Pagamento Eletrônico Através de Dispositivos. Ismael Costa Thiago da Silva Wellington Rutes. Móveis

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1 Pagamento Eletrônico Através de Dispositivos Ismael Costa Thiago da Silva Wellington Rutes Móveis

2 Roteiro Conceitos básicos de M-Commerce. Características de Sistemas M-Commerce. Modos de Infraestrutura M-Commerce. Tipos de arquitetura para sistemas M-Commerce. Exemplo de Sistemas M-Commerce. Desenvolvimento de um Sistema M-Commerce.

3 Objetivos do minicurso de M-commerce Objetivo geral: Apresentar de forma teórica o que é M-commerce. Objetivo específicos: Apresentar os desafios para implantação de um sistema M-commerce. Mostrar quais os tipos de pagamentos móveis existentes. Expor formas de segurança para os sistemas. Apresentar diferentes tipos de infraestruturas e arquiteturas envolvidas. Mostrar exemplos atuais de empresas que utilizam a tecnologia. Apresentar aplicação de M-commerce desenvolvida pela equipe.

4 Conceitos Básicos do M-Commerce

5 Objetivos Conceitos básicos do M-Commerce. Motivação ao tema da Pesquisa. Objetivo do M-Commerce. Desafios na área. 5

6 O que é M-Commerce? M-commerce é a sigla usada para designar MobilE-Commerce que, numa tradução livre, poderia se chamar de Comércio Eletrônico Móvel. Esta tecnologia oferece ao usuário alto grau de acesso às informações desejadas, permitindo conduzir transações comerciais enquanto se locomove de um lugar para outro. 6

7 M-Commerce: Conceitos Profit (2001): Pagamento de bens ou serviços utilizando um dispositivo móvel. Lyytinen (2001): Envolve o uso de dispositivos de computação móvel na concretização de diferentes tipos de transações eletrônicas, possibilitando-as de ocorrer em qualquer lugar ou hora. Muller-Veerse (1999): Qualquer transação com valor monetário que é conduzida através de uma rede de telecomunicações suportada em equipamentos móveis. 7

8 Objetivo do M-Commerce Realizar pagamentos móveis por qualquer tipo de dispositivo móvel em qualquer lugar ou hora. 8

9 Justificativa da Pesquisa sobre M-Commerce 9

10 Justificativa da Pesquisa sobre M-Commerce Smartphones permitem que os usuários pesquisem produtos a qualquer momento, em qualquer lugar (IPSOS, 2012). 10

11 Justificativa da Pesquisa sobre M-Commerce Smartphones são um ponto de compra emergente (IPSOS, 2012). 11

12 Justificativa (Cont.) Motivos do Aumento da Venda de Smartphones Novos avanços tecnológicos e serviços. Maior interoperabilidade entre os sistemas. Trabalho fora de escritório. 12

13 Justificativa (Cont.) Apoio do Governo 11/09/2013 O governo brasileiro regulamentou com mais uma Medida Provisória o sistema de pagamento móvel no país e autorizou as operadoras de telecomunicações de oferecer esses serviços no país. 13

14 Justificativa (Cont.) Passado e Futuro das transações M-Commerce Em 2013 o M-Commerce movimentará mais de $ 235 bilhões de dólares em todo o mundo. 44% a mais em relação a 2012 que foi $ 163 bilhões. Previsão de ir para $ 545 Bilhões em (Gartner, 2013) 14

15 Justificativa (Cont.) Grandes Empresas Várias empresas já estão apostando na tecnologia para um futuro próximo. 15

16 Desafios do M-Commerce Confiabilidade no serviço prestado. Agilidade na resposta das operações. Soluções de baixo custo. Segurança nas Transações. 82% dos celulares são pré-pagos. Difícil adoção pelos clientes e lojistas. 16

17 Desafios do M-Commerce (Cont.) Fraco poder de processamento das CPUs. Baixa disponibilidade de memória (ROM e RAM). Dispositivos com telas pequenas. Diferentes dispositivos (celulares, PDAs, etc.). 17

18 Desafios do M-Commerce (Cont.) Redes de Telefonia Móvel Menor largura de banda. Maior latência. Baixa estabilidade na conexão. Baixa disponibilidade prevista. 18

