AULA 4 AGLOMERANTES continuação

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1 AULA 4 AGLOMERANTES continuação Disciplina: Materiais de Construção I Professora: Dra. Carmeane Effting 1 o semestre 2014 Centro de Ciências Tecnológicas Departamento de Engenharia Civil

2 O que tem em comum entre esses produtos? Sabão em pó Pasta de dente Calcáreo CaCO 3 (2000x) Papel

3 CAL DEFINIÇÃO É obtido pela calcinação ou queima Rochas calcárias

4 CAL DEFINIÇÃO É o nome genérico de um aglomerante simples, resultante da calcinação de rochas calcárias, que se apresentam sob diversas variedades, com características resultantes da natureza da matéria-prima empregada e do processamento conduzido.

5 CAL Utilização Sua utilização é muito abrangente nos mais diversos segmentos: construção civil, siderurgia e metalurgia, indústria química, papel e celulose, indústria alimentícia, agricultura, saúde.

6 CAL REAÇÕES QUÍMICAS Na calcinação da rocha calcária natural, o carbonato de cálcio (CaCO 3 ) é submetido a ação do calor à temperatura aproximada de 900ºC, decompondo-se em óxidos de cálcio (CaO) e anidridos carbônicos (gás carbônico). CaCO 3 + calor CaO + CO 2 REAÇÃO DE CALCINAÇÃO

7 CAL VIVA Esta calcinação resulta na formação da cal viva ou cal virgem. A cal viva se apresenta em pedras com dimensões de 10, 15 ou 20 cm. São as chamadas pedras de cal viva.

8 CAL VIVA A CAL VIVA não é ainda o aglomerante utilizado em construção, precisa ser hidratado. A operação de hidratação recebe o nome de EXTINÇÃO.

9 CAL CAL EXTINTA (quando a hidratação se realiza no local do emprego do material canteiro de obras) ou CAL HIDRATADA (quando a extinção se processa em fábrica). REAÇÃO DE EXTINÇÃO: CaO + H 2 O Ca(OH) 2

10 CAL A hidratação é uma reação altamente exotérmica (podendo atingir 360ºC em caixas abertas e 450ºC em caixas fechadas), acompanhada de considerável aumento de volume. Obs.: essa elevação tem provocado incêndios em vagões, silos, barracões de madeira, nos quais a cal virgem se hidratou com a água, geralmente da chuva.

11 CAL Endurecem pela combinação do hidróxido com o gás carbônico presente na atmosfera. Esta operação de cura se processa de forma lenta, sendo necessário a evaporação da água e a penetração do gás carbônico do ar atmosférico. Por este motivo é chamada de CAL AÉREA.

12 CLASSIFICAÇÃO DAS CALES São classificadas segundo dois critérios: A. De acordo com a composição química; B. De acordo com o rendimento em pasta.

13 CLASSIFICAÇÃO DAS CALES EM RELAÇÃO COMPOSIÇÃO QUÍMICA A.Cal cálcica: Apresenta no mínimo 75% de CaO (óxido de cálcio). B.Cal magnesiana: Apresenta no mínimo 20% de MgO (óxido de magnésio).

14 CLASSIFICAÇÃO DAS CALES RELAÇÃO AO RENDIMENTO DA PASTA A.Cal magra: Quando 1 tonelada de cal viva origina menos que 1,82m³ de pasta. B.Cal robusta: Quando 1 tonelada de cal viva origina mais que 1,82m³ de pasta. De um modo geral, a cal magnesiana é magra.

15 PROPRIEDADES DAS CALES 1) PLASTICIDADE Termo utilizado para conceituar a menor ou maior facilidade na aplicação das argamassas de revestimento. Diz-se que a cal é plástica quando esta se espalha facilmente. Cal magnesiana produz argamassas bem mais trabalháveis do que as variedades cálcicas.

16 PROPRIEDADES DAS CALES 2) RETRAÇÃO As argamassas ricas em cal possuem uma boa estabilidade de volume. Evitando a retração das superfícies. 3) RENDIMENTO Cal de variedade cálcica oferece melhores rendimentos que cal magnesiana. 4) ENDURECIMENTO É necessária a absorção de gás carbônico do ar para o endurecimento da cal aérea, logo esse material não endurece debaixo da água.

17 CAL HIDRATADA A cal hidratada é um produto manufaturado que sofreu em usina o processo de hidratação. A cal hidratada oferece sobre a cal virgem algumas vantagens: Facilidade de manuseio; Transporte; Armazenamento; Facilidade de mistura na elaboração de argamassas.

