Antes que falte lugar A corrida para impulsionar a nossa competitividade

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1 Informação e análise para decisores nº 38 Outubro-Dezembro 2012 Antes que falte lugar A corrida para impulsionar a nossa competitividade Agenda 2020 Novos temas sobre o desenvolvimento brasileiro rumo à próxima década Escalada emergente A batalha das PMEs de crescimento acelerado contra o Custo Brasil Esperança religada Medidas para baratear o custo da energia trazem otimismo e novas discussões

2 O espaço que tanto almejamos Há um fator crítico que requer ações urgentes para chegarmos à próxima década ocupando um assento digno do nosso potencial na economia globalizada. Trata-se da nossa competitividade. Avaliando a nossa história recente, reconhecemos prontamente o quanto o Brasil avançou em diversos aspectos: na consolidação dos fundamentos econômicos, na distribuição de renda, no fortalecimento do mercado interno, na atração de investimentos externos e no aprimoramento do ambiente de negócios. Entretanto, há um fator crítico que requer ações urgentes para chegarmos à próxima década ocupando um assento digno do nosso potencial na economia globalizada. Trata-se da nossa competitividade. Não é difícil perceber quantas e quais são as barreiras que nos impedem de ocupar esse espaço. Esta edição de Mundo Corporativo, do começo ao fim, é um convite ao debate em torno de alguns dos principais pontos nos quais o País precisa concentrar esforços para melhorar a capacidade de competição de suas empresas. A exposição desses temas na revista parte da discussão em torno do chamado Custo Brasil, que prejudica as condições de crescimento de nossas empresas, e passa por vários outros assuntos de igual relevância, como as questões que envolvem o preço e a oferta de energia, os desafios nas áreas de telecomunicações e de serviços de pagamento móvel, os caminhos para a exportação na área de serviços e as perspectivas no âmbito da política monetária. Toda essa pluralidade de temas dá sequência à série Agenda 2020 A nova etapa do desenvolvimento brasileiro, que lançamos na edição anterior de Mundo Corporativo e que está fundamentalmente pautada em como os esforços coletivos, das ações do Governo à mobilização das empresas e da sociedade, serão essenciais a um país que emerge como uma das principais economias do novo século. Para a Deloitte, promover esse debate é mais uma oportunidade de reafirmar o nosso compromisso em desenvolver um ambiente de negócios cada vez mais moderno. Fica aqui o nosso permanente convite para ajudarmos a encontrar soluções para que o Brasil ocupe o lugar que tanto almejamos. Mundo Corporativo está também disponível em tablet. Acompanhe em e aproveite para acessar a íntegra de todos os estudos mencionados nesta edição. Uma boa leitura! Juarez Lopes de Araújo Presidente da Deloitte

3 Nesta edição Especial Série Agenda 2020 Escalada emergente A batalha das PMEs de crescimento acelerado contra o Custo Brasil abre a segunda edição dedicada ao modelo de desenvolvimento brasileiro rumo à próxima década Esperança religada As mudanças e os próximos passos em torno do debate sobre o pacote para redução do preço da energia no Brasil Ao alcance de todos Os caminhos do 4G e dos pagamentos móveis para estarem definitivamente no dia a dia dos brasileiros nos próximos anos A fronteira dos serviços Em um país com uma pauta de exportações ainda pouco diversificada, a cadeia de serviços brasileira quer ampliar suas vendas ao exterior O novo mix do consumo Como os novos movimentos da sociedade continuarão alavancando bons números a setores como os de bicicletas, alimentos orgânicos e imobiliário Mais forte contra as incertezas Com a perspectiva de que o pré-sal turbine o fundo soberano brasileiro, chegou a hora do País refletir sobre como ele pode ajudar a nos proteger da instabilidade global A gangorra da Selic Diante da taxa nominal de juros mais baixa da história recente, o País se questiona sobre a sustentabilidade desse nível e a respeito da política monetária como um todo O mundo e a corporação Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro

4 Escalada Pequenas e médias empresas de crescimento acelerado adotam práticas para contornar o aumento de custos e os obstáculos causados pelo chamado Custo Brasil das Emergentes conjunto de desafios que precisa ser enfrentado rapidamente na rota de desenvolvimento do País para a década de Por Luciano Feltrin Agenda 2020 A nova etapa do desenvolvimento brasileiro Com temas inseridos na discussão sobre os desafios e as oportunidades para tornar o País mais competitivo na próxima década, Mundo Corporativo apresenta nesta edição o segundo conjunto de reportagens que permeiam a Agenda 2020 A nova etapa do desenvolvimento brasileiro. A matéria que começa nestas páginas exemplifica, a partir da visão e das práticas de pequenos e médios empresários que contam com taxas singulares de crescimento, quais são os principais gargalos do ambiente de negócios das organizações emergentes muitos deles conhecidos há tempos e sintetizados na alcunha Custo Brasil. O que eles colocam em prática ajuda a nortear as lideranças do País nos pontos que precisam ser consertados ao longo da rota de contínuo desenvolvimento do nosso ambiente de negócios. Os temas apresentados em todas as reportagens a seguir refletem questões que devem estar na pauta de desenvolvimento do Brasil até o início da próxima década. Confira em as matérias que abriram, na edição 37 de Mundo Corporativo, a agenda de discussão sobre pontos que precisam ser antecipados rumo ao Brasil de Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro 2012

