REFLEXÕES SOBRE A ESCRITA DE SINAIS DE LIBRAS DESDE TENRA IDADE

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1 REFLEXÕES SOBRE A ESCRITA DE SINAIS DE LIBRAS DESDE TENRA IDADE BÓZOLI, Daniele Miki Fujikawa (UEM) SILVA, Tânia dos Santos Alvarez da (Orientadora/UEM) Introdução Com a Lei nº , de 24 de abril de 2002, regulamentada pelo Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, o acesso à educação para pessoas surdas tem sido cada vez mais significativo trazendo desafios e ao mesmo tempo, trazendo novas possibilidades para as escolas e para as universidades. Esse novo momento na educação dos surdos impõe desafios às escolas bilíngues. Exige-se do professor o domínio de noção básica de libras língua brasileira de sinais para conduzir a educação de seus alunos, nas diferentes disciplinas regulares. A libras é reconhecida como língua natural de pessoas surdas e a língua portuguesa, na modalidade escrita, é tida como sua segunda língua. Um novo conhecimento possível à emancipação intelectual de alunos surdos, em escolas bilíngues, é o sistema SignWriting. Trata-se de uma forma gráfica de representação de línguas gestuais. No Brasil esse sistema é também conhecido como escrita dos sinais. A escrita dos sinais é um sistema de escrita empregado para a representação da primeira língua dos surdos no Brasil a libras. A inserção da disciplina de escrita de sinais na grade curricular de escolas bilíngues, além de permitir a leitura e registro de ideias em libras pode atuar na escolarização do aluno surdo como uma base, a partir da qual se poderá aprender a escrita de uma segunda língua o português. Para adquirir signwriting é imprescindível saber libras: o seu funcionamento e as suas regras. Neste texto em um momento inicial, discutiremos sobre a libras: a sua definição, a sua origem, o seu funcionamento e a importância do seu uso. A retomada de aspectos afetos à libras justifica-se por ser esta uma base para a utilização da escrita de 1

2 sinais e ainda por constituir-se como ferramenta capaz de promover o desenvolvimento cognitivo das crianças surdas nas escolas especializadas na área da surdez. Em um segundo momento desse texto, apresentaremos a história do signwriting e discutiremos sua relevância para o processo de aquisição da escrita pelos surdos desde tenra idade. Corroborando Stumpf (2004) defendemos que o aprendizado da escrita de sinais favorece a aprendizagem da modalidade escrita da língua portuguesa, sem bloqueios, pelo aluno surdo. A libras A língua de sinais é um patrimônio da comunidade surda, sendo também, um canal de comunicação entre surdos e ouvintes. As pesquisadoras Quadros e Karnopp (2004) descrevem a libras como uma língua visual-espacial, ou seja, é realizada no espaço com características visuais: as mãos, o corpo, os movimentos e o espaço de sinalização. A libras é utilizada pelos surdos brasileiros enquanto surdos estrangeiros têm a sua língua de sinais. No entanto, as línguas de sinais não são universais; são dessemelhantes para cada nação devido às suas culturas e crenças. Todas as línguas de sinais tiveram a mesma origem tendo por base a língua de sinais francesa. Menezes e Santos (2006) esclarecem a respeito do surgimento da libras: O Brasil ainda era uma colônia portuguesa governada pelo imperador Pedro II quando a língua de sinais para surdos aportou no país, mais precisamente no Rio de Janeiro. Em 1856, o conde francês Ernest Huet desembarcou na capital fluminense com o alfabeto manual francês e alguns sinais. O material trazido pelo conde, que era surdo, deu origem à Língua Brasileira de Sinais (Libras). O primeiro órgão no Brasil a desenvolver trabalhos com surdos e mudos surgiu em 1857 foi do então Instituto dos Surdos-Mudos do Rio de Janeiro, hoje Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), que saíram os principais divulgadores da Libras. A iconografia dos sinais, ou seja, a criação dos símbolos só foi apresentada em 1873, pelo aluno surdo Flausino José da Gama. Ela é o resultado da mistura da Língua de Sinais Francesa com a Língua de Sinais Brasileira antiga, já usada pelos surdos das várias regiões do Brasil. 2

3 Destacamos segundo Felipe (2006), algumas informações técnicas referentes às línguas de sinais. As palavras que compõem as línguas orais-auditivas correspondem aos sinais nas línguas de sinais. Os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses sinais são realizados. Nas línguas de sinais podem ser encontrados os seguintes parâmetros que formarão os sinais: Configurações de mãos: são formas das mãos que podem ser o alfabeto manual e outras formas feitas pela mão predominante (mão direita ou mão esquerda), ou pelas duas mãos. Os sinais DESCULPAR, IDADE e TELEFONE, por exemplo, possuem a mesma configuração de mão (com a letra Y ). A diferença é que cada uma é realizada em um ponto diferente no corpo. Figura 1 - Sinal de DESCULPAR Figura 2 - Sinal de IDADE Figura 3 - Sinal de TELEFONE Fonte: Acervo da primeira autora 3

