POLÍTICAS EDUCACIONAIS E A INSERÇÃO DE MECANISMOS DE MERCADO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "POLÍTICAS EDUCACIONAIS E A INSERÇÃO DE MECANISMOS DE MERCADO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL"

Transcrição

1 POLÍTICAS EDUCACIONAIS E A INSERÇÃO DE MECANISMOS DE MERCADO NA EDUCAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL Fernanda Ferreira Belo UFG/RC Introdução A educação pública se tornou uma questão de política nacional de responsabilidade do Estado brasileiro no século XX ao mesmo tempo em que o setor privado conquistou a garantida da liberdade de ensino, que foi possibilitada à iniciativa particular com finalidade lucrativa (BRASIL, 1996). Esse processo possibilita identificar o fato de que a atuação do Estado tem sido compartilhada ou disputada com o setor privado, sobretudo pelo empresariado em geral, que se consolidou como agente político e articulador no decorrer do século XX, contando para isso com o apoio de setores organizados da sociedade civil, cujos interesses mercantis, em geral, prevalecem sobre os sociais e políticos. Nesse sentido, pesquisas sobre questões relativas à reforma do Estado e da educação provenientes do período de crescente mercantilização, financeirização e de políticas neoliberais dos anos 1990, apresentam esse contexto como propício para a consolidação das Parcerias Público-Privadas PPPs -, conforme destacam Adrião e Arelaro (2009), Cunha (2007), Cury (2007), Freitas (2012), entre outros. As análises evidenciam a consolidação de propostas de descentralização e de flexibilização das atividades administrativas do Estado e seus desdobramentos nos setores de políticas sociais e educacionais, ampliando a participação dos reformadores empresariais da educação. A inserção de setores da sociedade civil, sobretudo do empresariado, como agentes de cooperação e promotores de políticas, revelam o fortalecimento do setor privado na oferta de serviços, assessorias e comercialização de produtos educacionais e tecnologias, considerados de interesse público. Esses e outros temas foram analisados na pesquisa sobre as políticas educacionais em Goiás e a parceria público-privada em escolas municipais, que foi concluída em 2014 e teve como referência a perspectiva do método de interpretação da realidade que leva em consideração os fatores históricos e econômicos, as relações de trabalho e produção, 179

2 intrínsecos ao homem e à produção de sua vida material, de forma a constituir a estrutura econômica e social da sociedade (MARX, 2003, p. 6). Este artigo é um recorte dessa pesquisa e tem o objetivo apresentar o processo de comercialização de produtos, serviços e tecnologias educacionais presente em contratos de prestação de serviços estabelecidos entre uma escola pública municipal e uma empresa educacional. A comercialização de produtos, serviços e tecnologias educacionais adotados para interferir na organização da educação pública, é legitimada por políticas educacionais elaboradas sob a lógica reformista neoliberal. Nesse cenário reformista tem se efetivado um crescente antagonismo entre a luta histórica dos defensores de um projeto de educação republicana, pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada para todos, o seu consequente adiamento ou recuo, e a efetivação de uma proposta de educação entendida como prestação de serviços, como bem de consumo, um produto que pode ser negociado no mercado. Essa mudança na definição dos projetos educacionais no Brasil tem gerado impactos significativos na cultura organizacional das escolas públicas, possibilitando questionamentos e polêmicas referentes à relação público-privado e a inserção da prestação de serviços nas escolas públicas, à compra de material didático-pedagógico e de tecnologias educacionais, que se desdobram na incorporação de princípios de mercado na organização da educação pública e na formação dos educandos. A incorporação de princípios de mercado na organização da escola pública A lógica e as estratégias das políticas neoliberais 1 adotadas na realização de reformas no plano social, econômico, político, educacional se fundamentam na construção de novos significados sociais, estrategicamente pensados para proporcionar contextos sociais promissores para a incorporação dos princípios do livre-mercado na organização da sociedade e da educação pública em particular, sem as interferências diretas do Estado (GENTILI, Neoliberalismo tem suas bases teóricas e conceituais assentadas num ambicioso projeto de reforma ideológica da sociedade em geral. É um projeto político hegemônico, voltado para a construção e difusão de um novo senso comum que fornece coerência, sentido e uma pretensa legitimidade às propostas de reforma impulsionadas por intelectuais e políticos, a partir da persuasão dos discursos, dos diagnósticos, e das estratégias argumentativas e retóricas imposta para a construção de uma ordem social regulada pelos princípios do livre-mercado e sem interferências da intervenção do Estado (GENTLI, 1996). 180

3 p. 11). Mèszáros (2002) enfatiza que a nossa estrutura social capitalista está assentada no tripé capital, Estado e trabalho, sendo que as crises econômicas, sociais, políticas, entre outras, e as próprias reformas processadas para corrigir as falhas desse sistema são constitutivas dessa sociedade e desse modo de produção e reprodução da existência. Enfatizamos que na sociedade capitalista os processos de formulações de políticas são marcados por conflitos de interesses sociais, políticos, econômicos, ideológicos, culturais e sofrem as pressões dos interesses de classes distintas e antagônicas no ato de elaboração e aprovação de projetos, programas e reformas. Entre as questões resultantes das pressões e conflitos existentes no contexto das reformas neoliberais destacam-se as que denunciam ou evocam a dinâmica do mundo empresarial e da lógica de mercado livre e concorrencial como fatores preponderantes de organização não só do sistema econômico, mas do mundo social e do sistema escolar. A partir das contradições inerentes à sociedade capitalista, as questões atinentes à reforma do Estado e da educação estão inter-relacionadas com o debate internacional e nacional realizado na passagem do século XX para o XXI. Nesses debates, problemas históricos e contemporâneos sobre a organização escolar pública brasileira passaram a ser diagnósticos e soluções passaram a ser apresentadas nos projetos de reforma da educação. Projetos e políticas educacionais foram construídos indicando as possíveis alternativas para resolução de problemas educacionais históricos que levaram o país a apresentar no final dos anos 1980 um quadro educacional marcado por altos índices de evasão escolar, repetência e analfabetismo. O processo de reforma educacional desencadeado a partir dos anos 1990 tem provocado mudanças na cultura da escola pública brasileira, na organização pedagógica e no trabalho do professor, pois a educação escolar passou a ser defendida como um nicho de mercado altamente rentável para a iniciativa privada. Isso tem levado à ampliação e diversificação das formas de atendimento das demandas educativas realizadas pelo setor público, e mais especificamente pelo setor privado, que aparece atuante na oferta de vagas em todos os níveis educacionais e nas diversas modalidades de ensino no Brasil, se destacando também no processo de implementação de parceria público-privada, nos contratos de prestação de serviços e de assessoria para a gestão pública (FREITAS, 2012). Nesse sentido Mèszáros (2002) afirma que, 181

4 Não se pode imaginar um sistema de controle mais inexoravelmente absorvente e, neste importante sentido, totalitário do que o sistema do capital globalmente dominante, que sujeita cegamente aos mesmos imperativos a questão da saúde e a do comércio, a educação e a agricultura, a arte e a indústria manufatureira, que implacavelmente sobrepõe a tudo seus próprios critérios de viabilidade, desde as menores unidades de seu microcosmo até as mais gigantescas empresas transnacionais, desde as mais íntimas relações pessoais aos mais complexos processos de tomada de decisão dos vastos monopólios industriais, sempre a favor dos mais fortes contra os mais fracos (id. p. 96, grifos no original). Esse sistema social dinâmico e totalizador gesta e ativa alterações na base produtiva das economias objetivando garantir uma redefinição radical da relação estabelecida entre produção e consumo, em busca de maior viabilidade de ganhos na relação produtiva. Com isso, a sujeição cega das lideranças políticas aos mecanismos de mercado é utilizada para justificar a superação da crise que desconsidera o papel do Estado no atendimento às questões sociais vitais como a saúde, educação, agricultura e alimentação, moradia. Estas passam a serem consideradas áreas livres para a atuação do mercado, e a elas se sobrepõem os critérios de viabilidade dos interesses de investimento do capital, em detrimento dos interesses da sobrevivência da humanidade (id. 2002, p. 96). Esse movimento caótico do capital manifesto em suas crises econômicas, assim como as saídas projetadas pelas lideranças governamentais e pelos estrategistas econômicos nos revelam a gravidade da crise instalada nos últimos anos do século XX, em que há uma inversão dos valores, sendo que o aspecto humano das relações sociais tem sido objetificado, transformado em propriedades do objeto e o mercado tem sido idealizado como fundamento primordial para pautar as relações sociais objetificadas. Nesse cenário, as ações políticas neoliberais garantem a configuração de políticas reformistas que assumem a lógica das leis de mercado e, essencialmente buscam garantir a maximização de ganhos do capital. A partir dos anos 1990 as lideranças econômicas e governamentais implantaram a lógica gerencial 2 para reformular a organização burocrática do Estado no Brasil, para responder e acompanhar o processo de internacionalização financeira do capital, conhecida como globalização. Entre os objetivos desta reforma estavam a modernização da 2 O Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado no Brasil foi elaborado pelo Ministério da Administração Federal e da Reforma do Estado, e foi aprovado em novembro de