5 emergente entregar a profissionais terceirizados suas questões contábeis e tributárias. Foi a primeira grande decisão da companhia no sentido de se organizar para continuar crescendo com menos impacto do Custo Brasil, diz Helena Ribeiro, fundadora e presidente do Grupo. Para minha surpresa, o trabalho especializado fez com que a geração de caixa aumentasse 17%, o que aconteceu graças ao aproveitamento de créditos tributários, algo que não fazíamos antes simplesmente por desconhecer a possibilidade. Ao analisar a trajetória das pequenas e médias empresas (PMEs) que mais crescem no Brasil, uma constatação é óbvia: pensar somente de acordo com o porte da empresa é coisa do passado. O fato é que elas vão além e pensam como as grandes organizações, conforme mostram muitas das 250 PMEs que compõem o ranking das que mais crescem no Brasil, estudo organizado pela Deloitte e pela revista Exame PME, que já alcançou sua sétima edição. Além de apontar quais são as PMEs com a maior taxa de expansão nos últimos três anos completos, a edição 2012 da pesquisa mostra como elas agem para contornar problemas históricos do País e que compõem o Custo Brasil das Emergentes (veja os desafios que mais as impactam no quadro da pág. 8). A partir dos bons resultados colhidos por elas, fica claro que as melhores práticas, antes quase restritas às grandes organizações, já estão sim no dia a dia das empresas emergentes. Para diminuir o custo Olhar o desempenho financeiro com lupa é uma questão de ordem para as PMEs que querem prosperar e contornar os problemas associados ao ambiente de negócios no Brasil. Foi o que percebeu o Grupo Empreza, de Goiânia, com atuação nas áreas de gestão e fornecimento de mão de obra temporária, quando decidiu, em 2008, Atingidas em cheio pelo peso crescente do Custo Brasil, as empresas emergentes se veem, agora, obrigadas a organizar melhor suas estruturas para manter um ciclo de expansão acelerado em seus números. E, para não recorrer a alternativas que envolvam cortes ou paralisação dos investimentos, o caminho mais atraente é optar por administrar bem os custos, como no exemplo do Grupo Empreza, que faz análises detalhadas antes de assumir um novo projeto. Como atuamos em um negócio que depende basicamente de pessoas e a mão de obra qualificada é escassa, é preciso medir milimetricamente o risco de entrar em um projeto sem comprometer outros, explica Helena, à frente de mais de 300 funcionários fixos. Lidando com os tributos Não é por acaso que o nosso sistema tributário e legal foi apontado pelas participantes do estudo da Deloitte e da Exame PME como o desafio do ambiente de negócios que mais incide no aumento de custos e nos esforços das PMEs (veja a ordem completa dos principais desafios no quadro da pág. 8). A complexidade de documentos e procedimentos envolvidos no atendimento das obrigações fez com que o tema fosse para o topo da agenda estratégica da paranaense Apetit Serviços de Alimentação, que inseriu duas de suas empresas no ranking de expansão, ocupando a 13ª e a 48ª colocações. O planejamento tributário é, hoje, um aspecto fundamental para o negócio e não pode ficar restrito ao contador, afirma Márcia Manfrin, presidente da empresa, com 153 restaurantes e 2 mil funcionários distribuídos em 11 Estados. Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro

6 Na vanguarda das emergentes da esq. para a dir.: Eliton Vialta (Arcitech), Edmilson Silva (Reuter), e Helena Ribeiro (Grupo Empreza), em evento que divulgou a edição 2012 da pesquisa As PMEs que Mais Crescem no Brasil Além de acompanhar de perto questões que envolvem taxas, tributos e impostos, Márcia as submete a um departamento de controladoria. A área é responsável por decifrar as normas e encontrar formas legais de recolher impostos, impactando menos o caixa. A complexidade de regras enfrentada pelas PMEs cotidianamente, no entanto, não está restrita apenas à tributação. Como atua em diversos Estados e municípios, a Apetit, por exemplo, está sujeita ao cumprimento de um emaranhado de leis locais. Apenas no que se refere a convenções coletivas de trabalho, são 17. Gerenciar a cadeia de suprimentos é outro desafio relevante e rotineiro com o qual a empresa se depara. Uma das lições mais valiosas para uma PME em franco crescimento é que tudo precisa se transformar em número. Só dessa forma é possível ter o controle de custos na mão para estar pronto para negociar com a cadeia de suprimentos sempre que for necessário, acredita Márcia. A questão trabalhista O aquecimento do mercado imobiliário foi o maior responsável por transformar a Reuter, de Santa Catarina, em um fenômeno de crescimento. Graças à atratividade do setor, a empresa conseguiu fazer sua receita líquida anual crescer quase 1.000%. Ironicamente, entretanto, o mesmo aquecimento vem sendo o principal obstáculo enfrentado pela companhia para continuar trilhando o caminho do sucesso. Isso acontece porque a falta de mão de obra qualificada encarece o custo das contratações. Com uma equipe composta por 90 colaboradores, entre funcionários e prestadores de serviços, a construtora catarinense aposta na negociação com grandes fornecedores e em uma estrutura enxuta para manter os custos fixos sob controle e crescer de forma sustentada. O nosso maior entrave são os custos trabalhistas, que chegam a triplicar o valor dos salários. Não fosse isso, poderíamos ter mais funcionários e remunerá-los melhor, observa Edmilson Silva, diretor-geral da Reuter. De acordo com o executivo, com tantos obstáculos ao longo da jornada, os empreendedores à frente de PMEs brasileiras vêm sendo praticamente forçados a se profissionalizar, o que os obriga a entender o negócio de forma bem mais ampla. Venda é o 6 Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro 2012

