EFEITOS REDISTRIBUTIVOS DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA E REDUÇÃO TRIBUTÁRIA NOS SETORES AGROPECUÁRIO E AGROINDUSTRIAL

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1 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos ISSN Santos Res EFEITOS REDISTRIBUTIVOS DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA E REDUÇÃO TRIBUTÁRIA NOS SETORES AGROPECUÁRIO E AGROINDUSTRIAL Vladmr Fara dos Santos 1 Wlson da Cruz Vera 2 Bríco dos Santos Res 3 Resumo Este trabalho analsa os efetos de polítcas alternatvas sobre a redstrbução de renda na economa braslera por meo de um modelo aplcado de equlíbro geral. Foram realzadas smulações com as polítcas de transferênca dreta de renda e redução trbutára, esta últma aplcada, prmeramente, sobre o setor agropecuáro e, em seguda, sobre setores da agrondústra. Os resultados ndcam que a polítca de transferênca dreta de renda mostrou-se superor, no questo redstrbução de renda, quando comparada à redução trbutára nos setores agropecuáro e agrondustral. Palavras-chave: dstrbução de renda, trbutação, equlíbro geral, Brasl. 1. Introdução Um dos graves problemas da economa braslera é o seu elevado grau de desgualdade de renda. Apesar de estar entre os dez países com maor Produto Interno Bruto (PIB), o Brasl ocupa uma lamentável posção de destaque entre os países com por nqüdade dstrbutva. De acordo com o World Bank (2003), os 10% mas rcos da população braslera detêm cerca de 48% da renda naconal, enquanto os 10% mas pobres, pouco mas de 0,7% desta renda. 1 Estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Economa Aplcada da Unversdade Federal de Vçosa. E-mal: 2 Professor Assocado, Departamento de Economa Rural, Unversdade Federal de Vçosa Vçosa MG. E-mal: 3 Professor Adunto, Departamento de Economa Rural, Unversdade Federal de Vçosa Vçosa MG. E-mal: 455

2 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 Essa alta concentração de renda não é uma característca recente da economa braslera, vsto que persste desde o tempo em que o país era colôna de Portugal, quando a economa era baseada em mão-de-obra escrava e em grandes latfúndos. Entretanto, de acordo com Langon (1973), fo a partr da década de 60, com a mudança da estrutura agrára para a ndustral, que se agravou o problema da desgualdade de renda no país. A ustfcatva para sso está no mercado de trabalho, na medda em que houve expansão, com o crescmento do setor ndustral, da demanda de mão-de-obra qualfcada. Como conseqüênca, houve aumento dos saláros relatvos desse grupo. Apesar do elevado grau de nqüdade verfcado na economa braslera, estudos recentes mostram uma tendênca declnante no seu nível, o que pode ser atrbuído, segundo Ferrera et al. (2006), a três fatores. Prmero, à redução da desgualdade de rendmentos entre grupos educaconas dstntos, advnda, provavelmente, do declíno prolongado nos retornos da educação. Segundo, à convergênca de renda das famílas localzadas em áreas ruras e urbanas. Tercero, à expansão dos programas governamentas de transferênca de renda e à melhora no seu grau de focalzação. Além desses fatores, os mesmos autores destacam a mportânca da establdade macroeconômca alcançada com o Plano Real, o que elmnou as altas taxas de nflação observadas no período anteror a este plano. Quanto às transferêncas de renda, Soares et al. (2006) frsaram o papel destacado que esses programas possuem para explcar a queda na desgualdade de renda observada no Brasl, entre 1995 e Ademas, de acordo com esses autores, as transferêncas de renda à população com baxo poder aqustvo são mportantes, uma vez que, sem elas, dfclmente a erradcação da pobreza e a dmnução da desgualdade, em níves toleráves, seram possíves no curto prazo. Embora á exstam desde a década de 70, tas programas passaram a se destacar nos oto últmos anos. Entre estes, ctam-se Bolsa-Escola, Bolsa- Almentação, Auxílo-Gás, Benefíco Assstencal de Prestação 456

3 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res Contnuada (BPC-LOAS), Cartão-Almentação, Cartão-Almentação do Programa Fome-Zero e Bolsa-Famíla. Deve-se ressaltar que os programas Bolsa-Escola, Bolsa-Almentação, Auxílo-Gás e Cartão- Almentação foram unfcados, em 2003, em um só o Bolsa-Famíla. Outro fator que deve ser destacado, quando se trata da melhora na dstrbução de renda, refere-se ao setor Agropecuáro, que anda emprega boa parte da força de trabalho. No Brasl, um estudo do Banco Naconal de Desenvolvmento Econômco e Socal (BNDES), de 1999, ctado por Carvalho (2000), nforma que a agropecuára ocupa o segundo lugar na geração de oportundades de trabalho, entre os 10 prncpas setores da economa, atrás apenas da ndústra de artgos de vestuáro. Para um aumento de R$ 1,0 mlhão na demanda da agropecuára, são cradas 187 vagas no mercado de trabalho, enquanto no setor automotvo são gerados apenas 85 empregos e na construção cvl, apenas 48 postos de trabalho. O fato de o setor agropecuáro ser um dos que mas emprega no Brasl serve de ndíco para que seam adotadas polítcas que vsem ao seu crescmento, o que proporconara, portanto, mas empregos e, conseqüentemente, mas renda. Nessa mesma lnha, o setor agrondustral, um dos mas mportantes da economa braslera por agregar valor aos produtos agropecuáros, também se destaca como grande gerador de renda e rqueza para o país, contrbundo, portanto, para uma dstrbução da renda naconal mas eqütatva. Tendo em vsta a mportânca da redução da desgualdade de renda na economa braslera, buscou-se, neste trabalho, observar os efetos de duas polítcas sobre a redstrbução de renda entre grupos famlares. Assm, foram consderadas as polítcas de transferênca dreta de renda e redução trbutára, esta últma aplcada, prmeramente, sobre o setor agropecuáro e, em seguda, sobre os setores lgados à agrondústra. 457