5 administração pública e a necessidade do Estado ser complementar ao mercado, nas coordenadas da economia e na busca pela redução das desigualdades sociais (BRASIL, 1995). Esse paradoxo indica o estreitamento da relação entre Estado e mercado. Eles se constituem como componentes do sistema produtivo, e a realidade tem mostrado que é a presença maciça da lógica do mercado que está garantindo as bases das formulações de políticas públicas do Estado, gerando cortes das verbas públicas para programas sociais, privatizações de empresas estatais e parcerias público-privadas nas administrações públicas. Em contraposição à reforma do Estado nesses moldes, amplos debates foram realizados por políticos e representantes dos interesses sociais embasados em estudos e pesquisas que apontaram criticamente as falhas dessa proposta de reforma neoliberal e privatizante. Nesse contexto, a relação entre educação e aspectos econômicos, políticos, administrativos, culturais e sociais vai se estreitando gradativamente mediante as pressões políticas e inovações técnico-informacionais das economias mundiais globalizadas. Para tanto, a intensificação do processo de municipalização da educação passou a ser entendida como a saída viável para responder a demanda por ampliação de atendimento escolar e promover a redistribuição das responsabilidades entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios (BRASIL, 1996). Nessa conjuntura de descentralização da educação tem ocorrido o crescimento da participação da iniciativa privada no atendimento de matrículas na educação básica, presença já expressiva na oferta de ensino superior e em cursos de pós-graduação (CUNHA, 2007). Essas novas formas de estruturar o setor educacional encerram questões abrangentes e complexas que fazem parte do processo de descentralização e flexibilização das atividades do Estado, que se dá por ações políticas empresariais que favoreceram e fortaleceram o setor privado no atendimento de demandas sociais e educativas, que até então estiveram sob responsabilidade estatal. Associações e instituições empresariais passaram a participar mais ativamente das decisões políticas, atuando em parceria com o Estado nas novas formas de gestão previstas para a administração pública. Resultam dessa nova configuração do Estado e da sociedade administrada a realização de reformas educacionais por meio de parcerias e contratos de serviços com empresas educacionais, para o fornecimento de produtos e serviços educacionais tais como proposta pedagógica, material didático, assessoria técnica, pedagógica 183

6 e tecnologias educacionais para a educação municipal, conforme ocorre no município pesquisado (CATALÃO, 2009). Problemas que permanecem insolúveis como o da qualidade da formação escolar, de valorização da carreira do magistério, da democratização da educação, da evasão escolar e analfabetismo se associam aos projetos de defesa da educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referendada, ao cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional, a Campanha de 10% do PIB para a educação, que são as principais demandas que se consolidaram na primeira década do século XXI, no cenário brasileiro (FRIGOTTO, 2011). Juntam-se a essas demandas propostas educacionais que apresentam questionamentos ao projeto de educação republicana, como um direito social, operando-se a conversão da educação em um serviço, em um bem comercializável, negociável pela iniciativa privada com a comunidade escolar, entendida como clientes, consumidores. Em um município goiano, a Editora Positivo realizou uma parceria com a Prefeitura Municipal/Secretaria Municipal de Educação, que foi iniciada no ano de 2009, com vigência até o ano de 2013 (CATALÃO, 2009). Essa proposta foi alicerçada pela flexibilização da legislação federal para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, abrangendo normas gerais de licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações. Estas foram normatizadas permitindo que diferentes contratos de prestação de serviços sejam realizados entre as esferas públicas e privadas, mediante processo de licitação pública ou de inexigibilidade de licitação (BRASIL, 1988). Ao analisarmos as concepções e propostas que tem orientado a organização das escolas públicas desse município goiano é possível identificar que os princípios orientadores dos produtos e serviços educacionais privados comercializados aparecem como sendo a melhor opção de organização política e pedagógica para as escolas públicas municipais, que ainda não conseguiram construir democraticamente uma proposta pedagógica de educação municipal. Nesse município analisado, a organização da educação infantil tem sido o objetivo dessas políticas de mercantilização da educação, uma vez que esta etapa de escolarização não conta com distribuição de livros didáticos e materiais pedagógicos adquiridos pelo Ministério da Educação - MEC

7 Desse modo é importante confrontar a relação entre a proposta histórica de educação pública, republicana, e a garantia da pluralidade de idéias e de diferentes teorias pedagógicas na organização escolar, presentes na legislação brasileira (BRASIL, 1996) com os fundamentos e princípios de mercado que norteiam os produtos e serviços comercializados com empresas educacionais. No Brasil, pesquisas analisam que as parcerias com empresas educacionais privadas já contemplam mais de 144 municípios, atingindo mais de 230 mil alunos (ADRIÃO e ARELARO, 2009). Com esse processo tem se redefinido o conteúdo e a forma de estruturação educacional no país, sendo que as leis de mercado estão sendo utilizadas como referências para tais reformas (KRAVCZYK, 2000). Paradoxalmente a esse processo, tem-se, em termos de legislação educacional, a universalização da educação básica, a subjetivação do conceito de educação como direito de todos, de forma gratuita, laica, destinada a preparar os educandos para as práticas sociais e para o mundo do trabalho (BRASIL, 1996). Prevalece uma crença, entre os gestores públicos e a comunidade escolar em geral, de que as parcerias com o setor educacional privado são saídas para responder aos desafios da qualidade da educação pública municipal e, com isso, garantir a promoção da elevação dos indicadores educacionais que resultam de avaliações nacionais e que norteiam as políticas do MEC. A política educacional municipal no contexto da mercantilização da educação Junto com as estratégias reformistas do Estado e da educação tem se legitimado os contratos de prestação de serviços entre empresas educacionais e escolas públicas para a comercialização de produtos, serviços e tecnologias educacionais. Estes produtos e serviços são definidos como pacotes educacionais destinados a pautar o trabalho pedagógico dos professores e a sua relação com os educandos, visando atingir uma determinada qualidade da educação. Entre os documentos analisados durante a realização da pesquisa e que se referem à consolidação da parceria público-privada em educação municipal está o contrato de fornecimento de materiais nº. 0111/2009, firmado em 18 de fevereiro de 2009, estabelecendo 185

8 uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Catalão, pessoa jurídica de direito público interno, através do FUNDEB, e a Editora Positivo LTDA, pessoa jurídica de direito privado, para fornecimento de material didático, autorizado pelo Processo de Inexigibilidade n. 013/2009, que é regido pela lei n , de 21 de junho de Contraditoriamente esse município normatizou, com suas políticas educativas, os meios necessários para garantir que recursos públicos do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação) fossem repassados em forma de pagamento de parcelas à contratação de empresa educacional para comercialização de bens, produtos e serviços educacionais. A forma de pagamento desse contrato está prevista em dotação orçamentária anual específica e envolve Projeto/Atividade de Manutenção do Fundo Gestor do FUNDEB, na categoria denominada Material de Consumo (CATALÃO, 2009). Essa forma de organização desvelada pelas políticas educacionais implementadas pela prefeitura desse município goiano em parceria com a Editora Positivo nos remetem a questões mais amplas e complexas que se relacionam à predominância do mercado como norteador da organização social e seus desdobramentos em relação às novas formas de administração pública. Quadro 1 - TCM - Valores aplicados pela Prefeitura Municipal de Catalão na parceria pública-privada com a editora Positivo para aquisição de sistema de ensino para a educação infantil período (a preços de janeiro de 2013, corrigidos pelo IPCA) ANO VALOR PERÍODO 2009 R$ ,77 18/02/09 A 31/12/ R$ ,36 04/01/10 A 31/12/ R$ ,14 03/01/11 A 31/12/ R$ ,61 02/01/12 A 31/12/12 Fonte: Tribunal de Contas dos Municípios. Elaboração BELO, F.F Conforme está descrito no quadro 1 acima, durante o período de vigência da PPP em educação, entre o ano de 2009 à 2012 o investimento público municipal com o sistema de ensino SABE/Positivo para a educação infantil chegou ao montante de R$ ,8 em 186