7 fator que menos preocupa hoje em dia. Se você tem competência no que faz, vender é uma consequência. Para sustentar o crescimento, uma PME depende mesmo é de uma conjugação de fatores, como estar atento aos custos e à tributação e jamais deixar a qualidade de lado, recomenda. A vontade de crescer também amplia a criatividade. As empresas passam a buscar soluções engenhosas para desatar os nós da burocracia. Um exemplo prático: para não ficar dependente dos processos que retardam a liberação de recursos para financiar imóveis de seus clientes, a Reuter se prepara para assumir os financiamentos. No início, queremos usar recursos próprios, de geração de caixa, para ampliar o número de financiamentos. Daqui a 4 ou 5 anos, a ideia é fazer parcerias ou receber investimentos para fazer isso em maior escala, projeta Silva. A parceria pode acontecer mais para frente, mas, como ainda somos uma empresa de controle familiar, precisamos de algum tempo para organizar a governança corporativa, e estarmos preparados para receber investidores, explica. Governança como valor A exemplo do que ocorre com a Reuter, o tema governança está ganhando espaço na agenda das PMEs que mais crescem. Seja na profissionalização da gestão ou trazendo executivos do mercado para atuar no conselho de administração, a maior transparência já é percebida como algo que agrega valor efetivo à operação. Aprender a delegar é um sentimento constante nas PMEs. É muito importante, pois ajuda a enfrentar as dores do crescimento e a encarar melhor a transição de média para grande, que é exatamente o momento pelo qual passamos, define Helena Ribeiro, do Grupo Empreza, que optou por um modelo híbrido de governança. Nele, o conselho de administração mescla sócios da companhia com membros externos. Já os comitês, cuja principal função é assessorar os conselheiros na tomada de decisões em temas e áreas específicos, são comandados por funcionários que acumulam vários anos de casa. Alguns desses colaboradores estão na empresa desde sua fundação, em A combinação entre a agilidade das pequenas empresas na tomada de decisões com uma visão avançada de negócios e finanças típica das grandes vem embalando o crescimento vertiginoso da Arcitech. A empresa, que realiza projetos de redes de telecomunicações, puxa a fila das 250 PMEs cujas receitas mais cresceram entre 2009 e Tudo começou em Um grupo de empresários capitaneado por Eliton Vialta identificou oportunidades de desenvolver negócios na área de telecomunicações na região de Campinas (SP) e resolveu assumir as atividades da empresa especializada em redes de cabo Tele Design. O problema é que, embora a atividade fosse de fato bastante promissora, o cenário exigia crescimento rápido. Para piorar, a companhia tinha poucos recursos financeiros disponíveis. A solução encontrada foi buscar associações com fornecedores, lembra Vialta, hoje diretor da Arcitech. As parcerias ajudaram a dividir os custos e, em alguns casos, significaram adiantamento de recursos, que deram fôlego ao nosso caixa. O próximo passo dado no sentido de reforçar a saúde financeira da empresa foi colocá-la sob o regime de lucro real, considerado, na ocasião, mais vantajoso do ponto de vista financeiro. Fazer a escolha As parcerias ajudaram a dividir os custos e, em alguns casos, significaram adiantamento de recursos, que deram fôlego ao nosso caixa. Eliton Vialta, sócio-diretor da Arcitech, a PME que mais cresceu na edição 2012 do ranking organizado por Deloitte e Exame PME Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro

8 Os percalços na rota de crescimento das PMEs Conheça os grandes desafios do ambiente de negócios na visão dos líderes das empresas emergentes* Quantidade e complexidade de documentos e procedimentos envolvidos no atendimento das obrigações Dificuldade para conhecer todas as normas legais e tributárias que afetam o negócio Dispêndio de recursos necessários para manter a estrutura interna de profissionais para atender às obrigações legais e tributárias Dificuldades de contratar profissionais qualificados para ajudar a empresa a atender às obrigações legais 24% Dispêndio de recursos necessários para terceirizar o atendimento às obrigações legais e tributárias 69% 51% 47% 36% Garantias e exigências atualmente requeridas pelas instituições financeiras para a concessão de crédito Complexidade dos procedimentos para a captação de crédito em bancos de fomento 18% Atual conjuntura do mercado de capitais no Brasil 9% Complexidade dos procedimentos para a captação de recursos no exterior 7% Modelo de seleção adotado pelos fundos de investimento (private equity e venture capital) para definir empresas-alvo 56% 41% * Com faturamento até R$ 300 milhões em 2011 Os percentuais indicam a parcela de respondentes entrevistados que assinalaram cada item 36% Qualidade do panorama logístico brasileiro 30% Concentração da cadeia de fornecimento do setor 25% Tempo despendido no escoamento de mercadorias em portos e aeroportos 22% Dificuldade em lidar e negociar com fornecedores 16% Dependência de produtos importados 78% 58% Qualificação da mão de obra Taxa de juros 37% Instabilidade cambial 35% Valor dos salários 11% Inflação 6% Volume de investimentos estatais 44% Sistema legal e tributário 30% Legislação trabalhista 7% Captação de recursos 7% Condições de inovação 6% Cadeia de suprimentos 5% Ambiente econômico e demográfico 1% Comércio exterior Custos por funcionários estabelecidos pela legislação trabalhista (FGTS, férias, vale-transporte,13º, horas extras etc) 27% Tempo requerido pela legislação e por práticas trabalhistas para processos de contratação ou demissão 22% Complexidade dos procedimentos para a contratação de profissionais 22% Dificuldade na negociação com sindicatos 20% Processos legais que envolvem ex-funcionários, fornecedores etc 9% Complexidade na contratação de temporários 88% Complexidade em obter financiamento para desenvolver novos produtos e serviços Nível de apoio governamental para desenvolver novos produtos e serviços Custos com licenças, certificações e autorizações 23% Distanciamento entre as empresas e as universidades 19% Tempo médio levado pelos órgãos competentes para deferir os pedidos de patentes e registros 34% 33% 32% 27% Morosidade no trânsito das mercadorias em portos e aeroportos em função da burocracia 22% Custos com armazenagem e/ou transporte de mercadorias 22% Complexidade dos processos aduaneiros 19% Qualidade da infraestrutura de transporte do País 9% Complexidade dos procedimentos para o registro de novos produtos para importação e exportação 8% Complexidade dos procedimentos para a geração e emissão de certificados e documentos 4% Barreira não tarifária sobre produtos 4% Complexidade dos procedimentos para a contratação de câmbio Confira os resultados completos da pesquisa em Pelo sétimo ano consecutivo, a Deloitte e a revista Exame PME elaboraram o ranking das pequenas e médias empresas que mais crescem no País. O levantamento também apontou os principais desafios do ambiente de negócios às empresas emergentes. 8 Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro 2012

