FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA MESTRADO EM ECONOMIA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA MESTRADO EM ECONOMIA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO"

Transcrição

1 FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA MESTRADO EM ECONOMIA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO ANÁLISE DO DESEMPENHO DA BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA ESTIMAÇÕES DAS ELASTICIDADES DAS FUNÇÕES DA OFERTA DE EXPORTAÇÃO E DA DEMANDA DE IMPORTAÇÃO (1980/2006) Leonardo David Sapienza Orienador: Paulo Tenani 2007

2 LEONARDO DAVID SAPIENZA ANÁLISE DO DESEMPENHO DA BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA ESTIMAÇÕES DAS ELASTICIDADES DAS FUNÇÕES DA OFERTA DE EXPORTAÇÃO E DA DEMANDA DE IMPORTAÇÃO (1980/2006) Disseração apresenada à Escola de Economia de São Paulo da Fundação Geúlio Vargas, como requisio para obenção de íulo de Mesre em Economia SÃO PAULO

3 Sapienza, Leonardo David Análise do Desempenho da Balança Comercial Brasileira Esimações das Elasicidades das Funções da Ofera de Exporação e da Demanda de Imporação (1980/2006) / Leonardo David Sapienza f. Orienador: Paulo Tenani. Disseração (MPFE) - Escola de Economia de São Paulo. 1. Comércio Inernacional Brasil. I. Tenani, Paulo. II. Disseração (MPFE) - Escola de Economia de São Paulo. III. Tíulo. 3

4 LEONARDO DAVID SAPIENZA ANÁLISE DO DESEMPENHO DA BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA ESTIMAÇÕES DAS ELASTICIDADES DAS FUNÇÕES DA OFERTA DE EXPORTAÇÃO E DA DEMANDA DE IMPORTAÇÃO (1980/2006) Disseração apresenada à Escola de Economia de São Paulo da Fundação Geúlio Vargas, como requisio para obenção de íulo de Mesre em Economias. Daa de Aprovação: / / Banca Examinadora: Prof. Dr. Paulo Tenani (Orienador) FGV-EESP e EASP Prof. Dr. Maria Carolina da Silva Leme FGV-EESP e EASP Prof. Dr. Marcelo Carvalho Universiy of Illinois SÃO PAULO

5 AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar, gosaria de agradecer aos meus pais, o engenheiro Dr. João Maurício Romeiro Sapienza e Fáima David Sapienza, que sempre me moivaram e esimularam nese longo caminho de aprendizagem e busca de conhecimeno. Em especial, a minha adorável namorada, companheira e amiga Gabriela Vasques que eseve presene desde muio anes do início do mesrado, suporando minhas ansiedades e impaciência. A minha querida irmã e amiga Andréia Sapienza que sempre despejou palavras de apoio aos meus projeos pessoais. Ao meu chefe e amigo, o sensao Abraham Weinraub, por diversos moivos: fornecer um dos insumos mais preciosos, empo para esudo; direcionar-me profissionalmene, ajudando na escolha da escola e do curso; viabilizar a bolsa de esudos juno ao Banco Vooranim, empresa que rabalhamos e a qual gosaria de deixar regisrado meu agradecimeno; e ajudar-me a enfrenar o desafio acadêmico conjunamene às minhas aividades profissionais. Ao meu orienador prof. Dr. Paulo Tenani que ceramene sem sua ajuda eria enorme dificuldade em concluir minha ese. A odos os meus amigos que se preocuparam, e acredio que ainda se preocupam, comigo. Do mesrado, desaco os rês bons companheiros, André Maian, Anônio Auguso Maheus e Marcelo Scarcelli. Foram horas e mais horas de esudos em grupo. Da faculdade, não poderia deixar de lembrar Gusavo e sua esposa Camila, Serrano e Bia e Tomás e Camila. Do colégio, o meu amigo de longa daa Giuseppe Grimone. Agradeço ao apoio de odas as pessoas que me ajudaram na conclusão de mais uma eapa da minha vida. 5

6 Resumo O objeivo dese esudo é apresenar esimações das elasicidades das equações da ofera de exporação e da demanda de imporação para o Brasil de 1980 a 2006 a parir de dados rimesrais. Na análise empírica, foram uilizadas as écnicas de coinegração mulivariada de Johansen Juselius e modelo de correção de erros (ECM). As exporações brasileiras em valores podem melhor ser explicadas quando decomposas nos índices de preços médios e de volume, pois ambos dependem do índice de preços inernacionais de commodiies. Usando variáveis macroeconômicas como a axa de câmbio real, o volume das exporações mundiais e o índice de preços inernacionais de commodiies, a evidência empírica sugere que exise uma relação de coinegração enre o volume exporado brasileiro e essas variáveis. As esimações ambém foram realizadas de forma desagregada para produos básicos, semimanufaurados e manufaurados. Comprovamos a hipóese de que o país é um omador de preços no comércio inernacional, aravés de eses de causalidade de Granger e de modelo VAR para conhecer a resposa dos preços dos bens exporados a um choque nos preços inernacionais de commodiies, que se mosrou persisene nos eses realizados. Por sua vez, as esimaivas da função de demanda de imporação oais e por caegoria de uso (bens inermediários, bens de capial, bens de consumo duráveis e não duráveis) ambém apresenaram uma relação esável de longo prazo enre volume das imporações brasileiras, preço relaivo e nível de renda domésico, sendo os úlimos medidos pelo câmbio real e o PIB respecivamene. Adicionalmene, foram incluídas as reservas inernacionais, variável não comumene uilizada da lieraura sobre o ema para o país. Os resulados enconrados vão de enconro a ouros esudos, mosrando maior elasicidade da renda do que dos preços. 6

7 SUMÁRIO 1. Inrodução Revisão Bibliográfica Modelando a Função de Ofera de Exporação e Demanda de Imporação Função de Ofera de Exporação Função de Demanda de Imporação Meodologia e Dados Descrição e Análise dos Dados Uilizados Hipóese de país pequeno Resposa de um choque dos preços de commodiies nos preços dos bens exporados Resulados Empíricos Exporações Toais Tese de Coinegração Esimação do Modelo de Correção de Erros Exporações de Produos Básicos Tese de Coinegração Esimação do Modelo de Correção de Erros Exporações de Produos Semimanufaurados Tese de Coinegração Esimação do Modelo de Correção de Erros Exporações de Produos Manufaurados Tese de Coinegração Esimação do Modelo de Correção de Erros Imporações Toais Tese de Coinegração Esimação do Modelo de Correção de Erros Imporações de Bens de Capial Tese de Coinegração Esimação do Modelo de Correção de Erros Imporações de Bens Inermediários Tese de Coinegração Esimação do Modelo de Correção de Erros Imporações de Bens de Consumo Não-Duráveis

8 Tese de Coinegração Esimação do Modelo de Correção de Erros Imporações de Bens de Consumo Duráveis Tese de Coinegração Esimação do Modelo de Correção de Erros Conclusão...69 Bibliografia...76 Apêndice...84 FIGURAS E QUADROS Figura 2.1. Equilíbrio Parcial do Comércio Inernacional...18 Figura 4.1. Índice CRB Spo & do Índice de Preços das Exporações (FUNCEX)...40 Figura 4.2. Resposa do PX a um impulso no CRB...43 Quadro 1.1. Elasicidades de Longo Prazo das Exporações Toais e dos Produos...12 Quadro 1.2. Velocidade de ajuse em relação a desvio da endência de longo prazo das Exporações Toais e por Produos...12 Quadro 1.3. Elasicidades de Longo Prazo das Imporações Toais e das Caegorias de Uso...13 Quadro 1.4. Velocidade de ajuse em relação a desvio da endência de longo prazo das Imporações Toais e por Caegoria de Uso...14 Quadro 1.5. Elasicidades de Longo Prazo das Imporações Toais e das Caegorias de Uso sem Reservas Inernacionais...14 Quadro 1.6. Velocidade de ajuse em relação a desvio da endência de longo prazo das Imporações Toais e por Caegoria de Uso sem Reservas Inernacionais...15 Quadro 4.1. Teses ADF em nível...37 Quadro 4.2. Teses ADF em 1ª diferença...38 Quadro 4.3. Teses ADF em nível...39 Quadro 4.4. Teses ADF em 1ª diferença...39 Quadro 4.5. Teses de Causalidade de Granger...41 Quadro Tese de Coinegração de Máxima Verossimilhança JJ...44 Quadro Esimaivas de Longo Prazo dos Veores de Coinegração

9 Quadro Modelo de Correção de Erros...46 Quadro Tese de Coinegração de Máxima Verossimilhança JJ...47 Quadro Esimaivas de Longo Prazo dos Veores de Coinegração...48 Quadro Modelo de Correção de Erros...49 Quadro Tese de Coinegração de Máxima Verossimilhança JJ...50 Quadro Esimaivas de Longo Prazo dos Veores de Coinegração...50 Quadro Modelo de Correção de Erros...51 Quadro Tese de Coinegração de Máxima Verossimilhança JJ...52 Quadro Esimaivas de Longo Prazo dos Veores de Coinegração...53 Quadro Modelo de Correção de Erros...54 Quadro Tese de Coinegração de Máxima Verossimilhança JJ...55 Quadro Esimaivas de Longo Prazo dos Veores de Coinegração...56 Quadro Modelo de Correção de Erros...57 Quadro Tese de Coinegração de Máxima Verossimilhança JJ...58 Quadro Esimaivas de Longo Prazo dos Veores de Coinegração...59 Quadro Modelo de Correção de Erros...60 Quadro Tese de Coinegração de Máxima Verossimilhança JJ...61 Quadro Esimaivas de Longo Prazo dos Veores de Coinegração...61 Quadro Modelo de Correção de Erros...62 Quadro Tese de Coinegração de Máxima Verossimilhança JJ...63 Quadro Esimaivas de Longo Prazo dos Veores de Coinegração...64 Quadro Modelo de Correção de Erros...65 Quadro Tese de Coinegração de Máxima Verossimilhança JJ Quadro Esimaivas de Longo Prazo dos Veores de Coinegração...67 Quadro Modelo de Correção de Erros...67 Apêndice A4. Tese de raiz uniária Perron (1989)...85 A5. Tese de Coinegração para as Exporações Toais com Dummies Sazonais

10 1. Inrodução A balança comercial brasileira apresenou superávis expressivos nos úlimos quaro anos aé 2006, com significaivo desempenho ano das exporações, num primeiro momeno, quano das imporações. Pela primeira vez na hisória do país, observou-se uma combinação de crescimeno das vendas exernas, fore recuperação das imporações e saldo comercial volumoso. Nese período, a axa média de crescimeno anual das exporações brasileiras em dólares correnes foi de 23,0%, enquano a das imporações foi de 18,4%. O saldo acumulado oalizou quase ceno e cinqüena bilhões. Comparaivamene aos úlimos quarena anos aé 2002, as exporações e as imporações inham crescido 10,1% e 11,5%, respecivamene. Afinal, quais foram as causas desse comporameno? Teria havido alguma mudança nos deerminanes do comércio exerior? Uma análise superficial dos dados do seor exerno da economia brasileira poderia levar à conclusão de uma quebra esruural a parir do ano de Uilizando informações rimesrais para o período de 1980 a 2006, o propósio dese esudo é deerminar se exise uma relação de equilíbrio de longo prazo enre as funções de ofera de exporação e de demanda de imporação e as variáveis explicaivas para o Brasil. Esimam-se ambém equações de exporação por produo (básicos, semimanufaurados e básicos) e de imporações por caegorias de uso (bens de capial, bens de consumo duráveis e não-duráveis e inermediários). Quanificá-las é fundamenal não apenas para o desenho de políicas de comércio exerior, de acordos comerciais e de susenabilidade da dívida exerna. A esimação de equações de ofera de exporação e demanda de imporação possibilia verificar ex-ane alerações nas variáveis condicionanes, permiindo análises prospecivas sobre o comporameno do comércio exerno. A bibliografia sobre o ema sugere como possíveis deerminanes das exporações brasileiras o volume das exporações mundiais, o índice de preços inernacionais de commodiies e a axa de câmbio real. Em paricular, os preços inernacionais de commodiies, medidos pelo índice CRB Spo, merecem desaque por influenciá-las via dois canais. O primeiro é que eles causam os preços médios dos bens exporados do Brasil, dada a elevada paricipação de commodiies na paua das exporações do país. Em ouras palavras, as evidências do ese de causalidade de Granger parecem confirmar a hipóese de um país pequeno no caso brasileiro no comércio inernacional. Ou seja, é possível uilizar o índice CRB Spo para prever o 10