9 quatro anos. Por outro lado, esse município deixou de cumprir com aplicação obrigatória de 25% de receitas de impostos com a Manutenção e Desenvolvimento do Ensino MDE. De acordo com as informações publicadas na página eletrônica do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás TCM os dados apresentados pelo município de Catalão, não possibilitam a emissão da Certidão relativa à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino - MDE, do ano de 2010 (TCM, 2011). Esses dados indicam o aprofundamento da lógica de mercado na educação pública municipal, em que paradoxalmente os investimentos financeiros na parceria empresarial superou a casa dos dois milhões de reais e o munícipio sequer conseguiu cumprir com aplicação obrigatória dos 25% de receitas de impostos com a Manutenção e Desenvolvimento do Ensino MDE. A Editora Positivo se responsabilizou, nesse contrato, pelo fornecimento de materiais didáticos que compõem o denominado Sistema de Ensino Aprende Brasil, composto por livros didáticos; tecnologia educacional; acompanhamento e assessoramento pedagógico. Entre as ações previstas por essa parceria estão as que seguem relacionadas no quadro 2. Quadro 2 - Ações previstas pela parceria Editora Positivo SABE e a Prefeitura Municipal de Catalão, GO, 2009 a) Operacionalização do Sistema de ensino Aprende Brasil; b) Orientação sobre os encaminhamentos metodológicos contidos no Livro Didático Integrado; c) Assessoria para a adequação da grade curricular; d) Orientações sobre a legislação educacional vigente; e) Orientações para elaboração do planejamento escolar; f) Esclarecimentos sobre os aspectos da verificação do rendimento escolar, no processo avaliativo; g) Intercâmbio de experiências entre as escolas da rede pública parceiras do Sistema de Ensino Aprende Brasil; h) Orientações sobre as diversas formas de integração família-escola; i) Aprofundamento dos conteúdos abordados por ocasião da implantação do Sistema de Ensino Aprende Brasil. Fonte: CATALÃO, Contrato n.º 0111 de Elaboração BELO, F. F., A Editora Positivo é responsável por assessorar as escolas parceiras do SABE - Sistema de Ensino Aprende Brasil - em todo Brasil, quanto à utilização adequada dos livros didáticos integrados e do portal Aprende Brasil que é um site para uso das tecnologias educacionais. Esse acompanhamento é destinado promover a utilização da proposta 187

10 pedagógica e metodológica desses produtos, tecnologias e serviços contemplados pelo contrato. Conforme está indicado na tabela acima todas as ações previstas por essa parceria se referem a mecanismos adotados para encaminhamentos metodológicos do material didático dessa editora, para garantir a adequação da grade curricular nas escolas, promover orientações para elaboração do planejamento escolar, formas de avaliação e o aprofundamento dos conteúdos conforme a proposta pedagógica adotada determina. As atividades realizadas pelo município analisado para a adaptação das escolas ao projeto educacional do SABE/Positivo partiu da mesma lógica da divisão social do trabalho, da separação entre a concepção e a execução no processo de sistematização do saber a ser sistematizado na escola. Está posto que quem dirige ou tem a concepção do trabalho pedagógico a ser executado nas escolas parceiras da Editora Positivo é o capital, materializado na figura dos produtos, serviços e tecnologias educacionais, e o fato de ocorrer essa subordinação aos interesses do capital, isto é, do dinheiro, faz com que sua interferência nas relações sociais existentes seja constante, complexa e naturalizada. Nesse processo, ocorre uma separação fundamental na organização escolar entre os dirigentes e dirigidos, ou seja, entre a equipe técnica da editora Positivo, os gestores da Secretaria Municipal de Educação e das escolas municipais desse município, em relação aos professores que atuam na educação pré-escolar, etapa contemplada por essa parceria, que faram a execução da proposta educacional negociada. Um dos objetivos previstos pela Editora Positivo está voltado para garantir a modulação constante de suas propostas de ensino a uma determinada intenção ou projeto de educação. Esse processo não leva em consideração as determinações previstas pela legislação educacional envolvendo a participação dos profissionais da educação pública na definição da proposta pedagógica das escolas, pois segundo os relatos dos profissionais da educação infantil, atuantes na modalidade pré-escolar, foi reduzida a participação dos professores na decisão de adoção dessa proposta de ensino. A atuação desses profissionais tem se realizado de forma mais direta na execução das propostas apresentadas pelo material apostilado dessa Editora envolvendo os educandos. De um total de 45 profissionais questionados durante a pesquisa, 58% disseram que mudaram e ampliaram a sua prática pedagógica em decorrência da adoção dos produtos e serviços da editora Positivo. Outros 19% disseram que não mudaram a prática pedagógica 188

11 porque o material pedagógico é suficiente e adequado para desenvolver o trabalho na educação infantil e, 23 % deram respostas evasivas sem declarar abertamente uma resposta para a questão, afirmando que mudanças são importantes no trabalho pedagógico e no trabalho escolar. Entre esses profissionais pesquisados, 22,22% disseram que a assessoria pedagógica e o acesso e uso do portal eletrônico da editora Positivo são criticáveis porque não apresentam espaço para interatividade, para reclamações e sugestões dos usuários. Foi apontado que o acesso ao portal eletrônico é comprometido porque a conexão com a internet nas escolas é inadequada para o uso dos arquivos sugeridos no portal da editora. Foi ressaltado que as sugestões de atividades indicadas no portal e nas assessorias pedagógicas, em muitos casos se apresentaram fora da realidade das crianças e das escolas desse município goiano. Essa relação pode ser compreendida conforme Vázquez (2007) afirma, considerando a práxis humana, que é uma ação que exige uma atividade da consciência, desde o início do processo de planejamento prático e ao longo do seu desenvolvimento, sendo constituída por uma problemática que envolve a incerteza, a imprevisibilidade relativa ao seu resultado (id., 2007, p. 333). Entendemos que para determinar uma atividade prática, seja ela artística, produtiva ou política, como, por exemplo, a organização educacional municipal pública em Catalão, é importante identificar a separação entre dirigentes e dirigidos, e analisar se essa separação opera pela lógica de que os dirigentes são a encarnação do saber; a base não toma decisão (id., 2007, p. 333). Desse modo, a práxis intencional é a realização de uma intenção sujeita a uma transformação ao longo do processo prático; o produto da atividade do sujeito não passa da própria intenção já realizada, de modo que não há separação entre a intenção e o produto; o subjetivo e o objetivo (id., 2007, p. 333). Se há inadequação nessa relação, o que conta é a intenção que aparece plasmada, ou seja, o resultado, o produto, tal como se apresenta realmente ao final do processo, objetivamente diante de nós (id., 2007, p.334). Portanto, a relação estabelecida entre os diferentes sujeitos envolvidos nesse processo de parceria público-privada em educação pública municipal apresenta semelhanças com o princípio burguês da política em que se dá a separação entre dirigentes e dirigidos, educadores e educandos (VÁZQUEZ, 2007, p. 326). Está posto nessa relação a proposta de naturalização da superioridade teórica e prática, técnica e tecnológica do setor privado em 189

12 relação à forma de estruturação e organização interna da rede pública de ensino, e nesse processo, a relação entre as redes de ensino é desigual, não sendo necessariamente hierarquizada, mas, as concepções e fundamentos que orientam distintos projetos de educação se entrecruzam e se chocam nessas parcerias estabelecidas. Há nesses projetos em disputa uma relação de poder, prevista pela forma como o investimento de capital é empregado no caso da parceria com a Editora Positivo, e como esse investimento, na escola, interfere no lugar ou na posição que cada sujeito passa a ocupar no processo político e pedagógico de atuação, para garantir a reprodução das relações sociais capitalistas. O professor da educação infantil acaba sendo desconsiderado no próprio exercício de sua atividade pedagógica, pois para executar e operar o projeto de ensino comercializado não há a necessidade de elaboração e de teorização, bastando ao profissional um saber fazer cotidiano envolto num ato da reprodução do projeto de educação como um bem de consumo capacitado a formar novos consumidores. Considerações finais Como destacamos as políticas educacionais, a legislação e as normatizações elaboradas na passagem do século XX para o XXI tem garantido a consolidação de um espaço promissor de exploração mercantil da educação no contexto de estruturação da escola pública, de inspiração republicana. Garantem a legitimidade de novas formas de participação social que podem assumir o formato de parcerias entre interesses públicos e privados em educação e estão inseridas no complexo processo de ordenamento jurídico do Estado frente às alternativas reformistas neoliberais que se impõem também nas reformas educacionais. A opção pelas PPPE é uma decisão política de muitos municípios, a exemplo das práticas adotadas no município goiano que analisamos, regida por uma lógica que estabelece a educação como eixo do desenvolvimento econômico e de estímulo à competitividade e performance/desempenho social. Essa ação política possibilita a inserção de mecanismos de mercado na educação pública municipal. A comercialização de apostilas, tecnologias, assessorias, assistência técnica e cursos de capacitação em serviço para os profissionais da educação infantil da rede pública de ensino catalana, tem formatado a organização da educação infantil 190

