CALENDÁRIO PARA CULTIVO DE FLORESTA PLANTADA COM FINS COMERCIAL PARA O ESTADO DE RONDÔNIA

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1 CALENDÁRIO PARA CULTIVO DE FLORESTA PLANTADA COM FINS COMERCIAL PARA O ESTADO DE RONDÔNIA Cultura Espaçamento (m) Variedade Cultivar Época de Abate Produtividade Média/ha Sementes ou Mudas/ha Pinho Cuiabano Paricá Schizolobium amazonicum 3,00 3,00 2,50 3,60 Nativa Nov/Dez 6/7 Anos 30,8330/m³ Madeira/Ano 2.222/S 1.222/M Teca Tectona grandis 3,00 3,60 Exótica Nov/Dez 5 a 30 Anos 19,4333/m³ Madeira/Ano 925/M Eucaliptos ssp 3,00 3,00 2,50 3,60 3,00 2,00 3,00 2,50 Exótica Nov. a Fev. 4 a 20 Anos 50/m³ Madeira/Ano a 1.815/M Pinus Caribaea Hondurensis 3,00 3,00 2,50 3,60 3,00 3,60 Exótica Nov/Dez 15 Anos 36/m³ Madeira/ano 3ton/ha/ano Resina 1.018/M a 1.222/M CONVENÇÕES: (M) = Mudas (S) = Sementes (m) = Metros (ha) = Hectare (m³) = Metros Cúbicos (Ton.) = Tonelada

2 Época de Implantação No Estado de Rondônia, o período ideal para implantação do cultivo de floresta plantada com as espécies exóticas e nativas: Eucalipto, Pinus Caribaea, Teca e Pinho Cuiabano (Paricá), coincide com o início do período chuvoso na região, o qual se inicia no mês de novembro. A implantação da lavoura de eucalipto, no entanto, poderá se estender até o mês de fevereiro. Caso efetue a implantação da floresta plantada com as espécies fora desse período poderá ocorrer à estagnação do crescimento causando prejuízo no desenvolvimento das plantas. O Cultivo das espécies florestais: Eucalipto, Pinus, Teca e Pinho Cuiabano/Paricá clonal ou semente também pode ser efetuado antes da estação chuvosa. Entretanto, os custos para implantação da floresta ficarão mais elevados em função da necessidade de se fazer irrigações e aplicação de gel, por ocasião do plantio das mudas no campo. A implantação da floresta antes da estação chuvosa, adotando-se as tecnologias acimas explicitadas, terá suas vantagens, visto que, quando o período de chuva se iniciar, as plantas cultivadas já estarão adaptadas na área de plantio com o sistema radicular em pleno desenvolvimento, o que dará maior sustentabilidade à planta e maior eficiência na absorção de água e nutrientes. Limpeza da Área Para que não venha a ter problemas na implantação do cultivo de floresta plantada com as espécies: Eucalipto, Pinus Caribaea, Teca e Pinho Cuiabano/ Paricá, durante o respectivo desenvolvimento das espécies e tratos culturais pósplantio no campo, costuma-se adequar a área e deixa-la totalmente limpa. O sucesso pode ser garantido logo no início, por meio da erradicação de algumas invasoras existentes na área a ser cultivada. A limpeza deverá ser efetuada com o uso de máquinas de esteira ou pá carregadeiras, visando fazer a retirada de toda capoeira, tocos e paus existente na área. O material retirado é enleirado para que, posteriormente, seja realizada a queima das leiras, ajuntamento e encoivara até a eliminação completa dos resíduos vegetais. As áreas definidas antecipadamente para o cultivo de floresta plantada, a época ideal para limpeza da área e nos meses de Março a Maio.

3 Correção de Solo Antes do preparo da área de plantio, faz-se necessário coletar amostras do solo para fins de avaliação da fertilidade e da necessidade de se fazer à correção do mesmo. Em solos ácidos e com presença de alumínio trocável, as plantas não se desenvolvem. Assim, a única forma de corrigir este problema é através da calagem, que consiste na aplicação de calcário visando elevar o ph do solo, neutralizar o alumínio trocável, disponibilizar fósforo, elevar a capacidade de troca de cátions do solo e aumentar a atividade dos micro-organismos no solo. Para o cultivo de florestas plantadas com fins comerciais: Eucalipto, Pinus, Teca e Pinho Cuiabano /Paricá, recomenda-se aplicar calcário dolomítico em toda a área do plantio e em áreas mais arenosas acrescentar gesso agrícola nos sulcos, visando elevar a saturação por bases do solo em 60%. Esta operação deve ser feita com antecedência de pelo menos 90 dias antes do plantio definitivo no campo. Em áreas definidas antecipadamente, a recomendação é que se faça a correção em Abril ou Maio. (Obs.: o cultivo de floresta plantada com fins comercial, o produtor não terá a obrigatoriedade da operação de incorporar o calcário no solo). Calcário Dolomítico Calcário Dolomítico PRNT 92,5% Aplicação do calcário no Solo Para Cultivo de floresta plantada