19 Tipos de Infraestrutura

20 Motivação Qualquer sistema de pagamento móvel necessita se comunicar com um servidor para sacar e depositar o valor da transação. Deve-se definir o tipo da infraestrutura de acordo com os requisitos de um sistema M-Commerce (De Almeida, 2012). 20

21 Objetivos Descrição das principais tecnologias envolvidas: GSM (Global System For Mobile). GPRS (General packet radio service). UMTS (Universal MobileTelecommunications System). HSPA (High Speed Packet Access). LTE (Long Term Evolution). 21

22 Objetivos Descrição das principais tecnologias envolvidas: WAP (Wireless Application Protocol). SMS (Short Message Service). MMS (Multimedia Message System). USSD (Unstructured Supplementary Service Data). Outras. 22

23 23

24 GSM (Global System For Mobile) O sistema mais usado no mundo (80%). Função básica: Autenticação do Cliente. Utiliza SmartCards (Sim Card para dispositivos móveis). 24

25 GSM: SIM CARD Especificado na norma ISO/IEC Composto por: Memória ROM. Memória EEPROM. Pode conter: Memória RAM. Microprocessador. Co-processador matemático. Portas de I/O. 25

26 GSM: Funcionalidades Provê um serviço completo de comunicação Mobile. Exemplo: Paging (Onde está o usuário?). Location Update (Estou aqui.). Registro (ligado ou desligado?). Estabelecimento de chamada, vel. até 9,6kb/s. Armazenamento de dados. 26

27 GSM: OTA (Over-The-Air) Técnica de aprimoramento da tecnologia GSM. Funções complementares ao cartão SIM. Permite remotamente alterar ou atualizar dados no cartão SIM. Não necessita de contato ou alteração física. O cartão SIM precisa ser compatível. Comandos OTA são enviados como binário SMS. 27

28 GSM: OTA Funcionalidades Agenda telefônica armazenada no cartão SIM. SMS (Short Message Service) entre pessoas. Serviços de informação. Saldo de conta pré-paga. Chat. Download de tons para o aparelho. Barrar e transferir ligações. Deixar a chamada em espera. 28

29 GSM: OTA Funcionalidades (Cont.) Acesso a dados através de WAP (Wireless Application Protocol). Envio e recebimento de . MMS. Mobile Banking. E-Commerce. 29

30 GSM: OTA (Aplicação - Mercedes-Benz) Tablet Embutido Atualização remota dos softwares embarcados de seus carros. Haverá aplicativos específicos para os automóveis da marca. monitores de consumo de combustível, mapas e softwares de geolocalização, além de informações importantes como pontos de referência e assistências técnicas da marca espalhadas pelo mundo. 30

31 GSM: Funcionamento Autenticação Roaming 31

32 GSM: Segurança - Utiliza criptografia na autenticação: - Algoritmo A3 A5/3 A8. - Algoritmo DES (antigo) AES. 32

33 GSM: Vulnerabilidades Inexistência de autenticação da Base Station perante o dispositivo móvel (p.s: redes 2G). Interface de ar 7) Requisição de chamada para destino x. 8) Requisita chamada para o mesmo destino x. 1) Captura alvo. 2) Envia RAND. 3) SRES ignorada. 5) Inicia chamada Cifrada MS 4) Inicia chamada. descriptografada 6) Dado descriptografado (e adulterado). Falsa BS Emulada atuando como MS Verdadeira BS 33

34 GSM: Vulnerabilidades Milhares de SIM Cards utilizam o DES. Karsten Nohl descobriu que enviando uma SMS falsa solicitando mensagem automática, 25% dos cartões DES revelam sua chave de 56bits. (Fonte: New York Times, jul/2013) 34

35 GSM: Vulnerabilidades Testar vulnerabilidades da operadora de um celular: https://srlabs.de/gsm-map-tutorial/ 35

36 GPRS (2,5G) (General packet radio service) Aumenta até 170kb/s a taxa de transferência do serviço GSM. Transmite dados por pacote, ao invés de comutação por circuito. Utiliza apenas os recursos necessários. Assim vários usuários podem usar o meio (Internet). 36

37 EDGE (2,75G) (Enhanced Data Rates for GSM Evolution) Mantém a estrutura GSM. 3 vezes mais rápido na transferência que o GPRS. Implementa novos sistemas de modulação. Navegação web ainda lenta (alta latência). 37

