SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO E CULTURA DE GOIÂNIA LTDA FACULDADE PADRÃO PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL - PDI. Goiânia 2011

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1 1 SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO E CULTURA DE GOIÂNIA LTDA FACULDADE PADRÃO PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL - PDI Goiânia 2011

2 2 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO PERFIL INSTITUCIONAL Identificação Histórico Inserção regional Contexto Cultural, Social e Econômico Especificidades do Município de Goiânia Contexto Científico Cultural e Educacional da Região Área de Atuação da Faculdade Padrão PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL Identidade estratégica Missão Objetivos e Metas Institucionais Princípios Valores Institucionais Autonomia da instituição em relação à mantenedora Objetivos e metas institucionais para o período de vigência do PDI Fomento à Divulgação do PDI Projeto Político-Pedagógico Institucional - PPI Incentivo aos Projetos voltados à Responsabilidade Social Mecanismos de Comunicação com a Sociedade Política para Docentes e Corpo Técnico-Administrativo Organização e Gestão da Instituição Acompanhamento Didático Políticas de Sustentabilidade Financeira Infra-estrutura Física Instrumentos de Planejamento e Avaliação... 40

3 3 3 POLÍTICA DE ENSINO Graduação Graduação Tecnológica Programa Especial de Formação Pedagógica Atividades Articuladas ao Ensino - Estágio Atividades articuladas ao ensino - Prática profissional Atividades articuladas ao ensino - Atividades complementares Atividades articuladas ao ensino - Iniciação Científica Pós-graduação Política para a educação inclusiva Extensão Política para a pesquisa POLÍTICA DE ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL Organização administrativa O Conselho Superior (CONSU) Diretoria Geral Diretoria Administrativo-Financeira Curso Coordenadorias Setoriais PLANEJAMENTO DA ORGANIZAÇÃO ACADÊMICA Cursos de graduação existentes Implantação de Novos Cursos de Graduação Pós-graduação Programas de extensão Políticas de comunicação interna e externa Comunicação Externa Comunicação Interna DIRETRIZES PEDAGÓGICAS Perfil esperado dos egressos Seleção de conteúdos Princípios metodológicos... 76

4 Princípios didático-metodológicos Processos de avaliação do ensino-aprendizagem atividades complementares AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL Dimensões, indicadores, processos e instrumentos utilizados na auto- avaliação institucional ORGANIZAÇÃO DA GESTÃO DE PESSOAS Corpo discente Formas de Acesso e Seleção Programas de Apoio ao Corpo Discente Programa de Nivelamento Acompanhamento Acadêmico Apoio Financeiro (Bolsas de Estudo) Acompanhamento do Egresso Corpo docente Perfil do Corpo Docente Critérios de Seleção e Contratação Política de Qualificação para o Corpo Docente Plano de Carreira Corpo técnico-administrativo Critérios de Seleção Política de Qualificação para o Corpo Técnico-Administrativo Plano de Carreira PLANEJAMENTO DE INFRAESTRUTURA Instalações acadêmico-administrativas Condições de acesso para portadores de necessidades especiais Equipamentos de informática, recursos audiovisuais, multimídia, internet e intranet Política de manutenção de instalações físicas e equipamentos Biblioteca

5 5 10. CAPTAÇÃO E ALOCAÇÃO DE RECURSOS Compatibilidade entre proposta de desenvolvimento da IES e o orçamento previsto. 106

6 6 APRESENTAÇÃO O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), da Faculdade Padrão mantido pela Sociedade de Educação e Cultura de Goiás LTDA, consolida a definição da missão, das diretrizes e proposições políticas e do plano de gestão, evidenciando os objetivos, metas globais e ações a serem alcançados no período , definidos com base na análise situacional realizada pela CPA - Comissão Própria de Avaliação e na visão dos diversos cenários possíveis registrados nos documentos institucionais. Dessa forma, atende, também, as exigências do Decreto nº 5.773/2006, de 09 de maio de As propostas e projetos aqui apresentados refletem as diretrizes básicas a serem utilizadas para elaboração e execução do planejamento estratégico e participativo, atendendo à qualificação técnica, formal e social, reafirmando sua missão de Instituição de Ensino Superior.