13 fundamentada na lógica da divisão social do trabalho, descumprindo preceitos da legislação educacional. Esse processo está inserido na relação entre Estado, mercado e educação, que tem uma trajetória histórica conflituosa, dado o antagonismo dos projetos de interesses públicos e privados que mantêm suas diferenças estruturais, políticas e ideológicas no cenário de consolidação do espaço público e da educação pública brasileira. Sendo uma prática social e histórica, toda ação educativa está carregada de intencionalidades e sua natureza não se configura como uma realidade dada e acabada a ser conhecida de forma única e precisa, em seus múltiplos aspectos. A dinamicidade da ação educativa prevê a atuação dos sujeitos envolvidos, que corresponde à práxis intencional dos sujeitos diante do processo educacional. Assim, na questão da estruturação da educação escolar pública, não é suficiente às decisões de cúpula, adotadas em gabinetes, por decretos de gestores, contratos ou através de acordos entre parceiros e parcerias, gerando uma situação em que ao fim do processo se poderia afirmar: nós temos a fórmula, graças a esta fórmula vamos produzir a nova escola, e esta vai gerar uma nova sociedade, que por sua vez, formará a nova geração (FERNANDES, apud PATO, 2000, p. 146). Pelo contrário, no campo da correlação de forças em efervescência na sociedade capitalista, a articulação entre a consciência e a ação dos sujeitos sociais precisa ser preenchida de conteúdo político, pedagógico e ter posicionamento crítico que leve a construção e conquistas de práticas educativas baseadas na socialização do conhecimento e da riqueza, voltados para a emancipação humana. 191

14 REFERENCIAIS ARELARO, Lisete; BORGHI, Raquel; GARCIA, Teise; BORGHI, Raquel. Uma modalidade peculiar de privatização da educação pública: a aquisição de sistemas de ensino por municípios paulistas. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 30, n. 108, p , out BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394, de 24 de dezembro de MEC, Brasília.. Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. Ministério da Administração Federal e da Reforma do Estado, Brasília, Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, CATALÃO, CONTRATO N. 0111/ FORNECIMENTO DE MATERIAIS, CUNHA. Luiz Antônio. O desenvolvimento meandroso da educação brasileira entre o Estado e o Mercado. Educação e Sociedade, Campinas, SP, vol. 28, n. 100 Especial, out CURY. Carlos R. Jamil. Estado e Políticas de financiamento em educação. Educação e Sociedade, Campinas, SP, vol. 28, n. 100, p Especial out FREITAS, Luiz Carlos de. Os reformadores empresariais da educação: da desmoralização do magistério à destruição do sistema público de educação. Educação e Sociedade, Campinas, SP: v. 33, n. 119, p , abr.-jun Disponível em <http://www.cedes.unicamp.br>. Acesso em novembro de FRIGOTTO, Gaudêncio. Os circuitos da história e o balanço da educação no Brasil na primeira década do século XXI. Revista Brasileira de Educação. Campinas, SP: Autores Associados, v. 16, n. 46, jan. a abr GENTLI, Pablo Neoliberalismo e Educação: manual do usuário. IN: GENTILI, Pablo e SILVA, Tomaz Tadeu da. Escola S.A.: quem ganha e quem perde no mercado educacional do neoliberalismo. Brasília, CNTE, KRAWCZYK, Nora, CAMPOS, Maria Malta, Haddad, Sérgio. O cenário Latino-americano no limiar do século XXI reformas em debate. São Paulo, Editora Autores Associados, MARX, Karl. Contribuição à crítica da economia Política. São Paulo: Martins Fontes, MÉSZÁROS, Istvan. Para além do capital. São Paulo: Boitempo Editorial,

15 PATO, Maria Helena Souza. Mutações do cativeiro escritos de psicologia e política. São Paulo: Hacker Editores/Edusp, TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS DO ESTADO DE GOIÁS TCM - CERTIDÃO Nº de 2012 para comprovação de aplicação de impostos em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino MDE - Catalão, Goiás para o ano de Consulta em VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Filosofia da práxis. 1ª ed. Buenos Aires: CLACSO; São Paulo: Expressão Popular,

POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O PROTAGONISMO DO PLANEJAMENTO NA GESTÃO MUNICIPAL Roberta Freire Bastos PPGE/UFES/CAPES

POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O PROTAGONISMO DO PLANEJAMENTO NA GESTÃO MUNICIPAL Roberta Freire Bastos PPGE/UFES/CAPES POLÍTICAS EDUCACIONAIS E O PROTAGONISMO DO PLANEJAMENTO NA GESTÃO MUNICIPAL Roberta Freire Bastos PPGE/UFES/CAPES Resumo Este texto tem por objetivo discutir as novas formas de gestão da educação no sentido

Leia mais

Eixo 1 Políticas públicas, financiamento, avaliação e gestão da educação

Eixo 1 Políticas públicas, financiamento, avaliação e gestão da educação Eixo 1 Políticas públicas, financiamento, avaliação e gestão da educação OFERTA DE VAGAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: AS PARCERIAS/ CONVÊNIOS COM INSTUIÇÕES PRIVADAS COM FINS LUCRATIVOS Jaqueline dos Santos Oliveira

Leia mais

UNIDADE 3 O QUE REPRESENTA PARA NÓS O PPP? ÉTICA E LIBERDADE NA CONSTRUÇAO DA AUTONOMIA DA ESCOLA

UNIDADE 3 O QUE REPRESENTA PARA NÓS O PPP? ÉTICA E LIBERDADE NA CONSTRUÇAO DA AUTONOMIA DA ESCOLA UNIDADE 3 O QUE REPRESENTA PARA NÓS O PPP? ÉTICA E LIBERDADE NA CONSTRUÇAO DA AUTONOMIA DA ESCOLA Módulo 3 - Direitos Humanos e o Projeto Político Pedagógico da escola Objetivos: Nesta unidade vamos discutir

Leia mais

Tema 2 CONAE 2014 Diretrizes gerais para intervenção do PROIFES-Federação na CONAE 2014

Tema 2 CONAE 2014 Diretrizes gerais para intervenção do PROIFES-Federação na CONAE 2014 Tema 2 CONAE 2014 Diretrizes gerais para intervenção do PROIFES-Federação na CONAE 2014 Eixo I O plano Nacional de Educação e o Sistema Nacional de Educação: organização e regulação. Instituir, em cooperação

Leia mais

SEMINÁRIOS TRANSDISCIPLINARES HISTÓRIA E PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

SEMINÁRIOS TRANSDISCIPLINARES HISTÓRIA E PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO SEMINÁRIOS TRANSDISCIPLINARES HISTÓRIA E PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO AS PERSPECTIVAS POLÍTICAS PARA UM CURRÍCULO INTERDISCIPLINAR: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Professor Doutor Carlos Henrique Carvalho Faculdade

Leia mais

XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME

XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME XXV ENCONTRO NACIONAL DA UNCME Os desafios da Educação Infantil nos Planos de Educação Porto de Galinhas/PE Outubro/2015 Secretaria de Educação Básica CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL É direito dos trabalhadores

Leia mais

Palavras-chave: Política de formação; Reformas educacionais; Formação de professores;

Palavras-chave: Política de formação; Reformas educacionais; Formação de professores; A POLÍTICA NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA PARFOR: O PAPEL DOS FÓRUNS ESTADUAIS PERMANENTE DE APOIO A FORMAÇÃO DOCE Edinilza Magalhães da Costa Souza UFPA Resumo

Leia mais

3.2. Gestão financeira descentralizada: planejamento, aplicação e acompanhamento de recursos

3.2. Gestão financeira descentralizada: planejamento, aplicação e acompanhamento de recursos 3.2. Gestão financeira descentralizada: planejamento, aplicação e acompanhamento de recursos João Ferreira de Oliveira UFG Karine Nunes de Moraes UFG Luiz Fernandes Dourado UFG O objetivo deste texto é

