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1 Leônia Cavalcante Teixeira. End. Av. Santos Dumont, , Papicu, Fortaleza, Ceará, Brasil, Tels. (85) / Dra. em Saúde Coletiva (IMS-UERJ), Ms. em Educação (UFC), Profa. Titular do Mestrado em Psicologia da Universidade de Fortaleza, membro da coordenação do Laboratório de estudos e intervenções psicanalíticas na clínica e no social LEIPCS, filiada ao GT Dispositivos clínicos em Saúde Mental da ANPEPP. Corpo e dor: a pele e a constituição subjetiva no adolescer. Resumo: O corpo sofrente diz do sujeito em padecimento, do seu pathos. O adolescer instaura desafios ao sujeito quanto às vivências do seu corpo, às relações com seus pares e com as experiências da temporalidade e da espacialidade. Sujeitos-adolescentes aparecem como figuras que põem em cena estratégias de sobrevivência desencadeando patologias destrutivas de seus próprios corpos. Nesse sentido, parece-nos interessante investigar práticas de mutilações corporais auto-infrigidas por meninas, a partir de uma visada clínica, privilegiando as contribuições de Freud, Lacan, Winnicott, Anzieu e Dolto e suas interfaces com a leitura filosófica de José Gil. Tal perspectiva de abordagem do adolescer e suas vicissitudes adquire lugar de destaque quando contextualizamos práticas de auto-mutilação no cenário sócio-cultural atual, no qual a cultura somática constitui o solo hegemônico no qual os processos subjetivos têm lugar. Texto: A adolescência constitui um dos temas mais abordados na literatura científica de várias disciplinas, interrogando concepções unidimensionais com explicações lineares e causais do desenvolvimento humano, visto como ciclo vital. Este trabalho enfoca a adolescência pelo viés da leitura interdisciplinar entre psicanálise, antropologia, filosofia e arte, concebendo-a como construção cultural forjadora de modos de subjetivação que não se restringem a uma fase do desenvolvimento orgânico e psicológico. Sendo vista como paradigma da subjetividade contemporânea como nos escreve Cadoret (2003) quando afirma que a adolescência funciona como um revelador de uma mutação antropológica em curso que se funda na investigação clínica que evidencia o lugar das patologias do agir e da violência na adolescência não facilmente apreendida por nosografias desenvolvimentistas e psicopatológicas, a adolescência marcada pelo sofrimento expresso e impresso no corpo constitui o foco desta investigação. Privilegiando a corporalidade na construção subjetiva, a experiência de tornar-se outro é tematizada como operador teórico-clínico da passagem adolescente, merecendo destaque as contribuições de Cadoet (2003) e Gil (1997). O corpo constitui-se historicamente, não sendo pré-cultural ou natural. Na perspectiva da psicanálise, o corpo não é distinto do psiquismo, constituindo o psicossoma. A organização psicossomática marca os modos de constituição do sujeito, podendo ser abalada em seu equilíbrio (Debray, 1995) por acontecimentos de ordem interna pulsões 1

2 (Freud, 1915) e externa. O processo de sofrimento pathos corresponde ao existir humano, consistindo na sua radicalidade (Berlinck, 2000). Partindo da premissa que os modos de subjetividade são firmados no pathos e que um saber sobre o padecimento humano constitui uma tentativa de atribuir sentidos à experiência, consideramos que experiências de risco dizem respeito à existência, não sendo-lhes alheia, exprimindo o caráter inexorável da finitude, da morte. O corpo sofrente diz do sujeito em padecimento, do seu pathos, consistindo uma forma de expressão subjetiva, um modo de existência possível para o sujeito no momento de sua vida. O adolescer instaura desafios ao sujeito em sofrimento quanto às vivências do seu corpo, às relações com seus pares e com as vivências da temporalidade e da espacialidade. Cadoret (2003, p. 208) escreve que as cenas de sofrimento do exílio da infância podem se apresentar de modo impressionante frente ao trabalho de se constituir em um corpo sexualizado, que se dá antes do trabalho de se apropriar do laço social, passagem denominada pela autora de infância exilada (p. 208). Tomando como cenário as mutações gerais das sociedades e das culturas, sujeitosadolescentes aparecem como figuras individuais deflorando, dramaticamente, põem em cena estratégias de sobrevivência desencadeando patologias destrutivas de seus próprios corpos: tais radicalizações da violência interna podem ser encontradas em jovens sujeitos tomados por segredos, não-ditos, por fictions-écrans (Cadoret, 2003, p. 208). Nesse sentido, parece-nos interessante investigar práticas de mutilações corporais auto-infrigidas por meninas especialmente pelo caráter