Número 31 Dezembro ISSN Anos de Deontologia Profissional 60 Anos de Direitos Humanos

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1 Número 31 Dezembro ISSN IX Seminário de Ética 10 Anos de Deontologia Profissional 60 Anos de Direitos Humanos

2 H Abertura do Secretariado 9.00H Mesa de abertura 9.30H Conferência Inicial: Da Falibilidade Humana Professor Doutor Michel Renaud 10.00H Intervalo 10.30H Intervenções da Ordem dos Enfermeiros para a Segurança nos cuidados perspectivas Moderador: Enf.º Amílcar Carvalho, Presidente do Conselho Directivo da S.R. do Centro Intervenções: Conselho Directivo Enf.º Jacinto Oliveira, Vice-presidente do CD Conselho Jurisdicional Enf.ª Lucília Nunes, Presidente do CJ Conselho de Enfermagem Enf.º Delfim Oliveira, Presidente do CE Representante dos Conselhos Directivos Regionais Enf.ª Madalena Abranches, vogal do CDR do Sul Representante dos Conselhos de Enfermagem Regionais Enf.º Paulo Lopes, vogal no CER do Centro Debate 12.30H Almoço 14.00H Segurança nos Cuidados de Saúde Papel das Ordens Profissionais Moderador: Enf.º Rogério Gonçalves, Vice-presidente do Conselho Jurisdicional Intervenções: Ordem dos Médicos Dr. Pedro Nunes, Digníssimo Bastonário Ordem dos Farmacêuticos Dr. J. A. Aranda da Silva, Digníssimo Bastonário Ordem dos Médicos Dentistas Dr. Orlando Monteiro da Silva, Digníssimo Bastonário Ordem dos Enfermeiros Enf.ª Maria Augusta de Sousa, Digníssima Bastonária Comentadores: Prof.ª Dr.ª Ana Escoval, Coordenadora da Comissão para a Contratualização da Saúde Dr.ª Maria de Belém Roseira, Presidente da Comissão Parlamentar da Saúde Debate 17.00h Conclusões finais Enf.ª Conceição Martins, Vice-presidente do Conselho Jurisdicional VII Seminário de Ética Segurança nos cuidados 7 de Novembro de 2006 Anfiteatro do Centro Pastoral Paulo VI Fátima Foto: vera vidigal I INFORMAÇÃO E CONFIDENCIALIDADE II QUESTÕES ÉTICAS DA PRÁTICA DE ENFERMAGEM III QUESTÕES ÉTICAS DAS RELAÇÕES PROFISSIONAIS IV DO DIREITO AO CUIDADO V ÉTICA DE ENFERMAGEM VI FINAL DE VIDA VII SEGURANÇA NOS CUIDADOS VIII RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL 8.45H Abertura do Secretariado 9.00H Mesa de abertura Alocução de Honra: «Responsabilidade profissional» Enf.ª Maria Augusta Sousa Digníssima Bastonária da Ordem dos Enfermeiros 10.00H Mesa-redonda: «Proteger a autodeterminação» FOTO: VERA VIDIGAL Informação e Consentimento Enf.ª Ana Berta Cerdeira Vogal do Conselho Jurisdicional (CJ) Das incompetências e inabilidades para decidir Dr. Nuno Lampreia Assessor Jurídico do CJ Consentimento em menores de idade Enf. Alberto Duarte Presidente do CJ Regional da Secção Regional da RA dos Açores Moderadora: Enf.ª Manuela Amaral Vogal do CJ 11.30H Intervalo 11.45H Mesa-redonda: «Da(s) recusa(s)» Recusa(s) do cliente Enf.ª Salomé Matos Vogal do CJ Regional da Secção Regional da RA dos Açores Recusa(s) do profissional Enf.ª Isabel Silva Vogal do CJ Regional da Secção Regional da RA da Madeira O caso da Objecção de Consciência Enf.ª Fátima Figueira Vogal do CJ Regional da Secção Regional do Sul Moderador: Enf. José Luís Gomes Presidente do CJ da Secção Regional do Centro 13.00H Almoço livre 14.30H Mesa-redonda: «Mosaico de trabalho» Critérios do agir profissional Enf. Sérgio Deodato Vogal do CJ Mosaico de Enunciados de Posição: Da delegação; Do sigilo; Do consentimento Enf. ª Conceição Martins Vice -presidente do CJ Dos cuidados seguros; Da protecção das crianças; Das recomendações para o ensino Enf.ª Merícia Bettencourt Presidente do CJ Regional da Secção Regional da RA da Madeira Do final de vida Enf. José António Fraga Vogal do CJ Moderador: Enf. Rogério Gonçalves Vice-presidente do CJ 16.00H Conferência final: «Responsabilidade ética e deontológica do enfermeiro» Enf.ª Lucília Nunes Presidente do CJ 16.30H Mesa de encerramento Enfermeiros e estudantes de Enfermagem gratuito Outros profissionais de saúde 15 (pagamento por cheque ou vale CTT à ordem de Ordem dos Enfermeiros ) Informação e ficha de inscrição disponíveis em Inscrições limitadas à lotação da sala (800 lugares) e à apresentação de cédula profissional válida. Evento paralelo ao VIII SEMINÁRIO DE ÉTICA Responsabilidade Profissional 28 de Setembro de 2007 FIL Parque das Nações Pavilhão Multiusos da FIL (entre os Pavilhões 2 e 3) Salão Internacional de Saúde e Bem-Estar VIII_sem_cartazA3.indd 1 10/08/07 16:14:22

3 Editorial Bastonária 1 ARQUIVO OE Cara(o) Colega Tal como tem sucedido em anos anteriores, o actual Conselho Directivo da Ordem dos Enfermeiros (OE) decidiu dar continuidade à publicação, na Revista da Ordem dos Enfermeiros, das apresentações realizadas no âmbito do Seminário de Ética, uma actividade do Conselho Jurisdicional da OE. É, pois, com imenso prazer que aqui damos a conhecer, a todos aqueles que não puderam participar no evento, e recordamos, aos que estiveram presentes, os assuntos abordados pelos mais variados prelectores, no decurso do IX Seminário de Ética. Como foi divulgado na altura, a nona edição do Seminário de Ética teve lugar no Grande Auditório da Faculdade de Ciências de Lisboa, no dia 26 de Setembro de O tema escolhido pelo Conselho Jurisdicional foi «10 anos de deontologia profissional 60 anos de direitos humanos». No ano em que se assinalaram duas efemérides tão importantes para a Enfermagem portuguesa e para a deontologia de Enfermagem, seria indeclinável, para a Ordem dos Enfermeiros, criar um espaço de reflexão e de debate sobre a profunda e inquebrável relação existente entre o exercício da Enfermagem e o respeito pelos direitos humanos. Recordo que o Estatuto da OE Decreto -Lei n.º 104/98, de 21 de Abril, diploma que criou formalmente a Ordem dos Enfermeiros estabelece expressamente na alínea b) do número 3 do Artigo 78.º «o respeito pelos direitos humanos na relação» do enfermeiro «com os clientes» como um princípio orientador do exercício da Enfermagem. Também o número 2 do mesmo artigo refere que «são valores universais a observar na relação profissional a) a igualdade; b) a liberdade responsável, com a capacidade de escolha, tendo em atenção o bem comum; c) a verdade e a justiça; d) o altruísmo e a solidariedade; e) a competência e o aperfeiçoamento profissional». Ainda no mesmo articulado, saliento a redacção do Artigo 81.º, o qual, entre outros aspectos, define que «o enfermeiro, no seu exercício, observa os valores humanos pelos quais se regem o indivíduo e os grupos em que este se integra e assume o dever de: a) cuidar da pessoa sem qualquer discriminação económica, social, política, étnica, ideológica ou religiosa; (.)». Através da referência a estes três aspectos do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, fica claro que a defesa dos direitos humanos por quem dedica a sua vida ao exercício da Enfermagem foi uma preocupação fundamental para os precursores e fundadores da OE. Estou convicta de que esta preocupação a par da necessidade de garantir cuidados de qualidade seguros, no respeito pelo ser humano enquanto indivíduo único e detentor de direito inalienáveis continua presente no dia -a -dia de todos os colegas. Estamos a falar de princípios basilares da deontologia profissional do enfermeiro que nenhum de nós, em momento algum, deve descurar, quer esteja inserido na prática clínica, na docência, na gestão, na investigação ou na assessoria. O alicerce que a deontologia profissional representa no quadro regulador da profissão é, sem dúvida, o garante da centralidade dos cuidados

