SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO ESPECIALIZAÇÃO EM CONTABILIDADE, PERÍCIA E AUDITORIA.

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1 ¹ SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO ESPECIALIZAÇÃO EM CONTABILIDADE, PERÍCIA E AUDITORIA. ¹¹¹ ISMAEL SANCHES PEDRO A APLICABILIDADE DAS NOVAS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE (IFRS) NAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS, SEUS BENEFÍCIOS E OS CONFLITOS COM O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL Barretos 2012

2 ISMAEL SANCHES PEDRO A APLICABILIDADE DAS NOVAS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE (IFRS) NAS PEQUENAS E MÉDIAS EMRESAS, SEUS BENEFÍCIOS E OS CONFLITOS COM O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Norte do Paraná UNOPAR, como requisito para obtenção do título de Especialista em Contabilidade Perícia e Auditoria. Orientador Prof. Esmael Machado.

3 DEDICATÓRIA... A Deus que tem me proporcionado forças para continuar mesmo em meio as lutas diária da vida, nos momentos mais difíceis que passamos podemos ver a mão de Deus nos impulsionando em busto de um ideal de conhecimento e formação, a ele pois toda Glória, honra e poder para sempre amem! AGRADECIMENTOS O saber é um dos bens mais preciosos do ser humano, entendo que é o ativo de

4 maior valor na construção de uma mente sadia, prospera e que tenha a capacidade de compreender o todo a sua volta, contribuindo para o crescimento e construção de uma personalidade que possa contribuir com a construção do caráter e de uma nação grande, próspera e sobretudo justa, tudo vem do saber e o saber através de seus mestres... Meus agradecimentos a todos Professores mencionados abaixo. que contribuíram com mais um degrau no alicerce da minha vida, acrescentando ao meu saber um pouco mais de conteúdo científico para que eu possa exercer minha função na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Em especial me dirijo ao meu orientador, Professor Esmael Machado pela presteza e paciência ao dirigir a elaboração desse trabalho. Professores: Fábio Rogério Proença José Manoel da Costa Joenice Leandro Diniz dos Santos Jorge Eduardo Scarpin Luciano Gomes dos Reis Marcelo Resquetti Tarifa Régis Garcia Temis Chenso da Silva Rabelo Pedroso Thiago Nunes Bazoli Vilma Aparecida Gimenes da Cruz Vitor Borges da Silva Junior Esmael Machado

5 Epígrafe... A melhor forma de conhecer o futuro, e criá-lo Peter Drucker

6 Pedro, Ismael Sanches, APLICABILIDADE DAS NOVAS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE (IFRS) NAS PEQUENAS E MEDIAS EMPRESAS E SEUS CONFLITOS COM O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL, 2012, 60 páginas, Trabalho de Conclusão do Curso de Pós Graduação em Contabilidade, Auditoria e Perícia, Universidade Norte do Paraná Unopar. RESUMO O novo cenário da gestão empresarial e tributária no Brasil passa por uma das maiores transformações da sua história, uma verdadeira quebra de paradigmas no que diz respeito as práticas contábeis, bem como as alterações no relacionamento entre o contribuinte e o fisco brasileiro. As novas normas brasileiras de contabilidade, as IFRS Internacional Financial Report Standard, traz um novo patamar de exigências tanto às empresas quanto aos profissionais da contabilidade, uma verdadeira revolução, é verdade também que muitos ajustes necessitam ser feitos a fim de que todas as empresas possam praticar as novas normas e contribuir para o sucesso das mudanças propostas, as pequenas e médias empresas não podem ser comparadas as grandes corporações no que diz respeito a produção de informações e prestação de contas, de acordo com as próprias normas os benefícios deve exceder aos custos de produzir as informações, nesse sentido discutiremos nesse trabalho a aplicabilidade das Novas Normas Brasileiras de Contabilidade nas pequenas e Médias Empresas no Brasil. PAVRAS CHAVES: IFRS, IASB, NORMAS CONTÁBEIS, TRANSPARÊNCIA, QUALIDADE, INFORMAÇÃO.