4 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 2. Modelo de equlíbro geral Para alcançar os obetvos propostos utlzou-se um Modelo Aplcado de Equlíbro Geral (MAEG). Segundo Sadoulet e De Janvry (1995), os MAEGs retratam o funconamento de uma economa por meo das relações matemátcas de comportamento dos agentes econômcos nos dversos mercados de bens, servços e fatores de produção. Nesse sentdo, possuem grande utldade, por captarem as relações entre os agentes econômcos e mensurarem os efetos dretos e ndretos advndos de alterações nas polítcas públcas, como choques tarfáros, modfcações nas alíquotas de mpostos e, ou, subsídos e mesmo alterações de natureza tecnológca. De acordo com Gnsburg e Robnson (1984), um MAEG pode ser descrto pelos seguntes tens: a) especfcação dos agentes econômcos; b) regras de comportamento desses agentes; c) snas observados pelos agentes para tomada de decsões; d) especfcação das regras do ogo para nteração dos agentes; e e) condções de equlíbro do modelo, que não são consderadas explctamente pelos agentes quando estes tomam suas decsões, mas que devem ser satsfetas. A prncpal fonte de dados para calbrar um modelo aplcado de equlíbro geral provém de uma Matrz de Contabldade Socal (MCS), a partr da qual se nca todo o processo de construção dos modelos aplcados de equlíbro geral. De posse dos dados contdos na MCS, nca-se o procedmento de calbração, no qual são especfcadas as formas funconas (equações comportamentas e dentdades contábes) de cada agente nserdo no modelo, bem como seus parâmetros. Em seguda, são aplcados choques nas varáves exógenas, obtendo, de medato, um novo equlíbro. Após essas etapas, é feta a análse comparatva entre os equlíbros ncal e fnal. 458

5 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res A Fgura 1 lustra, de forma smplfcada, o funconamento de um modelo de equlíbro geral multssetoral, no qual podem ser analsados, por exemplo, os efetos de estímulos às exportações ou os mpactos das transferêncas e, ou, mpostos sobre a economa doméstca. Como se pode observar, qualquer alteração nas transferêncas/mpostos nfluenca, prmeramente, a renda dsponível das nsttuções (famíla, governo e frmas), para, em seguda, nfluencar todo o sstema econômco. Segundo Sadoulet e De Janvry (1995), as transferêncas, como os pagamentos de mpostos ao governo, a dstrbução dos lucros das frmas e as transferêncas governamentas para as famílas e frmas modfcam a renda ncal e defnem a renda dsponível das nsttuções. Fgura 1 - Funconamento de um modelo de equlíbro geral multssetoral. Fonte: Sadoulet e de Janvry (1995). 459

6 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 Quanto à sua aplcação, os MAEGs têm sdo utlzados, por dversos autores, em dferentes propóstos. Entre os trabalhos que utlzam a abordagem de equlíbro geral para análse da dstrbução de renda, ctamse os de Cury, Coelho e Corseul (2003); Km e Km (2002); Bye e Avtsland (2003); Guzel e Kulshrestha (1995), entre outros Modelo matemátco 4 Na análse econômca exstem dversos modelos que buscam retratar, de forma smplfcada, as nter-relações dos város mercados de uma economa. Neste trabalho consderou-se o modelo desenvolvdo por Rutherford (1995). Mathesen (1985), ctado por Braga (1999), mostra que um modelo de equlíbro geral pode ser formulado e efcentemente resolvdo como um problema de complementardade. Essa formulação pode ser apresentada em três conuntos de varáves centras : vetor não-negatvo (nx1) de preços de commodtes, p, que nclu todos os bens fnas, bens ntermedáros e fatores prmáros de produção; vetor não-negatvo (mx1) de níves de atvdade para os setores de produção da economa, y, com retornos constantes à escala; e vetor de níves de renda (nx1), M, um para cada famíla do modelo, nclusve para quasquer entdades governamentas. O equlíbro, nesse conunto de varáves, satsfara um sstema de três classes de desgualdades não-lneares: lucro zero, equlíbro de mercado (oferta gual à demanda) e esgotamento da renda. A prmera classe de restrções requer que, no equlíbro, nenhum produtor obtenha excesso de lucro, ou sea, o valor dos nsumos por atvdade 4 Esta seção basea-se em Rutherford (1995). 460

7 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res untára deverá ser gual ou maor que o valor dos produtos. Isso pode ser escrto, de forma resumda, da segunte forma: ( p) = C ( p) R ( p) 0 π (1) em que π ( p) é a função de lucro untáro, sto é, a dferença entre a renda untára [ R ( p) ] e o custo untáro [ ( p) C ], defndo por: C ( p ) mn{ p x / f ( x ) = 1} (2) e R ( p) max{ p y / g( y) = 1}, (3) em que f e g são funções de produção assocadas que caracterzam as possíves combnações de nsumo e produto. Por exemplo: α f ( x) = φ x = 1, α α 0 (4) e g ( y) = β 0 ψ max y β. (5) Assm, a função dual será: α p C p φ α ( ) = 1 (6) 461