Leia mais

A GESTÃO ENTRA EM CENA: UM ESTUDO DO PROGRAMA GESTÃO NOTA 10 DO INSTITUTO AYRTON SENNA

A GESTÃO ENTRA EM CENA: UM ESTUDO DO PROGRAMA GESTÃO NOTA 10 DO INSTITUTO AYRTON SENNA 1 Resumo A GESTÃO ENTRA EM CENA: UM ESTUDO DO PROGRAMA GESTÃO NOTA 10 DO INSTITUTO AYRTON SENNA Ana Maria Stabelini Orientadora: Profª. Drª Sandra Aparecida Riscal Mestrado Linha de Pesquisa: Educação,

Leia mais

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola 3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola João Ferreira de Oliveira - UFG Karine Nunes de Moraes - UFG Luiz

Leia mais

Dalriliane Schultz Josilda Silva Juliana Turibio Maria Nhyara Fernanda K. Halila Cecilia Hauresko

Dalriliane Schultz Josilda Silva Juliana Turibio Maria Nhyara Fernanda K. Halila Cecilia Hauresko O PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO NA ESCOLA: ANALISE DOS PPP DO COLÉGIO ESTADUAL PADRE CHAGAS E COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO DA PALMEIRINHA, PELO PIBID- GEOGRAFIA 1 Resumo: Dalriliane Schultz Josilda Silva Juliana

Leia mais

A IMPLANTAÇÃO DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA NAS ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS PAULISTAS: ANÁLISE CRÍTICO PROPOSITIVA

A IMPLANTAÇÃO DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA NAS ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS PAULISTAS: ANÁLISE CRÍTICO PROPOSITIVA Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 568 A IMPLANTAÇÃO DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA NAS ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS PAULISTAS: ANÁLISE CRÍTICO

Leia mais

OFICINAS DE REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MÉDIO INTEGRADO A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A AÇÃO DOCENTE

OFICINAS DE REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MÉDIO INTEGRADO A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A AÇÃO DOCENTE OFICINAS DE REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MÉDIO INTEGRADO A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A AÇÃO DOCENTE NASCIMENTO, Elaine Cristina Universidade Tecnológica Federal do Paraná AMORIM, Mário

Leia mais

COLÉGIO ESTADUAL PEDRO ARAÚJO NETO Ensino Fundamental e Médio PLANO DE TRABALHO PEDAGÓGICO

COLÉGIO ESTADUAL PEDRO ARAÚJO NETO Ensino Fundamental e Médio PLANO DE TRABALHO PEDAGÓGICO Secretaria de Estado da Educação Estado do Paraná Núcleo Regional de Educação de União da Vitória COLÉGIO ESTADUAL PEDRO ARAÚJO NETO Ensino Fundamental e Médio Rua Presidente Kennedy, 200 Fone: (42) 3552

Leia mais

PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ

PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ PROJETO DE LEI ESTADUAL PARANÁ Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Art. 1 - A Política Estadual

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E O BANCO MUNDIAL

POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E O BANCO MUNDIAL POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO INFANTIL E O BANCO MUNDIAL Christine Garrido Marquez 1 Ivone Garcia Barbosa 2 RESUMO A educação infantil vem gradativamente ocupando espaço na agenda internacional e a partir

Leia mais

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL E GESTÃO: INICIATIVAS NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO E ESTADO DE SÃO PAULO

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL E GESTÃO: INICIATIVAS NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO E ESTADO DE SÃO PAULO AVALIAÇÃO EDUCACIONAL E GESTÃO: INICIATIVAS NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO E ESTADO DE SÃO PAULO Sousa, S. M. Z. L.; Alavarse, O. M.; Arcas, P. H.; Machado, C. e Steinvascher, A. Faculdade de Educação - Universidade

Leia mais

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 A Constituição de 1988 criou a possibilidade de que os cidadãos possam intervir na gestão pública. Pela via do controle social, influenciam

Leia mais

PROFISSIONALIZAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DE ARTICULAÇÃO DO SENAI-PA CARNEIRO, Verônica Lima UFPA GT-09: Trabalho e Educação

PROFISSIONALIZAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DE ARTICULAÇÃO DO SENAI-PA CARNEIRO, Verônica Lima UFPA GT-09: Trabalho e Educação PROFISSIONALIZAÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DE ARTICULAÇÃO DO SENAI-PA CARNEIRO, Verônica Lima UFPA GT-09: Trabalho e Educação Introdução A investigação e análise contidas neste trabalho tomam por

Leia mais

Metas e estratégias equalizadoras ao PNE II Educação de Jovens e Adultos EJA Analise da Silva Coordenação Nacional dos Fóruns de EJA do Brasil

Metas e estratégias equalizadoras ao PNE II Educação de Jovens e Adultos EJA Analise da Silva Coordenação Nacional dos Fóruns de EJA do Brasil Metas e estratégias equalizadoras ao PNE II Educação de Jovens e Adultos EJA Analise da Silva Coordenação Nacional dos Fóruns de EJA do Brasil Analise Da Silva analiseforummineiro@gmail.com www.forumeja.org.br

Leia mais

O papel do gestor na garantia da educação de qualidade

O papel do gestor na garantia da educação de qualidade O papel do gestor na garantia da educação de qualidade Simone Beatriz Coradini Dirigente Municipal de Educação de Vila Nova do Sul/ RS Vice-presidente da Undime/ RS A Undime como organização É uma associação

Leia mais

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE Universidade Estadual De Maringá gasparin01@brturbo.com.br INTRODUÇÃO Ao pensarmos em nosso trabalho profissional, muitas vezes,

Leia mais

A EDUCAÇÃO BÁSICA EM MARINGÁ: EXISTE OBRIGATORIEDADE LEGAL?

A EDUCAÇÃO BÁSICA EM MARINGÁ: EXISTE OBRIGATORIEDADE LEGAL? Anais da Semana de Pedagogia da UEM ISSN Online: 2316-9435 XXI Semana de Pedagogia IX Encontro de Pesquisa em Educação 20 a 23 de Maio de 2014 A EDUCAÇÃO BÁSICA EM MARINGÁ: EXISTE OBRIGATORIEDADE LEGAL?

Leia mais

AS DIRETRIZES DO ACORDO DE METAS COMPROMISSO TODOS PELA EDUCAÇÃO E O TRABALHO DOCENTE

AS DIRETRIZES DO ACORDO DE METAS COMPROMISSO TODOS PELA EDUCAÇÃO E O TRABALHO DOCENTE 1 AS DIRETRIZES DO ACORDO DE METAS COMPROMISSO TODOS PELA EDUCAÇÃO E O TRABALHO DOCENTE ILMA DE ANDRADE BARLETA Universidade Federal do Pará UFPA ilmabarleta@bol.com.br RESUMO: este artigo objetiva analisar

Leia mais

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 Janete Maria Lins de Azevedo 2 Falar sobre o projeto pedagógico (PP) da escola, considerando a realidade educacional do Brasil de hoje, necessariamente

Leia mais

Rua da Educação. Municipalino:

Rua da Educação. Municipalino: Todas as crianças e adolescentes tem direito à educação e devem freqüentar a escola. As diretrizes para a área da educação são dadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) Lei 9394 de

Leia mais

V Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares

V Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares V Encontro Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares: uma política de apoio à gestão educacional Clélia Mara Santos Coordenadora-Geral

Leia mais

POR UM PLANO ALÉM DAS INTENÇÕES COM AÇÕES QUE MUDEM RADICALMENTE A REALIDADE

POR UM PLANO ALÉM DAS INTENÇÕES COM AÇÕES QUE MUDEM RADICALMENTE A REALIDADE POR UM PLANO ALÉM DAS INTENÇÕES COM AÇÕES QUE MUDEM RADICALMENTE A REALIDADE O PNE para 2001-2011 consolidou-se como uma carta de intenções. - Universalização do ensino fundamental - Ampliação significativa

Leia mais

A CONSOLIDAÇÃO DA PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA NA EDUCAÇÃO: O CASO DO PRONATEC NA CIDADE DO RECIFE /PE

A CONSOLIDAÇÃO DA PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA NA EDUCAÇÃO: O CASO DO PRONATEC NA CIDADE DO RECIFE /PE A CONSOLIDAÇÃO DA PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA NA EDUCAÇÃO: O CASO DO PRONATEC NA CIDADE DO RECIFE /PE 1. INTRODUÇÃO Thayane Maria Deodato Cavalcante UFPE (thayanedc@hotmail.com) Lígia Batista de Oliveira