11 preço das exporações brasileiras aravés de um Veor de Auo-Regressão (VAR). O segundo canal é a relação esável de longo prazo dos preços das exporações, ou melhor, dos preços inernacionais de commodiies, do volume do comércio inernacional e da axa de câmbio real com o volume das exporações brasileiras. Como as variáveis explicaivas são inegradas de ordem um I(1), de acordo com o ese Dickey-Fuller Aumenado (ADF), a combinação linear delas resula numa série esacionária, o que se permie uilizar um veor de coinegração e um modelo de correção de erros (ECM). Para as imporações oais, e as diversas caegorias de uso, uilizam-se variáveis explicaivas para o nível de aividade e o preço relaivo. Para a análise empírica, o PIB brasileiro e a axa de câmbio real foram escolhidos. Adicionalmene, incluem-se as reservas inernacionais, não comumene enconradas na lieraura sobre o ema. O racional por rás da inclusão desa variável baseia-se na capacidade de imporar do país. Assim como no caso das exporações, enconrou-se uma relação esável de longo prazo do volume das imporações com elas. Também aqui, odas as variáveis são inegradas de ordem um I(1), de acordo com o ese Dickey-Fuller Aumenado (ADF), o que permie uma combinação linear, gerando uma série esacionária. Além disso, modelamos um Veor de Correção de Erros (VEC) para saber qual é a velocidade de ajuse à desvios da série com relação ao equilíbrio de longo prazo. Em ambos os casos, para se achar as relações de coinegração enre essas variáveis mencionadas, uilizou-se o procedimeno de Johansen (1988 e 1991) e Johansen e Juselius (1990, 1992 e 1994), enquano o modelo de correção de erros foi a écnica uilizada de al forma que seja possível separar choques de curo prazo do equilíbrio de longo prazo enre elas. Os resulados enconrados para as elasicidades de longo prazo das exporações oais e dos produos se resumem no quadro 1.1. Elas mosram que ano as exporações oais quano os produos desagregados respondem ao volume das exporações mundiais, à axa de câmbio real (com exceção dos produos básicos) e aos preços das commodiies. É ineressane noar que ano as exporações oais quano as exporações de produos manufaurados são inelásicas em relação às exporações mundiais (0,78 e 0,71, respecivamene), enquano os produos básicos apresenam elasicidade uniária e os produos semimanufaurados êm elasicidade de 1,16 em relação a esa variável explicaiva. As elasicidades com relação à axa de câmbio real ficaram enre 0,48 e 0,68. Todavia, a elasicidade desa variável para os produos básicos não se mosrou esaisicamene significane. Para os preços de commodiies, as elasicidades das exporações oais, (0,82) dos produos básicos (0,73) e dos manufaurados (0,80) 11

12 ficaram abaixo da unidade. A exceção foram os produos semimanufaurados que se mosraram elásicos (1,30) com relação a eles. Quadro 1.1. Elasicidades de Longo Prazo das Exporações Toais e dos Produos Elasicidades de Longo Prazo Exporações Mundiais (WX) Taxa de Câmbio Real (REER) Preços de Commodiies (CRB) Exporações Toais 0,774 0,480 0,815 Produos Básicos 1,008 0,581* 0,734 Produos Semimanufaurados 1,158 0,538 1,299 Produos Manufaurados 0,705 0,685 0,799 * Não esaisicamene significane a 5% O quadro 1.2. revela a velocidade de ajuse com relação à endência de longo prazo a um deerminado choque nas variáveis explicaivas. Os valores enconrados indicam que o sisema corrige o desequilíbrio no período anerior em 34% por rimesre para as exporações oais. Ese valor é semelhane para os produos básicos (35%) e para os manufaurados (30%). Apenas os produos semimanufaurados apresenaram um valor baixo de convergência (8%) e não significane a um nível de 5%. Quadro 1.2. Velocidade de ajuse em relação a desvio da endência de longo prazo das Exporações Toais e por Produos Velocidade de ajuse α Exporações Toais -0,340 Produos Básicos -0,353 Produos Semimanufaurados -0,079* Produos Manufaurados -0,304 * Não esaisicamene significane a 5% As elasicidades de longo prazo esimadas para as imporações oais e as caegorias de uso com relação à renda domésica, adoando como proxy o PIB, à axa de câmbio real e às reservas inernacionais se enconram no quadro Tano as imporações oais quano a de bens de capial, de bens não-duráveis e de duráveis se 12

13 mosraram elásicas com relação à renda domésica. Conudo, no caso das imporações oais e de bens de capial os sinais enconrados foram conrários ao esperado pela eoria econômica. Os valores enconrados são de 1,61 no caso das imporações oais, 2,01 para as imporações de bens de capial, 4,62 no caso de bens não-duráveis e 2,38 para duráveis. Apenas as imporações de bens inermediários não apresenaram elasicidade esaisicamene significane com relação a esa variável. Além disso, as imporações oais e odas as caegorias de uso se mosraram sensíveis à axa de câmbio real com as elasicidades variando enre 0,75 a 2,46. Também nese caso, os sinais enconrados foram conrários ao esperado pela eoria econômica para as imporações oais, de bens de capial e inermediário. Em relação às reservas inernacionais, com exceção das imporações de bens não-duráveis, odas as caegorias de uso e as imporações oais apresenaram elasicidades esaisicamene significanes e com o sinal esperado. O valor esimado para a elasicidade das imporações oais é próximo da unidade (1,09), o que significa que um aumeno de 10% das reservas inernacionais, eleva as imporações na mesma magniude. Para os bens duráveis o valor enconrado para a elasicidade é semelhane (1,10). Para os bens de capial e bens inermediários os valores enconrados foram de 1,34 e 0,86, respecivamene. Em suma, apenas para as imporações de bens duráveis apresenaram coeficienes esaisicamene significane e com o sinal correo para das variáveis explicaivas. Quadro 1.3. Elasicidades de Longo Prazo das Imporações Toais e das Caegorias de Uso Elasicidades de Longo Prazo Renda Domésica (Y) Taxa de Câmbio Real (REER) Reservas Inernacionais (R) Imporações Toais -1,608 1,318 1,086 Bens de Capial -2,011 0,763 1,344 Bens Inermediários -0,125* 0,744 0,856 Bens Não-Duráveis 4,620-1,804 0,217* Bens Duráveis 2,379-2,460 1,096 * Não esaisicamene significane a 5% O quadro 1.4. mosra a velocidade de ajuse com relação à endência de longo prazo a um deerminado choque nas variáveis explicaivas. Os valores enconrados 13

14 indicam que o sisema corrige o desequilíbrio no período anerior em 12% por rimesre para as imporações oais, menor do que no caso das exporações. Ese valor é semelhane para os bens de capial (13%) e para os bens inermediários (15%). A convergência no caso dos bens duráveis e não duráveis se mosrou mais rápida, em 28% e 36% respecivamene. Quadro 1.4. Velocidade de ajuse em relação a desvio da endência de longo prazo das Imporações Toais e por Caegoria de Uso Velocidade de ajuse α Imporações Toais -0,122 Bens de Capial -0,128 Bens Inermediários -0,150 Bens Não-Duráveis -0,358 Bens Duráveis -0,276 Não esaisicamene significane a 5% Todavia, os dados parecem sugerir um erro de especificação ao incluir reservas inernacionais, dado o papel conroverso de uilizar al variável na função de demanda de imporação. O quadro 1.5. apresena as esimaivas das elasicidades sem reservas inernacionais. Ao excluí-las, os sinais dos coeficienes da renda domésica e da axa de câmbio se mosraram correos e com magniudes da primeira superior a ulima. Quadro 1.5. Elasicidades de Longo Prazo das Imporações Toais e das Caegorias de Uso sem Reservas Inernacionais Elasicidades de Longo Prazo Renda Domésica (Y) Taxa de Câmbio Real (REER) Reservas Inernacionais (R) Imporações Toais 5,000-3, Bens de Capial 6,413-3, Bens Inermediários 5,718-2, Bens Não-Duráveis 5,699-2, Bens Duráveis 7,953-5, * Não esaisicamene significane a 5% 14

15 Já o quadro 1.6. ilusra que a velocidade de ajuse com relação à endência de longo prazo a um deerminado choque nas variáveis explicaivas foram esaisicamene significane apenas para as imporações de bens de capial e para bens não-duráveis. Os valores enconrados indicam que o sisema corrige o desequilíbrio no período anerior em 12% por rimesre para as imporações de bens de capial e 30% para as imporações de bens não-duráveis. Quadro 1.6. Velocidade de ajuse em relação a desvio da endência de longo prazo das Imporações Toais e por Caegoria de Uso sem Reservas Inernacionais Velocidade de ajuse α Imporações Toais -0,029* Bens de Capial -0,117 Bens Inermediários -0,032* Bens Não-Duráveis -0,306 Bens Duráveis -0,025* * Não esaisicamene significane a 5% Ese rabalho esá divido em cinco seções além desa inrodução. A segunda pare faz uma revisão bibliográfica sobre o assuno, procurando analisar ano esudos sobre a experiência inernacional como resulados para a economia brasileira. A erceira seção apresena a modelagem das equações a serem esimadas. A quara seção expõe a meodologia e os dados empregados. Apresenam-se o ese de presença de raiz uniária das vaiáveis explicaiva, Dickey-Fuller Aumenando (ADF), para deerminar se odas elas são inegradas de ordem um. Essa condição é necessária para que se possam realizar os eses de coinegração de Johansen, a fim de esimar a relação de longo prazo das funções de ofera de exporação e demanda de imporação. Ainda nesa seção, apresenam-se a meodologia do modelo de correção de erros e os eses da hipóese de país pequeno no caso brasileiro, ou seja, se os preços bens exporado são deerminados no exerior. A quina seção apresena os resulados das elasicidades das funções de ofera de exporação e de demanda de imporação. A úlima seção conclui o rabalho. 15

16 2. Revisão Bibliográfica Um dos objeivos dos esudos de fluxo de comércio é enconrar os efeios da depreciação da axa de câmbio real na balança comercial. Para ano, a parir das esimações das funções de demanda de imporação e ofera de exporação, uilizam-se suas elasicidades. Os volumes de imporação ou exporação são regredidos nas axas efeivas de câmbio, no preço relaivo de exporação ou imporação e na renda real mundial e/ou domésica. O objeivo de ais esimações é fazer inferências econômicas como, por exemplo, a condição de Marshall-Lerner na qual a depreciação ou desvalorização da axa de câmbio de um país ajusará a balança comercial se a soma dos valores absoluos das elasicidades-preço das demandas domésica e esrangeira das imporações for maior que a unidade, assumindo que a balança comercial eseja inicialmene em equilíbrio. Assim, se quisermos saber se uma desvalorização cambial provoca um ajuse no saldo comercial, basa esimar as funções de demanda de imporação e exporação e checar ser a soma absolua das elasicidades-preço excede a unidade. Uma condição de relação esável enre saldos comerciais e câmbio real é da pelo modelo de equilíbrio parcial de Bickerdike-Robinson-Mezler, BRM. Suponha que os preços relaivos de bens imporáveis e exporáveis sejam dados por π m = ( SP M ) P π = ( ) P x SP X condições de equilíbrio: M X. Os fluxos de imporações e exporações são deerminados pelas ( π m ) = X ( π m ) ( π ) M ( π ) m = m ou seja, a demanda de imporações do Brasil ( ) m M π é igual à ofera mundial ( ) m e X π, enquano a ofera de exporações brasileiras, X ( π m ) é igual à demanda mundial ( ) M π m. Os preços relaivos de imporáveis e exporáveis são dados pelos seus valores inernacionais π Qπ e π m = m x = Qπ x, sendo Q o câmbio real. Ou ainda, o valor real da balança comercial em preços domésicos: 16