ético ocupam na constituição da corporeidade (Gil, 2000). Tal panorama adquire lugar de destaque quando contextualizamos tais práticas de auto-mutilação no cenário sócio-cultural atual, no qual a cultura somática (Costa, 2004) é premente, constituindo o solo hegemônico nos quais os processos subjetivos têm lugar. Na atualidade, o corpo constitui o parâmetro central para as concepções de saúde, doença, normal, patológico, vida e morte, bem como modelo normativo de beleza e de boa forma física (Costa, 2004). Tais qualidades tornam-se referenciais de conduta, viabilizando todo um mercado da estética. Tal indústria contribui para o que Birman (2003, p. 166) chama de cultura da imagem e para a estetização da existência e Costa (2004), cultura somática e personalidade somática. Para tanto, empreenderemos uma breve discussão acerca do lugar do corpo na constituição subjetiva a partir de Dolto (1991, 2001), Freud (1905, 1915), Gil (1997) e Lacan (1964, 1949/1998). Abordaremos inicialmente algumas contribuições de Freud (1905, 1915), Lacan (1964, 1949/1998), Dolto (1991, 2001) e Gil (1997). 1 A construção da corporalidade. Em sua comunicação de 1949, intitulada O Estádio do Espelho como Formador da Função do Eu, Lacan apresenta sua tese sobre a constituição da imagem corporal na criança. Lacan (1949/1998) dará uma nova conotação ao espelho ao identificá-lo como o Outro materno, observando que: A função do estádio do espelho revela-se para nós, por conseguinte, como um caso particular da função da imago, que é estabelecer uma relação do organismo com sua realidade... (Lacan, 1998, p.100). A finalidade de tal experiência seria de proporcionar a criança uma junção de seu corpo orgânico com sua imagem 2

3 corporal. Mais adiante Lacan (1949/1998) acrescenta que: [...] O estádio do espelho é um drama cujo impulso interno precipita-se da insuficiência para a antecipação e que fabrica para o sujeito, apanhado no engodo da identificação espacial, as fantasias que se sucedem desde uma imagem despedaçada do corpo até uma forma de sua totalidade que chamaremos ortopédica e para a armadura enfim assumida de uma identidade alienante, que marcará com sua estrutura rígida todo seu desenvolvimento mental. O espelho, portanto, não corresponde ao objeto em si, mas ao olhar e ao discurso materno. O real do corpo não é levado em conta pela mãe. Essa identificação especular configura-se como fundamental para a formação do eu e para a constituição do sujeito que só se dará na sua inserção no mundo do simbólico. A imagem especular refletida corresponde a um ser completo levando a criança um estado de júbilo. Em outra perspectiva, Dolto (2001) concebe o espelho como uma experiência de castração. Para ela a imagem do espelho não se limita ao especular, mas abrange todos os sentidos. A criança não seria um ser despedaçado e sim completo que diante do espelho se confronta com uma imagem contrária. O resultado de tal experiência é a introdução da criança no narcisismo primário. Haveria, então, três momentos no narcisismo: o fundamental, o primário e o secundário. Fundamentando-se em sua prática clínica com crianças, Dolto (2001) elabora o conceito de imagem inconsciente do corpo como um resultado dos efeitos linguagem. Ela a define como: a síntese viva de nossas experiências emocionais: inter-humanas, repetitivamente vividas através das sensações erógenas eletivas, arcaicas ou atuais (Dolto, 2001, p. 14). Sobre a distinção entre imagem corporal e esquema corporal a autora comenta que: [...] o esquema corporal é, em princípio, o mesmo para todos os indivíduos (aproximadamente de mesma idade, sob um mesmo clima) da espécie humana, a imagem do corpo, em contrapartida, é peculiar a cada um: está ligada à sua história. (...) o esquema corporal é, em parte, inconsciente, mas também preconsciente e consciente, enquanto que a imagem do corpo é eminentemente inconsciente (Dolto, 2001, p. 14). Supomos que as práticas de perfurações e escarificações atingem o esquema corporal em sua concretude funcional e estética. Embora Dolto (2001) ressalte que nem sempre o esquema corporal causa danos à imagem do corpo, partimos do pressuposto de que sendo a linguagem é que sustenta a imagem do corpo, Dolto afirma que não há uma relação direta entre a lesão no esquema corporal e na imagem do corpo, pelo fato da imagem ser construída a partir da experiência da relação do sujeito com seus correspondentes por meio dos sentidos. Em paralelo a Lacan (1949/1998), o esquema corporal equivale ao Real do corpo, podendo uma lesão em tal estrutura, comprometer a imagem corporal. As questões da imagem do corpo e do esquema corporal fundem-se com a constituição do eu e de todos os seus elementos conexos tais como eu ideal, ideal de eu, narcisismo primário e secundário. Estes conceitos são fundamentais para o argumento deste ensaio. O eu é, antes de tudo, a projeção da superfície corporal, já dizia Freud em seu artigo sobre o narcisismo. Neste mesmo artigo, em termos muito gerais, o ideal de eu é definido como a introjeção de modelos e valores que norteiam o eu no presente e funcionam como uma referência a partir da qual o supereu mede o eu atual. 3