7 Pedro, Ismael Sanches, APLICABILIDADE DAS NOVAS NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE (IFRS) NAS PEQUENAS E MEDIAS EMPRESAS E SEUS CONFLITOS COM O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL, 2012, 60 páginas, Trabalho de Conclusão do Curso de Pós Graduação em Contabilidade, Auditoria e Perícia, Universidade Norte do Paraná Unopar. ABSTRACT The new landscape of business management and tax in Brazil is one of the biggest transformations in its history, a true shift in paradigm regarding accounting practices, as well as changes in the relationship between the taxpayer and the Brazilian tax authorities. The new Brazilian accounting standards, IFRS - International Financial Report Standard, brings a new level of requirements to both companies with respect to the accounting profession, a true revolution, it is also true that many adjustments need to be made so that all companies can practice the new standards and contribute to the success of the proposed changes, small and medium enterprises cannot be compared to large corporations as regards the production of information and accountability, according to the standards exceed the benefits to costs of producing the information in this sense this paper we discuss the applicability of the New Brazilian Accounting Standards in Small and Medium Enterprises in Brazil. KEY WORDS. IFRS, IASB, ACCOUNTING STANDARDS, TRANSPARENCY, QUALITY, INFORMATION

8 IFRS IASC IASB CFC CVM IBRACON BOVESPA BRGAAP GAAP RTT LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

9 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO PROBLEMA JUSTIFICATIVA OBJETIVO FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA OU REVISÃO BIBLIOGRÁGFICA METODOLOGIA DEFINIÇÃO DE PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS A QUESTÃO TRIBUT. NA PEQUENA E MÉDIA EMPRESA NO BRASIL O Papel da Contabilidade Na Vida das Pequenas e Médias Empresas O Custo e o Benefício da Informação Contábil CONCEITOS E PRINCÍPIOS GERAIS CARACTERISITICAS QUALITATIVAS FUNDAMENTAIS Relevância Materialidade Representação Fidedigna CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DE MELHORIA Comparabilidade Verificabilidade Tempestividade Compreensibilidade APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Estrutura da Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC Método Direto Método Indireto NOTAS EXPLICATIVAS CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS GRUPO DO ATIVO IMOBILIZADO Propriedade para Investimento Ativo Imobilizado Intangível APLICANDO AS NOVAS NORMAS ÀS PEQUENAS E MEDIAS EMPRESAS CONCLUSÃO...32 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...34 ANEXOS...36 Anexo I - Balanço Patrimonial - BP...36 Anexo II Demonstrações do Resultado do Exercício DRE...37 Anexo III Demonstrações dos Fluxos de Caixa DFC método direto...38 Anexo IV Demonstrações dos Fluxos de Caixa DFC método indireto...39 Anexo V Demonstrações das Mutações do PL DMPL...40 Anexo VI Demonstrações dos Lucros e Prejuízos Acumulados DLPA...40