8 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 e R( p) = β p. (7) A segunda classe de condções de equlíbro é aquela em que o nível de atvdade e os preços de equlíbro devem equlbrar ou exceder o excesso de demanda pelos consumdores. Essas condções podem ser expressas da segunte forma: π ( p) y + wh d h ( p M h ), (8) p h h em que a prmera soma, pelo lema de Shepard, representa a oferta do bem para os setores de produção com retornos constantes à escala; a segunda, a dotação ncal agregada do bem pelas famílas; e, por fm, a soma do lado dreto, a demanda fnal agregada para o bem pelas famílas, dados os preços de mercado p e os níves de renda famlar M. A demanda fnal é dervada da maxmzação da utldade, sueta à restrção orçamentára, sto é: d h ( p, M h ) = arg max{ U h ( x) / p x = M h}, (9) em que U h é a função de utldade para a famíla h. A tercera condção é aquela em que o valor da renda de cada agente deverá ser gual ao valor das dotações dos fatores, ou sea, M h = p w h. (10) 462

9 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res Trabalha-se com a função de utldade que exbe as característcas de não factbldade; assm, a le de Walras sempre se manterá, ou sea, p d h = M h = p w h. (11) Com a agregação das condções de lvre mercado - a preços de equlíbro - e das condções de lucro zero, usando nível de atvdade de equlíbro, obtém-se: y π ( p) = 0 (12) ou y ( p) = 0. (13) π Além dsso, segue-se que: p y π ( p) + p h w h h d h ( p, M h ) = 0. (14) Em outras palavras, a complementardade é uma característca da alocação de equlíbro, mesmo se não for mposta condção de equlíbro per s. Isso sgnfca que, em equlíbro, uma atvdade de produção obterá lucro zero, e qualquer atvdade de produção que auferr retorno líqudo negatvo tornar-se-á natva. Igualmente, a oferta e a demanda agregada estarão em equlíbro para qualquer commodty que tenha preço postvo, e qualquer commodty em excesso de oferta estará em equlíbro ao preço zero. 463

10 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 De forma geral, as equações apresentadas nesta seção caracterzam o funconamento de um modelo de equlíbro geral Matrz de Contabldade Socal A Matrz de Contabldade Socal (MCS) é uma estrutura que apresenta os fluxos de renda e produção na forma matrcal, o que permte que relações macroeconômcas seam tratadas com certo grau de detalhamento setoral (Feó et al., 2003). Bascamente, a MCS é estruturada a partr de uma Matrz de Insumo- Produto (MIP) e das contas naconas, conectando as demandas ntermedáras às contas representatvas do consumo, do pagamento a fatores, nvestmento e poupança, exportações e mportações. Dessa forma, a MCS gera uma magem estátca da economa, permtndo observar as relações entre produção, renda, consumo, comérco exteror e acumulação de captal. Normalmente, há ses tpos de contas numa MCS: atvdades; produtos; fatores de produção (trabalho e captal); conta corrente das nsttuções doméstcas, dvdda em consumdores, frmas e governo; conta de captal; e, por fm, conta resto do mundo (Sadoulet e De Janvry, 1995). Dependendo dos obetvos pretenddos, essas contas podem, anda, ser desagregadas em váras subcontas. Neste trabalho, na construção da MCS utlzou-se uma estmatva da MIP de 2002, desenvolvda por Gulhoto e Sesso Flho (2005). Os demas dados foram obtdos das Contas Naconas e dos relatóros do Banco Central do Brasl. O nível de detalhamento da MCS fo estpulado conforme os obetvos da pesqusa. Dessa forma, contempla 11 setores produtvos cua agregação está apresentada na Tabela 1A do anexo e 4 tpos de famílas, além das contas comuns presente numa MCS: Trabalho, Frmas, Governo, Conta de Captal e Resto do Mundo. 464

11 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res O setor nsttuconal Famílas fo desagregado em 4 tpos, segundo sua renda mensal, conforme exposto na Tabela 1 5. Nesta dvsão teve-se a preocupação de separar as famílas que recebem algum tpo de transferêncas assstencalstas (Classe F1) das que não recebem. Tabela 1 Tpos de famíla segundo a classe de renda (em reas) Tpo de famíla Lmtes Famíla 1 (F1) Famíla 2 (F2) Famíla 3 (F3) Famíla 4 (F4) Faxa de renda Inferor 0 601, ,00 Acma de 2.000,00 mensal Superor 600, , ,00 -- Fonte: POF-2002 (elaborada pelos autores). No que se refere à desagregação do consumo fnal das famílas nas quatro classes de renda, utlzou-se a dstrbução do consumo famlar agregado de cada bem pelas dferentes classes de renda contdas na POF (Pesqusa de Orçamentos Famlares). Dela se extrau, para cada bem, o consumo total das famílas, que fo a base para encontrar as proporções do consumo em cada classe de renda. Logo em seguda, essas proporções foram aplcadas ao consumo fnal das famílas contdo na MCS, para dstrbuí-las nos quatro estratos de renda. 3. Smulações e cenáros a) Cenáro 1: aumento de 12% nas transferêncas para as famílas da classe F1. A proporção deste choque fo defnda com base na varação das transferêncas assstencalstas no período de 2002 a 2006, a qual representou mas de 141% (3,3 blhões de reas) 6. Entretanto, comparado ao volume total de transferêncas que as famílas pobres receberam em 2002, representou 12%; 5 Este trabalho baseou-se em Tournho et al. (2006) para desagregar a conta-famíla. 6 Para obter o crescmento real das transferêncas, utlzou-se o índce IGP-DI como deflator. 465