4 Outro detalhe importante é a conceitualização de Princípio do Prazer e de Realidade É sempre bom lembrar que ambos são princípios e, como tais, regulam nossa atividade psíquica. Eles agem em conjunto. Então, se o funcionamento psíquico do ser humano emerge de seu funcionamento corporal, ele é regido pelos dois princípios ao mesmo tempo, ainda que o Princípio de Realidade se consolide mais tardiamente. Sua consolidação tem a função de participar e de garantir a busca e a obtenção de prazer. Sem ele, não duraríamos muito. De modo que devemos ao Princípio de Realidade, tanto quanto ao de Prazer, a manutenção da busca da felicidade e a obtenção de pequenos e grandes prazeres. É claro que o tema é muito complexo e polêmico, mas podemos arriscar algumas questões para refletir: em que medida modificações no corpo através perfurações, cortes, arranhões, queimaduras têm a função de tentar atender às exigências deste ideal? Seriam tais exercícios de marcar o corpo pela dor um esforço de transformação do próprio eu através da transformação da superfície corporal? Do quê tais práticas são sintomas? Outro ponto de destaque é o da feminilidade e do corpo da mulher. Se há algum tema que Freud não soube aprofundar foi justamente o tema da feminilidade, não por acaso chamado de o continente negro. Ora, a falta é em todos, homens e mulheres. De modo que, diferentemente do que pensava Freud, não parece estar aí a diferença fundamental entre homens e mulheres: homens têm pênis e mulheres têm vagina e clitóris, mas ninguém tem o falo (embora alguns acreditem que tenham)... Todos somos marcados pela castração. Neste sentido, afirmamos que tais práticas corporais auto-mutiladoras consistiriam em uma maneira da mulher tentar encobrir a realidade da falta, porém vale articular o conceito de falta marca do humano - com o de ideal de eu, narcisismo, corpo erógeno etc. 2 Quando o sangue jorra em dor na pele clamando alívio para a dor psíquica que não tem nome. Gil (1997) considera o corpo como espaço ético, no qual a subjetividade se constrói através do atravessamento de plurais subjetividades, consistindo em um amálgama de intensidades em devir. Em sua perspectiva, não há uma linha demarcatória entre interior e exterior, sendo o corpo constituído na relação ética e estética com o corpo do outro. Para o filósofo, a corporeidade é marcada pela estranheza e mediada pela afetividade, consistindo em um espaço indeterminado sem contornos nem limites interiores. Gil (1997) forja o conceito de espaço de limiar, visando romper com as dicotomias corpo-alma e interno-externo. O espaço de limiar é constituído pelo corpo inteiro, pelas zonas erógenas, pelos poros, pelos órgãos sexuais, pelas carícias, pelo tato, pelos desejos... (Gil, 1997). Operando a mediação entre interior e exterior, o espaço de limiar é dinâmico e móbil, ocupando os orifícios lugar de destaque. Tal concepção de Gil (1997) parece-nos importante quando pensada juntamente com autores como Dolto (2001), já que os conceitos de imagem inconsciente de corpo e de espaço transicional se fundamentam também na idéia de uma corporeidade não essencialista, não previsível e em constante construção. As incisões auto-fabricadas pelas adolescentes vão além da superfície cutânea, atingindo o psiquismo, cortando e fazendo sangrar a subjetividade. Corpo e psiquismo se equivalem, daí podermos supor que o sujeito é corpo e o corpo é sujeito não sendo duas entidades distintas. Em certa medida, eles são o mesmo: daí, por exemplo, incisões na superfície corporal serem subjetivamente transformadoras. 4