7 7 1. PERFIL INSTITUCIONAL 1.1 Identificação FACULDADE PADRÃO Rua do Algodão esquina com Avenida Anhanguera, Qd. 16 A, Lt. Área, nº 105, Bairro Rodoviário. Goiânia GO CEP Credenciada pela Portaria nº 1459, de 23 de dezembro de 1998, publicada no D.O.U. em 24 de Dezembro de Histórico Mantida pela Sociedade de Educação e Cultura de Goiás Ltda, pessoa jurídica de direito privado com fins lucrativos, CNPJ/MF n /02, com sede a Av. Universitária, Setor Sul, Goiânia-Go. Foi concebida para ministrar cursos de graduação, pós-graduação, extensão, atualização, aperfeiçoamento e capacitação profissional, por meio da pesquisa, realizada em parceria com entidades públicas e empresas privadas, desenvolvendo permanente programa de atualização dos conhecimentos humanos elaborados e sistematizados com os avanços da Ciência e da Tecnologia. Suas atividades principais são o ensino, a pesquisa e a extensão no campo da educação superior, servindo a sociedade com acompanhamento dos avanços dos novos tempos nos campos dos conhecimentos científicos, tecnológicos e culturais. Para tanto, mantêm entrosamento permanente com as empresas de sua área de atuação e elabora seus projetos de acordo com as demandas da comunidade, do mercado e da sociedade geral. Dessa forma, a Faculdade Padrão de Goiânia-Go, pretende desempenhar suas funções tornado-se um centro educacional, cultural e de promoção social, de maneira democrática e participativa. Mantém atendimento e relacionamento com sua mantenedora, a Sociedade de Educação e Cultura de Goiânia-Go LTDA, buscando sempre o

8 8 aprimoramento de todos os recursos disponibilizados para sua atuação, incluindo-se os corpos técnico, administrativo e docente. Além disso, pretende buscar parcerias em programas de intercâmbio com universidades e instituições de ensino superior de outras regiões, visando o melhor desenvolvimento do ensino, da pesquisa e de extensão. Seu ensino é dirigido para os reais interesses da comunidade, colaborando na criação de condições para o desenvolvimento da região metropolitana, conectando-se com as expressões sócio-econômicas e culturais de Goiás e do Brasil Inserção regional Contexto Cultural, Social e Econômico O estado de Goiás, 7º estado do Brasil em extensão territorial e a 10ª(décima) economia do pais, localiza-se na Região Centro-Oeste, ocupando uma aréa de km². Possui 246 municipios. Na região Centro- Oeste o estado de goias é o mais populoso, desde da década de 1970, em que houve intenso esvaziamento da área rural, causado, predominantemente pela mecanização e modernização da agricultura. No século XX, a construção da nova capital, Goiânia, deu grande impulso a economica do Estado, apresentou sinais de novos rumos no desenvolvimento com a criação de Brasilia - a nova capital do Brasil, em Em 1998, o norte do estado foi desmembrado, dando origem ao estado do Tocantins. Limites geográficos: Norte: Estado de Tocantins; Sudeste: Estado de Minas Gerais; Leste: Estado da Bahia e Etado de Minas Gerais; Sudoeste: Estado de Mato Grosso do Sul; Oeste: Estado de Mato Grosso. Relevo No relevo goiano, são encontrados terrenos cristalinos sedimentares antigos e áreas de planaltos bastante trabalhadas pela erosão, que se alternam com

9 9 chapadas, apresentando características físicas de contrastes marcantes e beleza singular. As maiores altitudes localizam-se a leste e ao sul, onde se encontram a Chapada dos Veadeiros, com elevações acima de metros, e a Serra dos Pireneus, que atinge metros de altura. Hidrografia A hidrografia do Estado de Goiás é drenadas principalmente pelos rios Tocantins, Araguaia e Paranaíba - este um dos formadores do rio Paraná, na região meridional. Destacam-se ainda no Estado, os rios Aporé, Corumbá, São Marcos, Claro, Maranhão e Araguaia. No rio Araguaia encontra-se a ilha de Bananal, a maior ilha fluvial brasileira, região muito procurada por turistas para a prática da pesca e lazer. Goiânia situa-se na Bacia do Rio da Prata, especificamente na microbacia hidrográfica formada pelo rio Meia Ponte, o qual é um afluente do rio Paranaíba. Atravessam a área urbana de Goiânia o rio Meia-Ponte, bem como diversos cursos d'água de menor volume, tais como os córregos Anicuns, Botafogo, Capim-Puba, Cascavel e Macambira. Clima O clima do Estado de Goiás é tropical, com inverno quente e seco e verão quente e chuvoso. As temperaturas médias são superiores a 20º C, com amplitude térmica anual de até 7º C e precipitações de a mm/ano. O clima predominante em Goiânia é tropical úmido. A temperatura anual média é de 23 C. A estação chuvosa prolonga-se de outubro a abril, ao passo que o período seco vai de maio a setembro. As temperaturas mais baixas são normalmente registradas entre maio e agosto. A primavera é regularmente a estação mais quente do ano. A temperatura mais baixa já registrada na cidade foi de 1,2 C; a mais alta, de 39,2 C registrada em 17 de outubro de A média anual de precipitação é de mm.