10 1 INTRODUÇÃO Evidentemente a Contabilidade é de fundamental importância para qualquer organização empresarial ou até mesmo para uma pessoa física. O objeto principal da contabilidade é o Patrimônio, tendo como premissa principal e básica o seu controle, proporcionando informações para que se possam tomar decisões adequadas a fim de manter e aumentar o referido patrimônio. A questão tributária obviamente não pode ser ignorada nesse processo, mas ela não tem relação direta com a contabilidade, e isso é fácil de explicar, a contabilidade é uma ciência com um foco e objeto específico, o tributo vem de uma Lei, que nos diz: quais os fatos geradores do tributo e como devemos apurá-lo, quando devemos recolhê-lo, enfim não se exige nenhum esforço científico para determinar a questão tributária, portanto entendemos não haver relação entra a Ciência da Contabilidade e a questão tributária. As novas normas brasileiras de contabilidade não tratam de questões tributárias de forma direta, apenas orienta na aplicação da própria legislação tributária de cada país, sem interferir em apuração de tributos. A legislação brasileira é conflitante em relação à necessidade de contabilidade para determinados portes de empresas, e isso se dá somente quando está envolvida a questão tributária, quando se trata apenas da legislação contábil o conflito desaparece e a contabilidade se torna essencial na vida das empresas. A partir de Janeiro de 2008, o Brasil passou a adotar o padrão internacional de contabilidade, as chamadas IFRS International Financial Reporting Standard. O processo de convergência das antigas normas para as atuais ainda está em andamento, melhor dizendo, o processo já deveria ter sido concluído, mas esbarra numa série de questões que se chocam com nossas práticas contábeis dos últimos anos, o processo caminha com lentidão, discussões, divergências em várias áreas de sua aplicabilidade, principalmente no que diz respeito á questão tributária que o envolve, existe hoje um vácuo que precisa ser discutido e preenchido dentro desse processo de convergência e esse vácuo é exatamente a relação da contabilidade com as questões tributárias que envolvem o processo. A contabilidade brasileira vive alguns paradoxos que precisam ser eliminadas pela nossa legislação, nos últimos 30 anos, ela se ocupou quase que

11 exclusivamente com a área tributária, mas o que tem a ver a ciência da contabilidade com a área tributária? Esse trabalho de pesquisa pretende responder essa pergunta. Outro paradoxo introduzido pela lei /2007, é quanto aos critérios de aplicabilidade das novas normas, a referida, introduziu a empresa de grande porte com base em valores de faturamento, considerando-as acima de 300 (trezentos milhões), consequentemente o restante das empresas são consideradas de pequeno e médio porte, dentro desse universo de empresas que faturam de 0 (zero) a ,99 (duzentos e noventa e nove milhões, novecentos e noventa e nove mil e novecentos e noventa e nove cruzeiros e noventa e nove centavos) temos várias considerações a fazer e analisar com relação a aplicabilidade das novas normas brasileiras de contabilidade. Para esse universo de empresas o CPC Comitê de Pronunciamentos Contábeis, órgão criado para tradução e adaptação das normas criou o Pronunciamento Técnico PME, enquanto que para as empresas de grande porte foram emitidos o que chamamos de pronunciamentos completos, o Pronunciamento Técnico PME é uma síntese dos pronunciamentos completos tornando a sua aplicação menos complexa. Esse trabalho de pesquisa pretende discutir, esse universo de empresas, as consideradas de pequeno e médio porte, se há aplicabilidade das novas normas para esse universo de empresa, como esse universo está composto, comparar e confrontar a legislação tributária pertinente, os impactos e efeitos que causarão as novas normas nessas empresas, e em seus resultados contábeis, qual o custo benefício de aplicação, se algum resultado positivo poderá decorrer desse processo, ou se o resultado será negativo, enfim o trabalho pretende apresentar a aplicabilidade das novas normas brasileiras de contabilidade às pequenas e médias empresas. 1.1 O PROBLEMA Quais os benefícios e a aplicabilidade das Novas Normas Brasileiras de Contabilidade (IFRS) às Pequenas e Médias Empresas. 1.2 JUSTIFICATIVA Os especialistas em suas reflexões consideram nesse momento que a transição para o IFRS e ainda a implantação do Sistema Público de Escrituração Digital, são quebras de paradigma na contabilidade brasileira.