17 B = π x X π m M Quando há uma mudança no câmbio real, mudam-se os preços domésico e inernacional, além das quanidades exporada e imporada. Com isso, o saldo comercial ambém se alera. B = B( Q) O sinal da derivada de B em relação a Q ( db dq) dependerá, porano, das elasicidades das funções e pode ser obido diferenciando a equação acima: db Xπ η ε 1 ε + η ε + η ( + ε ) ( 1 η) Qˆ = x Onde ε, η são as elasicidades da demanda de imporações e da ofera de exporações no Brasil, η, ε são as elasicidades correspondenes no reso do mundo, e Qˆ é a axa de variação do câmbio real. Ou seja, o efeio de uma desvalorização cambial na balança comercial depende dos valores dessas elasicidades. Uma simplificação desse modelo proposa por Dornbusch (1975) e Corden (1994) é considerar que as exporações e as imporações dependam dos preços nominais e que as relações de roca não se aleram, ou seja, os bens imporáveis e exporáveis podem ser combinados em um único bem inernacional. Na figura 2.1., a curva TT é a curva de ransformação enre bens inernacionais (eixo verical) e bens domésicos, e U ju j são as curvas de indiferença, deerminando a subsiuição no consumo. O equilíbrio simulâneo nos dois mercados, de bens inernacionais e domésicos, é obido no pono de angência, D, com a renda medida em unidades de bens domésicos dada pela disância OZ. Uma desvalorização desloca a produção para A e o consumo para C, sendo a renda medida em unidades de bens domésicos dada por OZ. A desvalorização produziu um superávi comercial e um excesso de demanda de bens de domésicos, que, na ausência de uma desabsorção, elevará seus preços, fazendo com que uma desvalorização do câmbio nominal se ransforme, em pare, em inflação nos preços de bens domésicos, o que limia a desvalorização do câmbio real. 17

18 Figura 2.1. Equilíbrio parcial do comércio inernacional Y T T A B D C O T Z Z Y N Supondo que a propensão a consumir bens domésicos seja igual a unidade, iso é, que as disâncias horizonais enre as curvas de indiferença sejam sempre iguais, um imposo que reduza a renda disponível em BC levará ao novo equilíbrio em B, gerando um superávi comercial devido à desabsorção. Apenas com a mudança do câmbio nominal, o excesso de demanda de bens domésicos seria incapaz de produzir mudança nos saldos comerciais. Muios dos rabalhos acadêmicos de comércio inernacional sobre esimações de ofera e demanda se baseiam no esudo de Goldsein e Khan (1978) que propõe dois modelos para analisar o comporameno do comercio inernacional. O primeiro se refere ao equilíbrio enre a quanidade oferada e demandada de exporação enquano o úlimo incorpora um mecanismo de ajuse parcial a um desequilíbrio no mercado. A especificação do modelo de demanda de exporação é dada por: d log X = α 0 + α1 log( PX PXW ) + α 2 logyw na qual: X d é a quanidade demandada de exporação; PX é o preço das exporações; PXW é a média ponderada dos preços dos produos concorrenes de ouros países; YW é a média ponderada das rendas reais dos parceiros comerciais do país exporador. 18

19 Sendo que α < 1 0 e α > 0 2. Assume-se que variações em qualquer um dos componenes da relação preços são homogêneos. PX PXW acarream efeios de mesma magniude, ou seja, os A equação da ofera de exporações ambém é especificada na forma log-linear, sendo expressa em função do preço relaivo (de exporação em relação ao domésico) e de um índice represenaivo da capacidade produiva do país exporador: log X s = β β1 log( PX P) β 2 log Y * na qual: X s PX P * Y é a quanidade oferada de exporação; é o preço das exporações; é o preço domésico; é a capacidade produiva domésica (produo poencial). Quando o preço das exporações aumena com relação aos preços domésicos, aumena o esímulo para os exporadores em oferar seus produos. Considera-se ambém que exisa relação posiiva enre a capacidade produiva domésica e a quanidade oferada para exporações ( β 1 e β > 2 0 ). Os auores consideram a seguine especificação no modelo de ajusameno para o quanum demandado: d [ log X log X ] log X = γ 0 γ 1 1 na qual γ é o coeficiene de ajusameno e é o operador de primeira diferença. Subsiuindo-se a equação acima na função de demanda, em-se: log X = c0 + c1 log( PX PWX ) + c2 logyw + c3 log X 1 sendo c 0 = γα 0, c 1 = γα1, c 2 = γα 2, c 3 = 1 γ. Baseado nos sinais esperados dos parâmeros α 1, α 2 e γ, espera-se que: c < 1 0, c > 0 e c > Com uso desse mesmo mecanismo de ajusameno parcial para o caso do quanum oferado de exporação, obém-se uma função de ofera de exporação que em 19

20 enre as variáveis explicaivas uma defasagem da variável dependene. O modelo de desequilíbrio pode ambém ser aplicado para as equações na forma reduzida. Zini (1970) esimou equações de demanda de exporação para o Brasil similares a proposa por Goldsein & Kahn. A diferença básica enre o modelo de Goldsein e Khan (1978) e o de Zini (1970) diz respeio à inclusão, na função de ofera, de variáveis que represenam a capacidade produiva domésica, pois conforme cresce a capacidade produiva cresce a ofera para os mercados domésico e exerno, e a uilização dessa capacidade para capar os efeios de ciclos econômicos. Exise a premissa de que os produores, durane períodos de crescimeno econômico, devem aender preferencialmene à demanda domésica, preservando assim sua paricipação nesse mercado. Modelos que incluem ano as funções de ofera quano as de demanda de exporações são esimados em sua forma esruural por meio de meodologia adequada para a resolução de equações simulâneas. No enano, pode-se especificar as funções de exporações a parir de modelos uniequacionais com variáveis relacionadas à ofera e à demanda exerna do produo. Esses modelos não são fundamenados na hipóese de país pequeno, pois os modelos esruurais que dão origem à forma reduzida consideram funções ano de ofera como de demanda com elasicidades finias, segundo alera de Markwald e Braga (1993). Ouros esudos se devem às especificações de subsiuição de imporação imperfeia de Porugal (1992) que levam em consideração a pequena diferenciação enre os produos domésicos e esrangeiros, além da diferenciação de preços, e equações básicas a seguir: M d = f ( Y, e. P, P, T ) n m ( P, P, S Y ) M, s = f m d n d M = M s d onde M é o quanum das imporações, Y n é a renda domésica nominal, e é a axa de câmbio, P m é o preço das imporações, P d é o preço domésico, T é uma arifa de imporação; e S são os subsídios à exporação. O sinal (*) indica que os valores correspondem à economia esrangeira; (s) indica equação de ofera; e (d) indica equação de demanda. Os preços esão em moeda esrangeira. Todavia, oma-se a hipóese de 20

21 exogeneidade da ofera de imporação, uma vez que o amanho da economia brasileira não imporia uma resrição de seus fornecedores. Assim, apenas a quanidade imporada é a variável endógena. Assumindo que não há véu moneário: ( Y, e. P, P, T ) = f (( Y P ), ( e. P P )) = f ( Y, ( e P P )) d M = f n m d n d m d. m d Deve-se considerar ainda que o efeio de arifas e subsídios pode não ser esaisicamene significane, e que a uilização da capacidade insalada impora para a resposa das imporações, assim como o produo poencial. ( Y, e. P ( 1+ T ) P P Y Y ) ( Y, e. P ( 1+ T ) P P Y ) d M = f m d, d M = f m d, Oura alernaiva seria esimar modelos mais dinâmicos de comporameno do fluxo comercial. Como proposo por Junz e Rhomberg (1973) e Goldsein e Khan (1985), devido a defasagens na produção, na enrega e na decisão, a resposa das exporações e imporações a mudanças em ouras variáveis não é imediaa, ou a curva J, enquano a condição de Marshall-Lerner não envolve nenhuma dinâmica. Goldsein e Khan (1985) propuseram uma série de especificações na modelagem de balança comercial com diversas esimações de elasicidades-preço e renda. Uilizando dados anuais para vários países, denre eles o Brasil, por exemplo, Khan (1974) usou o seguine modelo: ( PM i PD ) + α Yi d log i 0 + α1 log i 2 M = α log + µ essa é a função de demanda de imporação, onde M i é a quanidade de imporação do país i, PM é o valor da unidade de imporação no país i, PD i é o nível de preço domésico do país i, Y i é o PIB real do país i e µ é o erro associado a cada observação. ( PX i PW ) + β Wi ν d log X i 0 + β1 log i 2 = β log + 21

22 essa é a função de demanda de exporação, onde X i é a quanidade de exporação do país i, PX i é o valor da unidade de exporação no país i, PW é o nível de preço mundial, W é a renda mundial real. Uma vez que as especificações levam em cona o logarimo de cada variável, os parâmeros são as próprias elasicidades das imporações e exporações pelas variáveis correspondenes. Warner e Kreinin (1993) propuseram modelo com períodos de regime de câmbio fixo e fluuane, a parir de dados rimesrais de 1957:1-1970:4 e 1972: :4 respecivamene, esimando funções de demanda de imporação sem produos de peróleo. log M = c + α 1 logy + α 2 log ( PM PD) log M = c + β 1 logy + β 2 log PD + β3 log PM (câmbio fixo) FC log M = c + β 1 logy + β 2 log PD + β3 log PM + β 4 log E (câmbio fluuane) Segundo Lewis (1980), o comércio exerior enre os países em desenvolvimeno seria uma fone alernaiva de crescimeno para os mesmos, compensando a endência secular de desaceleração do crescimeno dos países desenvolvidos como propulsor de desenvolvimeno. Por ouro lado, Riedel (1984) conrapõe a ese de Lewis argumenando que a maioria dos países em desenvolvimeno se depara com uma função de demanda de exporação negaivamene inclinada e, porano, podem expandir suas exporações aravés de compeição de preços, mesmo com o desaquecimeno dos países indusriais. Todavia, Faini, Clavijo e Sehnadji (1992) provaram empiricamene que o argumeno de Riedel sofre da falácia da composição, uma vez que um país pode conquisar mercado a parir de uma desvalorização real da axa de câmbio, mas não odos os países simulaneamene. Os resulados dos esudos sobre os efeios de mudanças nos preços relaivos nas exporações e imporações não são convergenes. Rose (1990, 1991) e Osry e Rose (1992) acharam que uma desvalorização real não em um impaco significaivo na balança comercial, enquano Márquez e McNeilly (1998) e Reinhar (1995) enconraram um efeio na balança comercial. Por ouro lado, o esudo realizado por Dornbusch, Goldfajn e Valdes (1995) essa relação foi percebida para o caso mexicano, 22

23 o mesmo ocorrendo no Brasil para o período de 1975 a 1991, de acordo com a axa de câmbio real uilizada por Nunes (1994). Zini e Cai (1993) rejeiaram a versão absolua da Paridade de Poder de Compra (PPC) no Brasil, no período de 1895 e 1990, com base em eses de coinegração. Ou seja, eles não conseguiram rejeiar a presença de raiz uniária no câmbio real. Ese resulado foi confirmado por Fava e Alves (1996) uilizando coinegração fracionada. Em esudo sobre a PPC para um deerminado conjuno de países, Froo e Rogoff (1995) confluíram que essa não é uma relação de curo prazo e que fluuações no câmbio nominal ocorrem sobre a axa cambial real com um elevado grau de persisência. Além disso, a hipóeses de um passeio aleaório não seria validada em análises empíricas com séries mais longas. Zini Jr. (1988) enconrou em seus esudos elasicidade-renda superior a elasicidade-preço na equação de demanda, a parir de esimação simulânea com dados rimesrais enre 1970 e 1786 para produos indusrializados, agrícolas e minerais, enquano na equação de ofera a uilização da capacidade insalada foi deerminane, principalmene nos manufaurados. Casro & Cavalcani (1997) realizaram esimações de equações de exporação oais e desagregadas (produos manufaurados, semimanufaurados e básicos) para o Brasil, no período de 1955/1995. Eles consideraram como variáveis explicaivas a axa de câmbio real, uma proxy para o nível de renda mundial e um indicador do nível de renda domésico e enconraram elasicidades renda e preço significanes. A meodologia uilizada foi a Correção de Erros (VEC). Cavalcani & Ribeiro (1998) uilizaram o procedimeno de Johansen com dados mensais de 1977 e 1996 de quanum e preços e obiveram evidências de que o preço relaivo foi relevane em odas as especificações por faores agregados. As exporações de manufaurados e semimanufaurados foram explicados por uma endência de longo prazo, a parir da proxy de crescimeno do comércio mundial. Genericamene, os esudos consideram como deerminanes da demanda de exporações o nível de renda exerna, em ermos reais, e uma variável que represene os preços relaivos enre os bens exporados e subsiuos no mercado inernacional, sendo odos eles dados em moeda esrangeira. Empiricamene, as variáveis uilizadas podem variar de acordo com o país e/ou o período analisado e, obviamene, com a disponibilidade dos dados. Por exemplo, a renda exerna pode ser represenada pelas imporações ou exporações mundiais. Para os preços de bens subsiuos no mercado 23