4 2 Editorial (continuação) Ficha técnica na pessoa. Daí a relevância que assumem os direitos humanos como inalienáveis. Esta perspectiva adquire especial importância quando, num quadro global de desregulação, os direitos universalmente consagrados são, em muitas situações, relegados para segundo plano, sobrepondo -se meros enquadramentos economicistas aos quais não é alheia a ausência de condições promotoras de ambientes seguros e de reforço do profissionalismo que desejamos. De facto, é imperioso afirmar que a prática profissional em saúde, assente nos deveres deontológicos e na defesa dos direitos humanos, tem hoje escolhos que trespassam culturas organizacionais onde impera o medo, a insegurança, a hostilidade, muitas vezes o «faz de conta» dos números e a autoridade não reconhecida, por ausência de competências transversais de quem dirige as organizações. Neste quadro, reafirmamos que este é o reduto que continuará, no nosso quotidiano, a ser um permanente contraponto na adversidade, para garantir a todos aqueles que nos confiam os seus cuidados que podem contar com os enfermeiros para salvaguardar os seus direitos. Ou seja, garantimos que a saúde é um direito que todos temos o dever de preservar, seja através da promoção de mais e melhor saúde para todos, seja através da disponibilização do necessário suporte qualificado nos cuidados que cada um necessita quando está doente, em situação aguda ou crónica, ou ainda na promoção da autonomia, sempre que cada um se vê confrontado com situações de dependência. Mas é também nesta senda que aos enfermeiros está consagrado o direito a condições de exercício adequadas, que suportem o cumprimento dos seus deveres. Condições que permitam o desenvolvimento harmonioso das suas competências, a estabilidade no emprego, a formação e o reconhecimento do valor do seu trabalho. Será na conjugação destes vectores que os cuidados seguros se reforçarão, garantindo o respeito pelos direitos das pessoas a quem são prestados cuidados. Espero que, através dos contributos que apresentamos ao longo desta edição da Revista da Ordem dos Enfermeiros, os colegas possam retirar a mais -valia que os palestrantes pretenderam transmitir, aquando da sua participação no IX Seminário de Ética. A sua Bastonária Maria Augusta Sousa Propriedade: Ordem dos Enfermeiros Av. Almirante Gago Coutinho, Lisboa Tel.: / Fax: Director: Maria Augusta Sousa Coordenador: Júlio Branco Conselho editorial: Carminda Morais, Élvio Jesus, Germano Couto, Helena Simões, Jacinto Oliveira, Manuel Oliveira, Margarida Rego Pereira, Rogério Gonçalves, Teresa Oliveira Marçal Edição: Luísa Neves, Paula Domingos Colaboraram neste número: Ana Sofia R. Monteiro, Daniel Serrão, José Cerqueira, José H. Silveira de Brito, Lucília Nunes, Maria Augusta Sousa, M.ª Conceição Martins, Maria José Silva, Teresa Carneiro,Teresa Oliveira Marçal, Sérgio Deodato Fotos: Vera Vidigal Secretariado: Tânia Graça Av. Almirante Gago Coutinho, Lisboa Tel.: / Fax: ISSN: Consultoria em Língua Portuguesa: Letrário Design Gráfico: Pedro Gonçalves Paginação, Pré-impressão, Impressão e Distribuição: DPI Cromotipo, Rua Alexandre Braga, 21 B, Lisboa Periodicidade: Trimestral Tiragem: exemplares Distribuição gratuita aos membros da Ordem dos Enfermeiros Depósito legal n.º /00 Ordem dos Enfermeiros Sede: Av. Almirante Gago Coutinho, Lisboa Tel.: / Fax: Secção Regional da R. A. dos Açores: R. Dr. Armando Narciso, Ponta Delgada Tel.: / Fax: Secção Regional do Centro: Av. Bissaya Barreto, n.º Coimbra Tel.: / Fax: Secção Regional da R. A. da Madeira: R. Visconde Cacongo, n.º 35 St.ª Maria Maior Funchal Tel.: / Fax: Secção Regional do Norte: R. Latino Coelho, Porto Tel.: / Fax: Secção Regional do Sul: Rua Castilho, 59, 8.º Esq Lisboa Tel.: / Fax: As afirmações e ideias expressas nos textos publicados na ROE são da inteira responsabilidade dos autores das mesmas.

5 Sumário 3 o de dos e e e os Número 31 Dezembro ISSN IX Seminário de Ética 10 Anos de Deontologia Profissional 60 Anos de Direitos Humanos Sumário N.º 31 Dezembro 2008 VERA VIDIGAL ARQUIVO OE 04 Palavras de abertura Enf.º Sérgio Deodato anos de deontologia de Enfermagem Enf.º Sérgio Deodato 09 Alocução de honra Enf.ª Maria Augusta Sousa 12 Deontologia e direitos humanos Professor Doutor José Henrique Silveira de Brito VERA VIDIGAL 17 Os direitos humanos e a deontologia profissional Professor Doutor Daniel Serrão 20 Os direitos humanos e a deontologia profissional de Enfermagem Dr.ª Ana Sofia R. Monteiro, Enf.ª Maria José Silva 24 Os direitos humanos e a deontologia profissional de Enfermagem Enf.ª Teresa Oliveira Marçal VERA VIDIGAL 29 Os direitos humanos e o Código Deontológico do Enfermeiro Enf.º José Cerqueira 33 Fundamentos éticos da deontologia profissional Enf.ª Lucília Nunes 46 Desenhando o sentido, perspectivando o futuro Enf.º Sérgio Deodato, Enf.ª Conceição Martins e Enf.ª Teresa Carneiro

6 4 Divulgação??? Palavras de abertura Enf.º Sérgio Deodato Presidente do Conselho Jurisdicional A presente Revista da Ordem dos Enfermeiros é exclusivamente dedicada ao IX Seminário de Ética, organizado pelo Conselho Jurisdicional e realizado em Lisboa, em 26 de Setembro de Esta é a oportunidade de publicar os riquíssimos textos relativos às excelentes comunicações que preencheram este Seminário. È também a altura de agradecer a todos quantos fizeram deste Seminário mais um momento de aprofundamento da reflexão sobre a ética de Enfermagem. No ano em que se comemorou o 10.º aniversário da criação da Ordem dos Enfermeiros e da publicação da deontologia de Enfermagem através do Decreto-lei n.º 104/98, de 21 de Abril e também o 60.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Conselho Jurisdicional decidiu assinalar estas comemorações, como tema central do Seminário. Assim, construiu-se como lema: «10 Anos de Deontologia Profissional. 60 Anos de Direitos Humanos». A nossa deontologia que integra os direitos, as incompatibilidades e os deveres do enfermeiro encontra uma matriz de protecção dos direitos das pessoas, que constitui uma dimensão essencial da sua fundamentação ética. O Código Deontológico do Enfermeiro, que enuncia princípios e valores e prescreve um conjunto de deveres para o exercício profissional de Enfermagem em Portugal, está construído no respeito pelos diversos direitos das pessoas a quem são prestados cuidados. Considerando estes direitos como universais, na medida em que são da titularidade de todas as pessoas, encontramos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, uma harmoniosa fonte formal para a sua consagração. É nesta medida que consideramos os Direitos Humanos como uma base ética fundamental para os deveres do enfermeiro. Os textos agora publicados, enquanto comunicações orais do Seminário, deram origem a um debate bastante profícuo, a todos os que tiveram oportunidade de participar. Desejo que sirva, igualmente, como contributo para a reflexão individual de cada leitor e constitua mais um elemento de desenvolvimento da ética de Enfermagem. oe VERA VIDIGAL VERA VIDIGAL