4 O Calendário de Cultivo para Floresta Plantada com fins comercial para o estado de Rondônia é descrito com quatro espécies florestais altamente viáveis, sendo uma espécie nativa e três espécies exóticas, deixando de inserir no cronograma algumas espécies que estão em fase de estudos a exemplo de Mogno Africano, Cedro Australiano, Guarandi e Pau-de-Balsa. As espécies florestais viáveis com fins comerciais, falando-se em exigência nutricional, pode-se destacar a espécie exótica Teca uma espécie altamente exigente de solo, o Pinho Cuiabano (Paricá), uma espécie mediana, ao contrário dessa espécie, o Eucalipto e Pinus apresentam baixa exigência de solo, conforme figuras ilustrativas a seguir. Lavoura - Eucalipto ssp Apresenta boa adaptação em regiões caracterizadas por solos pobres com percentual até 92% de areia e prolongada estação seca, tolerância a inundações periódicas, moderada resistência a geadas, produz uma madeira densa e com cerne diferenciado, regenera muito bem através das brotações de cepas e tem demonstrado serem úteis para serraria, postes, dormentes, mourões, lenha, carvão, celulose, etc.

5 Lavoura - Pinus (Caribaea Hondurensis) A imagem acima reflete a qualidade do solo em que a lavoura é cultivada Madeira de cor clara, variando de branca a amarelada; Madeira de fibra longa, apropriada para fabricação de papel de alta resistência para embalagens, papel de imprensa e outros tipos de papel, possibilidade de extração de resina, em escala comercial em algumas espécies, rusticidade e tolerância, possibilitando o cultivo em solos marginais para agricultura, agregando valor à propriedade, valor ornamental para arborizações e paisagismo e fonte de matéria-prima para as indústrias de madeira serrada e laminada, chapas, resina, celulose e papel.

6 Lavoura - Teca (Tectona grandis) Espécie florestal altamente exigente de solo, a qualidade da madeira dependerá exclusivamente da fertilidade e coloração do solo. O alburno é estreito e claro, bem distinto do cerne, cuja cor é marrom viva e brilhante, muito procurada para decoração de interiores luxuosos e mobiliário fino, utilizada para as mais diversas finalidades como construção naval, laminação e compensados, lenha e carvão vegetal, as duas últimas são específicas para as áreas de ocorrência natural, apesar de ser leve, apresenta boa resistência a peso, tração e flexão, semelhante ao mogno brasileiro, a madeira é estável, praticamente não empena e se contrai muito pouco durante a secagem, pouca incidência de pragas e boa durabilidade da madeira. O alburno e o cerne contém uma substância denominada de tectoquinona, que reduz a absorção de água e lubrifica as superfícies. Essa substância também confere resistência a ácidos e protege pregos e parafusos da corrosão. Nos países onde a teca é explorada de floresta nativa ou cultivo toda a madeira é aproveitada.

7 Lavoura - Pinho Cuiabano/Paricá (Schizolobium Amazonicum) Lavoura com mediana exigência de solo, mas que requer tratamento diferenciado no início da implantação da lavoura no campo e aos longos dos anos até o abate da espécie para industrialização. Árvore de grande rusticidade, que atinge até 50m de altura, com apresentação de sapopemas basais, cerne de cor clara quase atingindo a tonalidade do marfim, casca com duas tonalidades, sendo uma delas com tom claro-verde com manchas brancas, outra com a casca áspera de cor preta, as suas folhas são longipecioladas, bipinadas e grandes, medindo de 50 a 150 cm de comprimento, nos dias de hoje. É uma das espécies mais procurada para a fabricação de compensados, que é empregada nos mais variados segmentos, construção civil, móveis, brinquedos e etc., a espécie tem mercado garantido. Na maioria dos municípios do estado de Rondônia, a espécie compõe a floresta nativa através da regeneração natural.

8 CALENDÁRIO PARA PRODUÇÃO DE MUDAS DE ESPÉCIES NATIVAS. ATIVIDADES MESES ESPÉCIES J F M A M J J A S O N D Semente na embalagem AÇAI (Euterpe precatória Martius) AZEITONA PRETA Semente na embalagem (Vitex montevidensis) BAGINHA Semente na embalagem (Stryphnodendron guianense) Semente na embalagem CASTANHEIRA (Bertholletia excelsa) CEDRO ROSA Semente na embalagem (Cedrela odorata) COPAIBA Semente na embalagem (Copaifera duckei) EMBIREIRA Semente na embalagem (Anaxagorea phaeocarpa) Semente na embalagem JENIPAPO (Genipa americana) JATOBÁ Semente na embalagem (Himenaea courbaril)

9 Semente na embalagem INGA DE METRO (Inga marginata) Semente na embalagem INGAZINHO (Inga alba) IPÊ AMARELO (Tabebuia alba) Semente na embalagem Semente na embalagem IPÊ ROSA (Tabebuia heptaphylla) Semente na embalagem IPÊ ROO (Tabebuia avellanedae) CEREJEIRA Semente na embalagem (Torresea acreana) Semente na embalagem PAINEIRA (Chorisia speciosa) Semente na embalagem PUPUNHA (Bactris gasipaes Kunth) Semente na embalagem SERINGUEIRA (Hevea brasiliensis) SUMAÚMA (Ceiba pentandra) Semente na embalagem Florasetec / Agroflorestal SITE FONES (69) / (69) Copyright 2014 by Consultor Florestal Todos os direitos reservados. Proibida a publicação de cópias ou quaisquer alterações do texto sem a expressa autorização por escrita do autor.

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