Demonstrações financeiras em 31 de dezembro 2013 e 2012

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1 31 de dezembro 2013 e 2012 KPDS 81080

2 Conteúdo Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 3 Balanços patrimoniais 5 Demonstrações de resultados 6 Demonstrações de resultados abrangentes 7 Demonstrações das mutações do patrimônio líquido 8 Demonstrações dos fluxos de caixa - Método indireto 9 Notas explicativas às demonstrações financeiras 10 2

3 KPMG Auditores Independentes Avenida Presidente Vargas, Salas 1401 a 1405, 1409 e Jardim América Edifício Times Square Business Ribeirão Preto - SP - Brasil Caixa Postal Ribeirão Preto - SP - Brasil Central Tel 55 (16) Fax Nacional 55 (16) Internet Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras Aos Acionistas da GE Boa Vista S.A. São Bento do Norte - Rio Grande do Norte Examinamos as demonstrações financeiras da GE Boa Vista S.A. ( Companhia ), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2013 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Companhia é responsável pela elaboração e pela adequada apresentação dessas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. 3 KPMG Auditores Independentes, uma sociedade simples brasileira e firma-membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e afiliadas à KPMG International Cooperative ( KPMG International ), uma entidade suíça. KPMG Auditores Independentes, a Brazilian entity and a member firm of the KPMG network of independent member firms affiliated with KPMG International Cooperative ( KPMG International ), a Swiss entity.

4 Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da GE Boa Vista S.A. em 31 de dezembro de 2013, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Ribeirão Preto, 28 de fevereiro de 2014 KPMG Auditores Independentes CRC 2SP014428/O-6 Alberto Bressan Filho Contador CRC 1SP144380/O-7 4

5 Balanços patrimoniais em (Em milhares de Reais) Ativo Nota Passivo Nota Circulante Circulante Caixa e equivalentes de caixa Fornecedores e outras contas a pagar Outros investimentos Financiamentos Contas a receber e outros recebíveis Obrigações fiscais Impostos e contribuições a recuperar Imposto de renda e contribuição social a pagar 96 - Despesas antecipadas 9 15 Total passivo circulante Total ativo circulante Não circulante Não circulante Financiamentos Realizável a longo prazo Imposto de renda e contribuição social diferidos Total passivo não circulante Imobilizado Patrimônio líquido 15 Total ativo não circulante Capital social Prejuízos acumulados (1.868) (867) Total do patrimônio líquido Total do passivo Total do ativo Total do passivo e patrimônio líquido As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 5

6 Demonstrações de resultados Exercícios findos em (Em milhares de Reais) Nota Receita operacional líquida Custo de vendas e serviços 17 (1.089) - Lucro bruto Despesas operacionais Despesas administrativas 17 (1.181) (1.003) Resultado antes das despesas financeiras 429 (1.003) Receitas financeiras Despesas financeiras 18 (1.005) - Resultado financeiro líquido (877) 4 Resultado antes dos impostos (448) (999) Imposto de renda e contribuição social corrente 8 (108) - Imposto de renda e contribuição social diferido 8 (445) 445 Resultado do exercício (1.001) (554) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 6

7 Demonstrações de resultados abrangentes Exercícios findos em (Em milhares de Reais) Resultado do exercício (1.001) (554) Resultado abrangente total (1.001) (554) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 7

8 Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Exercícios findos em (Em milhares de Reais) Capital Adiantamento Total do Subscrito para futuro Prejuízos patrimônio Nota Social A integralizar e integralizado aumento de capital acumulados líquido Saldos em 1º de janeiro de (313) Aumento de capital (1.380) (629) Integralização de capital Resultado do exercício (554) (554) Saldos em 31 de dezembro de (997) (867) Aumento de capital (4.704) Integralização de capital Resultado do exercício (1.001) (1.001) Saldos em 31 de dezembro de (1.868) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 8