5 Parece-nos que os traumatismos, os desamparos extremamente precoces se inscrevem diretamente sobre o corporal, em detrimento de toda possibilidade de elaboração psíquica. 3 Estigmata: pelo que o corpo chora sangue? A metodologia de pesquisa é clínica, sendo priorizada a análise do discurso de duas meninas entre 15 e 19 anos atendidas em análise e cuja queixa foi a de incapacidade de controle frente aos impulsos de auto-mutilação. As considerações teórico-clínicas não aspiram generalizações, porém visam oferecer subsídios à discussão da clínica psicanalítica na atualidade, já que tais quadros clínicos desafiam as classificações diagnósticas de neurose, psicose e perversão, bem como exigem manejo terapêutico pouco estandartizado, questionando às condições de análise clássicas. A estabilidade e a continuidade subjetivas são postas em xeque, sendo o laço social interrogado em sua passagem adolescente. No tocante ao risco, o foco da investigação recai nas práticas corporais que envolvem dor e auto-mutilação escutadas em setting analítico. Assim, a passagem adolescente corresponde à inscrição no laço social, afirmando o sujeito em sua participação nas comunidades de pares e na humanidade. Dentre os pares, na atualidade, destacam-se os bandos ou tribos, nos quais os sujeitos-adolescentes vivenciam experiências que envolvem o risco e o excesso. Cadoret (2003) aborda o tema a partir do contexto sócio-histórico-político, no qual tudo tem que ser posto á prova pela palavra, pelo ato e pela marca (p. 215), assim, o que resta aos adolescentes? Como ele pode se legitimar senão pela própria marca? Como marcar sua experiência e significar seus ideais? Como marcar a filiação, a identidade, a pertença? Como marcar o sexo e as gerações? Os laços entre fertilidade e procriação? Entre pertença e filiação? Entre os vivos e os mortos? Entre os sexos? Nas sociedades ritualizadas, os ancestrais e seus avatares se presentificavam,; nas sociedades ditas modernas, deve-se se riscar por si mesmo, só ou em grupos (p. 216). Ser marcado, sinalizado é, antes de tudo, ser visto por tal signo, construir-se e construir os outros pelo marcar-se, estigmatizar-se e sacrificar-se, tendo tais inscrições corporais a função de reforçar uma assinatura, a manifestação de uma assinatura e de fazêla irreversível, em um jogo metafórico entre marca e escritura, entre mutilação e pertencimento, consistindo em um combate contra o vazio abissal em relação às origens, em uma busca de reasseguração afetiva, como se no laço fraterno se situasse a possibilidade de retorno ao maternal, aos estados precoces nos quais o paterno fica de lado, como se as estratégias adolescentes derrubassem os discursos de autoridade e de referência. Como nos aponta Cadoret (2003, p. 217): Como se essas marcas, essas condutas, esses discursos dos adolescentes testemunhassem atualmente nem configurações de passagem, nem intervenções de rituais iniciáticos autoproclamados, mas, antes de tudo, as perdas e as faltas que ficaram situadas do lado do infantil em nostalgia e melancolizadas no fazer laço social. Tornar-se adolescente consiste em renunciar definitivamente à ilusão infantil de onipotência. Ao sujeito adolescente são exigidas a ficcionalização do romance familiar e a construção do laço social que, na leitura psicanalítica, não corresponde a qualquer vínculo, mas ao momento em que o sujeito se deixa representar como sujeito do social, isto é, com relação à Lei. Os atendimentos às adolescentes são marcados por passagens ao ato comportamentos de risco de morte e ultrapassagem das capacidades somato-psíquicas, atualizando modos de existência que extravasam as fronteiras subjetivas e dos laços sociais. 5

6 À espera de escuta que dê continência a atos que afirmam a vida pelo risco de morte, a adolescência extravasa o irredutível do gozo, apelando a Eros, para que a marca do desejo lhe seja endereçada. O campo da análise com adolescentes em risco psíquico se configura pelo caráter regressivo da transferência, na qual a constituição de momentos primitivos da constituição psíquico-somática é possível. Referências. Costa, J. F. A subjetividade exterior. Texto inédito disponível no site www. Jfreirecosta.hpg.ig.com.br em maio de Dolto, F. A imagem inconsciente do corpo.são Paulo: Perspectiva, Gil, J. Metamorfoses do corpo.lisboa: editora relógio D`Agua, Jeudy, H. P. O corpo como objeto de arte. Rio de Janeiro: Estação Liberdade, Fernandes, M. H. (2005). Corpo. São Paulo: Casa do Psicólogo. Freud, S. (1915). Pulsões e destinos da pulsão. (L.A. Hanns, Trad.). Em Obras Psicológicas de Freud. (Vol. I, pp ) Rio de Janeiro: Imago. Freud, S. (1917). Luto e melancolia. Em: Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. 2a. edição. Rio de Janeiro: Imago Editora. Freud, S. (1920). Além do princípio de prazer Em: Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago Editora. Freud, S. (1921). O Eu e o Isso. Em: Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago Editora. Freud, S. (1924).O problema econômico do masoquismo. Em: Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago Editora. Freud, S. (1926).Inibição, sintoma e angústia. Em: Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago Editora. 6

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