Influência Do Envelhecimento Acelerado Na Germinação E Vigor De Sementes De Ipê-Roxo Tabebuia impetiginosa (Mart. Ex DC) Standl.

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1 Anais do VIII Seminário de Iniciação Científica e V Jornada de Pesquisa e Pós-Graduação UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS 10 a 12 de novembro de 2010 Influência Do Envelhecimento Acelerado Na Germinação E Vigor De Sementes De Ipê-Roxo Tabebuia impetiginosa (Mart. Ex DC) Standl. Pamella Cristhiane Cardoso¹, Daniela Cleide Azevedo de Abreu², Antonio Carlos Nogueira³ 1 Discente do curso de Engenharia Florestal, Universidade Estadual de Goiás, Unidade Universitária de Ipameri-GO, CEP , Brasil, 2 Orientadora, docente dos cursos de Engenharia e Agronomia, UEG/UnU Ipameri, , Brasil, 3 Co-orientador, Universidade Federal do Paraná, Departamento de Ciências Florestais e da Madeira, Paraná, Brasil, ; PALAVRAS-CHAVE: Sementes florestais, método câmara de envelhecimento, qualidade fisiológica. 1 INTRODUÇÃO O intenso avanço das fronteiras agrícolas provocado pelas atividades antrópicas na região do Cerrado brasileiro, revestiu-se de um caráter extremamente predatório nos últimos anos. Entre as inúmeras conseqüências, a ocupação indiscriminada atingiu duramente as áreas de florestas nativas, principalmente as de alta declividade e as matas ciliares (MACEDO, 1993). O cumprimento das legislações existentes, aliado a intensa fiscalização referente a restaurações das matas ciliares e da reserva legal nas propriedades rurais, acarretou um importante crescimento no mercado de sementes de espécies florestais nativas e uma falta de oferta de sementes florestais com qualidade genética e fisiológica adequada para atender ao mercado (HIGA e SILVA, 2006).

2 As mudas de espécies nativas do cerrado foram sendo cada vez mais requeridas devido à expansão dos plantios florestais, que visam atender a nova idéia de desenvolvimento sustentável. Com isso, as pesquisas no setor florestal vêm se expandindo na obtenção de técnicas de produção de mudas de alto padrão de qualidade a preços viáveis, através de viveiros que dispõem de técnicas para essa produção e empregam alta tecnologia que vão desde uma atividade simples como a escolha das matrizes, até técnicas bastante avançadas como o melhoramento genético (GOMES e PAIVA, 2006). Para a obtenção de sucesso nos diversos programas florestais e na restauração de áreas degradadas pelas atividades madeireiras e medicinais é fundamental a utilização de sementes de alta qualidade e uma importante espécie requerida é a Tabebuia, popularmente conhecida como ipê (OLIVEIRA et al., 2005). Segundo LORENZI (2008), a Tabebuia impetiginosa (ipê-roxo) é uma espécie ótima para composição de reflorestamento com fins ecológicos, além de ser utilizada para projetos paisagísticos e arborização urbana e possuir uma grande importância para produtos madeireiros. No entanto, para a maior efetividade da produção da muda desta espécie, é necessária a conservação adequada, para tal é importante que se conheça as características ecofisiológicas das mesmas. O estudo do comportamento das sementes durante o armazenamento é de fundamental importância, uma vez que, quando conservadas por determinados períodos e condições, podem perder sua capacidade germinativa/viabilidade (OLIVEIRA et al., 2006). Desde a década de 1970 vem sendo desenvolvidas e publicadas pesquisas envolvendo o armazenamento de ipê (Tabebuia), pela importância das diferentes espécies e da curta longevidade natural de suas sementes (SILVA et al., 2001). Um dos aspectos importante de ser observado e avaliado é o vigor das sementes, ou seja, sua capacidade de apresentar desempenho adequado quando expostas à diferentes condições ambientais (MARCOS FILHO, 1994). Dentre os vários testes utilizados para análise do vigor, destaca-se o teste de envelhecimento acelerado que, de acordo com OLIVEIRA (2007), é considerado o mais adequado para determinar a evolução do processo de deterioração da semente durante o armazenamento, uma vez que, a semente é submetida á condições desfavoráveis de temperatura e umidade relativa do ar durante um