38 Principais diferenças entre: GSM, GPRS e EDGE ITC = Intervalos de Tempo de Canal. 38

39 Evolução 2G 39

40 3G 40

41 3G: UMTS (Universal Mobile Telecommunication System) Utiliza a estrutura WCDMA. Compatibilidade com interface IS-41. Definida pela 3GPP (3ª Geração de Telefonia Celular). Formada por 3 canais: Lógico: identificação da informação transportada. Transporte: caracteristicas dos dados pela inteface. Físico: transportam os canais pela interface aerea. 41

42 3G: WCDMA (Wideband Code Division Multiple Access) Velocidade de até 100% a mais que a 2G. Possibilita: Serviços de dados. Jogos. Aplicativos. Sons / Imagens. 42

43 3G: WCDMA (Wideband Code Division Multiple Access) HSPA (High-Speed Uplink Packet Access). É a principal evolução do WCDMA. Download até 14,4Mbps. Upload até 5,76Mbps. 43

44 4G: LTE (Long Term Evolution) Faz parte das redes telefónicas móveis de quarta geração. Atinge até 100 Mbit/s na velocidade de largura de banda. A principal vantagem, em relação a alternativas como o WiMax, é a compatibilidade com as tecnologias anteriores (GSM e UMTS). 44

45 POS (Point of Sale) Equipamento que realiza transação de cartão de crédito. Máquinas de cartão de crédito ou outros terminais eletrônicos de vendas. POS Virtual Cliente interage com um vendedor à distância. Páginas de compra de produtos. Exemplo - Personalização de dispositivos móveis: Download de toques. Imagens de fundo. Jogos. 45

46 P2M (Pagamentos em maquinas automáticas) Caso específico de ponto de venda (POS). Processo automatizado. valor do pagamento é em geral reduzido. 46

47 P2P (Peer to Peer ) Pessoas que compartilham documentos em lojas digitais. Sem necessidade de um intermediador. Vendedor e cliente possuem o mesmo tipo de equipamento. Para Banco Central, transferências P2P serão o começo do pagamento móvel (Grossmann, 2013). 47

48 Siglas G: GPRS (General Packet Radio Service), pode transmitir dados com velocidade de até 171,2 Kb/s (kilobits por segundo), normalmente não passando de 80 Kb/s. E: EDGE (Enhanced Data Rates for GSM Evolution), um pouco melhor que o GPRS, sendo capaz de transmitir dados à taxa de 473,6 Kb/s, embora dificilmente ultrapasse 384 Kb/s. H: HSPA (High Speed Packet Access). Alcança velocidades relativamente altas, de até 14 Mb/s (megabits por segundo), embora taxas tão elevadas dificilmente sejam atingidas no Brasil. 48

49 Siglas H+: HSPA+, também chamado de Evolved HSPA (HSPA Evoluído). Pode trabalhar com taxas de até 168 Mb/s para download e 22 Mb/s para upload. 3G: Geralmente faz referência à tecnologia UMTS (Universal Mobile Telecommunications Service), que pode atingir velocidades de até 2 Mb/s. 49

50 SMS 50

51 SMS Usa o canal GSM para transportar mensagens (torpedos) de até 255 caracteres. Foi lançado em 1991 na segunda geração de dispositivos móveis. 51

52 SMS Muito popular. Adotada por empresas para solução de pagamento móvel. As mensagens enviadas ficam temporariamente armazenadas na rede até o destino ficar disponível. 52

53 SMS Segurança/Vulnerabilidades Problemas herdados do GSM. (Interceptar, ler, alterar na transmissão da mensagem). Geralmente não garante confidencialidade ou integridade das mensagens. Foi desenvolvido na USP, para o Bradesco. Guardada em claro no dispositivo móvel. Inexistência de autenticação do usuário para enviar mensagens. 53

54 USSD (Unstructured Supplementary Service Data) Semelhante ao SMS. Mensagens de até 182 caracteres. Orientado a sessão. Melhor tempo de resposta. 54

55 USSD (Unstructured Supplementary Service Data) Padrão usado por muitos aparelhos, Mensagem aparece automaticamente na tela. Não é possível enviar uma mensagem USSD de um celular para outro celular. 55

56 USSD Segurança/Vulnerabilidades Vulnerabilidades semelhantes ao SMS. A diferença é que as mensagens não ficam armazenadas no celular. 56