4 Ponto de articulação: é o local onde é realizado o sinal, podendo tocar alguma parte do corpo ou estar em um espaço neutro. Movimento: os sinais podem ter movimento ou não. Por exemplo, os sinais DESCULPAR e CASA não têm movimento; já os sinais TRABALHAR e CARRO/DIRIGIR possuem movimento. Figura 4 - Sinal de DESCULPAR Figura 5 - Sinal de CASA Figura 6 - Sinal de TRABALHAR Fonte: Acervo da primeira autora Figura 7 - Sinal de CARRO/DIRIGIR Expressão facial e/ou corporal: As expressões facial e corporal são de fundamental importância para o entendimento real do sinal, sendo que a entonação em língua de sinais é feita pela expressão facial. 4

5 Orientação/direção: os sinais têm seu significado definidos também pela direção que os acompanham. Assim, os verbos IR e VIR são produzidos pela indicação de direções opostas. Apesar da flagrante sobrevivência da libras desde a década de 1860, somente no dia 24 de abril de 2002 essa língua foi reconhecida oficialmente em território nacional por meio da promulgação da Lei nº , conhecida também como Lei de Libras. No Brasil, a libras é a língua oficial da comunidade surda brasileira. O aprendizado da libras para o surdo ocorre quase naturalmente, visto que para aprendê-la não é necessário o ensino sistematizado, da mesma forma que ocorre com o português falado para brasileiros ouvintes. A língua natural é aquela que aprendemos sem precisar de um ensino sistematizado, no caso da libras para surdos, o aprendizado ocorre quando forem expostos à uma língua de sinais na escola de surdos e/ou nas comunidades surdas. Com relação à língua portuguesa, alguns podem enfrentar dificuldades de aprendizagem na aquisição da língua portuguesa, tanto oral quanto escrita. Quadros (1997) afirma que, a escrita alfabética do português no Brasil não serve para representar conceitos elaborados na libras. Um grafema, uma sílaba, uma palavra escrita no português não apresenta nenhuma analogia com um fonema, uma sílaba e uma palavra em libras, mas sim com o português falado. A língua portuguesa não é a língua natural da criança surda. Signwriting: um sistema de escrita de sinais Signwriting é uma palavra em inglês. Sign significa sinal e writing, escrita. No Brasil corresponde à escrita de sinais. Este é um sistema de escrita das línguas de sinais inventado em 1974 por Valerie Sutton. No início, como coreógrafa, Sutton criou um sistema para registrar a composição das danças que organizava, com notações de movimentos. Esse sistema, denominado DanceWriting, gerou interesse dos pesquisadores da língua de sinais dinamarquesa, que procuravam uma forma de registrar graficamente os sinais (Stumpf, 2002). 5

6 A Universidade de Copenhagen solicitou à Sutton que registrasse a língua de sinais gravada em videocassete, adaptando o sistema de escrita das danças para o de escrita das línguas de sinais. Segue um exemplo de DanceWriting: Figura 8 - Registro do movimento de dança Fonte: Sutton Movement Writing O surgimento do signwriting representou uma alternativa de registrar qualquer língua de sinais do mundo sem passar pela transcrição da língua falada. Isso porque, essa escrita pode expressar as configurações de mãos, os pontos de articulação, os movimentos e as expressões faciais das línguas de sinais. Capovilla e Sutton (2009, p. 73) esclarecem que: SignWriting permite uma descrição detalhada dos quiremas (i.e., do grego quiros, mão) de uma Língua de Sinais e um registro preciso dos sinais que resultam de sua combinação. Quando SignWriting é usado pela primeira vez para documentar cientificamente os itens lexicais de uma Língua de Sinais jamais antes escrita (como é o caso da Língua de Sinais Brasileira). Conforme as publicações do site são mais de 40 países que utilizam esse sistema em escolas, universidades, associações e outros espaços relacionados à comunidade surda. O Brasil é um destes países que tem algumas publicações apresentando a escrita de sinais junto aos textos em língua portuguesa. Também a disciplina Escrita de Sinais é componente curricular que compõe a matriz curricular do curso de graduação em Letras/Libras. Infelizmente, o uso da escrita de sinais não se encontra na matriz curricular das escolas especializadas para surdos. Mesmo escolas bilíngues seguem investindo na 6