9 Os bancos são muito seletivos para emprestar recursos às empresas emergentes, exigindo diversas garantias para aprovar a operação. Por isso, os fundos de investimento têm sido a forma mais interessante de uma PME se alavancar. Ricardo Teixeira, sócio-líder da Deloitte para Empresas Emergentes tributária mais adequada foi tão importante quanto fechar as parcerias com prestadoras de serviços para obter crescimento. Outra empresa do segmento de comunicações a Zenvia (ex-human Mobile), especializada na criação de soluções em mobilidade corporativa, tem conseguido se destacar, mesmo tendo de enfrentar uma legislação trabalhista que incide em fortes encargos aos prestadores de serviços. As leis trabalhistas atrapalham bastante o desenvolvimento de nosso negócio, pois foram criadas sob a ótica de que o patrão explora o empregado. O que vemos atualmente, porém, é que, com a escassez de mão de obra, os colaboradores ganharam um poder de barganha e escolha muito grande, constata Cássio Bobsin Machado, sócio da Zenvia. Para o executivo, a única forma de continuar atraindo colaboradores de qualidade hoje a empresa conta com 70 funcionários é tornar o ambiente de trabalho um diferencial. Garantir boas condições de trabalho e ser flexível nos horários têm nos ajudado a criar um clima corporativo agradável. Estamos nos estruturando nos moldes do que é solicitado pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) e do regulamento do Novo Mercado, da BM&FBovespa, afirma Machado, ao lembrar que a empresa, que já audita seus balanços, está à procura de um conselheiro independente. Ricardo Teixeira, sócio da Deloitte que lidera a estrutura de atendimento às empresas emergentes, defende que a governança corporativa é um dos melhores caminhos para as PMEs que têm como meta vias alternativas de financiamento. Os bancos são muito seletivos para emprestar recursos às empresas emergentes, exigindo diversas garantias para aprovar a operação. Por isso, os fundos de investimento têm sido a forma mais interessante de uma PME se alavancar, aponta Teixeira. E eles estão de olho nas boas ideias e nas empresas que prezam pela sua saúde financeira e contam com sólidas iniciativas de governança. Em síntese, se o objetivo de uma PME for crescer, é preciso pensar como gente grande desde o início. Já para resolver outra preocupação de longo prazo a busca de capital para crescer em um ritmo ainda maior, outros planos estão sendo estruturados. Após fundir-se com a Comunika no ano passado e com planos de faturar R$ 100 milhões ao longo de 2013, a empresa começa a se organizar, do ponto de vista de governança, para abrir caminho a futuros investidores.

10 Agenda 2020 Energia para competir Esperança religada Um passo importante pela competitividade brasileira foi dado com o pacote de medidas do Governo para a diminuição do custo da energia, ainda entre os mais altos do mundo. Os próximos estão na ampliação dos benefícios da redução a toda a cadeia produtiva e no debate dos impactos aos investidores do setor elétrico. Por Eugênio Melloni Uma situação paradoxal inquietou profundamente o ambiente de negócios no Brasil ao longo das últimas décadas. Para as empresas que aqui operam, era incompreensível ver a sua competitividade minada por uma das tarifas de energia mais altas do mundo em um país que conta com abundância de usinas hidrelétricas e com um custo de geração inferior ao das termelétricas que predominam em países mais desenvolvidos e desprovidos das nossas fontes de recursos naturais. Grande parte do dilema começou a ser quebrado com o anúncio de um pacote de medidas endereçadas ao setor elétrico com o objetivo de reduzir as tarifas de eletricidade e, com isso, reforçar o arsenal de instrumentos adotados para estimular a economia brasileira. A iniciativa, conduzida em setembro por meio da Medida Provisória 579, foi aplaudida por diversos setores da economia nacional, com destaque à indústria, que viu no gesto um promissor primeiro passo rumo ao restabelecimento da competitividade perdida nos últimos anos. Mas, para que o Brasil volte a competir em igualdade de condições no que se refere ao preço de um dos principais insumos de diversas cadeias, o caminho ainda é um pouco mais extenso. O pacote adotado pelo Governo Federal para reduzir as tarifas de energia foi formado por duas iniciativas em frentes diferentes. Em uma delas, ficou determinada a antecipação para 2013 do vencimento das concessões de geração e de transmissão do setor elétrico, acenando com a indenização dos agentes por ativos ainda não amortizados. Nesse processo, os valores das tarifas deverão ser reduzidos ao equivalente aos gastos das concessionárias com operação e manutenção. Na outra frente, foram cortados alguns encargos setoriais que incidiam sobre a tarifa de energia elétrica, que passarão a ser arcados pelo Tesouro Nacional. Juntos, os cortes promovidos nas duas frentes resultaram em uma queda da tarifa média de energia de R$ 329 para R$ 264 por Megawatt-hora (MWh), segundo levantamento preliminar realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Segundo as entidades que representam os consumidores industriais e as comercializadoras de energia elétrica, as tarifas deverão sofrer reduções que vão de 9% a 28%, de acordo com o perfil do consumidor e do ambiente de comercialização em que ele se encontra. Foi uma mudança histórica, comemorou Paulo Pedrosa, presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e 10 Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro 2012

11 de Consumidores Livres (Abrace). A energia elétrica vinha deixando de ser vista, havia algum tempo, como um insumo e estava se transformando em um veículo de arrecadação, acrescenta. Para Carlos Cavalcanti, diretor titular do Departamento de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), é evidente que a indústria ganhou competitividade com as medidas. Ele calcula que uma redução dos preços da energia de até 20% vai provocar um impacto significativo à indústria e a toda a sociedade. Considerando o faturamento das distribuidoras de energia, da ordem de R$ 120 bilhões anuais, e tomando como base um desconto médio de 20% nas tarifas, o que se terá, nos 30 anos de duração das concessões que agora se renovam, é um total de R$ 720 bilhões que ficarão em poder da sociedade, diz o diretor da Fiesp. Para os líderes da indústria, o pacote adotado pelo Governo para o setor elétrico representou uma redenção, ainda que parcial, para as aflições provocadas por uma tarifa de energia elétrica vitaminada. O Brasil vinha ocupando nos últimos anos uma posição destacada no topo do ranking das maiores tarifas de energia elétrica (veja mais no quadro da pág. 12). Ao longo das últimas décadas, a inclusão de um grande conjunto de encargos setoriais sob as tarifas de energia contribuiu significativamente para a elevação dos valores pagos pela indústria e por outras categorias de consumidores. Apesar do reconhecimento, prevalece a visão geral de que o raio de ação dos cortes nas tarifas de energia não foi tão abrangente quanto poderia ser. A medida é um sinal importante, mas não vai resultar em mobilização de investimentos em expansão por parte da indústria, diz Pedrosa. Na opinião dele, as medidas poderiam ser mais intensas para provocar uma onda, no sentido de mobilizar novos investimentos na expansão da produção industrial. Carlos Faria, diretor-presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), diz que, com os níveis de queda das tarifas propostos, o Brasil ainda não dispõe de energia em condições competitivas em relação aos demais países. A energia elétrica no Brasil está em um patamar 53% mais alto que o valor médio mundial, diz. Seria necessário um desconto de 35% para chegarmos aos R$ 235 por MWh praticados, em média, no restante do mundo, calcula. Faria destaca que as medidas vieram em boa hora e trazem uma redução de suma importância, mas enfatiza a necessidade de avançar em algumas questões, entre elas, no peso de tributos, como a Cofins e o ICMS, que ainda incidem sobre as tarifas praticadas. Concessões e amortizações Os preços cobrados pela energia mesmo de usinas cujos investimentos já tinham sido amortizados estavam muito acima do custo de geração. Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro

12 Segundo Cavalcanti, da Fiesp, o custo de geração de uma usina amortizada é de R$ 6,80 por MWh, mas as geradoras estavam vendendo a mesma unidade a um preço médio de R$ 90. É como se o consumidor adquirisse uma geladeira em 36 prestações e, após o término do pagamento, continuasse a pagar indevidamente a mesma prestação, exemplifica. A amortização dos investimentos tem de acabar um dia, acrescenta. A antecipação do vencimento das concessões também foi um movimento elogiado pelo setor industrial. Era um benefício previsto para 2015 que foi antecipado para 2013, diz Pedrosa, da Abrace. Não haverá perda de anos de concessão com essa medida. Os dois anos antecipados serão incorporados aos 30 anos na nova vigência das concessões que ficarão, portanto, com um prazo de duração de 32 anos. Não se pode esquecer que a iniciativa se A energia na balança da competitividade m estudo comparativo abrangendo as tarifas industriais Ucobradas por Brasil e por outros 27 países aponta que apenas três deles Itália, Turquia e República Checa ostentam números maiores que os praticados aqui (veja abaixo). Com a perspectiva de redução na casa dos 20%, a posição ocupada pela tarifa brasileira começaria a deixar as posições iniciais do levantamento. Em relação aos vizinhos sul-americanos, o Brasil esteve isolado na dianteira do ranking das maiores tarifas industriais ao longo de No Uruguai, por exemplo, o valor médio cobrado chega a ser praticamente a metade do brasileiro; já Argentina e Paraguai ocupam as posições finais do levantamento, com os custos mais baixos das nações avaliadas. Oportunidade aos vizinhos Nos últimos meses, o Paraguai tornou-se uma sombra para o Brasil, ao acenar para setores industriais eletrointensivos com as suas tarifas mais competitivas. O país vizinho recebe a energia gerada pela usina binacional de Itaipu, que, apenas no outro lado da fronteira, não recebe os encargos setoriais. Com uma quantidade abundante do recurso, já que o país não absorve totalmente a sua cota de produção de Itaipu, sendo o restante vendido ao Brasil, o Paraguai viu aberta a oportunidade de transformar-se em alternativa para os segmentos industriais descontentes com os preços da energia cobrados em território brasileiro. Na Argentina, a expectativa é de uma melhora na competição do país no campo energético, a partir do aproveitamento da oferta de gás de xisto para a geração termelétrica a custos inferiores aos da produção a partir do gás natural ou de derivados de petróleo. Tarifa industrial de consumo de energia pelo mundo em 2011* (em R$ por MWh) 458,30 419,0 376,40 Antes da redução 329,0 320,0 Com 20% de redução 263,2 Países com as maiores tarifas Países da América do Sul Países do BRIC 190,70 188,10 179,70 142,40 117,40 91,50 88,10 84,40 Itália Turquia República Brasil Chile Brasil Colômbia Índia Uruguai China Equador Rússia Argentina Paraguai Checa Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Agência Internacional de Energia * Selecionados de uma lista com 28 países 12 Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro 2012

13 A questão do que será, de fato, considerado no cálculo da indenização da infraestrutura para geração e distribuição ainda não amortizada gera incertezas regulatórias e preocupação nos investidores. Iara Pasian, sócia-líder da Deloitte para a indústria de infraestrutura e especialista no segmento de energia elétrica encaixa entre as medidas adotadas pelo Governo com o objetivo de estimular o desenvolvimento econômico, destaca o presidente-executivo da Abrace, referindo-se ao pagamento que será feito pelos ativos que ainda não foram depreciados. O ponto acima, aliás, é um dos que causam mais discussões dentro do movimento adotado pelo Governo a partir da MP 579. A questão do que será, de fato, considerado no cálculo da indenização da infraestrutura para geração e distribuição ainda não amortizada gera incertezas regulatórias e preocupação nos investidores, afirma Iara Pasian, sócia-líder da Deloitte para a indústria de infraestrutura e especialista no segmento de energia elétrica. As indenizações dos ativos ainda não amortizados não foram anunciadas com as medidas adotadas pelo Governo, ao longo de setembro (o anúncio é esperado para o início de novembro). Cálculos iniciais produziram estimativas para essas indenizações que oscilam entre R$ 14 bilhões e R$ 40 bilhões. Iara calcula, com base em um universo constituído por 16 empresas de distribuição e nove de geração e transmissão analisadas que representam aproximadamente 85% das companhias com concessões com vencimento a partir de 2015 que o ativo total apresentado é de R$ 138 bilhões. O patrimônio líquido é de R$ 71,7 bilhões, enquanto a receita líquida soma R$ 44,5 bilhões. O saldo dos ativos não amortizados seria, com base nesses números, da ordem de R$ 46,5 bilhões. Isso significa que, sem considerar novos investimentos entre 2009 e 2015, seriam necessários mais 14 anos para amortizar o saldo estimado para 2015, aponta a sócia da Deloitte. Ela ainda destaca que nunca os investidores desse grupo de empresas tiveram qualquer dúvida sobre o direito de receber a indenização do valor registrado nos livros oficiais, atualizada monetariamente por índice de inflação ou pelo seu valor novo de reposição depreciado. Qualquer glosa, questionamento ou outro entendimento regulatório por parte do Governo sobre os valores registrados nas demonstrações financeiras regulatórias e societárias resultará em impacto para os acionistas, especialmente aos minoritários. Paulo Pedrosa, da Abrace: apesar de positivas, as medidas para o setor elétrico poderiam ir além e mobilizar novos investimentos na produção Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro

14 Além da questão do montante a ser amortizado, as companhias transmissoras ainda estão bastante apreensivas com pontos do pacote de medidas adotadas para o setor elétrico que ainda permanecem nebulosos. Sabemos que, com as medidas, as empresas transmissoras cuidarão da operação e manutenção da malha transmissora de energia, diz César Barros Pinto, diretor-executivo da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate). Mas quem responderá pela expansão da transmissão?, pondera. A expectativa dos representantes das concessionárias de distribuição é a de que com o passar do tempo, o mercado irá se estabilizar, avalia o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Fonseca. Livre negociação 10% a 15% É quanto costuma ser a diferença de preço praticado no mercado livre, não incluso nos pacotes de medidas anunciados pelo Governo, em relação ao mercado cativo. O primeiro, alternativa mais usual às grandes indústrias, apresenta a possibilidade de negociação direta com as geradoras do volume contratado e dos valores. investimentos. O impacto das medidas será maior para os consumidores pequenos, diz Reginaldo Almeida de Medeiros, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). Para a grande indústria, o impacto será menor. Mercado livre O principal fator que limitou o impacto positivo do pacote elétrico do Governo, segundo as lideranças da indústria e do segmento elétrico ouvidos por Mundo Corporativo, foi o fato de o mercado livre não ter sido incluído. Segundo Pedrosa, da Abrace, somente serão beneficiados com o corte pleno das tarifas os consumidores industriais que estão no chamado ambiente cativo mercado regulado de comercialização de energia, constituído pelos consumidores de baixa tensão (residências e estabelecimentos de pequeno comércio e indústria) e por consumidores comerciais e industriais de médio e grande portes com demanda inferior a 3 MW, que estão sujeitos aos monopólios regionais das distribuidoras e cujas tarifas são reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). São somente 15 grandes indústrias nessa situação, calcula. Se o ganho proporcionado pelas medidas do Governo é menor no mercado livre, o efeito multiplicador das medidas também será menor, explica Pedrosa, da Abrace. A isonomia nesse Carlos Cavalcanti, da Fiesp: redução do preço da energia na casa dos 20% traz impacto significativo à indústria e à sociedade No mercado livre, onde adquirem a energia elétrica consumidores industriais e comerciais de grande porte, responsáveis por 28% do mercado de eletricidade e por 60% da produção industrial, os ganhos são menores, uma vez que os consumidores não terão direito à redução das tarifas resultantes da amortização dos 14 Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro 2012

15 caso é muito importante, diz ele. Acreditamos que todos os consumidores, sejam do mercado cativo ou do mercado livre, deveriam ser beneficiados pela redução do valor depreciado, faz coro Medeiros, da Abraceel. É com esse posicionamento que os grandes consumidores industriais apresentaram, entre as mais de 400 emendas que foram remetidas ao processo de regulamentação da MP 579, o pleito de estender ao mercado livre os benefícios permitidos aos clientes do mercado cativo. O presidente-executivo da Abraceel acrescenta que o mercado livre, pelas suas características, é um ambiente de comercialização que favorece a redução dos custos da energia e, portanto, os ganhos de competitividade para os consumidores. Os preços da energia no mercado livre são entre 10% e 15% mais baratos que no cativo, diz. Mas é a flexibilidade dos contratos que mais atrai os consumidores. Os contratos de fornecimento podem ser ampliados ou reduzidos de acordo com os períodos de pico de produção e de entressafra, por exemplo. É possível indexar as tarifas a indicadores como a variação de cotações de commodities ou o dólar, adaptando-se às conveniências do consumidor. Acreditamos que todos os consumidores, sejam do mercado cativo ou do mercado livre, deveriam ser beneficiados pela redução do valor depreciado. Reginaldo Medeiros, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) Essa não é, contudo, a única questão que inquieta os grandes consumidores industriais. Há outros fatores que podem influir nos preços da energia e, possivelmente, neutralizar os ganhos proporcionados pelo pacote do Governo, alerta Miracyr Assis Marcato, diretor do Departamento de Engenharia de Energia e Telecomunicações do Instituto de Engenharia. Segundo ele, o preço do gás natural, utilizado para a produção de energia elétrica em termelétricas, está custando quatro vezes mais que nos Estados Unidos, onde o aproveitamento do gás de xisto (shale gas) derrubou as cotações do energético. Marcato lembra que, em situações em que os reservatórios das hidrelétricas são afetados pela estiagem, como vem acontecendo em 2012 no Brasil, as termelétricas são acionadas para poupar a utilização de água. Com o valor elevado do gás, a expectativa é de que as tarifas de energia elétrica devam subir para acomodar o custo mais alto de geração das termelétricas, aponta. São desafios do complexo setor energético na longa trilha do País em busca de sua competitividade. Carlos Faria, da Anace: Brasil precisa reduzir 35% do custo da energia para atingir a média mundial Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro

16 Agenda 2020 A integração de tecnologias e serviços Ao alcance de todos A pulverização de tecnologias que precisam estar no dia a dia dos consumidores é um passo importante ao Brasil da próxima década. As barreiras enfrentadas na disseminação dos meios de pagamento móveis e na implementação das redes de 4G exemplificam situações que requerem ações coordenadas e urgentes. Por Victor Hugo Alves O crescimento do uso de dispositivos móveis continua acelerado no Brasil. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em setembro, o País já contava com mais de 131 linhas ativas para cada grupo de 100 habitantes, uma expansão de 11% em relação à avaliação do mesmo período do ano anterior. Do total de aparelhos, aproximadamente 50 milhões contam com acesso à tecnologia 3G. O potencial de negócios para serviços móveis é evidente, porém, o setor de mobilidade ainda enfrenta dois grandes desafios: fazer decolar as soluções de pagamento móvel (mobile payment) e criar condições para a operação de forma maciça das redes de 4G (a quarta geração tecnológica de celulares). Entraves à mobilidade A adesão da população aos pagamentos via celular ainda é pequena no Brasil. Apesar da existência de algumas soluções de pagamento móvel no País, elas possuem abordagem para nichos de mercados e com transações de baixo valor. Segundo Jefferson Denti, diretor da área de Consultoria da Deloitte, essas iniciativas ainda são tímidas frente ao enorme potencial de mercado. Ele avalia que existem diversos projetos piloto no mercado, mas ainda é preciso evoluir muito em relação ao modelo de negócio a ser adotado. Se pensarmos somente em bancarização e transações de baixo valor, talvez o modelo não se sustente. Os benefícios devem ser consistentes para diversos segmentos de clientes e propiciar novos serviços e usos, avalia. Não podemos pensar somente no plástico (cartões) e, sim, em toda a convergência possível, como pagamentos, programas de recompensa, mídia social e ações de relacionamento com cliente. Em países da África e da Ásia existe um forte motivador social para uso das soluções móveis, já no Brasil é preciso identificar mecanismos e modelos de negócios que permitam a geração de novos negócios para os integrantes da cadeia. O domínio do relacionamento com o cliente e da tecnologia são fatores fundamentais para o sucesso dessa solução e vem propiciando uma batalha acirrada entre operadoras de telefonia e instituições financeiras, pontua Denti, da Deloitte. Para construir uma agenda positiva entre todos os integrantes do setor, o governo brasileiro investe em iniciativas para estabelecer os papéis de cada segmento dentro do sistema de pagamentos móveis, com uma legislação específica já em articulação pelo Banco Central (BC) e os Ministérios da Comunicação e Desenvolvimento Social. 16 Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro 2012

17 Para Denti, além da indefinição do modelo de negócio, existem outras barreiras que impactam o avanço dos pagamentos móveis, como por exemplo: diferentes tecnologias e aparelhos, regulamentação, alto custos de implantação (terminais, chips, NFC, aparelhos etc), segurança da informação, dependência de diversos agentes da cadeia para a entrega de valor ao cliente, a disponibilidade e interoperabilidade de rede. Porém a maioria dessas questões vem sendo tratada nos últimos anos, e principalmente as questões relacionadas a tecnologia, devem ter seu impacto minimizado nos próximos anos. Alternativas às barreiras Na visão de Eduardo Aspesi, diretor de Segmentos da Oi, o caminho mais correto para a implantação mais qualitativa de serviços de pagamento móvel é a realização de uma forte parceria entre as operadoras e as empresas do setor financeiro, como bancos, operadoras e administradoras de cartões. Só assim, ele entende que o País conseguirá evoluir no tema. É importante para uma operadora atuar em aliança com bancos e empresas adquirentes, afirma. Hoje, é possível dizer que o consumidor brasileiro está pronto para utilizar as tecnologias de pagamentos móveis. Falava-se em dificuldades culturais e técnicas, mas, para o consumidor, já é natural usar o celular para outras finalidades além da comunicação por voz, enfatiza Aspesi, lembrando que, em outubro de 2011, a Oi e o Banco do Brasil lançaram, em parceria com a Cielo, o cartão Oi, que, além de funcionar como cartão tradicional, também pode ser usado via celular, por meio da plataforma para transações móveis da Paggo. Quem também preparou terreno para criar novas ofertas de pagamento móvel foi a Vivo, que criou no fim do ano passado uma joint venture com a MasterCard para explorar o desenvolvimento de soluções de pagamento via telefones celulares. Alexandre Magnani, vicepresidente de desenvolvimento de novos negócios da MasterCard Brasil e Cone Sul, enfatiza que o projeto, feito inicialmente na cidade de São José dos Campos (SP), era uma fase que visava educar e aculturar tanto o consumidor como o lojista em relação ao uso do novo sistema de pagamento. Os aprendizados obtidos com este projeto são riquíssimos e estão nos ajudando a desenvolver o programa, aponta. Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro

18 Eduardo Aspesi, da Oi: consumidor já está acostumado a usar o celular além da comunicação por voz, o que pode tornar natural a migração aos pagamentos móveis O executivo lembra que o sistema envolve aceitação que as pessoas se familiarizem com as tecnologias e as incorporem no dia a dia, formação de um novo ecossistema entre as empresas de telefonia e bancos, além do desenvolvimento de softwares, equipamentos e chips. No entanto, ele pontua que toda a indústria está se movimentando, e que bancos, teles, bandeiras de cartões e outros competidores já entendem que a atuação de cada um é complementar. Por fim, ele avalia que existem diversas tecnologias que já estão disponíveis para a indústria e há espaço no mercado para que outros formatos sejam explorados. A MasterCard utiliza dois formatos, um baseado em tecnologia SMS e outro que utiliza a tecnologia por aproximação (Near Field Communication NFC), complementa. Jefferson Denti, da Deloitte, acredita que, uma vez superados os impedimentos iniciais, é possível ter uma excelente aceitação no Brasil. O consumidor brasileiro gosta de inovação, tecnologia e cada vez mais, adota o telefone celular como ferramenta de trabalho e interação social, comenta, citando como exemplo a rápida penetração do uso do celular, principalmente pré-pagos, que se tornou uma ampla plataforma para inclusão digital, principalmente das classes C e D. A curva de adoção foi altíssima e acho que para os pagamentos móveis pode ser igual, com os investimentos adequados e incentivos para o consumidor. Mesmo em meio a todos esses empecilhos, o uso do celular para serviços financeiros segue mostrando seu potencial. Somente entre 2010 e 2011, o uso de mobile banking cresceu 50%, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Ainda de acordo com a entidade, as grandes instituições financeiras registraram um aumento vertiginoso no número de transações realizadas via dispositivos móveis. Somente o Bradesco somou, em média, 15 milhões de transações mensais feitas por smartphones, com um total de mais de 1,2 milhão de aplicativos baixados para diversos sistemas operacionais. O banco possui atualmente mais de 700 mil usuários ativos apenas no celular e, em 2011, acumulava uma média mensal de 8 milhões de transações pelo canal móvel. O aplicativo de mobile banking do Itaú já superou a casa de 2,4 milhões de downloads. Velocidade nas conexões A tecnologia 4G, com maior velocidade para tráfego de dados e que poderia ser um dos principais fatores a impulsionar a implantação e utilização das soluções de pagamento móvel, também está encontrando barreiras para se tornar uma realidade no Brasil. O prazo para as operadoras implantarem as redes 4G em todo o território nacional é o fim de Segundo cronograma do edital da Anatel, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes devem ter a cobertura da tecnologia até 31 de dezembro de No entanto, as cidades-sede da Copa das Confederações têm de estar cobertas até 30 de abril de 2013, enquanto as sedes e subsedes da Copa do Mundo terão o serviço até o final do mesmo ano. E, para cumprir essa meta, as companhias terão de se esforçar muito, principalmente na superação das barreiras atuais. 18 Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro 2012