3 período de tempo pré-determinado e posteriormente avaliado sua capacidade de produzir plântulas normais em condições favoráveis. No entanto, VALENTINI e PIÑA-RODRIGUES (1995), observaram que poucos são os testes de vigor com metodologia conhecida em função da diversidade das espécies florestais nativas e das condições ambientais de produção das sementes. Segundo o autor, pode-se considerar que atualmente ainda é pequeno o número de trabalhos com o teste de envelhecimento acelerado com espécies arbóreas nativas. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi avaliar vigor das sementes de Tabebuia impetiginosa após exposição no teste de envelhecimento acelerado. 2 MATERIAL E MÉTODOS Os frutos de Tabebuia impetiginosa (ex DC.) Standl foram coletados manualmente de 12 matrizes localizadas no município de Ipameri-GO, no meses de setembro e outubro de O clima da região, segundo a classificação de Koeppen é tropical úmido (Cwa), com verões chuvosos e inverno seco. A temperatura média máxima anual da região é de 25ºC, e a precipitação média anual de 1750 mm/ano, com cerca de 80% das chuvas caindo nos meses de dezembro, janeiro e março, e o restante se distribuindo principalmente nos meses de outubro, novembro e fevereiro. Após a coleta os frutos foram acondicionados em sacos de coletas e transportados para o Laboratório de Sementes Florestais da Universidade de Goiás, Unidade Universitária de Ipameri onde foram realizadas as atividades de extração e beneficiamento. Após a realização desse procedimento as sementes foram armazenadas em sala de laboratório (25 ± 2 C e 45% de U.R.) até janeiro de A partir desse período as sementes foram transportadas para a Universidade Federal do Paraná, Departamento de Ciências Florestais e da Madeira ao Laboratório de Sementes Florestais, onde foram desenvolvidas as atividades experimentais. Os frutos Tabebuia impetiginosa, caracterizado tipo vagem, foram espalhados sobre folhas de jornal em bancadas de sala de laboratório, para que ocorra a abertura espontânea. A extração das sementes foi realizada manualmente, e retiradas individualmente do fruto. Posteriormente, foi realizado beneficiamento,

4 este processo consiste na retirada da ala das sementes em seguida, as mesmas foram separadas e classificadas em boas (intactas), chochas, atacadas por isentos e por fungos. Todas as sementes danificadas foram descartadas e as intactas foram homogeneizadas constituindo o lote representativo da população. As análises físicas foram realizadas por meio da biometria, peso de mil sementes, número de sementes por quilograma e o teor de água das sementes, conforme as regras para análise de sementes (BRASIL, 1992). A biometria foi feita e avaliado o comprimento, espessura e largura de 100 sementes com paquímetro digital. Com os resultados foram calculados a média, determinando a freqüência acumulada e os valores expressos em milímetro. A partir das sementes puras foram retiradas oito submostras com 100 sementes sendo cada amostra pesada em balança analítica (0,01 g) e os valores expressos em gramas. O teor de água das sementes foi determinado pelo método estufa à 105 ± 3 C por 24 horas (BRASIL, 2009). Para os estudos de envelhecimento acelerado foi adotado o método câmara, as sementes foram acondicionadas em sacos de filó, e posteriormente colocadas na câmara de envelhecimento por: 0, 24, 48, 72, 96, 144, 168 horas, com temperatura de C e umidade relativa de 95%. Decorrido estes períodos foram utilizadas três repetições de 25 sementes para determinação do teor de água e para o teste de germinação foram utilizada seis repetições de 25 sementes, e posteriormente foram distribuídas em caixa tipo gerbox utilizando como substrato três folhas de papel de filtro umedecidas com 40 ml de água destilada em uma temperatura de 30 C na presença de luz. O critério adotado para análise da germinação foi o tecnológico, que consiste na contagem de plântulas classificadas como normais, ou seja, as que apresentarem as estruturas essenciais desenvolvidas (LABORIAU, 1983). A contagem de plântulas normais foi realizada diariamente até o encerramento dos testes. O vigor foi avaliado por meio do tempo médio e índice de velocidade de germinação. Para o cálculo do tempo médio (T), as contagens de plântulas normais foram realizadas em dias alternados. Foi utilizada a equação adotada por Walters (1998): T ( t * n) = n

5 Onde: n = número de sementes germinadas t = tempo de germinação (dias). O índice de velocidade de germinação foi calculado de acordo com recomendações de SANTANA e RANAL (2000). O delineamento foi inteiramente casualizado com três repetições de 25 sementes para o teor de água e seis repetições de 25 sementes para o teste de germinação para sete tratamentos de envelhecimento acelerado. Para análise a porcentagem de germinação, tempo médio e índice de velocidade de germinação foram realizados a análise de variância e para comparação dos valores médios, o teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Os dados de porcentagem de germinação foram transformados em arc seno X / 100 (BANZATTO e KRONKA, 1995). 3 RESULTADO E DISCUSSÃO Na Tabela 1 observa-se os valores máximos, mínimos e os médias da biometria realizada nas sementes de T. Impetiginosa. Tabela 1. Médias para as classes de comprimento, largura e espessura (mm) das sementes de T. impetiginosa. Comprimento Largura Espessura Máxima 16,83 9,95 2,03 Mínima 11,11 6,98 0,14 Média Verificou-se que em um quilograma de sementes de ipê-roxo cantém unidades, sendo o peso de 1000 sementes 29,12g. A Figura 1 apresenta o teor de água das sementes antes e após serem submetidas ao teste de envelhecimento acelerado.

