Triggers em PostgreSQL. Linguagem de Programação de Banco de Dados. Triggers em PostgreSQL. Triggers em PostgreSQL

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1 Prof. Ms. Luiz Alberto Contato: Linguagem de Programação de Banco de Dados Triggers em PostgreSQL Todos os bancos de dados comerciais possuem uma linguagem procedural auxiliar para a definição de procedimentos armazenados Definição de regras de negócio Especificação de restrições de integridade não possíveis no modelo relacional Cálculo de atributos derivados Auditoria Adição de funcionalidades ao banco 1 Triggers em PostgreSQL PostgreSQL não possui uma única linguagem procedural, este SGBD aceita várias linguagens e pode ser estendido para outras PL/pgSQL PL/Tcl PL/Perl PL/Python Entre outras não distribuídas com o SGBD: PL/Java, PL/PHP, PL/Py, PL/R, PL/Ruby, PL/Scheme e PL/sh Triggers em PostgreSQL Um dos principais usos de linguagens procedurais em bancos de dados é a definição de gatilhos Gatilhos são execuções disparadas pelo banco em função de EVENTOS que ocorrem Um evento ocorre Em uma tabela De acordo com uma operação, por DML (INSERT, UPDATE ou DELETE) Antes ou depois (AFTER ou BEFORE) 2 3

2 Gatilhos Suponha que em vez de permitir saldos negativos, o banco trate saque a descoberto assim: ajustando o saldo para zero criando um empréstimo no valor da quantia saldo negativo a este empréstimo é dado um número igual ao número da conta estourada Triggers no SGBD Postgres Os Triggers (Gatilhos) são funções preparadas para serem disparadas no caso de alguma alteração ocorrer nos dados da tabela, isto é, em casos de insert, delete ou update. Possuem disparo automático, independente do usuário que estiver executando o comando DML. 4 5 Tipos de triggers O PostgreSQL disponibiliza duas variáveis importantes para serem usadas em conjunto com as triggers-por-linha: NEW e OLD. A variável NEW, no caso do INSERT, armazena o registro que está sendo inserido. No caso do UPDATE, armazena a nova versão do registro depois da atualização. A variável OLD, no caso do DELETE, armazena o registro que está sendo excluído. No caso do UPDATE, armazena a antiga versão do registro depois da atualização. Criando uma trigger CREATE TRIGGER nome { BEFORE AFTER } { evento [ OR... ] } ON tabela [ FOR [ EACH ] { ROW STATEMENT } ] EXECUTE PROCEDURE nome_da_função () nome é o nome da trigger. before after determina se a função será chamada antes ou depois do evento. evento indica em que momento a trigger será disparada. A trigger pode ser dispara antes ou depois de um evento de DELETE, UPDATE ou INSERT. tabela indica em qual tabela a trigger estará associada. row statement especifica se a trigger deve ser disparada uma vez para cada linha afetada pelo evento ou apenas uma vez por comando SQL. Se não for especificado nenhum dos dois, o padrão é FOR EACH STATEMENT. nome_da_função especifica a função de trigger. 6 7

3 de Triggers CREATE TRIGGER "u_tg_validacpf " BEFORE INSERT ON CLIENTE FOR EACH ROW EXECUTE PROCEDURE u_fn_validacpf( Para nossos exemplos, vamos criar um banco de dados e três tabelas para demonstrar o uso dessas funções. CREATE TABLE tb_a ( CONSTRAINT pk_tb_a_cod PRIMARY KEY (cod) CREATE TABLE tb_b ( numero int, CONSTRAINT pk_tb_b_cod PRIMARY KEY (cod), CONSTRAINT fk_tb_b_numero FOREIGN KEY (numero) REFERENCES tb_a (cod) CREATE TABLE tb_c ( cod serial NOT NULL, valor character varying(20), data_atualizacao time with time zone 8 9 Vamos agora criar uma função de trigger simples, que irá apenas inserir um novo registro na tabela tb_b quando inserirmos algo na tabela tb_a. Observe que a tabela tb_b possui uma chave estrangeira da tabela tb_a, logo, para inserirmos algo nessa tabela temos que ter o registro já gravado na tabela tb_a. Agora vamos criar a função. Execute os comandos abaixo: CREATE OR REPLACE FUNCTION fn_insert_tb_b() RETURNS trigger AS begin insert into tb_b (valor, numero) values (new.valor, new.cod end; LANGUAGE 'plpgsql'; 10 11