9 Demonstrações dos fluxos de caixa - método indireto Exercícios findos em (Em milhares de Reais) Nota Fluxo de caixa das atividades operacionais Resultado do exercício (1.001) (554) Ajustes para: Imposto de renda e contribuição social diferidos 445 (445) Depreciação e amortização Juros sobre atualização de outros investimentos (124) - Juros incorridos de financiamentos Imposto de renda e contribuição social provisionados Aumento em contas a receber e outros recebíveis (1.350) - Aumento em impostos e contribuições a recuperar (71) - Redução em despesas antecipadas 6 - Aumento (redução) em fornecedores e outras contas a pagar (1.936) (38) Redução (aumento) em obrigações fiscais (14) 43 Imposto de renda e contribuição social pagos (12) - Fluxo de caixa proviniente das (usado nas) atividades operacionais (1.957) (994) Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aquisição de ativo imobilizado 22 (35.848) (7.422) Outros investimentos (12.086) Fluxo de caixa usado nas atividades de investimentos (25.798) (19.508) Fluxo de caixa das atividades de financiamentos Financiamentos tomados Aumento de capital Fluxo de caixa proveniente das atividades de financiamentos Aumento líquido em caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa em 1º de janeiro Caixa e equivalentes de caixa em 31 de dezembro As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 9

10 Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de Reais) 1 Contexto operacional A Companhia, é uma sociedade anônima de capital fechado, localizada na cidade de São Bento do Norte, estado do Rio Grande do Norte, na Fazenda Boa Vista, 1C, parte, Estrada RN 120, Caixa Postal 1, , tem por objeto o desenvolvimento, a implantação e exploração de projetos de geração de energia elétrica a partir de fontes eólicas e comercialização de energia elétrica. Para a produção de energia, existem contratos firmados de compra e venda de energia no ambiente regulado (CCEARs), na modalidade disponibilidade de energia elétrica, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), decorrente do resultado do 2º Leilão de Energia Proveniente de Fonte Alternativa de Geração, realizado em agosto de Foi vendida para distribuidoras por um prazo de 20 anos, a partir de setembro de A Companhia tem como compromisso obter todas as licenças e autorizações exigidas por lei. Em 31 de dezembro de 2013, a GE Boa Vista S.A. possui a licença simplificada de instalação e operação nº /TEC/LSIO-0010, emitida pelo IDEMA, com validade até 02 de fevereiro de 2014, para instalação de central geradora eólica com potência de 14 MW/h e 07 aerogeradores. A referida licença encontra-se em processo de prorrogação. 2 Base de preparação a. Declaração de conformidade (com relação às normas do CPC) As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil que seguem os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). A emissão das demonstrações financeiras da Companhia foi autorizada pela Administração em 28 de fevereiro de Detalhes sobre as políticas contábeis da Companhia estão apresentadas na nota explicativa 3. b. Base de mensuração As demonstrações financeiras da Companhia foram preparadas com base no custo histórico, com exceção dos instrumentos financeiros não derivativos designados por meio do resultado que são mensurados pelo valor justo. c. Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. d. Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as normas CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas 10

11 contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de uma maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer exercícios futuros afetados. As informações sobre incertezas sobre premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro estão incluídas nas seguintes notas explicativas: Nota 8 - Imposto de renda e contribuição social diferidos; e Nota 9 - Imobilizado 3 Principais políticas contábeis As políticas contábeis descritas abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações financeiras. A Companhia adotou os seguintes novos pronunciamentos e revisões a pronunciamentos, incluindo qualquer revisão ocorrida como consequência em outros pronunciamentos, com data de aplicação inicial em 1º de janeiro de 2013, sendo eles CPC 19 (R2), CPC 26 (R1), CPC 33(R1), CPC 36 (R3), CPC 40 (R1), CPC 45 e CPC 46. Nenhum desses novos pronunciamentos teve impacto sobre essas demonstrações financeiras. a. Instrumentos financeiros i. Ativos financeiros não derivativos A Companhia reconhece o contas a receber de clientes e outros recebíveis inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram ou quando a Companhia transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pela Companhia nos ativos financeiros transferidos é reconhecida como um ativo ou passivo individual. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, somente quando, as empresas detenham o direito legal de compensar os valores e tenham a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. A Companhia classifica os ativos financeiros não derivativos nas seguintes categorias: empréstimos e recebíveis e mensurados pelo valor justo por meio de resultado. 11

12 Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado como mensurado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação, ou seja, designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os custos da transação são reconhecidos no resultado conforme incorridos. Ativos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado são mensurados pelo valor justo e mudanças no valor justo desses ativos, os quais levam em consideração qualquer ganho com dividendos, são reconhecidas no resultado. Ativos financeiros classificados como mantidos para negociação são ativamente gerenciados para atender às necessidades de liquidez da Companhia. Ativos financeiros designados como pelo valor justo por meio do resultado compreendem aplicações financeiras registradas em outros investimentos. Contas a receber e outros recebíveis Contas a receber e outros recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. As contas a receber e outros recebíveis abrangem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber e outros recebíveis. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa, bancos e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, sendo utilizados na gestão das obrigações de curto prazo. ii. Passivos financeiros não derivativos A Companhia reconhece seus passivos financeiros não derivativos inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Companhia se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retiradas, canceladas ou vencidas. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo deduzidos de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método de juros efetivos. A Companhia têm os seguintes passivos financeiros não derivativos: financiamentos, fornecedores e outras contas a pagar. iii. Capital social As ações ordinárias são classificadas como patrimônio líquido. Os dividendos mínimos obrigatórios conforme definido no Estatuto da Companhia são reconhecidos como passivo. Veja nota explicativa 15d. 12