6 Figura 1. Teor de água (%) das sementes de T.impetiginosa. Inicialmente, as sementes de T.impetiginosa, apresentaram 10,11 % e após 168 horas submetidas ao teste de envelhecimento acelelerado foi de 45,29% de teor de água. GEMEQUE (2002) apresentou para a mesma espécie um valor inicial de teor de água de 50,98%. Este alto valor se deve ao início da dispersão de sementes de ipê-roxo coincidir com a ocorrência das primeiras chuvas na região Sul de Minas Gerais e, neste caso, optou-se pela colheita dos frutos antes da sua abertura total (início da deiscência) e conseqüente dispersão das sementes. Já para o trabalho de OLIVEIRA et al. (2005), foram encontradas teor de água de 7,5% e 8% para dois lotes de sementes de ipê- roxo, sendo 2000 e 2001, respectivamente. Essa diferença no teor de água das sementes provavelmente está relacionada ao momento da colheita. Desde a fomamação do zigto até o momento da maturação fisiológica ocorrem modificações no teor de água das sementes. Inicialmente é alto, posteriormente ocorre a desidrataçao até que as mesmas atinjam o equilibrio higroscópico. Nesse trabalho as sementes de ipê-roxo foram colhidas e após a extração e beneficiamento das sementes foram armazenadas em sala de laboratório em condicões controladas (25 ± 2 C e 45% de U.R.) durante tres meses. Observou-se que a medida que aumenou o tempo de exposição das sementes ao teste de envelhecimento acelerado, houve também aumento do teor de água das sementes. Provavelmente as condições a qual as sementes foram submetidas de alta temperatura ( C) e umidade relativa do ar 95% favoreveu a absorção de água. Com relação aos tratamentos testados de diferentes perídos de envelhecimento acelerado houve diferença significativa a 5% probablilidade pelo teste de Tukey.

7 A análise de variância mostrou que houve diferença significativa entre os tratamntos testados. Para a testemunha a germinação foi de 98%. Observa-se na Tabela 2 que com o aumento do tempo de exposição ao envelhecimento acelerado ocorre redução também na porcentagem de sementes germinadas. Tabela 4. Porcentagem de germinação de sementes de ipê-roxo (Tabebuia impetiginosa) após serem submetidas ao envelhecimento acelerado por diferentes períodos. Períodos de Exposição Envelhecimento Acelerado (horas) Porcentagem de Germinação (Plântulas Normais) a 77 ab b b b b b D.M.S (Tukey) = 36,35 Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si pelo teste Tukey a 5% de probabilidade. Esses resultados se assemelham ao encontrado por GARCIA et al. (2004), onde as sementes de Anadenanthera colubrina, também apresentaram uma redução na porcentagem de germinação. CAMARGO et al. (2000) também verificou um decréscimo na taxa de germinação em sementes de Eucalyptus grandis, quando envelhecidas artificialmente. Na Figura 2 estão apresentados os dados referentes ao tempo médio (dias) na germinação das sementes nos diferentes tempos de exposição ao envelhecimento acelerado.

8 Figura 2. Tempo médio de germinação (dias) das sementes de Tabebuia impetiginosa após o envelhecimento acelerado a 42 C por diferentes períodos de tempo. Em média as sementes germinaram de 13 a 14 dias, o tempo médio de germinação aumentou para 18 dias quando as sementes foram submetidas a 168 horas de exposição ao teste de envelhecimento acelerado. Esse resultados demosntram que embora a houve redução na porcentagem de germinação, as sementes suportaram bem as condições em que foram submetidas, mantendo seu seu vigor até 144 horas de envelhecimento. A Tabela 5 apresenta os valores médios do índice de velocidade de germinação nos diferentes tempos de exposição ao teste de envelhecimento acelerado. Tabela 5. Índice de velocidade de germinação de sementes de ipê-roxo ( Tabebuia impetiginosa) após serem submetidas ao envelhecimento acelerado por diferentes períodos. Períodos de Exposição Índice de Velocidade de Germinação Envelhecimento Acelerado (horas) 0 1,95 a 24 1,48 ab 48 0,86 b 72 1,09 b 96 1,07 b 144 1,13 b 168 1,81 B D.M.S (Tukey) = 36,35 Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si pelo teste Tukey a 5% de probabilidade. Os dados obtidos para o indice de velocidade de germinação (Tabela 5) conconcordam com os da paorcentagem da germainação (Tabela 4) onde a medida que aumenta o tempo de exposição ao teste de envelhecimento acelerado, reduz a porcentagem de germinação e conseguentemente diminui o vigor das sementes, re-