12 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 b) Cenáro 2: acrescentam-se 10 pontos percentuas na proporção defnda no cenáro 1, cuo ntuto é observar uma amplação do programa de transferêncas de renda do governo; c) Cenáro 3: elmnação dos mpostos da agropecuára. Este choque também fo defndo com base no crescmento absoluto das transferêncas assstencalstas ocorrdo entre 2002 e 2006, o qual representou 3,3 blhões de reas. Este valor é, bascamente, o que o setor agropecuáro pagou de mpostos em Ao aplcar esse choque é possível verfcar o mpacto que ocorrera na redstrbução de renda, caso o setor agropecuáro obtvesse um benefco aproxmadamente gual ao valor das transferêncas. 7 d) Cenáro 4: queda de 18% na alíquota de mposto que ncde sobre o setor Outras agrondústras. Neste cenáro buscou-se observar o efeto que os recursos transferdos para as famílas pobres, durante o período , teram se fosse aplcado como polítca que estmulasse esse setor. Assm, verfcou-se a percentagem que os 3,3 blhões de reas representaram no total de mpostos pago pelo setor Outras agrondústras, o que corresponde a 18%. Na mplementação do modelo utlzou-se o fechamento neoclássco, segundo o qual o nvestmento e a poupança agregada são guas 8. Quanto às elastcdades de substtução, optou-se pela Cobb-Douglas (elastcdade de substtução constante gual a 1). 7 Observa-se que este cenáro é pouco realsta, dado que dfclmente um setor tera sua trbutação completamente elmnada. Entretanto, ulgou-se mportante sua mplementação para efeto de comparação com os demas cenáros. 8 A escolha do fechamento fca a crtéro do pesqusador, dependendo da sua vsão teórca. Para mas detalhes sobre os tpos de fechamento, ver Thssen (1998). 466

13 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res 4. Resultados e dscussão Nesta seção são apresentados os resultados da pesqusa, subdvdda em quatro subseções. As três prmeras referem-se à análse dos cenáros, enquanto a quarta faz uma síntese dos resultados Efetos de transferêncas assstencalstas de renda No cenáro 1 fo aplcado um choque de 12% sobre as transferêncas de renda. Em resposta a esse choque, verfcou-se que o valor da produção do setor agropecuáro cresceu 0,2 %, o que equvale a aproxmadamente R$ 317 mlhões (Tabela 2). O crescmento desse setor faz sentdo na medda em que os bens por ele produzdos, em sua maora lgados à almentação, possuem, para as famílas de baxo poder aqustvo, alta elastcdade de renda; assm, a renda extra orgnada das transferêncas tendera a ser revertda para compra desses produtos. Confrmando esse fato, os setores Abate de anmas, Indústra de latcínos, e Outros produtos almentares, setores lgados à produção de almentos, apresentaram crescmento em sua produção. No caso desses últmos setores, o crescmento da produção podera ser explcado pelo fato de o aumento da renda das famílas pobres nduzr ao aumento da demanda de produtos processados. Esse resultado é corroborado pelos dados da POF, de De acordo com esses dados, as despesas com produtos processados tendem a crescer à medda que se passa de uma classe de renda nferor para uma superor. 467

14 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 Tabela 2 Varação percentual no nível de atvdade devdo ao aumento das transferêncas de renda às famílas com baxo poder aqustvo Setores Varação percentual Cenáro 1 Cenáro 2 Agropecuára 0,2 0,4 Outras ndústras -0,1-0,2 Indústra do café -0,4-0,8 Abate de anmas 0,3 0,5 Indústra de latcínos 0,4 0,8 Indústra de açúcar -0,3-0,5 Fabrcação de óleos vegetas -0,1-0,2 Outros produtos almentares 0,3 0,5 Outras agrondústras 0,1 0,1 Margens 0,1 0,2 Outros servços 0 0 Nível de atvdade total 0,03 0,04 Exportações -1,3-2,1 Importações -2,4-3,8 Fonte: Resultados da pesqusa. Nota: Os níves de preços não foram apresentados, dado que eles não sofreram alterações. Os efetos negatvos da amplação das transferêncas propagam-se sobre os setores Outras ndústras, Indústra do café, Indústra de açúcar e Fabrcação de óleos vegetas. A explcação para sso, possvelmente, orgna-se tanto da redução na renda das famílas das classes F2, F3 e F4 (Fgura 3) quanto da possível substtução, por parte das famílas da classe F1, de produtos mas energétcos (como café, por exemplo) pelos produtos mas protécos (produtos da ndústra de latcínos, por exemplo). Ao consderar o cenáro 2 (aumento de 22% nas transferêncas), verfcase que os mesmos setores benefcados no cenáro 1 contnuaram apresentando resultados postvos, entretanto, como era esperado, com magntudes maores. Entre esses, o setor Indústra de latcínos 468

15 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res apresentara melhor resultado dante do aumento das transferêncas, ou sea, sua produção crescera 0,8%, o que representa uma varação de cerca de 105 mlhões de reas. No agregado, houve acréscmos de 0,03% (cenáro 1) e 0,04% (cenáro 2) no nível de atvdade da economa, resultante do aumento das transferêncas de renda às famílas pobres. Esses valores ndcam o mpacto postvo, ao menos de forma agregada, que os programas de transferêncas proporconam no sstema produtvo. Quanto aos mpactos nas exportações e mportações, ambas as varáves apresentaram queda. Ao consderar o cenáro 1, as exportações e mportações sofreram reduções da ordem de 1,3% e 2,1%, respectvamente. Já no cenáro 2, essas quedas passaram para, respectvamente, 2,4% e 3,8%. O decréscmo nas exportações pode ser ustfcado tanto pelo aumento do consumo nterno, provocado pela maor demanda das famílas pobres, quanto pela redução na produção de alguns mportantes setores exportadores (especalmente os que estão agregados em Outras ndústras ), o que mplca menos bens para serem venddos nternamente e externamente. Já a redução nas mportações podera ser explcada, sobretudo, pela queda na produção do setor Outras ndústras. De acordo com a matrz de nsumo-produto de 2002, aproxmadamente 48% das mportações brasleras é feta por esse setor. Dessa forma, a queda em sua produção é acompanhada, conseqüentemente, pela redução nos nsumos mportados. A Fgura 2 retrata os resultados dos choques aplcados (cenáros 1 e 2), referentes ao comportamento da varável bem-estar (W). Para ncorporar o bem-estar das famílas na análse, foram crados quatro blocos de produção no modelo: W1 (bem-estar das famílas da classe F1), W2 (bem-estar das famílas da classe F2), W3 (bem-estar das famílas da classe F3) e W4 (bem-estar das famílas da classe F4). Esses blocos servem como ferramenta para conversão do consumo dos bens produzdos na economa em utldade dervada de um consumo agregado. 469