7 Divulgação??? 5 Enquadramento do IX Seminário de Ética 10 anos de deontologia de Enfermagem Enf.º Sérgio Deodato Presidente do Conselho Jurisdicional O ano de 2008 assinala a comemoração do 10.º aniversário da criação da Ordem dos Enfermeiros e igualmente os 10 anos de deontologia de Enfermagem, formalizada em lei. Esta coincidência de comemorações resulta da opção do legislador de colocar na lei que criou a Ordem o Decreto -Lei n.º 104/98 de 21 de Abril o capítulo da deontologia profissional, onde se inclui o Código Deontológico do Enfermeiro. Naturalmente que a previsão de deveres profissionais no exercício da profissão de enfermeiro é tão antiga quanto a prática profissional dos cuidados de Enfermagem. O enfermeiro sempre assumiu como dever a prestação do cuidado ao Outro, na satisfação das suas múltiplas necessidades, promovendo o conforto, procurando potenciar a sua qualidade de vida e ajudando a viver uma morte serena. Os deveres do enfermeiro encontraram sempre como fundamento ético a responsabilidade pelo Outro, em todas as fases da vida e nas diversas situações de saúde ou doença. Neste sentido, podemos fazer coincidir os deveres profissionais ao agir ético do enfermeiro, ao qual este se obriga, guiado pelos princípios e pelos valores que a profissão foi desenvolvendo no tempo. Todavia, aquando da publicação do Código Deontológico do Enfermeiro, o conjunto dos deveres profissionais são formalizados e assumem a natural obrigatoriedade enquanto parte de um diploma legal. Os deveres profissionais passam a ser os enunciados no Código Deontológico, pelos quais o enfermeiro passa a responder pelo seu cumprimento ou incumprimento. Mantêm -se como materialização do agir ético, mas ganham força obrigatória e a coercibilidade da norma jurídica que os impõe como deveres a serem praticados em toda a relação de cuidado, de tal forma, que a sua violação implica sanção disciplinar. Encontrando -se numa lei, podemos concluir que o conjunto dos deveres evidenciam aquilo que a sociedade onde estamos inseridos espera de nós, enquanto enfermeiros. De facto, a escolha destes deveres, tendo uma natural fundamentação na ética de Enfermagem, correspondem a opções do legislador (Assembleia da República que concedeu autorização legislativa e o Governo que a elaborou), ou seja, dos legítimos representantes do povo que os elegeu e, nessa medida, consubstanciam a valoração que a sociedade faz do nosso agir profissional, neste tempo histórico. Sendo o fim, a protecção do Outro, a deontologia de Enfermagem, consagra direitos (Artigo 75.º do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 104/98 de 21 de Abril), determina incompatibilidades (Artigo 77.º) e estabelece deveres no Código Deontológico, que visam a salvaguarda dos direitos das pessoas a quem são prestados cuidados. Desta forma, fica em harmonia a consagração de direitos que o ordenamento jurídico hoje faz às pessoas e a protecção destes direitos no agir profissional do enfermeiro, enquanto profissional de saúde. Assim, partindo da Postilla Religiosa ou do Juramento de Nigthingale, verificamos que o fundamento ético dos deveres profissionais se mantém no actual Código Deontológico do Enfermeiro. A interpretação que o Conselho Jurisdicional tem vindo a fazer de cada um dos deveres bem como dos direitos e das incompatibilidades tem em conta o referencial histórico da profissão, assim como o seu desenvolvimento recente, procurando sentidos com a adequada base ética que os suportem. Colocando a pessoa e a promoção dos seus direitos no centro da doutrina interpretativa, verificamos que a essência da esfera de protecção dos deveres se mantém, porque a natureza humana do cuidado de Enfermagem não se alterou no tempo. Desta forma, a espiral do desenvolvimento da interpretação da deontologia de Enfermagem a que alude o símbolo deste Seminário tem um traço de continuidade e de aprofundamento. As reflexões deste Seminário de Ética constituirão mais um contributo para o desenvolvimento do trabalho de interpretação pelo Conselho Jurisdicional, procurando ajudar a sua aplicação na prática diária dos enfermeiros em Portugal.

8 6 Divulgação??? Recordamos o Capítulo VI do Estatuto da Or - dem dos Enfermeiros (integrado no De cre to -Lei n.º 104/98 de 21 de Abril), dedicado à deontologia profissional. CAPÍTULO VI Da deontologia profissional SECÇÃO I Direitos, deveres em geral e incompatibilidades Artigo 74.º Disposição geral Todos os enfermeiros membros da Ordem têm os direitos e os deveres decorrentes do presente Estatuto e da legislação em vigor, nos termos dos artigos seguintes. Artigo 75.º Direitos dos membros 1 Constituem direitos dos membros efectivos: a) Exercer livremente a profissão, sem qualquer tipo de limitações a não ser as decorrentes do código deontológico, das leis vigentes e do regulamento do exercício da enfermagem; b) Usar o título profissional que lhe foi atribuído; c) Participar nas actividades da Ordem; d) Intervir nas assembleias gerais e regionais; e) Consultar as actas das assembleias; f) Requerer a convocação de assembleias gerais ou regionais; g) Eleger e ser eleito para os órgãos da Ordem; h) Utilizar os serviços da Ordem. 2 Constituem ainda direitos dos membros efectivos: a) Ser ouvido na elaboração e aplicação da legislação referente à profissão; b) O respeito pelas suas convicções políticas, religiosas, ideológicas e filosóficas; c) Usufruir de condições de trabalho que garantam o respeito pela deontologia da profissão e pelo direito do cliente a cuidados de enfermagem de qualidade; d) A condições de acesso à formação para actua lização e aperfeiçoamento profissional; e) A objecção de consciência; f) A informação sobre os aspectos relacionados com o diagnóstico clínico, tratamento e bem -estar dos indivíduos, famílias e comunidades ao seu cuidado; g) Beneficiar da actividade editorial da Ordem; h) Reclamar e recorrer das deliberações dos órgãos da Ordem contrárias ao disposto no presente Estatuto, regulamentos e demais legislação aplicável; i) Participar na vida da Ordem, nomeadamente nos seus grupos de trabalho; j) Solicitar a intervenção da Ordem na defesa dos seus direitos e interesses profissionais, para garantia da sua dignidade e da qualidade dos serviços de enfermagem. 3 Constituem direitos dos membros honorários e correspondentes: a) Participar nas actividades da Ordem; b) Intervir, sem direito a voto, na assembleia geral e nas assembleias regionais. Artigo 76.º Deveres em geral 1 Os membros efectivos estão obrigados a: a) Exercer a profissão com os adequados conhecimentos científicos e técnicos, com o respeito pela vida, pela dignidade humana e pela saúde e bem -estar da população, adoptando todas as medidas que visem melhorar a qualidade dos cuidados e serviços de enfermagem; b) Cumprir e zelar pelo cumprimento da legislação referente ao exercício da profissão; c) O cumprimento das convenções e recomendações internacionais que lhes sejam aplicáveis e que tenham sido, respectivamente, ratificadas ou adoptadas pelos órgãos de soberania competentes; d) Exercer os cargos para que tenham sido eleitos ou nomeados e cumprir os respectivos mandatos; e) Colaborar em todas as iniciativas que sejam de interesse e prestígio para a profissão; f) Contribuir para a dignificação da profissão; g) Participar na prossecução das finalidades da Ordem; h) Cumprir as obrigações emergentes do presente Estatuto, do código deontológico e demais legislação aplicável; i) Comunicar os factos de que tenham conhecimento e possam comprometer a dignidade da profissão ou a saúde dos indivíduos ou sejam susceptíveis de violar as normas legais do exercício da profissão; j) Comunicar o extravio da cédula profissional no prazo de cinco dias úteis; l) Comunicar a mudança de domicílio profissional e o novo endereço no prazo de 30 dias úteis; m) Pagar as quotas e taxas em vigor. 2 Os membros honorários e correspondentes estão obrigados a: a) Cumprir as disposições do Estatuto e dos regulamentos estabelecidos pela Ordem; b) Participar na prossecução das finalidades da Ordem; c) Contribuir para a dignificação da Ordem e da profissão; d) Prestar a comissões e grupos de trabalho a colaboração que lhes for solicitada. Artigo 77.º Incompatibilidades 1 O exercício da profissão de enfermeiro é incompatível com a titularidade dos cargos e o exercício das actividades seguintes: a) Delegado de informação médica e de comercialização de produtos médicos; b) Farmacêutico ou técnico de farmácia; c) Proprietário de laboratório de análises clínicas, de preparação de produtos farmacêuticos ou de equipamentos técnico- -sanitários; d) Proprietário de agência funerária; e) Quaisquer outras que por lei sejam consideradas incompatíveis com o exercício da enfermagem. 2 Os membros da Ordem que fiquem em situação de incompatibilidade, nos termos do número anterior, devem requerer a suspensão da sua inscrição no prazo máximo de 30 dias após a posse do respectivo cargo.