12 Uma das principais justificativas para se aprofundar no estudo desse tema é justamente o comportamento da contabilidade nos últimos anos, diríamos no mínimo nos últimos 20 anos, tirando o universo das grandes empresas que sempre usaram a contabilidade como ferramenta de controle, no universo das pequenas e médias empresas esse fato não ocorreu, a contabilidade ficou relegada a um segundo plano onde a preocupação das empresas se voltavam apenas para a questão tributária. Outra justificativa importante se é o paralelo que podemos fazer entre a empresa de grande porte e a de pequeno porte, ambas são empresas que necessitam de controles e informações para tomada de decisões, portanto a única ferramenta indicada para esse trabalho é a contabilidade. Conforme Rodrigues (2012), o Brasil será o primeiro país em que as regras do IFRS (International Financial Reporting Standard) serão adotadas por todas as empresas o que ocorrerá durante o ano de 2010, onde todas as empresas de capital aberto listadas em bolsa deverão apresentar suas demonstrações financeiras no padrão IFRS, e as pequenas e médias empresas deverão fazer seu processo de transição com exigibilidade a partir do ano de 2012, aplicando o pronunciamento técnico CPC-PME. e nem por isso haverá alterações na essência da contabilidade brasileira. Para Juarez Domingues Carneiro, Presidente do CFC Conselho Federal de Contabilidade o IFRS irá apenas adequar os balanços das empresas no padrão contábil internacional. Segundo ele, a adoção do IFRS terá reflexos positivos sobre a geração de empregos nas companhias de todos os portes. Estamos falando não só de normas internacionais, mas também de gerenciamento, ou seja, de empresas que vão estruturar melhor na área financeira, diz. 1.3 Objetivo Demonstrar a aplicabilidade das novas normas brasileiras de contabilidade nas pequenas e médias empresas no Brasil. 1.4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA As novas normas brasileiras de contabilidade sem dúvida trazem para o Brasil uma condição de excelência no que diz respeito à qualidade da informação contábil

13 e financeira das organizações, tem como premissa maior a transparência dessas informações sobretudo para os detentores do capital, os investidores, seus principais usuários, mas entre eles destacam-se também outros usuários tão importantes quanto, tais como: empregados, credores, fornecedores, instituições de créditos, entre outros. Devido ser um tema com pouco tempo de vida, a bibliografia sobre o assunto é escassa, e recorreremos principalmente às opiniões e discussões publicadas em mídias especializadas, órgãos normativos e órgãos reguladores. O objeto principal das novas normas brasileiras de contabilidade é resgatar a qualidade das informações, possibilitando aos seus usuários tomados de decisões seguras e que possam produzir resultados, nessa linha, a Estrutura Conceitual Básica, que dá base e sustenta os demais pronunciamentos traz uma nova luz, e uma nova discussão sobre esse quesito qualidade das informações, que no devido tópico será tratado. A contabilidade é uma ciência que trata do registro, e controle do patrimônio e suas variações dentre de um período de tempo, tudo isso obedecendo normas e regras gerais e específicas. O primeiro grande arcabouço contábil brasileiro, foi a lei 6404/1976, com o objetivo de trazer organização, método, regras, para as demonstrações contábeis no Brasil, alcançou seu objetivo apenas nas grandes empresas, ou naquelas empresas de capital aberto com ações listadas em bolsa, por isso ficou conhecida e a ela se refere como a leis das S/As, esqueceu-se que a mesma lei traz um artigo que diz: aplicada às demais sociedades, no entanto as demais sociedades desviaram o foco da contabilidade como ferramenta de controle e focaram na questão tributária, em como pagar menos impostos e isso acabou que a contabilidade perdeu sua essência nas pequenas e médias empresas, justiça seja feita que a lei das S/As, já tinha como objetivo desassociar a contabilidade da questão tributária fato esse que por prática de profissionais e desinteresse de usuários e empresários acabou não ocorrendo. A despeito do mérito indiscutível quanto à adaptação da legislação fiscal brasileira à legislação societária e á sua contribuição para a viabilidade prática da lei das Sociedades por Ações, não podemos, todavia, deixar de criticar algumas posições assumidas pelas autoridades fiscais que, na pratica, não tem permitido a adoção desse sistema na extensão que seria necessária. De fato diversos pronunciamentos posteriores foram elaborados de forma a limitar a aplicação desse dispositivo, emitindo pareceres e decisões que deveriam ser meramente de natureza

