de captação de recursos Menor custo ponderado do capital

65 O processo de inovação deve : Ser contínuo e sustentável (não ocasional), além de integrado aos demais processos da empresa Ser formalizado, porém favorecendo a criatividade dos profissionais Priorizar o desenvolvimento na própria organização, mas indicando instrumentos para a realização de parcerias para aquisição de conhecimentos complementares Estar alinhado à estratégia competitiva da empresa Ser dirigido ao mercado e orientado ao cliente Fonte : CORAL, OGLIARI e ABREU, Gestão Integrada da Inovação, 2008 cap. 1 pp. 11-2

66 Práticas comuns em empresas inovadoras : Cultura que apoia a criatividade e a participação dos colaboradores Mobilização de equipes através de mecanismos ágeis de comunicação Sistema de recompensa baseado em resultados Entendimento do mercado e do consumidor Monitoramento constante de tecnologias Mobilização de recursos externos (fornecedores, clientes, consultores, universidades) Planejamento amplo e orientado à solução de problemas Fonte : CORAL, OGLIARI e ABREU, Gestão Integrada da Inovação, 2008 cap. 2 pp. 18-9

67 Práticas comuns em empresas inovadoras : Gerenciamento de uma carteira de inovações equilibrada e baseada em critérios de priorização Empresas inovadoras possuem uma carteira de projetos equilibrada em termos de investimentos, ou seja, possuem vários projetos de melhorias que geram crescimento em curto prazo e um número menor de inovações radicais com risco percebido mais elevado, porém com maior possibilidade de retorno em longo prazo. Os projetos são selecionados e priorizados com base em critérios consistentes. Fonte : CORAL, OGLIARI e ABREU, Gestão Integrada da Inovação, 2008 cap. 2 pg. 19

68 Estrutura organizacional para a inovação e suas relações NÍVEL ESTRATÉGICO - COMITÊ Geração de idéias Definição da estratégia tecnológica Definição da carteira de projetos Disponibilização de recursos financeiros e humanos NÍVEL TÁTICO NÚCLEO DE INOVAÇÃO Geração de idéias Priorização de projetos Alocação de recursos Capacitação de pessoal Monitoramento de informações Integração dos ambientes interno e externo NÍVEL OPERACIONAL EQUIPES MULTIFUNCIONAIS Geração de idéias Planejamento e execução de projetos Implementação de produtos e processos Lançamento de produtos Fonte : CORAL, OGLIARI e ABREU, Gestão Integrada da Inovação, 2008 cap. 4 pg. 67

69 Matriz multicritérios para priorização de idéias (processos) Notas Idéias Peso n Redução de custo 3 Nula Baixa Média Alta Melhoria de qualidade Complexidade de implementação Aumento de produtividade Custos de P&D para realização Tempo para realização Investimento de capital 1 Nula Baixa Média Alta Muito Alta Alta Média Baixa Nulo Baixo Médio Alto Muito Alto 3 Muito Alto 5 Muito Alto Alto Médio Baixo Alto Médio Baixo Alto Médio Baixo PRIORIDADE 5,8 6,7 7,3 5,7 Fonte : CORAL, OGLIARI e ABREU, Gestão Integrada da Inovação, 2008 cap. 4 pg. 79

70 Matriz multicritérios para priorização de idéias (produtos) Notas Peso Contribuição para os resultados (tangível) 3 Nula Baixa Média Alta Contribuição para a imagem/marca (intangível) 1 Nula Baixa Média Alta Probabilidade de aceitação dos consumidores 4 Nula Baixa Média Alta Vantagem competitiva Benefícios únicos para o consumidor 5 Nula Pequena Média Grande Participação no mercado (market share) 4 Nula Pequena Média Alta Probabilidade de crescimento do mercado 3 Nula Pequena Média Alta Investimento total (P&D, Marketing, Produção) 5 Muito Alto Alto Médio Baixo Retorno sobre o invrestimento 3 Nulo Baixo Médio Alto Potencial técnico para o desenvolvimento 3 Nulo Baixo Médio Alto Aproveitamento das competências atuais e pretendidas Tempo para o desenvolvimento e introdução do produto no mercado 4 Nulo Baixo Médio Alto 5 Muito Grande Grande Médio Pequeno Fonte : CORAL, OGLIARI e ABREU, Gestão Integrada da Inovação, 2008 cap. 4 pg..80

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72 Captação de Recursos. -*, -1 /% #

73 Fim do 4º. Bloco Gestão da Inovação e Captação de Recursos

74 5º. Bloco Instrumentos de Financiamento

75 Instrumentos FINEP

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77 Financiamento à inovação Operações Reembolsáveis Inova Brasil 2<**2 ** " :**,;<,;<99 =1 B9#CA9D ' * 3

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80 Financiamento à inovação Operações Reembolsáveis Juro Zero 2<(C. " =D "4 67 ( E %,;<99,;899 >6546?* #C<99D 0.

81 Financiamento à inovação Operações Não Reembolsáveis Subvenção Econômica 2<5(C. 5( F 3 5" (3G 4 +7,;H99. +7,;< =3 +E6,;<9 =1 0%00 0!,,>0.. "(E 4

82 Financiamento à inovação Operações Não Reembolsáveis Subvenção Econômica

83 Financiamento à inovação Operações Não Reembolsáveis PAPPE Subvenção 2<5(C. 5( F 3 5" ( E ( 3G4 7E64 0%00 0!,,>0-* %00 0% *> (. "(4

84 Financiamento à inovação Operações Combinadas PRIME 2<!41. 4 (3=. 4 D 5""GI,;<B9 <J" G3 KLBJ "3 ( *!,0

85 Investimento em empreendimentos Inovadores INOVAR -*( / -/, 0-/ *"-*!,,/ MMM ",G5

86 Reconhecimento do esforço inovador

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94 Fim do 5º. Bloco Instrumentos de Financiamento

95 6º. Bloco Elaboração de Projetos

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104 Antes de começar : Perguntas e respostas obrigatórias (1)

105 Antes de começar : Perguntas e respostas obrigatórias (2)

106 Antes de começar : Perguntas e respostas obrigatórias (3)

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117 Fim do 6º. Bloco Elaboração de Projetos

118 Bloco extra Inovação desafios conceituais

119 Tecnologia Social - Inovações não voltadas ao mercado comercial, como as tecnologias sociais O conceito compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem soluções efetivas de transformação social. Fundação Banco do Brasil

120 Tecnologia Social

121 Tecnologia Social

122 Tecnologia Social Versão eletrônica deste livro faz parte dos anexos desta apresentação

123 Inovação Social Projeto Barraginhas Embrapa Milho e Sorgo Sete Lagoas MG

124 Inovação Social Projeto TECBOR UNB Instituto de Química Laboratório de Tecnologia Química

125 Inovação Desafios conceituais -Inovações não tecnológicas como fatores críticos de P&D Design Moda Móveis Artesanato Calçados Organização Construção Civil Software

126 Inovação Desafios conceituais -Valoração dos intangíveis do processo de inovação Marca Patentes Conhecimento Carteira de clientes Indicação Geográfica

127 Fim do bloco extra Inovação desafios conceituais

128 Grato por seu tempo Grato por sua atenção Alexandre Cabral DPRO Departamento de Promoção Institucional

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