7 língua portuguesa como única modalidade escrita das crianças surdas. É preciso lembrar que a língua portuguesa em sua modalidade escrita constitui-se como segunda língua dos alunos surdos. Seu aprendizado é árduo e demorado devido à falta de acesso/domínio dos sons. Para o surdo usuário de libras a escrita alfabética não mantém qualquer relação com os sinais que emprega em sua língua. Isso porque a escrita alfabética está ancorada nos sons da fala e mantém estreitas relações com esses sons. Exemplificando, podemos refletir sobre a letra A. Sabemos que ela é a representação escrita do fonema A. Som esse, que o surdo não discrimina auditivamente. Ressaltamos que, a grande diferença da libras e das demais línguas orais-auditivas é a sua modalidade visual-espacial. Já no sistema signwriting, temos a escrita do sinal A (figura 10), um símbolo que assemelha ao sinal da figura 9. Vejamos: Figura 9 - 'A' em datilologia Figura 10 - A em signwriting Fonte: Acervo da primeira autora Essa escrita representa o quadrado como mão fechada com um palitinho inclinado por ser dedo polegar. Assim, os alunos surdos usuários de libras assimilarão facilmente e poderão transmitir suas ideais por escrito. Acreditamos que com o uso de 7

8 escrita de sinais nas escolas, os surdos lerão e escreverão mais rápido. Stumpf (2005, p. 44) revela a sua experiência de ensino em signwriting que [...] depois que as crianças aprendem os símbolos da escrita da língua de sinais, aparecem muitas idéias e variações na sua escrita, pois cada um está à vontade para expressar seu pensamento, sem a insegurança de tentar encontrar a palavra da língua oral, que procura, e não encontra, quando encontra não sabe bem se era aquela a palavra certa. O aprendizado da escrita de sinais pode representar para os alunos surdos um recurso simbólico a mais para seu desenvolvimento intelectual. Acreditamos que esse saber pode favorecer a aprendizagem da língua majoritária do Brasil, tanto na modalidade falada como na modalidade escrita. Assim, tendo por base a escrita de sinais, o aluno surdo contará com novas ferramentas intelectuais para enfrentar o desafio de aprender o português escrito. Considerações finais Com a valorização das línguas de sinais, muitos pesquisadores estão empenhados em encontrar o melhor caminho para a educação dos surdos. Aqui no Brasil, os ouvintes/falantes dominam a língua oral-auditiva, o português, e eles registram graficamente essa língua por meio da escrita alfabética. Já os surdos, usuários de línguas de sinais têm o direito de escrever esses sinais, uma vez que usam a língua de sinais e pensam por meio dela. Para o aprendizado da escrita de sinais é necessário que os alunos surdos adquirirem primeiro a língua de sinais, para posteriormente, serem conduzidos ao aprendizado da forma escrita dessa língua, a escrita de sinais. Concluindo, cabe ressaltar que, é indispensável pessoas surdas terem domínio da língua portuguesa também, já que vivem no território de ouvintes, para a compreensão das informações cotidianas. Essa língua poderá também conferir ao surdo uma qualidade de vida e de educação. 8

9 REFERÊNCIAS CAPOVILLA, Fernando César & SUTTON, Valerie. Como ler e escrever sinais de Libras no sistema de escrita visual direta de sinais SignWriting. In: CAPOVILLA, Fernando César; RAPHAEL, Walkiria Duarte & MAURICIO, Aline Cristina L. (Orgs.) Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue da Língua de Sinais Brasileira. São Paulo: Universidade de São Paulo, BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de Regulamenta a Lei nº , de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei nº , de 19 de dezembro de Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato /2005/decreto/d5626.htm> Acesso em: 20/05/13. FELIPE, Tanya A. Libras em Contexto: Curso Básico: Livro do Professor. 6ª edição. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, MENEZES, Ebenezer Takuno de & SANTOS, Thais Helena dos. LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) (Verbete). Dicionário Interativo da Educação Brasileira. Educa Brasil. São Paulo: Midiamix Editora, QUADROS, Ronice Muller de. Aquisição de L1 e L2: o contexto da pessoa surda. In: MEC/Anais do Seminário. Desafios e Possibilidades na Educação Bilíngüe para Surdos. SEE/INES. Rio de Janeiro: INES, 1997b. QUADROS, Ronice Muller de & KARNOPP, Lodenir Becker. Língua de Sinais Brasileira: Estudos Lingüísticos. Porto Alegre: Artmed, SignWriting For Sign Languages. Disponível em: <http://www.signwriting.org> Acesso em: 21/05/13. STUMPF, Marianne Rossi. Aprendizagem de Escrita de Língua de Sinais pelo sistema SignWriting: Línguas de Sinais no papel e no computador. Porto Alegre: UFRGS, CINTED, PGIE, f. STUMPF, Marianne Rossi. Sistema Signwriting: por uma escrita funcional para o surdo. In: THOMA, Adriana da Silva & LOPES, Maura Corcini. (Orgs.) A invenção da surdez: cultura, alteridade, identidade e diferença no campo da educação. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, STUMPF, Marianne Rossi. Transcrição de língua de sinais brasileira em Signwriting. In: LODI, Ana Claudia B., at. (Org.) Letramento e Minorias. Porto Alegre: Mediação, Sutton Movement Writing. Disponível em: <http://www.movementwriting.org> Acesso em: 21/05/13. 9

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