24 inernacional uilizam-se índices de preços mundiais ou preços relevanes para os parceiros comerciais em geral, preços de imporação. Por ouro lado, na função de ofera de exporação usa-se uma ampla gama de variáveis explicaivas que podem deerminar a capacidade dos produores em exporar. Para ano, índices para a capacidade produiva como o PIB poencial, produividade ou axa de invesimeno podem explicar parcela significaiva do componene endencial da evolução da ofera de exporação. Pode-se, ainda, incluir na especificação da função de ofera de exporação uma variável associada aos ciclos econômicos inernos (por exemplo, a uilização da capacidade insalada), pois elas represenam uma alernaiva de demanda para eviar o aumeno da capacidade ociosa na indúsria nacional. Isso se dá principalmene em produos manufaurados, como proposo por Cavalcani e Ribeiro (1998). A axa de câmbio real é a base para a comparação enre as renabilidades no mercado inerno e exerno. O nível e a volailidade da axa de câmbio real deerminam, respecivamene, o valor esperado e a variância da remuneração relaiva das exporações. A formulação mais comum da axa de renabilidade real das exporações é dada pela muliplicação do índice de preços de exporação pela axa de câmbio nominal e por algum índice de incenivos à aividade exporadora, dividido pelo índice de preços no aacado domésico. A conribuição do esudo aqui proposo para a lieraura sobre o ema para o caso brasileiro advém da exensão do período de análise em mais de uma década comparaivamene ao esudo de Casro & Cavalcani (1997), no caso das exporações oais e desagregadas por faores. Ese período é exremamene relevane para a balança comercial brasileira, pois ela passou de uma siuação deficiária no período de sobrevalorização em um regime de axa de câmbio fixo que foi o Plano Real de 1994 a 1999, para uma de superávis comerciais subsanciais a parir de No lado das imporações, procurou-se ampliar o debae da capacidade de imporar do Brasil incluindo como proxy as reservas inernacionais. As dificuldades para a flexibilização da resrição exerna de divisas ornam ineviável o ajuse do balanço de pagamenos por meio do conrole da demanda por imporações. Há na lieraura a sugesão de que as imporações dos países em desenvolvimeno são foremene influenciadas por suas receias de divisas. O argumeno é que a demanda de divisas nesses países geralmene excede sua ofera a uma deerminada axa cambial porque exisiria uma demanda reprimida por imporação. Quando o esoque de reservas exernas é reduzido, quedas nas receias de exporação, dada por um choque em 24

25 quaisquer variáveis que a explicam, fazem com que a decisão de políica econômica não seja oura senão resringir quaniaivas às imporações, pelo menos no curo prazo. Isso porque a demanda de exporação nesses países ende a ser preço-inelásica, o influxo de capiais por meio de emprésimos exernos é deerminado pelos ciclos do capial financeiro global, enquano os invesimenos direos de capial esrangeiro são função das expecaivas de lucro no longo prazo e pagamenos de serviços de faores e de amorizações são fixados conraualmene. Similarmene, as resrições são afrouxadas caso as receias de divisas se elevem. Em Resende (2001), esou-se a hipóese de que as imporações são função da disponibilidade de divisas exernas, no Brasil, pois seria ineviável o ajuse do balanço de pagamenos por meio do conrole das imporações, afeando os ciclos de crescimeno na economia brasileira. Ele consruiu uma variável chamada capacidade de imporar (CM) que era definida em função do saldo das conas de capial, de serviços de faores e das exporações. Para ano, ele desenvolveu e esimou funções de demanda de imporação oal e por caegoria de uso para o Brasil, enre o primeiro rimesre de 1978 e o quaro rimesre de 1998, conemplando como argumenos de ais funções uma variável de disponibilidade de divisas (capacidade de imporação), além daquelas variáveis radicionalmene observadas na lieraura. 25

26 3. Modelando a Função de Ofera de Exporação e Demanda de Imporação Adoa-se a hipóese de que o Brasil é considerado um país pequeno no conexo inernacional, a qual é esada na próxima seção, de forma que as exporações não são suficienemene expressivas para influenciar os preços no mercado exerno. Nesse caso, considera-se apenas a função de ofera para a especificação de um modelo analíico. Tal proposa pode ser considerada procedene, dada a predominância de commodiies a paua das exporações brasileiras produos que são relaivamene homogêneos e a pequena represenaividade do Brasil no comércio inernacional. Embora não seja objeo de esudo aqui, há ainda duas formas alernaivas para a especificação de um modelo de exporação. Uma delas é considerar a função de ofera perfeiamene elásica, pressupondo-se assim a exisência de capacidade ociosa na indúsria domésica e/ou ecnologia de produção com reornos consanes ou crescenes de escala, e função de demanda por exporação com elasicidade-preço finia, com a hipóese de represenaividade no mercado mundial e/ou produção de bens não subsiuos perfeios. Ou seja, a modelagem resume-se ao ajusameno da função de demanda. Como demonsrado por Binkley (1981), a especificação da demanda por imporação como uma única equação é perinene quando a ofera confronada pelo país imporador é exógena. É imporane desacar que nos casos em que a demanda (ou a ofera) é esimada a parir de uma única equação, o efeio simulâneo não em aplicação práica. Por fim, a oura alernaiva consise em considerar que ano a ofera como a demanda pela exporação êm elasicidade finia, de forma que o preço e a quanidade são deerminados simulaneamene pela ineração das funções de ofera e demanda Função de Ofera de Exporação No presene esudo esima-se um modelo uniequacional para analisar os efeios de variáveis condicionanes da ofera de exporação sobre o quanum exporado. Na especificação do modelo de exporação supõe-se que os produos sejam subsiuos imperfeios. Isso é imporane, pois no caso de subsiuição perfeia haveria inconsisência com a esimação empírica dos valores elasicidades-preços da demanda. Em mercados em concorrência perfeia, com cusos marginais consanes, a suposição de subsiuição perfeia enre o produo domésico e o imporado implicaria dominância de um dos mercados e elasicidade infinia. 26

27 Assim, o modelo aqui proposo baseia-se em rês variáveis do sisema de coinegração. A função de ofera de exporação de longo prazo para o Brasil é especificado como: onde: ln 0 + β1 lnwx + β 2 ln E + β 3 X = β ln CRB + µ X = logarimo naural da quanidade real oferada de exporação agregada pelo Brasil no período () WX = logarimo naural do volume das exporações mundiais no período () E = logarimo naural da axa de câmbio real do Brasil no período () CRB = logarimo naural do índice de preços inernacionais de commodiies no período () µ = ermo de erro aleaório com propriedades clássicas usuais As formas funcionais mais comumene enconradas para as relações de ofera de exporação e demanda de imporação são lineares e log-lineares (ver Kreinin (1967), Khan (1974), Magee (1975)). Já que a eoria econômica não provém nenhum criério a priori para a seleção da forma funcional apropriada, a quesão da escolha dela se orna um problema empírico. Segundo Khan e Ross (1977) e Salas (1982), a formulação logarímica é preferível porque, primeiro, ela fornece a esimação direa das elasicidades de imporação; em segundo lugar, ela permie que as imporações reajam proporcionalmene a um aumeno e queda nas variáveis explicaivas (Khan (1975)). Ainda se inclui a consane β 0 devido ao fao de haver alguma exporação mesmo se odas as ouras variáveis forem zero. O ermo residual mosra que as exporações são ambém afeadas por ouras variáveis não incluídas no modelo. O sinal esperado pelo o coeficiene do WX é posiivo ( β > 1 0 ). Espera-se que o volume das exporações de um país aumene à medida que o comércio inernacional aumene. Iso é, para cada x% de aumeno no quanum exporado mundial, devemos esperar x% de aumeno na quanidade de bens brasileiros exporados devido ao efeio escala. A axa de câmbio real deve apresenar sinal posiivo ( β > 2 0), pois uma desvalorização, ou elevação do índice que a mede, eleva o quanum exporado por ornar eses produos mais baraos no exerior. Já o coeficiene do índice de preços commodiies inernacionais é esperado que seja posiivo ( β > 3 0). De fao, é de se esperar que as elasicidades da axa de câmbio real e do índice de preços inernacionais 27

28 de commodiies sejam próximas, ou seja, o efeio de uma valorização cambial poderia ser compensado pelo aumeno de mesma magniude dos preços de commodiies. O passo final na análise é a esimação de um modelo de correção de erros (VEC). Quando as variáveis na equação são coinegradas, exisem mecanismos de correção de erros que combina as relações de equilíbrio de longo prazo com a dinâmica de ajuse de curo prazo. Baseado no eorema de represenação desenvolvido por Engle e Granger (1987), a exisência de uma relação de coinegração enre um conjuno de I(1) implica que a seguine represenação da dinâmica de correção de erros dos dados. X = α 0 + α 1 ECT 1 + n n n n βi X i + λi WX i + χ E i + Ψ CRB i + i= 1 i= 0 i= 0 i ε Onde ECT é o ermo de correção de erro defasado e é o resíduo da equação da função de 1 ofera de exporação especificada acima da regressão de coinegração, para que não se perca a informação de longo-prazo dos dados (Maddala, 1992). Deve ser noado que o ermo de correção de erro, ECT I (0), capura o ajuse ao equilíbrio de longo prazo. O coeficiene α 1 represena a proporção do desvio das exporações reais em um período corrigido no próximo. Esa equação é esimada com uma esruura de defasagens geral para odas as variáveis na equação da demanda de imporação, uma consane e um ermo de correção de erro defasado Função de Demanda de Imporação Para modelar a função de demanda de imporação oal para o Brasil seguimos o modelo de subsiuos imperfeios proposo por Goldsein e Khan (1985), no qual a hipóese principal é que nem as exporações nem as imporações são subsiuos perfeios para bens domésicos. Uma vez que as imporações brasileiras são apenas uma pequena fração do oal imporado mundialmene, assume-se que a ofera mundial de imporações para o Brasil é perfeiamene elásica. Esa hipóese parece se realisa no caso brasileiro porque o reso do mundo é capaz de aumenar a ofera de exporações para o país sem mesmo um aumeno nos preços. A hipóese de elasicidade da ofera de imporação infinia reduz o modelo em uma simples equação de função de demanda de imporação. A lieraura sobre demanda de imporação adoa a quanidade de demanda de imporação como função dos preços relaivos e da renda domésica real (ver 28

29 Houhakker e Magee, (1969) Leamer e Serm, (1970) Murray e Ginmam, (1976) Goldsein e Khan, (1985) Dornbusch (1988) Hooper e Marquez (1993 e Carone, (1996)). Opamos por colocar as reservas em moeda esrangeira como uma das variáveis da função de demanda de imporação, para verificar se um aumeno das reservas inernacionais em algum impaco na função da demanda de imporação agregada, seguindo a sugesão de Dash (2005) em esudo semelhane para a Índia. O nível de reservas inernacionais é ambém relevane para o desenho de políicas de imporação em um país em desenvolvimeno. Adoa-se a hipóese que especialmene em países em desenvolvimeno o volume das imporações é amplamene dependene da disponibilidade das reservas inernacionais para financiar as imporações. As reservas são basicamene deidas para alcançar um equilíbrio enre a demanda e ofera de moeda esrangeira, para inervenção, e para preservar a confiança na habilidade do país em conduzir ransações esrangeiras. Os alos níveis de reservas ceramene asseguraram a confiança do consumidor e deram ao Brasil uma boa imagem no ambiene inernacional. As reservas brasileiras cresceram significaivamene a parir de Assim, o modelo aqui proposo baseia-se em rês variáveis do sisema de coinegração. A função de demanda de imporação de longo prazo para o Brasil é especificado como: onde: ln 0 + β1 ln Y + β 2 ln E + β3 M = β ln R + µ M = logarimo naural da quanidade real demandada de imporação agregada pelo Brasil no período () Y = logarimo naural do PIB do Brasil no período () E = logarimo naural da axa de câmbio real do Brasil no período () R = logarimo naural das reservas em moeda esrangeira do Brasil no período () µ = ermo de erro aleaório com propriedades clássicas usuais O sinal esperado pelo o coeficiene do Y é posiivo ( β > 1 0). Espera-se que o volume das imporações de um país aumene à medida que a renda real do país aumena e vice-versa. Conrariamene, se o aumeno da renda real for devido a um aumeno da imporação de bens subsiuos, as imporações podem declinar com o aumeno da renda. Nese caso o sinal do coeficiene seria ( β < 1 0). A axa de câmbio real deve 29