10 10 Vegetação No Estado de Goiás existe uma pequena área onde domina a floresta tropical, conhecida como Mato Grosso de Goiás, a maior parte de seu território apresenta o tipo de vegetação escassa do cerrado, com árvores e arbustos de galhos tortuosos, cascas grossas, folhas cobertas por pêlos e raízes muito profundas. Ao contrário das áreas de caatinga do Nordeste brasileiro, o subsolo do cerrado tem muita água, embora o solo seja ácido, com alto teor de alumínio, e pouco fértil. Por esse motivo, na estação seca parte das árvores perde as folhas para que suas raízes possam buscar a água existente no subsolo. A vegetação natural predominante em Goiânia é de cerrado e consiste de árvores esparsas, de tronco retorcido, bem como de plantas rasteiras. Goiânia é considerada a segunda cidade do mundo com mais áreas verdes pela Organização das Nações Unidas. Está atrás apenas de Edmonton, no Canadá. Mantendo uma taxa de arborização de cerca de 30% do seu território, Goiânia dispõe de um bom número de parques municipais, entre eles, o Parque Flamboyant, o Vaca Brava, o Jardim Zoológico, o Areião e o Bosque dos Buritis. População Existem atualmente quatro áreas indígenas no Estado de Goiás, três das quais já se encontram demarcadas pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI, órgão do Governo Federal responsável pela questão indígena no País. A população indígena do Estado não ultrapassa 120 habitantes e ocupa área de hectares, abrangendo os municípios de Aruanã, Cavalcante, Minaçu, Colinas do Sul, Nova América e Rubiataba. Goiânia possui cerca de 1,24 milhões de habitantes, sendo o 12º município mais populoso do Brasil. A região metropolitana de Goiânia possui

11 habitantes, o que torna a 11ª região metropolitana mais populosa do Brasil. Segundo dados da Secretaria do Planejamento de Goias - SEPLANdevido o crescimento acima da media nacional a populacao tem se direcioando as cidades do entorno do Distrito Federal e Goiania, Capital do Estado fe Goias, são atraidos por melhores expactativas de negócios, de trabalho e em busca da formação nivel superior. Assim como algumas outras cidades brasileiras, Goiânia desenvolveu-se a partir de um plano urbanistico, tendo sido construída com o proposito de desempenhar a função de centro politico e administrativo do estado de Goiás. Transporte Goiânia, situa-se num importante entroncamento rodoviário brasileiro. A BR-153 corta a periferia da cidade, conectando-a ao norte e ao sul do país. O transporte rodoviário inter-municipal faz-se a partir do Terminal Rodoviário de Goiânia, situado no Centro da cidade. Goiânia dispõe de algumas vias de circulação rápida, mas o trânsito de veículos é congestionado na zona central, no horário de pico. O sistema de transporte público urbano é gerido em conjunto com as prefeituras das demais cidades da região metropolitana e com o governo estadual, restringindo-se a linhas de ônibus urbanos e semi-urbanos. Aeroporto O Aeroporto Internacional Santa Genoveva está localizado em Goiânia, capital do estado de Goiás, Brasil. Situa-se na região Nordeste da cidade, na praça Capitão Frazão, Setor Santa Genoveva, a 8 km de distância do centro da cidade. Foi inaugurado em 1955, em substituição ao modesto aeroporto que até então servira Goiânia, localizado no Setor Aeroporto. Desde de 1974 é gerido pela Infraero. Ocupa uma área de ,04 m², possuindo uma pista de pousos e descolagens de m de extensão e 45 m de largura - a qual comporta aeronaves