57 MMS (Multimedia Message System) Evolução do SMS. Via canal GPRS. Enviar mensagens multimídia de até caracteres. 57

58 WAP (Wireless Application Protocol) Criado em 1997 pelo WAP Fórum (Ericson, Nokia e Phone.com). Especifica um ambiente de aplicação e uma pilha de protocolos wireless. Dentre eles o WTAI que prove uma interface computador-telefone. 58

59 O WAP funciona sobre GSM e muitos outros canais de redes mobile. Prove que dispositivos móveis acessem a internet via browser. WAP (Wireless Application Protocol) O WAP usa o HTML + XML (WML) e o WMLScript. O WMLScript é muito similar ao JavaScript, só que demanda de menos poder de processamento. 59

60 WAP (Wireless Application Protocol) O WAP é independente de dispositivos. Ele auxilia que todos os dispositivos móveis que adotem o padrão, tenham recurso de navegação. 60

61 IrDA (Infrared Data Association) Permite comunicação entre 2 dispositivos (até 1 metro). Atinge débitos até 4.0 Mbit/s. Facilidade de configuração e uso. Consumo reduzido de energia. Muitos dispositivos que já a suportam.

62 Bluetooth Uma das mais usadas nos pagamentos móveis. Opera na banda dos 2.4 GHz / velocidades até 2 Mbit/s. Universalidade e o consumo de energia. Preocupação com confidencialidade e autenticação dos dispositivos. Cifra com chaves de 128 bits. processo de emparelhamento executado na fase inicial da comunicação entre dois dispositivos (por vezes visto como uma parte negativa do protocolo por atrasar estabelecimento da ligação).

63 RFID (Radio-frequency identification) Identificação de clientes / segurança de lojas de vestuário. Utiliza campos eletromagnéticos para comunicação. Alcance pode variar entre alguns centímetros e 100 metros. Um dispositivo RFID pode ser: 1. Passivo: sem alimentação própria, é alimentado pelo sinal do emissor. 2. Ativo: alimentação própria, (consome mais energia / maior alcance). 3. Misto: alimentação própria apenas para alimentar os circuitos do dispositivo, utilizando o sinal do emissor para alimentar a comunicação. RFID consume ainda menos energia que as tecnologias anteriores Deficiência devido a de interagir com vários receptores. Dois leitores RFID podem causar interferências entre si.

64 NFC (Near Field Communication) O NFC opera na frequência dos 13,56 MHz e permite velocidades até 424 Kbit/s. Visto como uma tecnologia que permite ao dispositivo móvel simular um cartão contactless. Em estado de inicial de adoção. Opera nos seguintes modos: P2P, comunicando com outro dispositivo NFC. Como leitores de etiquetas NFC. Simulação de uma etiqueta NFC. 64

65 NFC (Near Field Communication) Um dispositivo para ser compatível precisa ter: Antena: responsável por assegurar a comunicação com outros dispositivos. Chip NFC: componente central da tecnologia. Assegura a ligação da antena ao elemento seguro e ao resto do dispositivo. Elemento seguro: guarda dados e executa aplicações de forma segura. Pode existir mais do que um elemento seguro por dispositivo. 65

66 Forma rápida, fácil e exata de captura automática de dados. Código de Barras Ex: ver preços de produtos na prateleira. Códigos numéricos e alfanumericos: 66

67 Código de Barras Desempenho perdido por: Baixo constraste. Espalhamento de tinta. Falhas de impressão. Zonas de silêncio. 67

68 QR Code (Quick Response Code) Criado no Japão em É um código de barras bidimencional. Armazenam mais informações sobre os produtos. Uma especie de link. Lido através de uma câmera digital. Lê imagens de baixa resolução. 68

69 QR Code (Quick Response Code) 2D Armazena até 72Kbytes de informação. 3D armazena até 1,8MB de informação. Podem ainda representar dados binários, onde é possivel efetuar a cifragem. 69

70 Características do M-Commerce

71 Objetivos Tipos de valores monetários das transações: Tipos de Interação. Pagamento a distância. Pagamento de proximidade. Tipos de transações. Conceitos de Segurança. 71

72 Características de Sistemas de Pagamento Móvel Conjunto de tecnologias, regras, protocolos e costumes que tornam possível que empresas e pessoas troquem dinheiro eletrônico. Constituirão um importante pilar para as economias do futuro. Devem garantir a atomicidade de suas transações e, principalmente, a segurança da sua infraestrutura.