18 CAL HIDRATADA Vantagens: É um produto pronto para ser utilizado, eliminando em canteiro a operação de extinção. Sendo um produto seco, pulverulento, oferece maior facilidade de mistura na elaboração das argamassas do que a pasta de cal resultante da extinção da cal viva. Não está sujeito aos riscos provocados pela hidratação espontânea da cal viva e por incêndios que poderão ocorrer durante o seu transporte ou armazenamento

19 CAL HIDRATADA Desvantagem: Sua plasticidade é menor e possui menor rendimento econômico.

20 ARMAZENAGEM CAL HIDRATADA Armazenar em local seco, coberto, recomendável o seu uso até 6 meses após a data de fabricação. A embalagem deve ficar sob estrados de madeira e o armazenamento não pode exceder 20 sacos de cal um sobre o outro.

21 GESSO DEFINIÇÃO Obtidos pela calcinação da gipsita; É um aglomerante aéreo (endurece pela ação química do CO 2 do ar); Utilizado pela humanidade há mais de anos, no Egito;

22 FABRICAÇÃO DO GESSO As pedras de gipsita, depois da britagem e trituração, são queimadas em fornos. Entre 100ºC e 110ºC a umidade superficial é eliminada, ocorrendo a desidratação entre 120 e 150ºC. Esse estágio tem a denominação de primeira cozedura. Pode-se dar continuidade ao processo mediante a elevação das temperaturas até 190ºC ou 220ºC. O material assim produzido de segunda cozedura, será de pega mais rápida.

23 PROPRIEDADES DO GESSO PEGA A velocidade de endurecimento do gesso depende da: A.Temperatura e tempo de calcinação B.Quantidade de água no amassamento C.Presença de impurezas ou uso de aditivos

24 PROPRIEDADES DO GESSO PEGA A quantidade ótima de água a ser utilizada no gesso é, normalmente, em torno de 19% de massa do mesmo. A presença de impurezas diminui muito a velocidade de pega. Mas existem aditivos que podem acelerar ou retardar a pega do gesso.

25 PROPRIEDADES DO GESSO RESISTÊNCIA Resistência à tração: de 0,7 a 3,5 MPa Resistência à compressão entre 5,0 e 15,0 MPa

26 PROPRIEDADES DO GESSO ADERÊNCIA As pastas e argamassas de gesso aderem bem a tijolos, pedras, ferro e aderem mal à superfícies de madeira. A aderência gesso-ferro é boa, mas pode ocasionar a oxidação do ferro. Utilizar sempre armação de ferro galvanizado com o gesso.

27 PROPRIEDADES DO GESSO ISOLAMENTO As pastas e argamassas de gesso são bons isolantes térmicos e acústicos. Apresentam boa resistência ao fogo pois, tendo sua água evaporada, reduz-se a pó, que não sendo removido atua como isolador que protege a camada interior de gesso (prolonga o tempo de proteção contra fogo)

28 APLICAÇÕES Na construção civil, o gesso é usado especialmente em revestimentos, decorações de interiores (rebaixamento de lajes), painéis para paredes e forros, fabricação de ornamentos.

29 CURIOSIDADES Na França, onde existe grande quantidade de gesso, o material é sempre aplicado puro, enquanto nos EUA, é principalmente utilizado em mistura com areia, sob a forma de argamassa. No Brasil, o gesso é um produto escasso, caro, e consequentemente, pouco empregado como aglomerante.

30 CURIOSIDADES É entretanto, um material relativamente abundante em algumas regiões do mundo, nas quais o seu preço é comparável ou mesmo inferior ao da cal, o que possibilita seu emprego como material de revestimento de paredes e forros, resultando em superfícies lisas, de fino acabamento, muito superior ao alcançado com as argamassas de cal. Em nosso mercado é encontrado em sacos de 50 a 60 Kg com os nomes de gesso, estuque ou gessomolde.

31 CURIOSIDADES estuque (argamassa resultante da adição de gesso, água e cal). O uso do estuque como revestimento decorativo ou material de modelação é milenar na civilização mediterrânea. Egipcios, romanos e árabes usaram-no como revestimento dos interiores dos edificios mais nobres, devido às suas caraterísticas plásticas e baixo custo.

32 estuque em PORTUGAL Decoração feita de estuque na basílica do Mosteiro de Jasna Góra Moldes podem ser feitos de gesso, areia, silicone e muitas outras técnicas.

33 CURIOSIDADES No Brasil, o custo do gesso é alto e os revestimentos utilizados são com argamassas de cal, areia e cimento ou argamassas industrializadas. O revestimento de gesso em pasta ou em argamassa, tal como acontece com o revestimento feito em argamassas de cal e areia, é feito por uma única camada, quer em duas ou mesmo três. Pode-se proceder o alisamento final da superfície do revestimento com a colher de pedreiro ou desempenadeira, ou com raspagem final, quando o material já adquiriu dureza suficiente.

34 CURIOSIDADES O material não se presta, para aplicações exteriores por se deteriorar em consequência da solubilização na água (umidade e á água permanente altera as características do gesso- diminui a resistência).

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