16 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 Varação percentual W1 W2 W3 W4 Cenáro1 Cenáro 2 Fgura 2 Varação percentual no bem-estar orgnado pelo aumento das transferêncas. Fonte: Resultados da pesqusa Como esperado, as famílas mas pobres (classe F1) apresentaram crescmento no seu nível de bem-estar, tanto no cenáro 1 (3,4%) quanto no cenáro 2 (6,2%). Ao contráro, o nível de bem-estar das famílas das classes F2, F3 e F4 dmnuu, respectvamente, em 0,1%, 0,1% e 0,2% (cenáro 1), nduzdo pela contração em suas rendas. Apesar da queda nas varáves W2, W3 e W4, o consumo agregado (ou bem-estar geral) apresentou elevação de 104,3 mlhões de reas (cenáro 1), o que confrma o crescmento do consumo nterno. Na Fgura 3 é mostrado o comportamento da renda após aplcação dos choques nas transferêncas. Nota-se que, em ambos os cenáros, houve expansão da renda das famílas pertencentes à classe F1, 3,4% no cenáro 1 e 6,2% no 2, crescmento que está dretamente lgado ao aumento das transferêncas. Por outro lado, a renda das demas famílas reduzu, tanto no cenáro 1 quanto no 2. Verfca-se que a classe mas penalzada com o aumento das transferêncas fo a com rendmento acma de reas, 470

17 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res ou sea, a renda dessa classe reduzu-se em 0,15%, no cenáro 1 (o que equvale a 610 mlhões de reas), e 0,27%, no cenáro 2 (o que representa 1,1 blhão de reas). Dante desses resultados, percebe-se que houve deslocamento de renda tanto dos estratos mas rcos como das camadas ntermedáras para a população mas pobre. Esse resultado condz com o encontrado por Soares et al. (2006), segundo os quas, os programas de transferêncas de renda para as famílas de baxo poder aqustvo tveram mpacto vsível na pobreza e foram responsáves por uma fração mportante da queda da desgualdade de renda no Brasl, de 1995 a Do mesmo modo, Rocha (2004) e Ferrera et al. (2006) evdencaram redução na desgualdade por meo desses programas. 7 6 Varação percentual F1 F2 F3 F4 Gov Cenáro 1 Cenáro 2 Fgura 3 Varação percentual na renda dos consumdores decorrente do aumento das transferêncas de renda às famílas pobres. Fonte: Resultados da pesqusa. Quanto à varação da renda do governo, houve lgero crescmento de 0,03% no cenáro 1 e de 0,06% no cenáro 2. Esse crescmento tem relação com o aumento, no agregado, da atvdade econômca, que, por sua vez, proporconou elevação da receta trbutára. 471

18 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº Efetos da elmnação dos mpostos do setor agropecuáro A Tabela 3 resume os resultados provenentes da elmnação dos mpostos que ncdem sobre o setor agropecuáro. Tabela 3 Efetos econômcos de redução trbutára no setor agropecuáro sobre setores seleconados Setores Varação percentual Agropecuára 15,4 Outras ndústras -3,1 Indústra do café 52,9 Abate de anmas 27,1 Indústra de latcínos -6,6 Indústra de açúcar 65,5 Fabrcação de óleos vegetas 53,6 Outros produtos almentares 3,5 Outras agrondústras 10,8 Margens 4,4 Outros servços -5,1 Exportações 176,8 Importações 286,1 PAGR 1,2 POIND 3,0 PINC 2,1 PABA 1,6 PINDL 1,8 PINDA 2,4 PFOV 2,0 POPA 2,1 POAGR 2,3 PMAR 2,2 POSERV 1,7 Fonte: Resultados da pesqusa. Nota: PAGR = Preço Agropecuáro; POIN = Preço Outras Indústras; PINC = Preço Indústra do Café; PABA = Preço Abate de Anmas; PINDL = Preço Indústra de Latcínos; PINDA = Preço Indústra do Açúcar; PFOV = Preço Fabrcação de Óleos Vegetas; POAGR = Preço Outras Agrondústras; PMAR = Preço Margem; POSERV = Preço Outros Servços. 472

19 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res A polítca de elmnação dos mpostos sobre o setor agropecuáro mplcou aumento de 15,4 % na produção desse setor, com decréscmos de 3,1%, 6,6% e 5,1% nas quantdades produzdas de Outras ndústras, Indústra de latcínos e Outros servços. Esses resultados demonstram que o setor agropecuáro teve forte nfluênca nos setores lgados ao agronegóco, vsto que eles (exceto a Indústra de latcínos ) apresentaram as maores varações postvas na produção. A queda na produção, nos três setores ctados, fo provenente da exstênca de complementardade e substtutbldade entre os bens produzdos pelos setores, ou sea, a produção de um setor pode crescer ou reduzr conforme a expansão de outro. Da mesma forma, o decréscmo na produção de um setor poderá comprometer a produção de outro, se o prmero for um fornecedor de nsumos essencal para o segundo. Além dsso, deve-se ressaltar que, no modelo, as quantdades de fatores eram fxas, o que mplcava dsputa para obtê-los. Quanto aos mpactos nas exportações e mportações, verfca-se que essas varáves apresentaram sgnfcatvos crescmentos. A ustfcatva para elevação do volume exportado pode estar no forte crescmento da produção dos setores lgados ao agronegóco, que são mportantes exportadores, e no própro choque realzado, que ocasonou elevação de 25% nas exportações agrícolas. No que dz respeto ao sgnfcatvo aumento no volume mportado, é mportante notar que, ao contráro do encontrado na smulação com as transferêncas, em que houve queda nas mportações motvada pela redução na produção do setor Outras ndústras - neste cenáro, a queda nesse setor fo tão expressva (comparada à smulação anteror), que o efeto fo o nverso, ou sea, as mportações cresceram substancalmente. Em outras palavras, a redução na produção do setor Outras ndústras, acompanhada do crescmento da renda das famílas, provocou a necessdade de aumentar as mportações para suprr o espaço dexado por este setor. Outro fator que pode ter contrbuído para o crescmento das mportações está nos expressvos crescmentos verfcados em alguns setores. 473