12 12 de médio porte como as de classe Boeing 737, 707, Airbus A-320 e, eventualmente, Boeing 767. O seu terminal de passageiros tem capacidade para 600 mil passageiros por ano, mas, nos últimos tempos, vem servindo a uma quantidade de passageiros muito superior à sua capacidade operacional. Em 2006, por exemplo, foi utilizado por cerca de passageiros e em 2009 passaram pelo terminal cerca de passageiros O Governo Estadual de Goiás, a fim de alavancar o turismo e a aviação no estado, reduziu em 80% a alíquota do ICMS sobre querosene e derivados (passando de 15% para 3%). Após a redução do imposto na aviação de Goiás, houve o interesse de companhias aéreas a fim de transformar o Aeroporto Santa Genoveva em hub de voos. A sobrecarga de passageiros levou a Infraero a iniciar a construção de um novo terminal de embarque e desembarque. Este terá uma área de aproximadamente metros quadrados e capacidade de atendimento para 2,1 milhão de passageiros ao ano. O projeto prevê a ampliação nas laterais do terminal para crescimento espontâneo em módulos de até 12,5m, mantendo a concepção arquitetônica do projeto inicial. O complexo aeroportuário terá capacidade de atender três milhões de passageiros por ano e pode chegar até 12 milhões até O novo Terminal será totalmente climatizado nos pavimentos operacionais com sistema geral de infra-estrutura de primeira geração para prédios inteligentes, galeria técnica, escadas rolantes, elevadores panorâmicos, quatro pontes de embarque e sistema informativo de vôos, entre outras novidades: terá quatro níveis principais: nível subsolo com 4120,00 m² (área de serviço), nível térreo com m² (check-in, área desembarque), nível intermediário com 1600,00 (galeria técnica), nível superior com 9170,00 m² (praça de alimentação, lojas, embarque). O prédio terá em seu subsolo uma subestação elétrica, central de ar condicionado, depósitos e sistemas de infra-estrutura. No térreo ficará o check-in, com 32 balcões para atendimento, balcões de venda e de reserva de passagens, saguão, desembarque, lojas comerciais e de atendimento a turismo. O térreo terá

13 13 ainda sala de desembarque doméstico com 957,35 m², salas de embarque e desembarque remotos, pátios de movimentação de bagagens e salas para órgãos públicos e companhias aéreas. O projeto original prevê ainda que o pavimento superior terá um aeroshopping com praça de alimentação e lojas, num total de 46 pontos comerciais. Também serão construídos um terraço panorâmico, salas VIP, sala de embarque doméstico com 1142,45 m², além de salas para administração da Infraero e para o Centro de Operações e afins. O superintendente do aeroporto também ressaltou que, em virtude dos atrasos na obra, o projeto inicial do novo terminal aéreo de Goiânia passará por alterações estruturais, porém nada que possa acarretar em mais atrasos. O projeto agora terá 8 (oito) pontes de embarque (4 na primeira fase, que tem previsão de conclusão até 2012, e mais 4 na conclusão da obra, em 2014). O Departamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro (DEC), mediante auxílio do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT) de São Paulo, vai assumir as responsabilidades pela construção do novo terminal aéreo de Goiânia, segundo Jucélio Alves de Oliveira, superintendente do aeroporto da Capital. Segundo algumas projeções, a estimativa é que até o final de 2012 o novo aeroporto seja entregue. Também foi apresentado pela Infraero a situação das obras emergenciais no atual terminal, como a conclusão do Módulo Operacional Provisório (MOP), mais conhecido como puxadinho anexo de 1,2 mil metros quadrados que servirá como área de embarque além de novas vagas de estacionamento. Cultura Goiânia oferece espaço de convivência valorizando a importância da cultura na formação do individuo. Como: Bibliotecas públicas; Biblioteca Estadual Pio Vargas; Biblioteca Cora Coralina; Biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás; Biblioteca Municipal Marieta Teles Machado; Sistema de Bibliotecas da Universidade Católica de Goiás; Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Goiás.