19 Se pensarmos somente em bancarização e transações de baixo valor, talvez o modelo (de pagamentos móveis) não se sustente. Os benefícios devem ser consistentes para diversos segmentos de clientes e propiciar novos serviços e usos. Jefferson Denti, diretor da área de Consultoria da Deloitte Além da necessidade de altos recursos financeiros para aplicar na nova infraestrutura de rede, os principais problemas apontados por especialistas e empresas do setor de telecomunicações são os atrelados às dificuldades de instalação das antenas. De acordo com a Oi, o cenário desenhado traz uma incompatibilidade quanto à instalação de antenas. Segundo a operadora, é preciso urgentemente modificar a legislação atual e desmitificar a discussão em torno da radiação emitida pelas antenas. Na visão da operadora, as prefeituras têm hoje várias legislações diferentes, com regras impossíveis de atingir, e a maior dificuldade nesse momento é colocar e regularizar as torres. A operadora investirá R$ 24 bilhões até Destes, R$ 6 bilhões serão gastos somente neste ano, sendo mais da metade destinada à expansão da infraestrutura de banda larga, como fibra ótica, Wi-Fi, 3G e 4G. Somente nesta última, o aporte será de R$ 1 bilhão até De acordo com a operadora, a tecnologia 4G tende a maturar em 3 a 5 anos. No início de outubro, a Oi inaugurou sua rede de 4G no Rio de Janeiro, com teste de vídeo chamada para celulares. A rede da companhia está em operação no Leblon, em fase de testes, e o lançamento piloto do serviço será iniciado em dezembro, mas apenas para um público restrito. A expectativa é de que, até o fim deste ano, três outras capitais do País também recebam testes públicos da operadora. O presidente da Oi, José Valim, lembrou, porém, que a dificuldade para se criar a infraestrutura para a rede 4G, principalmente no que tange às antenas, é um dos limitantes para o maior desenvolvimento da implantação da nova tecnologia de celular. Como uma das saídas, o executivo defendeu o compartilhamento de rede com outras operadoras. Estamos buscando uma negociação com outras operadoras sobre o compartilhamento. Quanto maior ele for, mais eficiente será o desenvolvimento de novas torres, e a meta é acelerar isso o mais rápido possível, diz Valim. A mesma dificuldade foi apontada pelo diretor executivo de Estratégia e Novos Negócios da Vivo, Christian Gebara, que salienta que a instalação de novas antenas é, sem dúvida, o grande entrave devido às diversas legislações (federal, estadual e municipal) que se sobrepõem e dificultam o trabalho das operadoras. Do ponto de vista tecnológico, o serviço está pronto para ser oferecido, diz. A Vivo realizará investimento da ordem de R$ 24,3 bilhões até 2014 para implantar a tecnologia. A empresa revelou ainda que chegou a uma nova solução para instalar as antenas da rede de 4G. Elas serão fixadas em postes de iluminação já existentes, com o restante dos equipamentos no subterrâneo. Com isso, a operadora busca evitar os conflitos com as cidades, que se preocupam com o impacto visual da instalação. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, revelou que uma proposta está em análise para facilitar a instalação das redes 4G e incentivar o compartilhamento das antenas entre as operadoras para garantir uma redução do Fundo de Fiscalização Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro

20 Uma possível desoneração fiscal contribuiria para reduzir a restrição dos investimentos estrangeiros (no 4G), ainda mais das empresas responsáveis pela infraestrutura, como equipamentos. Celso Kassab, sócio da área de Consultoria da Deloitte (Fistel) para as operadoras que investirem na instalação de antenas em torres compartilhadas. Motivos para o atraso Celso Kassab, sócio da área de Consultoria da Deloitte, opina que a demora na implantação do 4G no Brasil é oriunda de questões relacionadas às operadoras e ao Governo. Segundo ele, as operadoras têm como principal restrição a capacidade de investimento e a dúvida em relação ao retorno sobre ele, pois ainda existe uma amortização decorrente do investimento na rede de 3G. Além disso, ele mencionou a demora na discussão técnica para definir as faixas e Christian Gebara, da Vivo: alternativa para a instalação das antenas de 4G, uma das principais barreiras para a expansão da rede subfaixas, as regiões e os valores para o leilão, bem como o marco regulatório. Esses pontos atrasaram significativamente o cronograma, comenta. Kassab também enfatiza que a crise financeira no exterior, assim como as leis de zoneamento urbano que restringem a instalação de novas antenas, pode ser mais uma barreira para a implantação acelerada das redes de 4G. O sócio da Deloitte citou ainda o esforço que o Governo vem fazendo para tentar reduzir os tributos sobre equipamentos e serviços do setor de telecomunicações. Ou seja, uma possível desoneração fiscal contribuiria para reduzir a restrição dos investimentos estrangeiros, ainda mais das empresas responsáveis pela infraestrutura, como equipamentos, destaca. Para Kassab, a crise na Europa e as dificuldades enfrentadas pela economia do Japão, sedes de grande parte dos fornecedores da cadeia, podem frear a capacidade de investimento no médio prazo. Ele frisa que o benefício com a introdução da tecnologia 4G será fundamental para apoiar o crescimento sustentável do Brasil, já que o comportamento de consumidores, empresas e legisladores está cada vez mais associado à mobilidade, interatividade e conveniência. Kassab ainda indica que a tecnologia de 4G proporcionará acesso à internet em alta velocidade, fundamental para atender a demanda dos grandes eventos esportivos que o Brasil vai abrigar nos próximos quatro anos, permitindo maior alcance e acesso a locais onde as outras tecnologias não chegam. O que vai trazer potenciais consumidores para o mundo virtual. Um desafio com solução plausível para o Brasil da próxima década. 20 Mundo Corporativo nº 38 Outubro-Dezembro 2012

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