9 Divulgação??? 7 3 Não sendo os factos comunicados à Ordem no prazo de 30 dias, pode o conselho jurisdicional regional propor a suspensão da inscrição. SECÇÃO II Do Código Deontológico do Enfermeiro Artigo 78.º Princípios gerais 1 As intervenções de enfermagem são realizadas com a preocupação da defesa da liberdade e da dignidade da pessoa humana e do enfermeiro. 2 São valores universais a observar na relação profissional: a) A igualdade; b) A liberdade responsável, com a capacidade de escolha, tendo em atenção o bem comum; c) A verdade e a justiça; d) O altruísmo e a solidariedade; e) A competência e o aperfeiçoamento profissional. 3 São princípios orientadores da actividade dos enfermeiros: a) A responsabilidade inerente ao papel assumido perante a sociedade; b) O respeito pelos direitos humanos na relação com os clientes; c) A excelência do exercício na profissão em geral e na relação com outros profissionais. Artigo 79.º Dos deveres deontológicos em geral O enfermeiro, ao inscrever -se na Ordem, assume o dever de: a) Cumprir as normas deontológicas e as leis que regem a profissão; b) Responsabilizar -se pelas decisões que toma e pelos actos que pratica ou delega; c) Proteger e defender a pessoa humana das práticas que contrariem a lei, a ética ou o bem comum, sobretudo quando carecidas de indispensável competência profissional; d) Ser solidário com a comunidade, de modo especial em caso de crise ou catástrofe, actuando sempre de acordo com a sua área de competência. Artigo 80.º Do dever para com a comunidade O enfermeiro, sendo responsável para com a comunidade na promoção da saúde e na resposta adequada às necessidades em cuidados de enfermagem, assume o dever de: a) Conhecer as necessidades da população e da comunidade em que está inserido; b) Participar na orientação da comunidade na busca de soluções para os problemas de saúde detectados; c) Colaborar com outros profissionais em programas que respondam às necessidades da comunidade. Artigo 81.º Dos valores humanos O enfermeiro, no seu exercício, observa os valores humanos pelos quais se regem o indivíduo e os grupos em que este se integra e assume o dever de: a) Cuidar da pessoa sem qualquer discriminação económica, social, política, étnica, ideológica ou religiosa; b) Salvaguardar os direitos das crianças, protegendo -as de qualquer forma de abuso; c) Salvaguardar os direitos da pessoa idosa, promovendo a sua independência física, psíquica e social e o autocuidado, com o objectivo de melhorar a sua qualidade de vida; d) Salvaguardar os direitos da pessoa com deficiência e colaborar activamente na sua reinserção social; e) Abster -se de juízos de valor sobre o comportamento da pessoa assistida e não lhe impor os seus próprios critérios e valores no âmbito da consciência e da filosofia de vida; f) Respeitar e fazer respeitar as opções políticas, culturais, morais e religiosas da pessoa e criar condições para que ela possa exercer, nestas áreas, os seus direitos. Artigo 82.º Dos direitos à vida e à qualidade de vida O enfermeiro, no respeito do direito da pessoa à vida durante todo o ciclo vital, assume o dever de: a) Atribuir à vida de qualquer pessoa igual valor, pelo que protege e defende a vida humana em todas as circunstâncias; b) Respeitar a integridade bio -psicossocial, cultural e espiritual da pessoa; c) Participar nos esforços profissionais para valorizar a vida e a qualidade de vida; d) Recusar a participação em qualquer forma de tortura, tratamento cruel, desumano ou degradante. Artigo 83.º Do direito ao cuidado O enfermeiro, no respeito do direito ao cuidado na saúde ou doença, assume o dever de: a) Co -responsabilizar -se pelo atendimento do indivíduo em tempo útil, de forma a não haver atrasos no diagnóstico da doença e respectivo tratamento; b) Orientar o indivíduo para outro profissional de saúde mais bem colocado para responder ao problema, quando o pedido ultrapasse a sua competência; c) Respeitar e possibilitar ao indivíduo a liberdade de opção de ser cuidado por outro enfermeiro, quando tal opção seja viável e não ponha em risco a sua saúde; d) Assegurar a continuidade dos cuidados, registando fielmente as observações e intervenções realizadas; e) Manter -se no seu posto de trabalho enquanto não for substituído, quando a sua ausência interferir na continuidade de cuidados. Artigo 84.º Do dever de informação No respeito pelo direito à autodeterminação, o enfermeiro assume o dever de: a) Informar o indivíduo e a família no que respeita aos cuidados de enfermagem; b) Respeitar, defender e promover o direito da pessoa ao consentimento informado; c) Atender com responsabilidade e cuidado todo o pedido de informação ou explicação feito pelo indivíduo em matéria de cuidados de enfermagem; d) Informar sobre os recursos a que a pessoa pode ter acesso, bem como sobre a maneira de os obter.

10 8 Divulgação??? Artigo 85.º Do dever de sigilo O enfermeiro, obrigado a guardar segredo profissional sobre o que toma conhecimento no exercício da sua profissão, assume o dever de: a) Considerar confidencial toda a informação acerca do destinatário de cuidados e da família, qualquer que seja a fonte; b) Partilhar a informação pertinente só com aqueles que estão implicados no plano terapêutico, usando como critérios orientadores o bem -estar, a segurança física, emocional e social do indivíduo e família, assim como os seus direitos; c) Divulgar informação confidencial acerca do indivíduo e família só nas situações previstas na lei, devendo, para tal efeito, recorrer a aconselhamento deontológico e jurídico; d) Manter o anonimato da pessoa sempre que o seu caso for usado em situações de ensino, investigação ou controlo da qualidade de cuidados. Artigo 86.º Do respeito pela intimidade Atendendo aos sentimentos de pudor e interioridade inerentes à pessoa, o enfermeiro assume o dever de: a) Respeitar a intimidade da pessoa e protegê -la de ingerência na sua vida privada e na da sua família; b) Salvaguardar sempre, no exercício das suas funções e na supervisão das tarefas que delega, a privacidade e a intimidade da pessoa. Artigo 87.º Do respeito pelo doente terminal O enfermeiro, ao acompanhar o doente nas diferentes etapas da fase terminal, assume o dever de: a) Defender e promover o direito do doente à escolha do local e das pessoas que deseja o acompanhem na fase terminal da vida; b) Respeitar e fazer respeitar as manifestações de perda expressas pelo doente em fase terminal, pela família ou pessoas que lhe sejam próximas; c) Respeitar e fazer respeitar o corpo após a morte. Artigo 88.º Da excelência do exercício O enfermeiro procura, em todo o acto profissional, a excelência do exercício, assumindo o dever de: a) Analisar regularmente o trabalho efectuado e reconhecer eventuais falhas que mereçam mudança de atitude; b) Procurar adequar as normas de qualidade dos cuidados às necessidades concretas da pessoa; c) Manter a actualização contínua dos seus conhecimentos e utilizar de forma competente as tecnologias, sem esquecer a formação permanente e aprofundada nas ciências humanas; d) Assegurar, por todos os meios ao seu alcance, as condições de trabalho que permitam exercer a profissão com dignidade e autonomia, comunicando, através das vias competentes, as deficiências que prejudiquem a qualidade de cuidados; e) Garantir a qualidade e assegurar a continuidade dos cuidados das actividades que delegar, assumindo a responsabilidade pelos mesmos; f) Abster -se de exercer funções sob influência de substâncias susceptíveis de produzir perturbação das faculdades físicas ou mentais. Artigo 89.º Da humanização dos cuidados O enfermeiro, sendo responsável pela humanização dos cuidados de enfermagem, assume o dever de: a) Dar, quando presta cuidados, atenção à pessoa como uma totalidade única, inserida numa família e numa comunidade; b) Contribuir para criar o ambiente propício ao desenvolvimento das potencialidades da pessoa. Artigo 90.º Dos deveres para com a profissão Consciente de que a sua acção se repercute em toda a profissão, o enfermeiro assume o dever de: a) Manter no desempenho das suas actividades, em todas as circunstâncias, um padrão de conduta pessoal que dignifique a profissão; b) Ser solidário com os outros membros da profissão em ordem à elevação do nível profissional; c) Proceder com correcção e urbanidade, abstendo -se de qualquer crítica pessoal ou alusão depreciativa a colegas ou a outros profissionais; d) Abster -se de receber benefícios ou gratificações além das remunerações a que tenha direito; e) Recusar a participação em actividades publicitárias de produtos farmacêuticos e equipamentos técnico -sanitários. Artigo 91.º Dos deveres para com outras profissões Como membro da equipa de saúde, o enfermeiro assume o dever de: a) Actuar responsavelmente na sua área de competência e reconhecer a especificidade das outras profissões de saúde, respeitando os limites impostos pela área de competência de cada uma; b) Trabalhar em articulação e complementaridade com os restantes profissionais de saúde; c) Integrar a equipa de saúde, em qualquer serviço em que trabalhe, colaborando, com a responsabilidade que lhe é própria, nas decisões sobre a promoção da saúde, a prevenção da doença, o tratamento e recuperação, promovendo a qualidade dos serviços. Artigo 92.º Da objecção de consciência 1 O enfermeiro, no exercício do seu direito de objector de consciência, assume o dever de: a) Proceder segundo os regulamentos inter nos da Ordem que regem os comportamentos do objector, de modo a não prejudicar os direitos das pessoas; b) Declarar, atempadamente, a sua qualidade de objector de consciência, para que sejam assegurados, no mínimo indispensável, os cuidados a prestar; c) Respeitar as convicções pessoais, filosóficas, ideológicas ou religiosas da pessoa e dos outros membros da equipa de saúde. 2 O enfermeiro não poderá sofrer qualquer prejuízo pessoal ou profissional pelo exercício do seu direito à objecção de consciência. oe