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES DO GT CAPOEIRA E EDUCAÇÃO

CONTRIBUIÇÕES DO GT CAPOEIRA E EDUCAÇÃO CONTRIBUIÇÕES DO GT CAPOEIRA E EDUCAÇÃO Este documento apresenta os resultados dos debates desenvolvidos pelo Grupo de Trabalho Capoeira e Educação, do 1º Encontro Regional do Programa Nacional de Salvaguarda

Leia mais

A ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DE CURITIBA

A ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DE CURITIBA A ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DE CURITIBA ZAIONS, Eliane de Souza Cubas CME/SME ezaions@sme.curitiba.pr.gov.br Eixo Temático: Políticas Públicas e Gestão da Educação Agência Financiadora:

Leia mais

HELENA NAVARRO GIMENEZ

HELENA NAVARRO GIMENEZ HELENA NAVARRO GIMENEZ O ASSISTENTE SOCIAL NA GESTÃO ESTADUAL DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E A APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL NESSE ESPAÇO DE ATUAÇÃO O presente artigo tem por objetivo

Leia mais

Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental

Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental Diretrizes Pedagógicas e Programa Municipal de Educação Ambiental GOVERNO DO ESTADO DE SÃO APULO SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DIRETRIZES PEDAGÓGICAS O que se espera

Leia mais

O papel da Undime na construção de políticas educacionais para a Educação Básica

O papel da Undime na construção de políticas educacionais para a Educação Básica O papel da Undime na construção de políticas educacionais para a Educação Básica Cleuza Rodrigues Repulho Dirigente Municipal de Educação de São Bernardo do Campo/ SP Presidenta da Undime A Undime como

Leia mais

O DESAFIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E INDICADORES DE QUALIDADE

O DESAFIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E INDICADORES DE QUALIDADE O DESAFIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E INDICADORES DE QUALIDADE Alessandra Garcia Campos de Aguiar 1 alessandracampeche@gmail.com Melissa Weber de Oliveira

Leia mais

O ACESSO À EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL: Desafios e perspectivas

O ACESSO À EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL: Desafios e perspectivas 54ª Reunião Anual da SBPC Goiânia/GO Julho/2002 O ACESSO À EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL: Desafios e perspectivas João Ferreira de Oliveira (UFG) A universalização do acesso à educação superior constitui-se

Leia mais

Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez, 1992.

Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez, 1992. METODOLOGIA DO ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA. Aline Fabiane Barbieri Metodologia de Ensino; Cultura Corporal; Ciclos de Escolarização. SOARES, C. L.; TAFFAREL, C. N. Z.; VARJAL, E; et al. São Paulo, Cortez,

Leia mais

A IMPLANTAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES - PARFOR EM UMA UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA

A IMPLANTAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES - PARFOR EM UMA UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA 1 A IMPLANTAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES - PARFOR EM UMA UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA Ms. Rafael Ângelo Bunhi Pinto UNISO - Universidade de Sorocaba/São Paulo Programa de Pós-Graduação

Leia mais

A NECESSIDADE DA FORMAÇÃO ESPECÍFICA DOS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Resumo

A NECESSIDADE DA FORMAÇÃO ESPECÍFICA DOS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Resumo REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DA EDUVALE Publicação científica da Faculdade de Ciências Sociais aplicadas do Vale de São Lourenço- Jaciara/MT Ano III, Número 05, outubro de

Leia mais

UNIÃO NACIONAL DOS CONSELHOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO - UNCME/ES CARTA DE DOMINGOS MARTINS

UNIÃO NACIONAL DOS CONSELHOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO - UNCME/ES CARTA DE DOMINGOS MARTINS CARTA DE DOMINGOS MARTINS A União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação do Espírito Santo (UNCME/ES) em seu V Encontro Estadual realizado nos dias 23 e 24 de setembro de 2010, na cidade de Domingos

Leia mais

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I

TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I 1 TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO I Administração é a maneira de governar organizações ou parte delas. É o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar o uso de recursos

Leia mais

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA SPINELLI, Mônica dos Santos IE/PPGE/UFMT RESUMO O texto apresenta resultados parciais da pesquisa teórica sobre categorias conceituais em

Leia mais

LEI Diretrizes Regime de colaboração articulação interfederativa Participação Fórum das Entidades Garantia do acesso Indicadores de acompanhamento

LEI Diretrizes Regime de colaboração articulação interfederativa Participação Fórum das Entidades Garantia do acesso Indicadores de acompanhamento PNE PME LEI Diretrizes Regime de colaboração articulação interfederativa Participação Fórum das Entidades Garantia do acesso Indicadores de acompanhamento locais e nacionais (prova Brasil e IDEB) 10% do

Leia mais

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO Texto:Ângela Maria Ribeiro Holanda ribeiroholanda@gmail.com ribeiroholanda@hotmail.com A educação é projeto, e, mais do que isto,

Leia mais

Aracaju: em foco o modelo Saúde Todo Dia. A Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva em debate

Aracaju: em foco o modelo Saúde Todo Dia. A Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva em debate Aracaju: em foco o modelo Saúde Todo Dia. A Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva em debate ALEXANDRE DE SOUZA RAMOS 1 Saúde como direito de cidadania e um sistema de saúde (o SUS) de cunho marcadamente

Leia mais

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS Perguntas mais frequente e respostas do Departamento de Políticas Educacionais. 1. Qual é a nomenclatura adequada para o primeiro ano do ensino fundamental

Leia mais

A construção participativa da Base Nacional Comum Curricular

A construção participativa da Base Nacional Comum Curricular Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica A construção participativa da Base Nacional Comum Curricular Direitos e Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento Diretrizes Curriculares Nacionais

Leia mais

GESTOR EDUCACIONAL, GESTOR ESCOLAR

GESTOR EDUCACIONAL, GESTOR ESCOLAR GESTOR EDUCACIONAL, GESTOR ESCOLAR A ênfase posta na atualidade no termo gestão educacional tem origem nas mudanças ocorridas nas relações da administração pública (aparato de Estado) com a sociedade.

Leia mais

II - obrigatoriedade de participação quando realizados no período letivo; III - participação facultativa quando realizados fora do período letivo.

II - obrigatoriedade de participação quando realizados no período letivo; III - participação facultativa quando realizados fora do período letivo. Capítulo II DA EDUCAÇÃO Art. 182. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada pelo Município, com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento

Leia mais

SEMINÁRIO: PLANO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE PERNAMBUCO: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA

SEMINÁRIO: PLANO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE PERNAMBUCO: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA SEMINÁRIO: PLANO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE PERNAMBUCO: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA Período: 23 e 24 de fevereiro de 2015 Local: Centro de Educação e Centro de Artes e Comunicação CAC Fórum Estadual de Educação

Leia mais

O GRUPO ABRIL E A EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO

O GRUPO ABRIL E A EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO O GRUPO ABRIL E A EDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO Luciana Sardenha Galzerano FE/Unicamp Agência Financiadora: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo Fapesp Resumo Este trabalho objetiva

Leia mais

A ESCOLA E O BAIRRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO COMUNITÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ

A ESCOLA E O BAIRRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO COMUNITÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ 1 A ESCOLA E O BAIRRO ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO: UM ESTUDO DA CONCEPÇÃO DO PROGRAMA DE GESTÃO COMUNITÁRIA DA ASSOCIAÇÃO CIDADE ESCOLA APRENDIZ Mayara de Freitas Orientadora Profa. Dra. Sandra Aparecida

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS DE CONEXÃO: DESAFIOS DO SÉCULO XXI

POLÍTICAS PÚBLICAS DE CONEXÃO: DESAFIOS DO SÉCULO XXI POLÍTICAS PÚBLICAS DE CONEXÃO: DESAFIOS DO SÉCULO XXI Claudionei Lucimar Gengnagel UPF Fernanda Nicolodi UPF Resumo: A pesquisa que se apresenta irá discutir a importância e a necessidade de políticas

Leia mais

O processo de planejamento participativo da unidade escolar

O processo de planejamento participativo da unidade escolar O processo de planejamento participativo da unidade escolar Pedro GANZELI 1 Resumo: Nos últimos anos, com o avanço das políticas educacionais que postulam a descentralização, a gestão da unidade escolar

Leia mais

REALIDADE DAS ESCOLAS MULTISSERIADAS FRENTE

REALIDADE DAS ESCOLAS MULTISSERIADAS FRENTE A REALIDADE DAS ESCOLAS MULTISSERIADAS FRENTE ÀS CONQUISTAS NA LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL HAGE, Salomão Mufarrej UFPA GT: Educação Fundamental/ n.13 Agência Financiadora: CNPq Introdução Este texto apresenta