13 b. Imobilizado i. Reconhecimento e mensuração Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas, quando aplicável. O custo inclui gastos que são diretamente atribuíveis à aquisição de um ativo. O custo de ativos construídos pela própria Companhia inclui: Custo de materiais e mão de obra direta; Quaisquer outros custos para colocar o ativo no local e condição necessários para que esses sejam capazes de operar da forma pretendida pela Administração; Custos de desmontagem e de restauração do local onde estes ativos estão localizados; Custos de empréstimos sobre ativos qualificáveis. Quando partes de um item do imobilizado têm diferentes vidas úteis são registradas como itens individuais (componentes principais) de imobilizado. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado (apurados pela diferença entre os recursos advindos da alienação e o valor contábil do imobilizado), são reconhecidos em outras receitas/despesas operacionais no resultado. ii. iii. Custos subsequentes Gastos subsequentes são capitalizados na medida em que seja provável que benefícios futuros associados com os gastos serão auferidos pela Companhia. Gastos de manutenção e reparos recorrentes são registrados no resultado. Depreciação Itens do ativo imobilizado são depreciados a partir da data em que estão disponíveis para uso, ou no caso de ativos construídos internamente, a partir do dia em que a construção é finalizada e o ativo está disponível para uso. A depreciação é calculada pelo método linear baseado na vida útil estimada dos itens, para amortizar o custo de itens do ativo imobilizado. É geralmente reconhecida no resultado, a menos que o montante esteja incluído no valor contábil de outro ativo. As vidas úteis médias estimadas para o exercício corrente e comparativo são as seguintes: Instrumento de medição de vento 20 anos Parque aeólico 20 anos Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais são revistos a cada encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis. 13

14 c. Redução ao valor recuperável (impairment) i. Ativos financeiros Um ativo financeiro é avaliado a cada data de apresentação para apurar se há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, a reestruturação do valor devido à Companhia sob as condições que a Companhia não consideraria em outras transações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. Ativos financeiros mensurados pelo custo amortizado A Companhia considera evidência de perda de valor de ativos mensurados pelo custo amortizado para recebíveis tanto no nível individualizado como no nível coletivo. Ativos individualmente significativos são avaliados quanto à perda de valor específico. Todos os recebíveis individualmente significativos identificados como não tendo sofrido perda de valor individualmente são então avaliados coletivamente quanto a qualquer perda de valor que tenha ocorrido, mas não tenha sido ainda identificada. Ativos individualmente importantes são avaliados coletivamente quanto à perda de valor por agrupamento conjunto desses títulos com características de risco similares. Ao avaliar a perda de valor recuperável de forma coletiva, a Companhia utiliza tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da administração quanto às premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridas pelas tendências históricas. Uma redução do valor recuperável com relação a um ativo financeiro medido pelo custo amortizado é calculada como a diferença entre o valor contábil e o valor presente dos futuros fluxos de caixa estimados descontados à taxa de juros efetiva original do ativo. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão contra recebíveis, quando aplicável. Os juros sobre o ativo que perdeu valor continuam sendo reconhecidos através da reversão do desconto. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado. A Administração da Companhia não identificou qualquer evidência que justificasse a necessidade de provisão para recuperabilidade em 31 de dezembro de ii. Ativos não financeiros Os valores contábeis dos ativos não financeiros da Companhia, com exceção do imposto de renda e contribuição social diferidos, são revistos a cada data de apresentação para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é determinado. O valor recuperável de um ativo ou unidade geradora de caixa é o maior entre o valor em uso e o valor justo menos despesas de venda. Ao avaliar o valor em uso, os fluxos de caixa futuros 14