11 Divulgação??? 9 Alocução de honra Enfermagem e direitos humanos Enf.ª Maria Augusta Sousa Bastonária da Ordem dos Enfermeiros O IX Seminário de Ética que agora iniciamos realiza -se no ano das comemorações do 10.º aniversário da Ordem dos Enfermeiros. Há 10 anos, em 1998, era publicado o Decreto -Lei n.º 104/98 de 21 de Abril, em resultado da autorização legislativa concedida pela Assembleia da República através da Lei n.º 129/87 de 23 de Dezembro. Desta forma, a Assembleia da República devolveu aos enfermeiros os poderes de auto -regulação. De facto, considerando os enfermeiros portugueses «uma comunidade profissional e científica da maior relevância no funcionamento do sistema de saúde» e que o «desenvolvimento induzido pela investigação tem facilitado a delimitação de um corpo específico de conhecimentos e a afirmação da individualização e autonomia da Enfermagem na prestação de cuidados de saúde» como refere o preâmbulo do Decreto -Lei que criou a Ordem o Estado entregou aos enfermeiros a função de criar regras profissionais, de zelar pelas qualidade dos cuidados de Enfermagem e de exercer o poder disciplinar, na garantia dos direitos dos cidadãos. Todavia, se assim é no plano formal, sabemos que esta decisão jurídica e política resultou da capacidade que os enfermeiros demonstraram, ao longo de vários anos, de evidenciar a necessidade da auto -regulação profissional da Enfermagem, como forma de garantir o desenvolvimento profissional, a par da promoção e da defesa da qualidade dos cuidados de Enfermagem no nosso país. No essencial, foi isto que aconteceu há 10 anos: aceitámos, da sociedade, o desafio de assegurar a protecção das pessoas que nos confiam os seus cuidados, através da regulamentação profissional. Como suporte fundamental à concretização deste desígnio, ao mesmo tempo que a Ordem foi criada foi também publicada a deontologia profissional onde se inclui o Código Deontológico. De facto, o referido Decreto -Lei n.º 104/98 de 21 de Abril, inclui, no seu capítulo sexto, a deontologia profissional de Enfermagem, fazendo parte integrante do Estatuto da Ordem. Por isso, comemoramos este ano o 10.º aniversário da Ordem e da deontologia dos enfermeiros portugueses. Decidiu o Conselho Jurisdicional que o IX Seminário de Ética as - sinalasse também os 60 anos dos direitos humanos, comemorando o 60.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desta forma, juntamos à reflexão ética deste ano a ligação entre os direitos humanos e os deveres do enfermeiro. 60 anos da Declaração Universal é um tempo assinalável de vigência no plano internacional de um instrumento de consagração dos direitos das pessoas. A sociedade tem feito um caminho de interpretação e apropriação dos direitos humanos, nem sempre harmonioso e uniforme em todos os cantos do mundo. Em Portugal, a Declaração foi ratificada apenas em 1978 e hoje temos um quadro jurídico nacional que fundamenta os direitos das pessoas na Declaração Universal. O enfermeiro, profissional do cuidado humano, assume um papel crucial no respeito, na defesa e na promoção dos direitos das pessoas de quem cuida. O nosso agir ético centra -se no cuidado ao outro, respondendo às suas necessidades tendo em vista a sua máxima independência, no respeito pela sua dignidade e ajudando na prossecução dos seus projectos de saúde. As intervenções de VERA VIDIGAL

12 10 Divulgação??? Enfermagem realizam -se no quadro dos valores e princípios profissionais, no respeito, em cada acto, pelos direitos de cada pessoa em particular e pelos direitos humanos em geral. A relação de parceria que o enfermeiro estabelece com as pessoas suas clientes, sendo uma relação profissional, é, antes de mais, uma relação humana. As intervenções planeadas são fortemente decorrentes de decisões de natureza científica, tendo em conta os problemas evidenciados, mas suportam -se igualmente na ética de Enfermagem. O cuidado realiza -se, assim, através das melhores escolhas que resolvam o problema de saúde / doença, centrando -se na protecção de cada direito em especial e no respeito pelo conjunto dos direitos humanos. É com este enquadramento que os direitos e as incompatibilidades, assim como os princípios, os valores e os deveres do enfermeiro que integram o Código Deontológico, assumem como base comum a protecção dos direitos das pessoas a quem são prestados cuidados de Enfermagem. De facto, os direitos dos enfermeiros visam garantir um exercício no respeito pela ética e deontologia profissionais. As incompatibilidades destinam -se a delimitar a esfera de competências de cada profissão, assegurando a necessária isenção e transparência no desempenho do enfermeiro, de modo a que cada cidadão identifique claramente qual o profissional de saúde a que se dirige. Os deveres têm como origem os direitos das pessoas e concretizam -se na salvaguarda da protecção dos mesmos. No exercício dos direitos das pessoas, na forma como cada direito é respeitado pelos outros e pelo enfermeiro, os direitos humanos servem de base interpretativa, permitindo encontrar o alcance do âmbito de protecção em cada caso concreto. Na dúvida sobre como considerar o respeito por um determinado direito, em cada situação específica de cuidado, socorremo -nos do conteúdo de cada direito humano e, assim, seremos levados à intervenção adequada. Deste modo, fica clara a ligação entre os direitos humanos e a deontologia profissional do enfermeiro, que é uma relação de suporte ético, centrada na responsabilidade que o enfermeiro assume pelo outro e pelos cuidados de que este necessita. Para além da incorporação directa dos direitos humanos nas decisões de cuidados de Enfermagem, estes servem -nos também de base ética para a interpretação dos direitos em geral que devemos promover em cada relação de cuidado. Ouvimos que o símbolo deste Seminário de Ética significa desenvolvimento dos direitos humanos e da deontologia profissional de Enfermagem. Ao enfermeiro, cidadão e profissional de saúde, cabe um papel responsável nestes processos de aprofundamento dos direitos das pessoas e dos deveres profissionais. À Ordem cabe a responsabilidade de garantir que estes desenvolvimentos se traduzem em melhores cuidados de Enfermagem prestados aos cidadãos. A sua função reguladora tem, assim, como finalidade a promoção da excelência de cada cuidado, utilizando, para tal, os diversos instrumentos de que dispõe. Partindo do princípio de que a qualidade dos cuidados só é possível com um exercício profissional adequado às necessidades das pessoas e ao contexto sociocultural em que nos encontramos, a Ordem assumiu como objectivo a criação de um Modelo de Desenvolvimento Profissional (MDP) que visa, em última análise, melhorar a resposta de cuidados de Enfermagem aos cidadãos. A realização de um período de desenvolvimento de competências em contexto de exercício profissional, seguinte à formação académica, através de uma prática tutelada, com vista ao exercício autónomo da profissão, pretende, de facto, garantir a decisão segura. É em ambiente de prestação de cuidados que o jovem licenciado ou aqueles que não exercem a profissão há algum tempo desenvolvem as suas competências com vista a uma prática segura. É desta forma que podemos assegurar à sociedade que todos os enfermeiros se encontram em condições de decidir e executar cuidados adequados, de forma autónoma e responsável. A continuação do desenvolvimento profissional, no sentido da especialização em cuidados, justifica -se pela natureza dos cuidados que as pessoas precisam e pelas respostas que, hoje, o conhe cimento de Enfermagem consegue oferecer. Aos múltiplos factores que influenciam os diversos estados de saúde / doença das pessoas, a Enfermagem deve responder com cuida-