14 fiscal, mas que exigem e determinam tratamento contábil similar, às vezes até em desacordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade; e isso contraria o disposto na Lei das Sociedades por Ações, chegando a ser uma fuga a seu espírito e a sua intenção. (Manual Fipecafi, 2008, p.5). A citação acima deixa sem sombra dúvidas o conflito estabelecido entre o papel da contabilidade na vida das organizações com aquilo que as autoridades fiscais determinam no dia a dia emitindo normas fiscais e tributárias que ferem os princípios básicos de contabilidade. Quando de analisa os pronunciamentos contábeis, tanto os completos direcionado ás empresas de grande porte como os Pronunciamento Técnico PME, objeto do nosso estudo e pesquisa, observamos que houve a nítida intenção de evitar o conflito entre a aquilo que é o objeto da Ciência da Contabilidade e as normas tributárias, recomendando que se faça em separado os controles fiscais e tributários, permitindo a contabilidade cumprir o seu papel na vida das organizações. Em tudo que se pensa fazer dentro de uma organização empresarial umas das primeiras questões a serem colocadas em discussão é quanto ao custo benefício da operação, da informação, da decisão a ser tomada, nesse sentido declara e Iudícibus e Marion. (2007, p.65) Sem negar a eventualidade de uma descoberta extremamente original, deve-se sempre guiar pelo que a média das empresas bem-sucedidas e inteligentes está fazendo, desconfiando sempre daquela forma única e absolutamente original de bolar o sistema de informação que ninguém pensou ou ousou imaginar antes. Alguns tomadores de decisões sabem tirar leite de pedra de informações simples ao passo que outros nem tomam conhecimento de sistemas mais complexos. Para esses últimos á informação quase que terá somente custo e nenhum benefício. Uma das formas de avaliar a qualidade da informação contábil e portanto, sua utilidade (benefício), quando comparada ao custo, é analisar algumas qualidades ou características que deve possuir, tais como: compreensibilidade, relevância, confiabilidade e comparabilidade. Nesse sentido a contribuição dos pronunciamentos técnicos e principalmente para a pequena e média empresa que terá sua vida facilitada por um pronunciamento específico, adequado ao seu porte, mas sem perder à qualidade da informação por custos que certamente trarão á organização crescimento sólido e processo de tomada de decisão com mais segurança, culminando com resultados positivos que é o objetivo de toda organização empresarial e econômica.

15 O novo padrão de contabilidade se apresenta com algumas nomenclaturas modificadas, tais como: os instrumentos financeiros divididos em duas situações, os instrumentos financeiros básicos que se trata basicamente do ativo e passivo circulante, os instrumentos financeiros complexos também chamados de derivativos, tais como: hedge accounting, swaps, commodity, e derivativos exóticos, que não são recomendados para pequenas e médias empresas, no entanto algumas empresas enquadradas como pequenas ou médias de acordo com a lei /2007, que são empresas com faturamento anual acima de 100 (milhões) e com atividades fins que utilizam esses instrumentos complexos, e por ser complexos exigem cuidados redobrados, nesse sentido relata Lopes (2009, p. 1) Com rápida evolução e desenvolvimento do mercado brasileiro e com a internacionalização (de operações e conceitos de gestão) das empresas, a utilização de instrumentos financeiros, alguns bastante complexos, tornou-se corriqueira no dia a dia de muitas entidades. Nesse contexto, a captação e aplicação de recursos realizada de maneira eficiente são fundamentais para o bom desempenho das organizações. A correta utilização de instrumentos financeiros mitiga o risco de determinada transações, suaviza o resultado da empresa e pode aumentar sua rentabilidade. Por outro lado, a utilização descuidada dessas operações pode levar a enormes prejuízos e até mesmo a falência. Olhando para os pronunciamentos em geral incluindo o PME objeto de nossa pesquisa fica claro que o objetivo são as informações de cunho financeiro, sem focar na questão tributária, utilizando toda a técnica contábil com o intuito de municiar o proprietário do capital de informações bem como os usuários no processo de tomada de decisões, a fim, de preservar e maximizar seus investimentos. Ainda nessa direção do mercado financeiro declara Mourad e Paraskevopoulos, (2010, p. 1) O IFRS é responsável por grandes mudanças na forma de gerir e administrar os riscos financeiros e de mercado de capitais, o que o torna ferramenta indispensável na tomada de decisão. Após diversas discussões entre o IASB¹ e participantes de mercado (incluindo o G 20 e o Financial Crisis Advisory Group) sobre os principais impactos da crise financeira mundial, o IASB publicou diferentes projetos (pronunciamentos) relacionados à avaliação de instrumentos financeiros. Esses projetos (pronunciamentos) tem como principal objetivo esclarecer assuntos críticos relacionados á melhoria da habilidade dos usuários das demonstrações contábeis em IFRS para acessar os valores, tempo e

