SAFRAS & CIFRAS TRIBUTAÇÃO INCIDENTE SOBRE FATURAMENTO - PARTE II EMPRESÁRIO RURAL PESSOA JURÍDICA

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1 TRIBUTAÇÃO INCIDENTE SOBRE FATURAMENTO - PARTE II EMPRESÁRIO RURAL PESSOA JURÍDICA * Carla Hosser * Leticia de Oliveira Nunes * Litiele Maltezahn * Priscila Duarte Salvador * Rosana Vieira Manke Diante dos impactos causados pela alta carga tributária brasileira, a SAFRAS & CIFRAS tem demonstrado aos seus clientes as melhores formas de lidar com esta tributação, pois, em algumas situações é possível reduzir o valor do imposto, sem sonegar. No texto a seguir, tem-se como objetivo demonstrar a conceituação de alguns impostos pagos por Pessoa Jurídica no momento da venda de seus produtos. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE PRODUÇÃO (ANTIGO FUNRURAL): Contribuição Social Federal, no qual a tributação da Contribuição Previdenciária (FUNRURAL) e SENAR é sobre a comercialização da produção rural do Produtor Rural Pessoa Jurídica, em substituição da contribuição sobre a remuneração de empregados na folha de pagamento (20%). O Produtor Rural Pessoa Jurídica, de qualquer atividade, paga sobre toda a sua venda um percentual de 2,85% sendo distribuídos em: INSS RAT SENAR TOTAL % 2,5 0,1 0,25 2,85 O SENAR tem o objetivo de auxiliar na formação do Trabalhador Rural e na Promoção Social de famílias que exerçam atividades rurais.

2 O recolhimento se dá através da GPS- Guia de Previdência Social código Quando o produtor rural Pessoa Jurídica adquirir uma mercadoria de outro Produtor Rural Pessoa Física, a Pessoa Jurídica deverá reter na Nota Fiscal o percentual total de 2,3% e pagar a GPS com código Quando o Produtor Rural Pessoa Jurídica comercializar a sua produção diretamente no exterior, ele contribuirá apenas para o SENAR, através da GPS código O mesmo acontece no caso em que o produtor rural possui uma liminar judicial com a suspensão do recolhimento do FUNRURAL ou o recolhimento através de depósito judicial, assim o produtor apenas pagará 0,25% referente ao SENAR (GPS código 2615). O Recolhimento da GPS deverá ocorrer até o dia 20 do mês subsequente do fato gerador, caso não sendo dia útil, o pagamento deverá ocorrer em dia útil imediatamente anterior a data do vencimento. PIS/PASEP e COFINS: Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) são Contribuições Sociais incidentes sobre as receitas da venda de qualquer mercadoria ou prestação de serviço. São contribuintes desse imposto às Pessoas Jurídicas de direito privado e as que lhe são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, inclusive as empresas públicas, as sociedades de economia mista e suas subsidiárias. Lucro Presumido: terá a tributação do PIS e COFINS do modo cumulativos, onde são aplicados percentuais de 0,65% e 3% respectivamente, sobre a receita bruta de venda, não havendo o direito de crédito. Lucro Real: terá a tributação do PIS e COFINS do modo não cumulativos, com percentuais de 1,65% e 7,60% respectivamente. Nesse regime tem direito a crédito: a) Bens ou serviços adquiridos de Pessoa Jurídica domiciliada no país;

3 b) Custos e despesas incorridos, pagos ou creditados a Pessoa Jurídica domiciliada no país; Não dão direito a crédito: a) Bens e serviços não tributados na fase anterior da cadeia de comercialização; b) Mercadorias cuja venda seja isenta ou com alíquota zero; De acordo com a Legislação existem também vendas efetuadas com suspensão, isenção e alíquota zero de PIS e COFINS, estes serão aplicados conforme a destinação específica dos produtos. A seguir a relação de alguns produtos: PIS/COFINS PRODUTO CONDIÇÃO SUSPENÇÃO ALIQUOTA ZERO Milho, Arroz, Sorgo, Cevada, Trigo, Aveia e outros Soja Cana de Açúcar Torta de Algodão Bovinos, Suínos e Ovinos Feijão Óleo de Algodão Comprador optante pelo Lucro Real Utilização do produto como insumo Todas as vendas de soja. Comprador optante pelo Lucro Real Para qualquer Pessoa Física Alimentação de suínos e aves Qualquer venda, exceto consumidor final Incondicional Incondicional ISENÇÃO Todos os produtos Destino a Exportação IRPJ e CSLL: O imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) são obrigações tributárias devidas pelas Pessoas Jurídicas domiciliadas no país e as que lhe são equiparadas pela legislação do IRPJ. Lucro Presumido: A alíquota do Imposto de Renda é de 15%, independente da forma de apuração, o percentual varia de acordo com a atividade exercida, no caso da atividade rural o percentual de presunção é 8%.

