Questões Potenciais de Prova Direito Penal Emerson Castelo Branco

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1 Questões Potenciais de Prova Direito Penal Emerson Castelo Branco 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor.

2 DIREITO PENAL - QUESTÕES POTENCIAIS DE PROVA! 1. Aplicação da Lei Penal: princípios da legalidade e da anterioridade; a lei penal no tempo e no espaço; tempo e lugar do crime; lei penal excepcional, especial e temporária; territorialidade e extraterritorialidade da lei penal. NOCAUTE DA BANCA PARTE 1 1. A lei penal não pode retroagir. A lei penal retroagirá quando trouxer algum benefício para o agente no caso concreto. 2. O princípio de que a lei retroage para beneficiar o acusado restringe-se às normas de caráter penal. 3. Abolitio criminis. Verifica-se sempre que lei posterior deixa de considerar uma conduta como sendo criminosa. 4. A lei penal mais benéfica possui extra-atividade (retroatividade e ultraatividade). Assim, sempre retroagirá quando for mais benéfica. Quando for maléfica, jamais retroagirá. 5. A irretroatividade não atinge somente as penas, como também as medidas de segurança. 6. A lei penal mais benéfica pode ser aplicada se estiver ainda no período de vacatio legis? Não. Durante o período de vacatio legis, a Lei não começou ainda a vigorar. 7. Pode haver combinação de leis penais favoráveis para beneficiar o réu? Não. Corrente majoritária 8. Súmula 711 do Supremo Tribunal Federal: A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. 9. De acordo com o art. 4.º do CP: Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado. Adotada teoria da atividade. 10. O art. 3.º do CP estabelece: A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. 11. A ultratividade ocorrerá sempre, ainda que prejudique o acusado. Prof. Emerson Castelo Branco 2

3 12. Lei excepcional É aquela que vigora por tempo indeterminado, enquanto durar a situação excepcional. Ex.: guerra. Lei temporária É aquela que surge para vigorar por tempo previamente estabelecido, isto é, com começo e com fim pré-fixado. São leis autorrevogáveis ( intermitentes ). 13. A lei penal mais benéfica possui ultratividade para beneficiar o réu. Porém, essa ultratividade é um pouco diferente da ultratividade das leis temporárias e excepcionais, porque nestas haverá ultratividade ainda que esta seja prejudicial ao réu. 14. O princípio da territorialidade é a regra geral. 15. Elementos do território nacional: a) o solo ocupado pela nação; b) os rios, os lagos e os mares interiores e sucessivos; c) os golfos, as baías e os portos; d) a faixa de mar exterior, que corre ao largo da costa e que constitui o mar territorial; e)a parte que o direito atribui a cada Estado sobre os rios, lagos e mares fronteiriços; f) os navios nacionais; g) o espaço aéreo correspondente ao território; h) as aeronaves nacionais. 16. Território brasileiro por equiparação (art. 5.º, 1.º, do CP): São duas as situações: a) embarcações e aeronaves brasileiras de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde estiverem; b) embarcações e aeronaves brasileiras, de propriedade privada, que estiverem navegando em alto-mar ou sobrevoando águas internacionais. 17. O Brasil adotou a territorialidade, segundo o qual a lei penal brasileira, em regra, aplica-se ao crime cometido no território nacional, mas excepcionalmente pode ser aplicada a lei estrangeira. 18. Princípio do pavilhão ou da bandeira: Consideram-se as embarcações e aeronaves como extensões do território do país em que se acham matriculadas, quando estiverem em alto-mar ou no espaço aéreo correspondente. Não serão consideradas extensão do território brasileiro as nacionais que ingressarem no mar territorial estrangeiro ou o sobrevoarem. 19. No tocante aos navios de guerra e às aeronaves militares, são considerados parte do território nacional, mesmo quando em Estado estrangeiro. O mesmo ocorre com os navios e aeronaves militares de outra nação presentes no território brasileiro. Prof. Emerson Castelo Branco 3

4 20. Princípio da defesa (real, ou de proteção) Aplica-se a lei penal brasileira, independentemente de fronteiras, se o bem jurídico for de proteção especial. Situações: crimes contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público; contra a administração pública, por quem está a seu serviço. 21. Da nacionalidade (ou da personalidade) Aplica-se a lei nacional do autor do crime, qualquer que tenha sido o local de sua prática (princípio da personalidade ativa). É o caso da responsabilidade penal de um brasileiro que comete um crime no exterior e se refugia no Brasil. Como não é possível extradição, para evitar impunidade, a solução é aplicar a lei brasileira. E ainda quando o crime é cometido por estrangeiro contra brasileiro, fora do Brasil, desde que atendidas certas condições (princípio da personalidade passiva). 22. Da justiça penal universal É o direito de punir determinados delitos, mesmo que praticados fora do território nacional, face à gravidade do mesmo, desde que existam tratados e convenções internacionais estabelecendo dessa maneira, como os crimes de genocídio e de tráfico ilícito de drogas. 23. Da representação A lei penal aplica-se aos crimes cometidos no estrangeiro em aeronaves e embarcações privadas, desde que não julgados no local do crime. Exemplo: em uma aeronave privada brasileira, sobrevoando território de um determinado país, um estrangeiro pratica crime contra outro. Se o governo estrangeiro não possuir interesse em punir o criminoso, o Brasil será o juízo competente, em face da bandeira ostentada pela aeronave. 24. Extraterritorialidade Incondicionada: são as hipóteses previstas no inciso I do art. 7.º. Diz-se incondicionada, porque não se subordina a qualquer condição para atingir um crime cometido fora do território nacional. 25. Condicionada: são as hipóteses do inciso II e do 3.º. Nesses casos, a lei nacional só se aplica ao crime cometido no estrangeiro se satisfeitas as condições indicadas no 2.º e nas alíneas a e b do 3.º. 26. Lugar do crime. Art. 6.º do CP: Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se Prof. Emerson Castelo Branco 4

5 produziu ou devia produzir-se o resultado. Adotada teoria ubiquidade (ou mista) Prof. Emerson Castelo Branco 5

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