30 apresenar sinal negaivo ( β < 2 0), pois uma desvalorização, ou elevação do índice que a mede, reduz o quanum imporado por ornar eses produos mais caros comparaivamene aos bens domésicos. Já o coeficiene das reservas de moedas esrangeira é esperado que seja posiivo ( β > 3 0), porque uma vez que a resrição das reservas inernacionais é relaxada, maiores deverão ser as quanidades de imporações. O passo final na análise é a esimação de um modelo de correção de erros (VEC). Quando as variáveis na equação são coinegradas, exisem mecanismos de correção de erros que combina as relações de equilíbrio de longo prazo com a dinâmica de ajuse de curo prazo. Baseado no eorema de represenação desenvolvido por Engle e Granger (1987), a exisência de uma relação de coinegração enre um conjuno de I(1) implica que a seguine represenação da dinâmica de correção de erros dos dados. M = α 0 + α 1 ECT 1 + n n n n βi M i + λi Y i + χ E i + Ψ R i + i= 1 i= 0 i= 0 i ε Onde ECT é o ermo de correção de erro defasado e é o resíduo da equação da função de 1 demanda de imporação especificada acima da regressão de coinegração, para que não se perca a informação de longo-prazo dos dados. Deve ser noado que o ermo de correção de erro, ECT I (0), capura o ajuse ao equilíbrio de longo prazo. O coeficiene α 1 represena a proporção do desvio das imporações reais em um período corrigido no próximo. Esa equação é esimada com uma esruura de defasagens geral para odas as variáveis na equação da demanda de imporação, uma consane e um ermo de correção de erro defasado. 30

Equações Simultâneas. Aula 16. Gujarati, 2011 Capítulos 18 a 20 Wooldridge, 2011 Capítulo 16

Equações Simultâneas. Aula 16. Gujarati, 2011 Capítulos 18 a 20 Wooldridge, 2011 Capítulo 16 Equações Simulâneas Aula 16 Gujarai, 011 Capíulos 18 a 0 Wooldridge, 011 Capíulo 16 Inrodução Durane boa pare do desenvolvimeno dos coneúdos desa disciplina, nós nos preocupamos apenas com modelos de regressão

Leia mais

DEMANDA BRASILEIRA DE CANA DE AÇÚCAR, AÇÚCAR E ETANOL REVISITADA

DEMANDA BRASILEIRA DE CANA DE AÇÚCAR, AÇÚCAR E ETANOL REVISITADA XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Mauridade e desafios da Engenharia de Produção: compeiividade das empresas, condições de rabalho, meio ambiene. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de ouubro

Leia mais

Valor do Trabalho Realizado 16.

Valor do Trabalho Realizado 16. Anonio Vicorino Avila Anonio Edésio Jungles Planejameno e Conrole de Obras 16.2 Definições. 16.1 Objeivo. Valor do Trabalho Realizado 16. Parindo do conceio de Curva S, foi desenvolvida pelo Deparameno

Leia mais

Taxa de Juros e Desempenho da Agricultura Uma Análise Macroeconômica

Taxa de Juros e Desempenho da Agricultura Uma Análise Macroeconômica Taxa de Juros e Desempenho da Agriculura Uma Análise Macroeconômica Humbero Francisco Silva Spolador Geraldo San Ana de Camargo Barros Resumo: Ese rabalho em como obeivo mensurar os efeios das axas de

Leia mais

VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA. Antônio Carlos de Araújo

VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA. Antônio Carlos de Araújo 1 VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA Anônio Carlos de Araújo CPF: 003.261.865-49 Cenro de Pesquisas do Cacau CEPLAC/CEPEC Faculdade de Tecnologia

Leia mais

O IMPACTO DOS INVESTIMENTOS NO ESTADO DO CEARÁ NO PERÍODO DE 1970-2001

O IMPACTO DOS INVESTIMENTOS NO ESTADO DO CEARÁ NO PERÍODO DE 1970-2001 O IMPACTO DOS INVESTIMENTOS NO ESTADO DO CEARÁ NO PERÍODO DE 970-200 Ricardo Candéa Sá Barreo * Ahmad Saeed Khan ** SINOPSE Ese rabalho em como objeivo analisar o impaco dos invesimenos na economia cearense

Leia mais

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez Universidade Federal de Peloas UFPEL Deparameno de Economia - DECON Economia Ecológica Professor Rodrigo Nobre Fernandez Capíulo 6 Conabilidade Ambienal Nacional Peloas, 2010 6.1 Inrodução O lado moneário

Leia mais

CAPÍTULO 9. y(t). y Medidor. Figura 9.1: Controlador Analógico

CAPÍTULO 9. y(t). y Medidor. Figura 9.1: Controlador Analógico 146 CAPÍULO 9 Inrodução ao Conrole Discreo 9.1 Inrodução Os sisemas de conrole esudados aé ese pono envolvem conroladores analógicos, que produzem sinais de conrole conínuos no empo a parir de sinais da

Leia mais

3 O impacto de choques externos sobre a inflação e o produto dos países em desenvolvimento: o grau de abertura comercial importa?

3 O impacto de choques externos sobre a inflação e o produto dos países em desenvolvimento: o grau de abertura comercial importa? 3 O impaco de choques exernos sobre a inflação e o produo dos países em desenvolvimeno: o grau de aberura comercial impora? 3.1.Inrodução Todas as economias esão sujeias a choques exernos. Enreano, a presença

Leia mais

ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA

ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA TÓPICOS AVANÇADOS MATERIAL DE APOIO ÁLVARO GEHLEN DE LEÃO gehleao@pucrs.br 55 5 Avaliação Econômica de Projeos de Invesimeno Nas próximas seções serão apresenados os principais

Leia mais

Estudo comparativo de processo produtivo com esteira alimentadora em uma indústria de embalagens

Estudo comparativo de processo produtivo com esteira alimentadora em uma indústria de embalagens Esudo comparaivo de processo produivo com eseira alimenadora em uma indúsria de embalagens Ana Paula Aparecida Barboza (IMIH) anapbarboza@yahoo.com.br Leicia Neves de Almeida Gomes (IMIH) leyneves@homail.com

Leia mais

OBJETIVOS. Ao final desse grupo de slides os alunos deverão ser capazes de: Explicar a diferença entre regressão espúria e cointegração.

OBJETIVOS. Ao final desse grupo de slides os alunos deverão ser capazes de: Explicar a diferença entre regressão espúria e cointegração. Ao final desse grupo de slides os alunos deverão ser capazes de: OBJETIVOS Explicar a diferença enre regressão espúria e coinegração. Jusificar, por meio de ese de hipóeses, se um conjuno de séries emporais

Leia mais

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RICARDO SÁVIO DENADAI HÁ HYSTERESIS NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO? UM TESTE ALTERNATIVO

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RICARDO SÁVIO DENADAI HÁ HYSTERESIS NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO? UM TESTE ALTERNATIVO FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RICARDO SÁVIO DENADAI HÁ HYSTERESIS NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO? UM TESTE ALTERNATIVO SÃO PAULO 2007 Livros Gráis hp://www.livrosgrais.com.br

Leia mais

exercício e o preço do ativo são iguais, é dito que a opção está no dinheiro (at-themoney).

exercício e o preço do ativo são iguais, é dito que a opção está no dinheiro (at-themoney). 4. Mercado de Opções O mercado de opções é um mercado no qual o iular (comprador) de uma opção em o direio de exercer a mesma, mas não a obrigação, mediane o pagameno de um prêmio ao lançador da opção

Leia mais

CHOQUES DE PRODUTIVIDADE E FLUXOS DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL * Prof a Dr a Maria Helena Ambrosio Dias **

CHOQUES DE PRODUTIVIDADE E FLUXOS DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL * Prof a Dr a Maria Helena Ambrosio Dias ** CHOQUES DE PRODUTIVIDADE E FLUXOS DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL * Prof a Dr a Maria Helena Ambrosio Dias ** Resumo O inuio é invesigar como e em que grau um choque de produividade ocorrido

Leia mais

METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL

METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL 1. Inrodução O presene documeno visa apresenar dealhes da meodologia uilizada nos desenvolvimenos de previsão de demanda aeroporuária no Brasil

Leia mais

Uma avaliação da poupança em conta corrente do governo

Uma avaliação da poupança em conta corrente do governo Uma avaliação da poupança em cona correne do governo Manoel Carlos de Casro Pires * Inrodução O insrumeno de políica fiscal em vários ojeivos e não é surpreendene que, ao se deerminar uma mea de superávi

Leia mais

Boom nas vendas de autoveículos via crédito farto, preços baixos e confiança em alta: o caso de um ciclo?

Boom nas vendas de autoveículos via crédito farto, preços baixos e confiança em alta: o caso de um ciclo? Boom nas vendas de auoveículos via crédio faro, preços baixos e confiança em ala: o caso de um ciclo? Fábio Auguso Reis Gomes * Fabio Maciel Ramos ** RESUMO - A proposa dese rabalho é conribuir para o

Leia mais

2 Relação entre câmbio real e preços de commodities

2 Relação entre câmbio real e preços de commodities 18 2 Relação enre câmbio real e preços de commodiies Na exensa lieraura sobre o cálculo da axa de câmbio de longo prazo, grande pare dos modelos economéricos esimados incluem os ermos de roca como um dos

Leia mais

José Ronaldo de Castro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS (1970-2000)

José Ronaldo de Castro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS (1970-2000) José Ronaldo de Casro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS (1970-2000) Belo Horizone, MG UFMG/CEDEPLAR 2002 José Ronaldo de Casro Souza Júnior

Leia mais

Artigos. Abordagem intertemporal da conta corrente: Nelson da Silva Joaquim Pinto de Andrade. introduzindo câmbio e juros no modelo básico*

Artigos. Abordagem intertemporal da conta corrente: Nelson da Silva Joaquim Pinto de Andrade. introduzindo câmbio e juros no modelo básico* Arigos Abordagem ineremporal da cona correne: inroduzindo câmbio e juros no modelo básico* Nelson da Silva Joaquim Pino de Andrade Resumo O modelo padrão da abordagem ineremporal da cona correne assume

Leia mais

TAXA DE CÂMBIO, RENDA MUNDIAL E EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS: UM ESTUDO PARA ECONOMIA CEARENSE

TAXA DE CÂMBIO, RENDA MUNDIAL E EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS: UM ESTUDO PARA ECONOMIA CEARENSE TAXA DE CÂMBIO, RENDA MUNDIAL E EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS: UM ESTUDO PARA ECONOMIA CEARENSE José freire Júnior Insiuo de Pesquisa e Esraégia Econômica do Ceará jose.freire@ipece.ce.gov.br fone: (85) 30.35

Leia mais

Curva de Phillips, Inflação e Desemprego. A introdução das expectativas: a curva de oferta agregada de Lucas (Lucas, 1973)

Curva de Phillips, Inflação e Desemprego. A introdução das expectativas: a curva de oferta agregada de Lucas (Lucas, 1973) Curva de Phillips, Inflação e Desemprego Lopes e Vasconcellos (2008), capíulo 7 Dornbusch, Fischer e Sarz (2008), capíulos 6 e 7 Mankiw (2007), capíulo 13 Blanchard (2004), capíulo 8 A inrodução das expecaivas:

Leia mais

METAS INFLACIONÁRIAS NO BRASIL: UM ESTUDO EMPÍRICO USANDO MODELOS AUTO-REGRESSIVOS VETORIAIS (VAR)

METAS INFLACIONÁRIAS NO BRASIL: UM ESTUDO EMPÍRICO USANDO MODELOS AUTO-REGRESSIVOS VETORIAIS (VAR) METAS INFLACIONÁRIAS NO BRASIL: UM ESTUDO EMPÍRICO USANDO MODELOS AUTO-REGRESSIVOS VETORIAIS (VAR) Edilean Kleber da Silva Douorando em Economia Aplicada pela UFRGS Rua Duque de Caxias, 1515, apo. 402.