16 incertezas dos fluxos de caixa dos instrumentos financeiros. Dois conceitos inter-relacionados são essenciais para o entendimento dessa nova realidade contábil: a representação verdadeira e apropriada; e a primazia da essência sobre a forma. A contabilidade somente cumprirá sua função essencial de fornecer informações úteis ao processo de tomada de decisão de seus usuários se refletir verdadeiramente a realidade econômica subjacente. Para que essa representação apropriada (true and fair view) possa ser alcançada, é importante observar a primazia da essência econômica sobre a forma jurídica dos eventos econômicos. Dessa forma, com a mudança iniciada com a edição da Lei , de 2007, resgata-se a característica fundamental das demonstrações contábeis, que devem representar fidedignamente a realidade dos efeitos econômicos das transações, independentemente do seu tratamento jurídico (Parecer de Orientação 37 de 22 de Setembro de 2011 Maria Helena dos Santos Fernandes Santana). Com a introdução desse novo conceito de pratica contábil, primazia da essência sobre a forma observa-se uma grande quebra de paradigma para profissionais, acadêmicos, empresários e sobretudo aos usuários da contabilidade, faz-se necessário um completo reestudo das normas contábeis, além de uma grande fama de outras informações e conhecimentos que se farão necessários na aplicação desse processo. Assi, (2012) aborda que Muito se tem falado sobre o assunto de harmonização contábil, IFRS, Comitê de Pronunciamentos Contábeis, lei /07, mas qual é o verdadeiro problema? Acredito que seja a ausência de cultura para o assunto, quantas são as universidades que tem como disciplina a tal contabilidade internacional? As empresas no Brasil que são filiais ou subsidiárias de empresas do exterior já realizam à muito tempo o balanço mensal em USGAAP ou em IASGAAP, e até mesmo empresas que tem negócios no exterior necessitam preparar seus balanços internacional. Então o problema não são as normas internacionais, mais sim a ausência de cultura e de conhecimento das metodologias para adequar as informações contábeis conforme o IFRS. Já fui questionado por pessoas despreparadas com a seguinte pergunta: "com o advento da contabilidade internacional, ainda necessitamos fazer a conversão do balanço?", pela pergunta percebemos que falta muito entendimento. Já falei sobre o valor justo, sobre as mudanças contábeis, sobre a