Leia mais

Formação docente e movimentos sociais: diálogos e tensões cotidianas

Formação docente e movimentos sociais: diálogos e tensões cotidianas A PRÁTICA PEDAGÓGICA E MOVIMENTOS SOCIAIS: DIÁLOGOS FORMATIVOS PARA O TRABALHO DOCENTE NA PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA Eliziane Santana dos Santos 1 Ludmila Oliveira Holanda Cavalcante 2 ¹ Bolsista FAPESB,

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ELEMENTOS PARA O NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ELEMENTOS PARA O NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ELEMENTOS PARA O NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO BÁSICA: EDUCAÇÃO BÁSICA: 1. Definir os padrões mínimos de qualidade estabelecidos pela LDB, considerando as especificidades

Leia mais

Balanço DA Política Educacional Brasileira (1999-2009) ações e programas

Balanço DA Política Educacional Brasileira (1999-2009) ações e programas Balanço DA Política Educacional Brasileira (1999-2009) ações e programas ESTA OBRA FOI IMPRESSA EM PAPEL RECICLATO 75% PRÉ-CONSUMO, 25 % PÓS- CONSUMO, A PARTIR DE IMPRESSÕES E TIRAGENS SUSTENTÁVEIS. CUMPRIMOS

Leia mais

O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP

O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP O Papel do Pedagogo na Escola Pública CADEP O Papel do Pedagogo na Escola Pública 1 A construção histórica do Curso de Pedagogia 2 Contexto atual do Curso de Pedagogia 3 O trabalho do Pedagogo prática

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 30 h/a Prática: 30 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013

Lei 17505-11 de Janeiro de 2013. Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Lei 17505-11 de Janeiro de 2013 Publicado no Diário Oficial nº. 8875 de 11 de Janeiro de 2013 Súmula: Institui a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema de Educação Ambiental e adota outras

Leia mais

PL 8035/2010 UMA POLÍTICA DE ESTADO. Plano Nacional de Educação 2011/2020. Maria de Fátima Bezerra. Deputada Federal PT/RN

PL 8035/2010 UMA POLÍTICA DE ESTADO. Plano Nacional de Educação 2011/2020. Maria de Fátima Bezerra. Deputada Federal PT/RN PL 8035/2010 Plano Nacional de Educação 2011/2020 UMA POLÍTICA DE ESTADO Maria de Fátima Bezerra Deputada Federal PT/RN Presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal O PNE foi construído

Leia mais

CONTROLE SOCIAL: ESTUDOS E VIVÊNCIAS NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA - PR. PALAVRAS-CHAVE Democracia. Controle Social. Observatório Social.

CONTROLE SOCIAL: ESTUDOS E VIVÊNCIAS NO MUNICÍPIO DE GUARAPUAVA - PR. PALAVRAS-CHAVE Democracia. Controle Social. Observatório Social. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA CONTROLE

Leia mais

Educação no trânsito e transformação social: limites e possibilidades.

Educação no trânsito e transformação social: limites e possibilidades. Educação no trânsito e transformação social: limites e possibilidades. III Seminário DENATRAN de Educação e Segurança no Trânsito Brasília 24/11 Vale a pena ser ensinado tudo o que une e tudo o que liberta.

Leia mais

ANÁLISE DO DOCUMENTO DA SASE-MEC SOBRE SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO

ANÁLISE DO DOCUMENTO DA SASE-MEC SOBRE SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ANÁLISE DO DOCUMENTO DA SASE-MEC SOBRE SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO Em junho de 2015, a Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino do Ministério da Educação SASE/MEC disponibilizou documento de

Leia mais

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS Secretaria Nacional de Assistência Social 1 2 3 Quando a Comissão Organizadora da VI Conferência Nacional

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

Secretaria Municipal da Educação e Cultura - SMEC SALVADOR MAIO/2003

Secretaria Municipal da Educação e Cultura - SMEC SALVADOR MAIO/2003 Secretaria Municipal da Educação e Cultura - SMEC ATRIBUIÇÕES DOS GESTORES ESCOLARES DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL DE ENSINO VERSÃO PRELIMINAR SALVADOR MAIO/2003 Dr. ANTÔNIO JOSÉ IMBASSAHY DA SILVA Prefeito

Leia mais

Constituição Federal

Constituição Federal Constituição Federal CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL - 1988 COM A INCORPORAÇÃO DA EMENDA 14 Capítulo III Da Educação, da Cultura e do Desporto Seção I Da Educação

Leia mais

3 O Serviço Social no setor de ONGs

3 O Serviço Social no setor de ONGs 3 O Serviço Social no setor de ONGs Uma análise sobre a atuação do assistente social em organizações não governamentais (ONGs) deve partir da reflexão sobre a configuração da sociedade civil brasileira,

Leia mais

GESTÃO AMBIENTAL E CIDADANIA

GESTÃO AMBIENTAL E CIDADANIA GESTÃO AMBIENTAL E CIDADANIA João Sotero do Vale Júnior ¹ a) apresentação do tema/problema: A questão ambiental está cada vez mais presente no cotidiano da população das nossas cidades, principalmente

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE PONTA GROSSA PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO - 2015 Á 2025

PREFEITURA MUNICIPAL DE PONTA GROSSA PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO - 2015 Á 2025 PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO - 2015 Á 2025 Profº Esmeria de Lourdes Saveli Secretária Municipal de Educação 1. CONCEITO O Plano Municipal de Educação é um orientador da ação do município na política educacional.

Leia mais

POLÍTICA DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO

POLÍTICA DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO 1 POLÍTICA DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO: ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO Gislaine dos Santos Silva 1 Edvânia Ângela de Souza Lourenço 2 Resumo A partir da Constituição da República Federativa do Brasil,

Leia mais

Projeto Pedagógico: trajetórias coletivas que dão sentido e identidade à escola.

Projeto Pedagógico: trajetórias coletivas que dão sentido e identidade à escola. Prof. Dr. Juares da Silva Thiesen Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC Centro de Educação - CED Projeto Pedagógico: trajetórias coletivas que dão sentido e identidade à escola. Ementa: Legitimidade

Leia mais

PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL PDI 2014-2018 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011 2020 METAS E ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO

PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL PDI 2014-2018 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011 2020 METAS E ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL PDI 2014-2018 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011 2020 METAS E ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO Marcos Neves Comissão Central PDI do IFSC PNE EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL O art.

Leia mais

A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO ESCOLAR

A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO ESCOLAR A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO ESCOLAR GLEICE PEREIRA (UFES). Resumo Com o objetivo de apresentar considerações sobre a formação do bibliotecário escolar, esta pesquisa analisa o perfil dos alunos do Curso

Leia mais

LEI Nº 1528/2004. A CÂMARA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA, Estado do Paraná, aprovou, e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº 1528/2004. A CÂMARA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA, Estado do Paraná, aprovou, e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 1528/2004 "INSTITUI O SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". A CÂMARA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA, Estado do Paraná, aprovou, e eu, Prefeito Municipal, sanciono

Leia mais

O FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO: ALGUNS PROBLEMAS E DESAFIOS

O FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO: ALGUNS PROBLEMAS E DESAFIOS O FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO: ALGUNS PROBLEMAS E DESAFIOS Nicholas Davies, prof. da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói, RJ Junho de 2011 e-mail: nicholas@pq.cnpq.br

Leia mais

EXPERIÊNCIAS COLETIVAS POPULARES: PRÁTICAS SOCIAIS NASCIDAS NAS PERIFERIAS

EXPERIÊNCIAS COLETIVAS POPULARES: PRÁTICAS SOCIAIS NASCIDAS NAS PERIFERIAS Círculo de Cultura: Eixo 1 - A educação que emancipa frente às injustiças, desigualdades e vulnerabilidades. EXPERIÊNCIAS COLETIVAS POPULARES: PRÁTICAS SOCIAIS NASCIDAS NAS PERIFERIAS Cezar Luiz De Mari

Leia mais

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Agnaldo dos Santos Pesquisador do Observatório dos Direitos do Cidadão/Equipe de Participação Cidadã Apresentação O Observatório dos Direitos

Leia mais

Opinião N20 A PARCERIA ENTRE UNIVERSIDADE E MOVIMENTOS SOCIAIS NA AMPLIAÇÃO DO ACESSO E PERMANÊNCIA AO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO

Opinião N20 A PARCERIA ENTRE UNIVERSIDADE E MOVIMENTOS SOCIAIS NA AMPLIAÇÃO DO ACESSO E PERMANÊNCIA AO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO Opinião N20 A PARCERIA ENTRE UNIVERSIDADE E MOVIMENTOS SOCIAIS NA AMPLIAÇÃO DO ACESSO E PERMANÊNCIA AO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO VINICIUS SANTOS FERNANDES 1 Atualmente, a universidade brasileira tem sido

Leia mais

Escola de Formação Política Miguel Arraes

Escola de Formação Política Miguel Arraes Escola de Formação Política Miguel Arraes Curso de Atualização e Capacitação Sobre Formulação e Gestão de Políticas Públicas Módulo III Gestão das Políticas Públicas Aula 5 Parcerias na gestão e execução

Leia mais

XVI ENDIPE - Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino - UNICAMP - Campinas - 2012

XVI ENDIPE - Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino - UNICAMP - Campinas - 2012 ARRANJOS INSTITUCIONAIS ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO PARA A OFERTA DA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM ESTUDO EM MUNICÍPIOS PAULISTAS. Raquel Fontes Borghi Regiane Helena Bertagna Resumo: Este trabalho resulta de

Leia mais

CURSOS TECNOLÓGICOS EMERGÊNCIA DE UMA NOVA REGULAÇÃO

CURSOS TECNOLÓGICOS EMERGÊNCIA DE UMA NOVA REGULAÇÃO CURSOS TECNOLÓGICOS EMERGÊNCIA DE UMA NOVA REGULAÇÃO ACIOLI, Maria de Fátima da Costa Lippo - UFBA GT: Trabalho e Educação/n. 09 Agência Financiadora: não contou com financiamento 1 - Tempos e Movimentos

Leia mais

Especialização em Gestão Estratégica de Projetos Sociais

Especialização em Gestão Estratégica de Projetos Sociais Especialização em Gestão Estratégica de Apresentação CAMPUS COMÉRCIO Inscrições Abertas Turma 02 --> Início Confirmado: 07/06/2013 últimas vagas até o dia: 05/07/2013 O curso de Especialização em Gestão

Leia mais

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA Quando focalizamos o termo a distância, a característica da não presencialidade dos sujeitos, num mesmo espaço físico e ao mesmo tempo, coloca se como um

Leia mais

DEMOCRÁTICA NO ENSINO PÚBLICO

DEMOCRÁTICA NO ENSINO PÚBLICO O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO ROSINALDO PANTOJA DE FREITAS rpfpantoja@hotmail.com DEMOCRÁTICA NO ENSINO PÚBLICO RESUMO: Este artigo aborda o Projeto político pedagógico e também

Leia mais

uma realidade de espoliação econômica e/ou ideológica. No mesmo patamar, em outros momentos, a negação da educação disseminada a todas as classes

uma realidade de espoliação econômica e/ou ideológica. No mesmo patamar, em outros momentos, a negação da educação disseminada a todas as classes 1 Introdução A ascensão do sistema capitalista forjou uma sociedade formatada e dividida pelo critério econômico. No centro das decisões econômicas, a classe proprietária de bens e posses, capaz de satisfazer

Leia mais

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ATRIBUIÇÕES E PRAZOS INTERMEDIÁRIOS DA LEI Nº 13.005/2014

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ATRIBUIÇÕES E PRAZOS INTERMEDIÁRIOS DA LEI Nº 13.005/2014 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ATRIBUIÇÕES E PRAZOS INTERMEDIÁRIOS DA LEI Nº 13.005/2014 ANA VALESKA AMARAL GOMES E PAULO SENA Consultores Legislativos da Área XV Educação, Cultura e Desporto SETEMBRO/2014

Leia mais

A GESTÃO DEMOCRÁTICA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA

A GESTÃO DEMOCRÁTICA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA A GESTÃO DEMOCRÁTICA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NA ESCOLA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA Adriano Ribeiro¹ adrianopercicotti@pop.com.br Resumo: A gestão democrática do Projeto Político-Pedagógico na escola

Leia mais

O PEDAGOGO ENQUANTO GESTOR ESCOLAR: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO SOBRE AS ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS

O PEDAGOGO ENQUANTO GESTOR ESCOLAR: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO SOBRE AS ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS O PEDAGOGO ENQUANTO GESTOR ESCOLAR: UM ESTUDO BIBLIOGRÁFICO SOBRE AS ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS Kely-Anee de Oliveira Nascimento Graduanda em Pedagogia - UFPI Patrícia Sara Lopes Melo Mestre em Educação

Leia mais

A PROBLEMÁTICA DA EVASÃO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ UTFPR - CÂMPUS FRANCISCO BELTRÃO

A PROBLEMÁTICA DA EVASÃO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ UTFPR - CÂMPUS FRANCISCO BELTRÃO A PROBLEMÁTICA DA EVASÃO NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ UTFPR - CÂMPUS FRANCISCO BELTRÃO Adriana Regina Ramos Kleber Rodrigo Durat 1 Lizandra Felippi Czerniaski Paula

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE COMPREENDER A COMPLEXIDADE DO ENSINO/APRENDIZADO BRASILEIRO.

SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE COMPREENDER A COMPLEXIDADE DO ENSINO/APRENDIZADO BRASILEIRO. SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE COMPREENDER A COMPLEXIDADE DO ENSINO/APRENDIZADO BRASILEIRO. Resumo Paula Lopes Gomes - Universidade Estadual da Paraíba. E-mail: paulagomes20@msn.com

Leia mais

Gestão Escolar. Profª. Maria Aparecida Carvalho Alencar

Gestão Escolar. Profª. Maria Aparecida Carvalho Alencar Gestão Escolar Profª. Maria Aparecida Carvalho Alencar ACORDO DIDÁTICO Pontualidade; Assiduidade; Agilidade para se deslocar para as atividades de grupo; Cumprimento das tarefas/participação; Autonomia

Leia mais

O PROEJA NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS ATUAIS: A BUSCA PELO DIREITO DOS JOVENS E ADULTOS À EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO

O PROEJA NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS ATUAIS: A BUSCA PELO DIREITO DOS JOVENS E ADULTOS À EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO O PROEJA NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS ATUAIS: A BUSCA PELO DIREITO DOS JOVENS E ADULTOS À EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO Geralda Aparecida de Carvalho Pena 1 RESUMO Este trabalho visa

Leia mais

O DOCENTE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: NO CONTEXTO REAL DO TRABALHO

O DOCENTE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: NO CONTEXTO REAL DO TRABALHO O DOCENTE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: NO CONTEXTO REAL DO TRABALHO Marcia Akemi Yamada 1 Soraia Kfouri Salerno 2 Resumo Uma das premissas do trabalho docente na Instituição do Ensino Superior (IES) é a produção

Leia mais

ESTA PARA NASCER UM MODELO INOVADOR DE INCLUSIVA EM CURITIBA. Solicitação de doação por incentivo fiscal COMTIBA Prefeitura Municipal de Curitiba

ESTA PARA NASCER UM MODELO INOVADOR DE INCLUSIVA EM CURITIBA. Solicitação de doação por incentivo fiscal COMTIBA Prefeitura Municipal de Curitiba ESTA PARA NASCER UM MODELO INOVADOR DE EDUCACAO INFANTIL INCLUSIVA EM CURITIBA VEJA COMO SUA EMPRESA PODE TRANSFORMAR ESTA IDEIA EM REALIDADE { Solicitação de doação por incentivo fiscal COMTIBA Prefeitura

Leia mais

Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia.

Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia. Projetos de intervenção urbanística no Centro Velho de São Paulo: estudo sobre seus impactos nos movimentos sociais por moradia. Leianne Theresa Guedes Miranda lannethe@gmail.com Orientadora: Arlete Moysés

Leia mais

FORMAÇÃO CONTINUADA DE EDUCADORES NA REGIÃO OESTE DO PARANÁ: AS CONTRIBUIÇÕES NA ÁREA DE MATEMÁTICA

FORMAÇÃO CONTINUADA DE EDUCADORES NA REGIÃO OESTE DO PARANÁ: AS CONTRIBUIÇÕES NA ÁREA DE MATEMÁTICA FORMAÇÃO CONTINUADA DE EDUCADORES NA REGIÃO OESTE DO PARANÁ: AS CONTRIBUIÇÕES NA ÁREA DE MATEMÁTICA Emma Gnoatto AMOP emmagnoatto2009@hotmail.com Heliane Mariza Grzybowski Ripplinger SEED liaripp@hotmail.com

Leia mais