15 estimados são descontados aos seus valores presentes através da taxa de desconto antes de impostos que reflita as condições vigentes de mercado quanto ao período de recuperabilidade do capital e os riscos específicos do ativo. Perdas por redução no valor recuperável são reconhecidas no resultado. As perdas de valor recuperável são revertidas somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida. A Administração da Companhia não identificou qualquer evidência que justificasse a necessidade de provisão para recuperabilidade em 31 de dezembro de d. Provisões Uma provisão é reconhecida, em função de um evento passado se a Companhia tem uma obrigação legal ou construtiva que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável que um recurso econômico seja exigido para liquidar a obrigação. e. Receitas operacional A receita das operações é apurada em conformidade com o regime contábil de competência. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa na sua realização. A receita operacional é medida pelo valor justo da contraprestação recebida ou a receber. A receita operacional é reconhecida quando existe evidência convincente de que os riscos e benefícios mais significativos foram transferidos para o comprador, de que for provável que os benefícios econômico-financeiros fluirão para a Companhia e de que os custos associados possam ser mensurados de maneira confiável. De acordo com o contrato de energia no âmbito da CCEE, desde que verificado pela ANEEL, o atraso da entrada em operação das instalações de distribuição ou transmissão da rede básica, necessárias para o escoamento da produção de energia, não exime as contrapartes das obrigações dos pagamentos constantes no contrato, desde que as geradoras estejam em condições de entrar em operação comercial. Desta forma, a Companhia, mediante despacho da ANEEL nº de 01 de outubro de 2013, entrou em operação comercial com data retroativa a 01 de setembro de 2013, iniciando o faturamento e o reconhecimento da receita. f. Receitas financeiras e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre fundos investidos. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos. Custos de empréstimo que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são mensurados no resultado através do método de juros efetivos. g. Imposto de renda e contribuição social As bases de cálculo do imposto de renda e da contribuição social são apuradas mediante a aplicação dos percentuais de 8% e 12%, respectivamente, sobre a receita bruta, segundo as regras de apuração pelo regime de lucro presumido. O imposto de renda foi apurado à alíquota de 15% mais adicional de 10% (para o excedente de R$ 240) e a contribuição social à alíquota de 9%. 15

16 h. Novas normas e interpretações ainda não adotadas O IFRS 9 Instrumentos financeiros introduz novos requerimentos para classificação e mensuração de ativos financeiros. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis ainda não emitiu pronunciamento contábil ou alteração nos pronunciamentos vigentes correspondentes a esta norma. 4 Determinação do valor justo Uma série de políticas e divulgações contábeis da Companhia requer a mensuração dos valores justos, para os ativos e passivos financeiros e não financeiros. A Companhia estabeleceu uma estrutura de controle relacionada à mensuração dos valores justos. Isso inclui uma equipe de avaliação que possui a responsabilidade geral de revisar todas as mensurações significativas de valor justo. A Companhia revisa regularmente dados não observáveis significativos e ajustes de avaliação. Se a informação de terceiros, tais como cotações de corretoras ou serviços de preços, é utilizado para mensurar os valores justos, então a equipe de avaliação analisa as evidências obtidas de terceiros para suportar a conclusão de que tais avaliações atendem os requisitos do CPC, incluindo o nível na hierarquia do valor justo em que tais avaliações devem ser classificadas. Ao mensurar o valor justo de um ativo ou um passivo, a Companhia usa dados observáveis de mercado, tanto quanto possível. Os valores justos são classificados em diferentes níveis em uma hierarquia baseada nas informações (inputs) utilizadas nas técnicas de avaliação da seguinte forma: Nível 1: preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos e idênticos. Nível 2: inputs, exceto os preços cotados incluídos no Nível 1, que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente ou indiretamente. Nível 3: inputs, para o ativo ou passivo, que não são baseados em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis). A totalidade dos instrumentos financeiros, ativos e passivos, da Companhia são classificados como nível 2. Companhia reconhece as transferências entre níveis da hierarquia do valor justo no final do período das demonstrações financeiras em que ocorreram as mudanças. i. Passivos financeiros não derivativos O valor justo para o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES foi considerado o valor registrado contabilmente uma vez que não existem instrumentos similares, com vencimentos e taxas de juros comparáveis. 16