20 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 No que tange ao comportamento da renda, nota-se que esta varável cresceu em todas as classes famlares, nclusve na do governo (Fgura 4). Esse resultado também mostra que não houve nenhum benefíco referente à dmnução da dstânca que separa as classes mas pobres das mas rcas; pelo contráro, ao consderar as classes F1 e F4, verfcase que essa dstânca aumentou, á que a classe F4 apresentou crescmento maor. Uma das possíves ustfcatvas para esse resultado é o fato de a maora das commodtes exportadas no Brasl ser ntensva em captal, ou sea, não requer grande quantdade de mão-de-obra para sua produção. Varação percentual 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 F1 F2 F3 F4 Gov. Renda Fgura 4 Efetos da elmnação dos mpostos do setor agropecuáro sobre a renda das famílas e do governo. Fonte: Resultado da pesqusa. Ao analsar os níves de bem-estar das famílas, tem-se um resultado curoso. Apesar do crescmento da renda de todas as classes famlares, os índces de bem-estar dos grupos F1 e F4 reduzram-se (Fgura 5); a ustfcatva para esse fato pode estar nos preços relatvos, que apresentaram elevações. Em outras palavras, o aumento na renda das famílas tende a estmular a demanda agregada, que, por sua vez, pressona 474

21 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res os preços para cma. Portanto, o benefíco gerado pelo aumento da renda fo totalmente dsspado, no caso das classes F1 e F4, pelo crescmento do nível geral de preços (relatvos), o que evdenca, mas uma vez, a pora na dstrbução de renda. 0,6 0,5 0,4 W3 Varação percentual 0,3 0,2 0,1 0-0,1-0,2-0,3-0,4-0,5 W1 W2 W4 Índce de bem-estar Fgura 5 Varação percentual no bem-estar das famílas orgnado da elmnação dos mpostos sobre o setor agropecuáro. Fonte: Resultado da pesqusa Efetos da redução trbutára no setor Outras agrondústras Após verfcar os mpactos que a elmnação dos mpostos do setor agropecuáro gera no sstema produtvo e na redstrbução da renda, fo feta uma análse da redução de 18% nos mpostos pagos pelo setor Outras agrondústras, que agrega mas valor aos seus produtos comparados aos da agropecuára (Tabela 4). 475

22 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 Tabela 4 Efetos econômcos de redução trbutára no setor Outras agrondústras sobre setores seleconados Setores Varação percentual Agropecuára 9,8 Outras ndústras -2,1 Indústra do café 38,4 Abate de anmas 18,9 Indústra de latcínos -5,8 Indústra de açúcar 48,4 Fabrcação de óleos vegetas 38,5 Outros produtos almentares 2,3 Outras agrondústras 10,3 Margens 3,5 Outros servços -3,8 Exportações 132,0 Importações 213,2 PAGR 2,5 POIND 2,1 PINC 2,3 PABA 2,2 PINDL 2,2 PINDA 2,2 PFOV 2,2 POPA 1,4 POAGR -0,1 PMAR 1,5 POSERV 1,2 Fonte: Resultados da pesqusa. Nota: PAGR = Preço Agropecuáro; POIN = Preço Outras Indústras; PINC = Preço Indústra do Café; PABA = Preço Abate de Anmas; PINDL = Preço Indústra de Latcínos; PINDA = Preço Indústra do Açúcar; PFOV = Preço Fabrcação de Óleos Vegetas; POAGR = Preço Outras Agrondústras; PMAR = Preço Margem; POSERV = Preço Outros Servços. 476

23 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res A polítca de redução de mpostos que ncdem sobre o setor Outras agrondústras causou forte crescmento nos seguntes setores: Agropecuára; Indústra do café; Abate de anmas; Indústra de açúcar; Fabrcação de óleos vegetas; e Outras agrondústras. De forma equvalente à smulação anteror (cenáro 3), os efetos negatvos da queda dos mpostos recaíram sobre os seguntes setores: Outras ndústras; Indústra de latcínos; e Outros servços. Essas quedas decorrem, como salentado anterormente, da exstênca de complementardade e substtutbldade entre os bens produzdos pelos setores. No que se refere à exportação e mportação, houve aumento de 132% e 213,2 %, respectvamente. A ustfcatva para esse fato é semelhante à dada no cenáro 3, ou sea, é explcada pela redução sgnfcatva do setor Outras ndústras e pelo crescmento da renda das famílas. Quanto ao comportamento dos preços relatvos, nota-se que apenas o preço do setor Outras agrondústras reduzu-se, motvado bascamente pelo crescmento em sua produção. Os demas preços elevaram-se, apesar de haver crescmento na produção de alguns setores. Esse crescmento é explcado pelo aumento da renda das famílas e do governo, o que pressonou os preços para cma (Fgura 6). 477