13 Divulgação??? 11 dos suportados por um conhecimento aprofundado, só possível com algum nível de especialização. As especialidades em Enfermagem devem resultar das reais necessidades de cuidados e não de uma qualquer situação sociopolítica de natureza conjuntural. Daí que as necessidades de cuidados actuais apontem para especialização em diversas áreas que acompanhem o ciclo vital da pessoa e as suas situações específicas de saúde / doença. VERA VIDIGAL São dois pilares de desenvolvimento que integram o MDP, centrado nas necessidades que os cidadãos têm de cuidados de Enfermagem. O momento é de discussão com o Ministério da Saúde no sentido de serem encontradas as melhores formas de operacionalizar os princípios definidos. As propostas de alteração do estatuto aprovadas permitirão a sua concretização. Passados 10 anos desde a criação da Ordem dos Enfermeiros, estamos, neste ano de 2008, a construir uma etapa fundamental do nosso percurso de desenvolvimento profissional. Fazemo -lo no sentido da promoção da profissão de enfermeiro em Portugal, uma vez que outro não podia ser o nosso agir em resultado do legado histórico que vimos herdando. A história ensina -nos que o caminho é feito de desenvolvimento, através da nossa capacidade conjunta de tomar decisões boas para o futuro. Mas construímos hoje este projecto de futuro mantendo o essencial do sentido ético do cuidado: o outro e os seus problemas de saúde / doença. É este o foco central da nossa atenção. Num tempo histórico em que o contexto nacional e internacional nos proporciona um campo vasto de possibilidades e um leque amplo de dificuldades, continuamos, em saúde, a ter de pensar em desafios. Sabemos que o acentuado progresso científico e tecnológico é também acompanhado de inúmeros problemas éticos, que emergem dos cuidados de saúde, em geral, e de Enfermagem, em especial. Aos problemas novos devem corresponder também soluções inovadoras, mas eticamente aceitáveis. Os enfermeiros não podem isolar -se deste contexto, pelo que cabe ao conhecimento de Enfermagem revelar horizontes de soluções para os novos desafios. À profissão e à Ordem dos Enfermeiros compete regular a prática profissional, no sentido de garantir cuidados adequados à população. A cada um de nós cabe agir com base no conhecimento actual e nas boas práticas instituídas, no respeito pela ética e pela deontologia profissional. Este agir ético que nos é exigido e que se espera de nós realiza -se no quadro dos nossos deveres deontológicos e da interpretação que vamos conseguindo fazer de cada um deles. Momentos como o que hoje aqui vamos viver ajudam -nos nesta tarefa da reflexão ética e deontológica. Estou certa de que o Conselho Jurisdicional continuará a sua missão de interpretar os deveres profissionais, incluindo os contributos que daqui sairão. Estou igualmente convicta de que a CARED Comissão de Apoio à Reflexão Ética e Deontológica, presidida pela Sr.ª Enfermeira Margarida Vieira e que iniciou a sua actividade em 2008 (a cujos membros aproveito para agradecer a sua disponibilidade para este trabalho) irá também contribuir para o aprofundamento da reflexão ética de Enfermagem. Desta forma, assumimos a nossa responsabilidade profissional e institucional de garantir aos cidadãos o desenvolvimento da profissão de enfermeiro em Portugal, no respeito pelos seus direitos em particular e no quadro dos direitos humanos, que a todos cabe promover. oe

14 12 Divulgação??? Deontologia e direitos humanos Professor Doutor José Henrique Silveira de Brito Docente de Ética na Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa Para abordar o tema que me foi proposto, deontologia e direitos humanos, torna -se indispensável precisar alguns conceitos, de modo a evitar equívocos. Assim, começaremos por tentar clarificar os conceitos de moral, ética e deontologia, de modo a, na parte final da conferência, podermos articular a deontologia com os direitos humanos. Comecemos pelo termo «moral». Provavelmente, todo o ser humano passa por experiências que o levam a ter a sensação de que a moral é uma espécie de colete -de -forças, de força constrangedora, que limita a vida, tal como ela parece arran car do fundo de si mesmo. Como as normas morais aparecem, na maior parte das vezes, em formulação negativa «não fazer isto», «não fazer aquilo», esta sensação ganha consistência e olha -se a moral como uma série de proibições que limitam as tendências mais profundas do ser humano. Em suma, a moral aparece muitas vezes como uma realidade anti -humana. Outras vezes, contudo, acontece exactamente o contrário: parece que a moral é sinónimo de humano. Esta experiência aparece mesmo retratada na linguagem de todos os dias, quando, por exemplo, perante um crime hediondo, se diz «que desumanidade!», ou, pelo contrário, quando afirmamos que determinada pessoa é muito humana, para significar que tem uma grande densidade moral. Esta constatação de, umas vezes, sermos levados a considerar a moral como anti -humana e, de outras, ela nos aparecer como sinónimo de humano mostra a necessidade de ver se a moral é uma realidade extrínseca ou intrínseca ao ser humano, isto é, se a moral é constitutiva do ser humano, ou se é uma realidade que lhe é imposta de fora. O ser humano, enquanto ser biológico, pode ser considerado uma coisa entre as coisas. O que o distingue, como diz Jean Ladrière, é o facto de ele ser uma consciência, isto é: «ele percebe, recorda -se, antecipa o seu futuro, lamenta- -se, espera, rejubila, aflige -se, comunica as suas impressões, faz promessas, exprime o seu reconhecimento, admira, aprecia, condena, faz apelo ao outro, dá -lhe a sua ajuda, concebe a realidade da transcendência, dirige -se ao Altíssimo, e em cada uma das suas operações sabe, ao menos por um saber implícito e subentendido, o que está em causa, qual é a natureza da sua caminhada e o que produz» (LADRIÈRE, 1997: 25). Isto é, o ser humano é um ser com consciência, afectado pela temporalidade, que age. Ele não está determinado, mas vai -se autoconstruindo mediante as opções que vai fazendo. Ele assume o seu passado e age no presente em função de um futuro que pretende alcançar. Se, por um lado, o ser humano, a existência, como lhe chama Ladrière, não consegue escapar a si mesma, e, neste sentido, no ser humano há uma certa passividade, por outro, o ser humano, a existência, na terminologia do filósofo que estamos a expor, «dispõe de uma capacidade de iniciativa que lhe permite não somente intervir no seu meio ambiente, mas contribui para ela forjar por si mesma, a partir dela mesma, a figura do seu ser futuro. Esta capacidade é o poder de agir, que tem a sua fonte no querer, que se estabelece concretamente na decisão e que se manifesta na sua efectividade nas operações VERA VIDIGAL

15 Divulgação??? 13 externas nas quais a decisão é posta em marcha» (LADRIÈRE, 1997: 28). O ser humano é um ser que se autoconstrói, e nessa autoconstrução faz opções, isto é, confronta -se com valores que prefere ou rejeita. Esta autoconstrução faz -se sempre numa cultura, pois, como diz um autor, não assistimos à criação do mundo (LÉVINAS, 1974: 156), e cada cultura contém os modos que a tradição foi consagrando como caminhos de construção da existência humana. É por isso que se compreende o ponto de vista de Ricoeur, quando, ao discutir o sentido dos termos «moral» e «ética», propõe utilizar «o conceito de moral para o termo fixo de referência e de lhe atribuir uma dupla função, a de designar, por um lado, a região das normas, dito de outro modo dos princípios do permitido e do proibido, por outro lado, o sentimento da obrigação enquanto face subjectiva da relação de um sujeito a essas normas» (RICOEUR, 2001: 55-56). Todas as culturas têm um código moral que rege o comportamento daqueles que a partilham e esses seres humanos que compartilham essa cultura têm o sentimento de que devem obedecer às normas morais da sociedade a que pertencem. O ser humano é, pois, um ser intrinsecamente moral. É um ser que age de acordo com ou contra o juízo moral formulado pela sua consciência, que avalia o seu agir de acordo com as normas que a sua cultura consagrou naquilo que se pode designar como «o código moral» daquela cultura. Quando se procura a origem das normas e respectiva justificação, ou quando se procura ver em concreto como podem ser aplicadas essas normas, passa a tratar -se do que Ricoeur chama a «ética anterior» e a «ética posterior». É por isso que o autor diz que, quando se fala de ética, se aponta em duas direcções: «a ética anterior apontando para o enraizamento das normas na vida e no desejo, a ética posterior visando inserir as normas nas situações concretas» (RICOEUR, 2001: 56). Não vamos aqui desenvolver a problemática da ética anterior, isto é, a origem das normas e sua justificação, mas, atendendo ao título que me foi proposto para esta conferência, desenvolveremos um pouco o tema da ética posterior. A moral apresenta um conjunto de valores, princípios e normas que devem reger o agir humano. Essas normas apontam para situações -tipo que aparecem na vida humana, isto é, são universais. Ora, a nossa acção é sempre praticada num contexto determinado, numa situação concreta, o que exige a aplicação das normas àquela situação singular. Perante essa situação, o sujeito moral normalmente intui a norma que se deve aplicar e procura encontrar o modo de aplicação que lhe corresponde. É assim que se vive o código moral na vida diária e essa vivência dá uma certa consistência à história de vida de cada um, pois que a pessoa vive as normas dentro de um acentuado grau de coerência, o que leva a falar -se da vida moral em termos de narrativa. Sendo a vida do sujeito moral uma só, deve reconhecer -se, contudo, que certos âmbitos da vida têm certas especificidades que exigem que se procure descobrir o modo como se aplicam as normas morais àquele contexto específico, isto é, há necessidade de elaborar éticas aplicadas. Os contextos profissionais, por exemplo, a área da saúde, o mundo dos negócios, as nossas relações com a natureza, tal como hoje acontecem, exigem a vivência dos valores e princípios e a aplicação das normas atendendo ao contexto da profissão; isto é, torna -se necessário elaborar as éticas das profissões, as éticas posteriores. E aqui tocamos a problemática suscitada pelo primeiro termo do título que me deram: deontologia. Há autores que designam as éticas aplicadas com o termo deontologia (BERTEN, 477). Outros autores, porém, consideram que as éticas das profissões devem ser mais do que meras deontologias profissionais, porque as primeiras são teorias do agir e as segundas, do fazer. O que se entende por éticas das profissões? Uma ética profissional procura «oferecer uma ética reflexiva e crítica sobre o saber e o que fazer profissional, uma ética que tenta orientar as condutas profissionais, mas entroncando com o pensamento ético actual e tentando estabelecer um diálogo interdisciplinar