Leia mais

OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE GANHOS

OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE GANHOS STC/ 08 17 à 22 de ouubro de 1999 Foz do Iguaçu Paraná - Brasil SESSÃO TÉCNICA ESPECIAL CONSERVAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA (STC) OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE

Leia mais

2. Referencial Teórico

2. Referencial Teórico 15 2. Referencial Teórico Se os mercados fossem eficienes e não houvesse imperfeições, iso é, se os mercados fossem eficienes na hora de difundir informações novas e fossem livres de impedimenos, índices

Leia mais

HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA: UMA ANÁLISE PARA A AMÉRICA LATINA E O LESTE ASIÁTICO ENTRE 1960 E 2000

HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA: UMA ANÁLISE PARA A AMÉRICA LATINA E O LESTE ASIÁTICO ENTRE 1960 E 2000 HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA: UMA ANÁLISE PARA A AMÉRICA LATINA E O LESTE ASIÁTICO ENTRE 1960 E 2000 Geovana Lorena Berussi (UnB) Lízia de Figueiredo (UFMG) Julho 2010 RESUMO Nesse arigo, invesigamos qual

Leia mais

Espaço SENAI. Missão do Sistema SENAI

Espaço SENAI. Missão do Sistema SENAI Sumário Inrodução 5 Gerador de funções 6 Caracerísicas de geradores de funções 6 Tipos de sinal fornecidos 6 Faixa de freqüência 7 Tensão máxima de pico a pico na saída 7 Impedância de saída 7 Disposiivos

Leia mais

Modelos Econométricos para a Projeção de Longo Prazo da Demanda de Eletricidade: Setor Residencial no Nordeste

Modelos Econométricos para a Projeção de Longo Prazo da Demanda de Eletricidade: Setor Residencial no Nordeste 1 Modelos Economéricos para a Projeção de Longo Prazo da Demanda de Elericidade: Seor Residencial no Nordese M. L. Siqueira, H.H. Cordeiro Jr, H.R. Souza e F.S. Ramos UFPE e P. G. Rocha CHESF Resumo Ese

Leia mais

Modelo ARX para Previsão do Consumo de Energia Elétrica: Aplicação para o Caso Residencial no Brasil

Modelo ARX para Previsão do Consumo de Energia Elétrica: Aplicação para o Caso Residencial no Brasil Modelo ARX para Previsão do Consumo de Energia Elérica: Aplicação para o Caso Residencial no Brasil Resumo Ese rabalho propõe a aplicação do modelo ARX para projear o consumo residencial de energia elérica

Leia mais

Luciano Jorge de Carvalho Junior. Rosemarie Bröker Bone. Eduardo Pontual Ribeiro. Universidade Federal do Rio de Janeiro

Luciano Jorge de Carvalho Junior. Rosemarie Bröker Bone. Eduardo Pontual Ribeiro. Universidade Federal do Rio de Janeiro Análise do preço e produção de peróleo sobre a lucraividade das empresas perolíferas Luciano Jorge de Carvalho Junior Rosemarie Bröker Bone Eduardo Ponual Ribeiro Universidade Federal do Rio de Janeiro

Leia mais

As exportações nos estados da Região Sul do Brasil por intensidade tecnológica entre 1996 a 2007

As exportações nos estados da Região Sul do Brasil por intensidade tecnológica entre 1996 a 2007 IPES Texo para Discussão Publicação do Insiuo de Pesquisas Econômicas e Sociais As exporações nos esados da Região Sul do Brasil por inensidade ecnológica enre 1996 a 2007 Alexander Nunes Leizke PPGE/UNISINOS

Leia mais

Capítulo 5: Introdução às Séries Temporais e aos Modelos ARIMA

Capítulo 5: Introdução às Séries Temporais e aos Modelos ARIMA 0 Capíulo 5: Inrodução às Séries emporais e aos odelos ARIA Nese capíulo faremos uma inrodução às séries emporais. O nosso objeivo aqui é puramene operacional e esaremos mais preocupados com as definições

Leia mais

POSSIBILIDADE DE OBTER LUCROS COM ARBITRAGEM NO MERCADO DE CÂMBIO NO BRASIL

POSSIBILIDADE DE OBTER LUCROS COM ARBITRAGEM NO MERCADO DE CÂMBIO NO BRASIL POSSIBILIDADE DE OBTER LUCROS COM ARBITRAGEM NO MERCADO DE CÂMBIO NO BRASIL FRANCISCO CARLOS CUNHA CASSUCE; CARLOS ANDRÉ DA SILVA MÜLLER; ANTÔNIO CARVALHO CAMPOS; UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA VIÇOSA

Leia mais

EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL RESUMO

EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL RESUMO 78 EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL Pâmela Amado Trisão¹ Kelmara Mendes Vieira² Paulo Sergio Cerea³ Reisoli

Leia mais

O Fluxo de Caixa Livre para a Empresa e o Fluxo de Caixa Livre para os Sócios

O Fluxo de Caixa Livre para a Empresa e o Fluxo de Caixa Livre para os Sócios O Fluxo de Caixa Livre para a Empresa e o Fluxo de Caixa Livre para os Sócios! Principais diferenças! Como uilizar! Vanagens e desvanagens Francisco Cavalcane (francisco@fcavalcane.com.br) Sócio-Direor

Leia mais

A EFICÁCIA DO CRÉDITO COMO CANAL DE TRANSMISSÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA NO BRASIL: ESTRATÉGIA DE IDENTIFICAÇÃO DA OFERTA E DEMANDA DE CRÉDITO

A EFICÁCIA DO CRÉDITO COMO CANAL DE TRANSMISSÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA NO BRASIL: ESTRATÉGIA DE IDENTIFICAÇÃO DA OFERTA E DEMANDA DE CRÉDITO A EFICÁCIA DO CRÉDITO COMO CANAL DE TRANSMISSÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA NO BRASIL: ESTRATÉGIA DE IDENTIFICAÇÃO DA OFERTA E DEMANDA DE CRÉDITO Thamirys Figueredo Evangelisa 1 Eliane Crisina de Araújo Sbardellai

Leia mais

UMA APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA PARA DADOS EM SÉRIES TEMPORAIS DO CONSUMO AGREGADO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS

UMA APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA PARA DADOS EM SÉRIES TEMPORAIS DO CONSUMO AGREGADO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS UMA APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA PARA DADOS EM SÉRIES TEMPORAIS DO CONSUMO AGREGADO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS VIEIRA, Douglas Tadeu. TCC, Ciências Econômicas, Fecilcam, vieira.douglas@gmail.com PONTILI,

Leia mais

O Custo de Bem-Estar da Inflação: Cálculo Tentativo

O Custo de Bem-Estar da Inflação: Cálculo Tentativo O Cuso de Bem-Esar da Inflação: Cálculo Tenaivo com o Uso de um Modelo de Equilíbrio Geral José W. Rossi Resumo O cuso de bem-esar da inflação em sido calculado usando-se basicamene dois ipos de abordagem:

Leia mais

Uma revisão da dinâmica macroeconômica da dívida pública e dos testes de sustentabilidade da política fiscal.

Uma revisão da dinâmica macroeconômica da dívida pública e dos testes de sustentabilidade da política fiscal. IPES Texo para Discussão Publicação do Insiuo de Pesquisas Econômicas e Sociais Uma revisão da dinâmica macroeconômica da dívida pública e dos eses de susenabilidade da políica fiscal. Luís Anônio Sleimann

Leia mais

Multicointegração e políticas fiscais: uma avaliação de sustentabilidade fiscal para América Latina

Multicointegração e políticas fiscais: uma avaliação de sustentabilidade fiscal para América Latina IPES Texo para Discussão Publicação do Insiuo de Pesquisas Econômicas e Sociais Mulicoinegração e políicas fiscais: uma avaliação de susenabilidade fiscal para América Laina Luís Anônio Sleimann Berussi

Leia mais

METODOLOGIAS ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE CENÁRIOS NA APURAÇÃO DO V@R DE INSTRUMETOS NACIONAIS. Alexandre Jorge Chaia 1 Fábio da Paz Ferreira 2

METODOLOGIAS ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE CENÁRIOS NA APURAÇÃO DO V@R DE INSTRUMETOS NACIONAIS. Alexandre Jorge Chaia 1 Fábio da Paz Ferreira 2 IV SEMEAD METODOLOGIAS ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE CENÁRIOS NA APURAÇÃO DO V@R DE INSTRUMETOS NACIONAIS Alexandre Jorge Chaia 1 Fábio da Paz Ferreira 2 RESUMO Uma das ferramenas de gesão do risco de mercado

Leia mais

Working Paper Impacto do investimento estrangeiro direto sobre renda, emprego, finanças públicas e balanço de pagamentos

Working Paper Impacto do investimento estrangeiro direto sobre renda, emprego, finanças públicas e balanço de pagamentos econsor www.econsor.eu Der Open-Access-Publikaionsserver der ZBW Leibniz-Informaionszenrum Wirscaf Te Open Access Publicaion Server of e ZBW Leibniz Informaion Cenre for Economics Gonçalves, Reinaldo Working

Leia mais

CONSUMO DE BENS DURÁVEIS E POUPANÇA EM UMA NOVA TRAJETÓRIA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO RESUMO

CONSUMO DE BENS DURÁVEIS E POUPANÇA EM UMA NOVA TRAJETÓRIA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO RESUMO CONSUMO DE BENS DURÁVEIS E POUPANÇA EM UMA NOVA TRAJETÓRIA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO VIVIANE SEDA BITTENCOURT (IBRE/FGV) E ANDREI GOMES SIMONASSI (CAEN/UFC) RESUMO O rabalho avalia a dinâmica

Leia mais

BBR - Brazilian Business Review E-ISSN: 1807-734X bbronline@bbronline.com.br FUCAPE Business School Brasil

BBR - Brazilian Business Review E-ISSN: 1807-734X bbronline@bbronline.com.br FUCAPE Business School Brasil BBR - Brazilian Business Review E-ISSN: 1807-734X bbronline@bbronline.com.br FUCAPE Business School Brasil Ozawa Gioielli Sabrina P.; Gledson de Carvalho, Anônio; Oliveira Sampaio, Joelson Capial de risco

Leia mais

Taxa de Câmbio e Taxa de Juros no Brasil, Chile e México

Taxa de Câmbio e Taxa de Juros no Brasil, Chile e México Taxa de Câmbio e Taxa de Juros no Brasil, Chile e México A axa de câmbio consiui variável fundamenal em economias aberas, pois represena imporane componene do preço relaivo de bens, serviços e aivos, ou

Leia mais

Análise da Interdependência Temporal dos Preços nos Mercados de Cria Recria e Engorda de Bovinos no Brasil

Análise da Interdependência Temporal dos Preços nos Mercados de Cria Recria e Engorda de Bovinos no Brasil "Conhecimenos para Agriculura do Fuuro" ANÁLISE DA INTERDEPENDÊNCIA TEMPORAL DOS PREÇOS NOS MERCADOS DE CRIA RECRIA E ENGORDA DE BOVINOS NO BRASIL HENRIQUE LIBOREIRO COTTA () ; WAGNER MOURA LAMOUNIER (2)..UNIVERSIDADE

Leia mais

Perspectivas para a inflação

Perspectivas para a inflação Perspecivas para a inflação 6 Ese capíulo do Relaório de Inflação apresena a avaliação feia pelo Copom sobre o comporameno da economia brasileira e do cenário inernacional desde a divulgação do Relaório

Leia mais

Universidade Federal de Pelotas Departamento de Economia Contabilidade Social Professor Rodrigo Nobre Fernandez Lista de Exercícios I - Gabarito

Universidade Federal de Pelotas Departamento de Economia Contabilidade Social Professor Rodrigo Nobre Fernandez Lista de Exercícios I - Gabarito 1 Universidade Federal de Peloas Deparameno de Economia Conabilidade Social Professor Rodrigo Nobre Fernandez Lisa de Exercícios I - Gabario 1. Idenifique na lisa abaixo quais variáveis são e fluxo e quais

Leia mais

4 Cenários de estresse

4 Cenários de estresse 4 Cenários de esresse Os cenários de esresse são simulações para avaliar a adequação de capial ao limie de Basiléia numa deerminada daa. Sua finalidade é medir a capacidade de o PR das insiuições bancárias

Leia mais

12 Integral Indefinida

12 Integral Indefinida Inegral Indefinida Em muios problemas, a derivada de uma função é conhecida e o objeivo é enconrar a própria função. Por eemplo, se a aa de crescimeno de uma deerminada população é conhecida, pode-se desejar

Leia mais

TOMADA DE DECISÃO EM FUTUROS AGROPECUÁRIOS COM MODELOS DE PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS

TOMADA DE DECISÃO EM FUTUROS AGROPECUÁRIOS COM MODELOS DE PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS ARTIGO: TOMADA DE DECISÃO EM FUTUROS AGROPECUÁRIOS COM MODELOS DE PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS REVISTA: RAE-elerônica Revisa de Adminisração de Empresas FGV EASP/SP, v. 3, n. 1, Ar. 9, jan./jun. 2004 1

Leia mais

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa Programa de Mestrado Profissional em Economia. Bruno Russi