24 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 Varação percentual F1 F2 F3 F4 Gov. Renda Fgura 6 Varação percentual da renda dos consumdores, decorrente de redução trbutára no setor Outras agrondústras Fonte: Resultados da pesqusa. O efeto gerado pelo crescmento da maora dos preços relatvos manfestou-se nos índces de bem-estar das classes de renda, provocando reduções nos índces das classes F1 e F4, mantendo constante o da classe F2 e, provavelmente, reduzndo o crescmento da classe F3 (Fgura 7). Em face desse resultado, constata-se pora na desgualdade de renda, vsto que houve queda no poder de compra (consumo agregado) das famílas mas pobres. 478

25 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res Varação percentual W1 W2 W3 W4 Índce de bem-estar Fgura 7 Varação percentual no nível de bem-estar decorrente de redução trbutára no setor Outras agrondústras. Fonte: Resultados da pesqusa. De forma geral, pode-se verfcar, tanto no cenáro 3 como no 4, que a queda de mpostos (setores agropecuáro e Outras agrondústras ) afetou dretamente a renda das famílas, a qual teve aumento em todos os grupos famlares. Esse efeto, no entanto, pressonou para cma os preços relatvos, fazendo com que os índces de bem-estar de algumas classes sofressem reduções. Dante dsso, é possível afrmar que a estrutura produtva do país não suporta um forte crescmento da demanda agregada, vsto que fo necessáro que os preços subssem para que a demanda nterna acomodasse Síntese dos resultados encontrados Ao fazer uma comparação entre os resultados das três smulações realzadas neste trabalho, verfcou-se que todas elas proporconaram crescmento do nível de atvdade da economa, com destaque para o cenáro 3, que apresentou crescmento de 2,35% (Tabela 5). 479

26 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 Tabela 5 Síntese dos resultados das três smulações adotadas neste trabalho 9 Varáves Varação percentual Cenáro 1 Cenáro 3 Cenáro 4 Nível de atvdade da economa 0,03 2,35 1,82 Índce de bem-estar da classe F1 (W1) 3,40-0,4-0,60 Índce de bem-estar da classe F2 (W2) -0,10 0,1 0,00 Índce de bem-estar da classe F3 (W3) -0,10 0,5 0,30 Índce de bem-estar da classe F4 (W4) -0,20-0,1-0,10 Exportação -1,40 176,8 132,00 Importação -2,10 286,1 213,20 Renda da classe F1 3,40 1,5 0,82 Renda da classe F2-0,10 2,1 1,42 Renda da classe F3-0,09 2,5 1,76 Renda da classe F4-0,15 1,87 1,23 Renda do Governo 0,03 2,67 1,06 Fonte: Resultados da pesqusa. Com relação ao nível de bem-estar das classes de renda, a únca polítca que benefcou as famílas mas pobres (classe F1) fo a prmera, sto é, as transferêncas de renda. As outras duas penalzaram, por meo do crescmento dos preços relatvos, o nível de bem-estar da classe menos favorecda, o que mostra que essas polítcas tveram efeto desprezível no combate à pobreza e, conseqüentemente, na redução da desgualdade de renda. No que se refere ao comérco externo, nota-se que apenas no cenáro 1 as exportações e mportações apresentaram quedas, motvadas, bascamente, pela redução na produção do setor Outras ndústras, a qual fo acompanhada pela dmnução das rendas das famílas mas rcas. Em suma, pode-se constatar que o aumento nas transferêncas de renda para as famílas pobres proporconou resultados melhores, em termos de redstrbução de renda, que as outras duas polítcas analsadas neste 9 O cenáro 2 não fo exposto por não ser equvalente aos demas, vsto que o choque aplcado nesse cenáro (em termos absolutos) fo superor aos demas e, por sso, não fo possível fazer comparações com os outros. 480

27 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res estudo. Por meo das transferêncas de renda fo possível reduzr a dspardade de renda exstente no país, bem como aumentar o nível de bem-estar das famílas menos favorecdas (famílas da classe F1). 5. Conclusões Um dos graves problemas na economa braslera é seu elevado grau de desgualdade de renda. Dante dsso, obetvou-se, neste trabalho, determnar os mpactos de polítcas alternatvas na redstrbução de renda. Foram consderadas duas polítcas dstntas, quas seam, transferênca dreta de renda e redução trbutára, sendo essa últma aplcada aos setores agropecuáro e Outras agrondústras. O modelo analítco utlzado fo um modelo aplcado de equlíbro geral. Com base nos resultados obtdos, pode-se conclur que os programas de transferêncas assstencalstas de renda realmente têm sdo mportantes para reduzr o grau de nqüdade de renda na economa braslera, nos últmos anos. Além dsso, esse tpo de polítca mostrou-se superor, no questo redstrbução de renda, à polítca alternatva de redução trbutára nos setores agropecuáro e agrondustral. Dentre os efetos negatvos que os programas de transferêncas de renda geram, destacam-se as reduções nos níves de renda e bem-estar da classe F2 (famílas com rendmento entre 601 e 1000 reas). Este grupo famlar, apesar de possur renda relatvamente baxa, acaba sendo penalzado por esse programa, ou sea, em benefíco das famílas realmente pobres (classe F1), tanto as classes mas rcas quanto as com um baxo poder aqustvo (mas que não são de fato pobres) são afetadas negatvamente. Dessa forma, a polítca de transferênca de renda benefca apenas uma classe a mas pobre. Fnalmente, deve-se frsar que, embora tenham capacdade de reduzr a desgualdade de renda, os programas de transferêncas de fundo assstencalsta devem ter uma função mportante na economa apenas 481