16 14 Divulgação??? com os saberes especializados nos quais se baseia o exercício de cada profissão» (HORTAL, 15). As éticas das profissões visam o agir em função de valores, princípios e normas morais que regem o comportamento humano do profissional, isto é, um agir com conhecimento, liberdade e intenção. Trata -se da teoria que se debruça sobre o agir da pessoa enquanto sujeito moral, enquanto sujeito que procura a vida boa, com e pelos outros, em instituições justas (RICOEUR, 1990). Nas palavras de Augusto Hortal: «A ética ocupa -se em dizer em que consiste [a] actuação boa que nos faz bons; a ética profissional centra -se, antes de tudo, no tema do bem: qual é o bem a fazer, ao serviço de que bens está uma profissão, qual é o tipo de bem que procura com a sua finalidade» (HORTAL, 193). A ética é o saber que visa a práxis, no sentido aristotélico do termo, isto é, é um saber normativo que visa não o que é, mas o que deve ser; não visa saber como as pessoas se comportam, mas como se devem comportar, de modo a atingirem uma vida boa e justa, atendendo ao agir concreto. Como diz França -Tarragó: a ética profissional é «o conjunto daquelas atitudes, normas éticas específicas, e maneiras de julgar as condutas morais, que caracterizam (os profissionais) como grupo sociológico. O ethos da profissão fomenta tanto a adesão dos seus membros a determinados valores éticos como a conformação progressiva a uma tradição valorativa das condutas profissionalmente correctas» (França -Tarragó, 17-18). A deontologia, por seu lado, é uma teoria do fazer, do praticar. A deontologia profissional «formula antes de tudo os deveres e obrigações do profissional, aquilo que há que exigir de todo o profissional no desempenho das suas funções profissionais. [ ] A deontologia profissional procura estabelecer um conjunto de normas exigíveis a todos os que exercessem uma mesma profissão» (HORTAL, 193) e, por isso, interessa, em primeira instância, aos profissionais. Enquanto a ética profissional trata da relação do profissional como uma pessoa (no caso da ética da Enfermagem, é um assunto que interessa ao enfermeiro e às pessoas que ele cuida), a deontologia atende fundamentalmente aos problemas de uma classe. A deontologia procura regular, de um modo concreto, a prática profissional, elabora os chamados códigos de ética profissional, que são um catálogo sistemático que orienta e rege a conduta dos profissionais hierarquizando valores, princípios, normas e regras que o colectivo profissional estabelece para regular a vida dos seus membros, quer nas suas relações mútuas, quer nas relações dos seus membros com o exterior. Estes códigos são um instrumento valioso que expressa os princípios e as normas que emergem do papel social do profissional, promovendo a confiança mútua entre o profissional e uma pessoa ou instituição. As suas funções principais são: 1. declarativa: enuncia os valores fundamentais que fundamentam a ética profissional; 2. identificativa: uniformizando a conduta, dá identidade e papel social ao profissional; 3. informativa: informa a sociedade sobre os fundamentos e critérios éticos específicos que presidem às relações profissional / pessoa; 4. discriminativa: distingue o lícito do ilícito, o que está ou não de acordo com a ética da profissão; 5. metodológica e valorativa: dá os parâmetros das decisões éticas concretas e permite avaliar determinadas circunstância previstas nos códigos; 6. coerciva: dá os parâmetros para o controlo social das condutas do ponto de vista ético; 7. protectiva: protege a profissão das ameaças sociais (FRANÇA -TARRAGÓ). Pelo que se disse, a importância destes códigos deontológicos é por demais evidente. Eles estabelecem valores, princípios e normas mínimos que são universalmente exigidos aos profissionais daquela profissão. Neste aspecto, são importantíssimos. Contudo, não se devem esquecer as suas limitações, tais como:

17 Divulgação??? 15 poderem induzir a ideia de que a responsabilidade moral do profissional se limita ao explicitamente referido pelo código e poderem suscitar desacordos quanto à hierarquia dos valores, princípios ou regras. Apesar de tudo, são instrumentos educativos muito importantes para a formação da consciência ética dos profissionais (FRANÇA -TARRAGÓ). E é por aqui que podemos fazer a ligação da deontologia com os direitos humanos. Os códigos deontológicos são meros instrumentos e não fins em si. O fim que os códigos deontológicos pretendem atingir é a prática da ética profissional. A enunciação do modo prático como o profissional deve actuar, que o código anuncia, visa, entre muitas outras finalidades, levar o profissional a adquirir um determinado comportamento que, uma vez interiorizado, levá -lo -á a viver mais correctamente a sua ética profissional. É verdade que o código tem muitas outras funções, entre elas, permitir a avaliação dos profissionais enquanto profissionais, reconhecer se determinada pessoa tem ou não determinada profissão, estabelecer os critérios que permitem avaliar se alguém é ou não profissional. Eles são constituídos por regras que indicam os modos de proceder que devem ser a exteriorização dos valores, dos princípios e das normas morais que devem ser vividos para que, na respectiva profissão, o ser humano se realize enquanto pessoa. Os códigos são um instrumento que visa impor maneiras de proceder que deveriam resultar da procura da vida boa, isto é, da procura da realização moral do profissional enquanto sujeito moral. Que valores, princípios e normas são essas? São os do profissional competente técnica e humanamente; são os que devem presidir VERA VIDIGAL

18 16 Divulgação??? a uma vida pessoal e social justa e que permitem a realização de cada um enquanto sujeito moral. Numa sociedade plural como a nossa, verifica -se um pluralismo moral evidente, mas há um largo consenso em torno dos direitos humanos como critério que deve ser assumido quando, em última instância, se pergunta se o ser humano está a agir bem ou não, de um modo justo ou injusto. Se, por um lado, a deontologia profissional é a exteriorização da moral profissional e, por outro, a fundamentação da moral se encontra nos direitos humanos, em última instância a deontologia profissional tem a sua justificação e o seu critério de avaliação nos direitos humanos. Em síntese: são os direitos humanos o critério último de avaliação da deontologia profissional. VERA VIDIGAL Mas este largo consenso em assumir os direitos humanos como critério último de avaliação da deontologia, para ser consistente, exige uma fundamentação filosófica dos direitos humanos e, depois, a procura de um caminho para passar das formulações abrangentes que encontramos na Declaração dos Direitos do Homem para a sua concretização específica nas éticas das profissões. Prof. Silveira de Brito e a Enf.ª Conceição Martins, do Conselho Jurisdicional Não vou agora desenvolver uma tentativa de fundamentação filosófica dos direitos humanos. Ficarei pela afirmação de que os seres humanos coordenam as suas actividades através de acções comunicativas e que estas só são possíveis entre seres morais cuja comunicação tem como condição de possibilidade princípios éticos. Esses princípios, pressupostos quer no discurso teórico quer no discurso prático, que é um prolongamento da acção comunicativa, são os direitos humanos, pois que, sem eles, cada ser humano não é considerado um interlocutor válido (CORTINA). Mas como encontrar o caminho para passar das formulações abrangentes da Declaração dos Direitos do Homem para a prática diária dos profissionais? Atendendo à moral vivida no contexto cultural em que a pessoa se encontra e, nas éticas profissionais, recorrendo ao código ético da respectiva profissão. E encontramos aqui mais uma função dos códigos deontológicos: aplicar à profissão, em regras muito concretas, as grandes formulações dos direitos humanos. Bibliografia BERTEN, A; CANTO -SPERBER, Monique (sous la dir.) Dictionnaire d éthique et de philosophie morale. t ª edition. Quadrige. Paris: P.U.F, CORTINA, Adela Ética sin moral. 3.º Edição. Madrid: Editorial Tecnos, LADRIÈRE, Jean L éthique dans l univers de la rationalité. Saint- -Laurent/Namur: Fides/Artel, LÉVINAS, Emmanuel Autrement qu être ou au -delà de l essence. La Haye: Martinus Nijhoff, RICOEUR, P. Le juste 2. Paris: Éditions Esprit, RICOEUR, P. So - meme comme un autre. Paris: Editions du Seuil, HORTAL ALONSO, Augusto Ética general de las profesiones. Bilbao: Editorial Desclée de Brouwer, FRANÇA -TARRAGÓ, Omar Ética para psicólogos. Introdución a la Psicoética. 2.ª ed. Bilbao: Editorial Desclée de Brouwer, oe