9 presentado pelo valores obtidos no índice de velocidade de germinação, pois segundo CARVALHO e NAKAGAWA (2000) quanto maior o o valor do indice de velocidade de germinação maior é o vigor das sementes. A medida que esse valor diminui ocorre redução no vigor. As condiçoes a qual as sementes foram submetidas do teste de envelhecimento acelerado, provalvemente promoveu a deterioração das sementes mais rápido afetando assim sua capacidade de germinaçao e vigor. Resultados semelhantes foi observado para sementes de Anadenanthera colubrina, o teste de enevelhecimento acelerado comprometeu o vigor reduzindo drásticamente a viabilidade das sementes povocando baixa porcentagem de plântulas normais (GARCIA et al. (2004). 4 CONCLUSÃO O teste de envelhecimento acelerado influenciou o vigor e a germinaçào de sementes de ipê-roxo (Tabebuia impetiginosa (ex DC.) Standl. REFERÊNCIAS BANZATTO, D.A.; KRONKA, S.N. Experimentação agrícola. 3.ed. Jaboticabal: FUNEP, p. BRASIL. Secretaria Nacional Defesa Agropecuária. Regras para análise de sementes. Brasília, p. CAMARGO, M.L.P.; MORI, E.S.; MELLO, E.J.; ODA, S.; LIMA, G.P. Atividade enzimática em plântulas de Eucalyptus grandis provenientes de sementes envelhecidas artificialmente e naturalmente. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 10, n. 2, p , CARVALHO, N. M.; NAKAGAWA. J; Sementes: ciência, tecnologia e produção. In: Vigor de sementes. 4. ed. Jaboticabal: Funep, p 224 a 242 GARCIA, L.C. NOGUEIRA, A.C.; ABREU, D.A. Influência do envelhecimento acelerado no vigor de sementes de Anadenanthera colubrina ( Velloso) Brenan- Mimosaceae. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 14, n. 1, p , 2004 GEMAQUE, R. C. R; DAVIDE, A. C; FARIA, J. M. R; Indicadores de Maturidade Misiológica de Sementes de ipê-roxo (Tabebuia impetiginosa (mart.) standl.). CERNE, V. 8, N.2, p , GOMES,J.M; PAIVA,H.N. Viveiros Florestais Propagação Assexuada, 3.ed UFV Viçosa HIGA, A.R.; SILVA.L.D. Pomar de sementes de espécies florestais nativas.curitiba.fupef. 266p, 2006.

10 LABORIAU, L. G. A. Germinação das sementes. Washington: Secretaria Geral da Organização dos Estados Americanos, 1983, 171p. LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1/ Harri Lorenzi. 5. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, p. MACEDO, A.C. Produção de Mudas em viveiros florestais: espécies nativas Governo do Estado de São Paulo. Secretaria Estadual do Meio Ambiente, MARCOS FILHO, J. Teste de envelhecimento acelerado. In: Teste de vigor em sementes. VIEIRA, R.D.; CARVALHO, N.M.(ed.). Jaboticabal: FUNEP, p. p OLIVEIRA, O.S. Tecnologia de sementes florestais. Curitiba: Imprensa Universitária, p 185. OLIVEIRA, A.K.M.; SCHLEDER, E.D.; FAVERO, S. Caracterização morfológica, viabilidade e vigor de sementes de Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. & Hook. f. ex. S. Moore. Revista Árvore, Viçosa, v.30, n.1, p.25-32, OLIVEIRA, L. M,;CARVALHO, M. L. M,; NERY, M.C. Teste de tetrazólio em sementes de Tabebuia serratifoli Vahl Nich. e T. impetiginosa (Martius ex A. P. de Candolle) Standley- Bignoneaceae. Revista Ciência Agronômica, v. 36, n. 2, p , SANTANA, D.G.; RANAL, M.A. Análise estatística na germinação. Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal, v.12, Edição Especial, 2000,p VALENTINI, S. R. T.; PIÑA-RODRIGUES, F. C. M. Aplicação do teste de vigor em sementes. IF Série Registros, São Paulo, n. 14, p , SILVA, A. et al. Liofilização e armazenamento de sementes de ipê-rosa (Tabebuia heterophylla (A.P. Candolle)Britton) - Bignoniaceae. Revista Brasileira de Sementes, v. 23, n. 1, p , 2001.

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