73 Dinheiro eletrônico Armazenamento eletrônico de valores em dispositivos específicos. Pode ser usado para realizar pagamentos a empresas, que não seja o próprio emitente. Atua como um instrumento pré-pago ao portador. Para ser utilizado com a mesma flexibilidade que dinheiro em espécie deve possuir algumas características essenciais.

74 Sucesso de um sistema de pagamento eletrônico Garantir a sua integridade e de suas transações. Ampla aceitação e difusão em território nacional. Fácil uso. Baixo custo associado a suas transações. Permitir pagamentos dentro de uma grande faixa de valores. Agilidade nas suas operações. Transmitir credibilidade e confiança.

75 Valor Monetário das Transações Micro pagamento: Pagamentos até 2. Segurança pode ser um pouco mais relaxada. Rapidez. Anonimato. Mini pagamento: Pagamentos desde 2 até 25. Características são um meio-termo entre os micro e macro. Macro pagamento: Quando a quantia do pagamento aumenta, o custo da transação torna-se desprezível em relação ao valor do pagamento. Segurança do pagamento. Rapidez da transação torna-se menos importante.

76 Tipos de Interação Pagamento a distância: Recebe a informação da transação remotamente. Cliente interage com um vendedor à distância. Ponto de venda virtual ou POS (Point of Sale) virtual. Pagamentos C2C (customer to costumer) remotos. Pressupõem a utilização de tecnologias de comunicação em modo de infra-estrutura. GSM, SMS, USSD, GPRS, WAP, LTE, UMTS e HSPA.

77 Tipos de Interação (Cont.) Pagamento de proximidade: O dispositivo do utilizador interage diretamente com o destinatário. Pode ou não existir comunicação com um servidor durante a transação. Engloba situações como: Pontos de venda (POS). P2M (pagamentos em maquinas automáticas). P2P (Peer to Peer). Esta categoria usa também tecnologias de comunicação de curto alcance. IrDA, Bluetooth, RFID, QR Code, NFC, código de barras.

78 Tipos de Transações O conceito de transação agrupa os sistemas em duas categorias: Account-based: Associada a uma conta bancária, cartão de crédito, operadora ou outra entidade. A transação é representada por uma mensagem que contém a informação necessária para identificar o pagamento. Assim como nos cheques, a prova da transação é uma assinatura (assinatura digital). Geralmente utilizando criptografia assimétrica acompanhada por certificados digitais.

79 Tipos de Transações (Cont.) Baseado em tokens: Comparável à utilização de moedas e notas. O objeto que representa a transação não é criado durante a mesma. Quando o pagamento é efetuado o cliente já possui um objeto válido. São constituídos por 3 fases: 1. Ocorre um levantamento de dinheiro ou carregamento de um cartão. Cliente adquire os tokens que permite executar pagamentos. 2. Troca de tokens entre os participantes. Seguida de uma verificação da validade dos mesmos por quem os recebe. 3. Depósito = entrega dos tokens recebidos em transações à entidade central do sistema.

80 Criptografia e Segurança Em toda transação realizada pela Internet existe tráfego de informação entre um cliente e um servidor. Transferem-se dados pessoais como números de cartões de crédito e senhas de bancos. Cliente deve ter garantias de segurança do tráfego dessas informações. Existem diferentes protocolos e tecnologias para garantir segurança e confidencialidade na Internet. Utilizam o uso de chaves públicas, algoritmos de criptografia e autenticação do cliente, entre outros.

81 Protocolos para Assegurar a Confidencialidade WAP com base em WTLS (Wireless Transport Layer Security): Similar ao protocolo de segurança de transporte da Internet. Fornece autenticação, integridade dos dados e privacidade de serviços dentro das limitações dos hardwares utilizados na tecnologia wireless. SSL (Secure Socket Layer) : Oferece autenticação, integração de dados e privacidade de serviços. Protocolo é considerado inferior comparando-se às fracas CPUs, baixas larguras de banda e alta latência das redes wireless. Não fornece uma segurança fim a fim.