19 Divulgação??? 17 Os direitos humanos e a deontologia profissional Professor Doutor Daniel Serrão Especialista em Bioética A presente comunicação pretende fazer uma análise pragmática, introduzindo alguns conceitos operativos: ética operativa, deontologia e direitos humanos. Tenho optado por uma posição pragmática no que respeita à ética. Além da perspectiva filosófica, vamos procurar encontrar uma forma simples para entender o sentido e a utilização desta expressão. Actualmente, ética é, para o homem moderno, uma capacidade da sua inteligência. É uma categoria mental da actividade cerebral. Assim como somos capazes de pensar com a categoria lógica do pensamento, também o podemos fazer com a categoria ética do pensamento, como seres humanos e agentes morais. A ética é, então, a capacidade especificamente humana que permite que os seres humanos actuem e decidam após a ponderação de valores. Isto é feito na sua autoconsciência, na sua intimidade. É aí que se ponderam os valores antes de tomar uma decisão. Todos praticamos actos de relevância ética, porque tomamos decisões após ponderamos valores. Os valores nascem exclusivamente das percepções individuais, da cognição individual. Eu vejo, ouço, palpo, cheiro, tenho uma relação com o mundo exterior. A partir dessa relação, construo imagens representativas, de todos os tipos. No mundo exterior está a natureza e eu transformo a percepção da natureza em valores individuais, em significados ou significâncias individuais. Ao ver, ouvir e ler, as pessoas vão arquivar progressivamente valores e significâncias individuais que têm uma valoração boas ou más, gosto ou não gosto, bonito ou feio. O mundo exterior é permanentemente avaliado por todos nós de uma forma simples e natural. O resultado dessa avaliação fica arquivado na memória. Quando temos de decidir, chamamos à autoconsciência esses conteúdos e tomamos a decisão. Qualquer decisão que seja tomada após a ponderação dos valores individuais é, por definição, ética. Em si própria, não é boa nem má. É simplesmente resultante da ponderação dos valores individuais. Há também a questão da circunstância, uma vez que o homem é, obrigatoriamente, um ser social e sociável. O ser humano não existe isolado, existe em relação com os outros, uma relação que acontece, naturalmente, num universo ético. Eu e o outro somos um «armazém de valores» e, quando entramos em diálogo, fazemos uma troca, uma comparação dos nossos respectivos valores individuais. Quando se estabelece essa relação, há uma espécie de adaptação de valores, que podem ser convergentes ou divergentes. Assim, entramos naquilo a que chamo ética dialogal. De uma forma simples, a deontologia refere-se a um determinado universo de pessoas, por exemplo, médicos ou enfermeiros, que têm como todas as pessoas necessidade de estabelecer as suas relações numa base de ética individual e de ética dialogal. Mas, como naquelas profissões muitos actos se repetem constantemente ao longo do tempo, há um conjunto de decisões que aqueles grupos de profissionais entendem como boas decisões. Então, atribuem eticidade a determinadas decisões e dizem que, nas circunstâncias tipificadas, o profissional deve proceder daquela forma. Há uma cristalização em normas das propostas puramente éticas. Quando uma decisão passa a ser acolhida por um grupo profissional, deixa de ser livre e passa a ser, de certa forma, imposta. VERA VIDIGAL O Código Deontológico explica aos profissionais, por exemplo, que o médico não pode matar os seus doentes. Trata-se de uma

20 18 Divulgação??? norma obrigatória. O problema que se coloca é sobre o direito. É uma norma obrigatória para quem? Para os profissionais que aderem àquele código, fazendo um juramento, que só cria um compromisso ético. As Ordens mas o mesmo não se aplica à Ordem dos Enfermeiros, além do seu Código Deontológico, têm um código disciplinar que aplica penas, como se fosse legítimo que tivessem um direito e uma jurisprudência próprios. As Ordens profissionais, ao possuírem um Código Deontológico e um código disciplinar com aplicação de penas suspensas e de multas, têm um foro privado. Isto significa que a deontologia ou é uma norma fraca em relação aos profissionais, ou procura fortalecer-se, transformando- -se, sem o dizer, em norma jurídica. Esta última aparece com a organização do Estado moderno democrático. Nessa altura, entendeu-se que, para a manutenção da coesão social, era necessário que os cidadãos aceitassem um mínimo de obrigações, transformadas num código de procedimentos o Código Civil e puníveis por um Código Penal. Na deontologia, o fundamento da norma é o que a população, por exemplo, de enfermeiros considera que é bom que seja feito. É uma espécie de consenso. Todos os enfermeiros acham que, em determinada situação, o bom é fazer desta maneira. Depois, a norma dita como deve ser feito. Mas, antes de a norma o ditar, é necessário que os profissionais, entre si, de uma forma o mais democrática, abrangente e dialéctica possível, tenham concordado com isso. A origem da norma deontológica é exclusivamente o consenso entre os membros daquela profissão. Quando as crenças ou opiniões que dão origem a esse consenso mudam, a norma deontológica também tem de mudar. A questão jurídica, mais universal, que aponta para uma ética global mundial, tem como justificação a paz entre os seres humanos como condição para a paz entre as nações. Os seres humanos devem estar em paz entre si, porque aceitam um conjunto de normas que tendem a criar a paz e a acabar com a violência, a guerra e a morte. Mas, na realidade, numa sociedade organizada, democrática, só pode ser punido o que ofender leis públicas, leis do Estado, não códigos ou leis privadas de uma determinada profissão. Numa profissão, estamos num universo ético e deontológico, num universo de valores e de deveres fundamentados em valores. As punições respeitando o código de punições da Ordem dos Médicos, a que pertenço são de honra. Se o médico não o quiser aceitar, nenhum tribunal vai confirmar uma sentença, um castigo ou uma pena aplicados profissionalmente pela Ordem profissional ao seu membro. Se ele aceitar, fá-lo por uma questão de honra, por reconhecer que procedeu mal. Se recusar, não lhe acontece nada. O fundamento do universo ético humano são as percepções individuais, a experiência de vida de cada um, a forma como cada um interiorizou as suas relações com o mundo. Esta percepção passa por uma leitura emocional das percepções e por uma análise racional, de inteligência reflexiva, transformando as percepções em ideias abstractas. Este é o universo com que eu construo a minha «biblioteca de valores». Os direitos do Homem referindo-me em concreto à Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948 são um documento de pura ética. A utilização da palavra «direitos» é desajustada. Não se trata de direito jurídico. Muito mais do que de direitos humanos, fala-se de valores. A Declaração não tem força jurídica e até diria que não tem peso deontológico. Tem uma grande dignidade ética, porque diz ao mundo o que cada cidadão, na sua autoconsciência, deve aceitar. Entre 1948 e 1966 tentou-se criar uma Convenção dos Direitos do Homem, ou seja, um documento que tivesse valor jurídico para os países que o ratificassem. Ao fim de algum tempo, verificou-se que tal não era possível e optou-se pelo Pacto dos Direitos Civis e Políticos, com um estatuto mais fraco dentro da Organização das Nações Unidas (ONU). Este documento foi aprovado por uma parte dos países em Trata-se de um texto deontológico, porque também não tem valor jurídico, não faz com que os Estados tenham de o cumprir, mas cria uma obrigação moral. Quem adere ao Pacto é como um médico ou um

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