14 14 Museus Praça do Bandeirante, localizada em um dos principais cruzamentos da capital, no Setor Central; Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia da Universidade Católica de Goiás; Museu Antropológico da Universidade Federal de Goiás; Museu de Arte de Goiânia; Museu de Arte Contemporânea de Goiânia; Museu Estadual Professor Zoroastro Artiaga; Museu Pedro Ludovico Teixeira; Museu de Ornitologia de Goiânia; Memorial do Cerrado e Planetário de Goiânia. Centros culturais; cinemas e teatros: Centro Cultural Oscar Niemeyer; Centro Cultural Martim Centro Cererê; Centro Cultural Oscar Niemeyer; Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro; Centro Cultural Professor Gustav Ritter; Cine Cultura; Cine Ritz; Cine Lumière, Araguaia Shopping; Cine Lumière, Portal Shopping; Cine Lumière, Shopping Bougainville; Cine Lumière, Banana Shopping; Multiplex Cinemark, Flamboyant Shopping Center; Multiplex Araguaia, Terminal Rodoviário; Multiplex Severiano Ribeiro, Goiânia Shopping; Multiplex Severiano Ribeiro, Flamboyant Shopping Center; Teatro Goiânia; Teatro Inacabado;Teatro Rio Vermelho. Feiras Feira Cora Caralina; Feira do Entardecer; Feira da Estação Goiânia; Feira Hippie; Feira da Lua; Feira do Sol. Esporte A cidade de Goiânia é sede de três clubes brasileiros de futebol: Goiás Esporte Clube e o Vila Nova Futebol Clube e Atlético Clube Goianiense. A cidade conta com um grande estádio: Serra Dourada, do Goiás FC, o maior estádio de futebol de Goiás e de Goiânia, com capacidade para Além deste, conta com estádios menores, como o Estádio Olímpico Pedro Ludovico - popularmente conhecido como Estádio Olímpico - (do Clube Goiânia Esporte Clube). Há também o Estádio Hailé Pinheiro - ou "Estádio da Serrinha" - (Goiás FC), e o Estádio Antonio Accioly (do Atlético Clube Goianiense), com capacidade para oito mil pessoas.

15 15 A cidade também possui dois grandes ginásios: o Goiânia Arena, o maior deles, com capacidade para 12 mil pessoas, tendo recebido jogos da Liga Mundial de Vôlei de 2008 e considerado um dos melhores do Brasil, e o Ginásio Rio Vermelho, com capacidade para três mil pessoas e palco de grandes competições Especificidade do Município de Goiania Goiânia é a capital e maior cidade do estado de Goiás, e segunda cidade mais populosa do Centro-Oeste do Brasil. Localiza-se no Planalto Central, 209 quilômetros a sudoeste da capital federal, Brasília. A cidade possui cerca de 1,24 milhão de habitantes, sendo o 12º município mais populoso do Brasil. A Região Metropolitana de Goiânia possui habitantes, o que a torna a décima primeira região metropolitana mais populosa do Brasil. Assim como algumas outras cidades brasileiras, Goiânia desenvolveu-se a partir de um plano urbanístico, tendo sido construída com o propósito de desempenhar a função de centro político e administrativo do estado de Goiás. Foi fundada em 24 de outubro de 1933, absorvendo, em 1937, da cidade de Goiás, a função de capital do estado. Goiânia foi planejada e construída para ser a capital do Estado de Goiás, em substituição à antiga cidade Vila Boa de Goiás, fundada ainda no período colonial. O Município está localizado no centro da região de maior desenvolvimento, e com maiores possibilidades econômicas do Estado. Próxima da Capital Federal e praticamente eqüidistante de todos os outros Estados brasileiros. A idéia da mudança da capital do Estado de Goiás, e conseqüentemente da criação de Goiânia, surgiu do interesse de localizá-la de modo à melhor favorecer os interesses econômicos do Estado. A primeira capital goiana Vila Boa de Goiás, hoje denominada Cidade de Goiás tinha sido escolhida quando a principal