4 Como nesta modalidade a apuração é trimestral, estará sujeito ao adicional do Imposto de Renda de 10% sobre o montante de lucro presumido que exceder R$ ,00. A alíquota da CSLL é de 9% sobre a base de cálculo, sendo obtida pela presunção do lucro através do percentual de 12% no caso da atividade rural. Diferentemente do IRPJ, no cálculo da CSLL não existe Imposto adicional. A apuração do IRPJ e CSLL pelo lucro presumido devem ser realizadas trimestralmente, podendo o imposto ser recolhido em quota única, ou em até três parcelas iguais e sucessivas. Lucro Real: A alíquota do Imposto de Renda aplicável é a mesma do lucro presumido, ou seja, 15% e o adicional de 10%, quando a parcela do Lucro exceder a R$ ,00 mensal, R$ ,00 trimestral e R$ ,00 anual. Dessa forma, se a pessoa jurídica optar pela apuração trimestral do Imposto de Renda, está também deverá ser a forma de apuração da CSLL senda a alíquota de 9%. Na tributação pelo método do lucro real chega-se à base de cálculo do imposto através do lucro contábil da empresa, ajustado pelas adições, exclusões e compensações previstas pela legislação. O contribuinte pode optar pela apuração trimestral ou anual, conforme melhor lhe convier. Quando se trata do regime de lucro real pode haver, inclusive, situações de Prejuízo Fiscal, hipótese em que não haverá cálculo de impostos, e o mesmo será compensado no próximo período na sua totalidade por ser atividade rural, nas demais a compensação é de 30% do lucro real apurado. Simples Nacional É uma forma simplificada de recolher os tributos anteriormente mencionados, dentre outros. O recolhimento do mesmo é feito através de um Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

5 Além da tributação Federal, as empresas rurais estão obrigadas a pagar impostos e taxas estaduais, estes por sua vez, variam de estado para estado, atendendo a legislações próprias. FESA/FUNDESA O FESA (Fundo Emergencial de Saúde Animal) e o FUNDESA (Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária do Animal) tratamse de taxas que tem por finalidade complementar ações de desenvolvimento e defesa sanitária animal. Ambas são taxas obrigatórias aos produtores dos setores de Avicultura, Suinocultura, Pecuária de Corte e de Leite, podendo o produtor optar por qual contribuir. Elas têm a mesma finalidade, a única diferença é que o FESA é administrado pelo Estado e o FUNDESA por entidades empresariais. O produtor que não contribuir para o FESA ou FUNDESA poderá perder seus benefícios fiscais em caso de agroindústria. CDO - A taxa CDO (Cooperação e Defesa da Orizicultura), é obrigatória aos importadores de arroz em casca em qualquer estágio de industrialização, tendo por fato gerador a utilização dos serviços referentes a produção do mesmo pelos produtores. Atribuindo-se a responsabilidade de cobrança e recolhimento do tributo ao beneficiador de arroz e ao exportador de arroz em casca. Ela é devida ao Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA). Fica isento da Taxa CDO o arroz utilizado ou consumido pelo produtor que não for exportado ou beneficiado. O valor arrecadado se destina à execução de medidas de defesa e estímulo da produção e cobertura de eventuais danos e prejuízos na lavoura. ICMS Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviço de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação é um tributo regido pela legislação Federal e cada Estado possui um Regulamento Próprio; é seletivo, não cumulativo, indireto e calculado por dentro e incide sobre as operações de circulação de mercadorias:

6 SELETIVO SAFRAS & CIFRAS É norteado pelo princípio da essencialidade. Quanto mais essencial for o produto, menor será a alíquota. Quanto mais supérfluo o produto for, maior será a alíquota do ICMS. NÃO CUMULATIVO INDIRETO POR DENTRO O imposto incide na compra é abatido do imposto da venda. A obrigação do pagamento é transferida para o consumidor final no preço de venda. O imposto faz parte da sua própria base de cálculo, sendo destacado na NF simplesmente para fins de controle. A seguir a relação de alguns produtos, de algumas regiões atendidas pelas SAFRAS & CIFRAS que tem o ICMS suspenso, diferido ou isento: REGIÃO ESTADO PRODUTO TIPO Amendoim; Aveia; Arroz; GOIÁS Cacau; Café, Cana de Açúcar; Milho; Soja; Trigo. ISENTO ¹ CENTRO- OESTE MATO GROSSO Algodão; Arroz; Gado; Café; Milho; Soja; Feijão; Sorgo; Cana de Açúcar. DIFERIDO ² SUDESTE SUL MINAS GERAIS SÃO PAULO PARANÁ RIO GRANDE DO SUL Café; Leito; Sorgo; Cana de Açúcar; Soja, Milho; Arroz. DIFERIDO ² Feijão; Amendoim; Gado Bovino e Suíno; Milho; Soja. DIFERIDO ² Arroz SUSPENSO ² Café DIFERIDO ² Todas as saídas de produtos efetuadas de produtor para DIFERIDO produtor. ¹ Isento desde que para saída interna, destinada a industrialização. ² Saídas Internas Diferido: Significa postergado, pois o tributo será recolhido em outra etapa. Isento: Visa diminuir a carga tributária para a redução de seu preço ao consumidor. Suspenso: Adia temporariamente a exigência de pagamento do tributo.

7 De acordo com as informações explanadas, fica evidenciada a elevada carga de impostos no Brasil, desta forma a SAFRAS & CIFRAS destaca aos seus clientes a relevância de estarem sempre atentos aos tributos incidentes sobre a venda da produção rural. SAFRAS & CIFRAS Carla Hosser Pós-Graduanda em Ciências Contábeis Leticia de Oliveira Nunes Bacharelanda em Ciências Contábeis Litiele Maltezahn Priscila Duarte Salvador Pós-Graduanda em Controladoria Rosana Vieira Manke FALE CONOSCO Telefone: (53) Rua Santos Dumont, 621 Centro - Pelotas - RS

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