17 5 Caixa e equivalentes de caixa Caixa e bancos Aplicações financeiras Total Caixa e equivalentes de caixa consistem em numerário disponível na Companhia, saldos em poder de bancos e aplicações financeiras de curto prazo e alta liquidez. As aplicações financeiras correspondem a quotas de fundo de investimento prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa, com remuneração média de 99,55% do CDI. A exposição da Companhia a riscos de crédito está divulgada na nota explicativa Outros investimentos Correspondem às aplicações financeiras classificadas como ativo financeiro mensurado pelo valor justo por meio de resultado, sendo que no ano de 2013 a rentabilidade média foi de 115,26% do CDI, com previsibilidade de resgate imediato. Esses recursos serão utilizados para pagamento dos investimentos do ativo imobilizado (parque eólico). A exposição da Companhia a riscos de crédito e a taxa de juros está divulgada na nota explicativa Contas a receber e outros recebíveis Contas a receber faturado Contas a receber a faturar Outras contas a receber Total Os valores faturados e a faturar pela Companhia equivalem a parcelas fixas mensais definidas no contrato de comercialização de energia no ambiente regulado, com atualização monetária anual do IPCA, respeitando o prazo mínimo de 12 meses. A exposição da Companhia a riscos de crédito relacionados a contas a receber de clientes e outras contas está divulgada na nota explicativa nº

18 8 Imposto de renda e contribuição social diferidos Em 2012, com base na estimativa dos planos de negócio, a Companhia reconheceu o ativo fiscal diferido sobre prejuízos acumulados, no montante de R$ 445, considerando que os lucros tributáveis futuros estariam disponíveis para compensar tais perdas. Em 2013, com a adoção do regime de apuração do Lucro Presumido, foi realizado o estorno dos impostos diferidos sobre prejuízos fiscais acumulados reconhecido no exercício anterior. 9 Imobilizado Custo Instrumento de medição do vento Parque eólico Obras em andamento Adiantamento a fornecedores Total Saldo em 01 de janeiro de Adição Transferências (74) - Saldo em 31 de dezembro de Adição Transferências (16.300) (43.232) - Saldo em 31 de dezembro de Depreciação Saldo em 31 de dezembro de Adição (12) (983) - - (995) Saldo em 31 de dezembro de 2013 (12) (983) - - (995) Valor líquido contábil Em 31 de dezembro de Em 31 de dezembro de Análise do valor de recuperação De acordo com o CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável dos Ativos, a Companhia avalia, ao final de cada exercício, eventuais indicativos de desvalorização de seus ativos que pudessem gerar a necessidade de testes sobre seu valor de recuperação. A avaliação foi baseada em fontes externas e internas de informação, considerando variações em taxas de juros, mudanças em condições de mercados entre outros. O resultado de tal avaliação não apontou necessidade de provisão para redução no valor recuperável destes ativos, não havendo, portanto, perdas por desvalorização a serem reconhecidas. 18

19 10 Fornecedores e outras contas a pagar Nota Fornecedores Obrigação com subempreiteiro Partes relacionadas Total A Companhia avaliou o ajuste a valor presente dos seus saldos de fornecedores na data de 31 de dezembro de 2013 e 2012 e concluiu que os valores não geram ajustes materiais a valor presente nas demonstrações financeiras. A exposição da Companhia a riscos de liquidez relacionados a fornecedores e outras contas a pagar está divulgada na nota explicativa nº Financiamentos Esta nota explicativa fornece informações sobre os termos contratuais do financiamento com juros, mensurado pelo custo amortizado. Para mais informações sobre a exposição da Companhia a riscos de taxas de juros e liquidez, veja nota explicativa 12. Linha de crédito Nota Moeda Juros a.a. Vencimento BNDES FINEM - partes relacionadas 13 R$ TJLP + 2,34% Passivo circulante Passivo não circulante Em 19 de março de 2012, a Companhia firmou contrato de financiamento mediante abertura de crédito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES no montante de R$40.050, tendo ocorrido liberações parciais até 31 de dezembro de 2013 em um montante total de R$ O objetivo desta captação é de implantação (construção) do parque eólico. Sobre o principal da dívida incidem TJLP mais juros de 2,34% a.a., com exigibilidade mensal após o término do período de carência em 15 de julho de O valor do principal será amortizado em 192 prestações mensais, com início em 15 de julho de 2014, até 15 de julho de As principais garantias deste contrato de financiamento são as seguintes: Penhor de ações de emissão da Companhia, pertencentes à sua acionista São Bento Energia, Investimentos e Participações S.A; Cessão fiduciária de recebíveis provenientes da receita de venda de energia elétrica; 19