16 16 atividade econômica da província era a exploração de minérios nobres (ouro) e pedras preciosas (esmeraldas, diamantes etc.). Com o declínio da mineração, as famílias aqui instaladas tiveram que se dedicar à produção agropecuária, primeiro para a subsistência e depois para atender à demanda de viajantes que passavam por Goiás por meio das grandes rotas que ligavam a Região Sudeste à Região Norte, ao Mato Grosso e ao Nordeste. Essas atividades se desenvolveram e o Estado passou a ser um importante fornecedor de gêneros alimentícios para os Estados do Sudeste, mais dedicados à industrialização. Durante o Estado Novo, começaram a surgir projetos de ocupação do Centro-Oeste, ainda caracterizado por grandes vazios populacionais, o que atraiu interessados de todo o país para Goiás. Desta forma, a criação do gado e a agricultura passaram a ser fatores mais preponderantes no desenvolvimento do Estado do que a exploração mineral. Em 1932, foi assinado o Decreto nº 2.737, de 20 de dezembro, nomeando uma comissão que, sob a presidência de D. Emanuel Gomes de Oliveira, então bispo de Goiás, deveria escolher o local onde seria edificada a nova capital do Estado. Reunida em 4 de março de 1933, a comissão concluiu pela escolha da região de Campinas. A 24 de outubro do mesmo ano, houve o lançamento da pedra fundamental, no local onde hoje está construída a sede do governo estadual. A região de influência metropolitana de Goiânia é composta por dois grupos de municípios. A primeira região, formada por 11 municípios, é denominada Região Metropolitana de Goiânia e foi criada pela Lei Complementar nº 27, de 30 de dezembro de A Secretaria de Planejamento do Estado de Goiás (Seplan/GO) inclui mais dois municípios, que não são considerados pela Prefeitura Municipal, mas que têm relações diretas com a capital: Guapó e Caldazinha. Além disso, a Região de Desenvolvimento Integrado possui mais 7 municípios, totalizando 20 (Figura 1).

17 17 Figura 1 - Região Metropolitana de Goiânia e Região de Desenvolvimento Integrado de Goiânia (Fonte: Secretaria de Indústria e Comércio/GO - Superintendência de Geologia e Mineração) Região Metropolitana de Goiânia: Goiânia, Trindade, Goianira, Santo Antônio de Goiás, Nerópolis, Goianápolis, Senador Canedo, Aparecida de Goiânia, Hidrolândia, Aragoiânia, Abadia de Goiás, Caldazinha e Guapó. Região de Desenvolvimento Integrado de Goiânia: Região Metropolitana + Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caturaí, Inhumas, Nova Veneza e Terezópolis de Goiás. Todas essas cidades possuem fortes ligações com Goiânia por sua proximidade. A mais distante fica a 45 km da capital, mas essas distâncias são contadas entre as sedes do município: os limites municipais estão mais próximos (Tabela 1). Muitas dessas cidades dependem economicamente da capital pois suas atividades principais não são suficientes para manter as finanças municipais ou para

18 18 dar postos de trabalho para toda a população. Nesses casos, não é raro que muitos dos moradores se desloquem até Goiânia todos os dias para trabalhar e/ou estudar. Segundo o Observatório das Metrópoles, da Universidade Federal do Rio de Janeiro 1. Pode-se afirmar que mais de 90% dos deslocamentos desses municípios se dirigem para o pólo metropolitano. A média de deslocamento na Região Metropolitana, envolvendo todos os 11 municípios é de 80%, ou seja, grande parte da população procura o pólo metropolitano para resolver suas demandas por trabalho e educação, sem contar com outras necessidades tais como: saúde, assistência social, cultura. Em números absolutos, [...] aproximadamente 100 mil pessoas procuram a capital do Estado só para trabalhar e estudar (LIMA e MOYSÉS, 2009, p. 74). Tabela 1 - Cidades que fazem parte da Região de Desenvolvimento Integrado de Goiânia (*) % de deslocamento se refere ao percentual de habitantes que se deslocam para trabalhar ou estudar em outro município - dados referentes ao Censo de Município Área (km 2 População Distância de % ) 2010 Goiânia (km) Deslocamento* Abadia de Goiás 146, ,07 Aparecida de Goiânia 288, ,11 Aragoiânia 218,755 8, ,63 Bela Vista de Goiás 1.276, ,66 Bonfinópolis 122, ,70 Brazabrantes 123, ,01 Caldazinha 311, ,35 Caturaí 207, ,32 Goianápolis 162, ,21 Goiânia 739, ,13 Goianira 200, ,69 Guapo 517, ,63 Hidrolândia 944, ,18 Inhumas 613, ,59 Nerópolis 204, ,16 Nova Veneza 123, ,34 Santo Antônio de Goiás 132, ,04 Senador Canedo 244, ,46 Terezópolis de Goiás 106, ,13 Trindade 713, ,12 Fonte: Seplan/GO (2011) Os indicadores mostrados na Tabela 2 tornam clara a grande disparidade entre os municípios que compõem a Região de Desenvolvimento Integrado de Goiânia (RDIG). É possível perceber, também, que apesar de ser responsável por 1 LIMA, José Júlio Ferreira; MOYSÉS, Aristides (org.). Como andam Belém e Goiânia. Rio de Janeiro: Letra Capital: Observatório das Metrópoles, 2009.