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa Programa de Mestrado Profissional em Economia. Bruno Russi Insper Insiuo de Ensino e Pesquisa Programa de Mesrado Profissional em Economia Bruno Russi ANÁLISE DA ALOCAÇÃO ESTRATÉGICA DE LONGO PRAZO EM ATIVOS BRASILEIROS São Paulo 200 Bruno Russi Análise da alocação

Leia mais

Curso de preparação para a prova de matemática do ENEM Professor Renato Tião

Curso de preparação para a prova de matemática do ENEM Professor Renato Tião Porcenagem As quaro primeiras noções que devem ser assimiladas a respeio do assuno são: I. Que porcenagem é fração e fração é a pare sobre o odo. II. Que o símbolo % indica que o denominador desa fração

Leia mais

ACORDOS TBT E SPS E COMÉRCIO INTERNACIONAL AGRÍCOLA: RETALIAÇÃO OU COOPERAÇÃO? 1

ACORDOS TBT E SPS E COMÉRCIO INTERNACIONAL AGRÍCOLA: RETALIAÇÃO OU COOPERAÇÃO? 1 ACORDOS TBT E SPS E COMÉRCIO INTERNACIONAL AGRÍCOLA: RETALIAÇÃO OU COOPERAÇÃO? fernanda.almeida@ufv.br APRESENTACAO ORAL-Comércio Inernacional FERNANDA MARIA DE ALMEIDA; WILSON DA CRUZ VIEIRA; ORLANDO

Leia mais

Funções de Exportação de Alimentos para o Brasil. Maria Auxiliadora de Carvalho Instituto de Economia Agrícola

Funções de Exportação de Alimentos para o Brasil. Maria Auxiliadora de Carvalho Instituto de Economia Agrícola Funções de Exporação de Alimenos para o Brasil Maria Auxiliadora de Carvalho Insiuo de Economia Agrícola César Robero Leie da Silva PUCSP e Insiuo de Economia Agrícola Resumo: A segurança alimenar é uma

Leia mais

SÉRIES WORKING PAPER BNDES/ANPEC PROGRAMA DE FOMENTO À PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - PDE

SÉRIES WORKING PAPER BNDES/ANPEC PROGRAMA DE FOMENTO À PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - PDE SÉRIES WORKING PAPER BNDES/ANPEC PROGRAMA DE FOMENTO À PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO - PDE RELAÇÕES MACROECONÔMICAS ENTRE DESEMPENHO DA BALANÇA COMERCIAL, TAXA REAL DE CÂMBIO, INVESTIMENTOS PRODUTIVOS,

Leia mais

O EFEITO DIA DO VENCIMENTO DE OPÇÕES NA BOVESPA 1

O EFEITO DIA DO VENCIMENTO DE OPÇÕES NA BOVESPA 1 O EFEITO DIA DO VENCIMENTO DE OPÇÕES NA BOVESPA 1 Paulo J. Körbes 2 Marcelo Marins Paganoi 3 RESUMO O objeivo dese esudo foi verificar se exise influência de evenos de vencimeno de conraos de opções sobre

Leia mais

Variabilidade e pass-through da taxa de câmbio: o caso do Brasil

Variabilidade e pass-through da taxa de câmbio: o caso do Brasil Variabilidade e pass-hrough da axa de câmbio: o caso do Brasil André Minella Banco Cenral do Brasil VI Seminário de Meas para a Inflação Agoso 005 Disclaimer: Esa apresenação é de responsabilidade do auor,

Leia mais

A ELASTICIDADE-RENDA DO COMÉRCIO REGIONAL DE PRODUTOS MANUFATURADOS Marta R. Castilho 1 e Viviane Luporini 2

A ELASTICIDADE-RENDA DO COMÉRCIO REGIONAL DE PRODUTOS MANUFATURADOS Marta R. Castilho 1 e Viviane Luporini 2 A ELASTICIDADE-RENDA DO COMÉRCIO REGIONAL DE PRODUTOS MANUFATURADOS Mara R. Casilho 1 e Viviane Luporini 2 ANPEC 2009: ÁREA 6 RESUMO: O arigo apresena um esudo comparaivo das elaicidades-renda das exporações

Leia mais

Marcello da Cunha Santos. Dívida pública e coordenação de políticas econômicas no Brasil

Marcello da Cunha Santos. Dívida pública e coordenação de políticas econômicas no Brasil Marcello da Cunha Sanos Dívida pública e coordenação de políicas econômicas no Brasil Belo Horizone, MG Cenro de Desenvolvimeno e Planejameno Regional Faculdade de Ciências Econômicas UFMG 4 Marcello da

Leia mais

Dados do Plano. Resultado da Avaliação Atuarial. Data da Avaliação: 31/12/2010

Dados do Plano. Resultado da Avaliação Atuarial. Data da Avaliação: 31/12/2010 AVALIAÇÃO ATUARIAL Daa da Avaliação: 3/2/200 Dados do Plano Nome do Plano: CEEEPREV CNPB: 20.020.04-56 Parocinadoras: Companhia Esadual de Geração e Transmissão de Energia Elérica CEEE-GT Companhia Esadual

Leia mais

Análise econômica dos benefícios advindos do uso de cartões de crédito e débito. Outubro de 2012

Análise econômica dos benefícios advindos do uso de cartões de crédito e débito. Outubro de 2012 1 Análise econômica dos benefícios advindos do uso de carões de crédio e débio Ouubro de 2012 Inrodução 2 Premissas do Esudo: Maior uso de carões aumena a formalização da economia; e Maior uso de carões

Leia mais

PREÇOS DE PRODUTO E INSUMO NO MERCADO DE LEITE: UM TESTE DE CAUSALIDADE

PREÇOS DE PRODUTO E INSUMO NO MERCADO DE LEITE: UM TESTE DE CAUSALIDADE PREÇOS DE PRODUTO E INSUMO NO MERCADO DE LEITE: UM TESTE DE CAUSALIDADE Luiz Carlos Takao Yamaguchi Pesquisador Embrapa Gado de Leie e Professor Adjuno da Faculdade de Economia do Insiuo Vianna Júnior.

Leia mais

Adauto Ricardo Sobreira de Lima DETERMINAÇÃO DA TAXA DE CÂMBIO: UMA APLICAÇÃO DE MODELOS ECONÔMICOS À ECONOMIA BRASILEIRA

Adauto Ricardo Sobreira de Lima DETERMINAÇÃO DA TAXA DE CÂMBIO: UMA APLICAÇÃO DE MODELOS ECONÔMICOS À ECONOMIA BRASILEIRA FACULDADE IBMEC SÃO PAULO Programa de Mesrado Profissional em Economia Adauo Ricardo Sobreira de Lima DETERMINAÇÃO DA TAXA DE CÂMBIO: UMA APLICAÇÃO DE MODELOS ECONÔMICOS À ECONOMIA BRASILEIRA São Paulo

Leia mais

APLICAÇÃO DE MODELAGEM NO CRESCIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO

APLICAÇÃO DE MODELAGEM NO CRESCIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO ALICAÇÃO DE MODELAGEM NO CRESCIMENTO OULACIONAL BRASILEIRO Adriano Luís Simonao (Faculdades Inegradas FAFIBE) Kenia Crisina Gallo (G- Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigüi/S) Resumo: Ese rabalho

Leia mais

Relações de troca, sazonalidade e margens de comercialização de carne de frango na Região Metropolitana de Belém no período 1997-2004

Relações de troca, sazonalidade e margens de comercialização de carne de frango na Região Metropolitana de Belém no período 1997-2004 RELAÇÕES DE TROCA, SAZONALIDADE E MARGENS DE COMERCIALIZAÇÃO DE CARNE DE FRANGO NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM NO PERÍODO 1997-2004 MARCOS ANTÔNIO SOUZA DOS SANTOS; FABRÍCIO KHOURY REBELLO; MARIA LÚCIA

Leia mais

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DO ETANOL BRASILEIRO: DETERMINAÇÃO DE VARIÁVEIS CAUSAIS

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DO ETANOL BRASILEIRO: DETERMINAÇÃO DE VARIÁVEIS CAUSAIS Naal/RN COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DO ETANOL BRASILEIRO: DETERMINAÇÃO DE VARIÁVEIS CAUSAIS André Assis de Salles Escola Poliécnica - Universidade Federal do Rio de Janeiro Cenro de Tecnologia Bloco F sala

Leia mais

2 Conceitos de transmissão de dados

2 Conceitos de transmissão de dados 2 Conceios de ransmissão de dados 2 Conceios de ransmissão de dados 1/23 2.2.1 Fones de aenuação e disorção de sinal 2.2.1 Fones de aenuação e disorção do sinal (coninuação) 2/23 Imperfeições do canal

Leia mais

DESALINHAMENTOS DA TAXA DE CÂMBIO NO LONGO PRAZO E PREÇOS RELATIVOS NO BRASIL: COINTEGRAÇÃO, CAUSALIDADE E MODELO DE CORREÇÃO DE ERRO

DESALINHAMENTOS DA TAXA DE CÂMBIO NO LONGO PRAZO E PREÇOS RELATIVOS NO BRASIL: COINTEGRAÇÃO, CAUSALIDADE E MODELO DE CORREÇÃO DE ERRO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE ECONOMIA DESALINHAMENTOS DA TAXA DE CÂMBIO NO LONGO PRAZO E PREÇOS RELATIVOS NO BRASIL: COINTEGRAÇÃO, CAUSALIDADE E MODELO DE CORREÇÃO DE ERRO THAÍS GUIMARÃES

Leia mais

Fatores de influência no preço do milho no Brasil

Fatores de influência no preço do milho no Brasil Faores de influência no preço do milho no Brasil Carlos Eduardo Caldarelli Professor adjuno da Universidade Esadual de Londrina UEL Mirian Rumenos Piedade Bacchi Professora associada do Deparameno de Economia,

Leia mais

EFEITO DA VARIAÇÃO DOS PREÇOS DA MANDIOCA EM ALAGOAS SOBRE O VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO 1

EFEITO DA VARIAÇÃO DOS PREÇOS DA MANDIOCA EM ALAGOAS SOBRE O VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO 1 ISSN 188-981X 18 18 EFEITO DA VARIAÇÃO DOS PREÇOS DA MANDIOCA EM ALAGOAS SOBRE O VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO 1 Effec of cassava price variaion in Alagoas over producion gross value Manuel Albero Guiérrez CUENCA

Leia mais

3 Processos Estocásticos e Aplicações em Projetos na Indústria Siderúrgica

3 Processos Estocásticos e Aplicações em Projetos na Indústria Siderúrgica 3 Processos Esocásicos e Aplicações em Projeos na Indúsria Siderúrgica 3.1 Inrodução As decisões de invesimeno ano em ações e derivaivos financeiros, como em projeos corporaivos, são afeadas por incerezas

Leia mais

SUSTENTABILIDADE E LIMITES DE ENDIVIDAMENTO PÚBLICO: O CASO BRASILEIRO

SUSTENTABILIDADE E LIMITES DE ENDIVIDAMENTO PÚBLICO: O CASO BRASILEIRO SUSTENTABILIDADE E LIMITES DE ENDIVIDAMENTO PÚBLICO: O CASO BRASILEIRO 2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...3 1 TESTES DE SUSTENTABILIDADE DA DÍVIDA PÚBLICA BASEADOS NA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA INTERTEMPORAL DO GOVERNO...5

Leia mais

Pessoal Ocupado, Horas Trabalhadas, Jornada de Trabalho e Produtividade no Brasil

Pessoal Ocupado, Horas Trabalhadas, Jornada de Trabalho e Produtividade no Brasil Pessoal Ocupado, Horas Trabalhadas, Jornada de Trabalho e Produividade no Brasil Fernando de Holanda Barbosa Filho Samuel de Abreu Pessôa Resumo Esse arigo consrói uma série de horas rabalhadas para a

Leia mais

4. A procura do setor privado. 4. A procura do setor privado 4.1. Consumo 4.2. Investimento. Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capítulo 8

4. A procura do setor privado. 4. A procura do setor privado 4.1. Consumo 4.2. Investimento. Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capítulo 8 4. A procura do seor privado 4. A procura do seor privado 4.. Consumo 4.2. Invesimeno Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capíulo 8 4.2. Invesimeno - sock de capial óimo Conceios Inroduórios Capial - Bens de produção