17 necessidade dos profissionais de contabilidade em buscar melhor entendimento e conhecimento, mas ainda falta muita coisa para isso, portanto temos medo pois desconhecemos o que as normas solicitam. Fundamentando a necessidade de aprofundar o assunto, destacam-se vários pontos a serem estudados, desde a primeira leitura para tomar conhecimento mínimo do que as novas normas nos solicitam, a dos profissionais que atuam no mercado, o reformulação das grades nos cursos de graduação, aumentar a oferta de pós-graduação específica para o tema, e sobretudo conscientizar o usuário da utilidade da informação no processo decisório independente do porte da empresa. 1.5 METODOLOGIA A escolha desse tema limita a metodologia em pesquisa bibliográfica, estudo dos pronunciamentos contábeis emitidos pelo CPC Comitê de Pronunciamentos Contábeis, artigos e sites especializados tratando sobre o tema, uma vez que a literatura sobre o tema é escassa. Os órgãos normativos também serão fonte de informações, bem como as empresas de auditoria que possuem farto material sobre o assunto. 2 DEFINIÇÃO DE PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS A lei 6404/76, não fazia distinção entre tipos, tamanhos, ou qualquer outra qualificação em relação a empresas em geral, apenas em um de seus artigos prescrevia que o seu conteúdo não estava limitado à companhias abertas reguladas pela CVM e listadas em bolsa, mas que era aplicado também as demais sociedades. Com a introdução da lei /2007, alterando alguns de seus artigos e acrescentando outras regras, cria-se o conceito de Empresa de Grande Porte e Pequena e Média Empresa. Pequena e Média Empresa é aquela que não tem obrigação por força de lei de publicar suas demonstrações financeiras, enquanto que as S/As de capital aberto reguladas pela CVM, e as instituições Financeiras e Seguradoras tem por força normativa a publicação anual, de suas demonstrações financeiras, e o setor financeiro publicam demonstrações financeiras sintéticas trimestralmente. Segundo a lei /2007, fica assim definida o que é empresa de Pequeno e Médio Porte: as empresas cujo faturamento for de 0 a (Duzentos e noventa e nove milhões, novecentos e noventa e nove mil, novecentos e noventa e

18 nove reais e noventa e nove centavos) ou ,99 (Duzentos e trinta e nove milhões, novecentos e noventa e nove mil, novecentos e noventa e nove reais e noventa e nove centavos) em ativos registrados, são consideradas empresas de pequeno porte. Dentro desse universo empresarial encontramos desde o pequeno negócio como uma padaria uma pequena loja até uma grande indústria, e aí temos vários conflitos a serem dirimidos com relação à necessidade ou não de se ter uma contabilidade no nível do modelo internacional adotado no Brasil e aqui pesquisado e discutido. 2.1 A Questão Tributária na Pequena e Média Empresa no Brasil A pequena e média empresa no Brasil, principalmente a pequena, tem como seu regime tributário o chamado simples nacional, criou-se uma cultura ao longo dos anos que a escrituração pura e simplesmente do livro caixa atenderia às necessidades dessa empresa, mas ao longo do tempo surgem questões jurídicas das mais diversas, tais como, necessidade de crédito, partilha de bens, litígios jurídicos entre sócios ou credores, cisão, etc., que exige dessa pequena empresa uma contabilidade completa, e nesse ponto temos um ponto de conflito entre a legislação societária e a legislação tributária, tanto a lei complementar 123/2006, quanto o código civil permitem a prática de uma contabilidade simplificada, mas entende-se que isso não atende as necessidades da legislação societária que exige um registro e apuração dos números que compõe a posição patrimonial e financeira da empresa que somente a contabilidade tem o instrumento adequado para esse fim. O grupo formado pelas empresas permitidas a usar o regime simples nacional via das empresas que faturam de R$ 0 (zero) até R$ ,00 (trezentos e sessenta mil reais) que são as chamadas micro empresas ou ME, e de R$ ,00 (trezentos e sessenta mil reais) até R$ ,00 (três milhões e seiscentos mil reais) definidas como empresas de pequeno porte, em seguida temos as empresas que faturam até R$ ,00 (quarenta e oito milhões de reais) que podem utilizar o regime do Lucro Presumido, acima disso as empresas obrigatoriamente deverão utilizar o regime de Lucro Real O papel da Contabilidade na Vida das Pequenas e Médias Empresas no Brasil.