28 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 num período de transção durante o qual são fetas reformas efetvas no sstema educaconal que possbltem oportundades guas entres as pessoas, e polítcas que proporconem crescmento econômco sustentável, que é uma forma de reduzr a pobreza e a desgualdade socal, sem penalzar nenhum grupo econômco. Referêncas BRAGA, M. J. Reforma fscal e desenvolvmento das cadeas agrondustras brasleras. Vçosa: UFV, p. Tese (Doutorado em Economa Rural) Unversdade Federal de Vçosa, BYE, B., AVITSLAND, T. The welfare effects of housng taxaton n a dstorted economy: a general equlbrum analyss. Economc Modellng. 20, , CARVALHO, L.M. Agrcultura emprega metade da população mundal. Revsta GLEBA, Brasíla, v. 45, n. 170, p. 1-2, CURY,S.; COELHO, A.M.; CORSEUIL, C.H. A computable general equlbrum model to analyze dstrbutve aspects n Brazl wth a trade polcy llustraton. In: ENCONTRO BRASILEIRO DE ECONOMETRIA, 25., 2003, Ihéus. Anas... Belo Horzonte: ANPEC, CD-ROM. FEIJÓ, C. A. et al. Contabldade socal. Ro de Janero: Campus, p. FERREIRA, F., LEITE, P., LITCHFIELD, J. The rse and fall of Brazlan nequalty: , World Bank Polcy Research Workng Paper, 3867, GINSBURG, V., ROBINSON, S. Equlbrum and prces n multsetor models. In: SYRQUIN, M.; TAYLOR, L.; WESTPHAL, L. E. (Eds.). Economc Structure and Performance. New York: Academc,

29 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res GÜZEL, H.A., KULSHRESHTHA, S. N. Effects of real exchange rate changes on canadan agrculture: a general equlbrum evaton. Journal of Polcy Modelng. 17, , GUILHOTO, J.J.M., SESSO FILHO, U.A. Estmação da Matrz Insumo- Produto a Partr de Dados Prelmnares das Contas Naconas. Economa Aplcada 9, , KIM, E., KIM, K. Impacts of regonal development strateges on growth and equty of Korea: A multregonal CGE model. The Annals of Regonal Scence 36, , LANGONI, C.G. Dstrbução da Renda e Desenvolvmento Econômco do Brasl. Ro de Janero: Expressão e Cultura, p. ROCHA, S. Pobreza no Brasl: o que mudou nos últmos 30 anos? Ro de Janero: INAE Insttuto Naconal de Altos. Estudos e pesqusas, n.83, RUTHERFORD, T. F., Appled general equlbrum modelng wth MPSGE as a GAMS subsystem: na overvew of the modelng framework and syntax. Dsponível em: < syntax.htm>. Acesso em: 02 mao de SADOULET, E; DE JANVRY, A. Quanttatve development polcy analyss. Baltmore: The Johns Hopkns Unversty, p. SOARES, F. V.; SOARES, S.; MEDEIROS, M.; OSÓRIO, R. G. Programas de transferêncas de renda no Brasl: mpactos sobre a desgualdade. Texto para Dscussão Nº Insttuto de Pesqusa Econômca Aplcada, THISSEN, M. A classfcaton of emprcal CGE modelng. Gronngen: Unversty of Gronngen, p. (SOM Research Report, 99C01). Dsponível em: < themec/1999/99c01/99c01.pdf.>. Acesso em: 15 de novembro de

30 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 WORLD BANK. Sustanable development n a dynamc world. In: World development Report The World Bank, Washngton, DC, TOURINHO, O. A. F.; SILVA, N. L. C.; ALVES, Y. B. Uma matrz de contabldade socal para o Brasl em Texto para Dscussão No. 1242, Insttuto de Pesqusa Econômca Aplcada, Abstract Ths work analyzes the effects of alternatve polces on ncome redstrbuton n the Brazlan economy. It was used an appled general equlbrum model and the followng smulatons were mplemented: drect ncome transfer and tax reducton on agrculture and agro-ndustry sectors. The results ndcated that drect ncome transfer s a better polcy to reduce ncome nequalty than tax reducton on specfc sectors such as agrculture and agro-ndustry. Keywords: ncome dstrbuton, taxaton, general equlbrum, Brazl. 484

31 Vladmr Fara dos Santos, Wlson da Cruz Vera & Bríco dos Santos Res Anexo Tabela A Agregação da matrz de nsumo produto - Brasl Agregação da pesqusa Agregação IBGE Agropecuára Agropecuára Outras ndústras Extratva mneral Extração de petróleo e gás Mneras não-metálcos Sderurga Metalurga não-ferrosos Outros metalúrgcos Maqunas e tratores Materal elétrco Equpamentos eletrôncos Automóves, camnhões e ônbus Outros veículos e peças Refno de petróleo Químcos dversos Farmacêutcos e perfumara Artgos de plástco Construção cvl Outras agrondústras Madera e mobláro Papel e gráfca Indústra da borracha Elementos químcos Indústra têxtl Artgos de vestuáro Fabrcação de calçados Indústras dversas Benefcamento de produtos vegetas Indústra do café Indústra do café Abate de anmas Abate de anmas Indústra de latcínos Indústra de latcínos Indústra do açúcar Indústra do açúcar Fabrcação de óleos vegetas Fabrcação de óleos vegetas Outros produtos almentares Outros produtos almentares Margens Comérco Transporte Outros servços Insttuções fnanceras Dummy fnancera Ser. Ind. de utldade públca Comuncações Servços prestados às famílas Servços prestados às empresas Aluguel de móves Admnstração públca Servços prestados não-mercants Fonte: Gulhoto e Sesso Flho (2005) (elaborada pelos autores). 485

32 REVISTA DE ECONOMIA E AGRONEGÓCIO, VOL.5, Nº 4 486

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