19 19 quase 40% do PIB estadual, a atividade econômica principal é a prestação de serviços, enquanto que a agropecuária é praticamente inexistente na capital. Outro destaque importante é o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), calculado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e que mostra que Goiânia pode ser incluída entre as cidades com alto índice de desenvolvimento humano (> 0,8), enquanto as demais ficam em situação inferior, com índices médios (0,5 < IDH-M < 0,8). Os municípios pertencentes à RDIG têm apresentado um forte crescimento econômico nos últimos anos, com a abertura de um número significativo de vagas de trabalho e aumento real da renda média dos salários oferecidos (Tabela 3 e Figura 2). Esse crescimento se deve ao aumento da abertura de novas empresas e da demanda por mão-de-obra mais especializada, elevando o valor dos rendimentos médios pagos aos funcionários. Entre 2000 e 2009, o aumento médio no número de vagas de trabalho formais na RDI foi de 66,07%. Tabela 2 - Região de Desenvolvimento Integrado de Goiânia - Indicadores econômicos Município PIB Valor Adicionado Bruto (em mil R$) PIB per capita (em mil R$) Agropecuária Indústria Serviços Impostos (em mil IDH-M 2000

20 20 Abadia de Goiás ,742 Aparecida de Goiânia ,764 Aragoiânia ,759 Bela Vista de Goiás ,744 Bonfinópolis ,723 Brazabrantes ,749 Caldazinha ,742 Caturaí ,728 Goianápolis ,689 Goiânia ,832 Goianira ,74 Guapo ,729 Hidrolândia ,736 Inhumas ,765 Nerópolis ,785 Nova Veneza ,732 Santo Antônio de Goiás ,749 Senador Canedo ,729 Terezópolis de Goiás ,707 Trindade ,759 TOTAL Fonte: Seplan/GO (2011) R$) Segundo o Governo do Estado, a RDIG possui inúmeras vantagens competitivas, que atraem os empreendimentos para instalação na capital e nos municípios vizinhos. As principais vantagens competitivas e potencialidades da região metropolitana decorrem do fato de: - Ser centro de influência regional; - Ter localização geográfica estratégica; - Possuir base econômica diversificada; - Capacidade de geração de emprego; - Ser polo universitário; - Ter descentralização industrial e, - Possuir infraestrutura para transporte de cargas. - Uma grande potencialidade existente é o fato de a região pertencer ao eixo econômico Goiânia - Anápolis-Brasília, que apresenta espaços urbanos dotados de infraestrutura suficiente e outros fatores de competitividade econômica, sendo o principal deles o de se constituir num dos maiores e mais dinâmicos centros de consumo do país. (SEPLAN, 2010, p. 20) Tabela 3 - Região de Desenvolvimento Integrado de Goiânia - Variação no número de empregos formais e no rendimento médio dos trabalhadores

21 21 Município Empregos Formais Rendimento médio % Var % Var Abadia de Goiás ,57 355,04 790,72 122,71 Aparecida de Goiânia ,76 363,36 914,39 151,65 Aragoiânia ,84 239,64 769,81 221,24 Bela Vista de Goiás ,61 381,11 940,77 146,85 Bonfinópolis ,00 450,06 782,26 73,81 Brazabrantes , ,47 139,07 Caldazinha ,70 215,19 759,28 252,84 Caturaí ,68 225,72 853,51 278,13 Goianápolis ,49 335,89 944,04 181,06 Goiânia ,59 664, ,39 126,29 Goianira ,21 408,52 833,03 103,91 Guapo ,00 315,98 868,74 174,94 Hidrolândia ,30 320,02 858,58 168,29 Inhumas ,56 352,74 821,52 132,90 Nerópolis ,75 365,15 916,26 150,93 Nova Veneza ,76 431,94 963,38 123,04 Santo Antônio de Goiás , , ,84 74,25 Senador Canedo ,41 426, ,21 165,34 Terezópolis de Goiás ,35 324,03 798,89 146,55 Trindade ,44 382,37 894,98 134,06 TOTAL ,07 Goiás ,15 524, ,08 129,97 % Goiás 59,34 54,10 Fonte: Seplan/GO (2011)

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