82 Protocolos para assegurar a confidencialidade confidencialidade (Cont.) XML SIGNATURE: Iniciativa conjunta da IETF e do W3C. Com base na independência de linguagem de programação. Fácil interpretação humana e independência de fabricante. Permite assinar digitalmente subconjuntos de um documento XML. XML ENCRYPTION : Especifica um processo para cifragemde dados e sua representação em XML. Os dados podem ser: Dados arbitrários (incluindo um documento XML). Elementos XML. Conteúdos de elementos XML. Apenas o proprietário da chave criptográfica conseguirá compreender o conteúdo do que foi criptografado.

83 Protocolos para assegurar a confidencialidade confidencialidade (Cont.) XKMS (XML Key Management Specification): Com base em XML/SOAP para distribuição e registro de chaves públicas. Inclui funções para informações sobre chaves, registro, verificação e revogação. Suporte para gerenciamento de chaves para tecnologias como XML Signature e XML Encryption. WS-SECURITY (Web Services Security): Iniciativa conjunta de empresas como Microsoft, IBM e Verisign. Destinada ao uso da XML Signature e da XML Encryption. Fornecer segurança a mensagens SOAP. Esforço destinado a fazer com que os Web Services trabalhem melhor em um ambiente global. Inclui alguns componentes como roteamento, confiabilidade e tratamento de transações. SAML (Security Assertion Markup Language): Padrão emergente para a troca de informação sobre autenticação e autorização. Possibilidade de utilizadores transportarem seus direitos entre diferentes Web Services.

84 COMPARAÇÃO ENTRE AS DIFERENTES TECNOLOGIAS WAP/WTLS SLL XML Signature XML Encryption XKMS WS Security SAML Uso de XML Não Não Sim Sim Sim Sim Sim Independência de plataforma Suporte a chaves PKI Segurança fim-a-fim com Web Services Não Não Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não Não Sim Sim Sim Sim Sim Integridade Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não Autenticação da mensagem Autenticação do Cliente Sim Sim Sim Não Sim Sim Não Sim Sim Sim Não Sim Sim Sim

85 Exemplos de Arquiteturas para Sistemas de Pagamentos Móveis

86 Objetivos Exemplificar arquiteturas para sistemas de Pagamento Móveis. Apresentar arquitetura SEPA: SCT. Apresentar arquitetura GSMA. 86

87 European Payments Council (EPC): A EPC é uma instituição europeia cujo objectivo é a criação de uma área (SEPA) em que os pagamentos sejam executados de forma independente das fronteiras nacionais. EPC definiu procedimento para executar transferências a crédito (SCT) e débitos diretos (SDD). 87

88 EPC: Arquitetura SCT É constituída pelos seguintes componentes: Cliente: Entidade que inicia a transação. O valor do pagamento é descontado da sua conta bancária. A conta do cliente é identificada pelo seu IBAN. Vendedor: Entidade que recebe o pagamento. A sua conta é identificada pelo IBAN correspondente. Mecanismos de Compensação e Liquidação: Conjunto que entidades que permitem aos bancos comunicarem e efetuarem transferências entre si. 88

89 Banco do Cliente: EPC: Arquitetura SCT Instituição bancária aderente à SEPA na qual o cliente tem uma conta. É identificado pelo seu BIC (Business Identifier Code). Banco do Vendedor: Instituição bancária aderente à SEPA na qual o vendedor tem uma conta. É identificado pelo seu BIC. Pode ser o mesmo banco do cliente. 89

90 EPC: Arquitetura SCT Banco do Cliente Comunicação Interbancária Banco do Vendedor Operadora de telecomunicações 2 Comunicação via GSM, GPRS, UMTS, HSPA, etc ISSO 7816 Elemento seguro (SIM) Dispositivo do Cliente Vendedor 90

91 GSM Association (GMSA): GMSA: associação de operadoras de telefonia móvel e empresas relacionadas para: Apoiar a padronização. Implementação. Promoção do sistema de telefonia móvel GSM. O EPC: Em associação com a GSMA desenvolveu um standard. Pagamentos com origem em dispositivos móveis. 91

92 GSM Association (GMSA): Foi utilizado a estrutura definida pela GlobalPlatfrom (GP). Define um ator adicional, o CKLA (Confidential Key Loading Authority). CKLA: Permite a configuração de chaves no smartcard do dispositivo do cliente de forma confidencial. A arquitetura da GP considera ainda o fornecedor de smartcards. 92

93 Autenticação de controle EPC: Arquitetura SCT Gerência de Serviços confiáveis Comunicação em modo de infraestrutura Celular do cliente SIM vendedor Operadora OTA Provedor de serviço/ Banco do cliente Cartão SIM 93