Leia mais

Estrutura a Termo da Taxa de Juros e Dinâmica Macroeconômica no Brasil*

Estrutura a Termo da Taxa de Juros e Dinâmica Macroeconômica no Brasil* REVISTA DO BNDES, RIO DE JANEIRO, V. 15, N. 30, P. 303-345, DEZ. 2008 303 Esruura a Termo da Taxa de Juros e Dinâmica Macroeconômica no Brasil* SAMER SHOUSHA** RESUMO Exise uma relação muio próxima enre

Leia mais

Susan Schommer Risco de Crédito 1 RISCO DE CRÉDITO

Susan Schommer Risco de Crédito 1 RISCO DE CRÉDITO Susan Schommer Risco de Crédio 1 RISCO DE CRÉDITO Definição: Risco de crédio é o risco de defaul ou de reduções no valor de mercado causada por rocas na qualidade do crédio do emissor ou conrapare. Modelagem:

Leia mais

Função definida por várias sentenças

Função definida por várias sentenças Ese caderno didáico em por objeivo o esudo de função definida por várias senenças. Nese maerial você erá disponível: Uma siuação que descreve várias senenças maemáicas que compõem a função. Diversas aividades

Leia mais

Campo magnético variável

Campo magnético variável Campo magnéico variável Já vimos que a passagem de uma correne elécrica cria um campo magnéico em orno de um conduor aravés do qual a correne flui. Esa descobera de Orsed levou os cienisas a desejaram

Leia mais

Integração dos Preços ao Produtor e Preços da Bolsa de

Integração dos Preços ao Produtor e Preços da Bolsa de Inegração dos Preços ao Produor e Preços da Bolsa de DÊNIS ANTÔNIO DA CUNHA (1) ; MIRELLE CRISTINA DE ABREU QUINTELA (2) ; MARÍLIA MACIEL GOMES (3) ; JOSÉ LUÍZ DOS SANTOS RUFINO (4). 1,2,3.UFV, VIÇOSA,

Leia mais

OS EFEITOS DO CRÉDITO RURAL E DA GERAÇÃO DE PATENTES SOBRE A PRODUÇÃO AGRÍCOLA BRASILEIRA hfsspola@esalq.usp.br

OS EFEITOS DO CRÉDITO RURAL E DA GERAÇÃO DE PATENTES SOBRE A PRODUÇÃO AGRÍCOLA BRASILEIRA hfsspola@esalq.usp.br OS EFEITOS DO CRÉDITO RURAL E DA GERAÇÃO DE PATENTES SOBRE A PRODUÇÃO AGRÍCOLA BRASILEIRA hfsspola@esalq.usp.br Apresenação Oral-Ciência, Pesquisa e Transferência de Tecnologia HUMBERTO FRANCISCO SILVA

Leia mais

Aula 1. Atividades. Para as questões dessa aula, podem ser úteis as seguintes relações:

Aula 1. Atividades. Para as questões dessa aula, podem ser úteis as seguintes relações: Aula 1 Para as quesões dessa aula, podem ser úeis as seguines relações: 1. E c = P = d = m. v E m V E P = m. g. h cos = sen = g = Aividades Z = V caeo adjacene hipoenusa caeo oposo hipoenusa caeo oposo

Leia mais

COMPORTAMENTO DO PREÇO NO COMPLEXO SOJA: UMA ANÁLISE DE COINTEGRAÇÃO E DE CAUSALIDADE

COMPORTAMENTO DO PREÇO NO COMPLEXO SOJA: UMA ANÁLISE DE COINTEGRAÇÃO E DE CAUSALIDADE COMPORTAMENTO DO PREÇO NO COMPLEXO SOJA: UMA ANÁLISE DE COINTEGRAÇÃO E DE CAUSALIDADE RESUMO Ese rabalho objeiva esudar o comporameno recene dos preços dos segmenos do complexo soja, em paricular, a ransmissão

Leia mais

Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE/FGV) Macroeconomia I / 2016. Professor: Rubens Penha Cysne

Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE/FGV) Macroeconomia I / 2016. Professor: Rubens Penha Cysne Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Geulio Vargas (EPGE/FGV) Macroeconomia I / 2016 Professor: Rubens Penha Cysne Lisa de Exercícios 4 - Gerações Superposas Obs: Na ausência de de nição de

Leia mais

Testando as Previsões de Trade-off e Pecking Order sobre Dividendos e Dívida no Brasil

Testando as Previsões de Trade-off e Pecking Order sobre Dividendos e Dívida no Brasil Tesando as Previsões de Trade-off e Pecking Order sobre Dividendos e Dívida no Brasil Júlio Cesar G. da Silva Ricardo D. Brio Faculdades Ibmec/RJ Ibmec São Paulo RESUMO Ese rabalho mosra que as companhias

Leia mais

UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DOS COMPONENTES QUE AFETAM O INVESTIMENTO PRIVADO NO BRASIL, FAZENDO-SE APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA.

UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DOS COMPONENTES QUE AFETAM O INVESTIMENTO PRIVADO NO BRASIL, FAZENDO-SE APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA. UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DOS COMPONENTES QUE AFETAM O INVESTIMENTO PRIVADO NO BRASIL, FAZENDO-SE APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA Área: ECONOMIA COELHO JUNIOR, Juarez da Silva PONTILI, Rosangela Maria

Leia mais

Uma análise de indicadores de sustentabilidade fiscal para o Brasil. Tema: Ajuste Fiscal e Equilíbrio Macroeconômico

Uma análise de indicadores de sustentabilidade fiscal para o Brasil. Tema: Ajuste Fiscal e Equilíbrio Macroeconômico Uma análise de indicadores de susenabilidade fiscal para o rasil Tema: Ajuse Fiscal e Equilíbrio Macroeconômico . INTRODUÇÃO Parece pouco discuível nos dias de hoje o fao de que o crescimeno econômico

Leia mais

INSTITUTO DE ESTUDOS PARA O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL ESTIMANDO O DESALINHAMENTO CAMBIAL PARA A ECONOMIA BRASILEIRA

INSTITUTO DE ESTUDOS PARA O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL ESTIMANDO O DESALINHAMENTO CAMBIAL PARA A ECONOMIA BRASILEIRA INSTITUTO DE ESTUDOS PARA O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL ESTIMANDO O DESALINHAMENTO CAMBIAL PARA A ECONOMIA BRASILEIRA JUNHO/2007 Conselho do IEDI Abraham Kasinski Sócio Emério Amarílio Proença de Macêdo

Leia mais

INTERFERÊNCIA DOS MERCADOS EXTERNOS SOBRE O IBOVESPA: UMA ANÁLISE UTILIZANDO AUTOREGRESSÃO VETORIAL ESTRUTURAL

INTERFERÊNCIA DOS MERCADOS EXTERNOS SOBRE O IBOVESPA: UMA ANÁLISE UTILIZANDO AUTOREGRESSÃO VETORIAL ESTRUTURAL ÁREA TEMÁTICA: FINANÇAS INTERFERÊNCIA DOS MERCADOS EXTERNOS SOBRE O IBOVESPA: UMA ANÁLISE UTILIZANDO AUTOREGRESSÃO VETORIAL ESTRUTURAL AUTORES LUIZ EDUARDO GAIO Universidade Federal de Lavras lugaio@yahoo.com.br

Leia mais

REGRAS DE POLÍTICA MONETÁRIA ÓTIMAS EM PEQUENAS ECONOMIAS ABERTAS

REGRAS DE POLÍTICA MONETÁRIA ÓTIMAS EM PEQUENAS ECONOMIAS ABERTAS REGRAS DE POLÍTICA MONETÁRIA ÓTIMAS EM PEQUENAS ECONOMIAS ABERTAS CATEGORIA: PROISSIONAL - Inrodução Após as crises financeiras do final dos anos novena e início desa década, noadamene as crises da Ásia

Leia mais

Área de Interesse: Área 3 Macroeconomia, Economia Monetária e Finanças

Área de Interesse: Área 3 Macroeconomia, Economia Monetária e Finanças Área de Ineresse: Área 3 Macroeconomia, Economia Moneária e Finanças Tíulo: NOVO CONSENSO MACROECONÔMICO E REGRAS DE CONDUTA: O PAPEL DA ROTATIVIDADE DOS DIRETORES DO COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA NO BRASIL

Leia mais

ESTIMANDO O IMPACTO DO ESTOQUE DE CAPITAL PÚBLICO SOBRE O PIB PER CAPITA CONSIDERANDO UMA MUDANÇA ESTRUTURAL NA RELAÇÃO DE LONGO PRAZO

ESTIMANDO O IMPACTO DO ESTOQUE DE CAPITAL PÚBLICO SOBRE O PIB PER CAPITA CONSIDERANDO UMA MUDANÇA ESTRUTURAL NA RELAÇÃO DE LONGO PRAZO ESTIMANDO O IMPACTO DO ESTOQUE DE CAPITAL PÚBLICO SOBRE O PIB PER CAPITA CONSIDERANDO UMA MUDANÇA ESTRUTURAL NA RELAÇÃO DE LONGO PRAZO Área 5 - Crescimeno, Desenvolvimeno Econômico e Insiuições Classificação

Leia mais

Governança Corporativa, Risco Operacional e Comportamento e Estrutura a Termo da Volatilidade no Mercado de Capitais Brasileiro

Governança Corporativa, Risco Operacional e Comportamento e Estrutura a Termo da Volatilidade no Mercado de Capitais Brasileiro Governança Corporaiva, Risco Operacional e Comporameno e Esruura a Termo da Volailidade no Mercado de Capiais Brasileiro Auoria: Pablo Rogers, Cláudio Anônio Pinheiro Machado Filho, José Robero Securao

Leia mais

Câmbio de Equilíbrio

Câmbio de Equilíbrio Câmbio de Equilíbrio Seção 1 Meodologia do cálculo do câmbio...4 Seção 2 - Passivo Exerno... 11 Seção 3 Susenabilidade do Passivo Exerno... 15 Seção 4 - Esimaivas... 17 Seção 5 - Conclusão... 20 2 Inrodução

Leia mais

ANÁLISE DA TRANSMISSÃO DE PREÇO PARA O LEITE PARANAENSE UTILIZANDO MODELOS DE SÉRIES TEMPORAIS

ANÁLISE DA TRANSMISSÃO DE PREÇO PARA O LEITE PARANAENSE UTILIZANDO MODELOS DE SÉRIES TEMPORAIS ANÁLISE DA TRANSMISSÃO DE PREÇO PARA O LEITE PARANAENSE UTILIZANDO MODELOS DE SÉRIES TEMPORAIS DIEGO FIGUEIREDO DIAS; CAMILA KRAIDE KRETZMANN; ALEXANDRE FLORINDO ALVES; JOSÉ LUIZ PARRÉ. UNIVERSIDADE ESTADUAL

Leia mais

Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Economia Dissertação de Mestrado. Um Modelo de Investimento Aplicado ao Brasil

Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Economia Dissertação de Mestrado. Um Modelo de Investimento Aplicado ao Brasil Universidade Federal do Rio de Janeiro Insiuo de Economia Disseração de Mesrado Um Modelo de Invesimeno Aplicado ao Brasil Disseração de Mesrado Disseração apresenada ao Insiuo de Economia como requisio

Leia mais

Centro Federal de EducaçãoTecnológica 28/11/2012

Centro Federal de EducaçãoTecnológica 28/11/2012 Análise da Dinâmica da Volailidade dos Preços a visa do Café Arábica: Aplicação dos Modelos Heeroscedásicos Carlos Albero Gonçalves da Silva Luciano Moraes Cenro Federal de EducaçãoTecnológica 8//0 Objevos

Leia mais

Produtividade total dos fatores, mudança técnica, eficiência técnica e eficiência de escala na indústria brasileira, 1996-2000

Produtividade total dos fatores, mudança técnica, eficiência técnica e eficiência de escala na indústria brasileira, 1996-2000 Euler Pereira Gonçalves de Mello Produividade oal dos faores mudança écnica eficiência écnica e eficiência de escala na indúsria brasileira 996-2000 Belo Horizone MG Cenro de Desenvolvimeno e Planejameno

Leia mais

POLÍTICA MONETÁRIA E MUDANÇAS MACROECONÔMICAS NO BRASIL: UMA ABORDAGEM MS-VAR

POLÍTICA MONETÁRIA E MUDANÇAS MACROECONÔMICAS NO BRASIL: UMA ABORDAGEM MS-VAR POLÍTICA MONETÁRIA E MUDANÇAS MACROECONÔMICAS NO BRASIL: UMA ABORDAGEM MS-VAR Osvaldo Cândido da Silva Filho Bacharel em Economia pela UFPB Mesre em Economia pela UFPB Douorando em Economia pelo PPGE UFRGS

Leia mais