20 Cessão fiduciária de todas as máquinas e equipamentos montados ou construídos com os recursos originados deste contrato de financiamento; e Fiança prestada pelas controladoras, direta e indireta, respectivamente, São Bento Energia, Investimentos e Participações S.A. e Galvão Participações S.A., de todos os compromissos assumidos neste contrato de financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES. 12 Instrumentos financeiros Visão geral A Companhia possui exposição para os seguintes riscos resultantes de instrumentos financeiros: Risco de crédito Risco de liquidez Risco de mercado Essa nota apresenta informações sobre a exposição da Companhia para cada um dos riscos acima, os objetivos, políticas e processos de mensuração e gerenciamento de riscos e gerenciamento do capital. Estrutura do gerenciamento de risco A Administração tem responsabilidade global pelo estabelecimento e supervisão da estrutura de gerenciamento de risco da Companhia. Os gestores de cada departamento se reportam regularmente à Administração sobre as suas atividades. As políticas de gerenciamento de risco da Companhia são estabelecidas para identificar e analisar os riscos enfrentados, para definir limites e controles de riscos apropriados e para monitorar riscos e aderência aos limites. As políticas e sistemas de gerenciamento de riscos são revisados frequentemente para refletir mudanças nas condições de mercado e nas atividades da Companhia. A Companhia, através de suas normas e procedimentos de treinamento e gerenciamento, busca desenvolver um ambiente de controle disciplinado e construtivo, no qual todos os empregados entendam seus papéis e obrigações. Risco de crédito Risco de crédito é o risco de a Companhia incorrer em perda decorrente de um cliente ou de uma contraparte em um instrumento financeiro, decorrentes da falha destes em cumprir com suas obrigações contratuais. O risco é basicamente proveniente das contas a receber de clientes e de instrumentos financeiros conforme apresentadas abaixo. Exposição a riscos de crédito O valor contábil dos ativos financeiros representa a exposição máxima do crédito. A exposição máxima do risco do crédito na data das demonstrações financeiras foi: 20

21 Nota Caixa e equivalentes de caixa Outros Investimentos Contas a receber e outros recebíveis Total O principal mitigador do risco de crédito no contrato de comercialização de energia, de caráter irrevogável e irretratável, é a possibilidade de resolução do pleno direito na hipótese de inadimplência, sem perdas das obrigações devidas até a data do distrato, acrescidas de indenização limitada a um ano de faturamento. O risco de crédito proveniente do caixa e equivalentes de caixa é atenuado pelo fato de a Companhia manter seus saldos com bancos e instituições financeiras consideradas de primeira linha. O risco de crédito de outros investimentos refere-se à aplicação em fundo restrito com parte relacionada, cuja gestão da carteira é de competência da Galvão Administradora de Recursos Ltda. controlada da Galvão Participações S.A. Risco de liquidez Risco de liquidez é o risco de a Companhia encontrar dificuldades em cumprir com as obrigações associadas com seus passivos financeiros que são liquidados com pagamentos à vista ou com outro ativo financeiro. A abordagem da Companhia na administração de liquidez é de garantir, o máximo possível, que sempre se tenha liquidez suficiente para cumprir com suas obrigações, tanto em condições normais quanto de estresse, sem causar perdas inaceitáveis ou com risco de prejudicar a reputação da Companhia. O valor contábil dos passivos financeiros com risco de liquidez está representado a seguir: Nota Fornecedores e outras contas a pagar Financiamentos Passivo circulante Passivo não circulante A seguir, estão os vencimentos contratuais de passivos financeiros, incluindo pagamentos de juros estimados e excluindo o impacto dos acordos de compensação. 21

22 Fluxo Valor de caixa a a a a a de dezembro de 2013 contábil contratual meses meses meses meses meses meses Financiamentos Fornecedores e outras contas a pagar Fluxo Valor de caixa a a a a a de dezembro de 2012 contábil contratual meses meses meses meses meses meses Financiamentos Fornecedores e outras contas a pagar Não é esperado que fluxos de caixa, incluídos nas análises de maturidade da Companhia, possam ocorrer significantemente mais cedo, ou em montantes significativamente diferentes. Risco de mercado Risco de mercado é o risco que alterações nos preços de mercado, tais como as taxas de juros, têm nos resultados da Companhia ou no valor de suas participações em instrumentos financeiros. O objetivo do gerenciamento de risco de mercado é gerenciar e controlar as exposições a riscos de mercados, dentro de parâmetros aceitáveis, e ao mesmo tempo otimizar o retorno. Risco de taxa de juros As operações da Companhia estão expostas à taxas de juros indexadas ao CDI e TJLP. Perfil Na data das demonstrações financeiras, o perfil dos instrumentos financeiros remunerados por juros da Companhia era: Valor contábil Nota Ativos financeiros Outros Investimentos Passivos financeiros Financiamentos Análise de sensibilidade de fluxo de caixa para instrumentos de taxa variável Com base no saldo das aplicações financeiras, do endividamento, no cronograma de desembolsos e nas taxas de juros dos empréstimos e financiamentos, efetuamos uma análise de sensibilidade de quanto teriam aumentado (reduzido) o patrimônio e o resultado do período de acordo com os montantes mostrados a seguir. O cenário 1 corresponde ao cenário considerado mais provável nas taxas de juros, na data das demonstrações financeiras. O cenário 2 corresponde a uma alteração de 25% nas taxas, e o cenário 3 corresponde a uma alteração de 50% nas taxas. Separamos os efeitos relevantes em apreciação e depreciação nas taxas conforme as tabelas a seguir: 22