4 Agora vamos criar a trigger, para isso execute o script abaixo: CREATE TRIGGER u_tg_insert_tb_b AFTER INSERT ON tb_a FOR EACH ROW EXECUTE PROCEDURE fn_insert_tb_b( Nossa trigger é uma trigger AFTER INSERT e está associada a tabela tb_a, ou seja, será disparada logo após um insert ter sido realizado na tabela tb_a. Depois de criarmos nossa função e trigger, vamos testá-las. Para fazer isso execute o seguinte insert: INSERT INTO tb_a (valor) VALUES ('abc' Agora se fizermos um select na tabela tb_b obteremos o seguinte resultado: Observe que inserimos o registro na tabela tb_a o que disparou nossa trigger que inseriu um registro na tabela tb_b. Vamos agora fazer algo diferente. Execute o seguinte script: INSERT INTO tb_a (VALOR ) SELECT 'def' AS VALOR UNION SELECT 'ghi' AS VALOR Esse script vai inserir dois registros na tabela tb_a que irá disparar a trigger a inserir também dois registros na tabela tb_b. Depois fazemos um select na tabela tb_b. O resultado é mostrado abaixo: 14 15

5 2 Execute o seguinte script e veja o resultado: CREATE OR REPLACE FUNCTION update_tb_c() RETURNS trigger AS BEGIN insert into tb_c ( cod, data_atualizacao) values (new.cod, now() END; LANGUAGE 'plpgsql'; CREATE TRIGGER update_data4 after UPDATE ON tb_a FOR EACH ROW EXECUTE PROCEDURE update_tb_c( Alterando uma trigger ALTER TRIGGER nome ON tabela RENAME TO novo_nome nome é nome do gatilho existente a ser alterado. tabela é o nome da tabela onde o gatilho atua. novo_nome é o novo nome do gatilho. update tb_a set valor=' aula where cod= Excluindo uma trigger Triggers DROP TRIGGER nome ON tabela [ CASCADE RESTRICT ] nome é o nome do gatilho a ser removido. tabela é o nome da tabela para a qual o gatilho está definido. [ CASCADE RESTRICT ] indica se ao remover a trigger vamos remover também todos os objetos que dependem dela (CASCADE) ou recusaremos sua exclusão (RESTRICT). 18 Para que usar? restrições de consistência e validade que não possam ser implementadas com constraints por exemplo, envolvendo múltiplas tabelas criar conteúdo de uma coluna derivado de outras atualizar tabelas em função da atualização de uma determinada tabela criar logs segurançaauditoria... 19

6 Código Completo dos s CREATE TABLE tb_a ( CONSTRAINT pk_tb_a_cod PRIMARY KEY (cod) CREATE TABLE tb_b ( numero int, CONSTRAINT pk_tb_b_cod PRIMARY KEY (cod), CONSTRAINT fk_tb_b_numero FOREIGN KEY (numero) REFERENCES tb_a (cod) CREATE TABLE tb_c ( cod serial NOT NULL, valor character varying(20), data_atualizacao time with time zone CREATE OR REPLACE FUNCTION fn_insert_tb_b() RETURNS trigger AS begin insert into tb_b (valor, numero) values (new.valor, new.cod end; LANGUAGE 'plpgsql ; CREATE TRIGGER u_tg_insert_tb_b AFTER INSERT ON tb_a FOR EACH ROW EXECUTE PROCEDURE fn_insert_tb_b( CREATE OR REPLACE FUNCTION update_tb_c() RETURNS trigger AS BEGIN insert into tb_c ( cod, data_atualizacao) values (new.cod, now() END; LANGUAGE 'plpgsql'; CREATE TRIGGER update_data4 after UPDATE ON tb_a FOR EACH ROW EXECUTE PROCEDURE update_tb_c( INSERT INTO tb_a (valor) VALUES ('abc' INSERT INTO tb_a (VALOR ) SELECT 'def' AS VALOR UNION SELECT 'ghi' AS VALOR; update tb_a set valor= aula' where cod=5; 20

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