19 Segundo pesquisas realizadas pelo Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas - SEBRAE, e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, o índice de fechamentos de empresas no nosso universo de estudo chega de 56% a 60%, contando do início das atividades até no máximo cinco anos de vida, isso se deve a uma série de cuidados que os empreendedores não tomam ao intencionarem abrir um negócio, mas um desses fatores que mais contribuem para esses altos índices de insucesso nas atividades empresariais é o não uso da contabilidade como ferramenta de controle, com a implantação do Sistemas Públicos de Escrituração Digital - (SPED) no Brasil também observa-se essa realidade. A contabilidade tem papel fundamental na vida das organizações empresariais independente do seu porte, pois ele permite uma leitura adequada da atividade em todos os seus aspectos: financeiros, patrimoniais, investimentos, financiamentos, origem e aplicação dos recursos que são escassos segundo a teoria macro econômica. Ela traz ao empreendedor o retrato, ou seja, a fotografia da empresa em um determinado momento (balanço patrimonial) também permite através de suas ferramentas de analise uma avaliação dos resultados alcançados e a rentabilidade do capital investido, seu retorno entre outros benefícios. Outro papel importante da contabilidade é permitir ao investidor visualizar com detalhes o cenário onde vai colocar seus investimentos, e aqui cabe colocar uma questão muito nova no cenário brasileiro, com a abertura dos mercados internacionais e a queda das fronteiras dos negócios, o capital que transita dentro desses mercados não procuram apenas grandes corporações para investimento, mas nesse momento temos uma enorme gama de empresas de pequeno porte sendo adquiridas por investidores estrangeiros ou sendo adquiridos por outros grupos econômicos internacionais, mas para que isso à empresa necessita de transparência em suas informações e confiabilidade nos números apresentados. E até mesmo para a questão tributária a contabilidade é importante onde seus registros permitem um planejamento tributário e o pagamento de tributos de forma correta evitando transtornos com autuações entre outras situações que podem ocorrer O Custo e o Benefício da Informação Contábil Segundo os pronunciamentos contábeis (CPC s) entre eles o Pronunciamento técnico PME, determina que o custo não pode exceder ao benefício da informação a

20 ser gerada e escriturada, os mesmos pronunciamentos também citam a dificuldade de determinar e delimitar esses dois elementos. Nesse momento começamos a discutir o conflito entre a aplicabilidade ou não das novas normas brasileiras de contabilidade, os profissionais em geral não estão preparados para uma avaliação nessa profundidade, uma vez que isso depende do julgamento das administrações empresariais, uma informação transparente e adequada pode ter efeitos diferentes dependendo de como elas apresentarão a organização em questão, e isso leva as empresas muitas vezes a omitirem dados importantes. Se considerarmos uma pequena e média empresa que tem objetivo de crescimento e alcançar patamares mais elevados em sua atividade a necessidade de qualidade de informações a respeito de suas operações se torna mais evidente, dando segurança a seus investidores e garantindo o retorno dos capitais investidos. O grande objetivo de se aplicar os novos padrões de contabilidade gira em torno desse quesito, segurança e confiabilidade das informações. Com as ferramentas disponíveis hoje os custos para gerar informações são reduzidos consideravelmente, os sistemas integrados os (ERP s) Enterprise Resourcing Planing (ERP), absolutamente necessários no momento atual e bem formatados e parametrizados permitem gerar informações seguras com custos reduzidos, afinal todo o avanço da tecnologia prevê redução de mão de obra por exemplo, os softwares de gestão fazem o trabalho se alimentados corretamente. A informação confiável proporciona a uma organização credibilidade para angariar recursos vindos tanto do sistema financeiro nacional como de investidores em geral no Brasil e forra dele. Conclui-se que dificilmente o custo da informação excederá os benefícios que ela proporciona. 2.2 CONCEITOS E PRINCÍPIOS GERAIS As novas normas brasileiras de contabilidade são lastreadas pela estrutura conceitual básica, ou seja, a Resolução CVM 675/2011, ou a Resolução CFC 1374/2011, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 00(R1) O International Accounting Standards Board IASB está em pleno processo de atualização de sua Estrutura Conceitual. O projeto dessa Estrutura Conceitual está sendo conduzido em fases. À medida que um capítulo é finalizado, itens da Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, que foi emitida em 1989, vão sendo substituídos. Quando o projeto da Estrutura Conceitual for

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