94 Exemplo de Sistemas de Pagamento Móveis

95 Objetivos Apresentar diversos sistemas M-Commerce que já foram desenvolvidos, estes são: SEMOPS. M-Pesa. faircash. mferio. Oi Paggo. 95

96 Secure Mobile Payment Service (SEMOPS): SEMOPS é um projeto europeu iniciado em 2002, baseado na cooperação entre bancos e operadoras. O sistema é um dos mais complexos e completos, e disponibiliza uma série aplicações. 96

97 Secure Mobile Payment Service (SEMOPS): Uma transação SEMPOS pode ser resumida nas seguintes fases: Comerciante 1. Transação de dados 5. Confirmação 6. Confirmação 4. Verificação de pagamento 2. Requisição de pagamento Consumidor 6. Confirmação 6. Confirmação 97

98 M-Pesa: O que é? O M-Pesa introduziu o serviço de pagamentos móveis em larga escala no Quênia. Destaque devido a proporção e abrangência da adoção do serviço. Real impacto socioeconômico ao país. É um meio de pagamento eletrônico para pequenos valores e loja (monetária). Acessível a partir de telefones celulares normais. 98

99 M-Pesa: Como funciona? Depósito do dinheiro realizado pelos clientes M-PESA. Valor é armazenado como uma forma de valor eletrônico. Usado em transferências de dinheiro, compra de créditos de celular, ou fatura pagamento de contas. Desmaterializar o dinheiro oferece benefícios em: Segurança (reduzindo risco de roubo ou perda). Conveniência (menos volume, mais fácil de enviar dinheiro remotamente, menores custos de transporte, permite realizar a recarga e pagar contas do telefone). Privacidade. 99

100 M-Pesa: Modelo de receitas. Registro do cliente e depósitos são livres. Clientes pagam então uma taxa fixa de aproximadamente 35 centavos de dólar americano para transferência P2P (pessoa a pessoa) e pagamento de contas. 30 centavos de dólar americano para saques (em transações de valor inferior a 30 dólares). 1,1 centavos de dólar americano para consulta de saldos. 100

101 mferio: O que é? O mferio é um sistema baseado em tokens criado com o objetivo de substituir pagamentos em dinheiro. O projeto suporta transferências off-line dos tipos P2P e POS através da utilização de NFC para a comunicação de curto alcance. 101

102 mferio : Como funciona? Passo 1: Autentificação dos dispositivos. Passos 2: O emissor preenche a informação relativa ao pagamento. O emissor confirma os dados introduzidos e autentica-se novamente. Passo 3: Aproximação dos dispositivos, dando início à primeira fase do protocolo de dois toques. Os dispositivos trocam informação que os identifica, através de certificados digitais. 102

103 mferio : Como funciona? Passo 4: O dispositivo do emissor verifica o saldo do emissor, desconta o valor do pagamento no saldo, prepara a mensagem de pagamento e assina-a. O receptor visualiza as informações sobre a transacção. Emissor e receptor confirmam a transacção. Passos 5 e 6: Aproximação dos dispositivos pela segunda vez. A transferência entre os dispositivos é então efetuada. O dispositivo do receptor verifica a assinatura, incrementa o saldo do receptor, assina um recibo da transacção e envia-o para o emissor. 103

104 mferio : Como funciona? Realizando uma transação P2P (Peer to Peer) com mferio: Emissor 1 NFC 1 Dispositivo móvel Dispositivo móvel 2 do emissor do receptor Receptor 104

105 Oi-Paggo: O que é? A Oi lançou em 2007 o serviço de pagamento móvel pioneiro no país, o qual permitia ao cliente fazer compras via aparelho celular na rede de lojistas credenciados. Contudo existia a obrigatoriedade da utilização de um aparelho celular Oi pelo cliente e outro pelo lojista. Cartão de crédito sem plástico, com a autenticação sendo realizada pelo aparelho celular Oi do usuário. 105

106 Oi-Paggo: Pagamento com celular no POS 106

107 Oi-Paggo: Pagamento com cartão no celular POS Enviar Msg. Para 922 Msg. 520 Valor R$50,20 Código Segurança: Legível Ilegível Não possui Bandeira: Visa Master Amex Diners Código Segurança: Número do cartão: Selecione: Cred Avista Cred Parc Validade do cartão: Processando... VISA CRÉDITO Cartão: 12642****34 Valor:R$40,00 Status: Autorizada Referência: Camisa 107