23 Risco de taxa de juros sobre ativos e passivos financeiros - Apreciação das taxas Cenários Exposição Taxa de juros Elevação de índice em 25% Elevação de índice em 50% Instrumento em 2013 Risco efetiva % a.a. % Valor % Valor Ativos financeiros Outros investimentos CDI 8,02 10, , Passivos financeiros BNDES - FINEM (42.495) TJLP 5,00 6,25 (531) 7,50 (1.062) Total (477) (955) Risco de taxa de juros sobre ativos e passivos financeiros - Depreciação das taxas Cenários Exposição Taxa de juros Redução de índice em 25% Redução de índice em 25% Instrumento em 2013 Risco efetiva a.a. % Valor % Valor Ativos financeiros Outros investimentos CDI 8,02 6,02 (54) 4,01 (108) Passivos financeiros BNDES - FINEM (42.495) TJLP 5,00 3, , Total Fontes: a informação do CDI foi extraída da base da Cetip, a TJLP retirado da Receita Federal, todas essas com a data-base do último dia útil de dezembro de Gerenciamento do capital A gestão de capital da Companhia é feita para equilibrar as fontes de recursos próprias e terceiras, balanceando o retorno para os acionistas e o risco para acionistas e credores. A dívida da Companhia para a relação ajustada do capital ao final do período é apresentada a seguir, conforme números da Companhia: Total do passivo Menos: Caixa e equivalentes de caixa (1.817) (267) Dívida líquida (A) Total do patrimônio líquido (B) Índice da dívida líquida pelo patrimônio ajustado (A/B) 2,81 2,33 23

24 Valor justo versus valor contábil Diversas políticas e divulgações contábeis da Companhia exigem a determinação do valor justo, tanto para os ativos e passivos financeiros como para os não financeiros. Os valores justos têm sido apurados para propósitos de mensuração e/ou divulgação. Valor Contábil Valor Justo Ativos financeiros Caixa e equivalentes de caixa Outros investimentos Contas a receber e outros recebíveis Total Passivos financeiros Financiamentos Fornecedores e outras contas a pagar Total Os valores contábeis, referentes aos instrumentos financeiros constantes no balanço patrimonial, quando comparados com os valores que poderiam ser obtidos na sua negociação em um mercado ativo ou, na ausência destes, com o valor presente líquido ajustado com base na taxa vigente de juros no mercado, se aproximam, substancialmente, de seus correspondentes valores de mercado. Valor justo por meio do resultado Empréstimos e recebíveis Custo amortizado Valor justo por meio do resultado Empréstimos e recebíveis Custo amortizado Ativos financeiros Caixa e equivalentes de caixa Outros investimentos Contas a receber e outros recebíveis Total Passivos financeiros Financiamentos Fornecedores e outras contas a pagar Total Partes relacionadas Controladora e controladora final A parte controladora da Companhia é a São Bento Energia, Investimentos e Participações S.A., cuja controladora final é a Galvão Participações S.A. 24

25 Transações com partes relacionadas Os principais saldos de ativos e passivos em, bem como as transações que influenciaram o resultado do exercício, relativas a operações com partes relacionadas, decorrem principalmente de transações entre acionistas e empresas ligadas do mesmo grupo econômico. Passivo Resultado Circulante nota 10 nota 10 Em fornecedores e outras contas a pagar e financiamentos São Bento Energia Investimento e Participações (a) 42 - (185) - Galvão Participações S.A (a) (449) (406) BNDES FINEM (b) (997) - Total (1.631) (406) Passivo Circulante nota 10 nota 10 Em financiamentos BNDES FINEM (b) (a) (b) Refere-se a repasses de compartilhamento de recursos e rateio de custos e despesas comuns, cujo critério de rateio varia de acordo com natureza do serviço. Refere-se ao contrato de financiamento firmado junto ao BNDES, contendo maiores detalhes na nota explicativa 11. A Companhia não possui remuneração de diretores, benefícios pós-emprego ou outros benefícios de longo prazo ou benefícios de rescisão de contrato de trabalho. 14 Provisão para contingências A Companhia classifica o risco de perda nos processos legais como remotos, possíveis ou prováveis. A avaliação da probabilidade de perda nessas ações, assim como a apuração dos montantes envolvidos, foi realizada considerando-se os pedidos dos reclamantes, a posição jurisprudencial acerca das matérias e a opinião dos consultores jurídicos da Companhia. A Companhia baseada nas normas contábeis considera não existirem riscos efetivos e não foram registradas provisões em. 15 Patrimônio líquido a. Capital social O capital social da Companhia, subscrito e integralizado, é de R$ (R$ integralizado e R$ 997 a integralizar em 2012), representado por ações ordinárias, nominativas, sem valor nominal, pertencente ao seguinte acionista: 25

26 São Bento Energia, Investimentos e Participações S.A. 100% 100% b. Ações ordinárias Todas as ações têm os mesmos direitos com relação aos ativos líquidos residuais da Companhia. Os detentores de ações ordinárias têm o direito ao recebimento de dividendos conforme apresentado nesta nota explicativa, item (d). c. Reserva legal É constituída a razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos termos do art. 193 da Lei nº 6.404/76, até o limite de 20% do capital social. d. Dividendos Conforme estatuto, os acionistas têm direito a um dividendo mínimo de 25% sobre o lucro líquido do exercício ajustado conforme disposto na Lei das Sociedades por Ações. A Companhia apresenta prejuízos acumulados. 16 Receita operacional líquida Receita faturada Receita a faturar (-) Impostos sobre receita (102) - Total Gastos por natureza Custos Depreciacao e amortizacao (983) - Materiais indiretos (74) - Materiais diretos (32) - Total dos custos (1.089) Despesas administrativas Serviços contratados (250) (768) Depreciacao e amortizacao (12) - Outras despesas (919) (235) Total das despesas administrativas (1.181) (1.003) 26

27 18 Receitas financeiras e despesas financeiras Receitas financeiras Juros de aplicações financeiras Outras receitas financeiras 4 4 Total Despesas financeiras Juros pagos e incorridos (997) - Outras despesas financeiras (8) - Total (1.005) - Resultado financeiro líquido (877) 4 19 Aspectos ambientais As instalações da Companhia consideram que suas atividades estão sujeitas a regulamentações ambientais. Para tanto riscos associados aos assuntos ambientais já estão sendo reduzidos por procedimentos operacionais. A Companhia acredita que nenhuma provisão para perdas relacionadas a assuntos ambientais é requerida atualmente, baseada nas atuais leis e regulamentos em vigor. 20 Cobertura de seguros A Companhia adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Em, a cobertura de seguros contra riscos operacionais são com cobertura de R$1.000 (R$1.000 em 2012) referente a seguro fiança. 21 Compromissos com contratos i. Contratos de prestação de serviços A Companhia possui diversos contratos de prestação de serviços com terceiros para garantir o estudo e o desenvolvimento de seus projetos. Os compromissos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 podem ser assim estimados por seus valores nominais: de dezembro de 2013 Compromissos futuros meses Prestação de serviços (fornecedores) Compromissos com contratos de dezembro de 2012 Compromissos futuros meses Prestação de serviços (fornecedores) Compromissos com contratos

28 ii. Contratos de venda de energia Refere-se ao fornecimento de energia elétrica à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, conforme contrato firmado através de leilão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL. O contrato prevê o fornecimento de ,99 MW, durante o período de 20 anos. 22 Demonstração dos fluxos de caixa As demonstrações dos fluxos de caixa foram elaboradas de acordo com o CPC 03 (R2). Durante o período de 2013 a Companhia adquiriu ativo imobilizado ao custo total de R$ dos quais R$ foram adquiridos de fornecedores subempreiteiros e custos de financiamentos capitalizados líquidos * * * 28

29 Composição da Diretoria Otávio Ferreira da Silveira Rodrigo Fernandes Monteiro Leonardo Silva Araujo Contador Wagner Macedo da Rocha CRC/SP nº /0-0

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