108 faircash: O que é? É um sistema pré-pago que permite pagamentos à distância e pagamentos de proximidade off-line. O sistema permite anonimato inquebrável dos clientes, evitando que a identificação da aplicação de pagamento seja associada com o cliente. O cliente não fornece os seus dados ao sistema através de qualquer tipo de registo. 108

109 faircash: Como funciona? Servidor Dispositivo Móvel do Cliente Fase de pagamento Dispositivo Móvel do Cliente Fase de pagamento Dispositivo Móvel do Cliente 109

110 Comparação entre os sistemas: Valor Monetário das Transações SEMOPS M-Pesa mferio Oi-Paggo faircash Todos Todos Todos Todos Não especificado Tipo de Interação Todos POS e P2P POS e P2P POS e Virtual Momento do Pagamento Necessidade de Intermediários Todos Todos Pré-pago Não especificado Todos Pré-pago On-line Off-line Off-line Off-line Off-line Tipo de Criptografia Mista Mista Mista Não especificado Assimétrica Anonimato Parcial Não suportado Apenas em parte do sistema Não suportado Sim 110

111 Desenvolvendo um Exemplo de Sistema M-Commerce

112 Objetivos Desenvolver um Exemplo de Sistema M-Commerce que possibilite o acesso e utilização através de dispositivos móveis. Ilustrar a interação com o gateway para validação do crédito com as agências credoras. Captura e trânsito dos dados. Controle de Fraudes Ataques Chargebacks. Exibição do Sistema. 112

113 Captura de Dados em Trânsito Uma venda através de um site de comércio eletrônico pode ser considerada, em uma perspectiva simplificada, como um conjunto de dados. Cliente - > loja virtual - > instituição credora. Perspectiva clássica de B2C bem. Interceptação dessas maneira criminosa. informações no tráfego de Tráfego em páginas de conexão segura. Protocolo HTTPS SSL (Secure Sockets Layer). 113

114 Ataques a Sites de Comércio Eletrônico Vulnerabilidades em sua infraestrutura tecnológica, (servidores, equipamentos de rede, etc.), vulnerabilidades em seus processos internos e vulnerabilidades em seus sistemas. A primeira barreira deve ser estabelecida na rede. Firewalls - determinar quais equipamentos podem estabelecer conexão com os servidores mais críticos de sua empresa. Mecanismos de controle de acesso: Não substitui o uso de firewalls mas complementam a sua proteção. Nem todos os empregados precisam ter acesso a todas informações para desempenhar as suas atividades. 114

115 Controle sobre as fraudes AVS (Address Verification Service) Análise do endereço do comprador através do CEP. Anti-fraude CyberSource Analisa e identifica qual o nível de segurança de cada transação. Chargebacks Transação contestada pelo portador por não reconhecê-la. Soft Descriptor - personalizar a informação que aparece na fatura do portador, reduzindo o chargeback por não reconhecimento da compra. 115

116 Ataques a Sites de Comércio Eletrônico Ataque aos servidores em busca dos dados de cartão armazenados. Resolvido pelo protocolo SET que foi desenvolvido pela VISA e MASTERCARD. 116

117 Características da solução Comunicação com a Cielo através do Gateway de Pagamento da Locaweb. O Cielo E-Commerce foi desenvolvido com tecnologia XML, que é padrão de mercado sendo possível integrarse utilizando linguagens de programação, tais como: ASP, ASP.Net, Java, PHP, Ruby, Python, etc. Segurança: a troca de informações se dá sempre entre o Servidor da Loja e da Cielo, ou seja, sem o browser do comprador. 117

118 Diagrama de Sequência do Processo de Compra no Sistema Desenvolvido Comprador Loja(Vendedor) Comércio Eletrônico Interface web CIELO Fecha pedido Criar transação Consulta transação Retorna confirmação do pedido Retorna consulta da transação Retorna consulta da transação processar() 118

119 Telas do sistema em um SmartPhone Telas referentes a interação do cliente com a loja virtual 119

120 Telas do sistema em um SmartPhone (Cont.) Escolha do meio de pagamento. Transação e finalização do pedido. 120

121 Sistema Transação 121

122 Sistema Relatório de Pedidos 122

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